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CREFITO-3 | GESTÃO 2021 • 2025 DOCUMENTO NORTEADOR ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 Sumário PALAVRAS DO PRESIDENTE 3 1. INTRODUÇÃO 4 2. DEFINIÇÕES NORMATIVAS SOBRE A TERAPIA OCUPACIONAL 4 3. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) E OS CONTEXTOS DE CUIDADO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 7 3. 1. POLÍTICAS PÚBLICAS E CONTEXTOS DE ACOMPANHAMENTO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL 9 4. INTERVENÇÕES EM TERAPIA OCUPACIONAL MÉTODOS, TÉCNICAS E ABORDAGENS 13 5. FORMAÇÃO / PERFIL PROFISSIONAL 16 6. CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS 16 7. DOS BENEFÍCIOS DAS PRÁTICAS DE CUIDADO DO TERAPEUTA OCUPACIONALPARA PESSOAS COM TEA 17 8. REFERÊNCIAS 18 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 3C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 É com grande satisfação que o Crefito-3 apresenta aos terapeutas ocupacionais o Documento Norteador para Assistência Terapêutica Ocupacional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Estado de São Paulo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neuro- desenvolvimento que se manifesta desde o nascimento ou nos primei- ros anos de vida. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), indivíduos no espectro podem apresentar déficits na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interes- ses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Diante do exposto, este documento foi elaborado para oferecer aos gestores públicos e privados, bem como aos terapeutas ocupacionais, diretrizes para o cuidado de pessoas com autismo, considerando o con- texto de vida, as necessidades e os desafios de suporte social de cada cliente/paciente/usuário. Nas páginas a seguir, o leitor encontrará informações abrangentes sobre a legislação específica que rege a Terapia Ocupacional, além de estratégias de cuidado para pessoas com TEA, com base nos diferentes ciclos de vida e contextos de atuação. O objetivo é fornecer uma base sólida para a prática terapêutica ocupacional em seus diversos campos. Esperamos que este material contribua significativamente para o desenvolvimento dos profissionais e promova um atendimento acolhe- dor e de qualidade. PALAVRAS DO PRESIDENTE Dr. Raphael Martins Ferris Presidente do Crefito-3 4 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 1. INTRODUÇÃO 2. DEFINIÇÕES NORMATIVAS SOBRE A TERAPIA OCUPACIONAL Este Documento Norteador tem o objetivo de oferecer a gestores públicos e privados, bem como a profissionais terapeutas ocupacionais, trilhas para a atenção de pessoas que são diagnosticadas como pessoas com autismo ou no transtorno do espectro autista (TEA), considerando o contexto de vida, as necessidades e os desafios de suporte social de cada cliente/paciente/usuário. Em suas seções, o documento versa sua definição e legislações específicas sobre a Terapia Ocupacional e expõe as estratégias de cuidado com o público com TEA a partir dos ciclos de vida e contextos de cuidado, com a intenção de oferecer arcabouços para ações terapêuticas-ocupacionais em seus variados campos de atuação profissional. A Lei nº 6316/1975, de 17 de dezembro de 1975, descreve em seu art. 12: A Terapia Ocupacional, profissão centenária e regulamentada no Brasil pelo Decreto-Lei nº 938 de 13 de Outubro de 1969, resolve: “O livre exercício da profissão de fisioterapeuta e terapeuta ocu- pacional, em todo o território nacional, somente é permitido ao portador de Carteira Profissional expedida por órgão competente.” Art. 2º “O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível superior.” Art. 4º “É atividade privativa do terapeuta ocupacional executar métodos e técnicas terapêuticas e recreacional com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade mental do paciente.” (Brasil, 1969). “Um campo de conhecimento e de intervenção em saúde, educação e na esfera social, reunindo tecnologias orientadas para a emanci- pação e autonomia de pessoas que, por razões ligadas à problemá- tica específica (físicas, sensoriais, mentais, psicológicas e/ou sociais), A Terapia Ocupacional, por definição da World Federation of Occupational Therapists (WFOT), é DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 5C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 Conforme estabelecido pela Resolução nº 8, de 20 de fevereiro de 1978, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), é determinado que: “Art. 4º Constituem atos privativos do terapeuta ocupacional prescrever, ministrar e supervisionar terapia