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RELAÇÃO FUNCIONAL Sobre a faculdade Propósito Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor. Missão Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses es- pecialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras. Visão Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Estar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e internacional. Valores Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora. Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da em- presa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo. Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regula- mentações e legislações vigentes. Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons relacionamentos. Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de justificar as nossas ações e decisões. ©Copyright Nepuga | 2024 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada, reproduzida ou armazenada em qualquer forma ou meio, seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc, sem a permissão por escrito da Instituição. 1. Introdução ............................................................................................................................ 4 2. Relação Funcional do Tegumento com os outros Sistemas Orgânicos .......................... 6 2.1 RELAÇÕES COM O SISTEMA ENDÓCRINO .................................................................. 6 2.1.1 Relações da Tireoide com o Tegumento ............................................................... 9 2.1.2 Relações das Glândulas Suprarrenais com o Tegumento ..................................11 2.1.3 Relações das Gônadas com o Tegumento ............................................................11 2.2 RELAÇÃO DO SISTEMA VASCULAR COM O TEGUMENTO ........................................ 12 2.2.1 Procedimentos Estéticos e a Vasculatura Cutânea ............................................ 13 2.2.2 Participação do Tegumento na Regulação da Pressão Arterial Sistêmica ......14 2.2.3 Patologias e Complicações ................................................................................... 15 2.3 RELAÇÃO DO SISTEMA DIGESTIVO COM O TEGUMENTO ....................................... 15 2.3.1 Microbiota Intestinal e Melasma .........................................................................16 2.3.2 Microbiota Intestinal e Outras Manchas da Pele ............................................... 17 2.3.3 Melhora da Saúde da Microbiota Intestinal ....................................................... 17 2.4 RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NEURAL E O TEGUMENTO .......................................18 2.5 A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM CORPORAL E SUAS IMPLICAÇÕES ESTÉTICAS: EX- PLORANDO A SÍNDROME DO DIMORFISMO CORPORAL ...............................................21 2.6 CICLO SONO-VIGÍLIA E SUA INFLUÊNCIA NA ESTÉTICA: EXPLORANDO AS FASES DO SONO ............................................................................................................................ 22 2.7 A INFLUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO SOLAR E DOS DANOS CAUSADOS PELA RADIAÇÃO UV NA PELE ....................................................................................................................... 25 2.8 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO ...................................................................................27 3. Conclusão ........................................................................................................................... 30 Referências bibliográficas .....................................................................................................31 Sumário 4 Relação Funcional 1 Introdução A pele, o maior órgão do corpo humano, desempenha funções vitais que vão muito além de servir como uma simples barreira protetora. Suas interações com outros sistemas fisiológicos são complexas e essenciais para a manutenção da homeostase e da saúde geral do organismo. Esta interconexão multifacetada se manifesta através de várias vias, desde a percepção sensorial mediada pelo sis- tema nervoso até a regulação imunológica, circulatória, endócrina e digestiva. Entender essas relações é fundamental não apenas para a dermatologia e a esté- tica, mas também para uma abordagem holística da medicina, que reconhece a importância de todos os sistemas corporais trabalhando em harmonia para sus- tentar a saúde e o bem-estar (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023). Ela tem uma relação íntima e complexa com o sistema nervoso. Este relacio- namento é evidenciado pela presença de uma vasta rede de terminações nervosas na pele, que são responsáveis por perceber estímulos táteis, térmicos e dolorosos. Essas terminações enviam sinais ao sistema nervoso central, onde são proces- sados e interpretados. Além disso, a pele contém receptores para neurotrans- missores como a serotonina e a dopamina, que podem influenciar a percepção da dor e a sensação de bem-estar. Condições dermatológicas como a psoríase e a dermatite atópica são frequentemente exacerbadas por fatores emocionais e de estresse, demonstrando a conexão bidirecional entre a pele e o sistema nervoso (Roosterman et al., 2006). O sistema imunológico e a pele trabalham em conjunto para proteger o corpo contra invasores externos. A pele atua como uma barreira física, impedindo a en- trada de patógenos. Além disso, ela contém células imunológicas como os quera- tinócitos, os macrófagos e as células de Langerhans, que são essenciais na defesa imunológica. Quando a pele é danificada ou infectada, essas células detectam e respondem aos patógenos, iniciando uma resposta imunológica. As condições cutâneas inflamatórias, como eczema e psoríase, são reflexos de disfunções imu- nológicas, onde a pele se torna um campo de batalha para o sistema imunológico hiperativo (Eyerich; Eyerich, 2018; Pasparakis; Haase; Nestle, 2014). 