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Autores: Profa. Angélica Segóvia de Araújo 
 Profa. Carla Ferro Pereira Monfredini
 Prof. Jorge Alexandre da Silva
Colaboradoras: Profa. Vanessa Santhiago
 Profa. Christiane Mazur Doi
Ginástica Rítmica: 
Aspectos do Esporte
Professores conteudistas: Angélica Segóvia de Araújo / 
Carla Ferro Pereira Monfredini / Jorge Alexandre da Silva
Angélica Segóvia de Araújo
Graduada em Educação Física pelas Faculdades Integradas de Santo André (Fefisa) em 1984, especialista em 
Ginástica Artística pela Universidade de São Paulo (USP) em 1985 e pós-graduada em Treinamento Desportivo pelas 
Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 1999. Professora de Ginástica Artística no colégio Marista Arquidiocesano 
de São Paulo desde 1989, árbitra estadual de Ginástica Artística, coordenadora da Liga Escolar de Ginástica Artística de 
São Paulo desde 2010 e coordenadora da Liga Nescau Jovem Pan na modalidade de Ginástica Artística. Docente na 
Universidade Paulista (UNIP) desde 2011.
Carla Ferro Pereira Monfredini
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2006, especialista em Ginástica 
Rítmica pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) em 2015, especialista em Aprendizagem Motora pela Universidade 
de São Paulo (USP) em 2007, especialista em Psicomotricidade pelo ISPEGAE OIPR (UNIP) desde 2024 e mestra em 
Ciências na área de Biodinâmica do Movimento Humano pela USP em 2011. Docente na União Nacional das Instituições 
de Ensino Superior Privadas (Uniesp) (2011-2014) e na Universidade Paulista (UNIP) desde 2014.
Jorge Alexandre da Silva
Graduado em Educação Física pela Organização de Saúde com Excelência e Cidadania (Osec) em 1989, pós-graduado 
em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho (USF) em 2007. Servidor público na Prefeitura Municipal 
de Barueri (São Paulo) desde 1998, atuando nas funções de treinador de Ginástica Artística (1998-2009), gerente 
esportivo (2009-2015) e diretor de esportes (2015). Docente na Universidade Paulista (UNIP) desde 2006.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
A663g Araújo, Angélica Segóvia de.
Ginástica Rítmica / Angélica Segóvia de Araújo; Carla Ferro Pereira 
Monfredini; Jorge Alexandre da Silva. – São Paulo: Editora Sol, 2025.
136 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Aparelhos. 2. Treinamento. 3. Competição. I. Monfredini, Carla 
Ferro Pereira. II. Silva, Jorge Alexandre da. III. Título.
CDU 796.412
U522.32 – 25
Prof. João Carlos Di Genio
Fundador
Profa. Sandra Rejane Gomes Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Profa. M. Marisa Regina Paixão
Vice-Reitora de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Renata Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Material Didático
Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Revisão:
 Prof. Alexandre Ponzetto Josiana Araújo Akamine
 Maria Cecília França
Sumário
Ginástica Rítmica: Aspectos do Esporte
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................8
Unidade I
1 CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA RÍTMICA ............................................................................................9
1.1 Musicalidade .......................................................................................................................................... 10
1.2 Movimentos corporais ........................................................................................................................ 10
1.3 Manejo de aparelhos ........................................................................................................................... 12
1.4 Área de apresentação e vestimenta .............................................................................................. 13
1.5 Programa de competição: individual e em conjunto ............................................................ 15
2 HISTÓRIA DA GINÁSTICA RÍTMICA ........................................................................................................... 18
2.1 A GR no Brasil ....................................................................................................................................... 21
2.2 A GR nas Olimpíadas ........................................................................................................................... 22
2.3 Ginástica rítmica masculina ............................................................................................................ 25
2.3.1 Linha tradicional ..................................................................................................................................... 25
2.3.2 Linha asiática: Japão ............................................................................................................................. 26
2.4 A GR masculina no Brasil .................................................................................................................. 27
3 MOVIMENTOS CORPORAIS E AS SUAS POSSIBILIDADES ................................................................ 28
3.1 Componentes de dificuldade ........................................................................................................... 28
3.1.1 Elementos de dificuldades corporais (BD) .................................................................................... 28
3.1.2 Onda corporal completa (W) .............................................................................................................. 39
3.1.3 Pré-acrobáticos ........................................................................................................................................ 40
3.1.4 Elementos dinâmicos com rotação (R) .......................................................................................... 43
3.1.5 Dificuldades com colaborações (DC): exclusivas do conjunto ............................................. 44
3.1.6 Dificuldades com trocas (DE): exclusivas do conjunto ............................................................ 46
3.2 Componentes artísticos ..................................................................................................................... 48
3.2.1 Combinação de passos de dança...................................................................................................... 48
4 APARELHOS DA GINÁSTICA RÍTMICA FEMININA E SUAS POSSIBILIDADES 
DE MANEJO ........................................................................................................................................................... 49
4.1 Arco ............................................................................................................................................................ 56
4.1.1 Manejos com orotação (ao mesmo tempo 
devem subir na meia-ponta, posicionar a perna estendida na frente e realizar um quarto de volta) 
e finalização (quinta posição).
A) B)
Figura 19 – A) preparação e B) rotação
38
Unidade I
Na rotação rolinho, os alunos, inicialmente, devem estar na postura de espacato no chão, realizar 
uma flexão de tronco à frente e rolar para a direita ou a esquerda, completando uma volta de 360º.
• Atividade sugerida: inicialmente, os alunos devem realizar exercícios que melhoram a flexibilidade 
na posição espacato. Somente quando eles estiverem em uma abertura entre 160º e 180º, o 
professor pode estimulá-los a realizar a rotação rolinho.
Figura 20
 Saiba mais
Conheça mais sobre as dificuldades corporais de rotações e pesquise 
vídeos na internet a partir de expressões como rotation difficulties e rotation 
difficulties rhythmic gymnastics. Veja o vídeo a seguir:
RG CoP 2025 2028 WHAT’s NEW | New Rotations DB values. 2024. 1 vídeo 
(1 min). Publicado pelo canal Samuel RG. Disponível em: https://shre.ink/eXnI. 
Acesso em: 14 maio 2025.
Na GR, para que o árbitro avalie e valide a execução de qualquer movimento corporal, inclusive as 
dificuldades corporais, é obrigatório que o movimento seja sempre associado com o manejo de aparelho. 
Assim, os saltos, os equilíbrios e as rotações só são válidos se forem feitos sempre com o manejo de um 
aparelho. É importante entender que, na GR, os movimentos corporais e o manejo de aparelho estão 
sempre associados.
Para que o movimento corporal seja considerado válido e receba pontos, a figura corporal que 
a ginasta apresenta deve ser perfeitamente reconhecida pelos árbitros, de acordo com a figura e a 
descrição que consta no Código de Pontuação da GR. O quadro 7 mostra como se dá essa comparação.
39
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Quadro 7 – Equilíbrios com valores e desvios
DB válida: 0.50 p. DB válida: 0.50 p. DB não válida: 0.00 p.
Pequeno desvio do espacato Médio desvio do espacato Grande desvio do espacato
Penalidade de execução 0.10 p. Penalidade de execução 0.30 p. Penalidade de execução 0.50 p.
Adaptado de: CBG (2025).
3.1.2 Onda corporal completa (W)
Uma onda corporal completa é uma contração e descontração sequencial de todos os músculos 
do corpo, ao longo da cadeia de segmentos corporais como uma corrente elétrica. As ondas corporais 
completas consistem em movimentos fluidos que percorrem todos os segmentos do corpo, desde a 
cabeça, passando pela região pélvica, até os pés, ou no sentido inverso.
Não é obrigatório usar os braços, sendo sua inclusão determinada pela manipulação do aparelho 
e/ou pela composição coreográfica. Além disso, a amplitude da onda é variável, o que permite adaptações 
conforme a intenção artística e a técnica do movimento.
Entre os exemplos de ondas corporais completas, destacam-se: ondas para frente, para trás, laterais, para 
trás com transição para o solo (figura 21) e ondas de corpo inteiro combinadas com giro em espiral. Ondas 
para frente, para trás, laterais e para trás com transição para o solo são exemplos de ondas corporais completas.
Figura 21
Fonte: CBG (2025, p. 58).
40
Unidade I
3.1.3 Pré‑acrobáticos
O termo pré-acrobático, na GR, define as acrobacias que não possuem fase aérea, ou seja, não 
podem ser realizadas sem o contato com o solo. Na grande maioria, são movimentos com rotação nos 
eixos corporais anteroposterior (como a estrelinha) e o eixo laterolateral (como rolamentos e reversões).
Na iniciação da GR, os elementos pré-acrobáticos são os movimentos que as crianças mais gostam de 
aprender. Além de serem desafiadores na realização, eles impressionam. Mesmo não valendo pontuação 
em algumas situações, chamam atenção nas coreografias, enriquecendo a beleza.
Exemplos de grupos de elementos pré-acrobáticos que podem ser realizados na GR:
• rolamentos para frente e para trás sem voo;
• reversões para frente e para trás e lateral sem voo;
• rolamento sobre o peito de frente e para trás;
• fish-flop/mataborrão para frente e para trás, com possíveis variações de movimentos de pernas;
• rotação lateral passando por uma ponte e rotação lateral com o tronco arqueado para trás.
Rolamentos para frente e para trás sem voo
O aluno deve se posicionar em pé, apoiar as mãos no solo e, impulsionando o corpo com as pernas, 
rolar sobre as costas em posição grupada. Na sequência, tem de finalizar sobre os pés, elevando-se à 
posição em pé. No rolamento para trás, acontece o mesmo processo, só que começando de costas.
Figura 22
41
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Reversões para frente e para trás e lateral sem voo
Na reversão para trás, o aluno deve se posicionar em pé, com uma perna na frente da outra e com os 
braços elevados. Ele desequilibra-se para trás, levando as mãos ao solo e elevando a perna que está na 
frente. Ao tocar as mãos no solo, o executante deve lançar as pernas, afastadas e estendidas, passando 
pelo apoio invertido à posição em pé. A reversão para frente é realizada da mesma forma, só que, nesse 
caso, o aluno deve desequilibrar o corpo para frente. Já a reversão lateral é conhecida popularmente 
como estrelinha.
Figura 23
Além das reversões realizadas sobre as mãos (figura 23), há diferentes formas de se executar a 
reversão, todas autorizadas pelo Código:
• reversão com o apoio de uma ou duas mãos;
• reversão com o apoio nos antebraços, no peito ou nas costas;
• reversão com ou sem troca de pernas;
• reversão com posições iniciais no solo ou em pé.
Fish-flop/mataborrão para frente e para trás
O aluno deve realizar reversão no solo sobre um ombro, passando pela vertical do corpo estendido.
A figura 24 apresenta um exemplo de fish-flop para frente com variação.
42
Unidade I
Figura 24
Fonte: CBG (2025, p. 46).
A figura 25 mostra um exemplo de fish-flop para trás com variação.
Figura 25
Fonte: CBG (2025, p. 46).
O salto plongée (também conhecido como salto espacate ou jeté com o tronco flexionado para 
frente, terminando diretamente em um rolamento) não é considerado uma dificuldade de salto, mas um 
elemento pré-acrobático. Ele pode ser executado para elemento dinâmico com rotação (R) e dificuldade 
de aparelho (AD) (figura 26).
43
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 26
Fonte: CBG (2025, p. 48).
Os elementos pré-acrobáticos são muito utilizados na realização dos elementos dinâmicos de 
rotação (R), conhecidos como risco, para cumprir as exigências desse elemento, obrigatório, nas séries 
coreográficas. Nesse caso, proporcionam valor adicional ao elemento R.
Todos os grupos de elementos pré-acrobáticos podem ser incluídos no exercício sob a condição de 
serem executados sem parada na posição, exceto por uma curta pausa para a recuperação do aparelho 
durante o elemento. O mesmo elemento pré-acrobático pode ser utilizado uma vez em R e outra vez 
em AD. Em outras condições, não pode ser repetido. Se o pré-acrobático é feito iniciando ou finalizando 
de formas diferentes, é considerado como elemento diferente: isso significa que uma reversão para 
frente começando em pé e uma reversão para frente começando no solo são elementos diferentes, 
portanto, é possível executá-los em uma mesma coreografia.
Nas coreografias de conjunto, eles são utilizados principalmente nas colaborações, que são os 
exercícios em que uma ginasta depende da outra para executar um acontecimento coreográfico.
 Saiba mais
Conheça mais sobre os elementos pré-acrobáticos pesquisando vídeos na 
internet por meio de palavras-chave como rhythmic gymnastics evolution e 
pre-acrobatic elements rhythmic gymnastics. Veja o vídeo a seguir:
THE RG CoP 2022 2024 guide – Pre-acrobatic elements’ groups and 
variations. 2021. 1 vídeo (5 min). Publicado pelo canal Samuel RG. Disponível 
em: https://shre.ink/eXnn. Acesso em: 14 maio 2025.
 
3.1.4 Elementos dinâmicos com rotação (R)
Os elementos dinâmicos com rotação (R), também chamados de risco, são combinações de rotações 
corporais com lançamento e recuperação do aparelho,exigindo precisão e controle na execução. 
Consistem em um movimento de três etapas realizadas pela ginasta ininterruptamente.
44
Unidade I
Primeiramente, a ginasta realiza um grande lançamento do aparelho (mais que duas vezes a altura 
dela em pé). Na sequência, durante o voo do aparelho, ela executa duas ou mais rotações ao redor de 
qualquer eixo corporal (360º em cada rotação), sem interrupção. É possível realizar a primeira rotação 
durante o lançamento ou o voo do aparelho.
A recuperação do aparelho deve ser realizada durante ou imediatamente ao finalizar a última 
rotação. O risco está exatamente na agilidade de execução, pois ela pode perder o aparelho.
Seu valor pode ser acrescido conforme o número das formas de execução das rotações e das formas de 
lançar e de recuperar o aparelho. Por exemplo, a ginasta pode realizar um lançamento do aparelho fora do 
campo visual (isso aumenta o valor final), fazer dois rolamentos seguidos e recuperar o aparelho sem a ajuda 
das mãos (como pegá-lo com as pernas, o que aumenta o valor final) imediatamente após a finalização 
do último rolamento.
 Saiba mais
Conheça mais sobre os elementos dinâmicos com rotação/risco (R) e 
veja imagens de ginastas realizando diferentes riscos pesquisando vídeos 
na internet por meio de expressões como: risks, code of points, rhythmic 
gymnastics e dynamic elements with rotation (R). Veja o vídeo a seguir:
RISKS RG CoP 2025 2028 | Exercises with solutions. 2024. 1 vídeo (9 min). 
Publicado pelo canal Samuel RG. Disponível em: https://shre.ink/eX9i. Acesso 
em: 14 maio 2025.
 
Além dos elementos mencionados, os exercícios de conjunto possuem elementos corporais específicos 
e obrigatórios que não estão presentes nos exercícios individuais, conforme veremos a seguir.
3.1.5 Dificuldades com colaborações (DC): exclusivas do conjunto
São elementos obrigatórios nos exercícios de conjunto, nos quais as ginastas interagem entre si, 
realizando apoios, impulsões ou conexões físicas para a execução de elementos técnicos combinados. 
Tais dificuldades devem demonstrar a coordenação e a cooperação entre as integrantes da equipe, 
evidenciando a harmonia do grupo.