ocupacional, objeti- vando preservar, manter, desenvolver ou restaurar a capacidade funcional do cliente a fim de habilitá-lo ao melhor desempenho físico e mental possível, no lar, na escola, no trabalho e na comu- nidade, através de: I - elaboração de testes específicos para avaliar níveis de capa- cidade funcional e sua aplicação; II - programação das atividades da vida diária e outras a serem assumidas e exercidas pelo cliente, e orientação e supervisão do mesmo na execução dessas atividades; III - orientação à família do cliente e à comunidade quanto às condutas terapêuticas ocupacionais a serem observadas para a aceitação do cliente, em seu meio, em pé de igualdade com os demais; IV - adaptação dos meios e materiais disponíveis, pessoais ou am- bientais, para o desempenho funcional do cliente; V - adaptação ao uso de órteses e próteses necessárias ao desem- penho funcional do cliente, quando for o caso; VI - utilização, com o emprego obrigatório de atividade, dos méto- dos específicos para educação ou reeducação de função de siste- ma do corpo humano; e VII - determinação: a) do objetivo da terapia e da programação para atingi-lo; b) da frequência das sessões terapêuticas, com a indicação do período de tempo de duração de cada uma; e c) da técnica a ser utilizada.” apresentam temporária ou definitivamente dificuldade na inserção e participação na vida social. As intervenções em Terapia Ocupacio- nal dimensionam-se pelo uso da atividade, elemento centralizador e orientador, na construção complexa e contextualizada do processo terapêutico ocupacional.” (WFOT, 2003, p. 70). 6 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO Na Resolução Coffito nº 316, de 19 de julho de 2006, que dispõe sobre a prática de Atividades de Vida Diária, de Atividades Instrumentais da Vida Diária e Tecnologia Assistiva pelo Terapeuta Ocupacional, lê-se: Referente ao Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, apresentado na Resolução Coffito nº 425, de 8 de julho de 2013, destaca-se: Considerando a Resolução Coffito nº 445, de 26 de abril de 2014, que altera a Resolução Coffito nº 418, de 2011, e fixa e estabelece os Parâmetros Assistenciais Terapêuticos Ocupacionais nas diversas modalidades prestadas pelo Terapeuta Ocupacional. Por fim, a Resolução Coffito nº 483, de 12 de junho de 2017, que reconhece a utilização da abordagem de Integração Sensorial como recurso terapêutico da Terapia Ocupacional, no parágrafo 2º do art. 1º, descreve: Art. 1º “É de exclusivacompetência do terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, avaliar as habilidades funcionais do in- divíduo, elaborar a programação terapêutico-ocupacional e exe- cutar o treinamento das funções para o desenvolvimento das ca- pacidades de desempenho das Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) para as áreas comprometidas no desempenho ocupacional, motor, sensorial, percepto-cognitivo, mental, emocional, comportamental, funcio- nal, cultural, social e econômico de pacientes.” Art. 4º “O terapeuta ocupacional presta assistência ao ser humano, tanto no plano individual quanto coletivo, participando da promo- ção, prevenção de agravos, tratamento, recuperação e reabilita- ção da sua saúde e cuidados paliativos, bem como estabelece a diagnose, avaliação e acompanhamento do histórico ocupacional de pessoas, famílias, grupos e comunidades, por meio da interpre- tação do desempenho ocupacional dos papéis sociais contextuali- zados, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto, segundo os princípios do sistema de saúde, de assistência social, educação e cultura, vigentes no Brasil” O terapeuta ocupacional é competente para avaliar, dispor dos recursos terapêuticos, estabelecer e realizar estratégias de tratamento, e desenvolver pesquisas no campo da Integração DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 7C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 O Transtorno do Espectro Autista é considerado uma desordem do neurodesenvolvimento que afeta o desempenho ocupacional em níveis variados, sobretudo na área da comunicação/linguagem/ interação social e no comportamento. As pessoas com TEA apresentam singularidades na forma de apresentação destas características, isto quer dizer que nem sempre será verificada a mesma intensidade de sinais para todas as características em pessoas sob o mesmo diagnóstico, sendo a singularidade de necessidades de suportes um importante ponto a ser destacado quando se qualificam as abordagens terapêuticas ocupacionais necessárias para cada indivíduo, família e grupos. É possível, por