Prévia do material em texto
RANALD V. GILES
PROFESSOR LE ENG~ARIA CIVIL NO DREXEL
INSTITUTE OF TECHNOLOGY
''/\ECÂNICA DOS FLUIDOS
E
HIDRAULICA
TRADUÇÃO
SERGIO DOS SANTOS BORDE
ENGENHEIRO
E O 1 TO R A M e G R A W - H 1 L L O O B R A S 1 L , L T D A .
SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
BELO HORIZONTE
PORTO ALEGRE
Bogotá
Düsseldorf
Johannesburg
Kuala. Lumpur
London
México
Montreal
·New Delhi
New York.
Panamá
St. Louis
San Francisco
Singapor~
JX9-"':%
\::'. _) .
}.Q:-1
thorized tranalation 'from the second English-language edition, copyrighted
lie United States of Americ& and published by Sehaum Publishing Compan1,
· York.'' -
Título do Original
"scHAUlll'S OUTLINE OF
THEORY AND PROBLEMS
OF
FLUID MECHANICS AND HYDRAULICS"
\ l BST 1
-------·''
Copyright . © da Edltõra McGraw-Hlll do Brasil Ltda.
Nenhwná parte desta publicação poderá ser r~pro<iuzlda, guar-
dada pelo sistema "retrteval" ou transmitida de qualquer modo ou por
qualquer outro melo, seja este eletrõntco, mec:ànlco, de fotocópia, de
gravação, ou outros, sem prévia autortzação por escrito da Edltóra.
;l/1G83
.• __....,...-------,.. .... _;1<.· 1974
Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela
EDITORA McGRAW-HILL DO BRASIL, LTDA.
Rµa Tab11puã. 1105
SAO PAULO
ESTADO DE SÃO PAULO
Av. Afonso Pena, 748 s/1012
BELO HORIZONTE
MINAS GERAIS
Av. Rio Branco, 156 s/2614
RIO DE JANEIRO
GUANABARA
Av. Alberto Bins, 325 s/29
PORTO ALEGRE
RIO GRANDE DO SUL
Impresso no Brasil.
Printed in Brtttil
Prefácio
Êste livro foi concebido, preliminarmcnte, com o fim de suple-
mentar os livros-textos convencionais de Mecânica dos Fluidos e Hi-
dráulica. Êle. se baseia na convicção do autor de que o conhecimento
e a interpretação dos princípios básicos de qualquer ramo de mecâ-
nica podem ser complementados mais eficientemente através de nu-
merosos problemas demonstrativos.
A primeira edição dêste livro teve uma boa reeeptividade. Nesta
·segunda edição, muitos capítulos foram revistos e ampliadm1, a fim
de acompanharmos os conceitos, métodos e terminologias mais re-
centes. A atenc;:ão foi focalizada, inicialmente, na Análise Dimensio-
nal, através da eolocação dêste assunto, desenvolvido no CapítÚlo 5.
As reYisõcs mais extensas ocorreram nos capítulos sôbre Fundamen-
fos de Escoamentos dos Fluidos, Escoamento de Fluidos em Tubos e
Escoamento em Canais Abertos.
A matéria exposta é dividida em capítulos, cobrindo áreas cfo
teoria e PxPrt'.'foios. C::.da ea.pítulo começa _com o estabelecimento de
ddinições, princípios e teoremas pertinentes, juntamente com .ma-
téria ilustratirn e descritiva. Esta matéria é seguida por conjuntos
dosados de problemas resolvidos e suplementares. Os problemas re-
soh-idos ilnsti-am e ampliam a teoria, a.presentam métodos de análi-
ses, fornecem exemplos práticos e se concentram nos pontos delicados
que permitem ao aluno aplicar os princípios básicos correta e con-
Jiantemente. Análises do corpo livre, diagramas vetoriais, princípios
llc trabalho e energia, de impulso-quantidade de mov_imento e a lei-
do movimento de Newton são extensam<:nte utilizados. Esforços fo-
rmn feitos para apresentar problemas originais, desenvolvidos pelo
m1tor durante os Yáriós anos de magistério neste assunto. Numerosas
demonstrações 'àe teoremas e deduçõe.s de fórmulas foram inseri? ·-
PREFÁCIO
nos problemas resolvidos. O grande número de problemas suplemen-
tares serve como uma completa revisão do assunto de cada capítulo.
Além da sua utilização pelos estudantes de Mecânica dos Flui-
dos, é um livro valioso como fonte de consultas para engenheiros.
:eles encontrarão soluções detalhadas de muitos problemas prático~ e
poderão também recorrer ao sumário da teoria, quando necessário .
.Além disso, o. livro .pode servir aos engenheiros que precisam rever
o assunto para concursos, licenciamento ou outras razões.
Eu gostaria de agradecer a meu colega, Robert O. Stiefel, que
cuidadosamente conferiu as soluções dos muitos problemas novos.
Gostaria também de expressar a minha gratidão ao "Staff" dá
Schaum Publishing Company, particularmente a Henry Hayden e
Nicola Miracapillo, por suas valiosas sugestões e cooperação presti-
mosa.
RANALD V. GILES
Phi~adelfia, Pa
fndice
\?CAPITULO - PROPRIEDADES DOS FLUIDOS ........................ .
Mecânica dos fluidos e hidráulica. Definição de um flui-
do. Sistema de unidades. Pêso específico. Massa especí-
fica de um corpo. Densidade de um corpo. Viscosidade
de um fluido. Pressão de vapor. Tensão superficial. Ca-
pilaridade. Pressão nos fluidos. Unidade de pressão.
Diferença de pressão. Variação de pressão em um fluido
compressível. Altura de carga ou altura de pressão h.
Módulo de elasticidade volumétrico. Compressão de gases.
Para condições isotérmicas. Para condições adiabáticas
ou isentrópicas. Pressões perturbadoras.
(} CAPITULO 2 - FORÇA HIDROSTÁTl~A NAS SUPERFICIES .............. .
\' Fôrc;a exercida por um líquido sôbre uma área plana.
Linha de ação da fôrc;a. Tensão circunferencial. Tensão
longitudinal em cilindros de paredes finas.
CAPITULO 3 - EQUIL(BRIO DOS CORPOS IMERSOS E FLUTUANTES
Princípio de Arquimedes. Estabilidade de corpos imersos
ou flutuantes.
33
56
CAP(TULO 4 - TRANSLAÇÃO E ROTAÇÃO DE MASSAS ÜCUIDAS . . . . . . . . 67
' l ~
Movimentos horizontais. Movimento vertical. Rotação de
massas fluidas - Recipientes abertos. Rotação de mas-
sas fluidas - Recipientes fechados. ç CAPITULO 5 - ANÁLISE DIMENSIONAL E SEMELHANÇA HIDRÁULICA . . . . 79
Análise dimensional. Teorema. das variáveis 'tr de Buck-
ingham. Modelos hidráulico~. . Semelhança geométrica.
Semelhança. cinemática. Semelhança dinâmica. Relação
de fôrças de inércia. Relação de fôrças: inércia·elasfici·
dade. Relação de fõrças: inércia· tensão superficial. Rela-
ção de teJDpos.
CAP(TULO 6 - FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS ........ .
Três conceitos principais de escoamento de fluidos. Es·
coamento de fluidos. Escoamento permanente. Escoa·
mento uniforme. Linhas de corrente. Tubos de corrente,
106
Sumário
Capa I
Sumário VI
1 Propriedades dos Fluidos 1
2 Força Hidrostática Nas Superficies 33
3 Equilíbrio dos Corpos Imersos e
Flutuantes 56
4 Translação e Rotação de Massas
Líquidas 67
5 Análise Dimensional e Semelhança
Hidráulica 79
6 Fundamentos de Escoamento dos
Fluidos 106
7 Escoamento em Encanamentos 143
8 Encanamentos Compostos, Paralelos,
Equivalentes e em Derivação 174
9 Medição de Escoamento de Fluidos 200
10 Escoamento em Canais Abertos 243
11 Fôrças Desenvolvidas Por Fluidos
em Movimento 288
12 Máquinas Hidráulicas 336
Apêndice Tabelas e Diagramas 365
Tabela 1 Propriedades Aproximdas de Alguns
Gases 367
Tabela 5 Valores de K 373
Tabela 6 Coeficiente C1, de Hazen-Williams
373
Tabela 7 Coeficientes de descarga para
Orifícios Verticais Circulares de Borda Viva
374
Tabela 8 Fatores de Expansão para
Escoamento Compressível Através de Bocais
e Medidores Venturi 375
Tabela 9 Valores de n para uso nas Formulas
de Kutter e Manning e M na Formula de Bazin
376
Tabela 10 Valores de C da Fórmula de Kutter
377
Tabela 11 Valores de Coeficiente de
Descarga K na fórmula Q=(k/n)y8/1s1/2 para
Canais Trapezoidais 378
Tabela 12 Valores do Coeficiente K em Q=(k/
n)bs para Canais Trapezoidais 379
Tabela 13 Áreas de Circulos 380
Tabela 14 Pesos e Dimensões de Tubos de
Ferro Fundido 381
Diagrama B Ábaco para Encanamentos
Fórmula de Hazen-Williams, C1 -100 384
Diagrama C Tubo - Orifício Vena Contracta
385
Diagrama D Bocais Medidores, Grandes
Raios - Alta Relação 386
Diagrama E Medidores de Venturi 387
Diagrama F Coeficiente de Resistência x le
388
Diagrama G Coeficiente de Resistência de
Forma para Placas Planase Lisas 389
Diagrama H Coeficiente de Resistência Cd A
Velocidades Supersônicas 390
Ábaco para Cálculo de Perda de Carga em
Canalizações 391
xu
F
g
gpm
h
H
HL,lre
hp
1
lzy
k
K
L
La
m
M
n
N
Na
Nu
NF
NM
Nw
p
p'
p
Pu
psf
psia
psig
q
Q
Qu
r
"º
R
Rs
MECÂNICA DOS FLUIDOS
fôrça em kg (lb }.
aceleração da gravidade: 9,81 m/s2 (32,2 ft/s2).
galões por minuto.
altura ou profundidade, pressão ou altura de carga em metros ou ft;
'iltura total (energia) em metros ou mkg/kg (ft ou ft lb/lb).
perda de carga em m (ft). Algumas .v~zes aparecerá como LI! ou hJ.
Hor.ie Power = wQH/550 = 0,746 kw.
momento de inércia em m4 ou cm4 (ft4 ou in4).
produto de inércia em m4 ou cm4 (ft4 ou in4).
relação de calores especíCiC95, expoente isentrópico (adiabático), cons-
tante de von Kárman.
fatôres de descarga para canais trapezoidais, fator de perda de carga
para expansões, qualquer constante.
fa~or de perda de carga para contracões.
distância de mistura em m (ft).
comprimento em m (ft).
comprimento equivalente em m (ft).
fator de rugosidade na fórmula de Bazin.
··massa em kg (slugs ou lb s2/ft), pêso molecular.
coeficiente de rugosidade, expoente, coeficiente de atrito nas fórmulas
de Kutter e Manning.
rotação em rpm.
velocidade especírica em rpm.
velocidade unitária em rpm.
número de Froude.
número de Mach.
número de Weber.
pre9.'ão em kg/m2 (lb/Ct2), perímetro molhado m (ft).
IJressão em lb/in2 ou kg/cm2•
fôrça em kg, (lb), potência em kgrn/s (lb ft/s).
potência unitária em kg m/s (lb ft/s).
lb/ft2•
lb/in2, absoluta.
lb/in2, manométrica.
fluxo unitário em m3/s/unidade de largura (ft3/s/uaidade de largura ) •
vazão e~ volume em m3/s (ft3/s).
vazã<;> unitária em m3/s (ft3/s).
qualquer raio em. m (ít).
raio de tubos em m {ft).
constante de gases, raio hidráulico em m (ft).
nÚalero de Reynolcb.
sbrnOLOS E ABREVIATURAS xm
S declividade da linha piezométrica ou da linha energética.
So declividade de canal.
T
u
u,11,w,
"
""
V
Yc
1D
w
y
Yc
YN
y
z
z
a (alfa)
fJ (bet.a)
õ (delt.a)
 (àeita)
E (epsilo)
71 (eta)
8 (teta)
µ. (mu)
11 (nu)
11" (pi)
p (rô)
<T (lligrna)
T (tau)
"' (fi)
tempo em ·segundos, espessura em m (in), viscosidade em segundos
Saybolt.
temperatura. torque em kg•m (Ct•lb), tempo em segundo.
velocidade perüérica de elemento rotativo em rn/s ((t/s).
componentes de velocidade nas direções X, Y e Z.
volum~ em m 3 (ft3), velocidade local em rn/s (ft/s), velocidade relativa
nas· máquinas hidráulicas em rn/s (ft/s).
volume específico = l/ra = m3/kg (ft3/lb).
velocidade cisalhante em rn/s (Ct/s) = V T/P
velocidade média em m/s (ft/s) (ou como fôr definida).
velocidade crítica em rn/s. (ft/s).
pêso específico em kg/m3 ou g/cm3 (lb/ft3).
pêso em kg (lb), vazão em pêso em kg/s (lb/s) = raQ.
distância em m (ft).
profundidade em m (ft), dístância em m (ft).
profundidade crítica em m (ft).
profundidade normal em m (ft).
71/
'·
fatôres de expansãÓ para escoamento de fluidos compressíveis.
elevação (pressão) em m (ft) ou cota.
altura da crista do vertedor acima do leito do canal, em m (ft).
ângulo, fator de correção de energia cinética.
ângulo, fator de correção da quantidade de movimento.
espessura da camada-limite, em m (Ct).
têrmo de correção do escoamento.
rugosidade superfici& 1 ~m m (ft).
viscosidade.
qualquer ângulo.
viscosidade absoluta em poises ou kg s/m2 ' (lb s/ft2) (p_oises). :0 0
viscosidade cinemática em st.okes ou m2/s (ft2/s) = µ./p.
parâmetro adimensional.
massa específica em kg/m3 (slugs/ft3 ou lb s2/ft4) = w/g.
tensão superficial em kg/m (lh/ft). tensão normal em kgfm2 (psi).
tensão cisalhante em kg/m2 lb/ft2, lb/in2 (psi) ou kg/cm2•
fator de velocidadP., potencial de velocidade, razão .
. i/t (psi) função ~e escoamento.
c.i (ômega) velocidade angular em rad/s.
XIV MECÂNICA DOS FLUIDOS
FATÔRES DE CONVERSÃO
l polegada (in) = 2~,4_ll)m,-
1_;é_(ft).,,;, ó,3õs ~ = 12 in.
l polegada3. (in)3 = 16,4 X 10-8 m 3•
l pé3 (ft)3 = 28,3 X 10-3 m3 ,;,, 7,48 U.S. Gallon.
1 U.S. Gallon = 37,8 X 10-4 ~3 = 8,338 lb de água a 60ºF.
1 ft3/s = 0,6-i6 mgd = 448,8 gpm = 28,3 l/s.
1 lb-s/ft2 (µ.) = 478,7 poises.
1 ft2/s (v) = 929 cm2/s.
1 hp = 550 lb~ft/s = 0,746 kw.
1 lb = 0,454 kg.
1 lb/Ct3 = 16 kg/m3•
1 polegada2 = 6,45 _X 10-4 m2•
l_ft2 =_9,,3_X 10-2~2~:
1 libra por pé quadrado (lb/ft?) (psf) = 4,88 kg/m2•
l libra por polegada quadrada (psi) = 0,07 kg/cm2•
/
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS
MecAnica dos fluidos e hidráulica. Mecânica dos fluidos
e hidráulica ·;·-presentam aquêle ramo de mecânica aplicad~, que
estuda r :.:>rtamento de fluidos em repouso e em movimento.
No d 1vire ;nto dos princípios de mecânica dos fluiclos, algu-
mas Jpriedades dos fluidos representam as principais 'funções,
outJ somente funções menores ou .nenhuma. Na estática dos
flui< .s, o pêso especíjico é a propriedade mais importante, ao passo
que no escoamento de fluidos, a massa específica e a viscosidade
são propriedades predomii;tantes. Onde ocorre apreciável com-
pressibilidade, princípios de termodinâmica devem ser considera-
dos. · A pressão de vapor torna-se importante quando pressÕes ne-
gativas (manométricas) são consideradas, e a tensão superficial
afeta as condições estáticas e de escoamento de pequenas pas-
1
sagens.
Definição de um fluido. Fluidos são substâncias que são
capazes de escoar e cujo volume toma a forma de seus recipi-
entes. Quando em equilíbrio, os fluidos não suportam .fôrçiu1 tan-
genciais ou cisalhantes. Todos os fluidQs possuem um certo grau
de compressibilidade e oferecem pequena resistência à mudança
de forma.
Os fluidos podetn ser divididos em líquidos e gases. As
principais diferenças entre êles são: (a) os líquidos são pràticamente
incompressíveis, ao passo que os gases são compressíveis e muitas
vêzes devem ser assim tratados e (b) os líquidos ocupam volumes
definidos e têm superfícies livres ao passo que uma dada m~ssa
de gás expande-se até ocupar tôda as partes de um recipiente.
Sistema de unidades.
N.T. - Apresentamos, em paralelo ao sistema usual americano, o sistema métrico
a fim de que o leitor possa trabalhar em ambos os sistemas de unidades.
Três são as grandezas tomadas como referência (unidades
fundamentais): comprimento, fôrça e tempo. Neste livro, as três
unidades fundamentais C()rrespondentes usadas serão: o pé para
o comprimento (metro), a libra-fôrça (Jb) ou lihra-pêso (quilogra-
ma-fôrça ou pêso) (kg* ou kg) e ó segundo para o tempo. Tôdas
as oukas unidades são derivadas destas. Assim, a unidade de
volume é o m3 (ft3), a unidade de aceleração é o m/s2 (ft/s2), a uni-'
dade de trabalho é kg_.m {ft~lb), e a unidade de pressão é kg/m 2
{lb/ft'). Sendo os dados fornecidos em outra unidade, êles devem
ser convertidos ao sis~ma {pê-libra-segundo ou ~etro-quilograma
-segundo) antes de serem aplicados à solução dos problemas.
A unidade de massa no sistema americano é o slug, e é obtida
das ·unidade3 de fôrça e aceleração. Para um corpo em queda livre
no vácuo a aceleração é a da gravidade: g = 32,2 ft/s 2 ao nível
do mar (g = 9,81 m/s2) e a única fôrça atuante é o seu pêso. Da
segunda lei de Newton,
ou
fôrças em libras = massa em slug X aceleração em ft/s 2•
Então,
pêso ~m libras = massa em slugs X g (32,2 ft/s 2)
· pêso Wem libras
massa M em slugs = g (32,2 ft/s2) (1)
N.T. - A distinção entre o quilograma, unidade de ~assa no sistema MKS
e o quilograma-fôrça, unidade de fôrça do sistema MK •s, nem sempre. é bem
compreendida. Para ambos, o corpo tomado cómo padrão é o mesmo: o· quilo-
grama padrão, cilindro de platina iridiada etc., ou aproximadamente, o litro
d'águaa 4-C, mas a unidade de massa do sistema MKS é a massa dêsse corpo,
e a unídàde de fôrça do sistema MK *S é o p2so do mesmo em determinadas con-
dições. Assim, no M~S. 1 litro de água vale 1 unidade de massa e ·pesa 9,81
Newtons aproximadamente; no si.~tema MK*S, 1 litro d'água vale 1 unidade
fôrça e 1 unidade de massa.
1 slug = 32,2 lb,
1 slug = 14,62 kg.
Pêso e5pecífico. O pêso específico ef de uma substância é
o pêso da unidade de volume de substância~ Para líquidos, w pode
ser tomado corpo constante para mudanças normais de pressão.
O pêso e~pecífico da água para oscilaÇões normais de temperatura
é de l 000 kg*/"fll 3 ou 1 g*/cm3 (62,4 1 b/ft *). Vide Apêndice,
tabelas lC e 2 ·para valores adicionais.
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 3
O pêso específico dos gases pode ser calculado usando-se a
equação de estado de um gás ou:
.}!!!.!_ = R (leis de Boyle e Charles) (N.T. também chamada
T equação característica dos gases perfeitos), (2)
onde no sistema americano p é a pressão absoluta em lb/ft2, o
volume específico v. é o volume por unidade de pêso em ft3/lb,
a temperatura T é a temperatura absoluta em graus Rankine
(460" + graus Fahrenheit) e R é a constante do gás em ft/graus
Rankine. Uma vez que w = I/v., ·a equação acima pode ser
escrita
' - G. .~-- -
·o V
,,,f
'· ....... / .
~ }-· - , ?n.' :)-
- .,, ()- __ .v_
. \ '
-_l
w=J!_· R.T
N.T. - Normalmente usamos as seguintes unidades, uo sistema métrico:
kg/m2 para p
m 3 /kg para lia
°K para T (273 + t.oC).
Com estas unidades obtém-se 29,25 kgm/kg °K para R para o ar .
(3)
. MASSA ESPECÍF~CA" de um CORPO p (rhô) =massa por
umdade de volume = .'fd/g.
No sist~ma de unidades usual, a massa específica da água
é 62,4/32,2 = 1,94 slugs/ft3 ou lb..'12/ft'. No sistema métrico a
m.assu. espedf ica da água é 1 gícm• a 4"C. Vide Apêndice, Ta-
bela IC.
Densidade de um corpo
N.T. - Nos E. U.A. densidade é "specific gravit" e pêso específico é· "specific
weight.".
A densidade de um corpo é um número absoluto que representa
a relação do pêso de um corpo para o pêso de um igual volume
de uma substância tomada como padrão. Sólidos e líquidos têm
como referência a água (a 39,2ºF = 4°C), enquanto que os gases
são muitas vêzes referidos ao ar livre de C02 ou hidrogênio (a 32ºF,
OºC. e 1 atm = 14,7 lb/in 2 de pressão). Por exemplo:
4 ~ECÂNICA DOS FLUIDOS
Densidade de uma substância =
pêso da substância
pêso de igual volume de água
pêso específico da substância
· pêso específico da água
(4)
Assim se a densidade de um dado óleo é 0,750, seu p~so específico
é 0,750 (62,4 lb/ft3) = 46,8 lh/ftª. (N.T. no sistema métrico
seria 0,750 ·g/cm3 ou 750 kg/m3.) . .
i\ densidade de água é 1,00 e do mercúrio é 13.57. A densidadç
de uma substância é a mesma em .qualquer sistema de unidades.
Vide Apêndice, Tabela 2.
Viscosidade de um· fÍ'uido. A" viscosidade de um fluido é
a propriedade que deter~ina o grau · de sua resistência à fôrça
cisalhante. A viscosidade é devida preliminarmente à interação
entre as molécuTàs do fluido. .
Baseados na Fig. 1-1, consideremos duas placas largas e
paralelas, separadas por uma pequena distância· y. O e~paço entre.
- as placas é ocu.pado ~r um flui-
1·1aéa i\J .. ~~·cl • · .... ~- F do. Consideremos que sobre a
placa superior atue uma fôrça
constante F e portanto esta se
mova com uma velocidade cons-
tante U. O fluido em contato Fig. l-"l
com a placa superior . ficará ade-'
rente à mesma e se moverá.à velocidade U; e o fluido em contato
com a placa fixa terá velocidade nula. Se a distância y e a ve-:
!ocid!!de [J n3.0 s5.c m~itc clcY~dns, n_. Ynrfrrçã~ de v~Iocidade
( crradie11 te) será uma linha ret'l. Experiências mostraram que a
rÔrça F varia diretamente com ~ área da placa, e com a veloci- ·
d:ide U e inversamente com a distância y. Por semelhança de
triângulos Ujy = d V/dy, nós temos:
Fçx AU =A dV
y dy. ou
F dV
A = ra dy
onde r = FJA. = tensão cisalhante. Se a constante de propor-
cionalidade µ. (mu), chamada de ·viscosidade absoluta (dinâmica),
fôr· introduzida,
dV
T =.µ.--
. dy
T (5) ou µ. = ·. dV/dy
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 5
.N.T. - No caso geral de superfícies não planas, a expressão da ·tensão cisa-
lhante, decorrente da viscosidade será:
onde àv / ày é a variaçao da velocidade transversalmente ao movimento ou
gradiente de velocidade.
As unidades de µ são kg· s/m2, uma vez que:
kg·/m2 . (m/s)/m = kg·s/m2 (ou lh•s/ft2).
Os fluidos que seguem as relações da equação (5) são chamados
fluidos Newtõnianos.
Outro coeficiente de viscosida9.e, o coeficiente de viscosidade
cinemático, é definido como:
Coeficiente cinemático .,, (nu) viscosidade absolutaµ
massa esp~cífica p
ou
p=J!:....=_J!:__= µg
p wjg w ·
As unidades de .,, são m 2/s, uma vez que
= m 2/s (ft2/s).
(kg s/m2) (m/s2)
kg/m 3
(6)
As viscosidades nos manuais são fornecidas em poises e stokes
(cgs) e, em certas ocasiões, em segundos Saybolt, decorrentts das
medidas com viscosímetro. Conversões de sistemas são ilustradas
nos ,problemas 6-8. Uns poucos valores de viscosidades são for-
neci~os nas tabelas 1 e 2 do· Apêndice.
i\s viscosidades dos líquidos decrescem com o ::inmPnto de
temperatura" mas não são afetados apreciàvelmente pelas variações
de pressão: A viscosidade absoluta de gases aumenta com o au-
mento de temperatura mas não sofre alterações apreciáveis devidas
à pressão. Uma vez que o pêso específico dos gases varia com a
variação de pressão (temperatura constante), a viscosidade cine-
mática varia inver.sarnente com a pressão. De acôrdo com a
equação acima, µg = wv.
Pressão de vapor. Quando a evaporação ocorre dentro de
um espaço fechado a pressão parcial criada pelas moléculas de
vapor é chamada pressão de vapor. A pressão de vapor depende
da temperatura e aumenta com ela. Vide tabela lC para valores
para água.
6 MECÂNICA DOS FLUIDOS
N.T. - Podemos também chamar pressão de saturação, tensão ..máxima de
vapor, pressão de vaporização ou de condensação do fluido.
Tensão superficia~.l. Uma mQlécula no interior de um líquido
está solicitada por fôrças que a atraem em tôdas as ~eções, e o
vetor resultante destas fôrças é nulo. Mas uma molécula à super-
fície de um líquido, é solicitadà para o interior do líquido, por uma
fôrça resultante de coesão que é perpendiqular à superfície do
mesmo. Por isso é n~cessário um certo trabalho para deslocar
as moléculas superficiais contra esta fôrça oposta, e estas moléculas
possuem mais energia que aquelas do interior do líquido.
A tensão superficial de um líquido é o trabalho que deve ser
fornecido para retirar moléculas suficientes do interior do líquido
para a superfície a fim de formar uma nova unidade ou arco desta
superfície (ft· lb/ft2 = m0 kg/m2).
Êste trabalho é numericamente igual à. fôrça tangencial con-
trátil atuando perpendicularmente a uma , linha hipotética de
comprimento unitário na superfície (lb/ft = kg/m).
Em muitos problemas de introdução à mecânica dos fluidos,
a tensão superficial não é de particular importância. A tabela IC
fornece-nos valores de tensão superficial u (sigma) para água em
contato com o ar.
Capilaridade. A elevação ou queda de um líquido em um
tubo capilar (ou em circunstância equivalente, como em meio
poroso) é causada pela tensão superficial e depende das grandezas
relativas da coesão do líquido e da adesão do líquido às paredes
do recipiente. A superfície do líquido se eleva nos tubos, molhando
as paredes (adesão > coesão) e decresce quando não molha as
paredes (coesão > adesão). A capilaridade é importante quando
usamos tubos menores que cêrca de 3/8" em diâmetro.
N.T. - Manual de Hidráulica -- 2.• ed. -·José M. de Azevedo Netto, pág. 13"Coesão - permite às partículas fluidas resistirem a pequenos ~for<;OS de
tensão. A formação de um jato d·água se deve à coesão.
Quando um líquido está em contato com um sólido, a atração exercida pelas
moléculas do sólido pode ser maior que a atração existente entre a molécula
do próprio líquido. Ocorre, então a adesão. Na superfície de um líquido em
contato com o ar· têm-5e a aparência de formação de uma verdadeira película
elástica: é que a atração entre as moléculas do líquido é maior que a atração exer-
cida pelo ar e as moléculas superficiais atraídas para o interior do líquido tendem
a tomar a área da superfície um mínimo. É o fenômeno de tensão superficial.
As propriedades de adesão, coesão e tensão superficial são
responsáveis pelos conhecidos fenômenos de capilaridade.
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS· FLUIDOS 1
Pressão nos fluidos. A pressão em um fluido é transmitida
com igual intensidade em tooas as direções e atua normalmente
à qualquer plano. Em um mesmo plano horizontal as intensidades
de pressão em um líquido são iguais. Medidas de unidades de
pressão são acompanhadas pelo uso de vários tipos de mané)metros.
A não ser que se indique o contrário, pressões manométricas ou
relativas serão usadas através dêste livro. Pressões manométricas
representam valores acima ou abaixo da pressão atmosférica.
"'UNIDADE DE PRESSÃO ou PRESSÃO é expressa como
fôrça dividida pela área. Em geral
p (Jb/ft2 ou dP (lh) psf) = dA (f't2) •
Para condições onde a fôrça P é uniformemente distribuída sôbre
uma área, nós temos:
p (lb)
p (psi) = A (ft2) e p' (psi) =
p (lh)
A(~n2)
N.T. - No sistema métrico usaremos kg/m2 ou kg/cm2 ou ainda kg/mm2•
Diferença de pressão. A diferença de pressão entre dois
pontos em diferentes ní~eis de Uf!l líquido é dada por:
(7)
onde w = unidade de pêso do líquido (lb/ft3 ou kg/m3) e h2 - h1 =
= diferença de cotas (ft ou m).
Se o ponto 1 está situado na superfície livre do Jíquido e h
está diretamente abaixo, a equação acima se transforma
p = w h (em psf gage ou kg/m2 manométrica). (8)
Para obtermos a pressão em psi, nós usamos:
, p wh ( . , . ) p = 144 = 144 em psi gage ou manometnca. (9)
Estas equações são aplicadas enquanto w, é constante (ou
varia tão pouco em relação a h que não acarreta êrros no resultado).
N.T. - Será interess:rnt.e lembrar neste parágrafo que as unidades usuais de
pressão são:
1 atm = 10,33 metros de coluna d'água (mca) ~ 1 kg/cm2
1 kg/cm2 = 104 kg/m?
1 psi ~ 0,7 mca ~ 7 X 10-~ kg/cm2•
Encontramos essas unidades usadas indistintamente na prática.
8 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Variação de pressão eni um fluido comprêssível. As
variações de pressões em um flui<Jo compressível são usualmente
muito pequenas em virtude dos pequenos · pê$0s unitários e das
pequenas diferenças de cotas que são consideradas nos cálculos
em Hidráulica. Onde tais diferenças devem ser consideradas para
pequenas variações de cotas dh, a lei de variação de pressão deve
ser escrita
dp = - wdh. (10)
O sinal negativo indica que a pressão decresce quando a altura
aumenta, com h positivo. Para aplicações, vide Problemas 29-31.
Altura de carga ou altura de pressão h. A altura de ·carg~
h, representa a altura de uma coluna de um fluido homogêneo que
produzirá uma dada intensidade de pressão. Então:
. p (lb/ft2)
h (ft de flmdo) = w (lb/ftª) , (11)
ou
. p (kg/m2)
h (metros de flmdo) = w (kg/mª) .
N.T. - Também encontraremos além de altura de carga as denominações de
p<>tencial de. pressão, energia de pressão ou piezocarga.
Módulo de elasticidade volumétrico (E) - "Bulk Mo-
dulas". O módulo de elasticidade volumétrico (E) expressa a
compressibilidade de um fluido. É a relação da variação da
pressão unitária para a correspondente variação de volume por
unidade de volume.
E= -:v = :~!f?t: = lb/in2 (anàlogamente kg/cm 2): (12)
Compressão de Gases. A compressão de gases pode ocorrer
de acôrdo com as várias leis da Termodinâmica. Para uma mesma
massa de gás sujeita a duas diferentes condições,
(13)
onde:
p pressão absoluta em lb/ft2 (kg/m2)
v volUme em ft3 (m3)
W pêso em lb (kg)
w pêso específico em lb/ft3
R constante do gás em ftfR (rrifK)
T Temperatura absoluta em ºR (460 + ºF) ; (ºK).
CAP •. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 9
PARA CONDIÇÕES ISOTÉRMICÂS (temperatura constante)
a express;~l3) acima se transforma -em: .
Wt Pt
- = - = constante.
Wz P2
(14)
Também:
E = p (em psf ou kg/m2) (15)
PARA CONDIÇÕES ADIABÁTICAS ou ISENTRÓPICAS
(não ,há troca de calor) as expressões acima se transformam em:
r),.,.A",_/ ... '( -~ ~· , •. !:!~ ..... -(~ ·~~- ('-_; . . \ :) -. J~ ..
piv~':·=p2~z'º e . .:(~)Te= Pi= constante.·\ (16)
W2 . P2 /
. ·- . -
Também:
T ( )
<k-1)/k
2 P2 (l7) Ti = p_1 '
e
E= kp (em psf ou kg/m 2), (18)
onde k é a relação entre o calor específico a pressão constante e
o calor específico a volume constante. É conhecido como o ex-
poente adiabático.
A tabela IA no Apêndice indica alguns valores típicos de R
e k. Para muitos gases, R multiplicado pelo pêso molecular é
cêrca de 1544.
N.T. -No caso de trubalharmos no sistema métrico obteremos o valor de 848.
Na e11uação (2) multipliquemos ambos os membros pela massa molecular de um
gás:
pvs M = ilfRT ou pV = RT.
Nesta expressão R, cujo valor é independente do gás e se obtém pelo produto
da massa molecular pela constnntfl específica do gás, é den(lminadn constante
universal dos gases, enquanto V é Q ,·olume ocupado pelo mol de quaiquer gás.
Obtemos. pela introdução dos >a!ores correspondentes, R = g,iB kgm/kmol•K;
se. aa invés de usarmos o kmol, usamos a lb.mol e utilizamos as unidades inglêsus
encontraremos para R aproximadamente 1545.
Pressões perturbadoras. As pressões perturbadoras obrigam
um fluido a se mover em ondas. Estas ondas de pressão se movem
a uma velocidade igual àquela do som através de um fluido. A
velocidade ou celeridade, em: mfs (ftíseg) é expressa como:
e= V Eíp; (19)
10 MECÂNICA DOS FLUIDOS
onde ·E deve ser em: kg/mi (Íh/ft2). Para gases esta velocidade·
acústica é
e = v'kiiP" = v kg R.T ; (20)
PROBLEMAS RESOLVIDOS
1. Calcular o pêso específico w, o volume específico V9 , e a
massa específica p do metano a 27°C e 9 kg/cm2 absoluta.
Solução:
Da tabela iA no Apêndice, R~ 53 m/0 K.
. , . p ·9,0 X 104 -,
P"eso espec1f1co w = RT = 53 (27J + 27)
9,0 X 104
53 X 300 = 5,66 kg/mª ..
Volume específico.tia= ! = ~.~ = 0,177 m3/kg.
Massa específica p = 5,66 kg/m3•
/2. Se 6 m3 de óleo pesam 4 800 k4 calcular seu pêso específico
w, sua massa específica p e sua densidade.
Solução:
Pêso específico w = 4 ~OO = 800 kg/m3•
Massa específica p = ~ = 800 kg/m3•
g
• u·6Ieo 800
Densidade = Wl.ltll& = 1 COO = 0,800.
3. A 32°C e 2,1 kg/cm2 o volume específico v., de um certo
gás era 0,70 m3/kg. Determinar a constante específica do gás R
e a massa específica p.
Solução:
Uma vez que:
= __]!_ _ R =___E_= p u. =; 2,1 X 104 X 0,70 = 48 20 m.kg.
w RT. ' então wT T · 273 + 32 ' kg<>K
w 1/1:111 l 1 3 Massa específica p = - = -- = - = -- = l 43 kgfm·. g g 7Jafl 0,7 •
,J
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 11
4. (a) Determine a variação de volume de 0,03 m3 de água
a 27°C quando sujeito a um aumento de 21 kg/cm2 na pressão.
(b) Dos seguintes dados de teste determinar o módulo de elasti-
cidade volumétrico da água: a 35 kg/cm,2 o volume era de. 0,03 m3
e a 225 kg/cm2 o volume era de 0,0297 m3•
Solução:
(a) Da tabela lC no Apêndice E a (27-C) é (22 750 kg/cm2). Usando a
fórmula (12)
t1dp' do=-~= - 0,03 X 21 -s 3 3 22750 =-2,77XIO m ou =-27.7cm.
(b) A definição associada com a fórmula (12) indica que as correspondentes
variações na pressão e no volume devem ser consideradas. Aqui. um aumentona pressãó corresponde a um decréscimo no volume.
E = _ dp' _ _ (225 - 35) _ ~ . 2
dv/v - (0,0297 - 0,03)/0,03 - 1•90 X 10 kg/cm ·
5. Um cilindro contém 0,375 m 3 de ar a 49ºC e a 2,8 kg/cm 2•
O ar é comprimido até 0,075 m3• (a) Considerando-se as condições
isotérmicas, qual é a pressão do nôvo volume e qual é o módulo
de elasticidade volumétrico? (b) Considerando condições adia-
báticas qual a pressão e a temperatura finais e qual será o módulo
de elasticidade volumétrico ?
Solução:
(a) Para condições isotérmicas, Pi 111 = P2 V?·
Então: 2,8 X io4 X 0,375 = (p2' X io4) 0,075 e P2' = .14 kg/cm2•
O módulo E = p' = 14 kg/cm2•
(b) Para condições adiabáticas p 1 v1 k = P'! 112 k e a tabela IA no Apêndice
ilOS fornece k = 1,40.
Então: (2,8 X 104) (0,375)1•4º = (P2' X 104) (0,075) 1•4º
p2' = 26,6 kg/cm2•
A temperatura final será obtida pelo uso da equação (17)
T2 = ( 26,7 )0,1011,4,
(273 + 49) 2,8
E o módulo E= kp' = 1,40 X 26,6 = 37,24 kg/cm2•
6. Da "International Criticai Tables", a viscosidade da água
a 20"C é 0,01008 poises. Calcule (a) a viscosidade absoluta em
.12 AlECÂNICA DOS FLUIDOS
lb s/ft2• (b) Se a densidade a 20"C é 0,998, calcule o valor da vi!i-
cosidade cinemática em ft2/s.
Solução:
O poise é medido em dioa segundo/centímetro2•
Uma vez que 1 lb = 444·800 dinas e 1 ft = 30,48 cm nós obtemos:
lhseg .444·800d·s •
1 ~ = 30,48 cm2 = 4711,7 poJSeS;
{a) µ em lb seg/ft2 = 0,01008/478,7 = 2,11 X 10-5;
(b) ,, em ft2/seg = _E_ = _E,_ = . p.g = 2,11 X 10-s X32,2 = 1,091 X io-5.
p w/g w 0,998 X 62,4
7. Converter 15,14 poises para a viscosidade cinemática em
ft2/s se o líquidó tem uma densidade de . 0,964.
Solução:
Os pas.~os ilustrados no problema 6 podem ser considerados ou, um fator
. 1 3"?
adicional pode ser estabelecido par-J água a partir· de --. - X
6
-·- = 0,001078.
. 478,7 2,4
Portanto v em ft2/s = 15,14 X 0,001078 = O 0169
densidade = 0,964 ' ·
8. Converta uma ,viscosidade de 510 segundos Saybolt à 60"F
(16ºC) para viscosidade cinemática v em ft 2/seg (m2/s).
Solução:
Dois conjuntos de fórmulas são dadas para estabelecermos esta conversão
quando o viscosímetro Saybolt Universal é utilizado:
(a} pa1·a t ~ 100,
~id i > 100,
(b) para l ~ 100,
para l > 100,
µem poises = (0,00.225 t - 1,'15ít) X densidade
µ em_poises = {0,00220 l - 1,35/l) X densidade;
11 em stokes = (0,00226 t - ·1,95/l)
11 em stokes = (0,00220 l - 1,35/l),
r. 1de t =segundos Sayholt. Para converter stokes {cm2/segundo) em m2/se-
gt~ndo basta multiplicar por 10-4; para convei:-ter em ft2h. dividimos por (30,48/2
ou 929.
Usando o grupo '(b), e uma vez que l > 100,
v = ( 0,00220 X 510 - !i:) 9~ = 0,001205 ft2/s
11 = ( 0,00220 X 510 - ~·::) 104 ~ 1,119 X 10-4 m2/s .
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 13
9. Discutir as características de cisalhamento dos fluidos para
os quais foram desenhadas as curvas da Fig. 1-2~
t
S61ido Ideal
..
--
Fig. I-2
Solu~ão:
(a) Os fluidos Newt.onianos comportam-se de acôrdo com a lei T = µ(dV/dy),
ou a tensão cisalhante é proporcional ao gradiente de velocidade ou à deformação
cisalhante. Assim para êstes fluidos a curva que exprime a relação entre tensão
cisalhante e o gradiente de velocidade é uma linha reta passando pela origem.
A inclinação da reta determina a viscosidade.
(b) Para o fluido "ideal", a resistência à deformação cisalhante é nula,
e portanto a curva coincide com o eixo dos XX. Embora não hàja nenhum
fluido ideal, em certas análises a suposição de um fluido ideal é útil e justificada.
(e) Para o sólido "ideal''. ou elástico, nenhuma deformação ocorrerá sob
quaisquer condições de carga, e a curva coincide com o eixo dos YY. Sólidos· reais
possuem uma certa· deformação e dentro do limite de proporcionalidade (lei d4'
Hooke); a curva representativa é uma fü:h:: >eta quase na vertical.
(d) Fluidos Não-Newtonianos deformam-se de tal modo que a tensão
cisalhante não é proporcional à deformação, ex~et.o, talvez para tensões cisalhantea
muito baixas. A deformação nestes fluidos pode ser considerada plástica.
(e) O material ·plástico "ideal" poderia suportar um certo valor de tensão
cisalhante sem deformação e tlaí."em diante êle se deformaria proporcion~lmente
à tensão de cisalbament.o.
10. Referência Fig. 1-3. Um fluido tem uma viscosidade
absoluta de 0,0010 lb s/ft2 (0,0048 kg·s/m2) e densidade de 0,913.
Calcular o gradiente de velocidade e a inte·nsidade de tensão ci8a-
lhan te na base e· nos pontos a l" ('°'.'o' 25 mm), 2" ("' 50 mm) e 3''
('=""' 75 mm) da base, considerando (a) a distribuição da velocidade
linear, (b) a distribuição da velocidade parabólica. A parábola
na figura tem seu vértice em A. A origem é B.
14 MECÂNICA DOS FLU.IDOS
Solução:
Fig. 1-3
{a) Para umn .distribuição linear, a relação entre a velocidade e a distância
;y é V= 15y. Então dV = 15 dy ou o gradiente de velocidade é d.Y/dy = 15.
Para y = O, V = O, dY/dy = 15 segundos -1 e
T = µ (dV/dy) = 0,0010 X 15 = Ó,015 lb/ft2 (0,073 kg/m2).
(b) A equação da parábola deve satisfazer à condição de que a velocidade
é nula em B. A equaçiio da parábola é V = 45 - 5 (3 ~ ;y)2• Então dV/dy = 10
'(3 - y) e tabelando os resultados teríamos:
y V
1
dV/dy r = 0,0010 (dV/dy)
o o 30 0,030 lb/ft2 (0,146 kg/m2)
1 25 20 0,020 lb/ft2 (0;097 kg/m2)
2 40 10 0,010 lb/ft2 (0,048 kg/m2)
3 45 o o
Podemos observar que ónde o ~cliente é nulo {o_ zero ocorre na_ linha de
centro· de um tubo escoando sob pressão, como será visto mais tarde) a tensão
ciSéliÜauie i.a1uitém é nuia.
Notemos que a unidade de gradiente de velocidade· é segundo-1, e então o
produtoµ (dV/dy) = (lb s/ft2) (s-1) = lb/ft2 (kg/m2) que são as unidades da tensão
de cisalhamento T.
ll. Um cilindro· de 120 mm de raio gira concêntricamente
dentro de um cilindro fixo de 126 mm de raio_. Ambos os cilindros
têm 300 min de. comprimento. Determinar a viscosidade_ do líqui-
do que enche o espaço entre os cilindros se um torque de 0,1 kg·m
é necessário para manter uma velocidade angular de 60 rpm.
Solução:
(a) O torque é transmitido através do fluido colocado no cilindro externo.
Uma vez qu_e o espaço entre os cilindros· é pequeno, o' cálculo pode ser feito sem
integração.
CAP; 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 15
Velocidade tangencial do cilindro interno = r6' = (0,120 m) (211" rad/s) =
-= O, 753 m/s.
Para o ~ueno espaço entre os cilindros, o gradiente de velocidades pode
ser considerado uma linha reta e o raio médio pode ser usado.
Então: dV/dy = 0,753/(0,126 - 0,120) = 125, 3 (m/s}/m, ou s-1•
O torque aplicado = torque resistente
0,10 = T (áre~} (t-raço} = T (2 '1f' X 0,123 X 0,300} (0,123} e T'"" 3,50 kg/m2•
Então: µ = -t/ (dV/dy} = 3,5/125,3 = 0,027 kg·s/m2•
(b) Para uma aproximação matemática maiS exata, Usaremos o cálculo
integral como se sugere:
Como antes 0,10 = .T (2 11" r X 0,3)r do qual T = 0,048/il.
dV, T 0,048 d ., • - l ºda.>- V · Agora -d = - = ----;-- , on e as varlaveJS sao a ve oc1 ..., . e o raio r. y µ µr .
A velocidade é 0,753 m/s no raio interno e zero no raio. externo.
Reagrupando a expressão acima e substituindo ( - dr) P<>r dy (o sinal nega-
tivo indica que o r decresce quando V aumenta}, nós obtemos:
Então:
J:Vint 0,048 Ío0,120 - dr dV=-- --v e:tt µ 0,126 ,:i
o 048 [ 1 ]º·120 Vint - Vext = -· -'- -
µ r 0,126
0,M8 ( 1 1 ) (0753- 0) = -- -- - -- da qual
• µ 0,120 0,126
P. = 0,0255 kg·s/m2•
/12. Mostrar que a intensidade de pressão em um ponto é
a mesma em tôdas as direções.
Fig. I-4
Solução:
Consideremos .um elemento de prisma triangular de um líqwdo em repouso
solicitado pelo fluido ao seu redor. Os ~alares médios das pressões. unitári.as
16 lllBCÂNICA DOS FLUIDOS
nas três superffoies são p1, P! e ]13.Na direção z as fôrças são iguãis e opostas,
portanto se eliminam.
ou
ou
e
ou
O ~mat6rio das fôrças nas direções z e y nós fornece
2: X = O, P2 - Pa sen 8 = O
P2 (dy dz) - P3 (ds dz) sen 8 = O
}; Y = O, P1 :-- Pa cos 8 - dW = O
. '
Pi (dz dz) - pa (ds dz) cos8 - w (! d:z: dydz) =O.
Uma vez que dy = ds sen B e dz = ds cos 8. as equações 'reduzem-se a:
J12dydz - patlydz =O ou
P1 d:z:dz - PJdzdz - w (Í dzdydz) =O
PI- pa - w(!dy) =O.
(1)
. (2)
Como o prisma elementar tende a um ponto, dy tende a zero como um limite
e as pressões médias torna1Jl-5e uniformes ou mesmo "pressões em um ponto".
Então colocando dy = O na equação (2) nós obtemos P1 = p2 e daí PI = P2 = pa.
/13. Deduza a equação (p2 - Pi) = w (h2 - hJ.
Fig. 1-5
Consideremos uma porção AB do líquido da Fig. 1-5 como um corpo livre
de set.ão reta dA, que se mantém em equilíbrio pelo seu próprio pêso e pelos efeitos
de outras partículas do líquido sôbre o corpo AB.
Em A a fôrça atuante é P1 dA (a pressão em kg/m2 vêzes a área em m2); em
Bela é P2 dA. O pêso do corpo livre AB é W = w 11 := wLdA. As outras fôrça;i
que atuam sôbre o corpo AB são normais aos seus lados, e apenas algumas destas
são mostradas no d~enho. Tomando 2:X = O, tais fôrças normais não aparecem
na equação. Portanto,
p2 dA - Pr. dA - wLdA sen O = O.
Uma vez que L sen 8 = ~ - hi. a equação acima se transforma
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 17
/14. Determine a pressão em kg/m2 a uma profundidade de
6 m abaixo da superfície livre de ~m volume d'água.
Solução:
Usando um valor médio_ dç 1000 kg/m3 para w
p = wh = 1 000 kg/m3 X 6m = -6 000 kg/m2•
N.T. - Quando se trabalha no sistema inglês, -resolve-se êste problema com as
seguintes unidades:
w = lb/fí3 .· . p' = _.!!!._ = 2,4 i t X 20 t = 8,66 psi g. p = psi .} h 6 lb'f 3 r
h = ft 144 144 in2/ft2
- 62,4 • A l h. o l" A razao 144 ocorre mwtas vezes e o eitor gan ara tempo uti izando
0,433 como quociente. ~ re~íproca é 2,31.
115. Determine a pressão em kg/m2 a uma profundidade de
10 m em um óleo de densidade 0,750.
Solução:
p = wh = 0,750 X 1 000 X 10 = 7 500 kg/m2 manométrica.
/16. Determine a pressão absoluta em kg/m 2 no problema 14
quando o harômetro indica 760 mm de mercúrio, densidade 13,57.
Solução:
Pressão absoluta = pressão atmosférica + pressão devida a 6 m de água
= 13,57 X IG3 X 0,760 + 103 X 6 = 16,3 X 103 kg/m2•
N.T. - f: comum usarmos as unidades de pressão em ~tm ou kg/cm~. Teríamos
6 ,...., 6 pa = j)atm + psm = 1 atm + 10,33 atm- l; atm
1 atm = 10,33 rri.c.a (metros de coluna d'água}
1 atm,...., 1 kg/cm2•
/17. Que profundidade de óleo, densidade 0,750, produzirá
uma pressão de 2,8 kg/cm2 ? Qual a profundidade em água?
Solução:
hõteo = _P_
w61eo
2,8 X 104 ---'--'-'--~ = 37 ,3 m
0,750X11>3
hAgua = _P_ = 2.8 X 104 = 28 m.
Wâgua 103
18 MECÂNICA DOS FLUIDOS
/ÍS. (a) Converter a altura de carga de 4,5 m <le água para
metros de óleo; densidade 0,750.
(b) Converter a pressão de 610 mm de mercúrio para metros
de óleo, densidade 0,750.
Solução:
(a) h61eo = lir.gua 4,5
d61eo 0,750 = 6 m
(b) h61eo = li água 13,6 X 0,610 = 11,05 m. d61eo 0,750
19. Prepare uma diagrama de tal modo que a pressão mano-
métrica e a pressão absoluta possam ser comparadas fàcilmente,
tlentro de limites considerados.
A
(Presslles em kg/crri) T •
3man
-.---
-0.51 ma" -0,56 man
_L. -t-
B 0,47 abs
Zero Jlbsoluto
Tl ..
4 abs
'-i>renã;-atmo~férica
local~ 1
1,03 abs
! Zero Absoluto -1.03 man ou -1 man
e
Fig. 1-6
Solução:
Consideremos o ponto A, na Fig. 1-6, representando uma pressão absoluta
de 4 kg/cm2• A pressão manométrica dependerá da pressão atmosférica no mo-
mento. Se tal pressão é normal ao nível do mar (1,03 kg/cm2), então a pressão
manométrica no ponto A será 4 - 1,03 = 2,97 kg/cm2• Poderíamos ter uma
pressão barométrica local de 1 kg/cm2, então a pressão manométrica seria 4 - 1 =
= 3 kg/cm2 •• Suponhamos que B represente uma pressão absoluta de 0,47 kg/cm2 •
Êste valor é indicado gràficamente abaixo do padrão 1,03 kg/cm2 e a pressão
manométrica de B é 0,47 - l,03 = - 0,56 kg/cm2• Se a pressão atmosférica
local é de 1 kg/cm2 então a pressão manométrica de B será 0,47 - 1 = - 0,53
kg/cm2•
Suponhamos que C representa uma pressão de zero absoluto. Esta é equi-
valente à pressão manométrica negativa "padrão" de - 1,03 kg/cm2 e a uma
pressão manométrica negativa normal de - 1 kg/cm2•
CÁP. 1 PROPRIEDADES DOS lq.Uil>OS 19
As conclusões a serem consideradas são important.es. As pressões mano-
métricas negativas não deve~ exceder a um limite teórico da pressão
atmosférica normal ou a um.valor padrão de - 1,03 kg/cm2 • A pressão absoluta
não pode ter valores negativos especificadas para êles.
/20. Na Fig. 1-7 as áreas do êmbolo A e do cilindro B são
3 800 mm2 e 380 000 mm2 respectivamente e o pêso de B ~ 4 000 kg.
O recipiente e as conexões estão cheias de óleo de densidade O, 750.
Qual a fôrça P necessária para o equilíbrio, desprezando-se o pêso
de A?
Fig. 1-7
Solução:
Determinemos primeiro a pressão unitária atuante ~o êmbolo A. Uma
vez que XL e XR estão ao mesmo nível no mesmo líqwdo, então a pressão em
XL = pressão em XR, ou pressão abaixo de A + pressão devida a 4,8 m de
• pêsode B
oleo = ár.:a de B ·
4000 kg Substituindo, pA' + wh = -38,oo x 10-2 m 2
pA' + (0,750 X 103) 4,8 = 10 526 kg/m~ e pA' = 6 926 kg/m2 •
Fõrça P = pressão uniforme X área = 6 926 X 3 800 X 10-61 = 26,3 kg.
-- -3,6 :m
e 3m
Fig. 1-8
/21. Determine a pressão manométrica em A devida à de-
flexão do mercúrio (d = 13,6), no manômetro U mostrado na
Fig. 1-8.
20 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Soluçiio:
B e C estão ao mesmo nível no mesmo líquido, mercúrio; portanto poderemoe
igualar as pressões manométricas em B e C.
Pressão em B = pressão em C
PA + wh (para água) = pD + wh (para mercúrio)
pA + IG3 (3,6 - 3,0) = O + 13,6 X 103 (3,8 - 3).
Resolvendo, pA = 10 280 kg/m2 = 1,028 kg/cm2 C!:! 1 atm.
Uma outra solução, utilizando-se a pressão de coluna d'água usualmente
requer menos aritmética:
Altura da coluna d'água em B =altura da coluna d'água em C
PAI"' + 0.6 m de água = 0,80 X 13,6 m de água.
Resolvendo: pAfw = 10,28 m de água e
pA' = 10,28 X 103 = 10 280 kg/cm2, como anteriormente.
1'22. Um óleo de densidade 0,750 escoa através de um bocal
indicado na Fig. l-9 e causa a deflexão do mercúrio no manômetro U.
Determine o valor de h se a pressão em A é de 1,5 kg/cm2 •
ou
e
Solução:
Pressão em B = pressão em C
pA' + wh (óleo) = pD' + wh (mercúrio)
1,5 X I<l4 + (0,750 X 103) (O,l!OO + h) = (13,6 X I03)h
h = 1,21 m; h = l 210 mm.
Usando m.e.a. como unidade:
li
Ar G 3,.2rn
0,11 Ili.
- D +-h E .!:.. 3m
t B e LiquiduB 2,6jnac _ D
Deruidade 1,6
Fig. 1-9 Fig. 1-10
Altura da coluna d'água em B =altura de coluna c;l'água em C
1,5 X In4/IG3 + (0,8 + h) 0,750 = 13,6 h :. h = 0,1'.?l m como antes.
CAP. 1 PROPRIEDAD!l!I DOS FLUIDOS 21
23. · Para uma pressão manométriea em A de :-- 1 000 kg/m 2
determine a densidade do líquido B da coluna manométrica d:.t.
Fig .. 1-10.
Solução:
Pressão ·em C = pressão em D
PA +wh. =p.1..1
- ÍOOO + (1,6 X 1<13) 0,5. = pD. = - 200 kg/,ri2.
Agora ]J(1 = pD = - 200 kg/m! Ullia vez que o pêso de 0,550 m de ar pode
··ser despremdo sem intrOduiirmos &oro 'considerável
Também PB = PP = O.
Assim, pressão em G =.pressão 'em . E - presSão de (3,200 - 3,0)m do
líquido manométrico
]J(1 = PB. - (d X Iói) (3,200 - 3,0)
- 200 = O - (d X 103) 0,200 e d = 1,00.
124. Para uma leitura manométrica em A de - 0,175 kg/cm~
determinar (a) a elevação dos líquidos nas colunas piezométricas
abertas E, F e G e (b) a deflexãodo merciírio no manômetro em
U na Fig. 1-11!
El.19,51u_ J' A E G.
Ar
e
Fig. 1-11
Solução:
(a) uma vez que o pêso !!Specífico do ar (Cêrca de 1,28 kg/m:i.) é muito pequeno
comparado com o dos líquidos, a presSão na cota 14,7 m pode ser ~nsiderada
- 0,175 kg/cm 2 sem introduzirmos êrro considerável.
MECÂNICA DOS FLUIDOS
Para coluna E:
A cota em L sendo considerada como se indica, (manométrica) temos
pK = pL : • pH + wh = O
ou
- 0,175 X 104 + 0,7 X 103 h = O e h = 2,5m:
Então o nível em. L será 14,7 - 2,50 = 12,20 m.
Para coluna F:
Pressão na cota 11,4 = piessão na cota 14,7 +pressão do líquido de den-
sidade 0,7 = (- 0,175 X 104) + (0,7 X 103) (14,7 - 11,-1) = 560 kg/m2; que deve
ser igual à pressão em M. Assim a altura de carga em M (ou pressão piezométrica}
será 560 X 103 de coluna d'água, e a coiuna F subirá 560 mm acima de M ou
à cota lJ ,960 m em N.
Para coluna G:
Pressão na cota 7,8 = pressão à cota 11,4 +pressão de 3,6 m de água
ou
po = 560 + 3,6 X 103 = 4 160 kg/m2
que deveria ser a altura de carga em R. Então a pressão em R é
4 160 ? 6 d l' .d
1,6 X 103 = -, m o 1qu1 o, e a coluna G subirá 2,6 m acima
de R ou à cota 10,40 m em Q.
(b) Para o manômetro de coluna, usando m.c.a.
altura piezométrica em D =altura piezométrica em C
13,6 ht = altura piezomé~rica à cota 11,4 +altura piezométrica de
7,2 m de água
13,6 ht = 0,560 + 7.2 = 7,760
25. Um manômetro diferencial é colocado entre as seções A
e B em um tubo horizontal, no qual escoa água. A deflexão do
mercúrio no manômetro é de 576 mm. o nível mais próximo de
A sendo o mais baixo dêles. Calcular 'l diferença de pressão entre
as seções A. e B em kgím~. Considerar a Fig. 1-12.
Solução:
Nota: Um eshôço será sempre necessário à clareza da análise de todos os
problemas bem como à redução de erros. Me;mo uma simples linha reta poderá
nos auxiliar.
Pressão em C = pressão 1:m D
p.tfw - : = [pB.1w - (z + 0,:>76) l + 13,6 X 0,576.
CAP. l PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 23
Então PA/W - DB/w =diferença de pressão = 0,576 (13,6 - 1) =7;25 m.c.a.
e
Se (pA' - ps') fôsse negativo, a interpretação correta do sinal se.ria que a
pres8ão em Bera maior do que A de (,2 X 101 kg/m2•
Manôm~tros diferenl"iais devem ser "Eangrados" (retirada de ar) antes da
leitura ser feita.
- D 4;5m
3,6m
3.0m
E
D
376 mm
T
===~-l.2tn
A B
Fig. I-12 Fig. 1-13
26. A perda através do dispositivo X deve ser medida por
um manômetro diferencial usando um óleo de densidade 0,750
como fluido indicador. O líquido que se escoa tem uma densidade
de 1,50. Determinar a diferença de pressão entre A e B para a
deflexão do óleo indicado na Fig. 1-13.
Solução:
Pressão em C = pressão em D
pB - (1,5 X 103) 0,6 - (0,750 X 11>3) 0,9 = PA - (1,5 X 101) 3,3.
Então pA - pB = 3175 kg/m2 e a diferença em
• . 3 475 ~ d l' "d metros de liquido = l,5 X 103 = 2,3;, m e 1qu1 o.
Outro método
Usando metros de líquido (d = 1,50)
altura de carg-d em e = !!ltura de carga em r
ps/w - 0,6 - 0,750 X 0,9 = PA/W - 3,3.
1,50
24 MECÂNICA: DOS FLUIDOS
Então pA/w - pB/w = diferença de alturas de carga = 2,35 rn de líquido
<.Y>moantes.
@. Os recipientes A e B contém água sob pressões de'3 kg/cm2
e 1,5 kg/cm2 respec~ivamente. Qual será á deflexão do mercúrio
J\O manômetro diferencial na Fig. l·l4? ··---·--···--
Solução:
Pressão em C = pressão em D
3 X 104 1,5 X 104 ~ + :i: + h = 103 - y + 13,6 h (m.c.a).
Recúmpondo: 30 + :i:.+ h = 15 - y + 13,6 h
15 + :i: + y = 12,6 h.
Substituindo :i: + y = 2 m e operando obtemos li = 1,35 m.
O leitor poderá notar que a escolha de unidade em kg/m2 ou kg/cm2 envolveria
mais cálculos, porém a probabilidade de cometermos enganos poderia recomendar
o uso de tais unidades ao invés de m.c.a (metros de coluna d'água).
Água
l__ E
T _5.,0n1
:1:
TLI~' h t
.*; - D
A
_J,Gm
..\gua.
28. A pressão no nível A-A é de 10 mm de água e os pêsos
específicós do gás e do ar são 0,560 kg/m3 e 1,26 kg/m3 respectiva-
ménte. Determinar a leitura da água no manômetro que mede
~ pressão de gás ao nível B na Fig. 1-15.
