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1
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS 
ESCOLARES NA EDUCAÇÃO 
FÍSICA 
Profª. Me. Tatiane Pacheco de Mattos
2
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS 
ESCOLARES NA 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
PROFª. ME. TATIANE PACHECO DE MATTOS
3
 Diretor Geral: Prof. Esp. Valdir Henrique Valério
 Diretor Executivo: Prof. Dr. William José Ferreira
 Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Profa Esp. Cristiane Lelis dos Santos
Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Profa. Esp. Imperatriz da Penha Matos
 Revisão Gramatical e Ortográfica: Profª. Me. Imperatriz Abreu
 Revisão técnica: Prof. Anoel Fernandes
 
 Revisão/Diagramação/Estruturação: Clarice Virgilio Gomes
 Prof. Esp. Guilherme Prado
 Lorena Oliveira Silva Portugal 
 
 Design: Bárbara Carla Amorim O. Silva 
 Daniel Guadalupe Reis
 Élen Cristina Teixeira Oliveira 
 Maria Eliza P. Campos 
© 2023, Faculdade Única.
 
Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autoriza-
ção escrita do Editor.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920.
4
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS 
ESCOLARES NA 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
1° edição
Ipatinga, MG
Faculdade Única
2023
5
 Doutoranda e Mestre em Edu-
cação, Contextos Contemporâneos 
e Demandas Populares (PPGEduc/
UFRRJ), especialista em Política de 
Promoção da Igualdade Racial na 
Escola (UFRRJ, 2016), especialista em 
História da África e do Negro no Brasil 
(UCAM, 2015), especialista em Gestão 
Integrada (ISEAC, 2013), graduada 
em Pedagogia (UNINTER, 2018), gra-
duada em Educação Física (UNIABEU, 
2006). Tem atuado em todos os níveis 
da educação básica e na educação 
superior com questões pedagógicas 
relacionadas aos campos da Educa-
ção Física e da Pedagogia, inclusive, 
nas questões que perpassam às re-
lações étnico-raciais e as demandas 
infantis que envolvem o desenvolvi-
mento psicomotor, bem como as de-
mandas juvenis, dentre as suas pers-
pectivas e desafios.
TATIANE PACHECO 
DE MATTOS
Para saber mais sobre a autora desta obra e suas qua-
lificações, acesse seu Curriculo Lattes pelo link :
http://lattes.cnpq.br/2180439535819044
Ou aponte uma câmera para o QRCODE ao lado.
6
LEGENDA DE
Ícones
Trata-se dos conceitos, definições e informações importantes 
nas quais você precisa ficar atento.
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão 
do conteúdo aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar 
ícones ao lado dos textos. Eles são para chamar a sua atenção para 
determinado trecho do conteúdo, cada um com uma função específica, 
mostradas a seguir:
São opções de links de vídeos, artigos, sites ou livros da biblioteca 
virtual, relacionados ao conteúdo apresentado no livro.
Espaço para reflexão sobre questões citadas em cada unidade, 
associando-os a suas ações.
Atividades de multipla escolha para ajudar na fixação dos 
conteúdos abordados no livro.
Apresentação dos significados de um determinado termo ou 
palavras mostradas no decorrer do livro.
 
 
 
FIQUE ATENTO
BUSQUE POR MAIS
VAMOS PENSAR?
FIXANDO O CONTEÚDO
GLOSSÁRIO
7
UNIDADE 1
UNIDADE 2
UNIDADE 3
UNIDADE 4
SUMÁRIO
1.1 Introdução ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................10
1.2 Instituições Internacionais .........................................................................................................................................................................................................................................................10
1.3 Instituições Regionais ....................................................................................................................................................................................................................................................................13
1.4 Instituições Nacionais ...................................................................................................................................................................................................................................................................16
FIXANDO O CONTEÚDO .........................................................................................................................................................................................................................................................................21
2.1 Introdução ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................26
2.2 Conceito: Eventos ..........................................................................................................................................................................................................................................................................26
2.3 Planejamento e Organização de Evento: Parte I .....................................................................................................................................................................................................28
2.4 Planejamento e Organização de Evento: Parte II ....................................................................................................................................................................................................33
FIXANDO O CONTEÚDO ........................................................................................................................................................................................................................................................................38
3.1 Introdução ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................42
3.2 Formato de Eventos na Educação Física Escolar ...................................................................................................................................................................................................42
3.3 Gincana ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................44
3.4 Olimpíadas .......................................................................................................................................................................................................................................................................................48
FIXANDO O CONTEÚDO .........................................................................................................................................................................................................................................................................51
INSTITUIÇÕES, ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS, REGIONAIS E NACIONAIS
EVENTOS: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO
EVENTOS E COMPETIÇÕES NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E NO ESPORTE
4.1 Introdução ..........................................................................................................................................................................................................................................................................................55Será que um congresso é 
viável em um evento esportivo escolar? Na próxima seção podemos refletir mais sobre 
esta pergunta. 
Poit (2004) considera que é possível excluir elementos da ordem sequencial da cerimônia 
de abertura, contudo, não é possível alterar a ordem.
FIQUE ATENTO
Reflita sobre os princípios básicos de trabalho em equipe anunciados por Poit (2004) e res-
ponda as perguntas: Como você se sai trabalhando em equipe? Quais são as suas maiores 
dificuldades e acertos? 
VAMOS PENSAR?
Para saber sobre o roteiro de locução nos cerimoniais, veja o item 2.2 em Yanes 
(2014). Disponível em: https://bit.ly/3PxPBZZ. Acesso em: 18 set. 2021.
Conheça as normas para cerimonias públicas realizadas no território brasileiro, 
conforme o Decreto nº 70.274/72 descrito em Lukower (2015). Disponível em: ht-
tps://bit.ly/3ol23QQ. Acesso em: 18 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
Definimos como Press-release o a descrição do evento de forma resumida para apre-
sentar à imprensa (MENDONÇA; PEROZIN, 2014).
GLOSSÁRIO
38
FIXANDO O CONTEÚDO
1. Para a realização de um evento esportivo, é importante que algumas comissões sejam 
previstas na organização. Temos como principal, a comissão disciplinar para que se 
possa difundir o espírito esportivo, a educação e a moralidade. Dentre as alternativas, 
abaixo, marque a que corresponde ao exercício da comissão citada.
 
a) Aplicação sanções decorrentes de infrações cometidas durante as disputadas e 
constantes das súmulas ou documentos similares dos árbitros.
b) Providência atendimento médico.
c) Elabora a programação da competição.
d) Vistoriar e informar as condições dos locais de competição.
e) Executar o trabalho de divulgação do evento.
2. Não há um modelo único para organizarmos um evento, tendo em vista que as 
formas podem variar devido as especificidades de cada tipo de evento. Contudo há 
fases importantes, como a do planejamento que vai direcionar a execução das ações. 
Considerando as fases de CAPINUSSU (2002), abaixo, relacione a primeira coluna com a 
segunda e marque a alternativa correta.
(1) Lançamento 
(2) Avaliação 
(3) Projeto 
( ) etapa que vai colaborar para o realização do próximo evento.
( ) etapa que vai direcionar a execução das ações.
( ) expor o evento.
a) 2, 1, 3.
b) 2, 3, 1.
c) 3, 2, 1.
d) 3, 1, 2.
e) 1, 3, 2.
3. A comissão de cerimoniais organiza e executa todos os cerimoniais previstos, ou seja, 
tem um trabalho que antecede e sucede as competições, atendendo a uma sequência 
de atividades específicas de cada momento. Marque a alternativa que representa 
respectivamente a cerimônia de abertura e de encerramento.
a) Hino nacional / saída das delegações.
b) Saída das delegações / entrada dos atletas.
c) Entrada dos atletas / premiação final.
d) Entrada dos atletas / saudações e agradecimentos.
e) Entrada das delegações / hino nacional.
39
4. Para a realização de um evento é preciso levantar questões sobre os seus objetivos, 
público a que se destina, infraestrutura, recursos, etc. Considerando esta perspectiva 
apontada por Matias (2013), marque a alternativa que corresponde as afirmativas 
verdadeiras ou falsas, abaixo:
( ) O evento com 350 participantes é considerado de médio porte.
( ) Um evento aberto não é restringida e o acesso pode ser feito por convocação.
( ) Quando o evento necessita de convite para acesso, o consideramos com evento 
fechado. 
( ) Eventos considerados esporádicos são os que acontecem ocasionalmente.
a) V- F- V- V.
b) V- V- V- V.
c) F- V- F- V.
d) F- F- V- V.
e) F- V- F- F.
5. (VUNESP - 2019). Para que um evento esportivo obtenha sucesso, é preciso fazer uma 
extensa autoanálise das capacidades institucionais e pessoais para sua realização. 
Uma vez que se identifique que as pessoas envolvidas e a instituição organizadora 
possuem capacidade e disposição para realizá-lo, Poit (2011) recomenda que se inicie 
o planejamento pela
a) Confecção dos registros do ocorrido no evento em livros, anais ou arquivos específicos. 
b) Elaboração dos instrumentos de avaliação que serão aplicados aos participantes do 
evento.
c) Realização de uma reunião na qual se definem os objetivos do evento, as atribuições 
das comissões e são escolhidos seus respectivos presidentes. 
d) Consulta aos serviços especializados de meteorologia para verificar as condições 
climáticas previstas para o(s) dia(s) do evento. 
e) Divulgação da programação à imprensa local e demais meios de comunicação com 
as comunidades circundantes do local onde o evento acontecerá.
6. (LOPES - 2019). considera a postura ética como condição de uma boa relação de 
trabalho em equipe. Por sua vez, Poit (2004, p. 83) orienta mais sobre determinadas 
posturas, intitulando de princípios básicos para o trabalho em equipe. Dentre os itens, 
abaixo, marque a alternativa que vai ao encontro das perspectivas éticas para um 
trabalho em equipe.
I. Tenha como lema vencer juntos.
II. Evite a franqueza e a sinceridade.
III. Procure responsabilizar as pessoas da sua equipe.
a) Apenas o item I.
b) Os itens I e III.
c) Apenas o item II.
d) Todos os itens.
40
e) Apenas o item III.
7. Para Poit (2004) as comissões são extremamente importantes, pois, zelam pela 
realização das respectivas tarefas buscando que o evento seja bem-sucedido. Marque 
a alternativa que representa tarefas da comissão técnica, central e administrativa, 
respectivamente. 
a) Definir objetivos do evento; Emitir as súmulas das diversas modalidades; Elaborar 
toda programação da competição.
b) Elaborar toda programação da competição; definir objetivos do evento; emitir as 
súmulas das diversas modalidades.
c) Montar planejamento; solucionar os casos omissos; homologar os resultados e a 
classificação das equipes.
d) Repassar ao Assessor de Modalidades todo o material administrativo necessário;
digitar e conferir todos os resultados da competição nas diversas modalidades; montar 
planejamento.
e) Digitar a programação dos jogos; definir objetivos do evento; montar planejamento.
8. (VUNESP - 2019). Profissionais de Educação Física, aos quais se atribui a incumbência 
e a responsabilidade de organizar eventos de competições esportivas, precisam 
saber o que é e como são feitos projetos e planejamentos. Assinale a alternativa que 
contém afirmação(ões) correta(s) sobre projeto e planejamento no contexto da gestão 
esportiva, de acordo com Poit (2011). 
a) Planejamento é um documento que expressa o que já está aprovado para um evento, 
enquanto projeto é a apresentação de uma ideia ou proposta de evento que ainda será 
discutida. 
b) Projeto é um documento que expressa o que já está aprovado para um evento, 
enquanto planejamento é a apresentação de uma ideia ou proposta de evento que 
ainda será discutida. 
c) Projeto e planejamento significam exatamente a mesma coisa; o que o profissional 
precisa saber é qual a denominação escolhida pela instituição organizadora do evento.
d) Quando se trata de organizar um evento esportivo, o que se redige é um projeto, 
porque planejamento é escrito apenas quando se trata de aulas de Educação Física 
escolar. 
e) Quando se trata de organizar um evento esportivo, o que se redige é um planejamento, 
porque projeto é escrito apenas quando se trata de aulas de Educação Física escolar. 
