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Construção da Cobertura e 
Impermeabilização
Obejetivos:
Reconhecer os principais tipos de lajes existentes que podem ser utilizados em obras civis.
Analisar os tipos de estruturas que podem constituir um telhado.
Identificar os métodos existentes para impermeabilização de edificações.
L A J E M A C I Ç A
L A J E D E C O N C R E T O P R É -
F A B R I C A D O ( P A I N E L )
L A J E T R E L I Ç A D A
L A J E P R É - M O L D A D A
L A J E S T E E L D E C K
L A J E N E R V U R A D A
L A J E G R E L H A
L A J E C O G U M E L O O U L I S A
L A J E A L V E O L A R
L A J E C A I X Ã O P E R D I D O
L A J E P R É - F A B R I C A D A T T O U
P I
L A J E B U B B L E D E C K
SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO
ESTANQUEIDADE
CONJUNTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS DESTINADOS
A CONFERIR ESTANQUEIDADE A PARTES DE UMA
CONSTRUÇÃO
PROPRIEDADE DE UM ELEMENTO (OU DE UM CON-
JUNTO DE COMPONENTES) DE IMPEDIR A PENE-
TRAÇÃO OU PASSAGEM DE FLUÍDOS ATRAVÉS DE SI.
SISTEMA RÍGIDO
BAIXA CAPACIDADE DE ABSO-
VER DERMAÇÕES DA BASE
OS CIMENTOS E ARGAMASSAS
POLIMÉRICOS
SISTEMA FLEXÍVEIS
CERTA CAPACIDADE DE ABSO-
VER A MOVIMENTAÇÃO DA SU-
PERFÍCIE
MANTAS (PRÉ-FABRICADAS), E
MEMBRANAS (MOLDADOS NO
LOCAL).
Lajes de cobertura
Quais são os principais tipos de 
lajes que podem ser ultilizados 
em obras civis?
LAJE MACIÇA LAJE MACIÇA
Lajes de cobertura
Conceitos gerais:
Lajes são partes elementares dos sistemas estruturais dos edifícios de concreto armado, podendo ser 
entendidas como componentes planos, de comportamento bidimensional, utilizados para a transferência das 
cargas que atuam sobre os pavimentos para os elementos que as sustentam. No geral, a laje é o elemento 
estrutural responsável por transmitir as ações das cargas que nela atuam para as vigas ou, no caso de lajes 
sem vigas, diretamente para os pilares.
As lajes são estruturas comuns em edifícios residenciais, comerciais e industriais. No caso particular de 
edifícios de concreto, existem diversos métodos construtivos com ampla aceitação no mercado da construção 
civil. Com as novas tecnologias existentes para redução de custos, é muito mais benéfica a utilização destas.
Comentário
Atualmente, há diversos tipos de lajes que formatam o diversificado 
mercado da construção civil, e cada um deles pode ser utilizado em um 
determinado ramo de construção ou necessidade.
Algumas lajes têm a característica de reduzir a carga das estruturas, sendo mais leves, como as pré-
moldadas; outras têm a função de serem mais resistentes, como as maciças (totalmente em ferro e concreto); 
algumas têm o formato propício a economizar a quantidade de concreto, como as nervuradas, enquanto 
outras são mais esbeltas ou espessas.
Portanto, há diversas formas e tipos de lajes para atender às reais situações especiais em cada canteiro. A 
escolha correta do tipo de laje para a edificação pode contribuir para o aumento do valor econômico do 
empreendimento, da segurança da estrutura e do conforto do usuário. Na atualidade, existem diversas lajes, 
como as destacadas a seguir:
Laje maciça
Laje congumelo ou lisa
Laje grelha
Laje nervurada
Laje de concreto pré-fabricado (oainel)
Laje alveolar
Laje caixão perdido
Laje pré-fabricada TT ou PI
Laje steel deck
Laje treliça
Laje pré-moldada
Laje bubbledeck
A Associação Brasileira de Normas Técnicas, na NBR 6118 de 2014, Projeto de estruturas de concreto – 
Procedimento, trata sobre as várias estruturas de concreto que constituem os elementos de uma edificação.
Entre eles, a norma apresenta critérios de dimensionamento para lajes maciças, cogumelo ou lisa, nervuradas 
etc. Porém, lajes como as pré-moldadas devem obedecer aos critérios da ABNT NBR 9062:2017. No caso de uso 
de lajes alveolares protendidas, deve-se obedecer o que estabelece a ABNT NBR 14861:2022.
Lajes tradicionais:
Como dito anteriormente, existem diversos tipos de laje, e sua escolha vai variar em função do tipo de 
estrutura a ser aplicada e dos recursos técnicos e financeiros disponíveis. Sendo assim, serão apresentadas as 
lajes mais tradicionais, como a maciça e a popularmente conhecida como pré-moldada treliçada, e as lajes 
mais modernas, como a steel deck e a bubbledeck.
Laje maciça:
Segundo Araújo (2010), as lajes maciças são placas de espessura uniforme, apoiadas ao logo do seu contorno. 
Os apoios podem ser constituídos por vigas ou por alvenarias, sendo esse o tipo de laje predominante nos 
edifícios residenciais em que os vãos são relativamente pequenos.
Corte de laje maciça apoiada em vigas.
As lajes maciças são constituídas por peças maciças de concreto armado ou protendido. Foi, durante muitas 
décadas, o sistema estrutural mais utilizado nas edificações correntes em concreto armado. Graças a sua 
grande utilização, o mercado oferece uma mão de obra bastante treinada. Esse tipo de laje não tem grande 
capacidade portante, devido à pequena relação rigidez/peso.
Os vãos encontrados na prática variam, geralmente, entre 3 e 6 metros, sendo possível encontrar vãos de até 8 
metros. Dentro dos limites práticos, essa solução estrutural apresenta uma grande quantidade de vigas, o que 
dificulta a execução das fôrmas. Observe o exemplo de projeto a seguir.
A laje maciça, ou moldada in loco, é totalmente construída na obra a partir de uma fôrma, normalmente de 
madeira, na qual é despejado o concreto. Antes, são montadas as armaduras, positiva e negativa, de 
vergalhões/barras metálicas que conferem ao sistema uma maior resistência. Abaixo temos um exemplo das 
armações de uma laje maciça.
Projeto de uma laje maciça.
Após o posicionamento correto da armadura e das instalações, como os pontos sanitários que por ventura irão 
passar pela laje (ver figura abaixo), a laje está pronta para receber o concreto. Após a secagem do concreto, a 
laje está pronta.
Execução de uma laje maciça.
Os pontos altos desse sistema são a menor suscetibilidade a trincas e fissuras, além do acabamento liso da 
parte inferior. Porém, as formas exigem um consumo considerável de madeira; a laje é mais pesada, o que 
exige mais do restante da estrutura, e o custo final, normalmente, é mais alto.
 
TRÊS TIPOS DE LAGES MACIÇAS
LAJE MACIÇAS LISAS
LAJE MACIÇAS SIMPLES
SÃO CONSTITUÍDAS POR PLACAS ESTRUTURAIS MOLDADAS
IN LOCO E APOIADAS DIRETAMENTE SOBRE PILARES, NÃO
HAVENDO, DESSA MANEIRA, A EXISTÊNCIA DAS VIGAS DE
APOIO, COMO ILUSTRA A PRÓXIMA IMAGEM. TAMBÉM
CONHECIDAS COMO LAJES PUNCIONADAS, SUA ARMADURA
É, BASICAMENTE, RADIAL, CENTRANDO MAIORES TAXAS DE
ARMADURA PRÓXIMO ÀS REGIÕES PUNCIONADAS, OU
MELHOR, ÀS REGIÕES SOBRE OS APOIOS.
SÃO O TIPO MAIS COMUM. SÃO FORMADAS POR UMA
SUPERFÍCIE PLANA LISA NA PARTE SUPERIOR E INFERIOR E SE
APOIA NAS VIGAS DA CONSTRUÇÃO, COMO MOSTRA A
IMAGEM.
LOJA MACIÇA LISA (PUNCIONADAS).
LAJE DO TIPO COGUMELO
SÃO PARECIDAS COM AS SIMPLES, MAS SE APOIAM
DIRETAMENTE SOBRE OS PILARES, COM A UTILIZAÇÃO DOS
DENOMINADOS CAPITÉIS, COMO PODEMOS VER NA IMAGEM.
LAJE MACIÇA COM CAPITEL.
LAJE MACIÇA APOIADA EM VIGAS.
A principal diferença entre lajes lisas e lajes cogumelos é que estas últimas são apoiadas diretamente em 
pilares com capitéis, enquanto as lisas são apoiadas nos pilares sem capitéis.
A fim de evitar o desempenho inaceitável para os elementos estruturais e propiciar condições de execução 
adequadas, a NBR 6118:2014 determina algumas dimensões limites para as espessuras das lajes, sendo:
7cm para cobertura que não esteja em balanço.
8cm para lajes de piso que não estejam em balanço.
10cm para lajes em balanço.
10cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30kN.
12cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30kN.
15cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, com o mínimo de l/42 para lajes de piso biapoiadas e 
l/50 para lajes de piso contínuas.
16cm para lajes lisas e 14cm para lajes cogumelo fora do capitel.
Laje nervurada:
As lajes nervuradas com cubas plásticas são soluções estruturais paraespaços amplos, ou seja, para locais em 
que os vãos entre os pilares são relativamente grandes, como garagens e estações de metrô. Essa metodologia 
também dispensa a utilização de blocos de concreto, tijolos cerâmicos e técnicas tradicionais de enchimento 
de laje, o que proporciona um alívio na carga estrutural.
A NBR 6118:2014 descreve lajes nervuradas como “as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, 
cuja zona de tração para momentos positivos esteja localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado 
material inerte”.
Sendo assim, pode-se dizer que as lajes nervuradas se apresentam como uma das estruturas mais inteligentes 
no que se refere ao aproveitamento da resistência do material, alcançando maiores vãos se comparadas às 
lajes convencionais.
Laje nervurada.
O aproveitamento da resistência consiste no afastamento do concreto (material pouco resistente à tração) 
das zonas tracionadas e na concentração desse material nas zonas comprimidas. É possível observar, na 
imagem a seguir, que o molde recuperável ocupa a parte da laje em que não há necessidade de materiais 
como aço ou concreto, o que proporciona uma economia para esse tipo de laje.
Detalhe executivo de uma laje nervurada.
