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EXERCÍCIOS FÍSICO ADAPTADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MOTORA 1 1 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 1. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO BRASIL...... 4 1.1 Educação física adaptada ................................................................ 11 1.2 Participação de pessoas com deficiência na educação física escolar 12 2. DEFICIENCIA FÍSICA (OU MOTORA) ......................................... 19 2.1 O que é deficiência física motora ..................................................... 21 2.2 Inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas ............ 24 2.3 Deficiência física ....................................................................... 28 CONCLUSÃO ........................................................................................ 34 REFERÊNCIA ........................................................................................ 36 2 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de comunicação. Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 3 3 INTRODUÇÃO As pessoas com deficiência possuem potencialidades, limitações e diferenças que os constituem como um ser ímpar. E o interesse dessas pessoas por atividades, jogos e esportes adaptados cresceu demasiadamente tendo em vista a satisfação de necessidades básicas ou terapêuticas. Tanto para participação em competições esportivas quanto para promoção de reabilitação física e psicológica. Além disso as atividades servem para preencher as horas de lazer, recuperar a autoestima e a confiança em si mesmas. E isso está ocorrendo graças a um entendimento maior pela sociedade e pelos educadores de que pessoas com qualquer deficiência têm potencialidades e podem desenvolvê-las desde que haja estímulo. Desse modo, através da atividade física adaptada desde o período escolar tanto a criança quanto o futuro adulto deficiente têm possibilidades muito próximas de todos na sociedade que está inserido pelo fato de receber os estímulos psicomotores adequados a sua condição. A atividade física para pessoas com deficiência motora, melhora a condição cardiovascular, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora e o equilíbrio. O incentivo da prática de atividade física por pessoas com deficiência também deve vir da família, que precisa oferecer o suporte necessário para que as pessoas com deficiência consigam incluir os exercícios na sua rotina. 4 4 1. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO BRASIL A História da Educação Física Escolar no Brasil tem íntima ligação com todo o desenvolvimento do país, por mais que apareça como coadjuvante por muito tempo. Os gregos foram um dos primeiros a institucionalizar a educação física como educacional e geradora de valor dentro de uma sociedade. Assim como fizeram os chineses milênios antes, porém em contextos totalmente diferentes um do outro. Isso ressalta a importância da educação física escolar. 5 5 Ela existe desde as academias de Platão, quando o mesmo conciliava estudos de filosofia com práticas corporais, ainda que rudimentares. Mas, com o tempo passando e tudo se desenvolvendo, a educação física escolar tomou seu caminho, principalmente na história do Brasil. Veremos que conforme os anos foram passando, elas foram se adequando de acordo com a necessidade imposta pelo próprio governo brasileiro. Ela é separada em etapas concisas, portanto, preste atenção a cada uma delas caso esteja interessado em saber qual é a história da educação física escolar aqui em nosso país. Períodos da Educação Física Escolar Brasileira A educação física é separada por momentos específicos na construção da cultura brasileira. Auxiliando da maneira com que o governo que exercia poder achava necessário para a época. Abaixo separamos cada período em um tópico em particular. Educação Física Escolar Militarista O processo da história da educação física dentro de instituições de ensino, as ditas escolares, se dá no início da metade do século XX. Neste período, mais especificamente em 1921, foi sancionado um decreto que colocava em vigor o famoso “Método Francês”. Em resumo, a história da educação física é iniciada na escola através de atividades que visassem criar bons combatentes, fortes e saudáveis. Bons o suficiente, para caso necessário, estivesse então preparados a qualquer guerra que o Brasil pudesse entrar em disputa. 