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EVERSON MARIANO MARTINS
	
	
VACINAS: O PAPEL DO ENFERMEIRO PARA ALCANÇAR UMA BOA COBERTURA VACINAL 
Sorocaba
2025
 EVERSON MARIANO MARTINS
VACINAS: O PAPEL DO ENFERMEIRO PARA ALCANÇAR UMA BOA COBERTURA VACINAL 
Trabalho apresentado ao curso 
graduação em enfermagem da 
Universidade Anhanguera, para a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II.
Orientador: Prof.ª Carla Renata Corrêa Porto 
Sorocaba
2025
RESUMO
A adesão oportuna à vacinação de bebês pode evitar custos para o sistema de saúde e apoiar a saúde da população. Intervenções de saúde pública – como visitas domiciliares de enfermeiros – podem incentivar a adesão oportuna? Estudamos essa questão no contexto de visitas domiciliares universais para novos pais brasileiros e pelo mundo. Exploramos registros de enfermeiros e dados administrativos combinados e utilizamos um delineamento de estudo de eventos para comparar os resultados de famílias, que variam no momento exato de suas visitas de enfermeiros em torno da idade recomendada para vacinação de bebês. Constatamos que uma visita de enfermeiros antes da idade recomendada para vacinação aumenta a probabilidade de os pais aderirem à vacinação em tempo hábil. A longo prazo, as taxas de cobertura vacinal entre pais tratados e do grupo de controle convergem e, portanto, nossos achados sugerem que os enfermeiros atuam principalmente como lembretes humanos da vacinação. No entanto, dados mostram que um atendimento pela equipe de enfermagem em tempo hábil afeta positivamente a cobertura vacinal para pais inexperientes, visitas de enfermeiros em tempo adequado podem ter o potencial de também aumentar a cobertura vacinal.
Palavras-chave: Vacinas, Enfermagem, Adesão, Crianças.
Sumário
1 INTRODUÇÃO	5
2. DESENVOLVIMENTO	6
2.1 METODOLOGIA	6
2.2 A ORIGEM DAS VACINAS	6
2.3 CALENDÁRIO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO E ÍNDICES	8
2.4 AÇÕES DO ENFERMEIRO	11
3. CONCLUSÃO	14
REFERÊNCIAS	15
	
1 INTRODUÇÃO
	A imunização alterou fundamentalmente a ecologia global de doenças infecciosas. Patógenos poderosos, antes tão prevalentes que derrubaram impérios e devastaram comunidades e culturas, agora são apenas uma memória distante. A varíola hoje só existe em laboratórios, e seu perigo agora vem de sua ameaça percebida se empregada como uma arma biológica. A poliomielite persiste em apenas alguns cantos do mundo apenas 50 anos após o desenvolvimento de uma vacina. A transmissão indígena do sarampo foi drasticamente reduzida em todo o Hemisfério Ocidental. A rubéola congênita foi eliminada dos Estados Unidos e, em grande parte do mundo, organizações e instituições inteiras não existem mais como resultado da eliminação bem-sucedida da doença por meio da imunização (BALZARINI, 2020).
Em nações desenvolvidas, hospitais ortopédicos e de reabilitação evoluíram para hospitais infantis de cuidados intensivos ou fecharam completamente, e instituições de caridade que antes eram dedicadas exclusivamente ao combate a doenças infecciosas como a poliomielite agora se ramificaram em outros esforços, como a prevenção de defeitos congênitos. Para muitos hoje, doenças infecciosas mortais são uma relíquia histórica sem uma memória pessoal ou rosto atual. Entretanto, o surgimento e a disseminação do HIV e sua devastação resultante na última parte do século passado, e o recente surgimento de uma nova cepa virulenta de gripe aviária, juntamente com o reconhecimento de que a mortal pandemia de gripe de 1918 foi causada por uma cepa de gripe aviária que se adaptou à transmissão de humano para humano, deixaram clara a vulnerabilidade contínua da humanidade a doenças infecciosas epidêmicas (BALZARINI, 2020).