As lajes nervuradas são empregadas quando se deseja vencer grandes vãos e/ou grandes sobrecargas. O 
aumento do desempenho estrutural é obtido em decorrência da ausência de concreto entre as nervuras, que 
possibilita um alívio de peso e não compromete sua inércia.
A execução da laje nervurada segue um fluxograma do método construtivo da laje nervurada moldada in loco, 
podendo ser dividida de maneira geral em 11 etapas, conforme descrito a seguir.
Colocam-se os escoramentos metálicos e o vigamento; logo após, instalam-se as formas plásticas.
Consecutivamente, montam-se as placas de madeira (que servem de apoio para as formas) sobre as 
escoras.
Organizam-se as formas sobre os painéis.
Nivelam-se as formas com a ajuda de sarrafo de madeira e, logo após, fixa-se uma faixa de tapume na 
lateral da laje.
Colocam-se as armaduras.
Fixam-se os vergalhões e os estribos.
Aplica-se o concreto sobre a laje.
Faz-se a vibração do concreto para eliminar o máximo de vazios, sarrafear e nivelar a laje.
Retiram-se os escoramentos e as placas de madeira que apoiam as formas, deixando apenas o 
escoramento a cada 1,5m
2
.
Retiram-se as formas.
Após a cura total do concreto, retira-se o restante do escoramento.
A laje nervurada, normalmente, consiste em fôrmas de polipropileno montadas lado a lado, que, ao serem 
concretadas, formam nervuras nas lajes. Uma característica marcante desse modelo se encontra no 
aproveitamento da forma para acabamento interno.
Cabe ressaltar que uma inovação construtiva em relação às lajes nervuradas começa a chamar a atenção do 
setor da construção. Trata-se da inserção de uma terceira nervura na estruturação da laje.
A grande mudança é na forma plástica, que servirá para moldar e confeccionar as três nervuras na laje. Esse 
molde possui uma nervura diagonal na qual poderão ser inseridas armaduras passivas, ou uma cordoalha 
para protensão.
Lajes pré-fabricadas:
Existem diversos tipos de lajes pré-fabricadas, que seguem um rígido controle de qualidade das peças, 
inerente ao próprio sistema de produção. Podem ser constituídas por vigotas treliçadas ou armadas, que 
funcionam como elementos resistentes, cujos vãos são preenchidos com blocos cerâmicos ou de cimento, ou 
por painéis pré-fabricados protendidos ou treliçados, apoiados diretamente sobre as vigas de concreto ou 
metálicas (estrutura mista), dispensando o elemento de vedação.
A grande vantagem desse tipo de solução é a velocidade de execução e a dispensa de fôrmas. Seus vãos variam 
de 4 a 8 metros, podendo chegar a 15 metros, como mostra a tabela a seguir.
Características de elementos de lajes.
Laje treiçada:
A laje treliçada, também conhecida como laje nervurada pré-moldada com vigota treliçada, surgiu na Europa 
com o intuito de superar a laje maciça, trazendo maiores benefícios e economia às construções. Elas são lajes 
do tipo pré-moldadas, ou seja, são fabricadas em indústrias e transportadas para a obra, bastando colocá-las 
na posição adequada. As lajes treliçadas são confeccionadas com placas de concreto, em cuja superfície 
coloca-se a treliça.
Detalhe esquemático de uma laje treliçada.
Os vazios das lajes treliçadas podem ser preenchidos por materiais como lajota cerâmica ou EPS, conforme 
você pode ver na próxima imagem.
Laje treliçada.
As lajes treliçadas são as mais comuns do mercado, sendo compostas por vigotas de concreto armado, 
material de enchimento (tijolos cerâmicos ou isopor) e uma cobertura de concreto feita in loco. Sua 
concepção estrutural é próxima a uma laje nervurada em uma direção, tendo vigotas trabalhando a tração, e 
a capa de concreto trabalhando a compressão. A função do enchimento é, basicamente, diminuir a 
quantidade de material, principalmente próximo à região da linha neutra.
Esquema construtivo de laje formada com vigotas pré-moldadas.
Existem três tipos de vigotas que podem ser utilizadas para lajes pré-moldadas: a vigota tipo trilho, a tipo 
trilho protendida e a tipo treliça. Em relação às seções transversais, os elementos pré‑moldados podem ser 
com ou sem armadura saliente, em forma de T invertido ou I. Os materiais de enchimento, normalmente 
utilizados, são blocos vazados de material cerâmico ou concreto, ou ainda blocos de poliestireno expandido, 
conhecidos pela sigla EPS. 
Tipos de vigotas e de elementos de enchimento empregados nas lajes.
Laje pré-fabricada TT:
As lajes tipo TT ou PI são lajes pré-fabricadas de concreto protendido, produzidas em formas metálicas, o que 
confere excelente acabamento inferior, dispensando forro ou reboco. São usadas com entrepisos, coberturas 
e fechamentos laterais em obras comerciais, industriais, de ensino, depósitos etc. Essas lajes possibilitam uso 
em vãos acima de 15m de comprimento, são autoportantes, não necessitando do uso de escoramentos, e 
admitem carga imediatamente após montagem.
Painel laje de concreto pré-fabricado:
Os painéis de lajes podem ser empregados em estruturas de concreto convencionais, pré-moldadas, metálicas 
e sobre alvenaria autoportantes, sendo basicamente compostos por concreto e armadura (malha de aço 
eletrossoldadas). Além disso, eles não necessitam de escoramentos e formas durante sua execução. Sobre os 
painéis, posiciona-se uma malha de aço soldada, envolvendo-a com o contrapiso (espessura de 3 a 4 cm). Já 
as mangueiras para a passagem das instalações elétricas devem ser embutidas no contrapiso.
Lajes alveolares:
Segundo El Debs (2017), os painéis alveolares constituem‑se em um dos mais populares elementos 
pré‑moldados empregados no mundo, em especial na América do Norte e Europa Ocidental. Desde 1990, a 
produção mundial desse tipo de elemento era estimada em 150 milhões de metros cúbicos por ano. Veja, na 
imagem a seguir, um exemplo de laje alveolar:
Laje alveolar.
São lajes produzidas em concreto protendido alveolar, com aplicações em grandes vãos, reduzindo a 
espessura média da estrutura e proporcionando economia de material. Têm capacidade de carga muito 
superior à das lajes convencionais de concreto armado e, por isso, podem alcançar grandes vãos sem a 
necessidade de colocação de vigas sob as paredes. Dessa forma, proporcionam grande versatilidade ao 
projeto de arquitetura.
Os fabricantes podem ajudar a determinar quais tamanhos, formas e estilos de componentes se adequarão 
melhor a qualquer projeto individual de construção comercial. Sendo assim, inserir os fabricantes no 
planejamento no início do processo do projeto poderá garantir que os componentes pré-fabricados 
maximizem a eficácia no apelo estético, na funcionalidade e na relação custo-benefício.
A laje alveolar é constituída de painéis de concreto protendido que possuem seção transversal com altura 
constantee alvéolos longitudinais, responsáveis pela redução do peso da peça.
Painel alveolar e sua aplicação em lajes.
Lajes modernas
Lajes steel deck:
Em meados de 1930, engenheiros norte-americanos perceberam as vantagens na integração de chapas 
metálicas denominadas steel deck com o concreto, tais como a dispensa de utilização de fôrmas de madeira 
ou de escoras, a facilidade da passagem de dutos e da fixação de forros, e a maior agilidade no processo 
construtivo.
A laje steel deck é composta por uma capa de concreto e uma fôrma de aço colaborante. O mesmo material 
utilizado como forma é utilizado como armadura da estrutura, a qual é responsável por resistir a esforços de 
tração.
Laje steel deck.
Observa-se a existência de ranhuras e pinos de ligação na forma, que proporcionam maior aderência entre os 
materiais. A NBR 8800 foi a primeira norma brasileira a tratar do assunto, abordando vigas mistas. 
Atualmente, é o Anexo C da NBR 14323 (2013) que traz especificações para projetos de estruturas de aço e de 
estruturas mistas de aço e concreto de edifícios em situação de incêndio.
O sistema steel deck apresenta diversas vantagens, das quais podem ser destacadas:
É uma fôrma para o concreto fresco e permanece em definitivo no local.
Elimina os custos com a desforma.
É leve e fácil de ser manejada e posicionada.
Fornece um sistema de laje mista de peso menor que os outros sistemas de pisos, devido à sua forma 
nervurada.
É aproveitado como armadura positiva da laje.
laje Buubleck:
A laje bubbledeck é, usualmente, dimensionada com métodos convencionais para lajes maciças, de acordo 
com a norma alemã DIN 1045 (2001) para construções em concreto armado. Além disso, a solução com lajes 
bubbledeck também se encontra em normas de padronização, como a norma britânica EN 13747 (2005).
Bubbledeck é um sistema construtivo formado por esferas plásticas contidas entre uma pré-laje de concreto e 
uma tela soldada armada superior. As esferas (bubbles) introduzidas na intersecção das armaduras "ocupam" 
o lugar do concreto que não desempenharia função estrutural.
Assim, pode-se reduzir em até 35% o peso próprio da laje, vindo a proporcionar economia no 
dimensionamento estrutural em função das cargas menores sobre as fundações. O sistema permite, ao 
engenheiro, projetar vãos maiores com menor consumo de materiais (concreto e fôrmas) sem grandes 
impedimentos técnicos.
Laje bubbledeck.
Os diferentes tipos de esferas são especificados de acordo com os requisitos dos projetos, tais como os 
carregamentos e vãos entre colunas. De acordo com os representantes da tecnologia no Brasil, muitos 
benefícios podem ser citados para a tecnologia bubbledeck.
BENEFÍCIOS DA LAJE BUBBLEDECK:
ELIMINAÇÃO DE VIGAS:
REDUÇÃO DO VOLUME DE
CONCRETO
REDUÇÃO DE ENERGIA E
EMISSÃO DE CARBONO
ECONOMIA DE FORMAS, EXECUÇÃO
MAIS BARATA E RÁPIDA DE ALVE-
NARIAS E INSTALAÇÕES.
3,5KG DO PLÁSTICO RECICLÁVEL
DAS ESFERAS SUBSTITUEM 14,31KG
DE CONCRETO.
DEVIDO À UTILIZAÇÃO DE PLÁS-
TICO RECICLÁVEL, QUE DIMINUI O
CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS.
