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CREFITO-3 | GESTÃO 2021 • 2025
DOCUMENTO
NORTEADOR
ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL 
PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO 
DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE 
SÃO PAULO
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Sumário
PALAVRAS DO PRESIDENTE 3
1. INTRODUÇÃO 4
2. DEFINIÇÕES NORMATIVAS SOBRE 
A TERAPIA OCUPACIONAL 4
3. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) E OS 
CONTEXTOS DE CUIDADO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 7
3. 1. POLÍTICAS PÚBLICAS E CONTEXTOS DE 
ACOMPANHAMENTO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 9
4. INTERVENÇÕES EM TERAPIA OCUPACIONAL 
MÉTODOS, TÉCNICAS E ABORDAGENS 13
5. FORMAÇÃO / PERFIL PROFISSIONAL 16
6. CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS 16
7. DOS BENEFÍCIOS DAS PRÁTICAS DE CUIDADO DO 
TERAPEUTA OCUPACIONALPARA PESSOAS COM TEA 17
8. REFERÊNCIAS 18
DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO
DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO
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É com grande satisfação que o Crefito-3 apresenta aos terapeutas 
ocupacionais o Documento Norteador para Assistência Terapêutica 
Ocupacional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no 
Estado de São Paulo.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neuro-
desenvolvimento que se manifesta desde o nascimento ou nos primei-
ros anos de vida. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de 
Transtornos Mentais (DSM-5), indivíduos no espectro podem apresentar 
déficits na comunicação e interação social, além de padrões restritos e 
repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interes-
ses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.
Diante do exposto, este documento foi elaborado para oferecer aos 
gestores públicos e privados, bem como aos terapeutas ocupacionais, 
diretrizes para o cuidado de pessoas com autismo, considerando o con-
texto de vida, as necessidades e os desafios de suporte social de cada 
cliente/paciente/usuário.
Nas páginas a seguir, o leitor encontrará informações abrangentes 
sobre a legislação específica que rege a Terapia Ocupacional, além de 
estratégias de cuidado para pessoas com TEA, com base nos diferentes 
ciclos de vida e contextos de atuação. O objetivo é fornecer uma base 
sólida para a prática terapêutica ocupacional em seus diversos campos.
Esperamos que este material contribua significativamente para o 
desenvolvimento dos profissionais e promova um atendimento acolhe-
dor e de qualidade.
PALAVRAS
DO PRESIDENTE
Dr. Raphael Martins Ferris
Presidente do Crefito-3
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DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO
1. INTRODUÇÃO
2. DEFINIÇÕES NORMATIVAS SOBRE 
A TERAPIA OCUPACIONAL
Este Documento Norteador tem o objetivo de oferecer a gestores 
públicos e privados, bem como a profissionais terapeutas ocupacionais, 
trilhas para a atenção de pessoas que são diagnosticadas como pessoas 
com autismo ou no transtorno do espectro autista (TEA), considerando 
o contexto de vida, as necessidades e os desafios de suporte social de 
cada cliente/paciente/usuário. Em suas seções, o documento versa sua 
definição e legislações específicas sobre a Terapia Ocupacional e expõe 
as estratégias de cuidado com o público com TEA a partir dos ciclos de 
vida e contextos de cuidado, com a intenção de oferecer arcabouços 
para ações terapêuticas-ocupacionais em seus variados campos de 
atuação profissional. 
A Lei nº 6316/1975, de 17 de dezembro de 1975, descreve em seu art. 12:
A Terapia Ocupacional, profissão centenária e regulamentada no 
Brasil pelo Decreto-Lei nº 938 de 13 de Outubro de 1969, resolve:
“O livre exercício da profissão de fisioterapeuta e terapeuta ocu-
pacional, em todo o território nacional, somente é permitido ao 
portador de Carteira Profissional expedida por órgão competente.”
Art. 2º “O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por 
escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível superior.” 
Art. 4º “É atividade privativa do terapeuta ocupacional executar 
métodos e técnicas terapêuticas e recreacional com a finalidade 
de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade mental do 
paciente.” (Brasil, 1969).
