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Educação e Sustentabilidade Ambiental Desenvolvimento sustentável e sociedade Objetivos de aprendizagem Ao término desta aula, vocês serão capazes de: • definir desenvolvimento sustentável; • inteirar-se mais profundamente dos problemas ambientais brasileiros; • refletir sobre a nossa responsabilidade sobre o meio ambiente; • saber que produzir alimentos também destrói o ambiente. Falaremos agora sobre desenvolvimento sustentável e sociedade, mostrando a exploração destrutiva do homem desde os tempos da colonização e a nossa responsabilidade de ajudar a frear tudo isso. Bons estudos! 02Aula 13 1- A pilhagem do planeta 2- Uso adequado da terra 1- A pilhagem do planeta A situação do planeta chegou a um ponto crítico. E o que fazer para não piorar ainda mais? Parar tudo e voltar à idade da pedra, nem pensar. O homem não abre mão do conforto e do bem-estar conquistados com o desenvolvimento tecnológico, automóvel, celular, computador, automação, aviões, materiais sintéticos, televisão, rádio, robô, satélite, fax, disco a laser (CD), internet, fora os grandes avanços na área da saúde. Após a revolução industrial, no século XVIII, a humanidade experimentou um progresso geométrico, atingindo a era pós- moderna em apenas duzentos anos ( Disponível em: http:// www.docstoc.com/docs/5856040/Tecnologia-e-sociedade. Acesso em: 09 set. 2012). Esse salto de modernidade, porém, custou caro, “a pilhagem foi espetacular”, diz o antropólogo mexicano Guillermo Foladori (2001, p. 110): Centenas de milhares animais foram caçados para se obter deles as peles (martas, castores, lobos, lontras, ursos, focas, leões marinhos, lobos-marinhos, ursos polares, crocodilos, leopardos, tigres, etc.); outros, pela carne (búfalos, bisontes, peixes-boi, tartarugas, etc.), pelo marfim (elefantes, leões-marinhos), pelas plumas de diversas aves, pelos chifres (rinocerontes, etc.), pelo azeite (baleias, leões- marinhos, elefantes marinhos), ou outras partes do corpo (barbatanas de baleias, espermacete de cachalotes); outros desapareceram porque seus habitats foram transformados, ou foram caçados sistematicamente porque eram praga para os cultivos, como foi o caso de numerosas espécies de pássaros. As madeiras preciosas, demandadas pela rápida urbanização e pela indústria naval, foram saqueadas das selvas mais acessíveis às metrópoles industriais, e os minerais sofreram um novo embate da civilização. A tecnologia pode salvar, como já comprovamos em diversas situações; por outro lado, pode também destruir, devido ao seu alto poder de devastar os recursos naturais que a Terra levou bilhões de anos para elaborar. A tecnologia pode salvar o homem das doenças e da fome, abreviar seu sofrimento, substitui- lo nas árduas tarefas, garantir-lhe melhor qualidade de vida. Mas pode também acelerar a destruição da vida na terra, desequilibrar os ecossistemas pelo uso desordenado dos recursos naturais, pelo excesso de produção e pelo desperdício de energia. Seções de estudo A técnica resolve uma situação, mas acaba criando outros complicadores, derivados da própria resolução. Os efeitos inesperados (e muitas vezes perversos) da técnica podem ser mais bem identificados no caso das doenças. A descoberta de drogas pode facilitar a sobrevida dos seres humanos em relação a bactérias ou vírus, mas não impede o surgimento de outros mais resistentes e até invulneráveis, como é o caso do vírus da Aids. Não se sabe até que ponto o surgimento desses microrganismos resistentes deve-se ao efeito de um combate mal dirigido (Disponível em: http://www.docstoc.com/docs/5856040/ Tecnologia-e-sociedade. Acesso em: 09 set. 2012). A formação colonial de alguns países, entre eles o Brasil, já é em si um fator de destruição ambiental, tendo em vista que a natureza do colonizador é conquistar espaço e explorar as riquezas do solo: O Brasil teve por berço uma formação colonial, e isso significa que a motivação da conquista de espaços está na gênese do País. A apropriação de novos lugares, com suas populações, riquezas e recursos naturais, era o móvel básico da colonização. Isso imprime uma marca na sociedade gestada na colônia, uma sociedade que tinha na conquista territorial um forte elemento de identidade. Assim, uma ótica dilapidadora comanda o processo de instalação