LIBERDADE NOS PROJETOS
LAYOUTS FLEXÍVEIS QUE SE ADAP-
TAM FACILMENTE A LAYOUTS
CURVOS E IRREGULARES.
AUMENTO DOS VÃOS NAS
DUAS DIREÇÕES
CONEXÃO DA LAJE DIRETAMENTE
AOS PILARES SEM NENHUMA VIGA
ATRAVÉS DE CONCRETO IN SITU.
REDUÇÃO DO PESO PRÓPRIO
35% MENOR, PERMITINDO
REDUÇÃO NAS FUNDAÇÕES.
AUMENTO DOS ENTRE-EIXOS DOS PILARES
ATÉ 50% A MAIS DO QUE ESTRUTURAS TRADICIONAIS.
Feita a concretagem, a peça aparenta ser uma laje maciça tradicional de concreto, e as esferas permanecem 
na estrutura.
Laje bubbledeck – execução.
Por ser um sistema novo, exige mais atenção no detalhamento, para que o projetista adeque as dimensões 
existentes às demandas projetuais. Além disso, em alguns países, ainda não existe normas próprias para o 
sistema, ou mão de obra com alguma experiência nesse método.
Laje protendida
Ao longo do tempo, a construção civil conseguiu atingir grandes evoluções nos processos de produção e 
desenvolvimento de novas tecnologias de materiais, o que vem possibilitando ao engenheiro uma gama 
diversificada de opções.
Nas edificações, principalmente as comerciais, as grandes interferências são por conta dos pilares, que 
fizeram com que os projetistas locais buscassem avançadas tecnologias usadas no exterior. Em meados dos 
anos 1990, surgiram as primeiras lajes planas protendidas.
Laje protendida.
O surgimento dessas lajes possibilitou grandes ganhos, principalmente no aspecto visual, pois foi possível 
projetar uma arquitetura mais ousada, com redução do número de pilares, obtendo-se, em contrapartida, 
vãos livres ainda maiores, principalmente para o desenvolvimento dos layouts de garagens e lojas.
Diante disso, é possível perceber por que é tão significativo o uso das lajes planas protendidas. Esse 
sistema permite eliminar a presença de vigas nos pavimentos, proporcionando otimização no custo 
em relação à mão de obra, devido à redução no número de fôrmas e cargas na fundação, pois se 
trata de uma estrutura mais leve.
O sistema estrutural de lajes protendidas, como citado, permite alcançar vãos maiores, com lajes de 
espessuras reduzidas, principalmente quando comparadas com os critérios de cálculos para as estruturas 
convencionais em concreto armado. Esse procedimento é possível por causa da aplicação da protensão 
(tensionado) nos cabos, aumentando a resistência das lajes.
O primeiro grande benefício da laje protendida é o fato de seu uso reduzir as tensões de tração provocadas 
pela flexão e pelos esforços cortantes.
BENEFÍCIOS DA LAJE PRODENDIDA:
DIMINUIÇÃO DA INCIDÊNCIA
DE FISSURAS
ECONOMIA DE AÇO E
CONCRETO
ESSA É UMA VANTAGEM EM LONGO
PRAZO. O USO DO CONCRETO, QUE
FICA INALTERÁVEL EM SUA COM-
PRESSÃO, PERMITIRÁ QUE A ESTRU-
TURA PERMANEÇA SEM DE-FORMA-
ÇÕES OU FISSURAS.
COM A LAJE PROTENDIDA, A NECES-
SIDADE DO USO DE AÇO E CONCRE-
TO DE ALTA RESISTÊNCIA É OTIMI-
ZADA. AFINAL, ELES SÃO UTILIZA-
DOS DE FORMA A TRAZER UM
MAIOR APROVEITAMENTO DE MATE-
RIAIS E SUSTENTABILIDADE.
REDUÇÃO DO TEMPO DA
OBRA
USO DE PRÉ-MOLDAGEM
O USO DA LAJE PODE REDUZIR O
TEMPO DA CONSTRUÇÃO. ISSO SE DÁ
TANTO PELA NÃO OBRIGATORIEDA-
DE DE VIGAS, EM SUA MAIO-RIA,
QUANTO PELO FÁCIL MANEJO DAS
FORMAS E SEU REAPROVEITAMEN-
TO.
POR SER PRÉ-MOLDADO, O CONCRE-
TO DA LAJE PROTENDIDA TEM UM
MENOR PESO ESTRUTURAL. ISSO FA-
CILITA SEU TRANSPORTE E, COM
FÁCIL ENCAIXE, PODE DIMINUIR AS
VIAGENS E ECONOMIZAR O COM-
BUSTÍVEL.
VARIEDADE MANUTENÇÃO SIMPLES
O PROJETO ARQUITETÔNICO CONTA
COM MAIOR GAMA DE LAYOUTS.
DESSE MODO, TRAZ MAIORES
POSSIBILIDADES DE DISTANCIA-
MENTO ENTRE OS PILARES, POR
EXEMPLO.
SE COMPARADAS A OUTRAS
ESTRUTURAS QUE TÊM COMO BASE
A MADEIRA, POR EXEMPLO, AS
LAJES PROTENDIDAS CONTAM COM
UMA MANUTENÇÃO SIMPLIFICADA
E DE BAIXO CUSTO.
Telhado
Quais são os tipos de estruturas 
que podem constituir um telhado?
CONCEITOS GERAIS
PRATT HOWE
WARREN SEM MONTANTES WARREN COM MONTANTES
PRATT
BANZO INFERIOR E AS
DIAGONAIS
BANZO SUPERIOR E
OS MONTANTES
COMPRIMIDOS
TRACIONADOS 
HOWE
BANZO INFERIOR E AS
DIAGO-NAIS
BANZO SUPERIOR E
OS MONTANTES
COMPRIDOS
TRACIONADOS 
WARREN S/CM
MONTANTES
BANZO INFERIOR E
DIAGONAIS EXTREMAS
BANZO INFERIOR E
DIAGONAIS ADJACENTES
COMPRIMIDOS
TRACIONADOS 
Telhado
Conceitos gerais:
A cobertura é um subsistema da edificação e pode ser dividida em dois grupos principais: as lajes de concreto 
impermeabilizadas e as coberturas em telhado. No geral, quando comparadas às lajes de concreto impermea-
bilizadas, as coberturas em telhados possuem características como menor peso, melhor estanqueidade, maior 
durabilidade, menor participação estrutural e menos suscetibilidade às movimentações do edifício; mas 
existe a necessidade de forro.
O termo cobertura é utilizado para designar todo o conjunto que compõe a edificação e cujo 
objetivo é protegê-la das intempéries. Dessa forma, pode-se entender cobertura como o conjunto 
formado pelas telhas; pela estrutura secundáriade apoio às telhas, denominada trama ou 
armação; pela estrutura principal de apoio, que pode ser uma estrutura maciça, treliçada ou 
lamelar e pelas estruturas secundárias, que têm a função de manter a estabilidade do conjunto, 
usualmente denominadas contraventamentos.
No geral, nas coberturas residenciais, a estrutura principal mais utilizada é uma treliça triangular, 
usualmente denominada de tesoura. Sendo assim, ao conjunto formado pela trama, pela estrutura principal 
(tesouras) e pelos contraventamentos, costuma-se denominar telhado.
Estrutura de um telhado em construção.
Nas edificações americanas, é comum a criação de um ambiente nas residências do último andar, entre o 
telhado e o penúltimo andar, em que as janelas se deitam sobre o telhado, geralmente com tetos inclinados. A 
esse ambiente, denomina-se mansarda, que, em arquitetura, pode ser a janela disposta sobre o telhado de 
um edifício para iluminar e ventilar seu desvão ou sótão, ou, por extensão, pode ser o próprio desvão ou 
sótão, quando usado como mais um cômodo de uma casa.
Mansarda.
Dessa forma, mansarda pode ser entendida como um tipo de tesoura (estrutura do telhado) que permite o 
aproveitamento do desvão do telhado, constituindo um cômodo denominado sótão.
A cobertura pode ser formada por materiais diversos, desde que impermeáveis às águas pluviais e resistentes 
à ação do vento e das intempéries. Segundo Moliterno (2010), a cobertura pode ser de telhas cerâmicas, de 
telhas de concreto (planas ou capa e canal) ou de chapas onduladas de fibrocimento, aço galvanizado, 
termoacústicas, madeira aluminizada, PVC e fiberglass. Veja, na próxima imagem, alguns exemplos. Cabe 
lembrar que as telhas de ardósia e chapas de cobre foram praticamente banidas da nossa arquitetura.
Telhas cerâmicas.
Telhas de
concreto.
Telha de fibrocimento.
Telha de aço
galvanizado
Telha de pvc.
Telha de
madeira
aluminizada. Telha
termoacústica
Telha de fiberglass. 
Associada à estrutura da cobertura, tem-se a armação, que corresponde ao conjunto de elementos 
estruturais para a sustentação da cobertura, tais como: ripas, caibros, terças, tesouras e contraventamentos. 
As estruturas que compõem a armação dos telhados podem ser total ou parcialmente executadas em madeira, 
aço, alumínio ou concreto armado. A armação dos telhados executados em madeira denomina-se também 
madeiramento.
 
Comentário
Cabe ressaltar que algumas coberturas podem dispensar a armação, quando empregados perfis 
especiais autoportantes em fibrocimento, aço galvanizado, concreto protendido ou fiberglass.
Sendo assim, a superfície do telhado pode ser formada por um ou mais planos (uma água, duas águas, quatro 
águas ou múltiplas águas), ou por uma ou mais superfície curvas (arco, cúpula ou arcos múltiplos).
A NBR 15575:2022 apresenta um capítulo sobre o desempenho estrutural do sistema de coberturas, no qual 
especifica os requisitos para a sua resistência e deformabilidade. Segundo a norma, o sistema de cobertura 
deve apresentar um nível satisfatório de segurança contra a ruína e não apresentar avarias ou deformações e 
deslocamentos que prejudiquem a funcionalidade do sistema de cobertura ou dos sistemas contíguos, 
considerando-se as combinações de ações passíveis de ocorrerem durante a vida útil de projeto da edificação 
habitacional.