“Um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, educação 
e na esfera social, reunindo tecnologias orientadas para a emanci-
pação e autonomia de pessoas que, por razões ligadas à problemá-
tica específica (físicas, sensoriais, mentais, psicológicas e/ou sociais), 
A Terapia Ocupacional, por definição da World Federation of 
Occupational Therapists (WFOT), é
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Conforme estabelecido pela Resolução nº 8, de 20 de fevereiro de 
1978, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), 
é determinado que:
“Art. 4º Constituem atos privativos do terapeuta ocupacional 
prescrever, ministrar e supervisionar terapia ocupacional, objeti-
vando preservar, manter, desenvolver ou restaurar a capacidade 
funcional do cliente a fim de habilitá-lo ao melhor desempenho 
físico e mental possível, no lar, na escola, no trabalho e na comu-
nidade, através de: 
 I - elaboração de testes específicos para avaliar níveis de capa-
cidade funcional e sua aplicação;
II - programação das atividades da vida diária e outras a serem 
assumidas e exercidas pelo cliente, e orientação e supervisão do 
mesmo na execução dessas atividades;
III - orientação à família do cliente e à comunidade quanto às 
condutas terapêuticas ocupacionais a serem observadas para a 
aceitação do cliente, em seu meio, em pé de igualdade com os 
demais;
IV - adaptação dos meios e materiais disponíveis, pessoais ou am-
bientais, para o desempenho funcional do cliente;
V - adaptação ao uso de órteses e próteses necessárias ao desem-
penho funcional do cliente, quando for o caso;
VI - utilização, com o emprego obrigatório de atividade, dos méto-
dos específicos para educação ou reeducação de função de siste-
ma do corpo humano; e
VII - determinação:
a) do objetivo da terapia e da programação para atingi-lo;
b) da frequência das sessões terapêuticas, com a indicação do 
período de tempo de duração de cada uma; e
c) da técnica a ser utilizada.”
apresentam temporária ou definitivamente dificuldade na inserção 
e participação na vida social. As intervenções em Terapia Ocupacio-
nal dimensionam-se pelo uso da atividade, elemento centralizador e 
orientador, na construção complexa e contextualizada do processo 
terapêutico ocupacional.” (WFOT, 2003, p. 70).
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Na Resolução Coffito nº 316, de 19 de julho de 2006, que dispõe sobre 
a prática de Atividades de Vida Diária, de Atividades Instrumentais da 
Vida Diária e Tecnologia Assistiva pelo Terapeuta Ocupacional, lê-se: 
Referente ao Código de Ética e Deontologia da Terapia 
Ocupacional, apresentado na Resolução Coffito nº 425, de 8 de julho 
de 2013, destaca-se: 
Considerando a Resolução Coffito nº 445, de 26 de abril de 2014, 
que altera a Resolução Coffito nº 418, de 2011, e fixa e estabelece os 
Parâmetros Assistenciais Terapêuticos Ocupacionais nas diversas 
modalidades prestadas pelo Terapeuta Ocupacional.
Por fim, a Resolução Coffito nº 483, de 12 de junho de 2017, que 
reconhece a utilização da abordagem de Integração Sensorial como 
recurso terapêutico da Terapia Ocupacional, no parágrafo 2º do art. 1º, 
descreve:
Art. 1º “É de exclusivacompetência do terapeuta ocupacional, no 
âmbito de sua atuação, avaliar as habilidades funcionais do in-
divíduo, elaborar a programação terapêutico-ocupacional e exe-
cutar o treinamento das funções para o desenvolvimento das ca-
pacidades de desempenho das Atividades de Vida Diária (AVDs) 
e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) para as áreas 
comprometidas no desempenho ocupacional, motor, sensorial, 
percepto-cognitivo, mental, emocional, comportamental, funcio-
nal, cultural, social e econômico de pacientes.”
