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SISTEMA 
DIGESTÓRIO 3⃣ MORFOLOGIA 
DO SISTEMA 
DIGESTIVO ALTO
👄 Cavidade Oral: deriva do 
estomodeu (ectoderma), que se 
abre ao intestino anterior após a 
ruptura da membrana 
bucofaríngea.
🔶 Morfologia:
Lábios: estruturas mistas com pele externa (epiderme + derme), mucosa interna (epitélio 
pavimentoso estratificado não queratinizado) e músculo orbicular da boca.
Língua: formada por arcos faríngeos (1º ao 
4º); possui papilas gustativas e musculatura 
intrínseca e extrínseca (inervação: 
hipoglosso).
Palato: 
Palato duro: base óssea 
(processos maxilar e palatino).
Palato mole: músculo esquelético 
+ mucosa.
Dentes: formados por ectoderma (esmalte) e 
mesênquima (dentina e polpa); há dentição 
decídua (20) e permanente (32).
🧩 Funções: mastigação, gustação, 
fonação, início da digestão.
🔬 Histologia:
👄 Epitélio oral: escamoso estratificado, queratinizado em regiões de atrito (gengiva, 
palato duro) e não queratinizado em áreas móveis (mucosa labial e jugal).
💧 Glândulas salivares: túbulo-acinosa composta, com células serosas (amilase), 
mucosas (mucina) e mistas.
👅 Papilas linguais:
▶ Filiformes: mecânicas, queratinizadas.
▶ Fungiformes, foliadas, circunvaladas: gustativas, com botões gustativos.
🔶 Faringe: provém do intestino 
anterior, especificamente da porção 
caudal da faringe embrionária. 
Relaciona-se com os arcos branquiais.
🔶 Morfologia:
🔹 Nasofaringe (posterior às cavidades nasais)
🔹 Orofaringe (posterior à cavidade oral)
🔹 Laringofaringe (posterior à laringe)
❗ Contém tonsilas faríngeas, palatinas e 
linguais, compondo o anel de Waldeyer (tecido 
linfoide).
🧩 Função: canal comum 
para ar e alimentos; participa 
na deglutição e defesa imune.
🔬 Histologia:
🔹 Nasofaringe: epitélio pseudoestratificado ciliado com células caliciformes 
(como nas vias aéreas).
🔹 Oro e laringofaringe: epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado 
(resistente ao atrito alimentar).
🔹 Tecido linfoide associado à mucosa (MALT): importante função imunológica.
❇ Esôfago: surge da parte terminal 
do intestino anterior, logo abaixo da 
traqueia. A separação 
traqueoesofágica é mediada pelo 
septo traqueoesofágico.
🔶 Morfologia: Tubo muscular que liga a 
faringe ao estômago e apresenta esfíncteres 
esofágicos superior e inferior.
🧩 Função: propulsão do 
alimento ao estômago por 
peristaltismo coordenado.
🔬 Histologia
 🔺 Mucosa: epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado, resistente 
ao atrito. Lâmina própria com tecido conjuntivo frouxo e glândulas esofágicas 
cardíacas (próximo ao estômago). Muscular da mucosa com fibras longitudinais.
 🔺 Submucosa: contém glândulas esofágicas tubuloacinosas (mucosas), que 
lubrificam o bolo alimentar.
 🔺 Muscular própria:
Terço superior: músculo esquelético
Terço médio: misto
Terço inferior: músculo liso
 🔺 Adventícia ou serosa: depende do segmento.
🌀 Estômago: inicia como 
dilatação fusiforme do intestino 
anterior na 4ª semana. Sofre 
rotação longitudinal (90°) e 
anteroposterior, formando as 
curvaturas maior e menor.
🔶 Morfologia:
▶ Compartimentos anatômicos: cárdia, fundo, corpo, antro e piloro.
🔬 Histologia:
🔻 Mucosa: Epitélio simples colunar, que reveste 
as fossas gástricas.
▶ Glândulas diferentes por região:
Cárdia: glândulas mucosas
Fundo e corpo: glândulas oxínticas (parietais e 
principais)
Piloro: glândulas mucosas e enteroendócrinas.
🧫 Células:
Parietais: secretam HCl e fator intrínseco
Principais: secretam pepsinogênio
Mucosas: produzem muco protetor
Enteroendócrinas: secretam gastrina, 
somatostatina
🔻 Submucosa: tecido conjuntivo 
com vasos e linfáticos.
🔻 Muscular própria: com a camada 
oblíqua extra (mistura o quimo).
🔻 Serosa: peritônio visceral.
🧩 Funções: digestão mecânica e 
química; produção de ácido, enzimas 
e fator intrínseco.
2⃣ FISSURA 
LABIOPALATINA
🧠 Embriogênese craniofacial: a formação da face ocorre entre 
a 4ª e 10ª semanas de gestação com a fusão de cinco processos:
🔻 Processo frontonasal
🔻 Dois processos maxilares
🔻 Dois processos mandibulares
A fissura labiopalatina resulta da falha na fusão 
dos processos maxilares com os processos 
nasais mediais (lábio) ou da fusão das 
proeminências palatinas laterais entre si e com o 
septo nasal (palato).
Segundo Martelli et al. (2012), fissuras 
labiopalatinas não sindrômicas têm maior 
prevalência em meninos, enquanto fissuras 
palatinas isoladas são mais comuns em meninas.