Além disso, segundo a norma, o sistema de cobertura deve atender ao critério para risco de arrancamento de 
seus componentes sob ação do vento. Caso haja a ação do vento, conforme calculada pela ABNT NBR 6123, não 
pode ocorrer remoção ou danos de componentes do sistema de cobertura sujeitos a esforços de sucção. Sendo 
assim, as premissas de projeto do sistema de cobertura devem estabelecer:
1. As considerações sobre a ação do vento, principalmente nas zonas de sucção.
2. Os detalhes de fixação.
3. A influência positiva ou não das platibandas.
Além disso, no caso de emprego de lastro sobre o sistema de impermeabilização, a resistência de aderência ou 
o próprio peso deve ser suficiente para não ser removido pela ação das intempéries.
Estrutura do telhado de madeira e terminologias:
A estrutura dos telhados tem, como funções principais, a sustentação e fixação das telhas e a transmissão dos 
esforços solicitantes para os elementos estruturais, garantindo, assim, a estabilidade do telhado. Essa 
estrutura pode ser dividida em dois grupos: a estrutura de apoio e a trama.
A trama é a estrutura que serve de sustentação e fixação das telhas. Para telhas com pequenas dimensões, 
tais como as telhas cerâmicas e de concreto, a trama geralmente é constituída por terças, caibros e ripas de 
madeira, como mostra a imagem a seguir. Para telhas de dimensões maiores, tais como as telhas metálicas, 
plásticas e de fibrocimento, é possível eliminar os caibros e ripas.
Elementos constituintes de um telhado de madeira.
Sendo assim, considerando-se as telhas, as ripas e os caibros como elementos componentes da cobertura 
(exibidos na imagem anterior), visto que em algumas coberturas estes dois últimos elementos podem ser 
dispensados.
A SUSTENTAÇÃO DA COBERTURA
DEPENDE DOS SEGUINTES
ELEMENTOS ESTRUTURAIS:
R I PA S C A I B R O S
PEÇAS DE MADEIRA DE PEQUE-
NA ESQUADRIA APOIADAS SO-
BRE AS TERÇAS PARA SUSTEN-
TAÇÃO DAS R IPAS.
PEÇAS DE MADEIRA DE PEQUE-
NA ESQUADRIA PREGADAS SO-
BRE OS CAIBROS PARA SUSTEN-
TAÇÃO DAS TELHAS.
T E R Ç A C U M E E I R A
TERÇA DA PARTE MAIS ALTA DO
TELHADO.
V IGA DE MADEIRA APOIADA
SOBRE AS TESOURAS OU SOBRE
PAREDES PARA A SUSTENTAÇÃO
DOS CAIBROS. CO N T R A F R E C H A L
TERÇA DA PARTE INFERIOR DO
TELHADO.
F R E C H A L
VIGA DE MADEIRA COLOCADA EM
TODO O PERÍMETRO SUPERIOR
DA PAREDE DE ALVENARIA DE T I -
JOLOS (RESPALDO) , PARA AMAR-
RAÇÃO E D ISTRIBUIÇÃO DA CAR-
GA CONCENTRADA DA TESOURA.
G U A R DA - P Ó
FORRO PREGADO SOBRE OS
CAIBROS, NUMA LARGURA DE 30
A 60 CM, JUNTO À PLAT IBANDA,
DESTINADO AO APOIO DA
CALHA.
P L AT I B A N DA
PROLONGAMENTO DO AL INHA-
MENTO DA PAREDE EXTERNA,
ACIMA DOS FRECHAIS, PARA CA-
MUFLAGEM DO TELHADO. A PLA-
T IBANDA É SEMPRE CONTORNA-
DA POR CALHA E RUFO.
L A N T E R N I M
EMPREGADO EM EDIF ÍC IOS IN -
DUSTRIA IS, QUANDO A ILUMINA-
ÇÃO E VENTILAÇÃO TRAZIDAS
PE-LAS JANELAS FOREM CONSI -
DERADAS INSUFIC IENTES. PO-
DEM ESTAR MUNIDOS COM
CAIX ILHOS, VENEZIANAS OU
COM AMBOS.
B E I R A L
PROLONGAMENTO DA COBER-
TURA, FORA DO AL INHAMENTO
DA PAREDE.
Veja, na imagem a seguir, estes elementos estruturais.
Designações do subsistema de telhados.
As coberturas executadas em chapas onduladas de fibrocimento, alumínio ou PVC apresentam a vantagem 
econômica de dispensar o emprego de ripas e caibros, pois se apoiam, diretamente, sobre as terças, 
permitindo, ainda, maior distanciamento entre as terças.
Normalmente, a distância entre dois caibros e entre duas terças depende do tipo de telha (peso), das 
dimensões da sua seção e do tipo de madeira com que são fabricados (ou do aço e de sua seção, no caso de 
estruturas nesse material).
Durante a execução de telhados com telhas cerâmicas, é importante observar alguns aspectos. Por exemplo, a 
colocação das telhas deve ser feita por fiadas, iniciando-se pelo beiral, e seguindo em direção à cumeeira. 
Isso é importante, visto que, a sequência de colocação das telhas de encaixe em cada fiada varia de acordo 
com o seu modelo.
Dessa forma, em cada fiada, as telhas podem ser colocadas da direita para a esquerda ou vice-versa. Na 
sequência, as telhas da fiada seguinte são colocadas de forma a encaixarem-se perfeitamente naquelas da 
fiada inferior.
Atenção
Cabe ressaltar que, independentemente do tipo de telha, cuidados devem ser tomados durante 
a sua colocação, para evitar quebras e acidentes. Não se deve executar o telhado em dias de 
vento forte, e é recomendável que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as 
águas do telhado, para que o seu peso seja distribuído de forma uniforme sobre a estrutura de 
madeira.Sobre o beiral, pode-se entender como o primeiro apoio da primeira fiada de telhas. Esse deve ser constituído 
por duas ripas sobrepostas ou por testeiras (tabeiras), de forma a compensar a espessura da telha e garantir o 
plano do telhado.
Em beirais desprotegidos, deve-se fixar as telhas à estrutura de madeira: as telhas de encaixe devem ser 
amarradas às ripas; as telhas de capa e canal devem ter as capas emboçadas e os canais fixados às ripas. As 
telhas não necessitarão ser fixadas à estrutura de madeira caso haja platibanda ou se for empregado forro do 
beiral. No caso de beirais laterais, a proteção pode ser feita mediante o emboçamento de peças cerâmicas 
apropriadas.
Sendo o beiral o prolongamento da cobertura, fora do alinhamento da parede, ele pode ser encontrado de 
várias formas diferentes.
Tipo 1:
Tipo 2:
Tipo 3:
Tipo 4:
CAIBROS APARENTES
BEIRAL REVESTIDO
FIXADO NOS CAIBROS
BEIRAL REVESTIDO
FIXADO EM UMA TRAMA
DE CAIBROS E
SARRAFOS
BEIRAL REVESTIDO
COM ELEMENTO
DECORATIVO
Tipo 5:
BEIRAL EM LAJE DE
CONCRETO ARMADO
Por fim, outro ponto importante é a determinação do ponto do telhado, ou seja, sua inclinação, que pode ser 
entendida como a relação entre a sua altura e a largura ou o vão.
Detalhe esquemático – inclinação de um telhado.
O ponto varia, em geral, entre os limites de 1:2 a 1:8. Sendo assim, identificar a inclinação do telhado é um dos 
passos mais importantes para criar uma cobertura segura.
Estrutura do telhado metálico:
As estruturas metálicas ou de concreto apresentam-se como alternativas às estruturas de madeira, 
principalmente devido à escassez, ao consequente aumento do preço da madeira e às pressões da sociedade 
relativas à preservação do meio ambiente. Além disso, a utilização de peças pré-fabricadas, potencialmente, 
aumenta o grau de industrialização, otimizando a produtividade e qualidade na construção de telhados.
Curiosidade O uso de estrutura metálica é bastante comum em edifícios industriais e em galpões, 
seja sob a forma de treliças planas e vigas a elas perpendiculares (terças), usualmente 
feitas em aço, seja sob a forma espacial, constituída por elementos tubulares, em aço 
ou alumínio.
A concepção estrutural de um projeto contempla a definição do modelo estrutural que irá constituir a parte 
resistente de um edifício. Dessa forma, a escolha dos elementos que irão compor a estrutura assim como a 
determinação dos esforços atuantes sobre ela são de fundamental importância para a definição de um 
modelo construtivo viável de forma técnica e econômica. No caso da parte técnica, tem-se a seguridade do 
projeto, ou seja, a solução estrutural utilizada deverá atender aos requisitos das normas pertinentes, assim 
como à estética, ao desempenho estrutural e à durabilidade, entre outros fatores.
Dessa forma, a fim de se dar sustentação às cargas que atuam sobre a área de cobertura e transmitir essas 
cargas aos pilares, deve-se estabelecer a existência de sistemas estruturais capazes de suportá-las. 
Inicialmente, projetam-se as terças de cobertura, cuja finalidade é suportar as cargas dos tapamentos que se 
apoiam sobre elas e, consequentemente, os efeitos provenientes da ação dos ventos. As terças também são 
conhecidas como vigas apoiadas sobre as tesouras.
Em seguida, devem ser dimensionadas as denominadas vigas da cobertura, cuja composição pode ser em vigas 
de alma cheia ou mesmo reticuladas e que devem atender às necessidades da obra. Essa viga principal em 
treliça ou viga-mestra, denominada tesoura, serve para transferir o carregamento do telhado aos pilares ou 
paredes da edificação.
Atenção
Na composição dessas vigas, um dos fatores mais importantes é a definição dos espaçamentos 
entre elas, ou seja, o vão que deverá ser vencido pelas terças, já que essas últimas se apoiam 
sobre as vigas de cobertura. Em função das necessidades da obra, pode-se dizer que vãos 
econômicos estão entre 5m a 7,5m; para esses casos, é possível usar perfis menores para 
estruturar as terças. Vãos acima desses valores devem ser utilizados somente em casos 
específicos, dependendo das necessidades da obra, sendo muito comuns, atualmente, os vãos 
que atingem valores entre 10m e 12m, dependendo, nesses casos, de sistemas de terças 
especiais.
As vigas de cobertura em alma cheia, que podem ser vistas na imagem a seguir, têm sido empregadas com 
bastante sucesso em diversos tipos de obras, especialmente com a oferta de perfis de variada composição de 
medidas.
Edifício industrial de duas águas com perfis I laminados ou soldados.