5 Relação Funcional 5 O sistema circulatório desempenha um papel crucial na manutenção da saúde da pele. A pele é altamente vascularizada, recebendo nutrientes e oxigênio atra- vés do sangue, o que é vital para a sua regeneração e reparação. Além disso, os capilares na pele ajudam na termorregulação, dissipando calor através da vaso- dilatação ou conservando-o pela vasoconstrição. Problemas circulatórios podem manifestar-se na pele de várias formas, como na cianose, onde a pele assume uma coloração azulada devido à falta de oxigênio, ou em úlceras de pressão, cau- sadas por uma circulação inadequada. (Yoo et al., 2020) O sistema endócrino influencia a pele de diversas maneiras através da se- creção de hormônios. Hormônios como a testosterona e o estrogênio têm um impacto direto na produção de sebo, na elasticidade e na hidratação da pele. Al- terações hormonais podem levar a condições como acne, hirsutismo e melasma. Além disso, a pele possui a capacidade de produzir hormônios, como a vitamina D, que é sintetizada quando a pele é exposta à luz solar. A vitamina D é crucial para a saúde óssea e a função imunológica, demonstrando a interdependência entre a pele e o sistema endócrino (Thornton, 2002). A saúde da pele está intimamente ligada ao funcionamento do sistema diges- tivo. Nutrientes essenciais para a pele, como vitaminas, minerais e ácidos graxos, são absorvidos pelo trato gastrointestinal. Deficiências nutricionais podem se manifestar na pele como secura, descamação e perda de elasticidade. Além disso, a microbiota intestinal tem um impacto significativo na saúde cutânea. Estudos mostram que um desequilíbrio na microbiota intestinal, conhecido como disbio- se, pode levar a condições inflamatórias da pele como acne e rosácea. Assim, uma alimentação equilibrada e a manutenção de uma flora intestinal saudávelsão fundamentais para a integridade e beleza da pele (Bowe; Logan, 2011). 6 Relação Funcional 2 Relação Funcional do Tegumento com os outros Sistemas Orgânicos 2.1 RELAÇÕES COM O SISTEMA ENDÓCRINO O sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, desempenha um papel crucial na regulação dos processos homeostáticos do organismo. Constitu- ído pelas glândulas endócrinas que secretam hormônios, termo de origem grega que significa "estimular", o sistema endócrino é fundamental para a manutenção do equilíbrio fisiológico. Os hormônios são substâncias químicas liberadas na cor- rente sanguínea, atuando em locais específicos por meio da interação com recep- tores localizados nas células-alvo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). A pele, ou tegumento, além de ser um alvo para a ação hormonal, também possui a capacidade de sintetizar hormônios. Para os profissionais da área esté- tica, o conhecimento aprofundado da fisiologia do sistema endócrino é essencial. Tal conhecimento permite a orientação adequada dos clientes ou pacientes, ga- rantindo condutas corretas frente às alterações hormonais que podem influen- ciar tratamentos estéticos, especialmente aqueles relacionados à gordura cor- poral, acne, hiperpigmentações, flacidez e rejuvenescimento facial (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002; Zouboulis, 2009). Os processos fisiológicos, como digestão, respiração, circulação e excreção, são interdependentes do sistema endócrino. Este sistema atua como um contro- lador químico das funções orgânicas, liberando hormônios na corrente sanguínea que são transportados até seus locais de ação. Os hormônios podem atingir as células dos órgãos-alvo de duas maneiras distintas: os hormônios à base de ami- noácidos ou proteicos agem na superfície das células-alvo através de receptores específicos na membrana celular, enquanto os hormônios esteroides, devido à sua natureza lipossolúvel, atravessam a membrana plasmática e atuam em re- ceptores intracelulares (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Quando os hormônios são secretados pelas células do sistema endócrino, sua atividade deve ser rigorosamente controlada. Este controle é exercido pelo mecanismo de feedback, que pode ser positivo ou negativo (mais comum). O feedback negativo limita a produção excessiva de hormônios, ocorrendo 7 Relação Funcional 7 quando há uma diminuição do estímulo que informa a necessidade de liberação ou inibição hormonal. Por outro lado, o feedback positivo amplifica o estímulo que informa a necessidade de liberação ou inibição hormonal (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Abaixo, são listados alguns dos hormônios sintetizados pela pele, juntamen- te com suas respectivas funções (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002): Melatonina: Atua como agente antienvelhecimento, possui propriedades antioxidan- tes que combatem os radicais livres e inibe a síntese de melanina, contribuindo para a uniformidade do tom da pele. Testosterona: Estimula a secreção das glândulas sebáceas, promovendo o espessa- mento da camada córnea, o que pode influenciar a textura e a oleosidade da pele. Estrogênio: Previne o declínio das fibras colágenas e elásticas, aumenta a retenção de água na pele, eleva a concentração de ácido hialurônico e mucopolissacarídeos, e me- lhora a vascularização, contribuindo para a manutenção da elasticidade e hidratação da pele. Cortisol: Inibe a divisão dos queratinócitos e dos fibroblastos, reduzindo a síntese de colágeno, ácido hialurônico e glicosaminoglicanos (GAGs), o que resulta na diminuição da matriz extracelular da pele. Tiroxina: Regula a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, influenciando a produção de sebo e suor. Hormônio do Crescimento (GH): Estimula a renovação celular, promovendo a repara- ção e regeneração da pele. α-MSH (Hormônio Estimulador de Melanócitos): Estimula a produção de melanina nos melanócitos, contribuindo para a pigmentação da pele. Em relação a outros hormônios, pode-se citar a leptina, um hormônio pro- teico pequeno, composto por 167 resíduos de aminoácidos e com uma massa mo- lecular de aproximadamente 16 kDa, sintetizado principalmente nos adipócitos da gordura branca. Este hormônio desempenha diversas funções vitais, incluindo 8 Relação Funcional a regulação do comportamento alimentar, ativação do sistema nervoso simpático e ações antiobesidade. A leptina também possui propriedades protogonadotró- ficas, influenciando a função reprodutiva. A produção e secreção da leptina são moduladas por processos que ocorrem no sistema nervoso central (SNC), espe- cialmente no hipotálamo, onde a leptina exerce um feedback negativo regulando a ingestão alimentar e o gasto energético (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). A grelina, por outro lado, é um hormônio peptídico descoberto relativamente recentemente, há cerca de 15 anos, por cientistas japoneses. Composta por 28 aminoácidos, a grelina é predominantemente produzida pelas células do estôma- go. Este hormônio é conhecido por estimular o apetite e desempenha um papel crucial na regulação de curto prazo do balanço energético. Durante períodos de jejum prolongado ou hipoglicemia, as concentrações de grelina no sangue au- mentam significativamente, promovendo a sensação de fome. Após a alimen- tação, os níveis de grelina diminuem, sugerindo uma estreita relação entre este hormônio e os estados nutricionais de curto prazo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Estudos científicos têm demonstrado que as concentrações de grelina no san- gue estão mais relacionadas aos tipos de nutrientes ingeridos do que à quantidade de alimento consumido. Após refeições ricas em carboidratos, que resultam em uma maior liberação de insulina, observa-se uma diminuição nos níveis de grelina. Em contrapartida, refeições ricas em