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Curso de 
Datiloscopia 
Este Curso de Datiloscopia é classificado como um curso livre. Cursos livres são 
aqueles que não possuem uma regulamentação específica por parte do Ministério 
da Educação (MEC), mas são completamente válidos no mercado de trabalho. 
Eles são voltados para o aprimoramento profissional, permitindo que o aluno 
adquira novas habilidades e competências de forma rápida e eficiente. 
Aproveite ao máximo este curso para expandir seus conhecimentos em atividades 
administrativas em ambiente educacional. 
 
Solicite o certificado deste curso acessando o site: 
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Módulo 1: Datiloscopia - A Ciência da 
Identificação Humana 
Introdução: 
Desde os primórdios, a humanidade buscou formas de se identificar e marcar sua 
presença no mundo. Dos desenhos rupestres nas cavernas às marcas em objetos 
pessoais, a necessidade de distinção sempre esteve presente. No entanto, a 
identificação individual ganhou contornos mais complexos com o surgimento de 
sociedades organizadas. A necessidade de identificar escravos, criminosos e 
indivíduos indesejáveis impulsionou o desenvolvimento de métodos mais 
eficazes. 
A Evolução da Identificação: 
As primeiras tentativas de identificação humana eram rudimentares e, muitas 
vezes, cruéis. Marcas e mutilações eram utilizadas para distinguir indivíduos, mas 
a busca por um método mais preciso e civilizado continuou. Grandes nomes da 
ciência, como Galton, Potticher, Feré e Bertillon, dedicaram-se ao estudo da 
antropometria e outras técnicas de identificação. 
O Surgimento da Datiloscopia: 
Em 1891, Juan Vucetich revolucionou a identificação humana ao descobrir a 
singularidade das impressões digitais. Inicialmente chamado de 
"Iconofalangometria", o método foi posteriormente renomeado para 
"Datiloscopia", derivado do grego "daktylos" (dedos) e "skopein" (examinar). 
Vucetich comprovou que as linhas e padrões presentes nas pontas dos dedos são 
únicas para cada indivíduo, tornando-se uma ferramenta infalível para a 
identificação. 
A Datiloscopia como Ciência: 
A Datiloscopia se consolidou como uma ciência baseada no estudo minucioso 
das impressões digitais. Seus princípios fundamentais se baseiam na perenidade 
(as impressões digitais não mudam ao longo da vida), na imutabilidade (as 
impressões digitais não se alteram, exceto em casos de lesões profundas) e na 
variabilidade (a infinidade de combinações de linhas e padrões torna cada 
impressão digital única). 
 
Aplicações da Datiloscopia: 
A versatilidade da Datiloscopia permitiu sua aplicação em diversas áreas: 
• Datiloscopia Civil: Utilizada para a emissão de documentos de identidade, 
garantindo a identificação precisa dos cidadãos. 
• Datiloscopia Criminal: Fundamental na investigação de crimes, 
auxiliando na identificação de suspeitos e na coleta de provas. 
• Datiloscopia Clínica: Estuda as alterações nas impressões digitais 
decorrentes de doenças ou atividades profissionais, contribuindo para 
diagnósticos médicos e perícias trabalhistas. 
A Datiloscopia no Mundo Moderno: 
Com o avanço da tecnologia, a Datiloscopia se modernizou, incorporando 
sistemas digitais de coleta e análise de impressões digitais. Bancos de dados 
cada vez maiores permitem a comparação rápida e eficiente de milhões de 
impressões, agilizando investigações e processos de identificação. 
A Datiloscopia, a ciência da identificação humana através das impressões digitais, 
revolucionou a forma como nos identificamos e garantimos nossa individualidade. 
Seu legado perdura até os dias de hoje, sendo uma ferramenta essencial para a 
segurança, a justiça e a identificação civil em todo o mundo. 
Atividade: 
Para aprofundar o aprendizado, proponho a seguinte atividade: 
1. Pesquise casos famosos em que a Datiloscopia foi decisiva para a 
resolução de crimes ou identificação de pessoas. 
2. Compare as técnicas de coleta de impressões digitais utilizadas no 
passado com as tecnologias atuais. 
3. Discuta a importância da Datiloscopia na garantia dos direitos civis e na 
prevenção de fraudes. 
Referências: 
• Livro: "Datiloscopia e Identificação Humana" - autor: João Gabriel de 
Carvalho 
• Artigo: "A história da Datiloscopia" - revista: Ciência Forense 
• Site: Instituto de Identificação do seu estado (ex: IIRGD, IML, etc.) 
 
Módulo 2: História da Datiloscopia 
A história da datiloscopia, ou a ciência das impressões digitais, é dividida por 
alguns autores em três períodos distintos: Pré-Histórico, Empírico e Científico. No 
entanto, a maioria dos estudiosos considera essa divisão desnecessária, 
resumindo a história a um único período, o Científico, devido à ausência de 
sistematização e aplicação prática dos conhecimentos anteriores. 
Período Pré-Histórico 
Na época pré-histórica, o homem primitivo costumava marcar objetos e locais de 
uso com o desenho de suas mãos, geralmente a esquerda, possivelmente 
utilizando a mão direita para a realização. O método consistia em decalques sobre 
argila, reproduzindo as cristas e sulcos papilares da palma e dedos, com 
substâncias corantes. 
Período Empírico 
No período empírico, referências indicam que em alguns países orientais era 
comum usar os dedos embebidos em tinta para selar documentos oficiais. No 
entanto, a verdadeira finalidade dessas impressões é incerta, sendo 
possivelmente mística, dada a ausência de sistematização. 
Kumugassu Minataka, médico japonês, mencionou em 1894 que os chineses já 
conheciam as impressões digitais no século VII, conhecimento que teria sido 
levado ao Japão no século VIII e posteriormente à Índia, onde as impressões 
digitais do polegar eram usadas em certidões de divórcio. 
Período Científico 
O período científico compreende desde o estudo anatômico das papilas até a 
sistematização das impressões digitais como método de identificação. 
Cronologia do Período Científico: 
• 1664: Marcelo Malpighi, anatomista italiano, descreveu pela primeira vez as 
linhas na palma das mãos e extremidades dos dedos, sem lhes atribuir 
valor identificativo. 
• 1701: Frederico Ruysch, anatomista holandês, continuou os estudos de 
Malpighi em sua obra "Tesouros Anatômicos". 
• 1726 e 1734: Bernardo Sigefredo publicou obras importantes sobre a 
anatomia das mãos. 
• 1751: Christiano Jacob Hintze publicou estudos detalhados sobre as linhas 
papilares. 
• 1823: João Evangelista Purkinje apresentou um sistema de classificação 
dos desenhos papilares em nove tipos fundamentais, introduzindo o 
sistema déltico, ainda sem fins identificativos. 
• 1856: José Engel reduziu os nove tipos de Purkinje a quatro. 
• 1858 a 1878: Esse período foi crucial, com William James Herschel e Henry 
Faulds realizando experimentos que culminaram na criação do primeiro 
sistema de classificação por Francis Galton, baseado em seus trabalhos. 
• 1882: Gilbert Thompson usou impressões digitais para autenticar 
pagamentos, uma prática ainda não sistematizada. 
• 1883: Arthur Kollman destacou que os desenhos digitais aparecem desde o 
sexto mês de vida intra-uterina. 
• 1888: Francis Galton, convidado pelo Royal Institute, concluiu que as 
impressões digitais eram superiores ao sistema antropométrico de 
Bertillon para identificação. Galton lançou o primeiro sistema de 
classificação, que, apesar de rudimentar, foi a base para os sistemas 
subsequentes. 
• 1891: Henry de Varigny, inspirado por Galton, publicou sugestões que 
influenciaram Juan Vucetich. 
• 1891: Juan Vucetich, ao ler o artigo de Henry, convenceu-se da 
superioridade das impressões digitais e desenvolveu o seu sistema de 
identificação, inicialmente chamado Iconofalangometria. 
A Consolidação do Sistema Vucetich: 
Juan Vucetich, nascido em 1858, emigrou para a Argentina em 1884. Em 1891, 
trabalhando na polícia de Buenos Aires, apresentou seu novo sistema de 
identificação, combinando o sistema antropométrico de Bertillon com impressões 
digitais. Suas primeiras aplicações práticas deram força aodivide em duas, 
formando um ângulo curvilíneo na junção; 
• TRIFURCAÇÃO: é uma linha que, em certa parte, se divide em três, 
formando ângulos curvilíneos na junção; 
• ENCERRO: é uma crista que, bifurcando-se, toca seus dois pontos em 
outra, fechando o espaço ou, quando toca vários pontos, dá a ideia de um 
oito deitado; 
• EMPALME: é a linha que liga duas outras, em sentido oblíquo; 
• LAGUNA: é uma série de linhas interrompidas no mesmo lugar, deixando 
um sulco branco; 
• ARPÃO OU ESPINHO: é uma pequena linha, às vezes pontuda, que incide 
no corpo de uma cortada; 
• DERIVAÇÃO ou DESVIO: são linhas paralelas que, ao chegarem a um certo 
ponto, se afastam ou se cruzam. 
Embora o Princípio e o Fim de linha não sejam considerados Pontos 
Característicos, o Serviço de Identificação os adota, tomando por critério a 
direção da linha: 
1. Da esquerda para direita, nos arcos, nos sistemas marginal e basilar; 
2. De baixo para cima, nos núcleos das presilhas; 
3. No sentido dos ponteiros do relógio, para os núcleos dos verticilos. 
A seguir, veremos os Pontos Característicos utilizados pelo Serviço de 
Identificação. 
 
 
O datilograma acima sintetiza uma variedade de Pontos Característicos (PC), 
conforme descrito a seguir: 
• 1, 2 e 7: bifurcação 
• 3: desvio ou derivação 
• 4 e 8: cortada 
• 5 e 22: fim de linha 
• 6 e 21: início de linha 
• 9 e 17: deltas 
• 13 e 18: empalme 
• 12: trifurcação 
• 14 e 15: laguna 
• 16: pontos 
• 19: arpão ou espinho 
• 20: ponto 
• 23: desvio 
É possível que ainda apareçam mais alguns elementos sinaléticos, servindo como 
subsídios adicionais para a prova identificativa. 
Módulo 17: Afirmativa de Identidade 
A doutrina atual considera que a identidade de duas impressões digitais é positiva 
quando se encontram pelo menos 12 pontos característicos (PC) homólogos. Este 
número está fundamentado nas teorias de Galton, Ramos e Balthazar, bem como 
na prática de laboratórios e arquivos datiloscópicos. 
No entanto, a identificação de impressões digitais não se resume apenas à 
contagem de pontos característicos. É essencial considerar o valor angular das 
bifurcações e a extensão das interrupções das linhas papilares. Assim, mesmo 
em impressões pouco nítidas ou muito fragmentadas, onde o centro possa estar 
borrado, a análise deve focar nos aspectos particulares de cada ponto 
comparado. Qualquer divergência única indica a inexistência de identidade. 
Particularidades raras, tanto no centro quanto na periferia da impressão, são mais 
significativas do que uma série de bifurcações. Cristas bem destacadas e poros 
geminados são argumentos sólidos de correspondência, mesmo sem atingir os 12 
PC. 
Casos de Identificação 
Podem ser classificados em três categorias: 
1. Mais de 12 PC: A identidade é indiscutível. 
2. Entre 8 e 12 PC: A certeza depende de fatores como: 
o Clareza do desenho. 
o Raridade do tipo. 
o Presença do centro do núcleo ou do delta na parte visível. 
o Presença de poros. 
o Direção das linhas e valor angular das bifurcações e forquilhas. 
Neste cenário, a certeza só é atingida após a análise de técnicos 
experientes. 
3. Menos de 8 PC: Não há certeza, apenas probabilidades proporcionais ao 
número de pontos e sua clareza. 
Séries de Datilogramas 
Quando se lida com várias impressões digitais de um mesmo caso: 
1. Repetição da Impressão de um Dedo: Se a mesma impressão de um 
dedo se repete, os pontos de referência podem ser somados. Por exemplo, 
se uma série de impressões do indicador direito apresenta 10, 7 (com 2 
novos) e 4 (com 3 novos) pontos, a soma seria 15 pontos, reforçando a 
identificação. 
2. Impressões Diferentes com Presunções de Identidade: Se diferentes 
impressões têm pontos comuns mas não são do mesmo dedo, a 
presunção de identidade é reforçada, mas não garantida. 
3. Impressões Sucessivas de Vários Dedos: Se um objeto contém 
impressões sucessivas de vários dedos (indicador, médio, anular, mínimo), 
e estas apresentam pontos de referência correspondentes ao datilograma 
comparado, a identidade pode ser confirmada. 
Competência do Datiloscopista 
A competência do perito é essencial. A precisão na identificação depende da 
capacidade de discernir e reconstituir todos os pontos característicos. O perito 
deve avaliar o conjunto da prova após um estudo detalhado. 
Interpretação de Detalhes Característicos 
Certos detalhes nas impressões digitais podem levar a diferentes interpretações: 
• Linhas Interrompidas: Podem parecer bifurcações devido a falhas na 
impressão. 
• Bifurcações e Interrupções: A identificação dessas características requer 
experiência, pois qualquer divergência invalida a identidade. 
• Confusão de Pontos Característicos: Em fragmentos ou impressões mal 
feitas, pontos característicos podem ser confundidos, como: 
o Um encerro parecer um gancho ou fragmento. 
o A extremidade de uma papila se confundindo com linhas próximas. 
o Forquilhas sendo interpretadas como bifurcações ou vice-versa. 
o Fragmentos parecendo encerramentos se conectados a linhas 
próximas. 
Dessa forma, a precisão e a experiência são cruciais para evitar erros de 
interpretação que podem comprometer a identificação. 
 
