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M Ó D U L O I 
COMANDOS 
ELÉTRICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
COMANDOS ELÉTRICOS 04 
PRINCIPAIS SIMBOLOGIAS DOS 
COMANDOS ELÉTRICOS 05 
Botoeiras 05 
Contatores 06 
Disjuntor 06 
Fusíveis 07 
Sinaleiros 07 
Relés 08 
DISPOSITIVOS DE COMANDO, 
SINALIZAÇÃO E AUXILIARES 09 
Botoeiras 09 
Contato de Selo 22 
Relés 26 
Contatores 36 
Sinalizador 39 
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO 41 
Fusíveis 41 
Disjuntores 50 
PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE 
UTILIZAÇÃO DE DISJUNTOS EM 
UMA INSTALAÇÃO DOMÉSTICA 65 
RELÉ TÉRMICO 68 
COMANDOS ELÉTRICOS 
 
A eletricidade é a principal responsável pelo 
nosso modo de vida, desde a comunicação à 
distância, desenvolvimento das indústrias e o 
surgimento da internet. O seu estudo é 
dividido geralmente em 4 áreas: geração, 
transmissão, distribuição e consumo. 
 
Os comandos elétricos utilizam a energia, 
para transformá-la em parte de um produto, 
sendo sua principal função o acionamento de 
máquinas e equipamentos elétricos, como os 
motores por exemplo, que são bastante 
comuns em indústrias. 
 
Outros exemplos comuns de comandos 
elétricos são os utilizados em: elevadores, 
tornos, fresas, esteiras rolantes dentre outros. 
 
Circuito de cargas: Esse circuito pode ser 
monofásico, bifásico ou trifásico, onde as 
cargas elétricas utilizadas é sua potência 
total. 
 
Circuito de comandos: O circuito de 
comandos ou de controle é onde os 
dispositivos de acionamento e sinalização 
são encontrados, ele possui uma 
combinação de elementos que executam o 
acionamento das cargas e sinaleiros. 
 
04 
PRINCIPAIS SIMBOLOGIAS 
DOS COMANDOS ELÉTRICOS 
Os comandos elétricos mais comuns são feitos 
por um circuito de força, que pode ser 
monofásico, bifásico ou trifásico e um circuito 
de comando, onde fica o acionamento dos 
dispositivos de sinalização. 
 
É com o acionamento através dos comandos 
elétricos que as máquinas elétricas conseguem 
funcionar normalmente. 
 
Botoeiras: 
 
As botoeiras funcionam interrompendo ou 
permitindo a passagem da energia elétrica a 
partir do momento que ela for acionada. 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05 
Contatores: 
 
O contator é um dos principais componentes 
do comando elétrico, e sua função é controlar a 
passagem de altas correntes, possuindo as 
configurações de contatos NA (Normalmente 
Aberto) e NF (Normalmente Fechado). 
Existem dois tipos: contatos de potência ou 
carga e contatos auxiliares ou de comando. 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disjuntor: 
 
São utilizados para proteção dos circuitos de 
carga e comando. Eles possuem sistemas de 
proteção e manobra que liga e desliga o 
circuito em um único equipamento, protegendo 
o circuito elétrico contra curto-circuito e 
sobrecarga. 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
06 
Fusíveis: 
 
Os fusíveis estão presentes nas instalações 
elétricas de estabelecimentos, automóveis e 
residências. A função deste componente é a de 
proteção do circuito contra curtos-circuitos. 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sinaleiros: 
 
O sinaleiro é utilizado para sinalizar e indicar 
o estado do circuito elétrico. Funciona quase 
com dependência mútua da botoeira. 
 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
07 
Relés: 
 
Os relés funcionam como chaves de comando, 
que em função da sua alimentação na entrada, 
podem alterar os circuitos ligados na sua 
saída. Existem vários tipos de relés: relé 
temporizador, relé térmico e o relé de falta de 
fase. 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
Relé Temporizador ON/OFF DELAY 
 
 
 
 
Símbolo Literal 
 
 
 
 
Símbolo Gráfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
08 
DISPOSITIVOS DE COMANDO, 
SINALIZAÇÃO E AUXILIARES 
BOTOEIRAS 
 
Chamadas também de forma genérica como 
botão de comando, se a função da botoeira for 
ligar, quando ela for acionada e o circuito 
estiver desligado, ela irá ligar, caso a sua 
função seja desligar, o circuito será desligado 
após o seu acionamento. 
 
Ela funciona através de pulsos. Isso significa 
que enquanto não é acionada, a botoeira 
funciona como um circuito aberto ou um 
circuito fechado, respectivamente, mudando 
seu estado enquanto o quando o botão é 
pressionado. 
09 
Em algumas se encontra presente um 
dispositivo de retorno por mola que após ser 
acionado retorna para a posição original 
(botões pulsadores). 
 
Existem botoeiras com diferentes modelos, 
dentre eles: 
 
Botoeiras com contatos NA (Normalmente 
Aberto) ou NF (Normalmente Fechado); 
Botoeiras com retenção ou sem retenção; 
Botoeiras liga/desliga conjugado; 
Botoeiras cogumelo ou botão de 
emergência; 
Botoeiras com chave; 
Os contatos de selo. 
Símbolos Gráfico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Botoeira NA 
 
 
 
Botoeira NA com 
retorno de mola 
 
 
 
 
 
 
 
Botoeira NF 
 
 
Botoeira NF com 
retorno de mola 
10 
Modelos de Botoeiras 
Botoeira com retenção 
 
 
 
 
 
 
 
 
Essa botoeira quando é apertada não tem o 
retorno para a posição inicial. Para voltar ao 
estado inicial deve-se pressioná-lo novamente, 
ou apertar um segundo botão que destrava o 
primeiro. 
 
Uma desvantagem do seu uso é que, no caso 
de falta de energia no momento que o circuito 
estiver em funcionamento, o botão 
permanecerá na posição ligado. 
 
 
11 
Com isso, quando houver o restabelecimento 
da energia, o circuito irá voltar a funcionar 
automaticamente. 
 
Portanto, se um relé de proteção atuar 
desligando o circuito que possua esse tipo de 
botão, ao corrigir a falha, o funcionamento do 
circuito se restabelecerá. 
 