Art. 4º “O terapeuta ocupacional presta assistência ao ser humano, 
tanto no plano individual quanto coletivo, participando da promo-
ção, prevenção de agravos, tratamento, recuperação e reabilita-
ção da sua saúde e cuidados paliativos, bem como estabelece a 
diagnose, avaliação e acompanhamento do histórico ocupacional 
de pessoas, famílias, grupos e comunidades, por meio da interpre-
tação do desempenho ocupacional dos papéis sociais contextuali-
zados, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto, segundo 
os princípios do sistema de saúde, de assistência social, educação 
e cultura, vigentes no Brasil”
O terapeuta ocupacional é competente para avaliar, dispor 
dos recursos terapêuticos, estabelecer e realizar estratégias de 
tratamento, e desenvolver pesquisas no campo da Integração 
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O Transtorno do Espectro Autista é considerado uma desordem 
do neurodesenvolvimento que afeta o desempenho ocupacional 
em níveis variados, sobretudo na área da comunicação/linguagem/
interação social e no comportamento. As pessoas com TEA apresentam 
singularidades na forma de apresentação destas características, isto 
quer dizer que nem sempre será verificada a mesma intensidade 
de sinais para todas as características em pessoas sob o mesmo 
diagnóstico, sendo a singularidade de necessidades de suportes um 
importante ponto a ser destacado quando se qualificam as abordagens 
terapêuticas ocupacionais necessárias para cada indivíduo, família e 
grupos. É possível, por exemplo, encontrar pessoas que se comunicam 
pela fala, outras com dificuldade para falar, ou até mesmo as que não 
têm comunicação a partir da linguagem verbal. Em outras questões 
que envolvem o TEA, como a capacidade para interagir socialmente, 
também há uma variação das barreiras que podem ser encontradas. 
Por exemplo, algumas pessoas com TEA apresentam alta capacidade 
intelectual e resolução rápida de problemas, mas com falhas em 
atividades cotidianas, como abotoar a própria roupa. Daí o uso do 
termo “espectro”, dando a ideia de uma ramificação ampliada de 
sinais e barreiras que as pessoas sob este escopo precisam superar 
nas suas relações cotidianas. 
O Terapeuta Ocupacional é um profissional recomendável para 
intervenção junto a esta população, pois considera as necessidades 
integrais das pessoas acompanhadas, considerando autonomia, 
qualificações para independência, garantia de direitos fundamentais, 
participação social, além de se preocupar com o alcance de marcos 
3. TRANSTORNO 
DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) 
E OS CONTEXTOS DE CUIDADO 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 
Sensorial, visando auxiliar no desempenho ocupacional e no 
engajamento nas Atividades de Vida Diária (AVDs), Atividades 
de Vida Prática (AVPs), participação social, no ato de brincar, 
na educação e no lazer. 
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fundamentais do desenvolvimento para crianças e no engajamento 
em ocupações e no desenvolvimento de seus papeis ocupacionais ao 
longo de suas vidas. 
Dentre as atribuições do terapeuta ocupacional, destaca-se a 
atenção ao cotidiano das pessoas em acompanhamento, com a 
avaliação do desempenho ocupacional e a proposição de intervenções 
no desenvolvimento de processos fundamentais às diferentes etapas 
da vida das pessoas com TEA, principalmente ligadas às limitações 
ou incapacidades de realizar as atividades do dia a dia de maneira 
autônoma. Essas atividades cotidianas incluem tarefas de autocuidado 
(higiene, alimentação e vestuário); produtividade (trabalhar ou 
estudar); momentos de lazer, esportes e cultura e atividades sociais 
em geral, para as quais são elaboradas estratégias que permitam sua 
realização de maneira mais independente e autônoma. 
Portanto, considerando a individualidade de cada indivíduo 
atendido, juntamente com aspectos como idade, contexto de vida, 
demandas e necessidades observadas, o terapeuta ocupacional tem 
a capacidade de utilizar instrumentos de avaliação específicos para 
identificar as barreiras que interferem na execução de suas funções 
ocupacionais. Isso permite determinar o método e a técnica de 
tratamento mais adequados para atingir os objetivos terapêuticos-
ocupacionais estabelecidos. 
Além disso, os contextos de vida constituem importantes áreas 
de análise para o terapeuta ocupacional. Isso significa que crianças e 
adolescentes possuem o direito de frequentar a escola, enquanto para 
os adultos, o trabalho, a geração de renda e a autonomia residencial são 
considerados aspectos essenciais para as intervenções de terapeutas 
ocupacionais. 
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3. 1. POLÍTICAS PÚBLICAS E 
CONTEXTOS DE ACOMPANHAMENTO 
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL
O Código de Ética da Terapia Ocupacional em seu Art. 26 destaca: 
“O terapeuta ocupacional, em sua prática, deve atuar em conso-
nância com a política nacional de saúde, de assistência social, de 
educação e de cultura promovendo preceitos da saúde coletiva, da 
participação social, da vida sócio-comunitária, no desempenho das 
suas funções, cargos e cidadania, independentemente de exercer a 
profissão no setor público ou privado.”
