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<p>PROFESSORA</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Quando identificar o ícone QR-CODE, utilize o aplicativo Unic-</p><p>esumar Experience para ter acesso aos conteúdos online. O</p><p>download do aplicativo está disponível nas plataformas:</p><p>Acesse o seu livro também disponível na versão digital.</p><p>Google Play App Store</p><p>Educação</p><p>Física Inclusiva</p><p>2</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jd. Aclimação</p><p>Cep 87050-900 - Maringá - Paraná - Brasil</p><p>www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>DIREÇÃO UNICESUMAR</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva, Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho, Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor</p><p>Kendrick de Matos Silva, Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin, Presidente da Mantenedora Cláudio</p><p>Ferdinandi.</p><p>NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James Prestes, Tiago Stachon Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia</p><p>Coelho Diretoria de Cursos Híbridos Fabricio Ricardo Lazilha Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Diretoria de</p><p>Design Educacional Paula R. dos Santos Ferreira Head de Graduação Marcia de Souza Head de Metodologias Ativas</p><p>Thuinie M.Vilela Daros Head de Recursos Digitais e Multimídia Fernanda S. de Oliveira Mello Gerência de</p><p>Planejamento Jislaine C. da Silva Gerência de Design Educacional Guilherme G. Leal Clauman Gerência de Tecnologia</p><p>Educacional Marcio A. Wecker Gerência de Produção Digital e Recursos Educacionais Digitais Diogo R. Garcia</p><p>Supervisora de Produção Digital Daniele Correia Supervisora de Design Educacional e Curadoria Indiara Beltrame</p><p>Coordenador(a) de Conteúdo Mara Cecília Rafael Lopes, Projeto Gráfico José Jhonny Coelho, Editoração Lavígnia da</p><p>Silva Santos, Designer Educacional Amanda Peçanha, Revisão Textual Cintia Prezoto, Ilustração Geison Ferreira da</p><p>Silva, Eduardo Aparecido Alves, Fotos Shutterstock.</p><p>U58 Universidade Cesumar - UniCesumar.</p><p>Educação Física Inclusiva. Naline Cristina Favatto. - Indaial, SC: Arqué,</p><p>2022. Reimpresso em 2023.</p><p>136 p. : il.</p><p>ISBN papel 978-85-459-2182-0</p><p>ISBN digital 978-85-459-2153-0</p><p>“Graduação em Educação Física - EaD”.</p><p>1. Educação Física 2. Inclusiva. 4. Naline Cristina Favatto. I. Título.</p><p>CDD - 796.04</p><p>Impresso por:</p><p>Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.</p><p>Núcleo de Educação a Distância.</p><p>Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).</p><p>02511251</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/17299</p><p>Minha História Meu curriculo</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Olá, querido(a)! Neste espaço, quero compartilhar com você um pouco mais</p><p>da minha história profissional. Após finalizar a graduação em Educação Física,</p><p>minha primeira oportunidade de trabalho foi como professora em uma escola</p><p>de educação especial e a partir daí meus laços com a área nunca mais foram</p><p>desfeitos. Como qualquer professor iniciante, senti receio de não atender</p><p>as necessidades dos meus alunos, mas com o tempo e muita dedicação aos</p><p>estudos comecei a observar o avanço de cada um deles em minhas aulas.</p><p>Após alguns anos lecionando em escolas especializadas e em escolas regu-</p><p>lares em turmas com alunos com deficiência, ingressei como professora no</p><p>ensino superior, na Unicesumar! Aqui continuei atuando com a disciplina</p><p>de Educação Física Inclusiva para o curso de graduação em Educação Física</p><p>EAD. Além disso, conciliar meus cursos de mestrado e doutorado durante</p><p>esses anos contribuiu muito para uma aprendizagem efetiva no campo da</p><p>formação de professores de Educação Física.</p><p>Associado a toda essa rotina de trabalho e estudos, gosto de praticar atividade</p><p>física, viajar, assistir a documentários e ler livros voltados ao autoconheci-</p><p>mento. Além disso, amo compartilhar momentos junto à minha família e, se</p><p>possível, tomando sempre um bom café!</p><p>Link lattes: http://lattes.cnpq.br/5241937170211496</p><p>Provocações Iniciais</p><p>Educação Física Inclusiva</p><p>Você está iniciando esta disciplina, e acredito que muitas pessoas tenham curiosi-</p><p>dade a respeito desse conteúdo, e você pode ser uma delas! Talvez, você já tenha</p><p>tido algum contato com pessoas com deficiência, seja na escola, no trabalho ou na</p><p>família, e se indagou sobre como elas realizam as atividades de Educação Física! Ou</p><p>sua curiosidade acerca deste conteúdo tenha sido motivada ao assistir aos Jogos</p><p>Paralímpicos! O que é a Educação Física Inclusiva, afinal? Atividades esportivas</p><p>adaptadas? Estimulação motora? Socialização entre os alunos?</p><p>A proposta desta disciplina é apresentar a você um cenário amplo a respeito</p><p>da pessoa com deficiência e as diferentes formas de desenvolver atividades</p><p>adaptadas, a fim de lhe dar subsídios para o entendimento de como este sujeito</p><p>aprende e se desenvolve nas aulas de Educação Física. Esse desenvolvimento</p><p>transcende o físico, pois leva ao desenvolvimento afetivo, social e intelectual.</p><p>A disciplina de Educação Física Inclusiva oferece a você, futuro(a) profissio-</p><p>nal da Educação Física, compreender todo o processo histórico que perpassa a</p><p>deficiência, desde a exclusão social até a inclusão e a acessibilidade da pessoa</p><p>com deficiência nos diversos ambientes. Aprender sobre os tipos de deficiências</p><p>mais comuns, sejam elas de origem pré, peri e pós-natal e partir disso traçar</p><p>estratégias de ensino por meio de abordagens que facilitarão a execução de suas</p><p>aulas. Enfim, todo este conhecimento proporcionará a você maior habilidade</p><p>e compreensão de como desenvolver diferentes tipos de atividades de forma</p><p>inclusiva e adaptada para pessoas com deficiência.</p><p>Você perceberá que esta disciplina tem o propósito de lhe auxiliar a com-</p><p>preender o sujeito que aprende, para que, assim, tenha mais segurança na</p><p>escolha da melhor estratégia de ensino que utilizará. Iniciamos a estruturação</p><p>desse material caminhando por questões históricas até chegar ao cenário</p><p>atual acerca da pessoa com deficiência. Logo em seguida, abordamos ques-</p><p>tões sobre a acessibilidade da pessoa com deficiência, transitando sempre</p><p>nos campos educacionais e sociais. Isto posto, realizamos uma prazerosa</p><p>imersão sobre as características das deficiências mais comuns de ordem</p><p>motora, intelectual, visual e auditiva e, a partir disso, colocamos todas as</p><p>nossas atenções nas atividades adaptadas e as melhores abordagens para</p><p>sua utilização. Por fim, dedicamos um momento exclusivo para conhecer</p><p>todos os esportes Paralímpicos de verão e de inverno.</p><p>Na prática, esse conhecimento possibilita para você, futuro(a) profissional</p><p>da Educação Física, um diferencial, pois passa a conhecer e entender o processo</p><p>de aprendizagem sobre o olhar da inclusão, indo além das práticas rotineiras</p><p>pautadas em atividades que nunca foram modificadas ou repensadas de forma</p><p>inclusiva. Você, futuro(a) profissional, compreenderá que para cada tipo de</p><p>deficiência existe uma abordagem que se adequa às suas características e,</p><p>assim, promove as suas potencialidades, ou seja, o aluno pode aprender de</p><p>maneiras diferentes e cabe a você buscar a melhor estratégia para possibilitar</p><p>o acesso a essas experiências.</p><p>sumário</p><p>UNIDADE I</p><p>10 A DEFICIÊNCIA AO LONGO DA HISTÓRIA</p><p>UNIDADE II</p><p>28 ACESSIBILIDADE E OS TIPOS DE DEFICIÊNCIAS</p><p>UNIDADE III</p><p>54 EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA E A DEFICIÊNCIA MOTORA</p><p>UNIDADE IV</p><p>82 EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA E A DEFICIÊNCIA VISUAL E INTELECTUAL</p><p>UNIDADE V</p><p>102 ESPORTES PARALÍMPICOS</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Nesta unidade, teremos a oportunidade de aprender sobre</p><p>a história da pessoa com deficiência, assim como refletir</p><p>sobre todo este contexto em que ela se encontra inserida</p><p>desde a Idade Média até os dias atuais. A partir dessa</p><p>contextualização, será possível conceber o processo de</p><p>inclusão da pessoa com deficiência por meio das principais</p><p>leis e decretos que a ampara e compreender a necessidade</p><p>de políticas públicas que amparem essas pessoas em todos</p><p>os âmbitos de sua vida.</p><p>A DEFICIÊNCIA AO</p><p>LONGO DA HISTÓRIA</p><p>unidade</p><p>I</p><p>10</p><p>Provavelmente você já deve ter lido ou ouvido falar</p><p>pré-</p><p>-natais / congênita, derivada das condições gené-</p><p>ticas (MECCA et al., 2011), alterações neuronais</p><p>(KOOTEN et al., 2008; WANG et al., 2009), trans-</p><p>locações cromossômicas (TARELHO; ASSUMP-</p><p>ÇÃO, 2007) e anormalidades cerebrais (BOLTON;</p><p>GRIFFITHS; PICKLES, 2002). E fatores pós-natais</p><p>/ adquirida devido a perturbações profundas na</p><p>relação da criança com o meio em que se encontra</p><p>inserido (HALL; NICHOLSON; ADILOF, 2006;</p><p>VOLK et al., 2013) e causas psicoafetivas (RABEL-</p><p>LO, 2004; CAMPANÁRIO, PINTO, 2011).</p><p>A pesquisa mais recente, datada do ano de</p><p>2018, discorda que a prevalência do autismo es-</p><p>teja associada às relações que a criança estabelece</p><p>com a mãe e com o meio. Ao utilizar os chamados</p><p>“minicérebros”, pesquisadores afirmam que sua</p><p>origem está ligada ao DNA da criança. Contudo,</p><p>apesar dos diversos estudos realizados, a etiologia</p><p>do autismo ainda é indefinida.</p><p>Síndrome do Cromossomo X Frágil</p><p>A síndrome do X frágil é causada pela mutação do gene</p><p>localizado no cromossomo X. É a causa mais frequente</p><p>de atraso intelectual herdado, com uma incidência es-</p><p>timada de 1 caso a cada 4.000 homens e 1 caso a cada</p><p>6.000 em mulheres (CORNISH; LEVITAS; SUDHA-</p><p>TER, 2007). Além da deficiência intelectual, a síndrome</p><p>do X frágil apresenta características mais perceptíveis</p><p>em homens, como: face alongada, orelhas grandes, pés</p><p>planos, flacidez ligamentar, baixo contato visual, dis-</p><p>túrbios de linguagem, entre outros (BOY et al., 2001).</p><p>Tais características são mais perceptíveis em ho-</p><p>mens, uma vez que as mulheres apresentam dois cro-</p><p>mossomos X e, neste caso, apenas um deles sofreu</p><p>mutação, e por isso apresentam sintomas mais leves”.</p><p>Dessa forma, apesar de meninas apresentarem sin-</p><p>tomas parecidos, possuem sinais menos aparentes e</p><p>refletem basicamente a dificuldade na aprendizagem,</p><p>ansiedade, impulsividade, dificuldades nas relações</p><p>sociais e fobias. Sua etiologia é de ordem pré-natal/</p><p>congênita, sendo uma desordem de herança genética.</p><p>NORMAL SÍTIO</p><p>FRÁGIL</p><p>Descrição da Imagem na imagem consta um menino com algu-</p><p>mas das características da Síndrome do X Frágil, como face alon-</p><p>gada e orelhas grandes. Ao lado está o cromossomo X que sofreu</p><p>mutação em sua extremidade, ocasionando a Síndrome do X Frágil.</p><p>Figura 10 - Síndrome do X frágil / Fonte: Barbato (2020, on-line).</p><p>43</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Síndrome de Rett</p><p>A síndrome de Rett foi descrita, pela primeira vez,</p><p>pelo pediatra Andreas Rett, em 1966, que fez um es-</p><p>tudo com 31 meninas que desenvolveram um quadro</p><p>de regressão mental, caracterizado por deterioração</p><p>neuromotora, características peculiares e hiperamo-</p><p>nemia A criança nasce aparentemente sem nenhum</p><p>problema, no entanto, a partir do primeiro e segun-</p><p>do ano de vida, passa-se a observar regressões em</p><p>habilidades que já haviam se desenvolvido. Perda de</p><p>habilidades manuais voluntárias e do envolvimento</p><p>social, desenvolvimento das linguagens expressiva ou</p><p>receptiva severamente prejudicada, instabilidade res-</p><p>piratória, ranger de dentes, padrões anormais de sono,</p><p>espasmos, rigidez e distonias. Com o passar dos anos,</p><p>essa regressão gera uma grande debilitação, tornando</p><p>a criança ou jovem totalmente dependente em todas</p><p>as atividades de vida diária (PAZETO et al., 2013).</p><p>Sua origem também se caracteriza como pré-natal /</p><p>congênita, por se tratar de uma disfunção genética.</p><p>Síndrome de West</p><p>A Síndrome de West foi descrita, pela primeira vez,</p><p>por William James West, em 1841. De acordo com</p><p>Kamiyama, Yoshinaga e Tonholo-Silva (1993), essa</p><p>síndrome se caracteriza por crises epilépticas as-</p><p>sociadas a atraso mental. Assim, um dos sinais da</p><p>Síndrome de West é a epilepsia, ocorrendo, geral-</p><p>mente, entre o terceiro e oitavo mês de vida da</p><p>criança. Os pesquisadores Sanvito (1997) e Pereira</p><p>Filho et al. (2004) apontam que sua origem está</p><p>relacionada a fatores pré-natais, perinatais e pós-</p><p>-natais devido a disfunções orgânicas do cérebro.</p><p>Hidrocefalia</p><p>A hidrocefalia é caracterizada pela alteração da produ-</p><p>ção, do fluxo ou da absorção do líquido cefalorraqui-</p><p>diano, o que gera um volume anormal desse material</p><p>dentro da cavidade intracraniana. O termo hidrocefa-</p><p>lia deriva do grego “água na cabeça”, que compreende</p><p>o excesso de líquido cefalorraquidiano (NETTINA,</p><p>2003). Sua origem está relacionada a fatores pré-natais</p><p>/ congênita, como: exposição à radiação, má-nutrição</p><p>materna, cistos benignos, tumores congênitos, ano-</p><p>malias vasculares, anomalias esqueléticas e infecção</p><p>uterina (toxoplasmose, citomegalovírus, estafilococo,</p><p>sífilis, varíola, caxumba, varicela, poliomielite, hepatite</p><p>infecciosa, vírus da gripe, encefalite e adenovírus). E</p><p>também a fatores pós-natais / adquiridas, como: me-</p><p>ningite, traumatismo e hemorragia subaracnoidea.</p><p>Microcefalia</p><p>A microcefalia é caracterizada pelo crescimento in-</p><p>suficiente do cérebro de acordo com a Organização</p><p>Mundial da Saúde. Ela é identificada quando, por</p><p>vezes, observamos bebês e crianças com a cabeça me-</p><p>nor em relação ao restante da estrutura corporal. No</p><p>Brasil, em 2016, descobriu-se que o número elevado</p><p>de crianças que nasceram com microcefalia estava</p><p>associado ao Zika vírus. As mães foram picadas pelo</p><p>mosquito durante a gestação, ocasionando danos</p><p>irreversíveis aos bebês. Crianças com microcefalia</p><p>precisam ser estimuladas desde o nascimento, por</p><p>fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacio-</p><p>nais, entre outros, pois podem desenvolver convul-</p><p>sões e sofrer problemas físicos ou de aprendizagem</p><p>à medida que crescem. Sua origem está relacionada</p><p>a fatores pré-natais/congênitas, como: malformações</p><p>44</p><p>e infecções uterinas derivadas da toxoplasmose ru-</p><p>béola, herpes, sífilis e citomegalovírus, exposição da</p><p>mãe a metais químicos, como o arsénico e o mercú-</p><p>rio, além do uso de bebida alcoólica e tabaco. A má</p><p>nutrição da mãe durante a gestação e o Zika vírus</p><p>também são fatores relacionados à microcefalia.</p><p>ção de tarefas diárias (ISRAEL; BERTOLDI, 2012).</p><p>Segundo Mauerberg de Castro (2005), a deficiência</p><p>motora é compreendida como toda alteração física</p><p>no corpo humano, resultante de algum problema or-</p><p>topédico, neurológico ou de má formação congênita.</p><p>O Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999,</p><p>em seu Art. 4º, considera a deficiência física como:</p><p>I - deficiência física - alteração completa ou</p><p>parcial de um ou mais segmentos do corpo</p><p>humano, acarretando o comprometimento da</p><p>função física, apresentando-se sob a forma de</p><p>paraplegia, paraparesia, monoplegia, monopa-</p><p>resia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, tripa-</p><p>resia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou</p><p>ausência de membro, paralisia cerebral, mem-</p><p>bros com deformidade congênita ou adquirida,</p><p>exceto as deformidades estéticas e as que não</p><p>produzam dificuldades para o desempenho de</p><p>funções (BRASIL, 1999, on-line).</p><p>Essas lesões são caracterizadas por Mattos (2008)</p><p>como:</p><p>Microcefalia Cabeça de tamanho normal</p><p>DEFICIÊNCIA MOTORA</p><p>Compreendida pelo comprometimento das possibi-</p><p>lidades de movimentação corporal ou manutenção</p><p>da coordenação motora e do equilíbrio para realiza-</p><p>Tipo de lesão Nível de comprometimento</p><p>Monoplegia Comprometimento de um único segmento corporal.</p><p>Paraplegia Comprometimento dos membros inferiores.</p><p>Hemiplegia Comprometimento de um dos lados do corpo (membros superior e inferior).</p><p>Tetraplegia Comprometimento dos membros inferiores e tronco.</p><p>Quadriplegia Comprometimento total, envolvendo paralisia da face, tronco e os quatro membros.</p><p>Conforme Machado e Haertel (2014), a medula espinal é uma massa cilíndrica de tecido nervoso. As vértebras</p><p>são unidas por vários ligamentos e entre uma e outra existe um disco cartilaginoso semelhante a um anel,</p><p>cuja função é reduzir o impacto. Para que você possa compreender o nível da lesão e, consequentemente, o</p><p>comprometimento motor ocasionado, observe a figura:</p><p>45</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>A coluna vertebral é composta por 33 vértebras. Como consta no quadro a seguir, quanto mais alto o nível</p><p>da lesão maior área corporal comprometida:</p><p>Coluna Vertebral</p><p>Vértebras</p><p>Cervicais</p><p>Vértebras Torácicas</p><p>Vértebras Lombares</p><p>Vértebras Sacrais</p><p>Vértebra Coccígea</p><p>Descrição da Imagem na imagem consta uma ilustração colorida da coluna vertebral, onde, do lado esquerdo da imagem, temos a visualização</p><p>lateral e do lado direito a visualização de costas. De cima para baixo, temos as 7 vértebras cervicais pintadas de verde, as 12 vértebras torácicas</p><p>pintadas de laranja, as 5 vértebras lombares pintadas de rosa, as 5 vértebras sacrais fundidas pintadas de azul e 4 vértebras Coccígea fundidas</p><p>pintadas de roxo.</p><p>Figura 11 - Coluna Vertebral</p><p>46</p><p>Número de</p><p>Vértebras Nome das Vértebras Nível de Comprometimento Motor</p><p>7 Vértebras Cervicais C1, C2, C3, C4, C5, C6, C7</p><p>Comprometimento dos membros superiores,</p><p>tronco e membros inferiores. Com possibilidade de</p><p>movimentação restrita de braços, caso a lesão tenha</p><p>ocorrido nas últimas vértebras cervicais.</p><p>12 Vértebras</p><p>Torácicas</p><p>T1, T2, T3, T4, T5, T6, T7, T8,</p><p>T9, T10, T11 ou T12</p><p>Comprometimento do tronco e membros inferiores.</p><p>5 Vértebras</p><p>Lombares L1, L2, L3, L4, L5 Comprometimento dos membros inferiores.</p><p>5 Vértebras Sacrais Soldadas formando o osso</p><p>sacro</p><p>Comprometimento leve dos membros inferiores.</p><p>4 Vértebras</p><p>Coccígeas</p><p>Soldadas formando o cóccix Sem comprometimentos.</p><p>Quadro 2 - Associação entre a localização das vértebras e o nível de comprometimento motor / Fonte: adaptado Machado e Haertel (2014).</p><p>Pesquisas indicam que a deficiência motora é maior</p><p>em pessoas do sexo masculino e pode ocorrer por</p><p>lesão traumática e não traumática. A lesão traumática</p><p>tem origem pós-natal e é compreendida por 80%</p><p>das causas de deficiência motora, provocadas por</p><p>acidente automobilísticos, acidentes de trabalho, ar-</p><p>mas de fogo, mergulho em águas rasas e quedas. Já as</p><p>lesões não traumáticas estão relacionadas a fatores</p><p>pré-natais e perinatais e correspondem a somente</p><p>20% das causas, estão relacionadas a problemas antes</p><p>e durante o nascimento, acidente vascular cerebral,</p><p>infecções, tumores, entre outros (LIANZA, 2001).</p><p>Como consequência, o indivíduo com Deficiência</p><p>motora apresenta comprometimentos em seu desen-</p><p>volvimento, bem como limitações para a realização</p><p>de tarefas motoras (BENTO, 2004).</p><p>Paralisia Cerebral</p><p>A paralisia cerebral, também conhecida como ence-</p><p>falopatia crônica não progressiva, é compreendida</p><p>como uma lesão ou anomalia no desenvolvimento</p><p>durante a vida fetal ou nos primeiros anos de vida</p><p>(ISRAEL; BERTOLDI, 2012). Caracteriza-se pelo</p><p>comprometimento do sistema locomotor por causas</p><p>não traumáticas. A criança com paralisia cerebral</p><p>pode apresentar também problemas cognitivos, vi-</p><p>suais e auditivos. Contudo, é importante que você</p><p>compreenda que muitas pessoas com paralisia cere-</p><p>bral poderão apresentar o cognitivo preservado, ou</p><p>seja, não apresentam dificuldades de aprendizagem.</p><p>De maneira geral, as pessoas com paralisia cerebral</p><p>apresentam baixo tônus muscular, o que leva a difi-</p><p>culdades em manter o controle postural, déficit da</p><p>coordenação motora e baixo reflexo.</p><p>Sua origem está relacionada a fatores pré-na-</p><p>tais/congênitas, como: infecções maternas duran-</p><p>te o primeiro e o segundo trimestre da gravidez,</p><p>como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose</p><p>(REDDIHOUGH; COLLINS 2003); medicações</p><p>específicas, má formação, fatores genéticos, abu-</p><p>so de álcool e drogas ilícitas e traumatismos ab-</p><p>dominais severos (WONG; SEOW; YEO, 2004);</p><p>assim como as gestações múltiplas (SANKAR;</p><p>MUNDKU, 2005). Fatores Perinatais, como: falta</p><p>de oxigenação durante o parto e prematuridade.</p><p>47</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Nascimentos prematuros são um fator de risco</p><p>para paralisia cerebral e representa, atualmente,</p><p>25% de todos os casos de PC (HAGBERG et al.,</p><p>2001; ANCEL et al., 2006). E por fatores pós-na-</p><p>tais, como: quedas, afogamento, febre alta, me-</p><p>ningite entre outros (ISRAEL; BERTOLDI, 2012).</p><p>Além disso, a idade avançada da mãe e reprodu-</p><p>ção assistida também são fatores que contribuem</p><p>para danos cerebrais (NELSON; CHANG, 2008;</p><p>HVIDTJORN et al., 2006). A melhoria na saúde</p><p>materna, no cuidado perinatal e na prevenção de</p><p>acidentes durante a gravidez são fatores que po-</p><p>derão prevenir a paralisia cerebral (WESTBOM;</p><p>HAGGLUND; NORDMARK, 2007).</p><p>Epilepsia:</p><p>A epilepsia é caracterizada por crises convulsivas (crises</p><p>epilépticas), em que ocorre a repetição de duas ou mais</p><p>crises não provocadas. A convulsão é a descarga anor-</p><p>mal, excessiva, sincrônica, de neurônios que se situam</p><p>no córtex cerebral. Essa atividade é intermitente e, ge-</p><p>ralmente, autolimitada, na qual pode durar segundos a</p><p>poucos minutos. De acordo com Bate e Gardner (1999),</p><p>quando essas crises ocorrem de maneira recorrente ou</p><p>prolongada, caracteriza-se como estado epilético. Isso</p><p>quer dizer que, para ser caracterizado como epilepsia,</p><p>essas crises ocorrerão de maneira frequente, o que faz</p><p>preciso o uso contínuo de medicação.</p><p>O controle dessas crises por meio de medicamentos</p><p>é extremamente necessário, pois quanto mais tempo ela</p><p>durar, maiores poderão ser os danos neurológicos. O</p><p>termo “não provocada” indica que a crise não foi causada</p><p>por traumatismo cranioencefálico, febre ou doença con-</p><p>comitante (JAGTAP; MAUSKAR; NAIK, 2013). Dentro</p><p>dessa perspectiva, as crises convulsivas provocadas são</p><p>aquelas que acontecem na presença de estímulo defini-</p><p>do, recorrendo, apenas, se a causa aguda permanece, não</p><p>caracterizando epilepsia. Sua origem está relacionada a</p><p>fatores pré-natais e perinatais ocasionados por traumas</p><p>e por fatores pós-natais/adquiridas, como: infecções,</p><p>neurocisticercose, uso excessivo de álcool e drogas e</p><p>traumatismo craniano.</p><p>DEFICIÊNCIA VISUAL</p><p>A deficiência visual pode ser classificada em dois níveis,</p><p>designados de cegueira e baixa visão. De acordo com</p><p>Baumel e Castro (2003), a cegueira é a perda total ou</p><p>perda residual da visão. O indivíduo cego, apesar de</p><p>captar luzes em alguns casos, não é capaz de utilizá-la</p><p>para realizar movimentos e se orientar pela visão. Por</p><p>outro lado, a baixa visão ou visão subnormal se carac-</p><p>teriza pela existência de resíduo visual, que permite o</p><p>indivíduo ler impressos a tinta, desde que utilize equi-</p><p>pamentos especiais e apresenta dificuldade em realizar</p><p>tarefas visuais, mesmo com a prescrição de lentes cor-</p><p>retivas. De acordo com Van Munster e Almeida (2008),</p><p>as principais causas da cegueira estão relacionadas a</p><p>fatores pré-natais/Congênita, como: albinismo, reti-</p><p>noblastoma, retinose pigmentar e fatores pós-natais/</p><p>Adquirida, como: catarata, descolamento de retina,</p><p>toxoplasmose, diabetes, rubéola, traumatismo ocular</p><p>e petinopatia da prematuridade.</p><p>48</p><p>ção da Portaria Interministerial nº 186, de 10/03/78</p><p>(MEC/SEESP, 1995), considera-se «parcialmente</p><p>surdo» e «surdo» os indivíduos que apresentam,</p><p>respectivamente, surdez leve ou moderada e surdez</p><p>severa ou profunda. No quadro a seguir, podemos</p><p>observar os níveis de comprometimento auditivo:</p><p>DEFICIÊNCIA AUDITIVA</p><p>A Deficiência Auditiva é caracterizada pela perda</p><p>da percepção normal ao estímulo sonoro. Existem</p><p>vários tipos de deficiência auditiva, classificados de</p><p>acordo com o grau de perda da audição. Para Mar-</p><p>chesi (1996), essa perda é avaliada pela intensidade</p><p>do som, medida em decibéis. Com base na classifica-</p><p>Parcialmente surdo / Surdez leve</p><p>Perda auditiva de até 40 decibéis. Essa perda não impede a aquisição</p><p>normal da linguagem.</p><p>Parcialmente surdo / Surdez moderada</p><p>Perda auditiva está entre 40 e 70 decibéis. Esses limites se encon-</p><p>tram no nível da percepção da palavra; é frequente o atraso de lingua-</p><p>gem e as alterações articulatórias, havendo, em alguns casos, proble-</p><p>mas linguísticos mais graves.</p><p>Surdo / surdez severa</p><p>A perda auditiva está entre 70 e 90 decibéis. Este tipo de perda per-</p><p>mite que o indivíduo apenas perceba sons fortes e conhecidos, po-</p><p>dendo atingir a idade de quatro ou cinco anos sem aprender a falar.</p><p>Surdo / surdez profunda</p><p>A perda auditiva é superior a 90 decibéis. Essa perda impede que o</p><p>indivíduo perceba e identifique a voz humana, impossibilitando-o</p><p>de</p><p>adquirir a linguagem oral.</p><p>Conforme Almeida (2008), a deficiência auditiva</p><p>pode ser classificada, ainda, de acordo com o período</p><p>de desenvolvimento em que se manifestou no indiví-</p><p>duo. Dentro desse contexto, encontram-se as pessoas</p><p>que nasceram surdas e as que, por algum motivo,</p><p>ficaram surdas com o decorrer dos anos.</p><p>Surdez pré-linguística: refere-se a indivíduos que</p><p>nasceram surdos ou que perderam a audição antes</p><p>de terem desenvolvido a fala e a linguagem.</p><p>Surdez pós-linguística: refere-se a indivíduos que</p><p>perderam a audição após o período de desenvolvi-</p><p>mento da fala e da linguagem. Sua origem está rela-</p><p>cionada a fatores pré-natais de ordem genética ou</p><p>congênita e a fatores pós-natais/adquirida, de ordem</p><p>infecciosa, ocupacional, tóxica, traumática, envelhe-</p><p>cimento e temporária.</p><p>49</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>TRANSTORNO DE DÉFICIT DE</p><p>ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)</p><p>De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística</p><p>de Doenças Mentais da Sociedade Americana de</p><p>Psiquiatria, conhecido como DSM-IV, o Transtorno</p><p>do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é</p><p>um distúrbio neurobiológico, que aparece na infân-</p><p>cia e acompanha o indivíduo por toda a sua vida.</p><p>Transtorno este também conhecido como DDAH</p><p>(Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade),</p><p>caracterizado por sintomas de inquietude, desaten-</p><p>ção e impulsividade.</p><p>A Organização Mundial da Saúde estima que 5</p><p>– 7% da população mundial tenham TDAH, apresen-</p><p>tando comprometimento na aprendizagem e por con-</p><p>sequência do problema na inclusão social. O TDAH</p><p>gera impactos comportamentais, intelectuais, sociais e</p><p>emocionais, pois promove dificuldades, como contro-</p><p>le de impulsos, concentração, memória, organização,</p><p>planejamento e autonomia. Ressalta Benczick (2000)</p><p>que a criança com TDAH sempre se comportará sem</p><p>destreza motora, porque não concentra suficiente</p><p>atenção no controle de seus movimentos.</p><p>ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO:</p><p>Altas Habilidades/Superdotação: a Política Nacional</p><p>de Educação Especial (1994) define como superdo-</p><p>tados ou altas habilidades as pessoas que apresentam</p><p>notável desempenho e elevada potencialidade em</p><p>qualquer dos seguintes aspectos: capacidade intelec-</p><p>tual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento</p><p>criativo ou produtivo; capacidade de liderança; ta-</p><p>lento especial para artes e capacidade psicomotora,</p><p>tanto de maneira isolada quanto combinada.</p><p>Dos aspectos mencionados acima, destacam-se:</p><p>50</p><p>Tipo Intelectual: apresenta flexibilidade e fluência de pensamento, compreensão e memória elevada,</p><p>capacidade de pensamento abstrato para fazer associações, produção ideativa, rapidez do pensamento,</p><p>capacidade de resolver e lidar com problemas.</p><p>Tipo Acadêmico: aptidão acadêmica específica, atenção, concentração, rapidez de aprendizagem, boa me-</p><p>mória, gosto e motivação pelas disciplinas acadêmicas de seu interesse; habilidade para avaliar, sintetizar</p><p>e organizar o conhecimento.</p><p>Tipo Criativo: relaciona-se às seguintes características: originalidade, imaginação, capacidade para resol-</p><p>ver problemas de forma diferente e inovadora, sensibilidade para as situações ambientais, sentimento de</p><p>desafio diante da desordem de fatos; facilidade de autoexpressão, fluência e flexibilidade.</p><p>Tipo Social: revela capacidade de liderança e caracteriza-se por demonstrar sensibilidade interpessoal,</p><p>atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, capacidade para resolver situações sociais complexas, habi-</p><p>lidade de trato com pessoas diversas e grupos para estabelecer relações sociais, alto poder de persuasão</p><p>e de influência no grupo.