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DOENÇAS CARDIOVASCULARES HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MANAUS CURSO FARMÁCIA ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM PACIENTES HIPERTENSOS Manaus/AM 2025 2 Sérgio Araújo CASO CLÍNICO ANTIHIPERTENSIVOS A história JVC, 42 anos, sexo masculino, negro, motorista de ônibus há mais de 15 anos. Pesa 88kg, mede 165cm, solteiro, ensino fundamental, etilista leve, fumante (10 maços/ano), sedentário, toma de 5 a 8 cafezinhos por dia, come frequentemente na rua - lanche e comida rápida, pai falecido de causa aguda desconhecida, mãe e irmão “têm colesterol com níveis alterados” não se lembra da última vez que realizou exames de sangue. - Medicamentos em uso: - atenolol 1 comprimido de 50mg 2x dia (recentemente não consegue retirar o medicamento no posto e tem comprado o de 100mg que parte ao meio) - furosemida 40mg 2x dia (uso irregular, relata sentir vontade de fazer xixi, mas a função exercida de motorista de ônibus não permite) - uso regular de diclofenaco sódico 50mg para dores lombares - uso de paracetamol para dor de cabeça Queixa atual: Chega na farmácia com muita dor de cabeça (localização na nuca). Relata ter dores “no peito”, quando realiza esforços, e inchaço nas pernas ao fim do dia. Relata ter pressão alta e solicita aferição da pressão. Ao aferir pressão, encontra-se 180mmHg por 120mmHg. Pede ajuda ao farmacêutico. 01 04 03 02 Descreva o raciocínio clínico para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica Que alternativas terapêuticas esse paciente pode ter além das descritas no caso? ação dos tratamentos nesse casoEstabeleça os parâmetros de monitorização (efetividade e segurança) nesse caso Como Podemos fazer a avali (indicação, posologia e reações adversas)? QUESTIONAMENTOSDO CASO CLÍNICO www.profsergioaraujo.com.br © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. 5Hipertensão Arterial Sistêmica Conceito “Condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg ” SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. VII Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol. 2016; 107(3 supl.3). http://www.profsergioaraujo.com.br/ 66 www.profsergioaraujo.com.br © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. Fatores de risco para a HAS Idade. Gênero e etnia. Sobrepeso e obesidade. Sedentarismo. Sódio e álcool. Fatores socioeconômicos. História familiar. http://www.profsergioaraujo.com.br/ 7Hipertensão Arterial Sistêmica Fatores de risco Índice Massa corpórea (IMC) e relação cintura/quadril Prevalência de HAS (%). 23,9% IMC=25,0-29,9. 35,3% IMC=30,0-34,9. 17,5% IMC=18,5-24,9 (Normal) 1 em homens 0,8 em mulheres. Cintura Quadril 12HAS Relação da HAS com a obesidade Ingesta alimentar > Gasto energético tecidoExcesso de adiposo Obesidade Ativação do SNS Ativação do SRAA Disfunção vascular Disfunção do tecido adiposo branco Resistência insulínica Reabsorção renal de sódio aumentada Hipertensão arterial sistêmica 88Hipertensão Arterial Sistêmica Classificação Classificação da HAS de acordo com a medição casual ou no consultório da PA a partir dos 18 anos de idade Classificação Pressão sistólica (mmHg) Pressão diastólica (mmHg) Ótima 180 > 110 Hipertensão arterial sistêmica secundária (5 a 10%) DIAGNÓSTICO • Medições repetidas em condições ideais em duas ou mais ocasiões • Confirmado com medições fora do consultório (MAPA) 9Hipertensão Arterial Sistêmica Diminuição da Pressão arterial. Aumenta o débito cardíaco. Juntamente com aldosterona → Reabsorção de sódio Aumenta a Pressão arterial. Estímulo barorreceptor Estímulo liberação de renina Aumenta a resistência vascular periférica Angiotensina I Angiotensina II ECA Regulação da pressão arterial 1 2 3 6 5 4 7 9 Vasoconstricção renal 8 Angiotensinogênio. 