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DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, IDOSOS, 
GRUPOS VULNERÁVEIS E MINORIAS ÉTNICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 6 – 
POLÍTICAS PÚBLICAS 
VOLTADAS 
À CRIANÇA E AO 
ADOLESCENTE. 
 
Olá! 
 
As políticas públicas voltadas à Criança e aos Adolescentes são 
importantes, pois tratam sobre as etapas de seu desenvolvimento, bem como sobre 
a implementação de políticas públicas. Compreender as particularidades e 
desafios dessas fases é fundamental para educadores, pais e profissionais de 
saúde, pois permite oferecer um suporte adequado e promover um 
desenvolvimento saudável e equilibrado. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
6 POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE 
As políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente são fundamentais 
para garantir seus direitos, desenvolvimento saudável e inserção social. Estas 
políticas visam principal assegurar a proteção integral desses indivíduos, 
considerando suas especificidades e necessidades em diferentes fases da vida. 
Para Lima; Poli; José (2017), uma das políticas mais importantes é a Lei n.º 
8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente - ECA, promulgado em 1990 no Brasil. Este marco legal estabelece 
diretrizes para a promoção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, 
como o direito à vida, à saúde, à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Além 
disso, o ECA enfatiza a importância da convivência familiar e comunitária, buscando 
soluções que evitem o acolhimento institucional sempre que possível. 
A educação é outra área prioritária nas políticas públicas para crianças e 
adolescentes. Garantir o acesso à educação de qualidade é essencial para o 
desenvolvimento cognitivo, social e emocional desses jovens. Programas de incentivo 
à permanência na escola, combate à evasão escolar e valorização dos profissionais 
da educação são medidas que contribuem significativamente para o fortalecimento do 
sistema educacional. 
Saúde e assistência social também são áreas que demandam atenção 
especial. É fundamental garantir o acesso a serviços de saúde de qualidade, incluindo 
prevenção, atendimento médico e acompanhamento psicológico. Além disso, políticas 
de assistência social voltadas para famílias em situação de vulnerabilidade contribuem 
para a proteção integral de crianças e adolescentes, evitando que sejam expostos a 
situações de risco. 
Para Lima; Poli; José (2017), a participação social e o protagonismo de crianças 
e adolescentes também são princípios que devem nortear as políticas públicas. 
Incentivar a participação ativa desses jovens em espaços de decisão, como conselhos 
de direitos e fóruns, permite que expressem suas opiniões, necessidades e desejos, 
tornando-os agentes de transformação em suas comunidades. 
Por fim, é importante destacar que a efetivação dessas políticas públicas requer 
o envolvimento de diversos atores sociais, como governos, sociedade civil, 
organizações não governamentais e setor privado. A colaboração entre esses atores 
 
 
 
é fundamental para a elaboração, implementação e monitoramento de políticas que 
realmente atendam às demandas de crianças e adolescentes. 
Em síntese, as políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente são 
essenciais para garantir seus direitos, promover seu desenvolvimento integral e 
assegurar sua inserção social. Investir nessas políticas é investir no futuro de uma 
nação mais justa, igualitária e desenvolvida. 
6.1 A história das políticas públicas para crianças e adolescentes no Brasil 
A CRFB/88 representa um avanço significativo na garantia dos direitos dos 
cidadãos brasileiros, em especial no que se refere à proteção da criança e do 
adolescente. Esta Constituição reconhece a importância de assegurar uma proteção 
integral a essa faixa etária, passando a considerá-los sujeitos de direitos e em fase de 
desenvolvimento. Essa visão foi consolidada com a aprovação do ECA em 1990. 
Segundo Lima, Poli e José (2017), antes desse reconhecimento legal, crianças 
e adolescentes eram muitas vezes tratados como adultos em miniatura, sem 
receberem uma proteção específica. A trajetória histórica do tratamento dado a essa 
população pode ser dividida em três fases. 
A primeira fase, entre os séculos XVI e XIX, era marcada por um alto índice de 
mortalidade infantil e pouco apego afetivo, levando a uma indiferença social. A 
condição econômica determinava o tratamento diferenciado, com filhos de 
camponeses e artesãos tendo menos oportunidades do que os de famílias mais 
abastadas. 
Além disso, havia uma diferenciação de gênero, em que as meninas estavam 
aptas para o casamento aos 15 anos e os meninos para o trabalho pesado aos 9 anos. 
Nesse período, a assistência às crianças e adolescentes era majoritariamente 
realizada pela Igreja Católica, evidenciando a ausência do Estado nesse cuidado. 
Na segunda fase, que se estendeu de 1901 a 1950, apesar de serem 
considerados sob tutela estatal, esses jovens não eram reconhecidos como 
detentores de direitos. Isso se devia à visão da menoridade como um status, 
associada à imperfeição natural dessa fase de desenvolvimento, justificando assim a 
necessidade de proteção e cuidado. 
 