Solução:
'<:onsideremos que os valores do w do ar e do gás permanecem constantes,
para· os 90 m de diff!'rença de nível. Em virtude dos pêsos específicos do gás
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 25
e do ar serem da mesma ordem de grandeza, a var.iação na pressão atmosférica
com a altitude deve ser levada em consideração. O uso de pressões absolutas
é recomendado.
Pressão absoluta Pc = pressão absoluta pD.
Pressão atmosférica pE + 103 h = pressão absoluta PA - li,56, X 90 (A}
A pres>ão absoluta em A será determinado em têrmos de pressão atmosférica
cm E, obtendo-se primeiro a pressão atmosférica em F e então pA.
Pressão absoluta PA = [atmosfera pE + 1,26 (h + 90 + 0,09}] + 0,09 X 103•
Substituindo êstcs valores em (A}, cancelando a pressão atmosférica pE e
desprezando os têrmos de ·pequeno valor, temos:
102 h = 90 (l,26 - 0,56 + I) = 153 :. h = 0,153 m ou 153 mm de água.
29. Qual é a intensidade de pressão no oceano a uma
profundidade de 5 000 ft, consid_erando-se que (a) a água salgada
é incompressível e (b) a água salgada é compressível e pesa 64
lb/ft3 à superfície~ E = 300 000 psi.
Solução:
(a) Intensidade de pressão p = wh = 64 (5000} = 320 000 psf man.
(b) Uma vez que massa fornecida não varia de pêso, quando ela é compri-
mida, dW = O; então:
dUi = d (W17) = w d11 + 11 dw = O ou d11/TJ = - dwíw.
Das &111ações (10) e (12), dp = - w dh e d11/TJ = - dp/E.
Substituindo em {A),
dp/E = dw/w.
Integrando, p = E ln w + C à superfície, p = P!'· w· = u:o; então
C = po - Elnwa
(A}
(8)
p = E ln w + po - E ln 1co ou (p - po} = E ln (w/u:o}. (C)
Substituindo - wdh dw dp = - w dh em (8), --E-- = -;;;- ou dh = - E~w •
w·
Integrando, h = E/w + C1.
A superfície, h = O, w = uo; então C1 = - E/u:o, h = (E/w - E/u·o)
e daí
u·oE
w=----
u:oh+E
(64} (300 000 X 144) = 6-1,5 lb/ft3• (64) ( - 5000) + (300 000 X 144)
De (C) teremos:
p = (30 X 104 X 144) ln (64,5/64) = 323 X 103 psfg (man.)
(D}
2Ci l)lECÂNICA DOS FLUIDOS
30. Calcule a pressão barométrica em psi a uma altitude de
4 000 ft se a pressão ao nível do mar é de 14,7 psi. Considere
condições isotérmicas a 70"F.
Solução:
· O pêso específico do ar a 70°F é w = p
R (460 + 70)
onde R = 53,3 ft/0 R.
Da Equação {10): d11 = - wdh = - p dh 53,3 {530) ,
ou
dp/p = - 0,000 Õ351 dh. (A)
Integrando {A), ln p = - 0,000 035 4 h + e onde e é a constante de inte-
gração.
Para determinar e: quando h = O, p = 14,7 X 144 = 2 116 psf abs.
Portanto e = ln 2 116 e ln p = 0,000 035 4 h + ln 2 116 ou 0,000 035 4 h =
= ln 2 II6/p. (B)
Transformando (B) em log10 2,302 6 log 2 116/p = 0,000 035 4 (4 000) log
2 116/p = 0,061 6; 2 116/p = antilog 0,061 6 = 1,152
2116 , 2 ll6
P = 1,152 psf e p 1,152 X 144 = 12•7 psi.
31. Deduzir a equação geral da relação entre pressão e elevação
para as condições isotérmicas, usando dp = - w dh.
Solução:
P d. - . t' . - p po t ~ ara con 1çoes 1so erm1cas a equaçao wT = Wo To , rans1orma-se em
011 w = wop/po.
Ent.Uo:
dh = - dp = - .!.'!.. X dp • Integrando f" dh = - ~ f P dp
w u:o p J,.. wo Jp. p
e
h - hi; = - .!.'!..(ln p - ln pn) = .!.'!..(ln Pi> - ln p) = .!.'!..ln.!!!!...
WO Wo U:O p
. Realmente, a temperatura da atmosfera decresce com a altitude. Para uma
solução exata necessitaremos de conhecer as variações de temperatura com a
altitudt! e· o· uso da lei dos gases
p w T = constante.
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 27
32. Desenvolver a expressão da relac;ão entre a pressão mano-
métrica p dentro de uma #rOtícula de.líquido e a tensão superficial u.
, a d[,
dP,y
--dP:dL 1
d }-x
l'
adL
---adL
Fig. 1-16
A tensão superficial na superfíde de uma pequena gôta de líquido faz com
que a pressão interna seja maior do que a externa.
A Fig. 1-16 mostra as fôrças que causam o equilíbrio na direção dw1 xx· de
metade de uma gotícula de diâmetro d. As fôrças u · dL são de\· idas à tensão
superficial ao longo do perímetro e as fôrças dP:i: são as comporn,11ll'~ 11a dirt·çãe>
XX das fôrças p·dA (vide Capítulo 2).
Então, do 2: X = O,
soma das fôrças à direita = soma das fôrçl);, à esquerda
u fdL = fdP:i:
wnsão superficial X perímetro = pressão X área projetada
q (1f d) = p (1f cf!/4)
ou p = 4 u/d em unidade de pressão manornétrica. As unidades dtJ tensão
superficial são kg/m \lb/ft).
Pode-se ohsen·ar que quanto menor fôr a gotícula, maior será a pressão.
33. Uma pequena gôta de água a 27°C está em contato com
o ar e tem um diâmetro de 0,500 mm. Se a pressão 'interna à
gotícula é de 57,4 kg/m2 maior que a atmosférica, qual é o valor
de tensão superficial ?
~olução:
<T = Í pd = i (57,4) kg/m2 X 0,5 X 10-3 m = 7,175 X 10-3 kg/m.
34. Calcular a altura aproximada a que subirá, em um tubo
capilar exposto à atmosfera, um líquido que molha o tubo.
28 .lllECÂNICA DOS FLUIDOS
Solução:
A elevação t>m um tubo de pequ1>110 diâmetro pode· ser determinada aproxi-
mHdamt>nlt, se conside1'11rmüs a massa do liquido ABCD na Fig. 1-17 como um
corpo lh·rn.
1 !ma vez que 2: Y = O; nós obtemos componentes da fôrça devida à tensão
snperfidal (1iscendente) - pêso do volumt• ABCD (descendente) + fôrçn devida
à prei;..,,ào AB (asct>ndcnte) - fôrça de\·ida à. pressão em CD (descendente) = O
011
+ (<T f dL) sen á - w (11" d2/.i X li) + p (área AB) ....,. p (área CD) = O.
Pode ser verificado que as prt>SSões aos níveis AB e CD são ambas atmosfé-
ricas: A,-sim os (1ltimos dois têrmos do lado esquerdo da equação se anulam e,
uma .,.,.;, q1m <T f dL = u (11" d), n6s obtemos,
li = · 4 <T SP.n ª em melros.
wd
Para o corrípleto "molhamento", como de água sôhre vidro limpo, o ângulo a
é es."f>nrial~nente 900. Maiores detalhes não são ·necessários aqui.
Em trabalhos experimentais, evitar erros sérios devidos à capilaridade,
usando tuhos em tôrno de 3/8" (9,5 mm) de diâmetro ou maiores.
Fig. 1-17
35. Estimar a altura a que a água a 2lºC subirá num tubo
capilar de diâmetro 3,05 mm.
Solução:
Da tabela lC, <T = 0,01)1.iO kg/m. Considerando a = 90° para um tubo
limpo:
4 X 0,00740
103 x 3,05 x 10-3 = 0•0097 m
h = 9.ímm.
CAP. 1 PROPRIEDADE.$ DOS FLUIDOS 29
PROBLEMAS SUPLEMENTARES
.zz prob,
36. Se a massa específica de um líquido é 1,62 slug/ft3, determine seu ~o
específico e sua densidade. .
Resp.: 52,2 lb/ft3; 0,837.
37. Verifique os valores da massa específica e do pêso específico do ar 'a
80-F indicados na tabela lB.
38. Verifique os valores dos pesos específicos do dióxido de carbono e do
nitrogênio na tabela IA.
, ~ A que pressão est.ará o a~ pesando ~.JJ9.J!>/ft3 a 120-F i'_ o~ !
_,/ Resp.: ~ · ., ''
40. Dois pés cúbicos de ar à pressao atmosférica são comprimidos a 0,50 ft3•
Para condições isotérmicas, qual é a pressão final?
Resp.: 58,8 psia.
41. No problema anterior, qual seria a pressão final se nenhum calor ·é
perdido durante a compressão?
Resp.: 102 psia.
42. Determinar a viscosidade absoluta do mercúrio em lb s/ft2 se a ~-iscosi
dade em poises é 0,0158.
Resp.: 33 X io-6 lb/ft2•
43. Se um óleo tem uma viscosidade absoluta de 510 poises, qual é súa
viscosidade no sistema fps (foot-pound-second)?
Resp.: 1,07 lb s/ft2•
1
44. Quais são as viscosidades absoluta e cinemática no sistema fps de un1
óleo de 155 segundos Saybolt para viscosidade, se a densidade do óleo é 0,932'i'
Resp.: 646 X io-& lb s/ft2; 358 X 10-& lb s/ft2•
45. Duas grandes superfícies estão separadas entre si de l" (25,4 mm) ·e
o espaço entre elas está cheio de um líquido de viscosidade absoluta 0,02 lb s/ft~
(0,976 kg·s/m2). Considerando o gradiente de velocidade linear; qual é a fôrça
necessária para empurrar uma placa muito fina de 4,0 ft2 (0,368 m2) de ·área •à
uma velocidade constante de l ft/s (0,3 m/s) se a placa está a 1/3" (8,46 mm) de
uma das superfícies ?
Resp.: 4,32 lb; l,96 kg.
46. O tanque da Fig. 1-18 contém óleo de densidade 0,750. Determinar
a leitura no manômetro A em psi.
Resp.: 1,16 psi.
47. Um tanque fechado contém 2 ft de mercúrio, 5 ft de água, 8 ft de óleo
de densidade 0,750 e um espaço de ar acima do óleo. Se a pressão no fundo do
tanque é de 40 psi manométrica, qual seria a leitura do manômetro no tôpo do
tanque?
Resp.: 23,4 psi.
30 MECÂNICA DOS FLUIDOS
48. Considere-se a Fig. 1-19_ O ponto A está 1,75 ft abaixo da superfície
do líquido (densidade 1,25) no recipiente. Qual seria a pressão em A em psi
manométrica se o mercúrio se elevasse· ·de 13,5" no tuho?
RP.so.: - 5,66 psi.
j_
9"
T 13,5"
_J_
Fig. 1-18 Fig. 1-19
49. Considere-se a Fig. 1-20. Desprezando-se o atrito entre o pistão -A
e ó tanque de gás, determinar a leitura do manômetro B en:i polegadas de coluna
de água. Considerar o gás e o ar com pesos específicos constantes e iguais a 0,0351
e 0,0750 lb/ft3 respectivament.e,
Resp.: 17,9 in ~e água.
Fig. 1-20
50. Tanques A e B contendo óleo e glicerina de densidades respectivamentc
iguais a 0,780 e '1,25 são unidos por um manôrnetro diferencial. O mercúri"
no manôrnetro está ao nível de 1,60 no lado A e 1,10 no iado B. Se o nível da
superfície da glicerina no tanque B fôsse 21,l a que nível estaria a superfície do
óteo no tanque _A ?
Resp.:· Nível 24,90.
:fij O recipiente A, cota 8,00 contém água sob 15 psi de pres..«ão. O reci-
piente B, cota 12,00, contém um líquido sob 10,0 psi de pressão. Se a deflexão
CAP. 1 PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 3l
do manômetro diferencial é de 12" de mercúrio e o nível mais baixo estando no
lado A à rota 1,0, qual será a densidade do líquido no recipiente B?
Resp.: 0,50.
~-/ No tanque do lado esquerdo na Fig. 1-21, a pressão do ar' é - 9·pol.
de rrt-efcúrio. Determinar o nível do líquido. do manômetrd no lado direito da
coluna em A.
Resp.: 86,1.
r
1 /.
'·
~106,jl_
2,86 psi
Fig. 1-21
•
53. Os compartimentos B e C na Fig. 1-22 estão fechados e cheios de ar.
O barômetro indica 14,5 psi. Quando os nianômetros A e D indica
1
m os valores
assinalados, qual será o valor de .r no manômetro E (líquido indicador: mercúrio)?
Resp.: 5,96 ft.
54. O cilindro e o tubo indicados na Fig. 1-23 contêm óleo de densidade
0,902. Para uma leitura rnanométrica de 31,2 psi, qual será o pêso total do pistão
epêsoW~
A
!
30.0 psi
Resp.: 136 800 lb.
B
Ar
\l_
l
J 10,0'
6'
Pistiio·.
Fig. l-2:1
32 MECÂNICA DOS FLUIDOS
55. Consideremos a Yig.· 1-24, que leitura em A. eausará a elevação da glice-
rina ao nível B? O pêso específico do 61eo é 52 lb/Ct3 e da glicerina· é 78 lb/ft1•
Resp.: 5,06 psi. . . .
B
Fig. 1-24
56. Um dispositivo hidráulico é usado para suspender um "truck" de 10 t
se o 61eo de densidade 0,810 atua sôbre o pistão com uma pressão de 177 psi, quul
será o diâmetro necessário?
NOTA: 1 ton = 2 000 lb.
Resp.: 12~'-
57. Se o pêso especifico da glicerina é 79,2 lb/ít3, qual a pressão de sucção
neces.c,ária para elevar verticalmente a glicerina de 9" em um tubo de 1/2" de
diâmetr.o?
Resp.: - 0,412 psi.
58. Qual a pressão interna de uma gôta d'água que tem 0,06" {2,12 mm)
de diâmetro quando a temperatura é de 700F {2,l0 C}? .
Resp.: 0.0276 p«i g.
)i
\}.CAPÍTULO 2
FÔRÇA HIDROSTÁTICA NAS SUPERFÍCIES
Introdução. Os engenheiros devem calcular as fôrças exercidas
pelos fluidos a fim de projetarem as estruturas satisfatoriamente.
Neste capítuloas três características da fôrça hidrostática serão
apreciadas: intensidade, direção e sentido. Adicionalmente, a locali-
zação, ou melhor, o ponto de aplicação também será determinado.
Fôrça exercida por um líquido sôbre uma área plana.
A fôrça P exercida por um líquido sôbre a área A é igual ao produto
do pêso específico w do líquido, da profundidade h., do centro de
gravidade da área e da área. A equação é:
P = wh., A, (1)
as unidades sendo:
lb = lb/ft3 X ft X ft 2 ou kg = kg/m3 X m X m2•
1
Notemos que o produto do pêso específico w pela profundidade
do centro de gravidade da área representa a intensidade de pressão
no centro de gravidade de área.
A linha de at;ão da fôrça passa pelo centro de. pressão que pode
ser localizado pela aplicação de fórmula:
r
leu ,
Ycp = --4- + Ycu' Ycu · ·--···
onde leu é o momento de inércia de área em_!:.~l~çª~· ªº~ eixo_ que
passa pelo centro de gravidade. As distâncias y são medidas ao
longo do plano a· partir de um eixo situado na i.nterseção do plano
com a supnfície do líquido, ambos prolongados se necessário.
A componer(/e horizonla.1 da fôrça hidrostática sôbre qualquer
superfície (plana ou irregular) é igual à fôrça normal à projeção
vertical da superfície. A componente atua passando pelo centro
de pressão para a projeção vertical.
34 MECÂN"ICA DOS FLUIDOS
A componente verlical da fôrça hidrostática sôbra.. uma superfície
qualquer (plana ou irregular) é igual ao pêso do volume de líquido
acima da área, real ou imaginária. A fôrça passa pelo centro de
gravidade do volume.
Tensão circunferencial. A tensão circunferencial {psi ou
kg/cm2) é criada nas paredes de um cilindro sujeito à pressão in-
terna. Para cilindros de paredes finas (l < 0,10 d),
intensidade de tensão <T (psi) ~ pressão p' (psi) X raio r (in) (3)
espessura l (in)
Tensão longitudinal em cilindros de paredes finas. A
tensão lo11gitudinal (psi ou kg/cm 2) em cilindros de paredes finas
fechados é igmil à metade da tensão circunferencial.
PROBLEMAS RESOLVIDOS
(/1,) Desenvolver (a) equação para fôrça hidrostática agindo
em uma área plana e (b) localizar a fôrça .
. Fig. :?-1
Solução:
(11) Con8Í<li-remos a rela A IJ r!'presentando uma área pia.na sujeita à
pn•ssiiu d1• 11111 íluido e tendo uma inclinação O 1·om a horizo11lal, como mostra
a Fig. 2-1. Considt>remos um demento de área tal que cada partícula esteja
à nwsma dislâneia li abaixo da i<uperfície cio líquido. A faixa horizontal ha-
dmrada, ,: ''omo la! uma áre-.t, •~ a pressiio ,; uniforme sôbrn esta área. Então
a ffirça """ alua sôhre a área dA é igual a intensidade da pressão uniforme p,
vêzes a Ítrea d1t ou dP = pd A = wh dA.
CAP. 2 FÔRÇA HIDROSTÁTICA NAS SUPERFÍCIES 35
Somando-se tôdas as fôrças que atuam sôbre a área e. considerando-se
que h ~ ysen 8,
P = .! ~h dA = f w (y sen 8) dA,
(w sen 8) f y dA = (to sen fJ) YCfl A;
onde w e 8 são constantes, e da estática,
f ydA = yqdA.
Uma vez que hco = Yco sen 8.
P = whc0 A. (1)
N.T. - A expressão (1) nos mostra que: a resultante das press9es exercidas por
um fluido sôbre uma área plana é igual ao pêso de coluna líquida tendo por base
a área considerada e para altura a profundidade do seu centro de gravidade.
Se notarmos que Pcg = tohc,,, pressão no centro de gravidade, podemos
também verificar que a resultante das pressões exercidas por um líquido sôbre
uma área plana é igual ao produto dessa área pela pressão em seu centro de
gravidade.
P =pcqA.
(b) Para localizar a fôrça P, procederemos como na estática, considerando
os momentos. O eixo O é escolhido como a interseção da área plana com a su·
perfície da água, ambos prolongados se necessário. Tôdas as distâncias y são
medidas a partir dêste eixo, e a distância à fôrça resultante é chamada Ycp, que
é a distância ao centro de pressão. Uma vez que a soma dos momentos de tôdas as
fôrças em relação ao eixo O deve ser igual ao momento da fôrça resultante. temos:
f (dP X y) = P X ycp.
Mas dP = wh dA = w (y sen 8) dA e P = (to sen 8) ycq A. Então,
. . í -
tw sen tJ)} y" dA = (w seu 8) (ycg A) Ycp.
Uma vez que f y2 dA é o momento de inércia da área plana em tôrn• •
do eixo o.
~
Yc,, A = Ycp·
Em uma forma mais conveniente aplicando o teorema dos eixos
lcg + Ay2cg /Cf/ Ycp = =--A-+ Ycg.
YcgA Yco
(2)
Notemos que a posição do centro de pressões é sempre abaixo do centro de
gravidade da área, ou (Ycp - Ycu) é sempre positivo. uma vez que lcg é sempre
36 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
2. Determinar a posição lateral do centro de pressão (abscissa).
Referência Fig. 2.;l.
Solução:
Em geral a abscissa do centro de pressão não é necessária para resolver
muitos problemas de engenharia concernentes às fôrças hidrostáticas, ocasio-
nalmente, entretanto, esta informação ·pode ser necessária.
Usando o esquema do problema anterior, a área dA é escolhida como
(dzdy) de modo que o braço da alavanca x é convenientemente usado. Consi-
derando os momentos em relação a YY1,
. PZcp = f (dP x).
Usando os valores deduzidos no Problema 1,
(whq, A) Zcp = f p (dx dy) x = f wh (dx dy) z,
ou
(w sen li) {yqr A) :rep = (w sen 8) f zy (dx dy); (3)
uma vez que h = y sen fl. A integral representa o produto de inércia da
área plana em tômo dos eixos X e Y escolhidos, designado por lzy. Então:
(4)
Se um dos eixos considerados fôsse eixos de simetria da área plana lzy
seria nulo e a posição lateral (abscissa) do centro de pressão situar-se-ia no
eixo dos YY que pássaria pelo centro de gravidade (não mostrado na Fig. 2-1).
Notemos que o produtO de inércia em tôrno dos eixos que passam pelo centro
de gravidade (/zy)q, pode ser positivo ou negativo, de modo que a abscissa
do centro de pressão pode situar-se à direita ou à esquerda do eixo dos YY.
!ç;_'=·'. ~ • .. ".. ..
/ "'l .ut:Lt:1·wmac a resuuame P devida à ação àa água na área
AB.f.'etangular de 1 m X.2 m, indicada na Fig. 2-2 abaixo.
Solução:
... p = whcg A = I@3.kg/m3 X (1,5 + 1) m X (2 X 1) m2 = 5 000 kg.
Esta resultante a~ no centro de pressão que está situado a uma distância
YCJJ do eixo 01' e,
1· /1 ~"~3/12 ., ., ..... -~--,\
YCJJ = Y<v ~ + Y<v = 2,5 (2 X 1) + 2,5 = l~ + 2,5 ~
0_0 Determinar a fôrça resultante devida à ação da água na
área triangular CD de 1,5 m X 2 m indicada na Fig. 2-2. O vértice
~ais elevado do triângulo é e.
CAP. 2 FÔRÇA HIDROSTÁTICA NAS SUPERFÍCIES
Solução:
PcD=10a.(1+ ! x2xo.101) G x1,5x2)
. 3 ( 5,828)
= 10 -3- 1,5_ = 2 914 kg.
37
Esta fôrça atua a uma distAncia Ycp do eixo 02 e é medida ao longo do plano
da área CD.
1,5 (23)/36 . 1,942
J'cp = (1,942/0,707) (1/2 X 1,5 X 2) + 0;101 = 0,081 + 2,74 = 2,821 m de 02
!C I~ I""· _,__ ___ 6 til-----
Fig. 2-2 Fig. 2-3
5. A água sobe ao nível E no tubu localizado no tanque ABCD
da Fig. 2-3. Desprezando-se o pêso do tanque e do tubo, (a)
determinar e localizar a fôrça resultante átuante sôbre a área AB
que tem 2,4 m de largura, (b) determinar a fôrça resultante na
base do tanque, (e) comparar o pêso total da água ~om o resultado
em (b) e explicar a diferença.
Solução:
{a) A profundidade do centro de gravidade da área AB é de 4,5 m abaixo
da superfície da água (nfoel E). Então:
P = whA = 103 (3,6 + 0,9) (2,4 X 1,8) = 19 440 kg,
atuando à uma distância de:
2 .. 1 (l,8)3/12
Yci> = 4•5 (2,4 X l,8) + 4,5 = 4,56 m de O.
(b) A pressão na base BC é uniforme; portanto a fô,ça
P = pA = (wh) A = 103 (5,4) (6 X 2,4) = 77 760 kg.
(e) t> pê~o total" de água W = 10ª (6 X 2,4 X 1,8 + 3,6 X 0,1)
~ 26 280 kg. Um corpo livre com o volume da parte i11.íerior do tanque
(cortado por um plao~ horizontal justame~te acima do nív.el BC) indicará
--
38 l\IF.CÂNICA DOS FLUII>Ol:I
uma fôrça para baixo sôbre a área BC de 77 760 kg, tensão verti~lnas paredes
do tanque, e a reação do plano de apoio. A reação deve ser igual ao pêso total
da água ou 26 280 kg. A teDBão nas pl'redes do tanque é causada pela fôrça
ascendente no tôpo AD do tanque que é igual a:
P AD = (wh) A = 108 (3,6) (14,4 - 0,1) = 51 480 kg.
Um aparente paradoxo é asaim esclarecido, uma vez que, para o corpo livre
considerado, a :;orna das fôrças vertical é zero, isto é:
77 760 - 26 280 - 51 480 = o e, portanto,
a condição de equilíbrio é satisfeita.
6. A comporta AB na Fig. 2-4_ (a) abaixo, tem 1,2 m de largura
e é fixa em A. O manômetro G indica (- 0,15 kg/cm2) e um óleo de
deusidade· 0,750 é utilizado no. tanque à direita. Que fôrça hori-
zontal deve ser aplicada em B para equilibrar a comporta AB?
1
T
T
1-8 m
_L
0,99 nt },2 UI
t
6 -IAIO ki: .,._. 1455 kg
B-F
e
Fig. 2-4(a} Fig. 2-4(b)
Solução:
As fôrças atuantes sôbre a comporta devem ser determinadas e localizada~.
l'ara o lado direito, temos:
Pó!eo = whq, A = {0,750 X 103) 0,9 (1,8 X 1,2} = 1 455 kg
para esquerda atuando em:
1,2 (l,8}3/12
ycp = 0,9 (l,2 X l,8} + 0,9 = 1,2 m de A.
l
Poderíamos verificar que a pressão atuar.te no lado direito do retângulo
AB varia linearmente da pressão zero ao valor devido aos 1,80 m de óleo (p =
= wh é uma equação linear). O diagrama de pressão ABC indica êst.P. fato.
Para o caso da área retangular, o centro de gravidade desta área de pressões
coincide com o centro de pressão. O centro de gravidade está localizado a
·2 3 (l,8} = 1,2 m de A, como foi calculado acima.
CAP. 2 FÔRÇA HIDROSTÁTICA NAS SUPERFÍCIES · 39
Para o lado esquerdo. é necessário converter a pressão negativa devida
ao ar para seu equivalm1te em metros de !igua,
h = _ ..!!.... = _ 0,15 X 104
10 103 - 1,5 m.
F..sta pressão negativa equivale a têrmos 1,5 m a menos de água abaixo
do nível A. :f: conveniente e útil empregarmos uma superfície imaginária
de água (l.W.S), 1,5 m abaixo do nível real e resolver o problema pelo uso.di-
reto das equações básicas. Assim:
Págua = 103 (2,1 + 0,9) (1,8 X 1,2) = 6 480 kg,
agindo para a direita no centro de pressão.
Para a área retangular submers~,
ou o centro de pressão está a (3,09 - 2,1) = 0,99 m de A.
Na Fig. 2-4(b) o diagrama mostra as fôrças que atuam sôbre a comporta
AB. A soma dos momentos em relação a A deve ser 'nula. Tomando o
sentido do movimento dos ponteiros do rel6gio como positivo.
+ l 455 X 1,2 + l,8F - 6 480 X 0,99 = O
e F"' 2 600 kg da direita para esquerda.
/'!. O tanque da Fig. 2-5
contém óleo e água. Determinar
a fôrça resultante no lado ABC
que tem 1,2 m de largura.
Solução:
A resultante das fôrças em ABC
é iguai a (PAB + PBc). C .. ku!tui•->o;
1;ada uma delas, localizemo-las e, usan-
do o princípio de momentos, determim:·
mos a posição da resultante sôbre o
lado ABC.
Fig. 2-5
A _j_
IWS 0,6 lll
t
2,4m
(a) P AB = (0,800 X 103) (l,5) (3 X 1,2) = 4 320 kg atuando eín um ponto
?
a i" (3) m de A ou 2 m abaixo. A mesma distância poderia ser obtida pela
fórmula, como segue:
1
•
2 <33)/l2 + 1,5 = 2 m de A.
Ycp = 1,5 (1;2 X 3)
(b) A água está atuando na área BC e qualquer líquido superposto pode ser
convertido em uma equivalente profundidade de água. Empreguemos uma
MECÂNICA DOS FL"t;JDOS
superfície de água imaginária (IWS) para êste segundo cálculo, localizando a
(IWS) pela mudança de 3 m de 6leo para 0,8 X 3 = 2,4 m de água. Então:
PBC = 103 (2,4 + 0,9) (1,8 X 1,2)'.::::'. 7 130 kg atuando no centro de
pressão.
l,:Z (l,8)3/12 Ycp = + 3,3 = 3,38 m de O ou (0,6 + 3,38) = 3,3 (1,2 X 1,8)
= 3,98m de A.
A; fôrça resultante é igual a 4 320 + 7 13(1 = 11450 kg atuando no centro de
pressão para área total. O momento desta resultante = a soma dos momentos
«tas s1,1as. componentes.
Usando A como um eixo de referência,
11 450 Y cp = 4 320 {2) + 7 130 (3,98) e
Ycp = 3,23 m de A.
Outros métodos de resolução podem ser empregados mas acreditamos
que o método ilustrado reduzirá os erros no julgamento e nos cálculos.
8. Na Fig. 2-6 a comporta ABC é articulada em B e tem
Fig. 2-ó
1,2 m de comprimento. Des-
prezando o pêso- da comporta,
detérminar o momento desequi-
librador devido à ação da água
na comporta.
SoJuçã~:
PAB = 103 (1,2) [(2,4/sen 6(}<>) = 1,2]
2
= 3 980 kg, atuando a 3 (2,4/
/0,866) = l,85 m de A.
PBc = 103 (2,4) (0,9 X 1,2) = 2 590 kg, atuando no centro de gravi-
dade de . BC, uma vez que a .pressão sôbre BC é uniforme. Tomando-se
~omentos em relação a B (considerando positivo o momento no sentido do
movimento dos ponteiros do relógio).
Momento desequilibrante = 3 980 X 0,923 - 3 000 X 0,45 = 2 320 kg· m no
sentido considerado.
Á. Det~rminar a fôrça resultante devida à ação da água na
á.rea v~rtical indicada na Fig. 2-7(a) e localizar o centro de pressão
em coordenadas x e y.
Solução:
Dividir a área em um retângulo e um triângulo. A fôrça total atuante é
igual à fôrça P 1 atuando DO retângulo mais a fôrça P2 atu .. ndo no triângulo.
CAP. 2 FÔRÇA HIDROST.\TICA N.AS SUPERFÍOIES. 4t
(a) P1 = 103 (1;2) (2,4 X 1,2) = 3 456 kg atuando a .!. X 2,4 = 1,6 m da
f,. XX · 3 super icie ,
P2 = 103 (3) ( ~· X 1,8 X 1,2) = 3 240 kg atu~ndo a,
Y. 1,2 (l,8)3/36
cp = (
3 ! X 1,2 X 1,8) + 3 = 3,06 m abaixo de XX.
A fôrça resultante:
p = 3456 +3240 = 6696kg.
Tomando-se momentos em relação ao eixo dos XX
6 696 y cp = 3 456 (1,6) + 3 240 (3,06)
Y cp = 2,36 m abaixo da superfície XX.
(b) Para localizar o centro de pressão no ·eixo das abscissas (XX),. usamos
o princípio dos momentos depois de têrmos localizado z 1 e z2 para o reiângulo e
para o triângulo respectivamente. Para o retângulo, o centro de pressão paltl
cada taixa horizontal de área dA está a O,~ ril de. YY; portanto o seu centro e·~
pressão está a 0,6 m dêste eixo. Para o triângulo, a cada área dA corresponde
um centro de pressão, portanto a mediana contém todo8 os centros de pressão
(L.G.) e o centro de pressão de todo o triângulo pode ser ag0ra calculado. Veri-
ficando-se a Fig~ 2-7(b) e usando-se semelhança de triângulos, z210,s = 1,14/l,8,
do qual z2 = 0,38 m de YY.
f,_
Fig. 2-7 ta) Fig. 2-7 (b)
Calculando-se os momentos:
6 696 XcP = 3 456 (0,6) + 3 240 (0,38) e Xcp = 0,49 m de YY.
Um outro método poderia ser usado pura localizar o centro de pressão. Ao
invés de dividirmos a área em ·2 partes, calculamos a posição do centro de gravi-
dade da área total. Usando-se o teorema dos eixos paralelos, determina-se o
42 !l!ECÂNICA DOS FLUIDOS
momento de inércia e o produto de inércia da área .total em relação aos eixos!1<1ue
passam pelo centro de gravidade. Os valores de ycp e :rcp são então calculado.Q
·pelas fórmulas (2) e (4) dos Problemas 1 e 2. Em geral êste processo não tr'"'
nenhuma vantagem especial e pode envolver muita aritmética .
...{@ A comporta AB de I,8 m de diâmetro na Fig. 2-8 gira
em tôrno do eixo horizontal e localizado a 100 mm abaixo do ~entro
de gravidade. A que altura h pode a água subir sem causar um
momento desequilibrante (no sentido do movimento dos ponteiros
do relógio) em tôrno do eixo e?
Fig. 2-8
Solução:
Se o centro de pressão e o eixo C coincidirem, não haverá momento des>!-
quilibrante atuando na comporta. Determinando a posição do centro de pressão,
Então,
tr (I.3)~/64 O 100 (" d' d )
Ycp - ycg = (h + 0,9) Í7r (l,8)2/4l = ' m ica o
h = 1,12 m acima de A.
II. Considere-se a Fig. 2-9. Qual será a m1mma largura b
para a base de uma barragem de 30 m de altura, se considerarmos
que a pressão sôbre a barragem varia uniformemente desde a altura
de carga na base até zero no tôpo e se c~siderarmos também uma
pressão de gêlo P1 de 18 720 kg por metro linear de barragem no
CAP. 2 FÔRÇA HIDROSTÁTICA NAi;SUPERFÍCIF.S 43
tôpo ? Para êste estudo consideremos: a resultante das. fôrças de
relição cortando a base no. têrço médio da mesma (em O) e ~ pêso
da alvenaria como 2,50 w.
p, 8m
Fig. 2-9
Solução: ,.
Na Fig. 2-9, H e V são as componentes da reação da fundação atuando ery/
O. Consideremos um comprimento de 1 m de barragem e determinemos tôdas
as fôrças em têrmos de w e b, como se segue:
Pn = w (15) (30 X 1) = 450 w~g,
P, =área do diagrama ·de carga,
l '
= 2 (30w) (b X 1) = 15 bwkg,
W1 = 2,5 w (6 X 30 >'. 1) = 450 w kg,
w~ = 2.!'>,,. [ + x 30 (h - 6) J x l = 37,5 r.b - 6) kg,
Pr = 18 720 kg, como foi" dado para pr&são de g~lo/metro.
Para achar o valor de· b nas condições de equilíbrio, determinamos os mo-
mentos destas fôrças cm relação ao eixo O. Considerando os momentos no sentido
do movimento dos ponteiros do relógio como positivos:
- (3º) - (b) '(2 ) 4:>0 w 3 + b wb 3 - .450 w 3 b :- 3 -
- ~ 37,5 w (b - 6) [: (b - 6) - : ] f + 18 720 (30) = (),
S,implificanoo e resolvendo para w = i 000 kg/m:t,
b2 +10b-735=0 e b = 22,55 m de largura .. ·.
• MECÂNICA DOS FLUIDOS
. .
;fa~ Det.erminar e Iocàlizar as eomponent.es· da fÔrçá resultante·
da aÇão da água· s~bre a área curva .B .na Fig. 2-IQ, p0r metro
ile seu · comprimento ? · ·
Solução:
Pa = Côr~ sôb~ a projeção ~ertical da _curva CB = 10 llcg AcB
= 101 (1) (~ X 1) ;,. 2 000 kg at~and~ _a ! • (2~ = .. 1.33 m de C;
Pv = peso da água acima da área AB = 10• (11" 2!/4 X i'j = 3.140 kg,
atu~ndo no centro de gràvidade do volume de líquido. o centro de g~vidade
. 4 .
de um quadrant.e de círculo está localizado à distância de 3· r/1r de cadu um
dos -raios perpendiculares entre si. Assim,
i'cp = 4/3 X 2/'lf" = 0,85 m à esquerda. da linha BC.
Nola: Cada fôrça dP atua normalmente à curva AB e quando prolongada
passará pela charneira . C. A Côrça resultante também -paSEará por C. A rim
de confirmar o que Coi dito,. consideremos os momei\tos das ~mponentes em
relatão a C1,
?Me= - 2 000 X-1,33 + 3140 X 0,85~ O (satisfatório}.
.A
Fig. 2-10 Fig. 2-11
IÍ.3. O cilindro na Fig. 2-11 ~m um diâmetro de 2 m, pt>Sa
2 300 kg e te~ 1,5 m de comprimento. Determinar as reações em
A e B, desprezando-se o a trito.
Solução:
(a) A reação em A é devida à componente horizontal da fôrça exercida
f:elo líquido atuando no cilindro ou
PH = (0,800 X 1113) (1) (2 X 1,5.) = 2 <IOO kg ~ a direita.
CAP. 2 .l'ÔRÇA llIDROSTÁTiOA. NAS SUPERl'ÍOIES 45
Portanto a reação em A deverá ser cf8 2 400 kg para a ~rda.
(b). A reação em B ó a aoma·algébriC)ll. do·~ do Cmndro e da compo~nté
verticál devida à r&rça exercida pelo líquido." A superf'icie curva CPB aolleitada
pelo Úqµid~ compõe., de uma part.e cancava para baixo- CD, e.uma outra côoca•
va para cima - DB. A. componente vertical é u. soma alSébrica das fôrças
descen~entes e Uoend~ntes. . . .
. .
Ascendente. P. =-~ do lí~do (real ou imaginário) acima da· curva Dl~
= 0,800 X 103 X 1,5 (área do setor DOB +área do quadrado DOCB)
Descendente P. "" 0,800 X °103 x 1,5 (área hachmada DEC).
. : . .
Nota:odo que o quadrado ·DOCE asc.-e:odente m~nos a á~ DEC d~ndentê.
resulta no quadrante !fe círculo DOO, a componente vertical será:
resultante P, = 0,800 X 103 X 1,5 (set.or DOB + DOC) ascendente
.,, 1,2 X 103 ( ~ 1r 12) - 1884 kg para cilDll•
F'malmente, l:Y =O; 2··100 - 1884 - B =O.
Neste problema particular, a
componente ascendente (empu~o)
é igual ao pê!!<> do líquido deslo-
cado à esquerda do plano verti-
cal COB.
.!Í4. Considerando-se a.
Fig. 2-12 determinar as fôr-
ças horizontal e vertical de-
vidas à água atuando em um
cilindro de 6 ft de diâ.metro,
por pé de · compri01ento.
SOiução:
(a) PH = fôrça sôbre CDA - fôrça sôbre AB.
Usando a projeção vertical de CDA e de AB,
w = 62,4 lb/ft3
PH (CDA) "." 62,4 (4 + 2,?6) (5,12 X 1)
.""" 2 090 lb para· a direita
!J;.. 51.6 kg.
~.~12
PH (AB) o 62,4 (4 + 4,68) (0,88 X 1) = 477 lb para esquerda.
46 KECÂNICA DOS J'LUD>OS
Componeht.e resultante PB - 2 090· - 477 - 1613 lb puá mreita.
(b) P. - f&rça aacendent.e sabre DÂll ~ f&rça deacenclent.e_salmt DC
"" pesa de (volume DABFED - volume DCGED).
A . 6rea hachurada (volume) está contida. em cacl!l Úlil dOB . volumes acima.
sendo uma. rarÇa para baixo e outra pua cima. Aaaim elila ae cancelam e,
componente vertical P. • p@so do volume DABFGCD~
Dividindo est.e volume em formas geométriças convenient.es,
P. = peso do (retlnguio GFJC + triingulo C.ÍB + aemic&mlo CDAR)
= 62,4 (4. X 4.,24 + ! X 4,24 X 4.,24. + t r 32) (1)
= 62,4 (16~96 + 8.98 + 14,14) .. 2 500 lb para cima.
Poderia ser pedida a localização de:sta component.e vertical resultante;· em-
·pregaríamos então o priDcípio dos moment.os. Cada componente das 2 SOO lb
resultantes agiriam através do centro de gravidade do volume conespondente.
Os centros de gravidade _aio encontrados pela estática e a equação dOB momentos
poderá ser escri&I!- (veja Problemas 7 e 9 neste capítulo).
15. Na Fig. 2-13 um cilindro de 2,4 Ili feeha um furo retan-
gular em um tanque que tem l m de comprimento. Com qne
fôrça o cilindro será pressionado contra o fundo do tanque em
lirtude da profundidade de 2. 7 m de água ?
Solução:
Componente resultante f • = fôrça para baixo sôbre CDE - f&ça para
cima sôbre CA e BE
P. = 101 X l [ ( 2,1 X 2,~ - ! 7r 1,22) - 2 ( 2,1 X 0,16 +
+ ~ 1r 1,2: - ! X 0,6 X 1,04)}
P. = 2 180 - 7M = 1 976 kg para baixo.
CAP.·2 PÕRÇA HIDROSTÁTICA NAS SUPDrlCIES 47
16. Na Fig. 2-14; o cilindro de· 2 m de dilmetro pesa 200 kg
e repousa no fundo deu~ t.aµque qqe,mede 1 m de comprimento.
Água e· 6Jeo são colocados .lias pc>rçõei à esqaerda e à. direita do
tanque a profuildidades de O,,S ·.e l m respectivameqte. Determmér
a intensidade das componentes homonial e vertical da ~ultant.e
que mantém o cilindro em contat.o oom o. tanque em R
Soluçhs
P11 - compo.iiente a6bre AB para esqUeida - comiionente ll&bre CD
para dinita;
- 0,750 X io~ X 0,5 (1 X 1) - io& X 0,25 (O,S ·x 1) .,. 250 kg paru
esquerda.
P. = componente ascendente s&lm! AB + componc:ntti ascendente
aôbre CB;
- peso do quadnmtti de 6Ieo + p8so do (setor-triiugu)o) de água
1 . (1 .
=- 01sox 1oa x 1 x-r11 +· 101 x1 - r · 11 -
' . • . 6 .
- ! X 0,5 v'o07s r-. 788.kg para cima.
AB compou,eotes que retêm o cilindio:sio ~lt kg para a direita e 788 kg para baixo.
Fig. ~15
. 11. A escora semicônica ABE indicada na Fig. 2-15 é usada
para suportar .uma tôrre semicilíndrica ABCD. Calcular as com-
ponentes horizontal e vertical da fôrça devidas à ação· da água: na
esror.l ABE.
48 )IECÂNICA. DQS FLUIDOS
Solução: --
. Ps • rarça s6bre a projeção vertical do semicone;
... 1oa (1,S + 1) (i X 3 X 2) =- 7 soo kg par~ ~eita;
P, "" pêlM> do volume de água acima. da superCiCie curva {imaginiria),
"" 101 (volume do. semicone + volume do semicilindro),
· ( 1 r 1i 1. ') .·
""' 1oa 2 X - 3 - X 3 + 2 1f' 1i X 1,5 = 3 925 kg para cima.
18. ·Um tubo de aço de 48" de diâm.etro ··~ 1/4" transporta
óleo de densidade 0,822 sob uma pressão de 400 ft de óleo. . De~r
niinar. (a) a tensão no aço e (b) a espessura de aço· necessária
. pa'ra suportar ~ma pressão de 250 psi com uma tensão. permissível
de . 18 000 psi.
Solução:.
(ª) ( ·nsio .) p' (pressãq em psi) X r (raio em pol) tr te emps1 = •
· l(espessura em pol)
(b) tr = p'r/l,
. .
. · (0,822 X 62,4 X 400)/144 X 24 ·
13650
.•
= . 1/4 . = psi.
18 000 = 250 X 24/t, t = 0,333".
19. Um tonel de madeira com 20 ft (6 m) de diâmetro externo
é carregado com 24 ft (7,2 m de salmoura, densidade 1,06. As seç()es
de madeira são cintadas por fitas de aço de 2"/(50,8 mm) de largura
'T
1
20'
Fig. 2-16
e 1/4"/(6,3 ~in) de espessura, as quais têm umatenSão adm~sível
de 16 000 pSi -(1120 kg/cm!)_. Qual o espaçamento entre as cintas
próximas à base do tonel desprezando-se a tensão inicial ? Consi-
derar a ·Fig .. 2-16 ..
FÔRÇA IIIDBOSTÁTICA NAS SUPERl'fa . 49
Soluçlor
A rarça P representa a BOllJ!l de tadas aa component.eli homontais .. pequena
Cclrça dP a bando ao longo da l:lis\Ancia. y no tonei, e as f8rçu. T iepreaentom
a teiisão ti>tal suportada p0r uma cinta, devida à carga na dis~ia 7 consider!ida.
Uma vez que a somà das f8rçaa na direÇio X dev~ ser ztro, 2T.:- P. ~O ou _
· 2 .<área de aço~ tendo no aro) ""p' X Z ~jeçio do semicilindio,
2 (2 X 1/4) 16 000 - (l,06. X 62,4 X 24/144) (20 X 12)'),
y ""6,05" ·de es~~mento en~e as c~tas.
N.T. '""'": Se utilizúsemos o sis.;,ma métrico;
2T=P,
2 (0,0508 X 0:0063) l 12o X 104 =- (l,Ó6 X 101 X 7,2) 6 y,
0,672 X 104 = 45,S _X 103-y • : • y = 0,157. m -· 157 ~. de esPi-
çamento.
PROBLEMAS SUPLEMENTARES
]U.~à1 -@. Para uma barragem AB na Fig. 2-17 de 8 (t(le ci>mprimen&Ô, det.erminar
a compressão no suporte. CD devida à pressão ~ 6gua (B, C 8 D são pinos).
&.p.: 15 aso lh;· ·
A
• 1
Fig. 2-17
21. Uma comporta retangular A.B de 12 ft de altura por 5 Ct de largura
é pivotada em ~m ponto a 6 in aba~ do seu centro 'l:le gravidade. A altura total
de água é de 20 rt. Que fôrça horizontal deve ser .aplicada à base da comporta
para equilibrá-la ? 1
&.p.:·34301h. 3l!'J71~
€
1 Determme a dimeosio z de maneira que a tensão total na barra BD,
na F"ig •. 2-18, não seja maior do ·que 18 O~ lb, usando um comprimento de 4 ft
perpendicúlar ao· papel e considerando as extremidades B e D como pinos.
Rup.: 8,87 Ct.
~ Certo 61eo de densidade 0,8 age sclbre uma área tria~lar vertical cujo
ápice está à supen.ICÍe' do óleo_ () triângulo tem 9 ft de altura e 12 ft de largura.
5Ó MECÂNICA -DOS Jl'LUU>OS
-lima ârêa ietaliguiar :vertical de 8 ft de alblnl é r~da à base de lZ'ft do trilngwo
e é solicitada pela '8ua. Detetmine a intensidade e a posição de farÇa resultante
same á _ 6i:ea t.otat --· - · --
-'
Rup.: 83 ooO lb;· 12,18 ft abaixo do nível
Fig. 2-18
(-.._·. . ·. . .
'U~ _Na F"ig. 2-19 abaixo, a comporta 'All e f"uada ·em B e tem 4 ft de largura.
_ Que rárça vertical apliáada no centro de paridade da. coiD.DOrta, qué pe.. ·4 SOO lb,
podm mant.@.la na PoeiçãO de eqUillbrib il - -
.. . . ' . . ..
Rup.: 12:120 lh.
('- .
\~~· A 1'1g. 2-20 representa a_ seção.ftta de um tanque que tem 20 ft de oom-
~nto. A_ água está no nível AE. Determinar (a) -a f&rça tQtd atuante
~ BC e (b) a félrÇa total atuante na extremidade ABCDE (mtensidade e
posição). -
Rap.: 200 000 lb; 911 '!60 lbà 11,17 ri.--
- 8'
t
.F'ig.- 2-21
26. Na Fig. ~21 acima, uma comporta semicilindrica · iem 4-ft ·de diâmetro
e 3 7ft de comprimento. Se o coeficiente de atritd êiitre a- comporta e sU.s guia ..
é 0,100,. deteDninar a .fôrça P neoessirla para levantar á· com~i'ta de- 1 000 lh.
Rap~: - 347 lb.
CAP. 2 FÔRÇA _HIDROSTÁTICA N,AS sUPERJriClls .·51
· 27 •. Um tan~ com lateJ'llis v~rticais contêm 3 rt de merc6ri~ e . 16;5 f
de água. Detennjne a farça total sôbre uma porção quacfiada de. um dos kdOs
área. de 2 ft X 2 ri; metade desta áreia . esta~do situada ~ix~ dá superf"tcie do
mercúrio. Os lados do.quadrado são verticais. e horizontais. : ' ·· ·
. . ~ . . .
Re11p.: 4 .910 ib, 16,63 ft al)aixo da super(icje.
28~ Um trilngulo is6scele!t, oom .base de 18 ft e. altura de 24 f~ el~ illl!!rso
verticalment.e em 6leo de 0,8 de densidade, com seu eixo de simetriit nÀ horizontal •.
Se a altura de carga sôbre o eixo horizontal é de 13 ft,.detennine a Mrça ·mutta~t~
atuante sôbre uma face do tri~do e li>çalim, vertiealmente •. ()~ntro de p~o.
. . .
. Re11p.: 140 400 lb, 14,04 ft.
29. A que profundidade pooeria um quadrado de ·4 rt ·de 'ado, com 2 ladÔS
hori:r.ontais, ser ·submerso em água de modo que o centro de pniSsão esteja 3 in
abaixo do centro de gravidade? Qual a fôrÇa total sôbre o quadrado~
Rap.: . 3,33 ft; 5 330 lb.
Fig. 2-22 Fig. 2-23
30. Na Fig. 2-22, o cilindro de 4 Ct de diâmetro e 4 (t (le compriment.o é
$Olk·itado par ~·~ à ·esqce~da {! por óleo de u~u:sithtde 0,8 à àireita.. Deteri;ninnr
(a) a fôrça normal em B se o cilindro pesa 4 000 Ib· e (b) a Côrça hori:r.ontal devida
ao óleo e à água, se o nível do óleo cai de l ft.
Rup.: 1180 lb; 3 100 lb para direita.
31. Na Fig. 2-23, para um· comprimento de s·rt, determinar o rpomento
desequilibrante em relação à charneira O devido à água ao nível .A.
Rup.: 18 000 Ct lb no sentido de rotação dos pontell'os do relógio.
32. O tanque cuja seÇão reta é indicada na Fig. 2-24 tem 4 ft de compri-
mento e está cheio d'água sob pressão. Determinar as componentes .da fôrça
necessária para manter o cilindro na posição indieada,. desprezando o· p&o do
cilindro.
Rup.: 3 250.lh para baixo. 4 580 lb para esquerda.
52' . !olECÂNICA DOS J'LUIDOS
33. Determinar, por- pé de oompriAJlento, as oomponentçs -horizontil -.e ·
vertjcal .. da ~o da égua atuando sôbre a comiiorta do tipo · Tainte\. · (oompc)r.ta
de iegmento) indicada na. Fig. 2-25. ·
Re•p.: 3 120 e 1 130 lb ..
o
Fig. 2-25
(~. Determinar a fôrça vertical atuante sôbre um dome semicilíndrico in·
clicado-' na Fig. 2-26, quando o manômetro. A indica 8,45 · psi. O comprimento
do dome li de 6 ri;
Rap.: 25 400..lh.
Fig. 2-26
,'J.t;. 8P. o dome no nrohlema anterior fôr transrormado nara uma formn
hémisf'Jrica de mesmo di~tro, qtial Será a 'rôrça vertical solicibtnte jl
Re11p.: 13 600 lb.
6'
t
ló"
Fig. ;-21
CAP. 2 FÔRÇA. HIDROSTÁTiCA. NAS SUPERFÍCIES· 53
36. · Considerando.se a F'1g. 2-21, det.ermÍuar . · (a) a Mrça exercida pela
água· sôbre a placa. da base AB do tubo de 2.ft de dilmetro .e (6) a fôrça total
sôbre o plano e. .
Rup.: 3 140 lb; 44 400. lb.
. .
37. O cilindro indicado na F'ig. 2-28 tem lOCt de comprimento. Con-
sidetando condições estanques em A e o cilindro irrotacional, qual será o pko
do cilindro necessário para impedir. o movimento ascendent.e il
&11p.: 12 700 lb.
. I'= 0,150
Fig. 2-28
38. Um silo tubular de madeiia de 48" de diâmetro é cintado por fita de
o((> de 4" de largura e 3/4/' de espessura. Para uma tensão permissível de 16 6CO
psi no aro e uma pressão interna de 160 psi, determinar o ·espaçame~io entre as
fitas.
Re11p.: 12,5 in.
• 1 (39.' Pata a barragem de montantes parab6licos indicada na Fig. 2-29, qual
o mÓmento em relação a A por (t de parede criado pela altura de 10 (t de água ?
tD =s 64 lb/ft3).
Rup.: 25 200 ft lb no sentido c:ontrário ao movimento dos pon-
t<?iros do rel6gio. , / l 1 ;, f, ~ : ;_ :: : , '
' ·::;:i..\.S' i r\ 1:,- Si,H· 1
(,
Fig. 2-29 Fig. 2-30
40. . O tanque indicado na Fig. 2-30 tem 10 (t de comprimento e a base
inclinada BC tem 8 (t de ·largura-. Que altura de mercúrio· ocasionará um mo-
JlEC~CA DOS l'LJJiD(JS
nien~ resuitanie ·em b de C, devido aos UqUidO., de 101 300 rt U, no senUdo
. de ·rotação dos ponteirai do rel6gio i' ·
lte1p.: 2a
·'Fig •. 2.31' .
· 41. A comporta iDdii;itda ná Fig. 2.s1 tem 20 rt de oe>mJ>fÜneiit-9. QWüa
·~as reações Dll chameiía O devidas à ágwt. ~ :verifi~ se o to?qlie em ieliaçio
· ª o é iiiilo.: · ·
. . .
Ré11p.: 30 600 lh.; 61 ·100·~'.-
42.· Considerar a Yig. 2-32. Uma placa chata pintada em C tem uma forma .
que satisfaz a équação r + 1,5 y = 9. Qua.l se~á a fôrça exereida pelo 6leo
sôbre a· placa e qual será o forque em tôrno de e-devido ao 6leo i' .
Re11p.: 6 %40 lh, . 16 400 ft lb.
43. Na Fig. 2-33~ a comporta ABC de forma parab6lica está pivotada em
A e é sÓlicitad~ por um óleo pesando 50 lb/ft1• Se o centro d~ gravidade da oom-
porta está em B, qual ·aeve ser o. ~ da .mesma por pé de oomprimento (perpen-
·.55~ .~ paPen'. fim.~ ~·o:·~· uistai' o vértice da ~ ' o
oonioA.· '· · ·
' .,~; . 408 lb/ft. .· .
. y
Fig. 2-33
4'. Na Fig. 2-M, a comporta automática ABC pes& 1,50 t/fi ·e aea cent.io·
· 4e graVi4de estA a 6 ft à ~ta do eixo A. Em ~de do uivei da 6gUa· h.dicada·
na· .rigma, a ci>m~a se abrirá i' . . · .
&..P.: ·si!n.
-1
/
\ /
\/
CAPITULO. 3
EQUILÍBRIO DOS cORPOS IMERSOS E- fi,lJTUANTES
Princípio de Arquimedes. O princípio de Arquimedes tem
sido usado pelo homem há cêrca de 2 200 anos. O volume de rim
sólido irregular pode ser determinado através de determinação da
perda apar~nte de pêso quando êle está totalmente imerso em um
liquido de densidade conhecida. A densidade dos líquidos pode
ser determinada por meio da profundidade de flutuação do hidrô-
metro. Aplicações mais avançadas incluem problemas de flutuação
em geral e, projetos de arquitetura naval.
Qualquer corpo imerso ou flutuante em um líquido, está
sujeito à uma jôrça de-êquilfbrio (empux9) Igual ao pêso do líquido
deslocado. O ponto de àplicação desta fôrça é chamad~ centro
de empuxo (NT).
N.T. - O ponto 'de aplicação da Cõrça de equilíbrio se denomina no caso de
corpos .flutuantes •. centro de flntuação ou centro de carena.
Estabilidade de corpos imersos ou flutuantes. Um corpo
submerso estará em equilfbrio estável quando o centro de gravi-
dade do corpo estiver diretamente abaixo do centro de. em_puxo
(gravidade) do líquido deslocado. Se os dois ponto~· ~ófu~idem,
;--ooq;;--ime~· está em e-qliilíbrio indiferente.
Para a estabilidade de cilindros e esferas flutuantes o centro
de gravidade do corpo deve estar abaixo do centro de empuxo.
A eslabilid9de de ou.lros objetos flutuantes dependerá do momen-
to pêso próprio-empuxo do líquido, desenvolvido quando o centro
de gravidade e o centro de carena se deslocam do alinhamento ver-
tical devido à mudança de posição do centro de carena, voltando
o corpo à posição inicial (equilíbrio estável) ou girando até alcançar
uma posição ·de equilíbrio diíerente do anterior (equilíbrio instável).
O centro de empuxo se deslocará, se o objeto flutuante se inclinar;
CAP. 3 EQUILÍBRIO OOs CORPOS 57
~
. .1
a forma do líquido desloeado muda e ~ntio o seu centro de gravida:de
mudará de ·pOaição.
PROJJLEMAS RESOLVIDOS
'
1. Uma pedra pesa 40 kg no ar e quando imersa:'na água
pesa 25 kg: Determinar o volUme da pedra e sua densidade.
Fig. 3-1
Soluçílo1
. .
Todoa oa problemas em engenharia devem ser analisadoà pelo uso do dia-
grama do corpo livre. Á rigura a~nta uni Peso total de 40 kg, a . ~o é .de
25 kg par.a. cüiia, e a f6rça resultante lle equilíbrio (empuxo) P, atuindo para cima.
De l: Y = O n6s t.emoa:
40 - 2S - P, = O • • • P, = IS kg.
Uma vez que o em13uxo = pêso do líquido deslocado,
IS = 103 X 11 e 11 = IS X 103 m1•
Densidade = · pêso da pedra = 40 = 2 67 pêso de igual ·volume de água IS '.. ·
2. Um objet.o prismático de 200 mm de espessura, por 200 mm
de largura e 400 mm de compriment.o foi pesado na água à uma
Fig. 3-2
profundidade de SOO mm e se encontrou o pêso de 5 KfS. Qual
é seu pêso no ar e sua densidade ~
58 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Soluçãos
C.Oiisiderando o diagrama do corpo livre na Fii. 3-2. l:Y - O; então,
W - P9 ...,. 5 • O · ou (1) W - 5 + P,,.
Empuxo · P. = P@so do líquido. desloçac,lo
"" 10' (0,2 X 0,2 X. 0,4) = 16 kg.
· Da equação (1)
W = 5 + 16 = 21 kg e dens ... 21/16 ... 1,31.
3. Um hidrômetro pesa 2,2 g e tem uma haste cilíndrica
na sua parte superior medindo. 3 mm de diâmetro. Qual será a
düerenç;i de altura de flútuação do hidrômetro em um óleo de
densidade 0,780 e em álcool de densidade 0;82H
Solução:
densidade
0,821
Para . a posição 1, na F'ig. 3-3 no álcool.
P""eso do bidrômetro = p@so do líquido deslocado
22 X 10-3 = 0,821 X 101 X111 • • • • 111 = 2,70 X :io-t m~.
Para posição 2
2,2 X Iô-3 = 0,780 X 1oi (111 + Ah) = 0,78 X 103 (2,70 X 10-t +
:+lrcsx 10-ª?hJ.
Donde tiramos h = 18,l inm.
4~ Uma peça de madeira· de densidade 0,651 tem uma base
quadrada com 80 mm de lado e 2,00 .. m de altura. Quantas gramas
d~ chumbo pesando 11,2 g/cm3 devem ~r fixadas a uma das extré-
midades da peÇa a ÍlDl de que ela flutue com 0,3 m fora da água il
CAP. 3 EQ11ILlBRIO DOS CORPOS 59
Solaclloa ·
NsO total de madeira e do chumbo .,. pêào de Agua deslocada.
. . .
[0,651 X 1.01 .X 2 (0,080)2 + 11,2 X lo' 11) - lo' [(0,080)1 X l,i + e)
donde • o;a 2,5 X 10-4 m1• .
O pílso do chumbo será: 11 200 X o - 2,8 kg.
5. Qual ·a· fração de· volume de uma peça de .me.tal. de den-
sidade 7,25 que flutua acima da superfiCie de mercúrio (densidade
13,57) em . uni recipiente ? ·
;,_~-~~::;-~,'.z ~!z, ;~:: : '.~ :~~~---·:·~-:.
.. ~ .. ~ ~
F~. 3-4
Solução a
O diagrama do corpo livre indica que, de :?Y.,. O,
W - P. = O ou pílso do corpo "" farça de empum (peao deslocado do
. mercúrio). ·
7,25X101 11=13,57X101 11',
a relação de volume é então rifo= 7,25[13,57 = 0,535.
Portant.o a fração do voiume. acima do mercúrio = l - 0,535 b 0,465.
6. Uma caixa retangular aberta (7,5 m X 3 in de ·base por
3,6 m de. altura) pesa 34 toneladas e está· mergulhada em. água.
(a) Qual a altura submersa? (b) Se a água tem 3,6 m de profun-
Jídadé qual o pêso de pedras que colocado na caixa causará o re-
pouso: da mesma no fundo ?
Solução:
(a) P@so da caixa= pílso d~ocado de água,
34 000 = 103 (7,5 X 3 X Y) • • • Y = 1,51 m submersa.
(b) Pêso da caixa mais as pedras = pílso do líquido deslocado,
34 000 + W. "' 103 (7,5 X .3. X 3,6)
w. - 47 000 kg de pedra.
7~ Um bloco de madeira 'flutua em água. com 50 mm proje-
tados acima da superfície da água. .Quando colocado em glicerina
60 MECÂNICA DOS FLUIDOS
de densidade 1,35, o bloco se projeta· 76 mm acima da ~uperffcie
dêste líquido. Determine a densidade da madeú-a.
Soluçloa
Pêso t.otal do blooo é (a) W = d X 101 (A h) e os p&os deslocados· de 6gua
e glicerina são respe(:tivamente; (b) Ww = 103 A (h - 0,05) e (é) Wo = 1,35 X
X 101 (la - 0,076).