10 Renina 11 12 13 Estímulo Adrenérgico 14 15 Renina Angiotensionogênio Angiotensina I Angiotensina II ECA 11 Queda da PA Auto regulaçã o do tônus vascular Aumento de NA Aumento da frequência cardíaca (β1) Retenção hidrossali na Aumento da PA Retenção hidrossali na Aumento da volemia Auto regulação do tônus vascular Aumento de NA Aumento da frequência cardíaca (β1) Aumento da RVP (α1) Aumento da RVP (α1) Aumento da ang II (β1 e 2) Aumento da ang II (β1 e 2) Retenção hidrossali na Fisiopatologia Hipertensão essencial 12HAS Relação da HAS com a obesidade Ingesta alimentar > Gasto energético tecidoExcesso de adiposo Obesidade Ativação do SNS Ativação do SRAA Disfunção vascular Disfunção do tecido adiposo branco Resistência insulínica Reabsorção renal de sódio aumentada Hipertensão arterial sistêmica 14 Queda da PA Auto regulação do tônus vascular Aumento de NA Aumento da frequência cardíaca (β1) Retenção hidrossalina Aumento da PA Retenção hidrossalina Aumento da volemia Auto regulação do tônus vascular Aumento de NA Aumento da frequência cardíaca (β1) Aumento da RVP (α1) Aumento da RVP (α1) Aumento da ang II (β1 e 2) Aumento da ang II (β1 e 2) Retenção hidrossalina Fisiopatologia Hipertensão secundária Feocromocitoma Hiperaldosterismo Insuficiência renal Medicamentos: iMAO, ADT, Sibutramina, ciclosporina EPO 15 Cefaleia Epistaxe Zumbido Enjoo Sintomas Hipertensão 17 Isquemia transitória Lesões cerebrais AVE isquêmico Hemorragias Complicações Cerebrovasculares Sistema Nervoso Central 19 Infarto do miocárdio Causado pela obstrução de vasos cardiacos e redução da perfusão sanguinea e oxigenação Angina Dor no peito causada pelo fluxo reduzido de sangue no coração Doença periférica sintomática Bloqueio de vasos impedindo o sangue de chegar aos membros inferiors causando inquemia Insuficiência Cradíaca Paredes dilatadas pata vencerem a resistência periférica podem reduzir a força de contração cardiaca Complicações Cardíacas 2200Complicações Sistema Renal HAS Hipertensão glomerular DM Dislipidemia Ang. II Vasoconstricão da arteríola eferente Inflamação Proteinúria Lesão renal induzida hemodinamicamente 21Fatores de risco para paciente hipertenso Sexo masculino. História Familiar de doença cardiovascular prematura. Homens > 55 anos e mulheres > 65 anos. Tabagismo. Dislipidemia. Resistência a insulina. Obesidade 22Classificação de risco Estratificação de risco no paciente hipertenso PARÂMETROS • Níveis da PA • Fatores de risco associados • Presença de lesão em órgão alvo • Presença de doença cardiovascular • Presença de doença renal 23Tratamento Mudança no estilo de vida TODOS 1 Início da terapia medicamentosa Após 6 meses de insucesso da MEV 2 Terapia medicamentosa Idosos PAS >140 mmHg Idosos >80 anos: PAS > 160 mmHg 3 24 usado em associação Preferência por posologia única diária Dose minima e aumento gradativo Período mínimo de 4 semanas para mudança do esquema terapêutico Princípios gerais da abordagem anti-hipertensiva ANTI-HIPERTENSIVOS Considerar condições sócio- econômicas Considerar as circunstâncias de adesão (Uso contínuo, ajuste posológico e RAM) 6 Propranolol Bloqueio de receptores beta adrenérgicos, Hidroclorotiazida Aumenta a secreção de Na e K. alfa adrenérgicos centrais ANTI-HIPERTENSIVOS Espironolactona Antagonista da aldosterona Hidralazina Vasodilatador direto, Verapamil Inibidor dos canais de cálcio do coração e dos vasos sanguíneos Captopril Inibidor da ECA, Metildopa Antagonista de receptores Losartana Inibe receptores AT1 da angiotensina II 77Anti-hipertensivos Principais representantes DIU Hidroclorotiazid a, Furosemida e Espironolactona . IECA Captopril e Enalapril. BCC Verapamil e Anlodipino. BRA Losartana. BB Propranolol e Atenolol. Vasodilatadores Hidralazina e Nitroprussiato de sódio.