A Atenção Primária à Saúde - também conhecida como Atenção 
Básica - é porta de entrada de todas as redes de atenção à saúde, 
e terapeutas ocupacionais em propostas integradas com as equi-
pes de estratégia saúde da família, ou equipes multidisciplinares 
das Unidades Básicas de Saúde, atuam na organização das estra-
tégias de cuidados das famílias e dos sujeitos desde o acesso nas 
redes do Sistema Único de Saúde (SUS) até a elaboração de ações 
de prevenção e promoção de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde:
Saúde Pública - Redes de Atenção Psicossocial e 
Rede da Pessoa com Deficiência e Proteção Social 
“Cabe aos profissionais da Atenção Primária à Saúde a tarefa 
de identificação de sinais iniciais de atraso no desenvolvimento, 
durante as consultas de puericultura, buscando identificar sinais 
precoces de qualquer atraso de linguagem verbal ou não-verbal, 
contato social e o interesse no outro deficitários, interesses re-
petitivos proeminentes e estereotipias que indiquem a necessi-
dade de uma avaliação mais detalhada do desenvolvimento da 
criança e indicar imediatamente a estimulação precoce focada 
na socialização, linguagem e afeto... As famílias de crianças com 
desenvolvimento atípico e suspeita de TEA devem encontrar na 
APS sua possibilidade mais imediata de apoio no que se refere 
aos cuidados básicos de saúde, estimulação precoce, diagnóstico, 
à prevenção de agravos, ofertas de tratamento, de acordo com 
disponibilidade na rede local.” (Brasil, 2021).
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Nesse contexto, terapeutas ocupacionais atuam com as famílias 
para a identificação do diagnóstico precoce, o início do tratamento 
por meio de estimulaçãosensorial e de intervenções com relação aos 
marcos do desenvolvimento, criam oportunidades de escuta qualifi-
cada e ampliada para cuidadores, dando-lhes orientações de cuida-
do e acolhimento para angústias que um diagnóstico de TEA pode 
suscitar e oferecem possibilidades de intervenção nos domicílios for-
talecendo os vínculos afetivos. 
As equipes de atenção básica devem apoiar as famílias a inseri-
rem-se em pontos da rede de saúde, mas principalmente precisam 
atuar ativamente na articulação das redes de saúde, evitando que as 
famílias se desloquem desnecessariamente ou tentem a inserção em 
pontos da rede solitariamente. Portanto, ao terapeuta ocupacional 
é vital que conheça a rede local de cuidados às pessoas com TEA e 
consiga fazer essa articulação institucionalmente como parte de suas 
atribuições. 
Na Rede de Atenção Psicossocial, os Centros de Atenção Psicos-
social (CAPS) são os serviços estratégicos compostos por equipes ha-
bilitadas ao cuidado de pessoas com TEA e seus familiares. Nesse ce-
nário, segue-se a recomendação da determinação de profissionais ou 
equipes de referência que construam junto com os usuários e seus 
familiares Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) em seus contextos 
reais de vida, englobando diferentes dimensões. O PTS deve ser com-
posto por ações dentro e fora do serviço e deve ser conduzido, acom-
panhado e avaliado por profissionais ou equipes de referência junto 
às famílias e às pessoas com TEA. Deve ser revisto sistematicamente, 
levando-se em conta os projetos de vida, o processo de reabilitação 
psicossocial (com vistas à produção de autonomia) e a garantia dos 
direitos. 
Outro ponto de cuidado para pessoas com TEA e seus familiares 
são os Centros Especializados de Reabilitação (CER). Os CERs são or-
ganizados como serviços de referência para a Rede de Atenção à Saú-
de da Pessoa com Deficiência e sua finalidade é realizar diagnósticos 
e tratamentos de pessoas com deficiência, além de promover a con-
cessão, a adaptação e a manutenção de tecnologia assistiva, sendo 
a reabilitação/habilitação realizada de forma interdisciplinar e com 
o envolvimento direto de profissionais, cuidadores e familiares nos 
processos de cuidado. O acompanhamento acontece a partir das ne-
cessidades de cada indivíduo, considerando o impacto da deficiência 
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sobre sua funcionalidade, bem como os fatores clínicos, emocionais, 
ambientais e sociais envolvidos. 