Uma vez que o pêso de cada liquido deslocado é igual ao pêso do bloco,
(b) "" (e) ou: ·
103 A (h - 0,05) = 1,35 X 103 A (h - 0,076) • • • h = 150 mm.
Uma vez que (a) = (b) d X 103 A X 0,150 = 103 A (0,150 - 0,05) d = 0,666.
8. A que profundidade um trnnco de 2,4 m de diâmetro X
X 4,5 m de comprimento e de densidade 0,425 mergulhará em água?
Fig. 3-5
Soluçio:
A Fig. 3-5 é apresentada oom o centro O da peça acima da superfície da água
porque a sua densidade é menor que 0,50. Tivesse a densidade -0 valor de 0,5
então o tronco estaria semisubmerso.
Pêso total do tronco· = p&o do liquido deslocado,
set.or - 2 triângulo
( 28 1 0,425 X 103 X 1í X l,2t X 4,5 = 103 X 4,5 360 l,2t 1r - 2 X 2 X
X l,2sen8 X l,2cos8).
Simplificando e substituindo (sen 8 cos 8) por l sen 2 8,
0,425 1r = 8 7r/180 - l:sen 2 8.
CAP. 3 EQUILÚIBIO DOS CORPOS
Resolvendo por t.entativas sucessivas:
f .
1,335 = 85 r/180 - t (0,1737)
1,335 ~ 1,397,
1,335 b 1,449 - i (0,242) .
I,335 _,. 1,321.
Os valores apresentados são externos à resposta.
61
3) fJ = 83° 10' : l,S3S b 1,451 - i (0,236) :. 1,333 (muito próximo)•
A profundidade de flutuação D<J = .,. - [OD = 1,2 - 1,2 coa 83° 10' =
= 1,2 (1 - 0,119) = },OS m.
9. (a) Desprezando a espessura da parede do tanque na
Fig. 3-6(a), se o tanque fiutua na posição indicada qual será o seu
pêso? (b) Se o tanque é seguro de tal modo que o tô~ está a 3 m
abaixo da superfície da água, qual será a fôrça na parte interna
do tôpo do tanque ?
Soluçio:
(a) P&o do tanque = p&o do líquido deslocado
= 103 7f' 0,62 (0,3) = 339 kg.
(b) O espaço ocupado pelo ar será menor à nova profundidade, indicada
na Fig. 3-6(b). Comiderando que a temperaturado ar é constante, então para
as posiçõe3 (a) e (b),
Fig. 3-6(a) Fig. 3-6(b)
PA 11A = PD 111) (unidades de pressão absoluta devem ser usadas)
to (10,3 + 0,3) (1,2 X área) = w (10,3 + 3 + y) (y X área),
o que resulta y2 + 13,3y - 12,72 = O cuja raiz positiva é Y = 0,85 m.
A pressão em D = 3,85 m de água = pressão em E. Portant.o a fôrça na
part.e interna superior será whA = 103 {3,85) 7f' O,Cí2 = 4 350 kg.
62 llEC1NlcA DOS l'LUIDOS
10. Um navio; com os bordos verticais pr6xim~s ~ linha
da água, pesa 3 600 t e stibmergé 6,6 m em água salgada, (to' = 1,025 .
. g/cmª). A deS<;arga de 182 t dó lastro da água diminui.a profundi-
dade p8ra 6,3 in. Qual seria a profundid&de d. do navio eiD água
oomumit
~lação:
Em virtude da forma .Submersa não ser conhecida, é nielhor resolver &te
problema através dos volumes deslocado8. O decrésc:Ímo de 0).m foi ·causádo
pela redução no pêso de l,82 t ou,
182 000 = tDll = 1,025 X 10* (A X 0,3) onde
e representa o volume eatre as profundidades 6,6 m e 6,3 m, e (A X 0,3) repre-
eenta a área à linha d'água X 0,3 m. ou o mesmo volume 11 •
.Então:
e = A X 0,3 = 182 000/1,025 X 103 = 591 m3/m de profundidade.
Empuxo B = 111 X wlnme de líquido deslocado. Entlr<> Bfr11 - volume
deslocado.
Da C"igura, a área bar.limada verticalmente é a diferença entre os volumes
deslocados de água fresca e água saJgada. Esta diferença pode ser expressa como
( 3:_~8 - l,o!"~ IOª ) e &t.e volume é também igual a 591 y. EquaciO-
uaildo estes valores, y = !),014 m a profundidade d = 6,3 + 0,014 ""' 6,314 m.
11. Um barril contendo água pesa, 130 kg. Qual será a
leitura na balança se uma peça de 50 mm X 50 mm de madeira
é fixada verticalmenf.e na água a uma profundidade de 0,6 m ~
Para a Côrça atuante devsá existir uma Côrça de reação igual e oposta. ·Ao
empuxo exercido pela. água CODtn. o fundo da peça de madeira se opõe a ~
CAP. 3 EQ~RIO DOS CORPOS 63
de 58 mm X 50 1D111 de madeira atUante de cima pna baixo com igual iotemidade.
F.sta rarça inedir6 o acréicimo na leitura . da escala. .
P. • 10' X 0,05 X 0,05 X 0,6 • 1,5 kg.
Leitura na escala· - 130+1,5 • 131,51'.g.
12. ·um bloco de madeira de 1,8 m X 2,4 m X ~ m (6' X 8' X
X 10') flutua em 6leo de densidade 0,7514 Um binário na direção
do movimento dos ponteiros do Ml6gio mantém o bloco na posição
indicada na página 3-8. Determinar (a) o empuxo atuante sôbre
o bloco e seu ponto de aplicação, (b) a intensidade do binário
atuando no bloco, e (e) a localização do metacentro para posição
inclinada.
Solução:
(a) Pêso do bloco = pêso do prisma triangular de 61eo 6'mpuxo)
W = B' = 0,751X10'(} X 2,4 X 1,385 X 3) = 3 745kg. '
Então B' = 3 745 kg atuando. de baix9 para cima através do centro de gra-
vidade O' ao líquido deslocado. O centro de gravidade encontra-se a 1,599 m
de A e 0,462 m de D, como indica a f"igura.
AC .. AR + RC = AR +LO' ... 1,599 cos 300 + 0,462 sen 300 = 1,616 m.
A fôrça de empuxo de 3 745 atua de baixo para cima através do centro de
gravidade do 61eo deslocado, que está a 1,62 m à direita de A.
64 llECÂNIC., DOS FLUIDOS
lb) Um método p&ra obt.enção de intensidade do binário equilibrador (que
deve ser igual a int.ensidade do binário externo para equihôrio), consiste em det.er-
minar a excentricidade e. Esta dimensão é a distância entre ·as duas fllrÇas
iguais e paralela 1 W e B' que constituem o binário.
e = FC = AC - AF = 1,616 - Ali' = 1,616 - 1,489 = 0,127 m,
uma vez que AF = AR + RF ... AR - Glt sen 300 = 1,385 + 0,207 (t) = 1,489 m.
O binário We ou B'e = 3 745 X 0,127 = 476 kg·m.
Assim ·O momento ou binário para manter o bloco na posição indicada deve
8er 476 kg. m no sentido do movimento dos ponteiros do relógio.
(e) O ponto de interseção da Côrça de empuxo e o eixo de sinietria SS é cha-
mado metacentro (ponto M). Se o metacentro está localizado acima do centro
de gravidade do objeto flutuante, o pêso do objeto e a fôrça de empuxo formam
um momento restabelecedor nas posições inclinadas.
A distância metacêntrica MG = MR - GR = _!i!2_ - GR = 6•231
sen 300 1/2
- 0,207 = 0,255 lJl.
Poderíamos notar que a distância MG multiplicado pelo seno do ângulo 8
é igual à excentricidade e (prêviamente calculada p<ir outro processo).
Em arquitetura naval, um ângulo externo de cêrca de 100 é tomado como
limite de inclinaçãó para o qual a distância metacêntrica MG pode ser considerada
constant.e.
F6rmulas para determinação do. metacentro podem ser deduzidas, mas tais
estudos fogem à idéia de um trabalho introdutório à mecânica dos fluidos.
PROBLEMAS SlJPLEMENTARES
13. Um objeto pesa 6S lb no ar e 421 lb na água. Determinar seu volume
e densidade.
Rcsp.: 0,369 ft.1 ; 2,83.
14. Um objeto pesa 65 lb no ar e 42 lb em 6leo de densidade 0,75.
Determinar seu volume e sua densidade.
Resp.: 0,491 ft1; 2,12.
15. Se o alumínio pesa 165 lb/ft3 (2), quanto pesará uma esfera de 12''
(304 mm) de diâmtltro quando imersa em água i> E quando imersa em um líquido
de densidade 0,75 ?
Resp.: 53,6 lb; 62,0 lb.
16. Um cubo de alumínio de 6" (152 mm) pesa 12,2 lb quando imerso em
água. Qual será seu pêso ap11ente quando imerso em um líquido de densidade
1,25 i>
Resp.: 10,25 lb.
CAP. 3 EQUILÍBRIO DOS CORPOS 65
11; Uma pedra ptl88 135 lb e quando ela foi lançada em um. tanque de base
quadrada de 2' de lado, Q peso da pedra na água. era de 72 616. De quanto iubiu
a água no tanque.
Rap.: 3".
18. Um cilindro &o de 3 rt de diAmetro e 5 Ct de comprimento pesa 860 lb.
(a)· Quan~ libras de chumbo pesando 700 lb/tt1 devem ser f"uados à parte externa
do fundo paria que o cilindro flutue verticalmente com 3 rt submersos jl (6) Quantas
libras se colocadfts dentro do cilindro il
Rap.: 510 lb; .465 lb. .
19. Um hidrômetro pesa 0,0250 lb e sua haste tem uma seção reta de
0,0250 in2• Qual a diférença na altura de flutuação ·para líquidos de densidades
1,25 e 0,90?
Re11p.: 8,62".
20. Qual deverá ser o comprimento de uma peça de madeira de 3" x· 12",
densidade 0,50,·que suportari um menino de 100 lb na água salgada se êle fica
em pé na madeira ?
Rup.: 12,2 ft.
21. Um objeto que tem o volume de 6 ft.1 necessita de uma fôrça de 60 lb
para mantê-lo imerso em água. Se uma fôrça de 36 lb é necessária para mantê-lo
imerso em outro líquido, qual será a densidade dêste lfquido il
Rup.: 0,937.
22. Uma barcaça de 10 ft de profundidade tem uma seção trapezoidal de
30 ft de largura na parte superior e 20 rt de largura na parte inferior. A barcaça
tem 50 ft e suas. extremidades são verticais. Determinar (a) seu pêso, se ela
desloca 6 Ct de água e (6) o calado, se 84,5 t de pedra são colocadas na barcaça.
Rup.: - 431 000 lb; 8 ft.
23. Uma esfera de 4 ft de diAmetro flu'ua semisubmersa em água salgada
(64 lb/ft3). Qual o peso mínimo de concreto (150 lb/ft3) a ser usado ~mo âncora
para submergir a esfera completamente il
Re11p.: 1875 lb.
24. Um "ioeberg" pesando 57 lb/Ct.3 flutua no oceano (64 lb/ft.3)} com um
volume de 21 000 ft3 acima da superfície. Qual é o volume total do ioeberg?
Rup.: 192 000 rt3•
25. Um balão v8zio e seu equipamento pesam 100 lb. Quando inflado
com gás pesando 0,0345 lb/Ct3 o balão fica esférico e tem 20 ft de diâmetro. Qual
é a carga máxima que o balão poderá levantar, considerando o ar com 0,0765 lb/Ct3 ?
Rup.: 76lb.
26. Um flutuador cúbico de 4 Ct pesa 400 lb e é ancorado por meio de um
bloco de concreto que pesa l 500 lb no ar. Nove polegadas do flutuador sub-
66
llkltpm qU&ndo a oorreat.e lipda ao concreto 4 retesada. Que. acréscimo .. no
nível da água tirará o CODCNto do fundo 1 · O c:Oncreto pesa 150 _lb/ft1•
~p.: 6,U ia..
. .
%1. Uma barcaça retansular cujas dimeDllÕes eXt.eÍnai lio 20 ft de largul'll•·
60ft de comprimento e 10 ft de altura,pesa ·350 ·ooo lb. · Eia flutua em água
salgada· (UI= 6"lb/fi1) .;. e o centro de gravidade da barcaça carregada está a
4,50 ft da part.e superior. (a) Localizar o centro de empux9 quando equilibrado e
(b) quando a barcaça adema 100, e· (e) localizar o inetaC11ntro para a adérnagem
a 100.
Rup.: A 2.Z8 ft do . fundo na linha de centro; U;28 ft à direita,
4,17ft acima do CG.
28. Um cubo de 6", 1 feito de aluniínio e está suspenso p<ir uma cinta. O
cubo está submerso, melade em óleo (d "" 0,80) e a outra metade em água.
Determinar a t.ensão na cinta se o alumínio pesa.· 165 lb/ft.1•
Rup.: 13,61 lb.
29. Se o cubo no poblema precedente estiver metade no ar e metade no
óleo, qual seria a t.ensão Dll cinta 1
Rup.: 17,51 lb.
TRANSLAÇÃO E ROTAÇÃO DE MASSAS LÍQUIDAS
Introdução. Um fluido pode estar sujeito à translação ou
à rotação com acelerações constantes, sem moviment.0 relativo
entre partículas. Esta é uma condição de equih'brio relativo e
o fluido está livre de cisalhamento. Não existe de um modo geral,
nenhum movimento entre o fluido e o recipiente. ~ leis da ·está-
tica dos fluidos ainda aplicadas, são modificadas a fim de se consi-
derar os efeitos da aceleração.
Movi01ento horizontais. Para movimentos horizontais, a
superfície do líquido apresenta-se como um plano inclinado. A
inclinação do plano será determinado por:
t (} = ~ (aceleração linear do recipiente, ft/s2 ou m/s!) .
g g (aceleração da gravidade, ft/s2 ou m/s2)
A dedução da equação geral é apresentada no problema 4.
Movimento vertical. Para o movimento vertical, a pressão
(psf ou kgim1) em quaiquer poni.o do iíquido é dada por;
onde o sinal positivo é usado com uma aceleração cons~nte as-
cendente e o sinal negativo com uma aceleração constante descen-
dente.
Rotação de massas· fluidas ~ Recipientes abertos. A
forma da superfície livre do líquido em um recipiente rotativo é
a de um parabolóide de revolução. Qualquer plano vertical pas-
sando pelo eixo de rotação e que corte o fluido produzirá uma
68 MECÂNICA DOS FLUIDOS
A equação geral da parábola é
onde x e y são coordenadas, em metros {pés), de um ponto qualquer
da superfície, medido, a partir do vértice, no eixo de revolução e
"' é a velocidade angular constante em rad/s. A dedução desta
equação é feita no problema 7.
Rotação de massas fluidas - Recipientes fechados. A
pressão em um recipiente fechado será aumentada em razão da
rotação do recipiente (vide também Cap. 12). O aumento de pressão
enÚe um ·ponto no eixQ de rotação e outro ponto a x metros do eixo é,
"'? p = W- x2 (psf ou kg/m2)
, 2g
ou, o acréscimo de altura de carga (ft ou m) é,
p w2 .
- = y = -x•
w 2g
cuja equação é semelhante -à equação pata recipientes abertos em
rotação. Uma vez que a velocidade linear V = wx, o têrmo
x2 w2/2g = V2/2g que nós reconheceremos mais tarde como pressão
cinética ou ta_quicarga, em metros ou pés.
PROBLEMAS RESOLVIDOS
,,.-~,
( l. ) Um tanque retangular de 6 m de comprimento por 1,8 m
de pn;fundidade e 2,1 m de largura, contém 0,9 m de água. Se
a aceieração linear horizontalmente na direção do comprimento do
tanque é de 2,41 m/s2 (a) determinar a fôrça total devida à ai;ão
da água em cada extremidade do tanque e (b) mostrar que a dife-
rença entre essas fôrças é igual à fôrça perturbadora necessária
para acelerar a massa líquida. Referência Fig. 4-1.
Solução:·
(a) a'celeração linear 2,41 , tg 9 = aceleração de gravidade = 9,81 = º·245 e 9 = 14º 15 ·
Da figura, a profundidade d no lado mais raso é d = 0,9 - y = d = 0,93 X
X 0,245 = 0,165 m e a altura no Jado mais fundo será 1,635 m. Entào
P AB = w1rq A = 10' (1,635/2) (l,635 X 2,1) = 2 810 kg
Pen "' uiliq, A = 103 (0,165/2) (I,65 X 2,1) = 28,6 kg,
CAP. 4 TRANSLAÇÃO DE ROTAÇÃO
( b) F3rça ~ os ma8aa de 6gua X aceleração linear .,.
"" 6 >('2,1X0,9X10' X 241 = 27s0k
9,81 . • g.
69
e P Ali - PDC "" 2 810 ·- 28,~ = 2 781,4 tg ·que satisfaz,· considerand~ a pre-
cisão da réglla de . c6lculo. .
1
l--6m~
Fig. 4-1 Fig. 4-2
• 0,918
m
....L.
/\
: 2. · Se 9 tanque no problema l está cheio d'água e é acelerado
na dí;eção de seu comprimento à·razão de 1,5 m/s2, quantos litros
d'água ·iranshord~ão? Referência Fig. 4-2.
Soluçlio:
Inclinação da superficie = tg B = 1,5/9,81 = 0,153 e a queda na super-
fície = 6 tg B = 0,918 m.
Volume derramado = 2,1 X seção triangular inatcada na Fig. 4-2 = 2,1 X
X (Í X 6 X 0,918) = 5,78 m3 = 57801.
/~ Um tanque tem base quadrada de 1.,5 m de lado e contém
0,9 m de água. Qual deve ser a altura de seus lados a fim de não
haver perda de água, quando a aceleração é de. 3,6 m/si paralela
a um p~r de lados ?
Solução:
Inclinação da superfície = t.g B = 3,6/9,81 = 0,366.
Acréscimo (ou queda) na superfície = 0,75 t.g B = 0,75 X 0,366 = 0,275 m
O µ1nque deve ter no mínimo 0,9 + 0,275 = 1,175 m de altura .
. 4.i Um recipiente de água aberto é acelerado para cima num
plano' inclinado a 30°, a 3,6 m/s2• Qual o ângulo formado pela
superfície da água com a horizontal?
Solução:
Considerando a Fig. ~3, as fôrças atuantes em cada massa elementar dM
são e pêso W verticalmente para baixo e a fôrça P exercida pelas partículas vizi-
nhas de líquido. F.sta fôrça P é normal à superfície do líquido, uma vez quê
não há nenhuma componente de atrit.o. A fôrça resultante Fz (devida a W e P)
para cada partícula' de líquido deve ser ascendente no plano dos XX e inclinada
de a = 30- com a horizontal e deve causar a aceleração a,.. Na figura (b) en-
contramos o ·diagrama vet.orial. As seguintes equa~ podem ser estabelecidas.
70
. .V (1) F:a ... ....,...._
g
llECÂNICA DOS J'LUIJ;>OS
ou
(2) F;sen a ;.. P cos 8 - W
(3) F:a cos a - P.sen li do dia~ma vetorial.
Fig. 4-3
Multiplicando-!!e (2) por sen IJ e (3) por cos IJ e resolvendo simultheament.e:
F,.8enasenlJ + Wsen8 -F,.cosacoslJ =O
Fs ·sen8
W = cosacos8-senasen8°
Substituindo em (l) e simplü1C&ndo,
(4) ~ = ----1---- do que, uma vez que a = 39" g cosa c:otg li - sen a
(A) cotg 8 = tg 30" + g 300 = 0,577 +
9
•
81
= 3,71
ªª 008 3,6 .x 0,866
IJ = ISo S'.
NoTA: Para um plano horizontal, o llngulo a reduz-se a ()o e a equação (4) acima
transforma-se em afg = tg IJ que é a equação dada para um movimento de acele-
ração horizontal. Para aceleração descendente, o sinal de tg 300 torna-se negativo
na equação (A).
5. Um tanque cúbico está cheio ·com 1,5 m de óleo de densi-
dade 0,752. Dete~ a fôrça atuante na parede lateral do tanque
(a) quando a aceleração é de 4,90 m/s' verticalmente para .cima e
(b) quando a aceleração é de 4,90 m/s! verticalmente para baixo.
CAP. 4 71
· Soluçlo1
(~} ConsidereJllf)S a F'ig. 4 onde.· apueoe a clis&rib~o de carrepmenw·
t ;~ a vertical ... B.. Em B il inte~dti .de'~ sefã:. ·
· ...
PB - toh (1 +; )-·0,752 XlQ'(l,5r(1 + :::)~ u~k;/m'.
F&çit P AB .. área. ~o diagrama. de
car8a X.1,5 m de oompriinento - Ci X
X l 690 X 1,5) 1,5 _, l 902 kg. ·· ..
Uma 01*!! a01tiç1o seria .
P AB "'.' whq A =- [ 0,752 X 10' (0,75)
'(i + !::)} à:s x1,5)-·1902~·
~6) . . PAB - t 0,752 X'l~~0,75!>) (1,- :::)J .. (~,5 X l,5) a ~~·1',·,,
6. Determinar a p~o no Cund~ do tanque dó. Probleina 5
quando a a'OOieração fôr de. 9,81 m/s' verticairDenie para .baixo~
·. Soluçlo:
J)B =- 0,752 X 10' (1,5) (1 - 9,81/9,81) = O.
Portanto, para uma massa líqúida em queda livre, a pressão dentro da JJlll-
em qualquer ponto é nula,.isto. é, é a da·atmosfera envolvente. F.ata concluaiio
·é important.e quando consi~m!JS um fluxo de ãgua em queda através do espaço.
(i~) Um recipiente aberto parcialmente cheio com um líquido
gir~t'iui tômo de uní eixo veri~~ a uma velocidade angular cons-
tante. Deierminar a ~quação ·da· superfície livre do líquido depois
de adquirira mésma velocidade angular do recipiente.
(a)
A0··.·F e
W . f1Peoe11 p
, . '
B -----J
· Puni ·
(61
72 HBCÂNICA DOS FLUIDOS
A rigura (a) representa uma aeçãQ do recipiente rotativo e uma partícuJa A.
à didacia z do eixo de rotação. As tõrças atilantes sôbre a masa A são o p8ao
W verticaJmente para baixo e P que é normal la superfície do líqajdo, · uiDll vu
que não há fllrça de atrito. atuando. A aceleração da massa A. é z "19, dirigida
para o eixo de rotação. A direcio da resultante das (arças W e P deve ser a mesma
desta aOl!leraçio, como molltla a F"ig. (6).
Da 2.• lei de Nltwton, Fs "" M ~ ou
Del:Y .. o
Dividindo (1) por (2)
(1) Psen 8 .. ..!!'.'..X zc.12
g
(2) Pcos8 = w
zc.1' (3) tg8"" -·
~
Agoia, 8 é também o ângulo entre o eixo dos XX e uma tangente à curva
traçada a partir de A na F"ig. (a). A declividade desta tangente é tg 8 ou dy/dz.
Substituindo em (3) acima,
"'' dy/dz "" z c.12/g eia qual, por integração y = 29 r + e •.
Para determinar a collillfante dt. integração C1:
Quando % = O, y = O e C1 = O.
"' r_ 8.i Um tanque cilíndrico aberto. de 1,8 m de altura e 0,9 m
... J
de diâmetro, contém 1,35 m de água. Se o cilindro gira em tômo
do seu eixo geométrico, (a) que yelocidade angular const.ante
pode ser alcançada sem transbordamento de água e (b) qual é
a pressão no fundo do tanque em C e D quando w = 6 rad/s ?
Solução:
(a) Volume do parabolóide de re-
volução = t (volume do cilindro cir.,.
cunscrito) = Hí 1r 0,92 (0,45 + yi)).
Se nenhum líquido Côr derramado,
êste volume deverá ser igua! ao volume
1'• acima do nível original da .água A-A ou
.J_ X l [f 1r 0,92 (0,45 + Y1)] = l 1r 0,9' (0,45)
e Y1 = 0,45 m.
Para generalizar, o ponto no eixo
de rotação desce de um valor igual ao
acréscimo do líquido nas parede1 do
recipiente. A partir desta informação,
os coordenadas z e y dos pontos B aão
respectivamente 0,45 m e 0,9 ru a· partir
da origem S.
Então
"'2
0,9 =- 2 X 9,Sl (0,45)
2
e "' = 9,3 rad/s.
CAP. 4 TRANSLAÇÃO DE ROTAÇÃO 73
(b) Para_ w = 6 rad/s
-~ M . .
y = 2g r = 2 X 9,81 X (0,45)
1
.. 0,37 m de S.
A origem S desce de l y = 0,185 m e S está agora a 1,35 - 0,185 ~ 1,165 m
do Cnndo do tanque.
Nas i;iaredes do tanque a altura = 1,165 + o,:H = 1,535 m (ou 1,35 + 0,185 =
= 1,535 m) ·
Em G, Pc =- Uih = 101 X 1,165 = 1 165 kg/m!
Em D, /1d = wh = 101 X 1,535 "" 1 535 ~/m!.
(V Considere o tanque no Problema 8 fechado estando o espaço
com ar sujeit.o a 15,5 psi. Quando a velôcidade . angular fôr de
12 rad/s quais serão as pressões em psi nos pontos C e D na Fig. 4-7?
X-+-...__.__
2,11' l j
Fig. 4-7
Uma vez que não há alteração no volume de ar dentro do tanque, o volúme
acima do nível AA = volu{lle do pa'rabol6ide,
ou
também
(1) f 11" 32 X 1,50 = t 11" Z!2 Y2;
( (12,0f ' 2) Y2 = 2 (32,2) Z%
Resolvendo (1) e (2) simultâneamente, z24 = 3,02. Então z2 = 1,32 ft
e 12 = 3,89 ft.
Da figura, s está situado a 6 - 3,89 = 2,11 ft acima de e.
Então:
p.,' = 15,5 + toh/144 = 15,5 + 62,4 (2,11)/144 = 16,4 psi
74 MECÂNICA DOS FLUIDOS
122 •
Para determinar a presllio em D: altura de carga )'1 = 2 X 32,2 (1,5)
2
"'
- 5,02 ft acima de S "' pD' = 62,4 (5.02 + 2,11)/144. + 15,5 "' 18.6,psi.
. ~ (a) A que velocidade deverá girar o tanque do ~oblema 9
a fim de que o centro do fundo fique com altura nula de água ?
(b) Se a placa circular do fundo tiver 1/4" de espessura, qual será
a tensão da· mesma i'
011
Solução:
(a) A origem S estari agora situada em C na Fig. 4-7.
Volume acima da superf'tcie líquida = volume. do parabolóide
c1> l 7f' 32 x 1,5 ... t 1(' z22 C6.o);
. . , w'
também (2) r = 6,0 = 2 X 32,2 zi
De (1) e (2) nos_ o~temos w2 = 12 (32,2)/1,125 = 343 e w = 18~6 ra.,d/seg.
, ""' d h . (18,6)2 (1,5)2 (b) PD = 15,S. + 144 , on e = )'1 = 2 X 32,2 = 12,l ft
. 62,4 X 12,1
20
•
PD' = 15,5 + 144 = ,7 +psi.
D p'r 20,7X18 = 1490 • Tensão em =- <ID = t = 114 pn.
S'D
11. Um tanque cilíndrico fecha-
do de 6 ft de altura e 3 ft de 'diâme-
tro contém 4,5 ft de água. Quando
a velocidade angular fôr constante a
20 rad/s, qual a porção do tanque que
estará descoberta ?
Suluçio:
A fim de estimar a curva pambólica a
ser traçada na figura anexa, o valor de y 3 deve
·er calculado p1imeiro.
20: ( 2 f Ya = 2 X 32•2 1,5) = 14,0 t
e a superfície curva da água pode ser agora
i--::;........J"-....._'Jl determinada, indicando S abaixo do fundo do
tanque. Segue-se:
Fig • ..:.a.
( 20: 2 1) Yl - 2 X 32,2 Z1
%fP . . '
(2) y2 = 6 + Yl = 2 X 32~ z2' e, uma vez que o volume de ar é constante,
CAP. 4 TRANSLAÇÃO DE.ROTAÇÃO 75
(3) t r (3,0)2 X 1,50 • volume (parabol6ide SAB - parabol6ide. $CD) •
• J 7f' %22 Y2 .- J 1r z12 Yl•
Substituindo os valonis de (1) e (2) e reaolvendo
:r12 • 0,0792 e :r1 • 0,282 ft.
POrtanto, a área descobto..ta ... 11" (0,282)t • 0,249 ft2•
. @ Um cilin~o de ~ Ct ,de dilm~tro e. 9 ft de altura ~a~
oomplê'tamente cheio com glicenna (densidade 1;~~) sob uma pressao.
de 35,2 psi na parte. superior. As chapas de aço . que formam o
cilindl-o .são de 1/2" de espessura e admitem uma tenSão máxima
de 12 000 psi. Qual a velocidade máxima em mm que. poderá ser
imposta ao cilindro li
Solução:
Para as especificações dó tanque e para a tensão circunferencial,
a- - p'i'/I, PA' "" a- l/r .,. 12 000 (1/2)/36 "' 167 psi.
Também, PA' - :E pressões (35,2 imposta + devida a 9 ft · de glicerina +
+devida à rotação)
. ou 167 = 35,2 + 1,6 X 62,4 X 9 + w
2 X 32 X 1,6 X 62,~ .
144 2 X 32,2 144
w - 3ó rad/s ou 344rpm.
As condições de pressão são mostradas gràficament.e na Fig. 4-9 abaixo, fora
de escala. A linha RST indica a pressão de 50,8 ft de glicerina acima do tôpo
do tanque antes da rotação. A curva parah61ica de pressão com vértice em S
é causada pela velocidade angular constante de 36 radfs. Se o ·tanque f&se
abastecido sem estar sob pressão, o vértice :$ coincic:lliia com a parte inte~i:la su-
perior do tanque.
,,___ .,, __ ___....,..
1
Fig. 4-9 Fig. 4-10
76 .MBCÂNICA DOS J'LUIOOs
13. Um tubo de 76 mm de diâmetro, 12 m de ~mprimento
é abastecido com 61eo de densidade 0,822 e então fechado. Colocado
na posição horizontal, êle recebe uma rotação.de 27,5 rad/s em tômo
de um eixo vertical a 305 mm de uma daS- extremidades. Qual
a pressão em kg/cm2 desenvolvida na extremidade mais afastada
do tubo?
Solução:
Como já Coi veriCicado. a pressão através do comprimento AB na Fig. 4-10
aumentará opm a rotação. A uma certa velocidade de rotação a pressão incre-
mentada tenderia a comprimir o líquido e causari8 um decréscimo de pressão
em A. Uma vez que oa líquidos são pràticamente incompress!veis, a rotação
não diminuirá nem aumentará a pressão em A. Entre A e B a pressão aumen-
tará com o quadrado de diat.Ancia ao eixo YY.
Para determinar a pregão em B:
(1) (27,S)"
.Y1 = ~ X (0,305)1 = 3,58 m.
(2) {27,5f .ri = 2g X (l,5)2 = 86,6 m e
(3) PB' = 0,82% X le>I (86,S - 3,58) = 6,82 X 104 kg/mi.
PROBLEMAS SUPLEMENTARES
14. Um recipiente paráalmente cheio com água é acelerado horizontalmente
a uma aceleração constante. A inclinação da superCície é 300. Qual a acele-
ração do recipiente ?
Reap.: 18,6 rtfsl.
15. Um tanque aberto. de base quadrada, de 6 ft de lado pesa 770 Jb e
contém 3 ft de ligu11. ~ie é solicitado por uma fôrça perturbadora de 2 330 lb
paralelamente a um par de lados. Qual· deve ser a altura dos lados do tanque
a fim de não derramarmos á,gua? Qual é a fôrça atuante no lado onde ocorre
a maior profundidade?
Rup.: 3,93 ft, 2 890 lb.
16. Um tanque aberto de 30 ft de comprimento por 4 ft de largura e 4 ft
de altura está cheio com 3,2S ft de 61eo de densidade 0,822. ~le é aceleradouniformemente do repouso até 45,0 ft/s2• Qual é o menor espaço de tempo em
que o tanque pode ser acelerado sem derramarmos 6leo?
Resp.: 28 segundos..
17. Quando um tanque l'elaogular aberto, de 5 ft de largura, 10 n de com-
primento e 6 ft de profundidade, contendo 4 ft de água é acelerado horizontal-
CAP. 4 TRANSLAÇÍOD.E.BOTAÇÃO 77
mente paralelamente ao seu comprimento, à .rasl? de 16,1 ft.{s2, qual a quantidade
de água derramada il
&1p.: 25Ct.
18. A que aceleração deve o tanque no problema anterior. se ~locar a
f"un de que a profundidade na extremidade dianteira seja nula jl
Rap.: . 19,3 ft/s2
19. Um tanque aberto é acelerado para baixo em um plano inclinado de
15° a 16,l Ct.{s1• Qual a inclinação da auperflcie da água jl
Rap.: 29" l'.
20. Um vaso contendo 6leo de densidade 0,762, move-ee verticalmente
para cima com uma aceleração de + 8,05 ft,/s2• Qual é a pressão à profundidade
de 6ftil
Re•p.: 357 lb/ft2•
21. Se a aceleração no problema 20 f8sae - 8,05 ft/s2, qual seria a pressão
à profundidade de 6 ft il
Rap.: 214 lb/ft2•
22. . Uma f3rça perturbadora vertical de 60 lb acelera ascensionalmente
um volume de 1,55 ft1 de água. Se a ~ tem 3 ft de profundidade em um tanque
cilíndrico, qual é a f8rça atuante no fundo do tanque jl
Rap.: 157 lb.
23. Um tanque cUíndrico aberto de 4 ft de diâmetro e 6 ft de altura está
cheio de ãgua e gira em tôroo de seu eixo a 60 rpm. Qual o volume de líquido
derramado e qual a altura da ãgua no eixo il
Rap.: 15,3ít1; 3,55 ft.
M. A que velocidade deveria ser girado o tanque no problema 23 a fim
de que a parte central do fundo do tanque tenha uma altura nula de ãgua il
Re•p.: 9,83 rad/s.
25. Um recipiente fechado, de 2 ft de dilmetro está cheio de ãgua. Se o
recipiente é girado a 1 200 rpm, qual o acréscimo de pressão que ocorrerá no tôpo
do tanque.
Rap.: 106 psi.
26. Um vaso aberto de 18", é cheio de água e girado em tôrno do seu eixo
vertical à tal velocidade que a superfície da água a 4" do eixo faz um lngulo de
400 com a horizontal. Determinar a velocidade de rotação.
Rap.: 9 rad/s.
27. Um tubo U em esquadro tem 12" de largura e contém mercúrio que se
eleva a 9" em cada perna, quando o tubo está em repouso. A que velocidade
deve o tubo ser girado em tôrno de um eixo a 3" de uma das pernas de modo que
nii<i haja mercúrio nesta perna do tubo jl
Rap.: 13,9 rad/s.
78
•· Um tubo de 2'' de diimetro e 7 ft de comprimento est6 ta""mpaclo e cheio
de 6gua sob U,5 psi de pesaão. Colocado na poeiçlo horizontal. Ale é pado em
t.4rno de um eixo veitical pasando por uma das extremidade& . e à velocidade
de S rad{a. Qual aeri a pressão na outra extremidade il ·
Rup.: 15.S psi.
29. Uma bomh!t centrífuga possui um rotor de 5 lt de diãmetro, cuja rota-
ção é ·de 1 500 rpm. Se• carcaça está cheia de 6gua, qual será a altura de carga
•nvolvida peia rotação il ·
Rup.: 2390ft.
ANÃLISE DIMENSIONAL E SEMELHANÇA HIDRÃULICA
Introdução. A teoria matemática e dados experimentais· têm
desenvolvido soluções práticas para muito!! problemas hidráulicos.
Importantes estruturas hidráulicas são agora, projetadas e cons-
truídas sõmente depois de extensos estudos de modelos ierem _sido
efetuados. · A aplicação da ao~ dimensional e da semelhança
hidráulica permite ao engenheiro organizar e simplificar as expe-
riências e analisar o resultado das mesmas.
Análise dimensional. A análise dimensional é a matemática
das dimensões das grandezas e é outro instrumento útil à moderna
medoica dos fluidos. Em uma equação, exprimindo uma relação
f"mica entre quantidades, uma igualdade numérica e dimensional-
mente absoluta, deve existir. Em geral, tôdas essas relaçõe~ f'JSicas
podem ·ser reduzidas a grandezas fundamentais -de fôrça F, com-
primento L e tempo T (ou massa M, comprimento -L, tempo T).
Algumas aplicações: (1) conversão de sistemas de unidades,
(%) desenvolvimento de equações, (3) redução do número de va-
ria"'-'!!! neceesárias em um programa experimental, (4) estabele-
cimento dos princípios do projeto de modelos.
O teorema das variáveis 7r de Buck.iogham é esboçado e · ilus-
trado nos problemas de 13 a 17.
Modelos hidráulicos. Modelos hidráulicos, em geral pódem
ser modelos reais ou deformados. Modelos reais ou verdadeiros
possuem tôdas as características import.&nt.es do protótipo, redu-
zidas à escala (geom~tricamente semelbant.e) e satisfazem às res-
trições do projeto (semelhança cimemática e dinâmica). As com-
. parações modêlo-protótipo têm demonstrado claramente que a
correspondência de comportamento, muitas vêzes ultrapassa os
}imites esperados, como tem sido verificado pelo sucesso operacional
de muitas estrilturas projetadas a partir de modelos.
80 MECÂNICA DOS .FLUIDOS
Semelhança geométrica. Existe semelhança geométrica
entre modêlo e protótipo, se as relações entre as dimensões corres-
pondentes no modêlo e no protótipo são iguais. Tais relações podem
ser escritas:
e
L-ia1o = Lrw,, ou
4rot6tipo
Amoc111o
Âprot6tipo
(1)
(2)
Semelhança cinemática. A semelhança cinemática existe
entre modêlo e protótipo (1) se as trajetórias das partícuhts móveis
homólogas forem geometricamente semelhantes e (2) se as relações
das velocidades de par:Uculas homólogas forem iguais. A seguir
algumas relações úteis:
Velocidade: v. L,,./T,,. L,,. T,,. L, (3) -=---= L11 + T11 = T, v11 LJT11
ª•
L,,JT,,.z L,,. T z L, (4) Aceleração: "' -=---= r+ri=Ti
ª11 L,JT112 11 11 ,
Vazão: Q. L,,.
3/T,,. L,,.ª . T,,. L,' (5) Q11 = L11ª/T11 = L11' ~
-=-·
T11 T,
Semelhança dinâmica. A semelhança dinâmica existe entre
sistemas geométrica e cinemàticamente semelhantes, se as relações
entre tôdas as iôrças homóiogas no moàêlo e protólipo forem as
mesmas.
As condições necessárias para urna completa semelhança foram
desenvolvidas a partir da 2ª. lei de Newton, 2: F.,= Ma.,. As
fôrt.as atuantes podem ser uma ou urna combinação de muitas das
seguintes fôrças: de viscosidade, de pressão, de gravidade, de tensão
superficial e de · elasticidade. Desenvolve-se a seguinte relação
entre as fôtças atuantes no modêlo e protótipo:
2: fôrças (viscosidade +-+pressão ~gravidade +-+tensão superficial
2: fôrças (viscosidade +-pressão+-+ gravidade +-+tensão superficial
+-+ elasticidade),. M. ª•
+-+ elasticidade)11 M11 a11
CAP. 5 ANÁLl&I!; DIMENSIONAL 81
A RELAÇÃO DE FÔBÇAS DE INÉRCIA ê expressa pela seguinte
fórmula:
Fr = fôrçamoc1ao = M. a.. = p. L,.: X L~ = Pr Lr' (·· . .b.)'
fôrçaprot6tipo .MP aP Pp L, Tr · Tr
(6)'
Esta equação expressa a lei geral de semelhança dinAmica entre
modêlo e prot6tipo e é conhecida como a equação de Newton.
RELAÇÃO DE FÔBÇAS: INÉBCIA-PBESSÃO (número de Euler),
dá-nos a seguinte expressão (usando T = L/V)
RELAÇÃO DE FÔRÇAS: INÉRCIA-VISCOSIDADE (número de Reynold1)
é obtido de
Ma Ma pLt V1
TÂ (~)A µ ( ~) Lt µ dy
RELAÇÃO DE FÔRÇAS: INÉRCIA-GBA TIDADE
Ma pL2 yz
Mg = pL'g
A raiz quadrada desta relação,
número de Fraude.
V1
=-Lg
V
....; Lg,
pVL (8) =-·-· µ
é obtida de
(9)
é conhecida como
RELAÇÃO DE FÔRÇAS: INÉRCIA-ELASTICID~E (número de Cauchy)
é obtida de:
Ma
EA =
pL2 yi
EL2
(10)
d d la V ' h "d , A raiz quadra a esta re Ção ....;-- , e coo ec1 a como o
1.úmero de Mach. · E/p
RELAÇÃO DE FÔRÇAS: INÉRCIA-TENSÃO SUPEBfICIAL (número
de Weber) é obtida de
Ma pL2 V2 = pL V1 • (11)
o'L = <TL <T
82 lllECÂNICA. DÓS PLUJDOS
Em geral, .o engenheiro está interessado no efeito da fôrça
dominante. Em muitos problemas de escoamento de . fluidos, a·
·gravidade, a viscosidade e/ou a elasticidade predominam, mas não
· necessária e simultaneamente. As soluções neste livro cobrirão ca-
sos onde uma fôrça predominante influi no escoamento, outrasfôrças causam efeitos perfeitamente oompensados ou desprezíveis.
Se muitas fôrças conjuntamente afetarem as condições do escoamento
o problema se toma complexo e estará fora das limitações ·d&te ·
livro. Os Problemas 21 e 34 sugerem as possibilidades.
Relação de ·tempos. As relações de tempos estabelecidas
para escoamento governados essencialmente pela viscosidade, pela
gravidade, pela tensão superficial e pela elasticidade são respecti-
vamente:
(vide Problema 20)
Tr= j Lr (vide Problema 18) 1 9r ·
Tr= Lr
V Er/Pr
PROBLEMAS RESOLVIDOS
(12)
(13)
(14)
(15)
1. Exprimir cada uma das seguintes grandezas (a) em têrmos
de fôr!:~ F, comprimento i e t~mpo T P. (b) em têrmos de massa
M, comprimento L. e tempo T.
Solução:
(a) (b)
Grandezas Símbolo FLT MLT
(a) Ãrea A em mt A Lt Li
(b) Volume V em mª li Lª Lª
(e) Velocidade V em m/s V Lr-1 Lr-1
(d) Aoeleraçã<, a ou g em m/s2 a,g LT-' Lr-2
(e) Velocidade angular "' em rad/s
"'
r-1 r-1
(J) Fôrça F em kg F F MLT-7
(g) Massa M em kg - r/m M FPL-1 M
(h) P&o específico ar em kg/m3 ID FL.a ML-t r-2
CAP. 5 ANÁLJSE DIHENSJONAL 83
Grandezaa Sfmbolo FLT MLT
(i) M8881l específica /' em kg s2/m4 p FPL-4 ML-1
(J) Pressão p em kg/m2 p FL-2 ML·1 r-2
(k) V'l8C08idade Absoluta p. ~m kg/ s/m2 Jli FTL-t ML-1 r-1
(l) Viscosidade cinemitica 11 em m'/s 11 L' r-1 L' r-1
(m) M6dulo de elasticidade E em kg/m.2 E FL-1 ML-1~2
(n) Potência P em kg m/s p FLT-1 ML-2 T-3
(o) . Torque T em kg m. T FL ML2 T-2
(p) Vazão Q em m1/s Q L1 T·1 Lªr-1
(q) Tensão cisalhante T em kg/m" T FL-2 ML-1 r-2
(r) Tensão superiICial 6 em kg/m 6 FL-1 MT'"'
(•) Peso Wem kg w F MLT-2
(f) Vazão em Pêso W em kg/a w pr-1 MLT-1
2. Esta'beleça uma equação para a distância percorrida por
um corpo em queda livre no tempo T, considerando-se que a dis-
tância depende ·do pêso do corpo, da aceleração da gravidade e
do tempo. .
Soluçilo:
Distância • =J(W,g, T)
ou
• =- K W• t/' 'J'C
onde K é um coeficiente adimensional. geralmente determinado e.q>erimentalmente.
:Esta equação deve ser dimensioqalmente homogêoea. Os expóentes de
cada uma das grandezas devem ser os mesllios em ambos 08 membros da equação.
Podemos escrever
F- L1 T 0 "" (F") (L6 T-76) ('J'C).
Relacionando 08 expoentes_ de F. · L e T respectivamente,_ n6s obtemos O = a,
.1 = b e O = - 2b + e, do C{Jê, a = &, ó =- l e e = 2.
Substituindo
• = Kg'l'2.
Notemc>s que o expoente do pêso W é zero, significando que a distância 19
independente dó pêso. O fator K deve ser determinado. por anilise f"'JSica e/ou
experimentação. '
3. O número de Reynolds é uma função da massa específica,
da viscosidade e da velocidade de um fluido, e de ·um comprimento
característico. Estabeleça o número de Reynolds pela análise di-
mensional.
Solução•
ou
Rg =J(p,p, V,L)
Rg = K tf' p" JI" Lll.
84;' MECÂNICA DOS FLUIDOS
Então, dimensionalmente, F" Lº T 0 = (F" 1'2° L.....fo) (Ft TI> L-2•r (Lº T--:) (L")
RelacionaodQ os expcieotes de F, L e T respectivameote, 068 obtemoa:
O - a + b; b - - 4a - 26 +e + d; O = 2a + b - e;
donde a - - b; e .,. - b; d = .,.- b, substituindo,
Os valores de K e b devem ser determinados por análise il8ica e/ou experimental-
mente. Aqui K-1 e b= -1.
4. Para um líquido ideal, exprimir o fluxo Q através de um
orifício em têrmos da massa específica do líquido, do diâmetro do
orificie e da diferença de pressão.
Soluçlo1
Q -J(p,p.d) ou
Então, dimensionabnente, F" L2 T-1 = (F" r-a L-4") (P L-21>) (LO) e O= a+ b;
3=-4a-2b+c e -l-2a,
do qlie a "" - !. b = l e e = 2.
Substituindo, Q .,. K p-1/i plft d2
fluxo ideal
O fator K deve ser obtido pela· análise iISica e/ou experimentalmente. Para um
orificio na parede lateral de um tanque sob pressão h, p = wh. Para obter a fór-
mula familiar de orifícios no Capítulo 9, façamos K = v'2 (r/4). Então,
fluxo ideal Q = v'2 (r/4) d2 V w h/P.
mas g = w/p, portanto fiuio ideal Q =imP V2°ih.
5. Determinar a pressão dinâmica exercida pelo escoamento
de um fluido incompressível sôbre um objeto imerso, considerando-se
que a pressão é uma função da massa específica e da velocidade.
Solução:
p =J(p. Y) ou
Dimensionalmente,
e 1 = a; - 2 = - 4a + 6; O = 2a - b do que, a = l; b = 2. ·
Substituindo,
P = Kp V1.
CAP. 5 ANÃLmE DIHENSIONAL 85
6. Considerando-se a energia fornecida por uma bomba como
função da massa específica do fluido, do fluxo em m'/s e da altura
de carga íomecida, estabelecer uma equação pela anâlise dimensional.
Soluçilos
ou
p -}(111,Q,H).
P - KuPQ' 118.
Diqiensionalmeot.e.. F1 L 1 r-1 ... (F" L-lo) (Llb T-") (U),
e a = l; 1 .,. - 3a + 36 + e; - 6 - - 1 do que, a = l; 6 = 1 e e =- 1.
Substitúindo,
p ... KUIQH.
7. Um projetil é lançado sob um ângulo 8, com velocidade
inicial V. Determinar o curso R no plano horizontal, conside-
rando-se que o curso é uma função de V, 8 e g.
Solução:
Dimeosionalmeote,
R =J(V,g,8) ... K V4 /fJc.
L1 = (LG T""G) (LI> y-21>).
Uma vez· que 8 é adimeosioDlll, êle não aparece em (8).
(A)
(8)
Resolvendo para a e b; a = .2 e 6 = - 1. Substituindo, R = K V'/g.
Obviamente esta equação aio satisfaz, por não fazer referência ao ângulo 8 de
lançamento. O Problema 8 mostrará como se poderá obter uma solução.
8. Resolver o Problema 7, utilizando uma notação vetor-
-direcional.
Solução:
Em caso de deslocamentos bidimensionais, as component.es X e Y podem ser
introdu."!idas a fim de proporcionar uma a.uáiise mais compieta.
equação (A) no Problema 7 pode ser escrita
R., = K V.,ª V1/' g1/ f14.
Dimeosionalment.e,
L.,1 = (L:z" T-4) (Li/' T-6) (l,,i" ~").
que nos fornece:
L.,: l=a
Então, a
(C)
T: 0=-a-b-2c
L,i: O= b +e. Fig. 5-1
Então a = l; b = 1 e e = - 1. Substituindo em (C),
R = K( YsgV11). •D)
86
Do diagrama:· vetorial, CUJ8 • VJV,seill - Y11/V e CUJ8sen8:, V., VJY'.
Substiluindo em (D),
R-K"rCUJ8~8-K Y'ae~u.
g' ' 2g
Y'a8n2i Da mecâOica, · R é usualmente escrito ---g
portanto K = 2 na equação (E).
(E)
9. Considerando que a fôrça resistente exercida por um fluido
em escoamento sôbre um objeto é função da massa específica, da
viscosidade e . velocidade do fluido, e de um comprimento caracte""
rístico do corpo, desenvolver uma equação geral para fôrça.
Solução:
F = J (p, p., L, V) ou
e l=a+b; 0=-4a-2b+e+d; 0-2a+b-d.
~ preciso que se note que temos um D~ de inc6gnitaa superior ao de
equações. Um dos métodos de resolução comiate em expliciblr 3 das inc6gnitas
ein função de uma quarta. Explicitando em função de b, temos: .
a=l-b; d=2-b; e-2-b.
Substituindo,
Multipliquemos por 2/2 e reagrupemos os têrmos a fün de apresentarmos
a expressão acima. com um aspecto mais usual:
( VLp)-l> V2 F=2Kp -- L2 -· .. .,
' ,. , -
Uma vez que V L p é o número de Reynold• e L2 representa uma área, po-
. demos escrever: P.
F = [2K RB-1>] pA _!: ·ou
2
10. De~nvolver uma expressão para tensão cisalhante em
um fluido que se escoa em um tubo, considerando-se que a tensão .
é uma função do diâmetro e da rugosidade do tubo, da massa
específica, velocidade e viscosidade do fluido.
Solução:
.,. =J(V,d,p,µ,K) ou
CAP• 5 AN~ DDCENSlONAL 87
A rugosidade relativa K é 'usualmente expresaia como 11ma relação entre o
tamanho daa protuberlnciu superf"iciais e o dilmetro do tubo, f/d, sendo pQrtanto
,adimeusiousl. · Então: · ·
e
Explicitando em função de. d, temos:
Substituindo,
( Vdp)-4 · T =e -;;:- K• Y:p ou T = cc' RB-d) V2p.
11. Desenvolver a expressão para perda de _carga em um tubo
horizontal para escoamento turbulento incompressível.
Soluçiloa
Para qualquer fiuido, a perda !fe carga é representada pela queda no gradiente
de pressão e é uma medida ·da resistência ao escoamentoatravés do tubo. A
resistência é uma função do diílmetro do tubo, da viscosidade e musa específ"ica
do fiuido, do comprimento do tubo, da velocidade do fiuido e da rugosidade K
do tubo; Podemos escrever:
(p1 - P2) = J (d, p, p, L, V, K),
ou
(1)
O expoente do comprimento L é unitário, dado êst.e obtido de experiências
e observações. O valor de K, como já foi explicado no problema anterior, E/d,
é adimensional. Podemos, então, escrever:
i
e 1 = b +e; - 2 ~ a - 2b - 4c + 1 +e + j - j; O = b + 2c - e.
Explicitando em função de e:
e= e - l; b =·2 - e; a= e - 3.
Substituindo em (1):
88 MEC1NICA DOS 'FLUIDOS
Dividindo os têrmos à esquerda por to e à direita iíelo seu equivalent.e pg,
n. - ,,. . e <fld'f L <cr-' v• P~1 "'--> ~ - perda .. da carga - ---'.:.......:--=---'"----=~
to pg •
o que se transforma em (multiplicando por 2/2):
. ( e )' L Y1 [ d.,...2 yr2 pr2 ]
Perda de carga = 2 C d d 2g p..,...2 ""'.
=- K' (Rf1) (_f_) ( Y1) = j _f_ Y1 (f6rmula de Darcy). d 2g d 2g
12. Estabelecer uma expressão para a energia fornecida a
uma hélice considerando que a energia pode ser expressa em função
da massa específica do ar, do diâmetro, da velocidade do flúxo
de ar, da rotação, do coeficiente de viscosidade e da velocidade do
som.
Solução:
Energia= K pG d"VC c.P I'• cl, usando como unidades Cuodameotais M, L e T,
Então:
l=a+e donde tiramos: a = 1 - e
2=-3a+b+c-e+J
-3= -c-d-e-J
Substituindo:
ReQl'ganizam!o " agrupando os termos. n6s obtemos:
b=5-2e-c-J
d = 3 - e - e-j.
Examinando os tênnos entre par@nteses, verificamos que êles são adimensio-
nais. O primeiro pode ser escrito como o número d~ Reynolds, uma vez
que V = c.i : • O segundo têrmo é uma relação da hélice, e o terceiro têrmo,
velocidade para celeridade, é o número. de Mach. Combinando todos êstes têrmos,
a equação apresentar-se-á assim:
Eoeqpa = C' p c.i3 d'.
13. Esboçar o processo a ser seguido quando o teorema das
variáveis r de Buckingham é usado.
CAP. 5 ANÁLlSB DIMENSIONAL 89
Iab0dução1
Quando o n6mero de grandezas físicas ou ~ri6veis rar igual a quatro º ..
mais, o· t.eorema de Buckiqbam Comece um excelente instrumento pelo 111.J8l
estas grandezas podem ser organizadas em pequeno número de símboloa, ~pa
mentoa adimensionais, a partir dos quais uma· equação poderá ·ser dedu.zida.
()a grupos adimewrionais são chamados tamiOB 1r •. Sob aspecto mstemá&ico:
se existirem n grandezas f'micas 9 (tais como velocidade, massa específica, VÍllOOl!i--
dade, pressão e área) e k unidades fundamentais (tais como rarça, comprimento e
tempo ou 1118111111, comprimento e tempo), podemoa escrever:
li (91. 9!. Ili ...• q,.) - o.
F.eta equação pode ser substituída pela equação
onde qualquer tênno 1f' depende não mais do que (k + 1) grande7.llll f'JSicas 9, e
cada um dos têrmos r é indepeJ1dente, adimensiooal e função monômia das grun-
d-. 9.
Proceaeo1
I. Regiatrar as n grandezas f'ácas 9 que entram no problema, anotando
8Ull8 unidades e o número k de unidades fundamentais. Serão (n - k) têr!JlOS 7r.
2. Selecionar k destas grandezas, dimensionais e não tendo duas a duas
as mesmas dimensões. Tadas as unidades fliDdamentais devem ser incluídas
coletivamente nas grandezas escolhidas.
3. O primeiro têrmo r pode ser expresso como um produto destas grandezas
escolhidas. cada ums delas elevada a um expoente desconhecido, e uma outra
grandeza elevada a uma potência conhecida (usualmente tomada como unitária).
1
4. Manter as grandezas escolhidas em (2) · como . variáveis repelilüxu e,
escolher uma das variáveis remanescentes para estabelecer o próximo têrmo r.
Repetir êst.e processo para os sucessivos têrmos r.
S. Para cada têrmo ?r, d .. t .. rmirnir os expoentes desconhecidos pela análise
dimensional.
Relações úteis:
a. Se uma grandeza é adimensional, ela é um .têrmo r, sem seguir o processo
acima.
b. Se duas grandezas físicas quaisquer tivere~ as mesmas dimensões. sua
relação será um dos tênnos 1f'. Por exemplo, L/L é adimensional e é um têrmo 1f.
e. Qualquer têrmo 1f pode ser substituído por qualquer potência dêst.e tênno,
incluindo r-1: Por exemplo, 11"3 pode ser substituído por 7T3', ou 1f'i por l/r!.
d. Qufl.lquer têrmo r pode s~r multiplicado por uma constante numérica.
Por exemplo, r 1 pode ser substituído por 3 ir1•
e. Qualquer têrmo -:r pode ser expresso como ums função de outros têrmos r.
~ exemplo, se existirem 2 têrmos 1f', r1 = 4> (iri).
90 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
14. Resolver o Problema 2, usando o teorema de Buckingham.
Solucilos
O problema pode ser expresso estabelecendo-ee uma função da distincia 11,
p@so W, aceleração da gravida4.e _ g e tempo T igual a uro, ou, matemàticament.e:
I.• Etapa
li(•, W,g, T) ""o.
Relacionar .as grandezas e as unidades:
11 = co~primento L;. W = fôrça F; g = aceleração L/T2; T = tempo T.
Existem 4 grnlidezas rmcas e 3 unidades fundamentais, portanto (4 ...., 3) ou
1 têmio r.
2.• Etapa
E'l(,1)lhendo a, W e T como grandezas f"JSicas, Comecemos 3 unidades funda- ·
mentais F, L e T.
3.• Etapa
Urna vez que as grandezas f"JSicas heterogêneas não podem ser adicionados
ou subtraídas, o têrmo ré expresso como um produto, como se segue:
(l}
Usando a homogeneidade dimensional, temos:
Igualando os expoentes de F, L e T, respectivamente, n6s obtemos Yt = O; z1 +
+ l = O; z1 - 2 = O, donde z1 = - l; y1 = O e Zt = 2. Substituindo_ em (1),
WoT2g
r1 = .-1 WoT2g- ----·
li
Resolvendo para 11, e notando que l/r1 = K, n6s obtemos /1 = .Kg T2.
15. Resolver o Problema 6, usando o teorema de. Buckingham.
Solução:
O problema pode ser escrito matemàticamente, como
J (P, w, Q, H) "" o.
As grandezas físicas com suas dimensões em unidades F, L e T são:
Potência P = F L T"1 Vazão Q "" L3 r-•
P&o específico w .. F L-3 Pressão H = L
Existem 4 grandezas f'asicas e 3 unidades fundamentais, então (4 - 3) ou
1 têrmo r.
F.scolhendo Q, w e. H como as grandezas com expoentes desconhecidos, n6s
estabelecemos o têrmo r como se segue:
r 1 = (Q'<' (u:"') (IP') P ou r, ~ (Lb' ~) (Ji'll' L-311') (L•~) (FLT"'). (1)
<:AP. 5 ANÁistSE DIMENSIONAL 91
Igualando .os expoentes de F, L e T, temos: O - 1'1 + l; O - - %;. - 1 e
·o "' 3%1 - 3f1 + 11 + 1, donde %1 - - l; 11 - - ·1; 11 - - 1. Substituindo
em (1),
p
11'1 .. <r1111-1 IJ1, p... ou P - KmQH. 111QH
16. Resolver o Problema 9, usand~ o teorema de Buckingham.
Soluçloz
Podemos expressar o problema do seguinte modo,
~(F,p,p.,L, V)"' o.
Ais grande7.llll · f':isicas com suas dimensões em unidades F, L e T são:
F&ç&F-F
Massa especírica p .. FT2 L_,,
Velocidade V ;.. Lr-1
Viscosidade absoluta p. - FTL-Z
Comprimento 1,, "' L.
Existem 5 grandezas Cfsicas e 3 unidades fundamentais, poibanto (5 - 3) -· 2
tbmos 11'.
Escolhendo o comprimentO L, a veloddade V·e a 111111188 específ'ica p, é:omo
as 3 variáveis repet.iiivá.s, . com expoentes deiconbecidos, n6a estabelecemos os
t&mos r:
(1)
Igualando os expoentes de F, L e T, n6s obtemos O = c1 + l; O = a1 + b1 -
- 4 ci; O = - bi + 2 c1, do que tiramos ci .. - l; b1 = - 2; a1 = - 2. Subs-
tituindo em (1), r1 = F/I.1 V2 p.
1
Para determinarmos Ó segundo têrmo r, mantemos as 3 primeiras grandezas ·
f'JSicas e anexamos uma outra grandeza, neste C8llO a viscosidade absoluta µ.
(Vide Problema 13, item 4.)
(2)
Igualando os expoentes de F, L e T, obtemos O = c2 + l; O··= a2 + bi -
- 4 c2 - 2; O = - b:z + 2 c2 + l, donde c1 .. - l; bi = - 1 e a2 = ...:. l.
Alssim: r2 = µ/LVp; Esta expressão pode ser escrita rz = LVp/µ, que reco-
nhecemos como o número Reynolds. ·
A nova relação, escrita em função de 11'1 e 11'2, é:
( F
1L Vp) 0 Ít L2 V2 P • ~ = •
ou
Fôrça F = (L2 V2p)}2 ( L ;P),
que pode ser. escritaV2 F = (2KRB) pL2 - • 2
92
Como V pode ser tomado como ulna ãrea, a equação rmat pode ser eStabeledda
como F "" CD p A ~ (vide Capítulo 11).
17. Resolver o Problema 11, usando o teorema de Buckingham .
. Solução:
Matemàticamente, o problema· pode ser assim expresso:
j(4p, d, p., p, L, V, K) ""O,
onde K é a rugosidade relativa ou a relação entre o tamanho das irregularidades
da superfície e o diâmetro d do tubo (veja Capítulo 7). Ns grandems fisicas
com suas dimensões em unidades F •. L e T são:
Queda de pressão 4p FL-2 Comprimento L = L
Diâmetro d L Velocidade V= Lr-1
Viscosidade ahsoluta p. FTL-2 Rugosidade relativa K = LJL2.
Massa específica p = FT2 L--4
E.-<istem 7 grandezas físicas e 3 unidades fundamentais, portanto (7 - 3) =- 4
têrmos 'li". Escolhendo o diimetro, 11 velocidade e a massa esPec:ifica como v:i-
riãveis repetitivas com expoentes desconhecidos, os têrmos 1r são:
T1 = (L"'1) (L111 1'11) (Fª1 T'J1 L--f•i) (FI.-~)
r2 = (L"'2) (L112 T-1'2) (Fª2 -r-:•2 L--4•2) (FTL-'l)
ri = (f."'3) (L113 1'13) (F•3 r:•a L--4•2) (L)
r4 = K = LJL,.
Igualando os ~xpoeµtes thmo a têrmo, resta:
r 1 : O = z1 + l; O = z1 + :r1 - 4 z1 - 2; O = - :r1 + 2 z1. Então, zi = O;
Yl = - 2; Z1 = - 1.
r 2 : O = z2 + l; O = z2 + :rz - 4 z2 - 2; O = - Y2 + 2 z2 + 1. Então, zz = - 1;
Y% =s - 1; Z2 :== - 1.
r 3 : O = z3; O = :1:3 + y3 - 4 ZJ + l; O "" - y, + 2 za. Então, :1:3 = - l; Y3 = O;
Z3 = 0.
Portanto, os têrmos 7r são:
7r = ,r- y-2 p-1 L\ = .:l.p (número de Euler)
l 1' pV2
ou d V p (número de Reynolds) p.
L
r 3 = d-1 Vº pº L = d (como deveria ser esperado, vide item b, Problema 13)
7r4 = LJL, = .!.. (vide Capítulo 7).
d
CAP. 5 ANÁLISE DIMENSIONAL 93
As novas relações podem ser escritu,
( .!e_ dVp L e) li pV2' -1'-. d' d ,,,. o.
Resolvendo para Ap,
Ap = ; Y2h(RB, ~ , +).
onde p = 111/g. A. perda de carga poderia ser, então,
Ap Y2 (·L e)
- = - (2) · Jz RB - - ·
U1 2g 'd'd
Se se desejasse obter a equação de Darcy, a experiência e a análise indicam
que a queda de pressão é uma função de L/d à primeira potência, portanto,
~ = - · - · 2 ·ia Rg ....!.. , A Y2 L ( )
U1 2g d • d
que pode ser expressa como
~ = (fatorj) (;) (!';).
Nala 1:
Se o escoamento lõsse compressível, outra grandeza f'JSica, módulo de elasti-
cidade volumétrica E, poderia ser incluída e o quinto têrmo r seria a relação
adimensional E/p Y2, que é usualmente reescrita sob a forma V/VEfp~ que é
o número de Macb.
1Va1a %:
Se a gravidade participasse do problema geral de escoamento, a fôrça gra-
\'Ítacional seria outra grandeza física e um sext.o termo r seria a relação adimen-
sional V'/g L, que é o número de Froude.
Nola 3:
Se a t.ensão superficial fT entrasse no problema geral de escoamento, outra
grandeza f'JSica seria adicionada e o sétimo t.êrmo r tomaria a forma de Y2 Lp/fT,
que é o número de Weber.
18; Para modêlo e protótipo, mostrar que, quando a gravidade
e a inércia são as únicas grandezas influentes, a relação das vazões
Q é igual à relação de comprimentos elevada a cinco meios.
Solução:
A. ·relação ·de tempos deve ser estabelecida pelas condições que inDuenciam
:q0 escoamento. Podemos escrever as seguintes expressões para as f8rças de
_gravidade e de inércia, · . /
Gravidade:
Inbcia:
'· w,,. fDm i:_i •
---- -x---111r1.,• F11 Wp 111p Lp3 •
Igualando as relações de fôrças:
a qual, quando solucionada para Tr, iJC&:
Pr L,
·Tr1 .. i.,X- --·
llJr !Ir
(l)
Reconhecendo que o valor de g., é nnitário, e substituindo na expressão de
relação de Duxos, temos:
(2)
19. Para as condições estatuídas no problema anterior, esta-
belecer (a) a relação de velocidades e (b) as relações de pressão
e fôrça.
Solução:
(a) Dividindo ambos os têrmos da equação (1) do Problema 18 por Lr2,
temos: Tr2/Lr% = L,/Lr2 • g, ou, uma vez que V= L/T, Vr2 =.Lr11r:.
Mas o valor de f1r pode ser considerado unitário. Isto significa que, para
modêlo e protótipo, Vrz = Lr, que pode ser chamada a lei de modelos de Froude
para ·relações de velocidacfe. ·
. i:_2
(b) A relação de fôrça para fôrçaa de pressão = : Lp! = Pr Lr2 •
A·relação de fôrça para fôrças de inércia = Pr1;4 = 111rLr3 •
Tr
lgualand0-0s-, obtemos Pr Lr2 = 111r L.
Pr = t11rLr. (1)
Para estudos de modêlo com uma superf"Jcie livre, os números de Froude de
modêlo e de protótipo são os mesmos. Oa números de Euler também_ o são.
CAP. 5 ANÁLISE DIMENSIONAL' 95
Ulllllldo Vr2 - L,, n6s podemos escrever a Equação (1) da seguinte forma:
e, uma vez que F - pA,
Fr • Pr Lr2 • Wr L,1 .• (2)
20. Desenvolver a lei de Reynolds, de modelos para· relações
de t.empo · e velocidade para líqtiidos incompressíveis.
Solução a
Pai:a um escoamento sujeito Wiicamente às l8rças de inércia e v;iscosidade
(outro.a efeitos são desprezados), estas C8rças pua modêlo e prot6tipo devem ser
determiiiadaa.
Para inércia:
F,,. a L,
- - Pr L, X - 2 (do problema anterior). Fp. Tr
Para viscosidade:
F. . T'a A.,. p. (dV/dy),,. Aa
F,,, - T'pÂp = #lp (dV/dy'),,,Ap
µ... (L,,JT,: S< 1/1-) r_2
µ,,, (LJT,,, X 1/1..p) L,,2
PrL.2 Tr---·
llr
µ L,.t
·uma vez que 11 = -, n6s podemos escrever Tr = -.
p ~
A rehlti!!> !!e ve!oc!dades, V, = LrfT, = (L/L,1) · v, = ;:. .
(1)
(2)
F.screvendo estas duas relações em têrmos de modelo e protótipo, nós obtemos
de (2):
v.. ""' Lp -~-x-· v,,, 11p L.
Grupando os têrmos do modêlo e protótipo, fica V,,.L,,Jv,,. = V,,,L,,111,,, •. que o
leitor poderá reconhecer como: o número de Reynolds para modêlo = número
de Reynolds para prot6iipo. ·
21. Um 61eo de viscosidade cix!emática igual a 4,7 X 10-1 m2/s
deverá ser usado em um prot6tipo em ~e as fôrças dominantes
são as de viscosidade e de gravidade. Um modêlo na ·escala 1:5 é
desejado. Qual a viscosidade do líqtiido do modêlo necessária
96 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
para que· os números de Froude e Reynolds sejam os mêsmos, no
modêlo e no protótipo?
Soluçí101
Usando as relações de velocidades para a lei de Froude e Reynolds (vide
Problema 19 e 20): (L,. g,)1/1 ,,.· '11,./L,..
Uma vez que g,. = l, L,.3/% = Pr e 11r = (1/5)3/t = 0,0894.
1 · ·r· Jf,,. ""' 0 0 1 · 21 sto s1gm 1ca que - = 0,0894 = 7 lO'"' e v,,. = ,42 X l - m ,s. . l'p 4, X
Usando as relações de tempo, aceleração e· descarga, teremos· o mesmo re-
sultado. Por exemplo, as relações de tempo sendo igualadas (Problemas 18 e 20),
teremos:
L,.1/2 Pr Lr' µ
---:-r:1 .• --, ou urna vez que 9r = l, -!. = 11, = L,.312 como antes. gr''~ µ, Pr •
22. Água a 16°C escoa a 12 ft/s (3,6 m/s) em um tubo de 6"
(152 mm). A que velocidade deverá escoar um óleo médio a 32°C
em um tubo de 3" (76 mm) para que os escoamentos sejam dinâ-
micamente semelhantes?
Solução:
Uma vez que o escoamento em tubos está sujeito unicamente às íôrças de
viscosidade e de inércia, o número de Reynolds é o critério de semelhança. Outras
propriedades do fluido em escoamento, tais como elasticidade e tensão supentcial,
bem como as fôrças gravitacionais nãt> afetam a figuração do escoamento. Assim
para a semelhança dinâmica,
Vd V'd'
-=--' 11 11'
RB para. água = RB para óleo.
obtendo valores para viscosidade cinemática da Tabela
2 no Apandice e substituindo
12,0 X 6/12 V' X 3/12 t/ ,..., ,
1.217 X lo-' = 3,19 X 10_. • V' = 63 f s = 19,Q m,s.
N. T. Utilizamos os valores diretamente da Tabela 2 e fizemos a conversão
sõmente no resultado.
23. Ara20"C(68°F)escoa através de um tubo de (610 mm)24"
a uma velocidade média. de 1,8 m/s (6 ft/s). Para que haja
semelhança dinâmica, qual o .diâmetro do tubo que, carregando
água a 16ºC (60"F) e 1,1 m/s (3,65 ft/s), poderia ser usado?
CAP. 5 ANÁLISE DtlrlENSIONAL 97
Soluçãos
Igualando os n6meros de Reynolds:1,8 X 0,61 l,l ·x d
1,6 X 10-t X 0,093 .,. 1,217 X 10-t X 0,093 :. d ... 0,076 m (3'').
'M. Um modêlo l: 15 de um submarino deve ser testado em
um tanque de provas contendo água salgada. Se o submarino
se move a 12 mph, a que velocidade deverá o modêlo ser tracionado
para haver semelhança dinâmica~
Solução:
Igualando os números de Reynolds para modêlo e prot6tipo:
12 · L Y X L/15 V 180 h -.,,-= .,, = mp.
25. Um modêlo 1: 80 de um aeroplano é testado a 20"C no
ar, o qual tem a velocidade de _45 m/s. (a) A que velocidade 8eria
a modêlo impelido quando completamente submerso. em água a
27°C? (b) Qual seria a fôrça resistenté de um prot6tipo no ar,
cujo modêlo na água representa uma resistência de 0,57 kg?
Solução:
(a) ~gualnndo-se o8 númeriis de Reynolds:
45XL .VL
16 x 10-1 x o,093 = Q,93_x_1_0_,""',..x-o-,o-9_3_
\.
ou V = 2,62 m/s na água.
(b) Uma vez que p varia com pVS, igualandlHle ()8 números de Euler,
ou
Más as fôrças atuantes são (pressão ·X área) ou p L1; portanto,
ou
Fr = Pr Vr1 Lr1 (equação). (6)
Para obtermos a velocidade do protótipo no ar, igualemos os números de
Reynolds: ·
V,,. L,,. = Vp Lp
Par Var
ou 45 X L,./80 = Vp Lp e Vp = 0,56 m/s.
9S KEOÂNICA. DOS FLUIDOS
Então:
0,57 -( 1,94 ) ( 2,62)' (...!...)' -Fp 0,0023 0,56 80 8 · Fp= 200g.
26. Um modêlo de um torpedo é testadó em um tanque de
provas a uma velocidade de 24 m/s. :&pera-se que o protótipo
atinja a velocidáde de ~ m/s em água a 16°C. (a) Qual a escala a
ser utilizada para o modêlo? (b) Qual deverá ser a velocidade do
inodêlo se testado em um tonel aerodinâmico à pressão de 20 atm
e à temperatura constante de 27°C ? ·
Soluçãos
(a) Igualando número de Reynolds para prot6tipo. e modêlo.
6 X L = <24> X (L/z) ou z = 4. A escala do modêlo é 1/4.
JI JI
(6) Para o ar, da Tabela lB a viscosidade absoluta é 3,85 X 4,88 X 10-1
kg s/m2 e a lll88lla llSpeclf'JC&:
P
= ..!!:._ = --1!_ _ 20 X 104 ,...., 2 32 kg/ a g g RT 9,81 X 29,3 (273 + 27) = ' m
6 L V L/4
l.217 X 101 X 0,093 = (3,85 X 10-:7 X 4,88/2,32)
V= 17,l m/s.
27. Uma bomba centrífuga bombeia um óleo lubrificante mé-
dio a 16ºC ·e a 1200 rpm. Um modêlo de bomba, usando ar a 200C
deve ser testado. Se o diâmetro do modêlo é 3 vêzes o diâmetro do
prot.ót.ipo, a que ve!oeid:ide deverá o modêlo operar?
Solução:
Usando velocidades periféricas (que· é igual ao raio vêzes a velocidade an-
gular em rad/s) como as velocidades no númerq de Reynolds, nós obtemos:
(d/2) CaJp (d) (3d/2) Cr1m (3d)
·188 X ur X 0,093 = 16,0 X 10-i X 0,093
e portanto Cr1p = 106 w,,, e e.>,,. = 1200/106 = 11,3 rpm.
28. Uma asa de avião de 0,9 m de corda deverá deslocar-se a
145 km/h no ar. Um modêlo de 76 .mm de corda deve ser testado
em um túnel aerodinâmico com a velocidade do ar de :i73,5 km/h.
CAP. 5 ANÁLISE DIMENSIONAL 99
Para a temperatura de 20"C em cada caso, qual deverá ser a pressão
no túnel aerodinlmico ?
Solução:
Igualando os números de Reynolds, e usando as mesmas unidades 'para as
velocidades
173,5 X 0,076
vtúnel
Jltónel = 1,5 X 10-8 m2/s.
145,0 X 0,9
16 X l~ X 0,093
A. pressão que produz esta viscosidade cinemática para o ar a 20-C pode ser
determinada recordando-se que a viscosidade absoluta não é afetada pela·variação
dt> pressão. A viscosidade cinemática é igual à viscosidade absoluta dividida
pel~ mnssa específica. Mas a massa específica aumenta com a pressão (teiDpe-
raturn constante), então;
Crl.
11=-p e
15Xl~
1,5 X 10' = lO.
Assim a nuwa espe(:ífica do ar no túnel deve ser 10 vêzes mais que a normal (20-C}
e a pressão resultante no túnel deverá ser de 10 atm.
29. Um navio cujo compriment.o do casco é de 138 m deve
navegar a 7,5 m/s. (a) Determinar o! número de Froude, NF.
(b) Para que haja semelhança dinâmica qual será a velocidade de
um modêlo 1: 30, arrastado através da água.
Solução:
(a} NF = __ V_ = 7,5 = 0,207.
../fi, v'9,81X138
(b) Quando dois escoamentos com contornos geomàtricamente semelhantes
são influenciados. pelas fôrças de inércia e de gravidade, o número de Froude. é
a relação marcante no estudo do modêlo.
Então NF protótipo = NF modêlo
ou
V V'
ViL = v7fJ
uma vez que g = g' ·em pràticamente todos os casos, podemos escrever
V V' 7,5 V'
v' L . = VL ' v' 138 ;= V 138/30'
V'= ·l,36 mfs para o modêlo.
100 xEcÂNICA DOS FI.UIDOS
30. Um modêlo de vertedor deve ser construído na "escala de
l : 25 perpendicularmente a uma calha que tem 0,6 m de largura.
O prot6tipo tem 11,25 m de altura e a altura máxima de carga
esperada é de 1,50 m. (a) Qual a altura do modêlo e qual a altura
de carga que deveria ser usada no modêlo. (b) Se a vazão no mo-
dêlo a 0,06 m de pressão é 0,0200 m3/s, qual a vazão -por metro de
protótipo que pode ser esperada? (e) Se o modêlo apresenta um
ressalto hidráulico de 25,0 mm, qual será o ressalto no protótipo i>
(d) Se a energia dissipãda no modêlo para o ressalto hidráulico é
de 0,15 HP, qual será a energia dissipada no protótiJ)o?
Solução:
U comprimento no inodêlo 1
(a) ma vez que, comprimento no prot6tipo 25 , altura no modêlo
1/25 X 11,25 = 0,45 m pressão no modêlo = 1,5 X 1/25 = 0,06 m.
(b) Do Problema 18, <b = L/"2, uma vez que a fôrça de gravidade predo-
mina, então Qp = J!;;'I = 0,0200 (25 X 25 X 5) = 62,5 m3/s.
Esta quantidade pode ser esperada para 0,6 X 25 = 15 m de comprimento
do prot6tipo. Assim o fluxi> por metro de prot6tipo = 6!?,5/15 = 4,16 m3/s.
(e) h... 25,0 = L,. ou hp = - =·-- = 625 rum (altura do re.ssalto) L,. 1/25 . .
F, L,. tor Lr3 Lr (d) Relação de Potência P, = (kg m/s), = -- = ----'-
T, V L,./gr
Porém, Pm ( 1 )7i2 (/r = 1 e w,. = l. Então - = J}! = -Pp 25
Pp = P.,,. (25)711 = 0,15 (25)7/! = 11. 700 HP.
31. Um modêlo de um reservatório é esgotado em 4 minutos
pela abertura .de uma comporta. A escala do modêlo é 1: 225.
Quanto tempo se gastará para encher o protótipo ?
Solução:
Uma vez que a• gravidade é a fôrça dominante, a relação Q, do Problema 18
é 5/.. . Om Lm
3 T,,.
igual a L,. •. Também <b = Q; = Lp3 + Tp ·
Então:
L511 = .L,.3 X .Ji e T11 = T ,,JL,.tl2 = 4 (225)1/t = 60 minutos. T,,.
CAP. 5 ANÁLISE Dllrf.ENSlONAL 101
32.- Um "pier" retangular em um rio tem 1,2 m de largura
por 3,6 m de compriment.o e uma profundidade média de água
de.2,7 m. Um mo~êlo é construído na escala 1: 16. A vélocidade
de escoament.o de 0,75 m/s é mantida no modêlo e a fôrça. atuante
no modêlo é de 0,40 kg. (a) Quais serão os valores da velocidade
do protótipo e a fôrça no mesmo? (b) Se uma onda padrão no
modêlo tem 0,05 m de altura, qual será a altura esperada de onda
na extremidade do ancoradouro?' (e) Qual é o coeficiente de re-
sistência?
Solução:
(a) Uma vez que as fôrças gravitacionais predominam; do Problema 19,
nós obtemos:
Também,
(b) Uma vez que
V. 0,75 e p = (l/l6)11l = 3 m/s.
F 0,40 ,...., 64 k . p = 1 (l/16) = 1 o g:
V. v'Lm. . ,- - 3 v'.; = ~, v hp =·v' 0,05 X 0,?5 ; lip=0,895 m,....., 0,9 de altura de onda.
(e) Fôrça resistente =
vi (1,2 2,7) (º·75)3
= CDp A 2 ;0,40 =CD (10)3 16X16 - 2- e. CD= 1,12.
Podemos também usar os valores do prot6tipo:
(3)2
1640= CD 101 (1 •. 2 X 2,7) 2 e Co = 1,12 como se esperava.
33. A resistência medida na água, de um modêlo de um navio
de 8 ft de compriment.o, movendo-se a 6,5 ft/s é de 9,6 lb -(a) Qual
seria a velocidade de um protótipo de 128 ft? (b) Que fôrça seria
necessária para acionar o protótipo a esta velocidade em água sal-
gada?
Solução:
(a) Como as fôr{'as de gravidade predominam, obtemos
(h)
v .... _,- _,-
Vp. = V Lr = V 8/128
F,,. '
- = rDrLr e, F11 = Fp .
e Vp = (Si~ui = 26 ft/s.
9
•
6
= 40 300 lb. (62,4/64,0) (l/16)3
100 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
:&.te último valor poderiaser obt.ido usando-ee.a fórmula para t'arça-resistente:
. . A
F&ça ~istente - C1p2 vt.
Para modêlo:
62.4A · 2 9,6 .,. Cr29 (l6)2 (6,50)
C1 A 9,6 (16)1
e, 2f "" 62,4 (6,50)2 • (1)
Para protôt.ipo:
fôrça = ~! 6:;º A (26,0)2 e, C1A fôrça T ... 64,o c26>' . (2)
Igualando (1) e (2), uma vez que o valor de CJ é o mesmo para protótipo e modêlo,
obtemos: ·
9,6 (16)2 fôrça· ~~~- "" , donde, fôrça = 40 300 lb, como anteriormente. 62,4 (6,s)i 64,o (26,o)'
34. (a) Determinar a escala do modêlo quando ambas as fôrças
de viscosidade e gravidade são necessárias para assegurar a seme-
lhança. (b) Qual deveria ser a escala do modêlo se um óleo de
viscosidade 100 X ID-' ít'/s fôsse usado nos testes do modêlo e se
o líquido protótipo tivesse uma viscosidade de 800 X ID-' ft'/s?
(e) Quais· seriam as relações de velocidade e de vazão· para êstes
líquidos para uma escala de 1: 4 (modêlo-protótipo)?
Solução:
(a) Para esta situação os números de Reynolds e Froude devem ser sat.isfeitos
simultâneamente. Igualaremos as relações de velocidades para cada número.
Usando as informações dos problemas 19 e 20:
(P/C..,.) = v'L;g;, uma vez ciue !Ir = l; Lr = Pl13•
( 100 X 10_. )"'13 !. (b) Usando a relação de comprimentos acima, Lr = 800 X 10-. = ,.
A . escala do modêlo é, p0rtanto, l : 4.
(e) Usando as leis de modêlo de Froude (vide Problemas 18 e 19)
Vr = -../L:; = YLr = Vi = } e, Qr = c..,.5/t = (l/4)$/2 = 1/32
ou, usando as leis de Reynolds (vide Problema· 20)
V, = ~ = 100/800 = l_ e
L,. 1/4 2
.,,,
Q, = Ar V, = L,.1 X L; = Lr ,,, =
= _.!_ (~) =..!_.
4 .800 32
CAP. 5 ANÁLISE DIMENSIONAL 103
PROBLEMAS SUPLEMENTARES
35. Verificar_ a expressão T = µ (dV/d:y), dimensionalmente.
36. Mostrar que a energia cinética de um oorpo é igual a KMY2, usando
os métodos de ~nálise dimensional. -
37. Usando métodos da análise dimensional, provar que a fôrça centrifuga
é igual a KMV'-/r.
38. Um corpo cai livremente da altura 11, a partir do repouso. Desenvolver
uma equação para velocidade. -
- Resp.: V=- K vsg.
39. Um ootpo cai livremente, a partir do repouso, durante um tempo T.
Desenvolver uma equação para a velocidade.
Rup.: V = Kg T.
40. Desenvolver uma e:q>ressão para a Creqüência de um pêndulo simples,
codsiderand<He que ela é uma função do comprimento e da massa do pêndulo,
e da aceleração da graYidade. '
Resp.: KvfiL_
41. Considerando que o fluxo Q sabre uma barragem retangular varia
diretamente com o comprimento L e é uma função da altura de carga H e da
aceleração da gravidade g, estabelecer a fórmula para o fluxo na barragem.
Resp.: Q = K L H a/t g1f1. - -
42. Desenvolver uma equação para a distância S, percorrida por um corpo
em queda livre, considerando que a distância d,epende da vclocidad' inicial V,
do tempo T e da aceleração da gravidade g. ,
Resp.: S = K V T (g T/V)/'
43. F.stabelecer a expressão para o número de Froude, se êle é urna funçlo
da velocidade V, da aceleração da gravidade g e do comprim1mtn f,,
Resp.: Ny = K (V2/Lgt".
44. F.st.abelecer a expressíio do número de Weber, se êle é urna função da
velocidade V, da massa específica p, do comprimento L e da tensão superficial <T.
Resp.: N.,, = K (p L V'-Jur-d. -
45. F.stabelecer um número adimensional, sabend()..jl8 que êle é uma função
da aceleração da gravidade g, da tensão superficial <T, da viscosidade absoluta µ
e da massa específica p.
Resp.: Número = K(<T3 p/g µ4}tl.
46. Considerando que a fôrça resistente de um navio é uma função da
viscosidade absoluta µ e da massa específica do fluido p, da velocidade V,- da ace-
leração da gravidade g e do tamanho (fator de comprimento L} do navio, e8tabe-
lecer a fórmula da fôrça resistente.
Resp.: Fôrça = K(Rg-0 Ny--tlp V1L7}.-
104 MECÂNICA DOS J'LUIDOS
,1. Resolver o problema 9 incluindo o efeito da compressibilidade pela
adição da variável celuülmk e, velocidade do_ som.
Rup.: Fôrça .. K' R1r6 NM-. p A V2/2.
48. Moatrar que, para orifícios geom~tricamente semelhantes, a relação
de velocidades é essencialmente a raiz quadrada da relação de alturas de quede.
49. Mostrar que as relações de tempos e de velocidades quando· a tensão
superficial é a rarÇa domina~t.e. são:
~ Pr Tr = Lr1 x-. ITr j-;- . e Yr = 1 L,.~ respectivamente., __
SO. Mostrar que as relações de tempos e de velocidades quando a elastici-
dade é a rarça dominante, são
. Lr J&
Tr = V E,/Pr e Yr = 1 p; re11pectivamente.
51. .Um modêlo de um vertedo.r é construído. na escala 1 : 36. Se a velo-
cidade e a descarga do modêlo são 1,25 ft/s e 2,50 ftª/s respectivamente, quais
serão os -valores com!Spondentes para o prot6tipo ?
Rup.: 7,50 ft/s e 19 440 ftª/s.
52. ·A que velocidade deverá ser testado, em um túnel aerodinâmico, um
modêlo de asa de avião de 6 in de corda, de maneira que o :número de Reynolib
seja o mesmo do protótipo, de 3 ft de corda,_ movendo-se a 90 ritph? O ar está
sob pressão atmosférica no túnel aerodinâmico.
Rup.: 540mpb.
53. Um 6leo (v = 6,09 X 10~ ft2/s) escoa a 12,0 ft/s em um tubo de 6".
A que velocidade deve a água a 600F correr em um tubQ de 12" a fim de que os
números de Reynolds sejam iguais?
Re•p.: 1,20 ftjs.
5-!. Geso!ien a 60-F flue e 10,0 !t/s em um tubo de 1". Que diâmetro de
tubo deverá ser usado para transportar água a 600F a 5,0 ft/s, a fim de que os nú-
meros de Reynolds sejam iguais il
Resp.: 13,3".
55. Água a 60-F escoa a 12,0 ft/sec em um tubo de 6". · Para que houvesse
semelhança dinâmica {a) qual deveria ser a velocidade de um óleo médio a 90-F
em um tubo de 12" il (6) Que diâmetro de tubo deveria ser usado se o óleo tivesse
uma velocidade de 63,0 ft./s il
Re•p.: 15,75 ft/s, d = 3,0 in.
56. Um modêlo é testado em ar padrão (68°F = 2) a uma velocidade de
90,0 ft/s. A que velocidade deveria ser testado quando completamente submerso
~m água a 60-F em um tanque de provas para {)h~r condições de semelhança
dfuâmica?
Resp.: 6,8" ft./s.
CAP. 5 ANÁLiSE DIMENSIONAL 105
57. Um barco de s·12 ft de Õomprimento deve se deslocar a uma velocidade
de 22,4ft/s. A que' velocidade deveria ser testad.o um modêlo geom~tricameníe.
semelhànte de 8 ft de comprimento.
Rup.: 2,80 ft/a.
58. Que rarça seria exercida contra uma parde d'áfr'la se um modêlo 1 : 36
que tivesse 3 ft de comprimento experimentasse a ação cie uma rarça de onde
de 27 lb~
Rup.: 11 700 lb/fi.
59. Um objet.o submerso é ancorado em água doé:e (600F = ) que escoa à
velocidB.de 8,0 ft/s. A l'eSisúncia de um modêlo de 1 : 5 em um tWiel aerodinl-
mico em condições padrões é 4,5 lb. Que fôrça atuará no prot.ótipo sob condi-
ções de liemelhança dinamica ?
Rup.: 21,7 lb~
.60. Para um escoamento com·viscosidade e pressão como rarças dominan-
tes, estabelecer uma expressão para relação de velocidades e para a relação de
perdas de carga para modêlo e prot.6tipo.
Rup.: Vr .,. Pr Ltfp.~ e LHr = · Vr p.,/tDr Lr.
61. .Desenvolver uma relação paia o fator de· fricção J se este coeficiente
depende do diilmetro do tubo d, da velocidade média V, da massa especifica do
·nuido p, da viscosidade do . fluido p. e da rugosidade absoluta do tubo e. Use
o teorema de Buckingham.
Rup.: f = 9 (R.B, Efá).
CAPÍTULO 6
FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS
lnt~o~ução. Do capítulo 1 ao 4 consideramos os fluidos em
repouso, nos quais somente o pêso dos mesmos era a propriedade
importante. Êste capítulo esboçará os conceitos adicionais neces-
sários ao estudo de escoaµiento de fluidos. O escoamento dos
fluidos é complexo e ·nem 8empre sujeito à análise matemática
exata. Diferentemente dos sólidos, os elementos de um fluido
em escoamento podem possuir diferentes velocidades e podem estar
sujeitos a· diferentes acelerações. Os três conceitos que se seguem
são importantes:
(a) o princípio daoonservação de massa, a partir do qual a
equação da continuidade é desenvolvida;
(b) o princípio da energia cinética, a partir do qual algumas
equações são deduzidas, e
(e) o princípio da quantidade movimento, a partir do qual
as equações que determinam as fôrças dinâmicas exercidas pelos
fluidos em escoamento, podem ser estabelecidas (vide Capítulos
II e 12).
Escoa1nento de fluidos: O escoamento de fluidos pode ser
estável ou instável; uniforme ou não-uniforme; laminar ou turbu-
lento (Capítulo 7); uni, di ou tridimensional; e rotacional ou irrota-
cional.
Realmente o escoamento unidimensional de um fluido incom-
pressível ocorre quando a direção e a intensidade da velocidade
é a mesma para todos os pontos. Entretanto, aceita-se a análise
de escoa.mento unidimensional quando uma única· grandeza é tomada
ao longo do filête central e, quando as velocidades .e acelerações
normais ao escoamento são desprezíveis. Em tais casos os valores
médios da velocidade, da pressão e da altura são considerados
como representantes do escoamento como um todo e, pequenas
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 107
., ... "
variações podem ser desprezadas. Por exemplo, o escoamento em
tubulações curvas é analisado por meio· de princípios de esco~ineutos·
unidimensional, apesar do fato de que a ~trutura é tridimensional
e a veloeidade varia através das seções normais ao escoari1e11to.
O escoamento bidimensional ocorre quando as partículas do fluido
se movem em planos ou em planos paralelos e, suas trajetórias
são idênticas em cada plano.
Para uni fluido ideal, no qual não existe tensão cisalhante,
e portanto não há torques, o movimento de partículas fluidas em
tôrno de setis próprios centros de massa não pode existir. Tal
escoamento ideal é chamado escoamento irrotacional e pod~ ser
representado por uma rêde fluida. No capítulo 4, o . líquido em
tanques rotativos ilustra o escoamento rotacional onde a velocidade
de cada partícula varia diretamente com a distância ao centro
de rotação.
Escoamento permanente. Se em um ponto, a: velocidade
de sucessivas partículas do fluido ~ a mesma em sucessivos es~ços
de tempo, teremos o escoamento permanente. Assim, a velocidade
é constante em relação ao tempo~ ou éJV/éJt = O; porém ela poderá
variar de ponto a ponto, ou seja em relação à diStância. Esta
afirmativa implica em que outras variáveis também deverão ser
constantes e_m relação ao tempo: éJpféJt = O; éJpféJl = O; éJQ/éJl = O
etc. As condições de escoamento permanente são comumentc
encontradas em problemas práticos de engenharia, por exemplo:
j tubulações transportando líquidos sob altura de. carga constante,
'ou orifícios escoando à pressão constante etc. Êstes escoamentos
. podem ser uniformes ou não-uniformes. /
" --- - -- ---------- ---.. .~
A complexidade do escoamento variável está fora dos limites
dêste livro de introdução à l\'Iecânica dos Fluidos. . O que caracte-
riza, o escoamento variáv~l é a variação de condições de ponto a
ponto em relação ao tempo, assim éJ V/éJt ~ O etc. O problema 7
desenvolve uma equação geral para escoamento variável e o ;capí-
tulo 9 apresentará· alguns problemas simples nos quais a pressão
e. a vazão variam com o tempo.
Escoamento uniforme. Quando a velocidade não varia em
direção e intensidade de ponto a ponto , ou éJ V/éJs = O, temos um
escoamento uniforme. Esta condição implica em que outras va-
riáveis do escoamento sejam constantes em relação à distância, ou
éJy/éJs = O, éJpféJs = O; éJpféJs = O etc. Os escoamentos de líquidos
108 MECÂNICA DOS J'LUIDOS
sob· pressão em tubula~ longas de diâmetro constante, são
uniformes quer sejam peimanentes ou não.
Quando a velocidade, a profundidade, a pressão etc., variam
ie ponto a ponto em um escoamento, êSte será não-uniforme.
éJV/às ~ O etc. (vide Capitulo 10).
Linhas de corrente. Linhas de corrente são curvas imagi-
nárias tomadas através do fluido para indicar a direção da velocidade
em diversas seções do escoame:t;1.to no sistema fluido. Uiqa tangente
à curva em qiialquer ·ponto representa a direção instaritânea da
velocidade das partíOYlas fluidas naquele 'ponto. A direção média
da velocidade pode ser representada do mesmo modo pelas tangentes
à linha de corrente. Uma vez que o vetor velocidade tem uma
componente nula normal à linha de corrente, é evidente que não
poderá haver nenhum fluxo perpendicular às linhas de corrente
em nenhum ponto.
Tubos de corrente. Um tubo de corrente é um tubo imagi-
nárjo envolvido por um conjilnto de linhas de corrente, que deli_.
mitam o escoamento. Se a seção do tubo de corrente fôr suficien-
temente pequena, a velocidade do. ponto médio de qualquer seção
poderá ser tomada como a velocidade média para. a seção. O tubo
de corrente será usado para a dedução da equação de continuidade
para escoamento permanente unidimensional de fluido incompres-
sível {Problema 1).
N.T. - Desde que a "parede" do tubo consista de linhas de corrente não poderá
haver fluxo de líquido através dela.
Equação de continuidade. A equação de continuidade re-
sulta do princípio de conservação de massa. Para o es.!!oamento
permanente a massa de fluido que passa por tôdas as seções de uma
corrente de fluido por unidade de tempo é a mesma. Isto pode
ser escrito:
(1)
ou
Wi Ai Vi = w:r A:r V2 (em kg/s ou lb/sec). (2)
'•
Para fluidos incompreensfveis onde wi = w2, pràticamente,
temos
CAP~ 6 FUNDAltENTOS DE. BSCOAMENTO DOS FLUIDOS . 109
onde A1 e Vi são respectivamente a seção reta em m2 (ou ft2) e a
velocidade médiit da corrente em m/s (ou ·Ít/sec) na Seção 1, com
os têrmos semelhantes para a seção 2. (vide Problema 1). As
unidades de vazão comumenté são m'/s, m1/h, l/min e l/h. Em
unidades inglêsas encontramos cfs (cubic feet/second ou ft1/sec),
galão por minuto (gpm) e milhão de galões por dia (mgd) usados
em abastécimenfo de água. A equação de coôtinuidade para es-
coamento permãnente, bidimensional, de fluido incompressível é:
(4)
onde os têrmos A,. representam áreas normais. aos respectivos
vetores;..velocidade (vide Probiema 10 e 11).
A equação de continuidade para escoamento tridimensional é
deduzida no Problema 7, para escoamentos permanente e variável.
A equação geral é reduzida para as condições de escoamento
permanente para escoamentos bi e unidimensionais também.
Rêdes fluidas. São desenhadas para indicar <::onfigurações
fluidas para escoamentos bi, ou àté mesmo, tridimensionais. A
rêde consiste de (a) um sistema de linhas de correntes de tal modo
espaçadas, que a quantidade de fluxo q é a mesma entre cada par
sucessivo de linhas; e (b) outro sistema de linhas normais às linhas
de corrente e de tal modo espaçadas que a _distância entre as linhas
normais é igual à distância entre as linhas de corrente adjacentes.
Um número i.nimito de linhas de corrente é necessário para
1
confi-
gurar completamente o escoamento sob dadas condições-limites.
Entretanto, é usual tomar-se um pequeno _número de tais linhas
de conrentes, desde ·que seja alcançada uma precisão aceitável.
Conquanto a técnica do desenho de rêdes esteja fora dos limites
introdutórios à Mecânica dos Fluidos, a importância das mesmas
será considerada (vide Problemas 13 e 14). Depois de se ter obtido
uma rêde fluida para uma configuração particular, ela .pode ser
usada para todos os outros escoamentós irrotacionais, desde, que
as configurações sejam geomeíricamente semelhantes.
Equação da energia. A equação da energia resulta da
aplicação do princípio de conservação de energia ao escoamento.
A ener~~ia que um fluido em escoamento possui é oomposta da
energia interna e das energias devidas à pre~o. à velocidade e
f p-;~iÇão. Na direção do escoamento, o princípio da energia é
sintetizado por uma equação geral, como segue:
110 MECÂNICA.DOS FLU,IDOS
( Energia · )-· ( Ene,rgia ) ( Energia ) -na Seção 1 + Adicionada - Perdid~ "".'.'._
- . . /
· · { Energia ) ( Energia ') /. ·,
• - Retirada . = . na Seçã~ 2 - · '·e~
Esta equação para escoamento permanen~ de flriid9s. incom-
pressíveis, nos quais a variação de energia ·interna é desprezível
simplifica-se:
tp 1 l-'1 2 · ) (Pz V22 ) ~ + -2 + Z1 + HA - HL - Hg = - + -2- + Zt • . w; g w g (5)
Esta . equação é conhecida como o teorema de Bernoulli. No
problema 20 acharemos a ·dedução- da equação 5 e sua modifi-
cação para fluidos compressíveis.
As unidades .usadas são kg · m/kg de fluido ou metro do fluido·
No sisteina inglês (ft Jb/lb) de fluido ou ft de- fluido. Esta equação
é pràticamente a base da solução para os problemas de escoamentos
de líquidos. Escoamentos de gases, muitas vêzes, envolvem prin-
cípios de termodinâmica e transferênda de calor, assuntos êstes
que . fogem aos objetivos dêste livro. .
Taquicarga. A taquicarga ou altura cinética ou ainda pressão
cinética ou de velocidade, representa a energia cinética por unidade
de pêso que existe em um ponto particular. Se a velocidade em
uma seção 'reta fôsse uniforme, então a taquicarga calculada com
esta velocidade uniforme ou média, seria ·a ve_rdadeira energia ciné-
tica por unidade de pêso do fluido. Mas, em geral, a distribuição
de velocidade não é uniforme. Encontraremos a energia cinética
rt:a.l a.tra.v~ da. iutt:gra.!tãu de linha de corrente à linha de corrente,
da difer~ncial das energias cinéticas (vide Problema 16). O fator
de ci>rreção a da energia cinética, a ser aplicado ao têrmo V!êdio/2g,
é dado pela expressão:
onde:
1" = velocidade média na seção reta,
iJ =velocidade de um ponto qualquer da seção,
A =área da seção.
(6)
Indicações: para distribuição uniforme de velocidade a = 1,0;
para escoamentos turbulentos a = 1,02 a 1,15; para escoamento
CAP. 6 FUNDUlENTOS DE ESCOAl'olEN'l'O DOS FLUIDOS 111
laminar a= 2,0. Uma vez que a taquicarga é uma pequena per-
centagem de energia total, em geral a é t.omado igual ·a 1;0, sem
êrro -oon~iderável no resultado. .
Aplicação do teorema de Bernoulli. A. aplicaÇão deve ser h>\ ~istemática e racional. ~ seguinte procediment.O é sugerido:
! . · \ '\ (1) Desenhar um esbôço do sistema, escolhendo e identificando
' . \~ tôdas as seções do escoamento em estudo.
,. (2) Aplicar a equação de Bernoulli na direção do escoamento.
\ t~~
Designar um plano de referência para cada equação es-
crita. Os sinais negativos devem ser evitados e reduziremos
assim a possibilidade de erros.
Ca1cular a energia a montante da Seção 1. A energia
deve ser em kg· m/kg que se reduz -a metros (ou pés)
de fluido. Pa"°a líquidos a energia de pressão pode ser
expressa em unidades manométricas :Ou absolutas. Ali
unidades manométricas são mais simples pàra líqui~os
e serão usadas ao longo dêste livro. Unidades de pressão
absoluta serão usadas quando o pêso específico w não
fôr constante. Como na equação de ooqtinuidade, V1 é
considerada como a velocidade média na seção, sem perda
apreciável de precisão.
\
\
\
(1) Adicionar, em metros (ou pés) do fluido, qualquer energia
fornecida por dispositivos mecânicos, tais como bombas .
• 1 (5) Subtrair, em metros (ou pés) do fluido, qualquer perda
de energia durante o escoamento.
(6) Subtrair,. em metros (ou pés) do.fluido, qualqÚer energia
extraíd; por dispositivos mecâoicos, tais como turbinas.
(7) Igualar êste somatório de energias à. soma das energias
de pressão, de velocidade e de elevação na Seção 2.
(8) Se as duas taquicargas são desconhecidas, relacioná-las
entre si por meio da equação da continuidade .
.
Linha energética. A linha energética é uma representação
gráfica da energia em cada seção. A energia total (como um valor
linear em metros ou pés de fluido), em relação a um plano de refe-.
rência, pode ser determinado para cada seção representativa e, a
linha assim obtida é de grande valia na resolução de problemas de
escoamentos. A liµha energética se inclinará na direção do escoa-
mento, exceto onde por meio de dispositivos mecânicos, houver
adição de energia.
112 MECÂNICA DOS FLUID03
iinha piezomêtrica. A lin4a piezométrica se situ~ · abaixo
de linha energética de uma distância igual a presrão Cinética ou
taquicarga para cada .seção considerada. As duas linhas· são para-
lelas para tôdas as seções de áreas iguais. A ordenada entre o
centro do escoamento e a linha piezométrica é a . piezocarga na
seção.
Potência. A potência é calculada pela multiplicação do nú-
mero de kg de fluido em escoamento por segundo (w Q) pela energia
H em kg · m/kg.
Potência P = w Q H = kg/m3 X m3/s X m ·kg/kg= kg· m/s.
Potência ct1 = w Q H/15.
Em unidades inglêsas: P = lb/ft3 X ft3/s X ft · lb/lb = lb · ft/s
HB = w Q H/550.
PROBLEMAS RESOLVIDOS
Fig. 6-1
1. Desenvolver a equa-
ção de continuidade para es-
coamento permanente de (a)
um fluido compressível e (b)
um fluido incompressível.
Solução:
{a) Consideremos o fluxo atra-
vés de um tubo de corrente nas
quais as Seções 1 e 2 são normais
às linhas de corrent.e que compõem
o tubo. Para valores da massa es-
pecífica P1 e veloci41ade normal Vi.
a .waSl!ll por wiidade de U.mpo que pit>lllll na Seç~o l é P1 Vi dA, uma vez que
Vi dAi é o volume por unidade de tempo. Semelhantemeote, P! V2 dA2 é a
massa que passa pela Seção 2. Considerando que para o escoament.o permà-
nent.e a massa é constante em relação ao tempo, e que nenhum fluxo atraves-
sará o tubo de corrente, a massa através do tubo de corrente é constante. Assim:
(A)
As massas es~üu:as Pi e P2 são constantes para qualquer seção dA, e as
.velocidades Vi e V2 representam as velocidades do tubo de correntes às Seções
l e 2 respectivamente. Então:
' Pi_ Vi 1. dA1 = P2 ~2;;,2~A2 .
. Integrando,
(B)
CAP. 6 FUNDUIENTOS DE F.SCOAHENTO DOS FLUIDOS ll3
(b) Para fiuidos incomp~(veia (e para alguns. casos de compreuíveis).
a musa eapecír~te ou P1 "" "2· P.ortantó: · .
Q = A1 Y1 • Ai V1 ... constante (m1/s). (C)
Assim a vazio é constante ao longo de um coajunto de. tubos de correu.. A
velocidade média na seção, pode ser usada em muitos C8808, nas equações de
continuidade .(B) e (C). ·
2. Quando 1800 l/min escoam através de um tubo de 200 mm
de diâmetro, que mais ~rde é reduzido para 100 mm, quais serio
as velocidades médias nos dois tubos ?
Solução:
1800 -Q = 60' l/s X 10 1 m3/s = 0,030 m1/s,
v; Q (m3/s) Q,030 0,030
200 = A (m:t) = t 11" (0.2)' . = 0,955 m/s; V100 = l 1r (O,l)2 = 3,82 m/s.
3. Se a velocidade em um tubo de 350 mm de. diâmetro é
de 0,5 m/~. qual será a velocidade em um jato de 70 mm de diâmetro
saindo de um bocal fü:ado ao tubo ?
.Solução1
Q = Aaao Vaao = A10 V10, ou uma vez que as áreas variam com l:P;
(0,350)2 Yaoo = (O,o7)2 Vio.
Então:
Y.,o = (0,35/0,07)2 V3IO = 25 X 0,5 m/s = 12,5 m/s.
4. Em um tubo de 150 mm escoa ar sob uma pressão mano-
métiica de 2 kg/cm2 e uma temperatura de 27°C •. Se a pressão
barométrica fôr de 1 kg/cm2 e a velocidade fôr de 3 m/s, quantos
quilos de ar por segundo estarão es<'.oa.ndo ?
Solução:
A lei dos gases requer unidades absolutas para pressão e temperatura. Assim:
p (2 + 1) X 104 3 X 104 1
taar = RT = 29,3 (273 + 27) = 29,3 X 300 "" 3•41 kg/m'
on~e R"' 29,3 para o~. da Tabela 1 no Apêndice.
W em kg/s = wQ = t0A110 V llO = 3,41.kg/m3 X l 11" (0,15)' m2 X 3 m/s =
= 0,181 kg/s.
5. Dióxido de carbono passa pelo ponto A em um tubo de
80 mm de diâmetro a uma velocidade de 4 m/s. A pressão em A
é de 2 kg/cm2 e a temperatura é de 200C. No ponto B à jusante
a pressão é de 1,4 kg/cm2 e a temperatura é de 300C. Para uma lei-
114 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
tura barométrica de 1 kg/cm2, calcular a velocidade em B e
comparar a vazão em· Ae B. O valor de R para o dióxido de
carbono é 19,2 da tabela 1 no Apêndice.
Solução:
PA · 3 X lo' 2 4. X 104
WA = RT = 19,2 X 293 = 5,33 kg/mª; WB = l~,2 X 303 = 4,13 kg/mª.
(a) W em kg/s = WA ÂA VA = WBÂB VB. Mas ÂA = BB, então:
WA VA = WB Ys = 5,33 X 4 = 4,13 VB e Vs = 5,16m/s.
(b) A vazão em kg/sé constante, porém os fiuxos em m1/s serio diferentes
em virtude do pêso específico não ser constante. ·
QA = ÂA VA = t 1r (0,08)% X 4 = 0,021 m1/s; QB = ÂB VB = ! 7r (0,08)2 X
X 5,16 = 0.026 m1/s.
@ Qual o menor diâmetro de tubo necessário para transportar
0,3 kg/s de ar com uma velocidade máxima de 6 ro/s ? O ar está
a 27"C e sob uma pressão de 2,4 kg/cm2 (absoluta).
Sol11ção:
p 2,4 X 104 I 1
War = RT = 29,3 (273 + 27) '= 2,73 kg m,
W = 0,300 kg/s = wQ .. Q w 0,3 ª' ou = - = -- = o,um,s.
w 2,73
Ãrea mínima necessária A = vazão Q mª/s = O,ll = 0,1832 m2•
velocidade média V 6
Portanto, diâmetro mínimo = 0,153 m ou 153 mm.
7. Desenvolver a equação geral da continuidade para escoa-
mento tridimensional de ·um fluido compressível (a) para escoa-
mento variável e (b) para escoaménto permanente.
Fig. 6-2
pu(dy d:) +
a + h(pudydz)dz
CAP. 6 FU~D.UIEl\'TOS DE FSCOAMENTO DOS FLUIDOS 115
Solução:
(a) 'Fixemos as componentes da velocidade n..S direções z, y e z 'como u, 11
e tO respedirninente •. Consideremos o fluxo através do paralelepÍ~Q elementar
dz, dy, dt. A massa de Cluido que escoa na direção de uma face·dêste volume
na unidade de tempo é qual à mussa específica vê:r.es a velocidade. normal à "face,·
v@:r.es a seção reta, ou. nu direção :r; pu (dy dz). Na direção z, ós fiuxâ!i s~o apro-
ximadamente (vide Fig 6-2).
Flux~ a mont.'inte pu (dy dz) e fiuxo a jusante pu (dy dz) + :z. (pu dy. dz) dz.
A diferença entre êsses fiuxos é . - :z (pu dy dz) dz ou - ::r (pu dz dy dz)~
8" escrevermos expressões .semelhantes para o fiuxo resultante nas direções y e z,
e' somarmos êstes valores, n6s obteremos:
Estas grandezas tornam-se mais precisas, conforme dz, dy e dz tendem a 21ero.
A real MriaçOO de massa den~ro do paralelepípedo é:
a Jp
Tt (pd:r dy dt) ou Tt(dz dy dz),
onde ap/at é a variação da massa ·específica no volume elementar em relação ao
tempo. Uma vez que o fiuxo resultante é igual à variação de massa n6s obtemos:·
[ a a a 1 ap - az pu + ay Pll + a; pw dz dy dr; ~ ãi' (dz dy dz).
1
Assim a equação da continuidade para escoamento tridimensional variável
de fiuido compressfrcl transforma-se em:
[
a a a ]. ap
- -pu+-po+-pw =-·
az ay ª% at (A)
(b) Para escoantento permanente; as propriedades do fiuido nã~ variam
com o tempo, ou ap/at = O. ~ equação de continuidade para escoamento per-
manente de Cluido compressível, será então:
, (B)
Além disso, para escoamento permanente o fluido incompressível (p = cons-
tante) a equação tridimensional se transforma em:
ªª ª" ª'° éJ:r + éJy + éJz ~ O. (C)
Se éJw/éJz =.O, o escoamento permanente é bidimensional e:
ªª ao ál: + éJy =O. (D)
116 ME~ICA. DOS FLUIDOS
-Se awtaz = O e aotay = O o escoamento permanente ~ unidimensional e
teremos:
au
az =o.
F.sta F.quaçilo (E) representa o escoamento uniforme.
8. Verificar st: a equação da continuidade para fluido incom-
pressível em escoamento permanente, é satil!feita quando as com-
ponentes da velocidade são expressas por:
u = 2x2 - xy + z2; v = x2 - 4 xy + y 2 e w = - 2 xy - yz + y 2•
Solução,
Diferenciando cada componente em· relação à dimensão apropriada
au1az = 4z - r. ª"'ªy = - 4z + 2y; ª"''ª' = - y.
Substituindo na equação (C) acima, (4z - y) + ( - 4z + 2y) + ( - y) ~ O.
Satisfaz.
9. Para um escoamento permanente de fluido incompressível
as componentes da velocidade são dadas por: µ = (2 x - 3 y)t;
v = (x - 2y)t e w = O. Verificar se a equação da continuidade
é satisfeita.
Solução:
Diferenciando cada componente em relação à dimensão apropriada.
Substituindo em (C) do Problema 7, resulta nula a soma das componentes.
Satisfaz.
10. Para escoamento permanente de fluido incompressível,
serão possíveis os valores u e v abaixo ?
(a) u = 4xy + y 2; ri = 6 xy + 3x,
(b) u = 2 x2 + y 2; ri = - 4 xy.
Solução:
A equação (D) do Problema 1 deve ser satisfeita para o escoamento bidimen-
sional indicado.
(a) iJujiJz = 4y, Õv/Õy = 6z, 4y + 6z ?! O •
F.scoament.o impossível.
(b) au1az = 4z, ª"'ªy = - ü, 4z - 4z = o.
F.scoamento possivel.
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOA:r.tL'\TO DOS FLUIDOS 117
11. Um fluido escoa entre duas placas convergentes que têm
400 mm de largura, e· a velocidade varià de acôrdo com a expressão
-" = 2 .!!._ (1 - ....!!... )' •
llmu no no
o
Para valores de na = 50 mm e
"""'" = 3 m/s df.lterminar (a) o
fluxo total em m3/s, (b) a ve-
locidade média . para a seção,
e (e) a velocidade média para
uma seção onde n = 20 mm. Fig. 6-3
Solução:
(a) A vazio/unidade de largura perpendicular ao papel é:
q =- .r. 11 dn =- 2 llm&x .r. (n - n'!./no) dn = ..!._ llJDax 1lo =-
no 0 3
= O,OS m3/a por metro de largura e o fluxo total Q = 0,05 X 0,4 = 0,020 m1/s.
(6) A velocidade média Vo = q/no = 0,05/0,05 =- 1 m/s ou Vo = Q/A =
=- 1 m/s.
(e) Usundo a equação (4), Vo A,.o = V1 A,.1; 1 X 0,05 X 0,4 =-
= Vi (0,02) (0,4); V1 = 2,5 m/s.
12. Se as intensidades e as direções das velocid~des são
medidas em. um plano vertical YY a distâncias separadas de Ây,
mostra que o fluxo q por" unidade de largura pode ser expresso
por l:v2 Ây
X
(b)
Fig. 6-4
118 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Soluçíio:
Fluxo por unid1ide de largura =·q = l: il.q, onde ca.da il.q pode ser expresso
cómo 11 (il.A,.).
Da Fig. 6-4(b); A'B' = il.A,. = il.y cosa. Então q = l: 11 (il.y OOlra); q =
= l:11,. il.y/unidade de largura.
13. (a) Esboçar um processo para desenhar a rêde fluida para
escoamento. bidimensional permanente de um fluido ideal entre
os .limites indicados na Fig. 6-5.
(b) Se as velocidades uniformes na Seção 2 são 30 ft/sec e os
. valores de .1.n2 são 0,10 Ct cada um, determinar a vazão q e a velo-
cidade uniforme à Seção l, onde os valores de .1.n1 são 0,3 ft.
Fig. 6-5
Solução:
(a) O processo de preparação da rêde para êste caso pode ser aplicado a
casos mais complexos. Para um fluido ideal procedemos da seguinte maneira:
1. Dividimos o fluxo. em uma seção reta entre as camadas limites, em um
número de faixas de ig!J!!is larguras il.n (usando uma unidade de espessura perpen-
dicular ao papel). Cada faixa representa um tubo de corrente limitado por linhas
de corrente ou por umà linha de corrente e uma parede. O fluxo entre as paredes
é igu11imente dividido entre os tubos e llq :::::::'. »(/ln) = constante onde il.n é medido
normalmente à velocidade .local. Uma vez que: .
entiio:
A. relação se torna mais precisa quanto menores forem os valores de /ln e 11S.
Um número suficiente de linhas de corrente deve ser escolhido de modo que
alcancemos uma precisão aeei&ável, sem desnecessários refinamentos e detalhes.
2, A fim de estimar a dinçiío das linhas de corrent.e são desenhadas linhas
normais ou eqüipotenciais. Estas linhas estão espaçadas de tal modo que llS =
= il.n. ~ linhas eqüipot.eoáâis devem ser perpendiculares às linhas de corrente
em cada interseção e às paredes, uma vez que as paredes são linhas de corrente.
Assim, o diagrama parecerá wn grup0 de quadrados (aproximadamente) ao longo
de tôda a rêde.
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 119
3. Variações no contôrno do tubo de corrente ou nas proximidades impos-
sibilitam o traçado de bons quadrados. Modifibações no esbôço inicial serão
necessárias, e uma veriCicação útil será desenhar linhas aiagonais em todos os
"quadrados". Estas diagonais, traçadas em ambas ·as ~. formariam
·também quadrados aproximados.
4. .Ns paredes, por si s6, usualmenterepresentam linhas de oorrente. Se
'lSSim não Côsse, a rêde Guida não representaria a verdadeira comiguração do
es~mento. Por exemplo, onde o escoamento se separa da . parede, a parede
.p<ir si s6 nesta região não pode ser usada como uma linha de corrente.: Em geral,
onde ocorrem escoamentos divergentes, . zonas de separação podem ser desen-
volvidas.
Soluções matemáticas para escoamento irrotacionais são baseados na defi-
nição da f~rrenle, cuja definição inclui o princípio da continuidade e ns
propriedades de uma linha de corrente. A vazão 1/1 de uma linha· de corrente
é 'uma constante (uma vez que nenhua.i fluxo poderá atni.vessar a veia fluida),
e se 1/1 pode ser estabelecido como uma função z e y, a linha de corrente (veia)
pode ser "traçada". Semelhantemente, as linhas eqüipotenciais podem ser
definidas como 4' (z, y) = constante. Destas expressões n68 podemos deduzir
que u = iJl/l/iJy e· ' = - iJl/l/iJz para linhas de corrente e u. = - iJ4'/iJz e.
' .,. - iJ4'/dy para linhas eqüipotenciais. · · · · ·
Estas equações devem satisfazer a equação ·de :Laplace,_ isto é;
iJ!.i/I iJt.,/I azq, azq,
iJzZ + iJyZ = 0 OU iJz!- + ôy2 = 0,
- d • ·dad iJu + a, O e a equaçao e oontinUl e ·az iJy = ·
Em geral, as funções eqüipotenciais são determinadas e traçadas em gráficos.
Então as linhas de corrente ortogonais são verificadas para indicar o flu_xor Estas
soluções exatas são apresentadas em textoa de Mecânica dos Fluidos Avançada,
Hidrodinâmica e Variáveis Complexas.
(b) Fluxo/unidade de largura
q = :?; Aq = q,. + qb + qc + qd + q. = 5 (tz) (A,..) .
.Para largura unitária,
A,.. = 1 (.ân,,) e q = 5 (30) (1 X 0,1); q = 15 ft3/unid. largura.
Então para Ãn, = 0,30 ft, 5 111 (0,30 X 1) = 15 ou •1 = 10 ft/s, 111 pode também
ser encontrado, a partir de:
11Jo. '.'.:::: .ân,/.ân,, 11J30 '.'.:::: 0,1/0,3; 11, '.'.:::: 10 ft/s.
14. Esboçar as linhas de corrente e as linhas eqüipotenciaif
para as configurações indicadas na Fig. 6-6. (A área não marcada
é reservadá, para uso do leitor.)
Solução:
1. Dividir c!ada largura em 4 partes iguais ou tubos de corrente onde o
escoamento ocorre entre paredes paralelas (em AA e BB). Tentar configurar
o caminho de uma partícula ao longo .de uma dessas linhas de corrente, esboçar·
120 HEC1NJCA DOS FLUIDOS
a linha 1-1, por exemplo (vide problema anterior). Proceder do mesmo modo
para as outras duas liobas de corrente.
A
A B
Fig. 6-6
2. As linhas eqilipotenciais devem ser. pel'}lendiculares às linhas de corrente
em todos os pontos e também às paredes. Elas deveriam ser localizadas de tal
modo a formarem quadrados aproximados. Iniciando da seção central esboçar
estas linhas ortogonais em cada direção. O uso freqüente de borracha será ne-
cessário antes da obtenção, de uma rêde fluida satisfatória.
3. Desenhar diagonais (linhas tracejadas) para verificar a perfeiçã" do
traçado da rêde. Estas diagonais deveriam formar quadrados.
4. No esquema acima, a área C foi dividida em 8 tubos de oorrente. Verifi-
camos que as formações menores se aproximam mais da configuração de quadrados
do que a maioria. Quanto maior fôr o número de linhas de corrente, melhores
serão os "quadrados" obtidos.
IS. A Fig. 6-7 apresenta uma linha de corrente para escoa-
ment.o bidimensional e suas linhas eqüipotenciais anotadas de 1
a 10, cada qual normal à linha de corrente. O espaço entre ·as
linhas eqüipotenciais é dado na segunda coluna da tabela abaixo.
Se a velocidade_ média entre l e 2 é 0,50 ft/sec, calcular (a) as
velocidades médias das linhas de corrente .entre cada linha eqüi-
potenciai e ttJ) o tempo que levará uma partícula para se mover
de 1 a 10 ao longo da linha de corrente.
1
Fig. 6--7
Solução:
(a) Considerando a relação entre velocidade e .ó.n no Problema 13,
V~ Aia.-, = V,..., "1n,-J = ...
.CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS · 121
Também . l!JS.-. ::::'. ~..... AS,-1 = An.-1 ...
Assim V .-1 ::::'. V,., (tlSr-./tlS,-1) = 0,5 (0,5/IJ,4) = 0,625 Ct/&ec.
Semelhante!llente, V r• - 0,5 (0,5/0,3) = 0,83 ft/&ec et.c. Os vatOres aio ta-
beladoe a seguir:
Posição tlS (ft)
1
AS1-,/tlS 1
V = 0,5 (0,5) , .
ASCt/s t = (tlS}/V•
1-2 0,500 1,000 0,500 1,000
2-3 MOO 1,250 0,625 0,640
34 0,300 1,667 0,833 0,360
4-5 0,200 2,500 1,250 0,160
H 0,100 5,000 2,500 0,040
6--7 0,0700 7,B3 .3,571 0,020.
7-8 O,O-t50 11,ll 5,56 0,008
8-9 0,0300 16,67 8,33 0,004
9-ln 0,0208 2-UO 12,00 0,002
~ = 2,234seg
(b) O t.empo de percurso entre 1 e 2 é iguol à distancia 1 a 2 dividida pela
velocidade média de 1 a 2, ou t.-, = (0,500/0,500) = 1 segundo. I~lmente,
i,-1 = 0,400/0,625 = 0,6-iO segundos. O tempo totol do percurso 1-10 ó a soma
doe valores da última coluna, 2,23-1 segundos.
16. Deduzir a expressão para o fator de correção da energia
cinética para escoamento permauente de fluido incompressível.
Solução:
A energia cinética real de uma partícula é ! dM r?, e assim para um e>coamento
fluido a energia cinética total é,
1 1 , rw w r
- (dM)"' =; j - (dQ)u~ = -1 (udA)u2• 2 A • A g 2g A .