do colonizador, a qual se expressa num padrão extensivo (do ponto de vista do espaço) e intensivo (do ponto de vista dos recursos naturais) de uso do solo (Moraes, 2005, p.13). De acordo com o autor, a colonização europeia se processou de forma espoliativa, com a exploração intensa dos recursos naturais das colônias: Com raras exceções o europeu estabeleceu nas terras ibero-americanas um “sentido de colonização” essencialmente espoliativo, criando “colônias de exploração”, onde o atrativo do assentamento era a existência de recursos naturais valiosos, apropriados num ritmo intensivo. O móvel geral do processo era a transferência de riquezas naturais depositada nas colônias para alimentar a economia metropolitana. O território colonial é visto como um espaço a se ganhar [...]. Mesmo com [...] a emancipação política [...] as elites permanecem pensando seus países como espaços a se ganhar [...] (Moraes, 2005, p. 36-37). O autor prossegue afirmando que “do ponto de vista da Geografia, tem-se um padrão de ocupação predador e extensivo, que em um ritmo intenso tenta sugar – no limite da tecnologia disponível - os lugares incorporados ao sistema”. Segundo ele, 14Educação e Sustentabilidade Ambiental Na medida em que o centro dinâmico do processo é externo estabelece-se um fluxo desigual com a contínua drenagem do excedente produzido na colônia. [...] Assim, o padrão colonial latino-americano de valorização do espaço implicou um gradativo empobrecimento relativo dos territórios onde se instalou, uma destruição da riqueza natural, sem uma agregação de valor ao solo, compatível com a riqueza retirada. [...] a noção de conquista expressa-se num avanço territorial extensivo e dilapidador, de baixa produtividade geralmente e preso à perspectiva do retorno a curto prazo. Age-se como se o fundo territorial fosse inesgotável [...]. O padrão colonial de valorização do espaço não muda (em linhas gerais) com a independência nacional dos vários países, [...] mas se redefine [...] (Moraes, 2005, p. 36-38). Adotar um sistema de desenvolvimento menos agressivo ao meio ambiente, o chamado desenvolvimento sustentável. Vejam o que sugere Stephen Hawking: Para Refletir O físico inglês Stephen Hawking, recentemente aconselhou a humanidade a abandonar a Terra e ir para o espaço se não quiser desaparecer até o próximo século. “Avançamos muito nos últimos 100 anos. Se quisermos ir além nos próximos 100, o futuro é o espaço” (Hawking, VEJA, 18 ago. 2010, p. 61). Há quase 60 anos alguns segmentos revelavam certa inquietação relacionada ao meio ambiente, manifestada durante a Conferência sobre Biosfera, realizada em Paris, em 1968, e na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, ocorrida em Estocolmo, em 1972. Segundo Andrade et al. (2000, p. 2), a primeira conferência “marcou o despertar de uma consciência ecológica mundial” e a segunda “veio colocar a questão ambiental nas agendas oficiais internacionais”, sendo “a primeira vez que representantes de governos se uniram para discutir a necessidade de tomar medidas efetivas de controle dos fatores que causam degradação ambiental”: Nesse evento, popularizou-se a frase da então primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi: “A pobreza é a maior das poluições”. Foi nesse contexto que os países do sul afirmaram que a solução da poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientar o desenvolvimento para preservar o meio ambiente e os recursos não renováveis (Andrade et al., 2000, p. 2). Vinte anos após a Conferência de Estocolmo, aconteceu a Rio 92, em 1992, no Rio de Janeiro, que resultou na “Carta da Terra (rebatizadade Declaração do Rio) e a Agenda 21”, informa Andrade et al. (2000, p.2). Segundo ele, “a Declaração do Rio visa a ‘estabelecer acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de ecologia e desenvolvimento’” (2000, p. 2). A Agenda 21 dedica-se aos problemas da atualidade e almeja preparar o mundo para os desafios [...]