α1 – Bloq e α2 - agonista Prazosina e Metildopa 88Anti-hipertensivos Tratamentos Assoc Mono Assoc Assoc Assoc DIURÉTICOS IECA BCC BRA DOIS FÁRMACOS DE CLASSES DISTINTAS EM DOSE BAIXA BETA BLOQUEADORES 99Anti-hipertensivos Algoritmo MONOTERAPIA Aumento da dose. Associar segundo fármaco antihipertensivo. Substituir monoterapia. ASSOCIAÇÃO Aumentar o dose. Associar terceiro fármaco antihipertensivo. Substituir associação. NÃO ATINGIU A META OU TOXICIDADE NÃO ATINGIU A META ACRESCENTAR OUTROS ANTIHIPERTENSIVOS 1100Anti-hipertensivos Tratamentos 1111Anti-hipertensivos Diuréticos Uso preferencial • Mais suaves • Maior tempo de ação • Insuficiência renal1 • Situações de edema2 • Usados associados aos tiazídicos 1 Creatinina >2,0 mg/dL ou TFG 140 x 90 ou 130 x 85 mmHg). • Peso corporal 17Anti-hipertensivos iECA e ARA-II IECA Dose (mg/dia) Freq Benazepril 5 – 20 1 Captopril 25 – 150 2 – 3 Cilazapril 2,5 – 5 1 Delapril 15 – 30 1 – 2 Enalapril 5 – 40 1 – 2 Fosinopril 10 – 20 1 Lisinopril 5 – 20 1 Perindopril 4 – 8 1 Quinapril 10 – 20 1 Ramipril 2,5 – 10 1 Trandolapril 2 – 4 1 ARA II Dose (mg/dia) Freq Candesartana 8– 32 1 Irbersartana 150 – 300 1 Losartana 25 – 100 1 Olmesartana 20 – 40 1 Telmisartana 40 – 160 1 Valsartana 80 – 320 1 Inibidor direto da renina Dose (mg/dia) Freq Alisquireno 150 – 300 1 18Anti-hipertensivos iECA e ARA-II Lisinopril Captopril Enalapril Fosinopril 5 mg/dia 12,5 mg/12h 2,5-5 mg/dia 10 mg/dia Em doses equivalentes, todos tem similar efetividade www.profsergioaraujo.com.br © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. 19Angiotensinogênio Renina Angiotensina II Angiotensina I ECA AT1 Peptideos inativos X Bradicinina Ang 1-7 Relaxamento AldosXterona Hipertensão Vasoconstricção Remodelamento MLV ARA II Tosse Angioedema Vasodilatação Inflamação Retensão hidrosalina Excreção de potássio Anti-hipertensivos iECA e ARA-II Alisquireno http://www.profsergioaraujo.com.br/ 2200Anti-hipertensivos iECA e ARA-II Indicações • Hipertensão arterial sistêmica • Insuficiência Cardíaca • Prevenção de cardiopatia isquêmica • Nefropatia diabética. Contra-indicação • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou componentes da forma farmacêutica. Reações adversas • Angioedema e tosse • Hipercalemia • Diminuição da função renal • Hipotensão ortostática. ARA II são de segunda escolha em relação aos IECA. 22Anti-hipertensivos iECA e ARA-II Parâmetros Efetividade Parâmetros Segurança • Tosse. • Hipotensão • Hipercalemia • Aumento da creatinina • Diabetes e insuficiência renal* • Pressão arterial (> 140 x 90 ou 130 x 85 mmHg). 23Anti-hipertensivos Bloqueadores dos canais de cálcio Diihidropiridinas Fármaco Dose (mg/dia) Freq Anlodipino 5 – 20 1 Felodipino 25 – 150 2 – 3 Isradipino 2,5 – 5 1 Lacidipino 15 – 30 1 – 2 Nifedipino oros 5 – 40 1 – 2 Nifedipino retard 10 – 20 1 Nisoldipino 5 – 20 1 Nitrendipino 4 – 8 1 Lercanidipino 10 – 20 1 Manidipino 2,5 – 10 1 Benzotiazepinas Fármaco Dose (mg/dia) Freq Diltiazem SR 8– 32 1 Diltiazem CD 150 – 300 1 Não - diihidropiridinas Fenilalquilaminas Fármaco Dose (mg/dia) Freq Verapamil retard 150 – 300 1 24Anti-hipertensivos Bloqueadores dos canais de cálcio Verapamil Diltiazem Nifedipina vasodilatação RP PAFC - DC - PA 2255Anti-hipertensivos Bloqueadores dos canais de cálcio Indicações • Hipertensão arterial sistêmica (Diidro > Não diidro) • Angina pectoris (Não diidro > Diidro) • Arritmias cardíacas (Não diidro) Contra-indicação • Hipersensibilidade. • Infarto agudo do miocárdio • Bloqueio atrial (Diltiazem e verapamil) • Hipotensão severa (sistólica 140 x 90 ou 130 x 85 mmHg). • Eritema • Hipotensão • Edema periférico • Frequência cardíaca • Cefaleia/vertigem • Distúrbio gastrintestinal • Hiperplasia gengival 28Anti-hipertensivos β-bloqueadores Simpaticolítico de ação central (α2-agonistas) Fármaco Freq Clonidina 2-3 Guanabenzo 2-3 Metildopa 2-3 Rilmenidina 1 Reserpina 1-2 β - bloqueadores Fármaco Freq Atenolol 1-2 Bisoprolol 1-2 Carvedilol 1-2 Metoprolol 1-2 Nadolol 1 Nebivolol 1 Propranolol 2-3 Pindolol 1-2 α1-bloqueadores Fármaco Freq Doxazosina 1 Prazosina 2-3 Torazosina 1-2 www.profsergioara © 2020 Posologia estúdio. Todos m.br s reservados. 