Módulo 18: Classificação 
Datiloscópica 
A classificação datiloscópica é o procedimento destinado a identificar e registrar 
os símbolos (letras e números) correspondentes a cada desenho digital presente 
nas impressões de uma Identificação Datiloscópica (ID). Este registro é feito na 
parte superior e um pouco à direita dos espaços correspondentes a cada dedo na 
ficha de identificação. 
Para realizar essa tarefa, utiliza-se uma lente ou lupa que amplia o datilograma de 
4 a 10 vezes. Antes de iniciar a classificação, o operador deve comparar a 
impressão do polegar direito na ficha de identidade com a fundamental para 
garantir que sejam idênticas. Após essa verificação, começa-se a classificação 
propriamente dita. 
O processo de classificação envolve um exame inicial rápido de todas as 
impressões, seguido de uma análise detalhada, começando pelo polegar direito, 
depois o esquerdo, e assim por diante. Primeiro, são classificados e 
subclassificados todos os datilogramas da ID, anotando-se os tipos e, 
posteriormente, os subtipos. É importante lembrar que existem subfórmulas 
específicas para os polegares e outras destinadas aos demais dedos de ambas as 
mãos. 
Classificação de Impressões Defeituosas ou Ausentes 
Quando uma impressão é fragmentada ou impossível de classificar, utiliza-se o 
símbolo "X" acompanhado de observações como "Amp Parc", "Cic Cort", "Cic Pós-
Cir", "Cic Queim", "calosidade", "Anq Parc", "Anq Tot", entre outras. Isso ocorre 
quando há destruição do núcleo do desenho. 
Na ausência total de uma impressão digital devido à amputação, registra-se o 
número "0" (zero) no espaço correspondente, acompanhado de uma anotação 
abreviada conforme as observações na ficha de identidade, como "Amp Tot". Se as 
mãos estiverem ausentes por origem congênita, usa-se a expressão "agenésia 
total" abreviada, por exemplo, "Ag Tot". 
Todos os datilogramas devem ser classificados e subclassificados. Após a 
anotação de todos os tipos e subtipos, a Fórmula Datiloscópica (FD) é transcrita 
na ficha de identidade em local apropriado, incluindo o número de inscrição no 
Cadastro Especial do Serviço de Identificação e a assinatura do datiloscopista 
responsável pela classificação. 
Importância da Precisão na Classificação 
A precisão na classificação é crucial. Se uma identificação datiloscópica for mal 
classificada, ela não será arquivada corretamente, ficando "perdida", o que 
constitui uma falta grave e um descuido imperdoável, potencialmente causando 
sérios prejuízos e grandes responsabilidades para a Seção Datiloscópica. 
Contagem de Cristas Papilares 
Para classificar e subclassificar adequadamente, é essencial conhecer as duas 
características primordiais: núcleo e delta, respectivamente, ponto central e 
ponto déltico. A contagem das cristaspapilares é feita ligando o ponto central ao 
ponto déltico através da Linha de Galton e contando todas as linhas que a linha 
toca. 
Embora seja possível contar as linhas de desenhos classificados como verticilo ou 
presilha, atualmente, no Serviço de Identificação, apenas se adota o 
assinalamento do número de linhas das presilhas para aumentar sua 
subclassificação. Para os verticilos, utiliza-se a conformação nuclear como 
subtipo para os polegares e a situação dos deltas para os demais dedos. 
Módulo 19: Contagem de Linhas 
A contagem precisa das linhas papilares é fundamental para garantir que uma 
Identificação Datiloscópica (ID) seja corretamente arquivada. Embora possa haver 
dificuldades na contagem, este método é essencial para a classificação das 
presilhas e é amplamente adotado por repartições de identificação para 
determinar os "grupos de linhas". Ao invés de apenas identificar o grupo, o número 
exato de linhas deve ser registrado. Mesmo quando há dúvidas sobre o número de 
linhas, a contagem exata deve ser mantida como critério padrão. Para maior 
precisão, recomenda-se verificar duas linhas acima e duas abaixo do número 
contado. 
 
 
Procedimento de Contagem de Linhas 
A contagem de linhas utiliza a Linha de Galton, que faz parte do "Disco de Galton" 
nas lupas. A linha é posicionada sobre a impressão de modo a cortar o delta e o 
ponto central. Contam-se todas as linhas cortadas ou tangenciadas pela Linha de 
Galton, excetuando-se o delta e o ponto central. Para garantir uniformidade no 
trabalho, métodos padronizados devem ser seguidos, minimizando divergências 
entre técnicos diferentes. 
 
Regras para Contagem de Linhas 
1. Ponto de Partida: O ponto central da presilha. 
2. Ponto de Chegada: O ponto déltico. 
3. Exclusões: Não se contam a linha de partida (ponto central) nem a de 
chegada (ponto déltico). 
4. Interrupções Naturais: Não se contabilizam, desde que claramente 
identificadas. 
5. Linhas Extras: Linhas finas ou séries de pontos leves entre cristas 
papilares (linhas extra-numerárias) não são contadas. 
6. Pontuação: Pontos isolados não são considerados como linhas. 
7. Fragmentos: Cristas cheias tocadas pela Linha de Galton, incluindo 
fragmentos isolados (ilhotas), são contadas. 
8. Interseções: Pontos de interseção em forquilhas, bifurcações, trifurcações 
ou encerramentos tocados pela Linha de Galton são contados como uma 
só crista. 
9. Ramificações: Cada ramo de forquilhas, bifurcações, trifurcações, desvios 
ou lados do encerro são contados individualmente. 
10. Desvios em “X”: Contam-se como uma linha. 
11. Linhas Axiais Pares: O ponto de partida é o ápice da linha axial mais 
próxima do centro e mais afastada do delta. 
12. Linhas Axiais Ímpares: O ápice da linha central é o ponto de partida. 
Impressões Defeituosas 
Para impressões com defeitos, seja por cicatrizes ou lesões, onde não se pode 
determinar o número exato de cristas, faz-se uma estimativa aproximada. Esse 
número deve ser acompanhado de um sinal de interrogação. 
Divergências na Contagem 
Apesar das regras, datiloscopistas experientes podem divergir na contagem de 
uma ou duas linhas na subclassificação das presilhas, mas essa divergência não 
apresenta grandes problemas práticos. Uma margem de erro de duas linhas para 
mais ou para menos é tecnicamente aceitável. Portanto, o datiloscopista deve 
sempre verificar duas linhas antes e duas depois da contagem inicial como 
medida de segurança. 
Exceção para Presilhas Pequenas 
Para presilhas pequenas, a regra da margem de segurança não se aplica, exigindo 
maior precisão do datiloscopista nesta subclassificação. 
Conclusão 
A contagem precisa e uniformizada das linhas papilares é crucial para a correta 
classificação e arquivamento das impressões digitais. Seguindo rigorosamente as 
regras e adotando métodos padronizados, minimizam-se os erros e garante-se a 
eficiência e precisão no processo de identificação datiloscópica. 
Módulo 20: Fórmula Datiloscópica 
A fórmula datiloscópica resulta da combinação de símbolos, cuja finalidade é 
possibilitar o ARQUIVAMENTO da identificação (ID). 
A identificação através das impressões digitais seria ineficaz se não fosse possível 
arquivar a ID utilizando a fórmula correspondente. No entanto, graças à 
datiloscopia, é viável identificar um cadáver desconhecido. Além disso, esta 
técnica permite a identificação de criminosos reincidentes que tentam se passar 
por outras pessoas ao serem presos novamente. Esse recurso é, portanto, 
extremamente valioso no campo da identificação forense. No Sistema VUCETICH, 
existem 1.048.576 fórmulas datiloscópicas possíveis apenas nos tipos 
fundamentais. 
Este número é teórico, pois até agora não foram observadas todas essas 
combinações; estima-se que nos grandes arquivos existam cerca de 1000 a 1200 
fórmulas. Independentemente do tamanho do arquivo, as fórmulas devem seguir 
uma sequência crescente, sem a qual a localização de uma fórmula específica 
seria inviável. 
A fórmula datiloscópica é dividida em duas partes: literal e numeral. 
A parte literal consiste nas letras que representam os TIPOS nos polegares e segue 
uma ordem específica. Existem duas considerações a serem feitas a esse 
respeito: 
1. A distribuição dessas combinações literais pelo polegar direito; 
2. A distribuição dessas mesmas combinações pelo polegar esquerdo. 
Assim, temos as seguintes sequências: 
 
Repare que o numerador é representado pelo polegar da mão direita e o 
denominador pelo polegar da mão esquerda. É importante notar que, em cada 
grupo, a mesma letra é utilizada repetidamente no polegar direito até que todas as 
variantes principais no polegar esquerdo sejam exauridas. 
 
Nas combinações numéricas, os dígitos correspondem aos tipos fundamentais 
representados pelos dedos indicador, médio, anelar e mínimo (IMAm) de cada 
mão. Naturalmente, estas combinações devem ser consideradas em apenas uma 
mão. Todavia, todas as combinações numéricas ocorrem em ambas as mãos, 
mas são combinadas entre si. 
 
As referidas combinações numéricas consistem em 4 dígitos, como já foi 
mencionado. Isso se deve ao fato de que, embora cada mão possua 5 dedos, as 
combinações numéricas incluem apenas 4 dígitos, pois o símbolo do polegar já foi 
empregado nas combinações literais. 
 
Existe um total de 65.536 combinações numéricas possíveis. Inicialmente, 
contamos com somente 256 combinações, porque os números 1, 2, 3 e 4, que 
simbolizam os tipos fundamentais (respectivamente arco, presilha interna, 
presilha externa e verticilo) distribuídos pelos 4 dedos (IMAm), geram um conjunto 
de 256 códigos (pois 4^4 = 4 x 4 x 4 x 4 = 256). Assim obtemos o total de 65.536 
(4^4 x 4^4 = 256 x 256 = 65.536). 
 
A menor combinação numérica do Sistema VUCETICH é 1111, equivalente ao tipo 
fundamental arco nos 4 dedos (IMAm) de ambas as mãos. A maior combinação é 
4444, representando o tipo fundamental verticilo. 
 
Em suma, dentro do Sistema VUCETICH, entre os números 1111 e 4444, 
encontram-se 256 combinações distintas. 
 
Segue uma sequência destas combinações numéricas para uma das mãos. 
Posteriormente, como exemplo, apresentaremos algumas combinações desses 
números para as duas mãos simultaneamente. Obviamente, não é viável mostrar 
a sequência completa das fórmulas (combinação numeral para as duas mãos) 
visto que seu total alcance 65.536, como verificado anteriormente. 
 
