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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO EM SAÚDE
ALANA MORAIS VANZELA
ENTRE DESAFIOS E INTERVENÇÕES: 
Uma revisão da literatura sobre os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
PONTA GROSSA
2024
ALANA MORAIS VANZELA
ENTRE DESAFIOS E INTERVENÇÕES: 
Uma revisão da literatura sobre os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como avaliação final para obtenção do título de Especialista em Gestão em Saúde pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Orientador: Profa Dra. Flavia de Brito Pedroso
PONTA GROSSA
2024
ENTRE DESAFIOS E INTERVENÇÕES:
Uma revisão da literatura sobre os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
Me. Alana Morais Vanzela
Dra. Flavia de Brito Pedroso
RESUMO: A presente pesquisa possui caráter exploratório da literatura produzida no campo acadêmico da Saúde. O objetivo é analisar as produções científicas que trataram como tema central os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), identificando a presença e relevância dessas unidades nas produções dessa área. As fontes examinadas foram os periódicos especializados na área da Saúde, classificados na escala Qualis entre A1 e A4. O recorte estabelecido foram os artigos publicados nos últimos 5 anos (2019 a 2024). A metodologia utilizada foi a análise temática de conteúdo. Ao fim da análise foi possível encontrar três categorias temáticas na literatura do campo da Saúde: 1) Reativação da memória sobre a Reforma Psiquiátrica, 2) Desafios de atuação nas unidades do CAPS, 3) O CAPS, segundo as perspectivas dos usuários da política. Conclui-se que, apesar das dificuldades apresentadas, a literatura aponta para o papel essencial que os CAPS exercem função essencial no atendimento de saúde mental. 
PALAVRAS-CHAVE: CAPS; SAÚDE MENTAL; POLÍTICA DE SAÚDE
1. INTRODUÇÃO
O movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB), foi iniciado no fim da década de 1970, é considerado um movimento de transformação significativa na abordagem e tratamento das questões de saúde mental, devido a sua lógica de oposição ao modelo manicomial. 
Antes de avançarmos, é necessário contextualizar que o modelo manicomial, caracterizava-se pelo atendimento assistencial pautado no isolamento social de pessoas em sofrimento mental em instituições psiquiátricas e hospitalares, frequentemente submetidas a tratamentos desumanos e coercitivos (TAVARES e SOUSA, 2009).
Em 1978, surge uma importante frente de trabalho vinculada ao Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), que passa questionar as práticas e denunciar irregularidades nas instituições psiquiátricas e hospitalares. Durante o processo de redemocratização na década de 1980, as críticas levantadas pelo MTSM se intensificaram, originando um movimento social amplo em um período de intensas discussões sobre direitos sociais e reforma constitucional. Nesse contexto, o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial pressionou o poder público para romper com o modelo hospitalocêntrico (TAVARES e SOUSA, 2009).
Apesar do desenvolvimento de uma nova perspectiva técnico-científica no tratamento da saúde mental e da pressão exercida por movimentos sociais, somente em 2001 é sancionada a Lei 10.216[footnoteRef:1], considerada como um marco regulatório que garantiu o princípio formal da reforma psiquiátrica[footnoteRef:2]. Essa legislação foi a primeira de uma série de regulamentações que vão redefinir a política nacional de atenção à saúde mental no Brasil, ao estabelecer diretrizes assistenciais que primam pela proteção dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico e/ou com transtorno mental. [1: A Lei 10.2016/01, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Ela também garante que o internamento ocorrerá em último caso, quando as ações extra-hospitalares se fizerem insuficientes, além de vedar a internação em intuições de caráter asilar (BRASIL, 2001).] [2: Em 1989, o deputado Paulo Delgado redigiu o Projeto de Lei nº 3.657 que propunha a extinção progressiva dos manicômios. Tal Projeto permaneceu em tramitação, sofrendo diversas alterações, até por fim ser aprovada, em abril de 2001 a Lei nº 10.216 (LOPES, 2013). ] 