A dificuldade com colaboração requer uma coordenação harmoniosa entre as ginastas, a saber:
• todas as cinco juntas ou em subgrupos (dupla, trio etc.);
• com uma variedade de deslocamentos, de direções e de formações;
• com ou sem contato direto com as parceiras (corpo ou aparelho);
45
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
• com ou sem rotação;
• com possível elevação (lifting), no máximo uma ginasta por vez;
• com possível apoio nos aparelhos ou nas outras ginastas.
A figura 27 mostra um exemplo de dificuldade com colaboração, com elevação de uma ginasta.
Figura 27
Disponível em: https://shre.ink/Mqeo. Acesso em: 2 abr. 2025.
A figura 28 apresenta um exemplo de dificuldade com colaboração, em que o contato ocorre por 
meio dos aparelhos.
Figura 28
Disponível em: https://shre.ink/MqxO. Acesso em: 2 abr. 2025.
46
Unidade I
 Saiba mais
Conheça mais sobre colaborações (C) e imagens de conjuntos pesquisando 
vídeos na internet com expressões, como: collaborations group rhythmic 
gymnastics. Veja o vídeo a seguir:
CC Collaborations in Group Exercises – RG CoP 2022-2024. 2022. 1 vídeo 
(3 min). Publicado pelo canal Majochka. Disponível em: https://shre.ink/eX9r. 
Acesso em: 14 maio 2025.
3.1.6 Dificuldades com trocas (DE): exclusivas do conjunto
São movimentos característicos dos exercícios em conjunto, nos quais há lançamentos e recepções do 
aparelho entre as ginastas. Essas dificuldades exigem muita precisão na coordenação dos lançamentos, 
de alinhamento espacial e de sincronização das recuperações. Isso garante que a transição do aparelho 
ocorra de maneira fluida e integrada ao restante da rotina.
Uma troca de aparelhos com lançamento alto e/ou longo exige que as cinco ginastas realizem duas 
ações fundamentais, como:
• lançar seu próprio aparelho para uma parceira;
• recuperar o aparelho lançado por outra ginasta durante o voo.
Para que a dificuldade de equipe (DE) seja considerada válida, as trocas têm de ser realizadas por 
meio de lançamentos caracterizados como altos, longos ou de grande amplitude, sem o uso da técnica 
conhecida como boomerang. Caso não atenda a esses critérios, a troca não é reconhecida como válida.
Cada ginasta deve recuperar o aparelho lançado por uma parceira, assegurando a execução completa 
da dificuldade. O critério para um lançamento alto é que o aparelho atinja uma altura superior a duas 
vezes a estatura da ginasta em pé. Já os lançamentos longos são definidos por uma distância mínima de 
oito metros entre as ginastas no momento do lançamento e/ou da recuperação. Essa distância necessita 
ser respeitada entre as atletas envolvidas diretamente na troca.
Tais elementos exigem alto grau de precisão, de coordenação e de controle corporal, pois, qualquer 
erro na trajetória do aparelho ou na sincronização entre elas, compromete a execução da troca e, 
consequentemente, a pontuação da equipe.
A figura 29 apresenta exemplos de formações com oito metros de distância (independente da altura):
47
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 29
Fonte: CBG (2025, p. 169).
 Saiba mais
Conheça as dificuldades de troca (ED) pesquisando vídeos na internet por 
meio de expressões como: difficulty analysis ou difficulty with exchange (DE) 
e rhythmic gymnastics. Veja o vídeo a seguir:
TOP 100 Exchanges in Group Exercises – RG CoP 2017-2021. 2020. 1 vídeo 
(7 min). Publicado pelo canal Majochka. Disponível em: https://shre.ink/eX20. 
Acesso em: 14 maio 2025.
48
Unidade I
3.2 Componentes artísticos
Na GR, os componentes artísticos são fundamentais para a expressividade da ginasta e para a 
fluidez da rotina. No processo de ensino-aprendizagem, a combinação de passos de dança desempenha 
um papel essencial no desenvolvimento da musicalidade e da interpretação artística das atletas. Esse 
elemento está presente tanto nas séries individuais quanto nas de conjunto.
Para garantir a naturalidade e a coerência na execução, é fundamental que as aulas incluam 
atividades que estimulem a dança e a expressão corporal, favorecendo a integração entre o movimento, 
o ritmo e o aparelho. A correta aplicação desses elementos contribui diretamente para a harmonia da 
coreografia e a qualidade da apresentação.
3.2.1 Combinação de passos de dança
Para a combinação de passos de dança, deve-se ter uma duração mínima de oito segundos, ser 
coerente com a música e o estilo da apresentação, incluir variedade de direções e dinâmicas e não 
conter elementos de dificuldade corporal ou lançamentos altos de aparelho.
As composições que não apresentarem pelo menos duas combinações válidas de passos de dança 
estão sujeitas a penalizações. Por isso a importância desse componente na avaliação artística das rotinas. 
A combinação não enriquece apenas a expressividade das ginastas, mas também contribui para a fluidez 
e a harmonia da apresentação, tornando-a mais envolvente e impactante.
A figura 30 apresenta um exemplo de um momento de passo de dança no exercício de conjunto.
Figura 30
Disponível em: https://shre.ink/eIN2. Acesso em: 2 abr. 2025.
49
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Os movimentos corporais da GR desempenham papel essencial tanto no processo de ensino-aprendizagem 
quanto na composição coreográfica. Eles não desenvolvem apenas a técnica e a expressividade das ginastas, 
mas também aprimoram sua coordenação, seu controle e sua criatividade. Além disso, a inclusão desses 
elementos na estrutura da série permite que a ginasta explore diferentes possibilidades de movimentação, 
o que promove equilíbrio entre o desempenho técnico e a expressão artística.
Com a constante evolução da GR, a FIG pode modificar ou incluir novos elementos corporais no 
Código de Pontuação, para atender às demandas técnicas e artísticas. Essas mudanças são baseadas nas 
necessidades de adaptação do esporte, buscando sempremais inovação, complexidade e valorização do 
espetáculo apresentado. Assim, a GR continua a evoluir, incentivando tanto a excelência técnica como 
a criatividade dentro das rotinas competitivas.
4 APARELHOS DA GINÁSTICA RÍTMICA FEMININA E SUAS POSSIBILIDADES 
DE MANEJO
A GR é composta por aparelhos de pequeno porte, que são manuseados pelas ginastas durante a 
execução das coreografias. Segundo Agostini e Novikova (2015), esses aparelhos são a alma da categoria. 
O conjunto resultante de elementos corporais e de aparelhos diferencia completamente do balé, da 
dança e de outras modalidades ginásticas.
Cada aparelho tem características próprias e os manejos de cada um estão ligados às suas 
características físicas, ou seja, às possibilidades de movimento que cada um deles proporciona.
O trabalho de manejo dos aparelhos é considerado um processo de familiarização do corpo e do cérebro, 
sendo uma continuidade do corpo da ginasta. Por isso, no desenvolvimento da GR é importante desenvolver 
afinidades nas movimentações. O manejo envolve coordenação motora muito intensa, que pode ocorrer em 
diversos níveis, desde a iniciação até o alto rendimento. Além dessa coordenação oculomanual, é necessário 
que haja precisão e velocidade de reação. A relação corpo e aparelho tem de ocorrer em perfeita harmonia, e 
a execução correta dos manejos é adquirida com o tempo, experiência e treinamento.
 Lembrete
Na GR feminina há quatro aparelhos oficiais (adulto): o arco, a bola, 
as maças e a fita. A corda está presente em competições das categorias 
menores. Já na masculina, são utilizados dois arcos pequenos, a corda, 
as maças e o bastão. Devido ao fato de a GR masculina ser pouco conhecida 
e não fazer parte da FIG, focaremos em conhecer mais profundamente os 
aparelhos da GR feminina.
 
No desenvolvimento das séries coreográficas, ou seja, durante elas, as ginastas devem manter os 
aparelhos sempre em movimento e realizar manobras que demonstrem habilidade para controlar 
os aparelhos (movimentos chamados de manejos). Cada um dos aparelhos apresenta formas específicas 
de manipulação (manejo) e exigências obrigatórias estabelecidas pelo Código de Pontuação (FIG, 2024).
50
Unidade I
Ginasta Manejo Maças
Fita
Corda
Bola
Arco
Figura 31
Cada aparelho possui grupos técnicos específicos de manejo, que devem ser incorporados à série 
coreográfica correspondente. Esses grupos técnicos podem sofrer alterações a cada ciclo olímpico, por 
isso, é essencial acompanhar o Código de Pontuação.
Cada aparelho exige a inclusão de, no mínimo, um elemento de cada grupo técnico na série 
coreográfica. Os manejos lançamentos altos e recuperações são considerados grupos técnicos válidos para 
todos os aparelhos e têm que estar presentes nas rotinas. Sendo assim, os elementos podem ser 
executados durante as dificuldades corporais, as combinações de passos de dança, os riscos e as 
dificuldades do aparelho.
São muitas as possibilidades de manejar cada um dos aparelhos. Entre elas, existem os manejos 
específicos, relacionados às características (formato) do aparelho, e os manejos comuns, possíveis de 
serem realizados com a maioria deles.
A seguir veremos exemplos de manejos comuns. Depois, apresentaremos os aparelhos, seus manejos 
específicos e os quadros com os grupos técnicos de cada um. Descreveremos o desenvolvimento de 
manejos voltados para a iniciação, pois, com o tempo, a experiência e a criatividade, professor e alunos 
descobrem formas de lidar com os aparelhos.
O manejo balancear é um movimento pendular (de maneira contínua, circunscrevendo no ar o 
desenho de um semicírculo), com um eixo fixo em uma articulação, geralmente orientado por braços 
e mãos. Ainda, pode ser executado com o aparelho em outros segmentos corporais, como nas pernas. 
Os aparelhos que executam balanceio são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
51
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A) B)
Figura 32 – A) corda e B) bola
O manejo circundar corresponde a uma volta em 360º, com um segmento corporal que possui um 
eixo fixo, desenhando no ar um círculo com o aparelho. Geralmente, é realizado com os braços e as 
mãos. Os aparelhos que executam a circundução são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
A) B) C)
Figura 33 – A) balanceios com duas maças, B) arco e C) fita
O manejo lançar e recuperar possui três fases diferentes: impulsão, fase aérea e recuperação. Pode ser 
realizado com todos os aparelhos, mas para cada um há técnicas específicas de como lançar e recuperar.
Figura 34 – Bola
52
Unidade I
O manejo em oito é um fundamento que combina dois movimentos circulares, princípio da rotação, 
caracterizado pela fluência e com o objetivo de desenhar o número oito no ar, na posição vertical ou na 
horizontal. Os aparelhos que executam o manejo em oito são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
A)
B)
Figura 35 – A) boa e B) arco
Figura 36
O manejo equilibrar corresponde ao movimento em que se deve manter o equilíbrio do aparelho sobre 
qualquer parte do corpo com uma superfície reduzida (pescoço, pés etc.). Os aparelhos que executam 
esse manejo são o arco, a bola e as maças (figura 37).
53
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 37
O manejo prensar exige precisão para posicionar o aparelho entre dois segmentos corporais ou prensá-lo 
entre o corpo e o solo, sendo usado, muitas vezes, na recuperação de um aparelho (por exemplo, prensar a 
bola entre os joelhos ou prensá-la entre um pé e o solo ao retomá-la após um lançamento). Os aparelhos 
que executam o prensar são a corda, o arco, a bola e as maças.
No manejo quicar, o aparelho pode cair ou ser impulsionado em direção ao solo ou ao próprio corpo 
e retornar involuntariamente para o espaço aéreo. Os aparelhos que executam esse manejo são a corda, 
o arco e as maças.
Figura 38 – Bola
O manejo rolar consiste em o aparelho rolar no solo ou em várias partes do corpo. Os rolamentos 
são importantes no arco e na bola, mas também podem ser executados com as maças. Durante eles, não 
pode haver sobressaltos ou pequenas quicadas do aparelho, conforme as figuras 39, 40 e 41.
54
Unidade I
Figura 39 – Arco
A) B)
Figura 40 – A) arco e B) bola
A)
C)
B)
D)
Figura 41 – A) arco, B) maças, C) e D) bola
55
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
O manejo rotação consiste em movimentos em que aparelho gira em torno de uma parte do corpo 
da atleta ou em torno de seu próprio eixo após a aplicação de uma força realizada, geralmente, com as 
mãos. Em seguida, o segmento escolhido dará continuidade à rotação. Em todas as formas de rotação, 
os planos devem ser bem-definidos, para que a ginasta não perca pontos. Os aparelhos que executam a 
rotação são a corda, o arco, as maças e a fita.
A) B) C)
Figura 42 – A) arco à frente, B) arco na lateral e C) arco acima da cabeça
Figura 43 – Arco
56
Unidade I
O quadro 8 mostra os manejos e os aparelhos que podem ser realizados com eles.
Quadro 8 – Manejos
Manejos Arco Bola Maças Fita Corda
Balancear x x x x x
Batidas x x x
Circundar x x x x x
Dobrar x x
Envolver o corpo x x
Equilibrar x x x
Espirais x x
Formar figuras x x
Lançar/recuperar x x x x x
Movimento assimétrico x
Movimento em oito x x x x x
Pequenos círculos/molinetes x x
Prensar x x x x
Quicar x x x x
Rolar x x x x
Rotação x x x x x
Serpentinas x x
Solturas x x
4.1 Arco
O arco é um aparelho de fácil introdução, assim como a corda. Excelente para se trabalhar na 
iniciação, é muito utilizado nas aulas de educação física.
Seu uso na iniciação permite a realização de elementos muito simples com o domínio e a abrangência 
de todos os elementos corporais, o que facilita o exercício da criatividade. No entanto, na categoria de 
alto rendimento, torna-se um dos aparelhos mais complexos, pois exige que a ginasta domine todos os 
elementos de técnica corporal.
Figura 44
57
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Antigamente, o arco era feito de alumínio ou madeira. Atualmente, o arco oficial para as competiçõesde GR é de plástico especial (PVC), possuindo entre 80 cm e 90 cm de diâmetro interno, com um peso 
mínimo de 300 gramas. Ele pode ser encapado de várias cores ou de uma só cor, mas deve ser rígido, 
para não deformá-lo durante o movimento. Nas categorias de base, como material alternativo, pode-se 
utilizar uma medida entre 60 cm e 75 cm e substituí-lo por uma mangueira grossa com uma emenda 
(para unir as extremidades).
O arco no formato que conhecemos hoje surgiu com a ginástica moderna, quando Heinrich Medau 
o utilizou para representar os anéis olímpicos em uma apresentação nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 
1936 (Bizzochi; Guimarães, 1985). A FIG só incluiu esse aparelho 31 anos depois, no terceiro campeonato 
mundial, em 1967, na cidade de Copenhagen, Dinamarca. Assim, ele está presente tanto nas coreografias 
individuais quanto nas de conjunto.
Segundo Lebre e Araújo (2006), o arco pode ser agarrado de três formas:
• Pega fixa: agarrar o arco com uma ou duas mãos, fixando-o de modo que se mantenha imóvel.
• Pega móvel: acontece quando se realiza a rotação do arco em torno da mão (ou de outra parte 
do corpo), movimento em que o arco se encontra móvel, rodando em torno de um ponto.
• Pega mista: ocorre quando há uma alternância entre as duas situações anteriores. Durante o 
mesmo movimento, o arco passa por situações controladas e em que roda livremente em torno 
de uma parte do corpo.
4.1.1 Manejos com o arco
O arco pode ser manuseado de várias formas, com uma ou duas mãos, em diferentes planos e 
direções, com várias partes do corpo e, principalmente, de acordo com a criatividade da ginasta, do 
treinador e do grupo de aprendizagem (Bernardi; Lourenço, 2014).
