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PRÁTICA
JURÍDICA
PROF. FABIANO CERVEIRA
APELAÇÃO
Gustavo trabalha como entregador por aplicativo e
aluga bicicletas para desempenhar sua função. Certo
dia, descobriu que, próximo à sua residência, havia um
depósito de bicicletas seminovas para revenda.
Gustavo, então, para ter economia na locação diária de
bicicleta, valeu-se de escalada para adentrar o depósito
e retirar uma bicicleta, devolvendo-a intacta e sem
danos ao final do dia. Gustavo pôs-se a adotar o mesmo
procedimento nos dias subsequentes, sempre com
intenção de uso e restituição. No oitavo dia, Gustavo
chegou ao depósito e percebeu que a porta estava
aberta. Assim, conseguiu entrar e sair com uma bicicleta
pela porta da frente. Porém, neste 30 de outubro de
2023, Gustavo sofreu uma queda, destruindo por
completo a bicicleta. 
Ao perceberem a falta de uma bicicleta, os
administradores do depósito consultaram as câmeras de
vigilância e constataram toda a atividade de Gustavo ao
longo dos oito dias anteriores, comprovando a escalada
por sete vezes (com subtração e restituição de sete
bicicletas) e a entrada pela porta principal no oitavo dia.
Levado o fato às autoridades, a Polícia Civil descobriu a
autoria e, em sede policial, Gustavo voluntariamente
efetuou o pagamento do valor de R$ 1.500,00 (mil e
quinhentos reais) ao depósito, valor apontado pela própria
vítima como montante integral do prejuízo,
correspondente à oitava bicicleta subtraída, no dia 10 de
dezembro de 2023. Assim, o Ministério Público do Estado
de Campo Belo denunciou Gustavo como incurso nas
penas do Art. 155, §4º, inciso II, terceira figura, do Código
Penal, por oito vezes, em concurso material (Art. 69 do
CP). A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal
da Comarca de Flores, local dos fatos, no dia 19 de
dezembro de 2023. 
A folha de antecedentes criminais apontou que Gustavo
já havia celebrado uma suspensão condicional do
processo em 2022. A instrução probatória confirmou a
íntegra dos fatos relatados, tendo transcorrido sem
intercorrências. O representante legal da vítima reiterou
ter recebido a totalidade do valor do prejuízo sofrido. As
partes se manifestaram regularmente em alegações finais.
A sentença condenou Gustavo como incurso nas penas
do Art. 155, § 4º, inciso II, terceira figura, por oito vezes, na
forma do Art. 69, ambos do Código Penal. Fixou pena-
base no mínimo legal de 2 (dois) anos de reclusão para
cada delito de furto qualificado, e, diante da incidência da
Súmula 231, do Superior Tribunal de Justiça (que impede
a atenuação da pena pela confissão abaixo do mínimo
legal), tornou a pena de 2 (dois) anos de reclusão
definitiva para cada crime, totalizando a condenação em
16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado,
diante do concurso material. 
O Ministério Público manifestou imediata concordância com a sentença. Você, como
advogado(a) de Gustavo, é intimado(a) no dia 10 de maio de 2024, sexta-feira, sendo que os
dias de segunda a sexta-feira são úteis em todo o país.
Considerando apenas as informações narradas, redija a peça jurídica cabível, diferente de
habeas corpus e considerando que a decisão não padece de vício de contradição,
obscuridade, ambiguidade ou omissão, apresentando todas as teses jurídicas pertinentes. A
peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição. (Valor: 5,00)
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de
Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à
pretensão. A simples menção ou transcrição do
dispositivo legal não confere pontuação.
Fonte: 40º Exame de Ordem - 2ª fase.
Endereçamento
1 - Termo de
interposição para o
juízo prolator 
2 -Razões recursais
para o Tribunal de
Justiça
-observar a 
competência
Dos Pedidos
1- Observar a
necessidade de
pedidos de acordo com
a tese sustentada;
2- requer o
conhecimento e
provimento; 
Qualificação 
legitimidade –
peça com
fundamento legal
local, data e OAB
Dos fatos
APELAÇÃO
Do mérito
Furto de uso 
Afastamento da
qualificadora
Crime continuado
Arrependimento posterior
Regime aberto.