29Anti-hipertensivos β-bloqueadores NA exocitose NA 2 1 1 FC - DC - PA Vasoconstricção renina X X X Broncoconstricção β1-seletivos Atenolol Metoprolol β- ñ seletivos Propranolol 3300Anti-hipertensivos β-Bloqueadores Indicações • Hipertensão arterial sistêmica • Angina • Arritmias • Infarto do miocárdio. • Insuficiência cardíaca Contra-indicação • Hipersensibilidade. • Insuficiência cardíaca descompensada • Bradicardiasinusal • Bloqueio cardíaco 3º. Grau • Asma/DPOC Diminuição da PA é similar entre os BB. A cardioseletividade influi na segurança. Piora do perfil metabólico (impacto incerto). www.profsergioaraujo.com.br © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. 3311Anti-hipertensivos β-Bloqueadores Reações adversas mais comuns Cardiovascular Fadiga, extremidades frias, bradicardia, hipotensão e IC Sistema Nervoso Central Cefaleia, depressão e distúrbios do sono Gastrointestinal e genitourinário Constipação, diarreia, náuseas e impotência Respiratório Broncoespasmos e dispnéia Suspensão abrupta: risco de angina, IAM, arritmias e morte. Piora do perfil metabólico (impacto incerto). http://www.profsergioaraujo.com.br/ www.profsergioaraujo.com.br 32Anti-hipertensivos Segurança para a gestante e o feto Sem evidência de risco Evidência de riscoRisco não descartado Seguro Moderadamente seguro Potencialmente perigoso • Diuréticos tiazídicos. • Metildopa • Diuréticos: Hidroclorotiazida e espironolactona. • Inibidores adrenérgicos: Metildopa e propranolol • Vasodilatadores: Hidralazina e Minoxidil • BCC: Verapamil e nifedipino • iECA: Captopril e Enalapril • β-bloquadores. • Hidralazina • ARA-II (1º. Trimestre) • Bloqueadores dos canais de cálcio • Diuréticos de alça • Diuréticos: Furosemida. • Inibidores adrenérgicos: Atenolol, metoprolol, carvedilol • BCC: Anlodipino • iECA: Ramipril • ARA-II: Olmesartana, Candesartana © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. • iECA. • ARA-II (1º. E 3º. Trimestre) • Inibidores adrenérgicos: Reserpina, prazosina. • iECA: Fosinopril, Quinapril • ARA-II: Telmisartana e Valsartana Segurança para o lactente com o uso do anti-hipertensivo pela lactante http://www.profsergioaraujo.com.br/ Método Clínico Farmacêutico Resultados esperados: 1. cura de uma doença 2. eliminação ou redução dos sintomas 3. interrupção ou retardamento do processo patológico 4. prevenção de doença ou sintoma SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação, Plano) PWDT (Pharmacist’s Workup of Drug Therapy) TOM (Therapeutic Outcomes Monitoring) Dáder (Seguimento Farmacoterapêutico) Método Clínico Farmacêutico “É um componente da Atenção Farmacêutica e configura um processo no qual o farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do usuário relacionadas ao medicamento, por meio da detecção, prevenção e resolução de Problemas Relacionados a Medicamentos (PRMs), de forma sistemática, contínua e documentada, com o objetivo de alcançar resultados definidos, buscando a melhoria da qualidade de vida do usuário.” melhorar qualidade de vida acompanhamento contínuo, sistematizado, documentado detecção, prevenção e resolução de problemas da farmacoterapia Comprometimento multiprofissional 2 PROBLEMAS RELACIONADOS A MEDICAMENTOS E PARÂMETROS DE MONITORIZAÇÃO Entender o uso dos parâmetros de monitorização na farmacoterapia Conceito Classificação Aplicação dos PRM Parâmetros de Monitorização Apresentar o conceito de Problema Relacionado a Medicamentos (PRM) Conhecer a classificação dos PRM Aplicar o conhecimento dos PRM em situações reais www.profsergioaraujo.com.br © 2020 Posologia estúdio. Todos os direitos reservados. 