Veja agora a sequência das combinações numéricas: 
 
Esses 256 números são representados na mão direita e combinados com eles 
mesmos na mão esquerda. Por exemplo, a combinação 1111, que aparece 
inicialmente, pode ser combinada consigo mesma, resultando em 1111 / 1111, ou 
com qualquer outra combinação, como 4444, obtendo-se 1111 / 4444. É 
justamente devido a essas combinações entre as duas mãos que se obtêm as 
65.536 combinações numéricas. 
Essas combinações numéricas são sempre guiadas por uma combinação literal. 
Pode-se dizer que esta é a diretora da fórmula datiloscópica. Elaaparece em 
primeiro lugar e define a primeira distribuição no arquivo datiloscópico, seguindo a 
sequência apresentada neste mesmo item. 
Por exemplo, a combinação literal A/A pode reger a combinação numérica 1111 / 
1111 ou qualquer outra, até 4444 / 4444. O mesmo princípio se aplica às demais 
combinações literais, conforme o esquema que apresentamos a seguir: 
 
 
O que resulta em um total de 1.048.576 fórmulas diferentes, considerando todas 
as combinações dos dedos das mãos, apenas com os tipos fundamentais. 
FÓRMULAS FREQUENTES 
Em todo sistema datiloscópico, certas fórmulas aparecem com maior frequência. 
Essas são chamadas de FÓRMULAS FREQUENTES. 
No Sistema VUCETICH, encontramos as seguintes fórmulas que ocorrem com 
maior frequência: 
 
Verificamos que as três primeiras são presilhas (internas e externas) e as duas 
últimas são verticilos. As presilhas aparecem com uma frequência de 
aproximadamente 7%, enquanto os verticilos aparecem com uma frequência de 
4%, em relação à porcentagem dos desenhos digitais considerados isoladamente. 
Os desenhos digitais, quando considerados isoladamente, apresentam a seguinte 
porcentagem: 
 
 
 
Módulo 21: Pesquisa Datiloscópica 
A pesquisa datiloscópica envolve a comparação minuciosa e detalhada da 
identificação (ID) que se pretende arquivar com aquelas já existentes no arquivo, 
que possuem a mesma classificação. 
Para realizar esse processo, é necessário coletar os dez datilogramas da ID e 
selecionar dois pontos de referência. Esses pontos de referência geralmente 
incluem a confluência de cristas papilares (PC), a conformação dos deltas ou 
núcleos, entre outros elementos que o arquivista considera destacados. Em 
seguida, as fichas do maço correspondente são manuseadas e comparadas com 
a ID colocada na "estante". Os olhos do datiloscopista devem se concentrar nos 
dois pontos escolhidos e, ao perceber qualquer semelhança, ele deve examinar 
toda a ID. Se houver coincidência nos demais desenhos, procede-se à 
comparação detalhada dos elementos. 
Se houver uma perfeita correspondência em todos os desenhos e nos pontos de 
referência, a ID ou ficha pertence ao mesmo indivíduo, resultando em uma 
identificação positiva (POSITIVA). 
Nesse caso, basta confirmar os dados no verso da ID e realizar as anotações 
necessárias, completando assim a operação de pesquisa. 
Considerações sobre Fórmulas e Desenhos 
Existem fórmulas consideradas raras ou pouco comuns que podem ser 
arquivadas com relativa facilidade. No entanto, outras fórmulas apresentam 
desafios distintos: algumas possuem desenhos comuns e de alta frequência, 
enquanto outras são tipos de transição que requerem trabalho com uma ou mais 
chaves. Além disso, existem IDs com amputações, que consomem um tempo 
variável para serem analisadas, podendo levar de minutos a horas ou até mesmo 
dias consecutivos. 
Essa variabilidade no tempo de análise demonstra a complexidade do trabalho 
datiloscópico e a necessidade de precisão e atenção aos detalhes durante todo o 
processo. 
Módulo 22: Arquivamento 
O arquivamento das identificações digitais (ID) é um processo que se divide em 
três fases distintas e cruciais: classificação, pesquisa e arquivamento 
propriamente dito. As etapas de classificação e pesquisa já foram abordadas 
anteriormente. Agora, vamos focar na fase de arquivamento. 
Preparação para o Arquivamento 
Antes de arquivar, as ID devem ser organizadas em ordem crescente, começando 
pelas fórmulas de menor número até as de número mais elevado. Dentro dessa 
ordem, primeiro são classificados os tipos fundamentais e, em seguida, os 
subtipos. 
Após essa organização, as fichas são colocadas na estante, localizada a cerca de 
30 cm de distância do datiloscopista e iluminada por luz natural oblíqua, 
proveniente de um ângulo de aproximadamente 45 graus à direita ou à esquerda 
do operador. A luz deve evitar incidir pelas costas do operador, e a luz artificial 
deve ser minimizada para proteger a visão do datiloscopista. 
Processo de Arquivamento 
O arquivamento consiste em colocar a ID no seu lugar correspondente após a 
última ID arquivada na mesma fórmula, finalizando a operação de pesquisa. 
Quando uma fórmula não existe no arquivo, é necessário criar uma nova ficha 
falsa, anotando a fórmula em questão nos espaços correspondentes. 
Sistema de Arquivamento de VUCETICH 
Juan Vucetich, pioneiro na datiloscopia, desenvolveu armários com 180 
escaninhos, onde as fichas são organizadas em maços. Cada maço contém: 
• FICHA GUIA: Indica a fórmula datiloscópica inicial do maço. 
• FICHA FALSA: Separa as diferentes fórmulas datiloscópicas dentro de um 
maço. 
• RETÂNGULOS DE REFERÊNCIA: Separam os subtipos dentro de cada 
fórmula. 
Ordem de Precedência no Arquivamento 
Para evitar confusão e garantir uma organização eficiente, é essencial adotar uma 
chave de precedência. Esta ordem é aplicada às mãos, dedos, tipos 
fundamentais, tipos especiais, anomalias e subtipos, conforme detalhado abaixo: 
Mãos 
1. Mão direita 
2. Mão esquerda 
3. Ambas as mãos 
Dedos 
1. Polegar (P) 
2. Indicador (I) 
3. Médio (M) 
4. Anular (A) 
5. Mínimo (m) 
Tipos Fundamentais 
1. Arco (A) – 1 
2. Presilha interna (I) – 2 
3. Presilha externa (E) – 3 
4. Verticilo (V) – 4 
Tipos Especiais 
1. Gancho (G) 
2. Dupla (Dp) 
3. Defeituosa (X) 
4. Amputação total (0) 
Anomalias 
1. Sindatilia (Sind) 
2. Hipodatilia (Hpod) 
3. Hiperdatilia (Hprd) 
4. Agenésia total (Ag Tot) 
Subtipos de Verticilos 
• Núcleos (nos polegares): 
1. Ovoidal (O) 
2. Sinuoso (S) 
3. Espiral (Sp) 
• Deltas (nos demais dedos): 
1. Delta de divergência duvidosa (d?) 
2. Delta convergente (co) 
3. Delta divergente direito (dd) 
4. Delta divergente esquerdo (de) 
Subtipos de Presilhas (qualquer dedo) 
1. Invadida (Vd) 
2. Pequena (até 5 linhas) – p 
3. Grande (mais de 5 linhas) – números de linhas duvidosa 
4. Grande (mais de 5 linhas) – números de linhas 
Ordem de Arquivamento no Sistema VUCETICH 
Tipos Fundamentais 
• Arco (A) – 1 
• Presilhas Internas (I) – 2 / Presilhas Externas (E) – 3 
o Invadidas e pequenas – organizadas por mão direita, mão esquerda 
e ambas as mãos. 
o Contagem duvidosa – número de linhas duvidosa. 
o Contadas – número de linhas. 
• Verticilos (V) – 4 
o Nos polegares (núcleos) – Ovoidal (O), Sinuosos (S), Espiral (Sp). 
o Nos demais dedos (deltas) – Delta divergente duvidoso (d?), Delta 
convergente (co), Delta divergente direito (dd), Delta divergente 
esquerdo (de). 
Tipos Especiais 
• Gancho (G) 
• Duplas (Dp) 
• Inclassificáveis (X) 
• Amputações (0) 
Anomalias 
• Sindatilia (Sind) 
• Hipodatilia (Hpod) 
• Hiperdatilia (Hprd) 
• Agenésia total (Ag Tot) 
Cada categoria é organizada de forma sequencial, considerando a ordem de 
precedência, para garantir que cada ID seja arquivada corretamente e possa ser 
facilmente localizada quando necessário. 
ORDEM DE PRECEDÊNCIA DOS SUBTIPOS NORMAISsistema datiloscópico, 
que começou a ser adotado de forma oficial, culminando na abolição do sistema 
de Bertillon em favor do sistema de Vucetich, denominado Datiloscopia. 
Contribuições de Vucetich: 
• Desenvolveu um método prático e eficaz de classificação das impressões 
digitais. 
• Criou um sistema de arquivamento baseado em fórmulas datiloscópicas. 
• Instituiu a identificação civil. 
Vucetich é considerado um dos maiores contribuidores para a datiloscopia, 
consolidando o uso das impressões digitais como método de identificação 
individual, aplicável tanto na esfera criminal quanto civil. 
Divisão do Processo Datiloscópico: 
O processo datiloscópico divide-se em dois tipos principais: 
• Monodactilar: Refere-se à impressão de um único dedo. 
• Decadactilar: Refere-se às impressões dos dez dedos. 
A evolução da datiloscopia foi lenta, iniciando-se com Malpighi em 1664 e 
culminando com Vucetich em 1891. Cada estudioso contribuiu com partes de um 
todo que hoje forma a ciência da identificação humana por meio das impressões 
digitais. 
Módulo 3: Datilograma 
Os desenhos papilares, que aparecem a partir do sexto mês de vida intrauterina, 
permanecem inalterados até a morte e subsequente putrefação do cadáver. Cada 
um desses desenhos digitais é denominado datilograma, uma palavra híbrida 
formada pelos radicais de origem grega "daktilos" (dedos) e latina "grama" 
(marca). 
Tipos de Datilograma 
Os datilogramas podem ser classificados em três categorias distintas: natural, 
artificial e acidental. 
Natural: O datilograma natural é aquele que pode ser observado diretamente na 
polpa digital das falangetas, seja a olho nu ou com o auxílio de lentes. As cristas 
(áreas salientes) e os sulcos interpapilares (áreas de baixo relevo) cobrem a 
epiderme, formando o desenho característico das impressões digitais. 
Artificial: Este tipo de datilograma resulta da impressão dos desenhos digitais por 
meio de métodos gráficos, como ocorre nas fichas datiloscópicas ou em 
documentos de identidade. 
Acidental: Encontrado em locais de crime, o datilograma acidental é crucial para 
investigações forenses, sendo obtido de superfícies tocadas pelo suspeito. 
 