Substituição por restritiva
de direito
Cabimento
Art. 593, do CPP. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: 
I - das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas
por juiz singular; 
II - das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz
singular nos casos não previstos no Capítulo anterior; 
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: 
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; 
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão
dos jurados; 
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de
segurança; 
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. 
§ 1o Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir
das respostas dos jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida
retificação. 
§ 2o Interposta a apelação com fundamento no no III, c, deste artigo, o
tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou
da medida de segurança. 
§ 3o Se a apelação se fundar no no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem
se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à
prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo
julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. 
§ 4o Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em
sentido estrito, ainda que somente de parte da decisão se recorra.
Deve o examinando apresentar
recurso de apelação, com
fundamento no Art. 593, inciso I, do
CPP.
“É a apelação um recurso ordinário, total
ou parcial, conforme o caso, de decisão
de primeiro grau, devolvendo ao tribunal
ad quem o poder de revisar
integralmente o julgamento (em sentido
amplo, e não apenas de decisão) feito
pelo juiz a quo.” LOPES JR, Aury. Direito
Processual Penal. São Paulo: Saraiva,
2020. p. 1099.
A petição de interposição do recurso de apelação deveria ser
direcionada ao Juízo da Vara Criminal da comarca de Flores/CB,
enquanto as razões recursais deveriam ser apresentadas ao Tribunal de
Justiça do Estado de Campo Belo.
DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO
Art. 70, do CPP. A competência será, de regra, determinada pelo lugar
em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em
que for praticado o último ato de execução.
No capítulo preliminar de tempestividade deve ser indicada a aplicação
do prazo de cinco dias, na forma do Art. 593, caput, do CPP.
Art. 593, do CPP. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias:
atipicidade dos sete primeiros fatos imputados a Gustavo. Em todos os casos
de “furto” em que houve a integral restituição da res furtiva, que meramente foi
utilizada, sem danos, sem a intenção de Gustavo de se apossar definitivamente
do bem, e considerando a restituição à vítima antes mesmo que esta notasse,
a conduta se amolda ao que a doutrina e jurisprudência denominam “furto de
uso”. Por isso, em relação aos sete primeiros fatos, deve ser postulada a
absolvição de Gustavo, na forma do Art. 386, inciso III, do CPP, pois o fato não
é crime.
Contudo, no oitavo fato, houve, sim, a prática do furto consumado, pois, ao
haver a destruição completa do bem, quando em poder do acusado,
consumou-se o delito de furto. Entretanto, como a porta do depósito estava
aberta, e Gustavo não se valeu da escalada para acessar o depósito, é certo
que o furto verificado foi na modalidade simples (Art. 155, caput, do CP), e não
na qualificada, devendo ser afastada a qualificadora.
Furto
Art. 155, do CP. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
 Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
 § 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso
noturno.
 § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode
substituir a pena de reclusão pela de detenção,diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
 § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha
valor econômico.
 Furto qualificado
 § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
 I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
 III - com emprego de chave falsa;
 IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.
APELAÇÃO CRIMINAL. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. FURTO SIMPLES.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. Fundada em valores
de política criminal, a criminalidade de bagatela tem por escopo realizar uma
interpretação restritiva da lei penal, de modo a afastar a atuação do Estado
quando a conduta não for capaz de lesar ou, no mínimo, de colocar em perigo
o bem jurídico tutelado. Conforme doutrina e jurisprudência, o
reconhecimento do princípio da insignificância depende da presença de
requisitos objetivos (relacionados aos fatos) e de requisitos subjetivos
(relacionado ao autor do fato e à vítima), que, no caso, não foram preenchidos.
FURTO DE USO. NÃO CONFIGURAÇÃO. A caracterização do furto de uso
depende da restituição do bem no mesmo local em que subtraído. Na
hipótese, a bicicleta furtada foi abandonada em residência de terceira
pessoa. Nessas condições, não se há falar em mera intenção de uso. (...) .