Podendo causar prejuízos no funcionamento 
interno de algum componente de proteção ou 
até trazer risco aos trabalhadores que operam 
neste sistema ou máquina. 
Botoeira sem retenção 
 
 
 
 
 
Conhecido também como botão pulsante, é o 
modelo mais utilizado. É usado para enviar um 
pulso de comando para algum componente da 
máquina ou equipamento. 
 
Quando este botão é usado em comandos 
analógicos deve ser ligado através de um 
contato de selo. Caso não seja, o seu 
funcionamento será temporário. 
 
Este modelo é usado pela segurança 
proporcionada por ele em caso de falta de 
energia elétrica. Pois o contato de selo do seu 
circuito é desligado com a falta de energia, 
sendo possível sua religação apenas se 
acionado novamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
Botoeira com Chave 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funciona como uma botoeira de emergência, 
nesta botoeira é necessário que uma chave 
destrave o sistema para ocorrer o retorno dos 
contatos à posição inicial. 
 
14 
Botoeira Cogumelo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
É um botão de emergência, que é utilizado 
para desligar o comando em caso de algum 
sinistro como por exemplo, incêndio, acidente, 
pane elétrica, dentre outros. 
 
Esse botão contém algumas características 
importantes: primeiramente a sua cor, e 
segundo é necessário que seu acesso seja fácil, 
desobstruído e seguro, de forma com que 
qualquer pessoa possa acionar. 
 
Este botão funciona por pressão, possuindo 
uma trava com retenção. 
 
Para que este botão retorne à posição inicial é 
necessário girar o botão de modo a promover o 
destravamento, isso possibilita que o 
dispositivo seja mais seguro evitando 
manobras de religamento acidental. 
 
Geralmente seus contatos de proteção são NF, 
utilizados para desligar o circuito e NA, para 
sinalizar a condição de emergência. 
 
 
 
 
 
 
 
16 
Botoeira Liga e Desliga 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Possui dois atuadores de botão sem retenção 
em apenas um cabeçote. 
 
Em sua ligação é normalmente usados um 
contato de selo para que o circuito permaneça 
ligado. 
 
Esse modelo possui ambos acionamentos no 
mesmo botão onde os contatos são divididos, 
um ladopossuindo o botão liga na cor verde e 
o outro lado possuindo o botão desliga na cor 
vermelha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
Cores de Botões 
As cores das botoeiras têm uma função para a 
segurança dos profissionais que manipulam 
máquinas e equipamentos elétricos. 
 
As normas NR26 e NR12 padronizaram as 
cores de trabalho, onde o profissional 
identifica o fluxo de funcionamento de uma 
máquina ou sistema observando as cores dos 
botões. 
 
Verde: Arranque, ligar e partida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preto: Arranque, ligar e partida. 
 
 
Vermelho: Parar, desligar e botão de 
emergência. 
 
 
Amarelo: Inverter sentido, cancelar 
operação, eliminar condição perigosa. 
 
 
Azul: Qualquer função que não as anteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
Branco: Qualquer função que não as 
anteriores. 
19 
https://www.mundodaeletrica.com.br/normas-abnt-para-eletricistas-quais-sao-quando-usar/
Partes das Botoeiras 
Existem vários tipos de botões de comando, 
que são compostos por um elemento frontal de 
comando (cabeçote) e o bloco de contatos. 
 
A grande maioria das botoeiras utilizam o 
princípio de montagem modular, onde há 
possibilidade de adaptar vários blocos de 
contato no cabeçote do botão do comando 
elétrico. Este princípio de montagem de 
contatos no cabeçote é denominado blocos de 
contatos intercambiáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabeçote 
 
 
 
 
Bloco de Contato 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
Bloco de contato: é um elemento constituído 
por um corpo isolante, contatos móveis, 
contatos fixos e bornes para conexão. 
 
Corpo Isolante: O corpo isolante serve para 
envolver os contatos e sustentar os bornes 
para a conexão. Ele é feito de um material 
termoplástico isolante com boa resistência 
mecânica. 
Contatos: Os contatos são os elementos 
responsáveis pela continuidade da corrente 
elétrica do circuito, são normalmente em 
forma de pastilha de liga de prata, tanto nas 
partes fixas como nas partes móveis. 
Isso garante uma alta capacidade de ruptura 
do arco elétrico, o que acarreta uma vida mais 
longa para os contatos. 
 
Bornes para conexão: Os bornes para a 
conexão são elementos que estabelecem a 
ligação dos condutores nos contatos fixos. 
 
A fixação dos cabos através de bornes de 
conexão são por parafuso ou através de 
pressão, que dispensa o uso de chaves de 
aperto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
Contato de Selo 
 
 
 
 
 
Contato normalmente 
aberto (NA) 
 
 
Contato normalmente 
fechado (Nf) 
 
 
 
 
 
Contato normalmente 
aberto (NA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
O contato de selo basicamente é usado para 
intertravamento das botoeiras com retenção, 
através da auto-alimentação do contator no 
comando elétrico. 
 
O contato de selo é executado nos contatos 
auxiliares do contator. Esses contatos abertos 
(NA) são utilizados para manter a alimentação 
do comando, mesmo depois que a botoeira 
voltar para a sua posição original. 
 
Pode ser usando também nos contatos 
auxiliares do contator, sendo denominado de 
intertravamento elétrico. 
 
Quando você impede o segundo contator de 
funcionar através dos contatos auxiliares, isso 
faz com que um dos contatores não funcione 
enquanto o outro estiver acionado. 
 
Este intertravamento é chamado também de 
intertravamento magnético, mas há também o 
intertravamento mecânico, que é feito por uma 
peça que acopla os dois contatores. 
 
O contato de selo mantém o comando ligado, 
ou seja, ao acionar uma botoeira sem retenção, 
ao soltar o dedo do botão ela voltará para a 
posição original e interrompendo o seu 
acionamento. 
 
 
 
 
 
 
23 
https://www.mundodaeletrica.com.br/botoeiras-tipos-e-aplicacoes/
Ele possui uma proteção que se tornou uma 
grande vantagem em comparação com estas 
outras botoeiras e chaves seletoras. 
 