</p><p>Tipo Talento Especial: pode-se destacar tanto na área das artes plásticas, musicais, como dra-</p><p>máticas, literárias ou cênicas, evidenciando habilidades especiais para essas atividades.</p><p>Tipo Psicomotor: destaca-se por apresentar habilidade e interesse pelas atividades psicomotoras, evidenciando</p><p>grande desempenho em velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora.</p><p>Observaram como a superdotação não está ligada somente à capacidade de realizar cálculos difíceis e reter</p><p>grande quantidade de informação sobre diversos assuntos? As grandes habilidades relacionadas à arte, à músi-</p><p>ca, à destreza de movimentos e à interação social também são compreendidas atualmente como superdotação.</p><p>Título: Manual de Acessibilidade Espacial para Escolas: o direito à escola acessível</p><p>Autor: Marta Dischinger, Vera Helena Moro Bins Ely e Monna Michelle Faleiros da</p><p>Cunha Borges</p><p>Editora: Argis</p><p>Sinopse: esse manual faz parte de uma série de ações que visam tornar a inclusão, na</p><p>rede pública de ensino brasileira, uma realidade. Garantir o direito à educação para</p><p>todos significa reconhecer e valorizar as diferenças, sem discriminação de etnia, credo,</p><p>situação social ou das pessoas com deficiência. O objetivo central deste manual é, justa-</p><p>mente, fornecer conhecimentos básicos e instrumentos de avaliação que permitam identificar as dificuldades</p><p>encontradas por alunos com deficiência no uso dos espaços e equipamentos escolares.</p><p>51</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Título: Colegas</p><p>Ano: 2013</p><p>Sinopse: os jovens Stallone, Aninha e Márcio viviam juntos em um instituto para por-</p><p>tadores da síndrome de Down. Um dia eles decidem fugir para se aventurar e realizar</p><p>o sonho individual de cada um, envolvendo-se em muitas aventuras e confusões.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar o documentário sobre a síndrome do</p><p>transtorno do espectro autista realizado pelo Dr. Dráuzio Varella.</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>Neste vídeo, você poderá compreender melhor a síndrome de Down realizada</p><p>pelo Movimento Down.</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar um documentário sobre acessibilidade</p><p>e Inclusão: O que as escolas precisam mudar?</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>52</p><p>Frente ao conteúdo exposto nesta unidade, você</p><p>se sentirá seguro para estagiar em uma escola es-</p><p>pecializada ou na rede regular de ensino? Acredita</p><p>ser importante aprender sobre as características das</p><p>principais deficiências antes de iniciar seus estágios</p><p>ou ingressar no mercado de trabalho? Assim, mu-</p><p>nidos de todo esse conhecimento, qual o primeiro</p><p>passo você daria ao iniciar seu trabalho em escolas</p><p>que apresentam alunos com deficiência? O que você</p><p>faria? Vamos tentar?</p><p>53</p><p>mapa mental</p><p>Muitos foram os termos e definições abordados nesta unidade. Todos eles permeiam a inclusão em seus diferentes</p><p>aspectos. Para sintetizar os conceitos e termos apresentados neste conteúdo, complete o Mapa Mental com os tipos</p><p>de acessibilidade e definições dos quatro tipos de deficiência existentes.</p><p>Tipo de</p><p>Acessibilidade</p><p>Definições</p><p>Sem barreiras</p><p>ambientais físiscas na</p><p>escola e nos transportes</p><p>coletivos</p><p>Programas e práticas de</p><p>sensibilização e de</p><p>conscientização</p><p>Sem barreiras na</p><p>comunicação</p><p>interpessoal</p><p>Sem barreiras nos</p><p>métodos e técnicas de</p><p>estudo</p><p>Sem barreiras nos</p><p>instrumentos e</p><p>utensílios de estudo</p><p>Sem barreiras invisíveis</p><p>embutidas em políticas</p><p>públicas, regulamentos e</p><p>normas</p><p>Tipo de De�ciência</p><p>Deficiência Visual</p><p>Deficiência</p><p>Intelectual</p><p>Deficiência</p><p>Motora</p><p>Deficiência</p><p>Auditiva</p><p>Definições</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Nesta unidade, teremos a possibilidade de aprofundarmos</p><p>nossos estudos no campo da Educação Física e Inclusiva</p><p>Adaptada. A partir dessa contextualização, será possível</p><p>conceber as principais metodologias e técnicas para</p><p>elaboração de seu planejamento com alunos com deficiência</p><p>dentro ou fora do contexto escolar. E, por fim, faremos uma</p><p>imersão nas diversas possibilidades de adaptar atividades</p><p>para alunos com deficiência motora em seus diferentes</p><p>níveis de comprometimento.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA E</p><p>A DEFICIÊNCIA MOTORA</p><p>unidade</p><p>III</p><p>56</p><p>cia da adaptação dos diversos tipos de atividade</p><p>física! Promover a participação de crianças, jovens</p><p>e adultos nas variadas práticas corporais é, de fato,</p><p>uma ação primordial e fundamental ao futuro pro-</p><p>fissional de Educação</p><p>Física.</p><p>Com base nesses pressupostos, convido você a</p><p>relembrar seus tempos de escola e recordar como</p><p>eram suas aulas de Educação Física. Seu professor</p><p>promovia a participação de todos os alunos, indepen-</p><p>dentemente de sua aptidão ou limitação física? Você</p><p>se recorda se tinha alunos com deficiência e se eles</p><p>ficavam de lado ou participavam de todas as aulas?</p><p>Nesta breve reflexão, acredito que você deve ter</p><p>relembrado alguns episódios importantes, assim</p><p>como as posturas adotadas por estes professores e</p><p>Pressuponho que você conheça ou conviva com pes-</p><p>soas que apresentam algum tipo de deficiência, seja</p><p>ela intelectual, física, visual ou auditiva. Pois bem,</p><p>imagine que você é uma criança com deficiência,</p><p>mas que seu professor de Educação Física não realiza</p><p>nenhuma adaptação que torne possível a sua parti-</p><p>cipação nas aulas! Ou que você tem o grande desejo</p><p>de praticar algum esporte, mas sabe que nenhuma</p><p>escola de treinamento costuma adaptar as ativida-</p><p>des para a participação de crianças com deficiência.</p><p>Ou, imagine ser o seu filho passando por essas duas</p><p>situações, sem ter a chance de se socializar a partir</p><p>da prática de atividade física.</p><p>Acredito que essas primeiras indagações tenham</p><p>levado a intensas reflexões a respeito da importân-</p><p>57</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>do comportamento que essas crianças apresentavam quando eram incluídas ou não nas atividades. Então,</p><p>agora, é a hora de você colocar, em seu Diário de Bordo, todas essas informações e percepções que você re-</p><p>lembrou durante a execução desta tarefa!</p><p>Em nossa primeira unidade, discutimos os direi-</p><p>tos conquistados pelos alunos com deficiência em</p><p>estudar em escolas regulares, receber o apoio de</p><p>professores especializados e estar inseridos em um</p><p>ambiente acessível e adaptado para suas necessidades</p><p>educacionais diárias. Agora, iremos tratar com maior</p><p>especificidade sobre a inclusão desses alunos nas</p><p>aulas de Educação Física.</p><p>A escola e os espaços de iniciação e práticas espor-</p><p>tivas e de lazer devem se preparar para receber todos</p><p>os alunos, pois cada ser é único e, por isso, se tornam</p><p>especiais. Dessa forma, a escola se torna um lugar</p><p>ideal para respeitar as diferenças (SOLER, 2005). In-</p><p>cluir não é uma ação fácil, pois exigirá de você, futuro</p><p>profissional, o estudo e reflexão sobre como construir</p><p>sua aula de maneira que nenhum aluno seja excluído.</p><p>A Educação Física apresenta um potencial imenso de</p><p>inclusão e socialização, e você, futuro profissional,</p><p>têm o dever de tornar essas aulas e/ou práticas um</p><p>meio de conexão entre os alunos, de aceitação às di-</p><p>ferenças e de conceber essa ação inclusiva como algo</p><p>rotineiro nas aulas de Educação Física.</p><p>58</p><p>A Educação Física contribui para o desenvolvi-</p><p>mento afetivo, social e intelectual de alunos com</p><p>deficiência, uma vez que o incentivo à inclusão</p><p>torna a autoestima e a autoconfiança mais eviden-</p><p>te e, consequentemente, diminui as desigualdades</p><p>(VENTURINI et al., 2010). Para Winnick (2004), a</p><p>inclusão nas aulas de educação física propicia um</p><p>ambiente favorável para a estimulação e motiva-</p><p>ção dos alunos. Oferece oportunidades para que os</p><p>alunos com deficiência desenvolvam habilidades</p><p>sociais e lúdicas adequadas à faixa etária, possi-</p><p>bilitando as relações de amizade entre alunos que</p><p>apresentam ou não deficiência.</p><p>A Inclusão nas aulas de educação física é compreen-</p><p>dida como a participação de todos com respeito às suas</p><p>limitações, sendo o professor capaz de promover auto-</p><p>nomia e ênfase no potencial de cada aluno (SEABRA</p><p>JUNIOR, 2006). Entenda que a inclusão não se trata ape-</p><p>nas de adaptações, mas do acesso ao conhecimento que</p><p>a disciplina de Educação Física oferta a todos os alunos.</p><p>Sassaki (1997) define a inclusão como um processo pelo</p><p>qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus</p><p>sistemas sociais, pessoas com necessidades educacionais</p><p>especiais e, simultaneamente, estas se preparam para</p><p>assumir seus papéis na sociedade.</p><p>Os princípios da Inclusão baseados pelo autor são:</p><p>Princípios</p><p>da</p><p>Inclusão</p><p>Aceitação das diferenças</p><p>Valorização do</p><p>individuo</p><p>Conviver com</p><p>a diversidade</p><p>Aprender através da cooperação</p><p>Descrição da Imagem: na imagem consta um quadro com quatro setas, sendo uma em cada lateral. No meio dele tem-se escrito “Princípios</p><p>da Inclusão” e cada uma das setas indicam em que é baseado, desta forma, a seta de cima indica “Aceitação das diferenças”, a seta do lado</p><p>esquerdo “Valorização do indivíduo”, a seta do lado direito “Conviver com a diversidade” e a seta de baixo “Aprender através da cooperação”.</p><p>Figura 1 - Princípios da inclusão / Fonte: Sassaki (1997, p. 87).</p><p>Se a visão de inclusão já é considerada difícil para as demais disciplinas escolares, o que diria a Educação</p><p>Física que tem por essência o movimento? Para que possamos incluir nossos alunos com deficiência, pre-</p><p>cisamos pensar nas possibilidades de adaptação das atividades e, para isso, não é preciso descaracterizá-las.</p><p>Você, futuro professor, deverá se questionar: para aplicar essa atividade, basta adaptar algumas regras? Além</p><p>das regras, também precisarei alterar os materiais utilizados? Ao modificar ambas, a atividade perderá seu</p><p>objetivo? Nesse momento, muitas dúvidas emergem, mas o que deve ficar claro é que as aulas de Educação</p><p>59</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Física não devem ser a reprodução de um treina-</p><p>mento esportivo. Certamente você apresentará aos</p><p>seus alunos regras, características, fundamentos entre</p><p>outras questões de determinado esporte, contudo,</p><p>elas poderão ser trabalhadas de diferentes formas!</p><p>Durante a caminhada profissional, você irá se</p><p>deparar com alunos com deficiência inseguros em</p><p>participar das aulas de educação física e, por muitas</p><p>vezes, desinteressados com a prática. É necessário</p><p>levar em consideração alguns pontos, como a frus-</p><p>tração com as aulas de educação física em anos ante-</p><p>riores, a superproteção dos pais em entender que as</p><p>aulas práticas poderão agravar o estado de saúde de</p><p>seus filhos e o próprio sentimento de inferioridade</p><p>que esses alunos apresentam.</p><p>Além disso, precisamos desconstruir essa ima-</p><p>gem de profissional, que não incentiva a partici-</p><p>pação de alunos com deficiência em suas aulas de</p><p>educação física, e que deixam esses alunos “senta-</p><p>dos” enquanto toda a turma se diverte e aprende.</p><p>Toda essa reflexão é a prova de que você, futuro</p><p>professor, tem o poder de transformar a realidade</p><p>desses alunos por meio de suas aulas. É importante</p><p>mencionar que a escola é um dos primeiros espa-</p><p>ços de socialização das crianças com deficiência e</p><p>se este trabalho for realizado de forma correta os</p><p>alunos terão mais chances e motivação de man-</p><p>ter-se fisicamente ativos na vida adulta.</p><p>A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR</p><p>ADAPTADA</p><p>Dentro das aulas de Educação Física, encontramos</p><p>a Educação Física Adaptada, que tem por objetivo</p><p>possibilitar a participação de alunos com deficiência</p><p>nas diversas atividades promovidas pelo professor.</p><p>Dentro dessa perspectiva, Cidade e Freitas (2002, p.</p><p>27) enfatizam que:</p><p>A Educação Física Adaptada é uma área da</p><p>educação física que tem como objeto de estudo</p><p>a motricidade humana para as pessoas com ne-</p><p>cessidades educacionais especiais, adequando</p><p>metodologias de ensino para o atendimento às</p><p>características de cada aluno com deficiência,</p><p>respeitando suas diferenças individuais.</p><p>Os autores acrescentam que a educação física adaptada</p><p>para alunos com deficiência não se diferencia em seus</p><p>conteúdos, mas concebe técnicas, métodos e formas de</p><p>organização que podem ser empregadas. Dentro desse</p><p>contexto, não existe uma receita pronta para aplicar nas</p><p>aulas, mas um grande processo de estudo e planejamen-</p><p>to por parte do professor. Para Sherrill (1998), o processo</p><p>de adaptação deve ser contínuo, dinâmico e bidirecional,</p><p>quer dizer, recíproco, sofrendo influência das variáveis:</p><p>ambiente temporal e físico; equipamentos e materiais;</p><p>ambiente psicossocial; de aprendizagem; instrução e</p><p>informação e, por fim, as tarefas a serem realizadas.</p><p>O professor de Educação Física</p><p>deverá, sempre</p><p>que necessário adaptar regras, materiais, espaços e a</p><p>sua metodologia, com o intuito de possibilitar que</p><p>todos compreendam as atividades e participem ati-</p><p>vamente independente das dificuldades que possam</p><p>apresentar. Ademais, o professor deverá auxiliar o</p><p>aluno somente quando realmente precisar de ajuda</p><p>(SOLER, 2005; ROUSE, 2010).</p><p>O professor deve tratar todos os alunos de</p><p>forma igualitária, não superprotegendo e su-</p><p>bestimando o aluno com deficiência (SOLER,</p><p>2005; ROUSE, 2010).</p><p>60</p><p>OLHAR CONCEITUAL</p><p>1. Assegurar a participação do aluno com de�ciência nas atividades, mesmo</p><p>que seja necessária assistência física. A diminuição desse apoio pode ocorrer, se</p><p>possível, na medida em que o aluno vai se adaptando com a atividade.</p><p>2. Estimular o aluno com de�ciência a participar das decisões relativas às</p><p>variáveis de adaptação. Dentro desse contexto, é preciso considerar a aceitação</p><p>ou não das atividades e modi�cações por parte do interessado.</p><p>3. Evitar a aplicação de atividades adaptadas que acentuam a</p><p>aparência ou percepção das diferenças em suas aulas.</p><p>4. Proporcionar opções de escolha entre as variáveis de adaptação</p><p>para os alunos com de�ciência.</p><p>5. Permitir que o aluno com de�ciência selecione o tipo de</p><p>equipamento, as modi�cações de regras ou alterações no ambiente</p><p>mais adequadas às suas necessidades.</p><p>6. Oferecer a mesma variedade de jogos, esportes e atividades</p><p>recreativas às crianças que apresentam ou não de�ciência.</p><p>7. Incentivar a prática de atividades coletivas e comunitárias</p><p>sempre que possível.</p><p>61</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Para auxiliar os profissionais de Educação Física que</p><p>atuam no contexto inclusivo, os autores Soler (2005)</p><p>e Rouser (2010) recomendam vários tipos de auxí-</p><p>lio aos alunos, como auxílio físico, verbal e gestual.</p><p>Para Lieberman (2002), o uso de algumas abordagens</p><p>para a melhor compreensão da tarefa a ser realizada</p><p>pelo aluno com deficiência poderá garantir maior</p><p>autonomia. Além disso, em determinadas situações,</p><p>pode-se combinar mais de uma técnica de instrução</p><p>ou utilizá-la de forma individual, sendo elas:</p><p>Orientação verbal: explicar de forma clara e objetiva</p><p>verbalmente o que se espera que o aluno desenvolva</p><p>em relação à atividade proposta.</p><p>Demonstração: expor, de maneira exemplificada,</p><p>por meio de ações demonstrativas ou utilização de</p><p>modelos, o que se espera que o aluno desenvolva em</p><p>relação à atividade proposta.</p><p>Assistência física: oferecer auxílio físico ou guiar o</p><p>movimento do aluno, para que ele apreenda o mo-</p><p>vimento.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro meninos</p><p>vestidos com trajes de jogar bola (camisa azul numerada,</p><p>calção branco, meião até o joelho listrado de azul e branco, e</p><p>chuteira). Na frente desses meninos está um homem adulto</p><p>que aparece de lateral vestindo agasalho preto e tênis, suas</p><p>mãos estão levemente levantadas, uma na altura da cintura</p><p>(direita) e outra na altura do peito (esquerda), já sua boca está</p><p>levemente aberta. Ao fundo da imagem, nota-se uma arqui-</p><p>bancada vazia e eles estão em pé sob um gramado.</p><p>Figura 2 -Orientação Verbal</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra seis crianças ves-</p><p>tidas com camisetas vermelhas, shorts escruto e tênis. Essas</p><p>crianças estão com as pernas abertas, a mão esquerda na</p><p>cintura e a mão direita sob a cabeça, pois o braço direito está</p><p>levantado. No canto esquerdo da imagem está uma pessoa</p><p>adulta de costas, com cabelo loiro amarrado, vestindo cami-</p><p>seta e shorts azul marinho. Essa pessoa está de frente para</p><p>as crianças e faz o mesmo movimento que elas.</p><p>Figura 3 - Demonstração</p><p>Descrição da Imagem a imagem mostra uma fotografia de</p><p>uma criança do sexo masculino andando sob uma trave de</p><p>ginástica. A mão esquerda da criança segura a mão de uma</p><p>pessoa adulta, essa que aparece somente do ombro pra baixo.</p><p>Ao fundo, nota-se equipamentos de ginástica.</p><p>Figura 4 - Assistência Física</p><p>62</p><p>Possibilidades de atividades para alunos com</p><p>maior comprometimento motor, pautado em</p><p>estímulos individuais:</p><p>Atividade 1</p><p>Objetivo: estimular a coordenação dinâmica</p><p>geral e lateralidade.</p><p>Material: espuma de colchão, fita adesiva, velcro,</p><p>EVA, peças de encaixe, bolas de tênis de quadra.</p><p>Organização do espaço e da turma: a atividade</p><p>requer pouco espaço, pode ser realizada tanto dentro</p><p>quanto fora da sala de aula.</p><p>Desenvolvimento: o aluno, fazendo uso de sua</p><p>carteira adaptada, realizará atividades de encaixe e</p><p>de retirar e colocar objetos em determinados lugares.</p><p>Além dessas adequações, os materiais deverão ser con-</p><p>feccionados respeitando as características dos alunos.</p><p>Brailling: orientar o aluno por meio do tato a per-</p><p>ceber a execução de um movimento ou habilidade</p><p>realizado pelo professor ou por um colega.</p><p>Descrição da Imagem a imagem mostra a fotografia de duas</p><p>meninas adolescentes. Uma das meninas está na frente e com</p><p>os olhos vendados. Atrás dela, a segunda menina, aparece de</p><p>óculos e sem venda, segurando com a mão esquerda o ombro</p><p>direito da outra menina. As duas usam camiseta branca com</p><p>um emblema na frente.</p><p>Figura 5 - Brailling / Fonte: a autora.</p><p>A EDUCAÇÃO FÍSICA E A</p><p>DEFICIÊNCIA MOTORA</p><p>Conforme discutimos na unidade anterior, a defi-</p><p>ciência motora pode ser compreendida em níveis</p><p>de comprometimento; nela, destacamos a deficiên-</p><p>cia motora leve, moderada e severa. Essa distinção</p><p>se faz importante para que você possa desenvolver</p><p>atividades com diferentes graus de complexidade em</p><p>suas aulas de Educação Física. Dessa forma, convido</p><p>você para uma imersão nas atividades adaptadas e</p><p>uma extensa reflexão sobre as diversas possibilidades</p><p>de aplicação pedagógica para alunos com deficiência</p><p>motora em seus variados níveis de comprometimen-</p><p>to físico, em centros de reabilitação, escolas especia-</p><p>lizadas, assim como na rede regular de ensino.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um aluno com de-</p><p>ficiência motora sentado sobre sua cadeira com uma carteira</p><p>branca à frente. Ele está realizando uma atividade de colocar e</p><p>retirar cones em pontos fixos. Esses cones estão em cima de sua</p><p>mesa adaptada.</p><p>Figura 6 - Atividades manuais / Fonte: a autora.</p><p>Variações: com espumas de colchão ou com bolas</p><p>de tênis de mesa e quadra, você poderá solicitar para</p><p>que o aluno segure o objeto com uma das mãos e a</p><p>63</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>leve para diferentes partes do corpo e que troque o</p><p>objeto de uma mão para outra.</p><p>na imagem a seguir, o material está inclinado, mas</p><p>cada aluno apresentará uma característica específica</p><p>de movimentação.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um aluno com deficiên-</p><p>cia motora, sentado em uma cadeira adaptada, com um pedaço</p><p>de espuma na mão esquerda.</p><p>Figura 7 - Manipulação de objetos / Fonte: a autora.</p><p>Variações: com bolas maiores, você poderá pedir que</p><p>seu aluno a segure forte com as duas mãos e que a</p><p>lance. Sob essa perspectiva, você poderá colocar à</p><p>frente dele um arco, um balde ou qualquer objeto</p><p>que simula uma cesta, ou um alvo específico para</p><p>que ele realize esses arremessos.</p><p>Variações: solicite ao aluno que realize algumas</p><p>atividades de vida diária, como tirar o tênis, luva e ca-</p><p>saco de maneira independente. Lembre-se sempre de</p><p>respeitar o tempo do aluno, quanto maior o compro-</p><p>metimento motor mais lentos serão os movimentos.</p><p>Atividade 2</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação motora fina</p><p>Materiais: EVA e velcro</p><p>Organização do espaço e da turma: sala de aula.</p><p>Desenvolvimento: após a confecção e o ensino do</p><p>jogo da velha, solicitar que o aluno inicie o jogo. O</p><p>material deverá estar disposto de forma que o aluno</p><p>consiga manusear as peças. Como podemos observar</p><p>Variações: jogos como xadrez e dominó também</p><p>poderão ser adaptados facilmente para esses alu-</p><p>nos. A disposição do material também se dará</p><p>de acordo com as possibilidades dos alunos de</p><p>manusear as peças.</p><p>Variações: outras atividades manuais como o</p><p>chamado “movimento de pinça” são relevantes.</p><p>Você poderá sugerir, ao seu aluno, que ele manu-</p><p>seie pequenos objetos, como legos e massinha de</p><p>modelar</p><p>ou até mesmo brincar de pega-varetas.</p><p>Solicite ao aluno que faça bolinhas de papel e que</p><p>realize pequenos recortes. Esses exercícios pare-</p><p>cem simples, mas exigem do aluno grande controle</p><p>muscular e concentração. O contato com diferentes</p><p>texturas e pintura também são fundamentais para</p><p>a estimulação motora fina de seu aluno.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra os braços de uma</p><p>pessoa com deficiência motora e ela está com uma carteira adap-</p><p>tada à frente, uma das mãos encontra um isopor com velcro que</p><p>possui o jogo da velha.</p><p>Figura 8 - Jogos de mesa / Fonte: a autora.</p><p>64</p><p>Para a estimulação da coordenação motora gros-</p><p>sa, fortalecimento muscular e flexibilidade, sugere-se:</p><p>Atividade 3</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica geral</p><p>e o fortalecimento muscular.</p><p>Materiais: tatame, tablado ou colchonete.</p><p>Organização do espaço e da turma: sala de aula.</p><p>Sempre que possível, retire seu aluno da cadeira de</p><p>rodas, pois esse poderá ser um dos poucos momentos</p><p>que ele será retirado dela. Ao iniciar a aula, deixe que</p><p>seu aluno reconheça o espaço ao seu modo, somente</p><p>depois inicie a atividade.</p><p>Desenvolvimento: colocar o aluno deitado e esti-</p><p>mular movimentos básicos, como levar objetos para</p><p>o lado, para frente e para trás. Para deixar a atividade</p><p>mais complexa, solicite que o aluno sustente a posi-</p><p>ção por alguns segundos e, posteriormente, relaxar.</p><p>Variações: rolar com e sem apoio e o en-</p><p>gatinhar, independentemente da idade</p><p>do aluno. Deixar a criança em decúbito</p><p>ventral e estimular a levantar a cabeça.</p><p>Ao desenvolver essas habilidades, coloque</p><p>obstáculos ou objetos para o aluno tocar</p><p>e alcançar. Essas atividades promovem o</p><p>fortalecimento muscular dos membros</p><p>superiores. Contudo, é preciso verificar se</p><p>a escola oferece o espaço adequado, para</p><p>que o aluno não venha a se machucar.</p><p>Nesse caso, recomenda-se realizar a ati-</p><p>vidade em salas com tatames ou material</p><p>emborrachado.</p><p>Variações: a utilização de pesos leves</p><p>para o ganho de força muscular também é</p><p>importante, e deve ser realizada respeitando</p><p>as individualidades de cada aluno.</p><p>Atividade 4</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação di-</p><p>nâmica geral e a flexibilidade.</p><p>Materiais: tatame, colchonete ou tablado.</p><p>Organização do espaço e da turma: sala</p><p>de aula.</p><p>Desenvolvimento: alongamentos de</p><p>todos os segmentos corporais, para es-</p><p>timular a flexibilidade de seu aluno.</p><p>Você poderá inserir nessa atividade um</p><p>elemento especial, como a música. Para</p><p>atividades de alongamento e relaxamen-</p><p>to, coloque músicas mais calmas que não</p><p>tirem a concentração de seu aluno nas</p><p>atividades que serão desenvolvidas.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma menina com de-</p><p>ficiência deitada sob um tablado. Ao seu lado tem um homem</p><p>sentado. Nota-se que a menina está com os braços levantados</p><p>e segura uma bola pequena com as mãos, o homem auxilia no</p><p>movimento.</p><p>Figura 9 - Coordenação dinâmica / Fonte: a autora.</p><p>65</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Atividade 5</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica</p><p>geral e o equilíbrio.</p><p>Materiais: tatame</p><p>Organização do espaço e da turma: sala de aula,</p><p>pátio ou quadra.</p><p>Desenvolvimento: a caminhada ou marcha</p><p>orientada com o apoio do professor é fundamental</p><p>para o desenvolvimento motor dessas crianças. É</p><p>importante lembrar que não são todas as crianças</p><p>que recebem estímulo e atenção necessária de seus</p><p>familiares. O simples ato de caminhar com seu alu-</p><p>no poderá significar um dos poucos momentos de</p><p>estímulo e descontração de seu aluno.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma criança deitada no</p><p>chão e uma mulher adulta auxiliando na realização de movimentos</p><p>de alongamento corporal.</p><p>Figura 10 - Alongamento</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma criança em pé</p><p>utilizando um equipamento que pega o tranco e as pernas. Uma</p><p>mulher adulta está ao seu lado segurando sua mão auxiliando a</p><p>criança na caminhada.</p><p>Figura 11 - Marcha</p><p>66</p><p>Variações: Inserir alguns obstáculos que exigirão do</p><p>aluno maior ação motora.</p><p>Atividade 6</p><p>Objetivo: Desenvolver aulas adaptadas para o</p><p>ensino de Jogos e Esportes.</p><p>Material: bolas e objetos de auxílio.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um espaço</p><p>de uma quadra de futsal, pátio ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: a bocha é um jogo muito ade-</p><p>quado a se aplicar na escola para alunos com defi-</p><p>ciência motora. Em nossa quinta unidade, trabalha-</p><p>remos a bocha e suas adaptações de forma específica.</p><p>Os alunos irão lançar a bola, com os pés, as mãos</p><p>ou a cabeça, fazendo ou não uso de materiais que</p><p>auxiliarão na prática.</p><p>Material: dardo, peso, disco.</p><p>Organização do espaço e da turma: gramado ou</p><p>areia.</p><p>Desenvolvimento: realizar arremessos e lança-</p><p>mentos do atletismo sentado.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois cadeirantes, sen-</p><p>do uma mulher ao fundo e um homem um pouco mais a frente.</p><p>Na frente de suas cadeiras de rodas tem-se números que são</p><p>utilizados por atletas e eles estão em uma quadra de esporte. O</p><p>homem segura uma bola de bocha de cor escura na mão esquerda.</p><p>Figura 12 - Bocha Paralímpica / Fonte: Flickr (2021, on-line).</p><p>Atividade 7</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica geral</p><p>por meio do atletismo.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma pessoa com de-</p><p>ficiência do sexo masculino sentado sob uma cadeira realizando</p><p>o movimento de lançamento de dardo. A cadeira está sob um</p><p>gramado e, ao fundo, nota-se algumas árvores.</p><p>Figura 13 - Lançamento de Dardo / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma pessoa com defi-</p><p>ciência motora sentada sob uma cadeira realizando o movimento</p><p>de lançamento de disco. A cadeira está sob um gramado e ao</p><p>fundo nota-se algumas árvores.</p><p>Figura 14 - Arremesso de Disco / Fonte: a autora.</p><p>67</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Variações: propor diferentes formas de correr,</p><p>com braços para cima, para trás, com e sem cadeira</p><p>de rodas, em duplas, com e sem apoio.</p><p>Após discutirmos sobre os estímulos que pode-</p><p>mos ofertar para a melhora da coordenação e con-</p><p>trole motor desenvolvida de maneira individual</p><p>com os alunos, agora, voltaremos o nosso olhar</p><p>às atividades coletivas. Contudo, antes de darmos</p><p>início a esta temática, segue algumas dicas impor-</p><p>tantes para que sua aula seja ainda mais segura,</p><p>consciente e prazerosa:</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro pessoas, sen-</p><p>do duas delas cadeirantes e do sexo masculino, e duas do sexo</p><p>feminino que empurram as cadeiras de rodas.</p><p>Figura 15 - Corrida Adaptada / Fonte: a autora.</p><p>Por fim, outro estímulo extremamente importante</p><p>são as Atividades de Vida Diária (AVDs). As AVDs</p><p>são atividades que os professores desenvolvem com</p><p>os alunos para que possam desempenhar, mesmo</p><p>que minimamente, as atividades rotineiras, como</p><p>escovar os dentes, segurar objetos, colocar e retirar</p><p>luvas, meias, sapatos, casacos, alimentar-se, entre ou-</p><p>tras diversas atividades diárias. Lembra-se quando</p><p>falamos que devemos respeitar os limites de cada</p><p>aluno? Atividades como essas podem parecer simples</p><p>O que são atividades da vida diária (AVD)?