exemplo, encontrar pessoas que se comunicam pela fala, outras com dificuldade para falar, ou até mesmo as que não têm comunicação a partir da linguagem verbal. Em outras questões que envolvem o TEA, como a capacidade para interagir socialmente, também há uma variação das barreiras que podem ser encontradas. Por exemplo, algumas pessoas com TEA apresentam alta capacidade intelectual e resolução rápida de problemas, mas com falhas em atividades cotidianas, como abotoar a própria roupa. Daí o uso do termo “espectro”, dando a ideia de uma ramificação ampliada de sinais e barreiras que as pessoas sob este escopo precisam superar nas suas relações cotidianas. O Terapeuta Ocupacional é um profissional recomendável para intervenção junto a esta população, pois considera as necessidades integrais das pessoas acompanhadas, considerando autonomia, qualificações para independência, garantia de direitos fundamentais, participação social, além de se preocupar com o alcance de marcos 3. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) E OS CONTEXTOS DE CUIDADO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL Sensorial, visando auxiliar no desempenho ocupacional e no engajamento nas Atividades de Vida Diária (AVDs), Atividades de Vida Prática (AVPs), participação social, no ato de brincar, na educação e no lazer. 8 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO fundamentais do desenvolvimento para crianças e no engajamento em ocupações e no desenvolvimento de seus papeis ocupacionais ao longo de suas vidas. Dentre as atribuições do terapeuta ocupacional, destaca-se a atenção ao cotidiano das pessoas em acompanhamento, com a avaliação do desempenho ocupacional e a proposição de intervenções no desenvolvimento de processos fundamentais às diferentes etapas da vida das pessoas com TEA, principalmente ligadas às limitações ou incapacidades de realizar as atividades do dia a dia de maneira autônoma. Essas atividades cotidianas incluem tarefas de autocuidado (higiene, alimentação e vestuário); produtividade (trabalhar ou estudar); momentos de lazer, esportes e cultura e atividades sociais em geral, para as quais são elaboradas estratégias que permitam sua realização de maneira mais independente e autônoma. Portanto, considerando a individualidade de cada indivíduo atendido, juntamente com aspectos como idade, contexto de vida, demandas e necessidades observadas, o terapeuta ocupacional tem a capacidade de utilizar instrumentos de avaliação específicos para identificar as barreiras que interferem na execução de suas funções ocupacionais. Isso permite determinar o método e a técnica de tratamento mais adequados para atingir os objetivos terapêuticos- ocupacionais estabelecidos. Além disso, os contextos de vida constituem importantes áreas de análise para o terapeuta ocupacional. Isso significa que crianças e adolescentes possuem o direito de frequentar a escola, enquanto para os adultos, o trabalho, a geração de renda e a autonomia residencial são considerados aspectos essenciais para as intervenções de terapeutas ocupacionais. DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 9C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 3. 1. POLÍTICAS PÚBLICAS E CONTEXTOS DE ACOMPANHAMENTO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL O Código de Ética da Terapia Ocupacional em seu Art. 26 destaca: “O terapeuta ocupacional, em sua prática, deve atuar em conso- nância com a política nacional de saúde, de assistência social, de educação e de cultura promovendo preceitos da saúde coletiva, da participação social, da vida sócio-comunitária, no desempenho das suas funções, cargos e cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público ou privado.” A Atenção Primária à Saúde - também conhecida como Atenção Básica - é porta de entrada de todas as redes de atenção à saúde, e terapeutas ocupacionais em propostas integradas com as equi- pes de estratégia saúde da família, ou equipes multidisciplinares das Unidades Básicas de Saúde, atuam na organização das estra- tégias de cuidados das famílias e dos sujeitos desde o acesso nas redes do Sistema Único de Saúde (SUS) até a elaboração de ações de prevenção e promoção de saúde. Segundo o Ministério da Saúde: Saúde Pública - Redes de Atenção Psicossocial e Rede da Pessoa com Deficiência e Proteção Social “Cabe aos profissionais da Atenção Primária à Saúde a tarefa de identificação de sinais iniciais de atraso no desenvolvimento, durante as consultas de puericultura, buscando identificar sinais precoces de qualquer atraso de linguagem verbal ou não-verbal, contato social e o interesse no outro deficitários, interesses re- petitivos proeminentes e estereotipias que indiquem a necessi- dade de uma avaliação mais detalhada do desenvolvimento da criança e indicar imediatamente a estimulação precoce focada na socialização, linguagem e afeto... As famílias de crianças com desenvolvimento atípico e suspeita de TEA devem encontrar na APS sua possibilidade mais imediata de apoio no que se refere aos cuidados básicos de saúde, estimulação precoce, diagnóstico, à prevenção de agravos, ofertas de tratamento, de acordo com disponibilidade na rede local.” (Brasil, 2021). 