Como opção técnica, ao invés das vigas de alma cheia, existe a utilização dos chamados sistemas reticulados, 
ou seja, as denominadas vigas em treliça (exibidas na próxima imagem), que podem ser de diversos formatos 
e são compostas por elementos bem definidos: banzos superior e inferior, que são as peças longitudinais 
principais; montantes, que formam as peças estruturais verticais ou perpendiculares aos banzos, e, ainda, as 
denominadas diagonais, que ligam os diversos pontos de encontro entre os banzos e os montantes.
Edifício industrial duas águas com cobertura de tesoura em treliça.
Essas vigas treliçadas são caracterizadas por terem, em geral, um comportamento das estruturas isostáticas. 
Nada impede que sejam hiperestáticas, sendo necessário, nesses casos, recorrer-se às teorias dos sistemas 
elásticos a fim de se determinar os esforços atuantes nessas estruturas, o que dificulta o projeto. Semelhante 
problema não ocorre com as estruturas isostáticas, que podem ter seus esforços atuantes determinados por 
processos mais simples da resistência dos materiais e da estática das construções.
Em geral, aplicam-se os tipos tradicionais de treliças isostáticas, tais como a treliça tipo Pratt, Howe, Warren 
sem montantes e a Warren com montantes.
T I P O 1 T I P O 2
P ra t t H owe
Wa r re n s e m
m o n t a n tes
Wa r re n Co m
m o n t a n tes
T I P O 3 T I P O 4
Além disso, seus esforços atuam conforme especificação da imagem a seguir.
Distribuição dos esforços nas barras das treliças.
Além disso, em uma estrutura de um telhado metálico existem outros elementos estruturais fundamentais 
para composição e estruturação da cobertura como as mãos-francesas, os contraventamentos verticais e 
horizontais e os denominados oitões e espigões.
Modelo esquemático de edifício baixo do tipo galpão.
As mãos-francesas são utilizadas para aliviar a flexão das terças; além disso, também servem como elemento 
de travejamento dos nós inferiores da tesoura.
Deslocamento em uma cobertura com e sem mãos-francesas.
É possível observar, na imagem anterior (a), que a cobertura não possui o elemento das mãos-francesas, e, 
nesse caso, os deslocamentos na estrutura foram de 65,88mm. Para a mesma estrutura, porém, com a 
instalação de mãos-francesas, imagem (b), os deslocamentos foram reduzidos para 34,21mm.
Existe, ainda, o denominado contraventamento vertical, que é a estrutura plana vertical formada por barras 
cruzadas, dispostas perpendicularmente ao plano das tesouras. Essas barras servem de sustentação para a 
ação das forças que atuam no seu plano, não só travando as tesouras de maneira a impedir sua rotação e 
deslocamento, principalmente contra a ação do vento, como também sendo elemento de vinculação do banzo 
inferior contra a flambagem lateral.
O contraventamento horizontal é a estrutura formada por barras cruzadas colocadas no plano abaixo da 
cobertura, para amarração do conjunto formado pelas tesouras e terças. Essas barras servem para transferir 
a ação do vento, atuando na direção esconsa ao edifício para as tesouras e ao contraventamento vertical.
É importante conhecer os elementos que compõem uma treliça.
Elementos de uma treliça.
Agora conheça a terminologia utilizada em um projeto estrutural:
S - banzo superior;
V - barras verticais ou montantes;
N - nó ou junta – ponto de interseção de barras;
L - vão da tesoura – distânciaentre os apoios extremos;
I - banzo inferior;
D - barras diagonais ou simplesmente diagonais;
ρ - painel – distância entre dois nós;
h - altura da tesoura;
α - inclinação da tesoura.
Telhado verde:
Outra solução com crescente demanda é o telhado ecológico, sistema no qual a cobertura é revestida com 
vegetação. O telhado verde é uma técnica que consiste na aplicação de vegetação sobre coberturas de 
edificações desde que estas obedeçam a normas e outras questões como estrutura, impermeabilização e 
drenagem do local a ser instalado.
Telhado ecológico.
Dessa forma, essa alternativa surge com função de aumentar a quantidade de vegetação nas cidades, aliada à 
redução da poluição e do escoamento superficial de águas pluviais. Esse método proporciona redução no uso 
de energia, devido ao conforto térmico no interior da edificação, uma vez que, enquanto os sistemas 
convencionais usam a terra ou o substrato, o telhado verde prioriza a armazenagem da água da chuva e evita 
o acúmulo desnecessário de sobrepeso gerado por meio de terra ou substrato, armazenando a água na 
própria laje, embaixo da vegetação.
 
Sistema de telhado verde.
Pela imagem anterior, percebe-se que o telhado completo se apoia na laje e, nesse sentido, é necessária uma 
completa barreira contra a água e as raízes, de modo que a laje da cobertura não seja danificada. A 
vegetação é plantada na terra, que se apoia sobre um tecido permeável capaz de recolher a água e 
direcioná-la para o sistema de drenagem. A membrana à prova d’água representa uma proteção extra à laje.
Ele pode se apresentar, ainda, na forma de módulos independentes: estruturas plásticas, já com a vegetação 
escolhida, que são encaixadas umas nas outras para compor o jardim no telhado. Trata-se de uma alternativa 
ambientalmente interessante, principalmente, para edifícios com pouco espaço de área verde e construções 
em geral nas grandes cidades. Além de contribuir com o microclima local, essa ideia promove conforto 
térmico para a edificação, na medida em que atenua a passagem de calor devido à insolação na cobertura.
Sistema de impermeabilização
Quais os métodos existentes para 
impermeabilização de 
edificações?
I. QUANTO Á
SOLICITAÇÃO
IMPOSTA
PELA ÁGUA
CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE
IMPERMEABILIZAÇÃO
CONTRA ÁGUA SOB PRESSÃO: É A
AGUA QUE ESTÁ CONFINADA OU NÃO
EXERCENDO PRESSÃO HIDROSTÁTICA
SUPERIOR A 0,10 M.C.A.
CONTRA ÁGUA DE PERCOLAÇÃO: É A
ÁGUA QUE ATUA SOBRE SUPERFÍCIES,
NÃO EXERCENDO PRESSÃO HIDROS-
TÁTICA SUPERIOR A 0,10 M.C.A, OU SEJA
OBEDECE A LEI DA GRAVIDADE , E FLUI
SOBRE AS SUPERFÍCIES EM UMA DIRE-
ÇÃO DETERMINADA.
CONTRA A UMIDADE DO SOLO: É A
ÁGUA EXISTENTE NO SOLO, ADERIDA
AO MESMO E ABSORVIDA POR SUAS
PARTÍCULAS.
I. QUANTO À
EXIGÊNCIA DE
PROTEÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE
IMPERMEABILIZAÇÃO
DISPENSAM PROTEÇÃO: SÃO AQUELES EM QUE O
PRÓPRIO MATERIAL IMPERMEABILIZANTE UTILIZADO
EM TODAS AS CAMADAS OU PELO MENOS NAS MAIS
EXTERNAS É RESISTENTEÀS INTEMPÉRIES.
AUTO PROTEGIDOS: SÃO SISTEMAS PRÉ-
FABRICADOS CUJAS MANDAS RECEBEM NA FÁBRICA
UM REVESTIMENTO REFLETIVO QUE SISPENSA A
PROTEÇÃO MECÂNICA.
PODEM SER UTILIZADOS COM PINTURA REFLETIVA:
SÃO SISTEMAS EM QUE O MATERIAL
IMPERMEABILIZANTE É DE COR ESCURA NÃO
RESISTENTE AO INTEMPERISMO, EXIGINDO
PROTEÇÃO SOLA E A PROTEÇÃO MECÂNICA PODE
SER DISPENSADA.
EXIGEM PROTEÇÃO MECÂNICA
I. QUANTO AO
MATERIAL
CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE
IMPERMEABILIZAÇÃO
A BASE DE MATERIAIS ASFÁLTICOS: PODENDO SER
ASFALTOS OU ASFALTOS MODIFICADOS COM
POLÍMEROS.
À BASE DE POLÍMEROS SINTÉTICOS: PODENDO SER
ELASTÔMEROS, TERMOPLÁSTICOS, TERMOFIXOS,
MISTURAS DE TERMOPLÁSTICOS E ELASTÔMEROS.
QUANTO À
FLEXIBILIDADE
RÍGIDO:
ARGAMASSA IMPERMEÁVEL
CONCRETO IMPERMEÁVEL
CIMENTO POLIMÉRICO
FLEXÍVEL
MEMBRANAS 
MNATAS
MANTA ASFÁLTICA
ADERIDAS À SUPERFÍCIE: 
NÃO PERMITEM QUE A ÀGUA CAMINHE
SOB A MANTA QUANDO OCORRE
VAZAMENTO.
FLUTUANTES (NÃO ADERENTES):
SOLTAS SOBRE A REGULARIZAÇÃO,
ABSOR-VEM MENOS ESFORÇOS
MECÂNICOS E PERMITEM QUE A ÁGUA SE
ESPALHE SOB A CAMADA IMPERMEÁVEL.
USA-DAS EM LO-CAIS DE GRANDE DEFOR-
MALÇÃO.
Sistema de impermeabilização
Conceitos gerais:
Problemas com umidade sempre foram uma preocupação para o homem. Sendo assim, por meio da 
impermeabilização, é possível proporcionar conforto aos usuários no final da construção da edificação e ter 
uma proteção eficiente contra os diversos elementos e intempéries que podem atingir a obra.
Atenção
A norma de desempenho, NBR 15575:2021, exige que as edificações sejam estanques à água e, 
para atender a esse requisito, entre outras ações, emprega-se a impermeabilização das 
superfícies. No geral, as superfícies mais comuns que requerem impermeabilização são: muros 
de arrimo, lajes e paredes em subsolos, áreas molhadas nas residências, jardineiras e 
coberturas, reservatórios e piscinas, calhas etc.
De acordo com a NBR 9575:2010, o sistema de impermeabilização é dado como o conjunto de produtos e 
serviços dispostos em camadas ordenadas, destinado a conferir estanqueidade a uma construção. 
Estanqueidade, nesse caso, é definida como a propriedade de um elemento de impedir a penetração ou 
passagem de fluidos através de si.
Logo, a impermeabilização pode ser entendida como fator primordial no processo construtivo de 
uma edificação ou de qualquer obra civil, visto que diversas patologias ocorrem devido a falhas 
nesse procedimento, ou mesmo devido a sua ausência.