Segundo Leal e Antoni (2013), entre os anos de 1990 e 2003, foram criados os primeiros serviços de atenção extra-hospitalar[footnoteRef:3]. Em fevereiro de 2002, o Ministério da Saúde emitiu a Portaria n° 366, estabelecendo a prioridade do atendimento em saúde mental em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que passaram a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS). [3: Em 1989, um acontecimento marcou a trajetória da reforma psiquiátrica. A prefeitura de Santos (São Paulo) atuou para o fechamento na Casa de Saúde Anchieta de um hospício que contava com mais de 500 pacientes. O hospício foi substituído pelo modelo assistencial, por meio da criação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) (AMARANTE, 1995.)] 
Os CAPS estão inseridos no contexto da reforma psiquiátrica e se tornaram instrumentos fundamentais na promoção do atendimento humanizado, possibilitando tanto o atendimento clínico, quanto o fomento da participação social e inserção comunitária de seus usuários, respeitando as individualidades e suas trajetórias pessoais. Sua atuação tem por objetivo substituir o paradigma hospitalocêntrico/asilar pelo da inclusão e proteção dos direitos, por meio da oferta de acompanhamento psicossocial, sem romper com a convivência familiar e comunitária (TAVARES e SOUSA, 2009).
Atualmente, os CAPS integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), operando como ordenadores do cuidado especializado em colaboração com os serviços da rede de saúde do mesmo território e serviços regionalizados. Nesse sentido, o compartilhamento do cuidado visa concretizar o princípio de integralidade, garantindo a articulação de diferentes pontos de atenção, no desenvolvimento de estratégias conjuntas para o atendimento em saúde (LEAL e ANTONI, 2013).
Ademais, é necessário compreender que a atuação dos CAPS’s também fortalecem e promovem o estabelecimento de laços comunitários e a autonomia de seus usuários, por meio do acompanhamento e acolhimento de suas famílias e de ações de conscientização sobre saúde mental no território em que estão inseridos.
Os CAPS possuem uma equipe multiprofissional, incluindo assistentes sociais, psicólogos, médicos, enfermeiros e outros profissionais, que trabalham conjuntamente na promoção de serviços destinados as pessoas em sofrimento mental, sendo incluídas pessoas usuárias de substâncias químicas, como por exemplo álcool e outras drogas, população em situação de rua, em situações de crise ou em processo de reabilitação psicossocial[footnoteRef:4] (BRASIL, 2015). [4: Dada a complexidade do público assistido, as diversas faixas etárias e as particularidades de cada território, o CAPS é dividido em modalidades. Conforme o porte populacional, existem os CAPS I (para municípios com população acima de 15 mil habitantes), CAPS II (para municípios com população acima de 70 mil habitantes) e CAPS III (com funcionamento 24 horas, incluindo feriados e finais de semana e acolhimento noturno), além dos atendimentos específicos no CAPSi (para atendimento de crianças e adolescentes), CAPS AD (focado no atendimento de usuários de álcool e drogas) e CAPS III AD (que atende adultos e crianças com necessidade de cuidados clínicos contínuos, funcionando 24 horas e com leitos para observação) (BRASIL, 2015).] 
Considerando as duas décadas desde a implementação do marco regulatório que consolidou a Reforma Psiquiátrica brasileira e inaugurou uma nova política de saúde mental no país, esta pesquisa busca responder a três questões fundamentais: qual é a relevância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na produção de conhecimento no campo da Saúde? Quais avanços podem ser observados no tratamento de saúde mental no Brasil? E quais desafios ainda precisam ser superados?Ao propor a investigação sobre essa temática, compreende-se que a criação dos CAPS representou um marco significativo nas políticas públicas de saúde mental, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) possibilitando uma abordagem psicossocial, inclusiva e gratuita. 