1 0 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO Nesse contexto, terapeutas ocupacionais atuam com as famílias para a identificação do diagnóstico precoce, o início do tratamento por meio de estimulaçãosensorial e de intervenções com relação aos marcos do desenvolvimento, criam oportunidades de escuta qualifi- cada e ampliada para cuidadores, dando-lhes orientações de cuida- do e acolhimento para angústias que um diagnóstico de TEA pode suscitar e oferecem possibilidades de intervenção nos domicílios for- talecendo os vínculos afetivos. As equipes de atenção básica devem apoiar as famílias a inseri- rem-se em pontos da rede de saúde, mas principalmente precisam atuar ativamente na articulação das redes de saúde, evitando que as famílias se desloquem desnecessariamente ou tentem a inserção em pontos da rede solitariamente. Portanto, ao terapeuta ocupacional é vital que conheça a rede local de cuidados às pessoas com TEA e consiga fazer essa articulação institucionalmente como parte de suas atribuições. Na Rede de Atenção Psicossocial, os Centros de Atenção Psicos- social (CAPS) são os serviços estratégicos compostos por equipes ha- bilitadas ao cuidado de pessoas com TEA e seus familiares. Nesse ce- nário, segue-se a recomendação da determinação de profissionais ou equipes de referência que construam junto com os usuários e seus familiares Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) em seus contextos reais de vida, englobando diferentes dimensões. O PTS deve ser com- posto por ações dentro e fora do serviço e deve ser conduzido, acom- panhado e avaliado por profissionais ou equipes de referência junto às famílias e às pessoas com TEA. Deve ser revisto sistematicamente, levando-se em conta os projetos de vida, o processo de reabilitação psicossocial (com vistas à produção de autonomia) e a garantia dos direitos. Outro ponto de cuidado para pessoas com TEA e seus familiares são os Centros Especializados de Reabilitação (CER). Os CERs são or- ganizados como serviços de referência para a Rede de Atenção à Saú- de da Pessoa com Deficiência e sua finalidade é realizar diagnósticos e tratamentos de pessoas com deficiência, além de promover a con- cessão, a adaptação e a manutenção de tecnologia assistiva, sendo a reabilitação/habilitação realizada de forma interdisciplinar e com o envolvimento direto de profissionais, cuidadores e familiares nos processos de cuidado. O acompanhamento acontece a partir das ne- cessidades de cada indivíduo, considerando o impacto da deficiência DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 1 1C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 sobre sua funcionalidade, bem como os fatores clínicos, emocionais, ambientais e sociais envolvidos. No SUS, a lógica de articulação do cuidado em rede é central, am- pliando as respostas possíveis às diversas demandas apresentadas pelos sujeitos. Para tanto, é essencial o entendimento ou a tentativa de entender os modos de funcionamento do sujeito, das relações que ele estabelece e seus impasses. A proposta terapêutica deve partir do contexto real do sujeito, das rotinas que ele estabelece, de seu coti- diano, do que ele elege, do que evita, da escuta da família e de outros agentes importantes para a pessoa em questão, para que seja possível uma aproximação, com vistas à definição da direção do tratamento. Diante das particularidades do público com TEA, é essencial que serviços hospitalares programem estratégias para adequar-se às ne- cessidades como forma de garantir um atendimento qualificado e promover uma experiência positiva durante a hospitalização, redu- zindo danos físicos e psíquicos ao paciente. A criação de protocolos e a articulação prévia entre família e equipe corroboram para a me- lhoria da assistência, pois possibilitam identificar, de forma precoce, as limitações e a rotina do paciente com TEA, favorecendo o preparo adequado dos profissionais envolvidos na assistência e reduzindo o contato com estímulos