 
Exame do Datilograma Natural 
Para examinar um datilograma natural, a pessoa deve posicionar o dorso da mão 
para baixo e as falangetas apontadas para o observador, permitindo que os bordos 
das figuras coincidam com a posição dos dedos sobre uma superfície plana. É 
importante considerar que, ao fotografar impressões digitais, as linhas brancas no 
negativo correspondem às cristas, enquanto as linhas negras representam os 
sulcos. 
Fichas Datiloscópicas 
A coleta de impressões digitais é comumente realizada em uma ficha 
datiloscópica, onde são registradas as impressões dos dez dedos, ou dos dedos 
que a pessoa possua, resultando na Individual Datiloscópica (ID). Em alguns 
casos, cada dedo é impresso em uma ficha separada, especialmente desenhada 
para este fim, conhecidas como Fichas Monodactilares, que são armazenadas 
em um arquivo especial denominado Arquivo Monodactilar. 
Independentemente de serem coletadas em uma ficha individual ou 
monodactilar, todas essas impressões são consideradas datilogramas. Estes 
registros são essenciais para a identificação pessoal e têm aplicação tanto na 
área civil quanto criminal, garantindo a precisão na identificação de indivíduos 
através das suas impressões digitais únicas. 
Módulo 4: Postulados da Datiloscopia 
A datiloscopia, ou o estudo das impressões digitais, é fundamentada em cinco 
principais qualidades das figuras papilares, ou seja, os postulados que conferem 
a essa ciência seu valor de identificação. Esses postulados, reconhecidos por 
investigadores como Galton, Henry, Vucetich e Locard, são: variabilidade, 
imutabilidade, individualidade, inimitabilidade e inalterabilidade. 
Variabilidade 
A variabilidade refere-se à infinita possibilidade de combinações das 
particularidades epidérmicas, como linhas, deltas, poros e pontos característicos. 
De acordo com Galdino Ramos, citado por Locard, seriam necessários cinco 
milhões de séculos para que surgissem duas impressões digitais idênticas de 
indivíduos diferentes, considerando dez pontos característicos em cada figura 
digital. Galton estimou que é possível uma coleção de 64 bilhões de desenhos 
papilares diversos. 
Além disso, o número de combinações das impressões digitais, considerando os 
quatro tipos fundamentais do sistema de Vucetich, pode ser calculado em 
1.048.576. Estudos mais detalhados por Windt e Kodicek, partindo de dez pontos 
característicos de cada dedo, sugerem um número ainda maior de combinações 
possíveis. 
Curiosamente, Balthazar sugeriu que a chance de duas figuras digitais idênticas 
surgirem seria tão remota quanto o tempo necessário para o sol esfriar. Portanto, a 
variedade das figuras papilares é praticamente ilimitada, mesmo entre gêmeos 
univitelinos, que, apesar da semelhança, possuem diferenças nas 
particularidades das suas impressões digitais. 
Imutabilidade 
A imutabilidade das impressões digitais é um princípio fundamental da 
datiloscopia, estabelecido desde as primeiras investigações. Observadores como 
Galton e Vucetich demonstraram que as características das figuras papilares 
permanecem inalteradas do nascimento até a morte. Galton, em seus estudos, 
verificou que nem mesmo os pontos mais delicados das impressões digitais 
mudam com o tempo. 
Este postulado garante que um arco jamais se transformará em um verticilo ou 
uma presilha, salvo em casos de cicatrizes que, mesmo assim, tornam-se pontos 
característicos importantes para a identificação. 
Inalterabilidade 
A inalterabilidade refere-se à resistência das impressões digitais a danos e 
alterações. Embora algumas lesões ou doenças possam temporariamente afetar 
as cristas papilares, a pele tende a se regenerar, mantendo as características 
originais. 
Há casos específicos a considerar na identificação de indivíduos: 
1. Integridade absoluta da pele. 
2. Pequenas cicatrizes. 
3. Grandes cicatrizes deformadoras. 
4. Anomalias congênitas ou acidentais. 
5. Ausência de cristas papilares. 
6. Ausência das falangetas. 
A datiloscopia clínica, surgida no início do século XX, estuda as figuras papilares 
anormais ou doentes, abrangendo lesões causadas por doenças como lepra, 
eczemas, herpes, entre outras. Em alguns casos, as lesões desaparecem com a 
cura da doença, permitindo a regeneração das cristas, enquanto em outros, as 
cristas podem ser permanentemente destruídas. 
Individualidade 
A individualidade das impressões digitais assegura que cada pessoa possui 
desenhos únicos, formados desde o sexto mês de vida intrauterina e mantidos por 
toda a vida. Esses desenhos são distintos até entre membros de uma mesma 
família e gêmeos idênticos, não sendo transmitidos por hereditariedade. Essa 
característica permite a identificação precisa e infalível de um indivíduo entre 
milhões de outros. 
Inimitabilidade 
A inimitabilidade das impressões digitais significa que elas não podem ser 
falsificadas ou imitadas de forma convincente. Experimentos conduzidos por 
Minovich demonstraram que, mesmo tentativas habilidosas de imitação resultam 
em diferenças evidentes quando comparadas a impressões digitais autênticas. 
Segundo o Dr. Aurélio Domingues, qualquer tentativa de falsificação das 
impressões digitais seria facilmente detectável por peritos. Embora seja possível 
criar moldes das impressões digitais, essas reproduções não possuem a 
autenticidade das impressões originais. Além disso, para falsificar impressões 
digitais de forma convincente, seria necessário ter acesso aos dedos do indivíduo 
cuja identidade se pretende imitar, algo impraticável sem a cooperação ou engano 
da pessoa. 
Concluindo, as impressões digitais são imutáveis e inimitáveis, características 
que asseguram sua eficácia como método de identificação. Tentativas de 
falsificação não podem competir com a autenticidade das impressõestomadas 
diretamente dos dedos, consolidando a datiloscopia como um método seguro e 
confiável para estabelecer a identidade individual. 
Atividade: 
Para aprofundar o aprendizado, proponho a seguinte atividade: 
1. Pesquise sobre casos em que a falsificação de impressões digitais foi 
tentada e como a perícia conseguiu desmascarar a fraude. 
2. Discuta a importância da Datiloscopia na garantia da segurança e da 
justiça, especialmente em casos de crimes e identificação de vítimas. 
3. Investigue as tecnologias mais recentes utilizadas na coleta e análise de 
impressões digitais, como sistemas biométricos e softwares de 
reconhecimento de padrões. 
Módulo 5: Simplicidade do Sistema 
Vucetich 
A classificação datiloscópica desenvolvida por Juan Vucetich destaca-se pela sua 
simplicidade, mantendo precisão e exatidão independentemente do número de 
fichas a serem classificadas e arquivadas. Vucetich explicou seu método 
observando que as linhas papilares nas falangetas da face palmar das mãos 
apresentam pequenos ângulos denominados deltas, cujas linhas se desenvolvem 
para a direita, esquerda ou em formas circunferenciais, espiraloides, ovoidais, etc. 
Essas linhas foram chamadas de linhas diretrizes, as quais circundam outras 
linhas que, em conjunto, formam o núcleo. Este núcleo contém as características 
únicas de cada indivíduo, fundamentais para a classificação pelo método de 
Vucetich. 
Estrutura da Ficha Datiloscópica 
 
A ficha datiloscópica, onde são registradas as impressões digitais, é conhecida 
como Individual Datiloscópica (ID), enquanto a folha em branco antes de 
receber as impressões digitais é chamada simplesmente de Ficha Datiloscópica 
(FiD). Cada FiD é dividida em série e seção. 
Série: Corresponde aos dedos da mão direita. 
• Fundamental: Refere-se ao polegar direito. 
• Divisão: Refere-se aos demais dedos da mão direita. 
Seção: Corresponde aos dedos da mão esquerda. 
• Subclassificação: Refere-se ao polegar esquerdo. 
• Subdivisão: Compreende os demais dedos da mão esquerda. 
A ficha datiloscópica contém espaços específicos para a aposição das 
impressões digitais dos dez dedos na frente. No verso, há campos destinados aos 
dados pessoais necessários para complementar a identidade do indivíduo, os 
quais são preenchidos pelo identificador. 
Processo de Classificação 
A simplicidade do sistema Vucetich permite que qualquer pessoa, ao observar as 
linhas papilares, possa identificar as principais características necessárias para a 
classificação. As linhas diretrizes e o núcleo são facilmente distinguíveis e formam 
a base para a identificação individual. 
Impressão das Linhas Diretrizes e Núcleo: 
1. Deltas: Pequenos ângulos visíveis nas linhas papilares. 
2. Linhas Diretrizes: Linhas que se desenvolvem a partir dos deltas para a 
direita, esquerda ou em formas variadas. 
3. Núcleo: Conjunto central de linhas que contém as características únicas 
do indivíduo. 
Registro das Impressões 
As impressões digitais são registradas na ficha datiloscópica em um formato 
organizado, garantindo que a identificação seja precisa e fácil de consultar. 
• Frente da Ficha: Espaços para as impressões dos dez dedos. 
• Verso da Ficha: Campos para os dados pessoais do indivíduo, como nome, 
data de nascimento, e outras informações relevantes. 
Conclusão 
O sistema de Vucetich é uma combinação de simplicidade e eficácia, permitindo 
uma classificação rápida e precisa das impressões digitais. Sua estrutura clara e 
metodologia detalhada garantem que qualquer pessoa possa ser identificada de 
forma única e infalível. Essa simplicidade é o que faz do sistema de Vucetich uma 
ferramenta valiosa na ciência da datiloscopia, facilitando a identificação 
individual em larga escala. 
Módulo 6: Tipos fundamentais 
No Sistema de VUCETICH, existem quatro tipos de desenhos fundamentais que 
servem de base para toda a classificação datiloscópica. Esses tipos são 
essenciais para a identificação e categorização das impressões digitais. São eles: 
• ARCO 
• PRESILHA INTERNA 
• PRESILHA EXTERNA 
• VERTICILO 
Cada um desses tipos é definido de maneira precisa, com base na presença ou 
ausência de duas características importantes. A primeira característica é o DELTA, 
e a segunda diz respeito às LINHAS DO SISTEMA NUCLEAR. Essas duas 
características são cruciais para a identificação e classificação das impressões 
digitais. 
Graças ao conhecimento técnico desses dois detalhes, DELTAS e NÚCLEOS, é 
possível, além dos já citados tipos fundamentais, desdobrar toda a classificação e 
suas subclassificações. Isso permite uma análise detalhada e precisa das 
impressões digitais, facilitando a identificação de indivíduos em diversas 
situações, como investigações criminais e processos de verificação de 
identidade. 
Para representar os diversos tipos e subtipos, foi necessária a criação de símbolos 
específicos, que são definidos por letras e números. As letras são empregadas 
para representar os tipos fundamentais nos polegares, enquanto os números são 
utilizados para os tipos fundamentais nos demais dedos. Essa codificação facilita 
a leitura e interpretação das impressões digitais, tornando o processo mais 
eficiente e padronizado. 
Os tipos fundamentais de VUCETICH são representados, abreviadamente, pelos 
seguintes símbolos: 
 
1. ARCO – tem as seguintes características: 
 
a. ausência de delta; 
b. as linhas atravessam o campo da impressão de um lado para outro, assumindo 
uma forma mais ou menos abaulada. 
O tipo ARCO é caracterizado pela ausência de deltas, o que significa que não há 
pontos de divergência nas linhas da impressão digital. As linhas atravessam o 
campo da impressão de um lado para o outro, formando uma curva suave. Esse 
tipo é relativamente raro em comparação com os outros tipos fundamentais e é 
facilmente identificável devido à sua simplicidade. 
 
 
 
 
 
 
2. PRESILHA INTERNA – tem as seguintes características: 
 
a. um delta à direita do observador; 
b. as linhas nucleares correm para a esquerda do observador. 
A PRESILHA INTERNA é identificada pela presença de um delta à direita do 
observador. As linhas nucleares, que são as linhas principais da impressão digital, 
correm em direção à esquerda do observador. Esse tipo é mais comum do que o 
tipo ARCO e apresenta uma configuração mais complexa, com um ponto de 
divergência claro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. PRESILHA EXTERNA – tem as seguintes características: 
 
a. um delta à esquerda do observador; 
b. as linhas nucleares correm para a direita do observador. 
A PRESILHA EXTERNA é semelhante à PRESILHA INTERNA, mas com uma 
diferença crucial: o delta está localizado à esquerda do observador. As linhas 
nucleares correm em direção à direita do observador. Essa configuração é 
espelhada em relação à PRESILHA INTERNA e é igualmente comum. A 
identificação correta desse tipo é essencial para a classificação precisa das 
impressões digitais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. VERTICILO – tem as seguintes características: 
 
a. tem dois deltas, sendo um à direita e outro à esquerda do observador; 
b. as linhas nucleares ficam encerradas entre os dois deltas, assumindo 
configurações variadas. 
O VERTICILO é o tipo mais complexo entre os quatro tipos fundamentais. Ele é 
caracterizado pela presença de dois deltas, um à direita e outro à esquerda do 
observador. As linhas nucleares ficam encerradas entre esses dois deltas, 
formando padrões variados e intricados. Devido à sua complexidade, o VERTICILO 
é um dos tipos mais interessantes e desafiadores de se analisar. 
A classificação das impressões digitais com base nesses tipos fundamentais é 
uma ferramenta poderosa na ciência forense e na identificação de indivíduos. O 
Sistema de VUCETICH, com sua abordagem detalhada e precisa, permite uma 
análise minuciosa das impressões digitais, contribuindo para a resolução de 
casos criminais e a verificação de identidades de maneira eficaz. 
Além disso, a utilização de símbolosespecíficos para representar os tipos 
fundamentais nos polegares e nos demais dedos facilita a comunicação e o 
registro das impressões digitais. Essa padronização é essencial para garantir a 
consistência e a precisão na análise das impressões digitais, independentemente 
do contexto em que são utilizadas. 
Em resumo, os quatro tipos fundamentais do Sistema de VUCETICH – ARCO, 
PRESILHA INTERNA, PRESILHA EXTERNA e VERTICILO – são a base para a 
classificação datiloscópica. Cada tipo é definido por características específicas 
relacionadas aos deltas e às linhas nucleares, permitindo uma identificação 
precisa e detalhada das impressões digitais. A criação de símbolos para 
representar esses tipos facilita a comunicação e a análise, tornando o processo 
mais eficiente e padronizado. 
Módulo 7: Sistemas de Linhas 
Podemos afirmar que os desenhos digitais são estruturados a partir de três 
sistemas de linhas fundamentais. A classificação desses desenhos baseia-se 
nesses sistemas: BASILAR, MARGINAL e NUCLEAR. 
 