6 6 Militarista Educação Física Escolar Higienista Ao mesmo tempo que decretos e sanções eram aceitos em prol de uma educação física militar, aumentava-se a preocupação por parte do governo em relação a saúde do cidadão. Mas, novamente, tudo isso era aliado necessidade de ter soldados fortes. A prática higienista nasceu na Europa, em meados da década de 90 do século XIX, se estendendo até 1930. No caso, aqui no Brasil ela perdurou até o início dos anos 40, sob comando do governo Vargas, quando ainda era conhecida como ginástica. 7 7 A educação física escolar era encarada como preocupada com o saneamento público, na busca de uma sociedade livre das doenças infecciosas. Higienista História da Educação Física Escolar no Brasil: Período Pedagogicista O período entre a saída de Getúlio Vargas em 1945 e volta em 1951, é marcado pela chegada da história da educação física escolar pedagogicista, embasada pelas teorias psicopedagógicas de Dewey e da sociologia de Durkheim. Elas buscam levar a atividade física além de somente mexer o corpo, mas entender o aluno como um todo, buscando educá-lo pelo completo. 8 8 Então, a história no Brasil da educação esportiva se torna mais educacional, buscando promover atividades que moldassem o cidadão pra viver em harmonia numa sociedade que possui regras de conduta. A história desse período no Brasil se estende até 1964, ano do golpe militar. Émile Durkheim História Competitivista no Brasil É chegada a era militar, e com ela os ensinamentos no âmbito escolar se assemelham com o início do século, buscando militarizar os alunos. 9 9 Além disso, o foco principal era na criação de heróis nacionais, que buscassem representar o país em Olimpíadas. As aulas comuns agorase tornam competitivas. Surge então o treinamento esportivo de alta performance, e a educação física pedagógica some um pouco do mapa. Esse padrão se repete tanto no Brasil, quanto no resto do mundo. Heróis nacionais História Escolar Popular Chegamos então ao último estágio da história da educação física escolar no Brasil, a popular, que vemos em ação até os dias de hoje. 10 10 Ela é marcada pelo início pós ditadura militar, quando generais saem do poder e a educação recebe maior empenho político. Dessa forma, as aulas se tornam mais lúdicas, carregando um pouco de cada período, porém de maneira equilibrada visando manter a sanidade mental das crianças. A pedagogia está presente criando alunos responsáveis, a higienista criando cidadãos saudáveis, a competitivista criando atletas, e pôr fim a popular traz a ludicidade da matéria no âmbito escolar. Vale lembrar que o conselho federal de educação física foi criado apenas em 1998 após todo o processo de trocas. Popular 11 11 1.1 Educação física adaptada São consideradas da alçada da Educação Física Adaptada quaisquer pessoas portadoras de transtornos, sejam eles psicológicos ou físicos, que impeçam que essas pessoas participem ativamente de uma aula comum da disciplina, como os portadores de deficiências mentais, visuais, auditivas, físicas, com múltiplas deficiências, superdotados, com síndromes neurológicas, psiquiátricas e psicológicas, e ainda pessoas com dificuldades de aprendizagem. (Carvalho, 2008). É interessante ressaltar que os conteúdos a serem trabalhados são os mesmos de qualquer outra aula de Educação Física, o que muda são os meios para permitir o acesso aos portadores de necessidades especiais à prática. E esse é o papel do profissional de Educação Física: fazer com que as pessoas consigam superar os seus limites, estabelecendo caminhos com graus de dificuldade variados, de acordo com a deficiência. Ao possibilitar a inclusão, a partir de uma aula bem estruturada, o professor não apenas permite que os portadores de necessidades especiais experienciem o prazer da prática, como também, em alguns casos, as aulas podem até auxiliar na recuperação. O grande problema é que, embora a inclusão de portadores de necessidades especiais no âmbito escolar já seja dada como óbvia, a formação 12 12 dos professores nessa área é deficitária. A área da Educação Física Adaptada, é mais uma questão de delicadeza e de respeito com o próximo do que meramente técnica específica de trabalho. 1.2 Participação de pessoas com deficiência na educação física escolar A educação física adaptada é uma maneira de entreter crianças e adolescentes com algum tipo de limitação física em atividades de esporte e lazer, principalmente dentro das escolas, que é o ambiente onde eles mais necessitam dessa inclusão. De maneira geral, a educação física escolar abrange uma grande quantidade de conteúdo, onde o objetivo é estimular o desenvolvimento tanto no sentido motor como psicomotor. Portanto, a importância que a atividade física tem na vida e no desenvolvimento do ser humano, desde sua infância até a fase adulta, é evidente. 