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. 
1 
 
 
DIREITO PENAL 
 
AULA 02 
 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
Punibilidade 
 
• Punibilidade é consequência da infração penal e não elemento 
desta. 
 
• A abolitio criminis funciona como causa superveniente de extinção 
da tipicidade. 
 
• Anistia gera atipicidade temporária do fato. 
 
Rol exemplificativo 
 
• O rol do art. 107 do CP é exemplificativo. 
 
Efeitos 
 
• A extinção da punibilidade que atinge a pretensão punitiva apaga 
todos os efeitos penais (ex.: não será reincidente). Os 
extrapenais continuam (ex.: obrigação de reparar o dano). 
 
• A extinção da punibilidade que atinge a pretensão executória 
apaga somente o efeito principal (a pena) da condenação (ex.: 
ainda será reincidente), exceto no caso de abolitio criminis e 
anistia. 
 
 
 
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DO CÓDIGO PENAL 
 
Estão previstas no art. 107 do CP: 
 
“Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
. 
2 
 
 
I - pela morte do agente; 
II - pela anistia, graça ou indulto; 
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como 
criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes 
de ação privada; 
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; 
VII e VIII (Revogados pela Lei nº 11.106, de 2005) 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.” 
 
 
MORTE DO AGENTE 
 
• Extingue todas as espécies de penas (inclusive de multa). 
 
• Atinge todos os efeitos penais (primários e secundários). 
 
• Após o trânsito em julgado subsistem os efeitos extrapenais 
(obrigação de reparar o dano e o perdimento de bens) por 
previsão expressa na CF, art. 5º, XLV. 
 
• É causa personalíssima de extinção que não se comunica aos 
demais coautores. 
 
• A morte somente se prova pela certidão de óbito (CP, art. 62). 
 
o E se foi proferida sentença extintiva com base em 
certidão de óbito falsa? 
 
▪ 1ª corrente: o réu somente pode ser processado pelo 
crime de falso, pois não há revisão criminal pro societa 
(dominante na doutrina). 
 
▪ 2ª corrente: a sentença pode ser revogada, pois não 
fez coisa julgada em sentido estrito, sendo inexistente 
por se basear em documento falso (STF e STJ). 
 
 
ANISTIA 
. 
3 
 
 
 
Conceito 
 
• É o esquecimento jurídico de uma ou mais infrações penais 
(Damásio de Jesus). 
 
• É a exclusão, com efeitos retroativos, de fatos criminosos do 
campo de incidência do campo penal. 
 
• Atinge somente fatos e não indivíduos. 
 
Competência para a concessão 
 
• A anistia é concedida pelo Congresso Nacional, por lei ordinária 
(CF, arts. 21, XVII, e 48, VIII). 
 
Competência para declarar a extinção da punibilidade 
 
• No caso de anistia a competência para declarar a extinção da 
punibilidade é do juiz, de ofício, ou a requerimento do interessado 
ou do Ministério Público, por proposta da autoridade 
administrativa ou do Conselho Penitenciário (LEP, art. 187). 
 
• Será do juiz (1º grau de conhecimento), do Tribunal (grau de 
recurso ou competência originária) ou do juízo das execuções 
(fase de execução), a depender de onde esteja tramitando o 
processo. 
 
Efeitos da sentença extintiva 
 
• Na anistia a sentença possui efeitos ex tunc (para o passado), 
apagando todos os efeitos penais (primários e secundários), 
rescindindo até mesmo a condenação. 
 
• Permanecem os efeitos civis. 
 
Inaplicabilidade 
 
. 
4 
 
 
• A anistia, assim como o indulto e a graça (indulto individual), não 
se aplicam aos crimes hediondos, à tortura, ao tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins e terrorismo (art. 2º, I, da Lei de 
Crimes Hediondos e art. 5º, XLIII, da CF): 
 
o "Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são 
insuscetíveis de: 
I - anistia, graça e indulto; (...)" 
 
