Prévia do material em texto
CONCURSO DE PESSOAS (ART 29 A 31) O concurso de pessoas é a união de duas ou mais pessoas com a finalidade de praticar determinado crime ou delito. TÍTULO IV - DO CONCURSO DE PESSOAS: arts. 29 a 31 Art. 29. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. § 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. § 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Circunstâncias incomunicáveis Art. 30. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. Art. 31. O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. REQUISITOS 1. Pluralidade de agentes e de condutas. 2. Relevância (causal) das condutas: imagine que, Ériko sabe que determinado crime vai ocorrer, pois ele mora com um amigo que está planejando o crime. Contudo, ele não contribui, não incentiva, não induz, isto é, ele não contribui de maneira relevante para aquele crime. Diante disso, ele não poderá ser responsabilizado pelo concurso de pessoas, já que ter conhecimento de um fato criminoso não torna cúmplice do delito. Isso foi uma participação negativa. Por outro lado, se a pessoa fosse policial, teria o dever legal de evitar o resultado. Seria uma omissão imprópria, omissão penalmente relevante. 3. Liame subjetivo entre os agentes: é o conhecimento que os indivíduos estão agindo juntos para determinado crime, pois se eles estão buscando o mesmo resultado, mas não conhecem a conduta um do outro, não será considerado concurso de pessoas. Por exemplo, seria o caso de João e Pedro entrarem em um supermercado para subtrair carne, mas nenhum sabia da conduta do outro. Obs.: perceba que, o ajuste prévio não é necessário. Seria o caso de alguém estar agredindo o seu desafeto na rua, e outra pessoa ao ver aquela cena, percebe que também é seu desafeto e ajuda a bater na vítima. Não houve ajuste prévio, mas eles agiram em concurso de pessoas. 4. Identidade de infração penal: os agentes serão responsabilizados pelo mesmo delito (mesmo tipo penal), o que não significa que terão a mesma pena ou nas mesmas condições. TEORIAS • Teoria monista/unitária: todos os agentes (autores e partícipes) respondem pelo mesmo delito. É adotado no Código Penal brasileiro. • Teoria dualista: deve haver delito específico para os autores e outro para os partícipes. • Teoria pluralista/pluralística/da cumplicidade do crime distinto: tipos penais diversos para agentes que buscam o mesmo resultado. OBS: A Teoria adotada pelo Código Penal é a teoria monista ou unitária, conforme estabelecido no artigo 29 do CP. Excepcionalmente, porém, o Código Penal adota a teoria pluralista, como nos seguintes exemplos: 1. Aborto Provocado por terceiro com o Consentimento da Gestante • Gestante: art. 124, CP (“Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque”). • Terceiro que executa o aborto: art. 126, CP (“Provocar aborto com o consentimento da gestante”). 2. Corrupção Passiva e Corrupção Ativa • Particular: art. 333, CP (“Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”). • Funcionário público: art. 317, CP (“Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”). Obs.: outro exemplo seria o de facilitação de contrabando (art. 334) ou descaminho (art. 334-A). O funcionário público que facilitou o descaminho ou contrabando responderá pelo art. 318, já o particular que praticou responderá pelo art.334 ou art. 334-A. A testemunha que foi subornada para mentir perante o juiz responderá pelo art. 342, porém o terceiro que subornou responderá pelo art. 343 do CP. § 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.Cooperação dolosamente distinta/ Desvio subjetivo de conduta Ex.: duas pessoas combinam de bater em Marcelo. No entanto, uma delas saca uma faca e desfere golpes no pescoço de Marcelo, a outra fica perplexa e discorda desse ato. Diante disso, houve uma cooperação dolosamente distinta, em que a pessoa que deferiu os golpes responderá por homicídio, e a outra por lesão corporal. Outro caso seria de um grupo de assaltantes que entra em um ônibus para roubar, mas um deles estupra uma moça. Esse indivíduo responderá por estupro sozinho, já os demais responderão por roubo. AUTORIA VS PARTICIPAÇÃO – TEORIAS • Teoria subjetiva ou unitária: não diferencia autor de partícipe, pois todos são considerados autores. Leva-se em consideração o dolo, então, se prestou uma contribuição para que o crime fosse realizado, essas pessoas serão autoras. • Teoria extensiva: é decorrente da teoria subjetiva, considera igualmente todos como autores. Contudo, considera que quem presta uma contribuição mais relevante teria que ser punido de forma mais grave, e quem ajudou de forma mais leve teria que ter uma pena mais branda. Obs.: essas duas teorias são chamadas de teorias unitárias, pois não diferenciam autoria de participação. • Teoria