O universo da pesquisa, se consolidou em substanciar dados publicados nas plataformas utilizadas para coleta de dados, sendo elas: BDENF – Base de dados em Enfermagem; BVS, Lilacs, Scielo - Scientific Electronic Library Online, MEDLINE - Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica.
2. DESENVOLVIMENTO
As perspectivas para o controle de doenças por vacinação são, portanto, bastante brilhantes, mas deve-se admitir que vários problemas se avolumam e escurecem o quadro. Primeiro, o fornecimento de vacinas é insuficiente. Mesmo em países industrializados, a escassez de vacinas ocorre porque há poucos fabricantes, e as pressões regulatórias tornam a produção cada vez mais difícil. No caso de uma emergência, como uma pandemia da COVID-19, foi visto como a demanda foi insatisfeita e baixa aceitação dos países em desenvolvimento. O crescimento de novos fabricantes em países em desenvolvimento como Índia, China, Indonésia e Brasil pode preencher essa lacuna, mas a solução para a escassez de fornecimento ainda não está clara, muitas vidas foram pedidas por falta de uso das vacinas ou pro seu atraso nos processos de formulação (ABBAS; TAWFIQ, 2022).
2.1 METODOLOGIA
A metodologia empregada constitui-se na abordagem qualitativa, sendo considerada pesquisa bibliográfica. Para a organização de dados, foi realizada um levantamento em artigos científicos publicados nas plataformas Scielo, MEDLINE e Pubmed com margem referente aos últimos 10 anos, tendo como foco, aportes que discutem o tema em análise. Os resultados encontrados foram em estudos sobre os índices vacinais e a importância da equipe de enfermagem. Concluiu-se que o enfermeiro assume a função de liderança da equipe de enfermagem, desenvolve uma assistência de qualidade, além de liderar ações para que haja um bom índice de vacinação e com uma boa qualidade no atendimento as famílias. 
Diversas ações podem serem eficazes para uma boa cobertura vacinal, sendo o enfermeiro o principal elemento deste processo que é lento, mas necessário.
2.2 A ORIGEM DAS VACINAS
Os primórdios da vacinação, definida como uma tentativa aberta de usar parte ou todo um patógeno microbiano para proteger contra esse micróbio, se perdem nas proverbiais brumas do tempo. A vacinação provavelmente se originou em crenças homeopáticas sobre pequenas doses de doença protegendo contra doenças graves, verificadas empiricamente pela ingestão de pequenas doses de veneno para evitar envenenamento intencional fatal de governantes por rivais. No século XI, havia indícios na literatura chinesa do uso de crostas de varíola insufladas no nariz para imunizar contra a varíola, talvez com base em observações de que a varíola anterior protegia contra exposição subsequente (BRANDT, 2023).
Enquanto os chineses geralmente recebem crédito pela invenção da variolação, o suporte para essa visão vem apenas em escritos do século XVII. A outra região candidata para a origem da variolação é a Índia, onde um procedimento de escarificação foi inventado separadamente ou importado da China. De lá, a variolação cutânea passou para o Oriente Médio e África, e como é bem conhecido, da Turquia para a Grã-Bretanha, o resto da Europa e outros lugares, como a epígrafe acima de Voltaire sugere (MACHADO, 2022).
