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Avaliação do Sistema Respiratório 1 Conhecer a avaliação do sistema respiratório é de fundamental importância para os profissionais as saúde, em virtude da alta taxa de morbidade e mortalidade associadas a afecções do trato respiratório. Antes do exame físico, podem-se obter informações sobre as condições do aparelho respiratório, por meio da anamnese. 2 3 Ficha de Avaliação em Pneumologia 4 Data da avaliação Dados Pessoais Nome Data de nascimento Endereço/ telefone Profissão Diagnóstico Clínico Diagnóstico Fisioterapêutico Queixa Principal Histórico/ Anamnese História Familiar e social Doenças (alergia, asma, tuberculose) Hábitos (fumar – quantidade por dia) História ocupacional História de doenças anteriores Tuberculose, pneumonia, lesão do tórax e cirurgias torácicas Exame Físico Sinais Vitais Introdução 5 O exame físico é, em grande parte, um estudo comparativo: cada região deve ser comparada com a região correspondente do hemitórax oposto. O tórax deve estar desnudo ou coberto com o mínimo possível de roupas. Exame Físico 6 O exame do tórax respiratório permite a aplicação de todas as técnicas semiológicas: inspeção, palpação, percussão e ausculta. Avaliação Inicial Devem ser inicialmente pesquisados os sinais de disfunção respiratória, indicativos de disfunção grave e necessidade de intervenção imediata. Posteriormente o restante do exame do sistema respiratório pode ser realizado com tranqüilidade, incluindo avaliação minuciosa da boca, nasofaringe, pescoço e tórax. Exame Físico 7 TÓRAX Inspeção estática compreende a forma do tórax e a presença ou não de abaulamentos e depressões. Inspeção dinâmica analisam-se o tipo respiratório, o ritmo e a freqüência da respiração, a amplitude dos movimentos respiratórios, a presença ou não de tiragem e a expansibilidade dos pulmões. REGIÕES do TÓRAX 8 (face anterior) 1 – Supraclavicular 2 – Infraclavicular 3 – Mamária 4 – Infra-mamária 5 – Esternal REGIÕES do TÓRAX 9 ( face posterior ) 1- Supra Escapular Interna 2 - Supra Escapular Externa 3 – Escapular 4 – Interescapulovertebra 5 - Infra Escapular Externa 6 - Infra Escapular Interna Inspeção do Tórax 10 INSPEÇÃO ESTÁTICA, consiste na observação do tórax sem considerar os movimentos respiratórios. Devem-se esquadrinhar os seguintes elementos: Pele e suas alterações Presença de cicatrizes Presença de edema, atrofia musculares Alterações ósseas e articulares INSPEÇÃO ESTÁTICA 11 Lesões margeando Arco Costal Formas do Tórax 12 Normais: Normolíneo: Ângulo de Charpy = 90 graus Brevilíneo:Ângulo de Charpy >90 graus Longilíneo: Ângulo de Charpy41 FTV 42 Diminuição Localizada Diminuição Generalizada Aumento Localizado Pneumotórax Derrame Pleural Atelectasia Enfisema Obesidade - Condensações Pneumônicas A intensidade do FTV depende da espessura das partes moles do Tórax Principais causas de alteração do FTV Percussão do Tórax 43 A percussão da região torácica tem como objetivo identificar sons que evidenciem a presença de ar, líquidos ou massas, devendo ser realizado por meio de método dígito digital. A percussão também é um procedimento comparativo, não pode ser muito forte nem muito fraca. Percussão do Tórax 44 À percussão do tórax, produz um som que é claro pulmonar ou NORMAL. Hipersonoro, excesso da quantidade de ar em relação à quantidade de tecido, a percussão produz um som mais ressonante. Submaciço ou maciço, relação ar tecidos está reduzida o som é curto e seco Percussão do Tórax 45 PERCUSSÃO Do TÓRAX 46 Sons obtidos : Som Claro Atimpânico – Pulmão Normal Som Claro Hipersonoro – Enfisema