33Problema Relacionado a Medicamentos Conceito “Qualquer evento indesejável experimentado pelo paciente que envolve ou é suspeito de envolver a farmacoterapia e que interfere, de fato ou potencialmente, com um resultado desejado para o paciente” Cipolle, Strand e Morley, Pharmaceutical care practice, 1998 http://www.profsergioaraujo.com.br/ 44Problemas Relacionados a Medicamentos Classificação Indicação 1. Paciente não usa os medicamentos de que precisa 2. Paciente usa os medicamentos de que NÃO precisa Efetividade 1. Paciente usa um medicamento MAL selecionado 2. Paciente usa dose, posologia ou duração do tratamento INFERIOR ao necessário Segurança 1. Paciente usa dose, posologia ou duração de tratamento SUPERIOR ao necessário 2. Paciente usa medicamento que lhe causa RAM Cumprimento O paciente tem uma condição médica resultante de NÃO TOMAR O MEDICAMENTO APROPRIADAMENTE ww © 2020 ervados. 55Problemas Relacionados a Medicamentos É NECESSÁRIO? - INDICAÇÃO Problema de saúde não tratado. Efeito de medicamento desnecessário. O paciente sofre de um problema de saúde associado por não receber os medicamentos de que necessita. O paciente sofre um problema de saúde associado por receber os medicamentos que NÃO necessita. Posolog ww © 2020 ervados. 66Problemas Relacionados a Medicamentos EFETIVIDADE Inefetividade não quantitativa. Inefetividade quantitativa. O paciente sofre de um problema de saúde associado a uma inefetividade não quantitativa (Dose adequada, mas efeito menor – Maior metabolismo individual). O paciente sofre um problema de saúde associado a uma inefetividade quantitativa (Dose menor do que a efetiva). Posolog ww © 2020 ervados. 77Problemas Relacionados a Medicamentos SEGURANÇA Insegurança não quantitativa. Insegurança quantitativa. O paciente sofre de um problema de saúde associado a uma insegurança não quantitativa (Dose adequada, mas efeito maior – Insuficiência hepática). O paciente sofre um problema de saúde associado a uma insegurança quantitativa (Dose maior do que a efetiva). Posolog 88Problemas Relacionados a Medicamentos PWDT - Passos Informações Recolher e interpretar a informação relevante do paciente, para determinar se este paciente possui PRM. Tem PRM? Identificar PRM. Metas Descobrir as metas terapêuticas desejadas. Individualizar Selecionar e individualizar o regime terapêutico mais apropriado. Decidir Implementar as decisões sobre o uso dos medicamentos. Plano terapêutico Desenhar um plano de seguimento para alcançar as metas terapêuticas desejadas. Alternativas Descobrir as alternativas terapêuticas factíveis. 10 Sim Não É necessário? Utiliza? Inefetivo e inseguro Doença não tratada Problemas Relacionados a Medicamentos Necessidade PRM associado a necessidade 11 Utiliza? Sim Não É necessário? É efetivo? Não Escolha inadequada Subdose Relacionad o a dose? Doença não tratada Inefetivo e inseguro Problemas Relacionados a Medicamentos Algoritmo PRM associado a efetividade 12 Utiliza? Medicamento adequado Sim Não É necessário? É efetivo? É seguro? Não Escolha inadequada Subdose Relacionad o a dose? Doença não tratada Inefetivo e inseguro Relacionad o a dose? Não idiossincrasia Toxicidade Problemas Relacionados a Medicamentos Algoritmo PRM associado a Segurança 13Parâmetros de Monitorização Medidas Efetividade Como medir se o medicamento consegue reverter o quadro de doença? Segurança Como medir se o medicamento está sendo seguro? Instrumentos 1. Sinais e sintomas 2. Exames laboratoriais 3. Exames de imagens Hipertensão arterial Diabetes Mellitus Epilepsia Anemia Ferropriva 32Medida da PA no Consultório Medidas da Pressão Arterial Medida da PA com Técnica Auscultatória Evidência de riscoMedida da PA com Técnica Oscilométrica e Equipamentos Automáticos ou Semiautomáticos 32Medida da PA no Consultório