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Pâncreas Patologia III Monitor: Anderson Vailati Ritzmann Professora: Leonora Zozula Blind Pope Pâncreas Pâncreas endócrino ⟶ 1 a 2% do pâncreas, dispersas pelo órgão Células Beta ⟶ Insulina (+ comum) Células Alfa ⟶ Glucagon Células Delta ⟶ Somatostatina Pâncreas exócrino ⟶ 98%, composto de células acinares (sintetizam as enzimas de forma inativa) + ductulos (secreção de bicarbonato) + ductos maiores(secreção de mucina) Ativação das enzimas As proenzimas são ativadas pela tripsina, a qual, por sua vez, é convertida a partir do tripsinogênio pela ação da enteropeptidase duodenal Inibidores da tripsina (SPINK1) + mecanismo de feedback negativo (autoinativação) A tripsina não é ativada dentro do próprio pâncreas Células acinares são resistentes à ação da tripsina e fosfolipase A2 Anomalias congênitas MAIS COMUM ⟶ Pâncreas divisum (3% a 10%) Drenagem principal pelo papila menor (ducto de Santorini) Maioria assintomático, 5% pancreatite Pâncreas ectopico (2%) ⟶ na submucosa de estomago e duodeno Pâncreas anular ⟶ Anel envolvendo o duodeno (sintomas de obstrução) Pancreatite aguda Distúrbio inflamatório reversível Gravidade variável ⟶ varia de edema focal c/ necrose gordurosa até necrose hemorrágica disseminada 80% são consideradas leves ⟶ pancreatite intersticial edematosa Resultado da ativação intra-acinar de enzimas pancreáticas ⟶ elastase e lipase Etiologia CAUSA MAIS COMUM: Cálculos biliares Seguida pela ingestão excessiva de álcool (juntos 80%) Obstruções nao relacionadas a calculos: Neoplasias periampulares, Pâncreas divisum, Ascaridíase e Lama biliar Metabólicas: Hipertrigliceridemia (>1000mg/dl) e Hipercalcemia (>10,5mg/dl) Medicamentos (azatioprina, tiazídicos); Veneno escorpiônico; Organofosforados e Infecções (Caxumba e Coxsackie) 10 A 20% ⟶ pancreatite idiopática (base genética) Patogênese Mutação PRSS1 ⟶ Anula o feedback negativo ⟶ hiperativação da tripsina ⟶ autodigestação Obstrução do ducto: ↑ pressão ductal ⟶ acúmulo de secreções ⟶ lipase ativada (necrose gordurosa) + edema intersticial ⟶ isquemia Lesão da célula acinar ⟶ álcool (contração do esfincter de Oddi, estresse oxidativo, aumento da secreção pancreática, ativação intracelular de tripsina e tampões de proteínas nos ductos) Transporte defeituoso de proenzimas ⟶ hidrolases lisossomais e proenzimas se encontram Dor abdominal: intensa, constante, em faixa na porção superior das costas, associada a náuseas e vomitos ↑ Amilase e Lipase (>3x normal) Lipase: mais específica e sensível Hipocalcemia: precipitação de cálcio na necrose gordurosa → persistente = mau prognóstico Tratamento: analgesia, hidratação, jejum; antibióticos se infecção por Gram- Complicações: Pseudocistos pancreáticos (4 a 6 semanas) Necrose infectada/esteril ( perda de peso, anorexia e mal-estar generalizado Tromboflebite migratória (Síndrome de Trosseau) ⟶ Síndrome paraneoplásica (10% dos pacientes) - fatores pró-coagulantes Diabetes de início recente ⟶ pode ser a 1º manifestação CA 19-9 ⟶ inespecífico e insensível ⟶ eleva em condições malignas e ⅓ dos adenocarcinomas tem CA 19-9 normal Carcinoma pancreático - clínica Carcinoma pancreático Glândulas mal formadas + estroma densamente fibrótico Invasão perineural Quais são as duas principais causas de pancreatite aguda? A. Trauma e litíase biliar B. Idiopática e hereditária C. Litíase biliar e álcool D. Trauma e hereditária E. Álcool e trauma Quais são as duas principais causas de pancreatite aguda? A. Trauma e litíase biliar B. Idiopática e hereditária C. Litíase biliar e álcool D. Trauma e hereditária E. Álcool e trauma Mulher de 42 anos teve alta hospitalar há 5 semanas, após internamento por pancreatite aguda grave. Estava bem, clinicamente, quando voltou a apresentar dor abdominal, náuseas e vômitos, além de elevação das enzimas