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Sondagem Vesical: Relatório Prático

Relatório de aula prática em laboratório sobre sondagem vesical de demora e de alívio. Contém identificação, objetivo e introdução com indicações, lista de materiais e descrição passo a passo da técnica (preparo, antissepsia, adaptação da sonda e teste do balonete).

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Prévia do material em texto

CURSO DE ENFERMAGEM 
 
 
 
 
WELESSON PABLO SANCHES DOS SANTOS 
 
 
RELÁTORIO DE AULA PRÁTICA EM 
LABORATÓRIO: 
SONDAGEM VESICAL DE DEMORA E 
SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTANA – AP 
NOVEMBRO, 2022 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO 
 
 
1. IDENTIFICAÇÃO 
 
TÍTULO: Sondagem vesical de demora e sondagem vesical de alívio 
DISCENTE: Welesson Pablo Sanches Dos Santos 
DOCENTE: ENF. Diana Santos 
UNIDADE CURRICULAR: Atenção à saúde da pessoa e família em situação de risco 
CURSO: ENFERMAGEM 
PERÍODO: 08/11/2022 
OBJETIVO: introdução de um cateter pela uretra até a bexiga com o fim de diagnóstico ou 
tratamento. 
 
2. INTRODUÇÃO 
 
Quando a urina não pode ser eliminada naturalmente, deve ser drenada artificialmente através 
de sondas ou ceteteres que podem ser introduzidos diretamente na bexiga, ureter ou pelve renal. 
A sondagem vesical é a introdução de uma sonda ou cateter na bexiga, que pode ser realizada 
através da uretra ou por via suprabúbica, e tem por finalidade a remoção da urina. 
Suas principais indicações são: obtenção de urina asséptica para exame, esvaziar bexiga em 
pacientes com retenção urinária, em preparo cirúrgico e mesmo no pós-operatório, para 
monitorizar o débito urinário horário e em pacientes inconscientes, para a determinação da urina 
residual ou com bexiga neurogênica que não possuam um controle esfincteriano adequado. 
A sondagem vesical pode ser dita de alívio, quando há a retirada da sonda após o esvaziamento 
vesical, ou de demora, quando há a necessidade de permanência da mesma. Nestas sondagens 
de demora, a bexiga não se enche nem se contrai para o seu esvaziamento, perdendo com o 
tempo, um pouco de sua tonicidade e levando à incapacidade de contração do músculo 
detrursor; portanto antes da remoção de sonda vesical de demora., o treinamento com 
fechamento e abertura da sonda de maneira intermitente, deve ser realizada para a preservação 
da retenção urinária. 
Quando há necessidade de uma sonda vesical de demora, é imperativo a utilização de um 
sistema fechado de drenagem, que consiste de uma sonda ou cateter de demora, um tubo de 
conexão e uma bolsa coletora que possa ser esvaziada através de uma valva de drenagem, tudo 
isto para a redução do risco de infecção. 
 
3. OBJETIVO 
 
Introdução de um cateter pela uretra até a bexiga com o fim de diagnóstico ou tratamento. 
 
4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
- Drenagem de urina 
- Controle do débito urinário 
- Instilação de medicação ou líquido via uretral 
 
5. MATERIAIS UTILIZADOS 
 
 Sonda Folley (Neonatal 4 – 6 French, Pediátricas 6 – 10 French, Adulto 12 – 24); 
 Coletor de urina de sistema fechado; 
 Bandeja estéril para o procedimento com cubas e pinças; 
 Biombo; 
 Campo estéril simples e um capo estéril fenestrado; 
 Luvas estéreis; 
 Luvas de procedimento; 
 Compressas ou luvas de banho; 
 Água e sabão neutro; 
 Clorexidina degermante; 
 Clorexidina aquosa 2%; 
 Xilocaína geleia 2%; 
 Dois a três pacotes de gaze; 
 Uma seringa de 5 ml (se paciente pediatríco) ou 20 ml (se paciente adulto) – deve ter 
ponta luer slip que encaixe no dispositivo de preenchimento do balonete da sonda; 
 Água destilada; 
 Fita adesiva microporosa hipoalergênica; 
 Agulha de aspiração (40x12); 
 Ampola de água destilada estéril; 
 Mesa de Mayo. 
 
6. DESCRIÇÃO DA TÉCNICA 
 
1. Avaliar o paciente e se certificar da necessidade do procedimento; 
2. Explicar o procedimento ao paciente e à família; 
3. Conferir a prescrição médica; 
4. Reunir o material e levar até o paciente; 
5. Conferir o nome completo do paciente; 
6. Promover a privacidade do paciente; 
7. Higienizar as mãos; 
8. Posicionar o paciente: 
a) Feminino: posição dorsal (supino com joelhos flexionados). 
b) Masculino: posição supina com as pernas levemente afastadas. 
9. Calçar luvas de procedimento e realizar a higiene íntima rigorosa com água e sabão (se 
paciente dependente). Orientar a higienização prévia a pacientes independentes; 
10. Retirar luvas de procedimento e higienizar as mãos; 
11. Abrir a bandeja de cateterismo e adicionar os materiais descartáveis (spnda de folley, 
seringas, agulhas, gaze estéril e sistema coletor fechado) dentro da técnica asséptica; 
12. Calçar as luvas estéreis; 
13. Adaptar a sonda de Folley ao coletor de urina de sistema fechado; 
14. Com o auxílio de um colega, colocar gel hidrossolúvel na seringa de 20 ml (se paciente 
masculino) e colocar água destilada; 
15. Testar o cuff (balonete) com a seringa de 10 ml com água destilada; 
16. Realizar a antissepsia do meato uretral; 
a) Feminino: usando pinça na mão dominante, pegar gazes estéreis saturadas com 
solução antisséptica e limpar sempre da frente para trás do clitóris na direção do 
ânus. Limpar meato uretral, pequenos e grandes lábios. 
b) Masculino: (1) recolher o prepúcio com a mão não dominante, segurar o pênis 
abaixo da glande. Manter a mão não dominante na posição ao longo do 
procedimento. (2) com a mão dominante, pegar uma gaze com a pinça e limpar o 
pênis. Fazer movimento circular do meato uretral para baixo até a base da glande. 
Repetir a limpeza três vezes, usando uma gaze limpa a cada vez. 
17. Posicionar o campo fenestrado sobre a genitália; 
18. Lubrificar a sonda com xilocaína. No homem, poderá ser injetado o lubrificante 
diretamente na uretra por meio de uma seringa de 20 ml; 
19. Introduzir a sonda delicadamente no meato uretral até observar a drenagem de urina. 
Quando masculino, levantar o pênis na posição perpendicular ao corpo do paciente; 
20. Insuflar o balonete com água destilada, observando o volume marcado na sonda; 
21. Tracionar vagarosamente a sonda até sentir resistência do balão e fixar na parte inteira 
da coxa (mulher) e área seprapúbica (homem); 
22. Não se esquecer de reposicionar o prepúcio e remover o excesso de antisséptico da área 
meatal. Se necessário realizar nova higiene íntima; 
23. Prender o coleto na parte inferior da cama após colocar a data, a hora e o nome do 
paciente; 
24. Auxiliar o paciente a ficar em uma posição confortável; 
25. Lave e seque a área perineal conforme for necessário; 
26. Encaminha o material utilizado ao expurgo; 
27. Retirar as luvas e higienizar as mãos; 
28. Checar o procedimento; 
29. Realizar as anotações de enfermagem no prontuário.

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