Para calcular esta expressão devemos integrá-la ao longo da área A. A
energia cinética calculada por meio da veloddade média em uma seção é j (w Q/g)
v!_ed = ! {w A/g) v!ec1· Aplicando o fator a· à esta expressão e comparando-a
à verdadeira energia cinética, nós obtemos:
17. Um líquido escoa atravé.s de um tubo circular. Para
uma distribuição de velocidades satisfazendo a equação v = Vmu
(r.2 - r2)/r_'1., determinar o fat.or a de oorreç.ão da energia ciné-
tica~
122 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Solução:
Calculemos a velocidade média de modo que a equação do Problema 16 possa
ser utilizada. Da equação de continuidade:
Ymcci = !1.. = f,, dA ,,,; · f(•nu:.r.fr.2) (r.2 - r) (211"r dr)
A. 'll"ro2 . 7rro2
= ~x (r0 2 r - i') dr = 11rnaz/2. 2 1'º
r. o
dA® dr r
.,..,
(a) (b)
Fig. 6-8
&te valor também poderia ser obtido CODSideJ1llldo-se que a equação dada
representa uma pará~la e que o volume do parabol6ide gerado é a metade do
volume do cilindro circunscrito. Assim:
volume/segundo i (rr0") 11Jnax flmax
Vmed = , _. Lc.. = · 2 = --.
area ue ""se 7rr0 2
Usando o valor da velocidade média na equaçfo para a,
( )
3· fº[ 2 -• ·2]3 a = ..!.. J -"- dA = ~ tl!nax ~· - r)/r. 27rr dr "" 2,0.
A A V med 'll"ro 0 :.i 1IJnax
(Vide Escoamento Laminar no Capítulo 7.)
· 18. Um óleo de densidade 0,750 está se escoando através
de urn tubo de 150 m111: de diâmetre sob u~a pressão de 1 kg/cm2 •
Se a energia total relativa a um plano' a 2,4 m ahah:o da linha de
centro do tubo é 18 kgm/kg, determinar a vazão do óleo em m3/s.
Solução:
Energia por kg de óleo = ( end~gia ) + ( .end:gia ) + ( end:gia ) ,
pressão velocidade posição
l X 1«>4 V21&0 . ·
18 = lOª X 0,75 + ~ + 2,4; donde J'.uo = 6,7 m/!'.
Assim, Q = A150 Vi&0 = l 7r (0,150)2 X 6,7 = 0,120 m3/s.
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS. 123
19. Uma turbina gera 600 hp quando o fluxo .de água atrav~
dela é de 0,6 mª/s. Considerando uma e.ficiência de 813; qual
será a altura de carga que atua na turbina?
Solução:
Potência utilizada =potência extraída X eficiência = (wQHr/15) X eficiência
600 = (103 X 0,6 X Hr/15) (0,87) e Hr = 86,2 m.
20. Deduza as equações de movimento para escoamento per-
manente de um ·fluido qualquer.
Fig. 6-9(a) Fig. 6-9(b)
Solução:
Consideremos como um corpo livre a massa elementar dM de um fluido •
. indicada na Fig. 6-9 (a) e (b). O movimento se efetua no plano do papel e a direção
do eixo dos XX é a mesma do movimento. As fôrças normais à direção do movi-
mento não aparecem atuando sôbre o CÔrpo ·livre dM. As fôrças que ,atuam
na direção X são devidas (1) às pressões que. atuam nas áreas limites, (2) à
componente do pêso e (3) às fôrças resultantes (dFsem kg) exercidas pelas
partículas fluidas adjacentes. Da equação 'I.Fz: = Ma,., nós obtemos,
[ 1- P d.1 - (p + dp} d.1 - ::: d.1 :!! se:: f1s - :!F.! = w d: dl ( ~~ ). . {l}
Dividindo (1) por w dA e substituindo dl/dt pela velocidade V,
[ J!_ _ J!_ _ dp _ dlsenBz: _ dFa J = VdV. w w w wdA g (2)
O têrmo (dFa /wdA) representa a resistência do escoamento no comprimento
dl. .As fôrças cisalhantes dFs podem ser substituídas pela tensão cisalbante T ,
vêzes a área sôbre a qual ela a'tua (perfmetro X comprimento), ou:
dF. = TdPdl.
Então:
dF. T d Pdl T dl
~ = wdA = wR'
124 KEÇÂNICA DOS FLUIDOS
onde R é chamado raio hidráulico, que é dormido como a relação entre a área
da seção reta e o perímetro molhado ou, neste caso, dA/dP. A soma de tadaa as
f&ças cisalbantes é a medida da energia perdida devida ao escoamento, e em
kg m/kg (ou ft lb/lb) é:
.,. dl
perda de carga dhL ~ wR
Para considerações futuras:
kg/m2 X m
kg/m3 X m2/m
( dhL) T-wR dt.
=m.
(3)
RetornandCI à Exprellllâo (2), uma vez que dl sen 8~ = dz, ela poderá ser es-
crita na forma final como:
dp + VdV +dz +dhL =O.
tD g
(4)
Esta expressão é conhecida como equação de Euler, quando aplicada a um
fluido ideal (perda de carp nula). Quando é integrada para fluidos de massa
específica oonstante, é coDbecida como equação de Bernoulli. A equação
diferencial (4) para escoamento permanente é umil equação fundamental do
escoamentO fluido.
CASO 1. Escoamento de Fluidos lncompressiveis
Para fluidos incomprea&eis, a integração é simpl8ll, como segue:
11'• ? + (y• V dV + r dz + 12 dhL = O. JJt ,Jv. g Í:, 1 (A)
A determinação do último ~rmo será discutida no capitulo seguinte. A perda
de carga total será chamada: HL. .Integrando e substituindo pelos limites,
(p,jw - pJÍtD) + (Vi2/2g - Vi2/2g) + (.z2 - z1) + HL = O,
( PI V12 ) {P2 Vi
2 \
,-;;- + '2g + 711 - H:, = \-;; + 2;g + z2}•
que é a forma usual em que o teorema de Bernoulli é aplicado ao escoamento
de fluidos incompressíveis {sem adição de energia externa).
CASO 2. Escoamento de Fluidos Compressíveis
Para fluidos compressíveis, o têrmo J: dp não pode ser integrado Até
l'l ID
que w l!eja expresso em •mos da variável p. A relação entre w e p dependerá
das condições termodinâmicas implicadas.
(a) Para condições úalérmú:as (temperatura constante), a lei geral dos
gases pode ser assim expressa: ·
pJUJJ. = p{m = constante ou, w = (wJÍp1) p,
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 125
onde tsJp1 é uma constante e p deve ter µnidades absolutas. Substituindo
em (A), temos:
1P, d lv, VdV 1• r.· (ts/ ) + -- + dz + dhL =- 0~ Ps Pl p V1 g .. l
Integrando entre os limites,
ou, na forma usual:
Pi V12 Pi V:2
- ln p1 + -- + z1 - HL = - ln P2 + - + z2. (B)
tD1 2g Ult 2g
Combinando esta equação com a equação de continuidade e com a lei dos
gases para condições isotérmicas, ficamos com uma expressão em que sàmente
uma das velocidades é incógnita. Assim, parà escoamento permanente,
J!J.. =.E!. = RT .
tD1 tD2 •
donde tiramos.
Substituindo na forma (B) da equação de Bernoulli:
[ Pi (Ai)2(pz)2 V22 J - lo Pl + - - -- + z1 - HL ""
tD1 A1 PI 2g
(Ci
(b) Para condições adiabálica& (não hã perda ou ganho de calor), a lei dos
gases se reduz a
(
tD )" p p 1l/Tt: plfk ( p ) 1fk
- = - ou -- = -- == constante; to ~ w1 - ,
. ts1 Pi ts1 w pi
onde k é o expoente adiabático.
Estabelecendo e integrando o têrmo dp/w separadamente, obtemós:
1P, dp Pll/k 1P• dp ( k ) PI [ ( P1. )(k-1)/k ] . r.o1 (p/p1)lfk = -;;;- plfk = k - 1 X W1 p; - 1 • Pt Pi
e a equação de Bernoulli na sua forma usual se transforma em:
[( k ) PI V1
2 J
-- - +-- + Z1 - HL = k-I W1 2g
[ ( k ) ( p 1 ) ( P2 ) (,.:..ll/k V2
2 J
= -- - - +- +z2. k~ 1 W1 Pl 2g (D)
126 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Combinando esta equação com a equação de continuidade e com a lei dos gases
para condições adiabáticas restará. uma expressão com sôment.e uma velocidade
i!lc6gnita:
e a equação de Bernoulli se transforma em:
[( k ) Pt ( P2 )211< .(A2)2 V22 J . -- - + ~ - -- + Zt - HL = k - 1 . Wt Pi Ai 2g
= [(-k-) (..!!l.) (.1!1.)Ck-1)/k + y 22 +z•] (E)
k - 1 Wi. pi· · 2g -
.. V Na Fig. 6-10, a água flui de A .para B à razão de 0,4m3/s.
e a ~são piezométrica em A é: de 7 m. Considerando que não
há perdas de energia de A a B, determinar a pressão piezométrica
em B. . Traçar a linha energética.
Plano Referência
flg. f>-10
Solução:
Aplicando a equação de Bernoulli de A a B, referência A. Energia em
A +energia adicionada - energia perdida = energia em B,
( PA + V..t% +zA) +0-0= (PB + l's2 +zs).
w - ~ -
onde VA = Q/A300 =· 0,4/l r (0,3)2 = 5;65 m/s
Ya = C!)2 (5,65) = 1,41 m/s.
Substituindo
( 7 + (S,6S)
2 +o) - O= (PB + (l,4.l)2 + s) e PB = 3,60 m de água.
2g w 2g w
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 127
A energia total em qualquer seção pode ser determinada, escolhendo-se um
·plano de rerel:eocia. Usando neste caso D :- D, .
Energia em A = pA/w + YA2/2g + ZA = 7 + 1,67 + 3 = 11,67 m.··
Energia em B = PB/w + YB2/2g + ZB = ·3,60 + 0,07 + 8 = Ii,67 m.
Notemos que a transformação de uma forma de emirgia para outra ocorre
durante o e9909mento. Neste caso uma parte das energias de pressão e cinética
em A se transforma em energia {>Otencial
em B.
22. Para o Venturi da Fig. 6-11,
. a defJexão do mercúrio no manôme-
tro diferencial é de 360 mm. Deter-
minar a vazão de água através do
Venturi se não há perdas de energia
entre A e B.
750 mm
f -+. Solução:
Aplicando a equação de Bernoulli de
A a B, referência A,
( PA + YA
2
+o) _ O =
fD 2g
. '
300 mai
= (Pª + vai + o,1so).
fD 2g . . Fig. 6-11
e ( PA - PB) = ( Ys
2
- VA
2
+o.1so).
ID fD·. 2g 2g
~.-·- _.)
A equação de continuidade nos dá:
í\
{ l \2 1 As Ys = AA VA ou VA = -1 V8 = - VR"'
- . '!-.2/ 4 -
('
(l)
Para o manômelro, altura de carga em L = altura de carga em R (metros d
água),
po/w + z + 0,36 = ps/w + 0,75 + z + 0,36 X 13,6 e j
(pAfw - ps/w) = 5,28 m de água.
Substituindo em (l); nós obtemos VB = 9,73 m/s e Q ::= t 7r (0;15}2 X
X 9,74 ::= 0,172 m3/s.
23. Um tubo transportando óleo de densidade 0,877 muda
da bitola de 150 mm na Seção E para 450 mm na Seção R. A Seção
E está 3,6 m abaixo de R e as pressões são 1 kg/cm2 e 0,6 kg/cm2
respectivamente. Se a vazão fôr d~ 0,150 m3/s, qual será a perda
de -carga e a direção do escoamento ?
128 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Soluçlo1
Velocidade média em cada seção = Q/A. Então:
Vg = 0,150/f 'lf' (0,150)2 = 8.S m/s e VR = 0,150/i 7f' (0,450)2 = 0,945 m/s.
Usando a Seção E, mais baixa,~ plano de referência, a energia em cada seção
será:
( p Vz
2 ) io' (8,5)2
Em E, -;; + 2g + z = o.877 X 103 + ~ + O = 15,l m kg/kg;
( p VR~ ) 0,6 X 10
4 + (0,9?65)2 + 3,6 = l0,5 m k<>{k.g. Em R, -;; + 2g + z = 0.877 X 103 -9 "'
O escoamento, então, ocorre de E para R, pois a energia em E é maior que
em R. A perda de carga pode ser encontrada usando-se as energias em E e R,
referência E: 15,l - perda de carga = 10,5 ou perda de carga = 4,6 m de E a R.
24~ Para o Venturi do Problema 22 considerar o ar a 27"C
escoando com a pressão manométrica em A igual a 2,5 kg/cm2•
Considerar ainda a deflexão no manômetro de 360 mm. Supondo
que o pêso específico do ar é constante entre A e B e que a perda de
energia é desprezível, det.erminar a quantidade de ar que está es-
coando em kg/s.
Solução:
Considerando fluxo de A para B, referência A, como no Problema 22, n6s
obtemos:
i5 VB2 (PA/111 - Ps1,,,) = 16
29 + 0,75.
(l)
Para obtermos a altura de carga do fluido em escoamento, o pêso específico
do ar deve ser calculado:
IJJ = _!!__
RT
(2,5 + l) 104
29,3 (273 + 27)
... #\ ...l . . 1 ... 3
= J,::t1 Ag/UI.
Para o manômelro diferencial pL = PR (em kg/m2 manométrico), ou
P.t + 3,97 (z + 0,36) = PB + 3,97 (0,75 + z) + 103 X 0,36
PA - PB = 361,5 kg/m2•
Substituindo em (1), nós obtemos VB = 43;1 rn/s e
W = wQ = 3,97 [} r (0,150)2 X 43,4] = 3,0~ kg/s de ar.
e l
/
25. Um duto horizontal de ar reduz sua área de 700 cm2
para 200 cm2• Supondo-se que não há perdas, que varia<,'.ão de
pressão ocorrerá. quando a vazão fôr de 0,63 kg/s de ar? Usar
w = 0,003 g/cm3 para as condições de temperatura e pressão con-
sideradas.
. ..
CAP~ 6. FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS ll'LUD>OS 129
Soluçlor
O 63 kg/s Q 0,21 Q - ' = 0,21 m1's· V = -'- = -- ~ 3 -'-· 3 kg/m1 ,. ' A 0,01 .. .,D,
Q 0,21 .
Vi =- Ai = 0,02 ... 10,5 m/s.
Aplir.ando o teorema de Bernoulli da Seção l à Seção 2, teremos:
( .E!. + (3,o)l +o) - o ,., (.!!!. + (l0,5)!. +o) ID 2g ID 2g '
ou ( P1 Pt) -;- - -;;- = 5,16 m de ar,
e p 1' - P2' = (5,16 X 3 = 15,48 kg/m2) ou 15,48 X 10-• kg/cm2 de variação.
Esta pequena variação de pressão justifica a suposição de Illll88ll específiro
constante do fluido.
26. Um tubo de 150 mm de diâmetro e 180 m de comprimento
transporta água de um ponto A de cota 24 a um ponto B de cota
36. A tensão de atrito entre o líquido e as paredes· do tubo é de
3 kg/m2• Det.erminar a variação de pressão no tubo e a perda
de carga.
Soluçior
(a) As fôrças que atuam sôbre a massa de água são as mesmas indicadai1
na Fig (b) do Problema 20.
Usando P1 = p1 AJ60, P2 = P2 A150 n6s obtemos de 'XF., = O,
P1 Auo-:- Pt A1&0 - Wsen 8,. - T (1rd) L =O.
lV = w (volume) = la3 (i 7r (0,150)2 X 180) e sen 8., = (36 - 24)/180
pi[} 1r (0,150)2] - P2 [ h· (0,150)2 ] - 1113 [ l 7r. (0,150)2 X 180 J X
.. , 12 ._ ,_ '~ O •5n' v 100 n  180 - .> \.ft A ,. V/ " .a.u = "''
donde Pl - J1'l = 26 400 kg/m2 ou 2,64 kg/cm2•
(b) Usando a equação da energia, referência. em A,
Energia em A - perda de carga = energia em B,
( ~ + ~;2 +O) perda de carga = ( i:;' + ~=2 + 12):
ou perdi! de carga = (pAfw - ps/w) - 12 = 26 400/1<>3 - 12 = 14,4 m.
Outro método:
Usando (3) do Problema 20, perda de carga =
TL 3 X 180
= wR = 103 X 0,150i4 = 14'4 m.
130 MECÂNICA' DOS .FLUIDOS
27. Deve-se retirar água 32"C de um poço à veloci&.de 2 m/s
através de um tubo de sucção de uma bomba. Operando sob as
· ~ondições abaixo especifica.das qual deve~á ·ser a altura máxima
teórica, em que se pode localizar a bomba ? Condições: pressão
atmosférica = 1 atm (absOluta), pressão absoluta de vapor =
= 0,05 kg/cm2 (vide Tabela lc), e perda de carga na sucção = 3
taquicargas.
Solução:
O pêso específico da água a 32"C é dado na Tabela lc como ("" 0,995 g/cm3).
A. pressão mínima à entrada na bomba não pode exceder à p~o de vapor do
líquido. A equação dá" energia será aplicada da superfície da água, externa ao
tubo de sucção, à entrada da bomba, usando-se pressões absolutas.
Energia à superCície da água - perda de carp = energia à entrada da bomba
( 1 X 10
4 + 0 + o) _ 3 (2)2 = ( 0,05 X 104 + (
2
2
9
)? + z) •
0,995 X 103 · 2g 0,995 X 103
z = 8,735 m acima da superfície da água.
Provàvelmente sob estas condiçôtis ocorrerão sérios problemas devidos à cavitação
(vide Capítulo 12).
28. Para o sistema indicado na Fig. 6-12, a bomba BC deve
fornecer 5,62 ft3/s de óleo de densidade 0,762 ao re.servatório D.
Supondo-se que a perda de energia de A a B é de 8,25 ft lb/flb,
(a) quantas unidades de potên-
EL211·ª Cia deve a bomba fornecer aO
.
SI.Mo!.,~:
. Bltl,15
. JJ- : __Jg.. t ..
B C
Fig. ~12
sistema? (b) Traçar a linha
energética.
Soiução:
(a) A velocidade das partículas '
em A e D serão bem pequenas e
portanto as taquicargas serão des-
preza~as.
Escoamento de A pua D, referência BC (po4eriamos também usar A como
referência),
( PA VA
2
) (PD VD2 )
--:;;- + fy + ZA - l:fBomba - Hperda = W + 2g + ZD ,
(O + desp. + 40) + H&mba - (8,25 + 21,75) = (o + desp. + 190)
e HBomba = 180 Ct (ou ft lb/lb).
P = ID QHBomba/550 = {0,762 X 62,4) (5,62) (180)/550 = 87,4 bp fornecidos ao
sistema.
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS l'LUIDOS · 131
Notemos que a bomba forneceu uma altura de carga suficiente para elevar o 6leo
a 150 lt e vencer também, 30 ft de perdás na tu)>ulação. Assim 18Ó ft foram
fornecidos ao sistema. ·
(b) A linha energética em A está ~ 50 ft acima do plano de ·referencia.
De A a B a perda de energia é 8,25 ft e a linha energética desce d@sse valot, senilo
portanto a elevação de B de 41,75. A bomba adiciona 180 ft de energia e a ele-
vação do ponto C é então 221,75. Finalmente, a perda de energia entre C e D
sendo de 21,75, a elevação em D = 221,75 - 21,75 := 200. ~tes dados são
mostrados gràficamente na Fig. 6-12.
29. Água escoa através da turbina da Fig. 6-13 à razão de
0,21 m3/s e as pressões em A e B são res-
pectivamep.te 1,5 kg/cm2 e - 0,35 kg/cm2•
Determinar a potência fornecida à turbina
pela água.
Solução:
Considerando escoamento de A para B, referên-
cia B, com
V..( = 0,21/A300 = 0.21/0,07 = 3 m/s e
VB =- 3/4 = 0,75m/s~ Fig. 6-13
( PA VA
2
.) (PB VB2 )
-;- + ~ + ZA + 0 - HTurbina = -;- + ~ + ZB ,
1,5X104 e. (3)2 +I- H = (- 0,35X104 + (0,75)2 +o) e
103 ' 2g T 103 2g
Hr = 19,9m;
P = toQ Hr/15 = 103 X 0,21 X 19,9/75 = 55,7 HP à turbina.
30. Para a turbina do Problema 29, se são extraídos 65 HP
enqu~nto as leituras manométricas em A e B são 1,4 kg/cm2 e
- 0,34 kgicm" respectivamente, quai seria a vazão de ãgua jl
Soiução:
Considerando o fhm> de A para B (referência B),
( 1,4 X 10
4 + VA.2 + i) _ H = <- 0,34 X 104 + Y1i o)
103 2g T l.Oª 2g + .
V.A,% VB2 (a) Hr = 18,4 + 2g - Tg;
Vs2 __ (.!.)4 VA2 l VA2 (b) ÂA V A. = AB VB ou 2g 2 2g = M 2g°;
655hp= 111QHr = 103 Xl/47r(0,3)2 VAXHr (e) , 15 75 e Hr = 68,9/HA;
132 MECÂNICA DOS 1''LUIDOS
Comparando (a). e (e) (substituindo a energia de pressão),
68,9/VA = 18,4 + !! (V42/2g) ou 68,9 = 18,4 V.t + 0,047 VA3•
Resolvendo esta equação por tentativa:
V..t = 3 m/s
VA = 3,7 m/s ·
V..t = 3,65m/s
55,2 + 1,27 = 56,47 ~ 68,9 (devemos aumentar V);
68,08 + 1,71.= 69,81 ~ 68,9 (devemos diminuir V);
67,2 + 1,7 = 68,9.
O fluxo Q = ÂA Y..t = l 11" (0,3): X 3,65 = 0,258 m3/s.
31. Uru óleo de densidade 0,761 escoa do tanque A para o
.tanque E como é indicado na Fig. 6-14. As perdas de carga
podem ser consideradas como se segue:
Aa B =O 6 V3002'
' 2g Ca
D =O 4 Vl602'
' 2g
V300 % E= 90 V1ao2. Ba e= 90--, Da
' 2g . ' 2g
0,3m
.1''ig. 6-14
Determinar (a) a vazão Q em m3/s,
Solução:
(b) a pressão em e em kg/cm2 e
(e) a potência em C, relativa a E.
(a) A para, E, referência E
12m
1
em A A para B B para C C para D D para E
(O + desp + 12) - ( o,6 v:;2 + 9,0 v;;i2 ) + ( 0.4 ~11;~ + 9.0 ;;2 ) =
Vaoo2 Viao2
em E = (O + desp + O) ou, 12 = 9,6 ~ + 9.4 ~.
CAP. 6 Jl'UN.DAMV.NTOS DE ESCOAMENTO DOS Jl'LUIDOS 133
Também,
( 1 )' 1 vlOOi = 2 Yuo2 = 16 Vuo'.
Substituindo e resolvendo
Vua2/2g-= 1,2 m; Vuo - 4,85 m/s e Q = l 'lf' (0,150)% X 4,85 = 0,087 mª/s,
(b) A para C, referência A,
(O + desp +O) - (0,6 + 9,0) V:;' = ( 1: + V:;' + 0,6) e
Vaoo! 1 Y11ot 2g = 16 29 =. 0,075 m.
Então pJw = - 1,39 m de 6leo e pc' = (- 1,59) (0,761 X 10') X 10-4 =
= - 0,106 kg/cm2 man.
A equação de Bernoulli deveria ser aplicada de C a E com resultados igual-
mente satisfat6rio. As duas equaç&s ·obtidas pelas duas escolhas não seriam
independentes.
wQHc (0,761X101) (0,087) (- 1,39 + 0,075 + 12,6)
(e) Pc = ~ "; 75
:::::: 10 HP, relativos a E.
32. A queda consumida pela turbina CR na figura é de 200 ft
e a pressão em T é de 72,7 psi. Para perdas de 2 (V22,/2 g) entre
W e R e 3 (V2rJ2g) entre C e T, determinar (a) a vazão e (b)a
piezocarga em R. Traçar a linha energética.
Fig. 6-15
Solução:
Co linh gé • T tá ( 5 72,7 X 144 mo a a ener ~ca em es a 2 O + 62,4
acima da cota de W, a água fluirá para W.
+ vuz;) e bem
2g
134 MECÂNICA DOS FLUIDOS
(a) Considerando _escoamento T para W, referência O
em T T para C R para W
( 72,7X144 + vu2 +25o) - [30 V122 +20 vu2]- 200 = 62,4 2g ' 2g ' 2g
EmW
= (O + desp + 150).
Substituindo V242 = 1~ V122 e resolvendo, V122/2g=32 ft ou Vu=45,4 ft/s.
Então, Q = i 7r (1)2 X 45,4 = 35,6 ft3/s.
(b) Considerando R para W, referência R, (pRfw + 116 X 32 + O) -
- 2 { 1~ X 32) = (O + desp + 50) e, PRftD = 52 ft. O leitor poderá verificar
esta piezocarga aplicando o teorema de Bernoulli entre T e.R.
Para determinar a linha energética na figura, calculemos a energia nas quatro
seÇões indicadas: ·
Elevação da linha energética em T = 168 + 32 + 250 ,,; 450,
em C = 450 - 3 X.320 = 354,
em R = 354 - 200 = 154,
1
em W = 154- 2X16 X 32.= 150.
No próximo capítulo será mostrado que a linha. energética é uma linha reta
para o escoamento permanente em tubulações de diâmetro constante. A li.nba
piezométrica será paralela à linha energética e V2/2g abaixo da mesma.
33. (a) Qual será a pressão no nariz de um torpedo movendo-se
em água salgada a 100 ft/s a uma profundidade de 30 ft? (b) Se
a pressão em C na face do torpedo à mesma cota do nariz é de
10 psig. qual será a Yelocidade relativa a êste ponto ~
Solução:
(a) Neste caso, para melhor entendimento da aplicação da equação de
Bernoulli, podemos considerar o movimento relativo de uma corrente de água
passando pelo torpedo estacionário. A velocidade no nariz do torpedo será, então,
nula. Supondo-se que não há perdas de cargas no tubo de corrente do ponto
A, na.zona não turbµlenta à Crente do t.orpedo, ao ponto B no nariz do torpedo,
a equação de Bernoulli apresenta-se do seguinte modo:
( PA + V.&z +zA) - O= (PB + V:s2 +zs) ou tD 2g tD 2g
30 + (100)2 + O = PB + O + O.
2g tD
Então ps/w = 185 ft de água salgada e ps' = wh/144 = 64 (185)/144 = 82,2 psig.
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 135
F.sta pressão é chamada de presdo de estagnação e poderi ser expre888 por
P• = Po + ! p Vo2 em unidade psí.
Para posteriores discussões, vide Capítulos 9 e 11 •
. (b) A equação de Bernoulli pode ser aplicada ou do ponto A ·ao ·ponto C ou
do ponto B ao C. Considerando A e C, '
( PA + VA.2 +zA) - o=(~+ Voi +.rc) ou (ao+ (100)2 +o)= w 2g w 2g . 2g
( 10 X 144 Vc
2 )
= 64 + 2g + O do que V0 = 102,3 rt/seg.
34. Uma esfera é colocada em uma corrente de ar a qual está
à pressão atmosférica e está· se movendo a 100 ft/s. . Considerando
a massa éspecífica do ar constante e 0,00238 slug/ft3, (a) calcular
a pressãô de estagnação e (b) calcular a pressão .tla superfície da
esfera no ponto· B a 75° do ponto de estagnação, se a velocidade
aí é de 220 ft/s.
Solução:
(a) Aplicando a ei:pressão fornecida no problema anterior, n6s obtemos:
ps = Po + ! p Vo2 = 14, 7 (144) + ! (0,00238) (100)2 = 2117 + 11,9 = 2129 psí.
(b) O pêso específico de ar = pg = 0,00238 (32,2) = 0,0765 lbfft3•
Aplicando a equação de Bernoulli do ponto de estagnação ao ponto B, temos:
( ps +Vi'- +o) - o= (e+ vB2 +o) ou ( 2129 +o +o)= w 2g w 2g 0,0765 . 1
PB (220)2
= - + --+ 0, donde PBfW = 27,05 ft de ar e PB' = wh/144 =
w 2g
= 0,0765 (27 050)/144' = 14,4 psi.
35. Um grande:,tanque fechado está cheio de amôni~ sob a
-pressão, 5,30 psig a 65°F. A amônia é descarregada na atmosfera
através de uma pequena abertura em uma das laterais do tanque.
Desprezando as perdas por atrito, calcular a velocidade com que a
amônia deixa o tanque (a) considerando a massa específica ,cons-
tante e (b) considerando condições adiabáticas para o escoamento.
Solução:'
(a) Aplicando o teorema de Bernoulli do tanque à atmosfera,
(5·3 ~1 144 + O + O) = (O + ~ + O) onde w1 = ;~ =
<5•3 + 14•7) 144 = o 0613 lb/ft3•
89,5 (460 + 65) ~-·-------------L BIBLIOTECA CENTRAL - UEA
136 KBeÂNICA DOS JiLUfoos
- Sufmtituindo e resolvendo V = 895 ft/seg.
Para um p@so especifico constante w, tanto a· pressão manométrica como .
1t absoluta podem ser usadSs.- · A pressão absoluta derierá ser IJ!lllda onde w não
rar . constant.e.
(b) Para Y1 = o e Zi = Zt, a expressão adiabitica (D). no Problema 20
pode ser ~ta: ·
(-· k_) .!!!.. [t _ (1!1.) (1:-tl/k]. =. y 2t •
k-I wt ~ -
Para amônia, k = 1, 32 da Tabela 1 do Apêndice e
( 1,32 )· 20 X 144 [i _ ( 14,7 X 144) 0,242] = V22 = 13 900 1,32 '- l ·0,0613 20,0 X 144 2-g
Vi = 945 ft/s.
O.êrro que se comete usando a v~locidade baseado na suposição da massa
específica ser constante é de cêrca de 5,33. O pêso ~pecífico da amônia no
jato é assim calculallo:
.E!. = ( wi)k ou ~ = ( 0,0613) 1,32 e tD2 = 0,0-:&86 !b/Ctª.
P2 fD2 14,7 . tD2 . . •
Apesar dêstes 20,73 de °varit~o,,na ,_massa específica, o êrro na velocidade
QiQ.Joi ~não de 5,33•• . 'Y'~~ · .
36. Compare a velocidade em (a) e (b) do Problema 35 para a
pressão de 15,3 psig no tanque.
Solução:
p· (a) tDt = RT 30 X 144 89,5 X 525 = 0,0922 lb/ft3 e do problema anterior
15,3 X 144 V2 . .
00922 = 2 e V= 1240ft/s.
' g
(b) Usando a expressão a.diabãtica dade no problema ai?ter!or:
V2 = 1,32 X 30 X 144 [l _ ( 14,7 X 144 )º·~•2] = 30 700 V= 1410 r .f: 2g 0,32 0,0922 30 X 144 e t s.
O arro clue se comete usando a velocidade baseado na suposição de massa
espécnica constante é de cêrca de 123. A variação na massa esÍ>ecifica neste
caso é de oêrea de 423. As limitações de grandeza da velocidade serão discutidas
no Capítulo 11. N~te caso a velocidade.-Omite para a temperatura indicada é
de 1 412 ft/s. .
37. Temos nitrogênio escoando de um tubo de 2" de diâmetro,
no qual a temperatura é de 40"F e a pressão 40 psig._ para um
tubo de l" ile diâmetro, no qual a pressão é de 21,3 psig. Calcular
a velocidade em cada tubo, supond<>« condições isotérmicas de
escoamenf.o e ausência de pei;-das.
CA,P. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS. 137
Soluçlo:
Vimos no Problema 20 que a Equação ( C) para condições isotérmicas pode
ser solucionada para V2, notando-se que z1 = z2,
y,
2 [1 - ( A 2 .P2 ) 2] = E!.. ln (E!..) = RT ln ( ~ ) , ou ·
2g ÂtPt W1 P2 r•
J RTln (PIÍ.Pt)
Vi = 129 X 1 - (A2 p,jA1piJ2 •
Substituindo no radictmdo, usando R = 55,l para nitrogênio (rabeia 1
do Apêndice):
V = J? )C 55,1 X 500 ln (54,7 X 144)/(36 X H4) = 875 ft/: 2
-,-
9 l-(i)4[(36Xl44)/(54,7X144)]2 s.
Também Vi = (AJA1) (p:/p1) V2 = (!)2 (36/54,7) (875) = 144 ft/s.
38. No Problema 37, sendo a pressão, velocidade e temperatura
no tubo de 2" iguais a 38 psig, 143. ft/s e 32°F respectivamente,
calcular a velocidade e a pressão no tubo de l". Consideremos
que não há perda de carga e condições isotérmicas.
Solução:
Do Problema 20 para condições isotérmicas, usando-se a F.quação (C) n<>s
têrmos de Vi ao invés de V2,
(a) (143)2 [l _ (_.!_) 2 ( 52,7 X 144) 2] = 55,l X 492 ln P2' X 144 •
2g 1 · p2' X 144 52,71 X 144
Somente uma incógnita aparece; ainda assim, a solução direta é difícil. O
método de tentativas parece o indicado, considerando um valor de P2' no deno-
minador entre colchête. · · . ._
(1) CuusiUe::rauc.lo P2' ~ 52,7 ~ia, e resolvendo _pü.ra p./, v têrmc à direi!.:!
da equação será:·
318 [ l - 16 (1)2 ] = 27 100 ln (Pt'/52,7),
do q1Jal p,' = 44,4 psi absoluta.
(2) Usando-se P'l' = 44,4 psi em (a) teríamos uma desigualdade. Anteci-
pando o resultado, consideremos o nôvo valor de P2' igual a 35 psi.
318 [ 1 - 16 (52,7/35)2 ] = 27 100 ln P2'/52,7,
donde P2' = 35,2 psi absoluta (régua de cálculo, precisão suficiente). Para
velocidade,
V2 = : ~~ V1 ou V2 = : ( ~:) V1 = ~~:~ ~ !:: (~ r X 143 =
= 855 ft/s.
138 JilEC.ÂNICA DOS FLUIDOS
PROBLEMAS SUPLEMENTARES; 2'. · Qual a velocidade média ~Ili um tubo de 6" que produzirá uma vazão
deL.{Ó mgd de água ?
Re•p.: 7,87 ft/s.
~ Qual o tubo que poderá transpÕrtar 10,7 rt.3/s à velocidade média d~
.10 ft/s?
Re•p.: 3ft.
/Um tubo de 12" transportando 3,93 ft3/s se u~e a um tubo de 6". Achar
a taquicarga no tubo de 6". ·
.:;!..:.;.. Resp .. : 6~1 Ct.
~Um tubo de 6':. transporta 2,87 ft.3/s de água: O -tubo ramifica~ em
2 tubos, um de 2" de diametro e o outro de ·411 de diâmetro. Se a velocidade
no tubo de 2" é 40 ft/s, qual é a velocidade no tubo de· 4" ?
Resp.: 22.9 ft/s.
43. Velifique se as seguintes e:xpressões para as componentes d,a veloci
dade satisfazem às condições para escoam~nto permanente e incompressíve:
(a) u = 3 zy2 + 2:1: + r, (b) u = 2z2 + 3y,
11 ,,;, ~ - 2.r - r. 11 = - 3 :i:y.
Re•p.: (a) Sim; (b) Não.
44. Um tubo de 12~' transporta óleo com uma distribuição de velocidad1
li = 9 (ro2 - r). Determinar a velocidade média e o valor do fator de correção
da energia cinética.
Resp.: a = 2; V,.. = l,13 ft/s.
45. Mostrar que a equação de continuidade pode ser escfita na forma
l=...!..1(-11 )dA. A A Vméciia
Ji'. Um tubo de 12'' transporta óleo de densidade 0,812 a uma razão d1
. -~ 3,93 ítZjs e a pressão em um ponw  é 2,6°7 psig. Se o ponto  está 6,20 ft acima
do plano de referência, calcular a energia em A em ft lb/lb.
Resp. 14. 2 ft lb/lb.
/ Quantas lb/s de dióxido de carbono escoam através de um tubo de 6"
quando a pressão é de 25,0psig, a temperatura é de 800F e a velocidade média
é 8 ft/s?
Resp.: 0,476 lb/s.
J'- Um tubo de 8" conduz ar a 80 ft/s, 21,5 psia absoluta e 800F. Quantas
libras de ar estão escoando? O tubo de 8" reduz.se a 4" e a pressão e a tempera-
tura neste tubo são 19 psia e 52°F respectivamente. Achar a velocidade no
tubo de 4" e comparar os escoamentos em ft /seg nos dois tubos.
IJ?-1.: 3 lb/s; 343 ft/s; 27,9 ft3/s e 29,9 ft3/s.
ft· Ar escoa com a velocidade de 16,0 ft/-s em um tubo de. 4;;. Um indicador
le p~o marca 30 psi e a temperatura é de 600F. Em uin outro ponto o manô-
T
FUNDAMENTOS DE ESCOAl\IENTO DOS FLUIDOS 139
metro indica 20 psi e a te1I1pe~tura, é 80-F. P!lra uma leitura barométrica
normal, calcular a velocidade j.{~n~ ~mpa~r o fl~xo em ft1/s para cada seção.
Re11p.: 21,4 fts; 1,40 ft (s;, 1,87 ft /s. '
l_ __ . ··'L ... --· .. . : - .,
.fi'{ Di6xido sulfuroso escoa através de um duto de 12" que se reduz'a 6"
de dlâmetro e se lança a um reservatório. As pressões no duto e no fluxo descar-.
regado são 20 psia e atmosférica respectivamente. A veiocidade no duto é 50 ft/s
e a temperatura é de 800F. Calcular a velocidade do fl~xo em descarga se a
temperatura do gás é 23°F.
Re11p.: 244 ft/s.
,;t{. Água escoa através de um tubo horizontal de 6" sob pressão de 60 psi.
Considerando ausência de perdas, qual é o fluxo em ft3/s se a pressão em uma
redução de 3" de diâmetro é 20 psi?
Resp.: Q = 3,91 ft3/s.
jílt' Para um óleo de densidade O, 752 escoando nas condições do Problema 51,
qual será a vazão ?
Re11p.: Q = 4,51 ft3/s.
§T. Se tetracloreto de carbono (densidade = 1,594) escoar no Problema 51,
calcular o fluxo Q.
Resp.: Q = 3,09 ft3/s.
~ Água eleva-se num tubo vertical de 12" à razão de 7,85 ft3/s. Em um
ponfu A no tubo a pressão é 30,5 psi. Em um ponto B, 15 ft acima de A, o diâ-
metro é 24" e a perda de carga de A a B é igual a 6 ft. Determinar a pressão em
Bem psi.
Resp.: 22,l psi.
1
55. Um tubo de 12" eontém uma pequena seção na qua o diâmetro (,
gradativamente reduzido a 611 e então alarga-se outra vez a 12". .A seção de 6''
está 2 ft abaixo da Seção A' (12") onde a pres..-.ão é .75. psi. ~um manômetro
diferencial contendo mercúrio é colocado entre as seções de(!~ e 6" qual será
a deflexão do indicador quando o fluxo de água fôr de ~t3/s para baixo ól
Considerar ausência d~ perda de carga.
Resp.: 6,46 in.
/. Um tubo de 12" conduz óleo de densidade 0,811 à velocidade de 80 ft/s.
Nos pontos A e B as indicações de pressão e elevação foram respectivamente
52,6 psi e 42 psi e 100 ft e 110 ft. Para escoamento permanente, determinar
a perda de carga entre A e B.
Resp.: 20,2 ft.
57. Uma corrente de água, 3" de diâmetro, descarrega-se na atmosfera
ã velocidade de 80 ft/s. C;llcular a energia (HP) no jato usando como plano
de referência a_quêle que passa pelo centro do mesmo.
Resp.: 44,3 HP .
./ Um• reservatório fornece água a um tubo horizontal de 6" de diâmetro
e 800 ft de comprimento. O fluxo enche completamente o tubo e se descarrega
na atmosfera ã razão de 2,23 ft1/s. Qual é a _pressão em psi à meia distâncfa no
140. · MECÂNICA DOS FLUIDOS
tubo, considerando que sàmente a perda de carga é de 6,~0 Ct/100 Ct de compri-
mento.
Rup.: 10,7 psi.
@. Um 6leo de densidade 0,750 é bombeado de um tanque para uma coluna
através de um tubo de 24" com uma pressão no tôpo da coluna mantida em 25,5 psi.
O ponto de dll!lcarga está a 250 Ct acima da su.Perfície. do 6leo no tanque e o 6leo
é bombeado à razão de 22 ft3/s. Se a perda de carga do tanque ao ponto de des-
carga é de 15,7 ft, que energia deve a !iomba fornecer ao líquido?
Resp.: 645 HP.
@. Uma bomba retira 6gua de um poço através de um tubo vertical de 6'.'.
A bomba tem um tubo de descarga horizontal de 4" de dilmetro, o qual
está 10,6 ft acima do nível da água no ~· Enquanto· se bi>mbefam 1,25 ft3/s,
manômetros pr6ximos à bomba na éntrada e na saída indicam - 4,6 psi
e + 25,6 psi respectivamente. O indicador de descarga está 3 ft aciina do in-
dicador de sucção. Determine a potência fornecida pela bomba e a perda de
carga no tubo de sucção 6".
Resp.: 10,7 HP e 2,4 ft.
p; Calcular a perda cre carga em. um tu.bo de 6" se é necessário manter a
pressão de 33,5 psi em um ponto.a montante e 6 ft abaixo do ponto onde o tubo
descarrega água na atmosfera à razão. de 1,963 ft3/s.
Resp.: 71.l).fL
62. Um grande tanque está parcialmente cheio com água; o espaço de ar
acima da superfície está i!ob pressã.o. Uma ·mangueira de 2" é ligada ao tanque,
descarrega água em um telhado de uma construção a 50 ft "cima do nível
do tanque. A perda por atrit.i> é de 18 ft. Que pressão de ar deve ser mantida
no tanque para descarregar11e 0,436 ft3/s no telhado ?
Resp.: 32,l psi.
@. Água é bombeada de um reservatório A de cota 750 ao reservat6ri!>
E de ~ta 800 através de nma linha de 12". A pressão no tubo de 12" no pnntn
D, de cota ó50 é 80 psi. As perdas de carga são: de A à bomba de sucção B =
. . r ·. ~
= 2,0 ft, da descarga da bomba C a D = 38 -2 , e de D a E = 40 - · Achar a g 2g
descarga Q e a energia fornecida pela bomba BC.
Resp.: 5,95 ft3/s e 82 HP •
. p(. Um tubo Venturi honzontal tem diâmetros de 24" e 18" na entrada
e riá "garganta" respectivamente. Um manômetro diferencial colocado na en-
trada e na seção reduúda, contendo água, indica uma deflexão de 4" quimdo o
ar escoa através do Venturi. Considerando o pêso especifico do ar como sendo
constante e igual a 0,08 lb/ft3 e desprezando o atrito, determinar o fluxo em ft 3/s.
Resp.: 276 ft3fs.
65. Água deve ser sifonada de um tanque à razão de 3,15 ft3/s. A ponta
do tubo sifão deve estar 14 ft abaixo da superfície da água. O. têrmos de perda
de carga são 1,5 Vl/2g do tanque ao tôpo do sifão e 1 f'!/2g do tôpo ao riria! do
CAP. 6 FUNDAMENTOS DE ESCOAMENTO DOS FLUIDOS 141
sifão. O tôpo está a 5 ft acima da superfície da água. Determinar o diâmetro
. do tubo neçéssário e a pressãQ no tôpo.
Resp.: 611 ; - 6,50 psi.
66. Uma linha horizontal de 24" conduz óleo de densidade 0,825, esw
ândo à razão de 15,70 Ct3/s. As 4 bombas necessárias ao longo de linha .são
iguais, isto é, as pressões no lado da sucção e do recalque serão - 8,0 psi e. + 350 psi
respectivamente. Se a perda de carga na linha de recalque é de 6ft/l 000 ft
de tubo, qual deverá ser a distância entre as bombas?
Resp.: 167 000 Ct. ·
~Um grande tanque fechado está cheio de ar sob a pressão de 5,3 psig
e à temperatura de 65•F. O ar descarrega-se na atmosfera através de uma pe-
quena abertura em uma das paredes do tanque. Desprezando-se as jierdas por
atritO, ealcular a velocidade de escapamento do ar do tanque, considerando (a)
mas8a específica do ar constante e (b) condições de escoamento adiabáticas.
Resp.: 692 ft/s; 728 ft/s.
~Para. o Problema 67, ~ a pressão fôsse 10 psi, qual seria a velocidade
para (a) e para _(b)?
Rup.: 855 Ct/s, 934 ft{s.
1Í. Dióxido de carbon~ escoa de um tubo de l", onde a pressão é 60 psig
e a temperatura é 400F para um tubo de 1/2", à razão de 0,06 lb/s. Desprezando
o ;.trito e considerando as condições isotérmicas, determinar a pressão- no tubo
de 1/2".
Resp.: 2,79 psia.
(1Õ) Uma ventoinha deve fornecer 40 000 ft3/min. Dois manômetros em
for~de U medem as pressões de sucção e descarga. A leitura da sucção indica
-2" de água. O indicador da descarga, localizado 3 ft acilll& do ponto no qual
o manômetro da sucção é fixado, indica + 3" de água. Os dutos de sucção e
descarga têm o mesmo diâmetro. Que motor deveria ser usado na ventoinha,
se a eficiência global é 68% (w = 0,C!-75 lb/ft3 = l?)
Resp.: 46,7 HP.
7!. Um tubo de !.2" e!tâ se::.c!c tcs~dc para a•·aliaç;v <le pertlu. de carga.
Quando o fluxo de água é de 6,31 ft3/s, a pressão em um ponto A no tubo é de
40 psi. Um manõmetro diferencial é colocado entre o ponto A e o ponto B a
jusante, que eslá a io ft mais alto que A. Qual é a perda de carga de A a B?
Resp.: 42,0 ft.
72. Prandtl sugeriu qne a distribuição de velocidade . para um esc<!&mento
turbulento em condutas fechados poderia se.r aproximadamente 11 = 11max'cY/ro)l/1,
onde ro é o raio do tubo e y a distância à parede do tubo. Determine a expressão
da velocidade média no. tubo em têrmos da velocidade central 17max·
Resp.: V= 0,817 umax.
73. Qual é o fator de correção de energia· cinética para a distribuição de
velocidades do Problema 72 ~
Resp.: a =· 1.06.
74. Duas grandes placas ~tão espatadas de l". Mostrar que a= 1,54
se a distri.buição de velocidades é representada por 11 = llmax (1 - 576r2), onde
r é medido a partir da linha de centro entre as placa!!.
142 MF.CÂNICA DOS FLUIDOS
75. Ax flui iseotrôpicament.e através de um doto, cujas seções variam. Para
lSCOllmento permanente, mostrar que a velocidade· V2 em uma seção a jusante
Ja. Seção l pode ~ escrita: · ·
J~r = Vi <PJpl11"'" (AJA2) para qualquer forma de doto, e .
·Z:, ""~'!-, ,. sf, t fV: .._V. = ~ V2 = Vi (pJJl2)11Tc (Di/IJ.i)2 para dutos circulares.
i'i J.) s_ s ~-
,., ·· ~A pressão dentro do tubo em S não deve
ser menor que 3,46 psi. Desprezando-se as perdas,
qual a altura máxima acima de A em que S podd
ser localizado? Referência Fig. 6-16.
Resp.: 22 ft.
(J1_. __ :A bomba B fornece uma altura de carga de
140,6 ft à água, que escoa para E como mostra a
F'ig. 6-17. Se a pressão em e é - 2 psi e a perda
de carga de D a E é 8 Vl/2g, qual ~rá a vazão?
Resp.: 8,91 ft3/s.
78. A água flui radialment.e entre 2 flanges no final de um tubo de 6" como
mostra a Fig. 6-18. Desprezando as perdl!s, se a altura· de carga em A é - l ft,
achar a altura de carga em B e o fluxo em ft3/s.
Rap.: - 0,15 ft; 3,88 ft.3/s.
12"
6"D
A
·::
El.80.0
Fig. 6-17 Fig. 6-18
6' Íf.-0
'j,
{_,-
; ~ ~~~.
-~
~::. ·i\.
;~~Y-- v~i
79. Mostrar que ·a velocidade média V em um tubo circular de raio r0 é ·
igual a 2 11max [ 1 · ] para uma distribuição de velocidade que (K + l)(K +2) ~:~ :-. possa ser expressa por " = 11mu: (l - r/roJ"'".
80. Ac::bar o fator de comição de energia cinética a para o Problema 79. ·:
· ( k+ 1)3 ( k+ 2)3 '
Rap.: ª = 4{3k + l) (3k + 2) ·
ESCOAMENTO EM ·ENCANAMENTOS
Introdução. O princípio da energia é aplicado à solução de
problemas práticos de escoamento em tubos nos diferentes ramos
da engenharia. O escoamento de um fluido real é muito mais
complexo que o escoamento de. um fluido ideal. As fôrças de
cisalhamento entre as partículas do fluido e as paredes envolventes
e entre as próprias partículas do fluido resultam da. viscosidade do
fiuido real. As equações diferenciais parciais que podem deter-
minar o fluxo (Equação de Euler). não .têm solução geral. Os
resultados de métodos experimentais e semi-empíricos devem ser
utilizados para se poder resolver. pi:oblemas de escoamento.
Existem dois tipos de escoamento permanente de fluidos reais,
e ambos devem ser compreendidos e considerados. Êles são deno-
minados escoamen~ laminar e escoamento turbulento. Diferentes
1
leis regem êstes dois tipos de escoamento.
p Escoamento laminar. No escoamento lamfoar, as partícula~
do fluido movem-se em camadas ou lâminas segundo uma trajetória
reta e paralela. A magnitude das velocidades das iâminas adja-
centes não é a mesma, O escoamento laminar é regido pela lei
que relaciona a tensão de cisalhamento à relação de deformação
angular, isto é, o produto da viscosidade do fluido pelo gradiente
velocidade ou T = µ. dv/dy (vide Capítulo 1). A viscosidade do flui-
do é dominante e assim elimina. qualquer tendência às condições
de turbulência.
Velocidade crítica. A velocidade crítica de interêsse prãtico
ao engenheiro é a velocidade abaixo da qual tôda a turbulência
é amortecida !>ela viscosidade do fluido. Determinou-se que o
limite superior, de interêsse prático do fluxo laminar, é representado
por um número de Reynolds, de cêrca de 2 000.
144 MECÂNICA DOS FLUIDOS .
,!- _, Nlímero de Reynolds. O número de Reynoljls, que é
adimensional, representa a razão das fôrças de inércias pelas fôrças
de· viscosidade (vide Capítulo 5, Semelhança Dinâmica). ·
Para tubos circulares sob fluxo total:
N .º Reynolds RB = Váp ou
µ
Vá· V(2ro)
·--= ·'
--···
onde GJ - V -.d ~~ - --
V = velocidade média em ft/s ou m/s -V
(Ia)
á = ~~tro .. do tubo em ·ft ou m, r~ = rai9 do tubo em -ft ou m
11 = viscosidade cinemática do fluido em ft2/s ou m2/s
p = massa específica do fluido ein kg/µi~_ou . ...slug/ft3
µ =viscosidade absoluta em ~.~/ft; <?u;_~~~'-~2 •. )
Para ·seções retas não~irculares, a razão da área da seção
para o perímetro molhado, chamado raio hidráulico R (em pés
ou -ni) é usada no número de___Beynolds. A expressão torna-se:
..-- -,
•j ;: = V(4R;\ (lb)
.,, ;
L_.. -·-· '
--7.> Escoamento turbulento. No escoamento turbulento, as par-
tículas do fluido movem-se de um modo confuso em tôdas as dire-
ções. É impossível traçar o movimento de uma partícula individual.
. A tensão de cisalhamento para . fluxo turbulento wde ser
expressa como:
"" T = (p. + 11) -, . áy (2a)
onde 11 (eta) =um fator que depende da massa específica do fluido
e do movimento do fluido. O primeiro fator (p.) representa os .
efeitos da ação viscosa e o segundo fator (11) representa os efeitos
da ação turbulenta·.
. Os resultados ·experimentais fornecem meios . com os · quais
se pode calcular . a tensão de cisalhamento no e_sooamento turhu-
·. lento. Prandtl . sugeriu que
. , ( áv ) 2
T = p.z dy (2b)
CAP. 7 ESCOAHENTO EH ENCANA.MENTOs
~
145
era uma equação válida para tensão de ~isalhamento no escoamento
turbulento. Esta expressã~ tem a desvantagem· de que o com-
primento de mistura l é uma função de y. Quanto maior a distancia
y à parede do tubo, maior será o valor de l. Mais tarde, Von Karman
sugeriu que
- ( - .L) - 2 (d11/dy)' •
T- To 1 ro - pk (d2 11/d!2)2 (2c)
Conquanto k· não seja precisamente constante, êste número
adimensional é aproximadamente 0,40. A integral desta expressão.
nos leva a fórmulas_ do tipo mostrado em (7b) •
• ~·Tensão . .de-cisalhamento--na -parede .. do ... t~b;)A tensão
de cisalhamento na parede· do tubo, com desenvolvimento no
.Problema 5, é:
To = j p V2/8 em unidade8 psf ou kg/m2, (3)
~o~de j é um fator de fricção adimensional (descrito num parágrafo :tubseqüente). \ Será mostrado no Problema 4 que a variação do cisalhamento
numa seção reta é linear e que
T= ( WhL) OU T = -u r. (4)
O têrmo V To/P é chamado velocidade de cisalhamento ou
velocidade de atrito, e é designado pelo símbolo v.. · Da expref!São
(3), obtemos:
(5)
_:f~-;.;. Distribuição da velocidade. A distribuição da velocidade
numa seção reta seguirá uma 'lei de variação parabólica para fluxo
laminar. A velocidade máxima está no centro do tubO e é o dôbro
da velocidade média. A equação do perfil da velocidade parai es-
coamento laminar (vide Problema 6) pode ser expressa como:
, ( WhL)
t1 = ti., - 4 µ L r2 • (6)
Para escoamentos turbulentos, resultam uma distribuição de
velocidade mais t!niforme. De dados experimentais de Nikuradse
146 · l0!'.C1Nro.A. DOB. FLUIDOS
e outros, as equações dos }>erf1S da velocidade, em têrmos da ~eloci
dade central tlc ou v~locidade de cisalhamento ~.são as se~tes:
(a). Uma fórmula empírica,
ti = tlc (J'/ro)", (1a)
onde .
n = -~ para tubos. lisos, atê Ra = 100 006 ·
1 '
n = 8 para tubos ·lisos com Ra de 100 000 a 400 000.
(b) Fara tubos lisos,
t1 = t1to (5,5 + 5,75 log yv./11). (7b)
Para o têrmo yv./11, vide o Problema 8, parte (e).
(e) Para tubos lúos (5 000 < Ra < 3 000 000). e para tuoos
na zona totalmente TUgosa,
(t10 .- t1) = - 2,5 V 110/P ln y/ro = - 2,5 11• ln y/ro. (7c)
Em função da velocidade média V, Vennard sugere que V/110
pode ser expresso por
V 1
1 + 4,01 vJt8 •
(d) Para tubos ásperos,
11 = ti., (8,5 + 5,75 log y/E),
onde E é a rugosidade absoluta da parede.
(e) Para paredes lisas ou rugosas,
Também,
11 - V
· _ r7 = 2 log y/ro + 1,32.
Vvj
· 11JV = 1,43 YJ + 1.
(8)
(9a)
(9b)
(9c)
--_.,:_..:-~Perda de carga para esco&DJ.ento laminar. A perda de
, carga para escoamento laminar é expressa pela equação de Hagen-
CAP. 7. ESCOAJilENTO EH ENCANAMENTOS. 147
-Poiseuille, desenvolvida no Problem, 6. A expressão é:
Perda de carga (m ou ft) =
32 (viscosidadeµ) (distancia L pés ou m) (velocidade-m~a V)
(pêso especifico w) (diâmetro d pês ou m)1 ·
32µ1:,v
=---w d1 • (lOa)
Em função da viscosidade cinemática, obtém-se, já que µ/w =
= fl/g,
(IOb)
--{;/. Fórmula de Darcy-Weisbach. A C6rmula de Darcy-Weis-
bach, de8envolvida no Capítulo 5, Problema 11, é a base para o
cálculo da perda de carga para o escoamento de fluidos em,. tubos
e condutos. A equação é:
. . distância L (m)
Perda de carga (m) = ~efi~~e.~~-~trito f X diâmetro d (m) X
Y1 1 LV1 \
X taquicarga - (m)/ = f - - ·j' 2g : d 2g
1
------·-
Como foi visto no Capítulo 6, a taquicarga. epta na seção
reta é obtida multiplicando-se a velocidade média elevada ao
quadrado (Q/A) 2 por um coeficiente a e dividindo-se por 2g. Para
o escoamento turbulento em tubos e condutos a pode ser conside-
rado como unitário, sem causar êrro apreciável nos resultados.
p Coeficiente de atrito. O coeficiente de atrito f pode ser
encontrado matemàticamente para 9 escoamento laminar, mas não
se tem ~enhuma relação matemática simples para a variação de f em
relação ao número de mynolds no qtie diz respeito a fluxo turbulen-
to. Além disto, Nikuradse e ouÍros determinaram que' a rugosidade
relativa do tubo (razão e~tre a grandeza das imperfeições super-
ficiais e o diâmetro foterno do tubo) também afeta o valor de J.
(a) Para fluxo laminar, a Equação (lOb) acim~ pode ser ex-
pressa como:
Perda de carga (12a)
148 HECÂ.NICA DOS n.umos
ASaim, para o escoament.o laminar de qualquer fluido ~m qualquer
lulió, ·o valor de I é:
(12b)
R8 t.em, na prática, um valór máximo. de 2 000 para o escoa-
mento laminar
(b) Para escoamento turbulento, muit.os pesquisadores têm con-
seguido equacionar o valor de f partindo dos resultados, de expe-
riências próprias e de outros.
(1) Para fluxo turhulent.o em tubJJs lisos e rugosos, as leis
gerais de resistência podem ser deduzida de:
(13}
(2) Para tubos lisos, Blasius sugere que, para o número de
Reynolds entre 3 000 e 100 000,
---'? J = 0,316/RB 0•25• (14}
Para valores de RB até cêrca de 3 000 000, a equação de Von
Karman; modificada por Prandtl, é:
l/VJ = 2 log (RB yÍ) - 0,8 .. (15)
(3) Para tubos rugosos,
l/Vj = 2 log r0 /E + 1,74 (16)
(4) Para todos os t1tbos, õ Instituto de Hidráulica e muitos
engenheiros consideram a equação de Colehrook aplicável ao cálculo
de}. Esta equação é:
(17)
Complementando esta equação; t.emos diagramas disponíveis
que nos dão a relação entre o coeficiente de atrito e o número de
Reynolds e a rugosidade relativa Ef d. Dois dêstes diagramas estão
incluídos no Apêndice. O Diagrama A-1 (o Diagrama Moody,
publicado por cortesia da Sociedade Americana de Engenheiros
Mecânicos) é geralmente usado quando o fluxo Q é conhecido,
, CAP. 7 ESCOAMENTO D ENCANAMENTOS 149
e o Diagrama A-2 é usado quando o fluxo vai ser calculado. ~te
último diagrama foi primeiramente sugerido por S.P. Jobnson e
por Hunter Rouse.
Deve observar-se que, para tubos lisos, onde
0
o valor de E/d
é muito pequeno, o primeiro têrmo do colchête em (17) pode ser
desprezado; assim, (17) e (15) são idênticos. Da mesma forma,
se o n.0 de Reynolds fôr muito grande, o segundo têrmo do colchête
em (l 7) pode ser desprezado; em tais casos, o efeito da viscosidade
pode ser desprezado, e j depende da rugosidade relativa do tubo.
Esta afirmativa é gràficamente mostrada no Diagrama A-1 pelo
fato de que a curva se toma uma horizontal para valores altos do
n.º de Reynolds.
Antes da utilização das fórmulas e gráficos, deve o engenheiro
estimar a rugosidade relativa do tubo, partindo de sua própria
experiência combinada com a de outros. Uma sugestão de valores
do tamanho das imperfeições superticUiis para novas superfícies,
é parte integrante dos Diagramas A:.l e A-2.
__ Outras perdas de car~a (acidentais):' Outras perdas de
altura âe -cargâ, oomo -nas . conexões-- de tubos, por exemplo, são
geralmente expressas como:
Perda de carga ft = K('f%/2g). (18)
Vide Tabelas 4 e 5 do Apêndice.
PROBLEMAS RESOLVIDOS
vx:y Determinar a velocidade crítica para (a) um óleo com-
bustível médio a 60"F fluindo por um tubo de 6" e (b) água a 60"F
(l6°C) 11uindo no mesmo tubo.
Solução:
(a) Para fluxo laminar, o valor máximo para Rs é 2 000. Da Tabeia 2
do Apêndice, a viscosidade cinemática a 60"F é 4,75 X 10-5 ft2/s. \; . -
, 2 000 = Rs = Vc d/v = Vc(Í)/(4,75 X Io-5); Vc = 0,190 ft/s (0;057 m/s) •.
(b) Da Tabela 2, v = 1,217 X 10-0 ft2/s para água a 600F.
2 000 = Vc Cl> (l,217 X 10-ó) Vc = 0,049 ft/s. ("" 0,0015 m/s).
\ // \.)\/ 7f Determinar o tipo de escoamento num tubo de 12" quando
(a}'água a 60"F flui a uma velocidade de 3,50 ft/s e (b) óleo com-
bustível pesado flui à mesma velocidade.
150 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Sol~:
(a) RB = Vd/11 - 3,50(1)/(1,217 X 10-6) = 288 000 > 2 000. O escoamentó
é turbulento.
(6) Da Tabela- 2 do Apêndice 11 ~ 221 X lo-6 ft2/s e
RB'"' Vd/" = 3,50 (1)/(221 X lo-6) = 1580 < 2 000.
o escoamento é lammar .