13 13 Para se trabalhar a inclusão de crianças ou adultos com alguma necessidade especial em atividades físicas convencionais, muitos educadores têm utilizado a educação física adaptada como meio. Segundo Carmo (2008), o objetivo da educação física adaptada é alcançar pessoas portadoras de transtornos, sejam eles físicos ou psicológicos, que impedem a participação desses alunos em uma aula comum da disciplina, a exemplo dos portadores de deficiências mentais, visuais, auditivas, físicas, múltiplas deficiências, etc. Além disso, é possível incluir nesse processo de aprendizagem alunos superdotados, com síndromes neurológicas, psiquiátricas, psicológicas e até mesmo com dificuldades de aprendizagem. O objetivo da educação física, de maneira geral, é garantir uma educação para todos, principalmente no que se refere aos alunos que apresentam necessidades especiais, sejam elas permanentes ou não. A sua prática é uma forma de oferecer oportunidades ao aluno com necessidades educativas especiais de conhecer suas possibilidades e vencer seus limites, facilitando a sua participação nas aulas de educação física e promovendo a interação com os demais. Os primeiros sinais da educação física como esporte foram vistos após a Primeira Guerra Mundial, momento em que foram desenvolvidas algumas atividades, como uma forma de tratamento para os soldados feridos da guerra, que adquiriram lesões permanentes e necessitavam de reabilitação. Ao final da guerra, a educação física ainda era vista como um auxílio nos tratamentos médicos realizados principalmente no Stoke Mandeville, um hospital da Inglaterra. No centro, eram realizados jogos anualmente, que ganharam força e serviram de impulso para a criação dos primeiros Jogos Paralímpicos, em 1960, na cidade de Roma. Modalidades https://www.guiaestudo.com.br/jogos-paralimpicos https://www.guiaestudo.com.br/jogos-paralimpicos 14 14 Tanto a educação física inclusiva como a educação física adaptada são divisões que estão inseridas no conceito de educação física escolar. Porém, existe uma diferença entre essas duas. Na modalidade educação física inclusiva, todos os alunos participam das mesmas atividades propostas. Dessa forma, cabe ao professor planejar as aulas de acordo com as especificidades dos estudantes de cada turma. Já na educação física adaptada, os estudantes com deficiência praticam as atividades físicas separadamente de seus colegas. Contudo, a prática de ambas as modalidades requer um ambiente acessível, de modo que ofereça iguais oportunidades de uso e ofereça a inclusão e a valorização das diferenças. Educação física adaptada https://www.guiaestudo.com.br/educacao-fisica-inclusiva 15 15 Como foi citado acima, a educação física adaptada é uma subárea da educação física escolar. É importante saber que ela foi incluída, em 1987, pelo Conselho Federal de Educação na formação do profissional de educação física. Embora seja recente a abertura das instituições educacionais preparadas para atender as pessoas com necessidades especiais, alguns estudiosos relatam a utilização da atividade física ou do exercício como tratamento médico e terapêutico em períodos mais antigos. De acordo com Winnick (2004), os indícios são de que o exercício terapêutico tenha surgido na China por volta de 3000 a.C. Para o autor, os diversos conteúdos abordados pela educação física na escola como, por exemplo, jogos, brincadeiras, lutas, dança e esporte são apontados como patrimônio da humanidade. Dessa maneira, as possibilidades de aplicação dessas atividades no processo de ensino são múltiplas. https://www.guiaestudo.com.br/jogos https://www.guiaestudo.com.br/brincadeiras https://www.guiaestudo.com.br/lutas 16 16 No contexto educacional, a sociedade está criando uma nova linha de pensamento para a educação física adaptada, promovendo a disciplina como uma maneira de encorajar e promover a atividade para todos os cidadãos. Portanto, a educação física adaptada tem como objetivo o desenvolvimento afetivo, cognitivo e psicomotor dos estudantes com deficiência. Além disso, ela é capaz de garantir o estudo e a intervenção do profissional no universo das pessoas que apresentam diferentes e peculiares condições para a prática de exercícios. Cuidados 17 17 Na área da educação física,os profissionais envolvidos com a educação física adaptada devem produzir conhecimentos capazes de trazer contribuições para modificar