potencialmente estressores. Estudos ressaltam a importância de adaptar a estrutura e a rotina hospitalar de acordo com o paciente com diagnóstico de TEA, inclu- sive, levando em consideração as sensibilidades a estímulos visuais e sonoros. O Terapeuta Ocupacional é o profissional qualificado tanto para identificar quanto para propor adaptações durante a internação. No escopo profissional, são previstas a utilização de abordagens e re- cursos voltados à adequação ambiental (sonora e visual), educação em saúde, brinquedo terapêutico, estratégias comportamentais e de regulação sensorial, facilitação da comunicação efetiva paciente/equi- pe, além de intermediar a rotina hospitalar com instituição e paciente/ familiar. A inclusão social de indivíduos com Transtorno do Espectro Autis- ta (TEA) também deve estar entre as áreas de atuação dos terapeu- tas ocupacionais. Portanto, é essencial incorporar na avaliação e no plano terapêutico-ocupacional elementos que abrangem desde as dinâmicas familiares, a integração em espaços comunitários, a mo- 1 2 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO bilidade urbana, até a participação social e o acesso a uma variedade de direitos. No âmbito da família, é importante que os terapeutas ocupacio- nais possam conhecer os componentes e a dinâmica familiar, ofere- cendo momentos de escuta qualificada e atenção específica para a família, com o objetivo de entender sua rotina, bem como identificar os desafios enfrentados e as potencialidades para desenvolver estra- tégias de superação. Além disso, o profissional deve estar apto a fazer uma leitura crítica dos fenômenos sociais que podem atravessar a família e sua dinâmi- ca, compreendendo-a, não só como rede de apoio e cuidado à pessoa com TEA, mas como espaço de convivência, afeto, conflitos e socia- lização que pode requerer atenção e encaminhamentos para temas específicos, tais como nas situações de violência, pobreza, situação de risco e vulnerabilidade social, por exemplo. Nesses casos, o terapeuta ocupacional deve estar preparado para propor adequadamente enca- minhamentos setoriais e intersetoriais que estimulem a criação ou o fortalecimento da rede de suporte familiar a partir da inserção e parti- cipação em diferentes políticas públicas (tais como educação, saúde, assistência e previdência social e habitação). A participação e a circulação das pessoas com TEA em espaços do território de moradia e da cidade também devem fazer parte da intervenção terapêutico- ocupacional. Se compreendidos como com- ponentes a serem construídos ou fortalecidos, esses lugares podem se configurar como pontos positivos de convivência e integração social, proporcionando maior visibilidade na sociedade e colaborando para a diminuição de estigmas e preconceitos. Assim, é fundamental que terapeutas ocupacionais incluam em suas avaliações iniciais e ao longo do acompanhamento, as informa- ções acerca dos espaços de inserção e pertencimento das pessoas com TEA, desde a vizinhança mais próxima até lugares mais distantes da cidade, considerando os desejos de participação das pessoas em acompanhamento e os desafios experimentados nestas vivências. O acesso e permanência na escola, em diferentes espaços de trabalho, nos locais de lazer e de práticas de esporte, nos espaços de cultura e arte, a participação em coletivos, grupos e movimentos sociais de apoio e fortalecimento, fazem parte desse conjunto de atividades. DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 1 3C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 Os profissionais devem atuar para a criação e o fortalecimento de uma rede de suporte que possibilite a ampliação do apoio para as pesso- as com TEA e suas famílias e cuidadores, compreendendo o acesso e o pertencimento a diferentes locais como um direito a ser garantido para todos. Na esfera daproteção social, é importante que terapeutas ocupa- cionais estejam atentos ao acesso e à garantia de direitos no que tan- ge à educação, saúde, assistência social, previdência social e habita- ção. Por isso, os profissionais devem conhecer e se manter informados sobre os direitos a serem garantidos nos diferentes setores, contando com o apoio do trabalho de outros profissionais que integram o cui- dado e a atenção a pessoas com TEA, assim como realizando encami- nhamentos que favoreçam o exercício dos direitos das pessoas acom- panhadas e suas famílias. 