. ; 'y. Qual o diâmetro dó tubo que descarreg~á 90 gpm_ de
-cSleo oombustível médio a 40"F (v = 6,55 X 1()-6 ft2/s) supondo-se
laminar o escoainenfu. -
Solução:
'Q = 90/(7,48 X 60) =- 0,201 ft3/s.
V = Q/A = Q/f r d1 = 4 Q/r tP = 0,804/r d2 ft3/!!.
_ - Vd 0,804 ( _d _ )
RB = --;-• 2 000 = 1 1fál - ó,55 X Io-6 , . d = 1,95 ft.
Usar um tu~ de 2 ft de_ dj~etro.,,;
/ j~- - - -- --- -- - -
' -4. 'Determinar a natureza da distribuição da tensão de cisa-
Jliãmeó"to numa seção reta de um tubo circular na ~ntal, sobcondições de esçoamento constante.
Perda de carga A.
Linna k_-_j_
energética-;J l°;T
% Pl,.o-~~ T ...
- ...
---·@dAdT
.._...,......,......,......,......,......,...-'"...,...-""-...,...-4-"""""°"-....... ...,......,....-
~
(<>)
Solução: .
Tensão de Veloeidade
cisalhamento
(b) (e)
Fig. 7-1
(d)
(r) Para o corpo livre na Fig. 7-l{a), uma vez que o lluxo é constante,
cada partfcula ~move para a direita sem aceleração. Assim, a soma das fôrças
ua direção X deve ser igual a zero.
PI (r r) - Pt (-r r) - T (21f,. L) = o ou _(p1-Pt)1' T = • 2L
(A)
CAP. 7 ESCOAMENTO EM ENCANAMENTOS 151
Quando r = O a tensão de ciSalhamento T é nula ·e quando r = ro· a t,ensãc1 To
na parede é um múimo. A variação é linear.e está indicada na Fig. 7-l(b). &ta
equação (A) é válida tant.Q ·para Dt ~ i;minar qqanto turbulent.o, pois que ne-
nhuma limitação quanto ao ~ foi imposta na ded11ção.
Desde que (p1 - 112)/w. representa a qrieda na linha de energia .ou a perda
hL de altura de carga,. multiplicando-se a Equação (A) por. w/111 tem-se,
wr(pi-P'l) T=-2L UI ou B
( 5. ) Desenvolver t! .~r~o para a tenSão ,de. cisaJliaJl)en_lQ .
na 'pai~de de um ·tubo.· . . ------
Solução:
Do Pr ble 4 h 2ToL 4ToL o ma , L:a -- = --.
L ~ t111'11 wd A ·fórmula de narcy-Weisbach é
c.=f"d2g•
· Igualando estas expressões,
4ToL =f~ ~ e To =f..!!!.... ~ -fp "V!/8.
wd d2g g8
\
\. : 6. Para um escoamento laminar constante (a) qual é a relação
.1 entre a. velocidade num ponto da seção reta e a velocidade no centro
da tuhulação e (b) qual é a equação da distribuição.da velocidade?
Solução:
(a) Para Buxo laminar, a tellllão de cisalhamento (vide Caprtulo 1) é T =- -
- p. (do/dr). Igualando êste valor com o de T na Equação (A) do Problema 4,
temlJI!:
do (pi - />'J)r
- p. b = 2L •
Uma vez que (p1 - /1'1.)/L não é uma função de '" obtemos:
r.. Pi - P2 .fo (pi - P2)r - d" = --- rdr e - (11 - 11c) = 4 ,. L .· , ~ 2.p. L o ,.
ou
(A)
Mas a i>erda de carga em L (ft ou metros). é hL = (p1 - Pt)/w; logo,
t11hLr
e:s::oc---·
4p.L
(B) e (ô)
152 MECÂNICA DOS'· FLUIDOS
{6) Desde que a velocidade na parede é. nula, quando r ,: ro. 11 ... O em
(A), e temos:
(p1 - Pt) ru'
11o = 4 P. L (na linha do centro). (C)
Assim, generalizando·
.!'·-·"• ·-- ---··-~
'11 = P~; {' (ro! - r}. \
-~·------····
(D}
\ l i
\:JJ 7. Deseoyolver a expressão para a perda de carga num tubo,
considerando-se o escoamento laminar constante de um fluido in-
compressível. Referir~ à Fig. 7-1 (d) do Problema 4.
Soluçlo:
('•
Q f11dA Jo 11(2rrdr) 2r(p1 - Pt) ('• ' ~
Ymecl""T"" fdA = rro! = 7rro2(4p.L) Jo (r~ -r)rdr,
de onde
{p1 - P!) ro2 Ymed = · 8p.L (A)
Assim, paro escoamento laminar, a velocidade m('Clia é metade da velocidade
máxima 11o na F.quação (C) do Problema 6. Reagrupando {A), obtemos:
Pt - PI da de 8p.Ll'med ; 32p.LVmec1. {B)
--10-· = per carga = -·-wro! =. w <fl 1
._,...-.-_.
F.stas expressões a pticam-(18 ao eseo<µnenlo laminar de todos os.jluiOO. em todos
OI t:all& e t:DlllluJ&.
Como foi mostrado no princípio dêste capítulo, a expressão para perda de
carga para escoamento laminar na f6rmnla de Darcy é:
i ti" L V2. L V2 \
: Perda de carga= - - - =J--· I RE d 2g d 2g
8. · Determinar .(a) a tensão de c.i81l_lltªmento nas paredes de
. . .-·-·----- . . ...
um fübo dé 12" de diâmetro quando o fluxo de água causa uma perda
de carga de 15 ft em 300 ft de comprimento de tubo (4,5 m em
apsoximadam~nte 90 m), (b) a tensão de cisalhamento a 2" (50 mm)
da linha de centro do tubo, (e) a velocidade de cisalhamento,
(d) a velocidade média para um valor def = 0,050 e (e) a razão v/v •.
SoJ..po:
(a) Usaod<>-6e a Equação (B) do Problema 4, quando r = ro, a tensiio de
cisalbamento na parede é :
CAP. 1 iSCOAlllENTO EH ENCANAMENTOS
To = tD hL rô/2L = 62,4 (IS) l/600 = 0,78 lb/Ct1 = o;OOS3 psi (3,71 X 10-1 kg/cnh
(b) Uma vez que T varia linearmente da liÓha de centro aié a parede,
T ~ ! (0,0053) "' 0,0018 psi (1,26 X lo-& kg/cm').
(e) Pela Equação (S), h =-v'T'ii = V0,78/1,94 = 0,634 ft/s (0,016 m/s).
L V2 300 V2 (d) Usando hL = j T 2 temos . IS = 0,050 - 1- 2· e V = 8,03 ft/s ( """2,4 m/s). g g
Por outro lado: Da Equação (3), To = jp V'/8; 0,78 = 0,050 (1,94) V'/8
e V = 8,03 ft/s. .
(e) De To = p. (1/;y) e v = p./p, obt.emos To = p• (1/;y) ou To/P = • (11/y).
Desda que To/P = w.2, temos 11• 2 = 11 (11/;y); o/»• 2 = ;y/11 e o/-o. = 11.y/11.
· 9.: Se no problema anterior, a água escoasse por um conduto
de ';reção retangular de 3' X 4' (90 X 120 cm) de igual comprimento
e mesma perda de carga, qual seria ª' tensãQ de._cisalhamen._tQ entre
a água e a parede do condutor?
Solução:
Para condutores não circulares, o raio hidráulico é a dimensão hidráulica
apropriada. Para um tubo circular,
Raio hidráulico R = __ á_r_ea_da_seça~-º-· - 7r tfl/4 d ro
perímetro molhado = ----;d = T = 2 ·
Substituindo-se r = 2R na Equação (B) do Problema. 4
r ~ w hL R ::.1 69 A. 11 ~' r3 X.!) . L -30~~-, · 2\ 3 + 4) = 2,67 psf = 0,185 psi (0,013 kg/cm2).
10. Um óleo lubrificante médio, de densidade 0,860, é bom-
beado através de 500 m de um tubo horizontal de 50 mm de diâ-
metro, à razão de 0,00125 m3/s. Se a queda de pressão é 2,1 kg/cm 2,
qual {a viscosidade absoluta do óleo? f, ,_ _yJ)d
Solução:
Supondo-se o escoament.o laminar e reCerindo-se à Expr~o (B) no Problema 7,
obtemos:
32 p. LV med . .!L 0.00125
<Pt - /12) = ,P onde Vmed = A = l r (O,OSO)~ = 0,635 m/s.
154 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
l..ogo,
(2,1 X_ 10') = 32 µ (500) (0,635) (0,05)2 e p. = 0,0051 kg·s/m2 •
Pnru se verificar a hipóteSe inicial de escoamento laminar, avalia-sé o número
de Heynolds para as condições do escoamento. Assim,
Rs = Vtl = l'd w = . 0,635 X 0,0~ X 0,860 X li>I ;...., S4S •
.,, p. g 0,00;,lX 9,81
Uma vez que Rg < 2 000, o escoamento é realmente laminar e. o valor de
p está correto.
: 11. Um óleo de viscosidade absoluta 0;01 kg·s/m2 .e densidade
0,850 corre através de 3 000 m de um tubo de ferro fundido de
300 mm de diâmetro à razão de 0,5 m3/s. Qual a perda de carga
no tubo?
Solução:
Q 0,05, Vd~)
= 0,707 m/s e Rg =- -,-·-; =
• . f.!:-1 . . . 1: ! . 1;
V "'" A = t 11" (0,3)'
_ 0,707 X 0,3 X 0,85 X lo' ,...., l 840
- 0,01 X 9,81 ' \
/\.!:: . ;;
1 '
-----·-·-··t-· -·
o que Bignifica que o escoamento é laminar. Logo, ; '·
64 p d 1 LV2 J=-=00348e erda ecarga= ---B11 ' d 2g·
3000 0,712
:= o~ x o:3 x ~ = 8,9m.
,,
~ · '-. 12. Um óleo combustível pesado, flui de A para B através
d~~ 3 000 ft de um tubo de aço horizontal de 6" de diâmet!5>· A.
pressão em A é 155 psi e em B é 5 psi. A viscosidade cinemática
é O,OOU4 ft2/s e a densidade é 0,918. Qual a vazão em ft1/ s.
Solução:
·A equação de Bemoolli A-B, referência A, nos dá:
( 155 X 144 Ve'! o) ·_ 3 000 Ye' = ( 5 X 144 Ve' o)· 0,918 X 62,4 + 211 + f i 2g Q,911 X 62,4 + 2g +
ou
378 = J (6 OOO)(V.a2 /2g).
f:AP. 7 ESCOAMENTO EM ENCANAMENTOS 155
Tanto V como f são desconhecidos e sãçi funçÕes um do out~. Se o escoa·
mento é laminar, da Equação (B) do Problema 7,
(p1 - 112) ,p (155 - 5) (14-i) X tW . ! .
Vmed "" 32 I' L = 32 (0,0°'141X.0,918 X 62,4/(32,2) (3000) = 7•12 rt,s
e Rs = 7,12 (!)/0,00444 = 800, ou seja, escoamento laminar.
I..ogo,
[Q = As Vs = t r (!)2 X 7,12 = J ;·lQ Ct3/s.]
Se o eseoamçnto tivesse sido turbulenio, a equação (B) do Problema 7 não
se aplicaria. Uma" outra aproximação será usada no Problema 15 abaixo. Além
disto, se tivesse havido uma diferença de elevação entre os pontos A e B, o ~rmo
(p1 - fi't) na Equação (B) seria substituído pela queda na linha piezométrica
em unidades de pressão.
13. Que bitola de tubo deve ser instalado para transportar
0,03 m3/sde óleo combustível pesado a 16ºC se a perda na· altura
disponível, ao longo dos 300 m de comprimeiito horizontal do tubo,
é de 7m?
Soluçio:
~ra o óleo, 11 "" 0,00221 Ct2/s (,...,, 2 X 10-4 m2/s) e a densidade é de 0,912.
Para um valor tão alto da viscosidade cinemática, devemos supor um escoa-
mento laminar. Assim,
Ymed · 32µ L
Perda de carga = ~ V. = !L = ~ = 0,0381
Substituindo, 7 =
e med A 1/4 7r ál J! ·
(0,0381/d2) (32) (Q,0002 X 0,912 X 103/9.81) (300)
(0,912 X 103 ) d2
d ~0,181 m.
VeriCiquemos a suposição de escoamento laminar, usando-l!e d.= 0,181:_
Vd (0,0381/tP)d
RB = v = 11
0,0381
0,181 X 0,0002 = 1.050, por_tanto laminar.
Usar a tubulação padrão de 8".
H. Determinar a perda de carga em 1 000 pés de um tubo
nôvo de ferro fundido, com um diâmetro.interno de 12" sem .reves-
timento· quando:
(a) o fluxo é de água a 60"F na velocidade de 5 ft/s e
156 MEClNICA DOS FLUIDOS
(b) · o fluxo é de óleo combustível médio a 60"F na mesma
velocidade.
Solução:
(a) Ao se usar o diagrama A - l, a rugosidade relath-a deve ser avaliada
e o n.• de Reynolds calcubldo. Da tabela no Diagrama A - 1 o valor de E para
bbos de ferro fundido úão revestidos varia de 0,0004 pés a 0,0020 pés. Para
um diâmetro interno de 1 pé e o valor estimado de E = 0,0008 pés, a rugosidade
relativa E/d = 0,0008/1 = 0,9008.
Usando a viscosidade cinemática da água da Tabela 2 do Apêndice,
Re = Vd/11 = 5,00 (l,00)/(1,217 X Io-5) = 411000 (escoamento turbulento).
Do Diagrama A - 1, para E/d = 0,0008 e Re 411 000, j = 0,0194 e,
Perda de carga = 0,0194 (1000/l) (25/2g) = 7,5 ft.
Ou, usando a Tabela 3 no Apêndice (sõmente para a água), j = 0,02 e
Perda de carga = j (L/d} ( V2/2g) = 0,02 (1000/1) (25/2g) = 7,7 ft.
(b) Para o óleo, usando a Tabela 2, RB = 5 (1)/(4,75 X 10-5) = 105 <ioo.
Para escoamento turbulento, do Diagrama A - 1, j = 0,0213 e
Perda de carga = 0,0213 (1 000/l) (25/2g) = 8,3 Ct.
De W1l modo geral, o grau de rugosidade de tubos em aeniiço não pode ser
estimado com grande precisão e assim, em tais casos, um valor preciso Je f não
deve ser antecipado. Por esta razão, ao se usar os Diagramas A - 1 e A-2
e a Tabela 3 pura outras superfícies que não sejam novas, sugere-se que a terceira
casa significativa de j seja lida ou interpolada como zero ou cinco, não se ganm-
t.indo maior precisão na maioria dos casos práticos.
Para escoamento laminar, para qualquer tubo e qualquer fluido, usar J = 6·1/Re.
15. Os pontos A e B estão afastados de 4 000 ft ao longo
de uma tubulação nova de aço de 6" D.I. O ponto B está 50,5 ft
mais alto do que A e ~s pressões cm A e B ~ão respectivamente
de 123 psi e 48,6 psi. Qual o fluxo, de óleo combustível 1.aédio
a 70ºF, que ocorrerá de A para B?
(Do Diagrama A - 1, E = 0,0002 ft.
Solução:
O número de Reynolds não pode ser calculado imediatamente. Escrevamos
a equação de Ber.iioulli de A para B, referência A:
( 123 X 144 + V&
2 +o) _ j ( 4 000) Ve2 =·
0,854 X 62,4 2g · 1/2 2g
( 48,6 X 144 Va
2
-)
= 0,854 X 6%,4 + 2g + SO,:> e
CAP. 7 ESCOAMENTO EM .ENCANAMENTOS 157
Também Rs '." Vd/'11 •. Substituindo V- na equação acima,
R = _!!.... J 2g(l51)
B 1f " 8000]
ou Rg -VT = .!!.. J_ 2g (151) •
. " ., 8000
(A-
Uma vez que o ~rmo 151 é hL ou a queda na linha piezométrica, e 8 000
representa L/d, a expressão geral a ser usada quando Q det1e •er determinado é:
Rg VJ.· =- : ~2g(";_(hL) (vide Diagrama A-2 ~mbém). (B)
Então,
Rs VJ "" 0,500 _f-·64,4 X 151 = 13400 4,12 X 10-5 1 8 000 . .
Uma verificação no Diagrama A-2 indicará que o escoamento é turbulento.
Então, do Diagrama A -2, f = 0,020 para E/d = 0,000 2/0,S = 0,000 4. Comple-
tando a solução, da equaçiio de Bernoulli, acima:
~ ....... ,
Va2 151 2, = 8 000 (0,02) = 0,944; Vs = 7,79 ítfs
e
· Q = As Vs = ! 11' Ci>2 (7,79) = l,53Ct3/s.
O leitor poderá verificar a solução calculando o número de Rey-nolds e deter)
minando o valor de f a partir do Diagrama A- 1..
Quando o escoamento é laminar, os métodos apresentados anteriormente
no Problema 12 poderinm ser usados.
16. Qual seria o fluxo de água (60"F) sob as condições do
Problema 15 ? Usar a Tabela 3.
Solução:
A equação de Bernoulli 11.os fornece:
Va2 (171,5 - 50,5) = 8 000 j 2g ; Vs2/2g = 121/8 000 f.
A solução mais direta neste caso é supor um valor para j. A Tabela 3 indica,
para tubo nôvo de 6", uma faixa para f de 0,0275 a 0,0175.
Tentemos j = 0,0225. Então,
Vs2{2g = 121/(8 000 X 0,0225) = 0,672 ft e Vs = 6,58 ít/s.
Verificando ambos os tipos de escoamento e f na Tabela 3:
Re = 6,58 (I/2)/(1,217 X Io-6) = 270 000,
portanto o escoamento é turbulento.
158 . MECÂNICA DOS FLUIDOS
Agora J, por interpolação, é 0,0210. Repetindo-se os cálculos
Ve'f2g =-121/(8000 X 0,0210) =0,720ft ~ Ye = 6,8lft{s.
Da Tabela 3 pani · uma precisão razoável, J ;- 0,0210. Então,
Q = Ae Ve = l r (1/2)~ X 6,81 =- l,34ft3/s.
!st.e método também poderia ser aplicado usando-se o Diagrama A-1, porém
o método do Problema 15 é preferível.
17~ Quál o fluxo de ar á 200C que será transportado horizon-
talmente, por um tubo nôv'o de aço de 50 mm D.I., à pressão abso-
lutà de 3 atmosferas e uma queda de 1,05 X 10-2 kg/cm2 em 30 m
de tubulação. Usar E = O, 75 X 10-4 m.
Solução:
Do Apêndice, para 20"C, w = 0,0752 lb/ft3 = 1,23 kg/m3 e
" = 16 X Io-6 ft.2/s = 1,48 X 10-5 m2/s. A 3 atm, w = 3 X 1,23 = 3,69 kg/m3
e·
" = f X 1,48 X 10-s = 0,49 X ur m3/s.
Pura se calcular a vazão, o llr deve ser considerado como incompressível.
Então,
e
L V2 (p1 - J>!)/m = Perda de car1;a = f · -d · ? ;
. -o
1,05 X 102 = 28;1 = J ~ . V2 e 3,69 0,05 2g .
V2 0,0474
2g =--1-·
amhém do Problema 15,
R Vtf = ~ _/ 2g (á) (hL) .
B .,,, L
0,05 _, 19,62 (0,05) (28.4)
0,48 X 10-s ., 30
Rs VJ = 10 000 (turbulento).
Do Diagrama A-2, J = 0,025 para t/d = 0,75 X 10-4/0,05 = 0,0015.
Então,
V2!2g = 0,0474/f = 1,89 m; V2~ 6,1 m/s
Q =A! V~ -t r (0,05f X 6,1 = 0,0119 m3/s de ar.
(~s. Qual o diâmetro de um tubo nôvo de ferro fundido com
8 000 ft de comprimento que fornecerá 37,5 ft3/s de água com uma
CAP. 7 ESCOAMENTO EM ENCANAMENTOS 159
queda na linha piezométrica de 215. ft? Usar a Tabela 3 parl!oi
êste cálculo.
Solução:
O teorema de Bernoulli nos dá
( p.4 + VA
2 + .) J 8 000 ir.! ( PB + Vs? ) .
- -- zA - --·-= - ~-+zs,
w 2g d 2g w 2g
ou
[ ( PA ) ( PB )] - 8 000 V
1
- + Z.4 - - + ZB = f -- - •
w w d ~
Ó têrmo à esquerda entre colchêtes representa a queda na linha piezoi:;nétrica.
Fazendo V =- Q/A e supondo o escoamento turbulento,
215 = 1 8 000 (37,5/Í7r'á1f.
d . 2g
que se simplifica para
d5 = 1 8 000 (37,5)! = 1317 j.
39,7 (215)
Supondo f = 0,020 (unia vez que d e V são desconhecidos, se faz uece.ssária
uua tentativa). Então,
d5 = 1 (1317) = 0,020 (1317) = 26.34; d = 1,92 ft •.
Da Tabela 3, para
37,5
V = 7r {l,92)21.i = 13,0 Ct/seg; j = 0,0165.
·Para êste valor da velocidade pode exii;tir um escoamento turbulento de
água em muitos tubOs. RecaÍcuia~do, .
d5 = 0,0165 (1 317) = 21,70; d = 1,85 ft.
Verificando f: V= 13,9 ft/s e a íabela 3 nos dá f = 0,0165 (cotret.0). Usar
o lll8ÍS próximo diâmetro' padrão: tubo de 2 ft ou 24". (Verificar RB usando li
para água a- 700F.)
\ r · i
,_Jj 19. Os pontps C e D de mesma cota estão afastados de 200 m
em uma tubulação "de ·200 mm de diâmetro e estão ligados a um
manômetro diferencial por meio de um pequeno tubo. Quando
o fluxo de água é de 200 l/s, a deflexão do mercúrio no manômetro
é de 2 m. Determinar· o coeficiente de ·atrito f ·
. 160 .MECÂNICA DOS FLUIDOS
Soluçio:
(.E!.+ viio +o) _ 1 200 viia = ( pn + Y~ +o). ID 2g 0,200 2g ID 2g
ou
( p. - PD) = l 000 f Viro•
. ID 2g
(I)
Do mnnômetrodiferencial (vide Capítulo 1),
PL =Jlr 011 /1r:ÍID = pD/W + 13,6 (2)
e
( Pr.~PD) =27,2m. (2)
Igualando (1) e {2), 27,2 = 1 Oo0j(6,36)'/2g :. f = 0,0132.
N.T: Y = Q/A = 0,200 1/7/4 (0,2)1 = 6,36 m/s.
20. Um óleo combustível médio, a 500F, é bombeado para o
tanque e (vide Fig. 7-2) através de um tubo nÔV{) de aço (rebitado)
A B
Soluçio:
Fig. 7-2
de 16" D.I. e de 6 000 ft. A
pressão eni A é de + 2 psi quan-
do o fluxo é de 7 ftª/s. (a) Que
potência deve a bomba AB for-
necer ao óleo e (b) que pressão
deverá ser mantida em B. Esbo-
çar a linha piezométrica.
V: Q 7 5 O C l R' = 5,02 X 16/12 1~• = 121 000 18 = A = 1l' (16/12rl. = • 2 t,s e E 5,55 X u- .
Do Diagrama A -1, j = 0,030 para t/d ~ 0,060/(16/12) = u,004:>.
(a) A equação de Bernoulli, de A a C, referência A, nos fornece:
( 2 X 144 + (5,02f + o) + H _ O 030 ( 6 000 12) (5,02)2 _ 0,861 X 62,4 2g P ' 16 X 2g
(S~~)2 = (O + O + 80).
Resolvendo,
Hft = _127,3 ft e HP = w QH11 = 0,861 X 62,4 X 7 X 127,3 ~ 87.
, . 550 550
Potência = 87 HP .
. O último têrmo à esquerda da equação da energia é a perda de carga do
tubo ao tanque (vide Tabela .4 n'l Apêndice). Em geral, quando a razão (L/d)
CAP. 7 ESCOAi\lENTO EM ENCANAMENTOS 161.
é maior do que 2 000/l, as perdas acidentais podem ser desprcmdas 1111 equação
de Bernoulli (aqui e~s siio canceladas). Há uma. precisão fictícia . quando tais
perdas mínimas são incluídas no cálculo, JJOrque f não exige tal grau de precisão.
(b) A altura da carga em B 'f'Odc ser calculada usando .Seções A e B ou. C
e B. A primeira dei.as nos dárá menos trabalho;
. ( V~a ) ( PB Y~a )
·M+-+o +i27,3 = - +-+o .
2g ID 2g
Assim,
PB/ID ~ 132,7 ft e ps1 = wh/144 "" (0,861 X 62,4) (132,7)/144 .... 49,5 psi.
As cotas da· linha piezométrica indicadas na figura são:
Em A (100 + 5,4) = 105,4 ft
Em B (100 + 132,7) .. 232,7 fi
ou 105,4' + 127,3 .. 232,7 ft
Em C = l80Ct.
21. Em uma tubulação horizontal, em um ponto A de um
tubo de 12" de diâmetro (f = 0,02), a altura de carga é de ~00 ft.
A uma distância de 260 ft do· ponto A, a tubulação de 12'~ reduz-se
subitamente para 6". A 100 ft desta redução, a tubulaçjo de 6"
u = 0,015) expande:Se ràpidamente. para 12" e o ponto .F está
a 100 ft desta variação de bitola. Para a velocidade de 8,025 ft/s
. nos tubos de 12", traçar as linhas energética e piezoméjrica. Re-
ferência: Fig. 7-3.
·I
1
1
1
201.0
200.0
t·:·.-.:·:·::;:···:'h:·:·:·:···:·:·:.:-:-:·:·:·:-:-:-;. •• ;.:-::;.:::::::::::::::::::" ... :;:·:-:·!·!o(-:·Y.}<·!·!·!.
A 200'-12''. B C 100'-6"
Fig. 7-3
Solução:
As taquicargas são V~2 /2g = (8,025)2/2g = 1 Ct e Va2 /2g = 16 ft.
A linha energética cai na direção do escoamento de um valor igual à perda
de carga. A linha piezométrica está abaixo da linha energética de um valor igual ,
.. ·.:;:.:.-·
162 - MECÂNICA DOS Jl'LUIDOS
à taquicarga ero cada seção. Notar na l'"igura que a linha piezométrü:a se eleva
quando' ocorre a expausão. · 1
· Tabela dós resultados com aproximação. de 0, l
PERDA DE CARGA em ít Elevação Elevação
da Linha v2 da Linha
Em .1 1
Energé- 2g Piezo~éf
De Cálculo tica trica 1•
:
l
A Elevaçãd O 201,0 1,0 200,0 1
!
B A para B 0,020 (200/1) l = ·l,0 197,0 1,0 196,0
1
e B pard C Kt(*) X 16 = 0,37 X 16 = 5,9 · 191,1 16,0 175,1
D C para D 0,015 (I00/0,5) 16 = -~a U3,Í 16,0 127,1
(V - V1~)% (32,1-8)2
E D par:t E
.= =9,0 134,1 1,0 133,l
2g 6U
F E para F 0,02 (100/l) l = 2,0 132,1 1,0 131,l
(*) (Kc da Tabela 5; expansão súbita (D para E) da Tabela 4).
\~//22. Um certo óleo escoa do tanque A, através de 150 m de m~a tubulação nova de 6 pblegadas de diâmetro de ferro fundido\
com revestimento asfáltico, para um ponto B de cota 30 na Fig. 7-4.
Qual ê a pressão em kg/cm 2 necessária em A uara ocasionar um:
escoamento de 12,7 I/s de 6leo? l
(Densidade = 0,840 e v = 0,2 X
X 1-0-5 m2/s). Usar E= 12x10-• m.
e
Solução:
Vs = Q/A = 0,0127/0,0180 = 0.705 mfo.
Fig. 7-4
R ~ VdiP = 0.705 X 0,152 = 53 600
E I 0,2 X 10-5 .
Do Diagrama A-1,f = 0~5 e a equação de Bernoulli, de A para B, refe-
rência A ll08 Comece:
·( PA + o +o) - 0,5 (0,705)2 - 0,0235 15~ (0,705)2 = [o +(O, 7052 + 6].
w 2g o.~ .. 2 29 2g
Resolvendo,
J>AÍW ~ 6,6mdéóleoep..\' = f!!h. = (0,840X101)6,6 X 10-•.- 0,55'lkg/cm1•
CAP. 7 ESCOAMENTO EM ENCANAMENTOS 163
23. A pressão na &ção A de uma tubula~.ão horizontal nova
de ferro forjado de 4" D.I: é de 49,5.psi absoluta quando 0,750 lb/s
de ar escoam is0termicamente. Calcular a pressão no tubo à Seção
B que está a 1800 ft ·de A. (Viscosidade absoluta = 39Q X 10-9
lb·s/ft2 e t = 900F.) Usar E = 0,0003 ft.
Solução:
A massa do ar varia assim-como as condições de pressão variam com o escoa-
mento. O Teorema de Bernoulli para fiuidos compressiveis foi aplicado no Ca-
pitulo 6 para condições em que uiio tinhamas peida de carga (escoamento ideal).
A expressão básica da ener'gia, considerando a perda de carga para um L'Ompri-
mento de tubo dL e onde %1 = Zt, seria:
dp + VdV +J dL V- =O.
1D g d 2g .
Dividindo por v=12g,-
, dp 2dV j
2gfV . -'-:;;+V+ d dL = º·
para escoamento permanente a va?-iio em massa Í' constante; entiío, W = wQ =
= wA V e lV/wA pi1de ser sul111tituído por V no têrmo tia pressi<o riru:tira
fornecendo,
Para condições Í!<ot1:rmii:as, p !101 = P2Íll12 = RT ou w = p/RT. Suhsli-
tuindo w, temos,
2gA2 (P, J:V. dV J [L
ur! R7' .. P dp + 2 •• - 1c +--:;- df, = O, ,, ... - "1 • 1 u. .,o
j seriao considerado uma L'Oll.'<lante, c:omn será explicado abaixo. Integrando e
sulJ."tituindo pelos limites temos,
~or comparação com a forma Camiliar da equação, paro z1 = z2, obtemos:
(B)
onde K = gA?f~ RT. Rêagrupando a Equa~o -(A):
. W-RT[ Vi L] pl-p,2 -~- 21n-+J- . g ~% v, d (Cl
164 . HECÂNICA DOS l'LUIDOS
(D)
então (C) se transforma em
tot Yi2 Pl [ Y2 L ] (p1 - P2) (p1 + /l'I) = -- 2 ln - + 1 -
'I v. d
2 [ 2 In . V2 + JL] Yi2 (p1 - Pt) V. d 2g.
IDt = (l + pt/pi) =- Perda de carga. (E)
AJJ pressões e velocidades limites serão discutidas no Capítulo 11.
Antes de resolver esta expressão, é importante. analisar o coeficient.e j uma
vez que a velocidade V não é constant.e para gases, onde OCOl'.rem "Variações de
massa específica.
RE = Vd = Vdp Wdp
p./p p. = IO Ap. •
.Uma vez que g ,.. ...!!. , então p
Wd RE= --· Agp. (F)
Devemos observar que o número de Reynolds é constante para o escoamento
permanente, ~ vez que p. não variará se não existir variação de t.emperatura.
O fator f por conseguinte é constante para o problema ainda que a velocidade
varie inversamente com a pressão. Solucionando (F), usando a viscosidade
abioluta fornecida,
RE = 0,750 X 4/12 X 109 = 2281!00. (1í/4) (4/12)2 X 32,2 X 390
Do jfiagrama A-1, f = 0,0205 par.a f/d = 0,0009. Usando (C) acima,
desprezand<Me 2 ln Vz/Vi. que é muito pequeno oomparaodo-0 ao têrmo j(L/d),
? 2 _ (0,750f X 53,3 (90 + 460) [. · 1 800 ] (49,5 X 144) - P2 - 32•2 [(r/4) (4112)~]% despr.+ (0,0205) 4112
do qual, /l'I = 6 590 psC e Pt' = 45,1 psi absolÚta.
Em B:
6 590 = ª = ~ = o, 150 e f
Ult = 53,3 (90 + 460) 0,225 lb/ft ' Vt wtA 0,225 X 0,0873 = 38•·2· t s.
CAP. 7 ESCOAME..'\;TO F:lt F:NCA'NA:UE..~TOS 165
Em A:
(19,5 X 144)
w1 = 53•3 (90 + 460) = O,M3 lb/Ct
1
,
Vi = 0,750 - 35,Ut/s.
0,243 X 0,0873 ·
Logo, 2 ln VJV1 = 2 ln 38,2/35,4 = 2 X 0,077 = 0,154, que é despre7.íve1 em
relaçiio ao valor de 111 do têrmo j (L/d), portanto n pressão à seçiio B será P2' ""
= .. 45,7 psi.
Tendo o a.r sido considerado como incompressível, temos
Pt - P! = j _.!:... V2 = 0,0205 X l 860 . X <35•4>' = 2 160 ft.
IDt d 2g 4/12 2g
âp = w1h = 0,2'1.3 X 2 160 = 525 psf = 3,64 psi. ·
e p,' = 49,5 - 3,6 = 45,9 psi, o que é uma aproximaçãobastante rigorosa.
24. Um tubo horizontal de ferro forjado de 6" de diâmetro
interno e apresentando alguma corrosão transporta 2 kg de ar por
segundo de A para B. A pressão em A é 4,9 kg/cm2 absoluta e
em B, a pressão deve ser de 4,5 kg/cm2 absoluta. O escoamento
é isotérmico a 200C. Qual o comprimento de tubo usado de A
até B il Usar E = 40 X 10-1 m.
Solu9ão:
Calculando os valores básicos (vide Apêndice para 68°F e 14,7 psi) = 1,03
kg/cm1)
1Dt = 0,0752 (70/14,7) = 0,358 lb/ft3 ~ 5,73 kg/m1
IDz= 0,0752 (65/14,7) = 0,333 lb/ft3 = 5,33 kg/m3
w 2 2 Vi~ w1A = 5,73 X l 'lf' (0,152)2 = 19•4 m/s; Vi = 5,33 .!:. (0,152)2 = 2º·8 m/s.
4
R 19,4 X 0,152 ,...,
B = (I,03/4,9) (1,488 X 10-5) 945 OOO.
Do diagrama A - I, j = 0,025 para E /d = 0,0026.
e
Usando a equação (E) do Problema 23,
(4,9 - 4,5} IO'
5,73
2 [ 2 ln 20,8/19,4 + 0,025 (L/0,152) 1 (19,4)2/2g
(1 + 4,5/4,9)
[, "'2130m.
Nota: Para o escoamento de gases em tubos, se pz não é mais do que 10%
menor do que pi, êrro menor do que 5% na queda de pressão resultará da suposição
do fluido ser incompressível e da utilização da equação de Bernoulli na sua forma
usual.
166 .MECÂNICA. DOS FLJJil)OS
25. As cotaS dâ linha energética e da linha piezométrica no
ponto G são 44. e 42 ft respectivamente. _Para o sistema indicado
na ·Fig. 7-5, calCular (â) a :Potência CÓnsumida entre G e H, se a
. linha energética em A tem cotâ 4 ft e (b) a altura de carga em E
e F que estão na cota 20 ft (e) Calcular e esboÇar as linhas .-e~er
gética e pieiométrica, considerando K para a ·válvula CD igual a
0,4 e J = 0,01 para tubos de 6".
'~
Fig. 7-5
. O escoamento deve ser a partir do reservatório uma yez que a linha energética
em G está abaixo do nível do ·reservatório.. GH é uma turbina. Antes de
cakularmas a potência ext~ída de:vemos obt.er o valor do íluxo Q e da pressão
ublizados.
(a) em G: V1~2g = 2 (diferenças entre as cotas das linhas energéticas
e piezométricas). Também Va7/2g "'.' 16 X 2,.= 32 e, · V~412g = (i/16) 2 =
= 0,13 ft. Para obterQ: V12 = ll,34Ít/s e Q = .l/.i 'li' (l)' X Ú,34 = 8,91 ft3/s
11.P. '." u: QHT/550 = 62,4 (8,91) (44 - 4)/550.= 40,4 extraídos.
(b) de F a G, reíerência O: (energia êm F) - 0,0l (IOOII) (2) - (energia
em G = 44)
Energia em F = 44 + 6 = 50 ft.
De E para F ref;,renci~ O: (energia em E) - (45,4 - ll,3)~/2g = (energia
em F= 50).
Energia em E = 50 + IS = 68 ft.
Altura de carg& em· :-E = ·68 - (20 z + V'!/2g +32) =à '16 ft de água.
Pressão em F = 50 - (20 + 2) ,,,,,; 28 ft de água.
{e) Retornando a partir-de E:
queda na linha energética D - E = 0,01 (25/0,5) (~2) = 16,0 ft
queda na linbâ energética C - D = 0.40 (32) = 12.8 Ct
CAP. 7 m;o()illENTO EH ENCANAMENTOS
queda na linha energética B - C ,,;. mesma que D - E .16,0 rt
queda na linha ~nergética A - B ""' 0,50 (32) = 16,0 ri
(cota em D - 16,0) ,.. cota em E de 68,0; cota D :.. Si,O
(cota em C - 12,8) = rota em D de M,O; cota C ;.. 96,8
(cota em B - 16,0) = cota em C de 96,8; c0ta B a 112,8
(cota em A - 16,0) = cota em B de 112,8; cota A ""' 128,8.
167
A linha piewmétríca está. V'/2g abaixo da liilha energética: 32,0 Ct para a
linha de 6'i, 2ft para~ liilha de 12"' e 0,13Ct para a linha de 24". Os va!Ores
estão indicados na Fig. correspondente;
26. Um velho dueto retangular de 12" X 18" transporta ar
sob a pressão absoluta de 15,2 psi e 68°F através de 1 500 pés,. com
uma velocidade média de 9,75 ft/s. Determinar a perda de carga
e a queda de pressão supondo-se que o duto seja horizontal e o
tamanho das imperfeitões superficiais é de 0,0018 ft.
Solu~o:
O têrmo da perda de c-drgu deve ser ligeiramente alterado para aplicações
a seções niio circulares. A ·equaçiit; resultante se aplicará ao escoamento turbu-
lento com razoável precisão. Substituir o diâmetro pelo raio hidráulico que é ·
definido como a relação entre a seção reta e o perínietro molhado, ou R = a/p.
. . 1
Para um tubo circular, R = 1/411" tfl/r d = d/4 e a equação de Darcy pode
ser reescrita da seguinte forma:
j L V' .
Perda de carga = - - - •
4 R 2g
Para j e sua relação com á rug0sidad&·do conduto. e. o número de Reynolds,
nós usamos
R.s = Vd/v = V(4R)/v
para o duto de 12" X 18", R = a/p = (1 X 1,5)/2 (1+1,5) = 0,30 Ct.
e
4VR Rs=--=
V
4 X 9,75 X 0,30 .
(14,7/15,2) X 16,0 .. X lo' = 75 600•
Do diagrama A·- 1. f = 0,024 para efd = e/4R = 0,0018/(4 X 0,30) = 0,0015.
Perda de carga = (0,024/4) • (1 500/0,3) • [ (9,'i5)7/2g) = 44,4 Ct de ar e -queda
de pressão = 111hf).44 = -(15,2/14,7) (0,0752) (44,4)/144 = 0,024 psi. ·
Podemos observar que a suposição de- ser ·a massa específica do ar constante
é satisfat6rio.
168 MECÂNICA. DOS FLUIDOS
PROBLEMAS SUPLE!\;1ENTARES
.atf. .Se a tensão cisalhante na p&reàe ·de um ·tubo de 12" de di&metro é
1,óÓib/rt2 e J = 0,04, qual será a velocidade média (a) se a água estiver se
escoando a 70"Fil (6) se_ um fluido de densidade 0,7 estiver se escoandoil
Rup.: 10,1; 12,1 ft.
2JC' Quais aerão 8a velocidades cisalhantes ou de atrito no problema pre-
cele'nte il -
Rup.: 0,717; 0,857 ft/s. •
" -,J-9· Temos água esooando através de um tubo de 6" ao longo de 200 ft e
a tensão cisalhante nas paredes é de 0,92 lb/ft2• - Determinar a perda de carga.
Bup.: 23,6ft.
30~; Qual o diâmetro do tubo que manterá uma tensão cisalhante na parede
de·ó~624 par quando a água escoa através de 300 ft de tubo que causam uma perda
de carga de 20 ft il
Bup.: d = 0,60 ft. _/~~a velocidade crítica (inferioi-) pttra um tubo de 4" trans-porln~o -J agua a 800F. · _
- Bup.: 0,0558 ft/s.
/~ -
31(' Determinar a velocidade critica (inferior) para um tubo de 4" tnms-
por~ndo óleO combustível pesado a llOOF.
Rup.: 2,88ft/s.
_,;t:{ Qual a queda de pressão que ocorrerá em 300 ft de tubo nôvo horizontal,
de ferro fundido de 4" de diâmetro transportando óle«;> combustível médio a 500F
quando a velocidade Iôr de 0,25 ft/s il
_,, Rup.: 0,037ft.
~ Qual a queda de pressão que ocorrerá no Problema 33, se a velocidade
do óleo Côr de 4ft/sil _ b~ 1 A
Rup.: 6,1 ft. 717 \
'J1! Considerando sõmente a perda no tubo, qual será a altura de carga
nect!Ssária para fornecer 7,85 ft3/s de óleo combustível pesado a lOOºF através
de 3 000 (t de um tubo nôvo de ferro fundido de 12" de diâmetro interno il Usar
E = 0,000 8 Ít.
Rap.: 135 ft.
~ No Problema 35 qual seria o menor valor da viscosidade cinemática
do ~ que produziria um escoamento laminar?
Rap.: 0,005ft1/s. •
Considerando sõmente a perda no tubo, qual a diferença de elevação
-en is tanques afastados de 800 ft que forneceriam 1,1 ft3/s de um óleo médio
de lubrificação a SOOF através de um tubo de 6" de diâmetro il
Rup.: 49,9 fL
BSCOillENTO EH EN~A:MENTOS · 169
J' Um 6leo de deusidade igual a ·o.so2 e viscosidade ~mática igual a
o,()ÍK Ct'/s escoa do . tanque A pàra o tanque B através de 1 000 rt de wn tubo
nôvo, à razio de 3,14 Ct1/s. A altura de carga diaponfvel é de 0,527 ft. Que tubo
devem aer usado il R~ap.: 1,97 Ct (uaar ~\
'Jf'- Uma bomba Comece 6leo combustível pesado a 600F atravéJ de 1 000 ft
de um tubo de latão de 2" de dilmetro a um tanqÜe situado a 10 rt acima do
tanque abastecedor. Desprezando as ·pequenas perdas, para um escoamento
de 0,131 Ct3/s, determinar a bomba a ser usada (potência), se a sua efici@ncia é
de 80%.
Reap.: 8,2 hp.
i \ Água a 100°F escoa de A para B através de um tubo cJe Cerro fundido de etro interno médio de 12" e com 800 ft de comprimento E = 0,002 Ct.
O ponto B está a 30 Ct do ponto A· e a pressão em B deve ser mantida a 20 psi.
Se estão escoando 7,85 Ci3fs através do tubo, qual deverá sér a pressão em A em
psi? t>101.. t.( ~~
Resp.: 45.S psi.
-;!J.'t-JJ . ~ Um velho tubo comercial, horizontal, de 36'.' de diâmetro internoe ·· (~ (f'f/8 ooo'ft de comprimento transporta 44,2 Ct3/s de um 61eo combustível pesado com
uma perda de carga~~ Ct. Que pressão deverá ser mantida no ponto A, a
montante, para manter a pressão em B igual a 20 psi~ Usar E = 0,045 Ct.
..,;
Resp.: 48,6 psi. i ~
~ Uma tubulação velha de 24" de diâmetro interno e 4 000-ft de ~om
primento t.ransporta um óleo combustível médio a 800F de A para B. AB pressões
em A e B são 1e3pectivamente de 57 psi e 20 psi, e o ponto B está 60 ft acima.
do ponto A. Calcular a vazio em Ct3/seg, usando E = 0,0016 ft.
Resp.: 25,9 Ct3/s .
r·· "
'\~~J(:.-~ Água escoa do tanque A, cujo nível está à cota 84 ft, para o tanque '8 cuj~;el é mantido à cota 60 ft. Os tanques estão ligados atrav~ __ umai~
tubulação de 100 ft de compriment.o e 12" de diâmetro_ (L ~~{),02) ,s.eguida . de •
outra tubulaç~~- ?e.
0
6" de diâmetro (J = 0,0lsi;' com 100 ft de compri~~~~:
Existem dois cótovelós de 900 em cada tubulação (K = 0,5 para amba~K para
contração ~,75 e o tubo de 12" se projeta no tanque A. Sabendo-se que a cota
j na-redtição da linha é de S4 rt determinar as alturas de carga em cada tubulação
no ponto de redução.
Resp.: 28,8 ft; 22 rt.
. ./. •Na Fig. 7-6 o ponto B está a 600 ft do reservatório. Quando a água ~~-razio de 0,5 Ct3/s calcular (a) a perda de carga devida à obstrução pareia!
C e (b) a pressão em Bem psi (absoluta).
Reap.: 1,1 ft; 14,2 psia.
170 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Fig. 7-6
., f, <õr,,,..l-, ,,.
20'
~-l
. Um solvente comercial, a 70ºF, escoa do· tanque A para o tanque B ~ ~, . atra de uma lubulaçio nova· de ferro fundido, com .revestimento asfáltico,
,,~ .. medindo 500 ft de comprimento. A diferença na elevação doil níveis do líquido
\'.\') IY é de 23 ft. ~ tubolaçio se projeta no tanque .'.f. e duas curvas na linha causam
uma perda de· % taquicargas. Qual será a vazão que ocorrerá? Usar E =
= 0,00045 ft .
. C}1~~-.. Rup.: 1,54 ft3Ís.
,..
y
\ ·z.. m dueto de aço de 2" X 4", transporta 0,64 ft3/s de água à temperatura
J 1 60ºF e à pressão constante, apresentando uma linha piezométrica · IÇ ..
paralela à inclinação do dueto; Qual deverá·ser·a·decli~de da·tubuiaçio··em 0
oó°:'.>:? 1 OOOft, supondo-ee e= 0,0008S'Ct? (Usar P = 1,217 X Irrti/s.)
. ~ .
Jl,'>7_:1r~ ~ 3,rl·LD Rup.: 260ft.
-··· :::)
~ 47. QG&ndo 1,48 Ct3/s de um óleo combustível'. médio·· escoam de A para 1 o:.;
, ,,:'B através de· 3 500 fl de uma tubulaçio nova· de 6" de ferro fundido sem reves-·
\-\'' ., timento, a perda de carga é de 143ft. As seções-A e B estão; respectivamente'
' às elevações ·de ·o e 60 fl e a- préssão em B é de 50 psi. Que pressão em psi deverá'
ser mantida em A para garantirmos a vazão estabelecida?
Rup.: 125 psi.
48. (a) Determinar a vazão. de água através da tubulação nova de ferro
fundido indicada na. F"ig 7-7. (b) Qual será a altura de carga em B, que está a
100 ft do reservatório 1 (Usar Tabela 3).
Fig. 7-7
}6· Água a· 100-F escoe através do sistema indicado na Fig. 7-8. As tu-
bulações são de ferro fundido com revestimento asfáltico (novas); a linha de 3"
tem um comprimento de 180 ft e a de 6", 100 ft. Os fatôres de perda de carga
CAP. 7 ESCOAMENTO EM ENCANAllrlF..NTOS l'Tl
rra coDeJ:ões e válvulas são: curvas de. 3", K,.. 0,4; curva de 6",. K"" 0,6;
válvula de 6", K·- 3. ·Determinar a vazão. · · .......
Rup.: 0,457 ft1/s.
1 1-M; J \J~ -IÍ2! 3" 25'
-/''
Fig. 7-8
Á Se a bomba BC indicada na Fig. 7-9 fornece 70 hp ao sistema; quando ·
o fluxo de água é de ·7,85 f&3/s a que elevação deverá set mantido· o reservatório:D? ·
Rup.: 76,6 ft.
Fig. 7-9
_.,-·
~Uma bomb(l (co~ = 10 ft) fornece 7,85 ft3/s de água através de. um
sistema horiwntal a um tanque fechado, cuja superfície líquida está à cota
20 ft. A altura de carga na tubulação de 12" de diâmetro, no lado de sucção
da bomba, é de - 4 ft, e na tubulação de 6", no lado de recalque, é de;+ 193,4 ft.
A tubulação de 6" de diâmetro (j = 0,03) que tem 100 ft de comprimento, ex-
·pande-6e ràpidamente para uma tubulação de 12" U = 0,02) que tem 600 ft de
comprimento e ter.mina no tanque. Uma válvula de 12", K = l, está localizada
a 100 ft do tanque. Determinar a pressão no tanque acima da sui;>eriicie da água.
Esboçar as linhas energéticas e piezométrica.
Re8p.: 10 psi.
é ""' . 9" diâmetro médio deveria ter um tubo de ferro fundido a fün de Co 1 Ct'~/s de água a 70-F através de 4 000 ft, com uma qur.da na linha piezo-
mé~ 70 ft? Usar Tabela 3.
Rup.: d = 0,53 ft.
172r/._, BC~=~ ::: F 'a...:--·~' ~~; 1 na Fig. 7-10. Det.erminar (a) a potência fJmecida à água pelú
bomba BC, (b) ·a podncia extraída pela turbina DE e (e) a elevação a ser
mantida no reservatório f.
Re•p.: 1 010 hp; 71,3 hp; EI. 300.
El.351
1 El.331
1 I·
1 1
1
Fig. 7-10
-· -.... ( Mj Através de uma tubulação antiga, de ferro forjado de 2" de diâmetro
in~rn<í. sopra~ ar à temperatura constant.e de 68°F e à razão de 0,15 lb/s. A
pressão na seção A é de 5',7 psia. Qual deverá ser a ·pressão a 500 ft de .-t na
tubulação ? Usar E = 0,00083 ft.
Rup.: 5,29 psia.
( ,;(: Através de uma tubulação de 4" de diâmetro, horizontal, nova, de
Cerr(>..forjÍldo com 200 Ct de com111~mento escoa dióxido de carbono a IOOOF. A
pressão a montante, na seção A é de 120 psig e a velocidade média é d"' 40 ftfs.
Supondo-se desprezível a variação de· massa específica, qual será a queda de pressão
nos 200ft de tubulaçãoil (Viscosidade absoluta a lOOOF = 330 X 10-91bs/ft2•
Resp.: l,79psi. J~ -J- {' n lf) "~m escoàmento laminàr ocorre ao lo:~ largo dueto retangular
dJ'de a~:~ra. SupomhHre que a distribuição da velocidade satisfaz à equação
11 = 16 y (3 - 4y), calcular (a) a vazão por unidade de largura, (b) o fator de
correção de energia cinética, e (e) a razão da velocidade média para a velocidade
máxima.
Resp.: 4,5Ct3/s, a = 1,52; 0,67.
~- No laboratório, um tubo pláStico de l" de diâmetro é utilizado para
demonstrar o escoamento laminar. Se a velócidade crít.iea inferior deve ser de
10 ft/s qual deverá ser a viscosidade cinemática do liquidQ usado ?
Resp.: 0,000 417.
CAP. 7 F.SCOAMENTO EH ENCANAMENTOS 173
. ~Para o escoamento laminar em tubos, / ~·64JRs. Utilizando esta ~çi~: delienvolver a expressão da velocidade média em função d& perda
de carga, do diametro e outros dados pertinent.es.
Rap.: V =- gá!hL/3211 L.
/ .
5YDeterminar a vazão em um tubo de 12" de dilmetro se a equação de
c:liatíibuição da velocidade é .,;. = 400 Q- - y), com a origem i;ia parede do tubo.
l!.1!8p.: 5,25 ft1/s.
i
, __ ;·
-/
_)
-;...
CAPÍTULO 8
ENCANAMENTOS COMPOSTOS, PARALELOS,
. . EQUIVALENTES E EM DERIVAÇÃO
Sistemas tubUlares. Os sistemas que abastecem de água
uma cidade ou uma fábrica podem se tornar extremamente com-
plicados. Neste capítulo somente serão considerados uns poucos
sistemas, relativamente simples. Na maioria dos casos a água
será' o fluido em escoamento, apesar -de que os métodos de solução
e análise se apliquem a outros fluidos. Em geral a razão compri-
mento-diâmetro é elevada (vide Capítulo 7, Problema 20) e pequenas
perdas -podem ser desprezadas.
O método "Hardy Cross" de análise de escoamento em rêdes
tubulares é apresentado nos Problemas 18, 19 e 20. V azões e perdas
de carga nos grandes sistemas de distribuição urbana- podem ser
analisados por meio de cálculos análogos.
Encanamentos equivalentes. Um encanamento é_ equiva-
lente a outro ou a um sistema de outros condutos, quando para
uma dada perda de carga, a vazão produzida no conduto equivalente
é igual a que era produzida no sistema fcirnecido. Muitas vêzcs
é conveniente substituir um sistema complexo por um simples
conduto equivalente.
Encanamentos compostos, paralelos e derivações. Enca-
namentos compostos são constituídosde tubos de_ diversas bitolas
ligados em série.
Encanamentos paralelos consistem de dois ou mais tubos que
Je ramificam e se reúnem outra vez a jusante (anéis). -
Encanamentos em derivação ou ramais consistem de dois ou
nais tubos que se ramificam e não se reencontram a jusante (proble-
ma dos reservat6rios).
Métodos de solução. Os métodos de solu,ção envolvem o
estabelecimento do núm~ro necessário de equações simultâneas ou
~ ~) CA.l". 8 ENCANA~ENTOS
o emprêgo da fórmula de Darcy, ·modificada,· na qual o coeficiente
depende Unicamente da rugosidade relativa· do · t.ubo. Para o
escoamento de água (ou de 01,1tro liquido de viscosida~e aproxima-
damente igual) tais fórmulas foram estudadas por Manning, Schoder,
Scobey, HaZen-Williams e outros.
Fórmula de Hazen-WilliaDls. A fórmula de Hazen-Williams
será usada .neste capítulo. Neste livro as soluções. serão acom-
panhadas do uso do Diagrama B (no Apêndice) e/ou. peio uso de
régua de cálculo hidráulico ao invés de laborio50s cálculos algébricos.
As réguas de cálculo hidráulico poderão ser obtidas em fümas
e8pecializadas.
A fórmula para velocidade é:
onde N = 1,318 para V em ft/s; R, raio hidráulico em ft;
N = 0,850 para V em m/s e R em metros;
S =·perda de carga unitária;
(1)
C1 = coeficiente de rugosidade relativa de Hazen-Williams.
Valores para C1 são sugeridos na Tabela 6 do Apêndice. A relação
entre esta fórmula empírica e a fórmula de Darcy será mostrada no
Problema 1 abaixo. A maior vantagem da fórmula de Hazen-
' Williams é que o coeficiente C1 depende somente . da rugosidade
relativa.
No diagrama B, a vazão Q é expressa em milhões de galões
por dia (mgd) e não em m3/s ou ft3/s. Os fatôres de conversão são:
~ 0,0438mª/s. . .
PROBLEMAS RESOLVIDOS
l. Transformar a fórmula de Hazen-Williams na fórmula
típica de Darcy.
Solução:
Sitbemos que S = h/L e· R = d/4 (vide Capítulo 7, Problema 26). Re-
sol.veodo para h,
. . 40.83 Lº·H V
hº ... = -- -- -·
1,318 d°·83 C1
1 í6 MECÂNIC,\ DOS FLUIDOS
2g (4)1,195. ( L ) vi [ ãO.ou ]
ou h - (1,318)1,86 d 2g yG.U tf>,16 C1l,86 =
194 <1'·º15 ( L ) vi
c11,a p0,11 Rpjl.15 d -2g •
Donde
h=ii(~) vi.
. d 2g
Observamos que, i1e omitirmos o pequeno valor de <1'·º15, o fator de atrito:
li será uma (unção do número de Reynolds e do fator de rugosidade C1 para qualquer;
líquido cuja viscosidade não varie acentuadamente com as· uiodiíicações de tem-'
peratura. Em tais -. um valor médio (ou representativo) da viscosidade'
seria usado como uma oonstante na f6rmula de Darcy.
2. Compare os resultados obtidos pela solução algébricá com.
-OS valores determinados pelo Diagrama B para (a) o escoamento
produzido em um tubo nôvo de 12" de diâmetro com um-a queda
na linha piezométrica de 14,4 ft em 5 000 ft de encanamento e
(b) a perda de carga- em um tubo velho de. 24" (ferro fundido) de
diâmetro ~ 6 000 ft de comprimento quando a vazão é de 6 mgd:
Solução:
(a) Algebricamente S = H,4//5 000 = 0,00288 e
R =fd=lft.
Da Tabela 6 no Apêndice, C1 = 130.
Então,
Q = A V = t 1r (1)2 [ 1,318 X 130 (f )º·83 (0,00288)º·5•] =
= 2,38 ri.3/s = 1,54 mgd.
Pelo diagrama. O Diagrama B é projetado para C1 = 100 D = 12" e
s = 0,00288 uu 2,ii8 itil 000 ~t. ---
Usando ~t.es valores, Qieo = 1,17 mgd ··,(leitura feita de acôrdo com as i~-
truções anexas). ""'- ·· ~/
Verificand<>-« a f6rmnla de Hazen-Williams, notamos que V e Q varialn
diretamente com o ~ficú-t,. C1. Assi~ a vazão para C1 = 130, será: ·
e
Q130 = (130/100) (1,17) = 1,53 mgd.
(6) Algebri~amente (C1 = 100). Q = 6 mgd = 9,28 ft3/s,
9,28 = l 1r (2)2 [ 1,318 X 100 (2/ 4)º•81 S°•54 ]
s ':"' 0,0020.
Pelo diagrama: Q = 6mgd, D = 24''
S = 2,0 ft/l OÓO ft = 0,002 (do diagrama).
CAP. 8 ENCANAl\iENTOS' 177
, 3. Um tubo médio de ferro fundido de 12" de diâmetro trans-
port!l 100 l/s de água. Qual será a perda de carga em 1000 m de
tubulação (a) usando a fórmula de Darcy e (b) usando a fórmula
de Hazen-Williams ? ·
Solução:
(a) V12 = 0,1/[l 11" (0,305)2 ]:::::::: 1,37 mls. Da Tabela 3 no Apêndice, 1::::::::
~0,0264. .
L V2 1000
l'erdu tfo carga = J d 2 = 0,0264 0 305 X g •
(l,37)2 ,...., 8 3
2 X 9,81 · ' m.
(b) Q = 1,),10 ru3/s = 2,26 mgd e Ci = 110.
Q 1~1ra <:1 = 100 O: ( (100/110) (2,26) 1 = 2,06 mgd.
Do' diagrnnm n. s = 8,l rt/l 000.ft.
Perda de curga = 8, 1 111.
Os resultados siio IJ11slante aproximados.
A. experiência e o hom senso· na seleção dos valores de C1 produzirão resul-
Ú1dos snt.isfutórirn; pura t!!lcoamento de águu e outros líquidos de· Yi.scosidade se-
,;1dhan1.t•.
! Q Para uma pt!rda de carga de 5 ft/l 000 ft, e usando-se
C1 = 100 para Lodos os tubos, quantos tubos de 8" são equivalentes
a um tubo de 16" e a um tubo de 24"?
Solução:
Usando o Diagrama R, paru S = 5/1 00():.
Qs = -0,55mgd.,
Qis = 3,40 mgd,
Q;; = IG,ü mgd.
1)
As.-;irn tt-remos: Qis/Qs = 3,4/0,55 = 6,2 tulJOs de 8'', hidràulicamente equiYa·
·l~mles a um tul•• de 16" de mesma rngosidade relativa, do mesmo modo, Q24/Qs = t· 10/0,;);j = 18,2 luhos de 8" hidr;'mlicamente equivalentes a um tubo de 24".
i 5. Um encanamento composto, consiste de 2 000 m-. de tubo
1. 1e 20", 1 000 rn de 16'' e 500 m de 12". Todo õ"7ncanamento
~ nÔVo eClilft~do. -Convértt;r o sistema para (a) um
-<iondut.o equivalPnle com 16" de diâmetro e (b) um conduto equi-
Yalenl.c d1m 3 (100 111 <le comprimento?
Solução:
Usar 1 :1 ~ 130 para tubo nôvo de ferro fundido.
(a) Podemos supor uma vazão de 2,6 mgd (1121/s), (qualquer valor con-
>enieute poderá ser u~do). A fim de uR:muos o. diugrumu B, mudemos 01ao
J>nra Q100, isto é.
0100 = (100/130) (2,6) = 2,0 mgd ..
178 MECÂNICA DOS FLUIDOS
82Q .. o.64 ft/l 000 ft e a Perda de Carga = o.64 X 2 -= 1,28 ( ~ 183)
811 - 1~81ft/l.000 Ct Perda de Carga '"" 1,87 X ~ • 1,87 ( ~ 263)
811 - 8,0 ft/l oo0 rt Perda de Carga "" 8,0 x o;5 """ 4,00 (,.., 563)
Para Q = 2,6 mgd: Perda Total = 7,15 m (1003).
· O tubo equivQmte de 16", deverá tramportar 2,6mgd com uma perda de
7,~5 m (C1 ... 130).
811 ... 1,87/i 000 = ~da de ~ga (m) 7,15
oompr1ment.o equivalente em m .., Lg •
Lg = 7,15/1,81 X 10-3 =- 3 823 m.
(b) Os 3 600 m de tubo, C1 = 130, devem transportar os 2,6 mgd (1121/s)
com uma perda de carp de 7,15-m.
88 = Per~ de carga em m = 7,15 = 1,98/l OOO.
comp-lDlent.o em 1 000 m 3,6
Do Diagrama B, Ulllllldo Qloo = 2; D =- 15,5" .,. 16".
6. Converter o encanamento . mostrado na Fig •. 8-1 em um
encanamento equivalente de 16" ..
Solução:
i
h
t
H
G l100'-6"!t=o.020/
FATORES K
Filtro B
12" Curvas C e F (cada)
12" Tê D .