"Art. 5º (...) 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis 
de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os 
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se 
omitirem;" 
 
 
DO INDULTO E DA GRAÇA (INDULTO INDIVIDUAL) 
 
Conceito e considerações gerais 
 
• O Indulto e a graça (indulto individual) são modalidades de 
clemência concedida a um destinatário certo (benefício individual), 
no caso da graça (indulto individual), ou a vários beneficiários, 
no caso do indulto. 
 
o Exemplo de indulto: Decreto nº 8.940, de 22 de dezembro 
de 2016 (indulto natalino). 
 
• Em regra, a graça (indulto individual) é concedida por 
provocação do interessado; o indulto de forma espontânea pelo 
Presidente da República aos condenados que preencherem os 
requisitos legais. 
 
• A graça e o indulto, diferentemente da anistia, não dizem 
respeito a fatos criminosos, mas sim a pessoas, tratando-se de 
variados motivos, como de ato humanitário, por exemplo. 
 
. 
5 
 
 
• O indulto também pode incidir na medida de segurança (INFO 
806/STF). 
 
• Aplicam-se aos crimes de ação penal pública ou privada. 
 
• Falta grave e interrupção do prazo 
 
o Súmula 535/STJ: “A prática de falta grave não interrompe o 
prazo para fim de comutação de pena ou indulto.”. 
 
o OBS: pode impedir o benefício se for previsto 
expressamente no decreto presidencial. 
 
Natureza jurídica 
 
• O indulto e a graça (indulto individual), assim como a anistia, são 
causas de extinção da punibilidade (CP, art. 107, II). 
 
Competência para a concessão 
 
• O indulto e a graça (indulto individual) são concedidos pelo 
Presidente da República, através de decreto (CF, 84, XII): 
 
o "CF, art. 84. Compete privativamente ao Presidente da 
República: 
(...) 
XII - conceder INDULTO e comutar penas, com audiência, 
se necessário, dos órgãos instituídos em lei; (...)" 
 
• Embora a competência para conceder a graça (indulto individual) 
não esteja prevista expressamente no art. 84, XII da CF, entende-
se que está implícito, pois a expressão "indulto" aborda também o 
"indulto individual", sinônimo da graça. 
 
Competência para declarar a extinção da punibilidade 
 
• Concedido o indulto ou a graça (indulto individual), o Juiz 
declarará extinta a pena ou ajustará a execução aos termos do 
decreto, no caso de comutação (LEP, art. 192). 
. 
6 
 
 
 
Delegação 
 
• É permitida a delegação para a concessão do indulto ou da graça 
(indulto individual) aos Ministros de Estado, ao PGR ou ao AGU 
(CF, art. 84, parágrafo único): 
 
o "Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar 
as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, 
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral 
da República ou ao Advogado-Geral da União, que 
observarão os limites traçados nas respectivas delegações." 
 
Efeitos da sentença extintiva 
 
• No indulto e na graça (indulto individual) a sentença extingue 
apenas os efeitos primários da condenação, ou seja, a própria 
pena (efeito principal). 
 
• Os efeitos penais secundários, como a reincidência, e os 
extrapenais, como a obrigação de reparar o dano, subsistem. 
 
• OBS: quais são os efeitos penais e extrapenais? 
 
o Efeitos penais: 
 
▪ Primários: submeter o condenado à execução forçada. 
▪ Secundários: interrupção da prescrição, reincidência, 
poder de revogar o “sursis” etc. 
 
o Efeitos extrapenais: 
 
▪ Ex.: Genéricos (CP, art. 91): obrigação de indenizar, 
perda em favor da União, dos instrumentos do crime, 
do produto do crime; 
 
▪ Ex.: Específicos (CP, art. 92): perda de cargo, função 
pública ou mandato eletivo; a incapacidade para o 
exercício do poder familiar, tutela ou curatela; a 
inabilitação para dirigir veículo, etc. 
. 
7 
 
 
 
Inaplicabilidade 
 
• O indulto e a graça (indulto individual), assim como a anistia, 
não se aplicam aos crimes hediondos, à tortura, ao tráfico ilícito 
de entorpecentes e drogas afins e terrorismo (art.2º, I, da Lei de 
Crimes Hediondos e art. 5º, XLIII, da CF): 
 
o "Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são 
insuscetíveis de: 
I - anistia, graça e indulto; (...)" 
 