4. INTERVENÇÕES EM TERAPIA OCUPACIONAL MÉTODOS, TÉCNICAS E ABORDAGENS As intervenções em Terapia Ocupacional objetivam melhorar ou habilitar o desempenho e o engajamento nas ocupações significati- vas para as pessoas e/ou grupo. Para identificar quais as opções de intervenção eficazes para cada situação, o terapeuta ocupacional busca evidências atuais, relevantes e associa tais conhecimentos com sua experiência profissional e o modelo conceitual de prática mais apropriado a cada contexto, como por exemplo, os modelos inseridos dentro de quadros de referência fisiológicos como: biomecânico, do neurodesenvolvimento, da reabilitação, do desenvolvimento, modelo cognitivo-perceptivo, Integração Sensorial e modelos do quadro psi- cológico, como neurobiológico, cognitivo-comportamental, psicanalí- tico e fenomenológico. Em diferentes momentos históricos, determinadas linhas de pen- samento tornam-se mais conhecidas e influentes no campo político- -científico, como atualmente se tornaram a Integração Sensorial de Ayres e as diferentes intervenções comportamentais intensivas para treino de habilidades como o tratamento ABA (Análise do Compor- tamento Aplicada), sob a égide de Práticas Baseadas em Evidências. 1 4 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO A Resolução Coffito nº 483, de 12 de junho de 2017, reconhece a utilização da abordagem de Integração Sensorial como recurso tera- pêutico da Terapia Ocupacional. No entanto, é fundamental reconhe- cer que a integração sensorial é potencializada a partir do Método de Integração Sensorial de Ayres, criado por uma terapeuta ocupacional, e possui padrões específ icos de avaliação e intervenção exigidos para sua utilização, sendo necessária a qualif icação específ ica dos terapeutas ocupacionais que o utilizam. Segundo Cunha e Santos (2009, p. 134): É base de formação de terapeutas ocupacionais aprender a coor- denar e conduzir diversas atividades grupais, como recursos terapêu- ticos, que incluem oficinas terapêuticas, grupos operativos e grupos terapêuticos. Atividades coletivas, como também podem ser nomea- das, devem ter uma relação intrínseca com o tipo de população, suas demandas e o tipo de serviço no qual o terapeuta ocupacional está inserido. Outro ponto importante é o setting terapêutico ocupacional, espa- ço no qual devem estar acessíveis diversos tipos de materiais de artes, jogos, brinquedos e outros materiais escolhidos pelo terapeuta ocu- pacional e a sua disposição. O setting terapêutico precisa ser amplo, arejado e conter possibilidades de relações interpessoais, tanto para realização de atividades facilitadoras para a aquisição do desempe- nho ocupacional diário, quanto corporais, grupais (sociais), manuais e artísticas. Cabe destacar que são inumeráveis os espaços que os te- rapeutas ocupacionais podem usar como setting terapêutico, desde que sejam favoráveis a sua abordagem e aos objetivos terapêuticos- -ocupacionais previstos, ou seja, a cozinha de um serviço de saúde, o refeitório, a quadra de esportes, a sala de espera e o jardim são espa- ços que podem a partir da abordagem terapêutica ocupacional ser ocupados com intervenções individuais e grupais. “O terapeuta ocupacional pode desenvolver seu trabalho utilizando-se de diferentes ferramentas, em diversos contextos e com populações distintas, atendendo assim a diferentes demandas. O tratamento realizado por este profissional pode ser conduzido tanto individualmente quanto em grupo, de acordo com os objetivos propostos aos sujeitos.” DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 1 5C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 O ambiente de trabalho em Terapia Ocupacional é formado por um espaço (setting) projetado para facilitar a realização de várias ati- vidades. Este espaço também reflete as influências das características do terapeuta responsável, manifestando suas escolhas pessoais. Tais escolhas estão ligadas ao uso e seleção de materiais, às competências e às metodologias teóricas adotadas pelo profissional. (Ballarin, 2003). Quanto ao espaço físico, LIEBMANN (2000) propõe sua avaliação, observando se há uma sala adequada, tanto em tamanho quanto em iluminação, e ausência de poluição sonora. Dentro desta sala devem conter pia e água, assim como mesas e cadeiras, espaço para expôr tra- balhos, espaço para guardar materiais, bem como os próprios materiais. Para definir o critério de formação de um grupo de intervenção, é essencial que o terapeuta ocupacional fundamente sua escolha ex- plicando o objetivo que deseja alcançar, identificando os indivíduos- -alvo dessa metodologia coletiva. Esta seleção pode ser baseada em variáveis como idade, gênero, diagnóstico preliminar, ou necessidades específicas para o desempenho ocupacional, entre outros. A definição