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Renata Boa Sorte MEDICINA Considerações Anatômicas: As diferenças anatômicas, masculina e feminina, tornam-se relevantes quanto ao procedimento e ocorrência de complicações. A uretra masculina tem um comprimento de 18 a 20 cm, já a feminina, 3,5 a 4 cm. Indicações para a sondagem: As indicações dependem do tipo de modalidade da sondagem. SONDAGEM DE ALÍVIO: Realizado com a sonda uretral Alívio para retenção urinária aguda; Determinação do resíduo urinário; Obtenção de uma amostra de urina para exame laboratorial; Exploração da uretra. SONDAGEM DE DEMORA: Realizado com a sonda de Foley. Drenagem vesical por obstrução aguda ou crônica; Disfunção vesical (bexiga neurogênica); Irrigação vesical; Drenagem vesical após cirurgias urológicas e pélvicas; Monitoramento do volume urinário em pacientes graves; Incontinência urinária; Assegurar a higiene e a integridade da pele em região perineal. Contraindicações: A mais comum: lesão de uretra, principalmente quando há fraturas de pelve (uretrorragia, pelve instável e hematoma em região pélvica indicando lesão). Nessas situações, deve-se realizar uretrografia retrógrada se houver suspeita de trauma uretral. Uretrografia retrógrada: É um exame radiológico com uso de meio de contraste iodado para o estudo da bexiga, colo vesical e a uretra. Contraindicações relativas: Estenose uretral; Cirurgia uretral ou vesical recente; Paciente pouco colaborativo. ATENÇÃO: Por conta das complicações (principalmente infecção), a sondagem deve ser realizada apenas de houver indicação. Técnica de Sondagem Vesical: Antes de iniciar o procedimento: Explicar ao paciente o que será feito e o porque; Solicitação de autorização; Material deve ser solicitado e preparado e o paciente deve ser posicionado da maneira correta. SONDAGEM VESICUAL DE DEMORA: Materiais: Cateter vesical de Foley estéril, duplo lúmen (12 a 16 French (Fr) para adultos; 6 a 10 Fr para crianças). Coletor de urina de sistema fechado. Sondagem Vesical Renata Boa Sorte MEDICINA Duas seringas de 20 mL luer slip; 20 mL de água destilada; Uma agulha de 30 X 10 mm. Anestésico em gel estéril de uso único. Antisséptico degermante (solução de clorexidina degermante 2%). Solução fisiológica 0,9%. Antisséptico aquoso (solução de clorexidina aquosa 0,2%). Fita adesiva; Um par de luvas de procedimento e outra estéril; Pacote de gazes; Máscara cirúrgica, avental, óculos; Kit de sondagem vesical: cuba-rim, cúpula, pinça cheron, campo estéril. Técnica: Certificar-se da identificação do paciente por meio de pulseira (conferindo dois itens de identificação, p. ex., nome completo e data de nascimento). Orientar o paciente/acompanhante sobre o procedimento (benefícios e riscos). Promover um ambiente iluminado e privativo (biombo). Reunir todo o material; Certificar-se de que o lixo esteja ao seu alcance. Higienizar as mãos; Paramentar-se com os EPIs; Calçar as luvas de procedimento; Higienizar a área perineal genital; Calçar as luvas estéril; Abrir o kit de cateterismo vesical com técnica asséptica; Conectar a seringa à agulha, solicitando auxílio para aspirar à água destilada contida na ampola. Testar o balão e a válvula do cateter de Foley, introduzindo a quantidade de água destilada estéril recomendada pelo fabricante no lúmen do balão. Esvaziar o balão. Conectar o cateter de Foley (lúmen de drenagem) ao coletor em sistema fechado. Lubrificar a sonda por cerca de 10 cm. Utilizar lubrificante estéril e de uso único para cada paciente. Realizar antissepsia do meato uretral. Lembrar que: nessa técnica tem um pouco de diferença para homens e para mulheres. Para homens: Afastar o prepúcio; Segurar o pênis com uma gaze com a mão não dominante, mantendo-o perpendicular ao abdome. Realizar antissepsia com a pinça e as gazes embebidas em solução antisséptica degermante, do meato uretral para a periferia. Usar a gaze uma vez e descartá-la. Retirar as luvas de procedimento. Higienizar as mãos. Abrir o campo estéril. Calçar as luvas estéreis. Realizar antissepsia com as gazes embebidas em solução antisséptica aquosa, do meato uretral para a periferia. Usar a gaze uma vez e descartá-la. Manter o pênis perpendicular ao corpo, retraindo o prepúcio. Aplicar o lubrificante/anestésico, lentamente, através do meato uretral com auxílio da seringa luer slip de 20 mL. Aguardar alguns segundos para o início da ação do lubrificante/ anestésico. Introduzir o cateter vesical até encontrar resistência Inclinar o pênis em um ângulo de 45° em direção ao abdome e continuar introduzindo o cateter, o que facilita a passagem na uretra bulhar. Introduzir o cateter até a bifurcação em “Y”: 15 a 20 cm, e até o refluxo de urina. Para ambos os sexos: Fixar o cateter na face interna da coxa do paciente (cerca de 2 cm da linha inguinal), saindo por cima desta. Atenção para não tracionar o cateter. O trauma uretral, possível complicação do procedimento, pode ser minimizado por meio da adequada fixação do cateter. Fixar a bolsa de drenagem na lateral da cama, abaixo do nível da bexiga. Posicionar o paciente confortavelmente. Recolher o material. Retirar as luvas. Higienizar as mãos. Renata Boa Sorte MEDICINA Registrar o procedimento no prontuário, anotando data e hora do cateterismo, tipo e calibre do cateter, volume de água do balão, quantidade, coloração e características da urina, bem como reações do paciente decorrentes do procedimento. ATENÇÃO: A bolsa (coletor de urina de sistema fechado) deve ser avaliada e esvaziada, não pode deixar encher, porque a urina ao longo do dia pode sofrer alterações e estiver cheia, o médico não irá conseguir avaliar de forma correta. Cores que podem aparecer na urina: