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<p>Prof. Dr. Államy Danilo Moura e Silva</p><p> A pressão do sangue dentro das artérias oscila em forma de pulsos, atingindo o</p><p>máximo durante a sístole ventricular e um mínimo durante o relaxamento</p><p>diastólico do coração;</p><p> É medida em milímetros de mercúrio (mmHg).</p><p>PRESSÃO ARTERIAL</p><p> A diferença entre a pressão sistólica e a diastólica é chamada pressão de pulso;</p><p> Quanto maior essa diferença, maior a amplitude dos pulsos palpados;</p><p> A pressão arterial é a relação entre o débito cardíaco e a resistência vascular</p><p>periférica;</p><p> Um baixo volume de sangue com baixo débito cardíaco: Hipotensão</p><p> Sofre diversas influências fisiológicas.</p><p>PA = DC x RVP PAM = PS + (2 x PD)/3</p><p> Idade;</p><p> Estresse;</p><p> Etnia;</p><p> Sexo;</p><p> Medicações;</p><p> Atividade Física;</p><p> Peso;</p><p> Tabagismo.</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM</p><p>NA P.A</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos</p><p>órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e alterações</p><p>metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos</p><p>cardiovasculares fatais e não-fatais.</p><p>é uma condição clínica</p><p>multifatorial caracterizada por</p><p>níveis elevados e sustentados de</p><p>pressão arterial (PA).</p><p>Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)</p><p> A DOENÇA É CLASSIFICADA EM 4 ESTÁGIOS;</p><p> PA PARA INDIVÍDUOS A PARTIR DOS 18 ANOS DE IDADE:</p><p> O diagnóstico de hipertensão deve basear-se na:</p><p> média de duas ou mais mensurações da pressão arterial,</p><p> obtidas em dois ou mais contatos com o profissional de saúde,</p><p> depois de uma avaliação inicial.</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p> Entre 20 e 25% da população tem HA</p><p>90 a 95% possuem hipertensão primária</p><p>05 a 10% possuem hipertensão secundária</p><p>Mal silencioso (32% não estão cientes)</p><p> Pode ser vista como: um sinal, um fator de risco para doença</p><p>cardiovascular aterosclerótica e uma doença.</p><p>Graves consequências porque lesiona os vasos a longo prazo</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p> Inquéritos populacionais em cidades brasileiras nos últimos 20 anos</p><p>apontaram uma prevalência de HAS acima de 30%.</p><p> Entre os gêneros, a prevalência foi de 35,8% nos homens e de 30% em</p><p>mulheres, semelhante à de outros países.</p><p>Evidências Científicas</p><p> FISIOPATOLOGIA</p><p>A etiologia exata da maioria dos casos de hipertensão não</p><p>pode ser identificada.</p><p> Condição multifatorial</p><p>Alteração em um dos fatores da equação:</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>PA: DC X RP</p><p>INGESTA</p><p>EXCESSIVA DE</p><p>SÓDIO</p><p>MENOS</p><p>NÉFRONS</p><p>FATORES</p><p>ENDOTELIAISOBESIDADE</p><p>ALTERAÇÃO</p><p>GENÉTICA</p><p>ESTRESSE</p><p>HIPÓTESES DA HIPERTENSÃO</p><p>Reabsorção renal de sódio, cloreto e água aumentada ligada a</p><p>uma variação genética nas vias pelas quais os rim manuseia o</p><p>sódio</p><p> Vasodilatação diminuída das arteríolas ligadas à disfunção do</p><p>endotélio vascular...</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>A hipertensão sustentada e a resistência periférica aumentada que a</p><p>acompanha causam o rompimento do endotélio vascular, forçando o</p><p>plasma e as lipoproteínas nas camadas íntima e subíntima dos vasos</p><p>e causando a formação de placas (aterosclerose)</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>A pressão aumentada também causar hiperplasia da musculatura</p><p>lisa, danificando a camada íntima e resultando no espessamento dos</p><p>vasos com estreitamento do lúmen.