Desse modo, para examinar essa temática, a pesquisa adotou uma abordagem bibliográfica e exploratória das produções científicas na área da Saúde. A análise da literatura científica visa mapear o estado atual das pesquisas sobre o tema, por meio de uma perspectiva crítica das produções, identificando lacunas na produção de conhecimento e sugerindo novas possibilidades de investigação para estudos futuros.
2. METODOLOGIA 
A presente pesquisa possui uma abordagem bibliográfica e exploratória, das produções científicas que tiveram como temática central os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em suas diversas modalidades. A seleção das fontes ocorreu em duas etapas, primeiramente, foram selecionadas as revistas especializadas na área da Saúde e, posteriormente, ocorreu a etapa de seleção e categorização dos artigos científicos que compuseram o corpus de pesquisa. 
 Durante a etapa de seleção das revistas, foram incluídos na análise os periódicos especializados na área da Saúde, classificados na escala Qualis entre A1 e A4, durante o quadriênio 2017-2020, segundo avaliação da Capes. A seleção das revistas ocorreu a partir de uma busca simples no portal Capes Periódicos[footnoteRef:5], utilizando a palavra “Saúde”. A partir dos resultados obtidos na plataforma, foi realizada uma nova seleção, de modo a priorizar somente os periódicos que possuíam avaliação Qualis entre A1 e A4. A separação foi realizada de forma manual, por meio da identificação do número de ISSN de cada revista e posterior conferência, através de consulta realizada na Plataforma Sucupira[footnoteRef:6]. Ao final foram selecionados 16 periódicos que se enquadraram no critério estabelecido. [5: CNPQ; CAPES. Periódicos CAPES. Disponível em: https://www-periodicos-capes-gov-br.ez109.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pmetabusca&mn=70&smn=78&sfx=buscaRapida&type=p&Itemid=125& . Acesso em: 06 jul. 2024.] [6: CAPES. Plataforma Sucupira. Disponível em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf . Acesso em: 06 jul. 2024.] 
 Finalizada a etapa de seleção das revistas, foi iniciada a busca dos artigos científicos nos periódicos previamente selecionados. A metodologia adotada nessa etapa foi a análise temática de conteúdo, instrumento utilizado com a finalidade de identificar as categorias discursivas recorrentes, presentes nos artigos científicos (BARDIN, 2011). Dessa forma, pretendeu-se identificar a presença e relevância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), na literatura científica da área da Saúde, bem como compreender melhor as percepções acadêmicas sobre sua eficácia e desafios. O primeiro critério adotado nessa etapa foi a separação de publicações científicas realizadas nos últimos 5 anos sobre a temática, entre 2019 e 2024. A partir dessa metodologia, a busca pelos artigos seguiu o seguinte roteiro:
1) Leitura flutuante de todas as edições publicadas no intervalo entre 2019-2024, de todos os 16 periódicos da área da Saúde. 
2) Seleção dos artigos científicos que apresentaram termos como “CAPS” e “Centro(s) de Atenção Psicossocial”, presente no corpo do texto, no título ou no resumo. Ao todo, foram encontrados 83 textos.
3) Leitura integral dos artigos selecionados. 
4) Refinamento da seleção dos artigos científicos, sendo excluídos do corpus da pesquisa, os textos que citaram o CAPS de forma secundária. Ao todo, foram separados 47 artigos como fonte final. 
5) Elaboração das categorias de contexto, a partir das temáticas recorrentes e classificação dos artigos científicos a partir desse critério.
Ao final do processo de busca e seleção do material, foi possível identificar o seguinte panorama geral de pesquisa, conforme demonstrado na Tabela 1:
 