41
EVENTOS E COMPETIÇÕES 
NA EDUCAÇÃO FÍSICA 
ESCOLAR E NO ESPORTE
42
I - desporto educacional, praticado nos sistemas de en-
sino e em formas assistemáticas de educação, evitan-
do-se a seletividade, a hipercompetitividade de seus 
praticantes, com a finalidade de alcançar o desenvol-
vimento integral do indivíduo e a sua formação para o 
exercício da cidadania e a prática do lazer; II - desporto 
de participação, de modo voluntário, compreendendo 
as modalidades desportivas praticadas com a finalida-
de de contribuir para a integração dos praticantes na 
plenitude da vida social, na promoção da saúde e edu-
cação e na preservação do meio ambiente; III - des-
porto de rendimento, praticado segundo normasgerais 
desta Lei e regras de prática desportiva, nacionais e in-
ternacionais, com a finalidade de obter resultados e in-
tegrar pessoas e comunidades do País e estas com as 
de outras nações; IV - desporto de formação, caracteri-
zado pelo fomento e aquisição inicial dos conhecimen-
tos desportivos que garantam competência técnica na 
intervenção desportiva, com o objetivo de promover o 
aperfeiçoamento qualitativo e quantitativo da prática 
desportiva em termos recreativos, competitivos ou de 
alta competição (BRASIL, 1998b). 
 Na unidade iremos apresentar as faces do desporto com base legal, dentro dos 
espaços escolares e não escolares, anunciando os eventos em menores escalas mais 
comuns na educação física escolar, os quais também podem ser trabalhados em outros 
tipos de organização, tais como, clubes, hotéis, empresas. 
 Dentre os eventos vamos destacar quatro, os quais concluímos que sejam os mais 
frequentes nas escolas: torneios, campeonatos, gincanas e olimpíadas, descrevendo os 
dois últimos ainda nesta unidade. 
 Dentre as manifestações desportivas encontramos objetivos comuns que 
atravessam a escola, mas queremos destacar o desporto educacional que busca 
fomentar o desenvolvimento do indivíduo, preparando-o para o exercício da sua 
cidadania e por conta dos seus objetivos mais específicos.
 Os eventos escolares tendem a ser em menor escala, o que não se faz necessário 
a realização de etapas que são mais comuns em eventos de grande porte, como por 
exemplo, o congresso de abertura. Nos espaços escolares são realizados de forma mais 
comum, somente as cerimonias (MOTA, 2009), como podemos verificar na Figura 9. 
 A Lei nº 9.615/1998 reconhece o desporto manifestado nas seguintes faces: 
3.1 INTRODUÇÃO
3.2 FORMATO DE EVENTOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
43
 Urbinati e Micaliski (2020) lembram da devida atenção que devemos ter sobre 
a localização do pódio e os espaços destinados aos convidados e os demais atores 
envolvidos, para que tenham uma boa visualização da cerimônia, seja de abertura ou 
de encerramento. 
 Mota (2009) ainda chama a atenção para alguns elementos, que são vistos nos 
eventos escolares, como os símbolos, o hasteamento bandeira do Brasil e não menos 
importante, a referência às pessoas como os pronomes de tratamento corretos e as 
músicas utilizadas. Contudo, lembramos que tais elementos não fazem sentido, na 
ausência de um trabalho contextualizado.
 Como nos ambientes escolares não é comum a realização de Congressos 
Técnicos, as respectivas tarefas podem ser trabalhadas nos encontros realizados, 
onde são distribuídas as chaves para disputas. Todos estes momentos podem ser 
considerados implicados a construção de aprendizagem no componente curricular 
da educação física, os quais permeiam as dimensões cognitivas, afetivas e motoras, a 
partir do envolvimento dos participantes (TUBINO, 2010).
 Os eventos esportivos possuem aspectos comuns entre si, contudo, podem se 
manifestar em diferentes formatos, como mostra o Quadro 6:
Figura 9: Abertura de Olímpiadas Escolares
Fonte: Colégio Dante Alighieri (2019, online)
Eventos Conceito
Torneio* Disputa em curto período de tempo, compõem apenas uma modalidade. 
Neles, equipes se enfrentam em grupos até que se tenha um vencedor.
Campeona-
to*
Disputas esportivas em que se procura a classificação de uma ou mais 
equipes por meio de confrontos diretos e obrigatórios.
Taça* É uma competição em que se reúnem os campeões de outras compe-
tições ou times de determinada região. Disputam entre si e definem o 
campeão.
Ligas* É uma competição em que se formam grupos e realizam-se jogos de ida 
e volta. Há eliminatórias desde o início, até que se tenha um vencedor.
Gincana** Disputas entre equipes que precisam realizar tarefas em determinado 
tempo para alcançarem sua meta.
Olímpia-
das***
Competições que concentram diferentes modalidades esportivas
Quadro 6: Eventos na educação física escolar
Fonte: CBDEL* (2021, online); Brustolin; Lopes** (2014); COB*** (2020)
44
 O Quadro acima descreve os eventos esportivos mais frequentes nas escolas, 
dentre estes, selecionamos os quatro que em nosso entendimento mais se destacam 
na disciplina educação física. É importante salientar que os eventos na educação física 
cumprem um papel de formação e desenvolvimento humano, pois a disciplina não 
pode ser vista como, apenas, como mera recreação.
 Juchem (2015, p. 20) tem apontado à resistência de muitos professores acerca 
das competições escolares, onde se apoiam num discurso de formação de valores 
individualistas, contudo, o mesmo defende que “existem estratégias para tornar o 
processo competitivo em algo saudável e adequado no desenvolvimento das crianças”. 
 Se torna interessante reiterar competências gerais da Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC). Os eventos esportivos na escola colaboram para o conhecimento; 
pensamento científico, crítico e reflexivo; repertório cultural; comunicação; cultural 
digital; trabalho e projeto de vida; argumentação. Autoconhecimento e autocuidado; 
empatia e cooperação; responsabilidade e cidadania (BRASIL, 2018).
 A seguir, nas próximas seções vamos conhecer mais sobre gincanas e olimpíadas, 
e na unidade seguinte, vamos conhecer alguns sistemas de disputas e seus processos. 
Lei nº 9.615/1998 também é reconhecida como Lei Pelé.
FIQUE ATENTO
Sabemos que a aprendizagem é vinculada ao exercício do protagonismo do estudante, 
sendo assim, pense em possibilidades de organizar uma gincana esportiva com esta pers-
pectiva. Quais caminhos percorrer para este objetivo?
VAMOS PENSAR?
Procure conhecer o papel da educação física no desenvolvimento humano com 
Martins e Batista (2015). Disponível em: https://bit.ly/3v9klIt. Acesso em: 22 set. 
2021. 
Veja em Biedrzycki (2020) a ação transformadora da educação física escolar. 
Disponível em: https://bit.ly/3aWe1gE. Acesso em: 22 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Ao contrário do que nós pensamos a gincana não é um jogo, como aponta 
Brustolin e Lopes (2014, p. 109), e também não pode ser considerada uma brincadeira 
3.3 GINCANA
45
em si. As autoras consideram que “originalmente a gincana compreende disputas entre 
equipes que precisam realizar tarefas em determinado tempo para alcançarem sua 
meta”, assim tendo os jogos e brincadeiras formando a sua estrutura.
 Segundo Berkenbrock (2007, p. 78) consideramos a gincana um evento de 
pequeno porte, e para elucidar observe o exemplo dado:
 Na gincana os jogos e brincadeiras estão presentes, e concentram um coletivo 
de atividades sequenciais ou simultâneas de cunho competitivo e/ou recreativo que 
podem ter variações, a exemplo: “atividades de sociabilização; brincadeiras; rodas 
cantadas; jogos; esportes; caças; dança; canto e outros” Brustolin e Lopes (2014, p. 109), 
que em geral reúnem um número grande de participantes. 
 Para a realização deste evento são necessários critérios explícitos para evitar 
conflitos entre as equipes e a coordenação do evento. Citamos a importância do 
regulamento, pois neste documento, as regras de convivência entre sanções e 
penalidade e pontuação e premiação devem ser bem entendidas, apesar da pouca 
sofisticação, apontada por Martins (2018) sobre o controle quando comparado a um 
megaevento. 
 Entretanto, a gincana, como um projeto de pequeno porte, apresenta semelhanças 
com os megaeventos, como os mascotes, símbolos, cores e bandeiras. Quando visto as 
especificidades, encontramos o nome da equipe, grito de guerra, ornamentação, líder, 
coreografias, entre outras que também podem ser pontuados (BRUSTOLIN; LOPES, 2014). 
 A coordenação do evento tem um apresentador, que é conhecido por animador. 
É o responsável por zelar pelo regulamento da gincana que pode ser considerada 
atividades competitivas, no entanto, o seu caráter recreativo é mais intensificado, 
propiciando diversão e entrosamento entre os membros participantes (BERKENBROCK, 
2007). Além disso, é um evento que o animador deve proporcionar a discussão e decisão 
em grupo, onde devemos“pensar na gincana em dois tempos: o tempo de debate e o 
tempo de execução ((BRUSTOLIN; LOPES, 2014, p. 111).
 As provas devem ser cumpridas pelas equipes, assim, acumulando pontos 
conquistados. É importante lembrar que os pontos também são formas de controle 
para manter a disciplina, devendo ser descontados, quando previstos no regulamento, 
em caso de infrações.
 Concordamos com Brustolin e Lopes (2014, p. 111) acerca da importância de não 
centralizar “a pontuação apenas no resultado de cada tarefa para não descaracterizar 
todo o trabalho coletivo que é requisitado. A divulgação dos resultados precisa ser 
parcial”, visto a imprevisibilidade de algumas provas. Veja no Quadro 7 as classificações 
das provas que consiste em uma gincana.
Podemos citar o caso de um professor de Educação Fí-
sica em uma escola. Esse professor tem entre as suas 
atribuições funcionais o desenvolvimento de conteúdos 
curriculares em várias turmas e horários a preparação 
de aula e atividades de avaliação, o monitoramento e 
controle de frequência dos alunos. Além disso, por de-
signação do diretor, assume o projeto de participar de 
uma grande competição esportiva nacional com as 
equipes esportivas da escola ou de uma gincana para 
o dia das crianças, por exemplo. 
46
Classificação 
das provas 
Conceito
Surpresa São informadas no programa e tem horário estabelecido, mas não 
revelam o que são.
Relâmpago Constam no programa mas sem horário previsto, nem revelam o 
que são.
Suplementares São tarefas que não estão no cronograma; elas decorrem de mu-
danças na programação em consequência de imprevistos ou su-
gestões dos participantes.
Especiais São tarefas de impacto e criam o ápice da gincana
Normais São aquelas existentes no programa da gincana, com horários es-
tabelecidos, que não têm o conteúdo velado. 
Quadro 7: Classificações das provas que fazem parte da gincana
Fonte: Quadro elaborado pela autora (BRUSTOLIN; LOPES, 2014, p. 111)
 As provas são lançadas em consonância com a proposta pedagógica, que 
vai estar alinhada com as categorias. As gincanas variam e podem ser construídas 
em 9 tipos, conforme anuncia Brustolin e Lopes (2014, apud RIBEIRO, 2014), sendo: de 
solicitação, culturais, musicais, de habilidades, de salão, rústicas, esportivas, aquática e 
de circuitos (mistas). Contudo, dificilmente, a gincana é estanque com apenas um tipo 
determinado.
 A seguir, vamos apresentar duas sugestões de brincadeiras e jogos que podem 
colaborar com a indução para se pensar em novas ideias de provas de maneira que 
colabore com uma futura proposta de gincana no seu exercício profissional. Cabe 
lembrar que as duas atividades foram apresentadas em Brustolin e Lopes (2014) e 
Berkenbrock (2007), respectivamente. 
 Veja no Quadro 8, um exemplo de atividade que pode ser vinculada ao tipo 
de gincana desportiva e gincana de circuito, que tem como objetivo fomentar entre 
os participantes a promoção da tomada de decisão, isso porque, em provas com 
estações, o número de participantes é reduzido, logo precisa ser indicado pelo coletivo 
que representa a equipe. 
Estação de provas Disponibilizar no preparo da prova Execução da prova
1ª Uma bola de basquete e um bam-
bolê .
Quicar, ininterruptamente, a 
bola no espaço compreendido 
no bambolê.
2ª Três bolas e a rede de voleibol. Executar três saques.
