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Qualidade de Medicamentos - Aula 06 - Controle de Qualidade Físico-Químico - Ensaios de Performance de Formas Farmacêuticas Sólidas

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G A R A N T I A E C O N T R O L E D E
Q U A L I D A D E D E M E D I C A M E N T O S
E n s a i o s d e P e r f o r m a n c e d e F o r m a s
F a r m a c ê u t i c a s S ó l i d a s
controle físico-
químico
aula prática
1 0 m i n u t o s d e p r e p a r a ç ã o
Organize e Limpe a Bancada1.
Guarde os Materiais desnecessários2.
Coloque os EPIs necessários3.
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
formas farmacêuticas
sólidas
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
PRODUTO: Comprimidos à escolha do professor 
ASPECTO GERAL
Aspecto: descrever
Coloração, presença ou ausência de
revestimento, trincas ou outras falhas,
legibilidade de impressões se houver
Acondicionamento e Embalagem: descrever
Dimensões: 
Determinar as dimensões de 10 comprimidos e
calcular altura e largura média com auxílio de
um paquímetro (alternativamente uma régua)
Importância: Blistagem automatizada
OBSERVAÇÃO: MÉTODO NÃO OFICIAL
ASPECTO GERAL E PESO MÉDIO
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
PESO MÉDIO
Doses Unitárias: permite verificar se as unidades
de um mesmo lote apresentam uniformidade de
peso
O peso médio é efetuado em balanças.
Amostragem:
10 embalagens para amostras de dose
múltipla (pós e grânulos)
20 unidades para amostras de dose
individual (comprimidos, cápsulas e drágeas)
ensaios físicos e
de performance
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
DETERMINAÇÃO DE PESO E VARIAÇÃO 
Determinar o peso individual de 20 comprimidos,
calcular o peso médio e os limites de variação.
Pode-se tolerar até 02 unidades fora dos limites
especificados na tabela abaixo, em relação ao
peso médio, porém nenhuma unidade deverá
estar acima ou abaixo do dobro da porcentagem
indicada.
ASPECTO GERAL E PESO MÉDIO
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
FÓRMULA PESO MÉDIO
ASPECTO GERAL E PESO MÉDIO
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
EXEMPLO
Comprimido 250 mg ou mais
Peso médio (mg)
Peso médio (mg) + 5%
Peso médio (mg) - 5%
Peso médio (mg) + 10%
Peso médio (mg) - 10%
Dentro do Limite de Variação → Aprovado
Até 2 comprimidos fora do Limite de Variação → Novo
cálculo de Limite de Variação (dobro do inicial) →
Aprovado se nenhuma unidade ultrapassar a segunda
faixa
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
FÓRMULA PESO MÉDIO
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
CARTAS CONTROLE
Monitoram processos e mantêm a qualidade
ao longo do tempo.
Identificam variações no processo (pontos fora
da curva e padrões de variabilidade).
Permitem ações corretivas antes de afetar
produtos ou serviços.
Componentes das Cartas de Controle
Limites de Controle: Limite superior (UCL) e
limite inferior (LCL) que definem os limites
de variação aceitável do processo.
Linha Central: Representa a média do
processo.
Pontos de Dados: Representações gráficas
dos dados coletados ao longo do tempo.
Benefícios das Cartas de Controle
Prevenção de Defeitos, Melhoria Contínua,
Redução de Custos
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
COMPRIMIDOS NÃO REVESTIDOS OU
REVESTIDOS COM FILME
Pode-se tolerar, no máximo, duas unidades
fora dos limites especificados na Tabela 1,
em relação ao peso médio, porém, nenhuma
poderá estar acima ou abaixo do dobro das
porcentagens indicadas.
COMPRIMIDOS COM REVESTIMENTO
AÇUCARADO (DRÁGEAS)
Pode-se tolerar, no máximo, cinco unidades
fora dos limites especificados na Tabela 1,
em relação ao peso médio, porém, nenhuma
poderá estar acima ou abaixo do dobro das
porcentagens indicadas.ATENÇÃO: Para outras formas farmacêuticas
observar as particularidades dos testes e dos
critérios de aprovação
ASPECTO GERAL E PESO MÉDIO
procedimento 1
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
DUREZA
Teste consiste em submeter o comprimido a
ação de um aparelho que mede a força aplicada
diametralmente necessária para esmaga-lo
Unidades de Medida: Newton (N)
Amostragem: 10 unidades.