A vacinação tem sido relativamente bem-sucedida na prevenção de muitas infecções relacionadas à infância e na salvação de milhões de vidas. Mais de 10 milhões de vidas foram salvas entre meados da década de 1960 e 2015 com vacinas virais como sarampo, caxumba, rubéola, catapora e hepatite A, produzidas a partir de substratos aceitáveis para cultura de células. No entanto, aproximadamente 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos ainda morrem anualmente de doenças preveníveis por vacinação, principalmente devido à falta de acesso a vacinas infantis essenciais. Em contrapartida, os principais patógenos, incluindo varíola, poliomielite e raiva, que mataram centenas de milhões de pessoas nos últimos séculos, estão amplamente controlados devido à disponibilidade de vacinas profiláticas seguras e eficazes. A OMS estima que as vacinas atualmente disponíveis previnem de 2 a 3 milhões de mortes em todo o mundo anualmente. A varíola foi erradicada formalmente há cerca de 40 anos e o vírus transmitido por animais, a peste bovina, foi o segundo patógeno a ser erradicado, em 2011. Progressonotável foi feito em direção à erradicação da poliomielite devido aos esforços globais de vacinação desde a década de 1960 e à vacina de antígeno único relativamente recente mais eficaz ou a várias vacinas combinadas que contém o vírus da poliomielite inativado. A poliomielite deverá se tornar o segundo vírus infeccioso humano a ser totalmente erradicado. Outras doenças preveníveis por vacinas estão amplamente sob controle, com uma redução de mais de 90% a 100% na morbidade em comparação devido à proteção que as vacinas oferecem ao conferir imunidade de rebanho (BRANDT, 2023).
Os primeiros avanços na inoculação (precursora da vacinação) devem-se aos esforços realizados nas sociedades da Ásia Menor, África e Leste Asiático, em particular nos países chineses e muçulmanos. Desenvolvimentos posteriores em vacinas, particularmente por cientistas britânicos, franceses e alemães, contribuíram significativamente para o desenvolvimento de vacinas entre os séculos XVII e XX . A Espanha foi o primeiro país a implementar um programa geral de vacinação de saúde pública, transportando vacinas da Europa para as Américas, a fim de vacinar milhões de pessoas contra a varíola (BRANDT, 2023).
A história oferece muitas lições sobre como lidar com doenças infecciosas. Também é óbvio que os esforços atuais para combater a COVID-19, bem como outros potenciais e pandemias futuras, exigem que trabalhemos em estreita colaboração globalmente, uma vez que "ninguém está seguro até que todos estejam seguros". Esta revisão examina criticamente os principais sucessos anteriores com o desenvolvimento de vacinas, bem como os principais erros cometidos no passado na descoberta de vacinas e na vacinação. O foco desta revisão é a imunização ativa usando vacinas desenvolvidas comercialmente, em vez da imunização passiva, na qual um indivíduo recebe anticorpos de outro indivíduo (ou animal) infectado. Também destacamos como certas ações humanas em relação a vacinas e vacinações afetaram populações indígenas no mundo colonizado, com o objetivo de que os esforços atuais de vacinação não levem a resultados catastróficos semelhantes para populações marginalizadas (ABBAS; TAWFIQ, 2022).
2.3 CALENDÁRIO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO E ÍNDICES
A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde (ABBAS; TAWFIQ, 2022).
A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde - SUS 47 imunobiológicos: 30 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas. Essas vacinas incluem tanto as que estão presentes no calendário nacional de vacinação quanto as indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV ou indivíduos em tratamento de algumas doenças (câncer, insuficiência renal, entre outras), aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), e inclui também as vacinas COVID-19 e outras administradas em situações específicas (LUKUSA, 2023).
O calendário nacional de vacinação contempla, na rotina dos serviços, 19 vacinas que protegem o indivíduo em todos ciclos de vida, desde o nascimento. Entre as doenças imunopreveníveis por essas vacinas estão a poliomielite, sarampo, rubéola, tétano, coqueluche e outras doenças graves e muitas vezes fatais. O PNI é responsável por coordenar as campanhas anuais de vacinação. Essas campanhas têm como objetivo alcançar altas coberturas vacinais, garantindo a proteção individual e coletiva contra diversas doenças. Assim, o Ministério da Saúde atua em conjunto com estados, municípios e o Distrito Federal para garantir o acesso equitativo às vacinas em todo o país (ABDULLAHI, 2020).
O Brasil avançou na imunização infantil, e conseguiu sair da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.