3ª Uma bola de futebol ou futsal pró-
xima a um círculo riscado no chão.
Realizar dez embaixadinhas no 
espaço do círculo.
4ª Colchonete, tatames, arcos, fitas e 
cordas.
Serão executados movimentos 
da ginástica artística e rítmica.
Quadro 8: Exemplo de prova mesclada com tipo de gincana esportiva e de circuito
Fonte: Quadro elaborado pela autora (BRUSTOLIN; LOPES, 2014, p. 128)
47
Figura 10: Prova “Caneta na Garrafa”
Fonte: (BERKENBROCK, 2007, p. 33)
 As tarefas em circuitos do Quadro acima exigem que os participantes passem 
por todas as estações durante o período de 2 minutos, para a execução das provas, que 
podem ser pontuadas pelo o seu cumprimento ou pelo tempo de cumprimento. 
 A próxima prova faz parte requer dos participantes certa habilidade e é intitulada 
por Berkenbrock (2007) como “Caneta na Garrafa”, onde o real objetivo é fazer com que 
a caneta seja colocada dentro da garrafa, contudo a mesma deve ser presa a uma das 
pontas do barbante, devendo este estar amarrado a cintura dos participantes, como 
mostra a Figura 10. 
 Neste tipo de prova, o participante vencedor é que conseguir realizar primeiro 
a tarefa, dado a complexidade dos movimentos a serem realizados, que vai requerer 
intensa contração muscular dos membros inferiores e equilíbrio. É possível intervir com 
variações deixando a prova na modalidade individual ou em grupo. 
 Vimos o quanto a gincana é um evento dinâmico e colabora para o senso de 
responsabilidade dos participantes, tendo em vista o cumprimento das provas que 
não se limitam ao dia dedicado ao evento. Além disso, é possível que a própria equipe 
de coordenação seja composta em certa medida pelos alunos e não apenas pelo 
professor de educação física, onde os alunos passam de expectadores à protagonistas 
do processo de aprendizagem. 
 Neste sentido, concordamos com Tubino (2010) ao considerar que é necessário 
que os alunos façam parte do processo de construção desde a organização dos eventos, 
devendo esta coparticipação implicada aos currículos. 
Sabemos que as pontuações podem variar constantemente, inclusive, com a execução 
de provas surpresas, relâmpagos e suplementares, logo, é importante que se mantenha 
o constante incentivo às equipes.
FIQUE ATENTO
Agora que você conhece os tipos gincanas, bem como a classificação das provas, busque 
lembrar das gincanas em que participou ao longo da vida escolar e relacione-as conforme 
os conceitos
VAMOS PENSAR?
48
Para ter mais variações de brincadeiras, veja a Parte 2 de Reis (2020), disponível 
em: https://bit.ly/3zraAIl. Acesso em: 25 set. 2021. 
Para conhecer outras categorias de gincana, veja o Capítulo de Brustolin e Lo-
pes (2014) disponível em: https://bit.ly/3aYyFg9. Acesso em: 25 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 As olimpíadas escolares é outra variação de evento esportivo de menor escala no 
contexto educacional, que busca trabalhar os valores olímpicos e paralímpicos, além 
dos objetivos anunciados na proposta pedagógica, como por exemplo, conceitos de 
diferentes componentes curriculares em uma perspectiva interdisciplinar. 
 Podemos verificar em COI (2021) que este tipo de evento prevê fomentar a 
excelência, a amizade e o respeito, além disso, podemos direcionar uma discussão 
para a manutenção da vida saudável, doping, a perspectiva do fair play que se refere 
ao jogo limpo, à desigualdade de gênero, a questão ambiental e de sustentabilidade, 
sendo esta última bem representada na Figura 11.
 A produção de medalhas com matéria-prima retirada de aparelhos celulares, 
computadores entre outras espécies de recursos tecnológicos nos ensinam sobre valores 
universais e de extrema importância na sociedade. Há ainda os valores paraolímpicos: 
coragem, determinação, inspiração, igualdade (CPB, 2021). Dado o exposto, avaliamos 
que a educação física é intimamente relacionada à construção de uma sociedade que 
desejamos. Em nosso entendimento, as olimpíadas podem ser meio para o fim que 
3.4 OLIMPÍADAS
Figura 11: Medalhas feitas com a retirada de ouro, prata e bronze de celulares para 
as Olimpíadas de Tóquio 2020
Fonte: Ambiente Legal (2021, online)
49
Figura 12: Basquete 3x3
Fonte: CONFEF (2020, p. 26)
desejamos.
 Consideramos que olimpíadas são competições esportivas (OLIMPÍADAS, 2021), 
que reuni diferentes modalidades. Queremos chamar a atenção para o atletismo, pois 
esta modalidade reuni muitas variações, possibilitando a realização da olimpíada 
escolar somente com o atletismo. 
 A seguir, vamos apresentar duas destas que consideramos inovadoras pelo fato 
que estrearem nas Olimpíadas de Tóquio: a disputa basquete de 3 e a disputa de skate, 
as quais são previstas na BNCC em unidadestemáticas esporte de invasão e práticas 
corporais de aventura urbana, respectivamente. 
 O basquete de 3 se diferencia do convencional em muitos aspectos, como o 
tamanho da quadra, o número de tabelas e as regras. Seu público alvo são os jovens, por 
isso possui características específicas destacando a música e cultura urbana (CONFEF, 
2020 COI, 2021). A modalidade pode ganhar visibilidade nas escolas, juntamente por 
concentrarem o público jovem, além de se aproximar do mundo juvenil. 
 Veja na Figura 12 a diferença entre a quadra e o número reduzido de jogadores 
quando comparados ao basquete convencional. 
 O número menor de participantes faz o jogo ser muito mais dinâmico, sendo 
mais adequado para as olimpíadas escolares, indo ao encontro das características 
dos jovens. Acerca da modalidade skate, o esporte está presente na cultura juvenil e 
propõem desenvolver aventuras (BRASIL, 2018, p. 235).
 A prática do skate é implicada as questões sociais tendo em vista o vínculo com 
a cidade. Mas, atenção, apesar dos eventos olímpicos existirem desde a Antiguidade, 
novas modalidade vão eclodindo em decorrência da cultura geracional. Se temos como 
objetivo usar as olimpíadas escolares como meio de promover justiça social, igualdade 
e conhecimentos escolares, é pertinente que possamos correlatar as competições 
ao perfil de jovens que temos hoje, para que a escola esteja contextualizada com as 
demandas juvenis. 
urbanas, valorizando a própria segurança e integrida-
de física, bem como as dos demais. Identificar os riscos 
durante a realização de práticas corporais [...] planejar 
estratégias para sua superação. [...] respeitando o pa-
trimônio público [...]
50
A construção das olimpíadas e paralímpiadas na escola podem ter como inspiração al-
guns projetos educacionais que já apresentaram sucesso, como por exemplo, o Progra-
ma Segundo Tempo e o Programa Rio Olímpico.
FIQUE ATENTO
Reflita como a prática do professor de educação comprometido com uma educação inte-
gral e os projetos citados podem colaborar para o desenvolvimento humano.
VAMOS PENSAR?
Conheça mais sobre as possibilidades de trabalhar os valores olímpicos e para-
olímpicos interdisciplinarmente com Colégio Pedro II (RJ). Disponível em: https://
bit.ly/3czEYai. Acesso em: 27 set. 2021. Veja em o capítulo 2 e 5 em Capraro e 
Souza (2017) como os jogos na modernidade tratam a questão do jogo limpo, 
ou seja, o fair play. Disponível em: https://bit.ly/3RWx37q. Acesso em: 27 set. 2021. 
Veja em Pereira e Paz (2019) as modalidades individuais e coletivas que cola-
boram para a elaboração de olimpíadas escolares. Disponível em: https://bit.
ly/3zrkERK. Acesso em: 27 set. 2021
BUSQUE POR MAIS
51
FIXANDO O CONTEÚDO
1. (IESES/2019 - Adaptada). O esporte, a partir do pressuposto do direito de todos à 
prática desportiva, passou a ser compreendido através de 3 concepções esportivas 
(TUBINO, 1992, 1995): educação, participação, performance/rendimento. No que diz 
respeito à participação é correto afirmar:
a) Impregnado, dos propósitos de novos êxitos esportivos, a vitória sobre os adversários 
nos mesmos códigos, havendo a tendência natural para que seja praticado 
prioritariamente pelos talentos esportivos.
b) Possui sentido educativo, vinculando-se a três áreas de atuação pedagógica a 
interação social, desenvolvimento psicomotor e atividades físicas educativas.
c) Predomina os aspectos parciais do comportamento corporal e motor com intenções 
de objetivos mensuráveis, aplicando-se propósitos de padronizações, sincronizações e 
maximizações das expressões corporais e motoras.
d) É referenciado com o princípio do prazer lúdico, intimamente ligado ao lazer e ao 
tempo livre, busca como propósito a descontração, a diversão, o entretenimento, o 
desenvolvimento pessoal e as relações interpessoais.
e) Predomina-se os aspectos voltados para a performance esportiva.
2. É compreendida como disputas entre equipes que precisam realizar tarefas em 
determinado tempo para alcançarem sua meta. Este conceito se refere a determinado 
evento esportivo para ser utilizado nas aulas de educação física ou em projetos 
pedagógicos da escola. De acordo com as características marque a alternativa que 
correlaciona-se:
a) Torneio simples.
b) Gincana.
c) Olimpíadas.
d) Campeonato.
e) Ligas.
3. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta 10 competências gerais 
que dialogam com o componente curricular da educação física. A partir das suas 
especificidades correlacione as competências com a respectivas ações. 
(1) Repertório cultural 
(2) Responsabilidade e cidadania 
(3) Autoconhecimento e autocuidado 
(4) Empatia e cooperação 
( ) Montar coreografias de diferentes culturas populares. 
( ) Tomar decisões nas equipes com alteridade.
( ) Participar de atividades de ação voluntária. 
52
( ) Buscar ter alimentação equilibrada. 
A sequência correta é:
a) 4, 2, 3, 1.
b) 2, 1, 4, 3.
c) 1, 4, 2, 3.
d) 4, 3, 2, 1.
e) 3, 2, 4, 1.
4. Para que os eventos olímpicos escolares não deixem de conquistar os estudantes, é 
importante que as novas modalidades olímpicas ou não olímpicas sejam consideradas, 
além das convencionais. Considerando o perfil das juventudes urbanas, marque a 
alternativa que corresponde a este grupo social.
a) Hipismo e skate.
b) Surf e esgrima.
c) Skate e parkour.
d) Mountain bike e arvorismo.
e) Rafting e skate.
5. As gincanas envolvem diferentes capacidades dos alunos, e isso não se aplica 
apenas a questão física. Brustolin e Lopes (2014, apud RIBEIRO, 2014) destacam que as 
provas devem ser alinhadas com a proposta pedagógica, assim, resultando no tipo de 
gincana adequada. Marque a alternativa em que a afirmativa é verdadeira.
a) A paródia é uma prova alinhada com a gincana musical.
b) A prova arremesso de basquete pode ser vista na gincana tipo rústica.
c) Corrida do ovo é uma prova utilizada na gincana esportiva.
d) A prova dança da cadeira faz parte da gincana esportiva.
e) Corrida do saco cruzando o campo de futebol identifica-se com gincana cultural.
6. Os eventos competitivos na escola se revelam de diferentes formas e devem ser 
avaliados conforme o objetivo que a escola pretende alcançar, são eles: torneios, 
campeonatos, ligas, taça, olimpíada e gincana. Considerando os conceitos de cada 
um, marque a alternativa correta.
a) Campeonato são disputas em curto período de tempo, compõem apenas uma 
modalidade. Neles, equipes se enfrentam em grupos até que se tenha um vencedor.
b) Torneio é uma competição em que se reúnem os campeões de outras competições 
ou times de determinada região. Disputam entre si e definem o campeão.
c) Ligas são disputas entre equipes que precisam realizar tarefas em determinado 
tempo para alcançarem sua meta.
d) As competições que concentram diferentes modalidades esportivas são conhecidas 
por olimpíadas.
e) Taça é a disputa esportiva em que se procura a classificação de uma ou mais equipes 
53
por meio de confrontos diretos e obrigatórios.