Tabela 1 – Distribuição de publicações por periódico/ano
	PERÍODICO
	2019
	2020
	2021
	2022
	2023
	2024
	Soma
	Revista de Saúde Pública
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Revista de Gestão em Sistemas de Saúde 
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Revista Contexto & Saúde
	-
	-
	-
	-
	1
	-
	1
	A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (RECIIS)
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Cadernos de Saúde Pública
	1
	1
	3
	2
	0
	0
	7
	Ciência & Saúde
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Ciência & Saúde Coletiva
	4
	3
	2
	4
	1
	0
	14
	Epidemiologia e Serviços de Saúde
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	História, Ciências, Saúde-Manguinhos
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Interface - Comunicação, Saúde, Educação
	2
	4
	1
	2
	2
	-
	11
	Revista Psicologia e Saúde
	-
	-
	1
	5
	0
	1
	7
	Saúde em Debate
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Serviço Social & Saúde
	1
	-
	-
	-
	-
	-
	1
	Revista de Saúde Pública
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	0
	Saúde e Sociedade 
	1
	-
	2
	2
	-
	1
	6
	
	
	
	
	
	
	Total:
	47
Fonte: A autora.
Os artigos com maior relevância para esta pesquisa foram predominantemente localizados nas revistas Cadernos de Saúde Pública, Ciência e Saúde Coletiva, Interface – Comunicação, Saúde e Educação, e Revista Psicologia e Saúde. No período analisado, a revista Cadernos de Saúde Pública reservou um Espaço Temático sobre saúde mental em 2019. É importante destacar que, durante a etapa de busca, apesar do grande volume de artigos publicados sobre temáticas variadas, o assunto "CAPS" esteve pouco presente como objeto central da pesquisa nesses espaços de discussão. Isso indica que esse campo ainda precisa se desenvolver como um tema na interseção entre Saúde e Políticas Públicas.
Uma vez finalizado o processo de seleção da fonte, foi dado início a tarefa de identificação e categorização das temáticas recorrentes encontradas nos artigos. Cada artigo foi categorizado de acordo com sua temática central. Sendo assim, foi possível visualizar a prevalência das seguintes abordagens discursivas: 1) Reativação da memória sobre a Reforma Psiquiátrica, 2) Desafios de atuação nas unidades do CAPS, 3) O CAPS, segundo as perspectivas dos usuários da política. A distribuição de cada categoria ocorreu conforme especificado na Tabela 2:
Tabela 2 – Divisão das categorias temáticas por ano de publicação
	CATEGORIA TEMÁTICA
	2019
	2020
	2021
	2022
	2023
	2024
	Soma
	Reativação da memória sobre a Reforma Psiquiátrica
	1
	1
	2
	-
	-
	-
	5
	Desafios de atuação nas unidades do CAPS
	6
	6
	5
	10
	3
	-
	30
	O CAPS, segundo as perspectivas dos usuários da política
	2
	1
	2
	5
	1
	2
	13
	
	
	
	
	