pancreáticas. Qual a complicação mais provável, nesse momento? A. Pseudocisto pancreático. B. Coleções necróticas agudas. C. Trombose de veia esplênica. D. Abcessos peripancreáticos agudos. Mulher de 42 anos teve alta hospitalar há 5 semanas, após internamento por pancreatite aguda grave. Estava bem, clinicamente, quando voltou a apresentar dor abdominal, náuseas e vômitos, além de elevação das enzimas pancreáticas. Qual a complicação mais provável, nesse momento? A. Pseudocisto pancreático. B. Coleções necróticas agudas. C. Trombose de veia esplênica. D. Abcessos peripancreáticos agudos. Sobre a pancreatite aguda, pode-se afirmar que: I. Caracteriza-se por dor abdominal e aumento da concentração sérica de amilase e lipase. II. Cerca de 80% dos casos são causados por litíase biliar e álcool. III. O evento inicial é a ativação prematura de enzimas digestivas na célula acinar pancreática. A. A alternativa I está correta, somente B. A alternativa III está correta, somente C. As alternativas I e II estão corretas, somente D. As alternativas II e III estão corretas, somente E. As alternativas I, II e III estão corretas Sobre a pancreatite aguda, pode-se afirmar que: I. Caracteriza-se por dor abdominal e aumento da concentração sérica de amilase e lipase. II. Cerca de 80% dos casos são causados por litíase biliar e álcool. III. O evento inicial é a ativação prematura de enzimas digestivas na célula acinar pancreática. A. A alternativa I está correta, somente B. A alternativa III está correta, somente C. As alternativas I e II estão corretas, somente D. As alternativas II e III estão corretas, somente E. As alternativas I, II e III estão corretas Quais são as características cardinais da pancreatite crônica? a) Necrose gordurosa, inflamaçãocrônica e perda das ilhotas de Langerhans b) Fibrose, perda do tecido acinar e alterações ductais c) Granulomas de células gigantes, inflamação perineural e infiltrado de plasmócitos d) Lesões proliferativas intraductais, atrofia lipomatosa e perivenulite e) Necrose, lesões epiteliais granulocíticas e pseudocistos Quais são as características cardinais da pancreatite crônica? a) Necrose gordurosa, inflamação crônica e perda das ilhotas de Langerhans b) Fibrose, perda do tecido acinar e alterações ductais c) Granulomas de células gigantes, inflamação perineural e infiltrado de plasmócitos d) Lesões proliferativas intraductais, atrofia lipomatosa e perivenulite e) Necrose, lesões epiteliais granulocíticas e pseudocistos No que diz respeito a pancreatite crônica, a causa mais comum entre os adultos e a causa mais comum entre as crianças são, respectivamente: A. alcoólica e fibrose cística. B. hereditária e idiopática. C. idiopática e fibrose cística. D. alcoólica e hereditária. E. alcoólica e congênita (pancreas divisum). No que diz respeito a pancreatite crônica, a causa mais comum entre os adultos e a causa mais comum entre as crianças são, respectivamente: A. alcoólica e fibrose cística. B. hereditária e idiopática. C. idiopática e fibrose cística. D. alcoólica e hereditária. E. alcoólica e congênita (pancreas divisum). 1.ROBBINS. Patologia básica / Vinay Kumar, Abul K. Abbas, Jon. C. Aster ; artista James A. Perkins. Edição: 10. ed. Publicação: Rio de Janeiro : Elsevier, 2018 2.BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo – Patologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 3.PATHOLOGYOUTLINES. Pancreas — Pancreatite aguda. Disponível em: https://www.pathologyoutlines.com/topic/pancreasacute.html. Acesso em: 02 nov. 2025. 4.ESTRATÉGIA MED. Pancreatite aguda e crônica (Pancreatites). [S.l.: s.n.], [2024]. Material didático interno 5.MEDCURSO. Tumores hepáticos e doenças do pâncreas (1). [S.l.: s.n.], [2025?]. Material didático interno. Referências bibliográficas https://www.pathologyoutlines.com/topic/pancreasacute.html Obrigado