o contexto social no qual vivem as pessoas com deficiência (PCD). Ao possibilitar a inclusão, a partir de uma aula bem estruturada, o professor não apenas permite que os portadores de necessidades especiais experimentem o prazer da prática, mas pode fazer com que eles enxerguem as atividades como algo positivo no seu desenvolvimento. Para Soler (2005), alguns aspectos são muito importantes para lidar com os PCDs. Ele propõe: • Respeitar o ritmo, pois geralmente os PCDs são mais lentos naquilo que fazem como falar, andar, pegar as coisas, entender uma ordem etc.; • Ter paciência ao ouvi-los, pois alguns apresentam dificuldades na fala; • Lembrar que as pessoas com deficiência não possuem doença grave e contagiosa, portanto, é importante a demonstração de carinho; • Só tome a atitude de ajudá-los em determinada atividade quando for solicitado, pois muitas vezes a “ajuda” mais atrapalha do que auxilia de fato. Atividades físicas adaptadas A educação física adaptada baseia-se na prática de esportes adaptados, cuja origem são os esportes convencionais, permitindo que as pessoas com deficiência participem das atividades esportivas. Nesse sentido, em alguns esportes foram desenvolvidas adaptações pensadas a partir de cada tipo de deficiência. Um exemplo que vale ser citado é o “futebol de cinco”. https://www.guiaestudo.com.br/esportes 18 18 Nessa atividade, as principais diferenças são: o uso da bola com guizo (uma espécie de chocalho) e a participação colaborativa de goleiros e chamadores sem deficiência. Eles, portanto, ajudam a orientar os alunos cegos ou com baixa visão a alcançarem a bola. O basquete em cadeira de rodas é outra adaptação do esporte convencional. A atividade é praticada por pessoas com alguma deficiência físico- motora. Nesse esporte, as cadeiras são adaptadas e padronizadas, conforme previsto nas regras. Por fim, vale destacar o maior evento esportivo mundial envolvendo pessoas com deficiências, os Jogos Paralímpicos. Nessa competição, existem diversas modalidades de esportes coletivos adaptados, entre eles: vôlei, basquete em cadeira de rodas, futebol para cegos, etc. https://www.guiaestudo.com.br/esportes-coletivos https://www.guiaestudo.com.br/futebol-para-cegos 19 19 2. DEFICIENCIA FÍSICA (OU MOTORA) Deficiência motora caracteriza-se por um distúrbio da estrutura anatômica ou da função, que interfere na movimentação e/ou locomoção do indivíduo (TELFORD & SAWREY, 1978; SEAMAN & DE PAUW, 1982). Refere-se aos problemas osteomusculares ou neurológicos que afetam a estrutura ou a função do corpo, interferindo na motricidade. Ela é caracterizada por um distúrbio na movimentação e/ou locomoção do indivíduo (MATTOS, 92). Essa categoria é extremamente heterogênea, pois as causas da deficiência são diversas, apresentando uma variedade de quadros motores. Algumas características gerais podem ser destacadas, embora generalizações não sejam tão recomendadas. A extensão e a natureza da deficiência também são variáveis que levam à níveis diferentes de ajustes sociais e emocionais. 20 20 No Brasil quase não conhecemos escolas especiais para pessoas portadoras de deficiência física ou motora (termo que será utilizado neste texto por definir e destacar mais claramente qual a área afetada em questão). Quando existem, elas costumam se destinar à crianças com deficiências múltiplas, com componente marcante na área motora (MATTOS, 94). Isto não faz acreditar que a parte da população infantil portadora de deficiência motora deve frequentar escolas regulares, uma vez que o programa de disciplinas teóricas não precisa ser alterado. Na realidade não é isto que acontece. As escolas em sua maioria não estão preparadas para receber alunos com disfunções motoras, possuindo diversas barreiras arquitetônicas, ou até dispensando-os das aulas de educação física por diversas razões. Isto produz uma série de reações emocionais e socias tornando o desenvolvimento desses indivíduos também alterado. Surgem então problemas com a autoimagem, consciência corporal, motivação e avaliação real das capacidades e limitações, tanto por parte dos professores como por parte dos próprios alunos. A partir de então procura-se destacar os principais problemas que se relacionam com a prática de atividades físicas das pessoas portadoras de deficiência motora, bem como apresentar as oportunidades e adaptações já efetuadas para facilitar o acesso destas pessoas à prática de atividades físicas, nos seus vários níveis. 21 21 SUB-CLASSIFICAÇÕES: Quanto à natureza, podemos dividir em: 1- Distúrbios ortopédicos - que se referem a problemas originados nos músculos, ossos e/ou articulações. 