Medidas da Pressão Arterial Evidência de risco • O esfigmomanômetro é formado pelo conjunto do manguito, a bolsa de borracha inflável revestida por tecido não distensível; manômetro para registro da pressão; e sistema de válvulas, tubos e pera de borracha que permite a inflação e a deflação. • A inflação do manguito sobre a artéria braquial interrompe o fluxo sanguíneo. Com a deflação, há redução da pressão do manguito; • Produção de sons característicos que são auscultados pelo estetoscópio. (Sons de Korotkoff). • Requer boa audição coordenada com a visualização dos valores na escala do aparelho (sons que determinam as pressões arteriais sistólica e diastólica). FASES SONS FASES SONS Fase I Aparecimento do primeiro som, que é fraco,seguido por batidas regulares, que corresponde à PA sistólica Fase II Sons suaves e longos como um murmúrio intermitente Fase III Sons tornam-se mais crispados Fase IV Sons diminuem de intensidade (abafamento) Fase V Desaparecimento dos sons que correspondem à PA diastólica Medida da PA com Técnica Auscultatória 32Medida da PA no Consultório Medidas da Pressão Arterial Evidência de risco FASES SONS FASES SONS Fase I Aparecimento do primeiro som, que é fraco, seguido por batidas regulares, que corresponde à PA sistólica Fase II Sons suaves e longos como um murmúrio intermitente Fase III Sons tornam-se mais crispados Fase IV Sons diminuem de intensidade (abafamento) Fase V Desaparecimento dos sons que correspondem à PA diastólica Medida da PA com Técnica Auscultatória • O esfigmomanômetro é formado pelo conjunto do manguito, a bolsa de borracha inflável revestida por tecido não distensível; manômetro para registro da pressão; e sistema de válvulas, tubos e pera de borracha que permite a inflação e a deflação. • A inflação do manguito sobre a artéria braquial interrompe o fluxo sanguíneo. Com a deflação, há redução da pressão do manguito; • Produção de sons característicos que são auscultados pelo estetoscópio. (Sons de Korotkoff). • Requer boa audição coordenada com a visualização dos valores na escala do aparelho (sons que determinam as pressões arteriais sistólica e diastólica). 32Medida da PA no Consultório Medidas da Pressão Arterial Evidência de risco Medida da PA com Técnica Oscilométrica e Equipamentos Automáticos ou Semiautomáticos • A avaliação da calibração dos equipamentos automáticos ou semiautomáticos deve ser realizada a cada 12 meses. • Os manguitos de diferentes dimensões devem ser do mesmo fabricante e modelo do aparelho. Desvantagens da técnica auscultatória em relação à técnica oscilométrica Arredondamento dos valores de PA para dígitos terminados em 0 ou 5 Posicionamento incorreto dos olhos sobre o mostrador do manômetro aneroide Pressão excessiva do estetoscópio deformando a artéria Inflação excessiva do manguito causando dor Deflação rápida do manguito com subestimação da PA sistólica e/ou superestimação da diastólica Identificação incorreta dos sons da PA sistólica e diastólica O manômetro aneroide pode estar descalibrado, mesmo quando o ponteiro está no “zero” Não permite a medida desacompanhada da PA no consultório 32Medida da PA no Consultório Etapas para a medida da pressão arterial (PA) em consultório Evidência de riscoPreparo do paciente Repouso por 5 minutos, em ambiente calmo e confortável, e orientar para não falar ou se mover durante a medida Verificar se o paciente NÃO: • Está com a bexiga cheia • Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 90 minutos • Ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou 30 minutos antes Sentar o paciente, com pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso relaxado e recostado na cadeira Posicionar o braço na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e sem garrotear o braço com roupas Na primeira consulta, registrar a PA em