	
	Total:
	47
 Fonte: A autora.
A temática que mais se destacou foi a dos desafios enfrentados nas unidades, seguida por estudos sobre a percepção dos usuários da política e, por último, a análise da memória histórica da reforma psiquiátrica. Cada um desses temas será discutido detalhadamente no próximo tópico. 
3. DISCUSSÃO
A partir da leitura e análise dos periódicos especializados na área da Saúde, foram identificadas três categorias temáticas principais. Embora cada artigo tenha apresentado um objeto de pesquisa específico, frequentemente os temas dialogaram uns com os outros, de modo a produzir um caleidoscópio variado sobre os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em suas diversas modalidades de atendimento. 
Deste modo, a revisão bibliográfica colaborou na compreensão de como essas unidades estão inseridas dentro de um contexto histórico de lutas, quais são as possibilidades e limites de atuação enfrentados na atualidade e quais as perspectivas sobre o atendimento ofertado, sob o olhar daqueles que são atendidos por essa política. Durante a discussão, abordaremos cada uma desses assuntos.
3.1. REATIVAÇÃO DA MEMÓRIA SOBRE A REFORMA PSIQUIÁTRICA
Entre a produção científica analisada, há consenso entre os pesquisadores de que o movimento da Reforma Psiquiátrica ainda se encontra em curso no Brasil (CAMPOS et al., 2020; COSTA e LOTTA, 2021;SILVA e NUNES, 2021). Nesse contexto, é possível afirmar que o resgate da memória sobre a Reforma foi realizado de modo a evitar o esquecimento de um passado recente na história nacional. Reconhecer uma história marcada pela existência de um paradigma repressivo e segregacionista no tratamento de pessoas em sofrimento mental torna-se essencial para refletir sobre como avançar na desconstrução de traços desse modelo que ainda possam persistir.
A pesquisa de Costa e Lotta (2021) corrobora esse pressuposto ao analisar a legislação sobre saúde mental entre os anos de 1841 e 2017. De acordo com os autores, observa-se uma mudança na forma de categorização legal dos sujeitos em sofrimento mental, inicialmente compreendidos como "loucos e perigosos", para serem reconhecidos como “cidadãos” somente a partir da segunda metade do século XX. Essa transformação jurídica ocorreu durante o contexto da Reforma Psiquiátrica e a elaboração da nova constituição em 1988, sendo um dos avanços significativos desse período:
O que se percebe ao analisar os processos de transformação das categorias políticas é que há uma mudança normativa dessas categorias ao longo das décadas e, como consequência, do encaminhamento dado a essa população. Essa mudança tem como foco central tanto processos mais gerais de construção do Estado brasileiro (redemocratização) como uma transformação do próprio discurso científico sobre a saúde mental influenciado pelo movimento social. [...] No entanto, como outras pesquisas demonstram, este processo não é linear e é carregado de contradições (COSTA e LOTTA, p. 3477, 2021). 
Destarte, os autores ressaltam a existência de barreiras sociais que persistem na atualidade e impedem a superação do estigma que associa o tratamento de saúde mental à loucura. Entre essas resistências, destacam-se as práticas hospitalocêntricas, envolvendo profissionais de saúde que podem reforçar o estigma da loucura e da internação sobre o público-alvo da política. Daí a importância de considerar, no presente, o contexto histórico da constituição da política de saúde mental no Brasil, fornecendo uma dimensão referencial para evitar a perpetuação de práticas que violam a trajetória de constituição do direito social (COSTA e LOTTA, 2021).
Além da análise retrospectiva da mudança de paradigma em saúde mental, Silva e Nunes (2021) e Campos et al. (2020) destacam outros aspectos igualmente relevantes relacionados ao presente enquadramento. Primeiramente, a necessidade de formação continuada dos profissionais que atuam nos serviços de saúde e saúde mental sobre a temática da Reforma Psiquiátrica brasileira, a fim de que compreendam a relevância desse campo de atuação e não reproduzam estigmas que interfiram no acolhimento dos usuários (SILVA e NUNES, 2021). Em segundo lugar, ressaltam a necessidade de fortalecimento da pesquisa em saúde mental, ampliando o diálogo em diversas frentes, ao dar voz aos agentes atuantes na política, seus usuários e aos processos de reforma e análise da história da saúde mental (CAMPOS et al., 2020).