Sistema Basilar 
O Sistema Basilar é definido pela linha limite basilar, a linha mais elevada da base 
do desenho. Esta linha interage diretamente com os limites dos outros sistemas. 
Sistema Marginal 
O Sistema Marginal é caracterizado pela crista externa mais próxima do centro da 
impressão digital. Esta linha delimita o contorno do desenho, paralelamente ao 
sistema nuclear. 
Sistema Nuclear 
O Sistema Nuclear é determinado pela linha mais extensa e externa do centro do 
desenho, que corre paralelamente ao sistema marginal. 
É na interseção dessas linhas que se formam os triângulos ou deltas, que podem 
aparecer de um lado, do outro, ou em ambos os lados do desenho. 
 
 
Linhas Diretrizes 
As linhas diretrizes são as cristas que, partindo do delta, delimitam os sistemas 
basilar, marginal e nuclear, circundando o núcleo. 
 
Para determinar as linhas diretrizes em uma impressão digital, geralmente se 
inicia pelos prolongamentos dos ramos superior e inferior do delta. No entanto, 
essa teoria não é infalível, pois a natureza das cristas não é uniforme e 
frequentemente apresenta interrupções. 
Quando o prolongamento dos ramos do delta é interrompido, utiliza-se a crista 
imediatamente externa para continuar as linhas diretrizes, repetindo o processo 
até que o núcleo esteja completamente circunscrito. 
Este método facilita a circunscrição do centro do desenho, uma vez que as 
terminações abruptas das linhas frequentemente impedem o envolvimento 
completo do núcleo. 
Módulo 8: Deltas 
Em datiloscopia, o delta é uma característica essencial que serve como base para 
a maioria dos sistemas de identificação de cristas digitais. 
Vicente Rodrigues Ferrer define o delta como o espaço formado pela confluência 
das linhas basilar, marginal e nuclear. Segundo Edmond Locard, "o triângulo ou 
delta é o ponto onde diversas ordens de cristas, umas do sistema central e outras 
do sistema marginal, convergem e se defrontam". Outra definição comum 
descreve o delta como o maior afastamento entre duas linhas papilares ao 
encontrarem uma terceira em sentido oposto, formando um triângulo. 
Juan Vucetich, ao apresentar seu método, afirmou que qualquer pessoa pode 
observar que as linhas papilares das últimas falangetas da face palmar formam 
desenhos variados e que, em vários pontos, surgem ângulos chamados deltas, 
cujas linhas se prolongam de diferentes formas, como circunferencial, espiralóide 
ou ovoidal. O delta é, essencialmente, um desenho triangular, similar à quarta 
letra maiúscula do alfabeto grego. 
Subtipos de Deltas 
Até o momento, não foi necessário utilizar subtipos de deltas para classificações 
comuns. No entanto, Frederico Oloriz Aguillera realizou um estudo detalhado 
sobre deltas, definindo e classificando 16 tipos distintos. 
Deltas Cavados 
Os deltas cavados são triângulos mais ou menos regulares, com faces 
denominadas basilar, marginal e nuclear, correspondendo aos respectivos 
sistemas de linhas. Os ângulos formados por esses triângulos são chamados 
núcleo marginal, núcleo basilar e base marginal, ou superior, interno e externo em 
relação ao eixo digital. Estes deltas são subclassificados em abertos e cerrados. 
Deltas Tripódios 
Os deltas tripódios são formados por cristas papilares que se unem em um ponto 
comum, criando uma estrutura semelhante a um tripé. Eles também são 
classificados como superior, interno e externo, e subdivididos em curtos e longos. 
Ambos os tipos apresentam oito variações características: 
Cavados: 
1. Cavado aberto 
2. Cavado aberto superior 
3. Cavado aberto interno 
4. Cavado aberto externo 
5. Cavado cerrado 
6. Cavado cerrado superior 
7. Cavado cerrado interno 
8. Cavado cerrado externo 
Tripódios: 
1. Tripódio curto 
2. Tripódio curto superior 
3. Tripódio curto interno 
4. Tripódio curto externo 
5. Tripódio longo 
6. Tripódio longo superior 
7. Tripódio longo interno 
8. Tripódio longo externo 
 
Características Délticas 
Os deltas acima são classificados tomando como referência o núcleo da presilha 
interna. Cada ramo do tripódio pode variar em extensão, desde um comprimento 
pouco maior que sua própria espessura até um desenvolvimento maior, ou seja, 
cinco vezes a sua espessura. Denomina-se curto o ramo que não excede cinco 
vezes sua espessura e longo o que ultrapassa essa proporção. A medida 
predominante do ramo é a que determina sua classificação. 
Pseudo-Delta 
Alguns autores consideram que, quando as cristas papilares do delta não 
envolvem completamente o núcleo, esse deve ser chamado de "pseudo-delta" ou 
"falso-delta". Esta figura lembra a formação déltica, mas não circunscreve o 
núcleo totalmente. 
Delta Verdadeiro 
Um delta verdadeiro é aquele que tem a forma de um triângulo (aberto ou 
fechado) ou um tripódio, cujos prolongamentos dos ramos superior e inferior 
conseguem circunscrever um núcleo sem se ligar ao centro do desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
Módulo 9: Ponto Déltico 
Para complementar o estudo dos deltas, é essencial compreender a 
determinação do ponto déltico, um elemento crucial na classificação 
datiloscópica, especialmente para a contagem de linhas em presilhas. 
Determinação do Ponto Déltico 
A localização do ponto déltico varia conforme o tipo de delta: 
a. Deltas Cavados com Ângulo Fechado Superior: 
• Nos deltas cavados cerrados (Figura 5) 
• Nos deltas cavados abertos internos (Figura 2) 
• Nos deltas cavados abertos externos (Figura 4) 
• Nos deltas cavados cerrados superiores (Figura 7) 
O ponto déltico fica localizado no ângulo fechado superior. 
b. Deltas Cavados com Ângulo Fechado Interno: 
• Nos deltas cavados abertos superiores (Figura 3) 
• Nos deltas cavados cerrados internos (Figura 6) 
O ponto déltico encontra-se no ângulo fechado interno. 
c. Deltas Cavados com Ramo Interno: 
• Nos deltas cavados abertos (Figura 1) 
• Nos deltas cavados cerrados externos (Figura 8) 
Nestes casos, o ponto déltico fica localizado no ramo interno, no ponto de 
interseção com a linha imaginária que vai do centro do delta até o centro do 
núcleo do datilograma. 
d. Deltas Tripódios: 
• Em todos os tipos de deltas tripódios (Figuras 9, 10, 11 e 12) 
Para os deltas tripódios, o ponto déltico localiza-se no ponto de encontro dos 
ramos. 
 
 
Visualização e Compreensão 
Para facilitar a compreensão, é útil observar representações visuais dos diferentes 
tipos de deltas e a localização do ponto déltico em cada um. Estas figuras ilustram 
as descrições fornecidas e ajudam a visualizar a colocação precisa do ponto 
déltico: 
• Figura 1: Delta cavado aberto com ponto déltico no ramo interno. 
• Figura 2: Delta cavado aberto interno com ponto déltico no ângulo fechado 
superior. 
• Figura 3: Delta cavado aberto superior com ponto déltico no ângulo 
fechado interno. 
• Figura 4: Delta cavado aberto externo com ponto déltico no ângulo fechado 
superior. 
• Figura 5: Delta cavado cerrado com ponto déltico no ângulo fechado 
superior.• Figura 6: Delta cavado cerrado interno com ponto déltico no ângulo 
fechado interno. 
• Figura 7: Delta cavado cerrado superior com ponto déltico no ângulo 
fechado superior. 
• Figura 8: Delta cavado cerrado externo com ponto déltico no ramo interno. 
• Figuras 9, 10, 11 e 12: Deltas tripódios com ponto déltico no ponto de 
encontro dos ramos. 
Compreender a localização do ponto déltico é fundamental para a precisão na 
contagem de linhas e na correta classificação datiloscópica. Este conhecimento 
aprimora a capacidade de análise e identificação de impressões digitais, tornando 
o processo mais eficiente e preciso. 
 
 
Módulo 10: Núcleo 
Na classificação datiloscópica desenvolvida por Juan Vucetich, a identificação 
dos quatro tipos fundamentais de impressões digitais baseia-se em dois 
elementos principais: o delta e o núcleo. Tendo já abordado o delta, vamos agora 
nos concentrar no núcleo. 
Definição de Núcleo 
O núcleo de um datilograma é o ponto central da impressão digital. Ele consiste 
nas linhas mais centrais que são circundadas pelas outras linhas formando o 
sistema nuclear completo. 
Tipos de Núcleo 
Os núcleos podem apresentar diversas formas e aparecem com diferentes 
frequências nos desenhos digitais. A seguir, descreveremos os tipos mais 
comuns: 
1. Núcleo Simples: É o tipo de núcleo mais comum e básico, onde as linhas 
centrais formam um padrão regular e simples, sem complicações ou ramificações 
complexas. 
2. Núcleo Composto: Este núcleo possui linhas centrais que formam padrões 
mais complexos, frequentemente incluindo combinações de arcos, laços e 
espirais dentro do núcleo. 
3. Núcleo Espiral: Caracterizado por linhas que formam uma espiral no centro do 
datilograma, este tipo de núcleo é facilmente identificável pela sua forma circular 
ou ovalada. 
4. Núcleo Ovoidal: Neste tipo, as linhas centrais formam um padrão ovalado, 
diferindo da espiral pela ausência de uma rotação completa em torno do centro. 
5. Núcleo Elíptico: Semelhante ao ovoidal, mas com uma forma mais alongada e 
elíptica. As linhas centrais se estendem mais em uma direção do que em outra, 
criando um padrão elíptico. 
6. Núcleo Circular: As linhas formam um círculo quase perfeito, sendo uma 
variação mais regular do núcleo espiral. 
7. Núcleo de Laço: Este núcleo é identificado pelas linhas centrais que formam 
um laço, geralmente com uma ou mais voltas em torno de um ponto central. 
Importância do Núcleo 
O núcleo é crucial para a classificação e identificação das impressões digitais. Ele 
serve como um ponto de referência central a partir do qual outras características, 
como o delta e as linhas circundantes, são analisadas. A precisão na identificação 
do núcleo facilita a categorização correta das impressões digitais e melhora a 
eficiência do processo de identificação. 
Visualização dos Tipos de Núcleo 
Para uma melhor compreensão, é útil visualizar os diferentes tipos de núcleos. 
Representações gráficas destes núcleos podem ajudar a identificar as 
características específicas de cada tipo. Por exemplo, a forma espiral, ovoidal ou 
elíptica pode ser claramente observada em diagramas ou imagens de impressões 
digitais reais. 
Compreender os diferentes tipos de núcleo é essencial para qualquer pessoa 
envolvida na análise e classificação datiloscópica. Este conhecimento não 
apenas melhora a precisão na identificação, mas também facilita a categorização 
sistemática de impressões digitais, tornando o processo mais eficiente e 
confiável. 
 
 
 
 
 
 
Módulo 11: Ponto Central 
No âmbito dos desenhos digitais, um elemento crucial que frequentemente serve 
de referência para sua classificação é o ponto central. Vamos explorar sua 
localização nos principais tipos de desenhos digitais. 
Arcos 
Nos arcos, o ponto central varia conforme a forma do arco: 
• Nos arcos planos, o ponto central está localizado no ponto mais elevado 
da linha curva mais alta em relação à prega interfalangeana. 
• Nos arcos angulares, encontra-se no ápice da linha ou na cabeça de laço. 
Presilhas 
Para as presilhas, a localização do ponto central depende do número de cristas e 
de sua disposição: 
• Quando há um número ímpar de cristas, o ponto central está no ápice da 
linha axial central. 
• Se o número de cristas é par, está no ápice da linha axial mais próxima do 
centro e mais distante do delta. 
• No menor laço, o ponto central é encontrado no ponto mais elevado da 
curva superior. 
• Se o número de cristas é ímpar, ele se localiza no ponto de incidência da 
linha axial central com o laço menor da presilha. 
• Para um número par de cristas, o ponto de incidência é entre a linha axial 
mais central e mais distante do delta com a curva superior do menor laço. 
• Quando a linha axial ou cabeça de laçada está mais distante do delta, esse 
ponto será o ápice. 
• No caso de duas laçadas, o ponto central é determinado na cabeça da 
laçada mais distante do delta. 
 