 
 
Segundo Melim (2012), em 1927, foi estabelecido o primeiro Código de 
Menores no Brasil, focando na assistência, proteção e vigilância de menores em 
situações irregulares. Essas situações incluíam a falta de condições básicas de 
subsistência, maus-tratos, perigo moral, desvio de conduta ou prática de ato 
infracional. Posteriormente, em 10 de outubro de 1979, foi instituído um novo Código 
de Menores pela Lei n.º 6.697, que representou uma mudança na abordagem legal 
em relação à criança e ao adolescente, reconhecendo-os de forma mais integral e 
protetiva. 
Melim (2012), assevera que: o Código de Menores de 1979 introduziu o papel 
do juiz de menores, encarregado de tomar decisões judiciais e buscar soluções de 
assistência social. Além disso, o Comissário de Menores atuava como uma espécie 
de representante político para os adolescentes. Mesmo que de maneira inicial, este 
Código marcou o início da proteção estatal para crianças e adolescentes. Porém, 
certas práticas prejudiciais, como o trabalho infantil, eram toleradas, especialmente 
nas fábricas durante os anos 1930, em meio à busca por mão de obra barata com a 
industrialização do país. 
Para Melim ainda (2012), os anos 1940 trouxeram avanços na assistência à 
infância e adolescência com a criação de órgãos federais dedicados a esse grupo. O 
Serviço de Atendimento ao Menor – SAM, foi criado para orientar e organizar serviços 
socioassistenciais em patronatos agrícolas e instituições públicas, com 
encaminhamento de menores para internatos. Entretanto, o SAM foi extinto nos anos 
1960, dando lugar à proposta da Fundação Nacional de Bem-Estar do Menor - 
FUNABEM e às Fundações Estaduais de Bem-Estar do Menor – FEBEM. 
Apesar das mudanças de nomenclatura, as práticas e visões sobre crianças e 
adolescentes pobres permaneceram similares, perpetuando uma aceitação social da 
violência contra eles. 
Para Lima; Poli; José (2017), no período que se estende da segunda metade 
do século XX até os dias atuais, houve uma evolução na proteção e assistência à 
criança e ao adolescente. Eles começaram a ser vistos como agentes sociais, e a 
infância tornou-se tema de debates sociais promovidos por entidades especializadas. 
Segundo Melim (2012), a abordagem da sociedade em relação a crianças e 
adolescentes influenciou as políticas voltadas para eles. Geralmente, as medidas 
eram focadas em crianças e adolescentes pobres, abandonados ou delinquentes, 
 
 
 
rotulados como menores. Assim, a ideia de criminalização da pobreza historicamente 
impulsionou essas ações, visando prevenir que essas crianças se tornassem futuros 
marginalizadose ameaçassem a ordem social estabelecida. 
 
[...] algumas características que marcaram a história das políticas sociais 
brasileiras relativas à infância e à adolescência, em que predominava como 
produção simbólica a respeito dos indivíduos dessas faixas etárias a 
concepção segundo a qual se tratavam de delinquentes e abandonados. 
Destaca-se a criminalização da pobreza — a criança pobre era tida como um 
futuro marginal em potencial e, por isso, era preciso reprimi-la e corrigi-la pela 
violência. As práticas de internação eram priorizadas e a força de trabalho 
era tida como único bem que a criança pobre possuía. Logo, nessas 
instituições as crianças e adolescentes eram submetidos ao trabalho forçado. 
As ações foram, historicamente, marcadas pela ênfase na esfera privada e 
no recuo das funções públicas do Estado. Quando esta passa a ter um papel 
mais marcante nessa área, reforça as ações compensatórias e não 
preventivas, centralizando a formulação de políticas na esfera federal de 
governo. O assistencialismo evidenciava a clara segmentação da população 
e a não cidadania das crianças pobres (MELIM, 2012, p. 174). 
 