A) B)
Figura 45
58
Unidade I
O quadro 9 mostra os grupos técnicos de manejos do arco que devem ser incorporados na série 
coreográfica.
Quadro 9 – Grupos técnicos do aparelho arco
Grande rolamento do arco sobre, no 
mínimo, dois grandes segmentos do corpo Rolamento do arco no solo
Rotação do arco em torno do seu eixo: ao 
redor dos dedos, ao redor ou em parte do 
corpo (mínimo um)
Rotação (mínimo um) no solo ao 
redor do eixo
Rotação do arco ao redor da mão ou de 
uma parte do corpo (mínimo um)
Deslizar o arco sobre, no mínimo, dois 
grandes segmentos corporais
Passagem através do arco com o corpo 
inteiro ou parte dele (dois grandes 
segmentos corporais)
Adaptado de: CBG (2025).
O arco possibilita diversas formas de manejos, como: balancear, circundar, equilibrar, lançar e recuperar, 
fazer movimento em oito, fazer passagens por cima ou através do arco, prensar, quicar, rolar e rotação.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de manejos do arco que podem utilizados na iniciação. As 
rotações podem ser realizadas em diferentes planos e com diferentes partes do corpo.
A)
B)
Figura 46 – Vemos, em A, as rotações com o cotovelo. Em B, vemos as rotações com o pé
59
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A passagem por cima do arco consiste em passar todo o corpo ou parte dele por cima do arco, 
sem tocá-lo.
Figura 47
Há várias formas de passagem através do arco, como: passar o arco através do corpo de cima para 
baixo, passar através do arco com saltito e passar através do arco no solo.
A) B)
Figura 48
No rolamento no solo, a ginasta impulsionará o arco com uma das mãos no solo em diversas 
direções. Já no rolamento bumerangue (vai e volta, como também é conhecido), ela deve segurá-lo 
firmemente por uma das mãos e, quando soltá-lo, fazer a quebra do punho para trás, promovendo o 
retorno do aparelho.
Figura 49
60
Unidade I
No caso de lançamento e de recuperação, diferentes direções e planos podem ser escolhidos: com a 
mesma mão, lançamento de trás para frente (fora do campo visual) e lançamento com o pé. Durante o 
voo, o arco não pode sofrer alteração de plano e de vibrações.
Figura 50
4.2 Bola
A bola é o aparelho com que as crianças estão mais familiarizadas. Ela tem ótima aceitação e está 
presente na vida delas desde os primeiros anos escolares, de maneira lúdica e recreativa, seja nos jogos 
pré-desportivos, como o basquete, o vôlei, o handebol, o futebol, seja nos elementos conhecidos como 
o arremesso, o chute, o drible e o quicar.
Figura 51
61
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Como material oficial da GR, ela é feita de borracha, com diâmetro entre 18 cm e 20 cm e peso de 
400 gramas, de qualquer cor.
Ela é o único aparelho proibido de se segurar (agarrar), deve ser colocada na mão, com os dedos abertos; 
quando lançada ou colocada para rolar, tem de sair da mão pela ponta dos dedos, e não ser arremessada. 
A mesma condição deve ser feita quando recebida, devendo pousar na palma da mão, entrando pelas 
pontas dos dedos.
Embora popular no início da década de 1920, nas escolas europeias de ginástica, tornou-se 
oficial em competições de GR apenas na segunda edição do campeonato mundial de 1965, em 
Praga, na antiga Checoslováquia. Não se sabe ao certo quem foi o responsável por sua introdução 
na modalidade (Bodo, 1985; Bernardi; Lourenço, 2014).
Ela permite diversas possibilidades de movimentos. As crianças podem realizar diferentes exercícios 
que talvez parecessem impossíveis. Além disso, sabe-se que essa vivência diversificada contribui para o 
desenvolvimento do acervo motor.
Na GR, ela deve estar em permanente movimento pelo corpo ou em equilíbrio, mas nunca estática 
(a não ser em situações de equilíbrio instável autorizado pelo Código de Pontuação). Lançamentos 
com controle e recuperação com precisão são elementos dinâmicos que valorizam a série da ginasta. 
A flexibilidade/ondas e os saltos são os principais elementos corporais relacionados a ela. Por isso, é um 
aparelho de estética suave e contínuo (Agostini; Novikova, 2015).
4.2.1 Manejos com a bola
A bola tem uma empunhadura específica: deve ficar apoiada suavemente sobre a palma da mão 
com os dedos levemente separados ou sobre o dorso da mão com os dedos separados (Agostini; 
Novikova, 2015).
Figura 52
62
Unidade I
O quadro 10 mostra os grupos técnicos fundamentais e não fundamentais da bola.
Quadro 10 – Grupos técnicos fundamentais 
e não fundamentaiscom o aparelho bola
Grande rolamento da bola sobre, 
no mínimo, dois grandes 
segmentos corporais
3
Série de três pequenos rolamentos 
acompanhados no corpo
Rolamento da bola no solo (mínimo um)
Série de três pequenos rolamentos: uma 
combinação de pequenos rolamentos no 
corpo
Movimentos da bola em oito, e do(s) 
braço(s), movimento circular 
Movimento de flip-over da bola (mínimo um)
Rotações das mãos ao redor da bola (mínimo 
dois)
Rotação livre da bola em uma parte do 
corpo, inclusive na parte superior do dedo 
(mínimo um)
Recuperação da bola com uma das mãos
Rebote no solo após um lançamento alto e 
recuperação direta usando diferentes partes 
do corpo (não as mãos)
Quicadas:
Série (mínimo três) de pequenas 
quicadas (abaixo do nível do joelho) no 
solo
Uma quicada alta (nível do joelho ou 
mais alta) do solo (mínimo um)
Adaptado de: CBG (2025).
 Observação
A bola apresenta movimentos variados em relação aos outros aparelhos, 
como o movimento de sua inversão e o seu rolamento acompanhado com 
o corpo e por cima dela. Esses são movimentos novos se comparados aos 
códigos de pontuação de ciclos anteriores, porém realizados pelas ginastas 
em outras décadas. Eles estão sendo resgatados aos poucos na GR (Bernardi; 
Lourenço, 2014).
Os manejos possíveis com esse aparelho são: balancear, circundar, equilibrar, lançar e recuperar, fazer 
movimento em oito, prensar, quicar, rolar e fazer rotação.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de manejos com a bola que podem ser utilizados 
na iniciação.
O manejo lançamento e recuperação é realizado por impulso dos braços com a participação de todo 
o corpo. No momento em que a bola deixar a mão, os dedos devem estar estendidos. Já na recuperação, o 
primeiro contato com ela deve ser com a ponta dos dedos (figura 53).
63
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 53
O manejorolar pode ser realizado pelo corpo ou pelo solo. Durante o rolar dela não pode haver 
sobressaltos ou pequenas quicadas.
Figura 54
64
Unidade I
No manejo pequenos rolamentos acompanhados, a bola rola no corpo com a ajuda de uma mão ou 
outro segmento corporal de maneira contínua e fluente, sem deixá-la cair.
Figura 55
Na rotação, deve-se segurá-la em equilíbrio na frente do corpo e racioná-la entre as mãos, sem cair.
Figura 56 – Rotação da bola entre as mãos sem deixar a bola cair
65
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
4.3 Maças
As maças, apesar de serem utilizadas em duas, são consideradas apenas um aparelho, tornando-as 
um dos mais complexos da modalidade. Elas não são habitualmente abordadas na escola, a não ser em 
atividades relacionadas ao desporto escolar. Mesmo nas classes de iniciação da modalidade, é um dos 
últimos aparelhos a ser introduzido no plano de trabalho.
Por serem duas, exige elevada coordenação, pois implica que ambos os membros superiores realizem 
o mesmo tipo de trabalho durante todo o exercício. O trabalho realizado por elas em planos diferentes 
pode ser idêntico ou não (Lebre; Araújo, 2006).
Figura 57
Antigamente, elas eram feitas de madeira; atualmente, são de plástico ou de borracha. Devem ter 
entre 40 cm e 50 cm de comprimento e pesar pelo menos 150 gramas cada uma. A parte mais grossa é o 
corpo; a mais afilada, o pescoço; e a formada por uma esfera de 3 cm de diâmetro é denominada cabeça 
(Agostini; Novikova, 2015).
Aparelho muito dinâmico, tem como grande particularidade a ambidestria, pois exige habilidade 
simultânea das duas mãos, além de grande velocidade de reação, de alto grau de ritmo, de coordenação 
e uma bilateralidade bem desenvolvida.
Por serem consideradas complexas, só são introduzidas em categorias avançadas. Entretanto, a 
inserção delas na iniciação (e na escola) pode ser substituída por materiais alternativos, como garrafas 
PET de 600 mL ou meias velhas com uma bolinha de tênis dentro (Toledo, 2009).
A delicadeza na manipulação delas é fundamental, além de boa mobilidade dos punhos (proporciona 
boa execução técnica). Elas devem ser agarradas sempre entre o indicador e o polegar.
É possível segurá-las de forma fixa ou móvel. A primeira é quando são executados movimentos de 
grande amplitude com os membros superiores, segurando-as pela cabeça e início do pescoço sem que 
ocorra a movimentação delas entre os dedos ou palma da mão (aqui elas são como um prolongamento 
dos braços, só acompanhando seus movimentos, podendo ser utilizadas nos manejos de balanços 
e circunduções). Na segunda, por sua vez, as maças se movimentam nas mãos, sendo um manejo muito 
utilizado a partir dos movimentos do punho (círculos pequenos).
66
Unidade I
4.3.1 Manejos com as maças
A maioria dos manejos das maças é realizada empunhando-as pela cabeça e pelo pescoço (formas 
de empunhadura).
Figura 58
Quadro 11 – Grupos técnicos fundamentais 
e não fundamentais do aparelho maças
Molinete(s): consiste em um mínimo de 4-6 pequenos 
círculos das maças com atraso de tempo e alternando 
pulsos/mãos cruzados e descruzados a cada vez, 
maças seguradas pela extremidade (cabeça pequena)
Rotações livres de uma ou duas maças 
(desconectadas ou conectadas) sobre ou em torno 
de uma parte do corpo ou em torno de outra maça
Bater as maças uma contra a outra (mínimo um 
toque) ou bater no solo (mínimo dois toques)
Deslizamento da maça sobre, no mínimo, dois 
grandes segmentos corporais
Pequenos lançamentos de duas maças 
desconectadas com rotação de 360º e recuperação: 
juntas, simultaneamente ou alternadas
Pequeno lançamento de duas maças conectadas e 
recuperação
Movimentos assimétricos de duas maças
Grande rolamento sobre o mínimo de dois grandes 
segmentos corporais com uma ou duas maças
Rolamento de uma ou duas maças em uma parte 
do corpo ou no solo
Pequenos círculos (mínimo um) com ambas as maças, 
simultaneamente ou alternando, uma maça em cada 
mão, segurada pela extremidade (cabeça pequena)
Série (mínimo três) de pequenos círculos com uma 
maça, seguradas pela extremidade 
(cabeça pequena)
Adaptado de: CBG (2025).
Os manejos possíveis com as maças são: balancear, fazer batida, circundar, equilibrar, lançar e 
recuperar, fazer movimento assimétrico; fazer movimento em oito, fazer pequenos círculos, prensar, 
rolar, fazer rotação e molinetes.
Por serem usadas em pares, permitem a realização dos chamados movimentos assimétricos. 
Nesses casos, o praticante realiza movimentos diferentes com os dois lados do corpo, podendo variar 
a habilidade realizada (como rotação com a mão direita e balanço com a mão esquerda) ou a mesma 
67
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
habilidade, porém em situações diferentes (por exemplo, o praticante realiza a rotação do aparelho 
com as duas mãos, de um lado, a maça movimenta-se no plano frontal e, do outro, no transversal).
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de manejos com a bola que podem ser utilizados 
na iniciação.
As batidas são quando, ao tocar uma na outra, produz-se um som.
Figura 59
As circunduções com ambos os braços são movimentos em que se realiza um círculo de 360º em uma 
articulação (ombros).
Figura 60
68
Unidade I
As pequenas rotações de punho podem ser realizadas para baixo (figura 61), para cima, na lateral do 
corpo, atrás do corpo ou acima da cabeça.
Figura 61
Os pequenos lançamentos são realizados quando o tempo entre a largada do aparelho e a sua 
retomada ocorrem em um curto tempo.
Figura 62
Os molinetes são o manejo mais característico das maças, significando um movimento giratório dos 
punhos, para sentidos opostos, executado simultaneamente (figura 63).
69
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A)
B)
Figura 63 – A) molinetes à frente do corpo e B) molinetes acima da cabeça
Ao realizar pequenos círculos com as duas maças, há circundução de 360º na articulação do punho.
Figura 64
4.4 Fita
A fita é o aparelho da GR mais conhecido pelo público leigo e considerado o mais bonito por alguns. 
É composta de três partes, indicadas a seguir (Agostini; Novikova, 2015):
• Estilete: vareta que segura a fita e pode ser feita de fibra de vidro, medindo 0,5 cm de diâmetro 
e entre 50 cm e 60 cm de comprimento, em formato cônico ou cilíndrico.
70
Unidade I
• Presilha e/ou carabina: implemento de metal que serve para ligar o estilete e a fita.
• Fita: cetim, seda ou outro material semelhante (desde que não engomado, pois deve proporcionar 
movimento). Seu peso não deve ultrapassar 35 gramas, tendo entre 4 cm e 6 cm de largura, além 
de 6 m de comprimento, no caso de ginastas de nível adulto.
Figura 65
Normalmente, ela não é introduzida nas fases de iniciação. Quando isso acontece, utilizam-nas com 
um tamanho menor, para facilitar a movimentação. Essa alteração se deve ao fato de que o comprimento 
dela está diretamente relacionado com a dificuldade do seu manejo: quanto mais longa, maiores são 
as chances de o aparelho se enroscar nele mesmo, interrompendo constantemente o andamento 
da atividade.
Ela deve ser trabalhada longe do corpo, para que a ginasta não a enrosque em si mesma. Um dos 
aspectos mais importantes no manejo é a manutenção de um desenho definido em toda a extensão 
do aparelho. Mais plástico de todos, é de difícil execução, sendo considerado o mais temperamental, 
pois está sujeito a condições externas, como a umidade do ar e a incidência de ventos. Se houver a 
formação de nós na fita, a ginasta é punida. O trabalho com ela exige força e resistência da musculatura 
dos ombros e dos braços.
4.4.1 Manejos com a fita
A fita deve ser trabalhada sempre longe do corpo para que não enrosque na ginasta. Por ser comprida, 
pode ser lançada em várias direções, criando desenhos no espaço, formando imagens, permitindo até 
mesmo que a ginasta passe por cima e por baixo dela. Os manejos específicos são as serpentinas e as 
espirais. O quadro 12 apresenta os grupos técnicos da fita.
71
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Quadro12 – Grupos técnicos fundamentais 
e não fundamentais do aparelho fita
Espirais (mínimo quatro círculos) juntas e 
com a mesma altura no ar ou no solo
e/ou
Espadachim (mínimo quatro círculos)
Movimento rotacional do estilete em torno da 
mão
Enrolamentos (desenrolamentos)
Estilete seguro sem as mãos (por exemplo, 
pescoço, joelho e cotovelo) durante movimentos 
ou dificuldades de rotação (não durante 
Tour Lent), criando um padrão de círculo 
completo do tecido ao redor do corpoSerpentinas (mínimo quatro ondas) 
apertadas e da mesma altura, no ar ou 
no solo
Bumerangue: lançar/soltar, puxar de volta 
o estilete segurando a ponta da fita e 
recuperar o estilete
Grande rolamento de fita sobre, no mínimo, de 
dois grandes segmentos corporais
Rolamento do estilete em uma parte do corpo
Echappé: rotação do estilete durante seu 
voo e recuperação do estilete
Passagem de todo ou parte do corpo através ou 
sobre o desenho da fita
Adaptado de: CBG (2025).