Sendo assim, a impermeabilização na construção civil tem como objetivo impedir a passagem indesejável de 
umidade, seja por água, seja por fluidos, seja por vapores, de forma que essa umidade pode ser contida ou 
escoada para fora do local a ser protegido.
Além disso, o conforto do usuário no uso das edificações em sua plenitude são cada vez mais exigidos, à 
medida que padrões de qualidade estão cada vez mais disseminados e normas, como a de desempenho, estão 
em rigor. Dessa forma, problemas como umidade, infiltrações e vazamentos se tornam condenáveis devido às 
suas consequências, não só no que diz respeito ao desconforto mas também aos problemas de saúde, 
principalmente os de origem alérgica. Somado a isso, há o agravante estético ocasionado por essas 
ocorrências, fator depreciador de qualquer edificação.
SEGUNDO A NBR 9575:2010, A
IMPERMEABILIZAÇÃO DEVE SER
PROJETADA DE MODO A:
E V I S TA R PA S S AG E M D E F L I Í D O S E VA P O R E S
EVITAR A PASSAGEM DE FLUIDOS E VAPORES NAS CONSTRUÇÕES, PELAS
PARTES QUE REQUEIRAM ESTANQUEIDADE, PODENDO SER INTEGRADA OU
NÃO A OUTROS SISTEMAS CONSTRUTIVOS, DESDE QUE OBSERVADAS AS
NORMAS ESPECÍFICAS DE DESEMPENHO QUE PROPORCIONEM AS MESMAS
CONDIÇÕES DE ESTANQUEIDADE.
P R OT E G E R O S E L E M E N TO S
PROTEGER OS ELEMENTOS E COMPONENTES CONSTRUTIVOS QUE
ESTEJAM EXPOSTOS AO INTEMPERISMO, CONTRA A AÇÃO DE AGENTES
AGRESSIVOS PRESENTES NA ATMOSFERA. 
P R OT E G E R O M E I O A M B I E N T E
PROTEGER O MEIO AMBIENTE DE AGENTES CONTAMINANTES POR MEIO DA
UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO.
I M P E R M E A B I L I Z AÇ ÃO
POSSIBILITAR, SEMPRE QUE POSSÍVEL, ACESSO À IMPERMEABILIZAÇÃO,
COM O MÍNIMO DE INTERVENÇÃO NOS REVESTIMENTOS SOBREPOSTOS A
ELA, DE MODO A SER EVITADA, TÃO LOGO SEJAM PERCEBIDAS FALHAS DO
SISTEMA IMPERMEÁVEL, A DEGRADAÇÃO DAS ESTRUTURAS E
COMPONENTES CONSTRUTIVOS.
Diante disso, deve-se sempre obedecer ao detalhamento do projeto de impermeabilização e estudar os 
possíveis problemas durante o decorrer da obra. Além disso, é importante verificar se a preparação da 
estrutura que vai receber a impermeabilização está sendo bem executada e se o material aplicado está 
dentro das especificações no que tange à qualidade, às características técnicas, à espessura, ao consumo, ao 
tempo de secagem, à sobreposição, aos arremates, aos testes de estanqueidade, ao método de aplicação, 
entre outros.
Com relação à escolha do sistema de impermeabilização, é importante considerar o custo do sistema, a vida 
útil, as garantias do fornecedor, a resistência prometida, aflexibilidade, a aplicação e o reparo, em caso de 
necessidade.
Dica
Sempre consulte o fornecedor juntamente com o projetista.
A principal função dos sistemas de impermeabilização, que se tornam cada vez mais elaborados, é proteger as 
edificações dos malefícios de infiltrações, eflorescências e vazamentos causados pela água. Dessa forma, os 
sistemas de impermeabilização a serem adotados devem atender a uma ou mais das seguintes exigências:
CARGAS ESTÁTICAS
RESISTIR AS CARGAS ESTÁTICAS E DINÂMICAS ATUANTES SOB E SOBRE A
IMPERMEABILIZAÇÃO, DRÁSTICA DA ESPESSURA, OCASIONADA POR
CARREGAMENTOS ORTOGONAIS AO PLANO DE IMPERMEABILIZAÇÃO.
RESISTIR AOS DEFEITOS
RESISTIR AOS EFEITOS DOS MOVIMENTOS DE DILATAÇÃO E RETRAÇÃO DO
SUBSTRATO E REVESTIMENTOS, OCASIONADOS POR VARIAÇÕES
TÉRMICAS.
RESISTIR A DEGRADAÇÃO
RESISTIR À DEGRADAÇÃO OCASIONADA POR INFLUÊNCIAS CLIMÁTICAS,
TÉRMICAS, QUÍMICAS OU BIOLÓGICAS.
RESISTIR ÀS PRESSÕES HIDROSTÁTICAS
RESISTIR ÀS PRESSÕES HIDROSTÁTICAS, DE PERCOLAÇÃO, COLUNA D'ÁGUA
E UMIDADE DE SOLO, BEM COMO DESCOLAMENTO OCASIONADO POR
PERDA DE ADERÊNCIA.
APRESENTAR ADERÊNCIA
APRESENTAR ADERÊNCIA, FLEXIBILIDADE, RESISTÊNCIA E ESTABILIDADE
FÍSICO-MECÂNICA COMPATÍVEIS COM AS SOLICITAÇÕES PREVISTAS NOS
DEMAIS PROJETOS.
RESISTIR AO ATAQUE
RESISTIR AO ATAQUE E À AGRESSÃO DE RAÍZES DE PLANTAS ORNAMENTAIS.
O sistema de impermeabilização pode ser separado em diferentes grupos, que, por sua vez, se diferenciam em 
função dos sistemas utilizados. Com base nisso, ele pode ser divido em quatro componentes:
1. Base e camada de regularização
2. Camada impermeável
3. Proteção mecânica
4. Detalhes construtivos
De acordo com a NBR 9575:2010, a camada de regularização pode ser vertical e horizontal, sendo um estrato 
com função de regularizar as funções do substrato; já a camada impermeável é o estrato com a função de 
prover uma barreira contra a passagem de fluidos. Tal barreira pode ser de diferentes materiais de acordo 
com o sistema impermeabilizante escolhido, que serão apresentados de acordo com suas diferentes 
classificações adiante.
Classificação dos sistemas impermeabilizantes e técnicas de impermeabi-
lização:
Os impermeabilizantes são classificados quanto à sua flexibilidade, ou seja, a sua capacidade de resistir às 
retrações e descontrações da estrutura. Assim, os tipos de impermeabilização são especificados de acordo 
com a estrutura a ser impermeabilizada.
No mercado, estão disponíveis diferentes produtos que impedem a passagem da água pelas estruturas e 
paredes. Existem materiais que exigem proteção mecânica após sua aplicação, e outros que dispensam tal 
proteção. Alguns são fabricados à base de asfalto, enquanto outros à base de polímeros sintéticos. Por fim, 
eles podem ser flexíveis ou rígidos,
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL
X 
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO RÍGIDO
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL 
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO RÍGIDO
POSSUI BAIXA CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES DA
BASE, PRINCIPALMENTE AS CONCENTRADAS, COMO FISSURAS E
TRINCAS. É UTILIZADO EM LOCAIS QUE NÃO SOFRERÃO MOVI-
MENTAÇÕES OU VIBRAÇÕES, FORTE EXPOSIÇÃO SOLAR, VARIA-
ÇÕES TÉRMICAS E GRANDES DEFORMAÇÕES. COMO EXEMPLOS
DE MATERIAIS IMPERMEABILIZANTES RÍGIDOS, TEMOS OS CIMEN-
TOS E AS ARGAMASSAS POLIMÉRICOS.
POSSUI CERTA CAPACIDADE DE ABSORVER A MOVIMENTAÇÃO DA
SUPERFÍCIE. COMO EXEMPLOS DE MATERIAIS IMPER-
MEABILIZANTES FLEXÍVEIS, PODEMOS CITAR AS MANTAS (QUE
SÃO PRÉ-FABRICADAS), ALÉM DAS MEMBRANAS (QUE SÃO
MOLDADAS NO LOCAL).
De maneira geral, a impermeabilização flexível é realizada da seguinte maneira: sobre a base (concreto, por 
exemplo) executa-se a regularização, normalmente através de argamassa; sobre a regularização se aplica o 
material impermeabilizante (manta asfáltica, manta líquida etc.); e, sobre esta, utiliza-se a proteção 
mecânica (camada de argamassa) para proteger o sistema contra intempéries e passagem de pessoas, 
veículos ou equipamentos. A impermeabilização rígida é, usualmente, aplicada diretamente sobre a base e 
não demanda outras camadas.
OS TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO SÃO CLAS-
SIFICADOS SEGUNDO O MATERIAL CONSTITUINTE
PRINCIPAL DA CAMADA IMPERMEÁVEL
CIMENTICÍOS:
CIMENTICÍOS:
CIMENTICÍOS:
SÃO EXEMPLOS DE CIMENTÍCEOS:
ARGAMASSA COM ADITIVO IMPERMEABILIZANTE;
ARGAMASSA MODIFICADA COM POLÍMERO;
ARGAMASSA POLIMÉRICA;
CIMENTO MODIFICADO COM POLÍMERO.
SÃO EXEMPLOS DE ASFÁLTICOS:
MEMBRANA DE ASFALTO MODIFICADO SEM ADIÇÃO DE POLÍMERO;
MEMBRANA DE ASFALTO ELASTOMÉRICO;
MEMBRANA DE EMULSÃO ASFÁLTICA;
MEMBRANA DE ASFALTO ELASTOMÉRICO, EM SOLUÇÃO;
MANTA ASFÁLTICA.
SÃO EXEMPLOS DE POLIMÉRICOS:
MEMBRANA ELASTOMÉRICA DE POLICLOROPRENO E POLIETILENO
CLOROSSULFONADO;
MEMBRANA ELASTOMÉRICA DE POLIISOBUTILENO ISOPRENO (I.L.R.), EM
SOLUÇÃO;
MEMBRANA ELASTOMÉRICA DE ESTIRENO-BUTADIENO-ESTIRENO (S.B.S.);
MEMBRANA ELASTOMÉRICA DE ESTIRENO-BUTADIENO-ESTIRENO-RUBER
(S.B.R.);
MEMBRANA DE POLIURETANO;
MEMBRANA DE POLIUREIA;
MEMBRANA DE POLIURETANO MODIFICADO COM ASFALTO;
MEMBRANA DE POLÍMERO ACRÍLICO COM OU SEM CIMENTO;
MEMBRANA ACRÍLICA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO;
MEMBRANA EPOXÍDICA;
MANTA DE ACETATO DE ETILVINILA (E.V.A.);
MANTA DE POLICLORETO DE VINILA (P.V.G.);
MANTA DE POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE (P.E.A.D.);
MANTA ELASTOMÉRICA DE ETILENOPROPILENODIENO-MONÔMERO (E.P.D.M.);
MANTA ELASTOMÉRICA DE POLIISOBUTILENO ISOPRENO (I.L.R).