desses critérios deve ser flexível e personalizada, adaptada pelo profis- sional às necessidades observadas no serviço em questão e ao público específico, sem a imposição de critérios preestabelecidos e externos. O grupo terapêutico precisa estar regimentado em um contrato com o cliente/paciente/usuário que, por sua vez, deve compreender e aceitar a proposta. Para tanto sugere-se que os dispositivos grupais sejam propostos a partir de uma construção de vínculos terapêuticos e de confiança. Os atendimentos interdisciplinares, ou seja, realizados em dupla de profissionais de diferentes áreas, é uma estratégia bastante utili- zada e recomendada para terapeutas ocupacionais, principalmen- te - mas não só - com o público infantojuvenil. A interdisciplinarida- de surge para ampliar as possibilidades de intervenção terapêutica quando a abordagem multidisciplinar (cada profissional faz uma parte da intervenção a partir de sua área de especialidade) não al- cança a complexidade necessária para casos graves, e a abordagem terapêutica em dupla pode explorar ao máximo as potencialidades de cada profissional e permitir que os terapeutas se encontrem na compreensão do desenvolvimento global do sujeito e, ao mesmo tempo, possam oferecer seu conhecimento disciplinar para o caso. (Fattore et al, 2019). 1 6 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 5. FORMAÇÃO/ PERFIL PROFISSIONAL No Decreto-Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969, que regulamenta a profissão de terapeuta ocupacional, fica evidente no art. 2º que: No mais, as demais normativas do código de ética profissional do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional estabelecem que para exercer a profissão, terapeutas ocupacionais precisam estar cadastrados no Conselho Regional específico e não podem, em qual- quer hipótese, ensinar sua profissão a leigos, com risco de favorecer o exercício ilegal da profissão. É pertinente esclarecer que o terapeuta ocupacional é considerado um profissional da área de saúde de primeiro contato e apto para indicar a melhor técnica para o cuidado terapêutico-ocupacional. Não há no país a profissão de auxiliar de Terapia Ocupacional, só existe a profissão de terapeuta ocupacional. 6.CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS Para atuar em clínicas e consultórios, é obrigatória a licença do profissional junto ao Conselho Regional no que diz respeito a atualizações cadastrais, taxas e a responsabilidade técnica regida pela Resolução COFFITO nº 139 de 1992. No exercício profissional, é fundamental que siga os parâmetros assistenciais indicados na Resolução Coffito nº 445 de 2012. A organização e a preparação das salas de atendimento e dos recursos materiais utilizados por terapeutas ocupacionais em clínicas devem ser direcionadas pelo próprio terapeuta ocupacional. Este profissional deve levar em consideração as técnicas e méto- dos a serem empregados, além do perf il dos indivíduos que serão atendidos, ao estruturar o ambiente de trabalho. “O f isioterapeuta e o terapeuta ocupacional, diplomados por escolas e cursos reconhecidos, são profissionais de nível superior.” DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 1 7C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 7. DOS BENEFÍCIOS DAS PRÁTICAS DE CUIDADO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL PARA PESSOAS COM TEA O terapeuta ocupacional desempenha um papel importante no aprimoramento da capacidade de adaptação de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos diferentes ambientes, am- pliando seu conjunto de habilidades funcionais, o que contribui para a redução de estereotipias, comportamentos repetitivos e de autoa- gressão, bem como no aumento da concentração e capacidade de aprendizagem, gerando melhora da independência nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária e no auxílio ao brincar. No contexto escolar, terapeutas ocupacionais contribuem para a promoção da inclusão escolar a partir de estratégias que estimulam a socialização, a aprendizagem e a regulação sensorial, e cria junto com a comunidade escolar suportes fundamentais para as pessoas com TEA utilizarem os instrumentos escolares e se manterem da melhor forma naquele ambiente. Em casa e no território, terapeutas ocupacionais colocam à dispo- sição seu raciocínio clínico a fim de que se superem barreiras físicas, sociais e emocionais, sempre primando pela garantia de direitos e no estabelecimento de relações de autonomia e consonâncias com as questões culturais e sociais da família e da comunidade. É essencial que o terapeuta ocupacional esteja ciente da obriga- toriedade e responsabilidade de manter os prontuários atualizados e organizados, conforme estipulado pela Resolução nº 415 de 2012 que detalha os elementos que devem ser incluídos nos prontuários e esta- belece outras providências. Por fim, todas as intervenções realizadas por terapeutas ocupa- cionais devem ser acordadas com os pacientes/clientes/usuários e/ ou seus responsáveis por meio de um Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) que mencionará o detalhamento do tratamento desde sua hipótese diagnóstica, métodos e técnicas e objetivos espe- rados, o que deve favorecer o vínculo e as boas práticas de cuidado. 