(Apelação Criminal, Nº 50001552220188210164, Oitava Câmara Criminal,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Vanessa Gastal de Magalhaes, Julgado em:
28-02-2024)
APELAÇÃO CRIME. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. FURTO SIMPLES. PRELIMINAR DE
NULIDADE DO AUTO DE AVALIAÇÃO INDIRETA. REJEIÇÃO. MÉRITO. CONDENAÇÃO
MANTIDA. A materialidade e a autoria restaram suficientemente comprovadas pela
prova produzida nos autos. Inexistem dúvidas de que o réu subtraiu a motocicleta da
vítima, que se encontrava estacionada em via pública, com a chave na ignição e o
capacete, empreendendo fuga. O acusado confessou a prática subtrativa, em juízo,
afirmando ser sua intenção a utilização do veículo para dar uma volta. No entanto,
conforme revelado pelos elementos informativos colhidos na fase preliminar e
confirmado pela prova oral produzida em juízo, ele não só se aproveitou do fato de o
veículo se encontrar parado, na via pública, para dele se apoderar, como também o
vendeu, somente vindo a ser recuperado um tempo depois, após diligências
realizadas pela própria vítima, que encontrou a motocicleta em outra cidade, quando
já havia sido revendida. Nesse contexto, não há como acolher a tese defensiva de
que teria havido mero furto de uso, figura que exige, além do animus de ter consigo a
coisa apenas momentaneamente, a devolução rápida e intacta ao local de onde foi
retirada, antes que a vítima o perceba. Condenação mantida. (...) .(Apelação Criminal, Nº
50035411220218210049, Oitava Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel
de Borba Lucas, Julgado em: 28-02-2024)
Arrependimento posterior 
Art. 16, do CP. Nos crimes
cometidos sem violência ou
grave ameaça à pessoa,
reparado o dano ou
restituída a coisa, até o
recebimento da denúncia ou
da queixa, por ato voluntário
do agente, a pena será
reduzida de um a dois terços. 
Vale notar que ocorreu
arrependimento posterior,
pois, uma vez danificado o
bem, Gustavo quitou a
íntegra do valor da coisa
danificada, antes do
recebimento da denúncia,
fazendo jus à causa de
diminuição do Art. 16 do
CP (arrependimento
posterior).
APELAÇÃO. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. FURTO SIMPLES. PARCIAL
CONHECIMENTO. Falta interesse de agir quanto ao pleito de concessão da gratuidade de
justiça, o que já foi objeto de deferimento pelo juiz de origem, ensejando, inclusive, a
suspensão do pagamento das custas. Recurso não conhecido no ponto. SENTENÇA
CONDENATÓRIA. MANUTENÇÃO. A materialidade do crime e a autoria delitiva encontraram
pleno amparo nos seguros relatos judiciais da vítima e da testemunha, genitora do ofendido,
que presenciou a subtração. Prova oral corroborada pelo arquivo de áudio gravado pelo
acusado, indicando o local onde havia deixado a motocicleta subtraída.
ARREPENDIMENTO POSTERIOR. NÃO CONFIGURAÇÃO. O arrependimento posterior
é configurado quando o agente, por uma conduta posterior ao crime, restitui a coisa
ou repara o dano à vítima, antes do recebimento da denúncia. Além disso, a
reparação do dano ou a restituição da coisa precisa ser voluntária, pessoal e integral.
No caso, a reparação do dano à vítima foi parcial, pois o acusado apenas devolveu a
motocicleta, sem devolver os demais pertences; e involuntária, tendo em vista que
somente restituiu após insistência de seu chefe. Ausentes os requisitos exigidos pela
legislação penal. (...) .(Apelação Criminal, Nº 50740958720198210001, Oitava Câmara
Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Vanessa Gastal de Magalhaes, Julgado em: 24-
04-2024)
Tendo em vista que os dados do enunciado já informam a
fixação da pena-base no mínimo legal e o reconhecimento da
atenuante, bastaria formular o pedido de fixação do regime
inicial aberto ou semiaberto, na forma do Art. 33, § 2º, alínea b ou
c, do CP, e de substituição por restritiva de direitos, na forma do
Art. 44 do CP, diante da presença dos requisitos legais, pois a
pena ficará abaixo de 4 (quatro) anos e o crime foi praticado sem
violência ou grave ameaça, sendo as circunstâncias judiciais
inteiramente positivas.