. Ela reflete o consenso global e o compromisso político em seu mais alto nível, objetivando o desenvolvimento e o compromisso ambiental. No entanto, para a implantação bem sucedida da Agenda 21, é necessário o engajamento e responsabilidade dos governos. [...] tem por objetivo colocar em prática programas para frear o processo de degradação ambiental e transformar em realidade os princípios da Declaração do Rio (Andrade et al., 2000, p. 2). Saber Mais Gente, mas não dá para falar em desenvolvimento sustentável sem preservação ambiental. Conceito criado no final do século passado, o desenvolvimento sustentável preconiza a exploração racional do solo e dos recursos naturais, o respeito ao meio ambiente e qualidade de vida para as pessoas. É um tipo de desenvolvimento econômico bem diferente daquele praticado até agora, em que se prioriza o crescimento, mesmo que isso signifique o esgotamento da matéria-prima existente na natureza e o sacrifício do homem. Observe que países emergentes como China e Índia, que registram altos índices de crescimento anual estão poluindo e consumindo recursos naturais exageradamente e, mesmo assim, boa parte da população não partilha dos benefícios gerados por essa explosão econômica, vivendo com baixos salários e em condições precárias, praticamente na miséria. Esse tipo de problema ocorre porque está havendo apenas crescimento econômico, sem distribuição de renda, ao contrário de desenvolvimento econômico, que prioriza também o cidadão, proporcionando-lhe os benefícios do crescimento da economia, aliado à conservação ambiental. Desenvolvimento sustentável é bem diferente daquilo que estamos acostumados a assistir hoje: é socialmente justo, isto é, proporciona qualidade de vida às pessoas; ambientalmente correto, porque conserva a natureza, e ainda dá lucro. O texto de Marina Ceccato Mendes, a seguir, resume de maneira clara e simples o que é desenvolvimento sustentável, tido como a base para o desenvolvimento econômico, sistema este que difere de crescimento econômico, como bem explica a autora. Prestem bem atenção nas definições de crescimento econômico e desenvolvimento econômico para que vocês consigam distinguir um do outro quando ouvirem falar do assunto, que faz parte da vida de cada um. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Marina Ceccato Mendes Você já parou para pensar no que significa a palavra “progresso”? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter 15 toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada? Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas ideias. E o Desenvolvimento Sustentável? O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia a dia. Diante desta constatação, surge a ideia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fi m da pobreza no mundo. As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: “A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades”. Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável? Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável, que pode ser definido como: “equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social”. Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta. O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas: • A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc); • A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver); • A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal); • A preservação dos recursos naturais (água, ar, etc); • A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas como, por exemplo, os índios); • A efetivação dos programas educativos. Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população. E daí, gente, gostaram do texto? Fácil, né? E bastante esclarecedor! 2- Uso adequado da terra Considerando que o Brasil é o país do agronegócio e que o solo é a nossa maior riqueza, pois extraímos dele tudo que precisamos para viver neste planeta, podemos assim entender sua importância. A produção de alimentos, incluindo os de origem vegetal e animal, exige muito desse solo, e, por isso, a agricultura e a pecuária precisam ser conduzidas de maneira sustentável, prática essa que contribui também para a saúde dos rios e dos mananciais de água em geral: O uso adequado da terra é o primeiro passo em direção à preservação do recurso natural solos, e à agricultura correta e sustentável. Para isso, deve-se empregar cada parcela de terra de acordo com a sua aptidão, capacidade de sustentação e produtividade econômica,de tal forma que os recursos naturais sejam colocados à disposição do homem para seu melhor uso e benefício, ao mesmo tempo em que são preservados para as gerações futuras (Lepsch et al., 1991 