A dureza é proporcional a força de compressão
e inversamente proporcional a sua porosidade
Especificação FB 4 ed.: Mínimo 30 N
(Newton) (3 KgF) para mola espiral ou 45 N
(4,5 KgF) para mola tipo bomba de ar
FB 5ª, 6ª e 7ª ed.: Teste informativo
Devem ser analisados juntamente com os
resultados obtidos para o ensaio de
friabilidade, a fim de avaliar a resistência
mecânica dos comprimidos 
ensaios físicos e
de performance
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
FRIABILIDADE
Falta de resistência dos comprimidos à
abrasão, quando submetidos à ação
mecânica de aparelhagem específica.
Objetivo: Avaliar a capacidade dos
comprimidos de suportar a abrasão
(choque e/ou atrito) durante os processos
de revestimento, acondicionamento e
transporte.
Teste realizado apenas uma vez
“Caso na amostra testada seja
observado, ao final do teste, algum
comprimido nitidamente quebrado,
lascado, rachado ou partido, a amostra
não cumpre o teste.”. (FBVII, 2024)
A dureza e a friabilidade são teste de
resistência mecânica importantes para o
controle da qualidade de comprimidos. 
ensaios físicos e
de performance
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
FRIABILIDADE
Determinar a característica friável de 10
*comprimidos em friabilômetro tipo Roche
após 100 rotações. 
* Para comprimidos com peso unitário igual ou inferior a 650 mg, utilizar
uma amostra de comprimidos intactos correspondente ao peso mais
próximo possível de 6,5 g.
Perda máxima: 1,0%. Não computar o peso do
recipiente. (Alguns tipos de comprimidos podem
possuir especificações distintas).
Se o resultado for de difícil interpretação ou, se
a perda for superior ao limite especificado,
repetir o teste por mais duas vezes,
considerando-se, na avaliação, o resultado
médio das três determinações.
Friabilômetro
PERFORMANCE
procedimento 2
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
Durômetro
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
DUREZA
Determinar a dureza de 10 comprimidos em
aparelho apropriado e apresentar o valor médio,
mínimo e máximo obtidos. 
Eliminar qualquer resíduo superficial antes de
cada determinação
Expressar o resultado como a média dos valores
obtidos nas determinações. 
O resultado do teste é informativo.
Mínimo: 30 N
Friabilômetro
PERFORMANCE
procedimento 2
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
Durômetro
Força de compressão em
kg/cm² (médias)
Dureza em kgf Porosidade (%)
2020 10-13 7,55
1655 7,47 9,29
1375 5,82 10,86
855 2,63 16,25
530 1,58 19,92
procedimento 2
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
R E L A Ç Ã O E N T R E A F O R Ç A D E C O M P R E S S Ã O , D U R E Z A E P O R O S I D A D E
FONTE: PRISTA, N.L.; ALVES, C.A.; MORGADO, R. Tecnologia farmacêutica. 6.ed. Lisboa. Vol. 1
DESINTEGRAÇÃO
Determinar se um COMPRIMIDO, revestido
ou não, ou uma CÁPSULA se desintegra
em partículas menores ou agregados
dentro de um determinado período de
tempo.
Farmacopéia Brasileira 7º Ed.: Estado no
qual nenhum resíduo da unidade, salvo
fragmentos de revestimento ou matriz de
cápsulas insolúveis, permanece no
aparelho.
Formas Mastigáveis e de liberação
modificada/controlada não requerem
este ensaio
ensaios físicos e
de performance
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
TESTE DE DESINTEGRAÇÃO 
Determinar o tempo de desintegração de 6
comprimidos, em aparelhagem apropriada, com
os discos, utilizando água como líquido de
imersão. 
A desintegração deve ser total em até 30 min. 
TEMPERATURA: 37 °C ± 2 °C.
Desintegrador
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
PERFORMANCE
MEIOS DE DESINTEGRAÇÃO
Água: Utilizada como meio comum devido à
sua disponibilidade e por ser um simulante
adequado para condiçõesfisiológicas.
Ácido Clorídrico (HCl) 0,1 M: Utilizado para
simular o ambiente ácido do estômago.
Tampão Acetato ou Fosfato: Utilizados para
simular os diferentes pH encontrados ao
longo do trato gastrointestinal.
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
Comprimidos Não Revestidos: Devem desintegrar-
se dentro de 30 minutos, salvo especificação
contrária.