Art. 33, do CP
Reclusão e detenção
 Art. 33, do CP. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em
regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado.
 § 1º - Considera-se:
 a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média;
 b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar;
 c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado.
 § 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado,
observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso:
 a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado;
 b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o
princípio, cumpri-la em regime semi-aberto;
 c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em
regime aberto.
 § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59
deste Código.
 § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena
condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.
Art. 44, do CP
Art. 44, do CP. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando:
 I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave
ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;
 II – o réu não for reincidente em crime doloso;
 III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.
 § 1o (VETADO)
 § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de
direitos; se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa
ou por duas restritivas de direitos.
 § 3o Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenaçãoanterior, a
medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime.
 § 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado
da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena
restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.
 § 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a
conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior.
Crime continuado
Art. 71, do CP. Quando o agente,
mediante mais de uma ação ou
omissão, pratica dois ou mais crimes
da mesma espécie e, pelas condições
de tempo, lugar, maneira de execução
e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como
continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se
idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um
sexto a dois terços. 
 
De forma subsidiária, deve
ser defendida a aplicação da
regra da continuidade
delitiva, pois os fatos
ocorreram nas mesmas
condições de tempo, lugar e
maneira de execução, na
forma do Art. 71 do CP. Em
razão de todo o exposto,
deve o examinando formular,
em conclusão, o pedido de
conhecimento e provimento
do recurso.
APELAÇÃO CRIME. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. ARTIGO 1º, II, DA
LEI N° 8.137/90, NA FORMA DOS ARTIGOS 70 E 71 DO CÓDIGO PENAL. EXTINÇÃO
DA PUNIBILIDADE PELA PRESCRIÇÃO. CONCURSO DE CRIMES. CÁLCULO
COM BASE NA PENA ISOLADA APLICADA PARA CADA DELITO. CRIME
CONTINUADO. PRESCRIÇÃO QUE SE REGULA PELA PENA IMPOSTA NA
SENTENÇA, NÃO SE COMPUTANDO O ACRÉSCIMO DECORRENTE DA
CONTINUAÇÃO. SÚMULA 497 DO STF. APLICADA A PENA DE 02 (DOIS) ANOS
DE RECLUSÃO PARA CADA DELITO. PRESCRIÇÃO QUE SE OPERA EM 04
(QUATRO) ANOS. ARTIGOS 107, INCISO IV, 109, INCISO V, 110, §1º, E 119, TODOS
DO CÓDIGO PENAL. LAPSO TEMPORAL TRANSCORRIDO POR INTEIRO ENTRE
A DATA DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA E A PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA
CONDENATÓRIA. PREJUDICADO O EXAME DO MÉRITO DO RECURSO.
DECLARADA A EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DA RÉ PELA PRESCRIÇÃO.
(Apelação Criminal, Nº 50003334620108210068, Quarta Câmara Criminal, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Gisele Anne Vieira de Azambuja, Julgado em: 29-04-2024)
AGRAVO EM EXECUÇÃO. UNIFICAÇÃO DE PENAS. CRIME CONTINUADO. NÃO
RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. O reconhecimento da
continuidade delitiva, para fins de unificação das penas, exige o preenchimento de
todos os requisitos previstos no artigo 71 do Código Penal. A ausência de qualquer
um desautoriza o seu reconhecimento. Na espécie, os crimes cometidos não são
delitos da mesma espécie, conquanto de idêntico gênero. O crime de roubo é
distinto dos delitos qualificados pelo resultado lesão corporal grave ou morte, pois,
enquanto aqueles tutelam somente o patrimônio, estes buscam a proteção também
da integridade física das vítimas, tratando-se de crimes complexos, de forma que não
se pode concebê-los como continuidade do primeiro crime, em razão de não serem
da mesma espécie, tampouco perpetrados mediante semelhante modus operandi.