Quando a chave seletora é acionada, ela se 
mantém ligada até realizarem o seu 
desligamento, mesmo que acabe a energia. 
Assim quando a energia voltar, a chave 
seletora continua na sua posição e deixará a 
energia passar pela máquina ou equipamento, 
ligando-a novamente. 
 
Contudo o contato de selo não deixará isso 
acontecer, pois o contato que faz a “auto- 
alimentação” é um contato normalmente 
aberto e só é fechado pela atração magnética 
da bobina elétrica do contator. 
 
Portanto, se acontecer uma queda de energia o 
contato voltará para a sua posição aberta, 
precisando de um novo pulso na botoeira (NA) 
para realizar novamente a sua função como 
contato de selo. 
 
O elemento de acionamento que é conectado 
aos contatos pode receber os seguintes nomes: 
cabeçote, atuador ou elemento frontal. É 
através do elemento frontal da botoeira que 
um operador manipula e comanda uma 
máquina ou sistema elétrico. 
 
 
 
 
 
 
24 
https://www.mundodaeletrica.com/bonina-eletrica-como-funciona-como-testar/
Tipos de contatos 
Cada bloco de contato pode possuir três tipos 
de contatos: 
 
Contatos NA (português) ou NO (inglês): 
Estes contatos ficam em repouso na 
posição aberta, o que impede a passagem 
de corrente elétrica. Quando são acionados 
se fecham, permitindo a passagem de 
corrente elétrica. 
 
Contatos NF (português) ou NC (inglês): 
No estado de repouso, estes contatos ficam 
na posição fechada, o que permite a 
passagem de corrente elétrica. Quando 
acionados se abrem, impedindo a 
passagem de corrente elétrica. 
 
Contatos Comutadores: Possuem um 
contato comum em um lado e no lado 
oposto dois contatos de saída, um NA e 
outro NF. Permitindo uma comutação 
entres as duas saídas, selecionando linhas 
de comandos distintas em um circuito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
RELÉS 
 
 
 
Relé é um interruptor eletromecânico, que 
funciona quando uma corrente circula pela 
bobina, e gera um campo eletromagnético que 
atrai uma série de contatos, estes contatos 
fecham ou abrem os circuitos. 
 
Ao interromper a corrente elétrica que passa 
pelas bobinas o campo eletromagnético 
também é interrompido, com isso, os contatos 
voltam para suas posições originais. 
As partes básicas que o compõe os relés são: 
Eletroímã ou bobina: que é um fio de 
cobre que envolve um núcleo de ferro, 
oferecendo um caminho de baixa 
relutância para o fluxo magnético; 
 
 
 
 
 
26 
Armadura fixa: atua como suporte; 
Armadura móvel: desloca devido a atração 
do campo eletromagnético induzido no 
núcleo, sendo este movimento responsável 
pelos movimentos dos contatos; 
Conjuntos de contatos, NA e NF; 
Mola de rearme; 
Terminais: que varia de acordo com a sua 
aplicação. 
 
Existem configurações para os contatos dos 
relés, podendo ter contatos normalmente 
abertos (NA), normalmente fechado (NF) ou 
ambos. Os contatos NA são aqueles abertos no 
momento que a bobina não está energizada e 
que fecham, quando são acionados. Os 
contatos NF funcionam de maneira contrária 
aos NF, pois eles abrem quando a bobina é 
energizada. 
 
Uma das vantagens dos Relés é que os 
contatos que acionam o circuito de carga estão 
completamente isolados do circuito de 
comandos, podendo trabalhar com tensões 
diferentes entre circuitos de comando e 
circuitos de carga. 
 
 
 
 
 
 
27 
https://www.mundodaeletrica.com.br/quais-os-tipos-de-contatos-em-comandos-eletricos/
A principal desvantagem do relé é o fator do 
desgaste, pois em todo o componente mecânico 
há uma vida útil. 
 
É necessário verificar as limitações dos relés 
em relação a corrente e tensão máxima 
suportadas entre os terminais, para não 
comprometer a vida útil do dispositivo e do 
circuito. 
Os relés são classificados como: 
Abertos: são usados em equipamentos, que 
não estejam sujeitos a elementos que 
prejudiquem o dispositivo, como por 
exemplo a umidade ou sujeira. 
 
Fechados: utilizados na maioria das 
aplicações comuns, que são normalmente 
cobertos por plástico. 
 
Selados: utilizados em atmosferas onde há 
o risco de explosões. 
 
Existemdiversos tipos de relés, cada um com 
suas características de funcionamento e 
aplicações, tais como: relé temporizador, relé 
térmico e relé de proteção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
Relé Temporizador 
O relé temporizador, timer ou relé de tempo, 
pode ser definido como um dispositivo que é 
capaz de fazer processos de comutação através 
da manipulação de tempo antes, durante ou 
após o seu acionamento, realizando funções 
como: 
Prolongamento de impulso; 
Retardo na desenergização; 
Auxiliar na reversão de motor; 
Auxílio na automação e sincronismo 
industrial; 
Retardo na energização; 
Padronização de sinais para CLP; 
Prevenção de sobrecarga no sistema de 
potência; 
Pulso na energização e outras. 
São usados em áreas industriais, tanto em 
processos produtivos microprocessados quanto 
em processos produtivos com eletrônica 
convencional. 
 
 
29 
Temporizador com retardo na desenergização 
(off delay) 
 
Esse tipo desenergiza o circuito após o tempo 
configurado nele, ou seja, após a energização 
da sua bobina, esse relé comuta os seus 
contatos imediatamente e dá início ao processo 
de contagem do tempo que foi ajustado nele. 
 
Assim que esse tempo programado chega ao 
fim, os contatos que foram comutados voltam 
para as suas posições originais, cessando a 
passagem de corrente para o circuito que 
estava ligado. 
 
Temporizador com retardo na energização 
(on delay) 
 
Ele energiza o circuito após o tempo 
configurado nele. No momento que a bobina é 
energizada, ele inicia o processo de contagem 
do tempo que foi ajustado nele. 
 
Quando o tempo programado acaba, o relé 
realiza a comutação dos seus contatos, os 
deixando nesta posição até que a energia seja 
cortada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
Temporizador estrela-triângulo 
 
Quando ele recebe a alimentação e a bobina é 
energizada, a comutação dos seus contatos 
estrela acontece imediatamente. 
 