No SUS, a lógica de articulação do cuidado em rede é central, am-
pliando as respostas possíveis às diversas demandas apresentadas 
pelos sujeitos. Para tanto, é essencial o entendimento ou a tentativa 
de entender os modos de funcionamento do sujeito, das relações que 
ele estabelece e seus impasses. A proposta terapêutica deve partir do 
contexto real do sujeito, das rotinas que ele estabelece, de seu coti-
diano, do que ele elege, do que evita, da escuta da família e de outros 
agentes importantes para a pessoa em questão, para que seja possível 
uma aproximação, com vistas à definição da direção do tratamento. 
Diante das particularidades do público com TEA, é essencial que 
serviços hospitalares programem estratégias para adequar-se às ne-
cessidades como forma de garantir um atendimento qualificado e 
promover uma experiência positiva durante a hospitalização, redu-
zindo danos físicos e psíquicos ao paciente. A criação de protocolos 
e a articulação prévia entre família e equipe corroboram para a me-
lhoria da assistência, pois possibilitam identificar, de forma precoce, 
as limitações e a rotina do paciente com TEA, favorecendo o preparo 
adequado dos profissionais envolvidos na assistência e reduzindo o 
contato com estímulos potencialmente estressores. 
Estudos ressaltam a importância de adaptar a estrutura e a rotina 
hospitalar de acordo com o paciente com diagnóstico de TEA, inclu-
sive, levando em consideração as sensibilidades a estímulos visuais e 
sonoros. O Terapeuta Ocupacional é o profissional qualificado tanto 
para identificar quanto para propor adaptações durante a internação. 
No escopo profissional, são previstas a utilização de abordagens e re-
cursos voltados à adequação ambiental (sonora e visual), educação 
em saúde, brinquedo terapêutico, estratégias comportamentais e de 
regulação sensorial, facilitação da comunicação efetiva paciente/equi-
pe, além de intermediar a rotina hospitalar com instituição e paciente/
familiar. 
A inclusão social de indivíduos com Transtorno do Espectro Autis-
ta (TEA) também deve estar entre as áreas de atuação dos terapeu-
tas ocupacionais. Portanto, é essencial incorporar na avaliação e no 
plano terapêutico-ocupacional elementos que abrangem desde as 
dinâmicas familiares, a integração em espaços comunitários, a mo-
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bilidade urbana, até a participação social e o acesso a uma variedade 
de direitos. 
No âmbito da família, é importante que os terapeutas ocupacio-
nais possam conhecer os componentes e a dinâmica familiar, ofere-
cendo momentos de escuta qualificada e atenção específica para a 
família, com o objetivo de entender sua rotina, bem como identificar 
os desafios enfrentados e as potencialidades para desenvolver estra-
tégias de superação. 
Além disso, o profissional deve estar apto a fazer uma leitura crítica 
dos fenômenos sociais que podem atravessar a família e sua dinâmi-
ca, compreendendo-a, não só como rede de apoio e cuidado à pessoa 
com TEA, mas como espaço de convivência, afeto, conflitos e socia-
lização que pode requerer atenção e encaminhamentos para temas 
específicos, tais como nas situações de violência, pobreza, situação de 
risco e vulnerabilidade social, por exemplo. Nesses casos, o terapeuta 
ocupacional deve estar preparado para propor adequadamente enca-
minhamentos setoriais e intersetoriais que estimulem a criação ou o 
fortalecimento da rede de suporte familiar a partir da inserção e parti-
cipação em diferentes políticas públicas (tais como educação, saúde, 
assistência e previdência social e habitação). 
A participação e a circulação das pessoas com TEA em espaços 
do território de moradia e da cidade também devem fazer parte da 
intervenção terapêutico- ocupacional. Se compreendidos como com-
ponentes a serem construídos ou fortalecidos, esses lugares podem se 
configurar como pontos positivos de convivência e integração social, 
proporcionando maior visibilidade na sociedade e colaborando para a 
diminuição de estigmas e preconceitos. 
Assim, é fundamental que terapeutas ocupacionais incluam em 
suas avaliações iniciais e ao longo do acompanhamento, as informa-
ções acerca dos espaços de inserção e pertencimento das pessoas 
com TEA, desde a vizinhança mais próxima até lugares mais distantes 
da cidade, considerando os desejos de participação das pessoas em 
acompanhamento e os desafios experimentados nestas vivências. O 
acesso e permanência na escola, em diferentes espaços de trabalho, 
nos locais de lazer e de práticas de esporte, nos espaços de cultura 
e arte, a participação em coletivos, grupos e movimentos sociais de 
apoio e fortalecimento, fazem parte desse conjunto de atividades. 