O relatório mostra que, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 caiu de 687 mil em 2021 para 103 mil em 2023. Já o número de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 caiu de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No Brasil, a DTP administrada pelo programa nacional de imunizações como a Vacina Pentavalente (ABDULLAHI, 2020).
Os avanços brasileiros fizeram com que o País saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo. Em 2021, o Brasil ocupava o 7o lugar nesse ranking e, em 2023, ele não faz mais parte da lista. O Brasil apresentou avanços contantes em 14 dos 16 imunizantes pesquisados (LUKUSA, 2023).
“Após anos de queda nas coberturas vacinais infantis, a retomada da imunização no Brasil merece ser comemorada. Agora, é fundamental continuar avançando, ainda mais rápido, para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias, muitas em situação de vulnerabilidade, estão – incluindo escolas, CRAS e outros espaços e equipamentos públicos”, defende Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.
Enquanto, no Brasil, houve avanços positivos, globalmente o cenário é diferente. A cobertura global de imunização infantil estagnou em 2023, deixando 2,7 milhões de crianças a mais não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019, de acordo com os dados do WUENIC.
“As tendências mais recentes demonstram que muitos países continuam a não vacinar um número excessivo de crianças”, disse a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell. “Fechar a lacuna de imunização requer um esforço global, com governos, parceiros e líderes locais investindo em cuidados primários de saúde e trabalhadores comunitários para garantir que todas as crianças sejam vacinadas e que a saúde geral seja fortalecida.” (MACHADO, 2022).
Globalmente, o número de crianças que receberam três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) em 2023 – um indicador chave para a cobertura de imunização global – estagnou em 84% (108 milhões). No entanto, o número de crianças que não receberam uma única dose da vacina aumentou de 13,9 milhões em 2022 para 14,5 milhões em 2023.
Mais da metade das crianças não vacinadas vive em 31 países com cenários frágeis, afetados por conflitos e vulneráveis, onde as crianças são especialmente vulneráveis a doenças evitáveis devido a interrupções e falta de acesso à segurança, nutrição e serviços de saúde.
Além disso, 6,5 milhões de crianças não completaram a terceira dose da vacina DTP, necessária para alcançar a proteção contra doenças na infância e início da infância.
Essas tendências, que mostram que a cobertura de imunização global permaneceu amplamente inalterada desde 2022 e – mais alarmante ainda – ainda não retornou aos níveis de 2019, refletem desafios contínuos com interrupções nos serviços de saúde, desafios logísticos, hesitação vacinal e desigualdades no acesso a serviços (ACAMPORA, 2020).
Globalmente, baixa cobertura vacinal já impulsiona surtos de sarampo. Os dados também mostram que, globalmente, as taxas de vacinação contra o sarampo estagnaram, deixando quase 35 milhões de crianças sem proteção ou com proteção parcial. Em 2023, apenas 83% das crianças em todo o mundo receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo através dos serviços de saúde de rotina, enquanto o número de crianças que receberam a segunda dose aumentou modestamente em relação ao ano anterior, atingindo 74% das crianças. Esses números ficam aquém da cobertura de 95% necessária para prevenir surtos, evitar doenças e mortes desnecessárias e alcançar as metas de eliminação do sarampo (ACAMPORA, 2020).
Nos últimos cincoanos, surtos de sarampo atingiram 103 países – onde vivem aproximadamente três quartos dos bebês do mundo. A baixa cobertura vacinal (80% ou menos) foi um fator importante. Em contraste, 91 países com forte cobertura vacinal contra o sarampo não experimentaram surtos (MACHADO, 2022).
2.4 AÇÕES DO ENFERMEIRO
Assim existem muitas ações para que haja um bom índice de vacinação nas unidades públicas, tais como 
Garanta a sala de vacina aberta durante todo o horário de funcionamento da unidade. A sala de vacina deve estar sempre à disposição dos usuários. A equipe da sala de vacinação (enfermagem) deve atuar de forma integrada com os demais profissionais das equipes de saúde, no sentido de evitar as oportunidades perdidas de vacinação. Sempre que possível, ofertar vacinação na UBS em horários alternativos como almoço, noite e fins de semana (BRASIL, 2023).