</p><p>As AVD´s são tarefas básicas de autocuida-</p><p>do. Essas atividades/habilidades são as mes-</p><p>mas que aprendemos desde a infância. Elas</p><p>incluem:</p><p>Alimentar-se.</p><p>Ir ao banheiro.</p><p>Escolher a roupa.</p><p>Arrumar-se e cuidar da higiene pessoal.</p><p>Vestir-se.</p><p>Tomar banho.</p><p>Andar e deslocar (por exemplo, da cama para</p><p>a cadeira de rodas).</p><p>Fonte: SBGG ([2022], on-line).</p><p>demais para o professor, mas para alunos com difi-</p><p>culdades severas de movimento, são extremamente</p><p>importantes e enriquecedoras.</p><p>68</p><p>O conteúdo da Dança é indispensável em suas aulas</p><p>e, além disso, é uma atividade prazerosa que pode</p><p>envolver tanto a coordenação motora global como</p><p>a descontração, e momentos assim são relevantes</p><p>para seu aluno.</p><p>Atividade 8</p><p>Utilize músicas que apresente comandos claros</p><p>em sua letra, podemos tomar como exemplo o</p><p>trecho da música da xuxa: “mão na cabeça, mão</p><p>na cintura, um pé na frente e o outro atrás” e soli-</p><p>cite que os alunos realizem todos os movimentos</p><p>que são apresentados na música. Essa atividade,</p><p>além</p><p>de divertida, é uma importante ferramenta</p><p>de socialização entre os colegas.</p><p>• Eleja um colega auxiliar para cada aula: esse aluno ficará responsável em ajudar o colega com</p><p>deficiência. Dependendo do nível de dificuldade da aula, o mais indicado é que você, professor,</p><p>seja o responsável direto por esse aluno, o guiando durante toda a atividade.</p><p>• Nossas aulas não possuem o objetivo de rendimento esportivo, dessa forma, podemos apre-</p><p>sentar as regras e colocá-las em prática com pequenas adequações. Diante disso, modifique e</p><p>diversifique as regras: além de empregar o conteúdo propriamente dito, proponha aos alunos</p><p>novas formas de aplicação pedagógica.</p><p>• A intensidade das atividades desenvolvidas devem respeitar as limitações dos nossos alunos.</p><p>Por isso, podemos e devemos trabalhar os diversos conteúdos estruturantes respeitando a</p><p>individualidade de cada aluno.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra alunos com deficiência</p><p>motora e intelectual participando de uma brincadeira dançante</p><p>conhecida como trenzinho, o primeiro da fila é um menino cadei-</p><p>rante e as outras pessoas estão em pé.</p><p>Figura 16 - Atividades Rítmicas / Fonte: a autora.</p><p>Variações: reúna sua turma e realize movimentos básicos, em seguida, peça para que reproduzam esses</p><p>movimentos. Chame-os para dançar, conduza a cadeira de rodas de seu aluno e ofereça a possibilidade de</p><p>conhecer diversos ritmos, como a valsa, o forró, o sertanejo, o funk entre tantas outras.</p><p>69</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Podemos trabalhar de forma adaptada todos os</p><p>conteúdos estruturantes da Educação Física desde</p><p>a Educação Física Infantil até o Ensino Médio, sem</p><p>que nenhum dos conteúdos perca suas característi-</p><p>cas. Perceba como a Educação Física não perde sua</p><p>essência ao se trabalhar com atividades consideradas</p><p>mais simples, pois, até o momento, abordamos diver-</p><p>sos conteúdos estruturantes, entre eles a Ginástica, a</p><p>Dança e os Jogos sem descaracterizar nossa disciplina.</p><p>A partir dessas pequenas observações, temos uma</p><p>infinidade de atividades que poderão ser desenvolvi-</p><p>das, por isso, convido você a conhecer alguns Jogos e</p><p>Esportes individuais e coletivos que podemos inserir</p><p>nas aulas de Educação Física sem descaracterizá-los,</p><p>seja diminuindo sua intensidade, inserindo novos</p><p>materiais ou contando com o auxílio de um colega!</p><p>Ao trabalhar o conteúdo esportes coletivos, o con-</p><p>tato físico é inevitável, contudo, podemos propor</p><p>que o aluno com deficiência não seja bloqueado ou</p><p>marcado. Perceberam que mesmo com essa peque-</p><p>na restrição, o conteúdo manteve sua essência? Esse</p><p>também é o foco da educação física inclusiva: não</p><p>modificar toda a aula para que não haja prejuízo no</p><p>conteúdo abordado. Por isso, faz-se sempre impor-</p><p>tante aplicar o conteúdo com todas as suas caracterís-</p><p>ticas e, posteriormente, realizar todas as modificações</p><p>necessárias para a participação de todos.</p><p>Além de trabalhar os diversos conteúdos estruturan-</p><p>tes e suas regras, fundamentos e características específi-</p><p>cas, podemos propor aos alunos novas regras. Estimule</p><p>seus alunos a desenvolver essas novas “regras” junto a</p><p>você, futuro profissional de Educação Física!</p><p>Atividade 9:</p><p>Objetivo: Desenvolver aulas adaptadas para o</p><p>ensino do futebol/futsal.</p><p>Material: pano, muletas, elásticos, bolas.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um espaço</p><p>de uma quadra de futsal jogam 10 alunos.</p><p>Desenvolvimento: em duplas, os alunos deverão ficar</p><p>sempre lado a lado com as pernas ou braços unidos.</p><p>Por exemplo, a perna direita do aluno estará amarrada</p><p>à perna esquerda de seu colega. Eles deverão realizar o</p><p>jogo de maneira cooperativa, lembrando que nenhum</p><p>movimento será possível realizar sem o apoio do colega.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro crianças apre-</p><p>sentando uma coreografia de dança, duas delas estão dançando</p><p>em suas cadeiras de rodas, uma sendo um menino e uma menina,</p><p>e as outras duas são meninas em pé dançando. As meninas estão</p><p>com um vestido azul, na altura dos joelhos e na cabeça um laço</p><p>azul com o cabelo preso. O menino está de calça preta e blusa azul.</p><p>Figura 17 - Atividades Rítmicas</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra alunos jogando futsal</p><p>em duplas ligadas/amarradas entre os pés e as mãos. Uma dupla</p><p>está com coletes azuis e a outra equipe com coletes laranja, ca-</p><p>racterizando assim as duas equipes que participam da atividade.</p><p>Figura 18 - Futebol Adaptado / Fonte: a autora.</p><p>70</p><p>Variações: peça para que todos os alunos tragam um</p><p>pedaço de pano para a aula. Eles deverão jogar fute-</p><p>bol sem perder o contato com o pano que estará no</p><p>chão. Sendo assim, o aluno deverá arrastar o pano</p><p>com pé, o que simulará uma adaptação motora e</p><p>possibilitará a participação do aluno com deficiência</p><p>motora.</p><p>Variações: em equipes de, no máximo, 5 alunos,</p><p>solicitar que os alunos joguem normalmente, mas</p><p>que permaneçam sempre com os braços atrás das</p><p>costas. Isso fará que os alunos percam um pouco</p><p>do equilíbrio ao correr, possibilitando a eles a com-</p><p>preensão de como é ter seus movimentos alterados.</p><p>Essa regra introduzida na atividade fará que o aluno</p><p>com deficiência motora consiga participar de forma</p><p>mais dinâmica da atividade.</p><p>Material: cadeiras e bolas.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um espaço</p><p>de uma quadra de futsal jogam 12 alunos.</p><p>Desenvolvimento: sentados, os alunos deverão</p><p>trocar passes do basquetebol ou handebol. Diversas</p><p>cadeiras deverão estar espalhadas estrategicamente</p><p>pela quadra e os alunos deverão trocar passes até</p><p>a bola chegar ao aluno que estiver mais próximo à</p><p>cesta ou ao gol, e assim realizar o arremesso. Nessa</p><p>atividade, cada equipe poderá conter até 10 alunos.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra seis alunos jogando</p><p>futsal como os braços para trás. Três deles estão com coletes azuis</p><p>e os outros três alunos estão com coletes laranja, caracterizando</p><p>as duas equipes que participam da atividade.</p><p>Figura 19 - Futebol Adaptado / Fonte: a autora.</p><p>Atividade 10</p><p>Objetivo: Desenvolver aulas adaptadas para o</p><p>ensino do Basquetebol e Handebol</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra cinco alunos sentados</p><p>em cadeiras distribuídas pela quadra, simulando a prática do</p><p>esporte adaptado basquetebol em cadeira de rodas. Três alunos</p><p>estão com coletes azuis e dois estão com coletes laranja, caracte-</p><p>rizando as duas equipes que participam da atividade.</p><p>Figura 20 - Basquete adaptado / Fonte: a autora.</p><p>Variações: sentados, realizar arremessos no basquete</p><p>e handebol</p><p>Variações: com no máximo 6 alunos em cada equi-</p><p>pe, você poderá propor um jogo com cadeiras comuns</p><p>de rodinhas. Em que os alunos poderão se deslocar</p><p>sem retirar o bumbum da cadeira. Os esportes tra-</p><p>balhados dessa forma são diversos, como: basquete,</p><p>handebol, rugby, beisebol, hóquei, entre outros.</p><p>71</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Variações: propor diversas modalidades coletivas,</p><p>como: basquete, handebol, rugby, beisebol, hóquei,</p><p>entre outros, sem que o aluno com deficiência seja</p><p>marcado ou bloqueado.</p><p>Atividade 11</p><p>Objetivo: desenvolver aulas adaptadas para o en-</p><p>sino de esportes de rede divisória.</p><p>Material: cadeiras e bolas.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um espaço</p><p>de uma quadra de futsal.</p><p>Desenvolvimento: voleibol sentado. Com 6 a 8 alu-</p><p>nos em cada equipe, os alunos poderão se deslocar ape-</p><p>nas arrastando-se, sem perder o contato do bumbum</p><p>com o chão. Para isso também será possível diminuir o</p><p>espaço de jogo com o intuito de facilitar o deslocamento.</p><p>e de pé. Alterar algumas regras, como a quanti-</p><p>dade de vezes que a bola poderá cair no chão e a</p><p>quantidade de toques.</p><p>Essas são apenas algumas das diversas adaptações</p><p>que poderão ser realizadas, mas é essencial que você,</p><p>professor, proporcione aos seus alunos a realização</p><p>delas, mesmo que em sua sala de aula não exista</p><p>nenhum aluno deficiente. Sempre que suas aulas</p><p>apresentarem essa dinâmica, ao final, faça um bate-</p><p>-papo com seus alunos e peça para que eles relatem</p><p>quais dificuldades encontraram e qual a sensação em</p><p>colocar-se no lugar do outro. Tenho certeza que as</p><p>respostas</p><p>serão ótimas! Perceba que práticas pedagó-</p><p>gicas não levam apenas conhecimento ao aluno, mas</p><p>também consciência de como é depender do outro.</p><p>Tal vivência é enriquecedora e certamente levará</p><p>o seu aluno a refletir sobre diversos pontos, como</p><p>preconceito, aceitação, socialização, acessibilidade,</p><p>entre outros diversos fatores.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra alunos sentados no</p><p>chão, separados por uma rede de voleibol praticando o esporte</p><p>adaptado sentado. Os alunos estão divididos em duas equipes e</p><p>usam coletes azul e laranja.</p><p>Figura 21 - Voleibol Sentado / Fonte: a autora.</p><p>Variações: aplicar os diversos esportes de rede</p><p>divisória, como tênis de quadra, tênis de mesa,</p><p>badminton, entre outros com os alunos sentados</p><p>Inclusão</p><p>A inclusão de alunos com deficiência nas aulas de</p><p>Educação Física é uma importante ferramenta para o</p><p>desenvolvimento intelectual, social, motor e afetivo.</p><p>Vamos conversar mais sobre esta relevante temática?</p><p>72</p><p>Título: Deficiência Físico-Motora: Interface Entre Educação Especial E Repertório</p><p>Funcional</p><p>Autor: Vera Lucia Israel e Andrea Lucia Sergio Bertoldi</p><p>Editora: Ibpex</p><p>Sinopse: esta obra tem como fundamento a análise e a discussão de assuntos que</p><p>envolvem a deficiência físico-motora (DFM). Para isso, apresenta um novo olhar sobre</p><p>o tema, tendo como foco o comportamento motor, seus fundamentos, relações entre</p><p>desenvolvimento, aprendizagem e controle motor e a importância da estimulação</p><p>precoce; os principais aspectos da funcionalidade e do desempenho motor humano</p><p>e sua relação com a vida em sociedade; as dimensões dos contextos familiar, educacional, de saúde e do</p><p>ambiente de trabalho em relação à DFM, sob o ponto de vista da tecnologia assistiva. O papel da família e</p><p>a capacitação profissional da pessoa com DFM em face da educação especial.</p><p>Título: Intocáveis</p><p>Ano: 2012</p><p>Sinopse: um milionário tetraplégico contrata um homem da periferia para ser o seu</p><p>acompanhante, apesar de sua aparente falta de preparo. No entanto, a relação que</p><p>antes era profissional cresce e vira uma amizade que mudará a vida dos dois.</p><p>Título: A teoria de tudo</p><p>Ano: 2015</p><p>Sinopse: baseado na história de Stephen Hawking, o filme expõe como o astrofísico</p><p>fez descobertas relevantes para o mundo da ciência, inclusive relacionadas ao tempo.</p><p>Também retrata seu romance com Jane Wilde, uma estudante de Cambridge que</p><p>viria a se tornar sua esposa. Aos 21 anos de idade, Hawking descobriu que sofria</p><p>de uma doença motora degenerativa, mas isso não o impediu de se tornar um dos</p><p>maiores cientistas da atualidade.</p><p>73</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Título: Como eu era antes de você</p><p>Ano: 2016</p><p>Sinopse: aos 26 anos, Louisa Clark, consegue trabalho como cuidadora de um te-</p><p>traplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma</p><p>cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will des-</p><p>conta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem</p><p>graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. Como eu</p><p>era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo</p><p>é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar o curta animado “Cordas”: narra a amizade</p><p>entre Maria e Nicolás, colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. Acesse</p><p>o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar uma entrevista sobre a educação física</p><p>inclusiva com professores de Educação Física. Acesse o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>74</p><p>Frente a todas as atividades apresentadas nesta unidade, você se sentirá seguro para estagiar ou lecionar em</p><p>uma escola da rede regular de ensino que tenha alunos com deficiência? Munido de todo esse conhecimento,</p><p>que tipo de atividade você planejaria para sua primeira aula com uma turma do 7º ano que tenha um aluno</p><p>com deficiência motora? Como seria essa primeira experiência para conhecer todos os alunos? Como você</p><p>faria? Vamos tentar?</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar uma entrevista com alunos e professores</p><p>sobre a inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física. Acesse</p><p>o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>75</p><p>mapa mental</p><p>Para sintetizar os conceitos e definições da Inclusão e da Educação Física Inclusiva, assim como das principais abor-</p><p>dagens e técnicas para utilização do profissional de Educação Física na execução de seu trabalho, seja na escola ou</p><p>em outros ambientes, complete o Mapa Mental.</p><p>Definições Definições Tipo de Abordagens</p><p>Inclusão</p><p>Educação</p><p>Física</p><p>Inclusiva</p><p>Explicar de forma clara</p><p>e objetiva o que se</p><p>espera que o aluno</p><p>desenvolva</p><p>Explicar por maio de</p><p>ações demonstrativas</p><p>ou utilização de</p><p>modelos</p><p>Oferecer auxílio físico</p><p>ou guiar o movimento</p><p>do aluno</p><p>Orientar o aluno por</p><p>meio do tato a</p><p>perceber a execução de</p><p>um movimento</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Teremos, agora, o prazer de continuar nossa imersão nas</p><p>diversas possibilidades de adaptar atividades para alunos</p><p>com deficiência, de maneira específica, para alunos com</p><p>Deficiência Visual e Intelectual em seus diversos níveis de</p><p>comprometimento. A partir desse estudo, será possível</p><p>conceber as principais metodologias e técnicas para</p><p>elaboração de seu planejamento com alunos com deficiência</p><p>dentro ou fora do contexto escolar.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA E A</p><p>DEFICIÊNCIA VISUAL E INTELECTUAL</p><p>unidade</p><p>IV</p><p>78</p><p>vimentos são mais lentos e nas aulas nenhum colega</p><p>quer que você faça parte da equipe deles? Ou então,</p><p>pense em ser seu filho passando por uma dessas</p><p>situações, e você não consegue encontrar nenhuma</p><p>escola de treinamento que possa recebê-lo como</p><p>parte integrante da equipe.</p><p>Assim como nas unidades anteriores, acredito</p><p>que esses questionamentos tenham levado a inten-</p><p>sas reflexões a respeito da importância da adapta-</p><p>ção dos diversos tipos de atividade física, seja ela</p><p>no contexto escolar ou não! Independentemente da</p><p>deficiência ou dificuldade dessas crianças e jovens,</p><p>é preciso promover a sua participação, uma vez</p><p>que a prática de atividade física é um dos maiores</p><p>elementos socializadores.</p><p>Certamente, você já estudou com um colega que</p><p>apresentava uma dificuldade significativa em apren-</p><p>der os conteúdos escolares, ou conviveu com aquele</p><p>que nunca participava das aulas de Educação Física,</p><p>isso porque usava óculos e diziam a ele que poderia</p><p>se machucar. Ou talvez, você foi o colega que apre-</p><p>sentou dificuldade de aprendizado e/ou utilizava</p><p>óculos e ficava fora de algumas atividades durante</p><p>seu período escolar, se este for seu caso, você se lem-</p><p>bra como se sentia? Supondo que você não tenha</p><p>nenhum tipo de deficiência, imagine que você é uma</p><p>criança com deficiência visual, mas que seu professor</p><p>de Educação Física não realiza nenhuma adaptação</p><p>que torne possível a sua participação nas aulas! Ou</p><p>que apresenta uma deficiência intelectual e seus mo-</p><p>79</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Com base nesses pressupostos, convido você a vendar seus olhos por alguns minutos, e dentro da sua</p><p>própria casa tentar se deslocar entre os cômodos. Achou difícil? Agora, ainda vendado, abra sua geladeira e</p><p>tente fazer um sanduíche ou um suco!</p><p>Por meio dessa vivência enriquecedora, acredito que você tenha encontrado diversas dificuldades, já que</p><p>até esse momento sempre havia feito uso da visão para a realização de todas as atividades diárias em sua casa.</p><p>Então, agora é a hora de você colocar, em seu Diário de Bordo, todas essas dificuldades e sensações que você</p><p>experienciou durante a execução dessas tarefas!</p><p>Em nossos estudos anteriores, constatamos que a</p><p>deficiência visual não é caracterizada somente pela</p><p>ausência total da visão, mas também pela baixa capa-</p><p>cidade em enxergar. Em nosso percurso profissional,</p><p>encontraremos tanto alunos cegos que participaram</p><p>pouquíssimas vezes das aulas de</p><p>educação física como</p><p>alunos que fazem uso de óculos que apresentam resis-</p><p>tência em realizar as aulas por medo de se machucar.</p><p>80</p><p>Desde o nascimento, a criança que enxerga passa</p><p>a estabelecer uma comunicação visual com o mundo</p><p>exterior. Durante os primeiros anos de vida, ela é esti-</p><p>mulada a olhar para tudo o que está à sua volta, sendo</p><p>possível acompanhar o movimento das pessoas e dos</p><p>objetos sem sair do lugar. Percebe como a visão se</p><p>sobressai sobre os demais sentidos? Ela ocupa uma</p><p>posição primordial no que se refere à percepção e</p><p>integração de formas, contornos, tamanhos, cores e</p><p>imagens que estruturam a composição de uma pai-</p><p>sagem ou de um ambiente.</p><p>Nesse tocante, a cegueira se caracteriza pela al-</p><p>teração grave ou total de uma ou mais das funções</p><p>elementares da visão que afeta a capacidade de per-</p><p>ceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou mo-</p><p>vimento. Por sua vez, a baixa visão é definida como</p><p>a redução do rol de informações que o indivíduo</p><p>recebe do ambiente, restringindo a grande quantida-</p><p>de de dados que este oferece e que são importantes</p><p>para a construção do conhecimento sobre o mundo</p><p>exterior. A aprendizagem visual depende não apenas</p><p>do olho, mas também da capacidade do cérebro de</p><p>realizar as suas funções, de capturar, codificar, sele-</p><p>cionar e organizar imagens fotografadas pelos olhos</p><p>(SÁ; CAMPOS; SILVA, 2007).</p><p>Falamos o tempo todo: “olha isso”, “nossa você viu?”,</p><p>pois estamos acostumados a trabalhar apenas com</p><p>alunos que enxergam. Por isso, é primordial falar e</p><p>orientar de forma clara com o aluno, como discuti-</p><p>mos nas unidades anteriores, e, além disso, valorizar</p><p>seus outros sentidos. O Ministério da Educação, ao</p><p>elaborar os documentos sobre o atendimento de alu-</p><p>nos com deficiência visual na rede regular de ensino,</p><p>esclarece que as informações tátil, auditiva, sinestésica</p><p>e olfativa são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas</p><p>porque elas recorrem a esses sentidos com mais fre-</p><p>quência para decodificar e guardar na memória as</p><p>informações. O desenvolvimento aguçado da audição,</p><p>do tato, do olfato e do paladar é resultante da ativação</p><p>contínua desses sentidos diante da necessidade, pois</p><p>os sentidos remanescentes funcionam de forma com-</p><p>plementar e não isolada (SÁ; CAMPOS; SILVA, 2007).</p><p>Sendo assim, iniciaremos nossos estudos abor-</p><p>dando não apenas a adaptação para deficiência</p><p>visual, mas também proporcionar aos alunos mo-</p><p>mentos de conscientização e vivência voltada à de-</p><p>ficiência visual, uma vez que é primordial que você,</p><p>futuro profissional, trabalhe com as dificuldades,</p><p>mesmo que não tenha nenhum aluno deficiente em</p><p>sua turma ou equipe.</p><p>Atividade 1:</p><p>Objetivo: Reconhecer o ambiente escolar.</p><p>Material: vendas.</p><p>Organização do espaço e da turma: todo ambiente</p><p>escolar.</p><p>Desenvolvimento: em duplas, um aluno será ven-</p><p>dado e o outro deverá ser o seu guia. O guia apoia-</p><p>rá a mão no ombro do colega vendado e passará as</p><p>orientações verbalmente. Nessa atividade, os alunos</p><p>deverão caminhar por todo o espaço escolar (pátio,</p><p>sala de aula, banheiro, biblioteca, refeitório e qua-</p><p>dra). Depois os papéis serão invertidos, os guias serão</p><p>vendados e deverão realizar o mesmo percurso. Ao</p><p>final da aula, peça para que seus alunos relatem quais</p><p>foram as dificuldades encontradas, e questione se a</p><p>escola realmente atende às necessidades de acessibi-</p><p>lidade arquitetônica ao aluno deficiente visual. Para</p><p>alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais, você</p><p>poderá realizar essa atividade apenas em torno da</p><p>quadra esportiva.</p><p>81</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Variações: os alunos manterão suas duplas e apenas</p><p>um aluno estará vendado. No entanto, a orientação</p><p>dada pelo guia será tátil e não mais verbal. Um toque</p><p>no ombro direito ou esquerdo significam os lados</p><p>que o aluno deverá seguir. Um toque no centro das</p><p>costas significa seguir em frente e dois toques para</p><p>parar. Um toque no braço significa alguma barreira,</p><p>como degraus, mesas, cadeiras e até mesmo outros</p><p>colegas, por isso ao receber um toque no braço o</p><p>aluno deverá dar passos mais lentos.</p><p>Atividade 2:</p><p>Objetivo: Vivenciar a modalidade paralímpica</p><p>Goalball.</p><p>Material: vendas, bola e saco plástico.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um es-</p><p>paço de uma quadra de futsal ou gramado jogam</p><p>de 2 a 3 alunos por equipe. O ambiente deve estar</p><p>em silêncio, para que os alunos consigam ouvir o</p><p>barulho produzido pela bola e, assim, guiarem-se</p><p>para a prática do esporte.</p><p>Desenvolvimento: em duplas ou trios, os alunos</p><p>deverão se organizar próximos ao gol. O objetivo</p><p>do jogo é fazer gol, lançando a bola com as mãos</p><p>em direção ao gol da equipe adversária. A outra</p><p>equipe deverá defender seu gol, utilizando qual-</p><p>quer parte do corpo, por isso a necessidade de</p><p>fazer silêncio, pois eles irão se guiar pelo barulho</p><p>da bola. Caso sua escola não apresente uma bola</p><p>de guizo, não tem problema, você poderá adaptar</p><p>envolvendo uma sacola plástica na bola, assim, ela</p><p>fará barulho ao deslocar-se.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia de uma</p><p>aluna com uma venda preta nos olhos e o outro aluno ao lado,</p><p>um pouco atrás dela, com a mão em seu ombro orientando sua</p><p>caminhada de reconhecimento do ambiente escolar. Ambos estão</p><p>de camiseta branca.</p><p>Figura 1 - Reconhecimento do ambiente escolar / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia com</p><p>três garotos com uma venda preta nos olhos, jogando goalball.</p><p>Estão usando camiseta, shorts e tênis. Um dos meninos está com</p><p>a bola branca em uma das mãos. A fotografia é em uma quadra</p><p>de esportes, ao fundo observa-se uma arquibancada e atrás dela,</p><p>árvores e arbustos.</p><p>Figura 2 - Goalball / Fonte: a autora.</p><p>82</p><p>Atividade 3:</p><p>Objetivo: Vivenciar a modalidade paralímpica</p><p>Futebol de 5.</p><p>Material: vendas, bola e saco plástico.</p><p>Organização do espaço e da turma: quadra de</p><p>futsal ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: jogam duas equipes compostas</p><p>por 5 alunos em cada uma delas. O jogo apresenta</p><p>as mesmas características do futsal, no entanto os</p><p>jogadores de linha estão vendados, apenas os goleiros</p><p>que não. O ambiente deve estar em silêncio, para que</p><p>os alunos consigam ouvir o barulho produzido pela</p><p>bola e, assim, se guiarem para a prática do esporte.</p><p>O goleiro deverá orientar verbalmente os demais</p><p>colegas de sua equipe.</p><p>Variação: em duplas, um aluno estará vendado e o</p><p>outro não. O aluno vendado deverá ser guiado pelo</p><p>colega, contudo, o colega não poderá encostar na</p><p>bola, apenas orientar verbalmente. Os goleiros po-</p><p>derão estar vendados ou não, é interessante realizar</p><p>essas modificações, para ver com qual forma os alu-</p><p>nos se identificam.</p><p>Atividade 4:</p><p>Objetivo: Vivenciar as corridas de velocidade e</p><p>de resistência.</p><p>Material: vendas, bola, cordas.</p><p>Organização do espaço e da turma: em um espaço</p><p>de uma quadra de futsal ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: corrida orientada. Os alunos</p><p>deverão se organizar em duplas e utilizarão a guia</p><p>confeccionada (que se encontra na figura 4). O aluno</p><p>vendado será guiado pelo colega, fazendo uso deste</p><p>material confeccionado. Com esse auxílio, eles pode-</p><p>rão realizar corridas de velocidade e de resistência.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta a fotografia de quatro</p><p>alunos, todos com uma venda preta nos olhos. Três destes alunos</p><p>estão com calça cinza, camiseta branca e jaleco laranja por cima,</p><p>um aluno está de short branco, camiseta branca e jaleco azul por</p><p>cima, este aluno está com uma bola laranja sobre seus pés. A</p><p>fotografia é em uma quadra de esportes.</p><p>Figura 3 - Futebol de Cinco / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia de parte</p><p>de duas alunas unidas por uma guia em seus punhos. Ambas</p><p>vestem calça preta e camiseta branca.</p><p>Figura 4 - Guia / Fonte: a autora.</p><p>83</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Atividade 5:</p><p>Objetivo: Vivenciar os lançamentos e arremessos</p><p>do atletismo.</p><p>Material: vendas, dardo, peso e disco.</p><p>Organização do espaço e da turma: gramado.</p><p>Desenvolvimento: os alunos deverão realizar</p><p>os arremessos e lançamentos sem vendas, e após</p><p>a</p><p>aprendizagem dos movimentos realizar as atividades</p><p>com as vendas.</p><p>É importante que você compreenda que essas são</p><p>apenas algumas das diversas adaptações que poderão</p><p>ser realizadas para o incentivo da inclusão de alu-</p><p>nos com deficiência visual. Você poderá desenvolver</p><p>outras atividades com seus alunos, sendo preciso</p><p>apenas respeitar os pontos que comentamos até aqui,</p><p>por exemplo: o grau de dificuldade do aluno, sua</p><p>compreensão de espaço, o auxílio de um colega ou</p><p>do professor sempre que necessário, entre outros.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia de alu-</p><p>nos praticando a corrida para deficiente visual utilizando guias.</p><p>Estão em dupla, e cada uma delas possui um aluno vendado com</p><p>uma faixa preta e o outro sem vendas para guiar o trajeto. Estão</p><p>em um campo de grama verde, três alunos com shorts, e um de</p><p>calça, ambos com tênis, todos vestem camiseta branca, dois alu-</p><p>nos estão com um jaleco laranja por cima, e dois com um jaleco</p><p>azul por cima.</p><p>Figura 5 - Corrida / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia de uma</p><p>aluna vendada com uma faixa preta, segurando um dardo apon-</p><p>tado para cima. A aluna veste uma camiseta branca de manga</p><p>curta, e está em um campo verde de grama.</p><p>Figura 6 - Lançamento de Dardo / Fonte: a autora.</p><p>84</p><p>Quando trabalhamos com alunos que possuem de-</p><p>ficiência intelectual, é necessário avaliar e entender</p><p>suas características e possíveis etiologias, para, assim,</p><p>identificar quais as carências relacionadas à apren-</p><p>dizagem que esses alunos necessitam e, por conse-</p><p>quência, algumas adaptações nas aulas de Educação</p><p>Física. Contudo, como já discutimos, antes de iniciar</p><p>seu planejamento, é preciso identificar o nível de</p><p>comprometimento intelectual desses alunos. Nessa</p><p>perspectiva, é relevante destacar que encontraremos</p><p>alunos com diversos níveis de comprometimento</p><p>intelectual e que, quanto maior for esse nível, maior</p><p>será a possibilidade desse aluno estar em uma escola</p><p>especializada. Da mesma maneira, podemos encon-</p><p>trar com frequência, alunos com menor comprome-</p><p>timento intelectual, cada vez mais inseridos na rede</p><p>regular de ensino. Contudo, isso não é uma regra,</p><p>devendo ser direito apenas dos pais a escolha entre</p><p>a escola regular ou escola especializada.</p><p>Você estudou com algum colega que possuía</p><p>deficiência? As aulas de Educação Física eram</p><p>inclusivas? Você costumava fazer amizade com</p><p>os alunos com deficiência em sua escola?