Os manejos mais comuns são: balancear, circundar, espirais, formar figuras, fazer movimento em 
oito, fazer serpentina e soltura.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de manejos com a fita que podem ser utilizados 
na iniciação.
A serpentina é um movimento contínuo em que o aparelho desenha no ar um zigue-zague (serpente). 
Ela pode ser realizada de duas formas: por flexão e extensão de punho ou por adução e abdução de 
punho. Além disso, pode ser feita em diferentes planos e direções, como a serpentina em frente ao 
corpo, ao lado do corpo, ao solo e atrás das costas.
Figura 66
72
Unidade I
A espiral corresponde ao movimento de forma arredondada que compõe um pequeno círculo ou 
mais, de modo consecutivo e interligado (com o objetivo de formar espirais). É realizada, principalmente, 
pelo movimento de circundução da articulação do punho e pode ser feita em frente ao corpo, na lateral 
do corpo, acima da cabeça, no solo etc., ou seja, em diferentes planos e direções.
Figura 67
O manejo espadachim com mudança de plano é realizado com a rotação da fita em torno do estilete 
acima da cabeça com o braço estendido, com mudança do corpo da posição em pé, ajoelhada e sentada.
Figura 68
No manejo lançamento à frente do corpo, ele sempre acontece impulsionando o estilete para o voo 
e sua recuperação deve ser feita pelo estilete. Os lançamentos podem ser realizados com a mão ou o pé 
(figura 69).
73
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 69
No pequeno lançamento, faz-se o lançamento do aparelho na frente do corpo com uma das mãos 
e o retoma com a outra.
Figura 70
4.5 Corda
A corda não faz mais parte das provas oficiais da GR, sendo utilizada apenas em competições de 
categorias menores. Sua saída se deu a partir da publicação do Código de Pontuação publicado pela FIG 
um ano após os Jogos Olímpicos de Londres, em janeiro de 2013 (sua saída do programa de competições 
não foi justificada pela FIG).
Uma das dificuldades do manejo da corda está na manutenção de sua forma ao longo da execução 
das habilidades.
74
Unidade I
 Observação
O comprimento da corda utilizada na GR é variável, sendo adaptado à 
estatura do praticante. Quanto mais alto ele for, mais comprida deve ser 
a corda para que os elementos sejam realizados de modo confortável.
Figura 71
4.5.1 Manejos com a corda
São várias as possibilidades de manejo com a corda, como: balancear, circundar, dobrar, envolver no 
corpo, fazer espirais, formar figuras, fazer molinetes, fazer movimento em oito, prensar, fazer quicada, 
fazer rotações, fazer saltos e soltura/escapada.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de manejos com a corda que podem ser utilizados 
na iniciação.
A) B) C)
Figura 72 – A) envolve-se a corda no braço, B) e C) envolve-se a corda no corpo utilizando ambas as mãos
75
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
As espirais são os movimentos de forma arredondada, formando um pequeno círculo ou mais, 
de modo consecutivo e interligado (com o objetivo de formar espirais por meio da movimentação 
do  aparelho). São realizadas, principalmente, pelo movimento de circundução da articulação do punho.
Figura 73
Os molinetes são a combinação de dois pequenos oitos executados de maneira simultânea e 
alternada. Eles podem ser feitos para frente e para trás.
Figura 74
O movimento em oito é feito segurando-se cada ponta em uma das mãos, passando a corda em 
frente e atrás do corpo. Esse movimento pode ser realizado em diferentes planos (figura 75).
76
Unidade I
Figura 75
O nó para lançamento é muito utilizado em lançamentos que requerem grandes alturas, pois, com 
o nó, a corda mantém sua forma mais estável durante o voo, facilitando a sua posterior recuperação.
Figura 76
Na quicada, com a corda estendida à frente, a ginasta deve realizar uma circundução ampla com o 
braço que está segurando o aparelho e, então, bater o nó da corda no chão. Ela vai quicar e deve ser 
retomada com a outra mão (figura 77).
77
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 77
No movimento lançamento e recuperação, o primeiro pode ser realizado com as mãos ou os pés, 
com a corda dobrada, aberta ou em nó. Já a recuperação pode ser feita de muitas formas: recuperar 
por meio das duas extremidades da corda ou apenas por uma, recuperar com passagem por dentro em 
saltito ou recuperar envolvendo diferentes partes do corpo.
Figura 78
Os saltos ou saltitos são feitos por dentro ou por cima do aparelho.
A) B)
Figura 79 – Em B) vemos saltitos com utilização de rotação
78
Unidade I
A soltura (escapada) consiste em um movimento em que uma das pontas da corda (nó) é solta, 
por meio de um impulso, fazendo com que ela se estenda por completo. Em seguida, a ginasta deve 
puxá-la suavemente para que a ponta solta retorne para ela. A escapada pode ser realizada na vertical, 
na horizontal etc.
Figura 80
 Lembrete
Há muitas possibilidades de manejar cada um dos aparelhos. Entre 
elas, existem os manejos específicos, que são relacionados às características 
(formato) do aparelho, e os manejos comuns, possíveis de serem realizados 
com a maioria dos aparelhos, como lançar e recuperar, balancear, circundar 
e manejo em oito.
79
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
 Resumo
A GR é uma das oito modalidades gímnicas reconhecidas e tuteladas pela 
FIG. Ela tem características que a diferenciam das demais modalidades ginásticas 
de competição. Trata-se de uma modalidade oficialmente reconhecida apenas 
para o gênero feminino, apesar de existir a GR masculina.
Em suas apresentações, a ginasta não executa elementos acrobáticos 
(mortais e outros elementos de voo com rotação em torno do eixo transversal 
do corpo), presentes nas demais modalidades gímnicas de competição. 
Ela é fundamentada em uma estrutura trifásica: movimentos corporais, 
manejos dos aparelhos (aparatos) e musicalidade (acompanhamento 
musical). Juntos, formam a unidade que fundamenta a modalidade.
A partir da estrutura trifásica, concluímos que a GR é uma modalidade 
que tem como base o trabalho dos movimentos corporais combinado com os 
manejos de aparelho (corda, arco, bola, maças e fita) e o acompanhamento 
musical em determinada composição de conjunto ou individual.
Na GR, esses movimentos corporais fazem parte do processo de 
ensino-aprendizagem da modalidade e das composições coreográficas. Eles 
desempenham papel crucial tanto nos componentes de dificuldade quanto 
nos artísticos de uma apresentação.
Nos componentes de dificuldade, os movimentos corporais são avaliados 
por sua técnica, sua amplitude e sua dificuldade de execução. Saltos, 
equilíbrios, rotações, ondas corporais e elementos pré-acrobáticos são alguns 
movimentos que compõem essa categoria, exigindo força, flexibilidade, 
coordenação e controle corporal.
Nos componentes artísticos, os movimentos corporais são avaliados 
por  sua expressividade, sua originalidade e sua harmonia com a música 
e com o tema da coreografia. A combinação de passos de dança, a 
interpretação da ginasta e a fluidez dos movimentossão elementos que 
contribuem para a beleza e o impacto da apresentação.
Elementos de dificuldade corporal (conhecidos como corporais) são 
descritos no Código de Pontuação da modalidade, divididos em três grupos 
fundamentais: os saltos, os equilíbrios e as rotações.
Os aparelhos na GR foram introduzidos para realçar a beleza das 
apresentações e as características femininas. Eles incluem a corda, o arco, 
a bola, as maças e a fita.
80
Unidade I
As competições oficiais de GR podem ser realizadas nas categorias 
individual e nas de conjunto. A GR não nasceu pronta: tem suas raízes na 
ginástica moderna, que surgiu no século XIX, com a influência de vários 
estudiosos em diversas áreas de conhecimento. Assim, ela passou por 
muitas transformações no decorrer do tempo.
Conforme Gaio (2007), a história da GR teve influência de quatro 
correntes: a dança, a música, o teatro e a pedagogia. Apesar de terem 
trajetórias próprias, todas acrescentaram características que foram de suma 
importância para o desenvolvimento dela, ou seja, foi fruto de pensamentos 
de vários autores. A história da GR no Brasil é recente. Conforme Santos, 
Lourenço e Gaio (2010), duas professoras estrangeiras iniciaram o processo 
de disseminação em nosso país, uma com a linha educacional e a outra 
com a linha competitiva.
Nos últimos anos, a GR brasileira teve amplo desenvolvimento e o país 
detém a hegemonia nas Américas nas provas de conjunto, com três ouros 
nos últimos quatro Pan-Americanos, que valeram à equipe a classificação 
para as Olimpíadas.
O Brasil participou pela primeira vez de um campeonato mundial em 
1971, na cidade de Copenhagen, Dinamarca. Em 1978, foi criada a CBG 
e ocorreu o consequente apoio da entidade à GR. Nessa mesma época, 
houve sua inclusão em cursos de graduação e a prática em clubes.
Nos Jogos Olímpicos de Sidney, Austrália (2000), e Atenas, Grécia (2004), 
o Brasil participou nas provas de conjunto, ficando em oitavo lugar. Nas 
Olimpíadas de Paris, França (2024), a ginasta brasileira Bárbara Domingos 
ficou em décimo lugar no ranking geral individual.
A prática da GR pelos homens existe, apesar de pouco difundida e 
divulgada no Brasil e de não ser oficialmente reconhecida pelas entidades 
federativas internacionais, como a FIG e o COI. Na GR masculina, os 
aparelhos são os dois arcos pequenos, a corda, as maças e o bastão. Há, 
basicamente, duas linhas diferentes sendo praticada pelos homens: a 
tradicional e a asiática.
No Brasil, o marco inicial da GR masculina se deu na década de 1980. 
De forma geral, tem-se utilizado como prática masculina a GR tradicional, 
uma vez que os ginastas aproveitam os espaços comumente destinados às 
mulheres, além dos equipamentos e dos professores presentes.
81
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Os elementos de dificuldade corporal (BD), saltos, equilíbrios e rotações, 
fazem parte dos componentes obrigatórios que compõem uma coreografia 
no individual e em conjunto.
É importante entender que, para o aprendizado dos elementos corporais, 
é necessário desenvolver processos pedagógicos. Os profissionais devem 
iniciar o aprendizado com as execuções dos elementos mais fáceis para, 
então, passar para os mais difíceis.
A GR é composta de aparelhos de pequeno porte, que são manuseados 
pelos ginastas durante a execução das coreografias. O conjunto de 
trabalho entre os elementos corporais e os aparelhos é o que a diferencia 
completamente do balé, da dança e de outras modalidades ginásticas. Cada 
aparelho tem características próprias, ou seja, manejos específicos. Como 
cada um tem sua especificidade, deve-se manuseá-lo adequadamente. 
O trabalho de coordenar os movimentos corporais com o manuseio dos 
aparelhos é complexo. É considerado um processo de familiarização do 
corpo e do cérebro, pois ele é a continuidade do corpo da ginasta, fazendo 
parte de seu corpo.
Tratamos, ainda, do desenvolvimento das séries, ressaltando que as 
ginastas devem manter os aparelhos sempre em movimento e realizar 
manobras que demonstrem habilidade em controlá-los (movimentos 
chamados de manejos). Cada um dos aparelhos apresenta formas específicas 
de manipulação (manejo) e exigências obrigatórias estabelecidas pelo 
Código de Pontuação. Entre os manejos estudados, existem os comuns a 
todos os aparelhos e outros específicos. Esses manejos estão ligados às 
características físicas de cada um, ou seja, às possibilidades de movimento 
que cada um proporciona.
 
82
Unidade I
 Exercícios
Questão 1. A Ginástica Rítmica (GR) é uma das oito modalidades gímnicas reconhecidas e tuteladas 
pela Federação Internacional de Ginástica (FIG). Essa modalidade esportiva prima pela beleza, que se 
expressa por meio dos movimentos complexos, da expressividade das ginastas, da dança, da música e 
da vestimenta.
Figura 81
Disponível em: https://shre.ink/eCFU. Acesso em: 23 fev. 2025.
Sobre as características da GR, avalie as afirmativas.
I – A GR é uma modalidade oficialmente reconhecida para ambos os gêneros.
II – Nas apresentações de GR, podem ser executados elementos acrobáticos como mortais e outros 
elementos de voo com a rotação em torno do eixo transversal do corpo.
III – As apresentações de GR são sempre acompanhadas de música.
É correto apenas o que se afirma em:
A) I.
B) II.
C) III.
D) II e III.
E) I, II e III.
83
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Resposta correta: alternativa C.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa incorreta.
Justificativa: a GR é uma modalidade oficialmente reconhecida apenas para o gênero feminino.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: na GR, não podem ser executados elementos acrobáticos como mortais e outros 
elementos de voo com rotação em torno do eixo transversal do corpo.
III – Afirmativa correta.
Justificativa: de fato, as apresentações de GR são sempre acompanhadas de música.
Questão 2. Em relação à estrutura da GR, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.
I – A GR tem uma estrutura bifásica, caracterizada por movimentos corporais e pelos manejos dos 
aparelhos. Em virtude de sua natureza, impede o desenvolvimento global do praticante.
porque
II – A GR não permite que diversos domínios do desenvolvimento humano sejam trabalhados em 
conjunto, como o estímulo e o desenvolvimento de capacidades de percepção espacial, de percepção 
temporal, de coordenação oculomanual etc.
Assinale a alternativa correta:
A) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
B) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
C) A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa.
D) A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira.
E) As duas asserções são falsas.
Resposta correta: alternativa E.
84
Unidade I
Análise da questão
Vimos, no livro-texto, que a GR é fundamentada em uma estrutura trifásica: os movimentos 
corporais, os manejos dos aparelhos (ou aparatos) e a musicalidade (ou o acompanhamento musical). 