"Art. 5º (...) 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis 
de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos 
como crimes hediondos, por eles respondendo os 
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se 
omitirem;" 
 
 
ABOLITIO CRIMINIS 
 
• Requisitos: 
 
o Revogação formal do tipo; 
o Supressão material do fato criminoso. 
 
• Princípio da continuidade normativo-típica: 
 
o Há alteração formal do tipo; 
o A intenção do legislador é manter o fato criminoso; 
o Não ocorre abolitio criminis; 
o Ex.: revogação do art. 214, do CP (atentado violento ao pudor), 
mas o fato passou a ser previsto no art. 213, do CP. 
 
• Natureza jurídica: é causa extintiva da punibilidade (CP, art. 107): 
“Extingue-se a punibilidade: (...) III - pela retroatividade de lei que 
não mais considera o fato como criminoso”. 
. 
8 
 
 
 
• Coisa julgada: não respeita a coisa julgada. 
 
 
 
DECADÊNCIA 
 
Conceito 
 
• Decadência é a perda do direito de queixa ou de representação 
em razão da inércia do seu titular por determinado tempo. 
 
Natureza jurídica 
 
• A decadência é causa de extinção da punibilidade (CP, art. 107, 
IV). 
 
Prazo 
 
• O prazo, salvo se outro dispuser a lei, é de 6 meses a contar (CP, 
art. 103): 
 
o do dia em que o ofendido veio a saber quem é o autor do 
crime; ou 
o do esgotamento do prazo para o oferecimento da denúncia, 
no caso de ação penal privada subsidiária da pública 
 
• O prazo tem natureza penal, contando-se na forma do art. 10 do 
CP (incluindo-se o dia do começo e excluindo-se o do 
vencimento). 
 
• O prazo é para o oferecimento e não para o recebimento da 
queixa-crime. 
 
• O prazo decadencial é preclusivo e improrrogável, não havendo 
causas suspensivas ou interruptivas. 
 
• No crime continuado o prazo conta-se separadamente para cada 
delito parcelar. 
. 
9 
 
 
 
• No crime habitual o prazo conta-se do último fato praticado. 
 
 
 
TABELA – DIFERENÇAS ENTRE DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO 
 
 DECADÊNCIA PRESCRIÇÃO 
 
Somente ocorre antes da 
propositura da ação. 
Pode ocorrer antes ou durante a 
ação ou, ainda, após o transito em 
julgado. 
Somente ocorre na ação 
privada ou pública 
condicionada. 
Ocorre em qualquer tipo de ação. 
Extingue o direito de queixa 
ou de representação. 
Extingue o direito de punir. 
O prazo não se suspende, 
nem se interrompe. 
O prazo pode ser suspenso ou 
interrompido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
10 
 
 
EXERCÍCIO 
 
1) Assinale a opção que apresenta motivos que extinguem a 
punibilidade. 
 
a) Morte do agente; retratação do agente, nos casos em que a lei 
a admite; e, nos crimes de ação privada, renúncia ao direito de 
queixa ou perdão aceito. 
b) Anistia, graça ou indulto; retroatividade de lei que não mais 
considera o fato como criminoso; e, nos casos de crimes 
patrimoniais, reparação do dano. 
c) Prescrição, decadência ou perempção; renúncia do direito de 
queixa ou perdão aceito, nos crimes de ação pública; e 
prescrição, decadência ou perempção. 
d) Casamento do agente com a vítima, nos crimes contra os 
costumes definidos na Parte Especial do Código Penal; morte 
do agente; e prescrição, decadência ou perempção. 
e) Anistia, graça ou indulto; retroatividade de lei que não mais 
considera o fato como criminoso; perdão extrajudicial, 
concedido pela vítima nos crimes praticados sem violência ou 
grave ameaça.

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