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2010.05.11 - Instituições Judiciárias e Ética De acordo com o artigo 2º da Constituição Federal "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. O Poder Executivo tem como função típica a prática de atos de chefia de Estado e atos da administração, tais como, governar o povo e seus interesses públicos, além de ter como papel fazer cumprir a lei. O executivo pode assumir diferentes faces, conforme o local em que esteja instalado. No presidencialismo, o líder do poder executivo (Presidente) é escolhido pelo povo para mandatos regulares, acumulando a função de chefe de Estado (o mais alto representante público de uma nação) e chefe do Governo (exerce as funções executivas e a função de chefiar o Poder Executivo). No parlamentarismo o executivo depende do apoio direto ou indireto do parlamento para ser constituído e governar, os cargos chefe de Estado e chefe de Governo não são atribuídos a uma única pessoa como no presidencialismo. O Poder Executivo exerce funções atípicas, como, por exemplo, criar leis (Presidente da Republica pode criar uma medida provisória), função precípua do Legislativo. O Poder Legislativo tem como função precípua criar leis “legislar”, porém, exerce funções atípicas prover cargos, conceder férias e licenças aos seus funcionários, função precípua do Executivo. O Poder Judiciário tem como função precípua julgar, também conhecido como jurisdicional, porém, exerce funções atípicas, tais como, elaborar regimento interno de seus Tribunais (legislativo), conceder licença e férias ao magistrado (Executiva). O Poder Judiciário é o único que contém o poder jurisdicional de forma que não pode ele abster-se de analisar as demandas jurídicas que lhe são submetidas (art. 5, XXXV da CF/88). No entanto, pelo princípio da inércia da jurisdição, o Poder Judiciário não atua de ofício nas demandas, ou seja, deve ser provocado pelo interessado para poder intervir nas relações conflituosas. https://eueodireito.blogspot.com/2010/03/2010010201-instituicoes-judiciarias-e.html Os órgãos do Poder Judiciário são: Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: (EC Nº 45/2004) I - o Supremo Tribunal Federal; I-A - O Conselho Nacional de justiça; II - o Superior Tribunal de Justiça; III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI - os Tribunais e Juízes Militares; VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. § 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal. § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. Órgãos que não fazem parte do Poder Judiciário 1. Tribunal Marítimo 2. Tribunal de Contas da União TCU (Está administrativamente enquadrado no Poder Legislativo). Pela constituição, o título Desembargador é conferido aos juízes do Tribunal de Justiça. Os demais Tribunais de 2º instância o título conferido é apenas de Juiz. Ao juiz do Tribunal Superior é conferido o título de Ministro. Justiça Comum e Justiça Especial A doutrina costuma fazer distinção entre os órgãos do Poder Judiciário dividindo-os entre justiça comum ou ordinária e justiça especial ou especializada. A justiça especial é composta pela justiça militar, eleitoral e trabalhista. A justiça comum é composta pela justiça estadual, civil, família e criminal. “O Supremo Tribunal Federal sobrepõe todas as justiças e tribunais, portanto, não se enquadra na justiça comum e federal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) compõe a justiça comum. Tudo que é comum ou ordinário é a regra. Temos as situações especiais... Então começamos por elas, pois o que sobra é o comum ou ordinário. Nosso ordenamento jurídico considera como Justiças Especiais: Justiça do Trabalho; Justiça Eleitoral; Justiça Militar. Cada uma dessas justiças têm o Tribunal respectivo, com regras próprias, órgãos de corregedoria, organização judiciária própria etc. TRT (Tribunal Regional do Trabalho); TST (Trib. Superior do Trabalho), Do mesmo modo temos: TRE; TSE ... O resto é denominado Justiça Comum, com matéria residual. Ou seja, não sendo matéria trabalhista, militar ou eleitoral, é Justiça Comum. Contudo, dentro da chamada Justiça comum, temos ainda uma classificação em Justiça Estadual e Federal. A competência da Justiça Federal está prevista na Constituição Federal, art. 109. O que não constar lá é matéria de Justiça Estadual (matérias cíveis e criminais). Daí vem as especializações das varas cíveis nas capitais (família, vara de sucessões, vara de infância e juventude etc. Para a Justiça estadual temos o Tribunal de justiça e, em alguns estados. Tudo com organização judiciária própria. Para a Justiça federal, temos o TRF (Tribunal Regional Federal)” Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090428171510AANqV0c “Vara de Justiça comum é aquela que trata de Direitos Civil e Criminal, nas esferas estadual e federal. Varas de Justiça especializada são 3, sempre no âmbito federal: Trabalhista, Militar e Eleitoral.” Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090428170701AA03c85 Detalhes dos órgãos do Poder Judiciário 1. Superior Tribunal Federal O Supremo Tribunal Federal (STF) é o guardião da Constituição Federal. Compete-lhe, dentre outras tarefas, julgar as causas em que esteja em jogo uma alegada violação da Constituição Federal, o que ele faz ao apreciar uma ação direta de inconstitucionalidade ou um recurso contra decisão que, alegadamente, violou dispositivo da Constituição. O STF é composto por onze ministros, aprovados pelo Senado Federal e nomeados pelo Presidente da República, dentre cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e de reputação ilibada. http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090428171510AANqV0c http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090428170701AA03c85 2. Conselho Nacional de Justiça O Conselho Nacional de Justiça foi criado pela emenda constitucional nº 45, de 30 de dezembro de 2004[1] e instalado em 14 de junho de 2005,[2] com a função de controlar a atuação administrativa e financeira dos órgãos do Poder Judiciário brasileiro. Também é encarregado da supervisão do desempenho funcional dos juízes. 3. Superior Tribunal de Justiça O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é o guardião da uniformidade da interpretação das leis federais. Desempenha esta tarefa ao julgar as causas, decididas pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos estados, do Distrito Federal e dos territórios, que contrariem lei federal ou deem a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro Tribunal. O STJ compõe-se de 33 ministros, nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada (depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal) sendo um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça e outro terço alternadamente em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios. 4. Justiça Federal A Justiça Federal julga, dentre outras, as causas em que forem parte a União, autarquia ou empresa pública federal. Dentre outros assuntos de sua competência, os TRFs decidem em grau de recurso as causas apreciadas em primeira instância pelos Juízes Federais. 5. Justiça do Trabalho Os órgãos da Justiça do Trabalhosão o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os juízes do Trabalho. Compete a Justiça do Trabalho processar e julgar as causas oriundas das relações de trabalho regidos pela CLT (Consolidação das leis do trabalho) que foi criada através do Decreto-Lei nº 5452 em 1 de maio de 1943 . Os Juízes do Trabalho formam a primeira instância da Justiça do Trabalho e suas decisões são apreciadas em grau de recurso pelos TRTs. O TST, dentre outras atribuições, zela pela uniformidade das decisões da Justiça do Trabalho. Em 31 de dezembro de 2004, sua competência foi ampliada, passando a processar e julgar toda e qualquer causa decorrente das relações de trabalho, o que inclui os litígios envolvendo os sindicatos de trabalhadores, sindicatos de empregadores, análise das penalidades administrativas impostas pelos órgãos do governo incumbidos da fiscalização do trabalho e direito de greve. Recebe anualmente cerca de 2,4 milhões de processos trabalhistas. 6. Justiça Eleitoral São órgãos da Justiça Eleitoral o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), os Juízes Eleitorais e as Juntas Eleitorais. Compete a Justiça Eleitoral julgar as causas relativas à legislação eleitoral. Os TREs decidem em grau de recurso as causas apreciadas em primeira instância pelos Juízes Eleitorais. O TSE, dentre outras atribuições, zela pela uniformidade das decisões da Justiça Eleitoral. A Justiça Eleitoral desempenha, ademais, um papel administrativo, de organização e normatização das eleições no Brasil. A composição da Justiça Eleitoral é sui generis (peculiar, especial), pois seus integrantes são escolhidos dentre juízes de outros órgãos judiciais brasileiros (inclusive estaduais) e servem por tempo determinado. Processo eleitoral: alistamento eleitoral, mudança de domicílio, criação de partidos políticos, campanha eleitoral, registro de candidatura, apuração das eleições, diplomação dos eleitos. Esta justiça é muito ágil, normalmente feita em horas. Durante as eleições a justiça tem que estar a disposição 24 horas. Não existe concurso para o Juiz eleitoral. O juiz eleitoral da 1º instância vem da Justiça do Direito (juiz estadual). A policia militar civil é julgada por outra Justiça, ou seja, não é julgada pela Justiça Militar. Quando um processo é instaurado na Justiça Militar (1º instância), se o processo for recorrido, ele será julgado pelo Superior Tribunal Militar, no caso do exército, marinha, aeronáutica, ou seja, não passa pelo Tribunal de Justiça Militar. No caso da polícia militar, se o estado tiver mais 20.000 efetivos, o processo é julgado em 2º instância pelo Tribunal Superior, se o efetivo for inferior a 20.000 então é julgado pela Justiça do Direito. Exemplo: Se o militar briga no quartel, é julgado pela Justiça Militar, se briga com o vizinho, é julgado pela justiça comum (JD). 2010.05.11 - Instituições Judiciárias e Ética