lipídios, que liberam menos insulina, estão associadas a níveis mais elevados de grelina. Isso indica uma complexa interação entre os macronutrientes da dieta e a secreção de grelina, modulando o apetite e o equilíbrio energético (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Além de grelina e leptina, outros hormônios intestinais também desempe- nham papéis significativos na regulação do apetite e da saciedade. Por exemplo, o hormônio peptídico YY (PYY) é liberado pelos intestinos após a passagem dos ali- mentos e atua no cérebro para ativar os centros de saciedade, reduzindo a fome. Carboidratos simples, como batatas e doces, são absorvidos rapidamente antes que o PYY possa ser liberado em quantidades suficientes, levando à conversão excessiva de carboidratos em gordura armazenada. Em contrapartida, proteínas e gorduras, especialmente as provenientes de carnes, promovem uma liberação mais rápida de PYY, induzindo uma sensação de saciedade mais precoce (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 9 Relação Funcional 9 Entre os hormônios cuja produção é regulada pelo eixo hipotálamo-hipofisá- rio, o cortisol é particularmente notável devido aos seus efeitos abrangentes no organismo. A síntese do cortisol é estimulada pelo hormônio adrenocorticotró- fico (ACTH), liberado pelo lóbulo anterior da hipófise em resposta ao hormônio liberador de corticotrofina (CRH) secretado pelo hipotálamo. O cortisol ajuda a controlar o estresse, reduz inflamações, contribui para o funcionamento do sis- tema imunológico e mantém níveis constantes de açúcar no sangue e pressão arterial. Seus níveis no sangue variam ao longo do dia, correlacionando-se com a atividade diária e os níveis de serotonina, que é responsável pela sensação de prazer e bem-estar (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Durante períodos de estresse, há um aumento na secreção de cortisol e adre- nalina, preparando o organismo para enfrentar situações de emergência. Este aumento hormonalpode levar a várias reações cutâneas, incluindo aumento da sudorese, mudanças na circulação sanguínea que causam palidez ou rubor, au- mento da secreção sebácea e ereção dos pelos. O estresse crônico pode compro- meter a função imunológica da pele, facilitando a instalação de doenças cutâneas para as quais o indivíduo tenha predisposição genética. Além disso, o cortisol pode contribuir para o acúmulo de gordura abdominal, especialmente após epi- sódios de estresse intenso, devido ao aumento do desejo por alimentos ricos em açúcar e gordura, influenciando assim o ganho de peso (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 2.1.1 Relações da Tireoide com o Tegumento A tireoide é uma glândula em formato de borboleta, composta por dois lobos, localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou gogó). Com um peso aproximado de 15 a 25 gramas em adul- tos, é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. A tireoide exerce funções críticas, influenciando órgãos vitais como o coração, cérebro, fígado e rins. Além disso, desempenha um papel fundamental no crescimento e desenvol- vimento de crianças e adolescentes, regulação dos ciclos menstruais, fertilidade, controle de peso, memória, concentração, humor e equilíbrio emocional. O bom funcionamento da tireoide é essencial para manter a homeostase e a harmonia do organismo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 10 Relação Funcional A tireoide produz dois hormônios principais: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), que atuam em praticamente todos os sistemas do corpo humano. Quando a tireoide não funciona adequadamente, pode liberar hormônios em excesso (hi- pertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo), resultando em diversas disfunções sistêmicas. O hipotireoidismo é caracterizado por uma pro- dução insuficiente de hormônios tireoidianos, geralmente devido à Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que faz com que o corpo ataque a própria ti- reoide. Esta condição é mais comum em mulheres e idosos, manifestando sinto- mas como cansaço, queda de cabelo, pele seca, constipação e perda de memória. No hipotireoidismo, as glândulas sudoríparas e sebáceas diminuem sua ativida- de, resultando em pele seca, rachada e descamada. Em alguns casos, a pele pode adquirir uma tonalidade verde-amarelada com rubor arroxeado nas bochechas. O hipotireoidismo também está associado ao vitiligo, embora este possa ter outras causas (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). O hipertireoidismo, por outro lado, é caracterizado por uma produção exces- siva de hormônios tireoidianos, comumente devido à Doença de Graves, um bó- cio difuso tóxico. O consumo excessivo de hormônios tireoidianos também pode causar sintomas de hipertireoidismo. Entre os sintomas mais comuns estão ner- vosismo, irritabilidade, transpiração excessiva, pele fina, cabelos finos e dores musculares. Podem ocorrer tremores nas mãos, aumento da frequência cardíaca e perda de peso, apesar do aumento do apetite. Nas mulheres, pode haver dimi- nuição do fluxo menstrual. Na Doença de Graves, os olhos podem parecer maio- res devido à retração da pálpebra superior. No hipertireoidismo, as glândulas su- doríparas e sebáceas produzem mais do que o necessário, tornando a pele oleosa e pegajosa, e podem surgir manchas frequentes e generalizadas no rosto ou em outras partes do corpo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). Os hormônios tireoidianos desempenham um papel crucial na regulação do metabolismo basal e na adequação entre ingestão e gasto calórico. Durante uma dieta hipocalórica, a perda de peso é mais significativa nas primeiras semanas devido à grande diferença entre a ingestão reduzida e o gasto calórico elevado. No entanto, com o tempo, os níveis de T3 e T4 se ajustam à nova condição, resultan- do em uma diminuição da taxa de perda de peso. Eventualmente, o gasto calórico se equilibra com a ingestão calórica, cessando a perda de peso. Portanto, para um 11 Relação Funcional 11 emagrecimento efetivo e sustentado, é essencial combinar a dieta com exercícios físicos, que induzem picos frequentes de hormônios tireoidianos, mantendo a taxa metabólica elevada e promovendo um desequilíbrio contínuo entre ingestão e gasto calórico (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 2.1.2 Relações das Glândulas Suprarrenais com o Tegumento As glândulas suprarrenais são vitais para o organismo humano, regulando o metabolismo de sódio, potássio e água, além do metabolismo de carboidratos e as respostas ao estresse. As suprarrenais produzem vários hormônios, incluindo aldosterona, adrenalina, noradrenalina e cortisol. A aldosterona promove a re- tenção de sódio, o que afeta profundamente o equilíbrio dos líquidos corporais. Adrenalina e noradrenalina, liberadas em resposta a fortes emoções como