</p><p>Você já ouviu falar sobre a bola com guizo? Ela</p><p>é uma bola adaptada para a prática de espor-</p><p>tes para deficientes visuais. Aparentemente</p><p>uma bola normal, mas que apresenta um guizo</p><p>em seu interior, que produz barulho quando</p><p>em movimento. O barulho é utilizado como</p><p>guia para estabelecer o contato com a bola.</p><p>Por este motivo, toda prática esportiva que faz</p><p>uso desta bola deve ser a mais silenciosa pos-</p><p>sível, para que os alunos ou atletas consigam</p><p>se guiar por meio do guizo.</p><p>Sobre as características do aluno com defi-</p><p>ciência intelectual, Gimenez (2013) destaca</p><p>que eles poderão apresentar problemas de</p><p>atenção e apatia para aprender, problemas</p><p>de comunicação e de linguagem e problemas</p><p>generalizados de compreensão de conceitos:</p><p>Problemas de atenção e apatia para apren-</p><p>der: estão relacionados à dificuldade de man-</p><p>ter a atenção ao realizar tarefas solicitadas. Em</p><p>relação à apatia para aprender, evidencia-se</p><p>que deficientes intelectuais são menos ousa-</p><p>dos e acabam explorando menos o ambiente,</p><p>quando comparado aos demais.</p><p>Problemas de comunicação e de linguagem:</p><p>podem apresentar vocabulário restrito e difi-</p><p>culdade em se comunicar.</p><p>Problemas generalizados de compreensão</p><p>de conceitos: a pessoa com deficiência inte-</p><p>lectual apresenta dificuldade em compreender</p><p>conceitos e estabelecer relações entre fatos,</p><p>eventos entre outras questões.</p><p>De acordo com Gimenez (2013), esses problemas</p><p>poderão gerar alguns comportamentos negativos</p><p>no aluno com deficiência intelectual, como a agres-</p><p>sividade e o afastamento do grupo, pois o medo do</p><p>fracasso e a expectativa de sucesso são pontos muito</p><p>85</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>evidentes e que precisamos sempre estar aten-</p><p>tos. Diante dessas possibilidades, é importante</p><p>que o professor de Educação Física elogie o</p><p>aluno, com o objetivo de estimular sua auto-</p><p>confiança e diminuir sua ansiedade. Percebe</p><p>como temos que nos policiar o tempo todo em</p><p>nossa ação pedagógica para não privilegiar</p><p>determinados alunos, assim como não cobrar</p><p>deles o que não é possível ser realizado?</p><p>O aluno deficiente intelectual é caracte-</p><p>rizado por sua lentidão de movimentos, pela</p><p>escolha de estratégias motoras inadequadas</p><p>e pelo atraso em seu desenvolvimento. Por</p><p>isso, faz-se importante promover atividades</p><p>que estimulem o tempo de reação, o ritmo,</p><p>a agilidade, o controle de força e o equilí-</p><p>brio (GIMENEZ, 2013). Crianças com de-</p><p>ficiência intelectual apresentam dificuldade</p><p>em relação à consciência corporal, sendo</p><p>assim, oferecem atividades que estimulem</p><p>os diversos elementos psicomotores, como:</p><p>Esquema Corporal, Noção Espacial e Tem-</p><p>poral, Coordenação Fina e Dinâmica Geral,</p><p>Equilíbrio e Lateralidade.</p><p>Atividade 1:</p><p>Objetivo: Compreender o esquema cor-</p><p>poral.</p><p>Material: giz, caneta, material de encaixe.</p><p>Organização do espaço e da turma: sala</p><p>de aula.</p><p>Desenvolvimento: a atividade da figura 7</p><p>foi desenvolvida com uma criança com de-</p><p>ficiência intelectual de, aproximadamente, 6</p><p>anos de idade. Nela, a professora desenha no</p><p>quadro uma menina, e apenas solicita à aluna</p><p>que o reproduza. Observe como ela apresenta</p><p>dificuldade em distinguir braços e pernas.</p><p>Observe, agora, na figura 8, como uma criança da</p><p>mesma idade sem deficiência intelectual realiza o</p><p>mesmo desenho, e, inclusive, insere o chão, ação não</p><p>solicitada pela professora.</p><p>Descrição da Imagem na imagem consta a fotografia de um</p><p>quadro branco. Ao lado esquerdo da imagem consta o desenho</p><p>de uma menina com pernas, braços, dedos, cabeça, boca, nariz,</p><p>orelha, olhos e cabelo desenhados pela professora. Ao lado a</p><p>tentativa de reprodução do mesmo desenho apenas com a cabeça,</p><p>boca, nariz, orelha e olhos.</p><p>Figura 7 - Esquema corporal / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem na figura, temos uma fotografia onde apa-</p><p>rece uma criança sentada no chão desenhando uma menina com</p><p>pernas, braços, dedos, cabeça, boca, nariz, orelha, olhos, cabelo,</p><p>roupa e chão.</p><p>Figura 8 - Esquema Corporal / Fonte: a autora.</p><p>86</p><p>Variações: peça para que as crianças formem duplas.</p><p>Uma deverá ficar deitada no chão, e a outra, com um</p><p>giz, deverá desenhar o colega. Pedir para a criança</p><p>deitar com as pernas e braços abertos, assim como os</p><p>dedos das mãos abertos. Após o desenho realizado</p><p>no chão, peça para que os alunos desenhem os olhos,</p><p>o nariz, a boca, o cabelo e as orelhas.</p><p>Variações: ofereça aos alunos materiais de encaixe,</p><p>para compreensão da estrutura corporal. Neste caso,</p><p>a atividade foi aplicada a um aluno com Transtorno</p><p>do Espectro do Autismo.</p><p>com dois pés juntos, de costas, com passos grandes</p><p>e pequeninos. Imitar personagens, realizar mímicas,</p><p>brincar de estátua. Explorar materiais como: bolas,</p><p>arcos, panos, caixas, cordas, colchões, pneus, jornais,</p><p>cordões. Brincar de espelho, repetindo movimentos</p><p>feito por alguém à sua frente, face a face (RAFAEL</p><p>LOPES; VASCONCELOS MIRANDA, 2018).</p><p>Atividades 2:</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica geral</p><p>e o equilíbrio.</p><p>Material: cadeiras, arcos, cordas, cones.</p><p>Organização do espaço e da turma: pátio, quadra</p><p>ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: circuito motor. O professor de-</p><p>verá montar um circuito utilizando diversos mate-</p><p>riais como cadeiras, arcos, cordas, cones, colchonetes</p><p>e bolas. O circuito deverá conter diversas ações dife-</p><p>renciadas, como saltos, deslocamentos, rolamentos,</p><p>equilíbrio e lançamentos. Todas as variações possí-</p><p>veis são bem-vindas nessa dinâmica de atividade.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma criança sentada</p><p>no chão, com autismo, montando um jogo de peças do esquema</p><p>corporal. Ela está</p><p>sobre as dificuldades que as pessoas com deficiência</p><p>enfrentam, assim como todo o misticismo e o preconceito que elas passaram desde a antiguidade até os dias</p><p>atuais. Pois bem, imagine que você nasceu na Idade Média com alguma deficiência e que por este motivo sua</p><p>vida seria ceifada, porque, de acordo com as crenças daquela sociedade, você era fruto de um pecado. Ou</p><p>mais, imagine que você deu à luz a uma criança com deficiência e todos à sua volta te julgam, pois crianças</p><p>com deficiência só nasciam em lares cujos pais haviam cometido um grave pecado, e Deus os castigava com</p><p>a vinda de um filho com deficiência. Já imaginou ser chamado de monstruosidade, defeituoso, débil mental,</p><p>entre outros termos pejorativos, porque você nasceu com algum tipo de deficiência?</p><p>Essas reflexões iniciais são de extrema importância, pois você, futuro profissional de Educação Física,</p><p>precisa compreender toda essa caminhada histórica pela qual a pessoa com deficiência perpassou, para que</p><p>possa dar significado e visibilidade em sua prática profissional.</p><p>Dentro dessa temática, proponho que você questione aos seus pais, avós ou pessoas mais velhas que você,</p><p>como amigos ou conhecidos, como as pessoas com deficiência eram tratadas antigamente. Você também</p><p>pode procurar em livros e vídeos sobre o assunto. Reflita sobre toda essa riqueza de informações que você</p><p>encontrará e, por alguns minutos, se coloque no lugar delas e tente compreender todas as suas necessidades</p><p>educacionais e sociais que não foram atendidas naquele período.</p><p>11</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Neste breve exercício de compreender como essas pessoas viviam neste período, acredito que você deve</p><p>ter recebido muitas informações que lhe causaram espanto, assim como um grande desconforto ao se colocar</p><p>no lugar deles, não é mesmo? Então, agora, é a hora de você colocar, em seu Diário de Bordo, todas essas</p><p>informações e sensações que você experienciou durante a execução desta tarefa!</p><p>A partir dessas discussões te convido agora a fazer uma imersão rica e cheia de muitas informações impor-</p><p>tantes além várias curiosidades!</p><p>Por meio de uma perspectiva histórica, os autores Kirk e Gallagher (1987), Mendes (1995) e Sassaki (1997)</p><p>delinearam quatro importantes fases acerca do desenvolvimento do atendimento à pessoa com deficiência.</p><p>Essas fases nos trazem uma riqueza de informações que se inicia na Idade Média desde a compreensão da</p><p>existência da pessoa com deficiência e se finda nas Políticas Educacionais mais atuais voltadas à Educação</p><p>Especial no Brasil.</p><p>12</p><p>1ª FASE:</p><p>A primeira fase, datada na Idade Média, destaca-se</p><p>como o período mais complexo para a pessoa com</p><p>deficiência. Nesta fase, devido às crenças religiosas, as</p><p>pessoas acreditavam que o nascimento de uma pessoa</p><p>com deficiência estava ligado ao pecado. Isso mesmo,</p><p>aquela sociedade acredita que se uma criança deficiente</p><p>nascia era certamente porque seus pais haviam come-</p><p>tido um grave pecado e como um castigo divino este</p><p>casal dava à luz a uma criança com deficiência. Sobre</p><p>este período, Adams, Bell e Griffin (2007) destacam que</p><p>a deficiência era vista como atuação de maus espíritos</p><p>e do demônio, sob o comando das bruxas, e também</p><p>resultado da ira celeste e castigo de Deus.</p><p>Nesta fase, essa criança era entendida como cas-</p><p>tigo, não somente aos olhos da família, mas por toda</p><p>a sociedade. Toda esta crença e misticismo acerca da</p><p>deficiência fazia com que os próprios pais escon-</p><p>dessem da sociedade seus filhos com deficiência e,</p><p>em casos mais extremos, eram mortos, pois dentro</p><p>desse contexto, ao expor um filho deficiente para a</p><p>sociedade, mostravam-se também os pecados que</p><p>estavam associados a elas. De acordo com Sullivan</p><p>(2001), na Grécia, por volta de 480 a.C., as crianças,</p><p>ao nascer, eram examinadas e, quando apresentavam</p><p>alguma deficiência, eram atiradas de um cume de</p><p>2400 m de altitude por não estarem dentro do padrão</p><p>físico adequado.</p><p>E no que concerne aos que receberam corpo</p><p>mal organizado, deixa-os morrer [...]. Quanto</p><p>às crianças doentes e as que sofreram qualquer</p><p>deformidade, serão levadas, como convém, a pa-</p><p>radeiro desconhecido e secreto (PLATÃO apud</p><p>SILVA, 1987, p. 124).</p><p>O desprezo com que a criança com deficiência era</p><p>tratada, também pode ser observado no discurso de</p><p>Sêneca (4 a.C.- 65 d.C, p. 46):</p><p>Não se sente ira contra um membro gangrenado</p><p>que se manda amputar; não o cortamos por ressen-</p><p>timento, pois, trata-se de um rigor salutar. Matam-se</p><p>cães quando estão com raiva; exterminam-se touros</p><p>bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas</p><p>para que as demais não sejam contaminadas; mata-</p><p>mos os fetos e os recém-nascidos monstruosos; se</p><p>nascerem defeituosos e monstruosos afogamo-los;</p><p>não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos</p><p>as coisas inúteis das saudáveis.</p><p>13</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Para ilustrar essa fase, utilizamos a Figura 1, que sin-</p><p>tetiza que este período foi fortemente marcado pela</p><p>exclusão de Pessoas com Deficiência.</p><p>que apresentavam deficiências (ZAVAREZE, 2009).</p><p>O termo “depósito” soa bastante ofensivo, mas foi</p><p>assim denominado popularmente, uma vez que não</p><p>tinha objetivo algum de estimular essas pessoas, mas</p><p>apenas recebê-las. Dessa maneira, é importante que</p><p>você, aluno(a) entenda que até este período não ha-</p><p>via nenhuma preocupação com o desenvolvimento</p><p>intelectual, motor e social dessas pessoas.</p><p>Para ilustrar essa fase, utilizamos a Figura 2, que</p><p>sintetiza o período de segregação que foi fortemente</p><p>marcado pela separação entre grupos que possuíam</p><p>deficiência e grupos sem deficiência.</p><p>Descrição da Imagem na imagem, observa-se uma ilustração</p><p>composta por um círculo fechado apenas com pessoas sem defi-</p><p>ciência ocupando o mesmo espaço. Fora deste círculo, observa-</p><p>-se pessoas com deficiência sozinhas e excluídas do grupo com</p><p>pessoas sem deficiência.</p><p>Figura 1 - Exclusão das Pessoas com Deficiência</p><p>Fonte: Paraná (2019).</p><p>2ª FASE:</p><p>A segunda fase dessa análise histórica, comumente</p><p>conhecida pela fase de segregação da pessoa com</p><p>deficiência, caracterizou-se pela institucionalização</p><p>de pessoas com deficiências, a partir do século XVIII</p><p>e permaneceu até meados do século XIX no Brasil.</p><p>Nesse momento, a deficiência passou a ser institu-</p><p>cionalizada, mas isso não significa que elas recebiam</p><p>atendimento educacional especializado, certo? Essas</p><p>instituições residenciais recebiam essas crianças e</p><p>jovens e eram chamadas de “depósitos” de pessoas</p><p>Descrição da Imagem Na imagem “Segregação das Pessoas com</p><p>Deficiência” observa-se uma ilustração composta por dois círculos</p><p>de tom verde. O círculo do lado esquerdo é o maior, e ali estão</p><p>apenas as pessoas sem deficiência, já no círculo do lado direito,</p><p>que é o menor, encontram-se as pessoas com deficiência.</p><p>Figura 2 - Segregação das Pessoas com Deficiência</p><p>Fonte: Paraná (2019).</p><p>Outra curiosidade desagradável por volta deste pe-</p><p>ríodo, especificamente entre os séculos XVII, XVIII</p><p>e XIX foi a apresentação de pessoas com deficiência</p><p>em circos e em praças públicas. Perceba que essa</p><p>realidade, até os dias de hoje, não está tão distante</p><p>de nós. Nos dias de hoje ainda é possível encontrar</p><p>a apresentação de anões, pessoas com gigantismo</p><p>14</p><p>para o circo ou, até mesmo, os colocavam em exposição</p><p>em praças públicas motivados pelo interesse financeiro.</p><p>ou alguma característica tida como “diferente” para</p><p>a sociedade em alguns circos. A Figura 3 ilustra</p><p>exatamente a realidade dos circos nesse período;</p><p>nela, podemos identificar pessoas com nanismo,</p><p>microcefalia, extremamente magras, mulheres com</p><p>barba, entre outros. Observe que o preconceito não</p><p>estava somente ligado a pessoas que apresentam</p><p>deficiência, mas também naquelas que fugiam do</p><p>padrão de normalidade instituído na época. Em</p><p>alguns momentos, parece até que estamos falando</p><p>dos dias atuais, não é mesmo?</p><p>Descrição da Imagem Na imagem, podemos observar uma foto-</p><p>grafia em preto e branco que aparece nove integrantes do filme</p><p>Freaks, de Tod Browning. Dentre eles, dois possuem nanismo,</p><p>encaixando cada estrutura corporal dentro do</p><p>seu local correto.</p><p>Figura 9 - Esquema Corporal / Fonte: a autora.</p><p>Variações: solicitar para que o aluno toque nas partes</p><p>do corpo, como: cabeça, pé, ombro, cotovelo, joelho,</p><p>queixo e aumentar a velocidade dessas ações gradativa-</p><p>mente. Essa atividade poderá ser realizada com música.</p><p>Ainda sobre o desenvolvimento desse elemento</p><p>psicomotor, destacam-se atividades como: deslocar-</p><p>-se variando o contato com o solo (de dois, três, qua-</p><p>tro apoios). Transpor espaços e objetos com um pé só,</p><p>Descrição da Imagem na figura, temos a fotografia de alguns</p><p>alunos com deficiência intelectual realizando um circuito motor</p><p>em que precisam passar por dentro de arcos que estão pendura-</p><p>dos por uma corda em linha reta. Todos estão de camiseta rosa</p><p>escrito APAE, calça e tênis.</p><p>Figura 10 - Circuito Motor / Fonte: a autora.</p><p>87</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Variações: corridas com obstáculos variados espalhados pelo chão. Logo em seguida, pular corda no lugar</p><p>e depois em deslocamento, arremessar objetos. Andar sobre marcas feitas no chão com fitas, entre diversas</p><p>outras possibilidades.</p><p>As atividades esportivas são muito bem-vindas para a estimulação do deficiente intelectual, mas muitos deles</p><p>não irão compreender as regras de determinadas modalidades, o que não significa que elas não deverão ser</p><p>trabalhadas. Mais uma vez, precisaremos adaptar essas modalidades, só que, neste momento, respeitando</p><p>sempre a compreensão do aluno. Você pode estar se perguntando: como inserir os demais conteúdos es-</p><p>truturantes quando meu aluno já está no Ensino Fundamental, Ensino Médio ou já é adulto em uma escola</p><p>especializada? A resposta é simples: faça algumas modificações, pois nossas aulas são um momento de</p><p>aprendizagem e não de especialização em modalidades esportivas.</p><p>Atividade 3:</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica geral por meio de atividades esportivas coletivas e individuais.</p><p>Material: bolas de basquete, de futsal, de handebol e de voleibol.</p><p>Organização do espaço e da turma: pátio, quadra ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: o aluno deverá percorrer um caminho preestabelecido quicando uma bola com a mão,</p><p>ou a conduzindo com os pés em direção ao gol. Posteriormente, o aluno realizará arremessos. Essas atividades</p><p>podem ser realizadas com alunos deficientes intelectuais que apresentam ou não algum comprometimento motor.</p><p>Descrição da Imagem na figura, temos uma fotografia que apare-</p><p>cem três alunos com deficiência intelectual realizando um circuito</p><p>motor em que precisam desviar de cones segurando uma bola</p><p>em suas mãos. Todos estão usando camiseta rosa escrito APAE.</p><p>Figura 11 - Circuito Motor / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem na figura tem-se uma fotografia que mostra</p><p>uma aluna com deficiência intelectual realizando um circuito motor</p><p>em que precisa saltar os arcos que estão sob o chão e segura uma</p><p>bola de basquete nas mãos. Ela está de short e camiseta verde,</p><p>usando chinelo e usando óculos.</p><p>Figura 12 - Circuito Motor / Fonte: a autora.</p><p>88</p><p>Variações: realizar os fundamentos do voleibol e</p><p>trocar passes das variadas modalidades esportivas.</p><p>Variações: aplicar as modalidades propriamente</p><p>ditas, e modificar as regras de acordo com a com-</p><p>preensão dos alunos.</p><p>Atividade 4:</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica ge-</p><p>ral por meio de atividades esportivas individuais e</p><p>coletivas.</p><p>Material: bolas de tênis de mesa, de quadra ou</p><p>de frescobol.</p><p>Organização do espaço e da turma: pátio, quadra</p><p>ou gramado.</p><p>Desenvolvimento: aplicação do tênis de mesa.</p><p>Você, futuro professor, poderá modificar o tênis de</p><p>Variações: tênis de quadra sem rede, apenas com</p><p>as raquetes e um espaço menor entre os alunos. As</p><p>raquetes e bolas utilizadas também poderão ser as</p><p>de frescobol.</p><p>Atividade 5:</p><p>Objetivo: Estimular a coordenação dinâmica geral</p><p>por meio do atletismo.</p><p>Material: dardo, peso, disco.</p><p>Organização do espaço e da turma: gramado ou</p><p>areia.</p><p>Desenvolvimento: realizar arremessos, lançamen-</p><p>tos, saltos e corridas de atletismo.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma aluna com de-</p><p>ficiência motora em sua cadeira de rodas segurando uma bola</p><p>de basquete no colo e com uma das mãos encostadas no objeto.</p><p>Observa-se, ainda, a presença de uma cesta de basquete. A ca-</p><p>deirante conta com o auxílio de duas pessoas, uma que está atrás</p><p>da cadeira de rodas e outra que está na sua frente, estendendo</p><p>as mãos em direção a menina.</p><p>Figura 13 - Basquete Adaptado / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem na imagem, podemos observar dois alunos</p><p>praticando o tênis de mesa.</p><p>Figura 14 - Tênis de mesa</p><p>mesa, possibilitando que a bola quique mais de uma</p><p>vez na mesa. A ausência de mesa específica não é um</p><p>problema, pois você poderá realizar essas atividades</p><p>com as mesas do refeitório da escola.</p><p>89</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Atividade 6:</p><p>Objetivo: Estimular e desenvolver diversos ele-</p><p>mentos psicomotores por meio da dança.</p><p>Material: rádio.</p><p>Organização do espaço e da turma: quadra ou pátio.</p><p>Desenvolvimento: proporcione aos seus alunos a</p><p>possibilidade de ouvir diferentes tipos musicais e en-</p><p>sinar seus passos básicos. Ao contrário do que muitos</p><p>pensam, esses alunos apresentam grande destaque na</p><p>dança, como podemos observar em diversos festivais</p><p>de escolas especializadas.</p><p>Benefícios da Atividade</p><p>Física para a Pessoa</p><p>com deficiência</p><p>De acordo com Nahas (2017), pessoas com deficiên-</p><p>cia física e intelectual devem, primeiramente, con-</p><p>sultar o médico antes de iniciar qualquer programa</p><p>de atividade física que não estejam familiarizados.</p><p>O mesmo se aplica a pessoas com deficiência que já</p><p>praticam atividade física, mas que desejam iniciar um</p><p>programa que vise a competição, ou seja, a prática de</p><p>atividades físicas vigorosas.</p><p>Descrição da Imagem alunos com deficiência intelectual, vestindo</p><p>camiseta rosa escrito APAE, realizando o arremesso de peso em</p><p>um solo com areia. Nota-se, ao fundo, outras pessoas vestindo a</p><p>mesma camiseta observando o arremesso.</p><p>Figura 15 - Arremesso de peso / Fonte: a autora.</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta alunos com deficiência</p><p>intelectual dançando em pares.</p><p>Figura 16 - Dança / Fonte: a autora.</p><p>90</p><p>O Guia de Atividade Física Para a População Bra-</p><p>sileira, publicado pelo Ministério da Saúde, destaca</p><p>que são diversos os benefícios da prática de atividade</p><p>física para as pessoas com deficiência (BRASL, 2021,</p><p>p. 44), sendo os principais:</p><p>• Promove a qualidade de vida e bem-estar,</p><p>• Estimula e amplia a autonomia para realiza-</p><p>ção das AVDs - atividades da vida diárias;</p><p>• Aprimoramento das capacidades da aptidão</p><p>física tanto para a saúde quanto performance,</p><p>sendo elas: força e resistência muscular, resis-</p><p>tência aeróbia; coordenação motora, equilí-</p><p>brio, flexibilidade e agilidade;</p><p>• Melhora das habilidades de socialização;</p><p>• Promove inclusão social, uma vez que cria e</p><p>fortalece os laços sociais;</p><p>• Auxilia no controle do peso e na diminuição</p><p>do risco de obesidade;</p><p>• Melhora da imunidade;</p><p>• Melhora da atenção, memória e raciocínio,</p><p>assim como reduz o risco de declínio cogni-</p><p>tivo;</p><p>• Melhora do humor, e redução da sensação de</p><p>estresse e dos sintomas de ansiedade e de de-</p><p>pressão;</p><p>• Melhora a circulação sanguínea e diminui o</p><p>risco de doenças do coração, diabetes, pres-</p><p>são alta e colesterol alto.</p><p>O comportamento sedentário é caracterizado, por Nah-</p><p>as (2017), como tempo destinado sentado ou deitado</p><p>usando o celular ou jogando videogame, assim como</p><p>vendo televisão, trabalhando, estudando, entre outros.</p><p>O excesso de tempo em comportamento sedentário</p><p>pode ser um agravante para pessoas com deficiência,</p><p>principalmente por conta das dificuldades vivenciadas</p><p>em cada caso. Com isso, complicações cardiovasculares</p><p>ou respiratórias podem ser ainda mais frequentes.</p><p>Quanto a intensidade, Nahas (2017) destaca que a</p><p>atividade física não precisa ser intensa para trazer be-</p><p>nefícios à saúde, assim, grandes benefícios para a saúde</p><p>da pessoa com deficiência podem ser obtidos com do-</p><p>ses moderadas de atividade</p><p>física diária. A ênfase em</p><p>atividades moderadas permite que as atividades sejam</p><p>variadas para atender as necessidades e interesses indi-</p><p>viduais, diante das circunstâncias na vida do deficiente.</p><p>Dessa forma, o autor destaca que pessoas com defi-</p><p>ciência inativas devem começar com períodos de 5-10</p><p>minutos de atividades físicas leves ou moderadas, au-</p><p>mentando gradualmente até os níveis desejados. Maio-</p><p>res benefícios podem ser derivados da atividade física</p><p>regular se esta for gradualmente aumentada, respeitadas</p><p>as características individuais. Acerca do tempo de du-</p><p>ração das atividades considerando a faixa etária, o Guia</p><p>de Atividade Física para a População Brasileira para</p><p>pessoas com deficiência, orienta que:</p><p>Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia de barriga para baixo (posição de bruços),</p><p>podendo ser distribuídas ao longo do dia. As crianças com qualquer deficiência devem ser estimuladas</p><p>dentro das suas potencialidades desde as primeiras fases de vida.</p><p>Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade,</p><p>podendo ser distribuídas ao longo do dia.</p><p>Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade,</p><p>sendo, no mínimo, 1 hora de intensidade moderada a vigorosa que pode ser acumulada ao longo do dia.</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/documentos/pdf/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/documentos/pdf/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf</p><p>91</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Dessa forma, de maneira específica para as crianças,</p><p>o ato de participar de brincadeiras que se caracteriza</p><p>pelo movimento físico, como rastejar, rolar, correr,</p><p>caminhar, saltar, entre outros, já se enquadra dentro</p><p>dessas recomendações necessárias. A medida que o</p><p>indivíduo cresce, ele passa a realizar atividades pro-</p><p>gramadas, com movimentos executados de forma pla-</p><p>nejada e com objetivos específicos. Como caminhadas</p><p>ou corridas diárias ou exercícios de sobrecarga como</p><p>o exemplo da prática da musculação, entre outros.</p><p>Além disso, o Guia orienta que para a prática de</p><p>atividade física, é importante usar roupas leves e cal-</p><p>çados confortáveis. Nas atividades físicas ao ar livre, a</p><p>utilização de boné, camisa de manga longa e protetor</p><p>solar também é fundamental. Além disso, as pessoas</p><p>devem beber água antes, durante e após a prática de</p><p>atividade física e ter uma alimentação adequada e</p><p>saudável. Por fim, o Guia enfatiza que todos podem</p><p>Para crianças e jovens de 6 a 17 anos: praticar 60 minutos ou mais de atividade física por dia. Dê</p><p>preferência para aquelas de intensidade moderada. Como parte desses 60 minutos ou mais por dia,</p><p>inclua em pelo menos 3 dias na semana atividades de fortalecimento muscular e ósseo, como saltar,</p><p>puxar, empurrar ou praticar esportes.</p><p>Adultos: realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana ou pelo</p><p>menos 75 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortaleci-</p><p>mento muscular devem ser realizadas envolvendo os principais grupos musculares em dois ou mais</p><p>dias da semana.</p><p>Idosos: a partir dessa idade, a recomendação é a mesma dos adultos. Adicionalmente, aqueles com</p><p>mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, três ou</p><p>mais dias na semana.</p><p>A inclusão da pessoa com deficiência não se dá ape-</p><p>nas no ambiente escolar, mas em todas as esferas da</p><p>vida. É preciso compreender a importância da prática</p><p>de atividade física para esse grupo de pessoas. Vamos</p><p>conversar sobre esta importante temática?</p><p>praticar atividade física e ter benefícios para a saúde e</p><p>qualidade de vida, sendo importante apenas respeitar</p><p>seus limites e potencialidades (BRASIL, 2021).</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/10971</p><p>92</p><p>Título: Direito à Diferença: Uma Reflexão Sobre Deficiência Intelectual e Edu-</p><p>cação Inclusiva</p><p>Autor: Miriam Pan</p><p>Editora: Intersaberes</p><p>Sinopse: a autora aborda que não é apenas a garantia constitucional da inclusão</p><p>das pessoas com deficiência intelectual na educação que vai fazer que ela seja</p><p>de qualidade. Ela faz o leitor refletir e compreender que as diferenças devem</p><p>ser notadas e respeitadas não somente na escola. Só assim a inclusão deixa de</p><p>ser um ato fragmentado e passa a ser verdadeiro.</p><p>Título: Deficiência Visual Na Escola Inclusiva</p><p>Autor: Carlos Fernando França Mosquera</p><p>Editora: Intersaberes</p><p>Sinopse: esse livro chama a atenção da sociedade brasileira para a educação dos</p><p>deficientes visuais, propondo-se como ferramenta de debate, aprendizagem e</p><p>análise dos caminhos que nossas escolas têm trilhado ao procurar trabalhar com</p><p>as diferenças em sala de aula. Por meio de uma abordagem simples e acessível a</p><p>educadores, pais e à sociedade em geral, o livro retrata esse tema tão polêmico</p><p>com maestria, propondo alternativas para que se possa aprimorar o processo de ensino-aprendizagem</p><p>do deficiente visual, garantindo-lhe acesso ao conhecimento e à cidadania.</p><p>93</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Título: Vermelho como o céu</p><p>Ano: 2006</p><p>Sinopse: Anos 70. Mirco (Luca Capriotti) é um garoto toscano de 10 anos que</p><p>é apaixonado pelo cinema. Entretanto, após um acidente, ele perde a visão.</p><p>Rejeitado pela escola pública, que não o considera uma criança normal, ele é</p><p>enviado a um instituto de deficientes visuais em Gênova.</p><p>Título: Uma Lição de Amor</p><p>Ano: 2002</p><p>Sinopse: Sam Dawson é um pai com problemas mentais que toma conta de</p><p>sua filha Lucy com a ajuda de um grupo de amigos. Quando Lucy faz sete anos</p><p>e começa a ultrapassar seu pai intelectualmente, o seu vínculo é ameaçado</p><p>quando sua vida nada convencional chama a atenção de uma assistente social</p><p>que quer que Lucy seja colocada em um orfanato.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar o documentário sobre a deficiência visual</p><p>“Janela da Alma” Física. Acesse o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>94</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar uma análise sobre o que é a deficiência</p><p>intelectual. Acesse o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar uma entrevista com Marcos Mion sobre</p><p>como descobriu que seu filho era autista. Acesse o conteúdo disponível em:</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>A partir do conteúdo apresentado nesta unidade, assim como todas as propostas de atividades que desenvol-</p><p>vemos até aqui, você se sente seguro para trabalhar em uma escola especializada com alunos com deficiência</p><p>intelectual? Munido de todo esse conhecimento, que tipo de atividade você planejaria para sua primeira aula</p><p>com uma turma de deficientes intelectuais andantes? Que dinâmica aplicaria para conhecer esses alunos?