2- Distúrbios neurológicos - que se referem a deterioração ou lesão do sistema nervoso. 2.1 O que é deficiência física motora Pode ser considerada uma deficiência física motora todas as condições que façam com que as pessoas tenham dificuldades ou estejam impossibilitadas de realizar algum movimento específico. As alterações que caracterizam uma deficiência física motora podem ser causadas na estrutura óssea, nos grupos musculares, entre outras partes do corpo. 22 22 Quais são os tipos existentes Existem diversos tipos de deficiência física motora. Os principais deles são os relacionados a seguir. Veja! Paraplegia A paraplegia é uma lesão medular. Ela caracteriza uma lesão na coluna lombar ou vertebral. Assim, os movimentos se tornam limitados, o que exige o uso de equipamentos especiais, como uma cadeira de rodas. Tetraplegia A tetraplegia ocorre quando as quatro extremidades do corpo ficam imóveis. Quem tem essa condição também pode desenvolver distúrbios respiratórios, que ocasionam leves demências. Amputação A amputação acontece quando uma pessoa necessita, por conta de doenças ou acidentes, remover um ou mais de seus membros superiores ou inferiores. Hemiplegia Chamamos de hemiplegia a paralisia da metade sagital, esquerda ou direita, do corpo humano. A condição se desenvolve, principalmente, quando alguém sofre um acidente vascular cerebral (AVC), que paralisa um dos lados do cérebro. Monoplegia A monoplegia é uma doença em que ocorre a paralisia de apenas um membro superior ou inferior, ou seja, um único braço ou uma única perna. Isso geralmente acontece por conta de lesões no sistema nervoso. https://blog.ortoponto.com.br/beneficios-cadeira-de-rodas-para-banho/ 23 23 Quais são as principais causas da deficiência física motora As causas que ocasionam uma deficiência física motora são diversas. Porém, a maioria dos casos estão relacionados à genética, aos acidentes e às doenças. Veja! Genética As condições genéticas são aquelas em que as pessoas já nascem com um gene que pode desencadear algum tipo de deficiência. É o caso de quem tem esclerose múltipla, por exemplo. Acidentes Os acidentes são as causas mais comuns da deficiência física motora. Ao sofrerem fortes impactos em acidentes de trânsito, por exemplo, as pessoas podem ter a coluna ou os membros prejudicados. Apesar de ser possível recuperar movimentos por meio da fisioterapia e outras técnicas, muitos quadros de deficiência física motora são irreversíveis. Doenças Existem doenças que geram a deficiência motora. A paralisia cerebral, a distrofia muscular, a esclerose múltipla, a espinha bífida, a artrite, o mal de Parkinson, entre outras patologias também podem gerar essascondições. Se você leu o nosso post até aqui, já sabe mais sobre a deficiência física motora e os desafios que são enfrentados pelas pessoas que têm os movimentos limitados. Alguns itens, como as barras de apoio, são importantes para dar mais acessibilidade e qualidade de vida para esses indivíduos. https://blog.ortoponto.com.br/produtos-para-fisioterapia-mais-recomendados/ 24 24 2.2 Inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas A deficiência é sempre um assunto emergente, principalmente nas políticas públicas, tangente a inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas, em atividades culturais, cotidianas, entre outras. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) as pessoas com deficiência representam 15% da população mundial, fato suficiente para que esse segmento tenha seus direitos assegurados e necessidades específicas levadas em consideração. Percebemos uma deficiência nem tanto pela lesão em si, mas pelo fato da exclusão que ela causa. É a deficiência que o ônibus, as calçadas, os estabelecimentos comerciais, as escolas, os centros de atividade física, nossa própria residência exclui tendo como resultado a desvantagem das pessoas que por algum motivo vieram a ter ou nasceram com algum tipo deficiência. 