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Os profissionais devem atuar para a criação e o fortalecimento de uma 
rede de suporte que possibilite a ampliação do apoio para as pesso-
as com TEA e suas famílias e cuidadores, compreendendo o acesso e 
o pertencimento a diferentes locais como um direito a ser garantido 
para todos. 
Na esfera daproteção social, é importante que terapeutas ocupa-
cionais estejam atentos ao acesso e à garantia de direitos no que tan-
ge à educação, saúde, assistência social, previdência social e habita-
ção. Por isso, os profissionais devem conhecer e se manter informados 
sobre os direitos a serem garantidos nos diferentes setores, contando 
com o apoio do trabalho de outros profissionais que integram o cui-
dado e a atenção a pessoas com TEA, assim como realizando encami-
nhamentos que favoreçam o exercício dos direitos das pessoas acom-
panhadas e suas famílias.
4. INTERVENÇÕES 
EM TERAPIA OCUPACIONAL 
MÉTODOS, TÉCNICAS E ABORDAGENS
As intervenções em Terapia Ocupacional objetivam melhorar ou 
habilitar o desempenho e o engajamento nas ocupações significati-
vas para as pessoas e/ou grupo. Para identificar quais as opções de 
intervenção eficazes para cada situação, o terapeuta ocupacional 
busca evidências atuais, relevantes e associa tais conhecimentos com 
sua experiência profissional e o modelo conceitual de prática mais 
apropriado a cada contexto, como por exemplo, os modelos inseridos 
dentro de quadros de referência fisiológicos como: biomecânico, do 
neurodesenvolvimento, da reabilitação, do desenvolvimento, modelo 
cognitivo-perceptivo, Integração Sensorial e modelos do quadro psi-
cológico, como neurobiológico, cognitivo-comportamental, psicanalí-
tico e fenomenológico.
Em diferentes momentos históricos, determinadas linhas de pen-
samento tornam-se mais conhecidas e influentes no campo político-
-científico, como atualmente se tornaram a Integração Sensorial de 
Ayres e as diferentes intervenções comportamentais intensivas para 
treino de habilidades como o tratamento ABA (Análise do Compor-
tamento Aplicada), sob a égide de Práticas Baseadas em Evidências. 
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A Resolução Coffito nº 483, de 12 de junho de 2017, reconhece 
a utilização da abordagem de Integração Sensorial como recurso tera-
pêutico da Terapia Ocupacional. No entanto, é fundamental reconhe-
cer que a integração sensorial é potencializada a partir do Método de 
Integração Sensorial de Ayres, criado por uma terapeuta ocupacional, 
e possui padrões específ icos de avaliação e intervenção exigidos 
para sua utilização, sendo necessária a qualif icação específ ica dos 
terapeutas ocupacionais que o utilizam.
Segundo Cunha e Santos (2009, p. 134):
É base de formação de terapeutas ocupacionais aprender a coor-
denar e conduzir diversas atividades grupais, como recursos terapêu-
ticos, que incluem oficinas terapêuticas, grupos operativos e grupos 
terapêuticos. Atividades coletivas, como também podem ser nomea-
das, devem ter uma relação intrínseca com o tipo de população, suas 
demandas e o tipo de serviço no qual o terapeuta ocupacional está 
inserido. 
Outro ponto importante é o setting terapêutico ocupacional, espa-
ço no qual devem estar acessíveis diversos tipos de materiais de artes, 
jogos, brinquedos e outros materiais escolhidos pelo terapeuta ocu-
pacional e a sua disposição. O setting terapêutico precisa ser amplo, 
arejado e conter possibilidades de relações interpessoais, tanto para 
realização de atividades facilitadoras para a aquisição do desempe-
nho ocupacional diário, quanto corporais, grupais (sociais), manuais 
e artísticas. Cabe destacar que são inumeráveis os espaços que os te-
rapeutas ocupacionais podem usar como setting terapêutico, desde 
que sejam favoráveis a sua abordagem e aos objetivos terapêuticos-
-ocupacionais previstos, ou seja, a cozinha de um serviço de saúde, o 
refeitório, a quadra de esportes, a sala de espera e o jardim são espa-
ços que podem a partir da abordagem terapêutica ocupacional ser 
ocupados com intervenções individuais e grupais. 
