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Adenoma: tumor benigno que se desenvolve em glândulas Pedro Lucas Cariri Moura – 4º Período | FMIT – Faculdade de Medicina de Itajubá Sistemas Orgânicos Integrados IV – SOI IV Relembrar como ocorre a produção e o funcionamento da insulina Estudar a etiologia e epidemiologia do diabetes tipo 1 Entender a fisiopatologia e as manifestações clínicas do diabetes tipo 1 e diferenciá-los do tipo 2 Listar os fatores de risco e compreender como o exercício físico e dieta podem melhorar um quadro de dia- betes Pâncreas: glândula tanto endócrina, quanto exócrina. Células exócrinas: estão distribuídas em grupos chamados ácinos. Células endócrinas: ilhotas pancreáticas – se encontram entre os ácinos. Células alfa secretam glucagon: eleva a [glicose] Células beta secretam insulina: reduz a [glicose] Células delta secretam somatostatina – atua- ção parácrina. Inibe a liberação tanto de insu- lina, quanto glucagon das células vizinhas. Células F secretam polipeptídio pancreático – inibe a liberação de somatostatina. CONTROLE DA SECREÇÃO DE GLUCA- GON E INSULINA O nível da glicose sanguínea controla a secreção de glucagon e insulina via feedback negativo. Hipoglicemia estimula a secreção de glucagon; Glucagon atua nos hepatócitos, acelerando a conversão de glicogênio em glicose (glicogenó- lise). Além de promover a formação de glicose a partir do ácido lático e de determinados amino- ácidos (gliconeogênese); Hepatócitos liberam glicose no sangue de ma- neira rápida; A hiperglicemia inibe a liberação de glucagon; A hiperglicemia estimula a secreção de insulina; A insulina acelera a difusão facilitada de glicose para as células; acelera a conversão de glicose em glicogênio; intensifica a captação de amino- ácidos, aumentando a síntese proteica; acelera a síntese de ácidos graxos (lipogênese; retarda a glicogenólise e gliconeogênese); Queda do nível de glicose no sangue; Inibição da liberação de insulina, liberação de glucagon. Neurônios e neurotransmissores também regu- lam a liberação desses hormônios; Glucagon e Insulina são antagônicos; O GH e o ACTH estimulam a secreção de insulina, porque elevam a glicose sanguínea. SECREÇÃO DE INSULINA Digestão de absorção de alimentos contendo car- boidratos são um forte estímulo. Acetilcolina; Arginina e leucina; Peptídio insulinotrópico dependente de glicose (GIP). SECREÇÃO DE GLUCAGON Sistema Simpático do SNA; Elevação dos aminoácidos associado a baixo ní- vel de glicose. Tabela 1. Células endócrinas da ilhota pancreática. Fonte: Diehl LA, Migliano Porto JNC. Endocrinologia. 1ed. São Paulo: Medcel; 2018 Imagem 1. Regulação por feedback negativo da secreção de glucagon (setas azuis) e insulina (setas laranja). Fonte: TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Gua- nabara Koogan, 2016. Tipos celulares (% das células da ilhota) Hormônios Secretados Células beta (65 a 80) Insulina e amilina Células alfa (15 a 20) Glucagon Células delta (3 a 10) Somatostatina Células PP (3 a 5) Polipeptídio pancreático Célula épsilon (O DM1 é causado pela destruição das células beta- pancreáticas (responsáveis pela secreção de insu- lina), com consequente redução da capacidade se- cretora de insulina e deficiência severa (em geral, absoluta) desse hormônio. Corresponder por 5 a 10% dos casos de DM. QUADRO CLÍNICO Os pacientes são geralmente magros (embora a pre- sença de obesidade não descarte a possibilidade de DM1) e apresentem tendência a cetoacidose. A hiperglicemia costuma ter início abrupto e atingir níveis elevados (>300mg/dL). A forma rapidamente progressiva, com instalação dos sintomas em poucos dias, quadro clínico exube- rante e rápida evolução para cetoacidose, é comu- mente observada em crianças e adolescentes (em- bora também possa ocorrer em adultos). Em adultos, é mais frequentemente observada uma forma de progressão mais lenta, em que a instala- ção da hiperglicemia e o desenvolvimento dos sin- tomas são mais insidiosos (algumas semanas). Também é descrita, em adultos, a forma de DM1 de instalação gradual, em que o paciente pode cursar com hiperglicemia moderada, oligossintomática, inclusive com boa resposta a hipoglicemiantes orais por vários