Quando o tempo que foi programado finaliza, 
os contatos estrela retornam para a sua 
posição original, e quando isso acontece, o relé 
inicia uma nova contagem de tempo. 
 
E ao chegar no final dessa nova contagem, os 
contatos triângulo se comutam, permanecendo 
assim até o interromper a alimentação. 
Temporizador com pulso na energização 
 
Esse temporizador trabalha com a energização 
temporária. Os seus contatos comutam no 
momento que ele recebe energia da fonte de 
alimentação, mas simultâneo à isso, a 
contagem do tempo ajustado também começa. 
 
Quando o tempo termina, os contatos 
comutados retornam para as suas posições 
iniciais. 
 
 
 
 
31 
Temporizador cíclico 
 
Esse temporizador trabalha com duas 
programações de tempo, quando é alimentado 
e a sua bobina é energizada, os contatos do 
relé se comutam na hora e depois de um 
determinado tempo, voltam para as suas 
posições originais. 
 
Esse processo de comutação e volta para a 
posição original se repete, criando um ciclo até 
que a energia seja interrompida. Então, as 
duas regulagens são: 
 
Tempo que será ajustado para que os 
contatos permaneçam comutados; 
 
Tempo que será ajustado para que os 
contatos permaneçam nas posições 
originais. 
 
 
 
 
Temporizador Cíclico Temporizador 
estrela-triângulo 
32 
Relés de Proteção ou Relé Falta de Fase 
 
Trabalham sob o funcionamento de correntes 
elétricas e cria campos eletromagnéticos que 
podem provocar mudanças de estados dos 
contatos para ligar ou desligar dispositivos, 
eles conseguem medir grandezas de tensão, 
isolamento, temperatura, sequência de fase e 
outros. Um exemplo de relé de proteção é o 
relé falta de fase. 
 
Esse relé é um dispositivo de proteção para o 
motor elétrico trifásico e para o circuito de 
comando, pois com a falta de alguma das fases 
da rede de distribuição, o motor pode queimar 
durante o funcionamento. 
 
Além da função de falta de fase, alguns são 
capazes de identificar: 
 
A tensão incompatível com os níveis 
mínimo e máximo; 
A falta do neutro; 
A inconsistência de uma das fases; 
A sequência incorreta das fases; 
A assimetria nos ângulos de defasamento 
das fases. 
 
 
33 
São compostos pelo circuito eletrônico de 
monitoramento das fases, microprocessador, 
relé interno e contato comutador. 
 
O contato comutador é um tipo diferenciado de 
contato, pois ele consegue assumir a função de 
um contato aberto (NA) e um contato fechado 
(NF) ao mesmo tempo. 
 
Quando o relé falta de fase é instalado no 
circuito, ele recebe as três fases (R, S e T) nos 
seus bornes de entrada L1, L2 e L3. Quando 
as fases estiverem com seu funcionamento 
pleno, o relé falta de fase permite o 
funcionamento do circuito. 
 
Caso alguma das três fases do sistema deixe 
de funcionar, o circuito eletrônico detecta essa 
falha. O microprocessador envia sinal para o 
relé interno que comuta os contatos, fazendo 
com que o circuito pare de funcionar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
Relés Térmicos 
 
Os relés térmicos, conhecidos como relés de 
sobrecarga, é um dispositivo de proteção 
responsável por proteger os motores elétricos 
de possíveis falhas. A mais comum é o 
sobreaquecimento do motor elétrico. 
 
Quando o motor trava o seu eixo ou está 
trabalhando com muita carga, ele solicita mais 
corrente da rede para tentar compensar o 
peso, deste modo o motor acaba tendo que 
trabalhar com especificações que ele não 
suporta. 
 
Veremos mais detalhadamente esse tipo de 
relé no capitulo Dispositivos de Proteção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
CONTATORES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É o principal dispositivo eletromecânico em 
um comando elétrico, e sua função principal é 
controlar a passagem de altas correntes, 
possuindo também as configurações NA e NF. 
 
São compostos por uma bobina que produz um 
campo magnético que proporciona movimento 
realizando uma mudança de estado dos 
contatos, quando energizados os que estavam 
abertos quando desenergizado fecham e os que 
estavam fechados abrem. 
 
36 
 
 
 
 
 
 
 
Um dos motivos da utilização dos contatores 
para elétrica de potência é o fato da bobina ser 
eletricamente isolada dos contatos, sua 
influência se dá pelo eletromagnetismo. 
 
Desse modo, com uma corrente da ordem de 
poucos miliampères é possível manobrar 
cargas que consomem dezenas de amperes, 
garantindo segurança ao operador que se 
mantém isolado das grandes cargas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
Tipos de contatores 
 
Os contatores possuem dois tipos de contato: 
potência ou principal (alta corrente) e 
auxiliares ou de comando (baixa corrente). Os 
contatos são mesclados entre NA e NF que 
podem variar de acordo com o fabricante e a 
necessidade. 
 
Esses dois tipos de contatores são 
semelhantes. O que os diferencia são algumas 
características mecânicas e elétricas: 
Maior robustez de construção; 
Possibilidade de receberem relés de 
proteção; 
Câmara de extinção de arco Voltaico; 
Variação de potência da bobina do 
eletroímã de acordo com o tipo do 
contator, 
 
Dois tipos de contatos com capacidade de 
carga diferentes. 
 
Os contatores auxiliares são usados para 
aumentar o número de contatos auxiliares dos 
contatores de motores, para comandar 
contatores de elevado consumo na bobina, 
evitar repique e para sinalização. 
38 
SINALIZADOR 
Os sinalizadores são identificados por cores: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
m comandos elétricos sinalização é a forma 
visual ou sonora de se chamar a atenção do 
operador, podendo ser do tipo luminoso ou 
sonoro. 
 
Pode ser uma falha no motor, o acionamento 
de uma máquina específica, ou qualquer outra 
circunstância que seja prevista pelo projetista, 
qualquer tipo de sinistro será acionado um 
sinalizador no painel. 
Simbologia 
 
 
 
 
 
 
 
Sinaleiro Luminoso 
 
 
 
 
 
 
SinaleiroSonoro 
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO 
 
FUSÍVEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estão presentes nas instalações elétricas 
residenciais, estabelecimentos, industrias e 
carros. São dispositivos de segurança que 
protegem os circuitos elétricos contra os danos 
que podem ser causados por uma sobrecarga 
de corrente elétrica. 
 