objetiva ou dualista: distingue autor de partícipe. – Teoria objetivo-material: para essa teoria, autor é quem presta a contribuição mais relevante, e partícipe é quem presta contribuição menos relevante. Ex.: um indivíduo arquiteta um plano complexo para assaltar um carro-forte e implanta a bomba, e os demais possuem a função de apenas pegar o dinheiro. O primeiro é o autor, os demais são partícipes. • Autor é quem presta a contribuição mais relevante. • Partícipe é quem presta a contribuição menos relevante. • Crítica: dificuldade prática de identificar quem prestou a contribuição mais relevante. – Teoria objetivo-formal: é adotada no Brasil, segundo a qual o autor é quem pratica o verbo do tipo, enquanto o partícipe é quem contribui para o crime sem praticar o verbo do tipo penal. Por exemplo, aquele que subtrai o objeto é o autor, mas aquele que contribui é o partícipe. No caso de alguém juntamente com outra pessoa esfaquear uma vítima, ambos serão considerados coautores. A coautoria se manifesta quando há dois ou mais autores. • Traz um conceito restritivo de autoria • Autor é quem realiza o verbo núcleo do tipo penal. • Partícipe é quem presta qualquer contribuição para o delito, mas não pratica o verbo núcleo do tipo penal. • Teoria do Domínio do Fato (teoria objetivo-subjetiva) – Criada por Hans Welzel. – Autor é quem possui o controle final do fato. O autor é quem domina o transcorrer do crime e decide se e quando ele deve ocorrer. – Há, portanto, uma ampliação no conceito de autor. Para a teoria do domínio do fato, serão autores: 1. Autor propriamente dito: aquele que realiza o verbo núcleo do tipo penal. Não rompe com a teoria objetivo-formal. 2. Autor intelectual: aquele que planeja o crime para que seja executado por outras pessoas e que determina a prática do fato. 3. Autoria de escritório: aquele que possui influência e determina, sem praticar a conduta, as ações que devem ser realizadas por subalternos. 4. Autor mediato: aquele que se utiliza de um agente não culpável ou de pessoa que atua sem dolo ou culpa para executar o tipo. Obs.: essa teoria não é adotada no Código Penal brasileiro, mas em alguns julgados, já foi adotada pelo STJ. A teoria do domínio do fato reconhece a figura do partícipe? Sim. Para essa teoria, partícipe será todo aquele que concorre para o crime, desde que não pratique o verbo núcleo do tipo penal, nem possua o controle final do fato. Obs.: a teoria do domínio do fato só tem aplicação nos crimes dolosos, uma vez quenos crimes culposos não há que se falar em domínio final do fato, já que este não é desejado pelo agente. Qual a teoria adotada pelo Código Penal Brasileiro? Teoria objetivo-formal, de acordo com a maior parte da doutrina. Logo, o autor é punido por praticar a norma descrita no tipo penal. Essa teoria, porém, deve ser complementada pela teoria da autoria mediata. Atualmente, tanto o STJ quanto o STF (AP 470) aceitam a teoria do domínio do fato e já a aplicaram em diversas ocasiões. Autoria Mediata Agente que, sem realizar diretamente a conduta descrita no tipo penal, pratica um crime se utilizando de outra pessoa, a qual não é culpável ou age sem dolo/culpa. Em outras palavras, o autor mediato se vale de um terceiro como instrumento do crime, o qual não tem culpabilidade, não agiu com dolo nem culpa. É aquele que se vale de um não culpável como instrumento de execução do tipo penal. Exemplo: uma pessoa com maioridade penal pedir que uma pessoa de 14 anos matasse alguém. Na teoria objetivo formal, o autor seria o menor e o partícipe quem mandou praticar o crime. Contudo, menor de idade não pratica crime, mas sim ato infracional análogo ao crime, logo, seria um crime sem autor. A teoria não consegue explicar essa situação, portanto, precisa ser complementada pela teoria da autoria mediata. No caso dessa teoria, o autor não seria aquele praticou o verbo (menor), pois ele não teria culpabilidade, nem dolo, nem culpa. Exemplo 2: em um set de filmagem de filme de ação, o produtor do filme troca as munições de festim por munições verdadeiras. O ator na hora do filme dispara as munições e atinge um colega. O produtor é o autor mediato, pois se valeu de terceiro como instrumento do crime. Esse terceiro está diante de um erro de tipo inevitável. Exemplo 3: uma pessoa ameaça outra dizendo que se esta não matar, ela terá a família toda assassinada. Situações em que se verifica a autoria mediata: • Inimputabilidade (por menoridade, doença mental, embriaguez fortuita); • Coação moral irresistível (se resistível, há concurso de pessoas); • Obediência hierárquica à ordem não manifestamente ilegal; • Erro de proibição escusável (inevitável) determinado por terceiro; • Erro de tipo escusável (inevitável) determinado por terceiro. 