7. Brustolin e Lopes (2014) distribuem os tipos de provas que são utilizadas nas 
gincanas por categorias, sendo 5: surpresa, relâmpago, suplementares, especiais e as 
consideradas normais. Considerando os conceitos de cada uma, avalie a marque a 
afirmativa correta.
a) As provas normais não são essenciais, podendo ser dispensadas.
b) O cronograma da gincana deve prever as provas suplementares.
c) As provas surpresas não têm horário estabelecido. 
d) Quando as provas constam na programação sem horário previsto e nem revelam o 
que são, chamamos de provas relâmpago.
e) As provas especiais são direcionadas a educação especial.
8. Quando a escola propõe a modalidade skate nas olimpíadas, compreende as 
mudanças na prática educacional, a qual deve acompanhar o mundo juvenil, além disso 
há outras habilidades que a BNCC orienta. Marque a alternativa que é correlacionada 
às práticas de aventura urbana, em consonância com a BNCC.
a) Reconhecendo na modalidade as suascaracterísticas técnicas.
b) Problematizar a prática excessiva de exercícios físicos e o uso de medicamentos 
para a ampliação do rendimento ou potencialização das transformações corporais.
c) Analisar as características (ritmos, gestos, coreografias e músicas) para a valorização 
cultural.
d) Reconhecendo na modalidade as suas características táticas.
e) Valorização da própria segurança e respeito ao patrimônio público.
54
PROCESSO DE 
ELIMINATÓRIA 
E CLASSIFICAÇÃO 
55
4.1 INTRODUÇÃO 
4.2 TORNEIO
 Nesta unidade conheceremos mais sobre os sistemas e principais processos 
de disputas em eventos esportivos, considerando os que se caracterizam por baixa 
complexidade para implementação no ambiente escolar, como por exemplo, os 
torneios e os campeonatos que seguem os processos de eliminatórias e rodízios. Além 
disso, vamos analisar como é possível a elaboração do planejamento e organização do 
calendário a partir da montagem de chaves e número de jogos. 
 O torneio é um sistema de disputa com características específicas, sendo menos 
complexos, pois os participantes se enfrentam por chaves, num ritmo de eliminatórias, 
classificação e por rodadas. Por características assim, pode ser considerado um evento 
competitivo de baixo custo e pequeno, embora reúna um número grande de equipes, 
muito comum nas escolas com o nome de Intersalas. 
 Ao contrário que muitos pensam, não é preciso que o número de equipes inscritas 
seja par. Rezende (2000) diz que na fase inicial não é obrigatório que o total de equipes 
seja em número potência de 2 (4, 8, 16, 32, etc.), no entanto, nas fases seguintes, sim, 
para que possamos chegas às duas equipes finalistas, não havendo empates. Veja 
na Figura 13 um exemplo de distribuição de chaves com o número de participantes 
potência de 2:
Figura 13: Distribuição de chaves com participantes correspondentes à potência 2
Fonte: Chaves elaboradas pela autora (REZENDE, 2000)
56
 A Figura 13 representa um processo de eliminatória simples com um número de 
equipes correspondente a potência 2 (8), sendo o vencedor de cada rodada, classificado 
para a próxima, contudo, em casos que a primeira rodada esteja com equipes em 
número diferente de potência de 2, é possível recorrer ao processo de isenção. 
 Acerca do número de isentos, Martins (2018) e Rezende (2000, p. 101) usam a 
fórmula: “Isentos = potência de 02 imediatamente acima do nº de participantes – nº de 
participantes”, como representado na Figura 14.
 Como vimos, o processo de isenção não é aleatório. É preciso calcular a potência 
de 2 acima do número de participantes, e subtrair o número de participantes: no caso, 
8 – 7 = 1. O número 8 é a potência 2 mais próxima e superior do número de participantes, 
sendo 7 participantes e 1 isenção. 
 As equipes participantes devem ocupar as posições das chaves, inclusive, as 
isentas a partir de sorteios, além disso, Rezende (2000, p. 102) chama a atenção para o 
uso devido dos critérios de distribuição de chaves quando há isenções, para a equidade 
e justiça:
 Indo nesta direção, Poit (2004) diz que se houver somente uma isenção, esta deve 
ser remanejada para o pé de chave. Estes critérios se tornam importantes para que 
possamos evitar qualquer imprevisto que interrompa o percurso do torneio, mantendo 
1º) Se a quantidade de isentos for par, estes deverão ser 
distribuídos proporcionalmente pela chave ou o con-
junto delas, começando pelos extremos (também co-
nhecidos como cabeça e pé de chave), em direção ao 
meio (meio de chaves);
2º) Se a quantidade de isentos for ímpar, deveremos 
colocar um isento a mais na parte superior da chave. 
Figura 14: Distribuição de chaves com participantes não correspondentes à potência 2
Fonte: Chaves elaboradas pela autora (REZENDE, 2000)
57
É importante que as equipes que perderam na primeira rodada, sejam alocadas em 
chaves de posições opostas a que estavam para a segunda rodada, evitando correr o 
existem duas chaves distintas, a dos vencedores e as 
do que possuem uma derrota. Assim, os vencedores 
seguem normalmente dentro da sua respectiva chave, 
enquanto que as equipes que sofreram a sua primeira 
derrota são lançadas na chave dos perdedores.
assim, o calendário de jogos, conforme o planejamento. É importante destacar que o 
planejamento deve considerar o sistema de eliminatórias, que por sua vez, se relaciona 
com o calendário. 
 Além disso, Juchem (2015) considera importante que sejam adotados 
procedimentos e alternativas, como por exemplo, a prorrogação dos jogos, a fim de 
evitar o empate, desde que esteja previsto no regulamento de cada modalidade. 
Cuidados e critérios assim, evitam conflitos no percurso das disputas. 
 Processo de eliminatórias: simples, consolação, bagnall‐wild e dupla
 No processo de eliminatórias simples as equipes que participam da disputa 
e perdem, são desligadas e o torneio caminha em um sentido de percurso funil até 
chegarmos a um único vencedor. Martins (2018) considera que assim, há um número 
menor de competições. Na fase do planejamento é possível prever o número de jogos 
do torneio aplicando a seguinte fórmula: Nº de jogos = *P – 1, sendo que *P representa o 
número de equipes participantes (REZENDE, 2000; MARTINS, 2018). Tenha como exemplo: 
Em um torneio de Intersalas com 18 equipes, aplicando a fórmula o número de jogos 
será 17. 
 Mas atenção, Rezende (2000, p. 104) orienta que nos torneios onde há mais de 32 
equipes participantes, “seja feito um desmembramento das chaves, ou seja, dividindo-
as em grupos (desde que também sejam potência de 2’, sendo cada grupo representado 
por uma letra do alfabeto (Grupo A, Grupo B, Grupo C, etc.).
 Segundo Martins (2018) é uma chance de prosseguir nos jogos. As características 
da eliminatória Consolação têm origem na eliminatória simples, seguindo inclusive, as 
mesmas razões para montagem das chaves. Este processo reuni as equipes perdedoras 
do torneiro que antecede, independente da rodada, fazendo jus ao nome que recebe. 
Mas Poit (2004) sugere que se dê um nome diferente, como por exemplo, torneio 
alternativo ou torneio paralelo, assim, se torna mais atrativo.
 Outro processo que também acompanha a eliminatória simples é a eliminatória 
Bagnall-Wild que tem o objetivo de ocupar o segundo e terceiro lugar no torneio (MARTINS, 
2018). Neste processo organizamos “um torneio com os concorrentes derrotados 
diretamente pelo campeão. [...]. Para determinar o terceiro colocado organizamos outro 
torneio com os derrotados diretamente pelo vice-campeão” (POIT, 2004, p. 136). 
 Acerca da disputa de eliminatória dupla, consideramos uma disputa que requer 
maior tempo, pois não há o desligamento imediato das equipes que perdem a disputa, 
ou seja, ainda é realizada a segunda rodada. O desligamento da disputa ocorre após a 
segunda derrota. 
 A segunda rodada fica implicada às outras chaves. Veja o que Rezende (2000, p. 
105) diz sobre isso:
58
risco de encontrar o primeiro adversário que a derrotou, antes dos jogos finais. Havendo 
este encontro na final, abrimos uma vantagem para que não ocorram injustiças, ou 
seja, a equipe que ainda não obteve derrota no percurso do torneio, caso venha perder 
na final, será realizado um último jogo, já que a outra equipe teve uma segunda chance 
(REZENDE, 2000). 
 Nas disputas de eliminatória dupla, também, é possível prever o número de jogos 
do torneio aplicando a seguinte fórmula: Nº de jogos = 2.(*P – 1). Temos como exemplo: 
Em um torneio de Intersalas com 8 equipes, aplicando a fórmula o número de jogos 
será 14.
Para calcular a potência de 2 é preciso elevá-lo como expoente. Veja alguns exemplos: 23 
= 8, 24 = 16, 25 = 32, 26 = 64, 27 = 128, 28 = 256 (POIT, 2014; MARTINS, 2018).
FIQUE ATENTO
Será que é possível realizar um intersalas com equipes mistas, ou seja, onde os partici-
pantes são meninas e meninos? É possível que se questione o grau de força entre os dois 
gêneros, mas se trocarmos o futsal por voleibol, já que não é um esporte de invasão, logo, 
não exige forçasequivalentes? É uma estratégia de romper a hierarquia de gênero no es-
porte. Pense sobre isso.
VAMOS PENSAR?
Veja a representação das competições em eliminatórias na seção 6.2 em Mar-
tins (2018). Disponível em: https://bit.ly/3b6gWTY. Acesso em: 30 set. 2021. O tor-
neio também é uma opção para os esportes de combate. Veja entre as páginas 
19 e 20 em Fiani (2015). Disponível em: https://bit.ly/3zqyp2O. Acesso em: 30 set. 
2021.
BUSQUE POR MAIS
4.3 CAMPEONATO
 O campeonato é um sistema de disputa que se difere da modalidade torneio 
em muitos sentidos, entre suas características, está o tempo de duração, que é maior; 
quantidade de equipes participantes, que precisa ser em número pequeno; o processo 
das partidas que segue rodízio; a forma de classificação segue uma sequência de fases; 
e a disponibilidade dos recursos que costumam ser elevada (REZENDE, 2000).
59
 Rezende (2000) aponta que a disputa no sistema campeonato proporciona 
o confronto direto e obrigatório com as equipes oponentes, enquanto que Juchem 
(2015, p. 250) menciona que a disputa é “um contra todos”. Além de acumular pontos, 
conforme os resultados, este processo de rodízio, também conhecido por turno, são 
mais populares como simples, duplo, em séries e lombardo, como estão descritos a 
seguir. 
 Processos de rodízio: simples, duplo, em séries e lombardo
 No rodízio simples as equipes participantes disputam entre si, por isso tende a ser 
realizado com um número baixo de equipes participante (MARTINS, 2018). Observe na 
Figura 15 a disposição das equipes no rodízio.
 Percebemos pela Figura 15 que as 6 equipes participantes disputam entre si, 
havendo 3 disputas por rodada, cada uma das equipes participam de 5 jogos, somando 
ao final, 15 jogos. Lembramos que o penúltimo jogo é chamado de semifinal e o último é 
intitulado de final. Atenção ao sentido anti-horário a partir da equipe 1. 
 No rodízio simples também é possível prever o número de jogos para a elaboração 
do calendário do evento. Devemos aplicar a seguinte fórmula que Rezende (2000) 
apresenta: *P (*P -1) : 2. Então, concluímos: 6 . (6 – 1) : 2 → 6 . 5 : 2 → 30 : 2 → 15.
 Como vimos, a Figura 15 apresenta um exemplo com o número par, mas nos casos 
em que o número de competidores é ímpar, devemos deixar uma equipe centralizada 
e acima das demais equipes, sendo isenta da rodada. Com o rodízio, todas as equipes 
ficarão isentas em determinado momento. Sobre a pontuação, Poit (2004) tem como 
premissa a utilização das seguintes pontuações: Vitória = 1, 2 ou 3; Empate = 0,5, 1 ou 2; 
Derrota = 0, 0 ou 1.
 Acerca do rodízio duplo podemos considerar que há apenas a inversão do mando 
de jogo a alteração da ordem de disputas, devendo haver dois confrontos com o mesmo 
concorrente. Este processo é interessante porque proporciona a posição de mandate e 
de visitante para cada equipe participante. Neste caso aplica-se uma formula diferente 
para saber o número de jogo: *P (*P -1), exemplo, um campeonato com 10 competidores 
= 10 . (10 -1) → 10 . 9 → 90 (POIT, 2004).