apud Santos; Câmara, 2002). A agricultura e a pecuária são altamente impactantes porque exigem o desmatamento de grandes extensões de terra. Vejam bem, quando eliminamos uma floresta composta por vegetação variada, animais, insetos, solo com estrutura física e química equilibradas e colocamos ali uma única cultura ou pastagem, evidentemente vai alterar todo ecossistema, que inclui os seres vivos (animais e plantas) e o ambiente, solo, água, umidade relativa do ar etc. A floresta abriga várias espécies de árvores, arbustos e plantas rasteiras, insetos, aves, fungos, microrganismos, entre outros seres, vivendo no mais completo equilíbrio. A partir do momento em que isso se desfaz, fatalmente ocorre o desequilíbrio e com ele uma série de problemas resultantes dessa mudança. Insetos que antes não representavam ameaça, vivendo na floresta sem incomodar ou prejudicar ninguém, acabam migrando para as lavouras e pastagens em busca de alimento. Em muitos casos, esses insetos se tornam pragas porque seu recurso alimentar (a monocultura) é abundante. Além disso, muitos deles possuem alto índice de infestação e poder de destruição. O mesmo pode ocorrer com os fungos, vírus e bactérias, que no seu habitat natural eram inofensivos, agora se tornam altamente destrutivos quando atingem as lavouras ou mesmo as pastagens. 16Educação e Sustentabilidade Ambiental Além de desmatar, a agricultura mexe com as estruturas química e física do solo e requer a utilização de produtos químicos (fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas etc.) que poluem o ambiente, incluindo solo, água, ar e também afetam a saúde do homem e dos animais. Dependendo do sistema de manejo das culturas, pode levar ao depauperamento do solo, que perde fertilidade, passando a produzir cada vez menos. Outro problema grave enfrentado pelo solo mal cuidado são as erosões, que por sua vez comprometem os rios com o assoreamento, quando não existem matas ciliares para protegê-los: As principais causas do Assoreamento de rios, ribeirões e córregos, lagos, lagoas e nascentes estão relacionadas aos desmatamentos, tanto das matas ciliares quanto das demais coberturas vegetais que, naturalmente, protegem os solos. A exposição dos solos para práticas agrícolas, exploração agropecuária, mineração ou para ocupações urbanas, em geral acompanhadas de movimentação de terra e da impermeabilização do solo, abrem caminho para os processos erosivos e para o transporte de materiais orgânicos e inorgânicos, que são drenados até o depósito final nos leitos dos cursos d’água e dos lagos (Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/ meio-ambiente-assoreamento/. Acesso em: 09 set. 2012.). Vejam nestas fotos os estragos da erosão Disponível em: http://www.igc.usp.br/uploads/pics/geoeduamb4.jpg. Acesso em: 20 maio 2010. Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/File/ imagens/2biologia/erosao5.jpg. Acesso em: 20 maio 2010. E quanto a assoreamento, o que é isso? Assoreamento é a obstrução, por sedimentos, areia ou detritos quaisquer, de um estuário, rio, ou canal. Pode ser causador de redução da correnteza. No Brasil é uma das causas de morte de rios, devido à redução de profundidade. Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam solos e rochas formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento. O assoreamento é um fenômeno muito antigo e existe há tanto tempo quanto existem os mares e rios do planeta, e este processo já encheu o fundo dos oceanos em milhões de metros cúbicos de sedimentos. Porém o homem vem acelerando este antigo processo por meio dos desmatamentos, que expõe as áreas à erosão, a construção de favelas em encostas que, além de desmatar, tem a erosão acelerada devido à declividade do terreno, as técnicas agrícolas inadequadas, quando se promovem desmatamentos extensivos para dar lugar a áreas plantadas, a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem com seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento superficial e das grandes emissões gasosas. O assoreamento não chega a estagnar um rio, mas pode mudar drasticamente seu rumo. O assoreamento pode acabar com lagos. A deposição de sedimentos em reservatórios é um grande problema no Brasil, pois a maioria da energia consumida vem de usinas hidroelétricas. No caso da Usina hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, foi calculado em 400 anos o tempo necessário para o assoreamento total do reservatório da barragem. Apesar de não “matar” os rios, o assoreamento pode aumentar o nível de terra submersa e ajuda a aumentar os níveis das enchentes. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Assoreamento. Acesso em: 28 maio 2010. Viram só? Não é à toa que há tantos desabamentos e enchentes nas épocas de chuva. É gente, vocês perceberam o quanto o homem interfere no seu meio, mesmo que seja somente para atender às suas necessidades básicas de alimento e moradia? A demanda por alimento, por exemplo, aumenta cada vez mais à medida que se eleva o crescimento demográfico. As previsões indicam que em 2025 a população do planeta será de 8,5 bilhões de habitantes. E se hoje, com mais de 7 bilhões de habitantes, quase a metade vive na miséria e muitos ainda morrem de fome, o que dizer daqui a menos de duas décadas, quando chegaremos a 8,5 bilhões? Alguns analistas discordam desse número sob o argumento de que a taxa de natalidade vem caindo. Mas, por outro lado, vive-se mais hoje em dia, graças aos avanços da ciência. No entanto, mesmo que o índice de crescimento demográfico seja menor, ainda sobra muita gente no planeta, e a maior parte desse contingente se concentra nos países pobres, com pouca ou nenhuma infraestrutura. O desafio é: como dispor de água, comida, moradia, vestuário, saúde, educação, transporte, tecnologia e outros bens de consumo para tanta gente? Teremos que desmatar o resto de floresta que ainda existe? São questões que desafiam a ciência, no sentido multi e interdisciplinar. No setor de produção de alimentos, por exemplo, existem alternativas que podem contribuir 17 muito, como o desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitem o aumento da produtividade, ou seja, elevar a produção de alimentos utilizando o mesmo espaço ocupado hoje, sem incorporar novas áreas ao processo produtivo. Incessantemente, as instituições de pesquisa procuram aprimorar as tecnologias que proporcionam meios de produzir mais, sem causar tantos prejuízos ao meio ambiente. Algumas já desenvolvidas são o sistema de plantio direto, o manejo integrado de pragas e doenças, a rotação de culturas, o plantio em nível, o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e resistentes a pragas e doenças e, mais recentemente, o sistema agroflorestal. São alternativas que causam menos impacto ambiental na tentativa de proteger o solo e os demais recursos naturais da exaustão. Vamos explicar resumidamente o que vem a ser cada uma delas, por sinal, já bem difundidas no setor agropecuário. PLANTIO DIRETO É um sistema de cultivo que não remove o solo. Uma cultura é semeada em cima da palhada da cultura anterior. Com isso, não se agride tanto a terra com a movimentação de grades e arados, além de protegê-la do sol e do impacto da chuva. Nesse sistema, a planta fica mais resistente aos períodos de seca porque a palhada conserva a umidade do solo. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DOENÇAS O manejo integrado de pragas e doenças contribui para reduzir o número de aplicações de produtos químicos nas lavouras. Quando ocorre infestação de uma praga ou doença, a lavoura é monitoradaa fim de se verificar o nível de dano causado. A aplicação só ocorre quando realmente houver necessidade, ou seja, quando a praga ou a doença puderem comprometer a lavoura. ROTAÇÃO DE CULTURA A monocultura é o cultivo intensivo de um único tipo de lavoura a cada safra como, por exemplo, o que acontece em Mato Grosso do Sul, onde nas regiões agrícolas predomina a soja no verão e o milho no inverno. A rotação de cultura inclui outras alternativas de cultivo para as safras de verão e de inverno. Essa prática ajuda a quebrar o ciclo de pragas e doenças e a manter a fertilidade do solo, já que cada planta extrai dele tipos diferentes de nutrientes. PLANTIO EM NÍVEL Deve ser utilizado quando o produtor não quiser fazer plantio direto. Esse sistema ajuda a preservar o solo evitando que a chuva leve partículas de terra e seus nutrientes para dentro dos rios, causando o chamado assoreamento. O assoreamento é o acúmulo de terra no fundo dos rios. O processo contínuo desse fenômeno vai tornando o rio cada vez mais raso, podendo levá-lo ao desaparecimento. CULTIVARES