25 25 A limitação desses indivíduos se torna visível ao passo que a sociedade dita padrões ergonômicos para pessoas “normais”. Isso repercute em todas as áreas como, por exemplo, a dos esportes. A inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas ajuda a combater essas limitações. As atividades físicas em qualquer âmbito, escolar, amador ou competitivo buscam alternativas para essa desvantagem que limita a pessoas na sua orientação espacial, na independência física, na mobilidade, nas atividades da vida diária, na capacidade ocupacional e na integração social. A busca por inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas motiva a criação de várias modalidades adaptadas para esse público. Para isso a palavra inclusão vem sendo amplamente difundida em todos os setores da sociedade. E as atividades físicas tem um papel importantíssimo quando inclui deficientes no meio esportivo. Nesse ponto o profissional da educação física é peça importante no uso de metodologias de ensino e treinamento, adaptando o aluno ao meio e vice- versa. Dessa forma, a inclusão se propaga de maneira harmônica da sala de aula para qualquer outra vivência do portador da deficiência na sociedade tendo relevância em todos seus aspectos do desenvolvimento. Tipos de deficiência Temos a deficiência visual, a auditiva, a física e outros dois tipos que não abordaremos aqui: mental e a múltipla. A deficiência visual pode ser total, caso das pessoas cegas ou ter um comprometimento em maior ou menor grau. Na deficiência auditiva tem-se a perda bilateral, parcial ou total da audição. https://blogeducacaofisica.com.br/atividade-fisica-na-infancia/ https://blogeducacaofisica.com.br/carreira-do-profissional-de-educacao-fisica/ 26 26 E a deficiência física acarreta o comprometimento da função física com alteração de um ou mais membros do corpo. Benefícios da inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas A prática de atividades físicas dentro das condições possíveis, na vida do deficiente representa não somente pressuposto para sua inclusão social, mas condicionamento para seu desenvolvimento e melhoria em termos físicos e psicológicos. Ou seja, promoverá essencialmente efeitos e reflexos em sua saúde e seu bem-estar, observando-se que tanto quanto um indivíduo dito ‘normal’, o deficiente possui, em igual proporção, aspectos a serem zelados com maior ou menor intensidade, dependendo da faixa etária em que esteja enquadrado. O portador de deficiência possui sistema cardiovascular, circulatório, nervoso, muscular, respiratório, esquelético e todos os outros comuns a indivíduos não portadores de qualquer limitação ou deficiência. https://blogfisioterapia.com.br/dor-psicologica-o-vilao-oculto-que-atrapalha-sua-aula/ 27 27 Nesse sentido, será beneficiado se inserido em programas e práticas de exercício físico regular, podendo ainda enquadrar-se, com preparação, no escalão de atletas de alto rendimento, tais quais aqueles observados nos Jogos Paraolímpicos, onde inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas é internacionalmente reconhecida. Em suma, a atividade física para o deficiente beneficia tanto seu físico quanto seus aspectos psicológicos. Fisicamente o prepara para os desafios da vida cotidiana, promovendo maior vitalidade, saúde e bem-estar. Psicologicamente, fomenta maiores condições de lidar com sua pseudofragilidade, ente imaterial e etéreo que o estigmatiza e o afasta de tudo quanto há, atualmente de prazeroso e minucioso em termos de realização. 28 28 2.3 Deficiência física Alteração muscular, ortopédica, articular ou neurológica que alteram as capacidades do indivíduo, afetando diretamente a postura e/ou movimento. Considera-se uma pessoa portadora de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, quando tiver uma incapacidade igual ou superior a 60% (avaliada pela Tabela Nacional de Incapacidades). As principais causas são: lesão cerebral, lesão medular, patologias degenerativas do Sistema Nervoso Central, reumatismos, malformações congênitas, miopatias (distrofias e atrofias musculares), sequelas de politraumatismos. 29 29 Tipos de deficiência física • Monoplegia (paralisia num membro do corpo); • Hemiplegia (paralisia num dos lados do corpo); • Paraplegia (paralisia da cintura para baixo); • Tetraplegia (paralisia do pescoço para baixo); • Amputação (ausência de um membro do corpo). Dificuldades da deficiência A deficiência física tem como maior dificuldade quando a necessidade do uso de cadeira de rodas, mesmo que as mudanças para esse público já estejam acontecendo. Quanto ao aspecto físico, deve ser trabalhado desde criança, pois sua deficiência implica uma variedade de condições não-sensoriais que afetam o bem-estar e que podem criar problemas em torno da mobilidade, vitalidade física e também com relação a autoimagem desde a tenra idade. Em relação a prática de exercícios a dificuldade está muitas vezes no acompanhamento quando de atividades coletivas se estas não são dirigidas especialmente para este público. 