ambos os braços, preferencialmente de forma simultânea, e usar a leitura do braço que forneceu valor mais elevado para medidas subsequentes. Registrar em que braço devem ser feitas as medidas 32Medida da PA no Consultório Etapas para a medida da pressão arterial (PA) em consultório Evidência de risco Etapas da medida Colocar o manguito, sem deixar folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital, centralizar o meio da bolsa inflável sobre a artéria braquial Estimar o nível da PA sistólica* Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva. * Não permitir que o estetoscópio seja colocado sob o manguito Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da PA sistólica* Realizar a deflação lentamente (cerca de 2 mmHg/segundo)* Determinar a PA sistólica na ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff) Determinar a PA diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff)* Continuar a auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder a deflação rápida e completa. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da PA sistólica/diastólica/zero Realizar três medidas, com intervalo de 1 minuto, e usar a média das duas últimas medidas. Se houver diferença > 10 mmHg, realizar medidas adicionais. *Aplicados à técnica auscultatória. 32Medida da PA no Consultório Etapas para a medida da pressão arterial (PA) em consultório Evidência de risco Circunferência Denominação do manguito Largura da bolsa inflável do manguito Comprimento da bolsa inflável do manguito ≤ 6 cm Recém-nascido 3 cm 6 cm 6-15 cm Criança 5 cm 15 cm 16-21 cm Infantil 8 cm 21 cm 22-26 cm Adulto pequeno 10 cm 24 cm 27-34 cm Adulto 13 cm 30 cm 35-44 cm Adulto grande 16 cm 38 cm 45-52 cm Coxa 20 cm 42 cm Dimensões do manguito de acordo com a circunferência do membro Medida da PA no Idoso A medida da PA no idoso pode sofrer influência do processo de envelhecimento e as mais comuns são: pseudo-hipertensão, hiato auscultatório, arritmias e hipotensão postural. 32Medidas da PA Fora do Consultório Medidas da Pressão Arterial Evidência de risco Automedida da Pressão Arterial (AMPA) Medidas da PA em farmácia Medidas da PA em espaços públicos Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) Monitorização Residencial da pressão arterial (MRPA) 3300Medidas da PA Fora do Consultório MAPA DEFINIÇÃO • Monitoração ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA) é o método que permite o registro indireto e intermitente da PA durante 24 horas ou mais, enquanto o paciente realiza as suas atividades usuais na vigília e durante o sono. Indicações clínicas para MAPA ou MRPA Suspeita de HAB - HA estágio 1 no consultório - PA alta no consultório em indivíduos assintomáticos sem LOA e com baixo risco CV total Suspeita de HM - PA entre 130/85 e 139/89 mmHg no consultório - PAminutos no período do sono. • O período do sono pode ser programado previamente conforme o horário habitual de sono informado pelo paciente e definido posteriormente conforme o registrado no diário. 3300Medidas da PA Fora do Consultório MAPA PROTOCOLOS PARA REALIZAÇÃO DA MAPA • Recomenda-se que o monitor seja programado para medir a PA entre 15 e 20 minutos durante a vigília e entre 20 e 30 minutos no período do sono. • O período do sono pode ser programado previamente conforme o horário habitual de sono informado pelo paciente e definido posteriormente conforme o registrado no diário. Orientações ao paciente no momento da instalação do aparelho de MAPA 1. Não será permitido tomar banho durante o período do exame. 2. Não fazer treinamento físico durante a realização do exame. 3. Ensinar como acionar uma medida manual em caso de necessidade ou presença de sintomas. 4. O braço deve ficar imóvel e relaxado ao longo do corpo durante as medidas. 