susto ou medo, provocam constrição dos vasos sanguíneos, aumento da pressão arte- rial e elevação dos batimentos cardíacos. O excesso de produção de hormônios suprarrenais pode levar à Síndrome de Cushing, caracterizada por deposição de gordura no abdômen, fraqueza muscular, estrias avermelhadas, aumento de pe- los, hematomas espontâneos e aumento de gordura na face e pescoço. A Doença de Addison, causada pela insuficiência de hormônios suprarrenais, resulta em fraqueza, perda de peso, dores abdominais leves e escurecimento de áreas da pele e mucosas (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 2.1.3 Relações das Gônadas com o Tegumento As gônadas, representadas pelos testículos nos homens e ovários nas mu- lheres, são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais. Nos homens, os testículos produzem andrógenos, incluindo testosterona e androsterona, que mantêm as características sexuais secundárias e são essenciais para o desen- volvimento genital, maturação do esperma e crescimento de pelos corporais. A testosterona, influenciada pelo hormônio luteinizante secretado pela hipófise, estimula a secreção das glândulas sebáceas e o espessamento da camada córnea da pele. Nos tecidos cutâneos, parte da testosterona é convertida em estradiol, tendo efeitos similares aos estrógenos (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thor- nton, 2002). 12 Relação Funcional Nas mulheres, os ovários produzem estrógenos, hormônios esteroides que regulam o ciclo menstrual, a ovulação e o desenvolvimento dos caracteres se- xuais secundários. Além dos ovários, os estrógenos são sintetizados pela pla- centa durante a gestação e pela glândula suprarrenal. Os estrógenos previnem o declínio de fibras colágenas e elásticas, aumentam a retenção de água na pele, melhorando a barreira epidérmica, e promovem a vascularização superficial, au- mentando a irrigação da pele. Além disso, eles inibem a perda transepidermal de água, contribuindo para a manutenção da hidratação e integridade da pele (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Thornton, 2002). 2.2 RELAÇÃO DO SISTEMA VASCULAR COM O TEGUMENTO O sistema vascular cutâneo, localizado na derme, é essencial para a nutri- ção da epiderme, que recebe nutrientes através da difusão a partir do interstício dérmico. A rede vascular da pele é caracterizada por um grande número de anas- tomoses arteriovenosas (AAV), particularmente concentradas nas palmas das mãos, plantas dos pés, e na face, incluindo orelhas, nariz e lábios. A vasculatura dérmica é composta por um plexo profundo conectado a um plexo superficial, dispostos paralelamente à superfície cutânea e interligados por vasos comuni- cantes perpendiculares (Figura 1) (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). Figura 1: Esquema simplificado da vascularização cutânea Fonte: adaptado de Zakharov et al., 2011 13 Relação Funcional 13 O plexo superficial está localizado na região superficial da derme reticular e é compostopor pequenas arteríolas das quais partem alças capilares que ascendem até o topo de cada papila dérmica, retornando como capilares venosos. O plexo profundo, por sua vez, encontra-se na base da derme reticular e é composto por arteríolas e vênulas com paredes mais espessas. A profundidade dos vasos san- guíneos na pele é diretamente proporcional ao seu diâmetro: quanto mais pro- fundo, maior o diâmetro do vaso. Os capilares, vênulas pós-capilares e arteríolas não musculares são considerados pequenos vasos, com diâmetro inferior a 50 μm, localizados predominantemente na derme papilar superficial. Os vasos de médio calibre, que possuem uma camada muscular em sua parede, estão situa- dos na derme reticular profunda e na junção dermo-hipodérmica, apresentando diâmetro entre 50 e 150 μm (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). Esses vasos são fundamentais para a troca térmica com o ambiente, não possuindo superfície de troca capilar, mas permitindo grandes trocas de calor. Em um adulto normal de 70 kg a uma temperatura ambiente de 20ºC, o fluxo sanguíneo cutâneo é de aproximadamente 500 ml/min. Entre extremos de frio e calor, esse fluxo pode variar de 20 mL/min a 8 L/min, respectivamente. A capa- cidade de transferência de calor da pele varia entre 0,02 e 30 kcal/min, depen- dendo da temperatura ambiental e corporal, da intensidade do fluxo sanguíneo cutâneo e da produção de calor (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). A resposta reflexa ao frio envolve a redução do fluxo sanguíneo arteriolar e vasoconstrição, diminuindo o fluxo venoso. Esta resposta é mediada principal- mente pelo sistema nervoso simpático noradrenérgico vasoconstritor e é mais acentuada nas extremidades, como pés e mãos (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). 2.2.1 Procedimentos Estéticos e a Vasculatura Cutânea Diversos procedimentos estéticos influenciam a vasculatura cutânea. A carboxiterapia, por exemplo, envolve a infiltração subcutânea de CO2, que causa vasodilatação local e redução da resistência vascular periférica, melhorando a 14 Relação Funcional irrigação sanguínea. A radiofrequência promove aumento da circulação arterial, vasodilatação, e melhora da oxigenação e acidez dos tecidos, além de aumentar a drenagem venosa e a reabsorção de catabólitos, diminuindo edemas e inflamações. Este procedimento também aumenta a permeabilidade da membrana celular, facilitando a transferência de metabólitos, estimula o sistema imunológico e reduz os radicais livres (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). A criolipólise, por outro lado, inicialmente promove vasoconstrição, redu- zindo o metabolismo e a perda de calor. Após alguns minutos de resfriamento intenso, há uma vasodilatação reflexa que aumenta o metabolismo e o consumo das reservas energéticas para manter a temperatura corporal normal (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). 2.2.2 Participação do Tegumento na Regulação da Pressão Arterial Sis- têmica A resistência vascular periférica (RVP) é um fator crítico na regulação da pressão arterial sistêmica, representando o impedimento ao fluxo sanguíneo nos vasos. A RVP total é aproximadamente sete vezes maior que a resistência vascular pulmonar total. Na microcirculação, forças como a pressão hidrostáti- ca e a pressão coloidosmótica atuam para promover a troca de líquidos entre a luz do vaso e o interstício (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). A pressão hidrostática, maior na luz do vaso, tende a extravasar líquido (plas- ma) para o interstício, aumentando a concentração de proteínas no sangue. Estas proteínas exercem a pressão coloidosmótica, atraindo água de volta para a luz do vaso. Na porção arteriolar do capilar, a pressão hidrostática supera a pressão co- loidosmótica, favorecendo a saída de líquido para o interstício. No lado venoso do capilar, a pressão hidrostática é reduzida e a pressão coloidosmótica é aumenta- da, promovendo a reabsorção de líquido para o vaso. O equilíbrio dessas pressões evita o acúmulo de líquido no interstício, sendo o excesso de líquido reabsorvido pelos vasos linfáticos (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). 