Ademais, não foi preenchido o requisito subjetivo - o liame entre as condutas -
refletindo-se somente a habitualidade do agravante em seu agir criminoso. Assim,
não é possível a unificação das penas, como requerido, pois não preenchidos os
requisitos legais. AGRAVO DESPROVIDO.(Agravo de Execução Penal, Nº
50428625120248217000, Oitava Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel
de Borba Lucas, Julgado em: 24-04-2024)
Prazo
“Os prazos processuais penais seguindo a regra
do artigo 798, §1º do Código de Processo Penal,
não se computando o dia do começo, mas
incluindo-se o do vencimento. O prazo que
terminar em domingo ou feriado considerar-se-
á prorrogado até o imediato dia útil (art. 798,
§3º) e a intimação feita na sexta-feira conduz ao
início do prazo processual na segunda-feira
seguinte – ou primeiro dia útil que se seguir
(súmula nº310 do STF).” CUNHA, Rogério
Sanches. Manual de Direito Penal. Salvador:
JusPODIVM, 2020, p. 189.
O prazo a ser indicado ao
final era o dia 17 de maio
de 2024, tendo em vista
que a previsão do prazo
de apelação é de cinco
dias. Como a intimação
foi feita em uma sexta-
feira, o prazo se
iniciaria na segunda-
feira seguinte, dia 13 de
maio. 
No fechamento, deve o examinando indicar local, data, advogado e OAB.
3.5.8. Quando da realização das provas prático-profissionais, caso a peça profissional e/ou
as respostas das questões discursivas exijam assinatura, o examinando deverá utilizar
apenas a palavra “ADVOGADO...”. Ao texto que contenha outra assinatura, será
atribuída nota 0 (zero), por se tratar de identificação do examinando em local
indevido.
3.5.9. Na elaboração dos textos da peça profissional e das respostas às questões
discursivas, o examinando deverá incluir todos os dados que se façam necessários, sem,
contudo, produzir qualquer identificação ou informações além daquelas fornecidas e
permitidas nos enunciados contidos no caderno de prova. Assim, o examinando deverá
escrever o nome do dado seguido de reticências ou de “XXX” (exemplo: “Município...”,
“Data...”, “Advogado...”, “OAB...”, “Município XXX”, “Data XXX”, “Advogado XXX”, “OAB XXX”,
etc.). A omissão de dados que forem legalmente exigidos ou necessários para a correta
solução do problema proposto acarretará em descontos na pontuação atribuída ao
examinando nesta fase. Fonte: Edital do 41º Exame de Ordem Unificado, pg. 16.
Estrutura básica da Peça Processual
 Excelentíssimo(a) Senhor(a) Juiz(a) do Juízo da Vara Criminal da comarca de Flores/CB
 
 
 Gustavo, já qualificado no processo em epígrafe, vem, tempestivamente, por meio de seu
procurador, respeitosamente perante Vossa Excelência, inconformado com o sentença condenatória
prolatada, interpor recurso de Apelação, com fundamento no Art. 593, inciso I, do CPP.
 Assim, requer seja recebida e processada a apelação, já com as razões inclusas, remetendo-
se ao Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo.
 O presente recurso é tempestivo, visto que interposto dentro do prazo de 5 dias previsto no
art. 593, caput, do Código de Processo Penal.
 
 Nestes termos, 
 Pede deferimento.
 
 Local, 17 de maio de 2024.
 Advogado...
 OAB...
Estrutura básica da Peça Processual
 Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo
Apelante: Gustavo
Apelado: Ministério Público
 Processo: 
 Razões de Recurso de Apelação
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo
Colenda Câmara Criminal
 Dos Fatos
 Obs.: Desenvolver de acordo com o caso apresentado
 Do Direito. Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção
ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação.
 Furto de uso – ausência do dolo de se apossar do objeto, de subtração definitiva. Não constituir o fato infração penal - Art. 386, III CPP
 Afastamento da qualificadora
 Crime continuado. Art. 71, do CP.
 Arrependimento posterior. Art. 16, do CP
 Regime aberto. Substituição por restritiva de direito. Art. 33, § 2º, alínea b ou c, do CP, e de substituição por restritiva de direitos, na forma do Art. 44 do CP.