 O rodízio em séries também é conhecido por rodízio em grupos, caracteriza-se 
pela redução no número de jogos, ampliando o número de grupos. As equipes dispostas 
em grupos competem em forma de rodízio para garantir a passagem para a próxima 
fase. Para esta forma de disputa utilizamos a mesma fórmula citada no rodízio duplo, 
Figura 15: Rodízio com 6 equipes participante
Fonte: Reproduzido pela autora (REZENDE, 2000, p. 155)
60
contudo, o número de jogos será dividido por grupos, exemplo, “em 4 grupos de 6, 
teremos: 6 (6 -1) : 2 = 15 jogos por grupo = 60 jogos (05 jogos/equipe)” (REZENDE, 2000, 
p. 158).
 O rodízio no processo lombardo é utilizado quando dispomos de curto tempo e um 
número de equipes elevado, sendo uma variação do rodízio simples (MARTINS, 2018). Na 
compreensão de Poit (2004, p. 151) “divide-se o tempo normal de jogo da modalidade a 
ser disputada pelo número de jogos de cada equipe e organiza-se um rodízio simples 
entre os participantes, dispondo de vários jogos”. É um método adaptado do rodízio 
simples onde se aplica a fórmula: tempo de jogo : jogos por equipe. 
Utilizamos os termos oitavas de final, quartas de final, semifinal e final, quando estamos 
com 16, 8, 4 e 2 equipes em disputas, respectivamente.
FIQUE ATENTO
Você é coordenador do Campeonato de futsal escolar, onde adota o rodízio simples e com 
5 equipes inscritas Considerando isso, desafie-se e monte o esquema de jogo, baseado na 
Figura 15.
VAMOS PENSAR?
Veja a representação das competições em rodízios na seção 6.3 em Martins 
(2018). Disponível em: https://bit.ly/3PK444I. Acesso em: 30 set. 2021. 
Veja em Zenone (2014) como utilizar o Campeonato como Marketing esportivo. 
Disponível em: https://bit.ly/3RTxDma. Acesso em: 30 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
4.4 OUTROS PROCESSOS
 Os processos que utilizamos nas disputas e jogos, não se limitam ao que já vimos 
e descrevemos. Existem muitos outros que não é possível apresentar nesta edição, 
mas que se tornam de fácil compreensão a partir do entendimento dos que já foram 
expostos. 
 Os demais considerados que podem ser separados em categorias complexas 
61
 Considerando os modelos escada, funil, pirâmide, os atletas que estão na base, 
desafiam os que estão na parte superior; enquanto que no modelo, teia de aranha, os 
atletas do entorno desafiam os que estão próximo ao centro do círculo, como é possível 
analisar na Figura acima (MARTINS, 2018). 
e simples, e vamos apresentar de forma breve, três que percebemos como processos 
simples e de fácil implementação nos ambientes escolares: Playoff, Misto e Escalas.
 O playoff é uma alternativa para disputas que permite no máximo 7 jogos, sendo 
mais comum com 5 jogos, por isso, é mais conhecido como “melhor de 5”, ou seja, a 
equipe precisa ganhar pelo menos 3 partidas do total de 5 disputas, para se tornar 
vencedor. Geralmente, usamos esta via para a decisão das finais, contudo, pode ser 
implementada em outros momentos da competição (POIT, 2004). 
 Poit (2004) e Rezende (2000) sinalizam para a especulação comercial, 
principalmente para atender aos patrocinadores quando recorremos a este método 
de disputa que não possui um caráter técnico significativo. Neste sentido, podemos 
considerar pontos positivos e negativos, dependendo do objetivo proposto para os 
jogos, entretanto, considerando a perspectiva escolar, é necessário um trabalho de 
reflexão, tendo em vista que a atividade fim da escola tem caráter social. 
 O processo misto é a combinação de eliminatórias e rodízios, sendo na fase inicial 
as disputas eliminatórias, e nas fases decisivas a realização dos rodízios com as equipes 
participantes. Esse método pode ser visto das disputas em Copa do Mundo, contudo, 
em sentido contrário, ou seja, a FIFA inicia as competições em rodízio em grupos, e a 
medida que os jogos ocorrem nas fases seguintes, adota-se o processo de eliminatória 
simples (REZENDE, 2000; POIT, 2004).
 Os processos que utilizam as escalas são comuns em esportes individuais. “Os 
confrontos acontecem através de desafios. O desafiante sempre escolhe um concorrente 
melhor classificado e que seja na sua linha (ou nível superior). Em caso de vitória, o 
desafiante troca de lugar na ESCALA com o desafiado”. É um importante processo para 
a marcação de rankings (POIT, 2004, 153). 
 Este processo pode ser visto nos modelos de escada, funil, pirâmide e teia de 
aranha, como podemos ver na Figura 16. 
Figura 16: Processo de disputa por Escala no formato de escada, funil pirâmide e teia de aranha
Fonte: Adaptado de POIT, (2004)
62
O Playoff deve ser organizado com números ímpares (3, 5 ou 7).
FIQUE ATENTO
O processo de escala pode ser utilizado no atletismo e nas lutas. Pesquise são as outras 
modalidades que utilizam este processo de desafiar. 
VAMOS PENSAR?
Veja a representação das competições por escalas e combinações nas seções 
6.4 e 6.5 em Martins (2018). Disponível em: https://bit.ly/3zqusew. Acesso em: 30set. 2021. 
Em Pereira (2019) conheça mais sobre desafios e provas de atletismo. Disponível 
em: https://bit.ly/3BbdRgm. Acesso em: 30 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
63
FIXANDO O CONTEÚDO
1. (Educador Física, Prefeitura de São Miguel Oeste – SC/AMEOSC, 2021). Para a 
elaboração de um evento esportivo, os contratantes do educador físico "Tonistarque" 
optaram pelo sistema "eliminatória simples". Na modalidade vôlei de praia haviam 16 
duplas inscritas, assim sendo quantas partidas dessa modalidade serão realizadas:
a) 15 partidas.
b) 16 partidas.
c) 18 partidas.
d) 14 partidas.
e) 10 partidas.
2. (AOCP/2020 - Adaptado). Em uma competição esportiva nacional, uma equipe de 
handebol está posicionada em um grupo único com 13 equipes. O sistema de disputa 
do campeonato será rodízio duplo, ou seja, é o sistema em que todos os participantes 
se enfrentam em turno e returno, assim, a equipe que conquistar o maior número de 
pontos será a campeã. Diante do exposto, qual será o número total de rodadas e a 
quantidade de jogos disputados nessa competição?
a) 24 jogos.
b) 156 jogos.
c) 78 jogos.
d) 24 jogos.
e) 96 jogos.
3. (AOCP-2020). O torneio de futsal do ensino médio da escola José Antunes se iniciará 
no próximo mês. A organização do evento será de responsabilidade do professor de 
educação física Fernando. Devido ao tempo disponível para a realização do evento e 
ao número grande de equipes (16), Fernando terá de finalizar a competição no menor 
tempo possível. Assinale a alternativa correta de acordo com o objetivo do professor 
Fernando.
a) Sistema de rodízio duplo, em que todos os atletas competem entre si em turno e 
returno, sendo vencedor aquele com o maior número de pontos.
b) Sistema de eliminatória simples, na qual, em cada disputa, há um eliminado, 
prosseguindo na disputa apenas os vencedores, até que se conheça o vencedor do 
torneio.
c) Sistema de disputa misto, utilizando dois sistemas. Na primeira fase, todos se 
enfrentam no rodízio simples, classificando-se os 8 melhores para a fase de playoffs 
(eliminatória simples), até que se chegue ao campeão.
d) Sistema de eliminatória dupla (repescagem), em que a equipe só será eliminada 
da competição após a segunda derrota, proporcionando aos derrotados uma outra 
oportunidade de título.
64
e) Sistema Bagnall Wild, em que, após, chegar a um campeão pela eliminatória simples, é 
organizado um torneio pelos derrotados pelo campeão para conhecer o vice-campeão. 
Depois, organiza-se outro chaveamento com os derrotados pelo vice-campeão para 
conhecer o terceiro colocado.
4. (FUNDEP/2019 - Adaptado). A definição do sistema de disputa de um evento esportivo 
deve levar em consideração as características das modalidades esportivas, a qualidade 
técnica dos competidores, a quantidade de participantes, os objetivos da competição, 
a disponibilidade de tempo, os locais para realização das competições, os recursos 
materiais, os recursos humanos e os recursos financeiros. 
Num campeonato de peteca, por exemplo, com quatro duplas inscritas, o sistema de 
disputa escolhido pela organização do evento foi o classificatório, com rodízio duplo 
(turno e returno) para obtenção do campeão. Pode-se afirmar que, nesse sistema,
a) Doze jogos serão realizados.
b) Dez jogos serão realizados.
c) Oito jogos serão realizados.
d) Seis jogos serão realizados.
e) Quinze jogos serão realizados.
5. (FUNDEP/2019 - Adaptada). Organizar um evento esportivo é executar todas as 
providências preparatórias necessárias para assegurar as melhores condições a sua 
realização, entre elas a construção da tabela de jogos, com critérios objetivos.
Num campeonato de futebol, por exemplo, com 18 equipes inscritas, sendo o sistema de 
disputa eliminatória simples o escolhido pela organização do evento, pode-se afirmar 
que o campeão do torneio será conhecido no final da
a) Nona partida.
b) 12ª partida.
c) 16ª partida.
d) 17ª partidas.
e) 13ª partida.
6. Mariana é professora de educação física do ensino médio e está planejando realizar 
com os seus alunos das 26 turmas, um Torneio de voleibol feminino de eliminatória 
simples. Durante a escrita do projeto observou que serão __ jogos na 1ª rodada, __ jogos 
na 2ª rodada, __ na 3ª rodada, __ na semifinal até a 5ª rodada chamada final, sendo 
ao total ___ jogos. Marque a alternativa que corresponde corretamente às lacunas. 
a) 8, 6, 4, 2, 20.
b) 10, 8, 4, 2, 25.
c) 12, 8, 6, 2, 28.
d) 14, 12, 10, 8, 45.
e) 11, 9, 7, 5, 32.
7. É necessário fazer uma prévia avaliação dos objetivos e recursos disponíveis para 
a realização de um evento de competições na escola. Considerando os sistemas de 
65
disputas entre torneios e campeonatos, marque a alternativa que possui características, 
apenas, das disputas em campeonatos. 
a) Em regra geral possui o tempo de duração longo; não é adequado para um número 
grande de competidores; A classificação é feita por fases. 
b) Em regra geral possui curta duração; A classificação é feita por rodadas; São utilizados 
os processos eliminatórios.
c) Em regra geral possui o tempo de duração longo; não é adequado para um número 
grande de competidores; A classificação não é feita por fases. 
d) Em regra geral possui curta duração; A classificação é feita por rodadas; não é 
adequado para um número grande de competidores.
e) Em regra geral possui curta duração; A classificação é feita por rodadas; é adequado 
para um número grande de competidores.
8. Marcelo é professor de educação física do ensino fundamental e está planejando 
realizar com os seus alunos das 19 turmas, um Torneio de futsal feminino de eliminatória 
simples. Marque a alternativa que corresponde, corretamente, a distribuição dos jogos 
no cronograma.
 
a) A 1ª rodada- 4 jogos; 2ª rodada- 8 jogos; 3ª rodada- 4 jogos; 4ª rodada- 2 jogos.
b) A 1ª rodada- 6 jogos; 2ª rodada- 9 jogos; 3ª rodada- 4 jogos; 4ª rodada- 2 jogos.
c) A 1ª rodada- 9 jogos; 2ª rodada- 8 jogos; 3ª rodada- 6 jogos; 4ª rodada- 2 jogos.
d) A 1ª rodada- 3 jogos; 2ª rodada- 8 jogos; 3ª rodada- 4 jogos; 4ª rodada- 2 jogos.
e) A 1ª rodada- 2 jogos; 2ª rodada- 8 jogos; 3ª rodada- 4 jogos; 4ª rodada- 1 jogos.