5. Eventual reajuste do manguito ao longo do dia e a colocação do monitor sob o travesseiro durante o período de sono. 6. Como desligar o monitor caso haja alguma necessidade urgente ou mau funcionamento do equipamento. 7. Não se deitar sobre o braço que está com o manguito. 8. Preenchimento correto do diário, enfatizando sua importância. Recomendar: 1. Que o monitor não seja desconectado e o manguito não seja trocado de braço. 2. Que o monitor não seja exposto a água, gelo, excesso de poeira ou calor. 3. Que mantenha suas atividades habituais durante o exame. 4. Que entre em contato em caso de urgência. 3300Medidas da PA Fora do Consultório MAPA PROTOCOLOS PARA REALIZAÇÃO DA MAPA • Recomenda-se que o monitor seja programado para medir a PA entre 15 e 20 minutos durante a vigília e entre 20 e 30 minutos no período do sono. • O período do sono pode ser programado previamente conforme o horário habitual de sono informado pelo paciente e definido posteriormente conforme o registrado no diário. Orientações ao paciente no momento da instalação do aparelho de MAPA 1. Não será permitido tomar banho durante o período do exame. 2. Não fazer treinamento físico durante a realização do exame. 3. Ensinar como acionar uma medida manual em caso de necessidade ou presença de sintomas. 4. O braço deve ficar imóvel e relaxado ao longo do corpo durante as medidas. 5. Eventual reajuste do manguito ao longo do dia e a colocação do monitor sob o travesseiro durante o período de sono. 6. Como desligar o monitor caso haja alguma necessidade urgente ou mau funcionamento do equipamento. 7. Não se deitar sobre o braço que está com o manguito. 8. Preenchimento correto do diário, enfatizando sua importância. Recomendar: 1. Que o monitor não seja desconectado e o manguito não seja trocado de braço. 2. Que o monitor não seja exposto a água, gelo, excesso de poeira ou calor. 3. Que mantenha suas atividades habituais durante o exame. 4. Que entre em contato em caso de urgência. 3300Medidas da PA Fora do Consultório Monitoração Residencial da Pressão Arterial DEFINIÇÃO • método que auxilia no diagnóstico de HA e acompanhamento de pacientes hipertensos por meio dos registros da PA por dias, fora do ambiente do consultório, no domicílio. • Deve ser feita por indivíduo treinado na medida da PA pelo método oscilométrico. • Sua característica fundamental é obedecer a protocolo previamente validado, estabelecido e normatizado. Preparo do paciente • Número de medidas: devem ser obtidas idealmente de 24 a 36 medidas válidas. • Período de verificação: o período sugerido é de 4 a 6 dias. • O paciente deverá fazer 3 medidas pela manhã e 3 medidas ao entardecer ou à noite. • Sempre após 5 minutos de repouso, antes das refeições, de bexiga vazia e antes do uso das medicações anti-hipertensivas (se for o caso). • Se o paciente tiver se alimentado, aguardar 2 horas para realizar as medidas. • Exclusão de medidas: devem ser excluídas medidas discrepantes, tais como PA diastólica > 140 mmHg ou 250 mmHg, PA sistólicaa Medicamentos Slide 58: Problemas Relacionados a Medicamentos Slide 59: Problemas Relacionados a Medicamentos Slide 60: Problemas Relacionados a Medicamentos Slide 61: Parâmetros de Monitorização Slide 62: Medida da PA no Consultório Slide 63: Medida da PA no Consultório Slide 64: Medida da PA no Consultório Slide 65: Medida da PA no Consultório Slide 66: Medida da PA no Consultório Slide 67: Medida da PA no Consultório Slide 68: Medida da PA no Consultório Slide 69: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 70: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 71: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 72: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 73: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 74: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 75: Medidas da PA Fora do Consultório Slide 76 Slide 77