No seu interior, há um fio de chumbo ou 
estanho de dimensões variadas, feito para 
suportar um determinado limite de 
temperatura e, então, derreter, interrompendo 
o circuito da corrente elétrica. 
 
41 
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/circuitos-eletricos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/corrente-eletrica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/chumbo-pb.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/estanho.htm
A principal finalidade dos fusíveis é tornar um 
circuito elétrico seguro. A eletricidade pode 
causar muitos danos e provocar acidentes se 
não for utilizada da maneira correta. 
 
Os circuitos elétricos às vezes podem ter 
curtos-circuitos ou sobrecargas de energia. 
 
Os fusíveis também são úteis para proteger os 
circuitos de sobrecargas. As sobrecargas são 
oriundas da rede de distribuição de energia 
elétrica, entretanto, podem acontecer em 
circuitos elétricos mal dimensionados. 
 
Um curto-circuito é quando há uma conexão 
de baixa resistência entre os pólos de um 
dispositivo elétrico ou eletrônico. 
 
Em termos técnicos, é quando ocorre uma 
redução grande e inesperada da capacidade de 
um circuito elétrico. 
 
Uma sobrecarga é quando a intensidade de 
corrente de um circuito ultrapassa o valor para 
o qual ele foi dimensionado. Ou seja, quando 
ultrapassa a quantidade de corrente que ele é 
capaz de suportar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/energia-eletrica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/energia-eletrica.htm
A velocidade de ação do fusível depende do 
material utilizado na fabricação. Isso porque o 
tempo que ele leva para se fundir é 
proporcional ao quadrado da corrente aplicada 
e da inércia térmica do material do elo. 
 
Essa velocidade pode ser muito rápida, rápida, 
média, lenta ou muito lenta. 
 
Os fusíveis podem ser feitos de materiais 
diferentes e ter diferentes limites de carga. 
 
É composto por base, porta fusível, anel de 
proteção, fusível e o indicador. 
As principais características do fusível são: 
Corrente nominal: valor de corrente que o 
fusível suporta sem interromper o circuito. 
 
Tensão nominal: é a tensão para o qual o 
fusível foi desenvolvido. 
 
Corrente de ruptura (KA): valor máximo de 
corrente que o fusível consegue interromper. 
 
Corrente de curto-circuito: valor de corrente 
máxima que deve ser interrompida pelo fusível 
assim que atingida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
Curva característica: é a apresentação da 
relação entre o tempo necessário para a 
interrupção devido a corrente. Ela determina 
se o fusível é rápido ou retardado, dependendo 
do tempo de atuação. 
 
Elo fusível: o elo do fusível pode ser feito de 
chumbo ou estanho. 
 
Existem diversos tipos de fusíveis no mercado 
com variados intervalos de corrente elétrica, 
porém, todos desempenham a mesma função 
que é interromper a passagem de corrente 
elétrica mediante a fusão de um elo condutor. 
 
O modelo mais comum é conhecido como 
Diazed. Sua principal aplicação é a segurança 
de circuitos elétricos residenciais, cujas 
correntes elétricas variam entre 2 A e 63 A. 
Esse tipo de fusível apresenta um formato 
cilíndrico e é facilmente encontrado em um 
grande número de residências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
Existe uma categorização das classes de 
serviço dos fusíveis, que recebem duas letras 
para sua classificação. A primeira é minúscula 
e indica se o fusível protege apenas contra 
curto-circuito ou se protege também contra 
sobrecarga. Já a segunda letra é maiúscula e 
indica para que tipo de circuito aquele fusível é 
indicado. 
Classificações de fusíveis: 
Fusível NH: são utilizados para proteger 
instalações elétricas industriais de 
sobrecorrentes de curto-circuito. 
 
A categoria de utilização é “gL/gG”, e podem 
ter seis tamanhos diferentes. Atendendo 
correntes nominais de 6 a 1250A. São 
limitadores de corrente e possuem alta 
capacidade de interrupção (120KA em até 
690VCA). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
Fusível D: são utilizados para proteger 
instalações elétricas de curto-circuito. 
 
A categoria de utilização é “gL/gG” e 
possuem 3 tamanhos diferentes. Atendem a 
correntes nominais de 2 a 100A, com 
capacidade de interrupção de 20A – 100kA e 
de 25 a 63A – 50 a 70 kA. 
 
 
 
 
 
Fusíveis ultra rápidos: São utilizados para 
proteger circuitos retificadores e conversores 
de frequência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
Funcionamento dos Fusíveis 
No seu interior existe um fio de chumbo ou 
estanho, cujas dimensões (área transversal e 
comprimento) são calculadas para que ele 
suporte certa corrente elétrica máxima. 
 
Portanto se a corrente elétrica ultrapassar 
esse valor máximo, o fio derreterá e o circuito 
será interrompido, sem que maiores danos 
sejam causados aos demais componentes 
conectados. 
 
A escolha do chumbo ou do estanho como 
material para confecção dos fusíveis é porque 
esses metais apresentam baixo ponto de fusão 
(derretem em temperaturas não muito 
elevadas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lâmina de estanho 
 
 
 
 
Encapsulamento Isolante 
 
 
 
 
Contatos Terminais 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
O derretimento do fio de chumbo presente no 
interior dos fusíveis ocorre devido ao efeito 
Joule. No efeito Joule, a passagem da corrente 
elétrica faz com que os átomos da rede 
cristalina do metal fiquem mais agitados. O 
efeito macroscópico dessa agitação é o 
aumento da temperatura do fio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
As dimensões do fio utilizado no interior do 
fusível afetam a resistência elétrica desse fio. 
Ele é inversamente proporcional à área 
transversal do fio, ou seja, quanto mais 
“grosso” é o fio, menor será a sua resistência, 
consequentemente, a passagem da corrente 
elétrica através desse fio dissipará menos calor 
e o fusível suportará maiores intensidades de 
corrente elétrica. 
 