66
REGULAMENTOS 
DE PROJETOS E 
EVENTOS 
FÍSICO-ESPORTIVOS
67
 Nesta unidade vamos conhecer um pouco sobre a organização no sentido de 
regulamentar as competições. Verificaremos, também, como o regulamento geral 
e específico são construídos e quais são as respectivas diferenças. Não obstante, 
conheceremos alguns regulamentos de importantes competições promovidas pela 
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Confederação Brasileira do Desporto Escolar 
(CBDE).
 Podemos considerar de forma ampla e administrativa que o termo regulamento 
“é um ato normativo que visa garantir a devida aplicação da lei. Este normativo é 
expedido pelo Poder Executivo quando há a necessidade de regulamentar (organizar) 
a execução de determinada atividade legal” (REGULAMENTO, 2021). “Tecnicamente, o 
termo “regulamentar” significa editar um regulamento [...]”(MAZZA, 2021, p. 210).
 O Regulamento é um instrumento com detalhes teóricos e práticos que permeia 
o campo da administração, onde manifesta-se o poder regulamentar da respectiva 
entidade, onde será consultado sempre que vivenciarmos um processo decisório 
(MAZZA, 2021). Mas, atenção! A instituição promotora do regulamento não deve ferir e 
violar os princípios previstos na Constituição Federal. 
 Este documento é essencial nos eventos esportivos, onde torna as competições 
organizadas e justas, evitando conflitos e dúvidas no decorrer dos jogos. Para Poit (2004) 
o documento deve apresentar-se de forma objetiva, precisa, clara e com abrangência, 
prevendo itens da rotina esportiva. 
 É importante destacar que o regulamento tem uma função de fato de regular as 
competições. Mendonça e Perozin (2014, p. 36) cita que “aqueles que descumprirem 
essas regras estarão sujeitos a penalidades que vão desde a perda de pontos até a 
desclassificação”, preconizando o conceito de fair play para manter a neutralidade, 
segurançae oportunidades iguais para os competidores. 
 Apesar do regulamento ser peça fundamental, este ganha proporção conforme o 
porte do evento. Um exemplo é o regulamento do ciclo 2021-24 da Liga dos Campeões 
da UEFA (Champions League), o qual possui 89 artigos, 10 anexos distribuídos em 112 
páginas, reunindo as disposições gerais, sistemas de competição, programação de 
partidas, infraestrutura do estádio, organização, procedimentos, registro do jogador, 
arbitragem, procedimentos disciplinares, equipamentos, provisão financeira, direitos 
comerciais, mídias, disposições de encerramento (UEFA, 2021). 
5.1 INTRODUÇÃO
5.2 REGULAMENTAÇÃO PARA QUÊ?
Quando apontamos a necessidade de clareza no regulamento, queremos enfatizar a lin-
guagem, ou seja, deve propor a fácil interpretação.
FIQUE ATENTO
68
Para conhecer sobre os princípios constitucionais, veja o capítulo 2 de Mazza 
(2021). Disponível em: https://bit.ly/3OogMF7. Acesso em: 16 out. 2021 e o capítulo 
3 de Higa (2018). Disponível em: https://bit.ly/3Baf7jD. Acesso em: 16 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
Tomando com ponto de partida os elementos do Regulamento Champions League, avalie 
itens fundamentais para uma competição escolar.
VAMOS PENSAR?
 O regulamento é decerto um elemento importantíssimo para a perspectiva do 
fair play, e é provável que haja um consenso que este deve ser elaborado no período 
pré-evento. Além disso, “pode ser divulgado antes das inscrições, deixando claro que os 
participantes, concordam, ao inscrever-se tacitamente a todas as normas que foram 
apresentadas” (HATZIDAKIS; BARROS, 2019, p. 169).
 Contudo, há regulamentos que só podem ser construídos e divulgados, após 
o conhecimento do número de equipes participantes, distinguindo-se assim, o 
regulamento geral das competições do regulamento técnico. Veja como Rezende (2000, 
p. 178) apresenta a questão:
 A partir deste entendimento apresentamos um esquema simples e comentado 
5.3 ELABORANDO O REGULAMENTO GERAL 
Inicialmente é importante esclarecer, também, que a 
principal diferença entre o regulamento de um torneio e 
o de um campeonato, evidentemente, encontra-se no 
item referente ao sistema de disputa. Assim, no caso 
de torneios, a forma como serão disputados os jogos 
(eliminatória simples ou dupla) pode ser declarada de 
imediato no próprio regulamento. Já para o campeo-
nato, é indispensável primeiramente conhecer o núme-
ro de participantes (o que só saberemos, geralmente, 
ao final das inscrições), para definir-se como serão as 
fases classificatórias. Portanto, o regulamento neste 
caso deve ser feito, determinando que o processo de 
rodízio a ser adotado (simples, duplo, misto ou combi-
nado) só será conhecido no congresso da competição, 
elaborado na forma de regulamento técnico. 
69
sobre o regulamento geral proposto por Rezende (2000) que pode ser empregado com 
esportes de invasão nos eventos esportivos escolares. Lembrando que são constituídos 
por artigos que reúnem-se por seções e para sequenciar estas seções, utilizamos os 
algarismos romanos, como, I, II, III, IV etc.
 Rezende (2000) recomenda que o documento inicie contextualizando a competição, 
justificando e anunciando elementos que desencadearam a promoção do evento e os 
seus objetivos, já sendo este a Seção I, que podemos intitular de apresentação. Aqui, 
deve constar o nome e a modalidade do evento, além das instituições envolvidas na 
realização. Não obstante anunciar os objetivos gerais e específicos que da competição. 
Em continuidade, a Seção II divulga as informações acerca das categorias. Em geral, as 
categorias versam em mirim, juvenil, gênero etc. 
 Outra Seção que requer muita atenção é a de inscrições, sendo a III. Neste campo 
fixa-se as datas que iniciam e encerram as inscrições para a participação, onde é 
comum o uso da ficha de inscrição, que pode ser impressa ou apenas por preenchimento 
online. É possível, ainda, prever a inscrição posterior de atletas, sendo esta a Seção IV. 
Caso o evento não seja de participação gratuita, Rezende (2000) orienta que é nesta 
seção que os valores são anunciados, bem como a forma de recolhimento. 
 Na Seção V, que trata o sistema de disputa, sendo torneio, já é possível divulgar 
que eliminatória será adotada, mas, caso a competição se refira ao campeonato, não 
será possível a divulgação do processo de disputa até que se tenha conhecimento do 
número de inscritos. Contudo, informa-se que o regulamento específico é o responsável 
por estas informações, sendo este divulgado no congresso técnico. Nas duas situações, 
a Seção deve apresentar o local, a data e o horário do congresso técnico (REZENDE, 
2000).
 A Seção VI intitulada Competição, aborda sobre a arbitragem, dias, horários 
e duração dos jogos, incluindo o tempo disponibilizado para tolerância, caso haja. 
Devem ser mencionados o termo WO, as condições de mando de jogo, as formas de 
identificação, pontuações e empates (REZENDE, 2000). Em seguida, a Seção VII aponta 
para as premiações, a VIII informa sobre as penalidades, a IX descreve as formas de 
recursos e por último, a Seção X apresenta as disposições gerais.
 Rezende (2000) aponta para Seções básicas, mas não torna o documento 
imóvel. Trouxemos as Seções elencadas para um aprendizado mais didático. Contudo, 
apresentamos, também, a estrutura do regulamento geral do Campeonato Brasileirão 
Assaí 2021 elaborado pela CBF, que é construído em capítulo, como mostra o Quadro 9.
Estrutura do Regulamento Assuntos tratados
Capítulo 1 Das disposições preliminares.
Capítulo 2 Das disposições administrativas.
Capítulo 3 Das disposições técnicas.
Capítulo 4 Da condição de jogo dos atletas.
Capítulo 5 Das disposições disciplinares
Capítulo 6 Da arbitragem
Capítulo 7 Das disposições financeiras
Capítulo 8 Das disposições gerais e finais
Quadro 9: Capítulos do Regulamento Geral da Competição (RGC) Brasileirão Assaí 2021
Fonte: Quadro elaborado pela autora (CBF, 2021a)
70
 O texto foi publicado em janeiro de 2021 e é formado por 117 artigos em 43 páginas 
que abordam os assuntos que são comuns nas competições da CBF, e apenas, o 
Regulamento Específico da Competição (REC) “condensa o sistema de disputas e 
outras matérias específicas e vinculadas à determinada competição”, como menciona 
o Artigo 2 (CBF, 2021a, p. 5).
 De modo a exemplificarmos, novamente, anunciamos o Regulamento Geral (CPB, 
2019), referente ao Campeonato Brasileiro Loterias Caixa 2019 de Atletismo e Natação, 
construído pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. No documento há outros aspectos 
importantes que ainda não mencionamos, tais como: o credenciamento e o transporte, 
hospedagem e alimentação (THA-geral). É importante compreender que o regulamento 
geral não é engessado, devendo ser elaborado e revisado conforme as especificidades 
da competição.
Quando apontamos a necessidade de clareza no regulamento, queremos enfatizar a lin-
guagem, ou seja, deve propor a fácil interpretação.
FIQUE ATENTO
Leia sobre o primeiro regulamento publicado no Capítulo 11 em Silva (2012). Dis-
ponível em: https://bit.ly/3B7fStF. Acesso em: 06 out. 2021. O regulamento deve 
estar em harmonia com as regras da modalidade, prevendo adaptações ne-
cessárias. Para conhecer sobre as regras oficiais de atletismo atualizadas em 
2017. Disponível em: https://bit.ly/3v82B0a. Acesso em: 06 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
“Pedro Henrique foi contratado pelo Sport em agosto de 2021 e inscrito pelo clube no Cam-
peonato Brasileiro. O problema é que o atleta estaria impedido de disputar o Brasileirão 
por outro time. Isso porque o zagueiro participou em campo de cinco partidas do Interna-
cional e, do banco de reserva, foi punido com cartão amarelo em outras duas” (JC, 2021). 
Segundo o RGC a escalação foi irregular, mas para o REC, não há irregularidades. Quais 
considerações você apontaria para este caso?
VAMOS PENSAR?
71
 A partir do Regulamento geral e o seu layout, consideramos a elaboração dos 
regulamentos próprios, ou seja, específico por modalidades, mas comoalternativa, 
segundo Hatzidakis e Barros (2019, p. 178), “quando estamos organizando Torneios ou 
Jogos (mais de uma modalidade), devemos definir normas específicas tais como 
“tempo de Jogo, número de substituições, critérios de desempate, sistema de disputa 
específicos”. 
 Entretanto, Rezende (2000) traz essas informações no regulamento que intitula 
como técnico, reunindo elementos bem específicos e detalhados da competição, 
como por exemplo, no caso de campeonatos, já demarca as fases, os turnos e returnos, 
posições dos grupos, critérios de desempate em relação ao número de equipes inscritas.
 Como exemplo, no Campeonato Brasileirão Assaí 2021 o Regulamento Específico 
da Competição (REC) elaborado pela CBF considera que este documento tem a função 
de condensar o sistema de disputa, “prevalecendo sobre o RGC em caso de conflito” 
(CBF, 2021b, p. 4). Esta informação nos ajuda a concluir o caso de Pedro Henrique no 
Campeonato Brasileiro de 2021, como mencionado na seção anteriro, onde conclui-se 
que não houve escalação irregular.
 Agora, vamos analisar as disposições do REC do Brasileião Assaí 2021, descritas no 
Quadro 10.
 O regulamento foi publicado em março de 2021, só após o conhecimento da 
relação dos clubes participantes. Apesar de alguns capítulos se repetirem, estes trazem 
informações mais específicas, a exemplo, os tetos mínimos e máximos que os ingressos 
podem ser vendidos.
 Citamos também o atletismo. Pereira (2019, p. 102) traz o exemplo da prova de 
arremesso: “Os regulamentos específicos de cada evento competitivo devem prever 
como será desenvolvida essa forma de disputa e como será feito o sorteio para a ordem 
de realização das tentativas de arremesso”. 
 Contudo, queremos apresentar a estrutura do regulamento específico (Quadro 11) 
nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) de 2021, o qual está sob regras adaptadas pelo 
regulamento e regras oficiais da World Athletics – WA, sendo uma instituição reconhecida 
pela Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt, observando-se as adaptações deste 
Regulamento (CBDE, 2021).