 
 
Verticilos 
Nos verticilos, o ponto central também varia conforme o tipo específico: 
• Ovoidais: o ponto central está no ápice da linha axial ou no ponto mais 
elevado da elipse mais interna. 
• Sinuosos: possui dois pontos centrais localizados na extremidade da volta 
menor no "S" mais próximo de cada delta. 
• Espirais: o ponto central é encontrado no início da espiral. 
• Concêntricos: está no centro do círculo menor. 
• Vorticiformes: localizado no ponto de irradiação das linhas. 
• Ganchosos: indefinido, aplicando-se os critérios anteriores na medida do 
possível. 
Para ilustrar, daremos exemplos específicos de pontos centrais em diferentes 
desenhos digitais, destacando como identificar cada um deles em suas 
respectivas configurações. 
 
 
Módulo 12: Tipos e Subtipos 
No Sistema de Vucetich, a classificação datiloscópica é fundamentada em quatro 
tipos principais de desenhos: Arcos, Presilhas Interna, Presilhas Externa e 
Verticilos. Esses tipos são a base para a identificação de impressões digitais e 
cada um possui seus próprios subtipos. 
O Sistema de Vucetich permite a criação de 1.048.576 combinações diferentes a 
partir das variações desses quatro tipos fundamentais nas duas mãos. No 
entanto, o Serviço de Identificação do Exército (Sv Idt Ex) adicionou quatro tipos 
especiais ao sistema original. Apesar dessa adição, somente os tipos 
fundamentais possuem subtipos no Sv Idt Ex. 
A subclassificação de um tipo principal resulta nos subtipos, fornecendo uma 
categorização mais detalhada das impressões digitais. A classificação primária 
identifica o tipo, enquanto a subclassificação determina o subtipo. 
Arco 
O arco é a figura adéltica elementar da classificação e se divide em: 
• Arco Plano 
• Arco Angular 
Arco Plano 
Caracteriza-se pela ausência de delta, com linhas quase retas ou levemente 
curvas e paralelas. Essas linhas partem de um lado da falangeta, fazem uma 
pequena curvatura no centro e terminam no lado oposto. Este tipo de arco é 
simples e natural, representando a forma mais elementar de impressão digital. 
Arco Angular 
Denominado assim devido à curvatura angular pronunciada das linhas, 
assemelhando-se a uma pirâmide ou triângulo isósceles. Geralmente, possui uma 
linha central cujo ápice forma o núcleo da impressão, dando ao arco angular uma 
aparência distinta e facilmente identificável. 
Essa detalhada subdivisão nos permite entender melhor as características e 
particularidades de cada tipo e subtipo de impressões digitais, facilitando a 
identificação e classificação precisa no sistema datiloscópico. 
 
Caracterização dos Arcos 
Para que uma figura papilar seja classificada como arco, é necessário que atenda 
a determinados critérios: 
1. Ausência Total de Deltas: O arco não deve possuir deltas. 
2. Laçada Central sem Linha Axial: Se existir uma laçada no centro que 
esteja ligada a uma figura semelhante a um delta ou pseudo-delta, e não 
houver uma linha axial, ainda é considerado um arco. 
3. Laçada Ligada a Pseudo-Delta: Caso haja umalaçada e uma linha axial, a 
laçada deve estar ligada a um pseudo-delta. 
4. Linhas Perpendiculares e Cristas Superpostas: Mesmo se houver uma 
linha axial perpendicular dentro da curva mais acentuada ou piramidal, as 
cristas que se sobrepõem a essa linha devem atravessar o desenho de um 
lado para o outro. 
5. Laçada sem Linha Axial: Em arcos angulares, se houver uma laçada em 
qualquer um dos lados da linha central sem a presença de uma linha axial, 
é classificado como arco. 
6. Laçada e Pseudo-Delta sem Linha Perpendicular: Se existir uma laçada e 
um pseudo-delta, a linha axial deve estar ligada à laçada de tal maneira 
que, do núcleo ao pseudo-delta, não haja uma linha perpendicular 
independente. 
7. Crista Presa ao Pseudo-Delta ou Centro: Quando existe um pseudo-
delta, uma laçada e uma linha axial, deve haver uma pequena crista presa 
ao pseudo-delta ou ao núcleo. 
8. Linhas Fora do Alcance da Linha de Galton: Mesmo com a presença de 
um pseudo-delta, uma laçada, uma linha axial ligada e qualquer outra linha 
entre o pseudo-delta e o núcleo, esta última deve estar fora do alcance da 
linha de Galton. 
O Serviço de Identificação do Exército (Sv Idt Ex) atualmente não utiliza a 
subclassificação dos arcos para arquivamento, apenas os divide em plano e 
angular para estudos. No entanto, devido ao grande volume de impressões digitais 
arquivadas com este tipo fundamental, a adoção dos subtipos poderia facilitar a 
pesquisa datiloscópica, especialmente se incorporados à fórmula datiloscópica. 
Subclassificações Propostas 
Duas subclassificações adicionais poderiam ser consideradas, baseadas na 
posição do pseudo-delta em relação à laçada, similar ao critério utilizado para 
deltas nas presilhas: 
• Apresilhado à Direita 
• Apresilhado à Esquerda 
Ordem de Precedência dos Subtipos para Arquivamento 
Para fins de arquivamento, a ordem de precedência dos subtipos dos arcos seria: 
1. Plano 
2. Angular 
3. Apresilhado à Direita 
4. Apresilhado à Esquerda 
A adoção dessas subclassificações proporcionaria uma maior variedade de 
combinações, facilitando uma pesquisa mais eficiente e rápida nos arquivos 
datiloscópicos. 
Presilha 
Presilhas são figuras papilares caracterizadas pela presença de um delta, que 
pode estar localizado à direita ou à esquerda do observador, além de um núcleo 
definido. Também são conhecidas como figuras monodélticas ou mondeltas. 
 
Divisão das Presilhas 
As presilhas se dividem em dois tipos principais: 
• Interna: O delta está situado do lado direito do observador. 
• Externa: O delta está situado do lado esquerdo do observador. 
Estrutura das Presilhas 
De um modo geral, as presilhas possuem subtipos que podem se aplicar tanto às 
presilhas internas quanto às externas. São formadas por cristas papilares que, 
partindo de um lado da falangeta, se dirigem para a parte superior, formando um 
feixe. Essas cristas fazem uma curva externa, conhecida como ramo ascendente, 
e retornam ao lado inicial. A configuração central dessa estrutura é em forma de 
"asa" ou "laço". 
Configuração das Cristas e o Delta 
Na região de maior convexidade externa da presilha, encontra-se um delta. As 
cristas papilares contornam tanto superior quanto inferiormente o sistema 
nuclear, formando assim a figura característica das presilhas. 
Essa detalhada subdivisão permite a identificação precisa das presilhas, 
independentemente de serem internas ou externas, facilitando assim a 
classificação e o estudo das impressões digitais nesse sistema. 
Caracterização das Presilhas 
Para que uma figura papilar seja classificada como presilha, ela deve possuir 
características específicas associadas a esse tipo. Cada órgão de identificação, 
seja civil ou militar, adota critérios básicos para uso interno, que, embora não 
divirjam dos princípios gerais de Vucetich, apresentam algumas diferenças entre 
si. 
O Serviço de Identificação do Exército (Sv Idt Ex) estabelece os seguintes 
requisitos indispensáveis para a classificação das presilhas normais: 
1. Laçada Perfeita com Ilhota e Delta: A figura deve ter, pelo menos, uma 
laçada perfeita com uma ilhota isolada em seu interior e um delta 
destacado no lado externo. Este é o tipo mais simples de presilha. 
2. Sistema Nuclear Definido e Delta Independentes: A presilha deve 
possuir um sistema nuclear bem definido e um delta, ambos 
independentes um do outro. 
3. Linha Cheia entre o Núcleo e o Delta: Entre o núcleo e o delta, deve haver, 
pelo menos, uma linha cheia que não tenha ligações com nenhum desses 
dois pontos. 
4. Linha de Galton: A linha de Galton deve atravessar, pelo menos, uma crista 
cheia e independente, que vai do núcleo ao delta. 
Subdivisão das Presilhas Internas e Externas 
As presilhas, sejam internas ou externas, são subdivididas pela configuração 
nuclear e pela contagem de linhas, seguindo o esquema abaixo: 
Presilha Pequena 
• Contagem de Linhas: Contém de 1 a 5 linhas intercaladas entre o delta e o 
núcleo. 
• Observação: As presilhas pequenas devem ser analisadas com cuidado 
para garantir que não sejam confundidas com arcos. 
Essas subdivisões ajudam a identificar com precisão as presilhas e a diferenciá-
las de outros tipos de impressões digitais, assegurando uma classificação mais 
detalhada e eficaz no sistema datiloscópico. 
 PRESILHA PEQUENA – quando contém de 1 até 5 linhas intercaladas entre o 
delta e o núcleo. 
Obs: as presilhas pequenas devem ser observadas com cuidado para verificar se 
não é arco. 
 
 
- PRESILHA MÉDIA – quando possui entre 6 e 11 linhas intercaladas entre o delta 
e o núcleo. 
 
 
 
 
 
PRESILHA GRANDE - quando contém de 12 ou mais linhas intercaladas entre o 
delta e o núcleo. 
 
- PRESILHA INVADIDA – ocorre quando as cristas tocam o núcleo, em virtude do 
seu ramo descendente ao invés de continuar na sua direção normal, invade uma 
ou mais linhas. Só se deve considerar uma presilha invadida quando a invasão for 
de 3 ou mais linhas. Alguns autores classificam-nas em invadidas brandas, 
invadidas profundas e invadidas verticiladas, porém, é preferível abandonar estes 
termos na classificação decadatilar, deixando-as para a monodatilar, que requer 
um aproveitamento maior dos subtipos. Às vezes, próximo do ponto de invasão 
das linhas, encontra-se uma espécie de delta ou pseudo-delta que estudaremos 
quando tratarmos dos TIPOS DE TRANSIÇÃO. 
Além de todas as características de uma presilha normal, as presilhas invadidas 
devem satisfazer mais as seguintes: 
a. que haja invasão de, pelo menos, 3 linhas do ramo descendente sobre uma 
outra; 
b. que o seu centro seja formado por um círculo ou uma linha mista fechada e, no 
mínimo, invadida por uma linha; 
c. que o traçado da linha de GALTON não corte 2 linhas perfeitamente cheias e 
curvas. 
 
PRESILHA GANCHOSA – assim são conhecidas as presilhas que nos dão, pela 
configuração nuclear, ideia de “anzol” ou “gancho” e apresentam várias 
diferenças, tais como: 
a. as linhas ao atingirem o ápice do núcleo, ao invés de subirem, descem pela 
parte externa do desenho nuclear, exatamente ao contrário do que se dá com as 
presilhas invadidas; 
b. sua concavidade é voltada para o interior do datilograma e não para o sistema 
marginal externo, tal como nas invadidas; 
c. as linhas do sistema nuclear, depois de formarem um “gancho”, descem 
geralmente sem tocar na trajetória ascendente, não havendo nenhuma invasão. 
PRESILHA DUPLA – são assim denominados desenhos digitais em que aparecem 
2 presilhas distintas, com as seguintes características: 
a. 2 presilhas e 2 deltas; 
b. que seja possível traçar uma linha de um delta ao outro, sem tocar qualquer dos 
núcleos das presilhas; 
c. que cada presilha possua os requisitos gerais exigidos para a presilha normal. 
 
Os laços que formam a presilha dupla podem aparecer opostos (PRESILHA DUPLA 
OPOSTA) ou superpostos (PRESILHA DUPLA SUPERPOSTA). No primeiro caso, as 
suas aberturas ficam para o lado oposto e, no segundo, voltados para umasó 
margem. 
Podem estar ainda em posição horizontal ou perpendicular à prega 
interfalangeana. Pode-se definir os tipos de núcleos mais comuns das presilhas 
em: 
a. RETO – quando possuir uma só linha axial; 
b. TRI-RETO – com 3 linhas axiais; 
c. TETRA-RETO – com 4 linhas axiais; 
d. PENTA-RETO – com 5 linhas axiais; 
e. LAÇADA OU PRESILHA – sem linhas axiais; 
f. INTERROGANTE OU VERTICILIDA – em forma de ponto de interrogação ou de 
vértices; 
g. INDEFINIDO – quando o seu tipo não se enquadrar em um dos casos acima 
mencionados. 
SUBTIPOS DAS PRESILHAS INTERNAS E EXTERNAS 
- Invadidas. 
- Pequenas (até 5 linhas). 
- Médias (de 6 a 11 linhas). 
- Grandes (de 12 linhas em diante). 
Obs: no arquivo do Sv Idt Ex as presilhas médias não são consideradas, 
computando-se como grandes todas as que apresentarem mais de 5 linhas. 
Desta forma, os subtipos das presilhas internas e externas, na prática, são: 
invadidas, pequenas e grandes (contadas). 
VERTICILOS 
Os verticilos constituem o último tipo fundamental da classificação datiloscópica 
preconizada por VUCETICH e são subdivididos, tomando-se por base a sua 
configuração nuclear e a situação dos deltas. 
CARACTERIZAÇÃO DOS VERTICILOS 
Compreendem as figuras digitais que possuem 2 ou mais deltas. A sua 
característica principal é destacada pelas linhas do sistema nuclear que 
envolvem o centro, voltando sobre si mesmas, dando a conformação de círculos 
concêntricos, espirais, ovoidais, sinuosos e ganchosos. 
Para que uma figura papilar seja classificada como verticilo é necessário que 
reúna as seguintes características: 
a. seu núcleo tenha a conformação ovóide, sinuosa, concêntrica, vorticiforme, 
ganchosa ou duvidosa, isto é, em forma de um turbilhão; 
SUBDIVISÃO DOS VERTICILOS 
a. pela configuração nuclear para os polegares 
VERTICILO OVOIDAL (O) – quando a configuração do seu núcleo tem a 
semelhança de uma elipse alongada. 
 