Por meio dessa estrutura, ela privilegia o desenvolvimento global do praticante, já que todos os 
domínios do desenvolvimento humano são trabalhados. Por exemplo, o estímulo e o desenvolvimento 
de capacidades como percepção espacial, percepção temporal, coordenação oculomanual e oculopedal 
promovem maior coordenação para o indivíduo.arco .............................................................................................................................. 57
4.2 Bola ............................................................................................................................................................ 60
4.2.1 Manejos com a bola ............................................................................................................................... 61
4.3 Maças ........................................................................................................................................................ 65
4.3.1 Manejos com as maças ........................................................................................................................ 66
4.4 Fita .............................................................................................................................................................. 69
4.4.1 Manejos com a fita ................................................................................................................................ 70
4.5 Corda ......................................................................................................................................................... 73
4.5.1 Manejos com a corda ............................................................................................................................ 74
Unidade II
5 ESTRATÉGIAS DE PRÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 
DE INICIANTES DA GINÁSTICA RÍTMICA .................................................................................................... 85
5.1 Ginástica rítmica e a iniciação na prática .................................................................................. 85
5.2 Efeitos das diferentes estratégias de prática no processo 
de ensino-aprendizagem de iniciantes da ginástica rítmica ..................................................... 87
5.3 Proposta de ensino e estrutura do desenvolvimento das aulas 
de GR para iniciantes ................................................................................................................................. 91
5.3.1 Proposta de programa e estrutura de uma aula de GR .......................................................... 93
6 TREINAMENTO DA GINÁSTICA RÍTMICA VOLTADA PARA A COMPETIÇÃO 
E O ALTO RENDIMENTO .................................................................................................................................... 99
6.1 Características da GR de competição ........................................................................................100
6.1.1 O perfil da atleta de GR ......................................................................................................................101
6.1.2 O treinamento das ginastas de elite (alto rendimento) ........................................................102
6.1.3 Trabalho preventivo .............................................................................................................................105
6.2 Flexibilidade na GR ............................................................................................................................105
6.2.1 Flexibilidades ativa e passiva ............................................................................................................106
6.2.2 Fatores que influenciam a flexibilidade .......................................................................................108
6.2.3 O treinamento da flexibilidade na GR ..........................................................................................108
7 COMPOSIÇÕES COREOGRÁFICAS NA GINÁSTICA RÍTMICA .........................................................113
7.1 Individual ...............................................................................................................................................113
7.1.1 Séries individuais a mãos livres ....................................................................................................... 114
7.1.2 Séries individuais com aparelhos ................................................................................................... 115
7.2 Composições coreográficas em conjuntos ..............................................................................115
8 CÓDIGO DE PONTUAÇÃO: PRINCÍPIOS E ARBITRAGEM ................................................................118
8.1 Arbitragem e composição da nota ..............................................................................................118
8.1.1 Funções do painel D ............................................................................................................................119
8.1.2 Funções do painel A ............................................................................................................................ 120
8.1.3 Funções do painel E .............................................................................................................................121
8.1.4 Nota final .................................................................................................................................................121
8.1.5 Árbitro cronometrista .........................................................................................................................121
8.1.6 Árbitro de linha ..................................................................................................................................... 122
7
APRESENTAÇÃO
Nesta disciplina, você vai aprender sobre a ginástica rítmica (GR). Veremos seu desenvolvimento 
como modalidade esportiva e suas características gerais e técnicas (elementos corporais e manejo 
de aparelhos). Além disso, abordaremos os processos pedagógicos, a preparação física e as noções de 
julgamento relacionados à prática.
O objetivo deste livro-texto é apresentar-lhe o universo cultural da GR. Isso se dará por meio 
do reconhecimento dela como um conteúdo da educação física, da introdução de conhecimentos 
técnico-científicos e da sua aplicabilidade no mercado de trabalho.
Apresentaremos os conceitos, as características e a terminologia da área, que são conhecimentos 
básicos necessários para que você seja capaz de desenvolver e aplicar programas de iniciação, conduzindo 
a atividade de maneira segura e consciente, adaptando-a de maneira apropriada às diferentes situações 
e condições dos praticantes. Não podemos esquecer a consciência crítica em relação aos benefícios e 
aos prejuízos que a atividade pode proporcionar aos diferentes praticantes.
É importante acompanhar o texto e as atividades propostas, bem como consultar as referências 
bibliográficas indicadas no fim da obra, pois o material que você encontrará aqui é apenas um breve 
desenvolvimento desse vasto assunto. Por isso, não pretendemos esgotar o conceito nem o tema.
Boa leitura!
8
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
A ginástica rítmica é uma modalidade competitiva reconhecida pela Federação Internacional de 
Ginástica (FIG) apenas para o gênero feminino. Mesmo existindo a ginástica rítmica masculina, esta 
categoria não é reconhecida pela federação.
O intuito deste livro-texto é mostrar o percurso e o desenvolvimento dessa modalidade desde o início, 
na Europa, a partir de várias correntes (como a dança), até chegar à forma como a conhecemos hoje. 
Além disso, é importante situá-lo historicamente quanto às modificações em seu Código de Pontuação 
e aos métodos desenvolvidos para aprimorar a modalidade.
Cabe, ainda, esclarecer como trabalhar a GR nas diversas possibilidades de atuação de um educador 
físico (clubes, academias, iniciação esportiva, como auxiliar de outras modalidades esportivas ou nas 
atividades extracurriculares).
Inicialmente, apresentaremos as principais características da GR, seus aspectos históricos, seus 
moldes atuais, suas confederações e onde ela mais atua. Veremos o surgimento dela na Europa e 
acompanharemos até a sua chegada ao Brasil.
Conheceremosos aparelhos que pertencem ao gênero individual feminino e discutiremos como 
são realizadas as provas em conjunto. Abordaremos os manejos e os elementos corporais. Trataremos 
também da GR masculina.
Na sequência, abordaremos a prática da GR, os seus processos de aprendizagem e o treinamento 
voltado para iniciantes. É preciso indagar: qual a importância da GR no desenvolvimento motor 
da criança? Qual a relevância do desenvolvimento das habilidades de manipulação, locomoção 
e estabilização? Discorreremos, ainda, sobre a maturação, as lesões, os vários métodos de treinamento e 
um tema essencial para a prática: a flexibilidade.
Por fim, explanaremos as composições coreográficas, abordando a importância da expressividade 
e os vários estilos de dança, que são importantes na coreografia. Aqui também falaremos do Código de 
Pontuação e as suas modificações ao longo dos anos.
Bons estudos!
9
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Unidade I
1 CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA RÍTMICA
A ginástica rítmica (GR) é uma das oito modalidades gímnicas reconhecidas e tuteladas pela FIG. 
Essa modalidade esportiva prima pela beleza, que se expressa por meio dos movimentos complexos, da 
expressividade das ginastas, da dança, da música e da vestimenta. Em suma, de todo o contexto que envolve 
as apresentações individuais ou em conjunto. Por esse motivo, ela é conhecida como um esporte-arte.
A GR possui características que a diferenciam das demais modalidades ginásticas de competição, como:
• Trata-se de uma modalidade oficialmente reconhecida apenas para o gênero feminino. Existe a GR 
masculina, mas não é uma modalidade reconhecida pela FIG.
• Em suas apresentações, a ginasta não executa elementos acrobáticos presentes nas demais 
modalidades gímnicas de competição (mortais e outros elementos de voo com rotação em torno 
do eixo transversal do corpo).
• As apresentações sempre são acompanhadas de música.
• Os aparelhos utilizados pelas ginastas são portáteis.
• É considerada uma modalidade de base coordenativa.
Ela é fundamentada em uma estrutura trifásica: a musicalidade (ou acompanhamento musical), os 
movimentos corporais e os manejos dos aparelhos (ou aparatos).
Musicalidade Movimentos corporais
Ginástica Rítmica
Manuseio de aparelhos+ +
=
Figura 1 – Estrutura trifásica da GR
10
Unidade I
Por meio dessa estrutura, a GR privilegia o desenvolvimento global do praticante, já que todos os domínios 
do desenvolvimento humano são trabalhados. Temos como exemplos o estímulo e o desenvolvimento de 
capacidades como percepção espacial, percepção temporal, coordenação oculomanual e oculopedal, que 
promovem melhor coordenação para o indivíduo.
Um privilégio do esporte é que ele possui habilidades motoras próximas da cultura corporal encontrada 
nas brincadeiras e nos jogos infantis, como pular corda, brincar com bambolê (arco) e com bola. Isso 
proporciona vivências motoras na GR desde cedo, sem caracterizar iniciação precoce na modalidade.
1.1 Musicalidade
A própria nomenclatura define a importância da música nesta modalidade gímnica: ela é rítmica. 
O ritmo é determinado pela música, obrigatória em todas as apresentações, desde as primeiras categorias 
do esporte. A música é o fator que determina as características da apresentação: alegre ou triste; forte ou 
suave; clássica ou moderna. Consequentemente, ela influencia a expressividade da ginasta, que deverá 
demonstrar os sentimentos sugeridos pela composição musical por meio dos movimentos corporais 
realizados em perfeita harmonia com a música escolhida.
A GR sempre esteve acompanhada da música, o que se seguiu após a transformação da modalidade em 
esporte. Primeiro, as apresentações eram acompanhadas de um músico, que ficava na área de competição 
tocando em um piano as partituras das coreografias, uma vez que não havia os diversos tipos de tocadores 
de mídias atuais. Posteriormente, as músicas passaram a ser tocadas por meios eletrônicos, como toca-fitas 
e CD players. Nota-se que as características das músicas mudaram com o tempo.
Inicialmente, apenas músicas orquestradas eram permitidas. Depois, foi autorizado o uso de músicas 
em que a voz humana substituía um instrumento (coro, sem palavras). Recentemente, a palavra cantada 
foi autorizada, tornando a modalidade mais atrativa e moderna.
1.2 Movimentos corporais
Os movimentos corporais na GR são um dos três pilares fundamentais da modalidade, ao lado do manejo 
de aparelhos e da musicalidade. Eles são essenciais para a estrutura da modalidade, influenciando diretamente 
o ensino, o treinamento e a composição das coreografias, contribuindo para o desenvolvimento técnico e 
expressivo das ginastas. Além disso, eles desempenham um papel crucial tanto nos componentes de dificuldade 
quanto nos artísticos de uma apresentação.
Nos componentes de dificuldade, os movimentos corporais são avaliados por sua técnica, sua amplitude 
e sua dificuldade de execução. Saltos, equilíbrios, rotações, ondas corporais e elementos pré-acrobáticos são 
alguns que compõem essa categoria, exigindo da ginasta força, flexibilidade, coordenação e controle corporal.
11
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Nos componentes artísticos, eles são avaliados por sua expressividade, sua originalidade e sua harmonia 
com a música e o tema da coreografia. A combinação de passos de dança, a interpretação da ginasta e a 
fluidez dos movimentos são elementos que contribuem para a beleza e o impacto da apresentação.
Os movimentos corporais na GR podem ser classificados em diferentes categorias, cada uma com 
suas características e exigências técnicas específicas, como:
• Elementos de dificuldades corporais (BD): identificados no código como BD (body difficulties), 
são divididos em três grupos fundamentais de movimentos: saltos, equilíbrios e rotações.
A) B) C)
Figura 2 – Representação simbólica dos elementos de 
dificuldade corporal. A) saltos, B) equilíbrios e C) rotações
• Ondas corporais completas (W): consistem-se em movimentos fluidos que percorrem todos 
os segmentos do corpo, desde a cabeça, passando pela região pélvica, até os pés, ou no sentido 
inverso, como uma corrente elétrica.
• Elementos dinâmicos com rotação (R): chamados de risco, são as combinações de rotações 
corporais com lançamento e recuperação do aparelho, exigindo precisão e controle na execução.
• Pré-acrobáticos: definidos como acrobacias que não possuem fase aérea, ou seja, não podem ser 
realizados sem o contato com o solo. Na grande maioria, são movimentos com rotação nos eixos 
corporais anteroposterior (estrelinha) e eixo laterolateral (rolamentos e reversões).
• Combinação de passos de dança: elementos que integram os passos de dança de diferentes 
estilos à coreografia, adicionando graça, leveza, ritmo e expressividade. Apesar de o balé ser a base 
do trabalho com dança na GR, não há a obrigatoriedade do seu uso nas coreografias, exigindo-se, 
apenas, que sejam realizados os passos de dança que combinam com o tema da música (dança 
folclórica, dança moderna, dança de salão etc.). Destaca-se também a importância do uso do 
tempo (variações de velocidade) e do espaço (movimentos no chão e nas diversas direções) 
durante a execução desses movimentos.
A correta execução e integração desses movimentos na coreografia é essencial para o desempenho 
das ginastas e a pontuação das apresentações.
12
Unidade I
 Observação
O termo elementos de ligação é comum em publicações anteriores 
sobre a GR. Eles se referiam às diversas formas de deslocamentos (formas 
de andar, correr, rolar etc.), aos saltitos, aos balanceios, às circunduções, aos 
movimentos em forma de oito e aos giros. Hoje, estão associados com os 
passos de dança, mas não perderam a importância.
Eles fazem parte dos movimentos corporais aprendidos nas aulas de GR. 
O objetivo é que sejam usados tanto na combinação de passos de dança 
como para ligar os elementos de dificuldade corporal.
 Saiba mais
A FIG é uma das organizações quando se trata da GR. Vocêpode conhecê-la 
acessando:
Disponível em: https://shre.ink/eDKe. Acesso em: 26 mar. 2025.
1.3 Manejo de aparelhos
O manejo de aparelhos significa manuseá-los e manipulá-los como uma continuidade do corpo da 
ginasta. A atleta deve desenvolver afinidades de manuseio com eles por todo o corpo. A interação entre 
a ginasta e o aparelho é uma das características mais interessantes da GR, tanto pela dificuldade que 
impõe à apresentação quanto pela criatividade e pela beleza estética que proporciona.
A) B) C) D) E)
Figura 3 – Aparelhos de GR. A) corda, B) arco, C) bola, D) maças e E) fita
13
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Os aparelhos foram introduzidos na GR para realçar a beleza das apresentações e as características 
femininas. Eles são: a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
No Código de Pontuação da GR, eles estão representados por seus respectivos símbolos, como 
mostra a figura 4.
A) B) C) D) E)
Figura 4 – Representação simbólica de aparelhos da GR. A) corda, B) arco, C) bola, D) maças e E) fita
Adaptada de: FIG (2024).
A GR é uma modalidade que trabalha os movimentos corporais associados ao manejo de aparelhos, 
sempre com um acompanhamento.
1.4 Área de apresentação e vestimenta
Tanto na modalidade individual, quanto na de conjunto, usa-se um tapete medindo 16 m x 16 m, 
correspondendo à área de competição um quadrado de 13 m x 13 m (em cada lado do quadrado há uma 
sobra como forma de segurança de 1,5 m). O tapete possui cor lisa (varia de competição para competição), 
com uma linha que delimita a área de competição (13 m x 13 m) sempre com cor diferente do tapete.
Atravessar o limite dessa área (com o aparelho, por um ou dois pés, com alguma parte do corpo 
tocando o solo fora da área especificada ou qualquer aparelho deixando a área e retornando por si só) 
implica punição da ginasta, descontando-se 0,30 ponto a cada ocorrência.
Figura 5 – Tapete da área de competição e local em que ficam os materiais reservas
14
Unidade I
Sobre as vestimentas, nas competições de GR, é permitido que as ginastas usem:
• collant com ou sem mangas (collants de dança com alças finas não são permitidos);
• calça justa (por cima ou por baixo do collant) até o tornozelo;
• macacão (desde que seja justo no corpo);
• saia (que não esteja abaixo da área pélvica) por cima do collant, da calça ou do macacão.
Figura 6 – Exemplo de collant de GR
Disponível em: https://shre.ink/MGVm. Acesso em: 27 mar. 2025.
As ginastas podem realizar suas apresentações com os pés descalços ou com sapatilhas de ginástica 
(ponteira), o cabelo deve estar preso e com bom acabamento. A maquiagem deve ser clara e leve.
15
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 7 – Sapatilha da GR
1.5 Programa de competição: individual e em conjunto
Na dimensão do rendimento esportivo, a GR é dividida em categorias de idade. A regra oficial 
da modalidade é determinada pela FIG e compreende apenas duas categorias: juvenil e adulto. Em geral, as 
federações nacionais possuem, além dessas, outras categorias para ginastas mais jovens.
No Brasil, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) propõe as categorias pré-infantil (10 e 11 anos), 
infantil (12 e 13 anos) e infantojuvenil (14 anos). Na maioria das vezes, segue a FIG para diferenciar as 
categorias juvenil e adulto. No entanto, conforme o campeonato, pode haver alteração dessas faixas de 
idade (CBG, 2025).
Quadro 1– Categorias em campeonatos brasileiros
Categoria Idades
Pré-infantil 10 e 11 anos
Infantil 12 e 13 anos
Infantojuvenil 14 anos
Juvenil (FIG) 14 e 15 anos
Adulto (FIG) 16 anos ou mais
Adaptado de: CBG (2025).