5.4 ELABORANDO O REGULAMENTO ESPECÍFICO
Estrutura do Regulamento Assuntos tratados
Capítulo 1 Da denominação e participação.
Capítulo 2 Do troféu e títulos.
Capítulo 3 Da condição de jogo dos atletas.
Capítulo 4 Do sistema de disputa.
Capítulo 5 Das disposições financeiras
Capítulo 6 Das disposições finais
Anexo Relação dos clubes participantes.
Quadro 10: Capítulos do Regulamento Específico da Competição (REC) Brasileirão Assaí 2021
Fonte: Elaborado pela autora (CBF, 2021b).
72
Estrutura do Regulamento Assuntos tratados
Capítulo I Da participação.
Capítulo II Das normas técnicas.
Capítulo III Da organização da competição.
Capítulo IV Das provas.
Capítulo V Da pontuação.
Capítulo VI Da câmara de chamada.
Capítulo VII Dos uniformes e números.
Capítulo VIII Dos implementos.
Capítulo IX Dos recursos.
Capítulo X Da premiação
Capítulo XI Das condições gerais. 
Quadro 11: Capítulos do Regulamento Específico Atletismo dos JEB’s 2021
Fonte: Elaborado pela autora (CBDE, 2021)
 No Quadro 11 também observamos Capítulos que se repetem quando comparados 
com o Regulamento Geral, contudo, estas informações do quadro acima, são mais 
afuniladas, trazendo pormenores que correspondem a cada tipo de prova. 
Câmara de chamadas são os locais onde os atletas devem se apresentar-se antes do 
horário da prova. O regulamente prevê o tempo em minutos ou horas.
FIQUE ATENTO
A Federação de Capoeira do Estado de São Paulo e o Grupo Abadá-Capoeira 
realizam competições a nível regional e possuem regras distintas, o que impac-
ta em regulamentos próprios. Veja o capítulo 6 em Urbinati e Micaliski (2020). 
Disponível em: https://bit.ly/3z0ocJg. Acesso em: 06 out. 2021. Veja exemplos de 
como montar objetivos com Mendonça e Perozin (2014) no capítulo 3. Disponível 
em: https://bit.ly/3J0BEBj. Acesso em: 06 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
Escolha uma prova de atletismo, pesquise sobre ela e desafie-se a montar um regulamen-
to específico para ser utilizado no ambiente escolar. Não esqueça de promover as adapta-
ções necessárias. Boa sorte!
VAMOS PENSAR?
73
FIXANDO O CONTEÚDO
1. O regulamento é um documento essencial para qualquer evento de competição, tendo 
em vista o seu objetivo de promover condições justas para as equipes participantes. 
Considerando esta perspectiva, marque a alternativa que corresponde às características 
do regulamento geral.
a) O regulamento geral deve descrever as regras de cunho geral da competição.
b) O regulamento geral é utilizado apenas em competições de grande porte.
c) O regulamento geral é utilizado em competições de pequeno porte.
d) O regulamento geral deve ser divulgado após o período de inscrição.
e) O regulamento geral descreve as informações técnicas das modalidades.
2. É comum que o regulamento geral seja anunciado antes do período de inscrição, pois 
assim os participantes ficam cientes da estrutura idealizada para a disputa. Quando a 
competição se refere ao torneio é possível anunciar o processo de disputa no próprio 
regulamento geral, entretanto, a divulgação do processo de disputa não ocorre nos 
casos de campeonatos. Marque a alternativa que justifica esta afirmação.
a) O campeonato não necessita de regulamento geral, apenas o regulamento específico. 
b) Porque é indispensável primeiramente conhecer o número de participantes.
c) O processo de disputa para o campeonato é realizado em sorteio, não sendo possível 
descrever de forma antecipada. 
d) O processo de disputa é elaborado a partir do conhecimento do número total de 
atletas inscritos e escalados para a categoria reserva.
e) O campeonato segue o desenvolvimento do tornei, por isso não necessita repetir a 
informação.
3. “Art. 79 - A renda bruta das partidas, após deduzidos os devidos tributos dentre os 
quais se incluem os recolhimentos previdenciários em favor do INSS, submete-se às 
seguintes deduções: I - aluguel de campo; II - despesas administrativas da Federação 
local [...]”. O trecho apresentado compõe o regulamento __, porquê __. Marque a 
alternativa que completa as lacunas corretamente.
a) Geral / direciona de forma específica a aplicação da renda. 
b) Geral / aborda de maneira ampla as disposições financeiras sobre o evento.
c) Específico / aborda de maneira global as disposições financeiras sobre o evento.
d) Específico / direciona de forma específica a aplicação da renda.
e) Técnico / direciona de forma específica a aplicação da renda.
4. “Art. 13 – O CAMPEONATO será disputado no sistema de pontos corridos, de forma 
contínua, em turno e returno, sendo 19 (dezenove) jogos de ida e 19 (dezenove) jogos 
de volta”. O trecho apresentado compõe o regulamento __, porquê __. Marque a 
alternativa que completa as lacunas corretamente.
74
a) Geral / está elaborado em função do número de inscritos, o que vai decidir sobre a 
quantidade de jogos.
b) Específico / está elaborado pela soma de pontos corridos e de forma contínua.
c) Específico / está elaborado em função do número de inscritos, o que vai decidir sobre 
a quantidade de jogos. 
d) Geral / está elaborado pela soma de pontos corridos e de forma contínua.
e) Técnico / está elaborado conforme a instituição provedora do campeonato.
5. O regulamento não é um simples documento a ser desarquivado apenas nas 
competições. Este deve ser mantido sempre atualizado afim de evitar divergências e 
conflitos. Além disso, tem deve se apresentar de forma __, __, __ e ___. Marque a 
alternativa que corresponde as características do regulamento, segundo Poit (2204).
a) Interpretativa, dúbia, clara e com abrangência. 
b) Subjetiva, precisa, clara e com abrangência. 
c) Objetiva, precisa, clara e com abrangência. 
d) Objetiva, precisa e clara.
e) Subjetiva, precisa e clara.
6. A Secretaria de Esporte da cidade do Rio de Janeiro, RJ, tem colaborado para a 
implementação dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) de 2021, no Parque Olímpico, após 
um longo período de distanciamento social devido à pandemia COVID-19.O regulamento 
geral prevê importantes informações que são comuns às 17 modalidades disputadas 
entre os adolescentes de 12 a 14 anos de idade. Considerando as especificidades do 
regulamento geral, marque a alternativa que corresponde a este documento.
a) Data de cerimoniais, composição de delegações, justificativa, período de inscrição.
b) Data de cerimoniais, composição de delegações, normas técnicas.
c) Data de cerimoniais, cessão de direitos, normas técnicas e implementos.
d) Especificações da corrida com barreira, composição de delegações, comissão 
disciplinar.
e) Data de cerimoniais, composição de delegações, comissão disciplinar, período de 
inscrição e especificações da corrida com barreira.
7. O regulamento geral e o regulamento específico são construídos por Seções ou 
Capítulos. Cada campo apresenta as informações que se referem a respectivo título/
assunto. Dentre as alternativas, abaixo, marque a alternativa que corresponde à 
desclassificação da competição.
a) Da inscrição.
b) Da premiação.
c) Da competição.
d) Das penalidades.
e) Do sistema de disputa.
8. (FUNESP/2019 - Adaptada). Para a realização de um evento como um festival 
75
esportivo, por exemplo, faz-se necessária a estruturação de um regulamento. Um dos 
aspectos relevantes do projeto está __, item no qual são expostas a sua justificativa, a 
história, relevância social ou esportiva, entre outros assuntos. Assinale a alternativa que 
o completa corretamente.
a) Na avaliação
b) Nos objetivos 
c) Nos recursos 
d) No cronograma 
e) Na apresentação
76
EDUCAÇÃO FÍSICA E 
ESPORTE EM ESPAÇO 
NÃO FORMAL
77
 Nesta unidade reunimos informações que envolvem a prática de esportes em 
espaço não formal, ou seja, onde há uma intencionalidade e um objetivo em questão, 
contudo, fora do ambiente escolar, possibilitando atentar para o conceito de educação 
que não se refere, exclusivamente, aos conhecimentos escolares, apesar destes, 
promoverem grande impacto social.
 Vamos iniciar conhecendo sobre o esporte nos principais marcos legais, as 
políticas sociais, e como estas podem ser implementadas no campo esportivo. Como 
exemplo, apresentamos boas ações de Secretarias de Esporte, e não menos importante, 
as ações não governamentais. São ações que compõem programas, projetos e eventos 
que colaboram para uma sociedade mais inclusiva e igualitária. 
 A CF promulgada em 1988 anuncia em sua seção VIII, Título Da Ordem Social, que “o 
Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma 
da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, de monitoramento, 
de controle e de avaliação dessas políticas”. Ainda no âmbito do Título Da Ordem 
Social, há uma seção que é específica do desporto. 
 A seção que se refere ao desporto é composta pelo Artigo 217, o qual versa sobre o 
dever do Estado em fomentar “práticas desportivas formais e não-formais, como direito 
de cada um [...]”. Mesmo com um único artigo, consideramos a seção um grande ganho 
social, pois a disseminação do esporte neste sentido pode ser considerada recente, 
mesmo tendo o Brasil passado por sete constituições.
 Outro importante marco legal que vincula a criança e o adolescente à prática 
desportiva é a Lei nº 8.069/1990, que se refere ao Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA). Veja o que diz o Artigo 4º, nas Disposições Preliminares (BRASIL, 1990):
 Podemos perceber que há outros agentes encarregados de assegurar o esporte, 
entre o conjunto de direitos citados. Ou seja, a oferta não é exclusiva do poder público, 
no entanto, este não deve desobrigar-se. É importante lembrar que o ECA cita o esporte 
como direito, também, nos artigos 16, 71 e 124. Partindo desta redação, as instituições 
implementam propostas de políticas públicas. 
 Riba, Filho, Alba e Possebon (2019, p. 81, apud PEREIRA-PEREIRA, 2008, p. 96) 
consideram a “[...] estratégia de ação pensada, planejada e avaliada, guiada por uma 
racionalidade coletiva, na qual tanto o Estado como a sociedade, desempenham papeis 
ativos, uma política pública”.
 Temos como exemplo, o Programa Juventude na Praça no Estado do Rio de Janeiro, 
que é desencadeado pela Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, o qual tem 
6.1 INTRODUÇÃO
6.2 POLÍTICAS SOCIAIS: ENTRE TEORIA E PRÁTICA 
É dever da família, da comunidade, da sociedade em 
geral e do poder público assegurar, com absoluta prio-
ridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à 
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, 
à liberdade e à convivência familiar e comunitária. 
78
a intenção de alcançar as 92 cidades do estado. O seu objetivo “é dar protagonismo às 
juventudes do estado demonstrando seus potenciais e talentos e utilizando o esporte 
como meio de transformação social” (RIO DE JANEIRO D/A). 
 Na praça são realizadas ações que podemos categorizá-las, por exemplo, 
esporte itinerante (Torneio de Basquete 3x3); modalidades esportivas (Karatê, Kung-Fu, 
Capoeira,); atividades Culturais (Grafiteiros, Hip-hop, Batalha de Rima, Roda de Poesia); 
Políticas de Segurança (Projeto Blitz Educativa, Conscientização Detran Educativa 
e Simulador de Embriaguez); entre outras. Além disso, o Programa permite que a 
comunidade jovem possam se cadastrar no ID jovem e de participar de palestras e de 
oficinas (RIO DE JANEIRO, D/A).
 As ações do Programa Juventude na Praça em certa medida é uma estratégia do 
Estado em garantir o acesso ao esporte e lazer, conforme o Artigo 217º da CF (1988) e o 
Artigo 4º do ECA, além disso, observamos no Programa citado a inserção do jovem em 
determinados espaços por meio do conhecimento não escolar que é exposto. A seguir 
veremos mais um exemplo de políticas de governo sobre o esporte e as juventudes. 
As Constituições Federais de 1824, 1892, 1934, 1937 e 1946 não mencionavam sobre o des-
porto. Somente na versão de 1967 o desporto é anunciado, contudo, limitava-se a ser 
visto como competência a ser legislada pela União. Apenas, ao final da década de 1980 
com o processo de redemocratização, o desporto é visto como direito.