NO CASO DO SISTEMA RÍGIDO, OS
IMPERMEABILIZANTES MAIS COMUNS SÃO:
HIDROFUGANTE:
CRISTALIZANTE
ARGAMASSA POLIMÉRICA
É UM LÍQUIDO QUE CONFERE À ARGAMASSA NORMAL A
PROPRIEDADE DE REPELIR A ÁGUA, OU SEJA, TRATA-SE DE UM
MECANISMO QUÍMICO QUE IMPEDE AS GOTAS DE FICAREM
PEQUENAS O SUFICIENTE PARA PENETRAR NOS POROS DO
CONCRETO.
É UM ADITIVO QUE, AO SER MISTURADO A UM COMPONENTE
CIMENTÍCIO, DÁ À MASSA CONSISTÊNCIA DE PASTA PARA SER
APLICADA SOBRE A SUPERFÍCIE ÚMIDA. ESSA UMIDADE FORMA
CRISTAIS QUE, QUANDO SECOS, BLOQUEIAM A PASSAGEM DA
ÁGUA.
É UM BICOMPONENTE, COMPOSTO DE CIMENTO E UMA EMULSÃO
DE POLÍMEROS.
O SISTEMA FLEXÍVEL PODE SER COMPOSTO POR:
MEMBRANA ASGÁLTICA QUENTE
MEMBRANA ASFÁLTICA FRIA
MANTA ASTÁLTICA
USA BLOCOS DE ASFALTO DERRETIDO A ALTAS TEMPERATURAS
NO CANTEIRO DE OBRAS. SEU RECHEIO É FEITO COM
ESTRUTURANTE (TELA DE POLIÉSTER), E A ESPESSURA FINAL
VARIA ENTRE 3MM E 5MM.
PODE SER ENCONTRADA NA FORMA DE DOIS PRODUTOS COM
APARÊNCIA DE UMA PASTA PRETA: EMULSÕES E SOLUÇÕES. OS
PRIMEIROS TÊM BASE AQUOSA, E OS SEGUNDOS SE DILUEM EM
SOLVENTE; AMBOS, EM ALGUNS CASOS, DISPENSAM O
ESTRUTURANTE.
EXISTEM DIVERSOS TIPOS QUE PODEM VARIAR QUANTO À
ESPESSURA, AO TIPO DE ASFALTO E AO TIPO DE RECHEIO. AS MAIS
COMUNS, PARA EMPREGO EM RESIDÊNCIAS, SÃO AQUELAS DE
3MM E 4MM, COM ESTRUTURANTE DE POLIÉSTER.
Cabe ressaltar ainda que, de acordo com o tipo de material constituinte, o material impermeabilizante 
poderá ter maior ou menor vida útil. Yazigi (2009) apresenta uma relação de alguns materiais e seus índices 
de longevidade baseados nas normalizações dadas pela ABNT.
ÍNDICES DE LONGEVIDADE 
Considerado para coberturas planas, porém variável
para cada local de aplicação
Materiais Vida útil
(anos) Conceito
Argamassas rígidas 0 a 25 0 a 20
Feltro asfáltico + asfaltos (valores aplicáveis
em regi-ões com umidade relativa do ar entre
40% e 80%)
4 a 25 3,2 a 20
Feltro asfáltico + asfaltos (valores aplicáveis
em regi-ões com umidade abaixo de 40%) 1 a 2 0,8 a 1,6
Emulsões hidroasfálticas 4 a 10 3,2 a 8
Mantas butílicas 25 a 50 20 a 20
Mantas de PVC + asfalto 3 a 10 2,4 a 8
Elastômeros sintéticos em solução de
Neoprene + Hypalon 4 a 7 3,2 a 5,6
Elastômeros sintéticos em solução combinada
(depen-dendo do local de aplicação) 5 a 10 4 a 8
Tabela: Longevidade dos sistemas e impermeabilização. Yazigi, 2009,
p. 508.
O SISTEMA FLEXÍVEL PODE SER COMPOSTO POR:
ÁREAS QUE REQUEIRAM ESTANQUEIDADE
ÁREAS QUE REQUEIRAM SUBSTRATO SECO
ÁREA SUJEITAS À ÁGUA SOB PRESSÃO PISITIVA
DEVEM SER TOTALMENTE IMPERMEABILIZADAS.
A ARGAMASSA DE REGULARIZAÇÃO DEVE TER IDADE MÍNIMA DE 7 DIAS
DEVEM RECEBER A IMPERMEABILIZAÇÃONA FACE DE ATUAÇÃO DA ÁGUA.
O SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO TAMBÉM
PODE SER CLASSIFICADO PELOS SEGUINTES
ASPECTOS:
QUANTO À SOLICITAÇÃO IMPOSTA PELA ÁGUA
 A. CONTRA ÁGUA SOB PRESSÃO: É A ÁGUA QUE ESTÁ CONFINADA OU NÃO,
EXERCENDO PRESSÃO HIDROSTÁTICA SUPERIOR A 0,10M.C.A.
B. CONTRA ÁGUA DE PERCOLAÇÃO: É A ÁGUA QUE ATUA SOBRE SUPERFÍCIES,
NÃO EXERCENDO PRESSÃO HIDROSTÁTICA SUPERIOR A 0,10M.C.A, OU SEJA,
OBEDECE À LEI DA GRAVIDADE E FLUI SOBRE AS SUPERFÍCIES EM UMA DIREÇÃO
DETERMINADA.
C. CONTRA A UMIDADE DO SOLO: É A ÁGUA EXISTENTE NO SOLO, ADERIDA A
ELE E ABSORVIDA POR SUAS PARTÍCULAS.
QUANTO À EXIGÊNCIA DE PROTEÇÃO
A. DISPENSAM PROTEÇÃO: SÃO AQUELES EM QUE O PRÓPRIO MATERIAL
IMPERMEABILIZANTE UTILIZADO EM TODAS AS CAMADAS OU PELO MENOS
NAS MAIS EXTERNAS É RESISTENTE ÀS INTEMPÉRIES.
B. AUTOPROTEGIDOS: SÃO SISTEMAS PRÉ-FABRICADOS CUJAS MANTAS
RECEBEM, NA FÁBRICA, UM REVESTIMENTO REFLETIVO QUE DISPENSA A
PROTEÇÃO MECÂNICA.
C. PODEM SER UTILIZADOS COM PINTURA REFLETIVA: SÃO SISTEMAS EM QUE
O MATERIAL IMPERMEABILIZANTE É DE COR ESCURA NÃO RESISTENTE AO
INTEMPERISMO, EXIGINDO PROTEÇÃO SOLAR E A PROTEÇÃO MECÂNICA PODE
SER DISPENSADA.
D. EXIGEM PROTEÇÃO MECÂNICA.
QUANTO AO MATERIAL
A. À BASE DE MATERIAIS ASFÁLTICOS: PODENDO SER ASFALTOS OU ASFALTOS
MODIFICADOS COM POLÍMEROS.
B. À BASE DE POLÍMEROS SINTÉTICOS: PODENDO SER ELASTÔMEROS,
TERMOPLÁSTICOS, TERMOFIXOS, MISTURAS DE TERMOPLÁSTICOS E
ELASTÔMEROS.
QUANTO À FLEXIBILIDADE
A. RÍGIDO:
I. ARGAMASSA IMPERMEÁVEL.
II. CONCRETO IMPERMEÁVEL.
III. CIMENTO POLIMÉRICO.
 
B. FLEXÍVEL:
I. MEMBRANAS.
II. MANTAS.
QUANTO AO MÉTODO DE EXECUÇÃO
A. PRÉ-FABRICADOS – MANTAS:
 
I. MANTAS POLIMÉRICA SINTÉTICAS (MANTA ELASTOMÉRICA – BUTIL E EPDM).
II. MANTA ASFÁLTICA.
III. MANTA TERMOPLÁSTICA (PVC).
 
B. MOLDADOS NO LOCAL – MEMBRANAS:
 
I. MEMBRANAS ASFÁLTICAS:
 
1.FELTRO ASFÁLTICO E ASFALTO.
2.EMULSÃO ASFÁLTICA E VÉU DE FIBRA DE VIDRO.
3.MEMBRANAS ASFÁLTICAS (ASFALTO ELASTOMÉRICO EM SOLUÇÃO).II. 
II. MEMBRANAS POLIMÉRICAS:
 
1.ELASTÔMEROS EM SOLUÇÃO (NEOPRENE, HYPALON).
2.MEMBRANAS TERMOPLÁSTICAS (ACRÍLICAS).
3.MEMBRANAS POLIMÉRICAS SINTÉTICAS.
Pode-se dizer, no geral, que um sistema de impermeabilização é composto por camadas.
Sequência das camadas de um sistema de impermeabilização.
Camadas de um sistema de impermeabilização.
BASE
CAMADA DE REGULARIZAÇÃO
CAMADA DE BERÇO
DETERMINA ALGUMAS EXIGÊNCIAS AO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO, EM
FUNÇÃO DO GRAU DE FISSURAÇÃO, DA DEFORMABILIDADE DEVIDO ÀS CARGAS
E DA MOVIMENTAÇÃO TÉRMICA.
TEM A FUNÇÃO DE REGULARIZAR O SUBSTRATO (BASE), PROPORCIONANDO
UMA SUPERFÍCIE UNIFORME DE APOIO ADEQUADA À CAMADA IMPERMEÁVEL, E
DE FORNECER A ELE UM CERTO CAIMENTO.