Evite barreiras de acesso. O comprovante de endereço não deve ser obrigatório para vacinação, basta o cartão do SUS (CNS) para realizar o registro. Realize a vacinação independentemente da estabilidade do sistema de informação.
Aproveitar o momento de acolhimento, consultas ou outros procedimentos na unidade de saúde para verificar situação vacinal dos usuários e orientar/encaminhar à sala de vacinação para início ou atualização do esquema vacinal, se necessário. 
Monitore a cobertura vacinal. Identifique as pessoas que estão com pendências na situação vacinal, por meio da verificação dos Cartões Espelho ou outras ferramentas (BRASIL, 2023).
O registro de todas as doses de vacinas aplicadas na Atenção Primária à Saúde deve ser realizado tanto no cartão ou caderneta de vacinação do usuário quanto nos sistemas da estratégia (BRASIL, 2023).
Promova ações coletivas de educação em saúde com a comunidade, de modo a estimular a promoção da saúde e prevenção de doenças por meio da vacinação. É estratégico conversar com pais e/ou responsáveis pelas crianças e trabalhar em parceria com as escolas (BRASIL, 2023).
Garanta pessoal treinado e habilitado para vacinar durante todo o tempo de funcionamento da unidade. Atente-se à atualização das diretrizes do Ministério da Saúde sobre vacinação e identifique as necessidades de qualificação da sua equipe para planejar ações de educação permanente (BRASIL, 2023).
Assim, Brasil (2013) lembra que registrar todo o trabalho na sala de imunização é uma obrigação e tem consequências legais, em vista disso deve ser feito por quem efetuou o procedimento. Por isso deve incluir anotações no cartão de vacinação do usuário, no cartão que fica arquivado nas unidades de saúde, informações como lote, data de validade do frasco de vacina e a assinatura do profissional responsável. Os documentos relativos a vacinação podem ser eletrônicos ou manuais e precisam ser utilizados para monitorar, supervisionar e avaliar, esses dados alimentar o sistema de informação do PNI, que começa na sala de vacinação, que repassa para a coordenação municipal, estadual e federal. Em suma, Santos (2011) destaca que o enfermeiro precisa dar subsidio as habilidades de sua equipe, uma vez que sua atuação tem impactos sociais relevantes, por fazerem com que a morbimortalidade por doenças transmissíveis seja diminuído, pois houve um aumento significativo na oferta de vacinas no calendário básico de vacinação e as relativas coberturas vacinais eficiente e eficaz. São grandes as adversidades do profissional da enfermagem na sala de vacinação, devendo desempenhar suas funções da melhor forma possível, para que alcance seus objetivos; compreendendo a relevância da sua atuação nas campanhas de vacinação evitando o aumento de inúmeras doenças.
Considerando a atual capacidade global de fabricação de vacinas contra a gripe, haveria escassez de vacinas caso surgisse outra pandemia de gripe. Embora existam plataformas de fabricação de vacinas contra a gripe baseadas em células, a maioria das vacinas atuais é baseada em ovos. A capacidade anual atual de produção de uma vacina contra a gripe pandêmica é estimada principalmente com base na capacidade de produção da vacina sazonal atual. A capacidade anual mundial de produção de vacinas contra a gripe baseadas em ovos é de aproximadamente 1,5 bilhão de doses para vacinas sazonais e cerca de 8 bilhões de doses para uma potencial pandemia de gripe. Como resultado, apenas ~60% da população mundial teria vacina suficiente em um ano caso ocorresse outra pandemia de gripe. Seriam necessários mais dois bilhões de doses para vacinar os 70% desejados da população e conferir imunidade de rebanho. As limitações à disponibilidade da vacina contra a gripe pandêmica são: (i) necessidade de planejamento com pelo menos 6 meses de antecedência, (ii) disponibilidade de ovos de galinha suficientes e da qualidade certa, (iii) rendimentos virais imprevisíveis e (iv) rendimento viral muito baixo por ovo de galinha embrionado para algumas cepas virais. Essas limitações também resultam em custos de fabricação mais altos, volumes de produção limitados e distribuição desigual de vacinas globalmente. Novas tecnologias de fabricação/formulação de vacinas contra a gripe são, portanto, urgentemente necessárias.