15 Relação Funcional 15 2.2.3 Patologias e Complicações A obstrução de um vaso pode causar acúmulo de líquido na zona afetada, re- sultando em edema. Este inchaço ocorre frequentemente no compartimento de líquido extracelular (LEC) e pode ser causado por fatores como dieta pobre em proteínas, doenças hepáticas, trombose e falhas no sistema linfático (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). Em resumo, a relação entre o sistema vascular e o tegumento é complexa e multifacetada, envolvendo não apenas a nutrição e troca de líquidos, mas tam- bém a regulação térmica e a resposta a procedimentos estéticos e condições pa- tológicas (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Yoo et al., 2020). 2.3 RELAÇÃO DO SISTEMA DIGESTIVO COM O TEGUMENTO O sistema digestório compreende o trato gastrointestinal (cavidade bucal, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto-ânus) e órgãos anexos (glândulas salivares: parótidas, submandibulares e sublinguais; fígado, vesícula biliar e pâncreas) (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pes- semier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). As funções do sistema digestório compreendem: captação, quebra, amoleci- mento, agregação e condução do alimento; modificações físicas e químicas dele; absorção e armazenamento de nutrientes e eliminação de resíduos (fezes). Todas estas funções são realizadas através de processos mecânicos e químicos. Ao entrar pela boca, o alimento é deglutido, ou seja, conduzido do da boca até o estômago passando pela faringe ao esôfago. Após inicia o processo de ingestão, onde ocorre a introdução do alimento no estômago (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). A digestão se inicia com o desdobramento do alimento em moléculas mais simples para a absorção. Nesta etapa há secreção do suco gástrico que contém enzimas digestórias como a pepsina e o ácido clorídrico e também há absorção de água, álcool e substâncias dissolvidas. No intestino delgado ocorre a absorção dos nutrientes. Nele desembocam o ducto colédoco que conduz a bile e o ducto pan- creático (suco pancreático) (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). 16 Relação Funcional No intestino grosso ocorre a absorção de água e vitaminas, secreção de muco e a eliminação das substâncias não digeridas e/ou não absorvidas do trato gas- trointestinal que formarão o bolo fecal e serão eliminadas pela defecação (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). Quando a flora intestinal está desbalanceada a digestão também é ruim por- que deixa-se de absorver uma série de nutrientes vindos da alimentação. Assim fica-se com carências nutricionais que se refletem em celulite, queda e enfra- quecimento de cabelos; esses ficam fracos e opacos, as unhas ficam quebradiças, a pele fica flácida (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). A relação entre a microbiota intestinal e condições da pele, como o melasma e outras manchas, tem sido um campo de interesse crescente na dermatologia e na gastroenterologia. A microbiota intestinal, composta por trilhões de microrga- nismos, desempenha um papel crucial na saúde geral, influenciando a digestão, o sistema imunológico e a regulação inflamatória, todos os quais podem impactar a saúde da pele (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemieret al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). 2.3.1 Microbiota Intestinal e Melasma O melasma é uma condição caracterizada por manchas escuras na pele, ge- ralmente no rosto, causada por uma superprodução de melanina. Embora a etio- logia exata do melasma não seja completamente compreendida, sabe-se que fa- tores hormonais, exposição ao sol e predisposição genética desempenham papéis importantes. Recentemente, a ciência tem investigado como a saúde intestinal e a microbiota podem influenciar essa condição (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). • Inflamação Sistêmica: Uma microbiota intestinal desequilibrada pode levar à inflamação sistêmica. A disbiose, ou desequilíbrio microbiano, pode aumentar a permeabilidade intestinal, resultando no que é conhecido como "intestino permeável". Isso permite que toxinas e microrganismos entrem na corrente sanguínea, desencadeando respostas inflamatórias que podem afetar a pele e potencialmente agravar condições como o melasma. 17 Relação Funcional 17 • Eixo Intestino-Pele: O eixo intestino-pele descreve a comunicação bidirecio- nal entre o trato gastrointestinal e a pele. Estudos sugerem que uma micro- biota saudável pode ajudar a modular respostas imunológicas e inflamatórias, enquanto um intestino comprometido pode exacerbar desordens cutâneas. No caso do melasma, a inflamação crônica pode intensificar a pigmentação irre- gular da pele. • Hormônios e Metabolismo: A microbiota intestinal pode influenciar o meta- bolismo hormonal. Dado que o melasma está fortemente ligado a alterações hormonais, especialmente em mulheres (por exemplo, durante a gravidez ou uso de contraceptivos orais), a saúde intestinal pode ter um impacto indireto ao modular o metabolismo e o equilíbrio dos hormônios que afetam a mela- nogênese (produção de melanina). 2.3.2 Microbiota Intestinal e Outras Manchas da Pele Além do melasma, a microbiota intestinal pode influenciar outras manchas e condições de pigmentação na pele, como hiperpigmentação pós-inflamatória e rosácea (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). • Hiperpigmentação Pós-Inflamatória: Esta condição ocorre após uma lesão ou inflamação da pele. A disbiose intestinal pode prolongar a inflamação, au- mentando a propensão para a hiperpigmentação. Um intestino saudável pode ajudar a reduzir a inflamação e promover uma cicatrização mais rápida e uni- forme da pele. • Rosácea: Embora a rosácea não seja uma condição de pigmentação, ela pode resultar em manchas avermelhadas na pele. A disbiose intestinal tem sido associada a uma piora da rosácea. Suplementos probióticos e dietas que me- lhoram a saúde intestinal têm mostrado benefícios na redução dos sintomas da rosácea, sugerindo que a microbiota desempenha um papel na modulação da inflamação cutânea. 