1. É possível a coautoria mediata? Sim. Duas pessoas em conluio se valem de uma terceira como instrumento do crime. 2. É possível a participação na autoria mediata? Sim. Um agente induz outra pessoa, um terceiro, como instrumento do crime. 3. Autoria mediata é compatível com os crimes culposos? Não. Só ocorre diante de um crime doloso. 4. Autoria mediata é compatível com os crimes próprios? Sim. 5. E com os crimes de mão própria? Não, pois a conduta é indelegável. A pessoa que deve cometer o crime, não pode se valer de outra pessoa. PARTICIPAÇÃO Espécies 1.Participação moral: é induzir, criar a ideia na cabeça da pessoa para que ela pratique um crime. 2. Participação material: a pessoa presta um auxílio, contribui com algo efetivo para a prática do delito, como, por exemplo, um objeto, um instrumento. Casos de Impunibilidade Art. 31. O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. Ex.: Caio induz Tício a praticar um delito. Ambos responderão pelo mesmo crime. Agora, se o crime só foi tentado, ambos respondem pela tentativa. Caio induz Tício a praticar um delito X, mas no meio do caminho ele desiste, ou seja, ele sequer pratica atos executórios em relação ao delito. Nenhum dos dois responderá por nada. Participação – Teorias da Acessoriedade Punição do Partícipe Ex.: o autor mata alguém em legitima defesa, logo, o partícipe também não será culpado. • Acessoriedade mínima: fato típico. Ex.: Pedro ao ver que Ériko seria esfaqueado joga uma arma para ele atirar no agressor, que veio a óbito. Segundo essa teoria, Pedro teria que ser punido por homicídio. Essa teoria é rechaçada, pois bastaria que o autor praticasse um fato típico (ainda que lícito) para que o partícipe fosse punido. • Acessoriedade limitada: fato típico + ilícito. A maioria da doutrina adota essa teoria, caso em que se o autor praticar um fato típico e ilícito (ainda que não tenha culpabilidade), o partícipe poderá ser punido. Ex.: o autor praticou um roubo, mas era menor de idade, ou seja, inimputável e não tem culpabilidade, mas quem o ajudou era maior de 18 anos, logo, poderá ser punido por roubo em concurso de pessoas, além de responder por corrupção de menor (art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente) O menor responderá por ato infracional análogo a roubo em concurso de pessoas. • Acessoriedade máxima ou extrema: fato típico + ilícito + praticado por agente culpável. • Hiperacessoriedade: fato típico + ilícito + praticado por agente culpável + punição do agente no caso concreto. PARTICIPAÇÃO SUCESSIVA Ocorre quando o mesmo agente (autor) é induzido, instigado, ou auxiliado por duas ou mais pessoas que desconhecem entre si a contribuição prestada. Todos que tenham induzido, instigado ou prestado auxílio para a prática do delito serão responsabilizados como partícipes. O indivíduo que buscava realizar o crime foi auxiliado por duas ou mais pessoas que não conhecem entre si a participação de cada uma delas. Os agentes envolvidos são chamados de partícipes e o fato de não se conhecerem não os exime da responsabilidade. Participação em cadeia Ocorre quando alguém induz ou instiga outra pessoa a induzir, instigar ou auxiliar terceiro a praticar um delito. Entende-se que várias pessoas acabam induzindo umas às outras até chegar à conduta de prática criminosa do autor. Por exemplo, o agente A induz o agente B a induzir o agente C à pratica do delito. Nesse cenário, o autor será o agente C, enquanto A e B serão partícipes. Todos que tenham induzido, instigado ou prestado auxílio para a prática do delito serão responsabilizados como partícipes. Participação negativa (conivência, crime silente ou concurso absolutamente negativo) O indivíduo simplesmente observa sua prática sem nada fazer. Não será considerado partícipe. Obs.: o partícipe negativo é aquele que não possui qualquer obrigação de impedir a pratica de um crime. Circunstâncias incomunicáveis CP, Art. 30. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. A retirada de elementos do crime acaba por cessar a existência do crime. _____________________________________________________________________________________ Os arts 312 a 326 são crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral. São crimes próprios que só podem ser praticados por agente que detém uma qualidade específica. Peculato Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviálo, em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa. Obs.: trata-se de um crime próprio, pois só pode ser praticado por funcionários públicos, ou seja, sujeitos que detenham uma qualidade específica. Não obstante, é possível que outro funcionário público seja responsabilizado por crime funcional, desde que haja concurso de pessoas e que possua conhecimento da circunstância de caráter pessoal de seu comparsa de