Esse comportamento é descrito pela 2ª lei de 
Ohm, confira: 
 
Na fórmula, R corresponde à resistência 
elétrica do fio de chumbo; ρ, à resistividade do 
material; l é o comprimento do fio; e A é a 
área transversal do fio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/segunda-lei-ohm.htm
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/segunda-lei-ohm.htm
DISJUNTORES 
 
 
 
 
 
 
É um dispositivo que possuí a mesma função 
do fusível, ou seja, sua principal característica 
é proteger o circuito de um curto-circuito ou 
sobrecarga atuando como uma chave, 
interrompendo a passagem de corrente. 
 
Resumindo, quando a corrente elétrica que 
passa por ele ultrapassa o seu valor nominal, 
ele interrompe o circuito impedindo o 
fornecimento de energia para as cargas do 
circuito, evitando que o circuito danifique. 
 
Ele é basicamente um interruptor automático, 
que ao identificar um valor de corrente elétrica 
que ele foi projetado para acionar, o mesmo 
abre o circuito em que ele foi instalado. Ele 
atuará quando houver pico de corrente, 
sobrecarga e curto-circuito, sendo fundamental 
um correto dimensionamento do circuito e dos 
componentes. 
 
 
50 
Tipos de Disjuntores 
 
Existem diversos tipos e modelos de 
disjuntores, porém são distintos. O que irá 
diferenciá-los são as suas curvas 
características e onde serão aplicados. 
 
Tudo isso será determinado de acordo com a 
carga e circuitos que serão alimentados como 
por exemplo, motores, ar condicionado, 
máquinas elétricas, disjuntores gerais, e 
também se o circuito será monofásico, bifásico 
ou trifásico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disjuntor Magnético Disjuntor Térmico Disjuntores 
termomagnéticos51 
Disjuntor Magnético 
 
Diferente do disjuntor térmico, esse consegue 
atuar contra curto-circuitos com um tempo de 
resposta adequado. 
 
Nesse disjuntor a corrente elétrica, passa por 
uma bobina elétrica, gerando um campo 
eletromagnético em torno dela mesmo. Assim, 
o campo eletromagnético aumenta a sua 
intensidade a medida que a corrente aumenta. 
 
Quando o campo eletromagnético atinge uma 
determinada intensidade, ele é capaz de atrair 
magneticamente um contato que interrompe o 
circuito. Portanto, quando a corrente elétrica 
ultrapassa o limite máximo do disjuntor, a 
bobina cria um campo eletromagnético que 
desarma o disjuntor. Isso ocorre em uma 
velocidade muito alta, evitando que o curto- 
circuito cause maiores danos ou até incêndios. 
 
A grande vantagem desse sistema é a 
velocidade de interrupção que é quase 
instantânea, que permite o disjuntor se 
proteger tanto de curto circuitos, quanto de 
sobrecarga. Na proteção de sobrecarga, ele 
não terá tanta precisão como o disjuntor 
térmico, já que a carga terá que exceder muito 
o limite. A desvantagem é ter um custo mais 
elevado que o disjuntor térmico. 
 
52 
Disjuntor Térmico 
 
O disjuntor térmico funciona a partir de um 
contato em uma lâmina, que possui um 
determinado coeficiente de dilatação. Quando 
uma corrente mais alta do que o limite flui por 
esse contato, a lâmina aquece e começa a se 
deformar, até abrir o contato e interromper a 
corrente do circuito. 
 
A desvantagem desse tipo de disjuntor, é que 
ele protege somente contra sobrecarga, não 
sendo possível usar um disjuntor térmico para 
proteção contra curto-circuito, pois a 
deformação da lâmina não é instantânea. 
 
A atuação do disjuntor térmico demora um 
certo tempo para acontecer, não sendo rápida 
o suficiente para proporcionar segurança em 
casos de curto-circuítos. 
 
Esse componente é geralmente utilizado para 
proteger um circuito contra sobrecargas 
prolongadas, que podem causar um 
superaquecimento e consequentemente danos 
irreversíveis aos componentes. 
 
 
 
 
 
53 
Disjuntores Termomagnéticos 
 
É a união das funcionalidades dos modelos 
térmicos e magnéticos em um único 
componente. Assim, esse é o dispositivo mais 
seguro e mais usado, sendo o mais indicado 
entre os três para instalações elétricas. 
 
É usado para proteção contra curto-circuito e 
sobreaquecimento dos condutores. 
 
Ele proporciona diversas funcionalidades para 
o circuito, como manobra dos circuitos, 
proteção contra curto-circuitos e contra 
sobrecargas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
Disjuntores Motores 
 
É usado especificamente para motores 
elétricos e é capaz de tolerar a corrente de 
partida dos motores, que é muito maior que a 
corrente nominal, já que o motor precisa de 
muita força para sair do repouso. 
 
Ele foi desenvolvido e melhorado ao longo do 
tempo para oferecer uma proteção completa 
contra todas essas falhas elétricas em apenas 
um dispositivo. 
 
Um disjuntor motor se assemelha 
internamente à um disjuntor comum, 
oferecendo a proteção magnética contra 
curtos-circuitos e a proteção térmica contra a 
sobrecarga através de um disparador 
magnético e de um disparador térmico, 
respectivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
Disjuntor monopolar 
 
Utilizado em instalações e circuitos que 
possuem apenas uma única fase como: 
circuitos de iluminação e tomadas em sistemas 
monofásicos fase/neutro, seja com fase 127V 
ou 220V. 
Disjuntor bipolar 
 
Utilizado em circuitos ou instalações com duas 
fases, como: circuitos com chuveiros, torneiras 
elétricas ou equipamentos de maior potência. 
Disjuntor tripolar 
 
Utilizado em instalações e circuitos com três 
fases, como: motores elétricos trifásicos. 
 
Existem os disjuntores de alta tensão que são 
os indicados para grandes potências, que 
alcançam altos valores de corrente elétrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
Disjuntor DR 
 
Em instalações elétricas, quando uma corrente 
passa pela fase e não retorna pelo neutro 
considera-se que ocorreu uma fuga de 
corrente. Isso pode acontecer por conta de 
condutores mau isolados, em contato com 
carcaças ou principalmente choques elétricos. 
 