Diante do exposto, a literatura analisada indica um caminho dialético que implica o conhecimento crítico sobre a história de consolidação desses equipamentos, para que seja reavaliada as práticas em saúde mental. Esse processo deve considerar a pergunta "onde estamos e para onde vamos", ao mesmo tempo em que lança luz sobre possíveis caminhos a serem percorridos.
3.2. DESAFIOS DE ATUAÇÃO NAS UNIDADES DO CAPS
Dentre as produções científicas analisadas, foi possível identificar que, embora a implementação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), tenha sido imprescindível como uma das etapas da Reforma Psiquiátrica brasileira, ainda existem lacunas que precisam ser preenchidas para que o atendimento nesses espaços seja efetivado adequadamente.
As principais dificuldades apresentadas na literatura incluem a necessidade de estabelecimento da corresponsabilização na prestação de serviços aos usuários da política entre as unidades de saúde (FERREIRA et al., 2023; FORNERETO, SOUZA e MARTINI, 2023; IGLESIAS e AVELLAR, 2019; MOURA et al., 2022; SAMPAIO e JUNIOR, 2021; SANTOS e PIRES, 2021; SILVA e FERIGATO, 2020; SILVA, SANTOS e SANTOS, 2022), a necessidade de formação continuada dos agentes (BUSTAMANTE et al., 2020; OLIVEIRA e BERTONI, 2022; REIS e FERRAZZA, 2022; SANTOS e SURJUS, 2019; SILVA, LIMA e RUAS, 2020). 
E não menos importante, o baixo investimento do Poder Público no CAPS. Esta última barreira abrange desde a precariedade na infraestrutura, a escassez de recursos humanos técnico-especializados até o financiamento reduzido de ações extramuros com a comunidade no território (HONORATO et al., 2022; OLIVEIRA et al., 2020; PINHEIRO et al., 2022; SANCHES e VECCHIA, 2020).
Em relação à corresponsabilização, foram identificadas falhas na comunicação entre os setores de saúde que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Uma das alternativas propostas pela literatura é o fortalecimento das reuniões de matriciamento, que envolvem a presença das unidades de saúde, CAPS e gestores. Segundo Iglesias e Avellar (2019), as reuniões de equipe possibilitam uma mudança sensível entre as unidades, especialmente em relação à superação da insegurança em lidar com questões relacionadas à saúde mental fora do âmbito do CAPS:
A análise do matriciamento [...] possibilitou perceber mudanças importantes no cuidado em saúde mental. A partir do matriciamento essas transformações ocorreram tanto para os CAPS – que se aproximaram das discussões a respeito do território (grupo gestores) – quanto para as Unidades de Saúde, as quais se apropriaram da temática da saúde mental. Destacam-se ainda a redução dos medos, principalmente de profissionais das Unidades de Saúde, em lidar com as pessoas em sofrimento psíquico e a aproximação entre Unidades Básicas de Saúde e CAPS, em uma troca produtiva de saberes e práticas (IGLESIAS, AVELAR, p.1253, 2019).
Portanto, as reuniões entre equipe interna e em torno da RAPS são consideradas essenciais para a promoção do atendimento psicossocial, pois promovem o alinhamento de estratégias de atenção ao usuário, ao mesmo tempo que evitam a sobrecarga de trabalho frequentemente associada ao CAPS, no tratamento de saúde mental.
3.2.1. Investimento do Poder Público: infraestrutura e formação
Por outro lado, o funcionamento eficaz da política também exige investimento em infraestrutura por parte do Poder Público, incluindo a contratação de pessoal, especialmente de corpo técnico especializado, além da viabilização de ações que possibilitem a reinserção satisfatória dos usuários da política na comunidade, seja em aspectos de sociabilização, seja na geração de renda/emprego. Ao analisar uma unidade localizada no estado do Amapá, Oliveira et al. (2020), explicam que a falta de investimento no CAPS frequentemente resulta em um sobrecarga para os agentes atuantes na política e uma precarização dos serviços oferecidos: 
A escassez de financiamento e de interesse dos gestores públicos refletem na falta de materiais para as oficinas, alimentação, transporte, gerando sofrimento aos profissionais, que acabam tendo que usar recursos próprios e improvisando para evitar a evasão do usuário do serviço (OLIVEIRA et. al., p.193, 2020)