Não obstante, nos séculos passados, os governos não priorizavam o 
reconhecimento de crianças e adolescentes como detentores de direitos. O foco era 
principalmente combater a pobreza e resolver questões sociais, muitas vezes 
buscavam apenas a obtenção de mão de obra a baixo custo. No entanto, foi com a 
promulgação da CRFB/88 que ocorreu uma transformação de paradigma. Esta 
mudança foi reforçada com a aprovação do ECA em 1990. 
6.2 Legislações para a garantia de direitos 
Atualmente, o Brasil conta com legislações específicas voltadas para a 
proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Um marco importante foi a 
promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que trouxe 
uma abordagem renovada para a proteção social para menores. Posteriormente, foi 
instituído o Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, complementando os 
princípios estabelecidos pela Carta Maior. Esses instrumentos legais trabalham juntos 
para assegurar a proteção integral e priorizar tanto a assistência quanto a formulação 
de políticas públicas destinadas a esse grupo. A CRFB/88, em seu art. 227, estabelece 
que: 
 
 
 
 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, 
ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, 
à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, 
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, 
exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL, 1988). 
 
Os progressos mencionados foram impulsionados pela mobilização dos 
movimentos sociais e tiveram um impacto significativo na área da infância e 
adolescência. O ECA veio para consolidar os princípios constitucionais e ampliar as 
garantias e direitos das pessoas entre 0 e 18 anos. O Estatuto definiu claramente as 
faixas etárias: considera-se criança todo indivíduo com idade até 12 anos incompletos 
e adolescente aquele que tem entre 12 e 18 anos. 
De maneira excepcional, o Estatuto estende a proteção dos direitos até os 21 
anos. Conforme o artigo 3º do ECA estabelece: 
 
 Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais 
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata 
esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, 
mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. 
(BRASIL, 1990). 
 
É importante destacar que o Estatuto reconhece os direitos fundamentais da 
criança e do adolescente, considerando-os como sujeitos de direito e valorizando sua 
condição como pessoas em fase de desenvolvimento. Isso representa um dos 
principais avanços proporcionados pelo Estatuto. Além de garantir direitos essenciais 
como saúde, alimentação, educação, moradia, segurança e lazer, o ECA estabelece 
que todas as crianças e adolescentes são titulares de direitos, sem qualquer tipo de 
discriminação. Conforme estabelece o parágrafo único do art. 3º do EAC: 
 
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as 
crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, 
idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição 
pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente 
social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, 
as famílias ou a comunidade em que vivem. (BRASIL, 1990). 
 
Segundo Severo (2014), o ECA assevera também a questão do trabalho 
infantil, visando proteger crianças e adolescentes de atividades que possam 
comprometer sua integridade, saúde e desenvolvimento. O ECA está alinhado com 
 
 
 
recomendações internacionais, como as da Organização Internacional do Trabalho - 
OIT, uma agência das Nações Unidas que busca eliminar as piores formas de trabalho 
infantil. No Brasil, existe uma rede integrada que trabalha na defesa dos direitos e 
contra a exploração infantil, incluindo o Ministério Público, Ministério Público do 
Trabalho e Conselho Tutelar, entre outros órgãos. 
Dessa forma, o ECA foca na proteção integral de crianças e adolescentes e 
propõe uma abordagem renovada, diferente do antigo Código de Menores, que 
estigmatizava esse público, especialmente aqueles em situação de pobreza e 
considerados em situação irregular. Antes, a atuação estatal era predominantemente 
coercitiva, aplicando medidas judiciais e tutelares para corrigir situações tidas como 
problemáticas. 
Após a promulgação do ECA/90 e uma década de mobilização social, foi 
sancionada em 5 de agosto de 2013 a Lei n.º 12.852, que instituiu o Estatuto da 
Juventude. Este estatuto trata dos direitos dos jovens e dos princípios e diretrizes das 
políticas públicas voltadas para eles. Segundo essa lei, são considerados jovens 
aqueles com idade entre 15 e 29 anos. Para evitar conflitos com o ECA, o Estatuto da 
Juventude determina que jovens de 15 a 18 anos são regidos pela Lei n.º 8.069/90 e, 
em situações excepcionais, pelo próprio Estatuto da Juventude. 
O Estatuto da Juventude garante direitos como educação, saúde, 
profissionalização, trabalho, renda, cultura, esporte e lazer. Também estabelece 
direitos à diversidade, igualdade, cidadania, participação social e política, 
comunicação, liberdade de expressão e representação juvenil. Uma inovação 
importante é a responsabilidade do Estado em fornecer programas para o ensino 
superior, oferecendo bolsas de estudo em instituições privadas e financiamento 
estudantil. A criação dessa legislação específica para os jovens reflete a importância 
dessa fase da vida. A saber: 
 