“O terapeuta ocupacional pode desenvolver seu trabalho 
utilizando-se de diferentes ferramentas, em diversos contextos 
e com populações distintas, atendendo assim a diferentes 
demandas. O tratamento realizado por este profissional pode 
ser conduzido tanto individualmente quanto em grupo, de 
acordo com os objetivos propostos aos sujeitos.”
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O ambiente de trabalho em Terapia Ocupacional é formado por 
um espaço (setting) projetado para facilitar a realização de várias ati-
vidades. Este espaço também reflete as influências das características 
do terapeuta responsável, manifestando suas escolhas pessoais. Tais 
escolhas estão ligadas ao uso e seleção de materiais, às competências 
e às metodologias teóricas adotadas pelo profissional. (Ballarin, 2003).
Quanto ao espaço físico, LIEBMANN (2000) propõe sua avaliação, 
observando se há uma sala adequada, tanto em tamanho quanto em 
iluminação, e ausência de poluição sonora. Dentro desta sala devem 
conter pia e água, assim como mesas e cadeiras, espaço para expôr tra-
balhos, espaço para guardar materiais, bem como os próprios materiais.
Para definir o critério de formação de um grupo de intervenção, 
é essencial que o terapeuta ocupacional fundamente sua escolha ex-
plicando o objetivo que deseja alcançar, identificando os indivíduos-
-alvo dessa metodologia coletiva. Esta seleção pode ser baseada em 
variáveis como idade, gênero, diagnóstico preliminar, ou necessidades 
específicas para o desempenho ocupacional, entre outros. A definição 
desses critérios deve ser flexível e personalizada, adaptada pelo profis-
sional às necessidades observadas no serviço em questão e ao público 
específico, sem a imposição de critérios preestabelecidos e externos.
O grupo terapêutico precisa estar regimentado em um contrato 
com o cliente/paciente/usuário que, por sua vez, deve compreender 
e aceitar a proposta. Para tanto sugere-se que os dispositivos grupais 
sejam propostos a partir de uma construção de vínculos terapêuticos 
e de confiança. 
Os atendimentos interdisciplinares, ou seja, realizados em dupla 
de profissionais de diferentes áreas, é uma estratégia bastante utili-
zada e recomendada para terapeutas ocupacionais, principalmen-
te - mas não só - com o público infantojuvenil. A interdisciplinarida-
de surge para ampliar as possibilidades de intervenção terapêutica 
quando a abordagem multidisciplinar (cada profissional faz uma 
parte da intervenção a partir de sua área de especialidade) não al-
cança a complexidade necessária para casos graves, e a abordagem 
terapêutica em dupla pode explorar ao máximo as potencialidades 
de cada profissional e permitir que os terapeutas se encontrem na 
compreensão do desenvolvimento global do sujeito e, ao mesmo 
tempo, possam oferecer seu conhecimento disciplinar para o caso. 
(Fattore et al, 2019).
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DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO
5. FORMAÇÃO/
PERFIL PROFISSIONAL 
No Decreto-Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969, que regulamenta 
a profissão de terapeuta ocupacional, fica evidente no art. 2º que:
No mais, as demais normativas do código de ética profissional do 
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional estabelecem 
que para exercer a profissão, terapeutas ocupacionais precisam estar 
cadastrados no Conselho Regional específico e não podem, em qual-
quer hipótese, ensinar sua profissão a leigos, com risco de favorecer o 
exercício ilegal da profissão. 
É pertinente esclarecer que o terapeuta ocupacional é considerado 
um profissional da área de saúde de primeiro contato e apto para 
indicar a melhor técnica para o cuidado terapêutico-ocupacional. 
Não há no país a profissão de auxiliar de Terapia Ocupacional, só 
existe a profissão de terapeuta ocupacional.
6.CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS 
Para atuar em clínicas e consultórios, é obrigatória a licença 
do profissional junto ao Conselho Regional no que diz respeito a 
atualizações cadastrais, taxas e a responsabilidade técnica regida 
pela Resolução COFFITO nº 139 de 1992. No exercício profissional, 
é fundamental que siga os parâmetros assistenciais indicados na 
Resolução Coffito nº 445 de 2012. 