30 30 Atividade e exercícios mais indicados As atividades a serem praticadas irão depender do tipo de deficiência física: Por exemplo, para cadeirantes que movam da cintura para cima: basquete, esgrima, arco e flecha, musculação, atletismo, bocha, Rugby, tênis de mesa, voleibol sentado, remo adaptado, ciclismo. Outro exemplo é o futsal de muletas para quem tem um membro inferior amputado e paralisados cerebrais. 31 31 Ainda, halterofilismo, hipismo, iatismo, natação, tênis em cadeira de rodas, modalidades de inverno. Adaptações dos exercícios Nada melhor para a adaptação ao exercício do que ser feita pelo próprio professor da modalidade em que o aluno com deficiência se inserir. Por exemplo, é o professor de basquete que irá definir a melhor metodologia para ensinar o basquetebol em cadeira de rodas. Cuidados com os alunos Respeitar o tempo do aluno que nem sempre é o mesmo se inserido em uma aula com alunos sem deficiência. Tratar o aluno igualmente frente aos outros no ambiente em que se encontra. Cuidar o melhor posicionamento corporaladequado a atividade. 32 32 Papel do profissional da educação física na inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas A educação física é conceituada como utilidade social, pois promove a integração social e uma educação integral através do movimento. Tendo uma preocupação com a parcela da população portadora de alguma deficiência o profissional deixa na grande maioria de objetivar a formação de atletas e passa a trabalhar mais a psicomotricidade. De modo geral, é fundamental que o professor adquira os conhecimentos basilares concernentes ao seu aluno, como: aspectos da deficiência, idade em que surgiu a deficiência, se foi súbita ou gradativa, se é passageira ou constante, as funções e estruturas que estão prejudicadas. Sugere, também, que esse profissional distinga os distintos aspectos do desenvolvimento humano: biológico (físicos, neurológicos, sensoriais,); motor; cognitivo; socio interacional e afetivo-emocional. Dessa forma, o professor conseguirá adaptar o ambiente físico e os materiais, elaborar uma metodologia de ensino atendendo o aluno portador de 33 33 deficiência dentro do princípio da individualização sem perder de vista o grupo no qual ele está inserido e o trabalho coletivo. 34 34 CONCLUSÃO A necessidade de incentivar a prática de atividade física por pessoas portadoras de deficiência. Praticar esporte é uma forma de esses indivíduos redescobrirem a vida de uma forma ampla e global. Previne as enfermidades secundárias à deficiência e ainda promove a integração social, levando o indivíduo a descobrir que é possível, apesar das limitações físicas, ter uma vida normal e saudável. Abraçar uma atividade física pode transformar o dia-a-dia de um atleta especial e ainda fazer bem para a saúde do corpo e da mente. Movimentar-se é a palavra de ordem. Não importa se o atleta tem como objetivo jogar profissionalmente ou de forma amadora. O importante é procurar uma modalidade esportiva que se adeque as condições e limites. Praticar atividade física tanto por competitividade quanto por diversão pode trazer ao indivíduo benefícios físicos e psicológicos. Físicos:Agilidade, equilíbrio, força muscular, coordenação motora, resistência física, melhora das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e excretor), velocidade, ritmo, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição, prevenção de deficiências secundárias, promoção e encorajamento do movimento, desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária, entre outros. Psíquicos: melhora da autoestima, aumenta a integração social, redução da agressividade, estímulo à independência e autonomia, experiência com as possibilidades, potencialidades e limitações, vivência de situações de sucesso e de frustração, motivação para atividades futuras, desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, entre outros. 35 35 É imprescindível respeitar as limitações, adequando modalidades e objetivos pessoais. É preciso haver acompanhamento e muita atenção na hora de executar um movimento. É necessário respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes e o mais importante, estimular sempre o desenvolvimento da potencialidade individual. 36 36 REFERÊNCIA BLECK, E. CEREBRAL PALSY. IN PHYSICALLY HANDICAPPED CHILDREN - A MEDICAL ATLAS FOR TEACHERS. GRUNE AND STRATTON - A SUBSIDIARY OF HARCOURT BRACE JOVANOVICH PUBLISHER, 1982. BLOWMQUIST, B. CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA NATAÇÃO. TEXTO NÃO PUBLICADO, 1988. DE PAUW, K. P. 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