meses/anos, devido à perda mais lenta da massa de células beta. Essa forma lentamente progressiva, com quadro clí- nico inicial bastante semelhante ao do diabetes tipo 2, é conhecida como diabetes autoimune latente do adulto (LADA), que corresponde por, aproximada- mente, 15% dos casos novos de DM em adultos, cuja presença é sugerida pelo aparecimento de altos tí- tulos de autoanticorpos contra antígenos das célu- las beta. Entretanto, com o tempo, todos, eventualmente, precisam de insulina exógena para manter a nor- moglicemia e prevenir a cetoacidose. DIAGNÓSTICO O diagnóstico de DM1 é sugerido pelo início abrupto de hiperglicemia severa (geralmente, acima de 200mg/dL), habitualmente sintomática, acome- tendo, principalmente, crianças e jovens (embora o DM1 possa atingir qualquer faixa etária). Cerca de 70 a 80% dos casos têm início antes dos 30 anos, com pico de incidência por volta dos 12 anos. Um dado laboratorial que pode ajudar a confirmar o diagnóstico é a presença de insulinopenia severa, indicada por valores de peptídeo2018 CARACTERÍSTICAS MODO DE AÇÃO A ligação da insulina aos seus receptores, nos diver- sos tecidos-alvo, tem efeito estimulador no anabo- lismo e inibidor no catabolismo. EFEITOS ANABÓLICOS Estimulo à captação de glicose pelos tecidos (fí- gado, musculoesquelético, tecido adiposo) pela maior expressão do transportador de mem- brana da glicose (GLUT4). Estímulo à síntese de glicogênio (glicogênese) no fígado e no musculoesquelético; Estímulo à captação tecidual de aminoácidos; Estímulo à expressão gênica e à síntese de DNA; Estímulo à síntese de proteínas e ácidos graxos; Estímulo à atividade da bomba de sódio e potás- sio (Na, K-ATPase). DM1 DM2 Predomínio em 40 anos Deficiência absoluta de insulina (na maioria dos casos, por destruição autoimune) Resistência à ação da insulina associada aos graus variados de deficiência de secreção Indivíduos magros Indivíduos geralmente com sobrepeso ou obesos, sedentários, hipertensos Início subagudo, com sintomas de hiperglicemia acentuada (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso) Início insidioso, muitas vezes assintomático Tendência a cetoacidose Descompensação típica: estado hiperosmolar Herança associada ao HLA Herança poligênica EFEITOS ANTICATABÓLICOS Inibição da síntese de glicose (gliconeogênese) e da quebra do glicogênio (glicogenólise) pelo fí- gado e musculoesquelético; Inibição da síntese de corpos cetônicos (cetogê- nese) pelo fígado; Inibição da lipólise no tecido adiposo; Inibição da apoptose celular; Inibição da secreção de glucagon pelas células alfa. CLASSIFICAÇÃO INSULINAS ANIMAIS Insulina suína ou bovina; atualmente em desuso. Provocavam lipoatrofia no local de aplicação por re- ação alérgica, em alguns pacientes. INSULINAS HUMANAS Correspondem a moléculas de insulina idênticas à endógena humana (51 aminoácidos, em 2 cadeias peptídicas – A e B – unidas por 2 pontes dissulfeto). A insulina humana pura, cristalina, é conhecida como regular. Outra insulina humana é a NPH (Neutral Protamine Hagedorn), que recebeu a adição de zinco e de algu- mas proteínas para retardar a sua absorção e pro- longar a sua ação farmacológica. ANÁLOGOS DE INSULINA Correspondem a moléculas que sofreram alguma modificação na sua composição básica (pela troca ou adição/retirada de alguns aminoácidos), a fim de obter perfis diferenciados de tempo de ação. Incluem as insulinas lispro, asparte, glulisina, dete- mir, glargina e degludeca. CARACTERÍSTICAS: INSULINAS BASAIS OBJETIVOS Controle da glicemia nos períodos pré-prandiais e nos intervalos entre as refeições. DURAÇÃO DE AÇÃO Intermediária ou prolongada. PICOS DE AÇÃO Pouco pronunciado. AJUSTES DE DOSE De acordo com a glicemia pré-prandial. TIPOS Intermediária: NPH; Prolongadas – glargina, detemir, degludeca. CARACTERÍSTICAS: INSULINA DE BOLUS OBJETIVOS Controle de glicemia nos períodos pós-prandiais (de 2 a 3 horas após as refeições). DURAÇÃO DE AÇÃO Curta. PICOS DE AÇÃO Pronunciado. AJUSTES DE DOSE De acordo com a glicemia pós-prandial. TIPOS Rápida: regular; Ultrarrápidas: lispro, asparte e glulisina; Inalável. REFERÊNCIA Diehl LA, Migliano Porto JNC. Endocrinologia. 1ed. São Paulo: Medcel; 2018.