O disjuntor DR ou Diferencial Residual 
desarmar o circuito caso detecte uma fuga de 
corrente. 
 
A sua principal aplicação é para segurança do 
usuário da instalação elétrica, protegendo 
contra choques elétricos. Possuí também a 
função de detectar falhas na instalação que 
causam fugas de corrente. 
 
Esses dispositivos de segurança são 
obrigatórios, e não devem ser alterados ou 
removidos de uma instalação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
Curva de Disparo do Disjuntor 
 
Para dimensionar um disjuntor corretamente é 
necessário saber exatamente qual tipo de 
carga será instalada. Para cada tipo de carga é 
estipulado uma curva de ruptura para o 
disjuntor e essas curvas foram separadas em 
categorias. A curva de ruptura do disjuntor é 
correspondente ao tempo em que o disjuntor 
suporta uma corrente acima da corrente 
nominal por determinado tempo. 
 
As curvas de disjuntores são B, C e D, 
lembrando que pela corrente ser dada em 
ampere (A), não existe curva característica 
com letra A, para não haver confusão. 
Curva B: 
 
Estipula que a corrente para que seccione o 
circuito seja compreendida entre 3 a 5 vezes a 
sua corrente nominal. 
 
Um disjuntor de 10A nesta curva deve operar 
quando sua corrente de pico atingir entre 30A 
a 50A. 
 
São utilizados em locais que serão conectadas 
cargas resistivas, e que podem gerar um curto- 
circuito de baixas proporções. 
 
58 
Curva C: 
 
A curva de ruptura C estipula, que a sua 
corrente de ruptura seja entre 5 a 10 vezes a 
corrente nominal. 
 
Um disjuntor de 10A nesta curva deve operar 
quando a sua corrente atingir entre 50A a 
100A. 
 
São utilizados em locais que se espera cargas 
indutivas. Como em tomadas de uso específico, 
para atuar em ar condicionados, motores 
elétricos de pequeno porte, sistemas de 
comando e circuitos de iluminação. 
Curva D: 
 
Estipula que a corrente necessária para abrir o 
circuito esteja entre 10 a 20 vezes maior que a 
corrente nominal, um disjuntor de 10A nesta 
curva deve operar quando a sua corrente 
atingir entre 100A a 200A. 
 
São utilizados em circuitos industriais, como 
motores de potência que possuí uma alta 
corrente de partida, ou transformadores e 
máquinas de solda. 
 
 
 
59 
https://athoselectronics.com/como-instalar-ar-condicionado-split/
Dimensionando o Disjuntor Geral: 
 
O disjuntor principal protege outros 
disjuntores parciais dos circuitos de uma 
instalação, ou seja é o disjuntor a montante 
dos disjuntores parciais. 
 
Um componente elétrico na montante significa 
que ele está mais perto da fonte de energia. 
Um componente elétrico na jusante significa 
que ele está mais perto da carga final. 
 
Os termos montante e jusante definem a 
posição de um componentes em relação a 
outros componentes, desta forma podemos 
dizer que o disjuntor geral é o disjuntor a 
montante dos disjuntores parciais e os 
disjuntores parciais são os disjuntores a 
jusante do disjuntor geral. 
 
O dimensionarmos correto dos disjuntores, 
tanto parciais quanto o geral, tem a função de 
garantir a seletividade. 
 
Seletividade têm o objetivo de garantir a 
proteção do sistema elétrico por meio da 
definição dos ajustes de proteção de relés e 
disjuntores, garantindo a proteção contra 
curtos circuitos e sobrecargas no sistema 
elétrico. 
 
60 
Quando ocorre um curto em uma tomada, o 
ideal é que apenas o circuito da tomada seja 
desligado e o resto da instalação continue em 
funcionamento, isto é a seletividade. 
 
O primeiro passo é ter as potências instaladas 
em cada circuito do quadro elétrico e quais os 
tipos de cargas. 
 
Essas cargas devem estar divididas em 
circuitos, e as cargas que possuam uma 
corrente nominal maior que 10A estejam em 
circuitos separados. 
 
Após definir os circuitos e as cargas, é 
necessário conhecer o fator de demanda. Por 
exemplo em um circuito de tomadasde uso 
geral que possua 1100W de potência total e 
tenha 10 tomadas, podemos supor que cada 
tomada tem 110W para ser utilizada. 
 
 
 
 
Podemos utilizamos o fator de demanda 
adequado, para aproximar a potência que 
realmente é utilizada de forma a dimensionar o 
disjuntor para uma corrente mais próxima da 
média de utilização, garantindo assim uma 
melhor proteção e seletividade. 
 
Esses fatores de demanda são calculados e 
 
disponibilizados em tabelas pelas 
concessionárias 
distribuição. 
em suas normas de 
 61 
Para instalações residenciais usaremos dois 
fatores de demanda: 
 
TUG: que agrupa os circuitos de tomada de 
uso geral e circuitos de iluminação; 
 
TUE: para os circuitos de tomadas de uso 
especial. 
 
Definindo a potência instalada adequada com 
os fatores de demanda respectivos, é 
necessário calcular a corrente do disjuntor 
geral da instalação, esse cálculo será realizado 
através da Lei de Ohm. 
 
A última informação que precisará levantar é 
a curva de ruptura em caso de disjuntores de 
norma DIN. Com relação a curva do disjuntor 
geral temos que considerar as curvas dos 
disjuntores parciais, a escolha da curva será 
sempre a curva maior entre os parciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
Como Instalar um Disjuntor 
 
 
 
 
 
 
 
Desligue todos os circuitos elétricos antes 
de iniciar o serviço. 
 
 
 
Desligue o disjuntor geral. 
 
 
 
Comunique que você estará trabalhando 
nesse local para que o circuito seja 
religado. 
 
 
 
Teste o local onde será instalado o novo 
disjuntor, para verificar se o mesmo 
encontra-se desenergizado. 
 
 
 
Se for adicionar o disjuntor em um quadro 
de distribuição, verifique a posição dos 
demais, onde é entrada e saída, para 
manter um padrão de organização. 
 
 
 
 
63 
Realize a fixação do disjuntor de acordo 
com seu modelo. 
 
 
 
Com um alicate decapador, desencape os 
condutores. 
 