2.3.3 Melhora da Saúde da Microbiota Intestinal Para potencialmente melhorar condições de pele relacionadas à microbiota, como o melasma e outras manchas, é importante manter um equilíbrio saudável 18 Relação Funcional dos microrganismos intestinais (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pes- semier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014): Probióticos e Prebióticos: Consumir alimentos ricos em probióticos, como iogurte, kefir e chucrute, e prebióticos, como fibras alimentares, pode ajudar a promover uma microbiota saudável. Dieta Balanceada: Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas ma- gras fornece os nutrientes necessários para uma boa saúde intestinal e cutânea. Evitar alimentos processados e açúcares refinados pode reduzir a inflamação sistêmica. Hidratação Adequada: Beber bastante água é fundamental para a saúde digestiva e da pele. A hidratação adequada ajuda na eliminação de toxinas e mantém a pele hidratada e saudável. Redução do Estresse: O estresse pode afetar negativamente a microbiota intestinal e, consequentemente, a pele. Técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação e exercícios físicos, são benéficas. Em resumo, a saúde da microbiota intestinal tem um impacto significa- tivo na saúde da pele e pode influenciar condições como o melasma e outras manchas cutâneas. Manter um equilíbrio microbiano saudável pode ajudar a mitigar essas condições e promover uma pele mais saudável e radiante (Bowe; Logan, 2011; Coates et al., 2019; De Pessemier et al., 2021; Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014). 2.4 RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NEURAL E O TEGUMENTO A pele, além de ser o maior órgão humano, desempenha funções cruciais na proteção contra desidratação, lesões e infecções, servindo como uma bar- reira essencial entre o corpo e o ambiente externo. Durante o desenvolvimento embrionário, três estruturas primordiais desempenham papéis fundamentais na formação das camadas da pele. A Somatopleura, responsável pela epiderme e mesoderme; a Ectoderme, originando a epiderme e seus anexos; e o Meso- derma, que dá origem à derme, à hipoderme e aos músculos estriados. Essas 19 Relação Funcional estruturas embrionárias desempenham um papel crucial na determinação da morfologia e função da pele (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). Os somitos, por sua vez, são estruturas epiteliais transitórias que se desen- volvem nas etapas iniciais do desenvolvimento embrionário dos vertebrados. Sua formação precisa, tanto em termos de tempo quanto de localização espacial, é vital para a correta organização da coluna vertebral, dos músculos esqueléticos e da segmentação do sistema nervoso periférico. Os somitos, organizados bila- teralmente ao longo do tubo neural em desenvolvimento, formam as bases para a futura anatomia do corpo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). A divisão e migração dos somitos e suas estruturas derivadas desempenham um papel crucial na determinação do padrão de inervação do adulto. Cada so- mito origina um esclerótomo, um miótomo e um dermátomo. Esses elementos são responsáveis pela formação do esqueleto axial, dos músculos estriados e do tecido conjuntivo subcutâneo, respectivamente. No adulto, o padrão de inervação reflete essa organização segmentar, onde cada segmento cutâneo corresponde a um dermátomo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). O dermátomo (Figura 2) é definido como uma região cutânea inervada por fibras de uma única raiz dorsal. A inervação cutânea é organizada de forma seg- mentar, onde cada dermátomo recebe fibras de uma raiz dorsal específica. Além disso, há uma sobreposição funcional, onde cada nervo fornece inervação para múltiplos dermátomos adjacentes. Por outro lado, o miótomo refere-se ao con- junto de músculos inervados por uma única raiz ventral (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). 20 Relação Funcional Figura 2: Dermátomos Fonte: Luiz Henrique Gomes Santos, s.d. Para os tratamentos estéticos, é essencial compreender o papel do sistema neural (Figura 3), especificamente dos dermátomos, que estão associados à cha- mada "dor referida". Esta ocorre quando fibras nervosas de regiões densamente inervadas convergem com fibras de áreas menos inervadas nos mesmos níveis da medula espinhal, resultando em uma sensação de dor projetada em um local distante da origem do estímulo (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). 21 Relação Funcional Além disso, o sistema nervoso, juntamente com o sistema hormonal, de- sempenha um papel vital na regulação dos processos homeostáticos do corpo. Os receptores cutâneos localizados na pele são responsáveis por informar o sistema nervoso sobre as necessidades adaptativas do organismo em resposta ao ambien- te externo. Durante os procedimentos estéticos, a estimulação desses receptoresdesencadeia respostas adaptativas, influenciando os resultados do tratamento (Hall; Hall, 2023; Lyon; Silva, 2014; Moore, 2024; Roosterman et al., 2006). Figura 3: Receptores sensoriais da pele Fonte: Flores, 2020 2.5 A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM CORPORAL E SUAS IMPLICA- ÇÕES ESTÉTICAS: EXPLORANDO A SÍNDROME DO DIMORFISMO CORPORAL A imagem corporal é uma representação mental dinâmica do corpo vivo, for- mada por uma complexa interação de sensações e percepções sensoriais. Essas sensações, que incluem inputs térmicos, táteis, proprioceptivos e viscerais, são constantemente integradas no Sistema Nervoso Central (SNC), moldando nossa percepção de nós mesmos. A imagem corporal é um conceito plástico, moldado por experiências sensoriais, emocionais e psíquicas ao longo do tempo (Brito et al., 2023; Higgins; Wysong, 2017). 22 Relação Funcional A mídia desempenha um papel significativo na formação da imagem corpo- ral, muitas vezes promovendo ideais inatingíveis de magreza, beleza e perfei- ção. Como resultado, uma parcela considerável da população, especialmente os adolescentes, enfrenta insatisfação com sua própria imagem corporal. Esta in- satisfação pode levar a uma série de distúrbios psicológicos e alimentares, como anorexia, bulimia e Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) (Brito et al., 2023; Hi- ggins; Wysong, 2017). Uma inovação recente neste campo é o reconhecimento do papel da intero- cepção na construção da imagem corporal. Alterações na interocepção estão cada vez mais associadas ao desenvolvimento de distúrbios alimentares e do TDC. A integração de informações externas (exteroceptivas) e internas (interoceptivas) na ínsula cerebral é fundamental na formação da imagem corporal. Assim, a per- cepção do corpo é influenciada não apenas pela aparência externa, mas também pela consciência interna do corpo (Brito et al., 2023; Higgins; Wysong, 2017). Estudos mostram que mulheres com anorexia apresentam uma resposta ce- rebral alterada ao olhar para fotos de si mesmas, com menor atividade na ínsula, indicando uma dificuldade em correlacionar informações visuais externas com a percepção interna do corpo. Essas descobertas destacam a complexidade da relação entre a imagem corporal e os processos neurais subjacentes, fornecendo insights importantes para o entendimento e tratamento dos distúrbios relacio- nados à imagem corporal (Brito et al., 2023; Higgins; Wysong, 2017). 