As competições oficiais de GR, regulamentadas pela FIG, são realizadas nas modalidades individual e 
em conjunto. Os programas competitivos das categorias juvenil e adulto seguem as diretrizes estabelecidas 
pelo Código de Pontuação (FIG, 2024).
No entanto, ocorrem variações em eventos que adotam regras adaptadas à realidade local. Um exemplo 
é o Brasil, em que a CBG introduziu competições em duplas e trios como uma alternativa inovadora para 
ampliar a participação e diversificar as composições coreográficas da modalidade. Essa nova estrutura 
competitiva permite que as ginastas que não desejam competir apenas individualmente possam vivenciar 
16
Unidade I
experiências mais dinâmicas, explorando elementos técnicos e artísticos de maneira cooperativa. Entretanto, 
é importante destacar que este livro-texto vai abordar, prioritariamente, as regras e as normas oficiais 
determinadas pela FIG.
O programa de competição individual para ginastas juvenis e adultas consiste em quatro exercícios: 
a ginasta deve apresentar uma série coreográfica para cada aparelho (arco, bola, maças e fita), com 
duração de cada exercício/série entre 1’15’’ e 1’30’’.
O programa oficial para competições em conjunto consiste em duas apresentações (séries coreográficas) 
com duração de 2’15’’ a 2’30’’ cada uma. A equipe deve ser formada por cinco ginastas oficiais, mas 
pode haver uma sexta reserva, que não se apresenta. Nesse caso, todas devem fazer parte de pelo menos 
um exercício.
A figura 8 representa estas séries: à esquerda, temos o exemplo de exercício com aparelhos iguais, ou 
seja, as cinco ginastas com o mesmo tipo de aparelho. À direita, vemos uma apresentação de exercício 
com aparelhos diferentes, ou seja, dois tipos de aparelho, três com um tipo de aparelho e as outras 
duas com outro (no exemplo em questão, três arcos e duas bolas).
A) B)
Figura 8 – Representação dos exercícios em conjunto. A) vemos os exercícios com 
aparelhos iguais (5). B) vemos os exercícios com aparelhos diferentes (3x2)
A definição dos aparelhos que as ginastas devem usar é feita pela FIG, por meio do Código de 
Pontuação e é alterada a cada ciclo olímpico, que é o período compreendido entre o primeiro ano após 
a Olimpíada e o próximo ano olímpico (quatro anos).
Nos quadros 2 e 3 apresentamos esta organização: as provas individuais não variam, pois compreendem 
as apresentações com os quatro aparelhos que, hoje, compõem a GR – o arco, a bola, as maças e a fita.
17
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Quadro 2 – Adulto/sênior conjunto: dois exercícios
2025
x5
x2
x3
2026-2028 x5
x2
x3
2029
x5
x3
x2
2030-2032 x5
x2
x3
Adaptado de: CBG (2025).
Quadro 3 – Juvenil/júnior conjunto: dois exercícios
2025 x5
x5
2026-2027 x5
x5
2028-2029
x5
x5
2030-2031 x5
x5
Adaptado de: CBG (2025).
Abordamos as principais características da GR (conceito, vestimenta, área e programa de 
competição). Agora, veremos como ela surgiu, sua história no mundo, sua evolução no Brasil e nos 
Jogos Olímpicos.
18
Unidade I
2 HISTÓRIA DA GINÁSTICA RÍTMICA
A história da GR mantém uma relação estreita e especial com a dança e suas manifestações rítmicas 
expressivas, além do balé e da ginástica natural. A GR não nasceu de forma regular (Liobet, 1998) ou 
pronta: ela tem suas raízes na ginástica moderna surgida no século XIX, sob influência de vários estudiosos 
em diversas áreas do conhecimento. Além disso, ela passou por muitas transformações, desde sua criação 
até os dias atuais.
Gaio (2007) menciona que a GR teve influência de quatro campos: dança, música, teatro e pedagogia. 
Apesar de terem trajetórias próprias, essas áreas contribuíram para o desenvolvimento das características 
dela. Peuker (1974) destaca que ela nasceu a partir de um movimento renovador da ginástica, fruto de 
pensamentos de vários autores. Lafranchi (2001, p. 3) descreve que
a Ginástica Rítmica é uma modalidade desportiva essencialmente feminina 
que se fundamenta na expressividade artística. É conceituada como a busca 
do belo, uma explosão de talento e criatividade, em que a expressão corporal 
e o virtuosismo técnico se desenvolvem juntos, formando um conjunto 
harmonioso de movimento.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo, escritor, teórico político e compositor autodidata 
suíço, escrevia sobre a ginástica natural, estudando o papel da ginástica na educação físicae descrevendo 
seu desenvolvimento técnico e prático na Educação Infantil. Rousseau, considerado um dos principais 
filósofos do iluminismo, preconizou a educação do corpo como parte da educação total. Para ele, 
as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Assim, para a criação de um novo 
homem e de uma nova sociedade seria preciso educar a criança de acordo com a natureza, desenvolvendo 
progressivamente seus sentidos e sua razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.
Johann Christoph Friedrich Guts Muths (1759-1839), alemão, que trabalhou arduamente para o 
desenvolvimento das ginásticas pedagógicas, é considerado o pai da ginástica natural, ensinando-a por 
mais de 50 anos. Ele ainda estudou teologia, física, matemática, filosofia e história, mas se destacou pela 
atuação na área das ginásticas, publicando, em 1793, o primeiro livro de ginástica Gymnastik für die 
Jugend (Ginástica para jovens). Muths acreditava que os exercícios deveriam desenvolver uma pessoa 
em sua totalidade, publicando outras obras sobre a temática.
Pehr Henrik Ling (1776-1839), sueco, tinha o objetivo de educar as pessoas por meio de exercícios 
sistematizados adequados, chamados de ginástica médica. Ling não só acreditava que a anatomia e a 
fisiologia eram os fundamentos da ginástica, mas também entendia que os efeitos dos movimentos 
produzidos sobre os aspectos físicos e psicológicos deveriam ser estudados detalhadamente. Em 1813, 
fundou o Instituto Central de Ginástica de Estocolmo com a obrigação de educar os professores de ginástica 
para as necessidades militares e escolares. Seu método possui quatro linhas de atuação: pedagógica, militar, 
médica e estética. Para Ling, era importante auxiliar as pessoas, por isso, dedicou o resto de sua vida à 
construção do sistema que havia criado (Agostini; Novikova, 2015).
19
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
François Chéri Delsarte (1811-1871), músico, professor e compositor francês, era mais conhecido como 
professor de canto e de declamação, além de ter destaque na área de artes cênicas. Delsarte foi um expoente 
da comunicação por meio dos movimentos corporais (ginástica expressionista), pois buscava conectar 
a experiência emocional interior do ator com um conjunto sistematizado de gestos e de movimentos 
baseados nas próprias observações de interação humana. As suas experiências eram concentradas nas 
relações entre o corpo e a alma, mecanismos que traduziam a sensibilidade do espírito.
Delsarte adotou a concepção da ginástica natural, criando uma série de exercícios naturais. Trabalhou 
com atores da época, fazendo com que encontrassem em suas performances movimentações com gestos 
mais expressivos, acrescentando a beleza e a estética do movimento à ginástica da época. Também 
influenciou a nova dança moderna, desenvolvida nos Estados Unidos e na Europa, no século XX.
Jean George Noverre (1727-1810), bailarino, foi conhecido como o Shakespeare da dança. Embora tenha 
criado cerca de 150 peças de balé em Paris, Viena e Stuttgart, sua principal influência foi como reformador. 
O objetivo dele era libertar o corpo expressivo do bailarino de posições estereotipadas e máscaras pesadas, 
inutilizando as armaduras incômodas de danças de batalha e outras vestimentas que escondiam o corpo. 
Seu livro Lettres sur la Danse et sur les Ballets (1760) foi inovador e suas teorias sobre o balé e o movimento 
expressivo se difundiram pela Europa e até hoje influenciam o balé moderno.
Rudolf Laban (1879-1958), húngaro, músico, bailarino, coreógrafo, performático, escritor e 
teórico da Arte do Movimento, foi fundador de escola e diretor de sua própria companhia de dança, 
influenciando coreógrafos alemães das décadas de 1920 e 1930. Considerado o maior teórico da 
dança do século XX e pai da dança-teatro e um grande expressionista da época, de maneira indireta 
influenciou o caminho da GR como a conhecemos hoje (Agostini; Novikova, 2015).
Isadora Duncan (1877-1927), norte-americana, foi teórica revolucionária que se consagrou pela 
movimentação natural e liberta do formalismo da dança clássica, inspirando-se nos movimentos da 
natureza. Duncan ficou conhecida como a bailarina dos pés descalços. Ela tinha, em seu discurso, ideias 
de libertação para a movimentação do corpo feminino, o que contribuiu para a formação da ginástica 
moderna. Ela expressou claramente sua revolta contra as regras acadêmicas do balé clássico e as regras 
da sociedade, dizendo-se não ser bailarina nem acrobata, mas uma artista (Luft, 1990 apud Agostini; 
Novikova, 2015). Duncan foi considerada uma das primeiras feministas modernas, além de ser a primeira 
a quebrar os rígidos padrões estéticos do balé clássico.
Emile Jaques-Dalcroze (1865-1950), austríaco, foi criador de um sistema de ensino de música baseado 
no movimento corporal expressivo, mundialmente difundido a partir da década de 1930. Com sua 
pedagogia musical, Dalcroze tornou-se precursor dos chamados  métodos ativos na área da educação 
musical, influenciando toda uma geração situada primordialmente na primeira metade do século XX. 
Como professor de música, foi considerado o pai da rítmica, pois reconhecia em seus alunos a deficiência 
no domínio do ritmo.
Agostini e Novikova (2015) mencionam que Dalcroze imaginou um modo de ensino de música e para 
a música, tendo em conta a percepção física por meio do ritmo, com base na musicalidade do movimento, 
questionando a relação entre a música e o movimento, especialmente pela interação tempo-espaço. Para 
20
Unidade I
mais, elaborou um método educacional utilizando o ritmo. Segundo os autores, esse método pretendia 
influenciar a ginástica, pois considerava o conhecimento e o domínio do ritmo uma preparação tanto 
para a dança quanto para a ginástica. Dalcroze pensava que, para compreender o ritmo e a música, teria 
de se passar pela vivência de movimentos corporais. Por isso, buscava utilizar o movimento em função da 
aprendizagem musical, um sendo produto do outro, criando a euritmia.
Rudolf Bode (1881-1970), alemão, discípulo de Dalcroze, estudou filosofia, ciências e música. Ele fundou 
sua própria escola, em 1913, em Munique, com um sistema de ginástica, música e dança, dispondo dos créditos 
da criação de uma ginástica rítmica parecida com a que conhecemos hoje. Bode buscava movimentos livres 
e naturais, atendendo às necessidades de cada praticante, com o ritmo próprio de cada um.
Bode estabeleceu os princípios da ginástica rítmica, que pode ser associada ao surgimento de uma GR 
desportiva (com trabalhos de expressão e trabalho rítmico com a utilização de aparelhos, como a bola). 
Conhecido como pai da ginástica moderna, fundou, em 1991, a escola de GR, com sua obra chamando a 
atenção na Europa, principalmente na Alemanha, pelo caráter rítmico e estético, que direcionava para o 
corpo feminino (Agostini; Novikova, 2015).
Agostini e Novikova (2015, p. 12) acrescentam que Bode
desenvolveu sua potencialidade de pensamento muito além do que seu mestre 
preconizava, colocando a música a serviço do movimento corporal, introduzindo 
ao trabalho rítmico as mãos livres, a utilização de aparelhos como: bola, bastão, 
tamborim etc.
Heinrich Medau (1890-1974), alemão, foi professor e músico. Após a Segunda Guerra Mundial, 
criou uma escola de ginástica especialmente voltada para as mulheres, pensando no favorecimento da 
saúde. Surge com ele o primeiro trabalho com aparelhos: pandeiro, tambor, arcos, maças e bolas. Medau 
prezava pela postura correta, pela respiração, pelos movimentos de oscilação e de ondas. Quando abriu 
a própria escola, em 1929, explorou as próprias teorias, usando uma variedade de ritmos e improvisação 
no piano, além de experimentar pela primeira vez a bola (Agostini; Novikova, 2015).
Segundo Agostini e Novikova (2015), no final do século XX, a GR começou a tomar corpo e a adquirir 
algumas das características que possui hoje, sendo considerada um esporte relativamente novo. Em 
diferentes momentos históricos, a dança,a ginástica, a música e a dramaturgia se fundiram, ampliando 
horizontes e possibilitando novas conexões entre a dança e a ginástica. Todo esse movimento refletia as 
ações e as relações sociais, ou seja, uma sociedade em busca de constantes e profundas transformações.
O termo ginástica rítmica é o último de um longo processo de mudanças de nomenclatura desse 
belíssimo esporte, desde a sua inclusão na FIG. O quadro 4 representa os diversos nomes do esporte ao 
longo das décadas.
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Quadro 4 – Diferentes terminologias utilizadas ao longo dos anos
Ano Terminologias
1963 Ginástica moderna
1972 Ginástica feminina moderna e ginástica rítmica moderna
1975 Ginástica rítmica desportiva
1998 Ginástica rítmica
Adaptado de: Gaio (2010).
2.1 A GR no Brasil
A história da GR no Brasil é recente. Conforme Santos, Lourenço e Gaio (2010), duas professoras 
estrangeiras iniciaram o processo de disseminação da GR em nosso país: a austríaca Margareth Frohlich, 
com uma linha educacional; e a húngara Ilona Peuker, com uma linha mais competitiva.
De 1953 a 1954, Frohlich ministrou aulas nos III e IV cursos de aperfeiçoamento técnico em Santos. 
Com a chegada de Ilona Peuker, ex-ginasta, a modalidade foi introduzida no país. Na década de 1950, 
Peuker ministrou cursos no Rio de Janeiro e criou a primeira equipe de GR do Brasil, o Grupo Unido de 
Ginastas (GUG). Radicou-se definitivamente no país e foi convidada a ministrar aulas na UFRRJ, tendo 
muitas discípulas, ex-ginastas que deram continuidade ao seu trabalho.
Nesse primeiro grupo temos a ginasta Daisy Barros, atleta responsável pela primeira participação 
brasileira em um campeonato mundial da modalidade, em 1971, na cidade de Copenhagen, Dinamarca. 
Pouco tempo depois, em 1973, o GUG representou o Brasil na cidade de Roterdã, na Holanda, com 
exercícios de conjunto, obtendo a 13ª colocação. Em 1999, antigas alunas formaram o Grupo Ilona 
Peuker, em homenagem a ela. Participaram da Gymnaestrada em Gotemburgo, na Suécia, e desde então 
apresentam-se em vários lugares, difundindo a GR.
Em 1978 foi dado um passo fundamental para o desenvolvimento da modalidade, com a criação da 
CBG e o consequente apoio da entidade à GR. Nesse mesmo período, houve sua inclusão em alguns cursos 
de graduação, além da prática em clubes.
Rosane Favilla, ginasta, foi a primeira brasileira a participar dos Jogos Olímpicos, em 1984, em Los Angeles. 
Nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona, tivemos a participação de Marta Cristina Schonhorst nos exercícios 
individuais. Nos Jogos Olímpicos de Sidney (2000) e nos de Atenas (2004), o Brasil participou nas provas de 
conjunto, obtendo o oitavo lugar. Segundo Agostini e Novikova (2015), nesse período recente da GR houve o 
desenvolvimento particular da modalidade em alguns centros do país.