 
 
Execute a alimentação dos disjuntores por 
cima, caso seja montagem de um quadro 
de distribuição novo a saída do disjuntor 
geral é ligado na entrada dos demais, que 
são interligados por jumpers. 
Conecte o cabo de cada circuito no borne 
de saída de seus respectivos disjuntores. 
 
 
 
Para ter a certeza que está tudo bem 
fixado puxe os cabos, para verifica se 
estão bem fixados nos bornes. 
 
 
 
Antes de fechar de encerrar o serviço, 
ligue os circuitos e faça os testes. 
 
 
 
Finalize o serviço etiquetando o disjuntor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
Principais Dúvidas sobre utilização de 
Disjuntos em uma Instalação Doméstica 
 
 
 
 
 
Qual o tipo de disjuntor devo utilizar em uma 
casa? 
 
Utilize o disjuntor unipolar, que é indicado 
para circuitos com uma única fase, como 
circuitos de iluminação e tomadas em sistemas 
fase/neutro (127V ou 220V) e o disjuntor 
bipolar, que é indicado para circuitos com duas 
fases, como circuitos para chuveiros e 
torneiras elétricas em sistemas Bifásicos 
Fase/Fase (220V). 
 
 
 
 
65 
 
 
 
Que disjuntor utilizo para Chuveiro 220v? 
Quando utilizar chuveiro com a tensão nominal 
de 127V e 5500W de potência, deve ser 
adotado disjuntor de 50A e a seção do cabo 
deve ser 10mm². 
 
Quando optar por chuveiro com a tensão 
nominal de 220V e 5500W de potência, deve 
ser adotado disjuntor de 25A e a seção do cabo 
deve ser 4mm². 
 
 
 
Tensão Potência Disjuntor (A) 
127 V 2500 W 25 A 
127 V 3200 W 32 A 
127 V 4000 W 40 A 
127 V 4500 W 40 A 
 66 
 
 
 
 
Qual a curva de disjuntor posso utilizar para 
chuveiro? 
 
Utilizando o disjuntor DIN para utilizar no 
chuveiro elétrico, deve ser usar um disjuntor 
com curva de disparo Tipo B. Tipo de curva 
para carga resistivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
RELÉ TÉRMICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse é um dispositivo de proteção de 
sobrecarga de corrente e falta de fase, é 
utilizado geralmente em motores elétricos. 
Umas das principais funções do relé térmico é 
proteger o motor de sobreaquecimento através 
da sobrecorrente. 
 
Quando o motor está trabalhando com muita 
carga, ele solicita mais corrente da rede para 
tentar compensar o peso solicitado, desse modo 
o motor acaba tendo que trabalhar com 
especificações que não se enquadram a ele. 
 
Portanto pode haver danos em suas bobinas 
provocando aquecimento e até um provável 
derretimento de sua isolação, ação que é capaz 
de fechar um possível curto circuito interno. 
 
 
68 
Quando ocorrer o possível aquecimento, então 
o relé entra em ação, desarmando o circuito do 
motor, como também o circuito de comando 
através de seus contatos auxiliares. 
 
A quantidade de corrente que um relé térmico 
suporta pode ser ajustada no próprio 
equipamento através de um disco que é 
ajustado manualmente. 
 
Possui um botão de teste, para identificar se o 
componente irá funcionar em caso de alguma 
anomalia. 
 
Ele possui três contatos que são conectados 
nas saídas de um contator, e possuem também 
contatos auxiliares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Função Teste 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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https://www.mundodaeletrica.com.br/quais-os-tipos-de-contatos-em-comandos-eletricos/
 
 
Simbologia do Relé Térmico 
 
 
 
 
O componente possui diversos botões e 
contatos para ser ligado nas instalações 
elétricas: 
 
 
 
L1, L2, L3 ou 1, 3 e 5: Entrada de 
alimentação (três contatos principais); 
 
 
 
T1, T2 ou T3 ou 2, 4 e 6A: Saída (três 
contatos principais); 
 
 
 
95-96: Um contato auxiliar normalmente 
fechado; 
 
 
 
97-98: Um contato auxiliar normalmente 
aberto; 
 
 
 
Terminal A2, para ser conectado a bobina 
de um contator, quando queremos acoplar 
o relé térmico a um contator. 
 
 
 
 
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https://athoselectronics.com/contator/
Botões do relé térmico são: 
 
Disco Seletor: Botão giratório para regular a 
corrente nominal da carga (ele possui uma 
fenda, portanto utilize uma chave de fenda ou 
philips para fazer o ajuste); 
 
Botão Vermelho: E um botão de teste que 
inverte os contatos auxiliares 95, 96 se 
pressionado; 
 
Botão Verde: Essa botão indica falha (Se 
estiver levantado, indica uma falha no 
sistema); 
 
Botão Azul H ou A: É ajustado para rearmar 
automaticamente ou manual, e botão RESET 
para rearmar o relé. 
 
 
 
71 
Classes do Relé Térmico: 
 
Eles são divididos por classes de disparo, 
diferenciando pelo tempo que o relé vai 
permitir uma sobre corrente, para se adaptar a 
motores que possuem altas correntes de 
partida: 
 
Classe 10: Para motores com partidas de até 
10 segundos; 
 
Classe 20: Para motores com partidas de até 
20 segundos; 
 
Classe 30: Para motores de partidas de até 30 
segundos. 
 
 
Causas para Desarmamento do Relé Térmico: 
1. Travamento do rotor; 
2. Curto-circuito entre as bobinas (rolamento 
interno); 
 
3. Curto-circuito entre bobina e carcaça do 
motor; 
 
4. Quando aumenta a corrente além das 
correntes nominais do motor elétrico. 
 
72 
A instalação do relé térmico traz benefícios a 
segurança da rede elétrica. Uma das vantagens 
é poder ajustar o componente para uma 
determinada faixa de corrente. Também pode 
ser ajustada a corrente de partida de motores, 
testando se tudo está funcionando 
corretamente. 
 
Ele compensa as variações de temperatura do 
ambiente, portanto não necessitando de 
nenhum ajuste adicional. 
 
Esse componente possui um certo tempo de 
resposta, evitando que ele desarme o circuito 
na partida de um motor elétrico, que demanda 
uma corrente muito grande. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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