Pulmonar Som Maciço – Região Precordial / Bordo superior do Fígado Condensações / Derrame Pleural / Atelectasia PERCUSSÃO 47 NL TIMPÂNICO MACIÇO MACIÇO LOCAIS DE PERCUSSÃO E AUSCULTA Ausculta Pulmonar 48 O exame deve ser realizado no tórax anterior e posterior, aplicando-se o diafragma do estetoscópio sobre o tórax, entre os espaços intercostais. Deve-se também orientar o paciente a inspirar e expirar normalmente. AUSCULTA PULMONAR: 49 Consiste em ouvir ruídos normais e anormais, gerados pela passagem do fluxo aéreo pela árvore traqueobrônquica. Objetivos: Ouvir os sons gerados pela inspiração e expiração Ouvir sons anormais que estarão associados aos sons normais (ruídos adventícios). Ouvir o som da voz e da tosse do pcte. transmitidos através da parede torácica. Lobos Pulmonares 50 Lobos Pulmonares 51 AUSCULTA PULMONAR: 52 Sons da Respiração 53 Murmúrio vesicular, fluxo de ar na área traqueobrônquica, representa sons suaves. Ruídos adventícios: RONCO:som com timbre relativamente grave, auscultado tanto na inspiração como na expiração; sugere secreção nas vias aéreas. Corresponde a obstrução de brônquios mais calibrosos. Ruídos Adventícios 54 Sibilo: som fino captado mais nitidamente no final da inspiração e da expiração; possui timbre agudo geralmente relacionado à obstrução dos brônquios. Ruídos Adventícios 55 Estertores Creptantes: Sinal de presença de exsudato intra-alveolar Ruído semelhante : friccionar feixe de cabelos destruição de folhas secas Ruídos Adventícios 56 Subcreptante: som que se assemelha ao estouro de pequenas bolhas, mais evidente no final da inspiração; correspondendo à presença de exsudato intraalveolar. Cornagem: som ruidoso decorrente da obstrução na laringe ou traquéia. Atrito pleural: produzido pelo atrito entre as pleuras, é caracterizado por um som áspero. Avaliação da tosse TOSSE Significa: “expelir ar subitamente dos pulmões, usualmente por meio de uma série de esforços, com um ruído explosivo provocado pela abertura da glote” Mecanismo de defesa direcionado a impedir a entrada de material estranho no trato respiratório inferior e remover outros materiais não gasosos da árvore respiratória Tosse improdutiva ou seca/ reflexa Tosse produtiva (presença de secreção) Tosse crônica 57 58 Pontos chaves de uma avaliação 59 Coleta de dados :Registros médicos Avaliação subjetiva: Dispnéia, tosse, escarro, sibilos, dor torácica Duração intensidade padrões, associações Habilidades funcionais consciência da doença Avaliação objetiva: Observação geral do paciente no leito ou fora dele Tórax – Observação, palpação, percussão, ausculta Escarro Técnicas fisioterápicas, capacidade de exercício. Avaliação dos testes: Espirometria Gases sangüíneos arteriais Radiografia torácica CONCLUSÃO 60 A avaliação funcional do sistema respiratório é fundamental para o fisioterapeuta, pois permite identificar alterações e monitorar a evolução clínica do paciente. Através de parâmetros como frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, inspeção do tórax, mobilidade torácica, padrão respiratório e ausculta pulmonar, é possível planejar intervenções mais seguras e eficazes, contribuindo para a recuperação da função respiratória e a melhora da qualidade de vida. image1.jpg image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.png image19.jpg image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.jpg image24.jpg image25.jpg image26.jpg image27.jpg image28.png image29.jpg image30.jpg image31.png image32.jpg image33.jpg image34.jpg image35.jpg image36.jpg image37.jpg image38.png image39.jpg image40.jpg image41.jpg image42.jpg