Nos últimos anos, a GR brasileira teve um enorme desenvolvimento, detendo a hegemonia nas Américas 
nas provas de conjunto. Foram três ouros nos últimos quatro Pan-americanos, que valeram à equipe a 
classificação para as últimas três edições das Olimpíadas.
22
Unidade I
Segundo Agostini (2015), a partir da percepção da existência de talentos em nosso país, esforços 
para melhoria técnica da modalidade têm sido empreendidos com o intuito de elevar o nível de 
performance das atletas. Os campeonatos são divididos por regiões (Nordeste, Sudeste etc.), na 
busca de uma seleção mais rígida, pois só podem participar do campeonato nacional as primeiras 
colocadas de cada região.
2.2 A GR nas Olimpíadas
No início dos Jogos Olímpicos, as mulheres não podiam participar nem assistir às competições. 
Seu envolvimento se deu apenas na década de 1920, em meio às reações de repúdio em razão da 
impossibilidade da participação feminina. Assim, surgiram as modalidades esportivas específicas para 
elas, como o nado sincronizado, a GR e outras.
A ginástica desportiva era praticada desde a Primeira Guerra Mundial, mas sem regras específicas 
ou um nome determinado. Muitas escolas inovaram a maneira de praticar os exercícios tradicionais de 
ginástica artística por meio da junção da música, que exige o ritmo nos movimentos. Somente em 1946 
se deu a primeira distinção na ginástica de competição, na Rússia, quando surgiu a designação rítmica.
Em 1961, vários países do leste europeu organizaram um campeonato internacional dessa disciplina. 
No ano seguinte, a FIG reconheceu a nova modalidade nas suas regras, sendo realizado, em 1963, o 
primeiro campeonato mundial. Com a exceção da fita e das maças, a maior parte dos equipamentos 
utilizados atualmente foi introduzida nessa competição.
 Observação
Houve duas experiências olímpicas da GR  antes de sua inclusão no 
programa dos jogos. Em Londres, em 1948, foram realizados dois eventos, 
por equipes, chamados de ginástica moderna. Quatro anos mais tarde, em 
Helsinque, a GR foi incluída como esporte de demonstração, mas sua entrada 
definitiva só aconteceu em Los Angeles, em 1984.
 
Em 1962, no 41º Congresso da FIG, o esporte foi reconhecido como modalidade independente. Em 
1963, na Hungria, aconteceu o primeiro Mundial de GR. Em 1972, a ginástica moderna passou a se chamar 
ginástica rítmica desportiva (GRD).
Em 1984, a GR faz a sua primeira aparição olímpica, embora as melhores ginastas do mundo, provenientes 
dos países do Leste Europeu, não tivessem concorrido nesse ano devido ao boicote realizado por esses países.
Lori Fung, canadense, conquistou a primeira medalha de ouro olímpica do esporte. Em Seul, em 
1988, o esporte conquistou o público e se popularizou. Marina Lobach, da União Soviética, ficou com 
a medalha de ouro e Adriana Dunavska, da Bulgária, levou a prata. Em Barcelona, em 1992, Oleksandra 
Timoshenko, competindo pela Comunidade dos Estados Independentes, foi a vencedora.
23
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Em Atlanta, em 1996, a FIG introduziu a competição de conjuntos/grupos nos Jogos Olímpicos. 
A Espanha conquistou a primeira medalha de ouro olímpica dessa categoria. Em 1998, a modalidade 
passou novamente por mudanças em relação à sua nomenclatura, sendo chamada apenas de 
ginástica rítmica.
Em 2000, nos Jogos Olímpicos de Sidney, o conjunto da Rússia confirmou seu favoritismo, enquanto 
a Espanha nem se classificou para a final. O Brasil participou pela primeira vez do conjunto, conquistando 
uma vaga na final olímpica, obtendo o oitavo lugar. Na categoria individual, Yulia Barsukova, da Rússia, 
foi a vencedora. Em 2003, adotou o nome atual – ginástica rítmica. Em vez de grandes aparelhos fixos 
da ginástica artística, passou-se a trabalhar com cinco aparelhos móveis e leves: corda, bola, arco, 
fita e maças.
Em 2004, nas Olimpíadas de Atenas, a Rússia confirmou seu favoritismo, ratificando a sua posição 
na liderança mundial na modalidade, classificando-se em primeiro lugar, seguida da Itália, em segundo, 
e da Bulgária, na terceira posição. No individual, a ginasta russa Alina Kabaeva, sagrou-se campeã 
olímpica, seguida da russa Irina Tchachina e da ucraniana Anna Bessonova. Nessa ocasião, o Brasil foi 
novamente representado, terminando na oitava colocação, feito repetido em Sidney.
Em 2008, em Pequim, e em 2012, em Londres, tivemos a mesma colocação, cabendo o primeiro lugar 
ao conjunto da Rússia e, no individual, à ginasta russa Yevgeniya Kanayeva, bicampeã olímpica. O Brasil, 
em 2008, ficou na 12ª colocação e, em 2012, não conseguiu uma vaga olímpica.
Em 2016, no Rio de Janeiro, o conjunto brasileiro obteve a nona colocação. A Espanha surpreendeu 
ficando em primeiro lugar, seguida da Rússia. No individual, a história se repetiu e, pela quinta vez 
consecutiva, o ouro geral ficou com a Rússia, com direito à dobradinha de Margarita Mamun, com o 
ouro, e Yana Kudryavtseva, com a prata (mesmo com um erro nas maças).
Em 2020, nas Olimpíadas, em Tóquio (realizadas em 2021 em virtude da pandemia de covid-19), 
o conjunto brasileiro terminou sua participação na 12ª colocação. A Bulgária ficou em primeiro lugar, o 
ComitêOlímpico da Rússia em segundo e a Itália em terceiro. O Brasil não teve nenhuma ginasta do 
individual nessas Olimpíadas.
Em 2024, em Paris, o Brasil chegou às Olimpíadas como um dos favoritos ao pódio do conjunto na GR. 
A equipe conquistou o ouro no Pan-americano de Santiago e no Mundial de 2024. A equipe do conjunto 
confirmou o favoritismo após a primeira rotação no arco (série de aparelhos iguais) pelas classificatórias, 
e a vaga na final parecia encaminhada. Quando uma ginasta entrou mancando para a segunda série, com 
as fitas e as bolas, ficou claro que algo estava errado. A nota da primeira coreografia foi ótima e, mesmo 
com o segundo resultado não satisfatório, a seleção terminou em nono lugar no quadro geral. Por pouco 
a classificação para a final não veio. A China surpreendeu e conquistou a medalha de ouro, Israel ficou 
com a medalha de prata e a Itália fechou o pódio com o bronze. Bárbara Domingos encerrou com melhor 
colocação do Brasil na história do individual geral na GR, conquistando um inédito décimo lugar. A melhor 
marca até então era o 23º lugar de Natalia Gaudio, no Rio 2016.
24
Unidade I
Com boa receptividade na participação em Jogos Olímpicos, a FIG estabeleceu mudanças na 
organização da modalidade, como: aumentar o número de vagas para os conjuntos com grande 
aceitação do público, possibilitar a utilização de músicas com palavras e fazer reconsiderações quanto à 
forma de avaliar, com o intuito de diminuir a subjetividade dos árbitros e facilitar o entendimento dos 
leigos, valorizando as transmissões da mídia em geral (Bernardi; Lourenço, 2014).
O quadro 5 representa os campeões individuais e por equipes desde a primeira participação da GR 
como esporte olímpico.
Quadro 5 – Medalhistas do conjunto e do individual de GR nos Jogos Olímpicos
Jogos Olímpicos GR conjunto GR individual
1984 (Los Angeles) Não existia essa prova
1º: Lori Fung (CAN)
2º: Staiculescu (ROM)
3º: Weber (GER)
24º: Rosane Favilla (BRA)
1988 (Seul) Não existia essa prova
1º: Marina Lobatch (URSS)
2º: Adriana Dunavska (BUL)
3º: Alessandra Timochenko (URSS)
1992 (Barcelona) Não existia essa prova
1º: Alessandra Timoshenko (URSS)
2º: Carolina Pascual (ESP)
3º: Oksana Skaldina (EUN)
41º: Marta Cristina Schonhorst (BRA)
1996 (Atlanta)
1º: Espanha
2º: Bulgária
3º: Rússia
1º: Kateryna Serebrianska (UKR)
2º: Yanina Batyrchina (RUS)
3º: Olena Vitrichenko (UKR)
2000 (Sidney)
1º: Rússia
2º: Bielo-Rússia
3º: Grécia
8º: Brasil
1º: Yulia Barsukova (RUS)
2º: Yulia Raskina (BLR)
3º: Alina Kabaeva (RUS)
2004 (Atenas)
1º: Rússia
2º: Itália
3º: Bulgária
8º: Brasil
1º: Alina Kabaeva (RUS)
2º: Irina Tchachina (RUS)
3º: Anna Bessonova (UKR)
2008 (Pequim)
1º: Rússia
2º: China
3º: Bielo-Rússia
12º: Brasil
1º: Yevgeniya Kanayeva (RUS)
2º: Inna Zhukova (BLR)
3º: Anna Bessonova (UKR)
2012 (Londres)
1º: Rússia
2º: Bielo-Rússia
3º: Itália
1º: Yevgeniya Kanayeva (RUS)
2º: Daria Dmitrieva (RUS)
3º: Liubov Charkashyna (BLR)
2016 (Rio de Janeiro)
1º: Rússia
2º: Espanha
3º: Bulgária
9º: Brasil
1º: Margarita Mamun (RUS)
2º: Yana Kudryavtseva (RUS)
3º: Hanna Rizatdinova (UKR)
23º: Natalia Gaudio (BRA)
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Jogos Olímpicos GR conjunto GR individual
2020 (Tóquio)
1º: Bulgária
2º: ROC (Comitê Olímpico Russo)
3º: Itália
1º: Linoy Ashram (ISR)
2º: Dina Averina (ROC)
3º: Alina Harnasko (BLR)
2024 (Paris)
1º: China
2º: Israel
3º: Itália
1º: Darja Varfolomeev (GER)
2º: Boryana Kaleyn (BUL)
3º: Sofia Raffaeli (ITA)
Adaptado de: https://shre.ink/eNK2. Acesso em: 28 mar. 2025.
2.3 Ginástica rítmica masculina
Inicialmente, a modalidade foi desenvolvida somente para a prática das mulheres. Estudiosos como 
Rudolf Bode e Heinrich Medau, precursores da GR atual, desenvolveram métodos ginásticos visando 
à valorização e ao desenvolvimento de aspectos socialmente considerados femininos, como a beleza, a 
graciosidade e a elegância, que seriam trabalhados por meio da dança e da expressividade. Criou-se, então, 
uma associação entre a GR e a atividade voltada para mulheres.
A prática da GR masculina existe, apesar de pouco difundida no Brasil e de não ser oficialmente 
reconhecida pelas entidades federativas internacionais, como a FIG e o Comitê Olímpico Internacional (COI). 
Temos, basicamente, duas linhas de GR praticadas por homens: a tradicional e a asiática. Veremos cada 
uma delas na sequência.
2.3.1 Linha tradicional
Na linha tradicional são utilizadas para as competições as mesmas regras previstas para a modalidade 
feminina. Coelho (2016) nos apresenta o caso da Espanha, em que os homens iniciam sua participação 
aos 12 anos e são divididos em cinco faixas de idade: sênior, benjamín, alevín, infantil e júnior. No 
entanto, não há apresentação masculina de conjunto, somente as provas individuais, que são as mesmas 
das mulheres.
 Saiba mais
Para saber mais sobre a GR espanhola, acesse o site indicado a seguir, da 
Federação Espanhola de Ginástica:
Disponível em: https://shre.ink/e88F. Acesso em: 28 mar. 2025.
26
Unidade I
2.3.2 Linha asiática: Japão
A linha asiática de GR masculina surgiu no Japão, após a Segunda Guerra Mundial (década de 1950). 
Com o objetivo de melhorar a saúde e elevar a autoestima da população, professores japoneses iniciaram 
um trabalho baseado na calistenia e em elementos do wushu (kung fu), lançando mão da utilização de 
música e de aparelhos de pequeno porte.
Inicialmente criada para ser aplicada na comunidade, a atividade, por ação de grupos específicos de 
praticantes, gradativamente se tornou uma modalidade competitiva, com normas e regras próprias, e passou 
a ser chamada de ginástica rítmica masculina. Posteriormente, difundiu-se para outros países, como Malásia, 
Coréia e Rússia. Hoje, ela é praticada em locais como Austrália, Estados Unidos e Canadá.
 Saiba mais
Você pode conhecer mais sobre a modalidade masculina assistindo ao 
vídeo indicado a seguir.
GINÁSTICA Rítmica Masculina. 2020. 1 vídeo (2 min). Publicado pelo canal 
Prô Karina. Disponível em: https://shre.ink/e88I. Acesso em: 28 mar. 2025.
Por se basear na calistenia e no wushu, a linha asiática valoriza a força e a resistência do ginasta. Seus 
movimentos, muitas vezes, estão relacionados a movimentos de lutas, mais rígidos e firmes, diferente do 
que se vê na GR feminina, em que os movimentos são suaves e graciosos.
Podemos observar algumas diferenças marcantes quando comparamos a linha tradicional, que 
utiliza as regras da GR feminina, com a linha asiática, que possui regras próprias. Vejamos:
• Espaço de apresentações: os homens se apresentam em um tablado semelhante ao utilizado na 
ginástica artística, enquanto as mulheres se apresentam em um tapete. O espaço das apresentações 
é o mesmo: 13 m x 13 m, mais uma pequena área de segurança, de aproximadamente 1 m.
13 m 13 m
Figura 9 – Área de apresentação da GR masculina
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
• Movimentos: na GR masculina asiática são realizados movimentos acrobáticos semelhantes aos 
realizados nas apresentações de solo da ginástica artística (quando o ginasta executa movimentos de 
voo com rotação em torno do eixo transversal de seu próprio corpo, como mortal e flic-flac), o que 
não é permitido nas apresentações da GR feminina, que possui apenas os chamados movimentos 
pré-acrobáticos. Isso justifica a utilização do tablado de ginástica artística pelos homens, uma vez que 
eles necessitam de um equipamento que permita a realização de acrobacias com segurança.
• Provas individuais: os ginastas realizam quatro provas, sendo duas com aparelhos semelhantes 
aos das mulheres e duas com aparelhos exclusivos, como:
— Corda (igual à das mulheres).
— Maças (semelhante às das mulheres, ainda que o peso e o tamanho do corpo das maças sejam 
diferentes quando comparados às das mulheres).
— Bastão (semelhante ao das lutas).
— Arcos menores (dois).
Para as provas individuais, o tempo de apresentação é o mesmo das mulheres, variando entre 1 minuto 
e 15 segundos e 1 minuto e 30segundos.
Nas provas de conjunto, apresentam-se seis ginastas, sem a utilização de aparelhos (mãos livres), e a 
série precisa conter saltos, flexibilidades, equilíbrios e paradas de mão, exigindo-se um número mínimo 
de seis formações ao longo da apresentação.
O tempo de apresentação dos homens é maior que o das mulheres: entre 2’30’’ e 3’. O tempo extra 
justifica-se pela preparação necessária para a execução de acrobacias complexas.
2.4 A GR masculina no Brasil
No Brasil, o marco inicial da GR masculina se deu na década de 1980, quando a Universidade de 
São Paulo (USP) recebeu os alunos da Universidade de Kokushikan (Japão) para a divulgação da modalidade 
(Oliveira; Martins, 2010 apud Coelho, 2016).