</p><p>Vamos tentar?</p><p>95</p><p>atividades de estudo</p><p>Nesta, assim como nas unidades anteriores, abordamos diversos conteúdos a respeito da deficiência intelectual e da</p><p>deficiência visual! Todas essas informações possibilitaram a melhor compreensão da pessoa com deficiência. Para</p><p>sintetizar esses conhecimentos, considerando esta unidade, complete o Mapa Mental pautado nas características</p><p>da deficiência intelectual e da deficiência visual!</p><p>A deficiência Interlectual</p><p>pode ser caracterizada</p><p>por algumas</p><p>problemas:</p><p>Por este motivo é</p><p>necessário estimular</p><p>elementos</p><p>psicomotores, como:</p><p>Além desses problemas o</p><p>deficiente intelectual é</p><p>caracterizado por:</p><p>A deficiência Visual</p><p>pode ser caracterizada</p><p>pela:</p><p>A</p><p>Alteração grave</p><p>ou total de uma</p><p>ou mais das</p><p>funções</p><p>elementares da</p><p>visão</p><p>Redução do rol</p><p>de informações</p><p>que o indivíduo</p><p>recebe do</p><p>ambiente</p><p>Dra. Naline Cristina Favatto</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Teremos, nesta unidade, a oportunidade de compreender</p><p>a origem dos Jogos Paralímpicos e conhecer as principais</p><p>características de todas as modalidades esportivas que</p><p>fazem parte dos Jogos Paralímpicos de verão e de inverno. A</p><p>partir dessa contextualização, será possível compreender as</p><p>diversas</p><p>modalidades esportivas para atletas com deficiência</p><p>visual, intelectual e motora.</p><p>ESPORTES PARALÍMPICOS</p><p>unidade</p><p>V</p><p>98</p><p>Com base nessas discussões, gostaria de saber</p><p>se você, aluno(a), assistiu às Paralimpíadas com a</p><p>mesma assiduidade e entusiasmo que assistiu às</p><p>Olimpíadas. Você observou a ótima classificação</p><p>que o Comitê Brasileiro Paralímpico conquis-</p><p>tou? Te convido, agora, a fazer uma pesquisa na</p><p>internet para analisar qual foi o desempenho do</p><p>Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e</p><p>se, de fato, esses jogos deram ou não audiência às</p><p>empresas televisivas.</p><p>Por meio desta pesquisa, acredito que você te-</p><p>nha encontrado diversas informações que lhe im-</p><p>pressionou ou que lhe causaram certa indignação.</p><p>Então, agora, é a hora de você colocar em seu Diá-</p><p>rio de Bordo os pontos mais relevantes verificados</p><p>a partir da imersão nesse universo do esporte para-</p><p>límpico e seus maiores entraves !</p><p>Quem diria que algo tão devastador, como a Se-</p><p>gunda Guerra Mundial, poderia dar origem a algo</p><p>tão importante como a prática esportiva adaptada!</p><p>Imagine você naquela época, após sobreviver a esta</p><p>batalha sofreu graves lesões que o impossibilitou de</p><p>fazer atividades básicas da vida diárias. Contudo,</p><p>você encontrou no esporte uma maneira de se recu-</p><p>perar e de superar todas essas dificuldades? Parece</p><p>ser esse um dos objetivos do esporte, principalmen-</p><p>te na vida da pessoa com deficiência, não é mesmo?</p><p>Acredito que esses questionamentos tenham le-</p><p>vado a intensas reflexões a respeito da função social</p><p>do esporte, principalmente da pessoa com deficiên-</p><p>cia, que além das barreiras físicas, precisa romper</p><p>com as barreiras do preconceito, da não aceitação das</p><p>diferenças, além da desvalorização do esporte para-</p><p>límpico quando comparado ao esporte olímpico.</p><p>99</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>O nome paralimpíadas advém de olimpíadas. A</p><p>palavra é uma junção dos termos “para” (expressão</p><p>grega allelois, que significa “um ao lado do outro”) e</p><p>olimpíada (de Olímpia, região que originou os jo-</p><p>gos desportivos em 776 a.C., de olympos).</p><p>A origem dos Jogos Paralímpicos expressa uma</p><p>relação muito interessante com a Segunda Guerra</p><p>Mundial. Muitos soldados que sobreviveram após</p><p>os combates foram mutilados e perderam algum</p><p>membro ou sofreram lesões medulares. Ao encon-</p><p>trar esses soldados no hospital em processo de rea-</p><p>bilitação, o médico neurologista Ludwig Guttmann,</p><p>começou a organizar jogos internos com o intuito</p><p>de tornar a recuperação desses soldados um pouco</p><p>mais prazerosa. Inicialmente, Guttmann adaptou o</p><p>basquete, tiro com arco, dardos e bilhar, e começou</p><p>a aplicar entre os soldados e, logo, o que era apenas</p><p>utilizado como meio de reabilitação se tornou um</p><p>dos primeiros jogos destinados às pessoas que apre-</p><p>sentavam deficiência física.</p><p>100</p><p>O Comitê Paralímpico Brasileiro relata que Gutt-</p><p>mann organizou uma competição esportiva que</p><p>envolvia soldados veteranos da Segunda Guerra</p><p>Mundial com lesão medular. O evento foi realiza-</p><p>do em Stoke Mandeville, na Inglaterra, quatro anos</p><p>depois. Competidores da Holanda se uniram aos</p><p>jogos e, assim, nasceu um movimento internacio-</p><p>nal, atualmente denominado de movimento para-</p><p>límpico. Tal movimento possibilitou que os jogos</p><p>para atletas com deficiência fossem organizados</p><p>pela primeira vez em Roma, em 1960 (MARQUES</p><p>et al., 2009).</p><p>Ao longo dos anos, os jogos paralímpicos foram ga-</p><p>nhando força e novos esportes foram adaptados. Atu-</p><p>almente, os Jogos Paralímpicos se caracterizam como</p><p>o maior evento de esporte adaptado de alto rendimen-</p><p>to. Em 1960, quatrocentos atletas participaram dos</p><p>Jogos Paralímpicos de Verão em Roma; em 2021, na</p><p>Paralimpíadas de Tóquio, foram mais de 4 mil atletas,</p><p>de 131 países (CPB, 2021). Notou que foi por meio da</p><p>ideia genial de um médico em tornar o esporte uma</p><p>forma de reabilitação que levou hoje ao que conhece-</p><p>mos como Paralimpíadas? Fantástico, não é mesmo?</p><p>Descrição da Imagem a figura é uma fotografia que se encontra</p><p>em preto e branco e apresenta alguns soldados sobreviventes da</p><p>Segunda Guerra Mundial participando de um dos primeiros jogos</p><p>de basquete em cadeira de rodas, em 1949, nos Estados Unidos.</p><p>Figura 1 - Basquete em cadeira de rodas EUA 1949 / Fonte: Garcia</p><p>(2010, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a figura apresenta uma fotografia em preto</p><p>e branco da Equipe de Tiro com arco composto por soldados so-</p><p>breviventes da Segunda Guerra Mundial no ano de 1960. A equipe</p><p>é composta por seis cadeirantes e eles aparecem na fotografia</p><p>segurando seus arcos. Atrás de cada cadeira de rodas tem uma</p><p>pessoa em pé.</p><p>Figura 2 - Tiro com Arco 1960 / Fonte: Lucena (2012, on-line).</p><p>101</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>O esporte adaptado chegou ao Brasil no final da</p><p>década de 50, por meio de Robson de Almeida e</p><p>Sérgio Del Grande, quando retornaram dos Esta-</p><p>dos Unidos, após vivenciarem o esporte adaptado.</p><p>Em 1958, em São Paulo, Sérgio Del Grande fun-</p><p>dou o Clube dos Paraplégicos e, no mesmo ano,</p><p>Robson de Almeida, fundou, no Rio de Janeiro, o</p><p>Clube do Otimismo. A primeira participação in-</p><p>ternacional brasileira foi na modalidade de bas-</p><p>quetebol sobre rodas no 2° Jogos Pan Americanos</p><p>na Argentina, em 1969. Nos Jogos Paralímpicos, a</p><p>participação de atletas brasileiros foi em 1972, na</p><p>IV Paralimpíada na Alemanha, na modalidade de</p><p>bocha (GORGATTI; COSTA, 2008).</p><p>O esporte adaptado atribui sentido à vida de</p><p>vários atletas, além disso, desempenha a função de</p><p>incluir a percepção de competência e identidade</p><p>pessoal como atleta e não como deficiente físico. Atu-</p><p>almente, o esporte para esta população caminha para</p><p>o alto rendimento e o nível técnico dos atletas impres-</p><p>siona cada vez mais o público e os estudiosos da área</p><p>de Educação Física (GORGATTI; COSTA, 2008). De</p><p>acordo com Ribas (2020), os paratletas desenvolvem</p><p>habilidades para vida por meio do esporte, o que con-</p><p>tribui para a construção de uma mente mais robusta</p><p>nos atletas. Além disso, o esporte adaptado tem como</p><p>um de seus objetivos proporcionar a pessoa com de-</p><p>ficiência a quebra de preconceitos, oportunizando a</p><p>testar suas potencialidades, prevenir deficiências se-</p><p>cundárias e proporcionar a integração do indivíduo</p><p>com a sociedade (BUSTO, 2013).</p><p>Jogos Parapan-Americanos: Os Jogos Para-</p><p>pan-americanos são um evento multidespor-</p><p>tivo para pessoas com deficiência de ordem</p><p>visual, intelectual e motora. Assim como os</p><p>Jogos Paraolímpicos são baseados nos Jogos</p><p>Olímpicos, os Jogos Parapan-americanos se</p><p>baseiam nos Jogos Pan-americanos. Nos Jogos</p><p>Parapan-Americanos de Lima 2019, o Brasil</p><p>entrou para história com recorde de conquis-</p><p>tas com a marca inédita de 308 medalhas. Os</p><p>Jogos Parapan-Americanos de 2023 ocorrerão</p><p>no Chile e será composto por 23 modalidades</p><p>esportivas.</p><p>Fonte: CPB (2021).</p><p>Os Jogos Paralímpicos é o maior evento voltado aos</p><p>atletas com deficiência. Além deste, temos os Jogos</p><p>Paraescolares e Paralímpicos Universitários. Vamos</p><p>conversar um pouco sobre esses eventos no podcast?</p><p>http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=4221</p><p>http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=4221</p><p>http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=18598</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/10972</p><p>102</p><p>Modalidades</p><p>O esporte adaptado pode ser definido como práticas esportivas com regras, materiais e estruturas adaptadas</p><p>e modificadas, a fim de possibilitar a participação de pessoas com deficiências em diferentes modalidades</p><p>esportivas (CARDOSO, 2011). Atualmente, os Jogos Paralímpicos apresentam 22 modalidades de verão e 5</p><p>modalidades de inverno com diversas categorias para a participação de pessoas com variadas deficiências</p><p>como: visual, física e intelectual.</p><p>OLHAR CONCEITUAL</p><p>22 Modalidades de Verão</p><p>Atletismo, Badminton, Basquete em cadeira</p><p>de rodas, Bocha, Canoagem, Ciclismo,</p><p>Esgrima em cadeira de rodas, Futebol de 5,</p><p>Goalball, Haltero�lismo, Hipismo, Judô,</p><p>Natação, Remos, Rugby em cadeira de rodas,</p><p>Taekwondo, Tênis de mesa, Tênis em cadeira</p><p>de rodas, Tiro com arco, Tiro esportivo,</p><p>Triatlo e Vôlei sentado.</p><p>5 Modalidades de Inverno</p><p>Esqui alpino, Esqui cross country, Biathlon,</p><p>Hóquei e Curling em cadeira de rodas.</p><p>103</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Antes de conhecermos essas modalidades, é impor-</p><p>tante compreender como esses atletas são inseridos</p><p>dentro de suas classes, ou seja, como ocorre a classi-</p><p>ficação funcional dos atletas paralímpicos.</p><p>O que é Classificação Funcional? É o processo</p><p>de classificação considerando a deficiência e o com-</p><p>prometimento que o atleta possui, para que ele possa</p><p>competir com atletas em condições físicas, visuais e</p><p>intelectuais similares, garantindo a fidedignidade nas</p><p>competições. Assim, a classificação funcional tem por</p><p>objetivo definir a elegibilidade do atleta e agrupá-los</p><p>para que possam competir em igualdade de condições.</p><p>São 10 as deficiências elegíveis estabelecidas pelo Comitê Paralímpico Internacional:</p><p>• Força Muscular Limitada.</p><p>• Deficiência nos Membros.</p><p>• Diferença no comprimento das Pernas.</p><p>• Baixa estatura.</p><p>• Hipertonia: (músculos em total estado de repouso, dificultando o seu movimento imediato, devido</p><p>a Paralisia cerebral, Acidente vascular cerebral; Traumatismo craniano).</p><p>• Ataxia: (Equilíbrio ou coordenação motora prejudicados, devido à Paralisia cerebral, Acidente</p><p>vascular cerebral; Traumatismo craniano e Esclerose Múltipla).</p><p>• Atetose (caracterizada por movimentos musculares involuntários contínuos e lentos, em especial</p><p>dos dedos, devido a Paralisia cerebral, Acidente vascular cerebral; Traumatismo craniano).</p><p>• Limitação de Amplitude de Movimento Passivo.</p><p>• Deficiência Intelectua.</p><p>• Deficiência Visual.</p><p>Agora, munidos dessas informações, vamos conhecer de perto todas essas modalidades?</p><p>Atletismo: o atletismo Paralímpico, assim como o olímpico, apresenta provas de pista, rua e campo,</p><p>com provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Atualmente, é o esporte com maior número de ca-</p><p>tegorias e participantes nos Jogos Paralímpicos. A modalidade apresenta provas para atletas com deficiência</p><p>física, visual e intelectual, composta por provas destinadas ao gênero feminino e masculino (CPB, 2021).</p><p>104</p><p>Descrição da Imagem fotografia de</p><p>uma atleta brasileira de atletismo com</p><p>deficiência visual vendada correndo ao</p><p>lado de seu guia.</p><p>Figura 3 - Atletismo para deficiência visual</p><p>/ Fonte: Flickr (2021a, on-line).</p><p>A classificação funcional do Atletismo ocorre da seguinte forma: para as provas de pista (velocidade, meio</p><p>fundo, fundo e saltos) e para provas de rua (maratona), utiliza-se a letra T, que significa track. Para as provas</p><p>de campo (arremessos, lançamentos) utiliza-se a letra F, que significa field.</p><p>CLASSES ATLETAS</p><p>F11 a F13 / T11 a T13 Deficiência visual.</p><p>F20 / T20 Deficiência intelectual.</p><p>F31 a F38 / T31 a T38 Deficiência motora. Paralisados cerebrais, cadeirantes e andantes.</p><p>F40 a F41 Deficiência motora. Para atletas anões.</p><p>F42 a F46 / T42 a T46 Deficiência motora. Destinadas a amputados ou com deficiência nos membros</p><p>superiores ou inferiores.</p><p>F51 a F57 / T51 a T54 Deficiência motora. Compreendidas pelas competições em cadeiras de rodas</p><p>(sequelas de lesão medular, poliomielite, amputações).</p><p>Quadro 1 - Classificação Funcional Atletismo / Fonte: adaptada CPB (2021).</p><p>Badminton: é o badminton adaptado para pessoas com deficiências físicas. Os atletas em cadeira de rodas</p><p>e andantes utilizam uma raquete para golpear uma peteca na quadra dos adversários competindo em provas</p><p>individuais, duplas (masculinas e femininas) e mistas em seis classes funcionais diferentes (CPB, 2021).</p><p>105</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>O esporte apresenta quatro categorias:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>WHA1 WH2 Atletas em cadeira de rodas</p><p>SL3 SL4 Atletas com deficiência em membros inferiores que andam</p><p>SU5 Atletas com deficiência em membros superiores</p><p>SH3 Atletas com baixa estatura</p><p>Quadro 2 - Classificação Funcional do badminton / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Basquete em Cadeira de Rodas: grande parte das regras do basquete olímpico foram preservadas, sendo</p><p>praticado apenas por usuários de cadeiras de rodas. Sua categoria é única. O basquete em cadeira de rodas</p><p>é destinado exclusivamente para atletas com deficiência física, composta por provas destinadas ao gênero</p><p>feminino e masculino (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia é de</p><p>um atleta de badminton brasileiro com</p><p>deficiência motora (nanismo) nos Jogos</p><p>Paralímpicos de 2021. O homem segura</p><p>uma raquete e a peteca está no ar.</p><p>Figura 4 - Atleta com nanismo praticando</p><p>badminton / Fonte: Flickr (2021b, on-line).</p><p>106</p><p>Bocha: as regras da bocha convencional também não se distanciam da bocha adaptada. As principais di-</p><p>ferenças se dão pelo posicionamento dos jogadores e o apoio ou não auxiliares e de instrumentos que pos-</p><p>sibilitam a execução dos movimentos necessários. A bocha é designada exclusivamente para pessoas com</p><p>deficiência física, composta por provas destinadas ao gênero feminino e masculino (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro</p><p>atletas brasileiros com deficiência motora jogando</p><p>basquete em cadeira de rodas. Nota-se a presen-</p><p>ça da bola de basquete tocando a mão de um dos</p><p>jogadores.</p><p>Figura 5 - Atletas brasileiros de basquete em cadeira</p><p>de rodas / Fonte: Flickr (2021c, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um atle-</p><p>ta brasileiro com deficiência motora jogando bocha</p><p>em cadeira de rodas. Nota-se a presença da bola de</p><p>bocha na mão do jogador.</p><p>Figura 6 - Atleta de bocha paraolímpica / Fonte: Flickr</p><p>(2021d, on-line).</p><p>107</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>A Bocha Paralímpica apresenta quatro classes:</p><p>CLASSES ATLETAS</p><p>BC1 Deficiência motora. Opção de auxílio de ajudantes.</p><p>BC2 Deficiência motora: não recebem auxílio.</p><p>BC3 Deficiência motora. Utilizam instrumento auxiliar e/ou ajuda de outra pessoa (para deficiência</p><p>severa).</p><p>BC4 Deficiência motora. Não recebem auxílio (para deficiência severa).</p><p>Quadro 3 - Classificação Funcional da Bocha, Goalball do e do Futebol e 5 / Fonte: adaptado CPB (2021)</p><p>Canoagem: a canoagem paralímpica apresenta as mesmas características da canoagem olímpica. É designa-</p><p>da exclusivamente para pessoas com deficiência física, composta por provas destinadas ao gênero feminino</p><p>e masculino.</p><p>Descrição da Imagem A fotografia mostra um atleta brasileiro</p><p>com deficiência motora praticando canoagem nos Jogos Paralím-</p><p>picos de 2021.</p><p>Figura 7 - Atleta brasileiro de canoagem / Fonte: Flickr (2021e,</p><p>on-line).</p><p>A canoagem é dividida em três categorias:</p><p>CLASSES ATLETAS</p><p>KL1 Deficiência motora. Classe em que o atleta usa somente os braços na remada.</p><p>KL2 Deficiência motora. Classe em que o atleta usa tronco e braços na remada.</p><p>KL3 Deficiência motora. O atleta usa tronco, braços e pernas.</p><p>Quadro 4 - Classificação Funcional da canoagem / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>108</p><p>Ciclismo: apresenta provas para atletas com deficiência física, visual e paralisia cerebral, composta por pro-</p><p>vas de estrada e pista destinadas ao gênero feminino e masculino. Os atletas podem competir em quatro</p><p>tipos de bike, de acordo com a deficiência: convencional, triciclo, tandem e handbike (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia</p><p>mostra um atleta brasileiro com de-</p><p>ficiência motora praticando ciclismo</p><p>nos Jogos Paralímpicos. Nesta classe,</p><p>o atleta impulsiona a bicicleta adap-</p><p>tada com os braços.</p><p>Figura 8 - Atleta brasileiro de ciclismo /</p><p>Fonte: Flickr (2021f, on-line).</p><p>O ciclismo é dividido em quatro classes:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>H1 a H5 Deficiência motora. O atleta impulsiona a bicicleta adaptada com os braços (handbike).</p><p>T1 e T2 Deficiência motora. Para atletas paralisados cerebrais (utilizam um triciclo).</p><p>C1 a C5 Deficiência motora. Para atletas com deficiência físico-motora e amputados (atletas competem</p><p>em bicicletas convencionais).</p><p>Tandem Deficiência visual. Para atletas deficientes visuais (bicicleta apresenta dois lugares).</p><p>Quadro 5 - Classificação Funcional do Ciclismo / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Esgrima em Cadeira de Rodas: Apresenta a maior</p><p>parte das regras da esgrima olímpica, a diferença mais</p><p>relevante é o posicionamento dos atletas, destinado apenas para usuários de cadeiras de rodas, onde é levado</p><p>em consideração a mobilidade e comprometimento dos membros superiores. A modalidade é designada</p><p>exclusivamente para pessoas com deficiência física, composta por provas destinadas ao gênero feminino e</p><p>masculino (CPB, 2021).</p><p>109</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>A esgrima exibe três categorias:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>Classe A Para atletas com mobilidade no tronco (amputados ou limitação nos movimentos).</p><p>Classe B Para atletas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio.</p><p>Classe C Para atletas com tetraplegia com comprometimento de mãos, braços e tronco.</p><p>Quadro 6 - Classificação Funcional da Esgrima / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Futebol de Cinco: esporte exclusivamente para atletas cegos ou com baixa visão do gênero masculino. O</p><p>futebol de cinco apresenta três categorias, B1, B2 e B3, no entanto, nos jogos paraolímpicos, participam ape-</p><p>nas a categoria B1 composta por atletas cegos totais ou com percepção de luz, sendo no total cinco atletas em</p><p>campo. Todos os atletas precisam usar um tampão durante a partida, visto que nenhuma faixa de luz poderá</p><p>ser identificada (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia</p><p>mostra dois atletas brasileiros com de-</p><p>ficiência motora praticando esgrima em</p><p>cadeira de rodas.</p><p>Figura 9 - Atletas brasileiros de esgrima /</p><p>Fonte: Flickr (2021g, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro atletas</p><p>brasileiros com deficiência visual jogando futebol de 5 nos</p><p>Jogos Paralímpicos de 2021. Nota-se que todos os atletas</p><p>estão com os olhos vendados.</p><p>Figura 10 - Atletas jogando Futebol de 5 / Fonte: Flickr</p><p>(2021h, on-line).</p><p>110</p><p>O esporte apresenta três categorias:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>B1 Deficiência visual. Para atletas cegos totais ou com percepção de luz.</p><p>B2 Deficiência visual. Para atletas com percepção de vultos.</p><p>B3 Deficiência visual. Para atletas que conseguem definir imagens.</p><p>Quadro 7 - Classificação Funcional do Futebol de 5 / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Goalball: o Goalball foi criado exclusivamente para atletas cegos ou com baixa visão, sendo até hoje a pri-</p><p>meira e única modalidade criada exclusivamente para atletas com deficiência. O Goalball é destinado ape-</p><p>nas para atletas com deficiência visual, composta por provas tanto para atletas do gênero feminino quanto</p><p>masculino. O esporte é composto pelas mesmas categorias do Futebol de 5 e do Judô (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia</p><p>mostra três atletas brasileiros com</p><p>deficiência visual jogando goalball.</p><p>Nota-se que todos os atletas estão</p><p>com os olhos vendados.</p><p>Figura 11 - Atletas jogando goalball /</p><p>Flickr (2021i, on-line).</p><p>Halterofilismo: é caracterizado pelo movimento cha-</p><p>mado supino, deitados em um banco. Durante a dis-</p><p>puta, as tentativas de levantamento de peso realizada</p><p>pelos atletas é avaliado por três árbitros. Cada atleta</p><p>apresenta três tentativas de movimento, na qual é con-</p><p>siderado o maior peso levantado (CPB, 2021).</p><p>Os atletas competem em categorias de acor-</p><p>do com o peso corporal, assim como na versão</p><p>olímpica. A modalidade é destinada apenas para</p><p>atletas com deficiência física, composta por pro-</p><p>vas destinadas ao gênero feminino e masculino.</p><p>111</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Hipismo: os atletas (cavaleiros) são subdividi-</p><p>dos em categoria de acordo com a sua deficiên-</p><p>cia e avaliados pela sua capacidade ou habilidade</p><p>com o cavalo. O hipismo apresenta cinco classes:</p><p>Grau IA, Grau IB, Grau II, Grau III e Grau IV. O</p><p>grau de deficiência varia de IA, mais severa, ao</p><p>IV, menos severa. O hipismo é designado para</p><p>atletas com deficiência física, visual e intelectual,</p><p>composta por provas destinadas ao gênero femi-</p><p>nino e masculino (CPB, 2021).</p><p>Judô: o judô também se assemelha com as regras utili-</p><p>zadas pelo Judô olímpico, apresentando apenas peque-</p><p>nas modificações. A principal diferença é que, no judô</p><p>paralímpico, os atletas iniciam a luta já em contato com</p><p>o quimono do oponente. Vale destacar que sempre que</p><p>os atletas perderem o contato, a luta é interrompida.</p><p>Os atletas são divididos em categorias de acordo com</p><p>o peso corporal e gênero. Conforme destaca o CPB,</p><p>a modalidade apresenta as mesmas três categorias</p><p>para deficientes visuais do futebol de 5 e do Goalball.</p><p>O Judô é designado exclusivamente para atletas com</p><p>deficiência visual, composto por provas destinadas ao</p><p>gênero feminino e masculino.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um atleta brasileiro</p><p>com deficiência motora praticando halterofilismo. O atleta se</p><p>encontra deitado com as mãos na barra recebendo auxílio de</p><p>seu treinador.</p><p>Figura 12 - Atleta de halterofilismo / Flickr (2021j, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um atleta brasileiro</p><p>com deficiência visual em cima de seu cavalo praticando hipismo</p><p>nos Jogos Paralímpicos de 2021.</p><p>Figura 13 - Atleta de hipismo / Flickr (2021k, on-line).</p><p>112</p><p>Natação: a natação, assim como o atletismo para-</p><p>límpico, é um dos esportes que o Brasil mais se des-</p><p>taca nas competições. É destinada para atletas com</p><p>deficiência visual, física e intelectual, para o gênero</p><p>feminino e masculino (CPB, 2021).</p><p>A modalidade se diferencia também por apresentar</p><p>diversas categorias, sendo elas:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>1 a 10 Deficiência motora</p><p>11 a 13 Deficiência visual</p><p>14 Deficiência Intelectual</p><p>Quadro 8 - Classificação Funcional da Natação / Fonte: adaptado</p><p>CPB (2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois atletas brasileiros</p><p>com deficiência visual praticando judô nos Jogos Paralímpicos de</p><p>2021. A atleta brasileira é representada pelo quimono azul e sua</p><p>adversária pelo quimono branco.</p><p>Figura 14 - Atletas lutando judô / Flickr (2021l, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois atletas com defi-</p><p>ciência motora em uma competição de natação nos Jogos Para-</p><p>límpicos de 2021.</p><p>Figura 15 - Atleta praticando natação / Flickr (2021m, on-line).</p><p>Em 2020, a modalidade Futebol de 7 foi retirada</p><p>da relação de esportes praticados nos Jogos</p><p>Paralímpicos, restando apenas, neste evento,</p><p>o futebol de 5 para deficientes visuais.</p><p>Fonte: Comitê Paralímpico brasileiro (2021)</p><p>Remo: o remo paralímpico apresenta as principais</p><p>regras do remo olímpico, sendo destinada a pessoas</p><p>com deficiência física e visual para o gênero mascu-</p><p>lino e feminino (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois atletas brasileiros</p><p>com deficiência física praticando remo nos Jogos Paralímpicos</p><p>de 2021. Nota-se que a dupla é composta pela categoria mista,</p><p>sendo uma mulher e um homem competindo na mesma equipe.</p><p>Figura 16 - Atletas praticando remo / Flickr (2021n, on-line).</p><p>113</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Os atletas são divididos em classes conforme sua capacidade motora e apresenta três categorias:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>PR1 Remadores com função mínima ou nenhuma função de tronco.</p><p>PR2 Remadores que possuem uso funcional dos braços e tronco, mas apresentam fraqueza/ausência</p><p>da função das pernas.</p><p>PR3</p><p>Remadores com função residual nas pernas que lhes permite deslizar no assento. Esta classe</p><p>também inclui atletas com deficiência visual.</p><p>Quadro 9 - Classificação Funcional do Remo / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Rugby em Cadeira de Rodas: de acordo com o CPB, o rugby em cadeira de rodas é similar ao rugby olím-</p><p>pico, nesse caso o atleta precisa passar a linha do gol com as duas rodas da cadeira com a bola nas mãos,</p><p>sendo composta por quatro jogadores por equipe. O rugby é designado exclusivamente para atletas com</p><p>deficiência física, composta por provas destinadas ao gênero feminino e masculino.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia</p><p>mostra três atletas brasileiros com</p><p>deficiência motora jogando rugby</p><p>em cadeira de rodas.</p><p>Figura 17 - Atletas praticando rugby</p><p>Flickr (2020, on-line).</p><p>Taekwondo: o esporte é disputado por dois atletas, assim como nas demais lutas. Sendo utilizado coletes</p><p>azul e vermelho que possuem sensores capazes de medir a potência do chute quando em contato com a meia</p><p>do oponente.</p><p>As lutas são realizadas em três rounds de dois minutos, com um minuto de intervalo. Ganha o</p><p>atleta que tiver mais pontos ao término do último round. Se acabar empatado, ocorre mais um round, cujo</p><p>vencedor é o lutador que fizer os dois primeiros pontos (CPB, 2021).</p><p>114</p><p>Atualmente, nas Paralimpíadas, o Parataekwondo é destinado apenas para atletas com deficiência física e</p><p>possui duas classes: K43 e K44:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>K43 Atletas com amputação bilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia bilateral.</p><p>K44</p><p>Atletas com amputação unilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia unilateral, mono-</p><p>plegia, hemiplegia leve e diferença de tamanho nos membros inferiores.</p><p>Quadro 10 - Classificação Funcional Taekwondo / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Tênis de Mesa: assim como a maioria dos esportes já existentes e que tiveram suas formas de realização</p><p>adaptadas, o tênis de mesa se apropria dessas regras, na maioria das vezes sofrendo poucas alterações. O</p><p>Comitê salienta que o esporte consiste em partidas em uma melhor de cinco sets, sendo cada um deles dis-</p><p>putado até que um dos jogadores atinja 11 pontos. A modalidade é designada para atletas com deficiência</p><p>física e intelectual, composta por provas para o gênero feminino e masculino (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra duas atletas brasilei-</p><p>ras com deficiência motora praticando taekwondo. Nota-se que</p><p>uma atleta está com o uniforme amarelo e a outra atleta com o</p><p>uniforme azul, ambas da seleção brasileira.</p><p>Figura 18 - Atletas lutando taekwondo / Flickr (2020a, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma atleta brasileira</p><p>com deficiência motora jogando tênis de mesa nos Jogos Para-</p><p>límpicos de 2021.