12" Válvula E
12" X 6" Cru7.eta G (X Ys2/2g)
6" Medidor li
6" Curvas J, K (cada)
6" Válvula L .
Fig. 8-1
= 8,0
= 0.5
= 0,7
= 1,0
= 0,7
= 6,0
= 0,5
= 3,0
&te problema poderá ser resolvido através da equação de Bernoulli, de ~
a M, como se segue:
( ) (
curves 150) V 2
o+o+h - s.0+2xo,s+o,1+1,o+o,02sx 1 ;; -
(
curvas . saída 100) y8t
- 0,7 + 6,0 + 2 X 0,5 + 3,0 + 1,0 + 0,02 X T 2g = (O + o + O)
C,\P. 8 ·:::.~e-ANA li ENTOS. 181
os encanamentos estão em um plano horizontal, qual será a vazão
em cada trecho do sistema paralelo ?
Solução:
A queda nu linha piezométrica de A a E é de (32 - 20) = 12 m, desprezando.ae
is pe11ue1101< valores das diferenças de taquicargas. Os Ouxos podemsér calculadoi<
...-isto que, us declividades são conhecidas. Assim, usando o diagrama B:
S12 = 12/3 = 4 m/l 000 m,
Sa = 12/l := 12 m/l 000 111,
Si.o = 12/2 = 6 111/l 000 m,
Q12 = 1,4 mgd (41,l %)
Qa = 0,9 mgd (26,5%)
Qio = 1,1 mgd (32,4%)
Total Q = 3,4 mgd (100%)
= 61,31/s
= 39,51/s
= 48,21/s
= H91/s.
10. o Problema 9, tivesse o fluxo total sido de 285 l/s (6,5 mg<l}
<11ml seria a ·perda decarga crue ocorreria entre ~4 e E e como seria
o fluxo () dividido no sistema ? Usar duas soluções, o método.
percentual e o método de encanamentos equivalentes.
Solução:
Em um sistema paralelo, a grandeza hidráulica comuin é a perda de carga
através da malha (AE). A solução será feita_ como se o Problema 9 não tivesse-
sido resolvido. Supondo-se uma perda de carga de 6 m, de A a E, os valores
du vazão para a perdn de carga considerada podem ser\ obtidos do diagrama B_
\
Sn = 6/3 = 2 mfl 000 m; Q12 = 0,95 mgd (41,33) \ -_b i. :",
Sa = 6/1 = 6 111/l 000 m; Qa = 0,60 mgd (26,2%)
~1o = 6/2 = :1 m/l 000 m; Qio = 0,75 mgd (32,5%)
Q Total = 2,3 mgd (100%).
Q12 = 41,6 ljs; <is = 26,31/s; Qic = 32,851/s; QT = 100, 751/s. 1
(a) Método Percentual
O fluxo em t"mla trecho do em·anamento será uma percentagem constante
lo fluxo total atrun:,; do encanamento, para uma faixa razoável de perda de carga ..
As 1icrce11ta1,<e11s indicadas acima aproximam-se bastante àas percentagens àet.er-
minadas no ProLll.'ma 9 (dentro da precisão do Diagrama ou da régua de cálculo).
Aplicando-se est.;.1s percetltagens ao flws:o fornecido de 285 l/s {6,5 mgd):
f)12 = 41,3 X 6,5 = 2,69 mgd; S12 = 13,5 m/l 000 m; LllA-E = 40,5 m
f)a = 26,2 X 6,5 = I ,70 mgd; Sa = 40 m/l 000 m; LIIA-E = 40,0 m
Q10 = 32,5 X 6,5 = 2,ll mgd; 810 = 20 m/l 000 m; LHA-E= 40,0 m
fl = 6,5 mgd.
f:-;te m;:todo permite uma verificação nos cálculos, como foi apreseul.ad<.>
1ci111a para os valores das três perdas de carga.
{b) Método do Encanamento Equivalente (usar um diâmetro de 12")-
0 cálculo dos escoamentos para uma perda de carga suposta, deve ser feito
idênticamente ao primeiro método. Usando os· valores cima, para uma perda
de ;·arga de 6 m, uma vazão de 100,75 l/s (2,3 mgd) é produzida no sistema em
182 -MECÂNICA DOS FLUIDOS
~'questão. Um encanamento equivalente deve produzir a mesma" vazão para a
perda de cargo de 6 m, isto é,
Q = 100,751/s (2,3 mgd). Perda de carga "" 6 m e
S1z - 10,1/l 000 do diagrama B.
Cálculo de Lg:
h - 6
S = - · 10 1 m/l COO m =- - e LB = 594 m (tubo 12", C1 = 100) Lg' ' Ls
Para a vazão fornecida de 285 l/s (6,5 mgd), Su = 68 m/l 000 m e a perda de cargn
total A - E = 68 X 0,59-1 = 40,4 m. COm esta perda de- carga, os três valores
da vazão podem ser obtidos.
11. Para o sistema apresentado na Fig. 8-4 (a) qual será
a vazão quando a queda na linha piezométrica de A a B fôr de
200 ft? (b) Que comprimento de tubo de 20" (C1 = 120) será
equivalente à Seção AB ?
5000'-12"
_A __ 1~00_00_·_-_u_"_~w'""f ___ ~_=_1_2º __ JJ~z;.......~s~oo~o~·-~2~0·_·_--=-B
e, =_120 - - e,= 120
3000'-16"
C1=120
Fig.M
Soluçio:
(o) A solução mais direta será obtida através da suposição de uma qued;i
na linha piezométrica (perda de carga) de W a Z. A suposição deverá ser arom-
panhada de uma conclusão .lógica.
Por exemplo, suponhamos uma perda de carga de 30 ft de W a Z. Então,
do Diagrama B,
Sir= 30/5 = 6m/l 000 m e Qiz = (120/100) (l,74) = 2,1 m~ (26%)
S11 = 30/3 = 10 m/l 000 m e Q1e = (120/100) (5,0) = 6,0 mgd ('743)
Total Q = 8,l mgd (1003).
A perda de carga de A a B pode ser calculada para êste fluxo total de 8,1 mgd.
Para empregar o Diagrama B, usar Q100 = (100/120) (8,1) = 6,75 mgd.
De A a W, Su = 2,45 ft/l 000 ft, Perda de Carga = 2,45 X 10 =
= 24,5 Ct (23,93)
De w a z' (comp foi suposto acima) = 30 ft (29,33)
De Z a B, Sio = 6 ft/l 000 Ct, Perda de Cargas =
= 6 X 8 = 48 Ct (46,83)
Perda de Carga Total para Q (8,1 mgd) = 102,5 ft.
Aplicando-ae êst.es wlores pereentm1is à perda de carga fornecida, de 200 ft,
temos:
CAP. 8 ENCANAMENTOS
· (Perda de Carga)A-'IV reul = 200 X 23,93 = -17,8 ft; Si• =. ·11,8/10 o;a
= 4, 78 ft/l 000 CL
(Perda de Carga)w-z real =.200 X 29,3% = 58,6 Ct. ·
(Perda de· Carga) Z-8 fei1I = 200 X 46,8% = 93,6 Ct; &o = 93,6/8 =
. -~M~& .
Do Diagrama B, a vazão no luho de 2·'" é (120/100) ·(9,75) = ll,7 mgd.
Como uma verificação, no tulx> de 20" Q = (120/100) (9,8) -ll,7 mgd.
183
EsLa vazio é dividida no lre..!10 n:z de acôrdo com as percentagens culculadas
acima, 26% e 74%.
(b) Usando as infomu1ções do item (a) . para o sistema de A a B, unia
vazio de 8,1 mgd é produ7.idu com uma queda na linho piezométricn de 102,5 ft.
Para 8,1 mgd cm um tuho dr. 20", C1 = 120,
&, = b,0 fl/l 000 rt = 1,02,5/LE ou LB = 17 100 ft.
12. Na Fig. 8-5, qual será a altura de carga em A e B,
quando a bomba YA fornece 140 l/s? Esboçar a linha piezomé-
trica.
Solução:
EJ.em
Y=15
y
167,8 m
r-.._
: --~~-1 - ____ El.66.
1
1
1
1
1
1 5000 m-16" 1
.A c,=100 B
llombn El.16
Fig. 8-5
·Reduzamos o encauornento múltiplo BC (paralelo) a um encanamento equi-
valente de 16", C1 = 100. Assim fazendo, simpiificamos o sistema para um
só tubo de m..sma rugosidade relativa. Supondo-se uma queda ·:na linha piezo-
métrica de 6,6 m de B a C, 011 seguint.es valores são obtidos através da régua de
cálculo hidráuliw (o leitor poderá verificar os valores usando o Diagrama B),
S10 = 6,6/3 = 2,2/l 000 ; Q10 ,;, 0,57 mgd (24,9 J/s)
Ss · = 6,6/3,3 ~ 2/1 000 ; Qa = 0,34 mgd (14,91/s)
Total Q = 0,91 mgd (39,81/s).
Para Q = 0,91 mgd (39,8 V:J) e D = 16" (C1 = 100);
S1s = 0,435/l 000 = 6,6/LE e LE = 15 172 m.
O Cluxo da. bomba no re'lt!rvalório é de 140 l/s, ou seja, aproximadament4!
3,2 mgd; Pura (l~ 172 + 5 000) = 20 172 m de encanamento equivalente de 16"
a perda de carga de A a C será:
S1s = 4,55/l 000; Perda de Carga = 4,55 X 20,17 = 91,8 m.
184 MECÂNICA DOS l'LUIDOS
Assim, a. cota da lin1ia piezométrica em A· será. de (66 + 91,8) ... 157,8 111,
com~mostraarigura.Aqueda de A para Bseráiguala (4,55 X 5),ouseja, 22,75 m,
e a cota em ·B será da (157,8 - 22,75) = 135,05 m~ Podemos considerar 135 m,
pois o valor 157,8m foi arredondado •.
Altura da cargÍa em A = 157,8 -15 = 142,8 m.
Altura da carga em B = 135 . - 15 = 120 m.
13. Na F1g. 8-6, qual o sistema de maior capacidade, ABCD
ou EFGH? (C1 = 120 para ambos os encanamentos).
9000'-16" 6000'-12" - 3000'-10".
A B e D
11000'-18" 5000'-8'' 2500'-10"
E FI r H 7000'-'10"
Fig. 8-6
Solução:
Supor Q = 2 mgd em ABCD. O autor usa a réP.a de cálculp hidráulico
para a resolução dfste problema, porém, êle pode ser perfeitamente resolvido
utili7.ando-se o Diagráma B.
811 = 1,33/l 000, Perda de Carga = 1,33 X 9 = 12,0 ft
SI! = 5,35/l 000, Perda de Carga = 5,35 X 6 = 32,l ft
S10 = 13/1000, Perda de Carga = 13 X 3 = 39,0ft
Para Q = 2 mgd, Perda de Carga Total = 83,l ft.
Para o encanamento EFGH, determioemos a perceotagem de um fiuxo Q
em cada ramal. Supor a perda de carga de F a G igual a 24 ft. Então:
Sa = 24/5 = 4,3 Ci./l OOG it e Qs = 0,65 mgd (40,i %)
810 = 24/7 = 3,43 ft/l 000 ft e Q1o = 0,97 mgd (59,93)
Total Q · = 1,62 mgd (1003).
Para comparar as capacidades, várias alternativas se apresentam. Em vez
de usarmos comprimentos equivalentes, n6s poderíamos calcular a perda de carga
causada por uma va:zão de 2 mgd atrav~ de cada sist.ema. O sistema de menor
perda de car~ t.eria a maior capacidade. Ou n6s poderíamos achar o flwto Q
causado pela mesma queda na linha piezométrica em cada sistema. O sist.ema
de maior va:zão seria, làgicament.e, o de maior capacidade. Nest.e problema,
comparemos a perda de carga de 83,l ft em ABCD quando Q = 2 mgd, com o
valor da perda de carga obtida para EFGH para a mesma va:zão.
(a) Para Qm = 2 mgd, S11 = 0,75 ft/l 000 ft: Perda .de Carga BF = 8,3 rt.
(6) Para Qa = 40,13 X 2 = 0,80 mgd
Sa = 7,1 ft/l 000 ft; Perda de Carga FG = 35,5 ft,
CAP. 8 ENCANAMENTOS 185
·ou 010 = 59,9% X 2. = 1,20 mgd (verificar)
· (S10 = 5,1 Ct/J.. 000 Ct; Perda de Carga = · 35,5 ft).
(e) Para Q10 · = 2 ll]gd, S1o = .13 ft/l 000 ft; Perda de ~rP. = 32,5 Ct.
P..ua Q = 2 mgd, Perda totalde E a H = 76,3 ft.
Portanto, o sis~a EFGH tem maior capacidade.
14.. Na Fig. ~7, a vazão do reservatório A é de 4381/s (10 mgd)
Deter~nar a potência consumida pela turbina DE, se a pressão
em E é de ( - 3 m), · Esboçar as linhas piezométricas.
Fig. 8-7
Solução:
A análise dês..~ tipo de problema poderia se concentrar no ponto C de junçiio.
Primeiramente, a soma dos fluxos que chegam a C deve sêr igual à soma de fluxos
que partem de e. Segundo, a cota da linha piezométrica em e é muitas vê?.eS
a r.bave da solução.
Para calcularmos a elevação da linha piezométrica em C, 1 suponhamos a
perda de carga de A a C igual a 7,2 m. Então:
S20 = 7,2/1,8 = 4 m/l 000 pi; Q%O = 6,5 mgd (2851/s) (42,0%)
Su = 7,2/2,4 = 3 m/l 000 m; Q,.4 = 9,0 mgd (3941/s) (58,03)
Total Q = 15,5 mgd (6791/s) {100%).
Aplicando estas percentagens à· vazão fornecida de A a C:
Q'/JJ = 4,20 mgd (185 l/s); ~ = 1,77 .m/l 000 m; Perda de Carga =. 3,J8 m •..
Qu = 5,80 mgd (2531/s); &_4 = 1,33 m/l 000 m; Perda de Carga = 3,18 m
(verificação).
Assim a elevação da linha piezométricá em C = 66 - 3,18 = 62,82 m.
Baseados nos cálculos acima, verificamos que a linha piezométrica tem
uma queda de 2,68 m de B a C e o escoamento se dará de B paro C. Asl!im,
Também:
s'J(J = 2,68/2 400 = 1,12 m/l 000 m, Q::'. 9,6 mgd {"' 420 l/s).
Fluxo a partir de e = Fluxo para e,
Qc-D = 438 + 420 = 8581/s (19,6 mgd).
-··
~
186 MECÂ..'iIC.\ DOS JfLUIDOS
Assim, S.10 = 2,68 Ql/l 000 m, LHc-D "" 8,04 m, e a elevaçi~ da linha pie-
mmétrica· em D será íde ~2,82 - 8,04 ·"'" 54,78 m •.
p tê . bso Ida "'QHT 101 X 0,858 (54 m 78 - 21} = 384 HP. o nc1aa rv -~= . 75
15. Na Fig. ~. a válvula F está parcialmente fechada, oca-
sionando uma pe_rda de carga de 3,6ft quando o fluxo através da
válvulà é de 0,646 mgd. Qual será o comprimento do tubo de 10''
para o rese1·vatório A i\
1
Fig. 8-8
Solução:
F .ua DB, Q = 0,646 mgd e 812 = 1,4/1 OOOft.,,.IV ~ ~· S '\... ~~.· -k< .i
A perda de carga total de D a B = 1,4 X 1 + 3,6 = 5 ri, dando. uma cota
cm B d~ IS Ct (considerando a cota de E = O).
P.Jra BE, 8ii = (IS - O) /S = 3/1 000 ft. é Q = 1,46 mgd.
Para AB, Q = 1.46 - 0,646 = 0,81 mgd e 810 = 3,45/l 000 C~
,- _.,---t> cl..v -~ !\ 'S- .2.. . -:.. _:,
.J/ EnÍão, de 8 = h/L; L = h/8 4._6913,45 ""' 0,870 em 1 000 Ct. L = 870 ft.
--·6'i'' "' b (:; -D ,Aí}. ;... (--,i::; - g D
· 16. Devemos bombear água à razão 4e 2,0 ft1/s, através de
4 000 ft de um encanamento nôvo de ferro fundido a um reserva-
tório, cuja superfície está a 120 ft acima do nível infürior da água.
O custo anual do bombeamento dêsses 2 ft3/s é de US$ 5,0 por pé
de .recalque, e o custo anual do próprio tubo é de 10% do seu custo
inicial. Supondo-se que a tubulação de ferro fundido instalada
custe US$ 140 p~r tonelada para classe B (pressãÓ de 200 ft), tendo
os seguintes pesos por ft: 6", 33,3 lh; 8", 47,5 lh; 10'', 63,8 lb; 12",
82,1 lb; e 16", 125 lb. Determinar a bitola do 1::ncanamento mais
econômico para a instalação.
Solução:
Na tabela abaü:o será mostrado um sum&rio dos cálculos efetuados para o
encanament.o de 12". A perda de carga no encanamento de 12.'', usando C =- 130
para tubo nôvo de feno fundido será 2,06 ft/l 000 ft. (usando régua de cálcUJo
hidráulico).
CAP. 8 ENCANAJUENTOS 187
Portanto, a altura de recalque total - 1%0 + 4 X 2,06 =. 128,2 lt.
Cusio do bombeamentó = 128,2 X~ .. $UI :por ano.
:Custo da &ubulação .instalada "" $140 X4 000 X 82,1/2.000 - SZJ 000.
Custo anual da ~çio = 10% X $23 000 = $2 300'. ·
Tabelando l!s~ vali>res para a oomparação com os ~Utl'O!J encanamentos
em estudo, t.emos:
D s Perda de Altura total Custo antiai para 2 ft3/s
in ftil 000 ft Carga de recalque = B9mbeamento + Custo do
(em ft) -12o+LH(ft) Tubo = Total
6" 59,0 236 356 $1780 $ 933 $2713
8" 14,8 59,2 179,2 896 1330 2226
10" 5,00 20,0 140,0 700 1790 2490
12~' .2.06 8,2 128,2 641 2300 2941
16" 0,515 2,1 122,1 611 3500 411J.
O. encanamento econ&Dico será o de 8".
17. Para· os níveis de água, constantes, .indicados na Fig. ~9(a),
'luais serão as vazões verificadas ?
Fig. 8-9(a)
Solução:
Q ..
__ 1;15
IR
5,15 1
si 1
1 1.
1 1
1 1
1
-1,47 o +3,55
(Q~b. -Qforn.)
Fig. 8-9(b)
Em virtude da impossibilidade de calcularmos a elevação da linha piezomé-
t.riéa em e (tôdas as·vazões •são desconhecidas), o problema será resolvido por
t.entativas sucessivalJ. Considerem99 a elevação da linha piezométrica em e
igual a i90 ft. Com esta suposição, o escoamento para o reservatório B ou a
partir de B será n1;1lo, reduzindo.ee asaim os c6lculos a serem feitos.
Portanto, para a elevação ·da tinha piU.omét.rica em C = 190.
Szc = (212 - 190)/8 = 2,75 ft/l 000 n e Q = 7,15 mgd, chegando a e.
Su ~ (190 - 100)/4 = 2%,5 ft/l 000 ft e Q = 3,60 mgd, saindo de C.
188 MECÂNICA DOS FLUIDOS
O exame· destas vazões nos nlOStra que a linha piezométriâl em· C deveria
ser mais elevada, di!sse modo, reduzindo a vazio de A e aume~tando a vazio
para D, assim ooino adicionando· um escoamento para B. A fim de encontrarmos
um valor ra7.oável Para a elevação em C, suponhamos um valor de 200 Ct. Assim,
t.e,~~~~l> ·~_ P:~ ;oo.f~,<f<~i/'?;/fC:;i;;:~~#;;Ji:.''/,i:.'g;J~;J:;,;;~~ii.W ·:'/~y"':::tc:!
. &, = (212 - 2D0)/8 = 1,5 ft/l 000 ft e Q = 5,15 mgd chegando a e.
S1e = (200 - 190)/4 = 2,5 ft/l 000 ft e Q = 2,82 mgd saindo de C.
S12 = (200 - 100)/4 = 25,0 Ct/l 000 ft e Q = 3:80 mgd saimie de C.
o fluxo a partir de e é igual a 6,62 mgd em contraposição a~ fluxo para e que
é de 5,15 mgd. Usando a Fig. 8-9. (b) como um esquema para uma terceira su-
posição racional, UlllllllOS os pontos R e S locados. A reta 8ssim desenhada in-
tercepta o eixo das ordenadas Qrecb• no ponto 5,7mgd (em escala). V'mto que
os valores. no grá6ro não variam linearmente, usemos a vazão recebida em C,
ligeiramente maior, digamos 6,0 mgd.
Para Q = 6,0 íngd chegando a C, St, = 1,98 ft/l 000 ft, a Perda de Carga
(A - C) = 1,98 X 8 = 15,8 Ct, e a linha piezométrica em C apresenta uma
cota de (212 - IS,,8) = 196,2 Ct. Então,
S1e = 6,2/4 = 1,,55 ft/l 000 ft, Q = 2,17 mgd fornecido por C
Su = 96,2/4 = %4,05 ft/l 000 ft, Q = 3,73 mgd fornecido por C
FJu~o total a partir de (i, Q = 5,90 mgd.
Esta- aproximaPD é suficiente para o nosso caso. (Uma elevação da linha
piezométrica em C de cêrca de 196,5 Ct provàvelmente comprovaria um fluxo
fornecido por e de circa de 5,95 mgd.)
13. DesenYolver a expressão utilizada para o estudo de escoa-
mento em uma rede de distribuição.
D
Fig. 8-10
Solução:
O método de análise; desenvolvido pelo
ProC~r Hardy Cross, consiste na pressu-
posição de vazões, através da rêde, e no ba-
lanceamento, então, das perdas de carga cal-
cuiaàas. Em um sistema àe encaeameni.o
tipo anel, indicado na Fig. 8-10, para o
nuxo correto em cada ramal do anel,
LHABC = LHADC ou LHABC - LHADC =O (l)
A fim de utili:Gmnos esta relação, ·a fórmula da vazão a ser usada deve ser
escrita sob a forma LH = kQn. Para a fórmula de Hazen-WilJi .. -- oSta expres-
são é LH = ~Q1·111i. ·
Mas uma 'Vez que são admitidos fluxos Q0 , o fluxo exato Q em qualquer
encanamento da rede pode ser expresso como Q = Q0 + A, onde A é a correção
a ser aplicada a (}. Então, usando o teorema binomial,
kQi,llli = k (Qo + A)l,86 = k (Qol,86 + 1,85 Qo1,sr.-l A + ... ).
Os têrmos, .ª partir do segundo, pOdem ser desprezados, unia vP.z que A é pequeno
em comparação a 0..
CAP. 8 ENCA.NAllENTOS 189
Para o a~l -da Fig. 8-10, substituindo em (l), temos:
k (Qo1•81 + 1,85 Qoº•86 A) - k (Qo'1!86 + 1,85 Qo'º·86 A) = O,
k (Qo1•86 - Qo•1•86) + l,85k (Qoº•86 - go'º•.86) A =O.
ResOlvê~~<i ·~ifai ·A;,_;,~}~:;.ifG-,<>'.·-·: / •, iI:·tr·ii~: -·~>·~~.,~~~$\~%f'-~',\\~~i~••
Generalizando,
k ( Qo 1,86 _Qo'l,86) A = - ---'-=---=-'---
1?85 k(Qoº•86 - Qo'º•86)
:2; kQo1•85
ll = - 1,85 l; kQoº•86 •
Mas kQ01•86 = LH e kQoº·86 = (Ll-1)/Qo- Portanio:
·.,·':.·
(2)
(3)
l;(LH)
A = - 1,85 :2; (LH/Qo) para cada trecho de uma r@de. (4)
Ao utilizarmos a Expres&io (4), devemos tomar cuidado com relação ao sinal
do numerador. A Expres&io (l) indica que os escoamentos no sentido de rotação
dos pont.eiros do relógio podem ser considerados como produzindo perdas de carga
de mesmo sentido, o mesmo acontecendo com o escoamento. em sentido contrário
à rotação dos ponteiros do relógio e as perdaS neste sentido. --Isto significa que o
sinal negativo é considerado para tôdas as condições do escoament.o no sentido
contrário à rotação dos ponteiros do relógio, a saber, vazão Q e perda de carga
LH. Portanto, para evitar elJ"OS, esta notação deve ser observada ao longo de
tôda a solução. Por outro lado, o denominador de (4) é sempre positivo.
Os próximos dois pr~bleID.~ ilustrarão como a Equação (4) é utilimda.
~ -
19. O sistema de di$tribuição por anel. Fig. 8-11, é o mesmo
sistema que -aparece como parte do Problema 11. 1 Para Q =
= 11,7 mgd, qual será o _fluxo em cada trecho do anel, usando o
método de Hardy Cross ?, .
,_-,
5000'-12"
C1:: i:c
Q w
3000'-16"
1; c,=o120
·.;1• Fig. 8-11
Solução:
,;:::·
Consideremos os valores de · Qiz e Qis respecti~mente iguais a 4 mgd e
7,7 mgd. Abaixo apresentamos uma tabela que ·resume os cálculos efetuados
(atentar para Qis = - 7,7 mgd). oS valores de S são calculados através da n:gua
de cálculo ou do ábaco; LEI = S X L, e LH/Qo pode ser calculado. N:otar
que o amplo :2; LH indica que as vazões Q não estão bem balanceadas. (Os
valores foram pressupostos deliberadamente para produzirem &te alt.o 2: LH,
11 fim de ilustrarmos o proces&<>;)
190 MEC..~NICA DOS FLUIDOS
L (ft) 1 Qo (mgd) 1 · S 1 LH, ft . LH/Qo
Supost.o 1/1 000
D A
16" 3 000' - 7,7 -16,3 - 48,9 6,4. - 0,85 - 8,55
l l: = 11,7, l l: = +48,6 30~. ·1 11,1
A=_ l:LH {+ 48,6) -·-·.
= - 0,85mgd. 1,85 l: (LH/Q) 1,85 (30,8) . 1
Então os valores de Qi serão {4,0 - 0,85) = 3,15 mgl( e (- 7,7 - 0,85) =
== - 8.SS mgd. Repetindo os cálculos: : .. ·
s
1
LH LH/Q1 íl --A·- 1 °" . . .. (. f.
12,5 62,5 19,80 ;:~ 0,06 3,09
- 19,8 - 59,4 6,95
!:.í
- 0,06 - 8,61
l l: = + 3,1 26,75 J -· - ~ 11,70
Não é necessário prosseguirmos nos cálculos, urna ve:i; que a réi,'11a ou o ábaco
não podem ser lidos com precisão de 0,06 mgd. O ideal seri11 ler l: Lll igual
a zero, mas êste objetivo é raramente atingido.
f: interessante notar que no Problema 11 a quantid!!de do.fluxo que escoam
na tubulação de 12" era de 26% de 11,7 mgd, ou seja, 3,05 mgd, o que é uma ve-
rificação bastante satisfatória. : i ·
20. Na Fig. 8-12 está repres~nt.a1fo. f'Squ~màticameute uma
rêde de distribuição, com as vazões indicadas para cada trecho.
No ponto A, a cota é 200 ft e a altura de carga é de 150 ft. A cola
em I é de 100 ft. Determinar (a) as vazões. através da rêde e
(b) a altura de carga em /. (Usar C1 - 120.)
Solução:
(a) O inétodo de resolução pode ser assim esboçado:
(1) Supor uma distribuição do escoamento, analisando anel por anel, neste
caso, anéis I, II, IJI e IV. Examinar cuidadosamente cada jµnção ou n6, de
modo que o fluxo que chega ao ponto seja ipl ao fl~o que dêle sai (princípio da
continuidade).
(2) Computar para cada anel a perda de carga em cada encanamento do
mesmo (utilizando equações, diagrama ou régua de cálculo).
CAP. 8 E N.C AN AK EN TOS 191
(3) Somar as perdas de carga ao redor de cadLanel, com o devido cuidado
eara o aioal (a s0ina dás perda& Béndo nula ~ Qi estarão corrigidos). .
(4) Somar os valores de (LH/Qi) e calcular o t&rmo de .correção .::1 para
da l . . :i/;~·~:,f,)~e ~~·-«> ~i~é~1?~~~, -~g;~~ik!io, -~;;ájf~~~~~~'::';1
diminuindo os valores supostos de Q. Para C8808 onde um tubo pertence a dois
anéis, a diferença entre os dois .::1 deve ser aplicada como a pr6pria correção para
a vazão Qi coDBiderada (viae aplicação abaixo).
(6) Continuar o processo até que .::1. seja desprezível.
~
..
1
~
....
..
i
o
o
e
....
i!
F
....
..
e
,. ..
G
2mgd
3000'-20" B 3000"-20"
4mgd
-· 3mgd
~ ,~
I i ... II õ
o
o
....
2mgd E 1,Smgd
3000'-16"' "'-.. 3000'-12''
'!.t
?. "'~rt
i.. e i t ... IlI IV o
o
o
....
2mgd H lmgd
3000'-16" t 3000'-12"
2mgd
Fig. 8-12
e
-tmgd
!i .. i §
....
Q...2,Smgd
-~
As div~rsas etapas acima descritas Coram transportadas para. um quadro,
usando-se ,a régua <le .::lilcuio hidráulico (ou á.bacoa) para obtenção dos têrmos
de perda de carga em ft por mil ft (S). Os ~-alôres de LH são ·obtidos através
_da multiplicação de S pelo número de mil ft do encanamento em questão. Os
,·alores de Lll divididos por Q são também tabelados.
Os têrmos .à. são calculados [Expressão (4), Problema 18] do seguinte modo:
- (- 3.29) - (- 13,18) ' Ax = 1,85 (5,M) = + 0,31 .à.m= 1,85 {l4,i7) =;+ 0,50
An = - {- 2,76) = + 0,13 A1v = - (+5,01) =- 0,12. 1,85 (11,39) 1,85 (22,58)
Para o trecho EF no anel /, o têrmo ~ resultante será (A1 - âm) ou [ + 0,31 -
- ( + 0,50)) = - 0,19. O têrmo ~ para o anel 1 está combinado com o A
do anel III, uma vez que o trecho EF aparece em l.'<lda um dos anéis. Do mesmo
mr..do, para o trecho FE no anel III, o .::1 resultante é (.lrn - .11) ou [ + 0,5 -
- ( + 0,31)1 = + 0,19. Yerificamos que os t.êrmos .::1 resultantes têm o mesmo
Trecho D, pol L, ft
Q, ~ 1 s 1 LH
1
= "t/lOW LH,ft Ti À Qs
AB 20. 3 000 4,0 1,62 4,86 1,22 +0,31 4,31
BE 16 4000 1,0 0,37 1,48 1,48 +o,31- (0,13) ... +o.ia 1,18
EF 16 3 000 -2.0 -1,33 -S,99 2,00 +O,Sl-(0,50) • ~0,19. -2,19
FA 24 4000 -6,0 -l11U -5,64 0,94 +o.n -5,69
2: "" -3,29 5,64
BC 20 3 000 3,0 0,95 2,85 0,95 +0,13 3,13
CD 16 4000 2,0 1;33 5,32 2,66 +0,13 2,13
DE 12 3 000 -1,5 -3,15 -9,45 6,30 +0.13-(-0,12) ... +0,25 -1,25
EB 16 4000 -1,0 -0,37 -1,48 1,48 +0,13-(0,31) ... -0,18 -1,18
2: .... -2,76 11,39
FE 16 3 000 2,0 1,33 3,99 2,00 +o,5o- < +o,31)"" +0,19 . 2,19
EH 12 4000 1,0 1,48 5,92 5,92 +o,5o- < -0,12) = +0,62 1,62
HG 16 3 000 -2,0 -1,33 -3,99 . ,2,00 +o,5o -1,50
GF 16 4000 -4,0 -4,85 -19,40 4,85 +0,50 -3,50
2: ""' -13,48 14,77
ED 12 3 000 1,5 3,15 9,45 6,30 -0,12- (0,13) ... -0,25 1,25
'DI 12 4 000 1,0 1,48 5,92 5,92. ...:.0,12 0,88 .
IH 12 3 000 -1.0· -1,48 -4,44 4,44 -0,12 -1,12
l/E 12 4 000 -1,0 -1,48 -5,92 5,92 - 0,12-(0,50) .. -0,62 -1,62
..
- ...
..
· -- - 2:. :.;; +s.01 . . ·-· ...... --·- ··- ....... .. . . -- ........ --·-...-·· 22,58
CAP. 8 ENCANAMENTOS .1.93
valor absoluto, poréai sio de süiaú opo1fos • . Isto é fàcilmente compreensível,
uma vez que, o fiuxo em EF no anel I é cpntrário à. rotação do& ponteiros do
r«rlógio, ao passo que em FE no anel III o ftuxó tem o sentido de rotação horário.
J . . . .
Det.erminação ·dos valores de Q2 para o segundo cálculo:
QAB = (4,00 + 0,31) = 4,31 mgd,
e~quanto que
QEP = (- 2,00 - 0,19) = - 2,19 mgd e . f.!PA = (- 6,00 + 0,31) =
. = -5,69m~.
O processo se repete até que os têrm<is  sej!lm insignificantes em relação
à precisão esperada, mantendo-se em mente a precisão. dos valores de C1 e da
régua de cálculo ou de ábacos. Os valores rmais da vazão nos encanament.os são
apresentados na última coluna do terceiro quadro.
.Trecho 1 ~
1
s
1
LH LH/Q 1 Â
AB 4,31 1,86 5,58 1,29 +O,!.O
BE 1,18 0,51 2,04 1,72 +0,20+negl = +0,20
EF -2,19 -1,57 -4,71 2,15 +0,20- (0,06) = +0,26
FA -5,69 -1,28 -5,12 0,90 +0,20
1
2: = -2,21 6,06
'
BC 3,13 1,02 3,06 0,98 negl
CD 2,13 1,48 5,92 2,79 negl
DE -1,25 -2,28 -6,84 5,SO negl-0,19= -0,19
EB -1,18 -0,51 -2,04 l,72 negl.,... 0,20 =-0,20
1
1
2: = +0.10 10,99
FE
1
2,19
1
1,57
1
4,71 2,15
1
-0,06-0,20= -0,26
EH 1,62 3,65 14,60 9,02 -0,06-0,19= -0,25
HG -i,5ô -2,37 • -h n nr
1
-U,lY .l,ao -v,uu
GF -3,50 -3,75 -15,00 4,28 -0,06
2: = +1,94 l'i,03
1
ED 1,25 1 2,28 6,84 5,42 +0,19+negl= +0,19 DI 0,88 1 l,18 4,72 5,38 +0,19
IH -1,12 i -1,83 -5,49 4,9i) +0,19
HE -1,62 -3,65 -14,60 9,02 +0,19-(-0,06) = +0,25
2: = -8,53 24,73
Uma vez que as somas dos valores das perdas de carga são pequenas para
tôdos os anéis, poderemos considerar os valores apresentados na citada coluna
<iomo corretos dentro da precisão esperada. O leitor poderã prat.icar, calculando
os valores seguintes de Â, depois Qs, etc.
196 lIECÂNICA DOS FLUIDOS
T eõricamente, quantoi t.ubos de 16" seriam necessários jl QuantoS de 20"? Quantos
de 24"? Quantoi de 36'; ~ ·
Re1p.: 8,46; 4,68; 2,90; 1.
;ri. Verifique as relações no Problema 25. usando um núxo de 12 mgd com
qualquer declividade suposta para a linha piezométrica •
.X" Qual a perda de çarga em uma tubulação nova de ferro fundido, com
um diâmetro de 16". que ériaria a mesma vazão q;ué ocorre ·em um tubo nôvo
de. 20" com uma queda na linha piemmétrica de 1 ft/l 000 ft jl
Resp.: 2,97Ct/I 000 ft.
28. Um encanamento composto ABCD ciomiste de 20 000 ft de tubo de 16",
10 000 ft de tubo de 12" e 5 000 Ct de 8" (C1 = 100). (a) Determinar a vazão
quando a perda de carga de A a D é de 200 ft. (b) Qual o diâmetro do tubo com
5 000 ft de comprimento, colocado paralelamente ao tubo de 8" exis~nte e ligado
a êle em C e D, que fará a nova Seção C - D ser equivalent.c à Seção ABC (usar
C1 = 100)? (e) Se 8 000 Ct de tubo ·de 12" foram fixados entre C e D, paralela-
mente ao tubo de 8" CD, qual.seria a perda ·de carga total de A a B, quando
Q = 3ft3/s?
Resp.: 1,4 mgd; 6,6"; 135 ft.
29. Um encanamento composto ABCD consiste de 10 000 Ct de tubo de 20",
8 000 ft de 16" e L pés de 12" (C1 = 120). Qual o comprimento L que permitirá
que o encanamento ABCD seja equivalente a um outro de 15", e 16 500 ft de
comprimento, C1 ~ 100 il Se o comprimento da tubulação de 12" de C a D
fôsse de 3 000 ft, qual seria o fluxo que ocorreria para uma perda de carga de 135 ft
de A a D? . -
Resp.: 5 000 ft, 4,4 mgd.
30. Converter 3 000 ft de tubulação de 10" e 500 ft de 6" colocadas em
série, em um comprimento equivalente de tubo com 8" de diâmetro (C1 = 120
· oara todos).
Resp.: 4 550 ft.
31. Os reserva~rios A e D estão ligados entre si, através de: 8 000 ft de
tubo de 20" (A - B), 6 000 ft de tubo de 16" (B - C) e 2 000 ft de · uma
bitola desconhecida (C - D). A diferença entre os níveis dos reservatórios é
de 85 ft. (a) Determinar o diâmetro da tubulação CD de modo que 4,5 mgd
fluam de A para D, usando C1 = 120 para todos os íubos: (b) Qual será a vazão
produzida, se a tuhulação CD tiver um diâmetro de 14" e se uma tubulação de
12" é ligada em B; paralelamente a BCD, com 9 000 ft?
' Resp~: 13"; 6,45 mgd.
32. Um sist.ema tubular (C1 = 120) é composto de 10 000 ft de tubo de 30"
(AB). 8 000 ft de 24" (BC) e, de C a D, de dois tubos de 16" em paralelo, cada
um com 6 000 ft de comprimento. (a) Para uma vazão de 9 mgd de A pa~a D
qual será a per~a de carga ? (b) Se uma válvula em um dos tubos de 16" estiver
fechada, qual a variação na perda de carga que ocorreria para _a mesma vazão ?
Re.sp.: 78 ft; ·variação de 94 ft.·
CAP. 8 ENCANAMENTOS 197
/.. Na Fig. 8-13, para uma altura de carga em D de 100 ft, (a) calcular
a pot8ncia lbmecida à turbina DE, (b) se a tuhulaçio vacejada r&se instalada
(3 000 Ct de 24''), qual seria a potencia disponível para a tlÍrbina, se a va7.ão r&se
de 13 mgdil (C1 = i20)
/Rup.: 15,4 HP e 208 HP. ..·:.~-· ...
4000'-1011 tO" El.O,O
c.=120 B :A
}'ig. 8-13 Fig. 8-14,
. L Nn .Fig. 8-14, qudndo as alturas de carga em A e B siio de 10 ft e 295 ft
· respedivamente, a bomba AB fornece 100 HP ao sistema indicado. Qual n
cota em que - deve ser mantido o reservatório D il
Resp.: 150,6 ft. Y-. É necessário fornecer 13,7 mgd ao ponto D, na Fig. 8-15, à pre$ão de
40 psi. Det.erminar a pressão em A,
Reap.: 45,8 psi.
A
Et~.,..B=I0,1
Fig. 8-15 Fig. 8-16
36. (o) ~a Fig. 8-16, a pressão no ponto de abastecimento D é de 30 psi
quando 11 yaziio de A é de 6 mgd. As válvulas B e Cestão Cechadas. 1 Determinar
a f·ota do ponto A. (b) A vazão ê a pressão em~(a) permal!ecem constantes, mas
11 válvula C está completamente aberta e a válvula B está parcialmente aberta.
S.: a nova cota do reservatório A fôr 211,3 ft, qual oerá a perda de carga através
da válvula B i.I
Resp.: 22·1; 20 fl.
/. Det.erminar o fluxo através de cada tubulação do encanamento mostrado
na 1-'ig. 8-17.
Resp.: 4,61 mgd; 3,52 mgd e 1,15 mgd.
Bomba
Hg. ·g..17 Fig. 8-18
JB: A bomba XY, na cota 20 ft, Cornece 3 mgd através de 6 000 ft de tubo
nôrn de ferro fundido de 16" (YW). A pressão de descarga em Y é de 38,7 psi.
198 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Em W, dois tubos são ligados ao de 16", um de 12" de diAinetro (C1 ·= 100) com
2 500 Ct de comp.·imento ligado ao reservat6rio A, cuja linha· de fluxo está na
cota 10() fteoutro de2 OCO ftdecomprimentoe.com um diâmetro de 10" (C1 = 130)
ligado ao reservat6rio B. Determinar a cota. de B e os riuxos recebidos ou forne-
cidos pelos reservatórios.
Bup.: 14,0 ft; l mgd e 4 mgd.
39. Quando QED = QDc = 6,5 mgd, determinar a leitura 1.uanométrica. em
E e a ele~-ação do reservat6rio B, na Fig. 848.
Rup.: 70 psi; El. 181,2.
40. Na Fig. 8-19, temos água escoando através do tubo de 36" à razão de
22,3 mgd. Determinar a potência da bomba XA (78,5% de eficiência) que pro-
duzirá os escoament.os e as elevações para o sistema se a alturi- ~·., carga em X
fôr nula. (Esboçar as linhas piezométricas.)
Rnp.: 250 HP.
Fig. 8-19 Fig. 8-20
41. Que vazão deverá a bomba fornecer, na Fig. 8-20, quando o fluxo
através da tubulação de 36" fôr de 30 mgd e qual a altura de car~ em A ?
Rnp.: 25,2 mgd; 190 rt.
42. A altura de carga em A, na Fig. 8-21, na bomba AB, é de 120 ft, quando
a variação de energia no sistema devido à bomba, fôr de 153 HP. A perda de
carga através da válvula Zé de 10 ft. Determinar a elevação do reservatório T.
F....-sLoçar a!t linhas piezornétricas.
Rnp.: 87,4ft.
_____
1
El.130,0
ELI00,0 _
W.''~" J\ )--~- EI.?
Jo.._ 11 ' sooo'.:.24" '-~ f \ El.45,D;;t( z
,..,,.,. \El.33,0/ 1 ......, C1= 120 ( ~.,.../ 1 .__) ... R El.37,9
(todos os ?"taos). 2l. l'9 _ J , .a.:: S tZ'' •.
A B
Fig. 8-21 Fig. 8-22
43. A vazão total de A, na Fig. 8-22, é de 9 mgd e o fluxo para o reservat6rio
B é de 6,M mgd.. Achar (a) a elevação de B e (b) o comprimento do tubo de.
24".
Rap.: EI. 94,2; 7 280 ft.
.CAP. 8 ENCANÂKENTOS 199
44. Quais aio os flwroa (recebidos ~u fome«:idos) para cada reservat6rio
lia Fig. 8-23 ~
Reap.: . 3,42; O; 1,87 e 1,53 mgd.
Fig. 8-23. Fig. &-2'
45. Se a altura de ~.em Fé.de 150ft, determinar os fluxos através do
sistema da F"ig. 8-24. .
Reap.: · 2,35; 2,51; 1,22 · e 6,1.mgd.
46. Usando o sistema do Problema . 9, para Q = 5 mgd, qual será o fluxo
e111 cada tubo e qual será a perda de carga ? Usar o método. de Hardy Cross.
Reap.: 98 ft; Qu = 2,I; Qio = 1,6; Qs "" 1,3 mgd.
47. Resolver o Problema 35 u9andí:> o método de Hardy Cfass.
48. Três encaoaÍneotoe A, B e C (Fig. 8-25) estão sendo estudados. Qual
o sistema de maior. capacidade? Usar C1 = 120 para todos os encanamentos.
Reap.: B.
(A) L 3000'-16"
4000'-IO"'
(C)
(8) 1 1000'-18" 1 2I000'-1f'' 1 IODO'-li" 1
Fig. 8-25
. 49. No problema precedelite, qual o diâmetro do tubo, Com 300 ft
de comprinÍento e colocado para)elamente a MN no sistema A (formando assim
um anel de M a N) que faria com que o n&vo sistema A tivesseuma capacidade
503 mafor do que C? ·
Reap.: d = 14,8 io.
./
/
! CAPÍTULO 9
MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS
Introdução. Numerosos dispositivos são usados na prática
para medir o escoamento de fluidos. As medições de velocidade
são feitas com tubos de Pitot, medidores de corrente, anemômetros
rotativos e outros. Em estudo de modelos, métodos fotográficos
são muitas vêzes usados. As medidas de vazão são feitas através
de oriücios, tubos, bocais, medidores Venturi e vertedores, cotovelos
e numerosas modificações de medidores anacrônicos e de patentes
diversas. A f"un de se aplicar inteligentemente os dispositivos
hidráulicos, é necessário fazer uso da equação de Bernoulll e do
conhecimento adicional das características e coeficientes de cada
dispositivo. Na falta de coeficientes que mereçam confiança; um
mecanismo deveria ser calibrado para as condições de operação
esperadas; As fórmulas desenvolvidas para fluidos incompressíveis
poderão ser usadas para .fluidos compressíveis onde o diferencial
de pressão é muito pequeno em relação à pressão total. Em muitos
casos práticos êste pequeno diferencial de pressão ocorrerá. Entre-
tanto, onde a compressibilidade deva ser considerada, fórmulas
especiais deverão ser desenvolvidas e usadas (vide Problemas 5-8
e 23-28).
Tubo de Pitot. . O tubo de Pitot indica a velocidade em um
ponto, em virtude do fato de que êle mede a pressão de estagnação
que excede a pressão local estática de [w (V2/2g) J. Em um escoa-
mento aberto, uma vez que a pressão manométrica é nula, a altura
a que o líquido sobe no tubo mede a taquicarga ou pressão cinética.
Os Problemas 1 e 5 desenvolvem expressões para escoamento de
fluidos incompressíveis e compressíveis, respectivamente.
Coeficiente de descarga. O coeficiente de descarga (e) é a
relação da descarga real através do dispositivo para a descarga ideal.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE l'LUIDOS
tste coeficiente pode ser expresso como:
e=
fluxo atual Q
fluxo ideal Q
201
(1)
Quando o coeficiente de descarga (e) fôr determinado experimen-
talmente,
Q = cA v' 2 gH (em m'/s ou ft3/s. (2)
Onde A = seção reta do dispositivo (em m2 ·ou ft2).
li= altura de carga total que causa o escoamento, em me-
tros o.u . ft de fluido.
O coeficiente de descarga também poderá ser escrito em têrmos
do coeficiente de velocidade e do coeficiente de contração, a saber,
(3)
O coeficiente de descarga não é constante. Para um dado
dispositivo, êle varia com o número de Reynolds. No Apêndice
as seguintes informações serão encontradas:
(1) a Tabela 7 contém coeficiente de descarga para orifícios
circulares descarregando água a cêrca de 60ºF (16°C) na atmosfera.
Poucos dados autorizados são disponíveis para todos os fluidos
através de largas faixas do número de Reynolds.
1 .
(2) O Diagrama C indica a variação de e' com o número de
Reynolds para 3 relações tubo-orifício. Poucos dados merecem
crédito eficaz para número de· Reynolds abaixo de 10 000.
(3) O Di11gr11m11 T> no11 mo.~t.ra a variação de e com o número
de Reynolds para 3 relações de).w;ais medidores de ~ongo raio (bocais
em tubulações).
(4) O Diagrama E indica a variação de e com número de
Heyuolds para 5 tamanhos de medidores Venturi de relação de
diâmet.ro igual a 0,500.
Coeficiente de velocidade. O coeficiente de velocidade (e,)
é a razão da velocidade média real na seção reta de um fluxo (jato)
para a velocidade média ideal que ocorreria se não houvesse atrito.
Assim,
e,=
velocidade média atual
velocidade média ideal
V (4)
V2gH
202 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Coeficiente de contração. O cor.11ciente de contração (cc)
é a relação da área d_a seção contraída de um fluxo Gato) para a
área da abertura através da qual o fluido se escoa. Assim
Cc = área do fluxo Gato) = Âjato •
área da abertura Ao (5)
Perda de Carga. A perda de carga em orifícios, tubos,
bocais e medidores Venturi é expressa como:
Perda de Carga (em ft ou metros do fluido = ( e~ 2 - l) V~to · (6)
Quando esta expressão é aplicada a um medidor Venturi,
Viaw = velocidade na garganta e, e, = e.
Vertedores. Os vertedores medem o fluxo de líquidos em
canais abertos, usualmente água. O número de equações empíricas
encontradrui na literatura espe~ializada é bastante considerável,
cada uma delas com suas limitações. Somente umas poucas são
indicadas abaixo. Muitos vertedores são retangulares: o vertedor
submerso sem contração alguma, geralmente 11sado para grandes
escoamentos, e vertedores conlrafdos, para pequenos escoamentos.
Outros tipos de vertedores são triangular, trapezoidal, parabólico
e de escoamento proporcional. Para resultados de precisão o ver-
tedor deveria ser calibrado no lugar, sob condições para as quais
foi planejada sua utilização.
Fórmula teórica de vertedor. A fórmula teórica de vertedor
para vertedores relauguiares, desenvoiviàa no Prohiema 29, é:
onde
(7)
Q vazão em ft3/s ou m3/s
e = coeficiente (a ser determinado experimentalmente)
b comprimento da crista do vertedor em ft ou metros
H = altura de carga no vertedor em pés ou metros (altura
do nível da superfície líquida acima da crista)
V = velocidade de aproximação em ft/s ou m/s.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DÊ FLUIDOS 203
Fórmula de Francis*. Baseia-se em experiências feitas conr
vertedores retangulares de 3,5 ft a 17.ft de comprimento sob altura
de ·carga 0,6 a l,6 ft.
( nH) [(. y2 )ª'2 ( p )ª/'] Q = 3,33 b - 10 H + 2 - 2 . .
. g g
(8)
Onde os sím~los são os mesmos anteriormente citados e,
n O para vertedores submersos
n l para um vertedor com uma contração
n = · 2 para vertedor13s com~letamente contraídos.
Fórmula de Bazin. A fórmula de Bazin (comprimentos de
1,64 Ct a 6,56 ft. sôbre cargas variáveis de 0,164 ft a 1,969 ft) é:
Q = ( 3,25 + º·o;89 ) [ l + o,55 ( H ! z.) 2 J bH1' 2• (9)
·Onde Z = altura da crista do vertedor acima do leito do canal.
O têrmo entre colchêtes torna-11e desprezível para baixas velocidades
de aproximação ou de afluxo.
Fórmula de Fteley e Stearns. A fórmula de Fteley e
Stearns (comprimentos de 5 ft a 19 ft sob alturas de carga variando
de_ 0,07 ft a 1,63 ft) para vertedores submer~s é:
(
y2)3/% Q = 3,3 lb H + a 2g + 0,007 b. (10)
Ond~ r1 = fator que de[>ende da altura de crista Z (tabela de
valores necessários).
FÓRMULA PARA VERTEDORES TRIANGULARES (desenvolvida DO
Problema 30) é:
Q = 8/15 e tg (8/2) y2g" H''2 (11)
ou, para um dado vertedor, Q = mH5' 2• (12)
• N. T. A f6rmula de Francis baseia-se numa pequena série de exper1enc1as
sôbre o vertedor de 3 m X 1,5 m de altura operando com cargas variáveis de
210 a 300 mm medidas a 1,80 m a montante da aresta. A fórmula (8) é original
e pode ser fàcilmeote transformada para o sistema MKS. Desprezando-se a
veloclda0de de fluxo ou de aproximação, a fórmula de Francis apresenta-se como
é mais freqüentemente·usa:da,-isto é, ·Q = l;M.bff3'2 (sistema métrico).
204 KECÂNICA. DOS J'LUJDOS
:PÓBMULA DO VERTEDOR TRAPEZOIDAi. (de êipolletti) é:
Q = 3,367 bHlfz. (13)
:F.ste vertedor tem um lado (terminal) com declive de 1: 4 {ho-
rizontal para vertical).
Para REPRisAs usadas como VERTEDORES, a expressão para o
fluxo aproximado é:
Q = mbll31:, (14)
onde m = {ator experimental, usualmente do estudo de modelos.
Escoamento não uniforme sôbre vertedores de soleira espêssa
será discutido no Capítulo 10, Problema 52.
o TEMPO PARA ESVAZIÀR TANQUES por meio de um orifício é
(vide Problema 38):
41).,
(1'- -Ardh
l = } 11. . Qaa(d& - Qentrsd&
(seção reta constante,
sem afluxo) (15)
(seção reta constante,
afluxo < defluxo) · (l6)
Para um tanque cuja seção reta não é constante (~ide Problema
o TEMPO PARA ESVAZIAR TANQUES por meio de vertedores é
calculado utilizando-se(vide Problema 43):
(17)
Ü TEMPO PARA ESTABELECER UM E.SCOAMENTO EM UMA TUBU-
LAÇÃO é (vide Problema 45):
t = L Vi ln ( Vi + V ).U
2gH V1 - V
(18)
PROBLEMAS RESOLVIDOS
i. Um tubo de Pitot tendo um coeficiente de 0,98 é usado
para medir a velocidade da água no centro de um tubo. A pressão
CAP. 9 HEDIÇÃO DE ESCOAHENTO DE ~UIDOS 205
de estagnação é de 18;6 Ct e a altura de carga eátática no tubo é de
15,5 ft. Qual ·é a velocidade ? ·
Soluçãor
Se o tubo é feito de ac&do com os
requesitos, e posicionado corretament.e,
um 1>9nto de velocidade nula (ponto de
estagnação) é desenvolvido em Bem Cren-
te ao terminal. aberto do iubo (vide
Fig. 9-1). Aplicando o Teorema de Bet--
noulli de A a B, no líquido perturba-
do, ternos:
T
Fig. 9-1
( PA VAZ ) ( PB ) -+--+o -semperdas= -+o+o.
ID 2g (aupmto) ID
Então, para um fluido ideal "sem atrito",
VA2 = PB _ _u
2g 1D . [w ou
18,6'
(l)
(2)
Para um tubo real, o coeficient.e (e) que depende do desenho do tubo deve
ser introduzido. A velocidade real para o 11roblema em questão seria:
VA ==e V2g (ps/w - pAfw) = 0,98 V2g (18,6 - 15,5 = 13,8 ft/s.
A equação acima será aplicada a todos os fluidos incompressíveis. O valor
de (e) deverá ser considerado como unitário em muitos problemas de Enizenbaria.
Resolvendo (l).acima, para a pressão de estagnação em B, tenios:
PB = PA +!PY2 onde p .,; w/g. (3)
2. Temos ar escoando através de um dut.o P. um tubo de
Pitot-estático medindo a velocidade é fixado a um manômetro
diferencial contendo água. Se a deflexão do manômetro é de 100 mm,
calcular a velocidade do ar supondo-se que o pêso específico do
ar é constante e igual a 1,22 kg/m3 e que o coeficiente do tubo
é 0,98.
Solução:
Para um manômetro diferencial,
{p,t. - ps)/w = 0,100 X 103/1,22 = 82 m de ar.
Então,
V = 0,98 V 2 X 9,81 (82) = 39,.2 m/s
(vide Problema 26-28 e Capítulo 11 para considerações a respeito de velocidade
acústica).
206 MECÂNICA DOS FLUIDOS
3. Tetracloreto de carbono (densidade 1,60) escoa através de
um tubo. Um manômetro diferencial adaptado at> tubo Pitot-es-
tático mostra 75 mm de deflexão de mercúrio. Supondo-se e = 1,
calcular a velocidade.
Soluçio:
PB - PA = (0,075) (13,6 - 1,6) 103 = 900 kg/mi,
V = V 2 X 9,81 [ 900/(1,6 X 103)] = 3,32 m/s.
4. A água escoa a uma velocidade de 4,65 ft/s .. Um man&-
metro diferencial c~ntendo um líquido de densidade igual a 1,25
é adaptado· a um tubo de Pitot-estático. Qual é a deflexão ·do
líquido . indicador il
Solução:
V = e v' ~ (â p/111); 4,65 = 1,0 V 64,4 (.4. p/111) e .4. p/111 = 0,336 ft de
água.
Aplicando m princípios de man6metros diferenciais,
8,.QJ36 = (l,25 - l) h e h '"' l,34 ft de deflexão.
5. Deseawotv11 a expressão para medição de va7.ão de um gás
com um tubo de Pitot.
Solução:
O escoallEBIO de A para B na Fig. 9.1 pode ser considerado adiabático e
com uma perda desprezível. Usando a equação de Bernoulli (D) no Problema 20 ·
do Capítulo 6, de A para B, obtemos:
[ (1:~ i) =~ + ~~2 +O J -Perdas desprezíveis=
[ ( k ) ( PA. ) ( PB ) (k-1)/k ] = -.- - - +o+o • k-1 111A PA
ou
% ( k ) ( PA ) [ ( PB) (k-l)ík ] V.d~= -- -- --· -1
k -1 IDA PA
(1)
O têrmo PB é a pressão de estagnação. Esta Expressão (1) é usualm•mte
reagrupada, iubudmindo-ee a relação da velocidade em A para a v~ocidade
acústica· {e) do llaido não perturbado.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUµ>OS 207
Do Capítulo l,.a velocidade acústica e= v'EiP = v'k;ii =·V kpg/w.
· Combinando com a eqiiação (1), acima
ou
(2)
Expandindo pelo teorema binomial,
PBIPA = 1 + : c:Ar[1 +l (~Âr- _k;·2 (~Ar+ .... ]. (3)
A fim de comparar esta expressão com a fórmula (3) do Problema 1, multi-
~liquemos ambos os têrmos por PA e substituindo (kpA/c1) por PA .• obtemos:
As expressões acima aplicam-se a t.odos os fluidos compressiveis para .as
relações de V/e menores que a unidade. Para razões.:supetioteS:a ~ade, o.Odas
de choque e outros fenônÍenos ocorrerão e a suposição -~iahá&iea- Jfio .ser.i süü-
cientemente precisa e a dedução não mais se aplicará. A relação Vfc é chamada
número de Mach.
O têrmo entre colchêtes na E'}Uação (4) é maior que a unidade e os.do~ pri-
meiros ~mos fornecem uma precisão suficiente. O efeito de compressibilidade é
aumentar a pressão no ponto de estagnação acima da pressão de um fluido incom-
pressível (vide Equação (3), Problema 1). As velocidades acústiCRB ~rão discutidas
nos Problemas 26-28 no Capítulo 11.
6. O ar escoando sob condições atmosféricas (w = 1,22 kg/mª a
16°é) a uma velocidade de 100 m/s é medido por um tubo de Pitot.
Calcular o êrro na expressão de estagnação em virtude da suposição
de o ar ser incompressível.
Solução:
Usando a fórmula (3) do Problema 1 acima,
PB = PA + ~ p V' = 1,03 X 104 + i (l,22/9,81) (IOOf = 10 922 kg/m2 absol.
Usando a fórmula (4) do Problema 5 ~cima e
;,
e = V kg RT = V U (9,81) (29.,3) (289) : . • e_ = 341 m/s
PB = 1,03 X 104 + ! (l,22/9,81) (100)2 [ 1 + l (100/340,3)2 ••• ]
= 10 300 + 622 ( l + 0,023 J = 10 923 kg/m'? absol.
208 MECÂNICA DOS J'LUJDOS
O êrro na pressão de estagnação é menor do que 0,1 % e o êrro na diferença
(pB - PA} é de c&ca de 23.
7. · A diferença entre a pressão de estagnação e a ·pressão
estátiéa medida por um dispositivo PitOt-estático é de. 412 lb/ft2•
A pressão estática é de 14,5 psi e a temperatura no fluxo de ar é
de 60"F. Qual é a velocidade do ar, (a) supondo ser o ar com-
pressível e (b) supondo ser o ar iriêompressível?
e
SoJuçio:
(a} PA = 14,S (144) = 2 090 lb/ft2 . e e = V kg RT 1,4 (32,2) (53,3) (520\ ~
= l 117ft/s.
· Usand~ a Equação (2) · do Problema 5,
k l V 2 . k/(k-l)
PBf PA = [ l + ( --T-) ( cA) ]
(b} 1D = l4,5 (144)/53,3 (520) = 0,0752 lb/f't3
V= V2g(ps/w - PA!w) V= V2g(412/0,0752) = 593ft/s.
8. O ar escoa. a 800 ft/s através de um duto. A pressão
manométrica de estagnação é de - 5, 7 ft de água, considerando
condiÇões normais. A temperatura de estagnação é de 145!'F.
Qual é a pressão estática no doto ?
Sol~ ...
Como temos duas inc6gnitas Dll Equação (2) do Problema 5, consideremos
o valor do número de Mach {V/e)= 0;72. Então,
(- 5,70 + 34) 62,4 = PA ( 1 + l (1,4 - 1) (0,72)2]1.4/0.4
e PA = 62,4 (28,3)/1,402 = 1260 lb/ft2 (absoluta). Verifiquemos a suposição,
usando a i;elação adiabática:
T /T = (p I )<k-iltk . 460 + 145 = ( 28,:t X 62,4 ) o,4/i.4
B A • BPA • TA 1260 •
TA = 548° Rankine.
Também:
e= VkgRT ~ Vl,4(32,2)(53,3)(548) = 1145ft/s.
CAP. 9. MEDIÇÃO DB ~OAMENTO DE :t'LUIDOS_. 209
Então, Vfc ~ 800/1145 - 0,699
62,4X 28,3
PA "' [l + 0,2 (0,699)2] 1,4~,4 "" l 270 lb/R2 ahsol.
O grau de precisão é suficiente.
9. Um orifício padrão de 4" de diâmetro descarrega água
sob uma altura de carga de 6 m. .Qual é. o fluxo em ·m~/s?