1 8 C R E F I T O - 3 | G E S T Ã O 2 0 2 1 • 2 0 2 5 DOCUMENTO NORTEADOR PARA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL PARA PESSOAS DENTRO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO ESTADO DE SÃO PAULO 8. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com trans- tornos do espectro do autismo e suas famílias na rede de atenção psicossocial do Siste- ma Único de Saúde. Brasília, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para Transtorno do Espectro Autista (TEA) na criança: Unidade de atenção primária - Vigilância em saúde. Brasília, 2015. Dis- ponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/transtorno-d o-espectro-autis- ta/unidade-de-atencao-primaria/vigilanc ia-em-saude/#pills-aspectos-gerais-autismo. Acesso em: 1 abr. 2024. CUNHA, A. C. F.; SANTOS, F. T. A utilização do grupo como recurso terapêutico no processo da terapia ocupacional com clientes com transtornos psicóticos: apontamen- tos bibliográficos. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v. 17, n. 2, p. 133-146, jul.-dez. 2009. FATTORE, I.; HALBERSTADT, B. F.; SCHMITT, P. M.; SANTOS, T. D.; SOUZA, A. R. Aten- dimento em dupla como modalidade de intervenção interdisciplinar na clínica com crianças pequenas. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 196-206, jun. 2019. LIEBMANN, M. Exercícios de arte para grupos: um manual de temas, jogos e exercí- cios. 4. ed. São Paulo: Summus, 2000. MAXIMINO, Viviane; LIBERMAN, Flavia (Orgs.). Grupos e terapia ocupacional: forma- ção, pesquisa e ações. São Paulo: Summus, 2015. MAXIMINO, V. S. Grupo de atividades com pacientes psicóticos. São José dos Cam- pos: Univap, 2001. WORLD FEDERATION OF OCCUPATIONAL THERAPISTS (WFOT). Definições de terapia ocupacional. Apoio: Faculdades Salesianas de Lins, CETO/SP, ABRATO, 2003. LINKS ÚTEIS Acesse facilmente o serviço que deseja pelos QR Codes abaixo: Área Exclusiva Whatsapp FAQ Clube de Benefícios Crefito Cast Cronograma de Eventos Código de Ética Fisioterapia Código de Ética Terapia Ocupacional Expediente Cartilha desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Diretrizes de Atenção a Pessoas com TEA Dra. Patrícia Rodrigues Rocha Dra. Camila Landim do Nascimento Dra. Carla Regina Silva Soares Dra. Claudia Pellegrini Braga Dra. Mariana Maki Murakami Amaral Dra. Patrícia Tamburo Dra. Regina Celia Nardi Boschetti CREFITO-3 Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região Serviço Público Federal Área de Jurisdição: Estado de São Paulo Rua Cincinato Braga, 277, Bela Vista - São Paulo (SP) CEP.: 01333-011 www.crefito3.org.br | ouvidoria@crefito3.org.br GESTÃO 2021-2025 Diretoria Dr. Raphael Martins Ferris - 175824-F Presidente Dra. Patricia Rodrigues Rocha - 7374-TO Vice-presidente Dra. Jane Suelen Silva Pires Ferreira - 195373-F Diretora-secretária Dra. Carolina Jéssica da Silva Salado - 9298-TO Diretora-tesoureira Conselheiros Efetivos Dra. Fernanda Leandro Ribeiro - 6878-TO Dr. Jeferson Gonçalves Azevedo -115271-F Dra. Juliana Mendes de Cerqueira Leite - 81196-F Dra. Karina Bottcher Ribeiro Turquetto - 80675-F Dr. Marcelo Claudio Amaral Santos - 8245-F Conselheiros Suplentes Dr. Ari Osvaldo Alves - 16155-F Dr. Carlos Alberto Giglio - 10596-F Dr. Cleber Henrique de Melo - 12038-TO Dra. Cristiane Ferreira da Silva - 82929-F Dra. Karol Casagrande Crepaldi - 5755-TO Dra. Renata Gonçalves Mazetti - 44659-F Dr. Thiago Marraccini N. da Cunha - 84378-F Departamento de Comunicação Beatriz Santos - Escriturária Camila Lima - Gerente Fábio Monteiro - Relações Públicas Gabriela Moretto - Assessora de Imprensa Gilson Oliveira Filho - Designer Laura Castanheda - Estagiária de Design Gráfico Letícia Ivo - Estagiária de Audiovisual Monica Farias - Assessora de Imprensa Rodrigo Cavalheiro - Editor de Vídeo comunicacao@crefito3.org.br Copyright 2024 CREFITO-3 • Todos os direitos reservados. GESTÃO 2021 - 2025 Transtorno do Espectro Autista (TEA)