MAIS PRODUTIVAS E RESISTENTES A PRAGAS E DOENÇAS As cultivares mais produtivas contribuem para aumentar a produção, sem a necessidade de incorporar novas áreas ao processo produtivo. A resistência às pragas e doenças diminui a aplicação de defensivos, ou agrotóxicos, como preferem alguns, reduzindo o impacto ambiental causado por esses produtos. SISTEMA DE AGROFLORESTA Uma agrofloresta é formada por várias espécies de plantas cultivadas, de hábitos e ciclos de cultivo diferentes em uma mesma área. Essa associação de culturas é proposta para pequenas propriedades, por causa das várias opções de comercialização dos produtos. Esse sistema é ambientalmente interessante porque proporciona alguma diversidade local, inclusive de animais predadores que podem controlar as pragas das lavouras. Com isso, reduz-se o número de aplicações de agrotóxicos, livrando o solo, a água, o ar, o homem e os animais do excesso de veneno despejado na natureza. Além disso, proporciona uma enorme economia financeira. CONSORCIAÇÃO ENTRE AGRICULTURA E PECUÁRIA: É outra ótima alternativa de preservação do solo, já que a agricultura contribui para recuperar as áreas de pastagem degradadas pelo pisoteio dos animais, na pecuária extensiva; e as áreas ocupadas pelos animais se tornam boas para a agricultura por causa da adubação orgânica proveniente do esterco. 2.1 AGENDA 212 e os impactos na agricultura As questões que se referem à preocupação com os impactos da agricultura e da pecuária, também estão presentes no documento intitulado Agenda 21, que consiste em um plano de ação para o Século XXI, visando à sustentabilidade da vida na Terra. Em seus 40 capítulos, a Agenda 21 aborda temas que envolvem: • dimensões Econômicas e Sociais; • conservação e Manejo de Recursos Naturais; • meios de Implementação. Saber Mais A Agenda 21 estima que, para reparar os danos causados ao ambiente pelas diversas atividades humanas, serão necessários 600 bilhões de dólares. Elaborada após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco 92, e adotada por mais de 170 países, dedica boa parte de seu conteúdo ao desenvolvimento agrícola sustentável. Existem várias definições de desenvolvimento sustentável. Uma delas, a da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMAD) dá uma ideia ampla do significado desse termo: “Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que vai ao encontro das necessidades do presente sem comprometer a habilidade das futuras gerações de satisfazer as suas”. Voltando à Agenda 21, o documento esclarece que: Com o objetivo de criar condições que permitam o desenvolvimento rural e agrícola sustentável, verifica-se a necessidade de efetuar importantes ajustes nas políticas para a agricultura, o meio ambiente 18Educação e Sustentabilidade Ambiental e a macroeconomia, tanto no nível nacional como internacional, nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. O principal objetivo do desenvolvimento rural e agrícola sustentável é aumentar a produção de alimentos de forma sustentável e incrementar a segurança alimentar. Isso envolverá iniciativas na área da educação, o uso de incentivos econômicos e o desenvolvimento de tecnologias novas e apropriadas, dessa forma assegurando uma oferta estável de alimentos nutricionalmente adequados, o acesso a essas ofertas por parte dos grupos vulneráveis, paralelamente à produção para os mercados; emprego e geração de renda para reduzir a pobreza; e o manejo dos recursos naturais juntamente com a proteção do meio ambiente. Para assegurar o sustento de uma população em expansão é preciso dar prioridade à manutenção e aperfeiçoamento da capacidade das terras agrícolas de maior potencial. No entanto a conservação e a reabilitação dos recursos naturais das terras com menor potencial, com o objetivo de manter uma razão homem/terra sustentável, também são necessárias. Os principais instrumentos do desenvolvimento rural e agrícola sustentável são a reforma da política agrícola, a reforma agrária, a participação, a diversificação dos rendimentos, a conservação da terra e um melhor manejo dos insumos. O êxito do desenvolvimento rural e agrícola sustentável dependerá em ampla medida do apoio e da participação das populações rurais, dos Governos nacionais, do setor privado e da cooperação internacional, inclusive da cooperação técnica e científica. Agenda 21. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/ agenda 21/ag14.htm. Acesso em: 08 mar. 2007. Saber Mais Considerando ser o planeta Terra a nossa casa, alcançar o desenvolvimento sustentável requer a união de todos, trabalhadores, empresários, governantes, pesquisa e a população em geral, atuando de forma inter e multidisciplinar. 2.2 As organizações e o desenvolvimento sustentável As organizações se constituem em outro segmento importante que precisa se adequar ao desenvolvimento sustentável, investindo em um “gerenciamento ecológico, que é motivado por uma ética ecológica e por uma preocupação com o bem-estar das futuras gerações. Seu ponto de partida é uma mudança de valores na cultura empresarial” (Andrade et al., 2000, p. 12). O autor prossegue argumentando que: a gestão ecológica não questiona a ideologia do crescimento econômico, que é a principal força motriz das atuais políticas econômicas e, tragicamente, da destruição do ambiente global. A gestão ecológica implica o reconhecimento de que o crescimento econômico ilimitado em um planeta finito só pode levar a um desastre. Dessa forma, faz-se uma restrição ao conceito de crescimento, introduzindo-se a sustentabilidade ecológica como critério fundamental de todas as atividades de negócios (grifos nossos). Observem vocês as palavras grifadas em negrito e vejam a ênfase dada pelo autor ao problema do crescimento econômico ilimitado em um planeta finito, que é o que estamos vendo hoje, ou seja, a ordem é produzir muito e consumir muito. Porém, ao produzir muito, extraímos grande quantidade de matéria-prima que a natureza oferece em abundância, mas que não consegue repor com a mesma velocidade. E daí, o que pode acontecer? Uma hora essa fartura acaba. Vamos exemplificar. É como se você estocasse certa quantidade de alimento na despensa, suficiente para manter cinco pessoas durante um ano, cada uma comendo um quilo por dia. O problema é que essas pessoas começam a comer cada dia mais, passando para 2, 3, 4, 5 quilos por dia cada uma e ainda desperdiçam alguma coisa, jogando fora partes do alimento. E agora, a comida vai dar para um ano, ou vai terminar antes? É claro que vai acabar bem mais cedo do que se pensava; assim são os recursos naturais. Uma forma de incentivar esse crescimento econômico ilimitado a que se refere Andrade et al. (2000) é o consumismo desenfreado que tomou conta das pessoas. A vontade de consumir é tanta que pessoas com renda menordo que dois salários mínimos chegam a possuir vários cartões de crédito. E para quê? Alguns de vocês podem até concordar com isso, mas convenhamos que quanto mais cartões à mão maiores são as chances de se comprar; e a prazo, o que é pior, pagando juros altos. Os objetos tornam-se obsoletos rapidamente e logo são substituídos, aumentando o consumo de matéria- prima, energia e causando muita poluição, resultante do lixo e dos resíduos industriais. Segundo Andrade et al. (2000, p. 14), o avanço tecnológico e o desenvolvimento do conhecimento humano, por si apenas, não possuem efeitos se a qualidade da administração efetuada sobre os grupos organizados de pessoas não permitir uma aplicação efetiva desses recursos humanos. A administração, com suas novas concepções, está sendo considerada uma das principais chaves para a solução dos mais graves problemas que afligem atualmente o mundo moderno. Seja nas indústrias, no comércio, nas organizações de serviço público, nos hospitais, nas universidades, nas instituições militares ou em qualquer outra forma de empreendimento humano, a eficácia com que as pessoas trabalham em conjunto para conseguir objetivos comuns depende, principalmente da capacidade daqueles que exercem funções administrativas (grifos nossos). Adotar medidas que atentem para a questão ambiental e ecológica “é a onda do momento”, digamos assim, pois o mundo exige isso. Para Andrade et al. (2000, p. 14) [...] os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta que: a) não há conflito entre a lucratividade e a questão ambiental; b) o movimento ambientalista cresce em escala mundial; c) clientes e comunidade em geral passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente; d) a demanda e, portanto, o faturamento das empresas 19 passam a sofrer cada vez mais pressões e a depender