Outro fator fundamental levantado, se trata da viabilização de ações de formação continuada para os profissionais, capacitando-os para o atendimento em temas relacionados ao acolhimento da população de rua e a redução de danos (RD) decorrentes do uso de álcool e drogas. Temáticas em que foram identificadas certo grau de inexperiência (SANCHES e VECCHIA, 2020). 
3.3. O CAPS, SEGUNDO AS PERSPECTIVAS DOS USUÁRIOS DA POLÍTICA
Os textos que se enquadram no presente recorte evidenciaram o acolhimento realizado pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como uma estratégia fundamental para a promoção do bem-estar dos usuários da política de saúde mental (ALVAREZ, 2019; BOSKA, OLIVEIRA e SEABRA, 2022; FEUERSCHUETTE, FRANCO e ROSSI, 2024; LIMA, COUTO e ANDRADA, 2024; MACHADO,MODERNA e LUZ, 2020; MEDEIROS e MOREIRA, 2022; ROCHA, PEGORARO e PRÓCHNO, 2022; ROSSI et. al, 2019; SILVA, 2022; STRACINI e MOREIRA, 2022; TREICHEL, et.al., 2021; VERNAGLIA, CRUZ e PERES, 2021).
Desse ponto de vista, o CAPS é frequentemente visto como um dos poucos locais onde os usuários se sentem livres para expressar sua individualidade e obter proteção em situações de esgotamento físico e mental (SILVA, 2022; VERNAGLIA, CRUZ e PERES, 2021).
Esse acolhimento, muitas vezes negado no ambiente familiar e não disponível nas ruas para aqueles em situação de rua, raramente é encontrado em outros espaços da cidade. Nos CAPS, os usuários conseguem estabelecer vínculos significativos com os profissionais, o que contribui para a continuidade e eficácia do tratamento. Esse atendimento humanizado é reconhecido como um dos principais benefícios proporcionados por essas unidades (MEDEIROS e MOREIRA, 2022; SILVA, 2022; VERNAGLIA, CRUZ e PERES, 2021).
Em pesquisa realizada por Silva (2022), é ressaltada a centralidade do CAPS como espaço de acolhimento, perante a perspectivas dos usuários escutados:
No discurso dos participantes, o CAPS comparece como importante local de produção de saúde e de vida. Mencionam-no, no contexto da cidade, como uma morada dentre várias, da qual cada um usufrui de maneiras distintas. Vemos, desta perspectiva, uma instituição que se faz ninho e se faz muitas, acolhendo os sujeitos em suas contradições, sem confrontá-las como encruzilhadas e possibilitando vivê-las no encontro com outros (SILVA, p.65, 2022).
Apesar do aspecto positivo do estabelecimento de vínculos com os usuários, também foi possível verificar a menção das publicações sobre algumas barreiras ao atendimento, como a tendência de alguns profissionais em adotar práticas médico-centradas, que contrariam os princípios da luta antimanicomial, práticas que tendem a ser naturalizadas pelos usuários. Além da referência a precariedade da estrutura física encontradas nos Centros, o que tende a comprometer a qualidade dos atendimentos prestados devido à falta de recursos e espaço físico adequado (ALVAREZ, 2019; ROCHA, PEGORARO e PRÓCHNO, 2022).
As pesquisas também apontaram para a necessidade de um acompanhamento próximo das famílias dos usuários, tanto no que diz respeito à atenção e preparo para lidar com o tratamento do ente familiar, processo que pode levar ao adoecimento dos próprios membros da família, quanto à inclusão desses familiares como parte integrante da comunidade situada no território do CAPS (; LIMA, COUTO e ANDRADA, 2024; TREICHEL, et. al, 2021).
Diante do exposto, as abordagens encontradas nessas pesquisas apresentaram um olhar fundamental: o do próprio público atendido. Vozes, historicamente silenciadas em relação ao seu próprio cuidado de saúde. Tal abordagem não apenas legitima e valoriza as experiências dos usuários, mas também contribui para a construção de um campo de conhecimento que reflete diretamente sobre suas vivências, promovendo práticas mais inclusivas e eficazes no cuidado em saúde mental.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo desta pesquisa foi avaliar a presença e relevância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na literatura científica da área da Saúde, além de compreender, por meio desta revisão, os desafios enfrentados na consolidação dessa política. Após mais de cinco décadas da transformação iniciada com a Reforma Psiquiátrica brasileira, foi possível identificar diversas lacunas que precisam ser superadas para garantir um atendimento eficaz em saúde mental.