3. CONCLUSÃO
Em virtude dos fatos mencionados conclui-se que as campanhas de vacinação fazem parte da realidade brasileira há muitos anos, muitos dirigentes municipais pensam apenas sobre a ótica imediatista onde a enfermagem imuniza aqueles que aparecem nas salas de vacinação, no entanto o modelo epidemiológico subentende diversas ações de modo coletivo de saúde, que envolvem divulgação de campanhas, busca por aqueles que faltam, analisar os locais de cobertura entre outras diversas funções técnicas.
A enfermagem desempenha um papel crucial na vacinação no Brasil, indo além da simples aplicação dos imunizantes. Profissionais de enfermagem são responsáveis por todo o processo, desde o preparo e conservação das vacinas até o registro, descarte seguro e acompanhamento de eventos adversos pós-vacinação. Além disso, a enfermagem atua na fiscalização das salas de vacinação e na avaliação das coberturas vacinais, buscando identificar problemas e propor melhorias para o programa nacional de imunização. 
Portanto gerenciar uma sala de vacina é um desafio cotidiano no enfermeiro, para assegurar a qualidade das vacinas aplicadas; pois as mesmas são imprescindíveis para a proteção e prevenção de doenças imunopreveníveis e também impedir que ocorram surtos epidêmicos, assim foram elaborados calendários específicos por idade e também campanhas em datas específicas.
REFERÊNCIAS
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ABDULLAHI, L. H. et al. Melhorando a aceitação da vacinação entre adolescentes. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2020, n. 1, 2020. 
ACAMPORA, A. et al. Aumentando a aceitação da vacinação contra o HPV entre adolescentes: uma revisão sistemática. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 17, n. 21, p. 1–14, 2020. 
BALZARINI, F. et al. O uso de registros eletrônicos pessoais de saúde aumenta a aceitação da vacina? Uma revisão sistemática. Vaccine, v. 38, n. 38, p. 5966–5978, 2020. 
BRANDT, H. M. et al. Uma revisão narrativa das intervenções de vacinação contra o HPV em comunidades rurais dos EUA. Prevent Medicine. v. 145, p. 1-16, 2023.
BRASIL. Programa Nacional de Imunização: Ministério da Saúde. 2023. 
LUKUSA, L. A. et al. Uma revisão sistemática e meta-análise dos efeitos da educação dos pais sobre os benefícios e cronogramas de vacinação infantil em países de baixa e média renda. Vacinas humanas e imunoterapia, 2021.
MACHADO, A. A. et al. Intervenções eficazes para aumentar a cobertura de imunização infantil de rotina em comunidades de baixo status socioeconômico em países desenvolvidos: Uma revisão sistemática e avaliação crítica da literatura revisada por pares. Vaccine, 2023.
PASSINHO,R.S. et al. Sinais, sintomas e complicações do infarto agudo do miocárdio. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 12, n. 1, supl. 1, p. 247-264, 2018.
PATRONO, C et al. Antiplatelet Agents for the Treatment and Prevention of Coronary Atherothrombosis. J. Am. Coll. Cardiol. V.70, n.14, p.1760-1776, 2017. 
PERERA, M et al. Received care compared to ADP-guided care of patients admitted to hospital with chest pain of possible cardiac origin. Int J Gen Med; v.11, p.345-351, 2018.
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