VERTICILO SINUOSO (S) – como seu nome indica, quando a configuração do 
sistema nuclear é parecida com um “S”. 
 
VERTICILO ESPIRAL (Sp) – quando o seu núcleo é constituído por linhas espirais. 
 
VERTICILO CONCÊNTRICO (Sp) – quando existem vários círculos concêntricos 
compondo o seu núcleo. 
 
VERTICILO VORTICIFORME (Sp) – quando, do ponto central do seu núcleo, são 
irradiadas linhas curvas num só sentido. 
 
Obs: os verticilos concêntricos e vorticiformes são classificados como espirais. 
VERTICILO GANCHOSO (G) – tipo anômalo, apresenta 3 ou mais deltas. Sua 
configuração nuclear transmite a ideia de um “gancho” e, às vezes, um “8” 
deitado, ou um grão de feijão e outros desenhos variados. Geralmente é 
constituído por 2 núcleos irregulares. 
 
VERTICILO DUVIDOSO – é aquele cuja configuração nuclear foge aos tipos 
comuns, constituindo verdadeira transição à classificação nuclear. 
 
Obs: para os polegares não existe a classificação de verticilo duvidoso. Deve-se 
aproximar, de acordo com a figura para verticilos O, S ou Sp. 
b. Pela situação dos deltas para os demais dedos 
Para uma maior subclassificação dos verticilos, além da configuração do núcleo, 
pode-se utilizar o TRAÇADO DELTA (Redge Tracing of the GALTON and HENRY), ou 
seja, a determinação da situação do delta ou deltas entre si. 
Os deltas podem encontrar-se num mesmo plano, ou em planos diferentes, em 
relação ao centro do desenho, isto é, de forma que os ramos inferiores possam 
ligar-se ou divergir um do outro. Para essa classificação podemos apresentar 3 
casos distintos. 
1º caso – os deltas estão num mesmo plano, isto é, os seus ramos inferiores se 
ligam; neste caso, eles serão denominados DELTAS CONVERGENTES (co). 
2º caso – o delta direito está em plano superior em relação ao delta esquerdo; 
neste caso o denominaremos DELTA DIVERGENTE DIREITO (dd). 
3º caso – o delta esquerdo está em plano superior em relação ao delta direito; 
neste caso o denominaremos DELTA DIVERGENTE ESQUERDO (de). 
Para que essa classificação possa ser uniforme é necessário que seja procedida 
com MUITO CUIDADO pelo datiloscopista, baseando-se em determinadas 
características que possam apresentar. 
O critério adotado é o seguinte: 
- em relação aos deltas convergentes (co) é necessário que os ramos inferiores de 
cada um dos deltas se liguem naturalmente ou, quando esses ramos se 
interromperem, exista, no máximo, uma linha intermediária ou, ainda, se os ramos 
não se interromperem, não exista nenhuma linha entre os mesmos; 
- em relação aos deltas divergentes direito (dd) ou esquerdo (de) é necessário que 
o ramo da direita ou da esquerda envolva o núcleo, sendo que divergência só será 
configurada pela presença de, no mínimo, uma linha cheia e ininterrupta entre um 
e outro ramo. 
Quando os ramos interromperem-se é necessário a presença de pelo menos 2 
linhas entre os ramos inferiores dos deltas para que a divergência seja 
caracterizada. 
Ressalvado o caso da fragmentação dos ramos inferiores previstos para os deltas 
convergentes, os demais são considerados deltas divergentes direito ou esquerdo, 
em relação ao que estiver mais próximo ao núcleo, o qual será considerado 
predominante. 
Esta classificação será, pois, como de um delta divergente, desde que haja, no 
mínimo, uma linha intermediária entre os ramos inferiores, sem haver interrupção 
dos mesmos. 
Veremos abaixo as figuras de deltas convergentes e deltas divergentes. 
 
Não obstante as características peculiares previstas para cada tipo, há casos em 
que o datiloscopista encontra certa dificuldade para defini-lo. Esta dificuldade, 
normalmente, provém de imperícia do datiloscopador ao tomar as impressões 
digitais (impressões mal rodadas, borrões, etc). Nestas condições, a divergência 
será classificada como duvidosa (d?) 
 
REPRESENTAÇÃO DOS TIPOS E SUBTIPOS 
Os tipos e os subtipos são representados por símbolos (letras e números) nos 
polegares e demais dedos da seguinte forma: 
 
Quanto aos subtipos, existem alguns exclusivamente para os polegares, outros 
exclusivamente para os demais dedos e, ainda, outro para todos os dedos. 
Vejamos, a seguir, a simbologia utilizada para os subtipos e como empregá-las: 
 
Obs: o tipo arco, apesar de possuir subtipos, o Sv Idt Ex ainda não os utiliza. 
Módulo 13: Tipos de Transição em 
Impressões Digitais 
Definir com precisão as características que distinguem certos padrões em 
impressões digitais é um desafio significativo para os datiloscopistas. Quando os 
desenhos não apresentam detalhes claros que os categorizem em tipos 
específicos, são chamados de tipos de transição. Estes são classificados com 
base no desenho mais provável, exigindo uma interpretação cuidadosa por parte 
do datiloscopista. Vamos explorar esses tipos com mais detalhes. 
Arco Angular ou Presilha? 
 
Arco Angular: Este tipo geralmente possui um ponto característico semelhante a 
um delta, ou um pseudo-delta, na base da linha axial central. Suas linhas passam 
de uma margem à outra em feixe, algumas cobrindo a linha axial sem formar uma 
laçada, quer de um lado ou do outro da linha central. Às vezes, pode haver um 
laço no lado direito ou esquerdo, mas sem um fragmento de linha ou ilhota no 
interior. 
Presilha: Para ser classificado como presilha, deve conter uma laçada perfeita de 
um dos lados da linha central e, no seu interior, pelo menos uma pequena linha ou 
ilhota. Na base da crista central deve haver um delta distinto, permitindo que a 
linha de Galton corte uma linha cheia entre dois pontos. 
Presilha Invadida ou Verticilo? 
 
Presilha Invadida: Um datilograma é classificado como presilha invadida quando 
pelo menos três linhas dos ramos descendentes invadem o ramo ascendente ou 
seu centro, formando ângulos agudos. A linha delto-central não deve atravessar 
duas linhas curvas e cheias, mas sim cortar os vértices dos ângulos formados 
pelas linhas descendentes e ascendentes, funcionando como uma bissetriz. 
Verticilo: Definido por um círculo perfeito e um ponto no seu centro, além de dois 
deltasindependentes e definidos. A linha de Galton deve atravessar uma linha 
cheia e perfeitamente curva. 
Presilha Dupla Oposta ou Verticilo Sinuoso? 
 
Presilha Dupla Oposta: Deve haver duas presilhas opostas, cada uma com um 
delta e as características de presilhas normais. As linhas diretrizes devem ser 
traçadas sem tocar nas laçadas centrais ou seus núcleos. 
Verticilo Sinuoso: Embora pareça ter duas presilhas, as linhas diretrizes não 
podem ser traçadas sem tocar em um dos feixes de cristas de qualquer dos lados. 
Verticilo Sinuoso ou Ganchoso? 
 
Vejamos agora alguns tipos ampliados de verticilos ganchosos: 
 
 
Verticilo Sinuoso: Caracterizado por uma configuração nuclear semelhante a um 
"S" com dois deltas definidos. 
Verticilo Ganchoso: Embora possa parecer um "S", é uma figura anômala que às 
vezes possui três ou quatro deltas. 
Tipos Ampliados de Verticilos Ganchosos 
Presilha Dupla Superposta ou Ganchosa? 
 
Presilha Dupla Superposta: Deve haver duas presilhas superpostas com dois 
deltas que podem ser ligados sem atingir as laçadas centrais ou seus núcleos. 
Presilha Ganchosa: Apesar de parecer ter duas laçadas superpostas, a presilha 
menor, abaixo de outra com forma de gancho, não possui os requisitos básicos 
para ser considerada uma presilha normal. 
Desenhos Fora dos Tipos Fundamentais 
Mesmo que certos detalhes não permitam uma classificação clara, o conjunto 
nuclear pode determinar a classificação do desenho digital na ausência de 
características básicas ou em casos de dúvida. Qualquer outro tipo que não se 
enquadre nos tipos já enumerados deve ser classificado como gancho (presilha 
ou verticilo), conforme as figuras exemplificativas. 
 
Conclusão 
Os tipos de transição em datiloscopia exigem uma análise meticulosa e criteriosa 
por parte dos especialistas. A correta classificação desses tipos auxilia na 
precisão e confiabilidade das identificações digitais, sendo essencial para 
diversas aplicações forenses e administrativas. 
Módulo 14: Tipos Acidentais em 
Impressões Digitais 
Os desenhos digitais devem apresentar determinadas características para serem 
incluídos em qualquer dos quatro tipos fundamentais do Sistema de Vucetich. No 
entanto, alguns desenhos não se enquadram perfeitamente nesses tipos devido a 
defeitos ou amputações. Esses desenhos são classificados como tipos 
acidentais. 
Desenhos Defeituosos 
 
Os datilogramas com características prejudicadas por cicatrizes são classificados 
como desenhos defeituosos. A cicatriz pode tornar a leitura do núcleo 
impraticável, impossibilitando a identificação exata do tipo de impressão digital. 
Nesses casos, a impressão é classificada com o símbolo “X”. 
 
Não se aplica esta classificação quando a cicatriz não atinge o núcleo ou, mesmo 
atingindo-o, não prejudica a sua leitura. Quando uma impressão defeituosa é 
encontrada nos arquivos datiloscópicos, é recomendável pesquisar nas 
classificações prováveis, pois o indivíduo pode ter sido identificado antes de 
adquirir a cicatriz. 
Amputação 
A amputação em datiloscopia refere-se à falta acidental de um ou mais dedos da 
mão. Devem ser consideradas as seguintes circunstâncias: 
Falta da Mão: Na classificação, deve-se colocar um “zero” no espaço 
correspondente aos cinco dedos da mão amputada. 
Amputação de Todos os Dedos na Primeira Falange: A classificação será feita 
como no caso anterior, com um “zero” nos espaços correspondentes. 
Amputação de Um ou Mais Dedos: Os dedos existentes são classificados 
normalmente, e um “zero” é colocado no local correspondente aos dedos 
amputados. 
Amputação da Segunda Falange: Procede-se como nos casos anteriores, 
classificando com “zero”. 
Amputação Parcial da Terceira Falange nos IMAm e Segunda Falange do 
Polegar: Toma-se a impressão do restante da falange, anotando no alto do 
retângulo da ID correspondente ao dedo parcialmente amputado a expressão 
“AMP PARC”. Se não for possível classificá-la, usa-se “X”. 
Amputação Total: O datiloscopador deve anotar a expressão “AMP TOT” no 
espaço reservado ao dedo amputado para evitar a devolução da ID por suposição 
de descuido. 
Resumo das Classificações 
• Amputação Total: Classifica-se com “zero”. 
• Amputação Parcial: Tenta-se classificar, e se não for possível, usa-se “X”. 
• Defeito Congênito, Acidental ou Imperícia na Tomada das Impressões: 
Classifica-se como “X”. 
Observaremos, a seguir, exemplos de IDs onde aparecem várias amputações, 
para ilustrar a aplicação dessas classificações. 
 