2.6 CICLO SONO-VIGÍLIA E SUA INFLUÊNCIA NA ESTÉTICA: EXPLORANDO AS FASES DO SONO O sono desempenha um papel crucial na manutenção da saúde e da estética da pele, com suas diferentes fases impactando diretamente a regeneração e a vitalidade dos tecidos. O sono de ondas lentas (SOL), por exemplo, desencadeia a liberação do hormônio do crescimento (GH), fundamental para a reparação dos danos ambientais e a renovação celular. A qualidade e a quantidade do sono, portanto, desempenham um papel vital na saúde e no aspecto da pele, com im- plicações significativas para a estética (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018). 23 Relação Funcional 23 O ciclo sono-vigília é composto por diferentes estágios, cada um caracteri- zado por padrões únicos de atividade cerebral e muscular. O estágio de vigília, por exemplo, é marcado por ondas cerebrais rápidas e alta atividade neuronal. À medida que o sono se aprofunda, entra-se nos estágios de sono não REM (NREM) e, eventualmente, no sono REM (Rapid Eye Movement – Movimento Rápido do Olho), cada um com suas características distintas de atividade cerebral e mus- cular (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018). Durante o sono NREM, o corpo passa por diferentes fases, incluindo transi- ções suaves do estado de vigília para o sono profundo. Os estágios 3 e 4 do sono NREM, em particular, são essenciais para a recuperação física e mental, com a liberação máxima de GH e cortisol, além da restauração do DNA e da regula- ção hormonal (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018). Por outro lado, o sono REM é caracterizado por atividade cerebral intensa e hipotonia muscular, sendo o estágio onde a maioria dos sonhos ocorre. Embora seja uma fase de sono mais leve, o sono REM ainda desempenha um papel im- portante na consolidação da memória e no processamento emocional. Um resu- mo de cada estágio pode ser visto abaixo (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018): Vigília ou estágio 0: O registro eletroencefalográfico se caracteriza por ondas rápidas, de baixa amplitude que indicam alto grau de atividade dos neurônios corticais. Também fazem parte desse estágio, movimentos oculares aleatórios e um acentuado tônus muscular. Após 5 a 15 minutos no leito, o indivíduo al- cança o primeiro estágio do sono. O período de tempo entre o ato de deitar-se e o de adormecer denomina-se latência de sono. Estágio 1: É a transição entre o estado de vigília e o sono, quando a melatonina é liberada, induzindo-o. Corresponde a 2-5% do tempo total deste. O traçado do eletromiograma apresenta redução do tônus muscular. 24 Relação Funcional Estágio 2: Corresponde a 45-55% do sono total de sono. Ocorre a sincroniza- ção da atividade elétrica cerebral, que reflete a redução do grau de atividade dos neurônios corticais. Com isto, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal. Estágio 3: Comumente observa-se combinado ao estágio 4. Os movimentos oculares são raros e o tônus muscular diminui progressivamente. Corresponde a 3- 8% do sono total. Estágio 4: Corresponde a 10-15% do sono total. As ondas delta correspondem a mais de 50% da época, podendo até dominá-la completamente. Ocorre pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina; o cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã. A falta de sono adequado pode ter sérias repercussões na saúde da pele e no processo de envelhecimento. A privação do sono, por exemplo, pode levar a níveis aumentados de cortisol e grelina, hormônios associados ao estresse e ao aumen- to do apetite. Além disso, a redução na produção de melatonina, um hormônio regulador do sono, pode resultar em desequilíbrios hormonais e maior susceti- bilidade ao estresse oxidativo (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018). A melatonina desempenha um papel crucial na regulação do sono e na pro- teção da pele contra os danos causados pelos radicais livres. Sua produção é in- fluenciada pela exposição à luz e pelo processo de envelhecimento, com picos de produção ocorrendo durante a noite. A diminuição dos níveis de melatonina pode ser atribuída a vários fatores, incluindo deficiências nutricionais, estresse e en- velhecimento, destacando a importância de promover hábitos de sono saudáveis para a saúde e beleza da pele (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van Someren, 2018). Compreender o ciclo sono-vigília e suas interações com os processos fisioló- gicos e hormonais é fundamental para otimizar a saúde e a estética da pele. In- 25 Relação Funcional 25 vestir em hábitos de sono adequados e estratégias de gerenciamento do estresse pode ajudar a promover uma pele saudável e radiante a longo prazo (Hall; Hall, 2023; Raymann; Swaab; Van Someren, 2007; Tai et al., 2023; Te Lindert; Van So- meren, 2018). 2.7 A INFLUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO SOLAR E DOS DANOS CAUSA- DOS PELA RADIAÇÃO UV NA PELE A exposição solar, especialmente aos raios ultravioleta (UV), desencadeia um processo de envelhecimento conhecido como fotoenvelhecimento, resultante da exposição cumulativa e prolongada à radiaçãosolar. Esse fenômeno afeta pro- fundamente a pele, sendo as radiações UVA, em particular, as principais respon- sáveis por esse efeito adverso. Esse tipo de envelhecimento é caracterizado por uma série de alterações na pele, incluindo pigmentação irregular, rugas, atrofia cutânea, telangiectasias e lesões pré-malignas (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krutmann; Berneburg, 2021). As alterações histológicas associadas ao fotoenvelhecimento são vastas e incluem adelgaçamento da camada espinhosa da epiderme e o achatamento da junção dermoepidérmica. Essas mudanças estruturais facilitam o surgimento de nevos, efélides e outras lesões cutâneas. Além disso, os queratinócitos envelheci- dos tornam-se resistentes à apoptose, aumentando o risco de mutações do DNA e, consequentemente, carcinogênese (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krut- mann; Berneburg, 2021). A exposição aos raios UV também afeta a densidade melanocítica da pele, contribuindo para o surgimento de efélides, hipomelanose/leucodermia gutata (Figura 4), lentigos (Figura 5) e nevos (Figura 6). Essas alterações são agravadas pela diminuição do número de células de Langherans, resultando em uma dimi- nuição da capacidade antigênica da pele. Neoplasias cutâneas, como melanoma maligno, podem surgir em nevos pré-existentes devido a mutações genéticas (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krutmann; Berneburg, 2021). 