 
 Pedidos
 Diante do exposto, requer o conhecimento e provimento do presente recurso, reformando-se a sentença proferida em primeiro grau, a fim de que:
 Pedidos – sempre desenvolver um pedido para cada tese desenvolvidono tópico do direito
 Local, 17 de maio de 2024.
 Advogado...
 OAB...
A) 2 (dois) dias.
B) 15 (quinze) dias.
C) 5 (cinco) dias.
D) 10 (dez) dias.
E) 24 (vinte e quatro) horas.
Banca: VUNESP Órgão: MPE-SP
Prova: VUNESP - MPE-SP -
Analista de Promotoria. O prazo
da Apelação, nas hipóteses
previstas no artigo 593 do
Código de Processo Penal, é
de
 
A) que julgar procedentes as
exceções, salvo a de suspeição.
B)definitiva de condenação ou
absolvição proferida por juiz
singular.
C) homologatória ou denegatória
da proposta de acordo de não
persecução penal.
D) denegatória da ordem de
habeas corpus.
E) que revogar medida de
segurança
Banca: VUNESP Órgão: TJ-
SP Prova: VUNESP - 2023 -
TJ-SP – Escrevente. Nos
termos do artigo 593 do
CPP, caberá apelação no
prazo de 5 (cinco) dias da
sentença
A) 13 de fevereiro, segunda-feira.
B) 07 de fevereiro, terça-feira.
C) 08 de fevereiro, quarta-feira.
D) 09 de fevereiro, quinta-feira
E) 10 de fevereiro, sexta-feira.
Banca: FCC Órgão: TRF - 2ª
REGIÃO Prova: FCC - TRF - 2ª
REGIÃO - Analista Judiciário -
Área Judiciária. O réu e seu
defensor constituído foram
pessoalmente intimados da
sentença condenatória no dia 3
de fevereiro de 2012, sexta-
feira. O prazo de 5 dias para
apelação terminará no dia
( ) CERTO
( ) ERRADO
Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: DPE-AL
Prova: CESPE - DPE-AL - Defensor Público.
Considere a seguinte situação
hipotética. Ana subtraiu maliciosamente
determinada peça de roupa de alto valor
de uma amiga, com a intenção tão só de
utilizá-la em uma festa de casamento.
Após o evento, Ana, tendo atingido seu
objetivo, devolveu a vestimenta. Nessa
situação, Ana não responderá pelo
delito de furto, uma vez que o CP não
tipifica a figura do furto de uso.
A) No processo penal, a competência será
definida, em regra, pelo local do domicílio do
réu.
B) Havendo duas ou mais pessoas sendo
acusadas do mesmo crime, a competência será
fixada pela conexão.
C)Existindo conflito entre a competência do
tribunal do júri e a de outro órgão da justiça
comum, prevalecerá a competência do júri.
D) A conexão e a continência importarão
sempre na unidade de processo e julgamento.
E) No concurso entre a jurisdição comum e a
do juízo da infância e juventude, prevalecerá a
comum.
Banca: INSTITUTO AOCP Órgão:
ITEP - RN Prova: INSTITUTO
AOCP - ITEP - RN - Agente
Técnico Forense. O Código de
Processo Penal trata, em seus
artigos 69 a 91, da matéria de
competência. Por conceito,
competência é a delimitação
do poder jurisdicional, ou
seja, é a distribuição do
poder/dever de julgar entre
os juízos. Em relação à
competência, assinale a
alternativa correta.
A) um a dois terços
B) um sexto a um terço.
C) um terço à metade.
D) metade a dois terços.
E) um sexto à metade.
Banca: IV - UFG Órgão:
CELG/D-GO Prova: CS-UFG -
CELG/D-GO - Analista de
Gestão – Advogado. Nos
crimes cometidos sem
violência ou grave ameaça à
pessoa, reparado o dano ou
restituída a coisa, até o
recebimento da denúncia ou
da queixa, por ato voluntário
do agente, a pena será
reduzida de
PRÁTICA
JURÍDICA
PROF. FABIANO CERVEIRA

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