Não há um levantamento específico de quantos praticantes masculinos de GR existem no país, uma 
vez que a modalidade não é reconhecida pela maioria das federações estaduais, porém “já é possível mapear 
que o Brasil possui meninos praticando GR em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, 
Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul” (Coelho, 2016, p. 95). A Federação do Espírito Santo foi a 
pioneira nesse aspecto. A Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul promove competições para os 
meninos desde 2011 e São Paulo já se movimenta nesse sentido.
No Brasil, utiliza-se como prática masculina a GR tradicional, uma vez que os ginastas aproveitam 
os espaços comumente destinados às mulheres, além dos equipamentos e dos professores presentes.
28
Unidade I
3 MOVIMENTOS CORPORAIS E AS SUAS POSSIBILIDADES
Os movimentos corporais estruturados compõem a base da coreografia na GR e devem estar em 
harmonia com o aparelho e a música. A FIG define regras específicas para os elementos obrigatórios 
em cada ciclo olímpico, o que inclui ou exclui certos movimentos a cada atualização do Código de 
Pontuação. Eles incluem saltos, equilíbrios, rotações, ondas corporais e elementos pré-acrobáticos, que, 
combinados, resultam na expressividade e na fluidez da rotina.
No processo de ensino-aprendizagem, os movimentos corporais desempenham um papel essencial, 
pois possibilitam o desenvolvimento da consciência corporal, da coordenação motora e da musicalidade 
das ginastas. A progressão pedagógica desses elementos permite que as atletas avancem gradualmente 
na complexidade dos exercícios, visando aprimorar a técnica e a expressividade. Além disso, a adaptação 
dos movimentos de acordo com a individualidade contribui para a construção de séries coreográficas 
autênticas e eficazes.
Os profissionais responsáveis pelo ensino da GR fundamentam suas práticas pedagógicas na 
estruturação e na aplicação dos movimentos corporais previstos no Código de Pontuação. A organização 
das aulas e o planejamento do processo de ensino-aprendizagem são delineados de maneira a garantir 
que as ginastas desenvolvam progressivamente os elementos técnicos essenciais para a modalidade. 
Esse planejamento didático é crucial, pois permite que elas adquiram domínio dos movimentos, 
que, posteriormente, serão incorporados às composições coreográficas, respeitando as exigências 
competitivas e favorecendo o aprimoramento da performance esportiva.
As possibilidades de movimentos corporais estão presentes nos componentes de dificuldade e 
artísticos, cada um com critérios técnicos específicos que influenciam a nota final.
3.1 Componentes de dificuldade
Os componentes de dificuldade incluem movimentos que exigem técnica, coordenação e controle 
corporal, sendo essenciais para a pontuação da série. Esses elementos estão presentes tanto nos 
exercícios individuais quanto nos de conjunto, como veremos a seguir.
3.1.1 Elementos de dificuldades corporais (BD)
Os elementos de dificuldades corporais (BD) na GR devem ser executados com precisão e sempre 
combinados com o manejo do aparelho, pois isso garante harmonia com a música e fluidez na coreografia. 
Os saltos, os equilíbrios e as rotações são considerados a base de toda a coreografia. Por isso, vamos nos 
ater, agora, sobre as características essenciais de algumas dificuldades corporais.
Há muitos elementos de dificuldades listados nas tabelas do Código de Pontuação, com seus respectivos 
valores predefinidos, que representam exatamente a dificuldade do movimento (quanto mais difícil a 
realização do movimento, mais pontos ele vale).
29
GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
O quadro 6 mostra algumas dificuldades corporais de equilíbrio e as diversas possibilidades de 
equilíbrios que a ginasta pode realizar, além dos seus respectivos valores, variando de 0,10 ponto a 
0,70 ponto. Essa diversidade também ocorre para saltos e rotações (FIG, 2024).
Quadro 6 – Representação de algumas dificuldades corporais de equilíbrio
Tipos de 
equilíbrios
Equilíbrios realizados sobre o pé
Valor
0.10 p. 0.20 p. 0.30 p. 0.40 p. 0.50 p. 0.60 p. 0.70 p.
1. Passé com 
a perna à 
frente ou 
lateral (posição 
horizontal) 
também com 
curvatura da 
parte superior 
do tronco e 
dos ombros
2. Perna livre 
na horizontal 
à frente 
estendida ou 
flexionada a 
30O também 
com tronco 
para trás 
na posição 
horizontal
3. Grand écart 
(espacato) 
frontal com e 
sem ajuda
4. Grand écart 
(espacato) 
frontal com 
ou sem ajuda, 
com tronco 
para trás 
na horizontal
5. Grand écart 
(espacato) 
frontal, tronco 
para trás 
abaixo do 
horizontal: de 
pé ou sentado
6. Perna livre 
na horizontal 
lateral, também 
com o tronco 
lateral na 
horizontal
Adaptado de: CBG (2025).
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Unidade I
Como são muitas as possibilidades de dificuldades corporais, descrevemos somente algumas de cada 
grupo: quatro saltos, quatro equilíbrios e três rotações, de níveis fáceis a intermediários, com exemplos 
de algumas atividades utilizadas nas aulas de iniciação à prática da modalidade.
 Observação
Os praticantes de dança podem perceber que muitos dos elementos de 
dificuldades corporais são parecidos com os elementos do balé clássico, 
inclusive os nomes.
Saltos
Os saltos são movimentos realizados por meio de impulso, em que os pés perdem o contato com 
o solo e permanecem em suspensão por um tempo mínimo. Eles constituem uma combinação de 
movimentos divididos em três fases: de impulsão, da área e a de aterrissagem.
Para que os árbitros considerem um salto válido, ele deve ter as seguintes características básicas:
• forma definida e fixada durante o voo (posicionamento dos segmentos corporais);
• altura (elevação) suficiente para demonstrar a forma correspondente;
• chegada ao solo, que deve ser suave, graciosa e precisa.
Para realizar um bom salto, deve-se ter potência muscular. Para tal, indica-se o treinamento 
específico de pliometria para as ginastas alcançarem resultados satisfatórios. Em uma série coreográfica 
ou exercício, a repetição do salto com a mesma forma não é válida, exceto no caso de uma série.
 Observação
Uma série de saltos consiste em dois ou mais saltos idênticos sucessivos, 
executados com ou sem um passo intermediário (dependendo do tipo 
de salto). Cada salto na série conta como uma dificuldade corporal.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de elementos que podem ser utilizados na iniciação.
No salto grupado com um giro de 360º, impulso com os dois pés, o aluno deve saltar elevando os 
dois joelhos flexionados em direção ao peito, realizando ao mesmo tempo uma rotação de 360º.
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
• Atividade sugerida: pega-pega. Quando os alunos forem pegos, devem ficar sentados sobre os 
calcanhares. Para serem salvos, precisam que um companheiro salte sobre eles com o corpo grupado.
Figura 10
No salto tesoura à frente, o aluno deve realizar uma troca de pernas no ar, à frente, na horizontal, 
em um ângulo de 90º ou mais em relação ao tronco.
• Atividade sugerida: em trio, cabendo a dois dos alunos segurar o terceiro pelos braços e punhos 
(braços estendidos), este executa o salto tesoura.
Figura 11
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Unidade I
No salto cossaco, existem várias possibilidades de realização. É possível, por exemplo, alterar a altura 
e adireção da perna, com ou sem rotação. Na figura 12, uma das pernas está estendida em um ângulo 
de 90º em relação ao tronco, enquanto a outra perna permanece com o joelho flexionado.
• Atividade sugerida: colocar os alunos em colunas, e à frente de cada coluna posicionar arcos 
no chão. Ao sinal do professor, os primeiros alunos de cada coluna devem realizar o salto cossaco 
dentro de cada arco e assim sucessivamente até que todos se apresentem.
Figura 12
No salto espacato, o aluno deve realizar afastamento anteroposterior com os membros inferiores, no 
balé é chamado de salto grand jeté. Essa postura deve ser ensinada inicialmente no chão, para melhorar 
a flexibilidade dos membros inferiores, pois quanto maior a flexibilidade, melhor a figura corporal.
• Atividade sugerida: pular a lagoa. Coloque os alunos em colunas e, à frente de cada coluna, 
posicione arcos no chão, com uma distância de dois metros entre um e outro. Os alunos de cada 
coluna devem realizar o salto zancada ultrapassando um arco de cada vez.
Figura 13
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
 Saiba mais
Conheça mais sobre as dificuldades corporais de salto e veja belas 
imagens pesquisando vídeos na internet a partir de expressões como: code 
of points rhythmic gymnastics leaps, leaps e rhythmic gymnastics leaps. Veja 
o vídeo a seguir:
RG CoP 2025 2028 WHAT’s NEW | New Jumps and Leaps DB values. 
2024. 1 vídeo (1 min). Publicado pelo canal Samuel RG. Disponível em: 
https://shre.ink/eXnO. Acesso em: 14 maio 2025.
Equilíbrio
O equilíbrio é constituído de movimentos de manutenção e controle do centro de gravidade sobre o 
limite de uma base de apoio.
Para que os árbitros considerem um equilíbrio válido, o atleta deve manter-se em equilíbrio durante 
a realização de, no mínimo, um manejo. As posturas devem ter forma claramente fixada com parada na 
posição, sendo precisas, a fim de evitar movimentos suplementares, como balanços e demonstrações de 
instabilidade no equilíbrio. Como existem muitos equilíbrios de GR iguais ou semelhantes aos do balé 
clássico, as aulas de balé são essenciais para a realização desses elementos corporais.
Segundo o Código de Pontuação (FIG, 2024), há três tipos de dificuldades de equilíbrio:
• Equilíbrio sobre o pé: executado em meia-ponta (flexão plantar/sobre os dedos dos pés) 
ou pé plano.
• Equilíbrio sobre outras partes do corpo: por exemplo, joelho, abdome e peito.
• Equilíbrio dinâmico: executados com movimentos suaves e contínuos, de uma forma para outra.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de elementos que podem ser utilizados na iniciação.
No equilíbrio passé, o aluno deve realizar flexão de quadril de 90º com uma das pernas. 
Simultaneamente, é preciso estar com o joelho flexionado a ponto de o pé encostar na perna de base 
(o pé de base em flexão plantar, meia-ponta, e o joelho flexionado pode estar à frente ou à lateral).
• Atividade sugerida: vivo ou morto do passé. Todos os alunos devem ser posicionados na quadra 
de forma que o professor consiga vê-los. Ao seu comando vivo, os alunos devem realizar o 
equilíbrio passé rapidamente. Se o comando for morto, eles devem ficar com os dois pés unidos 
no chão. O aluno que errar passa a dar o comando aos demais, sendo substituído por outro que 
errar, voltando o primeiro para a brincadeira.
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Unidade I
Figura 14
No equilíbrio perna à frente (ou à lateral), o aluno deve realizar flexão de quadril de 90º com uma 
das pernas, mantendo a perna estendida na frente de seu corpo. O pé de base fica em meia-ponta e as 
articulações do joelho e do tornozelo devem estar estendidas o máximo possível. É possível realizá-lo 
com a perna lateral.
• Atividade sugerida: os alunos devem deslocar-se pela sala de maneiras variadas, seguindo o ritmo 
da música. Quando a música parar, eles devem ficar em equilíbrio perna à frente (ou à lateral), 
conforme solicitado pelo professor.
A) B)
Figura 15 – A) perna à frente e B) perna ao lado
No equilíbrio arabesque com o tronco à frente na horizontal, o aluno deve realizá-lo em forma de 
prancha, com elevação de uma perna para trás, flexão de tronco à frente com extensão completa dos 
membros superiores à frente. O pé de base deve ficar em meia-ponta. As articulações do joelho e do 
tornozelo de ambas as pernas devem estar estendidas o máximo possível.
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
• Atividade sugerida: pega-pega avião. Um aluno deve ser o pegador, os demais têm de correr em 
um espaço delimitado pelo professor. Quem for pego deve ficar no equilíbrio prancha. Para que 
possa ser salvo, um companheiro precisa passar por baixo de sua perna estendida e elevada.
Figura 16
No equilíbrio cossaco, o aluno tem de estender uma das pernas em um ângulo de 90º em relação ao 
tronco. A outra perna permanece com o joelho flexionado e com o pé de base em meia-ponta.
• Atividade sugerida: em duplas, um aluno se prepara para fazer o equilíbrio cossaco, e outro cumpre 
o papel de ajudante. Este tem de se posicionar posteriormente ao companheiro, segurando-o pelo 
antebraço, para auxiliar a descer e subir desse equilíbrio (outra forma de auxiliar é um de frente 
para o outro, com o ajudante segurando as mãos do executante para que ele desça e suba na 
posição de equilíbrio cossaco com segurança).
Figura 17
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Unidade I
 Saiba mais
Você pode conhecer mais sobre as dificuldades corporais de equilíbrio e 
ver belas imagens pesquisando vídeos na internet a partir de palavras-chave 
como: rhythmic gymnastics – balance. Veja o vídeo a seguir:
BASIC Ball Handling in Balances | Rhythmic Gymnastics. 2022. 1 vídeo 
(5 min). Publicado pelo canal Double K. Disponível em: https://shre.ink/eIZW. 
Acesso em: 9 maio 2025.
Rotações
Rotações, ou pivôs, são movimentos em torno do próprio eixo corporal. A maioria das rotações 
acontece no eixo corporal longitudinal.
 Observação
Para realizar as rotações no eixo longitudinal, é necessário ter muito 
equilíbrio para manter o controle do eixo de giro. Os elementos em que 
as ginastas rotacionam em torno de um eixo, ou seja, estão girando, são 
considerados como dificuldade corporal de rotação, e não como dificuldade 
corporal de equilíbrio.
 
Para os árbitros considerarem uma rotação válida, o atleta deve realizar uma rotação mínima de 360º 
(exceto no caso de dificuldades de rotação em que a rotação-base é de 180º), mantendo forma corporal 
fixada e bem-definida até o final. As rotações devem ser coordenadas com, no mínimo, um manejo com o 
aparelho, em qualquer parte da rotação, para ser válida. A maioria das rotações é realizada na meia-ponta 
(flexão plantar), e perder o equilíbrio ou encostar o calcanhar no chão invalida ou subtrai pontos.
Geralmente, as ginastas realizam rotações múltiplas na mesma posição corporal – em média de duas 
a cinco rotações seguidas.
Veremos, a seguir, ilustrações e descrições de elementos que podem ser utilizados na iniciação.
Na rotação passé, inicialmente, os alunos devem realizar a posição de saída para o giro, que é a 
quarta posição do balé. Em seguida, precisam fazer a rotação no sentido horário ou anti-horário fica na 
posição corporal de passé (a mesma utilizada no equilíbrio passé).
• Atividade sugerida: o mestre mandou. Os alunos têm de estar espalhados pela sala, o professor 
fica na frente de todos. Ao comando do professor, eles copiam os movimentos para a realização da 
rotação passé. É importante realizar a rotação no sentido horário e anti-horário, mudando a perna 
que executa o passé.
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GINÁSTICA RÍTMICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A) B)
Figura 18 – A) preparação e B) rotação
Na rotação de perna à frente, inicialmente, os alunos têm que realizar a posição de saída para o 
giro, que é a quarta posição allongé do balé. Em seguida, devem fazer a rotação no sentido horário ou 
anti-horário na posição corporal de perna à frente.
• Atividade sugerida: com os alunos espalhados pela sala, ao comando do professor, eles precisam 
realizar as seguintes etapas: preparação (quarta posição allongé),

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