~luçlloz
· Aplkando a equação de Bernoulli de A a B, re-
ferênda B na Fig. 9-2,
( 1 ) y.? (yf ) (O+O + 6) - t - 1 -~· = Jato + PB + O •
e, 2g 2g ta
Ma11 a altilra de carga em B é nula (como foi
dilK:~tido no Capítulo 4: Problema 6). Então,
Fig. 9-2
Também Q = Âjato Vjato. a qual, usando-se _as deímições dos coeficientes, se
transforma em:
Da Tabela 7, e = 0,594 para D = 4" e h = 20 Ct (6 m). Portanto,
10. A velocidade real na seçã() contraída de um jato de líguido
que se escoa de um o~ifício de 50 mm de diâmetro é 8,5 m/s, sob
uma altura de carga de 4,5 m: (a) qual é o valor do coeficiente
de velocidade, (b) se a descarga medida é de · 111/s, determinar
os coeficientes de contração e de descarga.
Solução:
(a) velocidade real = c0 v'2iJi 8,5 ,.j e. V,}9,62 X 4,5, _e, = 0,904
(6) Q (real)= cA V2gH; 0,011 = c[f'K·(0,05)21XV19,62X4,S c=0,595.
Sabendo-se que e = e, X ec; e,, :. 0,595/0,904 = 0,658.
~10 MECÂNICA DOS·J'LUIDOS
ll •. Através de um orifício de 2s·inm de dfâmetró temos ól~
se. esooando' à razão de 3,14 Jis sob uma altm.a de ·carga de 5,S m.
O jato choca"Se com uma parede a 1,5 m de distância do· orif"icio
e a. 0,12 m, verticalmente abaixo da línha de centro da ~ção CÓil-
traída do jato. · Calcular os ~ficientes. . ..
Solução:
(11) Q ,,,; c v'2üH. 3,14 = e [ l r (0,025)! 1 Vl9,62 (5;S) e e= ô,615.
(6) da cinemática.; . z .= Vty = gl?/2. Onde % e. y representam as coordt--
: nadas do jato, como é indicado.
ElimioamlO-fie t; ·obt.emos .z~ = (2:v1/g)y •.
Substituindo, (l,5)i =" (2 V?/9,81) (0;12) e Vre.1::'. 9,58 m/s.
EntãÔ, 9,58 - e.·"\L'2g.(5,S) e e, = 0,92. Fmalménte ~ =e/e, ,;,; 0,615/0,92 =.
= 0,668.
12. O tanque no Problema 9 está fechado; . e o espaço de ar
acima da áglla está sob pressão, ocasionando o acréscimo da vazão
para 0,075 mª/s .. Determinar a ;pressão DO espaço de ar.
Sotupa:
Q- cAov'2iii ou 0,075 ·.,. e !l r (O,lf) v' 2g (6 + p/io) •
A. Tabela 7 nos mostra que e não varia apreciàveba~nte na faixa de prenões
em estudO. Usando e = 0,593 e· resolvendo, p/m = 7,2 m de' água (o e sup()3to
· é verificado pua ·altura de carga H total). Então,
p' =-1Dh = (10'} (7,2 X 10-t) = 0,72 kg/cm2•
13. Um. oleo de densidade O, 72 escoa através de um orificio
Ar
de "3'' de diâmetro, cujos coeficientes . de
velocidade e contração são 0,95 e 0,65,
r~~pe.ct.ivamente. Q!!a! deverá ser e.. leitur~
no manômetro A da. Fig. 9.3 a fim de que a
potência no jato e seja de 8 HP?
Solução:
A velocidade. no jato pode ser calculada a partir
do valor da potência:
Potência no jato = l.D QHjato/550 =
= io (t:c Ao Vja~) (O + V'iato/2g +O)
550
(0,720) (62,4) (0,650) [ 1/4r(I/~)t1 J18 tJ2g
a.o= 550
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESC().AMENTO DE FLUlDOS
Resolvendo, Yf..to = 197 500 e V;ato = 58,2 !t/s.
Aplicando-ee a equação. de Bernoulli de· B a C, referência C,
· . [ l · J (Sil,2)2 ( (58,2)2 · . ) (pA/:.o + despr. + 9,0) - (0,9S)2 - 1 2g = O + ""2g .+ 9 .
211
e p.4./!JI = 49,5 ft de 61eo. Então, PA' "". wh/144 = (0,720 X 62,4).(49,5)/144.
P.A.1 = 15,41!'1i·
NOTA: O leitoi; não deverá confundir a altura de carga ·total. H que causa o
escoamento, com o valor de Hiato na expressão da potência. tles têm s~ficados
diferen.t.es.
14. Para o tubo curto, de 4" de diâmetro; indicado na Fig. 9-4,
(a) qual será o escoamento de .água a 75°F que ocorrerá sob uma
altura de carga de 30 ft? (b) qual A
é a altura de carga na seção B?
(e) qual a máxima altura de carga
que.poderá ser utilizada se o tubo
deverá escoar com seção plena à
saída· (cheio)? (Usar e. = 0,82.)
Solução:
Para um tubo curto padrão o íluxo
se contni em B de cêrca de 623 da área Fig. 9-4
total do tubo. A perda de carga de 1
A a B t.em sido medida por volta de. 0,042 vêzes.a taquicarga .em B.
(a) Aplicand0-8e a equação de Bernoulli de A até C, referência C,
(0 + despr. + 30) - [ 1/(0,82)2 - l] vf .. tof2g = (O + v;,.to /2g + O) e
il;a.to = 36 ft/s. &tão, Q = Âjato Vja.to =
= [ 1 X ! .1í ( + r] (3ó) = 3,14fi3/s.
(b) Aplicando-se a. equação de Bernoulli de A até B,·referênc~ B, t.emos
(O+ despr. + 30) - 0,042 Vi//2g =·(pB/w + VB2/2g +O) (A)
Também,
Q = AB VB = Ac Vc
= 36/0,62 = 58,l ft/s.
ou
Substituindo na equação (A),
·'
ec:AVB"=AVc ou V B = Vja.to/tc =
30 = pB/w + l,042 (58,lf/2g; PB/UI = - 24,4 ft d~ água.
212 :MECÂNICA DOS J'LUIDOS
(e) · Como a altura de carga que causa o esooamentÕ através do tubo curto
está aumentada, a altura de carga em B.se tornarã cada vez menor. Para escoa-
mento permanente (e com o tubo pleno à saída) a altura de carga em B não deverá
ser menor do qilé a pressão de vapor para o líquido à uma temperatura particular.
Da Tabela 1 no Apêndi91l, para a água 75°F êste valor é 0,43 psia ou cerca de 1 ft
absoluto ao nivel do mar ( - 33 Ct manométrico).
De (A) acima,
h = PB/ID + 1,042 (Vs!/2g) = - 33 + 1,042 (Vs!/2g). (B)
Tambént,
ec A Vs =- AVc = Ac. v'2fiii.
Assim,
Vs = (c,/ec) V2;ii ou Vs2/2g = (c,/ec)2 h = (0,82/0,62)2 h = l,75h.
Substituindo em (B)
h = - 33 + 1,042 (1,75 h) e, h = 40,1 ft. de água (75°F).
Qualquer altura de carga acima de 40 ft, causará ao jato o seu deslocamento
da~ paredes do tubo. O tubo funcionará então oomo .um orifício. A ca .-itação
poderá ocorrer às condições de pressão de vapor (vide Capítulo 12).
lã. Água escoa através de um tubo de 14" - à razão de 271/s
e depois passa através de um bocal colocado no final da tubulação.
O diâmetro final do bocal é de 2" de diâmetro e os coeficientes
de velocidade e contração para o bocal são respectivamente 0,950
e 0,930. Qual a altura de carga que deverá ser mantida na base
do bocal se a pressão é a atmosfériCa em tôrno do jato ?
Solução:
Aplicando a equação de Bernoulli da base do bocal ao jato.
( V:~ ) [ 1 J v? ( v? ) L+-•-+o _ -·-.-. _ 1 . 1ato= o+ 1ato+o w 2g (0,950)~ . 2g 2g
e as velocidades são calculadas a partir de Q = A V
Assim,
Vi = 0,0%70 ,...., 3,35 m/s e V-jato = 0,0270 ~ 14,3 m/s í r (0,102):t 0.930 1 í r (U.0508)2 l
Substituindo e resolvendo, p/w = 11,6 - 0,55 = 11,05 m de água.
Se usássemos a fórmula
CAP. 9 MEDIÇÃO' DE ESCOAllENTo DE ft.UIDOS .· 213
ou
14,3 - 0,95 ...! 2g [p/111 + 3,3:~1.
.../ p/111 + 0,55 . = 3,405 e p/111 '.:::'. 11,05 m de água, como antes •
. 16. Um bocal com uin diâmetro de· base de 4" e ponta de 2;,
dirigida para baixo apn:5enta uma altura de carga de 26 ft de água
em sua base. o coeficiente. de velocidade é de 0,962 e a base do
bocal está a 3 ft acima da ponta. Determinar a potência no jato
de água.
Solaçloz
Para um bocal, a meaos que e., seja d!ldo êle poderá ser considerado tinitário.
Assim Vjato.= Vi"· Antes de calcularmos a potência, devere~os determinar
Q e V. Usando a equação de Bernoulli, da base à extremidade, t.emos:
( V4
1 ) [. l ] Viz ( Vi' ) 26,0 + 2i +s - (0,%2)2 - I 2i = o+ 29+o
e
Resolvendo, V2 = 42,8 ft/s.
l'otência no jato =
w QHiato · 62,4 [1/4 r (2/12)2 (42,8)] (O + (42,8)%/'1!/ +o 1
550 = 550
PotêncÍBjato = 3.01 hp.
17. Na Fig. 9-5 temos um Venturi de 12" X 6';, por onde
passam cêrca de 1,40 ft3/s de água e um manômetro diferencial
Fig. 9-5
que indica uma deflexão de 3,50 ft. ~A densidade· do liquido indi-
cador é de 1,25. Determinar o coeficiente do medidor.
Solução:
. .
O coeficiente de um medidor Venturi é o mesmo qµe o coefíciente de descarga
(e., = 1 e assim e = e.). O coeficiente de escoamento ·K não deve ser confundido,
214 MECÂNICâ DOS J'LUIDOS
com o coeficiente do medidor e. Serio dBdas explicaçõés ·no imal do problema.
Aplicando a equação de· Bernoulli, de A a B, caso ideai. temo8:
2· (~+ V12 +o)- não há perda de carga= (Pll + Va' +o)·
.to 2g . tD 2g ..
e V122 = (AJA12)2 Va~. Resolvendo:
(sem perda de carga).
A velocidade verdadeira. (e portanto o verdadeiro ~lor do fluxo Q) será obtido
pela multiplicação do valor ideal pelo coeficiente e 40 medidor. Assim:
.1 2g (pAftD - PBftD)
Q = Aa Va =Aa c"l 1 _ (AJAu)2 • (1)
Para se obter o diferencial de pressão indicado acima, os princípios do manô-
metro diferencial devem ser uliados.
Pc =p.,'
(pAfw - %) = PBfUJ - (z + 3,5) + 1,25 (3,5) ou (pAfw - PBfUJ) = 0,875 ft.
(Substituindo~ (I); 1,49= t r (!)2 c v'2g(0,875) (1 - 1/16) e·c = O,~n8 (usar 0,98).
T
m
+ l. IK 11)
e _Q_j_
Fig. 9-6
NOTA: A Equação (1) é algumas vêzes
escrita da seguinte forma:
mento.
ou
Q = KAz v' 2g {.â p/w)
K = --;::::=c===.=-
v'1 - (AJA1)1
e
Podemos utilimr as tabelas que nos
fornecem os valores de K para obtermos
e, se isto fôr desejado. Neste liHo temos
diagramas fornecendo os valores . de e.
Os fatôres de CODversão para obtermos os valores de K, para determinadas re-
lações de diâmetros, sãoindicados em vários diagramas no Apêndice.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS · 215
18. Na Fig. 9-6 temos água escoando ascensionalmente atra-
vés de um medidor Venturi de 300 mm X 150 mm,. cujo coefi-
ciente é 0,98. A deflexão no manômetro diferencial é de 1,18 in
(líquido de densidade 1,25). Determinar a vazão em lfs.
#
Soluçio:
Verificando a equação de Bemoulli no Problema 17, notamos que para o
problema presente, ZA = O e ZB = 0,45 m.
Então
Q _ A ~ / 2g [(pA/w - ps/w) - 0,45]
- e B.1 1 - (1/2)4
Usando os· princípios do manômetro diferencial para obtermos A p/w:
pc/w = pn/w (em metros de água)
PAffD + (n + 1,18) = PBfw + m + 1,25 (l,18)
[ (pAfw - PBfw) .,.- (m - n)] = 1,18 (1,25. - 1)
[ (pA,fw - PB{W) - 0,45] = 0,295 m de água.
Substituindo na· equação para a vazão
Q = 0,98 (! r)16;150)2 V 2g (0,295)/(l - 1/16) = 0,00438 m1/s
Q = 4,381/s.
19. Temos água escoando através de um orifício de 4" em
um tubo de 8" a razão de 0,525 ft3/s. Sabendo-se que 1a tempera-
tura da água é de IOOOF, qual será o diferencial de pressão entre a
seção· a jusante e a seção contraída (vena contracta) ?
Solução:
No diagrama G do Apêndice observa-se que e' varia com o número de
Reynolds. É importante notar que o número de Reynolds deve ser calculado
para a seção do orifício e não para a seção contraída do jato ou para a seção do
tubo. Êste valor é
RE = Vo Do = (4 Q/r Do'!) Do 4 Q 4 (0,525)
11 11 = 111rDo = 11' (7,39 X 10-8) (4/12)
RE = 272000.
o diagrama e para (3 = 0,500 nos forr~ece e' = 0,604.
Aplicando o teorema de Bernoulli, da seção do tubo à do jato, t.emo$ a equação
geral para fluidos incompressíveis, como se segue:
(
2 ) 'V2 ( v? ) E!. + !!.__ + O _ [..!... _ 1] _jato = Piato + Jato + O
w .2g c.2 ' 2g w . 2g .
216 .MEC..UtICA. DOS FLUIDOS
e
Sülistituindo os t.êrmos Vs em Vjato e resolvendo,
ou
então,
~} 2g (ps/w '- Pi•to/W)
Vjato = e, 1 1 _ é'- (D, _ Da)'
_/ 2g ps/w - Piatolw
Q = A jato Vj,to = (ec A,) X e," l _ c1 (D, /Da)'
• } 2g (psfw - pjato/ID .
=.:A,., 1- é'-(DJDs)4 •
Para um orifício <'ºtn velocidade de aproximac;ão e um jato contraído, a
equação pode !!el' e!l<'rita da ·maneira mais CQn\·eniente:
c'A4 V Q = · 2g (ll p/w) ,
Vi - (D4/Ds)4 .
(1)
ou
Q=KA,V2g(t:.p/w) • (2)
onde K é chamado coeficiente de escoamento. O coeficiente e' pode ser determi-
nado experimentalmente, para uma dada relação entre os diâmetros do orifício
e o diâmetro do. tubo ou a coeficiente K pode (ler preferido.
Substituindo os símhol~ por seus valores respectivos D'.l E:inação (1), temos,
ü,525 =
0,604 X f r ( -ii-r . . . .
V · V 2g {l.l p/w)
1 - (1/2)4
e
lliJw = (psfw - pjato/w) = 1,44 ft de água.
20. Para o tubo orifício do Problema 19, qual o diferenci~l
de pressão que poderia causar a mesma vazão de terebintina a
68ºF ?-(Vide no Apêndice os valores da densidade e da viscosidade
cinemática.)
Solução:
__!Q_ 4 (0,525)
RE = 1T P Do := r (1,86 X 10-5) (4/12) = IOS OOO. Do diagrama e. para
{J = 0,500, e' = 0,607.
CAP. 9
Então,
donde
e
MEDIÇÃO DE ESCO.\llilEMTO DE FLUII>OS
0,525 = 0,607 X T/4 (4/12)!. v' 2, (.Ó. p/w)
v'1 - (l/2)4
A pfw = (psfw - Pio.to/tD) = 1,12 ft de t.erebintina
. A
1
W/i
t.>p = -- ;=
l·.U
(0;862 X 62;·1) (1.1.2}
141. = 0,530 psi.
217
21. Detetminar o fluxo de água a 70ºF através de um orifício
· ·de 6" de diâmetro instalado cm uma tubulação de 10" se a diferença
de pressão para a "vena contracta" é de 3,62 ft df' água.
Sohu;ão:
P,.._te tipo de problema foi estudado no capíLulo sôhre escoamento de fluidos
em tuho~. O ,·nlor du e' niio pode i<cr determinado, visto que o u,úmero de
Heynold14 niio pode SP.r c:ult·nlndo. Ve1ifil11ndo o diagrama C, para fJ = 0,600,
um yulor ele 0,610 poderia ·ser iiuposto para e'. Usando êst.e' valor., temos
Então,
Q = 0,610 X 1r/4 (6/12)2 v' 64,'l (3,62) = 1,96 ft3/s •
. v' l - (0,60)4
4 (J,96}
Re = 1f' (l,OS9 X 10_,') (b/l2) = 'l72 000 (tent.'ltiva).
Do diagrama C, {3 = 0,600 e' = 0,609. Rcculculando pura e',= 0,609 che-
smnns a <) = 1,9:; nª/s (o número de Reynolds não é afetado).
· NOTA ESPECIAL: O proft.,;..•;or R. Ç. BINDER da Universidade de
Purduc sugere nas páginas 132/3 da Mecânica dos Fluidos (2.ª edição) que êste
lip;; de pro!:!t:m:! n!in pre1 ·i~•1 .,.,. rf'S:.kiclo por l.rnt.<1li\'Us. Êlc propõe que linhas
espttt:iais sejam traç<tdas no grál'i<«• (níuuero lleynold;; - coeficiente). No caso
do tnlio orifício, a equação (l) •lo Problema 19 pode ser escrita .
Mas
r· V2g (llp/u•) X D-r
11 v'l' - (4!W
ou, generalizando
Re Do v' 2g (.ó..,,jw)
V= li v'1 - (Du/Dp)4
ou
Re = D• v' 2g (.Ó.p,lw)
e' 11 v'I - «~/8)4
218 MECÂNICA OOS FLUIDOS
Duas linhas retas chamadas linhas - T, devem sêr: ~çadas no ~agrama
e, uma para.REie' = 700 000. uma para RE/C' - 800 000. Para o Problema 21,
(6/12) ..; 64,4 (3,62)
Rg/c' = · "' 775 000.
1,059X10-5 V 1- (0,6)'
Com certa precisão, a linha de 775 000 corta a curva fJ - 0,600 a e' - 0,609.
A vazão Q é então calculada fàcilmente.
22. Um bocal com uma extremidade de 100 mm de diâmetro
é instalado em um tubo de ·250 mm de diâmetro. Um óleo com-
bustível médio a 27"C escoa através do bocal à razão de 100 J/s.
Considerar que a calibração do bocal é representada pela curva
fJ = 0,4 no diagrama D. Calcular a leitura do manômetró dife-
rencial se um líquido, de de0$idade 13,6, é usado como líquido
indicador.
Solocio:
A equação de Bernoulli da seção· do tubó ao jato, é semelhante à equação
obtida no Problema 17 para o medidor Venturi, uina vez que o booal é projetado
para um coeficiente de ~ntraçiio unitário.
. ~ / 2g (pA{w - ps/w)
Q = A100 V100 = A1ooc1 l _ (l00/250), •
O diagrama D nos mostra que e: varia com o número de Reynolds
V100 = ~Q__ 0,100 5 -l
A100 = i 1r (0,100)' = 12'7 ""s
e
i1- ___ 12,:!5 X 0,100
•. ,,, - 3,65 X 0,093 X 101
A curva pera fJ = 0,40 nos dá e ~ 0,993. Assim
0,100 = t 1f (0,100)2 X 0,993 J 29 (p,tjw - ps/w)
1 1 - (0,100/0,250)
(pAfw .- pB/w) ~ 5,02 m de 6leo.
(1)
Os princípios dos manômetros diferenciais nos fornecem, (usando-se a densi-
dade 'de 0,85[ tirada do Apêndice).
5,02 ~ h (13,6/0,851 - 1) e h - 0,334 m
ou h - 334 mm tleitura manométrica).
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS . 219
Depois de feita a leitura poderíamos utilizar o ·process0 apresentado no
problema precedente, isto é, supor um valor de e, calcular Q, obter o número de
Reynolds e determinar o valor de 'e na curvà apropriada no diagrama D. Se
· 0 valor ·de e fÔ8lle diferente do valor supôsto, o cálculo se repetiria· até que os coe-
fident.es se assemelhallllein. ·
23. Deduzir uma expr~o para o fluxo de um fluido incom-
pressível através de um bocal medidor e de um medidor Venturi.
Solução:
Um vez que a variação de velocidade se dá em um cÜrto espaço de tempo,
ocorrerá uma pequena troca de calor e poderemos então considerar o escoamento
~b condições adiabáticas.
O t.eorema de Bernoulli para um fluido incompressível foi estudado no Ca-
pitulo 6, equação (D) do Problema 20:
[( k ) p1 V1
2
] [( k ) PI ( p,)(k-1)/k V22 J
-- - +- + z1 - HL = -- - ~ + - + z2 . k-I 1111 2g k-I UI: PJ. 2g
Para um bocal medidor e para um medidor Venturi horizontal, z1 = z2 e
a perda de carga será considerada através do coeficiente de vazão. Também,
uma vez .que e = 1,00 temos
Então a montante V1 = W/1111 A1, a jusante V2 = W/1112 A2. Substituindo .e
resolvendo para W,
W2 W2 ( k ) (PI) [ ( /'2 )(k-1)/k]
11122 A21 - i.11112 A12 = 29 k - l 1111 l - . Pt
ou ideal W =
Pràticamente, será interessante eliminar 1112 sob o radical. Uma vez que
lll'JÍW1 = (p,}p1)lfk'
(ideal) W = w2 A2
~ (pJ1111) X (1 - (pJp1)C,,,_1l/k]l - (A.JA1'f (pJpi)2fk
(l)
O verdadeiro valor de W é obtido através da multiplicação do têrmo à direita
da equação (1) pelo coeficiente e.
220 :MECÂNICA DOS FLUIDOS
Por comparação, a t.'qUação (1) do Problema 17 e a eqUllção (1) jfo Problema 22
(para fluidos inoompressiveis) no.s fornece:
W = wQ = wA,c V2g(ilp/w)
V 1 - (A2/A1)ª
ou
W = w K A~ ../211 (A. p/w).
A equação acima poderá ser expressa sob um aspecto .mais genemlizadC),
de modo que possamos uplicá-la para fluidf.l!I compressíveis e incompressín•Íl!.
Um fator de expansão (adi'!báticu) Y é iutrodu>:ido e o valor de w1 é especificndo.
A relação fundamental, ~rá então, ·
(2)
Para fluidos ineompressíveis Y = 1. Pura fluidos t.'Ompressíveis, igualar as
expressões (1) e (2) e resolver para Y. Assim,
Êste fator de expansão y é uma função de três relações udimensionais. A
Tabela 8 indica alguua valores típi<..-os pura bucais medidores e medidor Vcnturi.
NOTA: . Os valores de Y' pard orifícios e orifíeios medidores devem ser deter-
minados experimentalmente. Os valores diferem dos valore.~ de Y acima, uma
vez que o coeficiente de contração não é unitário, nem é uma constante. Conhe-
cend()-f!C Y' a;i soluções são idêntica~ àquelas seguidas pum escoamento em bocai.~
e medidores Venturi. Como fonte de informação o leitor poderá cousultur
H.B Reynolds e J.A. Perry.
24. Temos um escoamento de ar a 80"F através de um tubo
de 4" e de um bocal de 2" de diâmetro. O diferencial de presi;iío
é de 0,522 ft de óleo de densidade 0,910. A pressão a montante
<lo bocal é àe 28,3 psi mauométrica. Quai será a vazâo em pêso
para uma leitura barométrica de 14,7 psi, (a) supondo-se que a
massa específica do ar é constante e (b) supondo-se as condii:ões
adiabáticas?
Solução:
= (28,3 + B,7) H4 =O 215 lb/f 3.
Wt 53,3 (460 + 80) ' t
Dos prii:icípios do manômctro diferendal, utilizando-se as alturas de carga
em ft de ar,
~: = 0,552 ( '::: - 1) = 0,522 ( 0,9l:,~562•4 - 1) = 137 ft de ar.
CAI'. 9 :MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS 221
Supondo- e = 0,980 e usando a equação (1) do Prohlema 22 e depois multi-
plie1tndo por wi. n6s teremos:
.!.. . .. J 2g(l37)
w = w1 Q = 0,215 X 4 . r (2/12)· (0,980) 'l i _ (2/.i)4 = 0;445 lb/s.
}'ara verificàrmos o valor do r.i. determinamos o n6mero de Reynolds e usamos
a. curva apropri11d11 no Diagrama .D. (Onde w1 = ID2 e, da Tabela lB, 11 = 16,9 X
X io-5 paro as condições normais.)
w Y·=--
• A2w2
w
Então,
4 (0,44S) = 274 000.
r (2/12) (16,9 X 14,7/43) 10""' (0,215)
Do diagrama D, e = 0,986. Recalculando, W = 0,447 lb/s,
Maiores. refinamentos de cálculo não são necessários visto que o número
'Je Reynolds não variará acentuadamente, assim como o valor de e lido no dia-
~ruma D.
(b) Calculemos primeiro a pressão e os pesos específicos:
Pt = (28,3 + 14,7) 144 = 6 200 lb/(t1
pz = (6200 - 137 X 0,215) = 6 170 lb/ft2
:i = : !~~ = 0,994 e ( :: ) k = 0,994 (vide Capítulo 1).
Então w2 = 0,214 lb/Ct3•
A Tabela 8 nos Cornece alguns valores dv fator de expansão Y mencionado
no Problema 23. Poderemos interpolar, neste caso, entre as relações de pressões
de IJ,95 e l,0 para obtermos Y para P2ÍP1 = 0,994. Para k = 1,4 e dJd1 = 0,50,
nós obtemos Y = 0,997.
Examinando o diagrama D, supomos e ·= 0,980 e verificando-se que K =
= 1,032 e, a equação (2) do Problema 23 transforma-se em:
W = w1 K A2 Y V 2g (ll.p/wi)
= (0,215) (I,032 X 0,980) X Í r (2/12)2 X 0,997 V 64,4 (137) = 0,444 lb/s.
Verificando-ae e,
4 (0,444)
r (2/12) (16,9 x 14,7/43) io-5 (0,214) = 275 000
e e = 0,986 (diagrama D, curva fJ = 0,50).
222 MECÂNICA DOS FLUIDOS
Recalculando; W = 0,417 lb/s. A precisão de cÂlculo é suficiente.· Veri-
ficamos que não houve êrro· no item (a) pelo fato de .su~rmos a massa específica
do ar constante. · · .
25. Um medidor Venturi de 200 mm X 100 mm é usado para
medir a vazão de dióxido de carbono a 200C. A deflexão da coluna
de água no manômetro diferencial é de 1 800 mm e· a leitura do
~anômetro é de 760 mm de mercúrio. Calcular a vazão em pêso,
sabend~ que a pressão à entrada é de 1,2 kg/cm 2 absoluta.
Solução:
A pressão absõluta à entrada é de 1,2 X 104 kg/m2 e o pêso específico w1
do dióxido de carbono é
1,2 X 104
W! = -1-9,-19~(-27_3_+_20-) = 2•25 kg/m3 -
A diferença de pressão = 1,8 (103 - 2,25) = 1 796 kg/m2 e portanto a pressão
absoluta na garganta = P't = 12 000 - 1 796 = 10 204 kg/m2 abs. Para obt.ermos
? pêso específico w., nós usamos PJlpi = ~~: ·= 0,85 e : = (0,85)1/k (vide
Capítulo 1).
Assim wi = 2,25_ (0,85)1' 1•3 ;; 1,99 kg/m3
W = wí K Az Yv 2g (llpfw1) em kg/s.
Usando k = 1,3 d2'd1 = 0,50 e PJ}p1 = 0,85, obteremos na Tabela 8, Y = 0,904.
Supondo-se e = 0,985 no diagrama E, e verificando-se que K = 1,032 e, obteremos
w = (2,25) (l,032 X 0,985) X l r (0,100)2 X 0,904 V 2g (1 796/2,2)
W = 2,05 kg/s.
Para verificar o valor suposto para e, determinemos o número de Reynolds
e usemos a curva apropriada no diagrama E. Do Problema 24,
4X2.05 a
r (0,100) (9,1 X 0,093 X 1,03/l,2 X 10-9) (l,99) = 1•8 X lO •
Do diagrama E, e = 0,981. Recalculando W = 2,01 kg/s.
26- Estabelecer as .relações que Jimitain a velocidade de um
fluido compressível em passagens ou tubos convergentes (velocidade
acústica).
Solução:
Desprezando-se a velocidade de aproximação na equação de Bernoulli (D)
do Problema 20, Capítulo 6, para um fluido ideal, nós obtemos:
R = _k_ (.!!!.) [1 -( P2) <k-otk].
2g k-1 W1 PI (1)
CAP. 9 lllEDIÇÃO DE F.sCOAMENTO DE FLUIDOS . 223
Também, tivesse (J12/w2)1fk sido substituído por (pJwl/lk ant.es do integração
que produziu a Equação (D), a t.aquicarga t.eria sido:
·v22 = _k_ (.!!!..) [(.El..)c1c-1)/lc _ 1]. 2g k-l ID2 J12 (2)
Se o fluido atinge a velocidade acústica e2, Seção 2, então Vi "" e2 e V22 =
= ci2 = k}J'lg/w2 (vide Capítulo 1). Substituindo na Êquação (2),
k P2 g = _k_ ( P2) [ (.El..) (k-1)/k - l],
2g1112 k-l ID2 ,/12
.E!. = (-2-)k/(k-1}
que se simplifica para PI k + 1 • (3)
Esta relação P2f p1 é chamada de relação critica de pre1Sões e depende do fluido
em escoamento. Para valores de P2fp1 iguais ou menores. que a relação crítiéa
de pressões, um gás escoará à velocidade acústica. A pressão em um jato livre
escoando com velocidade acústica igualará ou excederá a pressão que o envolve.
27. Através de um orifício de 1/2" de diâmetro na parede de
um tanque, no qual a pressão é de 110 psi e a temperatura é de 68°F,
escoa dióxido de carbono. Qual é a velocidade no jato (barômetro
padrão)?
Solução:
Da _Tabela IA, R = 34,9 e k ~ 1,3
Pl W1 =-- =
RT1
(110 + 14,7) 144 = O 0973 lb/f a
34,9 (460. + 68) • t
( P2 ) • • ( 2 ) k/(lc--1} ( 2,00 ) t,3/0,3 .
- critico = --, = ., '.!O = 0,542
'Pt,, , k + Ã, • -.~-.
Relação ( a_tmosfera ) = 14,7 = O,ll8. pressao no tanque 124,7
Uma vez que a última relação é menor do que a relação crítica de pressões,
't pressão do gás que escapa é igual a 0,542 PI·
'ortanto P2 ~ 0,542 X 124,7 = 67,5 psi absoluta
V2 = e: = V 1,3 X 32,2 X 34,9 X T2 = :v'l 460 T2,
onde·
T2/T1 = CP2fpu<1c-1v1c = (0,542)º·3/1•3 = 0,868; T2 = 45So.
Então,
V2 = Vl 460 X 458 = 817 ft/s.
224 l\tECÂ:NCCA DOS FLUIDOS
28. Através de um dut.o eni que ocorre uma variação dê
seção, temos um escoamento de nitrogênio. Em uma determinada
seção reta, a velocidade é de 360 m/s, a pres'são absoluta é de
0,84 kg/cm2 e a temperatura é de 32°C. Supondo-se que não há
perdas por atrito e que as condições são adiabáticas, (a} qual será
a velocidade em uma seção, onde a pressão é de 1,26 kg/cm2 absoluta
e (b) qual será.o número de Mach nesta seção?
Solução:
Para o nitrogêni;> ll = 30,3 m/°K e k = 1,1, da Tabela IA do Apêndice.
(a) Do Problema 20, do Capítulo 6, a Equação (D) para condiç.1es adiabáti-
caspode ser escri la:
V22 - Vi2 = _k_ (.E!.) [1 - ( P2P-1 ) (k--1)/k].
2g 2g k-I W1
onde não se coiwideru " perda de earga e : 1 ,,,; z2•
ou
Calculemos o pêso espedfko do nitrogêuio na Seção l.
w1 = J!!... = O,S4 X
104
= 0,91 kg/m3 (ou usar ~ = R Ti).
R Ti 30,3 (273 + 32) . W1
Então,
V22 _ (360)2 = __!.?! ( 0,8-, X 104 ) [l _ ( 1,26 X 10~ )º·''1·']
2g 2g 0,4 0,91 0,114 X 10~
Y2~237 m/s.
=
·v2 = 231 (b) Número de Mach ---'---• onde
C; V kg fn'2
T2 = 1 5º·288 = 1 123 305 , ' •
~2 = ( .!!!. ) (k-1)/k
.Ji 'l'l/
Então, T: = 342,5°K e NM = 237 ; NJl.l = 0,627.
VIA )(9,81 X 30,3 X 3·i2,5
~9. Desenvolver a fórmula teórica para esc.oamento sôbre um
vertedor retangular (vide Fig. 9-7).
Solução:
Considerar que a aberturd retangular na Fig. 9-7 se estendi" ao longo de tôda
a largura W do canal (b = W). Com a superfície livre de líauidr> na posição
CAP. 9 MEDIÇÃO D~ ESCOAl\lENTO DE Ji'LUIDÓS. 225
tracejada, ai>liquemos o teorema de Bernoulli enire A e ~ iaixa elementar de
Jtltura ày ·no jat.o produzido, para as condit.ões ideais, temos:
{O+ VA~/2g + y) - niio há perdas,;,. (0 t V~~tof2g+O),
~=~ T --
Á1
Fig~ 9-7
onde VA representa a velocidade média das partículas aproxi~ndo-se da ahertnra.
Assim a velocidade ideal do jat.o, Vjato = V 2g {y .f. VA2/2g)
e dQideal = dA Vjato = {bdy) Vjato = b.y 2g (y + VA2f2g)l/t dy
Existirá um vertedor se h1 .= O. Façamos ·H substituir h2 e mtroduzamos
um coeficiente de descarga e para obtermos a vazão real. . Então,
{l)
NOTAS: (l) Para abertura retangular completamente contraída, as contrações
finais causam uma redução na descarga. O comprimento b é corrigido a fim de
se adapf.llr a esta condição, e a fórmula se traruiforma em:
226 MECÂNICA ·005 FLUIDOS
(2) Para comportas altas e para a maior part.e dás aberturas contraídas,
a velocida~ de aproximação é desprezível e .
Q =- m ·(,; - ..!.c·ii) H~I!
. 10 pilra Yertedores contraídos (3)
Q = mbJI3fi · para vertedores afogados. (4)
.(3) . O coeficient.e de descarga e não é constant.e. tle depende de muitas
~-ariáv€.is que não foram incluídas na deduÇão, tais como tensão superficial,
viscosidade, massa específica, distribuição não uniforme da velocidade, escoamentos
secundários e outros.· . '
30. Deduzir a· fórmula teórica para escoamento através dE.
Então,
um vertedor triangular. Referir-
se à Fig. 9~8 ..
SOiução:
Do Problema 29,
Vjato = v' 2g (y + de8prezível V"/2g)
e
d Qideal = dA Vjato = zdy V2 gy.
Fig. 9-8 Por semelhança de triângulos,
z H-y B b = -H- e; b ~ 2 H tg ( ~2).
Qreal = (b/H) e v' 2g (B (H - y) yl/% dy. Jo .
Integrando e' substituindo,
Q = 8/15 e v2iÍ Jl5f% t.g D/2. (1)
A abertura comum nestes vertedores é de um ~riá.1gulo isósceles com o
ângulo do vértice de-900. A Expressão (1) então se transforma em Q = 4,28 cJiifi
se empregarmos g = 32,2 ft/s2· e Q ~ 2,5 cfl6# para g = 9,81 m/s2• O rtalar
médio de e é de cêrca de 0,60 para alturas de carga acima de l.ft.
N.T. - Uma fórmula de uso ·comum entre nÓllÍ é a de Thompson:
Q = 1,4 H5f% com · Q ém m3/s e H em m.
31. Durante um teste em um vertedor submerso de 3 ft de
al~ura é 8 ft de larg~a, a altura de carga era m!llltida em 1,0 ft.
Êm 38 segundos 7 600 galões de água foram coletados. Determinar
'o.fator m do vertedor.nas &mações (1) e (4) do Problema 29,
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCO..\llE~TO DE FLUIDOS 227
Soluçio:
(a). Mudança das unidades da vazão:
Q = 7 600/(7,48 X 38) = 26,7 ft3/s.
(b) Verificar a velocidade de apro:ómaçíio:
V = Q!A = 26,7/(8 X 4) = 0,834 ft/s.
Então,
V!/2g = (0,834)2/2g = 0,0108 ft.
(e) Usando (1): Q = mb [ (11 + V2/2g)'lfl - (V1/2g)3/tj
ou
26,7 = m X 8 ( (1 + 0,011)312 - (0,018)t12]
e
m = 3,28 (precisão de régua de cálculo).
Usando (4) Q = 26,7 = mbll"2 = m X 8 X (l,00)212 e m ~ 3,34 (cêrca de
J,8% maior se desprezarmos o têrmo de velocidade de aproximação).
32. Determinar o fluxo que transpõe um vertedor submerso de
3 m de comprimento por 1,2 in de altura sob uma altura de carga
de 1 m. O valor de m é 1,92.
Solução:
Uina vez que a taquirorga não pode ser calculad11. uma vazão aproximada
será,
Q = mbll"2 = 1,92 (3) (1)3/! = 5,76 m3/s.
Para '"'ta vazão, l' = 5,76/(3 X 2,2) = 0,87 m/s e
Jt-'2/2g = 0,038 m.
Usando a Equação (l) do Problema 29,
1) = l,92 (3) [ (l + 0,038)3/t - (0,038)3f2] = 6,048 m3/~.
F..ste segundo cálculo rn%tra um· aumento de 0,288 m3/s, ou seja, cêrca de
53 s<ibre o primeiro cálculo. Cálculos posterio;es somente produziram um
refinamento além dos limites de precisão da fórmula. Entretanto, para ilustração,
re.-i&1remo., a velocidade de aproximação:
V ~ 5,85/6,6 = 0,886 m/s e Jf!/2g ~ 0,04 m
e
Q = 1,92 (3) [ (1 + 0,04)s/! - (0,04)1121 = 6,05 m3/s.
33. Um vertedor submer8o com 25 ft de comprimento deve
descarregar 375 ft3/s em um canal. O fator do vertedor é m = 3,42.
Qual deverá ser a altura do vertedor (com aproximação de centésimo)
228 :MECÂNICA DOS FLUIDOS
se a profundidade de água antes do vertedor - não deve exceder
a 6 ft?
Solução:
Velocidade de aproximação V= Q/.4 = 375/(25 X 6) = 2,50 ft/s.
Então,
- [ ( (2,5)'! ) 3/2 ( (2.~)2) 3/2] 37a = 3,42 X 25 H + - 9 - - - 2-
-Y g
e H = 2,59ft.
A alturd do vertedor será Z = 6,00 - 2,59 = 30U ft.
34. Um vertedor contraído, com 1,2 m de altura, deve ser
instalado em um canal de 2,4 m de largura. A vazão máxima
sôbre o vertedor é de 1,7 m3/s quando a altura tot~l antes do ver-
tedor é de 2 m. Que comprimento teria o vertedor se tivéssemos
m = 1,8?
Solução:
·velocidade de apr:iximaçilo V = Q/A = 1,7/(2,4 X 2) = 0,354 m/s.
A taquicarga é desprezível neste caso.
Q = m (b- ...!._ H) (11\-111• 17 = 18 {b- ...!.. x oa) (08)3' 2 b = 148m 10 . • . 10 . • • .
35. A descarga de um orifício de 6" de diâmetro sob uma
altura de carga .li) n (e = 0,60) escoa para 'Um. canal retângular
e sôbre um 'vertedor contraído. O canal tem 6 ft de largura, e para
o vertedor, Zc = 5,0 ft. e b = 1,0 ft. Determinar a profundidade
de água no canal se m = 3,35.
ou
Solução:
A desrurg-d atrav(-s do orifício será:
Q = cA v' 2g h = 0,60 X f ir (tl2 v' 2g (10) = 2,99 ft3/s.
Pard o vertedor, Q = m (b - ~ fl) lf3'~ (taquicarga desprezível),
10
2,29 = 3,35 (1 - 0,2 li) u:r- :. 113/! r 0,2 fii>I! = 0,893.
Por tentativ~s sucessivas II= l,09 fl; e a prnfundidude t; igual a Z + H = 5,0 +
+ 1,09 = 6,09 ÍL
36. A vazão de água sôbre um vertedor triangular de 45°
é de 20 1/s. Para e = 0,58, determinar a altura de carga no vertedor.
CAP. 9 :MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS ~29
Solução:.
8 8 . Q = Is e V 2g (tg 6/2) H51t; 0;02 = Is (0,58) v'i9,62 (tg 22,5º) JI'fl
TI = 0,262.m.
37. Qual o comprimento de um vertedor trapezoidal (Cipol-
letti) que deveria ser construído de modo que a altura de carga
r&se 1,54 ft quando a descarga fôsse de 122 ftª/s?
Solução:
Q = 3,367 b JPP-; 122 = 3,367 b (l,54)3fl; b ~ 19 Ct.
38. Estabelecer a fórmula para determinar o tempo necessário
para baixar o nível do líquido em um tanque de se~ão reta constante
por meio de um orifício. Viàe
Fig. 9-9.
Solução:
Visto que, a altura de carga varia
com o tempo, nós sabemos que iJ V/iJt ;é O,
isto é, não temos um es<,"Oamento per-
manente. Isto significa que a equação
de energia poderia ser alterada a fim de
incluirmos um têrmo para aceleração, o
que complicaria materiàlmeute a solu-
ção. Uma vez que a altura de carga
não varia tão ràpidamente, nenhum êrro Fig. 9-9
apreciável será introduzido se supusermos
o escoamento permauen.te. desprezando-se assim o têrmo nreleração na equação de
cnc~gia. Uma Yerifit.'"<;ii<> :iproxím11d11 do êrro introduzido é feita no Problema 39.
CASO A
Não havendo abaslecimenlo externo, o fluxo instantâneoserá:
No intervalo de tempo dl, o volume elementar descurregado será Q dt. No
mesmo intervalo de tempo, a altura de c111ga decrescerá dh (ft ou m) e o \'Olume
descarregado será.:a área do tanque Ar vêzes dh.
!~alando êstes valores:
(cAoV2gh )dl = - Ardh,
230 MECÂNICA DOS FLUIDOS
onde o sinal negativo significa que h decresce com o aumentÕ de l. Solucionando
para t:
l= f'•dt:. -AT
· Ji, e Anv' 2g
ou
í"· h1f: dh Jh, •
(1) ..
Ao utilizarmos esta. expressão, poderemos usar um valor médio para o coe-
ficiente de descarga e, sem introduzinnPS uQl êrro sigaificativo no resultado.
Como "" se aproxima de zero, um vértice será formado e não teremos mais um
escoamento com o 01if"'icio pleno. Entretanto, usando-se h2 = O, na maioria
dos caSO!I não cometeremos um êrro muito acentuado.
Multiplicando-se e dividind<He a Equação (1) por (h11fl + h21f2), teremos:
(2)
Sabendo-se que o volume descarregado no tempo. (l2 - l1) é AT (h1 - hz),
a Equação (2) se simplüica para:
l = 12 _ li = volume descarregado = volume descarregado· [L:!J \3) ! (Q1 + Q2) vazão média Q [L3 r-11
O Problema 41 ilustrará um caso onde a seção reta do tanque não ê cons-
tante, porém pode ser expressa em função de h. Para outros casos fora dos obje-
tivos dêste livro, vide bibliografm sôbre Abastecimento de Água.
CASOB
Ocorrendo um constante abastecimento menor que o fluxo através do orifício:
e
onde
Qt = vazão através do orifício
Q1 ;,, vazão de abasteciment.o.
Poderíamos ter Qi maior que Qz e a altura de carga aumentaria, como deveria
llt!I' espemdo.
39. Um· tanque de 4 ft de diâmetro contém um óleo de
densidade igi.ral a 0,75. Um tubo curto de 3" de diâmetro é instalado
próximo ao fundo do tanque (e= 0,85). Em quanto tempo o
nível de óleo descerá de 6 ft acima do tubo para 4 ft acima do. tubo ?
c:.\P. 9 MEDIÇÃO DE ;ESCOAMENTO DE FLUIDOS 231
Soluçiloz
l = t,; - f1 "" 2Ar_ (h11/2 - hz1/a) "'" 2 X t r (4)z (61/!-41/2)
cAo v' 2 g . O,sS X l r (3/12)2 V' 2g
l = 33,8 segundos.
A fim de avaliarmos o eCeito aproximado da suposição de esc:Oamento perma-
nente, .ª variação da veloCidade em relação ao tempo t é estimada como:
av ~ ~ v = v'2;(6) - v'2i(4} = 8,025 (2.45 - 2) ... 0107 r 1 2 at - ~ · 33,8 33,8 • t,s .•
Isto é cêrca de 1/33 da aceleração g, o que é uma adição mínima ao termo fl.·
Tal precisio nio é necessária nesta ilustração de escoamento variável; particular-
mente quando os coeficientes de orifício não são determinado& com tal precisão.
40. A altura de carga inicial em um orifício era de 3m e
quando o e8coameilto terminou era de 1,2 m. Sob que altura de
carga H, constante, teria o mesmo orifício descarregado o mesmo
volume de água no mesmo intervalo de tempo jl considere o coe-
ficiente e constante.
·SoJuÇão:
Volume sob altura de carga decrescente = volume sob altura de carga
constante:
! e Ao v' 2g (h1112 + h2lfl) X t =
= e Ao V 2g H X t.
Súbsi.ituindo e resolvendo:
Í (Vl +v'I.2) -v' H
H = l,99m.
41. Um tanque tem a for-
ma de um tronco de cone com o
diâmetro da base superior de 8
ft e o diâmetro do fundo de 4 ft.
O fundo . contém um orifício cujo
coeficiente médio de descarga
T
10
10'
pode ser considerado igual a 0,60. t
Qual· o diâmetro do orifício que l
esvaziaria o tanque em 6 minu- · 1
tos se a altura total é de 10 ft? ------
Vide Fig. 9-10. Fig. 9-10
232 MECÂNICA DOS· FLUIDOS
Solução:
Do Problema 38, Q dl = - AT dh
e Ao V 2g /1 dt = ...,.. r r dh
e, por semelhança de triângulos, z/4 = (10 + h)/20.
Então,
(0,60 X t r do2 v'2i dt = - r (lO ~ h)i h-11i dh
do!Jdl = - 4 11' (O (10 + h)2 h-iti dh.
25 r X 0,60 y'2g Jio
Uma vez que f dt = 360 segundos,
do2 = + 4 J:1º (100 h-l/l + 20 h1' 2 + Ji3fi) dh.
360 X 25 X 0,60 V2g o
lnt.egrando e resolvendo, nós obt.emos:
d~ = 0;109 e d = 0,33 ít. Usar d = 4" (orifício).
42. Dois tanques de hases quadradas têm uma parede em
~mum na qual um orifício de 232 cm2 e coeficiente = 0,80 está
localizado. O tanque A tem 2,4 m de lado e a altura inicial acima
do orifício é de 3m. O tanque B tem 1,2 m de lado e a altura
inicial é de · 1 m acima do orifício. Qual o tempo gasto até que as
duas superfícies de água tenham a mesma altura ?
Solução:
Em um certo instant.e a diferença de nível entre as superfícies poderá ser
tomada como a aii:ura ii.
Então, Q = 0,80 X 0,0232 V 2 g h •
A variação no volume será: ·
d11 = Q dt = o,os24 v hdt.
Nest.e' int.ervalo de tempo dl, a variação. na altura de carga é dh. Cooside-
re~os que o nível do tanque A baixou de dy; então o correspondent.e acr&.:iruo
no nível do tanque Bserá a relação das áreas vêzes dy, ou (5,76/1,44) dy. Teremos
então para a variação de altura, dh = dy + {5,76/144) dy = 5 dy.
A avariação no volume, dD = 5,76 dy [ ,,; 1,44 (5,76/1,~) dy também J ou,
usando dh,
d11 = (5,76/5) dh = 1,15 dh..
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS 233
Igualando os valores de d11,
. ,- - 1 15 .r:· 0,084 v h dt = - 1,15 dh; dt = O,OS2l 2 h-
1r- dh, t = 39,5 segundos.
O :problelll{l poderia ser resolvido usand~ a descarga média expressa: em (3)
dei. Propl~ina. 38.
Qmed = ! [0,8 X 0,0232 V 2g (2)] = 0,0581 m3/s.
O nível em A desce y metros enquanto que em B sobe (5,76/1,44) y metros com
uma variação total de nível de 2 m, então y + 4y = 2 e y = 0,4 m. Assim a
variação em volume = 2,4 X 2,4 X 0,4 = 2,3 m3 e
t=
variação em volume
Qm{dió'
2,3 .
= 0,0581 = 39,5 segundos.
43. Desenvolver a expressão do tempo gasto para abaixar
o nível em um tanque, comporta ou canal por meio de· um vertedor
submerso.
Soluçio:
Q dt = - AT d H (como antes) ou (m L ff3ll) dl = - AT dH.
Então,
ou
44. Uma calha retangular, com 15 m de comprimento por 3m
de largura, ·alimenta um vertedor submerso sob uma altura de .carga
de 0,3 m. Se o abastecimento para a . calha é cortado, qual _será
o tempo necessário para que a altora de carga no vertedor desça a
100 mm? Usar m = 1,85
Soluçio:
Do Problema 43,
2 (15 X 3) [ l 1 ] t = 1 85 X 3 ---= - -=- = 21,7 segundos.
• VO,l V0,3
45. Determinar o tempo necessário _para estabelecer o cscoa-
mentc em uma tubulação de comprimentO L sob uma altura de
234 MECÂNICA DOS FLUIDOS
carga constante H, descarregando-se na atmosfera,- supondo-se um
tubo inelástico, um fluido incompressível e um coeficiente de atrito j.
SoluÇloi
A velocidade final Vj pode ser determinada através da equação de Bernoulli,
Nesta equação, as perdas menores são representadas pelos tênnos k Vi 2/2g,
e a enerpa no jat.o na extremidade d11 lobulação é a energia cinética representada
por V//2g. F.sta equação poderá ser reescrita na forma,
[ H - j LE V1i J = O d 2g ' (l)
onde LB é. o comprimento equivalente do· tubo para o 1<istema (vide Problema 6,
Capítulo 8).
Da equação de Newton para o movimento, em qualquer instante,
dV w dV
w (A H.) = M- = - (A L) -· dt g dl
onde H é a altura efetiva em qualquer instante e V é função do tempo e não do
compriment.o. Reagrupando a Equação,
dt = w-A L fdV
gwAH. ou
dl=~.
gH.
(2)
Na Equação (1), para todos os valores intermediários de V. o t.êrmo Pntrp
colchêtes é diferente de zero, mas é a pressão efetiva disponível farn cau>i&r a
aceleração do líquido. A Expressão (2) pode ser escrita:
f dt = f g ( H ~: ~ ~) = f g (1 !:/ * d-~ !:/ fg r (3A)
De (1)
JLE H J f LdV
2gd = Vf' dl= g(H-HYitv/)' (38)
ou
(
1
L lv' Vl }o dt = li H o Vf - ~ dV.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE FLUIDOS 235
Integrando,
l = LVj ln ( VJ +V ·).
2gH Vj- V (4)
Notamos que! .conforme V se aproxima da velocidade final Vj,. (Vj ·= V)
tende para zero. Assim, matemàticamente, o tempo l tenderá para inímito.
A Equação (38) poderá apresentar ní\vn Rsoecto, seusarmo8 o simbolo fi
para a relação V/Vj. Então, . .
Usando
Integrando,
dV gH gH •
- = - (l - V2JV/&) = - { 1 - e?·) dl L . L .
Y = Vj cP ; ~~ .. Vj (dc?/dt), nós obtemos:
de?
l - q,·i
.lJ (I+c?) = gHt +e.
2n 1-cP VjL •
e quando t = O, C = O. Então,
l + cP e·?11 Hl/VJC..
l - cP
(5)
Usando funções hiperbólicas, cp = tg h (g Hl/Vj L) e uma vez que .. = V/Vj,
gHt V= V1tgh--·
VtL
(6)
A vantagem da Expressão (6) é que o vaior da veiociàade V em i.êcmúS <la
velccidade finei Vj pode ser calculada para qualquer tempo escolhido.
46. Simplificar a Equação (4) do problema precedente, a fim
de determinar o tempo necessário para estabelecer um fluxo tal
que a velocidade seja de (a) 0,75; (b) 0,90 e (e) 0,99 vêzes a
velocidade final V1.
Solnçio:
(a) t = L Vj ln [ V1 + 0,75 V1] = ( L Vj ) (2 3026) log 1,75 = ?.q H Vj - 0,75 V1 2gH ' 0,25
= 0973 LVJ
' uH.
[ã1sÜÔrÊêà CENTRAL -ue;
236 MECÂNICA DOS FLUIDOS
(b) LV1 1,90 ( LVj) 1,90 LVj t = 2 gH ln O,IO = 2 gH (2,3026) log O,lO = 1,472 gH
(e) L Vi 1,99 ( LV1) 1,99 ? L 1'f t = 2 g H ln 0,01 = 2 g H (2,3026)log • 0,01 = -,647 gH .
47. A descarga de água de um tanque é feita através de
600 m de uma tubulação de 300 mm de diâmetro (j = 0,020). A
altura de carga é constante e igual a 6 m. As válvulas e conexões
ao longo da linha produzem uma perda de carga de 21 (V2/2g).
Após a abertura de uma válvula, qual será o ·tempo necessário
pàra se atingir uma velocidade igual a 90% da velocidade final ?
Solução:
Aplicando a equação de Bernoulli, da superfície do tanque à extremidade
do tubo,
(O+ o+ H) - [f (L/d) + 211 V1/2g =(O +·vz12u +O),
ou
H = [ 0,020 (600/0,3) + 22] Jf'!/Zg = 62 Y:J2g.
EntW, usando o mesmo procedimento apresentado no Problema 6 do
Capítulo 8,
62 (V2/2g) = 0,02 (Le/0,3) (V2/2g).
ou
Ls = 930m.
Visto que a Equação (4) no Problema 45 não contém LE, a velocidade deverá
ser calculada, como se segue:
H J Ls Vr ..... / 2 gd~ ...f 19,62 (0,3) (6) = T2g ou Vj = l j Lg "'.' l 0,02 (930). = 1,375 m/s.
Substituindo em (b) do Problema 46, temu..'
t = 1,4';2 LgHVi = 1,472 (600) (I.375> = 20,6 segundos. (9,81) (6)
48. No Problema 47, quais seriam as velocidades atingidas
em 10 e 15 segundos?
Solução:
Na Equação (6) do Problema 45, calcular g H t/YJ L.
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE J'LUIDOS
9,81X6X10
Para 10 .segundos, l,3S X~ = o,71.
Para 15 segundos,
9·~~: ~ :0:5 .= 1,065.
Usando i>. tabela de fun~ hiperb61icas e a equação (6),
V = Vj tgh H t/Vj L, n6s obteremos,
para 10 segundos, V m 1,38 tgh 0,71 = 1,38 X 0,616 = 0,850 m/s.
para 15 segundos, V = 1,38 tgh 1,065 = 1,38 X 0,7869. = J,086 m/s.
237
Verificamos que o valor de V/Vj é representado pelo valor da tangente hi-
perbólica. Na solução acima, em 10 e 15 segundos são atingidos respectivamente
61,5% e 78,6% da velocidade final.
PROBLEMAS S{Jl>LEMENTARES
N.T.: Os valores de m nos Problemas 71 a 77, 82 e 83. sã9 foi:necidas para
g = 32,2 ft/s1 e g = 9,81 m/s2• ·
49. A terebintina a 680F escoa através de uma tubulação na qual um tubo
de Pit.ot-estático, com o coeficiente de 0,97, é colocado pr&ximo à sua linha de
centro. O manômetro diferencial, que contém mercúrio; indica uma deflexão
de 4". Qual é a velocidade na linha de centro d~ tubulação ou velocidade central?
Re11p.: 17,3 ft/s.
50. Através de um tubo de Pit.ot-estático temos ar eseoando !à velocidade
de 60 ft/s e a 1200F. Se o coeficiente do tubo é 0,95, qual a leitura diferencía1
de água esperada, supondo-se o pêso eiipecífico do at constante à pressão atmos-
férica i'
fle11p.: 0,816".
51. A perda de carga através de um oriííc10 de 2" de diâmetro .. oh uma
certa altura de carga é 0,540 ft e a velocidade da água no jato é de 22,5 ft/s. Se
o coeficiente de descarga é 0,61, determinàr a altura de carga que ocasiona ·o es-
coamento, o diâmetro do jato e o coeficiente de veloeidade.
Resp.: 8,39 ft; 1,59"; 0,97.
52. Qual é o orificio padrão 11ecessário para termos uma descarga de 0,56 ft3/s
de água sob uma altura de carga de 28,5 ft?
Resp.: 2".
53. Um orifício de borda viva tem um diâmetro de l" e coeficienteil de
velocidade e contração de 0,98 e 0,62, respectivamente. Se o jato cai de 3,08 ft,
238 MECÂNICA .DOS FLUJDOS
em uma distincia horu.ontal de 8,19 rt, determinar o nuxo -em ft.3/s e a altura
de carga no orlrlCio. · ·
Rap.: 0,0632 ft.3/s; 5,66 ft.
/·
M. A partir de ·um .orifício de 3" d"' diimetro na parede de um tanque
feéhado, temos um escoamento de óleo de densidade igual 0,8 à razão de 0,911 ft1/s.
O diâmetro do jat.o é de 2,305". O nível do óleo é de M,5 ft. acima do orificio
e a pressão do ar é equivalente a ( - 6") de mercQrio. Determinar os 3 coefi-
cientes do orirlCio •
. Rap.: 0,580; 0,590; 0,982.
55. Na F"ig. 9-11, o orirJCio de 3" de diâmetro tem coeficientes de velocidade
e contração de 0,950 e 0,632, res~tivamente. Determinar (a) o fluxo para
clefle:mo indii:ada do mercúrio e (b) a po~ncia no jato.
Rap.: 1,04 ftª/s; 2,06 hp.
_El.6,679
_ El.4.989
F' •• 9-ll
.. : 0,96
0.:1,00
Fig. 9-12
_El.1,00
36. Na r._ 9-12. temos óleo combUBtível pesado a 6&>F escoando at.ravéS
do orifício de 3" de diâmetro na extremidade do tubo, e&U88ndo a deflexão do
oiercfuio no lllllD&netro. Determinar a pot.ência no jato.
Rap.: 2,90 hp.
57. Algumas vêzes certas locomotivas a vapor abastecem-'le de água através
uma concha que afunda em um tanque longo e estreito situado entre os trilhos.
Se a elevação no tanque é de 9 ft a que velocidade deve o trem se locomover; em
1nph (desprezar o atrito)_?
Bup.: 16,4 mpb.
58. Atr a 60-F escoa através de um largo duto e a partir daí através de um
furo de 3" de diâmetro, feito em um metal fino (e = 0,62). Um man&netro-U
contendo água registra l,25". Considerando o pêso específico do ar collStaote.
qual SP.rá a vazão em pêso, através da abertura i>
Rap.: 10,3 lb/min.
W. Um ólet> de densidade 0,926 e viscosidade 350 Saybolt-segundos escoa
atra-. éS ele um tubo orifício de 3" de diâmetro colocado em uma tubulação de
CAP. 9 MEDIÇÃO DE ESCOAMENTO DE l'LUIDOS 239
5" de diâllldtro. O manômetro diferencial.registra uma queda de pressão de
21,5 psí.
0
Det.enninar o . fluxo Q.
Re1p.·: 1,93 Ct1/s.
60. Um bocal com uma extremidade de 2" de diâmetro é rlXlldo ao terminal
de uma tubulação horizontal de 8'; de diimetro. Os coeficientes de veloeidade
e de contração são respectivament.e 0,976 e 0,909. 'ijm manômetro, flXlldo à
base do bocal e localizado. a 7 ,lft acima da sua linha de ~ntro indica 32 psi.
Det.ermioar o fiuxo de água em ft3/s.
Rup.: 1,40 ft3/s.
61. Quando o fluxo de água através de um Diedidor Venturi hori-
zontal de 12" X 6" (e = 0,95) é de 3,93 Ct.3/s, qual será à deflexão do mercúrio
no manômetro diferencial fixado ao medidor?
Rup.: 6,18".
62. Quando ·4,2 ft3/s de água escoam através de ~m medidor Venturi de
12" X 6" o manôínetro diferencial indica uma diferença de pressão de 7,2ft. Qual
é o coeficient.e de descarga indicâdo para o medidor~
Rup.: 0,96-i.
63. A perda de carga da entrada à garganta de um medidor Venturi de
10" X 5" é 1/16 vêzes a taquicarga na.garganta (taquicarga DO estraagulament.o).
Quando o mercúrio no manômetro diferencial í1Xado ao Diedidor; indicar 4",
qual será a vazão de água indicada ?
Re11p.: Q = 2,.23 rt3/s.
64. Um medidor Venturi de 12" X 6" (e = 0;985) transporta 2 ft3/s de
água com urna ~itul'!l no manômetro diferencial de 2,08 Ct. Qual é a densidade
do liquido indicador ? -
Re1p.: 1.,75.
65. Através de um medidor· Venturi de 12" X 6" t.emos uma vazão em
pêso de 16,5 lb/s de metano a 6QoF. A pressão à entzada do medidor é de 49,5 psi.
Usando k ~ 1,31, R = 96,3 ft j•R; " = 1,94 X: líi-~ it!js a .urwt &t.nusfe;&