26 Relação Funcional Figura 4: Leucodermia gutata Fonte: FisioDerme, 2020 Além do fotoenvelhecimento, a exposição aos raios UV também está associa- da a outros distúrbios cutâneos, como hipomelanose gutata idiopática e lentigo solar. Essas condições são caracterizadas por alterações na pigmentação da pele e estão frequentemente relacionadas à exposição solar crônica (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krutmann; Berneburg, 2021). Figura 5: Lentigos Fonte: Pinheiro, 2022 27 Relação Funcional 27 A radiação UV é composta por dois tipos principais: UVA e UVB. A radiação UVA, com comprimento de onda entre 315 e 400 nm, penetra profundamente na pele e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelo aumento do risco de câncer de pele. Já a radiação UVB, com comprimento de onda entre 280 e 315 nm, penetra superficialmente na pele e é a principal causa de queimaduras solares e danos ce- lulares (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krutmann; Berneburg, 2021). É importante destacar que a exposição aos raios UV não é a única causa de envelhecimento cutâneo. O tabagismo, por exemplo, também contribui signifi- cativamente para o envelhecimento precoce da pele. Estudos demonstram que fumantes apresentam sinais de envelhecimento mais pronunciados devido aos efeitos da nicotina na circulação sanguínea e na produção de colágeno e elastina (Guyton; Hall, 2011; Hall; Hall, 2023; Krutmann; Berneburg, 2021). Figura 6: Nevos Fonte: Paulo, 2022 2.8 ENVELHECIMENTO CUTÂNEO O envelhecimento cutâneo é um processo complexo caracterizado pelo des- gaste do organismo, resultando em alterações estruturais e funcionais da pele. Esse fenômeno pode ser categorizado em duas formas principais: envelhecimen- to intrínseco e fotoenvelhecimento, este último associado à exposição solar ex- cessiva. 28 Relação Funcional O envelhecimento intrínseco afeta todos os órgãos do corpo e é caracteri- zado por um processo mais suave e gradual, resultando em alterações estéti- cas mínimas. A pele não exposta ao sol ao longo dos anos apresenta sinais de afinamento da epiderme, perda de espessura dérmica, alterações dos anexos cutâneos e redução da taxa de renovação epidérmica. A redistribuição da gordu- ra subcutânea também contribui para a desarmonia estética facial (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzydlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). Por outro lado, o fotoenvelhecimento é mais intenso e evidente, sendo cau- sado pelos danos provocados pela radiação ultravioleta (UV). Essa forma de en- velhecimento é mais prejudicial à superfície da pele, resultando em rugas, es- pessamento cutâneo, manchas e aumento do risco de câncer de pele (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzydlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). As alterações histológicas associadas ao envelhecimento cutâneo revelam modificações significativas nas camadas da pele. Na epiderme, ocorre achata- mento da junção dermoepidérmica, espessamento, alterações nas dimensões e formatos celulares, além de redução dos melanócitos e células de Langerhans. Na derme, observa-se atrofia, alteração na estrutura do tecido conjuntivo, di- minuição dos fibroblastos e vasos sanguíneos (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzydlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). Além da exposição solar, os radicais livres - moléculas altamente reativas que possuem elétrons desemparelhados em sua última camada eletrônica, tornando- as instáveis e capazes de causar danos às células e biomoléculas do organismo - desempenham um papel crucial no processo de envelhecimento da pele. Essas moléculas altamente reativas podem causar danos biomoleculares, incluindo a desorganização do metabolismo do colágeno, levando à redução de sua produção e aumento de sua degradação (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzydlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). Os radicais livres, como o radical hidroxil, são capazes de reagir com diferen- tes moléculas no organismo, resultando em oxidação de aminoácidos e danos ao DNA. O óxido nítrico, embora seja um agente vasodilatador e neurotransmissor 29 Relação Funcional 29 importante em níveis fisiológicos, pode causar lesões oxidativas em proteínas quando em excesso (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzy- dlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). Outro radical livre relevante é o superóxido, gerado durante o metabolismo celular e em processos de defesa do organismo. O acúmulo excessivo de superó- xido pode contribuir para o aumento da pressão arterial e o desenvolvimento de aterosclerose (Cotter et al., 2007; Gęgotek; Rybałtowska-Kawałko; Skrzydlewska, 2017; Hall; Hall, 2023; Moore, 2024). 30 Relação Funcional 3 Conclusão Ao explorarmos uma variedade de tópicos relacionados à saúde da pele, desde a influência da microbiota intestinal até os efeitos do sono e da exposição solar, torna-se evidente que a manutenção de uma pele saudável é um empreendimen- to multidimensional. Desde a nutrição adequada até os cuidados diários de skin- care, cada aspecto desempenha um papel crucial na saúde e na aparência da pele. A compreensão da interconexão entre a microbiota intestinal e a pele destaca a importância de uma dieta equilibrada e da saúde digestiva para a promoção da saúde cutânea. Além disso, as considerações sobre o ciclo sono-vigília ressaltam a necessidade de um sono de qualidade para permitir a regeneração e reparo da pele durante a noite. A análise dos efeitos da exposição solar e dos radicais livres sublinha a im- portância da proteção solar e de estratégias antioxidantes na prevenção do foto- envelhecimento e na redução do risco de danos celulares. Esses pontos destacam a importância de uma abordagem holística para a saúde da pele, que incorpore hábitos de vida saudáveis, cuidados externos e proteção adequada contra os ele- mentos ambientais. Conclui-se que saúde da pele é um reflexo da nossa saúde geral e requer uma abordagem abrangente que leve em consideração diversos fatores, desde a mi- crobiota intestinal e o ciclo sono-vigília até os efeitos da exposição solar e dos radicais livres. Ao se adotar um estilo de vida saudável, alimentação balanceada, cuidados adequados com a pele e proteção contra os danos ambientais, pode-se promover uma pele radiante e saudável em todas as fases da vida. 31 Relação Funcional 31 Referências bibliográficas BLOGGER: PERFIL DO USUÁRIO:LUIZ HENRIQUE GOMES SANTOS, FISIOTERAPEUTA. [S. l.], [s. d.]. Disponí- vel em: https://www.blogger.com/profile/03772248809352293489. Acesso em: 28 maio 2024. BOWE, W. P.; LOGAN, A. C. Acne vulgaris, probiotics and the gut-brain-skin axis - back to the future?. Gut Pathogens, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 1, 2011. BRITO, M. J. A. D. et al. Compreendendo a psicopatologia do transtorno dismórfico corporal de pacientes de cirurgia plástica: resumo da literatura. 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