</p><p>A pressão arterial elevada aumenta o trabalho do ventrículo</p><p>esquerdo, o que provoca a hipertrofia e o aumento da demanda de</p><p>O2 pelo miocárdio.</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>Avaliação Clínica Inicial</p><p> História Clínica:</p><p>• Identificação;</p><p>• História atual e familiar</p><p>• Investigação sobre fatores de risco</p><p>• História pregressa</p><p>• Perfil psicossocial</p><p>• Avaliação dietética e consumo de medicamentos</p><p>• Atividade física</p><p>Avaliação Clínica Inicial</p><p> Exame físico:</p><p>• Obtenção de peso e altura para cálculo do índice de</p><p>massa corporal e aferição do perímetro da cintura;</p><p>• Inspeção e palpação do pescoço;</p><p>• Sinais vitais;</p><p>• Exame do precórdio, do pulmão, do abdome; das</p><p>extremidades, neurológico sumário e de fundo do olho.</p><p>Avaliação Clínica Inicial</p><p> Avaliação laboratorial inicial do paciente hipertenso:</p><p>• Exame de urina rotina</p><p>• Dosagem de potássio</p><p>• Dosagem de creatinina</p><p>• Glicemia de jejum</p><p>• Hematócrito</p><p>• Colesterol total, LDL, HDL e triglicérides</p><p>• Eletrocardiograma convencional.</p><p>Fatores de risco</p><p> Tabagismo</p><p> Dislipidemias</p><p> Diabetes Mellitus</p><p> Mulheres na pós-menopausa</p><p> Obesidade</p><p> História Familiar</p><p> Homem com idade acima de 60 anos.</p><p> Fase I ou K1: primeiro som, fraco e seguido por batidas regulares. Pressão</p><p>Sistólica;</p><p> Fase II ou K2: sons suaves e longos;</p><p> Fase III ou K3: amplificação dos sons da fase II;</p><p> Fase IV ou K4: abafamento súbito dos sons;</p><p> Fase V ou K5: os sons cessam. Pressão Diastólica.</p><p>RUÍDOS DE KOROTKOFF</p><p>FASE 1</p><p>• Primeiro som</p><p>após o início da</p><p>desinsuflação;</p><p>• Indica a pressão</p><p>sistólica.</p><p>FASE 2 e 3</p><p>• Manutenção dos</p><p>sons da fase 1</p><p>enquanto se</p><p>desinsufla.</p><p>FASE 4</p><p>• Abafamento dos</p><p>sons;</p><p>• Indica pressão</p><p>diastólica em</p><p>crianças.</p><p>FASE 5</p><p>• Desaparecimento</p><p>dos sons;</p><p>• Indica pressão</p><p>diastólica em</p><p>adultos.</p><p>MEDIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL</p><p> A medição da PA a cada dois anos para os adultos com PA ≤</p><p>120/80 mmHg;</p><p> A medição anual para aqueles com PA > 120/80 mmHg e</p><p>18,5 – 24,9</p><p>SOBREPESO 25,0 – 29,9</p><p>OBESIDADE 30,0 - 34,9</p><p>OBESIDADE MORBIDA > 35,0</p><p>Manifestações Clínicas</p><p> Pacientes assintomáticos</p><p> Achado mais óbvio durante exame físico = P.A elevada</p><p> Pode ocorrer:</p><p> Cefaléia pulsante ou latejante</p><p> Tontura</p><p> Fadiga</p><p> Nervosismo</p><p> Insônia</p><p> Face avermelhada</p><p> Edema periférico</p><p>Avaliação diagnóstica e decisão terapêutica</p><p>Risco BAIXO Risco MODERADO Risco ALTO</p><p>Pré-hipertensão (120-</p><p>139/80-89)</p><p>Mudança de estilo</p><p>de vida</p><p>Mudança de estilo</p><p>de vida</p><p>Mudança de estilo</p><p>de vida</p><p>Estágio 1 (140-159/90-</p><p>99)</p><p>Mudança de estilo de</p><p>vida</p><p>(reavaliar em até 12</p><p>meses)</p><p>Mudança de estilo de</p><p>vida **</p><p>(reavaliar em até 6</p><p>meses)</p><p>Tratamento</p><p>Medicamentoso</p><p>Estágios 2 (>160 />100) Tratamento</p><p>Medicamentoso</p><p>Tratamento</p><p>Medicamentoso</p><p>Tratamento</p><p>Medicamentoso</p><p>Tratamento não-farmacológico</p><p> Controle de peso</p><p> Adoção de hábitos alimentares saudáveis</p><p> Redução do consumo de bebidas alcoólicas</p><p> Abandono do tabagismo</p><p> Prática de atividade física regular</p><p>Tratamento Farmacológico da hipertensão</p><p> Diuréticos: hidroclorotrazida, furosemida,</p><p>espironolactona</p><p> Inibidores