🧬 Tipos de fissura labiopalatina
1⃣ Fissura labial unilateral incompleta: não atinge a 
narina.
2⃣ Fissura labial unilateral completa: estende-se até a 
narina, envolvendo o lábio e o processo alveolar.
3⃣ Fissura labial bilateral: ambas as metades do lábio 
não se fundem.
4⃣ Fissura palatina isolada: falha de fusão do palato 
secundário, geralmente posterior.
5⃣ Fissura labiopalatina completa: atinge o lábio, 
processo alveolar e palato, podendo ser uni ou 
bilateral.
🧪 Etiologia multifatorial: origem das fissuras 
envolve fatores genéticos e ambientais:
Genéticos: mutações em genes como MSX1, 
IRF6, TGF-β3, que controlam crescimento e 
migração celular.
Ambientais: Tabagismo materno, Álcool, 
Medicamentos (anticonvulsivantes como 
fenitoína), Deficiência de ácido fólico, 
Diabetes gestacional e Estresse oxidativo.
🧠 Impactos neuropsicomotores: segundo 
Benati & Tabaquim (2018), crianças com fissura 
labiopalatina podem apresentar déficits de 
habilidades cognitivas, motoras finas e linguagem 
oral, especialmente na fase pré-escolar. A fissura 
compromete a sucção, deglutição, audição e 
fala, exigindo intervenções fonoaudiológicas e 
psicopedagógicas precoces.
1⃣ EMBRIOGÊNESE
📌 O sistema digestivo origina-se principalmente 
do endoderma embrionário, que reveste a parte 
interna do embrião após o fechamento do tubo 
neural. Contudo, estruturas como musculatura lisa, 
tecido conjuntivo e vasos sanguíneos derivam do 
mesoderma esplâncnico lateral, enquanto a 
inervação autônoma provém do ectoderma da 
crista neural.
Durante a 4ª semana de gestação, dobras 
cefálica, caudal e laterais promovem a 
incorporação do saco vitelino ao embrião, 
formando o intestino primitivo, que se estende 
da membrana bucofaríngea (anterior) à cloacal 
(posterior).
🧠 Segmentação do intestino primitivo:
Intestino anterior: irrigado pelo tronco celíaco e origina 
a faringe, esôfago, estômago, fígado, vesícula biliar, 
pâncreas e a parte proximal do duodeno.
Intestino médio: recebe sangue da artéria mesentérica 
superior e comunica-se com o ducto vitelino, formando 
jejuno, íleo, ceco, apêndice e parte do cólon transverso.
Intestino posterior: irrigado pela artéria mesentérica 
inferior, forma a porção distal do cólon transverso, 
descendente, sigmoide, reto e 2/3 superiores do canal 
anal.
O intestino médio sofre duas rotações:
1⃣ Primeira rotação (90°) durante a herniação 
fisiológica (semana 6), levando o intestino 
delgado à direita e o cólon à esquerda.
2⃣ Segunda rotação (180°) ao retornar à 
cavidade abdominal (semana 10-11), definindo o 
posicionamento anatômico dos órgãos.
O mesentério dorsal fixa os órgãos 
intraperitoneais, enquanto o mesogástrio ventral 
forma o omento menor e o ligamento falciforme. 
Durante a rotação e crescimento do estômago, 
estruturas do mesoderma lateral formam dobras 
peritoneais que darão origem ao omento.
🧪 Diferenciação epitelial: durante a 6ª 
semana, ocorre proliferação intensa do epitélio 
endodérmico, ocluindo temporariamente o lúmen 
intestinal. A recanalização acontece por 
apoptose programada, restabelecendo o canal. 
O epitélio endodérmico diferencia-se em células 
absortivas, caliciformes, enteroendócrinas e 
Paneth.
Após a recanalização, o epitélio se reorganiza e 
forma pregas longitudinais que se desenvolvem 
em vilosidades intestinais a partir da 8ª semana.
A partir do 11º ao 12º dia de gestação, entre as 
vilosidades formam-se invaginações epiteliais, 
originando as glândulas intestinais ou criptas de 
Lieberkühn.
Essa divisão é regulada por genes Hox, 
SHH, FGF, BMP e Wnt, quesinalizam 
entre endoderma e mesoderma para 
determinar a identidade regional.
Essa distribuição é essencial para a 
regionalização dos órgãos e suas 
respectivas especializações funcionais. 
Esses fatores interferem na proliferação de 
células da crista neural e mesênquima facial, 
levando à falha de fusão.
🎯 Referências
BENATI, Évelyn Raquel; TABAQUIM, Maria de Lourdes Merighi. Habilidade cognitiva motora fina 
adaptativa de crianças com fissura labiopalatina. Psicopedagogia, v. 35, n. 106, p. 35-41, abr. 2018.
MARTELLI, D. R. B. et al. Fissuras lábio palatinas não sindrômicas: relação entre o sexo e a extensão 
clínica. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 78, n. 5, 2012.
MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, Mark G. Embriologia clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016.
SADLER, Thomas W. Langman Embriologia Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 8. 
ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
ℹ Discentes: Danilo Soares, Pedro del 
Castilo, Flávio Costa, Eduardo Viana Ribeiro, 
Hoziane de Oliveira, Viviane Mouzinho, 
Kamylle Pompeu e Juliana Costa.
APG 
Subgrupo 1

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