diretamente do comportamento de consumidores que enfatizarão suas preferências por produtos e organizações ecologicamente corretas. Curiosidade Na verdade, o planeta está em nossas mãos e cabe a cada um agir em sua defesa para garantir uma sobrevida no próximo século, a fim de que não se confirme a previsão catastrófica de Stephen Hawking, “aconselhando a humanidade a abandonar a Terra, sob o risco de extinção da espécie” (Veja, 18 ago. 2010, p. 60) ao que César Augusto Gomes, conselheiro do CORECON/ES, mestre em economia pela UFPE, endossa com uma advertência: [...] se o “bicho-homem” não se transformar em “homem”, cuidando do que recebeu e provocando transformações positivas, em todos os sentidos, sem gerar desequilíbrios relevantes pela sua intervenção, este “mundão” está fadado à piora da qualidade de vida, encarecimento da sobrevida e a inviabilização parcial da sobrevida para alguns bilhões de seres menos aquinhoados (Gomes, 2 0 0 7 ,http://www. cofec o n . o r g . b r / i n d e x . p h p ? o p t i o n = c o m _ ent&task=view&id=627&Itemid=106). Conforme Gomes (2007): “[...] o desequilíbrio ambiental pode parar a economia mundial, pois depois de determinado ponto de degradação, o dispêndio monetário para a correção se torna infinanciável”(http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_ content&task=view&id=627&Itemid=106. Daí a necessidade urgente de se adotar o desenvolvimento sustentável. O autor prossegue afirmando que: o “bicho-homem” tanto fez das suas que o mundo futuro agora não está mais garantido, pois a natureza está se rebelando contra os dois séculos de desapego humano quanto à conservação das propriedades naturais das vegetações e mares. Temos, agora, palavras em voga dantes desconhecidas: aquecimento global, preservação da biodiversidade, geleiras desgelando e contribuindo para o aumento da vazão e do nível das ondas marítimas, crédito- carbono, projeções desastrosas de extensos territórios que vão virar desertos irrecuperáveis, vidas marinhas (peixes) em fragorosa queda, etc. Ou seja, estamos juntando num mesmo saco [será que de lixo?] de mazelas perpetradas por governantes insanos e por cidadãos socialmente irresponsáveis. Gomes (2007) cita um trecho de uma matéria veiculada pelo Jornal Valor Econômico (2007, p. A8) que afirma o seguinte: Saber Mais É muito provável que os gases-estufa emitidos pelas atividades humanas tenham causado a maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século XX. Muito provável signifi ca pelo menos 90% de probabilidade. No relatório anterior, de 2001, a ligação era provável com 66% de chances (Gomes, 2007, http://www.cofecon.org.br/ index.php?option=com_content&task=view&id=627&Itemid=106). Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar esse tópico, vamos recordar: Retomando a aula 1 – A pilhagem do planeta Durante séculos o planeta foi explorado de todas as maneiras, agora ele pede socorro. Precisamos atender ao seu chamado. 2 – Uso adequado do solo Não resta dúvida de que não é possível parar de produzir alimentos, mas é preciso produzir respeitando o meio ambiente. Disponível em: www.planetasustentavel.com.br. Disponível em: www.pbh.gov.br. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com. br/alfa/meio-ambiente-assoreamento/. Acesso em: 20 maio 2010. Disponível em: http://www.igc.usp.br/uploads/ pics/geoeduamb4.jpg. Acesso em: 20 maio 2010. Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/ tvpendrive/arquivos/File/imagens/2biologia/erosao5.jpg. Acesso em: 20 maio 2010. Vale a pena acessar FAJARDO, Elias. Ecologia e Cidadania [se cada um fizer a sua parte]. São Paulo: Editora Senac, 2003. FOLADORI, Guillermo. Limites do desenvolvimento sustentável. São Paulo: Imprensa Oficial, 2001. BARROS, Júlio César (editor). Panorama – Veja Essa. VEJA, ed. 2178, ano 43, nº 33, Abril: 28 ago. 2010, p. 60-61. MORAES, A. C. R. Meio ambiente e ciências humanas. 4. Ed. São Paulo: Annablume, 2005. ANDRADE, R. O. B. de; TACHIZAWA, T.; CARVALHO, A. B. de. Gestão Ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento sustentável. São Paulo: MAKRON Books, 2000. Vale a pena ler Vale a pena 20Educação e Sustentabilidade Ambiental Oceanos Vale a pena assistir Ufa, acabou. Qualquer dúvida, estou a disposição através do quadro de avisos. Até a próxima aula. Minhas anotações