Nesse sentido, as publicações analisadas convergem ao estabelecer preocupações recorrentes: a importância de compreender o contexto histórico da consolidação dos Centros de Atenção Psicossocial e agir no fortalecimento do trabalho humanizado; a necessidade de estabelecer estratégias para lidar com os desafios diários relacionados à comunicação entre as equipes; a corresponsabilização do atendimento com agentes no território; o estabelecimento do vínculo com a comunidade e a sensibilização do Poder Público para investir nesses equipamentos, abrangendo desde a infraestrutura até ações de formação continuada e capacitação dos agentes.
Embora esse contexto seja um entrave à efetivação da política, também foi possível perceber por meio da literatura, que os CAPS cumprem sua função de acolhimento, principalmente do ponto de vista dos usuários, que encontram nesses centros um dos poucos espaços que lhes proporcionam bem-estar. Esse fato corrobora a importância do atendimento prestado nesses locais. Além disso, encontrar pesquisas que abordam a perspectiva dos usuários da política revelou-se uma grata surpresa.
Por fim, é necessário observar a baixa incidência na literatura de artigos que tratam especificamente dos CAPS. Como a presente pesquisa buscou identificar o conteúdo dessas produções, ela esteve limitada ao recorte dos últimos cinco anos, portanto, embora seja percebido uma quantidade de publicações reduzida, é arriscado afirmar a existência de um vazio nesse campo. Em pesquisas futuras, sugere-se uma análise aprofundada sobre a hipótese de baixa produção no campo acadêmico da Saúde, a partir de uma amostragem longa no tempo. 
REFERÊNCIAS
ALVAREZ, P. E. S. DE .. Percepciones y expectativas que inciden en la vinculación de los usuarios a los Centros de Atención Psicosocial en Brasil. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 23, p. e190117, 2019. Disponível em: Acesso em: 17 jun. 2024.
AMARANTE, P.. Novos sujeitos, novos direitos: o debate em torno da reforma psiquiátrica. Cadernos de Saúde Pública, v. 11, n. 3, p. 491–494, jul. 1995. Disponível em: . Acesso em: 17 jun. 2024.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70. 2011.
BUSTAMANTE, V. et al.. Indicadores para avaliação de Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi): resultados de uma pesquisa-intervenção. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 24, p. e190276, 2020. Disponível em: Acesso em: 17 jun. 2024.
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DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO ÉTICO
Eu, Alana Morais Vanzela, acadêmico(a) do curso de Especialização Gestão em Saúde da UEPG, declaro que o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado: _____________________________________
_______________________________________________________, sob orientação do professor(a) ___________________________________________________ foi por mim elaborado e, portanto, sendo de minha inteira autoria, responsabilizando-me pelas ideias e conteúdo nele constantes. Responsabilizo-me pela redação e declaro que todos os trechos que tenham sido transcritos de outros documentos (publicados ou não) e que não sejam de minha autoria estão citados conforme normas e padrões definidos pela ABNT vigentes e manual de normalização bibliográfica para trabalhos acadêmicos da UEPG. Declaro ainda ter o conhecimento de que posso ser responsabilizado(a) legalmente caso infrinja tais disposições, submetendo-me às penas da legislação cabível. 
Ponta Grossa, ___ de ___________de 2024.
___________________________ 
Assinatura do Acadêmico 
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO EM SAÚDE/UEPG
FICHA DE AVALIAÇÃO DE TCC
	ORIENTADOR: 
	
	MEMBRO DA BANCA 1: 
	
	MEMBRO DA BANCA 2: 
	
	NOME DO ACADÊMICO(A): 
	
	TÍTULO DO TCC: 
	
	DATA: 
	
	horário
	
	Itens avaliados
	Nota máxima
	Nota atingida
	Problema do estudo. 
	1,0
	
	Relevância e justificativa.
	1,0
	
	Objetivo geral e objetivos específicos.
	1,0
	
	Fundamentação teórica.
	2,0
	
	Metodologia e procedimentos.
	2,0
	
	Correção gramatical, ortografia formatação e uso das normas técnicas, de acordo com o Manual de normalização bibliográfica para trabalhos científicos da UEPG.
	1,0
	
	Resultados e conclusão.
	2,0
	
	TOTAL
	10,0
	
Recomendações e sugestões:
	
	
	
	
	
	
_______________________________________________
Assinatura do Orientador

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