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ENSINAR COM O CORAÇÃO: DESAFIOS, TECNOLOGIAS E AÇÕES 
INCLUSIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE 
Mara Lúcia Nunes de Lima Oliveira1 
 
Resumo: 
A educação contemporânea exige do professor, além do domínio de conteúdos, 
sensibilidade, escuta ativa e compromisso com a inclusão. O tema surgiu da experiência 
da autora como educadora em formação e pessoa com deficiência, reforçando a 
urgência de abordagens que valorizem a diversidade. Fundamentado em autores como 
Wallon, Vygotsky, Kishimoto e Moran, o trabalho defende que ensinar com o coração 
significa reconhecer o estudante em sua totalidade e construir processos de 
aprendizagem significativos. O objetivo geral é analisar como o professor pode, por meio 
de práticas metodológicas afetivas, inclusivas e mediadas pelas tecnologias, promover 
um ensino mais humano e equitativo. Os objetivos específicos são: (1) investigar a 
importância da afetividade no processo de ensino-aprendizagem; (2) compreender os 
desafios e potencialidades do uso das mídias digitais; e (3) discutir estratégias 
pedagógicas que respeitem as singularidades dos estudantes. A pesquisa adota 
abordagem qualitativa, fundamentada em análise bibliográfica e nas experiências dos 
estágios supervisionados. Os instrumentos utilizados foram: observações em sala de 
aula, entrevistas com a equipe gestora da escola e análise documental. As vivências 
ocorreram na EEBM Professor Vidal Ferreira, em Pomerode/SC, envolvendo turmas da 
Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Os dados foram organizados em três 
categorias temáticas — afetividade, tecnologias e inclusão — e analisados à luz de 
referenciais teóricos e documentos oficiais como a BNCC, LDB, LBI e RCNEI. Os resultados 
indicam que a afetividade, as tecnologias e as ações inclusivas são pilares de uma prática 
docente transformadora. Atividades lúdicas com crianças com TEA mostraram que o 
vínculo afetivo fortalece a inclusão e promove engajamento. O uso de mídias digitais em 
sala de informática estimulou protagonismo estudantil, evidenciando o potencial das 
tecnologias quando aplicadas de forma intencional. Entrevistas com a gestão escolar 
demonstraram que práticas democráticas e sensíveis promovem ambientes mais 
acolhedores e equitativos. Conclui-se, portanto, que ensinar com o coração é uma 
prática ética e transformadora. Como educadora em formação e pessoa com deficiência, 
reafirmo que a inclusão começa no olhar e na intenção de fazer diferente, inspirando 
outros professores a ensinar com coragem, afeto e compromisso com a transformação. 
 
 
1 Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi. Natural de 
Goiânia/GO. Realizou estágios em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Gestão Escolar, com ênfase em 
metodologias de ensino e práticas inclusivas. Interesse em práticas pedagógicas inclusivas e formação 
docente. E-mail: maralua86@gmail.com 
 
 
PALAVRAS-CHAVE: Afetividade; Inclusão; Ensino Humanizado. 
 
 
REFERÊNCIAS: 
 
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na educação infantil. 
SEMINÁRIO NACIONAL: currículo em movimento–Perspectivas Atuais, v. 1, p. 1-20, 
2010. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-
3-brinquedos-brincadeiras-tizuko-morchida/file. Acesso em: 25 ago. 2025. 
 
MORAN, José Manuel. Vinte Anos de mudanças tecnológicas profundas e superficiais 
na educação. SALTO PARA O FUTURO 20 ANOS. Rosa Helena Mendonça, Magda 
Frediani Martins (org.). - Rio de Janeiro: ACERP; Brasília, DF: TV Escola , 2013. 68 p. 
 
VYGOTSKY, Lev Semionovitch. Imaginação e Criação na Infância: Ensaio Psicológico: 
Livro para professores. Apresentação e comentários: Ana Luiza Smolka. Tradução: Zoia 
Prestes. São Paulo: Ática, 2009. 135 p. 
 
WALLON, Henri. Psicologia e Educação da Infância. Tradução: Ana Rabaça. Lisboa: 
Estampa, 1975. 437 p.

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