Cápsulas Gelatinosas Duras: Devem desintegrar-
se dentro de 45 minutos, salvo especificação
contrária.
Comprimidos Revestidos: Podem ter tempos de
desintegração mais longos conforme
especificado.
Revestimento peliculado: Devem desintegrar-
se dentro de 30 minutos, salvo especificação
contrária.
Revestimento açucarado: Devem desintegrar-
se dentro de 60 minutos, salvo especificação
contrária.
Desintegrador
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
PERFORMANCE
CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
Comprimidos ou cápsulas com revestimento
entérico (gastrorresistentes) 
Ácido clorídrico 0,1 M (37 ± 1) °C -
Nenhuma unidade deve desintegrar
Solução tampão fosfato pH 6,8 (37 ± 1) °C
- Devem desintegrar-se dentro de 45
minutos.
Comprimidos sublinguais: Devem desintegrar-
se dentro de 5 minutos.
Comprimidos solúveis e comprimidos
dispersíveis: Devem desintegrar-se dentro de 3
minutos (água mantida entre 15 ºC e 25 °C)
Desintegrador
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
PERFORMANCE
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
Supositório e Óvulos
3 óvulos ou supositórios com inversões a
cada 10 minutos
Base Hidrofóbica: Devem desintegrar-se
dentro de 30 minutos 
Base Hidrofílica: Devem desintegrar-se
dentro de 60 minutos, salvo especificação
contrária.
Comprimidos Vaginais: 
Utilizar três aparelhos, colocando em cada
um deles um comprimido vaginal sobre o
disco superior 
Examinar o estado de cada amostra depois
de decorrido o tempo prescrito na
monografia.
Desintegrador de supositório
e óvulos
procedimento 3
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
PERFORMANCE
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
DETERMINAÇÃO DE PESO E VARIAÇÃO 
Determinar o peso individual de 20 cápsulas
cheias
Retirar o conteúdo das cápsulas e proceder com
a limpeza
Determinar o peso individual de 20 cápsulas vazia
Determinar o peso do conteúdo de cada cápsula
pela diferença de peso entre a cápsula cheia e a
vazia.
Calcular o Peso médio e os limites de variação.
Pode-se tolerar até 02 unidades fora dos limites
especificados na tabela abaixo, em relação ao
peso médio, porém nenhuma unidade deverá
estar acima ou abaixo do dobro da porcentagem
indicada.
PESO MÉDIO DE CÁPSULAS
INDUSTRIALIZADAS
procedimento 4
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
Amostragem: 10 unidades, se for manipulado
menos de 10 unidades, pesar todas.
Requisitos (o que deve ser calculado):
Peso médio das cápsulas manipuladas
(PMédio)
a.
Desvio padrão relativo (DPR)b.
Variação do conteúdo teórico (%)c.
PESO MÉDIO E UNIFORMIDADE DE
CONTEÚDO DE CÁPSULAS MAGISTRAIS
Amostra
Cápsula cheia
sem desprezar o
conteúdo
procedimento 5
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
1ª ETAPA: PESO MÉDIO
2ª ETAPA: DESVIO PADRÃO RELATIVO
CONTROLE DE QUALIDADE DE
CÁPSULAS MAGISTRAIS
procedimento 5
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
3ª ETAPA: VARIAÇÃO DO CONTEÚDO TEÓRICO (%)
P cápsula mais leve é o menor peso individual observado na pesagem das cápsulas manipuladas para determinação
de Peso médio.
P cápsula mais pesada é o maior peso individual observado na pesagem das cápsulas manipuladas para
determinação de Peso médio.
Avaliação: As quantidades teóricas mínima e máxima calculadas de conteúdo das cápsulas deverão estar contidas
no intervalo de 90 a 110%.
Peso médio das cápsulas vazias: obtido
matematicamente
Peso dos excipientes: informação da manipulação
Peso dos fármacos: informação da manipulação
CONTROLE DE QUALIDADE DE
CÁPSULAS MAGISTRAIS
procedimento 5
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E Q U A L I D A D E
CONTROLE DE QUALIDADE DE
CÁPSULAS MAGISTRAIS
procedimento 5
G A R A N T I A E C O N T R O L E D E
Q U A L I D A D E
OBRIGADO!
VINICIUS VIANA | FARMACÊUTICO
(21) 97445-4274
professorviniciusviana@gmail.com
bons estudos!

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