</p><p>Figura 19 - Atleta jogando tênis de mesa / Flickr (2021o, on-line).</p><p>115</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>O tênis de mesa apresenta 11 categorias sendo elas:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>1, 2, 3, 4 e 5 Deficiência motora. Cadeirantes.</p><p>6, 7, 8, 9 e 10 Deficiência motora. Andantes.</p><p>11 Deficiência motora. Andantes com deficiência intelectual.</p><p>Quadro 11 - Classificação Funcional do Tênis de Mesa / Fonte: adaptado CPB (2021)</p><p>Tênis de Cadeira de Rodas: as regras do tênis convencional são muito semelhantes com o tênis de cadeira</p><p>de rodas, contudo, a principal diferença é que a bola pode quicar duas vezes no chão antes de ser rebatida.</p><p>O tênis de cadeira de rodas é exclusivamente praticado por atletas com deficiência física e paralisia cerebral,</p><p>composta por provas destinadas ao gênero feminino e masculino.</p><p>Descrição da Imagem a foto-</p><p>grafia mostra um atleta brasi-</p><p>leiro com deficiência motora em</p><p>sua cadeira de rodas jogando</p><p>tênis de quadra nos Jogos Pan-</p><p>-Americanos de 2019.</p><p>Figura 20 - Atleta jogando tênis</p><p>de quadra / Flickr (2019, on-line).</p><p>Segundo o Comitê Paralímpico, o tênis de cadeira de rodas apresenta duas classes:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>Open ou Aberta Deficiência motora. Para atletas com alguma deficiência nos membros inferio-</p><p>res.</p><p>Quad ou Tetra</p><p>Deficiência motora. Para atletas com deficiência em três ou mais extremida-</p><p>des no corpo.</p><p>Quadro 12 - Classificação Funcional do Tênis de Quadra / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>116</p><p>Tiro com Arco: os atletas são divididos em classes,</p><p>que se diferenciam pelas capacidades do atleta de</p><p>ficar em pé e/ou de locomoção nos braços e tron-</p><p>co. O Tiro com arco é exclusivamente praticado por</p><p>atletas com deficiência física e paralisia cerebral,</p><p>composta por provas destinadas ao gênero femini-</p><p>no e masculino (CPB, 2021).</p><p>Tiro Esportivo: o tiro esportivo é exclusivamente</p><p>praticado por atletas com deficiência física para o</p><p>gênero masculino e feminino. O atleta poderá atirar</p><p>em pé, deitado, sentado ou ajoelhado.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma atleta brasileira</p><p>com deficiência motora em sua cadeira de rodas praticando Tiro</p><p>com Arco nos Jogos Paralímpicos de 2021.</p><p>Figura 21 - Atleta praticando Tiro com Arco / Flickr (2021p, on-li-</p><p>ne).</p><p>A modalidade apresenta duas classes, sendo elas:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>W1 Para atletas com deficiência grave, em</p><p>três ou quatro membros</p><p>Open</p><p>Para atletas com deficiência em um</p><p>membro (superior ou inferior) ou dois</p><p>membros (inferiores ou superior e infe-</p><p>rior do mesmo lado).</p><p>Quadro 13 - Classificação Funcional do Tiro com Arco / Fonte:</p><p>adaptado CPB (2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra quatro atletas com</p><p>deficiência motora praticando Tiro Esportivo, nos Jogos Paralím-</p><p>picos de 2021. Nota-se que três desses atletas estão sentados</p><p>praticando a modalidade e apenas um atleta com deficiência no</p><p>braço esquerdo está de pé.</p><p>Figura 22 - Atletas praticando Tiro Esportivo / Flickr (2021q,</p><p>on-line).</p><p>O tiro esportivo apresenta duas categorias:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>SH1 Atiradores de pistola e de carabina que</p><p>conseguem segurar suas armas.</p><p>SH2</p><p>Atiradores de carabina que precisam</p><p>de suporte para a arma.</p><p>Quadro 14 - Classificação Funcional do Tiro Esportivo / Fonte:</p><p>adaptado CPB (2021).</p><p>Triatlo: de acordo com o CPB, o triatlo é composto</p><p>por 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de</p><p>corrida. Suas categorias são subdivididas de acordo</p><p>117</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>com a capacidade motora dos atletas. O Triatlo é designado para atletas com deficiência física e deficiência</p><p>visual, composta por provas destinadas para o gênero feminino e masculino.</p><p>A modalidade apresenta três classes:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>PTWC Deficiência motora. Para triatletas usuário de cadeiras de rodas.</p><p>PTS2, PTS3, PTS4 e PTS5</p><p>Atletas com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral andantes competem</p><p>nestas classes, sendo a PTS2 para deficiências mais severas e PTS5 para deficiên-</p><p>cias mais moderadas.</p><p>PTVI Deficiência visual.</p><p>Quadro 15 - Classificação Funcional do Triatlo / Fonte: adaptado CPB (2021).</p><p>Vela: a modalidade exige domínio sobre correntes aquáticas, habilidade e estratégia, acima de tudo de mu-</p><p>danças de vento. As categorias não apresentam divisão por gênero, ou seja, homens e mulheres velejam</p><p>juntos, todos divididos de acordo com o comprometimento motor. A vela é destinada exclusivamente para</p><p>pessoas com deficiência física composta por provas mistas, feminina e masculina (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a</p><p>fotografia mostra duas</p><p>Atletas do gênero femini-</p><p>no com deficiência motora</p><p>praticando o Triatlo. Ambas</p><p>usando roupa justa de gi-</p><p>nástica.</p><p>Figura 23 - Atleta praticando</p><p>Triatlo / Flickr (2016a, on-line).</p><p>118</p><p>A vela é disputada em três categorias, sendo elas:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>2.4mR Deficiência motora. Um atleta pouco</p><p>comprometido fisicamente.</p><p>SKUD18 Deficiência motora. Dois atletas com</p><p>paraplegia (mista).</p><p>SONAR Deficiência motora. Três atletas.</p><p>Quadro 16 - Classificação Funcional da Vela / Fonte: adaptado</p><p>CPB (2021).</p><p>Voleibol Sentado: inspirando no voleibol conven-</p><p>cional, o voleibol sentado apresenta uma única ca-</p><p>tegoria, em que todos os jogadores ficam sentados</p><p>na quadra. A quadra e a rede possuem tamanhos</p><p>menores. O Comitê Paralímpico brasileiro aponta</p><p>que os jogadores são classificados de acordo com o</p><p>grau de limitação física. Na classe D, estão os atle-</p><p>tas amputados e com problemas locomotores mais</p><p>acentuados. A classe MD, por sua vez, é composta</p><p>por atletas com deficiências quase imperceptíveis,</p><p>como problemas de articulações leves ou pequenas</p><p>amputações nos membros. Cada equipe só pode</p><p>contar com dois jogadores da classe MD no time. E</p><p>os dois não podem estar em quadra ao mesmo tem-</p><p>po. O voleibol sentado é destinado exclusivamente</p><p>para pessoas com deficiência física.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois atletas com defi-</p><p>ciência motora participando de uma competição de vela nos Jogos</p><p>Paralímpicos de 2016. Estão em uma barco branco, no meio do</p><p>mar, ambos usando blusas de manga longa. Ao redor tem mais</p><p>dois barcos com outros atletas.</p><p>Figura 24 - Atletas praticando a Vela / Flickr (2016b, on-line).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra várias Atletas da sele-</p><p>ção brasileira com deficiência motora jogando voleibol sentado</p><p>em uma quadra, com uma bola. Todos os atletas</p><p>estão usando</p><p>calça, tênis e camiseta de manga curta.</p><p>Figura 25 - Atletas jogando voleibol sentado / Flickr (2021r,</p><p>on-line).</p><p>JOGOS PARALÍMPICOS DE INVERNO</p><p>Os Jogos Paralímpicos de Inverno apresentam</p><p>uma quantidade inferior de modalidades quando</p><p>comparada aos jogos paralímpicos de verão, sen-</p><p>do compostas por 5 diferentes modalidades: Esqui</p><p>cross-country, Curling em cadeira de rodas, Esqui</p><p>alpino (que engloba o snowboard), Biathlon e Hó-</p><p>quei no gelo.</p><p>119</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Esqui cross-country: a modalidade é destina-</p><p>da para atletas com deficiências físicas e visuais.</p><p>Dependendo da limitação física, o esquiador pode</p><p>usar um sit-ski (uma cadeira equipada com um par</p><p>de esquis). Atletas com deficiência visual competem</p><p>com um atleta-guia (classes B2 e B3 podem esco-</p><p>lher se competem com um guia ou não). Tanto as</p><p>mulheres quanto os homens participam de provas</p><p>de distâncias curtas (provas de velocidade), médias</p><p>(5 km a 20 km) e longas (variando de 10 km a 20</p><p>km), ou então no revezamento por equipe. A mo-</p><p>dalidade é dividida entre as categorias sitting (sen-</p><p>tado), standing (de pé) e visually impaired (para</p><p>deficientes visuais) (CPB, 2021).</p><p>Curling em cadeira de rodas: o curling em cadeira</p><p>de rodas é uma versão adaptada do curling, um espor-</p><p>te popular de inverno. As equipes, formadas por ho-</p><p>mens e mulheres, precisam elaborar estratégias, que</p><p>envolvam empurrar ou bloquear as pedras da outra</p><p>equipe. Para isso, o atleta deve calcular o peso, a volta</p><p>e o caminho que a pedra deve ser jogada (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um Atleta com defi-</p><p>ciência motora praticando Esqui cross-country. Está usando calça</p><p>preta, blusa de manga comprida branca e azul, luvas nas mãos e</p><p>uma touca preta na cabeça.</p><p>Figura 26 - Atleta de Esqui cross-country</p><p>Esqui alpino: a modalidade compreende duas</p><p>provas técnicas, sendo: Slalom e Slalom Gigante.</p><p>Slalom possui um percurso que exige curvas curtas</p><p>e abruptas, uma vez que os gates possuem menor</p><p>distância entre eles, enquanto o Giant Slalom apre-</p><p>senta maior distância entre os gates. A modalidade</p><p>compreende também o Snowboard. O snowboard</p><p>paralímpico é uma versão adaptada do snowboard</p><p>para atletas com deficiências (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra dois atletas com defi-</p><p>ciência motora praticando Curling em cadeira de rodas. Uma atleta</p><p>é uma mulher com os cabelos loiros e o outro é um homem com</p><p>os cabelos pretos. Ambos usam roupa de manga comprida preta.</p><p>Figura 27 - Atletas de Curling em cadeira de rodas</p><p>120</p><p>O Esqui Alpino é disputado em duas categorias,</p><p>sendo elas:</p><p>CLASSE ATLETA</p><p>SB-UL Deficiência motora. Comprometi-</p><p>mento dos membros superiores.</p><p>SBLL-1, SBLL-2</p><p>Deficiência motora. comprometi-</p><p>mento dos membros inferiores</p><p>Quadro 17 - Classificação Funcional Esqui Alpino / Fonte: adapta-</p><p>do CPB (2021).</p><p>Biathlon: o esporte combina esqui cross-country</p><p>com tiro esportivo, duas disciplinas muito distintas.</p><p>Hóquei no gelo: é um esporte rápido, altamente</p><p>físico e jogado por homens e mulheres com defi-</p><p>ciência física nos membros inferiores do corpo. A</p><p>modalidade sofre apenas algumas modificações das</p><p>regras oficiais do Hóquei no Gelo olímpico. Em vez</p><p>de patins, os atletas usam trenós com duas lâminas,</p><p>duas varas, uma com ponta para empurrar e outra</p><p>para o tiro. A disputa é entre duas equipes de 13 jo-</p><p>gadores e dois goleiros (CPB, 2021).</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra uma Atleta com de-</p><p>ficiência motora praticando Esqui Alpino. Usando somente uma</p><p>das pernas, trajando uma roupa vermelha, sobre o gelo branco.</p><p>Figura 28 - Atleta de Esqui Alpino</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra um Atleta com defi-</p><p>ciência motora praticando Biathlon deitado sobre o chão que é</p><p>um asfalto, trajando blusa de manga longa azul.</p><p>Figura 29 - Atleta de Biathlon</p><p>Os atletas são divididos nas categorias sentado, em</p><p>pé e com deficiência visual (CPB, 2021).</p><p>121</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Neste momento, você deve estar se perguntando:</p><p>por que os deficientes auditivos não participam das</p><p>Paralimpíadas? O atleta surdo não é compreendi-</p><p>do como um indivíduo que apresenta grandes di-</p><p>ficuldades de praticar qualquer desporto quando</p><p>comparados às demais deficiências. Sabendo que</p><p>o atleta surdo não apresenta nenhuma limitação</p><p>motora, intelectual ou visual, sua participação nas</p><p>Paralimpíadas não é permitida.</p><p>Além disso, seria preciso organizar uma nova for-</p><p>ma de aplicação dos esportes que não fosse sonora.</p><p>Dentro desse contexto, todas as informações e notifi-</p><p>cações seriam estritamente visuais, e não mais sonoras,</p><p>como a largado no atletismo, na natação, a arbitragem</p><p>do futebol, dentre tantas outras modalidades. Por esse</p><p>motivo, desde o ano de 1924, na França, ocorreu a pri-</p><p>meira olimpíada destinada exclusivamente a atletas</p><p>surdos, nomeada como, “Jogos Internacionais Silen-</p><p>ciosos”. Atualmente conhecida como Surdolimpíadas</p><p>que ocorrem a cada quatro anos, assim como as para-</p><p>limpíadas (CPB, 2021).</p><p>Para Sarmento (2013), o esporte surdo é um ar-</p><p>tefato cultural de grande importância para as pes-</p><p>soas com deficiência auditiva. As práticas de espor-</p><p>tes por pessoas surdas datam desde o século XIX</p><p>com o primeiro clube de futebol surdo do mundo,</p><p>o Glasgow DF no Reino Unido, a associação Sports</p><p>Club for the Deaf de 1888, em Berlim e o primeiro</p><p>clube desportivo para surdos na França, o Club Cy-</p><p>cliste des sourds-muets de 1899.</p><p>No Brasil, de acordo com Monteiro (2006),</p><p>as associações desportivas tiveram sua origem no</p><p>Grêmio Esportivo fundado em 1930, no Instituto</p><p>Nacional de Educação de Surdos (INES). Após esse</p><p>período, é possível observar o surgimento de ou-</p><p>tras associações e que perduram até os dias atuais.</p><p>A Confederação Brasileira de Desporto de Surdos</p><p>participou pela primeira vez das Surdolimpíadas,</p><p>em 1993, em Sofia, Bulgária. Já em 2013, houve a</p><p>maior participação da Delegação Surdolímpica</p><p>Brasileira, em que participaram 19 surdoatletas.</p><p>Nesta edição, o Brasil conquistou quatro meda-</p><p>lhas, sendo três na natação, pelo surdoatleta santis-</p><p>ta Guilherme Maia e uma medalha de bronze no</p><p>Karatê, conquistada pelo surdoatleta Heron Rodri-</p><p>gues. No entanto, atualmente, o maior entrave para</p><p>que os Jogos para surdos se estendam é a falta de</p><p>apoio financeiro.</p><p>Descrição da Imagem a fotografia mostra cinco Atletas com defi-</p><p>ciência motora praticando Hóquei no gelo. Todos usam capacete</p><p>e roupas de manga longa.</p><p>Figura 30 - Atletas de Hóquei no gelo</p><p>122</p><p>A partir do conteúdo apresentado nesta unidade, assim como todas as modalidades adaptadas presentes nas</p><p>paralimpíadas, você sentiu vontade de trabalhar com o esporte adaptado? Sabendo que além desses conhe-</p><p>cimentos prévios, é importante também compreender conteúdos acerca da iniciação esportiva, com qual</p><p>modalidade você gostaria de trabalhar? Que tipo de atividades você desenvolveria? Vamos tentar?</p><p>Título: Paratodos</p><p>Ano: 2016</p><p>Sinopse: “Paratodos” foi pensado para mobilizar. Traz material de apoio para</p><p>educadores ampliarem reflexões sobre a inclusão da pessoa com deficiência.</p><p>O objetivo da iniciativa é ampliar a visibilidade das Paralimpíadas, dos atletas</p><p>com deficiência e estimular o debate sobre inclusão, esporte e acessibilidade</p><p>entre os estudantes.</p><p>Neste vídeo, você poderá acompanhar uma breve explicação sobre a história</p><p>das Paralimpíadas e do Esporte Paralímpico</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>123</p><p>mapa mental</p><p>Nesta unidade, realizamos uma imersão muito importante acerca dos esportes paralímpicos adaptados, porém não</p><p>podemos esquecer de todo o contexto histórico que possibilitou a criação deste memorável evento esportivo. Para</p><p>sintetizar esses conhecimentos, complete o Mapa Mental que aborda desde a origem dos jogos paraolímpicos até</p><p>sua estrutura nos dias atuais!</p><p>A origem dos jogos</p><p>Paralímpicos está</p><p>relacionada a:</p><p>Ao encontrar esses</p><p>soldados no hospital</p><p>em processo de</p><p>reabilitação, o médico</p><p>Ludwig começou a</p><p>organizar jogos</p><p>adaptados internos.</p><p>As primeiras</p><p>modalidades foram:</p><p>A partir dessa</p><p>grande</p><p>iniciativa de Ludwig</p><p>hoje existe o grande</p><p>evento chamado</p><p>“Paraolimpíadas” que</p><p>ocorrem a cada</p><p>quatro anos em dois</p><p>momentos:</p><p>Composta por 22</p><p>modalidades</p><p>esportivas</p><p>Composta por 5</p><p>modalidades</p><p>esportivas</p><p>Essas modalidades</p><p>apresentam diversas</p><p>categorias para a</p><p>participação de atletas</p><p>com variadas</p><p>deficiências como:</p><p>124</p><p>referências</p><p>UNIDADE 1</p><p>ADAMS, M.; BELL, L. A.; GRIFFIN, P. Teaching for diversity and social justice: A Sourcebook. New York: Routledge.</p><p>2007. 496p.</p><p>APAE. Site. [2022]. Disponível em: http://apae.com.br. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência</p><p>da República, [2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em:</p><p>27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília: UNESCO,</p><p>1994.</p><p>BRASIL. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para satisfazer as necessidades básicas</p><p>de aprendizagem. UNESCO, Jomtiem/Tailândia, 1990.</p><p>BRASIL. Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Esta-</p><p>tuto da Pessoa com Deficiência). 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/</p><p>l13146.htm. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. Lei n° 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 1961. Disponível</p><p>em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4024.htm. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. Lei n° 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras</p><p>providências. 1971. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 1996.</p><p>Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>BRASIL. Portaria Interministerial nº 186 de 10 de março de 1978. MEC/MPAS, Brasília, 1978.</p><p>CPB. Comitê Paralímpico Brasileiro. O esporte como forma de anticapacitismo. 2021. Disponível em: https://www.</p><p>cpb.org.br/noticia/detalhe/3186/o-esporte-como-forma-deanticapacitismo. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>GLOBA, P. Aprovada PEC que padroniza termo ‘pessoas com deficiência’ na Constituição. Rádio Senado, 2019.</p><p>Disponível em: https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2019/03/12/senado-aprova-pec-que-padroniza-referen-</p><p>cia-de-pessoas-com-deficiencia-na-constituicao. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>KIRK, S. A.; GALLAGHER, J. J. Education exceptional children. Boston: Houghton Miffin Company, 1987.</p><p>MEC. Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais. Ministério da Educação</p><p>Secretaria de Educação Especial, 2010.</p><p>125</p><p>referências</p><p>MEC/SEESP. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Documento elaborado</p><p>pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, de 5 de junho de 2007. Disponível em: http://portal.</p><p>mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=381-politica-nacional-seesp&Itemid=30192.</p><p>Acesso em: 18 maio 2018.</p><p>MENDES, E. G. Deficiência mental: a construção científica de um conceito e a realidade educacional. Tese de Dou-</p><p>torado. Universidade de São Paulo. São Paulo, 1995.</p><p>OLIVEIRA, M. S.; DA SILVA, M. C. L. O aprofundamento do capacitismo na pandemia. Revista Trabalho, Política</p><p>e Sociedade, v. 6, n. 10, p. 259-272, 2021.</p><p>PARANÁ. Secretaria da Justiça, Família e Trabalho. Governo do Estado do Paraná. 2019. Disponível em: https://www.</p><p>justica.pr.gov.br/Pagina/Pessoa-com-Deficiencia#. Acesso em: 27 abr. 2022.</p><p>PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação Superintendência da Educação. Instrução n° 020/2010 - SUED/SEED.</p><p>Curitiba: SEED, 2010.</p><p>PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação Superintendência da Educação. 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Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51243172839/in/al-</p><p>bum-72157719434020470/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>https://www.cpb.org.br/</p><p>132</p><p>referências</p><p>FLICKR. 12/09/2016 - Brasil, Rio de Janeiro, Jogos Paralimpicos Rio 2016 - Marina da Glória - VELA Classe</p><p>Skud18 -Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida ©Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB. 1 Fotografia. 2016b.</p><p>Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/29017291523/in/album-72157673789988795/. Acesso em:</p><p>03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 14.01.20 - São Paulo, SP - Treino da Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas Masculina</p><p>no CT Paralímpico Brasileiro. JULIO CEZAR BRAZ DA ROCHA - Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2020.</p><p>Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/49385334153/in/album-72157712670700558/. Acesso em:</p><p>03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 17.08.21 - FERNANDO RUFINO - Treino da Canoagem no Lago Sanaruko em Hamamatsu, cidade-se-</p><p>de da delegação Brasileira para aclimatação antes dos Jogos Paralímpicos de Toquio. Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fo-</p><p>tografia. 2021e. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51385125470/in/album-72157719696207741/.</p><p>Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 22.07.21 - GIZELE DIAS - Treino de Volei sentado feminino no CT Paralímpico, em São Paulo.</p><p>Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2021r. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51330403906/</p><p>in/album-72157719584380671/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 22.08.21 - LARA LIMA - Treino do Halterofilismo no Tokyo International Forum. Foto: Ale</p><p>Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2021j. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51394103988/in/al-</p><p>bum-72157719711437148/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 23.06.21 - MACIEL DE SOUZA - Treino de Bocha no CT Paralímpico, em São Paulo. Foto: Ale</p><p>Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2021d. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51271305469/in/al-</p><p>bum-72157719455563778. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 24.06.21 - ALEX SOUSA, IVANILSON DA SILVA E ROMARIO MARQUES - Treino do Goalball</p><p>masculino no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2021i. Disponível</p><p>em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51271049829/in/album-72157719457084939/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 26.08.21 - Atleta da selecao de tenis de mesa BRUNA COSTA ALEXANDRE disputa partida durante</p><p>jogos Paralímpicos de Toquio no ginásio metropolitano de Toquio. Foto: Fabio Chey/CPB. 1 Fotografia. 2021o.</p><p>Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51403514666/in/album-72157719725432573/. Acesso em:</p><p>03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 26.08.21 - Jovane Guissone , atleta da selecao Brasileira de Esgrima em cadeira de rodas venceu o</p><p>iraquiano Ali Ammar nas quartas de final dos jogos Paralímpicos de Toquio que acontece no MAKUHARI</p><p>MESSE HALL B. Foto: Takuma Matsushita. 1 Fotografia. 2021g. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/</p><p>cpboficial/51403617623/in/album-72157719725669763/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>133</p><p>referências</p><p>FLICKR. 26.08.21 - RODOLPHO RISKALLA DE GRANDE - Hipismo -Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020</p><p>- Parque Equestre - Foto: Wander Roberto/CPB @wander_imagem. 1 Fotografia. 2021k. Disponível em: https://</p><p>www.flickr.com/photos/cpboficial/51402764152/in/album-72157719785890060/.</p><p>quatro possuem microcefalia, um rapaz e uma mulher de grande</p><p>estatura e uma mulher barbada.</p><p>Figura 3 - Equipe de filmagem de “Freaks, de Tod Browning”,</p><p>retratava o trabalho de diversas pessoas que apresentavam</p><p>deficiências em circos / Fonte: Tendimag (2014, on-line).</p><p>Descrição da Imagem na imagem, temos a fotografia em cor sépia</p><p>de uma menina sentada em uma cadeira, A menina possui quatro</p><p>pernas, sendo duas maiores (sendo essas as duas de fora) e duas</p><p>menores (sendo essas as duas de dentro, ficando entre as duas</p><p>maiores), ela veste uma meia listrada até a altura do joelho e com</p><p>uma bota de cor escura e uma blusa escura comprida nos braços.</p><p>Figura 4 - Myrtle se tornou famosa por ter quatro pernas e co-</p><p>meçou a se apresentar no circo aos 13 anos de idade</p><p>Fonte: Wikipedia (2018, on-line).</p><p>3ª FASE:</p><p>A terceira fase é marcada, já no final do século XIX</p><p>e meados do século XX, pelo desenvolvimento de</p><p>escolas especializadas e turmas especiais em escolas</p><p>públicas, visando oferecer à pessoa com deficiên-</p><p>cia uma educação à parte. Dentro desse contexto, é</p><p>importante ressaltar que, nesta fase, foram criadas</p><p>escolas especializadas e salas especiais dentro de es-</p><p>colas regulares. A primeira escola especializada, no</p><p>Nesse período, a exposição dessas pessoas ocorria em</p><p>praças públicas, sendo motivo de estranheza e zombaria</p><p>de toda a sociedade. Muitos pais vendiam seus filhos</p><p>15</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Brasil, foi fundada na cidade do Rio de Janeiro, no</p><p>final de 1854, tendo como foco pessoas com deficiên-</p><p>cia visual, nomeada, na época, como “Instituto dos</p><p>Meninos Cegos”. Atualmente é chamado de “Instituto</p><p>Benjamin Constant Botelho de Magalhães”. Após</p><p>esse período, diversas outras escolas especializadas</p><p>para o atendimento de deficientes físicos, visuais</p><p>e intelectuais foram criadas em todo Brasil, sendo</p><p>algumas delas a Associação de Pais e Amigos dos</p><p>Excepcionais (APAE), assim como centro e escolas</p><p>de atendimento especializado para pessoas com de-</p><p>ficiências motoras e intelectuais.</p><p>Para ilustrar essa fase, utilizamos a Figura 5, que</p><p>sintetiza esse período que foi marcado pela criação</p><p>de escolas especializadas e salas especiais dentro de</p><p>escolas regulares.</p><p>Essa fase, certamente, foi o primeiro passo</p><p>para a valorização e luta pela igualdade de</p><p>direitos no âmbito educacional voltado</p><p>à pessoa com deficiência. A criação de</p><p>escolas que pudessem atender, de manei-</p><p>ra específica, essas crianças, não somente</p><p>com fins assistencialistas, mas no sentido</p><p>de educá-las e estimulá-las em sua apren-</p><p>dizagem, foi de fato um grande marco</p><p>histórico.</p><p>4ª FASE</p><p>Na quarta fase, no final do século XX,</p><p>por volta da década de 70, observa-se</p><p>um movimento de integração social dos</p><p>indivíduos que apresentavam deficiência,</p><p>ou seja, a fase da tão esperada inclusão de</p><p>alunos com deficiência dentro de turmas</p><p>regulares. Neste período, o objetivo era</p><p>inseri-los em ambientes escolares, o mais</p><p>próximo possível daqueles oferecidos a</p><p>pessoas que não apresentavam deficiên-</p><p>cias. Zavareze (2009) menciona que, nesse</p><p>momento, o intuito passou a ser educar</p><p>essas pessoas com deficiência em sua</p><p>capacidade máxima de aprendizagem. É</p><p>importante destacar que essa é a fase atual</p><p>em que nos encontramos, observe como</p><p>ainda se faz muito presente a luta pela va-</p><p>lorização e inclusão de crianças e jovens</p><p>com deficiência em nosso cotidiano.</p><p>Para ilustrar essa fase, utilizamos a Fi-</p><p>gura 6, que sintetiza nosso período atual,</p><p>em que alunos com deficiência estudam</p><p>na mesma sala de alunos que não pos-</p><p>suem deficiência.</p><p>Descrição da Imagem Na imagem “Institucionalização de salas e</p><p>escolas Especializadas”, observa-se a ilustração de dois círculos,</p><p>sendo que o círculo menor de cor verde se encontra dentro do</p><p>círculo maior de cor azul. No círculo grande estão as pessoas</p><p>sem deficiência, já dentro do círculo pequeno encontram-se as</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>Figura 5 - Institucionalização de salas e escolas Especializadas</p><p>Fonte: Paraná (2019).</p><p>16</p><p>Essa distinção em fases é importante para que você</p><p>possa compreender e contextualizar historicamente</p><p>a deficiência, diante disso, nossas discussões irão se</p><p>debruçar na quarta fase, considerando que, esta per-</p><p>meia as principais políticas educacionais voltadas à</p><p>pessoa com deficiência que você, futuro profissional</p><p>da Educação Física, precisa conhecer, seja na área da</p><p>licenciatura ou no bacharelado!</p><p>Durante o século XX, a Educação Especial foi se</p><p>constituindo na Educação Brasileira. A Lei de Dire-</p><p>trizes e Bases da Educação Nacional nº 4.024/61, art.</p><p>88, promulgada em 1961, destaca que “a educação de</p><p>excepcionais, deve, no que fôr possível, enquadrar-se</p><p>no sistema geral de educação, a fim de integrá-los</p><p>na comunidade” (BRASIL, 1961, on-line). Essa lei é</p><p>compreendida como um dos primeiros passos para</p><p>o atendimento da pessoa com deficiência no Brasil</p><p>de forma inclusiva.</p><p>Dez anos depois, em 1971, a Lei Educacional nº</p><p>5.692/71, art. 9º, explana que “os alunos que apre-</p><p>sentem deficiências físicas ou mentais, os que se</p><p>encontrem em atraso considerável quanto à idade</p><p>regular de matrícula e os superdotados deverão re-</p><p>ceber tratamento especial, de acordo com as normas</p><p>fixadas pelos competentes Conselhos de Educação”</p><p>(BRASIL, 1971, on-line). Nesse momento, observa-</p><p>-se algumas especificações das deficiências, assim</p><p>como de crianças superdotadas, sobre a relevância</p><p>de um atendimento especializado. Contudo, apesar</p><p>do acesso ao ensino regular, não é organizado um</p><p>atendimento especializado que considere as singu-</p><p>laridades de aprendizagem de estudantes com super-</p><p>dotação (MEC/SEESP, 2007).</p><p>Em 1973, foi criada, pelo Ministério da Educação,</p><p>o Centro Nacional de Educação Especial — CENESP,</p><p>responsável pela gerência da educação especial no</p><p>Brasil, que, sob o respaldo integracionista, ocasionou</p><p>ações educacionais voltadas às pessoas com defi-</p><p>ciência e superdotação, porém ainda apresentavam</p><p>características assistenciais e iniciativas isoladas do</p><p>Estado (MEC/SEESP, 2007).