O conceito de juventude refere-se à fase de vida situada entre a infância e a 
idade adulta. Trata-se, portanto, de uma etapa de aquisição das habilidades 
sociais, atribuições de deveres e responsabilidades e afirmação da 
identidade. As escolhas realizadas nessa fase de vida têm forte influência no 
futuro, como fator de ampliação ou limitação da vida adulta. Apesar de ter por 
base marcos etários e biológicos, a definição da população jovem é 
indissociável do contexto sociocultural, político e econômico. Pode-se falar na 
existência de adolescências e juventudes, para expressar a multiplicidade de 
comportamentos, hábitos e condutas característicos dessa etapa de vida. 
(UNFPA, 2010). 
 
 
 
Embora haja diversidade envolvida no termo juventude, vários fatores justificam 
a proteção específica e a promoção de direitos por meio de políticas públicas. O 
Estatuto da Juventude, apesar de ser mais um avanço em termos legais, ainda 
apresenta pontos deficitários. 
Segundo Severo (2014), pode-se considerar a não intervenção do Estado em 
situações devulnerabilidade, de modo a evitar que a violação dos direitos humanos 
aconteça. Vez que, o Estatuto apresenta questões mais amplas sem aprofundar 
temas importantes para o cotidiano juvenil. 
Todavia, a sua aprovação constitui um importante avanço, especialmente no 
sentido de que os jovens passem a ser reconhecidos na sociedade e a ser titulares 
de direitos no País. A existência de uma legislação específica favorece a construção 
de uma sociedade mais justa e democrática, com avanços sociais, culturais e políticos. 
6.3 Limites e possibilidades para a garantia de direitos 
O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA é um instrumento jurídico 
abrangente ao qual protege e assegura os direitos das crianças e adolescentes 
brasileiros. Estabelece garantias, orienta como esses direitos devem ser aplicados na 
prática. O ECA reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direito e destaca 
sua condição especial de desenvolvimento, ressaltando que necessitam da proteção 
do Estado, da família e da sociedade em geral. 
Segundo argumenta Fabiano (2016): 
 
[...] a denominada Doutrina da Proteção Integral, que consiste em considerar 
a proteção dos direitos da infância e adolescência como prioridade absoluta 
das políticas públicas em todos os seus níveis, como, por exemplo, na 
Educação, na Saúde, na Assistência Social e no Sistema de Justiça. Por sua 
vez, foi instituído o denominado Sistema de Garantia de Direitos, uma rede 
de instituições públicas que, em nível municipal, deve se responsabilizar pela 
proteção e garantia dos direitos dos indivíduos que estão na menoridade 
(FABIANO, 2016, p. 251). 
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que a política de 
atendimento deve ser composta por um conjunto integrado de ações, envolvendo 
tanto entidades governamentais quanto não governamentais em níveis federal, 
estadual, distrital e municipal (BRASIL, 1990). 
 
 
 
Segundo Fabiano (2016), fortalece a política nacional de atendimento e 
representa um avanço significativo, possibilitando a implementação de ações voltadas 
para a garantia dos direitos desse grupo específico. A autonomia de gestão proposta 
pela legislação permite a criação de práticas alinhadas com as realidades sociais 
locais. Com uma atuação integrada e complementar entre instituições governamentais 
e não governamentais, torna-se viável enfrentar diversas formas de violações de 
direitos. 
Outrossim, o ECA representa um avanço significativo na proteção e garantia 
dos direitos das crianças e adolescentes brasileiros. Reconhecendo-os como sujeitos 
de direito em uma fase especial de desenvolvimento. 
Dessa forma, o Sistema de Garantia de Direitos, instituído pelo ECA, 
estabelece uma rede de instituições públicas que devem atuar na proteção e garantia 
dos direitos de menores, em todos os níveis governamentais. Este método integrado, 
que envolve tanto entidades governamentais quanto não governamentais, possibilita 
a implementação de ações alinhadas às necessidades e realidades sociais locais. 
Assim, apesar dos desafios e limitações, o ECA oferece possibilidades para enfrentar 
e prevenir diversas formas de violações de direitos, demonstrando o compromisso do 
Brasil com a proteção integral de sua população jovem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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1988. Brasília-DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: 
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BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança 
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LIMA, R. M.; POLI, L. M.; JOSÉ, F. S. A evolução histórica dos direitos da criança 
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UNFPA. Direitos da população jovem: um marco para o desenvolvimento. 2. ed. 
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