A organização e a preparação das salas de atendimento e dos 
recursos materiais utilizados por terapeutas ocupacionais em 
clínicas devem ser direcionadas pelo próprio terapeuta ocupacional. 
Este profissional deve levar em consideração as técnicas e méto-
dos a serem empregados, além do perf il dos indivíduos que serão 
atendidos, ao estruturar o ambiente de trabalho. 
“O f isioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados 
por escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível 
superior.”
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7. DOS BENEFÍCIOS 
DAS PRÁTICAS DE CUIDADO
DO TERAPEUTA OCUPACIONAL
PARA PESSOAS COM TEA 
O terapeuta ocupacional desempenha um papel importante no 
aprimoramento da capacidade de adaptação de indivíduos com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos diferentes ambientes, am-
pliando seu conjunto de habilidades funcionais, o que contribui para 
a redução de estereotipias, comportamentos repetitivos e de autoa-
gressão, bem como no aumento da concentração e capacidade de 
aprendizagem, gerando melhora da independência nas atividades de 
vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária e no auxílio ao 
brincar. 
No contexto escolar, terapeutas ocupacionais contribuem para a 
promoção da inclusão escolar a partir de estratégias que estimulam a 
socialização, a aprendizagem e a regulação sensorial, e cria junto com 
a comunidade escolar suportes fundamentais para as pessoas com 
TEA utilizarem os instrumentos escolares e se manterem da melhor 
forma naquele ambiente. 
Em casa e no território, terapeutas ocupacionais colocam à dispo-
sição seu raciocínio clínico a fim de que se superem barreiras físicas, 
sociais e emocionais, sempre primando pela garantia de direitos e no 
estabelecimento de relações de autonomia e consonâncias com as 
questões culturais e sociais da família e da comunidade.
É essencial que o terapeuta ocupacional esteja ciente da obriga-
toriedade e responsabilidade de manter os prontuários atualizados e 
organizados, conforme estipulado pela Resolução nº 415 de 2012 que 
detalha os elementos que devem ser incluídos nos prontuários e esta-
belece outras providências. 
Por fim, todas as intervenções realizadas por terapeutas ocupa-
cionais devem ser acordadas com os pacientes/clientes/usuários e/
ou seus responsáveis por meio de um Termo de Consentimento Livre 
Esclarecido (TCLE) que mencionará o detalhamento do tratamento 
desde sua hipótese diagnóstica, métodos e técnicas e objetivos espe-
rados, o que deve favorecer o vínculo e as boas práticas de cuidado. 
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DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO
8. REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com trans-
tornos do espectro do autismo e suas famílias na rede de atenção psicossocial do Siste-
ma Único de Saúde. Brasília, 2015. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para Transtorno do Espectro Autista 
(TEA) na criança: Unidade de atenção primária - Vigilância em saúde. Brasília, 2015. Dis-
ponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/transtorno-d o-espectro-autis-
ta/unidade-de-atencao-primaria/vigilanc ia-em-saude/#pills-aspectos-gerais-autismo. 
Acesso em: 1 abr. 2024.
CUNHA, A. C. F.; SANTOS, F. T. A utilização do grupo como recurso terapêutico no 
processo da terapia ocupacional com clientes com transtornos psicóticos: apontamen-
tos bibliográficos. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 17, n. 2, p. 
133-146, jul.-dez. 2009. 
FATTORE, I.; HALBERSTADT, B. F.; SCHMITT, P. M.; SANTOS, T. D.; SOUZA, A. R. Aten-
dimento em dupla como modalidade de intervenção interdisciplinar na clínica com 
crianças pequenas. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 196-206, jun. 2019. 
LIEBMANN, M. Exercícios de arte para grupos: um manual de temas, jogos e exercí-
cios. 4. ed. São Paulo: Summus, 2000. 
MAXIMINO, Viviane; LIBERMAN, Flavia (Orgs.). Grupos e terapia ocupacional: forma-
ção, pesquisa e ações. São Paulo: Summus, 2015. 
MAXIMINO, V. S. Grupo de atividades com pacientes psicóticos. São José dos Cam-
pos: Univap, 2001. 
WORLD FEDERATION OF OCCUPATIONAL THERAPISTS (WFOT). Definições de 
terapia ocupacional. Apoio: Faculdades Salesianas de Lins, CETO/SP, ABRATO, 2003.
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