adrenérgicos: Alfametildopa e propanolol</p><p> Vasodilatadores diretos: Hidralazina, nitropussiato de</p><p>sódio</p><p> Inibidores da enzima conversora da angiotensina</p><p>(IECA): captopril</p><p> Bloqueadores dos canais de cálcio: nifedipina</p><p>Tratamento Farmacológico da hipertensão</p><p></p><p>Grupos e representantes Dose diária (mg) Intervalo de dose (h) Riscos de emprego mais</p><p>importantes</p><p>Diuréticos</p><p>Tiazídicos</p><p>Hidroclorotiazida</p><p>De alça</p><p>Furosemida</p><p>12,5 – 50</p><p>20 - 320</p><p>24</p><p>12 - 24</p><p>Hipocalemia,</p><p>hiperuricemia</p><p>Hipovolemia, hipocalemia</p><p>Antagonistas</p><p>adrenérgicos</p><p>Bloqueadores beta</p><p>Propranolol</p><p>80 - 320 6 - 12 Em predispostos:</p><p>broncoespasmo,</p><p>doença arterial</p><p>periférica, bradiarritmias</p><p>Antagonistas do SRA</p><p>Inibidores da ECA</p><p>Captopril</p><p>12,5 - 150 6 – 12 Tosse, hipercalemia</p><p>Tratamento Farmacológico da hipertensão</p><p> PRIMEIRA ESCOLHA – Monoterapia para HAS estágio 1 e</p><p>associação de fármacos para HAS estágio 2;</p><p> PARA GESTANTE – Metildopa;</p><p> PARA OS CASOS GRAVES – Minoxidil (vasodilatador de</p><p>ação direta).</p><p>Complicações da hipertensão</p><p> CORAÇÃO</p><p> CÉREBRO</p><p> RINS</p><p>Atribuições de Enfermagem</p><p> Capacitar os auxiliares de enfermagem e os agentes</p><p>comunitários e supervisionar, de forma permanente, suas</p><p>atividades</p><p> Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de</p><p>risco, tratamento não-medicamentoso, adesão e possíveis</p><p>intercorrências ao tratamento, encaminhando o indivíduo</p><p>ao médico, quando necessário;</p><p>Atribuições de enfermagem</p><p> Desenvolver atividades educativas</p><p> Estabelecer, junto à equipe, estratégias que possam</p><p>favorecer a adesão</p><p> Repetir a medicação de indivíduos controlados e sem</p><p>intercorrências;</p><p>Atribuições de enfermagem</p><p> Encaminhar para consultas médicas:</p><p> mensais, os indivíduos não-aderentes, de difícil</p><p>controle e portadores de lesões em órgãos-alvo ou com</p><p>co-morbidades;</p><p> trimestrais, os indivíduos apresentando controle dos</p><p>níveis tensionais, sejam portadores de lesões em</p><p>órgãos-alvo ou co-morbidades;</p><p> semestrais, os indivíduos controlados e sem sinais de</p><p>lesões em órgãos-alvo e sem co-morbidades.</p><p>Medidas da PA</p><p> Média da Pressão arterial: PAM = (2.PAD) + PAS)/3</p><p> Casual</p><p> Monitorização Residencial da Pressão Arterial: valor normal é de até</p><p>135/85 mm Hg.</p><p> A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial: São consideradas</p><p>normais na MAPA as médias de pressão arterial de 24 horas, vigília e</p><p>sono até 130/80, 135/85 e 120/70 mm Hg, respectivamente.</p><p>Estudo de caso</p><p> HISTÓRICO DE ENFERMAGEM</p><p> EXAME FÍSICO</p><p> ANAMNESE</p><p>Estudo de caso</p><p> PLANEJAMENTO DE METAS</p><p> PRESCRIÇÕESDE ENFERMAGEM</p><p> RESULTADOS ESPERADOS</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Ministério da Saúde do Brasil. Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil.</p><p>Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de</p><p>saúde – Brasília: Ministério da Saúde do Brasil, 2001.</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Children’s health and the environment.</p><p>Acesso em: 05 abr. 2017.</p><p>SANTOS, Iraci et al. Enfermagem e campos de prática em saúde coletiva: realidade,</p><p>questões e soluções. São Paulo: Atheneu, 2008.</p><p>49</p><p>Obrigado!</p><p>“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz,</p><p>de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.”</p><p>Paulo Freire</p><p>50</p>