 
Exemplos Práticos 
Em casos de amputação total ou parcial, a precisão na documentação é crucial 
para evitar erros e garantir a clareza no registro das impressões digitais. A seguir, 
veremos exemplos práticos de IDs com várias amputações, mostrando como 
essas devem ser classificadas adequadamente. 
 
Ao seguir essas diretrizes, os datiloscopistas asseguram que mesmo impressões 
digitais acidentais ou defeituosas sejam corretamente registradas e analisadas, 
mantendo a integridade e a utilidade dos arquivos datiloscópicos. 
Módulo 15: Anomalias em Impressões 
Digitais 
As anomalias dos dedos podem ser congênitas ou adquiridas. As congênitas 
estão presentes desde o nascimento, enquanto as adquiridas surgem ao longo da 
vida. É importante distinguir entre desenho anômalo e anomalia. 
Desenho Anômalo 
Os desenhos anômalos referem-se a tipos especiais em que os núcleos 
apresentam características anormais, diferentes dos tipos fundamentais 
definidos por Vucetich. Estes desenhos são considerados anômalos devido às 
suas peculiaridades que os diferenciam das classificações padrão. 
Anomalias 
As anomalias são defeitos nos dedos que podem apresentar desenhos digitais 
perfeitos, apesar das deformidades físicas. A seguir, apresentamos algumas 
anomalias comuns, tanto congênitas quanto adquiridas. 
 
Anomalias Congênitas 
Hiperdatilia: Caracteriza-se pela presença de um número superior ao normal de 
dedos. Indivíduos com hiperdatilia frequentemente se submetem a cirurgias para 
remoção dos dedos extras. Após a cirurgia, as mãos ficam com aparência normal, 
mas com cicatrizes que devem ser anotadas na ficha de identidade. 
 
Hipodatilia: Refere-se a um número de dedos inferior ao normal. 
Sindatilia: Os dedos são unidos por pele ou osso. 
Agenésia Total: Ausência completa de formação dos dedos. 
Anomalias Não Congênitas 
Macrodatilia: Aumento anormal do volume dos dedos. 
Microdatilia: Diminuição do volume dos dedos. 
Registro de Anomalias 
É essencial registrar essas anomalias nas fichas de identidade digital (IDs), que 
são tiradas em duplicata para orientação dos datiloscopistas. Essas anomalias 
constituem exceções à classificação normal e devem ser arquivadas em um 
arquivo especial. 
Exemplos Práticos 
Para garantir a precisão na classificação e no registro, as anomalias devem ser 
anotadas claramente. Por exemplo, um indivíduo com hiperdatilia que se 
submeteu à cirurgia deve ter a cicatriz anotada na ficha de identidade, juntamente 
com qualquer outra informação relevante sobre a anomalia. 
 
Conclusão 
O reconhecimento e a correta anotação das anomalias são essenciais para a 
precisão no registro e na análise das impressões digitais. Essas informações 
ajudam a manter a integridade dos arquivos datiloscópicos e garantem que todas 
as variações, tanto normais quanto anômalas, sejam devidamente consideradas. 
O preenchimento correto da ficha de identidade será abordado em detalhes na 
disciplina de Impressões Digitais e Legislação Técnica. 
Módulo 16: Pontos Característicos (PC) 
Em um de seus estudos, Luiz de Pina afirma: “como se pode observar, as cristas 
papilares não são contínuas, nem sempre retilíneas ou regularmente curvas e, 
nem sempre, independentes umas das outras. Assim é que várias 
particularidades se encontram em todas elas.” 
Galton, Forgeot, Vucetich, Fere, Almandos, entre outros, dedicaram grande 
atenção a essas particularidades, chamando-as, por sugestão do mestre 
argentino, de “Pontos Característicos”,que são detalhes específicos encontrados 
nos diferentes padrões digitais e que permitem uma comparação precisa entre 
dois datilogramas. 
Às vezes, encontramos impressões pertencentes a um único tipo e, para uma 
verificação precisa de identidade, recorremos aos detalhes lineares. 
Esses detalhes morfológicos – afirma Luiz de Pina – podem resultar de três 
comportamentos das cristas: 
• Terminação; 
• Divisão; 
• Combinação. 
Os nomes dos Pontos Característicos variam de acordo com o órgão de 
identificação e a região, não havendo uma nomenclatura uniforme. 
É importante notar que os Pontos Característicos possuem os mesmos atributos 
dos desenhos papilares: perenidade, imutabilidade e variabilidade. 
A seguir, apresentaremos os Pontos Característicos derivados desses três 
comportamentos das cristas. 
 
 
 
Passemos a estudar cada um dos três tipos de comportamentos das cristas 
separadamente. 
a. Terminação 
As cristas podem terminar abruptamente entre duas outras. Dessa forma, uma 
linha é mais curta que as demais e pode terminar de diversas maneiras: 
• Naturalmente (Fig 1); 
• Em gancho ou báculo (Fig 2 e 3); 
• Em pico (Fig 4); 
• Em anel (Fig 5). 
b. Divisão 
As linhas podem se interromper e reaparecer no mesmo sentido após um certo 
espaço (Fig 6). 
A interrupção pode se repetir, causando fragmentação e resultando em linhas 
curtas (Fig 7 e 8). 
Às vezes, essas linhas curtas se reduzem a um ponto ou uma série de pontos em 
sequência (Fig 9 e 10); frequentemente, uma linha assim pode surgir devido a 
certas doenças. 
Raramente, grupos de pontos aparecem, e não devem ser confundidos com os 
efeitos de pequenas cicatrizes (Fig 11). 
Na divisão, pode ainda ocorrer o aparecimento de uma articulação curiosa 
chamada desvio no ponto em que a linha se interrompe (Fig 12). 
A divisão em gancheta ou bidente é muito comum (Fig 13). 
Menos comuns são as denominações forquilha e trifurcação (Fig 14 e 15). 
A confluência se caracteriza pela união de duas linhas paralelas entre si (Fig 16). 
Às vezes, uma linha se destaca como um espinho ou uma confluência normal de 
um afluente de um rio (Fig 17). 
Uma linha pode bifurcar-se sob a forma de anel ou ilhós, continuando no mesmo 
sentido de antes da bifurcação (Fig 18). 
Anel lateral, como designa Locard, é uma pequena figura constituída de um lado 
por uma linha retilínea e, do outro, por uma linha curva presa àquela pelos topos, 
lembrando um semicírculo ou elipse (Fig 19). 
c. Combinação 
As linhas, por vezes, se combinam com outras de múltiplas maneiras, sendo 
frequentes as seguintes: 
• Entre os ramos da bifurcação da Fig 13, encaixa-se o topo de outra linha 
(Fig 20); 
• Duas linhas podem se juntar por meio de um curto ramo saído de uma 
delas, denominado anastomose simples (Fig 21); 
• A anastomose simples pode se complicar ao reunir três linhas, 
denominada anastomose composta (Fig 22); 
• Duas linhas podem, em um ponto de percurso, se tocar e se fundir, criando 
uma estampa curiosa, chamada anastomose ou fusão em “X” ou em tenaz 
(Fig 23); 
• Frequentemente, aparece um ponto entre duas linhas, chamado ponto 
incluso (Fig 24). Podem seguir vários pontos em fila, ladeados por duas 
cristas, semelhante a uma vagem com suas sementes (Fig 25); 
• Em vez de pontos, podemos encontrar, em longo trajeto e muito 
espalhados pela estampa de uma polpa digital, fragmentos de cristas 
supranumerárias, muito mais finas que as normais (Fig 26). Podemos 
encontrar também proporções dessas cristas (Fig 27); 
• Finalmente, uma crista pode se desviar e tomar o lugar de outra, ficando 
incluído o ramo de passagem entre os topos de duas outras, que se 
interromperam para dar lugar a essa direção insólita. Isso é o verdadeiro 
desvio (Fig 28). 
Para o leigo, a impressão digital, com seu número considerável de linhas e pontos, 
parece um arabesco indecifrável e incapaz de orientar-se de maneira prática. Por 
isso, é um trabalho eminentemente científico. 
Interpretar os delicados desenhos da polpa digital, essa maravilhosa filigrana que 
identifica de maneira inconfundível cada indivíduo, é o que chamamos leitura de 
uma impressão digital. 
Esse trabalho, especialmente em pesquisas de comparação, envolve grande 
responsabilidade e é exaustivo. 
O perito identificador deve examinar, na maioria dos casos, impressões 
defeituosas ou fragmentos, cuja identidade se procura fixar através da 
comparação com impressões íntegras, geralmente de pessoas suspeitas. 
A leitura das particularidades dos desenhos digito-papilares tem sido feita sob os 
mais variados aspectos e critérios. 
Sobre as ampliações fotográficas das impressões digitais admitidas à 
comparação, sugerimos o seguinte procedimento: 
1. Forma geral do desenho; 
2. Linhas diretrizes ou sistemas papilares; 
3. Contagem de linhas entre dois pontos conhecidos; 
4. Assinalamento dos pontos característicos; 
5. Particularidades acidentais. 
Contribuição de alguns autores: 
Galton - em seus escritos encontramos ensinamentos preciosos, usando o termo 
“Minutiae” para designar as particularidades dos desenhos digitais. De sua 
famosa obra “Finger Prints”, extraímos as seguintes “Minutiae”: 
• Bifurcação (Fig A); 
• Confluência (Fig B); 
• Encerro (Fig C); 
• Começo de linha (Fig D); 
• Fim de linha (Fig E); 
• Pequena ilha (Fig F). 
 
 
Galton também desenvolveu a contagem de linhas do núcleo ao delta nas 
presilhas e o traçado das linhas diretrizes nos verticilos, que se originam dos 
triângulos de interseção ou deltas. 
Vucetich, renomado criador da datiloscopia na Argentina, classificou os pontos 
característicos (PC) em cinco categorias: 
• Ilhota (Fig 1); 
• Linha Cortada (Fig 2); 
• Bifurcação (Fig 3); 
• Forquilha (Fig 4); 
• Encerro (Fig 5). 
 
 
Alberto Pessoa considera que os principais pontos característicos (PC) são os 
seguintes: 
• Linhas que começam ou terminam bruscamente (Fig A e B); 
• Fragmentos de linhas (Fig B); 
• Pontos isolados ou em séries (Fig C); 
• Linhas que se bifurcam (Fig D); 
• Linhas que se convergem (Fig E); 
• Linhas que se desdobram para se unirem pouco depois, formando anéis 
(Fig F). 
 
 
Apresentamos, a seguir, alguns autores estudiosos do assunto. Embora eles 
divirjam sobre a papiloscopia e a datiloscopia, todos estabelecem métodos e 
processos para a leitura e definição das linhas papilares. 
OLÓRIZ define os Pontos Característicos (PC) como: “elementos que caracterizam 
cada dedo, diferenciando-o de qualquer outro, com as seguintes características: 
1º - existem sempre em número de 30 (trinta), às vezes mais, em cada impressão 
da falangeta digital; 
2º - são congênitos; 
3º - são inalteráveis, exceto por cicatrizes, pústulas, traumas, etc., que, uma vez 
curados, ainda mais os caracterizam; 
4º - podem apresentar uma série de variedades que se manifestam nos desenhos 
papilares.” 
Os PC de OLÓRIZ incluem: Ponto, Ilhota, Cortada, Bifurcação, Forquilha, Encerro, 
Confluência, Desvio, Fragmento pequeno, Fragmento grande, Interrupção natural 
(pelo menos 3 papilas), Interrupção acidental, Rama curta e Rama larga. 
FORGEOT identifica como PC: Bifurcação, Ponto e Encerro. 
LOCARD cita o Anel lateral (encerro) como um PC. 
CARLOS EBOLI inclui Emboque, Desvio simples, Desvio duplo, Turbilhão e 
Encarne como PC. 
CARLOS KEHDY menciona o Crochet ou Haste como um PC. 
ALMANDOS lista Laguna e Empalme como PC. 
Em resumo, os vários Pontos Característicos estudados e apresentados pelos 
diversos autores podem, considerando sua maior frequência e para uma perfeita 
uniformidade de critérios, ser classificados da seguinte forma: 
• PONTO: é o menor detalhe encontrado, às vezes formando uma série de 
pontos; 
• ILHOTA: é a menor linha isolada, maior que o ponto; 
• CORTADA: é uma linha isolada, um pouco maior que a ilhota; 
• FORQUILHA: é uma linha que, chegando a um certo ponto, se divide em 
duas, formando um ângulo retilíneo na junção; 
• BIFURCAÇÃO: é uma linha que, em certa parte, se

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