TEM A FUNÇÃO DE APOIO E PROTEÇÃO DA CAMADA IMPERMEÁVEL CONTRA
AGRESSÕES PROVENIENTES DO SUBSTRATO, PODENDO SER ADESIVO
ELASTOMÉRICO, ASFÁLTICO, GEOTÊXTIL DE POLIÉSTER OU PP, MANTA
ASFÁLTICA OU EPS. NO GERAL, SUA FUNÇÃO PRINCIPAL É ABSORVER E
DISSIPAR ESFORÇOS ATUANTES SOB A CAMADA IMPERMEÁVEL, DE MODO A
PROTEGÊ-LA CONTRA A AÇÃO DELETÉRIA DESSES ESFORÇOS.
CAMADA IMPERMEÁVEL
TEM A FUNÇÃO DE PROVER UMA BARREIRA CONTRA A PASSAGEM DE
FLUIDOS.
CAMADA SEPARADORA
TEM A FUNÇÃO DE EVITAR A ADERÊNCIA DE OUTROS MATERIAIS SOBRE A
CAMADA IMPERMEÁVEL. NESSE CASO, PODE SER USADO PAPEL KRAFT SOBRE
CAMADA GEOTÊXTIL, PAPEL KRAFT BETUMADO E LÂMINA PLÁSTICA FLEXÍVEL
(FILME DE PE). ESSA CAMADA EVITA QUE OS ESFORÇOS DE DILATAÇÃO E
CONTRAÇÃO DA ARGAMASSA DE PROTEÇÃO MECÂNICA DANIFIQUEM A
IMPERMEABILIZAÇÃO.
CAMADA AMORTECIMENTO
ABSORVE E DISSIPA ESFORÇOS ESTÁTICOS OU DINÂMICOS QUE ATUAM SOBRE
A CAMADA IMPERMEÁVEL, SENDO USADA EM CONJUNTO COM A CAMADA DE
BERÇO. NESSE CASO, PODE-SE UTILIZAR AREIA, CIMENTO E EMULSÃO
ASFÁLTICA, GEOTÊXTIL DE POLIÉSTER OU POLIPROPILENO (PP), EMULSÃO
ASFÁLTICA COM BORRACHA MOÍDA, POLIESTIRENO EXPANDIDO OU
EXTRUDADO. SENDO ASSIM, ESSA CAMADA PROTEGE MECANICAMENTE A
IMPERMEABILIZAÇÃO, MINIMIZANDO AS VARIAÇÕES DE TEMPERATURA E
AUMENTANDO A DURABILIDADE DO SISTEMA, POIS DOBRA A SUA VIDA ÚTIL.
PROTEÇÃO TÉRMICA
TEM A FUNÇÃO DE REDUZIR O GRADIENTE TÉRMICO ATUANTE SOBRE A
CAMADA IMPERMEÁVEL, AUMENTANDO, DESSA FORMA, A SUA VIDA ÚTIL.
PROTEÇÃO MECÂNICA
TEM A FUNÇÃO DE ABSORVER E DISSIPAR OS ESFORÇOS ESTÁTICOS OU
DINÂMICOS ATUANTES SOBRE A CAMADA IMPERMEÁVEL, DE MODO A
PROTEGÊ-LA CONTRA A AÇÃO DELETÉRIA DESSES ESFORÇOS. DEVE SER
APLICADA SOBRE CAMADA SEPARADORA, PODENDO-SE UTILIZAR
ARGAMASSA, CONCRETO, GEOTÊXTIL, METAL, SOLO, AGREGADO ETC.
Manta asfáltica:
A manta asfáltica é um impermeabilizante pré-fabricado, à base de asfalto modificado. Sua aplicação pode 
ser feita em lajes, terraços, pisos, banheiros, cozinhas, área de serviço, sacadas, floreiras, muros de arrimo, 
calhas, tanques, piscinas, reservatórios, encosta em superfície de concreto ou diretamente sobre o solo.
A manta asfáltica, muito usada na construção civil, é composta de mantas pré-fabricadas de asfalto oxidado 
(3mm a 5mm) ou modificado com polímeros, estruturada internamente por véu ou tela de fibra de vidro, 
poliéster ou nylon. Essas mantas podem ser emendadas por fusão do asfalto da própria manta (maçarico) ou 
de asfalto oxidado externo (forno) e se classificam em dois tipos:
ADERIDAS À SUPERFÍCIE FLUTUANTES (NÃO ADERENTES)
NÃO PERMITEM QUE A ÁGUA
CAMINHE SOB A MANTA QUAN-
DO VAZAMENTOS ACONTECEM.
ABSORVEM MENOS ESFORÇOS
MECÂNICOS E PERMITEM QUE A
ÁGUA SE ESPALHE SOB A CA-
MADA IMPERMEÁVEL. USADAS
EM LOCAIS DE GRANDE DEFOR-
MAÇÃO.
Agora observe uma comparação entre as mantas PP e AA.
MANTA ASFÁLTICA PP MANTA ASFÁLTICA AA
CAMADAS:
MANTA ASFÁLTICA PRODUZI-DA A PARTIR
DA MODIFICA-ÇÃO FÍSICA DO ASFALTO
COM POLÍMEROS, ESTRUTURADA COM
NÃO TECIDO DE FILA-MENTOS CONTÍNUOS
DE PO-LIÉSTER PREVIAMENTE ESTA-
BILIZADO.
SOLDAGEM COM MAÇARICO À GÁS. -
ATENDE AO TIPO III – CLASSE A E B.
BOBINA: 1 M DE LARGURA E 10 M DE
COMPRIMENTO.
CAMADAS:
MANTA ASFÁLTICA PRÉ-FABRICADA COM
ASFALTO MODIFICADO COM ADIÇÃO DE
POLÍMEROS, ESTRUTURADA COM NÃO
TECIDO DE FILAMENTOS CONTÍNUOS DE
POLIÉSTER RESINADO COM ACABAMENTO
DE AREIA EM AMBAS AS FACES PARA
COLAGEM COM ASFALTO.
SOLDAGEM COM ASLFATO FUNDIDO À
QUENTE.
BOBINA: 1 METRO DE LARGURA POR 10
METROS DE COMPRIMENTO.
As mantas asfálticas devem atender as normas ABNT NBR 9952 – Mantas Asfálticas para impermeabilização, 
NBR 9575:2010 – Impermeabilização – Sistemas e projetos e NBR 9574:2008 – Execução da impermeabilização.
A manta asfáltica é um impermeabilizante pré-fabricado à base de asfalto modificado. Sua norma 
regulamentadora é a ABNT NBR 9952:2014, confirmada em 2018, manta asfáltica para impermeabilização. A 
norma classifica o sistema em 4 tipos (I, II, III e IV), de acordo com a tração e o alongamento, e em 3 classes (A, 
B e C), de acordo com a flexibilidade à baixa temperatura.
As mantas asfálticas, segundo a ABNT NBR 9952:2014, podem ter acabamento superficial granular, geotêxtil, 
metálico, polietileno, areia de baixa granulometria e plástico metalizado. São fabricadas em três versões: a 
manta asfáltica tradicional, a manta asfáltica aluminizada, que é utilizada em telhados de todos os tipos e 
formas, e em lajes onde não há trânsito, e a manta asfáltica transitável, que é indicada para lajes onde há 
trânsito. Também é usada como impermeabilizante de piscinas e reservatórios.
Atenção
Para a aplicação, deve ser feita a preparação da superfície, que deverá ser previamente lavada 
e estar isenta de pó, areia, resíduos de óleo, graxa, desmoldante e manchas de qualquer tipo de 
material que possa prejudicar a aderência do produto.
A ABNT NBR 9575:2010 apresenta orientações técnicas para a execução dos detalhes construtivos de elementos 
como ralos.
Detalhes construtivos de ralos.
Recomenda-se que, na região dos ralos, seja criado um rebaixo de 1cm de profundidade, com área de 
40cmx40cm, com bordas chanfradas, para que haja nivelamento de toda a impermeabilização após a 
colocação dos reforços previstos nesse local.
RECORTE
RECORTE UM RETÂNGULO DA MANTA COM 20 CM DE
ALTURA E COMPRIMENTO DE 5CM MAIORQUE O
CONTORNO DO TUBO, PARA SOBREPOSIÇÃO.
ENROLE
ENROLE O RETÂNGULO DA MANTA EM FORMA DE
TUBO E FIXE-O DENTRO DO RALO, FAZENDO A
QUEIMA DO FILME DE POLIETILENO, DEIXANDO PARA
FORA CERCA DE 10CM.
CORTE
CORTE EM TIRAS A PARTE DA MANTA QUE FICOU
PARA FORA DO RALO.
DOBRE
DOBRE E FIXE AS TIRAS NA BORDA DO RALO
FAZENDO A QUEIMA DO FILME DE POLIETILENO NO
QUADRADO REBAIXADO.
RECORTE
RECORTE OUTRO QUADRADO DA MANTA NO
TAMANHO DO REBAIXO E FIXE-O SOBRE O RALO
FAZENDO A QUEIMA DO FILME DE POLIETILENO.
CORTE
CORTE EM TIRAS A PARTE QUE FICOU SOBRE A
ABERTURA. DOBRE AS TIRAS PARA DENTRO E FIXE-
AS, FAZENDO A QUEIMA DO FILME DE POLIETILENO.
Além disso, juntas de dilatação deverão ser consideradas como divisoras de água, de forma a evitar o seu 
acúmulo. As juntas deverão estar limpas e desobstruídas, permitindo sua normal movimentação.
Importante observar que a manta asfáltica, independentemente do tipo, após sua aplicação, deverá receber 
uma proteção mecânica, composta pela execução de argamassa de cimento e areia, traço 1:4, e desempenada 
com espessura mínima de 3cm.
Dessa forma, seguindo as recomendações de cada fabricante, pode-se dizer que, no quesito confiabilidade, as 
mantas asfálticas ocupam o topo da lista, pois sendo pré-fabricadas, oferecem maior garantia de qualidade e 
de uniformidade. Outra vantagem é o rendimento do serviço.
Comentário 
Seguindo as recomendações de cada fabricante, pode-se dizer que, no quesito confiabilidade, 
as mantas asfálticas ocupam o topo da lista, pois sendo pré-fabricadas, oferecem maior 
garantia de qualidade e de uniformidade. Outra vantagem é o rendimento do serviço.
Cabe ressaltar que, não é preciso esperar a secagem do material, como no caso das membranas. Mas o sistema 
tem um calcanhar de Aquiles: a mão de obra deve ser bem treinada. No geral, a garantia do serviço é de pelo 
menos cinco anos e a vida útil da proteção com a manta pode completar 25 anos, dependendo da quantidade 
de camadas e do tipo de produto especificado.

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