crime. O particular nunca poderá ser responsabilizado por um crime funcional quando praticar um crime sozinho, mas poderá ser coautor. Por vezes, as bancas buscam confundir os candidatos afirmando que não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda quando elementares do crime. Concurso de Pessoas nos Crimes Culposos É possível o concurso de pessoas nos crimes culposos, mas devem-se levar em consideração dois pontos: • Admite-se a coautoria em crimes culposos? A coautoria em crimes culposos é totalmente possível. Imagine que dois funcionários de uma construtora precisavam descer uma barra de ferro de um andaime, mas, para poupar tempoe esforço, os dois decidem arremessar a barra de ferro sem perceber que um transeunte estava passando, este acaba sendo atingindo e morrendo. Perceba que a pessoa morreu em virtude da imprudência de dois pedreiros que agiram sem intenção de matar ou ferir a vítima e que devem ser considerados como coautores do homicídio culposo. • Admite-se a participação em crimes culposos? Existe uma polêmica quanto à participação em crimes culposos. Parte da jurisprudência acredita que não é cabível e a outra acredita que é possível cogitar tal cenário. Imagine que um pedreiro falou para os dois pedreiros do exemplo anterior lançarem a barra de ferro. Poder-se-ia afirmar que o pedreiro que deu a ordem ou o conselho é um partícipe do crime. Contudo, a maioria das bancas entende que não é possível a participação em crime culposo, pois para a maioria da doutrina a participação só é punível na modalidade dolosa, não existindo participação culposa em crimes dolosos ou culposos, nem mesmo a participação dolosa em crimes culposos. • É possível falar em coautoria em crimes próprios? E participação? Sim, é possível a participação e coautoria em crime próprio. O caso de um pai que entrega o filho para que a mãe em estado puerperal o mate, pode ser considerado como partícipe de um crime próprio. No caso da participação na subtração de objetos do interior de uma delegacia, juntamente com o apoio de um agente de polícia, tem-se a coautoria no crime próprio de peculato furto • É possível haver coautoria em crimes de mão própria? E participação? Os crimes de mão própria são aqueles em que o indivíduo dispõe de uma característica especial e uma conduta indelegável, ou seja, que não pode ser passada para outros, como no caso de autoaborto ou consentimento para prática do aborto, bem como a conduta de testemunho falso. Logo, nesses casos torna-se impossível a coautoria. O máximo que pode existir é a figura do partícipe em crimes de mão própria. É possível que haja participação em falso testemunho, por exemplo, quando um advogado induz um terceiro a sustentar a mentira de seu cliente. No art. 342 do CP existe o crime de falso testemunho ou falsa perícia e é possível que dois peritos elaborem juntos um laudo pericial. Supondo que ambos decidam pela prática conjunta de falsa perícia, o quadro poderia ser classificado como coautoria, o que configuraria uma exceção à regra de não admissão de coautoria em crimes de mão própria. EXCEÇÃO: No art. 342, CP existe o crime de falso testemunho/falsa perícia. É um crime de mão própria, mas é possível falar em coautoria, pois é possível que tenha um laudo elaborado por duas pessoas juntas. Se os dois decidirem juntos praticar uma falsa perícia, será considerado uma coautoria. • É possível concurso de pessoas em crimes de mão própria? Sim, na modalidade participação, não ocorrendo na modalidade coautoria. Coautoria Sucessiva Autor inicia a execução sozinho, mas outro agente passa a colaborar e efetivamente agir para o alcance do resultado. Não há o prévio ajuste. No caso de um autor estar praticando uma agressão física e acaba sendo apoiado por uma pessoa desconhecida na prática do crime sem que houvesse nada combinado previamente, tem-se então a coautoria durante a execução do delito. Executor de Reserva Agente que somente praticará atos executórios se sua ação for necessária para a obtenção do resultado. O caso concreto irá determinar se o executor de reserva é um coautor ou um partícipe. No caso de o executor apoiar o ato criminoso, mas não atuar diretamente no crime, tem-se a participação. Caso contrário, tem-se a coautoria do delito. Só vai praticar a conduta se for necessário. Ex: uma pessoa vai matar alguém e outra fica escondida para caso a primeira não consiga executar o plano, a outra possa então matar a vítima. É um executor de reserva. Pode ser coautor (acompanhou e acabou praticando o verbo matar) ou partícipe (acompanhou mas não praticou o verbo matar). Autoria por Convicção Agente conhece a norma penal, mas prefere praticar o delito por questões de consciência política, religiosa, filosófica ou de qualquer outra natureza. image1.png