</p><p>Em 1978, foi publicada a Portaria Interministe-</p><p>rial nº 186/78, cujo objetivo consistia na ampliação</p><p>de oportunidades de atendimento especializado, de</p><p>Descrição da Imagem na imagem “Inclusão de Pessoa com Defi-</p><p>ciência”, observa-se a ilustração de um círculo azul, onde, dentro</p><p>dele, estão pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência</p><p>ocupando o mesmo espaço.</p><p>Figura 6: Inclusão de Pessoa com Deficiência</p><p>Fonte: Paraná (2019).</p><p>No dia 21 de setembro, comemora-se o Dia</p><p>Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.</p><p>É dia de reconhecer, reafirmar e refletir sobre</p><p>as políticas e ferramentas para a inclusão das</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>17</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>natureza médico-psicossocial e educacional para</p><p>excepcionais, com o intuito de promover sua inte-</p><p>gração social (BRASIL, 1978). De acordo com a re-</p><p>ferida portaria, o direcionamento de alunos para o</p><p>atendimento especializado deveria ser feito por meio</p><p>de um diagnóstico, compreendendo a avaliação das</p><p>condições físicas, mentais, psicossociais e educacio-</p><p>nais do excepcional (BRASIL, 1978).</p><p>Um marco importante para a Educação Inclusiva</p><p>e a Educação Especializada se deu por meio da Cons-</p><p>tituição Federal de 1988. Em seu artigo 206, inciso I,</p><p>estabelece a “igualdade de condições de acesso e per-</p><p>manência na escola” como um dos princípios para</p><p>o ensino, assim como o Art. 208, Inciso III, garante</p><p>como dever do Estado o atendimento educacional</p><p>especializado, preferencialmente na rede regular de</p><p>ensino. Novamente, observamos o amparo da Lei a</p><p>qual estimula o atendimento desses alunos de ma-</p><p>neira a incluí-los na rede regular de ensino, e não</p><p>somente em escolas especializadas.</p><p>Em meio às lutas pela garantia à educação, em</p><p>1990, a Unesco estabelece “A Declaração Mundial de</p><p>Educação para Todos”, que teve por objetivo garantir</p><p>a Satisfação das Necessidades Básicas de Aprendiza-</p><p>gem para todas as crianças, adolescentes e adultos.</p><p>Os Artigos 3 a 7 desta Declaração contemplam:</p><p>Universalizar o acesso à educação</p><p>Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 27.08.21 - Atleta Lúcia Araújo do judô categoria 57Kg nos jogos paralímpicos de Tóquio. Foto: Ta-</p><p>kuma Matsushita/CPB. 1 Fotografia. 2021l. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51408211859/</p><p>in/album-72157719736093754/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 27.08.21 -Atleta Jane Gogel durante provas eliminatórias do tiro com arco dos jogos paralímpicos de</p><p>Toquio que ocorrem no YUMENOSHIMA PARK ARCHERY FIELD. Foto: Matsui Mikihito/CPB. 1 Fotogra-</p><p>fia. 2021p. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51404513457/in/album-72157719739848186/.</p><p>Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 27.08.21 -Atletas Josiane de Lima e Miche Pessanha da selecao brasileira de remo durante provas</p><p>eliminatórias que ocorrem no canal da Floresta do Mar na bahia de Toquio. Foto: Fabio Chey /CPB. 1 Foto-</p><p>grafia. 2021n. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51406099700/in/album-72157719739567256/.</p><p>Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 28.09.21 - LEANDRO DE MIRANDA - Treino da Seleção Brasileira de basquete em CR no CT Pa-</p><p>ralímpico Brasileiro. Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2021c. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/</p><p>cpboficial/51531540892/in/album-72157719926889238/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 3.3.20 - Treino da Seleção de Tae Kwon Do no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. SILVANA</p><p>Foto: Ale Cabral/CPB. 1 Fotografia. 2020a. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/49615616236/</p><p>in/album-72157713348951081/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. 30/08/2019 - Jogos Parapanamericanos Lima 2019 - Tenis em Cadeira de Rodas - Daniel Rodrigues .</p><p>( Credito: Douglas Magno / EXEMPLUS / CPB). 1 Fotografia. 2019. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/</p><p>cpboficial/48650580291/in/album-72157710528588847/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. Esportivo 2021 - Centro Olimpico de Tiro – Deodoro - Rio de Janeiro/RJ - Fotos: Alexandre Lou-</p><p>reiro/CPB/Exemplus. 1 Fotografia. 2021q. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51731881005/.</p><p>Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>FLICKR. Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 - Treino de parabadminton - Hamamatsu. 1 Fotografia. 2021b.</p><p>Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51380043603/in/album-72157719694508212/. Acesso em:</p><p>03 maio 2022.</p><p>FLICKR. Martins Malavazzi_BRA_Estrada contra o relógio_WH3_Tóquio 2020_foto Juan Bautista Be-</p><p>navent (2). 1 Fotografia. 2021f. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/51416522096/in/al-</p><p>bum-72157719731574116/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>134</p><p>referências</p><p>FLICKR. Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2016. - JOGOS PARALÍMPICOS RIO 2016 - Triatlo feminino</p><p>na Praia de Copacabana - Ana Raquel Lins ©Fernando Maia/MPIX/CPB. 1 Fotografia. 2016a. Disponível em:</p><p>https://www.flickr.com/photos/cpboficial/29506203722/in/album-72157672531710170/. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>GARCIA, V. Você conhece a origem dos Jogos Paralímpicos? Deficiente Ciente, 2010. Disponível em: https://www.</p><p>deficienteciente.com.br/origem-dos-jogos-paraolimpicos.html. Acesso em: 3 maio 2022.</p><p>GORGATTI, M. G.; COSTA, R. F. Atividade física Adaptada: Qualidade de vida para pessoas com necessidades</p><p>especiais. 2. ed. Barueri: Manole, 2008. 660 p.</p><p>https://www.cpb.org.br/noticia/detalhe/3626/comite-organizador-dos-jogos-parapan-americanos-de-santiago-</p><p>-2023-anuncia-mascote-oficial. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>LUCENA, W. História dos jogos paraolímpico. Blog Wellington Lucena, 2012. Disponível em: http://wellingtonlucena.</p><p>blogspot.com.br/2012/08/historia-dos-jogos-paralimpicos.html. Acesso em: 03 maio 2022.</p><p>MARQUES, R. F. R. et al. Esporte olímpico e paraolímpico coincidências, divergências e especificidades numa pers-</p><p>pectiva contemporânea. Revista brasileira de educação física e esporte, v 23 p 365 377 2009.</p><p>MONTEIRO, M. S. História dos movimentos dos surdos e o reconhecimento da Libras no Brasil. ETD – Educação</p><p>Temática Digital, Campinas, v. 7, n. 2, p. 292-302, jun. 2006. ISSN: 1676-2592.</p><p>SARMENTO, F. Os surdos no desporto. In: COELHO, O.; KLEIN, M. (coord.). Cartografias da surdez: comunidades,</p><p>línguas, práticas e pedagogia. Porto: Livpsic, 2013.</p><p>UNIDADE I</p><p>A deficiência ao</p><p>longo da história</p><p>UNIDADE II</p><p>Acessibilidade e os Tipos</p><p>de Deficiências</p><p>UNIDADE III</p><p>Educação Física Inclusiva e</p><p>a Deficiência Motora</p><p>UNIDADE IV</p><p>Educação Física Inclusiva e a</p><p>Deficiência Visual e Intelectual</p><p>UNIDADE V</p><p>Esportes Paralímpicos</p><p>_GoBack</p><p>_ily9oukcl4up</p><p>_516jbpd6cd3y</p><p>_s9hch9tc916v</p><p>_4c0vh5tywpt1</p><p>_GoBack</p><p>Button 1:</p><p>Botão 5:</p><p>Button 3:</p><p>Button 4:</p><p>Button 2:</p><p>Button 5:</p><p>Button 6:</p><p>e promover a</p><p>equidade; Concentrar a atenção na aprendizagem;</p><p>Ampliar os meios e o raio de ação da educação bá-</p><p>sica; Propiciar um ambiente adequado à aprendiza-</p><p>gem; Fortalecer alianças (BRASIL, 1990, on-line).</p><p>De maneira específica para as pessoas com deficiên-</p><p>cia, o Art. 3 enfatiza que</p><p>As necessidades básicas de aprendizagem das pes-</p><p>soas portadoras de deficiências requerem atenção</p><p>especial. É preciso tomar medidas que garantam a</p><p>igualdade de acesso à educação aos portadores de</p><p>todo e qualquer tipo de deficiência, como parte in-</p><p>tegrante do sistema educativo, pautado nos cuidados</p><p>básicos e atividades de desenvolvimento infantil,</p><p>direcionadas especialmente às crianças pobres, de-</p><p>sassistidas e portadoras de deficiências (BRASIL,</p><p>1990, on-line).</p><p>Outro momento histórico para o processo de estru-</p><p>turação de políticas educacionais se deu por meio da</p><p>Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas</p><p>Especiais, representada por noventa e dois países e</p><p>vinte e cinco organizações internacionais, ocorri-</p><p>da no ano de 1994, em Salamanca, na Espanha. Tal</p><p>conferência ficou Mundialmente conhecida como</p><p>“Declaração de Salamanca” sobre Princípios, Políti-</p><p>cas e Práticas na Área das Necessidades Educativas</p><p>Especiais, a qual estabeleceu que todas as crianças</p><p>e jovens com necessidades educativas especiais de-</p><p>veriam ter acesso às escolas regulares, e, além disso,</p><p>enfatiza que as escolas devem adequar-se por meio</p><p>de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir</p><p>ao encontro destas necessidades. A Declaração de</p><p>Salamanca reconheceu a necessidade e a urgência</p><p>de garantir a educação dessas crianças no quadro do</p><p>sistema regular de educação (BRASIL, 1994).</p><p>Pautada nessa reflexão, a orientação inclusiva, por</p><p>meio da inserção dessas crianças em escolas regula-</p><p>res, constitui-se uma das ferramentas mais capazes</p><p>para combater as atitudes discriminatórias, criando</p><p>comunidades abertas e solidárias, construindo uma</p><p>sociedade inclusiva e atingindo a educação para to-</p><p>dos. Dessa forma, os governos deverão:</p><p>18</p><p>Conceder a maior prioridade, através das medidas</p><p>de política e através das medidas orçamentais, ao</p><p>desenvolvimento dos respectivos sistemas educati-</p><p>vos, de modo a que possam incluir todas as crianças,</p><p>independentemente das diferenças ou dificuldades</p><p>individuais. Adotar como matéria de lei ou como</p><p>política o princípio da educação inclusiva, admitin-</p><p>do todas as crianças nas escolas regulares, a não ser</p><p>que haja razões que obriguem a proceder de outro</p><p>modo. Desenvolver projetos demonstrativos e enco-</p><p>rajar o intercâmbio com países que têm experiência</p><p>de escolas inclusivas, estabelecer mecanismos de</p><p>planejamento, supervisão e avaliação educacional</p><p>para crianças e adultos com necessidades educativas</p><p>especiais, de modo descentralizado e participativo.</p><p>Encorajar e facilitar a participação dos pais, comu-</p><p>nidades e organizações de pessoas com deficiência</p><p>no planeamento e na tomada de decisões sobre os</p><p>serviços na área das necessidades educativas espe-</p><p>ciais. Investir um maior esforço na identificação e</p><p>nas estratégias de intervenção precoce, assim como</p><p>nos aspectos vocacionais da educação inclusiva. Ga-</p><p>rantir que, no contexto de uma mudança sistémica,</p><p>os programas de formação de professores, tanto a</p><p>nível inicial como em-serviço, incluam as respos-</p><p>tas às necessidades educativas especiais nas escolas</p><p>inclusivas (BRASIL, 1994, p. 38).</p><p>A Declaração de Salamanca é reconhecida até os dias</p><p>atuais como uma das conferências mais importantes</p><p>realizadas em benefício da pessoa com deficiência no</p><p>contexto educacional, incentivando não somente a in-</p><p>clusão, mas também o investimento dos países para a</p><p>ampliação do acesso à educação inclusiva. Pela primei-</p><p>ra vez, também observamos a preocupação em formar</p><p>professores capacitados para o atendimento dessas</p><p>crianças e adolescentes, fato que ainda não havia sido</p><p>destacado como prioridade em nossos estudos.</p><p>Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Edu-</p><p>cação Nacional nº 9.394, vigente até os dias atuais,</p><p>apresenta, no Art. 59, que “os sistemas de ensi-</p><p>no assegurarão aos educandos com deficiência,</p><p>transtornos globais do desenvolvimento e altas</p><p>habilidades ou superdotação”:</p><p>I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos</p><p>e organização específicos, para atender às suas ne-</p><p>cessidades; II - terminalidade específica para aqueles</p><p>que não puderem atingir o nível exigido para a con-</p><p>clusão do ensino fundamental, em virtude de suas</p><p>deficiências, e aceleração para concluir em menor</p><p>tempo o programa escolar para os superdotados; III</p><p>- professores com especialização adequada em nível</p><p>médio ou superior, para atendimento especializado,</p><p>bem como professores do ensino regular capacita-</p><p>dos para a integração desses educandos nas classes</p><p>comuns; IV - educação especial para o trabalho,</p><p>visando a sua efetiva integração na vida em socieda-</p><p>de, inclusive condições adequadas para os que não</p><p>revelarem capacidade de inserção no trabalho com-</p><p>petitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais</p><p>afins, bem como para aqueles que apresentam uma</p><p>habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou</p><p>psicomotora; V - acesso igualitário aos benefícios</p><p>dos programas sociais suplementares disponíveis</p><p>para o respectivo nível do ensino regular (BRASIL,</p><p>1996, on-line).</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional</p><p>(1996) presume, quando preciso, os serviços de</p><p>atendimento especializado, na escola regular, para</p><p>atender às necessidades da clientela de educação</p><p>especial. Especifica, também, que o atendimento</p><p>educacional desses alunos será feito em classes,</p><p>escolas ou serviços especializados, sempre que,</p><p>em função das suas condições específicas, não</p><p>for possível a sua integração em classes comuns</p><p>dentro do ensino regular (BRASIL, 1996). Ainda</p><p>assim, Souza e Prieto (2007) mencionam que esse</p><p>direito não vem sendo assegurado, pois, nos dias</p><p>atuais, a presença de um professor auxiliar para</p><p>o melhor acompanhamento do aluno no ensino</p><p>regular é ofertada apenas a uma parcela deles.</p><p>19</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Entre os anos de 2009 e 2010, podemos ob-</p><p>servar mais uma vitória no campo da educação</p><p>especializada a partir da criação de Salas de Re-</p><p>cursos Multifuncionais. Essas salas apresentam</p><p>características diferenciadas das demais salas do</p><p>ensino regular, sendo uma grande ferramenta de</p><p>ensino para alunos incluídos:</p><p>o Programa disponibiliza às escolas públicas de</p><p>ensino regular, conjunto de equipamentos de in-</p><p>formática, mobiliários, materiais pedagógicos e de</p><p>acessibilidade para a organização do espaço de aten-</p><p>dimento educacional especializado. Cabe ao sistema</p><p>de ensino, a seguinte contrapartida: disponibilização</p><p>de espaço físico para implantação dos equipamen-</p><p>tos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos</p><p>de acessibilidade, bem como, do professor para atuar</p><p>no AEE (MEC, 2010, s.p.).</p><p>As salas de recursos multifuncionais são separadas</p><p>de acordo com a deficiência que o aluno apresenta ou</p><p>superdotação. Os Estados se organizam e nomeiam</p><p>essas salas na educação básica de formas diferen-</p><p>ciadas, no entanto, veja, a seguir, a organização das</p><p>salas de atendimento educacional especializado do</p><p>Estado do Paraná (PARANÁ, 2010).</p><p>Sala de Recursos Multifuncionais Tipo II e/ou o Centro de Atendimento</p><p>Educacional Especializado (AEE) na Área da De�ciência Visual – CAEDV</p><p>para alunos que apresentam:</p><p>• Cegos</p><p>• Baixa visão</p><p>• Outros acometimentos visuais</p><p>Sala de Recursos Multifuncional Tipo I atendimento educacional</p><p>especializado (AEE), de natureza pedagógica para alunos que apresentam:</p><p>• De�ciência Intelectual</p><p>• De�ciência física neuromotora</p><p>• Transtornos globais do desenvolvimento</p><p>• Transtornos funcionais especí�cos</p><p>Atendimento Educacional Especializado (AEE) para Surdos</p><p>• Atendimento Educacional</p><p>• Especializado em Libras</p><p>• Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Libras</p><p>• Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa</p><p>Atendimento para alunos com Altas Habilidades/Superdotação:</p><p>Espaço organizado com materiais didático-pedagógicos, equipamentos e</p><p>pro�ssionais especializados onde é ofertado o atendimento educacional</p><p>especializado (AEE) que visa atender às necessidades educacionais dos</p><p>alunos superdotados na Rede Pública de Ensino.</p><p>Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh):</p><p>Atendimento educacional aos alunos que estão impossibilitados de</p><p>frequentar a escola devido à internação hospitalar ou tratamento de</p><p>saúde domiciliar.</p><p>Figura 7 - Recursos Didáticos / Fonte: adaptada de Paraná (2010).</p><p>20</p><p>A discussão acerca da inclusão de alunos com defi-</p><p>ciência na educação básica, assim como a matrícula</p><p>desses alunos em escolas especializadas é extensa,</p><p>posto que a falta de investimentos na educação bá-</p><p>sica com profissionais capacitados ao atendimen-</p><p>to especializado destes alunos levam muitos pais a</p><p>matricularem seus filhos em escolas especializadas.</p><p>De fato, muitas escolas especializadas possuem um</p><p>papel primordial para o atendimento educacional de</p><p>qualidade voltado às necessidades básicas de apren-</p><p>dizagem desses alunos, principalmente quando estes</p><p>apresentam deficiência intelectual moderada a seve-</p><p>ra. Um exemplo dessas escolas são as Associação de</p><p>Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) que pres-</p><p>tam atendimento educacional especializado para este</p><p>público com profissionais da área da educação e da</p><p>saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudió-</p><p>logos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.</p><p>Sem dúvida alguma a relevância de escolas especiali-</p><p>zadas para muitos alunos é fundamental e de extrema</p><p>importância para nossa sociedade.</p><p>As discussões e reflexões acerca das diversas temáti-</p><p>cas que envolvem a pessoa com deficiência sempre</p><p>se farão presentes, por isso é de fundamental impor-</p><p>tância retomar fatos históricos para que possamos</p><p>compreender como chegamos até aqui. Em nossas</p><p>leituras anteriores, pudemos evidenciar que filósofos</p><p>da antiguidade, como Sêneca, referem-se à pessoa</p><p>com deficiência como “monstruosidade”. O con-</p><p>ceito de monstruosidade atribuído às crianças com</p><p>deformidades físicas perdurou até o século XX na</p><p>literatura anatômica, no entanto, essa nomenclatura</p><p>vem sendo substituída, a fim de caracterizar as defi-</p><p>ciências e respeitar essas pessoas. Nessa perspectiva,</p><p>a chamada monstruosidade não se referia apenas às</p><p>pessoas com características muito diferentes, mas</p><p>também àquelas deficiências que poderiam resultar</p><p>em dificuldades severas para que conseguissem rea-</p><p>lizar as tarefas ao longo de suas vidas (SILVA, 2006).</p><p>Em relação a essa temática, farei uso da análise</p><p>de Sassaki (2002) sobre nomenclaturas utilizadas ao</p><p>referenciar as pessoas com deficiência. O autor des-</p><p>taca que o termo inválido e/ou incapacitado pode ser</p><p>encontrado em diversas Leis e Decretos nacionais e</p><p>internacionais até os anos de 1960. Entre os anos de</p><p>1960 a 1980, o termo “defeituoso” foi difundido em</p><p>diversos países. Uma característica deste período se</p><p>dá pela nomenclatura do centro de reabilitação e inte-</p><p>gração AACD, que, ao ser fundada no final da década</p><p>de 50, recebeu o nome de “Associação de Assistência à</p><p>Criança Defeituosa” na qual modificou-se anos depois</p><p>e passou a ser chamada de “Associação de Assistência à</p><p>Criança Deficiente” como é conhecida nos dias atuais.</p><p>Nesse período, também observou-se o termo “excep-</p><p>cional”, com o surgimento das primeiras unidades da</p><p>APAE “Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais”.</p><p>Vale destacar que esse termo ainda é utilizado em todo</p><p>país pela existência dessas instituições.</p><p>A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais</p><p>(APAE) nasceu em 1954, no Rio de Janeiro. A</p><p>APAE é uma organização social cujo objetivo</p><p>é promover a atenção integral à pessoa com</p><p>deficiência intelectual e múltipla. A Rede APAE</p><p>se destaca por seu pioneirismo e capilaridade.</p><p>Atualmente, existem 2.172 APAEs e entidades</p><p>filiadas, coordenadas por 24 Federações Esta-</p><p>duais, abrangendo todos os estados brasileiros</p><p>para atender cerca de 250.000 pessoas com</p><p>deficiência intelectual e múltipla diariamente.</p><p>Fonte: adaptado de APAE Brasil ([2022], on-line).</p><p>21</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>A partir do ano de 1981, a Organização das Nações</p><p>Unidas passou a utilizar o termo “pessoa deficiente”.</p><p>Momento em que, pela primeira vez, o substantivo</p><p>“deficiente” passou a ser utilizado como adjetivo, sen-</p><p>do-lhe acrescentado o substantivo “pessoa”. Contudo,</p><p>o termo “pessoa deficiente” foi contestado por líderes</p><p>alegando que ele apontava que a pessoa inteira é de-</p><p>ficiente, o que, para eles, era inconcebível e o termo</p><p>“pessoas portadoras de deficiência” começou a ser</p><p>utilizado e perdurou até os anos de 1993.</p><p>Sassaki (2002) retrata que o termo “portar uma</p><p>deficiência” passou a ser um valor agregado à pes-</p><p>soa. Nessa perspectiva, compreende-se a deficiência</p><p>como um detalhe da pessoa. O termo foi adotado nas</p><p>Constituições federal e estadual e em todas as leis e</p><p>políticas pertinentes ao campo das deficiências. Con-</p><p>tudo, será que esse termo está correto? Alguns críti-</p><p>cos questionam o significado de portador, uma vez</p><p>que se pode portar e deixar de portar, por exemplo,</p><p>um objeto como uma caneta. Quando pensamos em</p><p>uma deficiência, a questão de poder portar e deixar</p><p>de portá-la não é possível acontecer.</p><p>Dando continuidade a essa reflexão, o autor re-</p><p>vela que termos como “pessoas com necessidades</p><p>especiais”, “crianças especiais”, “alunos especiais”, “pa-</p><p>cientes especiais” começaram a ser utilizados a partir</p><p>de 1990 e são utilizados até hoje. Contudo, a PEC</p><p>25/2017 aprovou, em primeiro turno, a padronização</p><p>da nomenclatura correta adotando o termo “pessoa</p><p>com deficiência”. Esse termo já havia se destacado</p><p>nos anos de 1990 e se difundiu com a Declaração de</p><p>Salamanca, manifestando-se até os dias atuais. Sendo</p><p>assim, é de fundamental importância que você, futu-</p><p>ro profissional da Educação Física, aprenda e passe a</p><p>utilizar o termo “pessoa com deficiência” para nossos</p><p>próximos estudos!</p><p>OLHAR CONCEITUAL</p><p>A Pessoa com De�ciência e suas nomenclaturas</p><p>Idade média</p><p>Monstruosidade</p><p>1930</p><p>Débeis mentais</p><p>1960 a 1980</p><p>Defeituoso (AACD)</p><p>Excepcional</p><p>1981</p><p>Pessoa</p><p>de�ciente</p><p>1990</p><p>Pessoas com</p><p>necessidades</p><p>especiais</p><p>Até 1993</p><p>Pessoa</p><p>Portadora de</p><p>De�ciência</p><p>Atualmente</p><p>Pessoa com de�ciência</p><p>22</p><p>Por meio desse resgate histórico, pude-</p><p>mos observar que mesmo com a pas-</p><p>sagem de décadas, o capacitismo ainda</p><p>é muito presente na atualidade. Para</p><p>Oliveira e Da Silva (2021), o capacitis-</p><p>mo é o preconceito e a discriminação</p><p>para com as pessoas com deficiência ao</p><p>considerá-las incapacitadas, inferiores,</p><p>inúteis, incapazes de trabalhar, apren-</p><p>der, se relacionar, cuidar, sentir desejo</p><p>e serem desejadas. Essa percepção é</p><p>fomentada sempre que acreditamos e</p><p>verbalizamos, mesmo que sem cons-</p><p>ciência que as limitações do deficiente</p><p>é um empecilho determinante para a</p><p>independência. O Comitê Paralímpico</p><p>Brasileiro (2021) destaca que a repro-</p><p>dução desse posicionamento precon-</p><p>ceituoso interfere na vida das pessoas</p><p>com deficiência, contrariando o prin-</p><p>cípio da equidade, reforçando atos de</p><p>discriminação, opressão ou abuso da</p><p>pessoa com deficiência. Contudo, outra</p><p>face do capacitismo, contrária e igual-</p><p>mente incômoda, é considerar as pes-</p><p>soas com deficiência como inferiores ou</p><p>como heróis apenas pela sua condição,</p><p>desprezando as qualidades e competên-</p><p>cias individuais de cada um, limitando</p><p>o indivíduo somente a sua deficiência.</p><p>O termo capacitismo ganhou notoriedade a</p><p>partir da década de 80 por meio dos movimen-</p><p>tos pelos direitos das pessoas com deficiência</p><p>nos Estados Unidos. No Brasil, não há registro</p><p>do termo na legislação. No entanto, a Lei n.º</p><p>13.146, de 6 de julho de 2015, que define o</p><p>Estatuto da Pessoa com Deficiência, prevê, em</p><p>seu artigo 4º, que “toda pessoa com deficiência</p><p>tem direito à igualdade de oportunidades com</p><p>as demais pessoas e não sofrerá nenhuma</p><p>espécie de discriminação” (CPB, 2021).</p><p>Fonte: Comitê Paralímpico Brasieliro (2021).</p><p>Capacitismo</p><p>O Capacitismo está presente</p><p>na fala e no pensamento</p><p>de muitas pessoas, sem que percebam, de fato, seu</p><p>real significado. Vamos conversar mais sobre esta</p><p>importante temática?</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/10968</p><p>23</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Título: Inclusão Escolar. O Que É? Por Quê? Como Fazer?</p><p>Autor: Maria Teresa Eglér Mantoan</p><p>Editora: Summus Editorial</p><p>Sinopse: dividido em três capítulos, o livro reúne as ideias da autora sobre</p><p>o ensinar e o aprender. Nele, ela compartilha o que viveu em sua caminhada</p><p>educacional, dialogando com o leitor sobre problemas, questões e dúvidas que</p><p>carrega no dia a dia de trabalho. “As transformações da escola dependem de um</p><p>compromisso coletivo de professores, gestores, pais e da sociedade em geral. É</p><p>difícil o dia a dia da sala de aula. Esse desafio que enfrentamos tem limite – o da crise educacional que</p><p>vivemos, tanto pessoal como coletivamente, deste ofício que exercemos”, complementa.</p><p>Estatuto da Pessoa com Deficiência</p><p>O Estatuto da Pessoa com Deficiência é a denominação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa</p><p>com Deficiência, Lei Nacional nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Esta lei tem por objetivo assegurar</p><p>e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da</p><p>pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Considerando que todas as pes-</p><p>soas têm os mesmos direitos, tendo ela deficiência ou não, o Estatuto visa eliminar as barreiras e</p><p>garantir direitos iguais à educação, saúde, cultura e lazer e tantos outros âmbitos da vida da pessoa</p><p>com deficiência (BRASIL, 2015).</p><p>De maneira específica no campo do esporte e do lazer, o Estatuto também assegura a igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso (Art. 42). Sendo dever do poder</p><p>público promover os recursos adequados para essa efetivação e assegurar “a participação da pessoa</p><p>com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive</p><p>no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas” (Art. 43, I-III).</p><p>24</p><p>Neste vídeo podemos observar os pesquisadores Rodrigo Mendes e Maria Tereza</p><p>Montoan debatendo sobre Educação Inclusiva.</p><p>Para acessar, use seu leitor de QR Code.</p><p>Título: Extraordinário</p><p>Ano: 2017</p><p>Sinopse: Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma</p><p>deformação facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10</p><p>anos, ele pela primeira vez frequenta uma escola regular, como qualquer outra</p><p>criança. Lá, precisa lidar com a sensação constante de ser sempre observado e</p><p>avaliado por todos à sua volta.</p><p>Frente a todo este cenário de conhecimento exposto, você, aluno(a), ao ingressar em seus estágios, trabalharia</p><p>esses conteúdos de que maneira? Acredita ser importante contextualizar os alunos sobre as questões históricas</p><p>e Políticas que permearam a vida da pessoa com deficiência, antes de iniciar as atividades práticas? Como</p><p>você faria isso? Vamos tentar?</p><p>25</p><p>mapa mental</p><p>Nesta unidade, iniciamos nossas discussões com uma imersão muito importante acerca da Educação Inclusiva. Para</p><p>sintetizar o contexto político, social e educacional da pessoa com deficiência ao longo da história, complete o Mapa</p><p>Mental a seguir.</p><p>1° Fase</p><p>Idade média</p><p>2° Fase</p><p>Séc. XVIII e</p><p>início do</p><p>sec. a XIX</p><p>3° Fase</p><p>Final do Séc.</p><p>XIX e início</p><p>do Séc. XX</p><p>4° Fase</p><p>Final do Séc.</p><p>XX até os</p><p>dias atuais</p><p>Exclusão social e</p><p>educacional da</p><p>pessoa com</p><p>deficiência. Eram</p><p>escondidas por suas</p><p>famílias, vendidas ao</p><p>circo ou mortas.</p><p>Pessoas com</p><p>deficiência segregadas</p><p>em instituições</p><p>residenciais sem</p><p>atendimento</p><p>educacional</p><p>Pessoas com</p><p>deficiência</p><p>estudando em</p><p>escolas especializadas</p><p>ou em salas “especiais”</p><p>em escolas regulares</p><p>Pessoas com</p><p>deficiência</p><p>estudando na</p><p>mesma sala que</p><p>alunos sem</p><p>deficiência</p><p>O preconceito e</p><p>discriminação para com as</p><p>pessoas com deficiência:</p><p>apresenta duas vertentes</p><p>Esta fase deu origem a dois grandes problemas</p><p>que perduram até os dias atuais:</p><p>Temos inadeuqados</p><p>para se referir à pessoa</p><p>com deficiência</p><p>“Monstruosidade”,</p><p>“Defeituoso”,</p><p>“Incapacitado”, “Pessoas</p><p>com Necessidades</p><p>Especiais”, “Portadores de</p><p>Deficiênciais” ... Até chegar ao</p><p>termos mais adequados:</p><p>26</p><p>meu espaço</p><p>UNIDADE II</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Teremos, nesta unidade, a chance de compreender o</p><p>conceito sobre acessibilidade e as diversas questões que</p><p>a envolve tanto dentro da escola como na sociedade de</p><p>maneira geral. Posteriormente, faremos uma imersão</p><p>a respeito dos principais tipos de deficiência de origem</p><p>congênita ou adquirida. A partir desse estudo, será possível</p><p>entender as principais patologias de ordem motora,</p><p>intelectual, visual e auditiva para uma futura prática</p><p>profissional planejada voltada ao estímulo dessa população.</p><p>ACESSIBILIDADE E OS TIPOS</p><p>DE DEFICIÊNCIAS</p><p>unidade</p><p>II</p><p>30</p><p>Acredito que você já tenha presenciado pessoas</p><p>com deficiência com dificuldades em se deslocar</p><p>entre as ruas e calçadas ou para pegar o ônibus. Pois</p><p>bem, imagine que você apresenta deficiência mo-</p><p>tora, especificamente um mau funcionamento ou</p><p>paralisia dos membros inferiores, mas não existem</p><p>rampas nas calçadas para você se deslocar de for-</p><p>ma independente! Ou que você precisa atravessar</p><p>a rua, mas como apresenta deficiência visual não</p><p>consegue saber se o sinal está verde ou vermelho?</p><p>Ou, imagine que seu filho com deficiência acabou</p><p>de entrar na escola, mas ela não apresenta a aces-</p><p>sibilidade necessária para recebê-lo e ofertar um</p><p>atendimento educacional de qualidade?</p><p>Pressuponho que essas primeiras indagações te-</p><p>nham lhe causado reflexões importantes a respeito</p><p>da acessibilidade, e não poderia ser diferente! Ela é</p><p>primordial para todos nós, pois nos é de direito con-</p><p>dições básicas para ir e vir, trabalhar, estudar, praticar</p><p>atividade física, e privar o ser humano dessas ações</p><p>é uma transgressão.</p><p>A partir dessa temática, convido você a experien-</p><p>ciar, por algumas horas, como é apresentar uma defi-</p><p>ciência e deslocar-se pelas ruas de sua cidade. Se pos-</p><p>sível, utilize uma cadeira de rodas ou uma venda em</p><p>seus olhos e tente caminhar pelas calçadas, atravessar</p><p>as ruas, passar pela faixa de pedestre, e claro, tudo</p><p>isso sem a ajuda de outras pessoas, ou seja, de forma</p><p>autônoma. Para complementar sua atividade, você</p><p>pode procurar por pessoas que apresentam algum</p><p>tipo de deficiência e perguntar quais as dificuldades</p><p>que ela já enfrentou ou, ainda, enfrenta em seu dia a</p><p>dia. Você também pode procurar essas dificuldades</p><p>em relatos disponíveis na internet.</p><p>31</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>I – condição para utilização, com segurança</p><p>e autonomia, total ou assistida, dos espaços,</p><p>mobiliários e equipamentos urbanos, das</p><p>edificações, dos serviços de transporte e dos</p><p>dispositivos, sistemas e meios de comunica-</p><p>ção e informação, por pessoa portadora de</p><p>deficiência ou mobilidade reduzida (BRA-</p><p>SIL, 2004, on-line).</p><p>Neste breve exercício de empatia, acredito que você deve ter vivenciado um misto de sentimentos, assim</p><p>como um grande desconforto ao se colocar no lugar deles, não é mesmo? Nesta experiência, você achou que</p><p>sua cidade ou bairro é de fato acessível? Então, agora, é a hora de você colocar em seu Diário de Bordo todas</p><p>essas informações e sensações que você experienciou durante a execução desta tarefa!</p><p>Em nossa primeira unidade, pudemos observar pontos</p><p>relevantes para a estruturação de políticas educacionais</p><p>para alunos que apresentam deficiências. Nesse mo-</p><p>mento, veremos as questões que permeiam a acessibili-</p><p>dade de crianças e adolescentes tanto no ensino regular</p><p>quanto na educação especial. O Decreto nº 5.296/04</p><p>conceitua a acessibilidade em seu 8º artigo como:</p><p>32</p><p>É fato que a inclusão e a diversidade cada vez mais</p><p>vêm ganhando destaque no mundo, por isso, os sím-</p><p>bolos referentes a esses assuntos são bastante utiliza-</p><p>dos. Um dos mais importantes que você deve conhe-</p><p>cer é o Símbolo Universal da Acessibilidade, que foi</p><p>criado pelo Departamento de Informação Públicas</p><p>da Organização</p><p>das Nações Unidas (ONU) nomeado</p><p>de “A Acessibilidade”, em inglês “The Accessibility”.</p><p>A criação deste símbolo teve o intuito de aumentar</p><p>a conscientização sobre o universo da pessoa com</p><p>deficiência, é uma “figura simétrica conectada por</p><p>quatro pontos a um círculo, representando a har-</p><p>monia entre o ser humano e a sociedade, e com os</p><p>braços abertos, simbolizando a inclusão de pessoas</p><p>com todas as habilidades, em todos os lugares”.</p><p>Conforme Ribeiro (2011), as principais leis que</p><p>trataram a acessibilidade foram: a Lei nº 4767/98,</p><p>que indica normas gerais e critérios básicos para</p><p>a acessibilidade das pessoas com deficiência; a Lei</p><p>nº 10.098, que incluiu a adequação de instalações</p><p>e equipamentos esportivos; a NBR 9050 (2004), a</p><p>qual trata da acessibilidade física e de comunicação;</p><p>e o Decreto nº 5.296/04, que regulamentou as Leis</p><p>nº 10.048/00 e nº 10.098/00, estabelecendo normas</p><p>gerais e critérios para a promoção da acessibilidade</p><p>às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzi-</p><p>da. Essas leis foram estruturadas e ampliadas para</p><p>atender às necessidades da pessoa com deficiência,</p><p>não somente no ambiente escolar, mas nos diversos</p><p>ambientes públicos e privados de nossa sociedade.</p><p>Nessa perspectiva, convido você a refletir sobre esse</p><p>assunto! O que significa acessibilidade para você?</p><p>Tornar apenas o espaço físico e o material didático da</p><p>escola adequados ao aluno? É o que vamos discutir!</p><p>A escola precisa ser e estar acessível a esses alunos,</p><p>ou seja, precisa atender às diversas necessidades que</p><p>as crianças e jovens com deficiência apresentarão no</p><p>decorrer de sua formação escolar e acadêmica. No</p><p>entanto, para isso, precisamos compreender as ca-</p><p>racterísticas específicas das deficiências para, assim,</p><p>entendermos suas reais necessidades. Por exemplo,</p><p>quando nos referimos à acessibilidade arquitetônica,</p><p>a necessidade de um usuário de cadeiras de rodas</p><p>será diferente da necessidade arquitetônica de um</p><p>aluno deficiente visual. Da mesma forma que a aces-</p><p>sibilidade metodológica e pedagógica de alunos com</p><p>deficiência auditiva será diferente de alunos deficien-</p><p>tes visuais. Perceba que não é tão simples assim, e que</p><p>apenas rampas e pisos táteis não são suficientes para</p><p>tornar a escola, de fato, acessível.</p><p>Descrição da Imagem figura simétrica conectada por quatro pon-</p><p>tos a um círculo, representando a harmonia entre o ser humano e</p><p>a sociedade, e com os braços abertos, simbolizando a inclusão de</p><p>pessoas com todas as habilidades, em todos os lugares.</p><p>Figura 1 - Símbolo para a acessibilidade</p><p>Fonte: Organização das Nações Unidas ONU (2018)</p><p>33</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>De maneira específica, Dischinger e Machado</p><p>(2006) apresentam dimensões que possibilitam a</p><p>compreensão de acessibilidade.</p><p>• Acessibilidade arquitetônica, sem barreiras</p><p>ambientais físicas em todos os recintos internos</p><p>e externos da escola e nos transportes coletivos.</p><p>• Acessibilidade comunicacional, sem barrei-</p><p>ras na comunicação interpessoal (face-face,</p><p>língua de sinais, linguagem corporal, lingua-</p><p>gem gestual etc.), na comunicação escrita e na</p><p>comunicação virtual (acessibilidade digital).</p><p>• Acessibilidade metodológica, sem barreiras</p><p>nos métodos e técnicas de estudo (adapta-</p><p>ções curriculares, aulas baseadas nas inte-</p><p>ligências múltiplas, uso de todos os estilos</p><p>de aprendizagem, participação de todos, de</p><p>cada aluno, novo conceito de avaliação de</p><p>aprendizagem, novo conceito de educação,</p><p>novo conceito de didática), de ação comuni-</p><p>tária (metodologia social, cultural, artística</p><p>etc. baseada em participação ativa) e de edu-</p><p>cação dos filhos (novos métodos e técnicas</p><p>nas relações familiares etc.).</p><p>• Acessibilidade instrumental, sem barreiras</p><p>nos instrumentos e utensílios de estudo (lá-</p><p>pis, caneta, régua, teclado do computador,</p><p>materiais pedagógicos), de atividade da vida</p><p>diária..., esporte e recreação (dispositivos</p><p>que atendam às limitações sensoriais, físicas</p><p>e mentais etc.).</p><p>• Acessibilidade programática, sem barreiras</p><p>invisíveis embutidas em políticas públicas, em</p><p>regulamentos e normas de um modo geral.</p><p>• Acessibilidade atitudinal, por meio de pro-</p><p>gramas e práticas de sensibilização e de</p><p>conscientização das pessoas em geral e da</p><p>convivência na diversidade humana, resul-</p><p>tando em quebra de preconceito, estigmas,</p><p>estereótipos e discriminações.</p><p>Dentro desse contexto, é importante nos conscienti-</p><p>zarmos que as adaptações arquitetônicas que a escola</p><p>deve apresentar são fundamentais para que os alunos</p><p>com deficiência possam se locomover e realizar suas</p><p>ações cotidianas de maneira independente. O aluno</p><p>com deficiência visual ou deficiência motora preci-</p><p>sará de adaptações iniciando pela calçada da escola,</p><p>em todo o prédio escolar, salas de aula, biblioteca,</p><p>refeitório, corredor, pátio, quadra esportiva, banheiro,</p><p>parques, entre outros diversos espaços que compõem</p><p>o ambiente escolar. A identificação de barreiras como</p><p>escadas inapropriadas, postes e cadeiras em lugares</p><p>indevidos poderão atrapalhar a locomoção desses</p><p>alunos de maneira independente. Sob essa perspec-</p><p>tiva, as barreiras são compreendidas como qualquer</p><p>entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a</p><p>liberdade de movimento, a circulação com seguran-</p><p>ça e a possibilidade de pessoas se comunicarem ou</p><p>terem acesso à informação (BRASIL, 2004).</p><p>Atualmente, as escolas ou centros esportivos</p><p>que você conhece ou frequenta são, de fato,</p><p>acessíveis? Que tipo de barreiras você pode</p><p>identificar nelas?</p><p>34</p><p>Por meio de um olhar específico, considerando as</p><p>necessidades básicas de cada deficiência, alunos com</p><p>deficiência motora precisam de adaptações diversas,</p><p>no entanto, as mais importantes são banheiros adap-</p><p>tados e rampas acessíveis em todos os ambientes de</p><p>acesso da escola, assim como ônibus adaptado para</p><p>seu transporte. É necessário adaptar as carteiras para</p><p>que a cadeira de rodas dos alunos se encaixe nelas</p><p>e, quando possível, adaptar pequenas órteses que</p><p>possibilitem a escrita desses alunos.</p><p>Já os alunos com deficiência visual precisam de ade-</p><p>quações físicas, como a existência de piso tátil em</p><p>toda a instituição de ensino.Descrição da Imagem na imagem consta uma rampa acessível para</p><p>pessoas com deficiências motora adentrarem o estabelecimento.</p><p>Figura 2 - Rampa acessível</p><p>Descrição da Imagem a imagem apresenta uma fotografia de</p><p>uma criança de cadeira de rodas utilizando um ônibus adaptado.</p><p>O ônibus é de cor amarela e está com a porta aberta, onde se tem</p><p>uma espécie de elevador, local esse em que a cadeira de rodas</p><p>está em cima. Atrás da cadeira observa-se uma pessoa e ela está</p><p>com uma mão na cadeira e a outra segurando o controle utilizado</p><p>para a movimentação deste elevador.</p><p>Figura 3 - Ônibus adaptado</p><p>35</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Além das barreiras físicas, podemos encontrar</p><p>outras dificuldades no meio deste percurso, como</p><p>barreiras metodológicas. Dessa forma são necessá-</p><p>rias adaptações nos materiais, como cadeira, car-</p><p>teira, lápis, computadores, ou seja, todo o material</p><p>pedagógico utilizado pelos alunos. Por exemplo, o</p><p>aluno com deficiência visual poderá fazer uso de</p><p>uma máquina de escrever em baile que facilitará</p><p>seu processo de aprendizagem. Materiais online</p><p>também deverão estar acessíveis a eles por meio</p><p>de programas específicos e descrição de toda e</p><p>qualquer imagem que o professor faça uso em suas</p><p>aulas. Nesse sentido, o aprendizado do braile desde</p><p>a infância e a utilização de recursos tecnológicos,</p><p>como leitores de tela, são de fundamental impor-</p><p>tância para o processo de aprendizagem desses</p><p>alunos. Além disso, o aluno deficiente visual ou</p><p>baixa visão deverá frequentar em contraturno a</p><p>sala de apoio Multifuncional tipo II.</p><p>Descrição da Imagem a imagem é uma ilustração de uma pessoa</p><p>utilizando os pisos táteis com destaque em cor amarela. A figura</p><p>mostra as pernas de uma pessoa, sua bengala e os piso táteis.</p><p>A bengala está em cima do piso tátil chamado de piso de alerta,</p><p>que são os pisos com bolinhas. Os pés da pessoa estão ao lado</p><p>da faixa contendo o</p><p>piso tátil direcional.</p><p>Figura 4 - Piso Tátil</p><p>Descrição da Imagem Na imagem consta a ilustração de um</p><p>alfabeto em braille. Ele é apresentado em quatro colunas, onde,</p><p>de cima para baixo, na primeira coluna, temos de A-J, a segunda</p><p>de K-T, a terceira de U-Z e mais alguns sinais de pontuação, sendo</p><p>eles, ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação e</p><p>vírgula, na quarta e última coluna tem-se os números começando</p><p>em 1 indo até o 9 e finalizando com o número 0.</p><p>Figura 5 - Alfabeto Braille</p><p>36</p><p>O leitor de tela funciona por meio do sintetizador de</p><p>voz, dispositivo que transforma em som os caracteres</p><p>que chegam até ele encaminhado pelo leitor de tela.</p><p>Os alunos com deficiência auditiva precisarão, acima</p><p>de tudo, de um professor intérprete, para que ele tenha</p><p>acesso a todo conteúdo falado, assim como ocorre em</p><p>nossas aulas ao vivo. Nesse sentido, o aprendizado de</p><p>libras desde a infância e a utilização de recursos tecno-</p><p>lógicos são importantes para o processo de aprendiza-</p><p>gem e comunicação desses alunos. O aluno deficiente</p><p>auditivo deverá frequentar em contraturno a sala de</p><p>atendimento educacional especializado para surdos.</p><p>Descrição da Imagem na imagem consta dois indivíduos senta-</p><p>dos, com um fone no ouvido, ambos possuem deficiência auditiva,</p><p>estão fazendo uso do leitor de tela.</p><p>Figura 6 - Leitor de Tela / Fonte: Ajidevi ([2022], on-line).</p><p>Descrição da Imagem na imagem, temos uma fotografia que</p><p>mostra parte de um teclado para deficientes visuais. Na imagem,</p><p>temos parte do teclado, onde, na parte superior, temos as teclas</p><p>de um teclado comum, observa-se também a parte dos numerais.</p><p>Abaixo das teclas tem-se a parte do braile, onde estão os dedos</p><p>de um indivíduo, tocando-a.</p><p>Figura 7 - Máquina de Escrever</p><p>Descrição da Imagem a imagem mostra uma fotografia de uma</p><p>sala de aula. Observa-se os braços de uma pessoa conversando</p><p>com uma aluna por meio da linguagem de sinais (libras). A aluna</p><p>está sentada em uma cadeira, com uma carteira apoiando um</p><p>estojo preto e branco e folhas em branco de um caderno. A menina</p><p>usa máscara e, ao fundo, tem-se um menino escrevendo, também</p><p>utilizando máscara.</p><p>Figura 8 - Língua de Sinais</p><p>Quando a deficiência envolver a dificuldade de apren-</p><p>dizagem, as adaptações metodológicas deverão ser rea-</p><p>lizadas rotineiramente, para assegurar, de fato, a acessi-</p><p>bilidade à educação, de preferência, no ensino regular.</p><p>É garantido por lei que o aluno seja acompanhado por</p><p>um professor auxiliar, sempre que necessário, contudo,</p><p>essa não é a realidade de nosso país.</p><p>37</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Assim como na deficiência intelec-</p><p>tual, o aluno com Superdotação deverá</p><p>ser estimulado na educação regular, fa-</p><p>zendo uso de salas de recursos multifun-</p><p>cionais e outras metodologias que pro-</p><p>piciem o estímulo de sua aprendizagem.</p><p>Esses alunos apresentam uma capacidade</p><p>de retenção de conteúdo e informação</p><p>maior, quando comparado aos demais,</p><p>por isso a importância de estimular con-</p><p>tinuamente essa habilidade nata.</p><p>Todas essas adequações para a aces-</p><p>sibilidade arquitetônica e metodológica</p><p>são apenas algumas, das diversas especi-</p><p>ficações que as escolas públicas e privadas</p><p>deverão apresentar para o atendimento de</p><p>qualidade. Além dessas barreiras arqui-</p><p>tetônicas e metodológicas, também po-</p><p>demos destacar as barreiras atitudinais.</p><p>Van Munster e Almeida (2008) ressaltam</p><p>que essas barreiras se aproveitam da de-</p><p>sinformação e do desconhecimento e se</p><p>fortalecem com o preconceito. Tais bar-</p><p>reiras são projetadas a partir da sociedade</p><p>em direção à pessoa com deficiência, ou</p><p>partem da própria pessoa com deficiên-</p><p>cia em relação a si mesma. Lembram-se</p><p>da importância de deixá-los sentirem-se</p><p>parte integrante da sala de aula!</p><p>É importante que você, futuro profissional da Edu-</p><p>cação Física, compreenda que pessoas com deficiên-</p><p>cia apresentam comprometimento em determinado</p><p>aspecto, mas também grande capacidade de ação e</p><p>comunicação em outros. Por esse fato, é primordial</p><p>deixar para trás alguns comportamentos que vitimi-</p><p>zam ou inferiorizam o aluno/pessoa. Evite usar pala-</p><p>vras/frases como “coitado”, “ele não consegue”, “ele não</p><p>entende”, assim como oriente os demais alunos sobre</p><p>a melhor forma de dirigir-se e comunicar-se com eles.</p><p>Veja, se queremos incluir nosso aluno dentro da escola,</p><p>precisamos estimular o contato deles com os demais</p><p>alunos, sem diferenciação, pois essa é a forma que o</p><p>deficiente quer ser tratado na escola e na sociedade.</p><p>Estimular a amizade e cooperação entre esses alunos</p><p>fará que, no futuro, sejam adultos conscientes, solícitos</p><p>e que, acima de tudo, não sejam preconceituosos.</p><p>Van Munster e Almeida (2008) elencam al-</p><p>gumas barreiras atitudinais considerando os</p><p>seguintes comportamentos: ridicularizar ou</p><p>zombar do desempenho do outro; sentir pena</p><p>ou autopiedade; não conceder uma chance;</p><p>sentir receio de se aproximar; sentir vergonha</p><p>de estar por perto; desistir antes de tentar;</p><p>negar ou não aproveitar as oportunidades.</p><p>38</p><p>OLHAR CONCEITUAL</p><p>FORMAS DE SE DIRIGIR E SE COMUNICAR COM</p><p>ALUNOS COM DEFICIÊNCIA:</p><p>De�ciência visual</p><p>- Evite as expressões “olha aqui”, “veja isso”;</p><p>- Observe o nível de independência do aluno e</p><p>sempre que necessário ofereça auxílio.</p><p>De�ciência intelectual</p><p>- Identi�que o nível de comprometimento intelectual,</p><p>para utilizar a melhor forma de comunicação e auxílio;</p><p>De�ciência motora</p><p>- Observe o nível de independência do aluno e se</p><p>necessário ofereça auxílio;</p><p>De�ciência auditiva</p><p>- A gesticulação é importante na comunicação,</p><p>mas cuidado com os exageros;</p><p>- Ao comunicar-se sempre se posicione de frente</p><p>com o de�ciente auditivo mantendo contato visual.</p><p>- Não mascar chiclete para não atrapalhar a interpretação</p><p>do de�ciente auditivo.</p><p>Para todas as de�ciências</p><p>- Não fale alto;</p><p>- Chame-os sempre pelo nome;</p><p>- Não dirija-se de maneira infantilizada ou vitimizada.</p><p>39</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde</p><p>(ONU) (2011), estima-se que 10% da população</p><p>mundial viva com, ao menos, uma deficiência (cer-</p><p>ca de 700 milhões de pessoas). De maneira especí-</p><p>fica no Brasil, segundo o último censo realizado no</p><p>ano de 2010, 45 milhões de brasileiros apresentam</p><p>alguma deficiência visual, auditiva ou física, mais</p><p>precisamente, quase 25% da população. Dentre eles,</p><p>atualmente, existem cerca de 174.886 alunos com</p><p>deficiência matriculados na Educação Especial e</p><p>698.768 matriculados em classes comuns (EDU,</p><p>[2022], on-line). Diante desses dados, serão apre-</p><p>sentadas, a seguir, as características das principais</p><p>deficiências que acarretam prejuízos intelectuais,</p><p>visuais, auditivos e motores.</p><p>Uma análise mais recente, realizada em 2013, pela</p><p>Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em parceria pelo</p><p>IBGE e Ministério da Saúde, identificou que 6,2% da po-</p><p>pulação brasileira possui algum tipo de deficiência, seja</p><p>ela física, intelectual, auditiva ou visual. Nesta pesquisa,</p><p>observou-se que o maior percentual foi o de pessoas</p><p>com deficiência visual, sendo sua maioria pessoas com</p><p>60 anos de idade ou mais. Além disso, verificou-se que</p><p>uma parcela significativa dessas pessoas a limitação da</p><p>visão dificultava muito ou impossibilitava realizar ativi-</p><p>dades habituais, trabalhar, ir à escola ou brincar. Assim,</p><p>de acordo com a PNS (2013), a deficiência visual ocorre</p><p>em 3,0% da população brasileira.</p><p>A PNS (2013) destacou que as pessoas com deficiên-</p><p>cia física representavam 1,3%, sendo que 46,8% dessas</p><p>pessoas tinham um grau intenso ou muito intenso de</p><p>limitações. Já a deficiência auditiva pode ser identificada</p><p>em 1,1% da população, sendo que 0,8% dos brasileiros</p><p>tinha algum tipo de deficiência intelectual.</p><p>Outra questão de grande importância foi que a</p><p>PNS (2013) identificou que a prevalência de defi-</p><p>ciência intelectual, física ou auditiva é bem maior</p><p>em pessoas com baixa escolaridade (fundamental in-</p><p>completo ou sem qualquer instrução formal) quando</p><p>comparado a grupos com maior escolaridade.</p><p>DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI)</p><p>De acordo com a Associação Americana</p><p>de Defi-</p><p>ciência Intelectual e Desenvolvimento (AAIDD), a</p><p>DI é caracterizada pela limitação significativa tan-</p><p>to no funcionamento intelectual quanto no com-</p><p>portamento adaptativo expresso em habilidades</p><p>conceituais, sociais e práticas. A AAIDD conceitua</p><p>a deficiência intelectual em um funcionamento in-</p><p>telectual inferior à média, que está associado a li-</p><p>mitações em pelo menos duas áreas de habilidades,</p><p>por exemplo: comunicação, autocuidado, vida no</p><p>lar, adaptação social, saúde e segurança, funções</p><p>acadêmicas, lazer e trabalho. Por meio dessas in-</p><p>vestigações, podemos observar que as dificuldades</p><p>em se socializar, locomover-se e comunicar-se, di-</p><p>ficuldades em realizar as atividades de vida diária</p><p>Acessibilidade</p><p>A acessibilidade possibilita a transposição de barreiras</p><p>para a efetiva participação de pessoas nos vários âm-</p><p>bitos da vida social. Vamos conversar mais sobre essa</p><p>importante temática?</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/10969</p><p>40</p><p>de maneira independente, exercer uma profissão,</p><p>entre outras questões, poderão estar presentes nas</p><p>pessoas com deficiência intelectual.</p><p>A deficiência intelectual se apresenta em níveis,</p><p>sendo eles: leve, moderado, severo e profundo. Ke</p><p>e Liu (2015) descrevem quatro níveis de gravidade</p><p>de acordo com a gravidade do atraso no funcio-</p><p>namento intelectual, déficits na função adaptati-</p><p>va social e de QI (quociente de inteligência). O</p><p>QI é um indicador derivado de vários testes que</p><p>procuram medir habilidades gerais ou específicas</p><p>como leitura, aritmética, vocabulário, memória,</p><p>conhecimentos gerais, visual, verbal, raciocínio</p><p>abstrato etc. Vejamos, no quadro a seguir, os ní-</p><p>veis de deficiência intelectual e suas respectivas</p><p>características:</p><p>Leve</p><p>São capazes de se comunicar e aprender habilidades básicas. Sua capacidade de usar conceitos abs-</p><p>tratos, analisar e sintetizar é prejudicada, mas podem adquirir habilidades de leitura e informática. Eles</p><p>podem realizar trabalho doméstico, cuidar de si e fazer trabalho não qualificado ou semiqualificado.</p><p>Moderado</p><p>Sua capacidade de aprender e pensar logicamente é prejudicada, mas são capazes de se comuni-</p><p>car e cuidar de si mesmos com algum apoio. Com supervisão, eles podem realizar trabalhos não</p><p>qualificados ou semiqualificados.</p><p>Severo</p><p>Seu desenvolvimento nos primeiros anos é distintamente atrasado. Apresenta dificuldade em pro-</p><p>nunciar palavras e tem um vocabulário muito limitado. Por meio de considerável prática e tempo,</p><p>eles podem ganhar habilidades básicas de autoajuda, mas ainda precisam de apoio na escola, em</p><p>casa e na comunidade.</p><p>Profundo</p><p>Não podem cuidar de si mesmos e não têm linguagem. Sua capacidade de expressar emoções</p><p>é limitada e pouco compreendida. Convulsões, deficiências físicas e expectativa de vida reduzida</p><p>são comuns.</p><p>Quadro 1 - Níveis de Deficiência Intelectual / Fonte: Adams e Oliver (2011) e Ke e Liu (2015).</p><p>Contudo, é importante sabermos que o termo QI</p><p>(quociente de inteligência) não é mais utilizado, subs-</p><p>tituído pelo termo Avaliações das diferentes inteli-</p><p>gências e habilidades. Atualmente, aplicam-se testes</p><p>mais específicos, levando-se em conta não apenas</p><p>suas habilidades intelectuais, mas também o histórico</p><p>de cada um, suas preferências, habilidades, compe-</p><p>tências entre outras características (KE; LIU, 2015).</p><p>De Acordo com a AAIDD (2010) e com Luckasson</p><p>(2002), a avaliação da deficiência intelectual deve</p><p>considerar as seguintes dimensões:</p><p>• Habilidades intelectuais: essa dimensão</p><p>passa a não ser mais única na avaliação da</p><p>deficiência intelectual, e faz uso de diversos</p><p>testes para sua análise.</p><p>• Comportamento adaptativo: está relaciona-</p><p>do aos aspectos acadêmicos, conceituais e de</p><p>comunicação, necessários para autonomia e</p><p>competência social do sujeito. Limitações nessa</p><p>área podem dificultar o convívio no dia a dia.</p><p>• Participação, interações e papéis sociais: re-</p><p>fere-se às interações sociais que o sujeito estabe-</p><p>lece, bem como sua participação na sociedade.</p><p>• Saúde: identificação das síndromes e pato-</p><p>logias, assim como sua etiologia, a fim de re-</p><p>ceber o tratamento necessário.</p><p>• Contexto: a dimensão está relacionada às</p><p>condições em que o indivíduo vive, sua qua-</p><p>lidade de vida, e as relações estabelecidas</p><p>com o ambiente dos quais ele participa.</p><p>41</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Sobre essa temática, diversas síndromes levam a pre-</p><p>juízos intelectuais; dentre tantas, abordaremos, a seguir,</p><p>a síndrome de down, a síndrome de rett e a síndrome</p><p>de West, por se tratarem das síndromes mais comuns</p><p>identificadas nas escolas de educação especial e na rede</p><p>regular de ensino. Além delas, também estudaremos</p><p>a epilepsia, a microcefalia, a hidrocefalia, o autismo e</p><p>a paralisia cerebral, deficiências na qual vale destacar</p><p>que o prejuízo intelectual pode ou não ocorrer.</p><p>Síndrome de Down</p><p>A síndrome de Down foi identificada por John Lang-</p><p>don Down. O pesquisador foi o primeiro a descobrir</p><p>as características genéticas geradoras da síndrome.</p><p>Como relata Pueschel (1993), a síndrome de Down</p><p>é causada pela presença de três cromossomos 21 em</p><p>todas ou na maior parte das células de um indivíduo.</p><p>Isso ocorre na hora da concepção de uma criança.</p><p>As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do</p><p>cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas célu-</p><p>las, em vez de 46, como a maior parte da população.</p><p>As características físicas de pessoas com síndrome</p><p>de down são olhos puxados, marcas nas mãos e se-</p><p>paração grande entre os dedos do pé. Além do atra-</p><p>so no desenvolvimento, outros problemas de saúde</p><p>podem ocorrer na pessoa com síndrome de Down,</p><p>como, por exemplo: hipotonia (100%); problemas de</p><p>audição (50 a 70%); problemas de visão (15 a 50%);</p><p>cardiopatia congênita (40%); distúrbios da tireoide</p><p>(15%); problemas neurológicos (5 a 10%); alterações</p><p>na coluna cervical (1 a 10%); obesidade e envelhe-</p><p>cimento precoce (COOLEY; GRAHAM; 1991). Sua</p><p>etiologia é de ordem pré-natal/congênita, sendo a</p><p>idade materna avançada um dos fatores que acarre-</p><p>tam tal desordem genética.</p><p>Transtorno do Espectro Autista (TEA)</p><p>A Associação Americana de Psiquiatria (2013) de-</p><p>fine o autismo como uma condição caracterizada</p><p>pelo desenvolvimento acentuadamente anormal e</p><p>prejudicado nas interações sociais, nas modalidades</p><p>de comunicação e no comportamento. A Associação</p><p>de Amigos do Autista relata que o autismo é carac-</p><p>terizado por déficits na comunicação e na interação</p><p>social, além de comportamentos repetitivos e áreas</p><p>restritas de interesse. Essas características começam</p><p>a ser identificadas nas crianças antes dos 3 anos de</p><p>idade e atingem 0,6% da população, sendo quatro</p><p>vezes mais comuns em meninos do que em meninas.</p><p>As características do autismo variam de acordo</p><p>com o desenvolvimento cognitivo. Podemos obser-</p><p>var o autismo associado à deficiência intelectual</p><p>grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com</p><p>padrões repetitivos de comportamento e déficit im-</p><p>portante na interação social. Nesses casos, nota-se</p><p>que as crianças realizam diversas ações de maneira</p><p>contínua e repetitiva, como tomar banho, vestir-se,</p><p>Descrição da Imagem na imagem constam 23 pares de cromos-</p><p>somos. Contudo, no par 21, existem três cromossomos em vez</p><p>de dois, o que caracteriza a Síndrome de Down.</p><p>Figura 9 - Caracterização da Síndrome de Down</p><p>42</p><p>despir-se e, até mesmo, mutilar-se. Muitas delas, ao</p><p>serem contrariadas, irão se morder, dar tapas em si</p><p>mesmo, gritar, entre outros comportamentos repe-</p><p>titivos ou agressivos, em que se faz necessária inter-</p><p>venção imediata do professor.</p><p>Contudo, também se identifica o autismo cha-</p><p>mado de Síndrome de Asperger, sem deficiência</p><p>intelectual, sem atraso significativo na linguagem,</p><p>com interação social peculiar e sem movimentos</p><p>repetitivos tão evidentes. Essas pessoas apresentam</p><p>capacidade intelectual normal ou acima da média e</p><p>maior capacidade de interação com outras pessoas.</p><p>A origem do autismo ainda é muito questionada.</p><p>Com o decorrer dos anos e o avanço das pesquisas,</p><p>vários fatores foram elencados, como: fatores</p>

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