FIQUE ATENTO
Leia sobre os direitos ao esporte e lazer com as juventudes do RS, em Nunes, 
Filho em Castro (2019). Disponível em: https://bit.ly/3vaz6e6. Acesso em: 20 out. 
2021. Conheça sobre o esporte e a política pública no Brasil no capítulo 2 de 
Starepravo (2019). Disponível em: https://bit.ly/3J6fkpZ. Acesso em: 20 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
Segundo a CF (1988) a Ordem Social “tem como base o primado do trabalho, e como ob-
jetivo o bem-estar e a justiça sociais”. Logo é possível compreender que o esporte é uma 
forma de corrigir as injustiças sociais?
VAMOS PENSAR?
79
 Neste momento, vamos compreender o conceito de Comunitário, então, recorrendo 
ao dicionário online, inferimos que é algo comum, que alcança a si e as demais pessoas, 
ou seja, o que é compartilhado (COMUNITÁRIO, 2021). Seguindo esta direção, podemos 
avaliar que há ali uma relação social. Queremos dizer, que uma relação entre sujeitos 
que pertencem ao mesmo espaço, nos permite pensar em sociedade, onde seus 
membros demandam beneficiar-se de políticas públicas sociais (SOCIAL, 2021). 
 Entretanto, afunilando nossos olhares, quando nos referimos ao esporte, 
trazemos como exemplo o Estado do Ceará, pois, é uma das Unidades Federativas que 
compreendem esta concepção de compartilhamento e cria mecanismos para o acesso 
e a permanência aos espaços de esporte e lazer, como bem menciona a Constituição 
Federal de 1988, sendo assim, é subseção tende a se apresentar como um estudo de 
caso.
 A Secretaria do Esporte e Juventude do Estado do Ceará tem implementado 
políticas públicas que promovem o acesso das juventudes ao esporte e lazer, visando não 
apenas a saúde e qualidade de vida, mas procura fomentar o acesso e a permanência 
ao esporte de alto rendimento. Podemos verificar as ações a partir do Quadro 11, que 
anuncia os Programas, Projetos e Eventos. 
6.3 ESPORTE COMUNITÁRIO:4.2 Torneio ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................55
4.3 Campeonato ....................................................................................................................................................................................................................................................................................58
4.4 Outros Processos ...........................................................................................................................................................................................................................................................................60
FIXANDO O CONTEÚDO ........................................................................................................................................................................................................................................................................63
PROCESSO DE ELIMINATÓRIA E CLASSIFICAÇÃO
5.1 Introdução ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................67
5.2 Regulamentação Para Quê? .................................................................................................................................................................................................................................................67
5.3 Elaborando o Regulamento Geral .....................................................................................................................................................................................................................................68
5.4 Elaborando o Regulamento Específico ...........................................................................................................................................................................................................................71
FIXANDO O CONTEÚDO ........................................................................................................................................................................................................................................................................73
REGULAMENTOS DE PROJETOS E EVENTOS FÍSICO-ESPORTIVOS
UNIDADE 5
6.1 Introdução ............................................................................................................................................................................................................................................................................................77
6.2 Políticas Sociais: Entre Teoriae Prática ............................................................................................................................................................................................................................77
6.3 Esporte Comunitário: Uma Lição Nordestina .............................................................................................................................................................................................................79
6.4 Projetos de Natureza Não Governamental .................................................................................................................................................................................................................82
FIXANDO O CONTEÚDO.........................................................................................................................................................................................................................................................................85
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO.....................................................................................................................................................................................................................................88
REFERÊNCIAS ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................89
EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE EM ESPAÇO NÃO FORMAL
UNIDADE 6
8
UNIDADE 1
Nesta unidade vamos conhecer um pouco sobre as instituições que colaboram 
e realizam os megaeventos esportivos, os quais, implicitamente, nos ajudarão a 
compreender a logística, e a sua organização independente do porte da competição, 
e em paralelo vamos verificar que os eventos não possuem caráter exclusivo de 
alto rendimento.
UNIDADE 2
Nesta unidade será apresentado o conceito de evento e como ele vem se revelando 
desde a antiguidade. A unidade 2 aponta a importância do planejamento e como 
é possível a sua organização utilizando conceitos da teoria da administração, 
fracionando e delegando as tarefas não apenas durante o evento, mas em 
momentos que o antecede e que o sucede, permitindo que possamos pensar sobre 
o que levar para a realidade escolar.
UNIDADE 3
Nesta unidade iremos apresentar as faces do desporto com base legal, dentro dos 
espaços escolares e não escolares, anunciando os eventos em menores escalas 
mais comuns na educação física escolar, os quais também podem ser trabalhados 
em outros tipos de organização, tais como, clubes, hotéis, empresas. Dentre os 
eventos vamos destacar quatro, os quais concluímos que sejam os mais frequentes 
nas escolas: torneios, campeonatos, gincanas e olimpíadas, descrevendo os dois 
últimos ainda nesta unidade.
UNIDADE 4
Nesta unidade conheceremos mais sobre os sistemas e principais processos de 
disputas em eventos esportivos, considerando os que se caracterizam por baixa 
complexidade para implementação no ambiente escolar, como por exemplo, os 
torneios e os campeonatos que seguem os processos de eliminatórias e rodízios. 
Além disso, vamos analisar como é possível a elaboração do planejamento e 
organização do calendário a partir da montagem de chaves e número de jogos.
UNIDADE 5
Nesta unidade vamos conhecer um pouco sobre a organização no sentido de 
regulamentar as competições. Verificaremos, também, como o regulamento geral 
e específico são construídos e quais são as respectivas diferenças. Não obstante, 
conheceremos alguns regulamentos de importantes competições promovidas pelo 
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Confederação Brasileira do Desporto 
Escolar (CBDE).
UNIDADE 6
Nesta unidade reunimos informações que envolvem a prática de esportes em 
espaço não formal, ou seja, onde há uma intencionalidade e um objetivo em 
questão, contudo, fora do ambiente escolar, possibilitando atentar para o conceito 
de educação que não se refere, exclusivamente, aos conhecimentos escolares, 
apesar destes, promoverem grande impacto social.
C
O
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A 
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9
INSTITUIÇÕES, 
ASSOCIAÇÕES 
INTERNACIONAIS, 
REGIONAIS E 
NACIONAIS
10
1.1 INTRODUÇÃO
1.2 INSTITUIÇÕES INTERNACIONAIS
 Nesta unidade vamos conhecer um pouco sobre as instituições que colaboram 
e realizam os megaeventos esportivos, os quais, implicitamente, nos ajudarão a 
compreender a logística, e a sua organização independente do porte da competição, 
e em paralelo vamos verificar que os eventos não possuem caráter exclusivo de alto 
rendimento. 
 Reconhece-se como um dos objetivos a arrecadação financeira, contudo, há 
muitas outras propostas sociais nos megaeventos, a exemplo, o investimento social 
na região que recebe o evento. Há um ganho social àquela população, além disso, o 
fato de ter um grupo de voluntários nos remete ao entendimento que pode se tratarUMA LIÇÃO NORDESTINA
Programas
Ceará Atletas Incentiva financeiramente e favorece o desempenho esportivo 
dos atletas que estão abaixo da linha da pobreza.
Esportes em 3 tempos Promover a difusão do esporte em 184 municípios, por meio da 
democratização e garantia de acesso, aliadas à formação da 
cidadania, qualidade de vida, socialização do conhecimento e 
estímulo à convivência social. 
Projetos
Areninha tipo 2 Campo society que acompanha dois containers, para aten-
der a prática de modalidades esportivas, ginástica funcional, 
atividades lúdicas e de recreação, em 152 municípios. 
Campos do Ceará Aprimoramento dos campos esportivos de várzea do interior 
do Estado, tendo o futebol como meio saudável de mitigar a 
violência, incentivando as práticas solidárias, influindo direta-
mente na minimização dos problemas ligados à juventude.
Futpaz Proporciona a prática do futebol nas areninhas (24 núcleos) 
com profissionais habilitados, desenvolvendo habilidades das 
crianças e potencializando a modalidade esportiva praticada 
no Estado, em parceria com alguns clubes.
Sejuv + HGF Medicina 
Esportiva
Atendimento multidisciplinar e direcionado aos atletas e pa-
ratletas profissionais e amadores, bem como aos que inte-
gram os Projetos da SEJUV.
Rede de Esporte 
Comunitário
Oportuniza aos jovens em vulnerabilidade social, o acesso ao 
esporte e cultura através do fortalecimento de suas ativida-
des com a implantação de 20 núcleos distribuídos em bairros 
da Grande Fortaleza, nas modalidades de: Futsal, Handebol, 
Basquete, Vôlei, Futebol, Muay Thai,Surf, Ballet, Ritmos.
80
Bolsa Atleta de Alto 
Rendimento
Assegura um incentivo financeiro, com intuito de viabilizar e 
desenvolver sua prática esportiva (nível nacional e internacio-
nal).
Capacitação Oferta cursos nas áreas de arbitragem, esporte escolar, ela-
boração de projetos, entre outros, para estudantes e profissio-
nais de educação física, com o intuito de incentivar a qualifi-
cação desses profissionais e consequentemente melhorar a 
qualidade dos serviços ofertados pelos mesmos.
Parceria com 
entidades esportivas
Fomento de Projeto Esporte e Desenvolvimento, nos termos 
previstos na Lei nº 13.019/ 2014, que estabelece os princípios 
acerca das parcerias entre a Administração Pública e as Or-
ganizações da Sociedade Civil.
Rede estadual de 
esporte comunitário
Oportuniza prioritariamente aos jovens em situação de vulne-
rabilidade social, atividades de esporte e cultura na perspecti-
va do desenvolvimento humano, promoção de modos de vida 
mais saudáveis, em um processo coletivo e comunitário atra-
vés da implantação de 20 núcleos, distribuídos em 19 municí-
pios contemplando as 14 regiões do Estado do Ceará.
Eventos
Campeonato 
Intermunicipal de 
Futebol
Busca a prática de milhares de jovens e adultos que se en-
contram fora da faixa etária da modalidade e não são ofe-
recidas pela as organizações esportivas, atendendo aos 
ex-atletas profissionais como também aos cidadãos que já 
estão no mercado de trabalho proporcionando o lazer aos 
finais de semana através da do futebol em seus respectivos 
municípios.
Jogos Abertos do 
Ceará
Promove ampla mobilização nos municípios, incentivando o 
esporte como forma de inclusão social e estimulando a parti-
cipação em atividades esportivas além de identificar talentos 
esportivos.
Jogos 
Paradesportivos
Fomenta a prática paradesportiva reunindo todos os paratle-
tas do Estado, promovendo a qualificação dos mesmos, pro-
fissionalizando-os dentro do esporte, elevando o nível destes a 
parâmetros de excelência nacional.
Jogos indígenas do 
Ceará
Integra os povos indígenas, como forma de criar um inter-
câmbio cultural esportivo e de lazer que ajude no resgate das 
modalidades tradicionais, possibilitando a troca de experi-
ências, o fortalecimento da cidadania, da identidade étnica, 
contribuindo para o reconhecimento de suas etnias por toda 
a sociedade em geral.
Esporte, lazer e 
Cidadania
Amplia o acesso ao esporte participativo através da iniciação 
a vivência esportiva, do fomento ao debate sobre o tema e 
da integração dos praticantes na plenitude da vida social, na 
promoção da saúde e da cidadania, que serão desenvolvidos 
em 05 eventos mensais de natureza comunitária e interdisci-
plinar. 
Jogos Escolares do 
Ceará
Promove, anualmente, mobilização do segmento escolar, in-
centivando o esporte como forma de inclusão social e estimu-
lando a participação do aluno em atividades esportivas den-
tro da escola além de identificar e desenvolver novos talentos 
esportivos.
81
Jogos da Diversidade Vivenciar a paz, a amizade, o respeito às diferenças e o bom 
relacionamento através de competições esportivas, em par-
ceria com a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para 
LGBT.
Quadro 12: Programas, Projetos e Eventos da SEJUV do Estado do Ceará
Fonte: SEJUV do Estado do Ceará (2021, online)
 Observando o Quadro 11, podemos elencar dois programas, nove projetos e sete 
eventos que em conjunto, articulam e desenvolvem ações que impactam diretamente 
em questões para além da esportivização, contribuindo para as relações sociais, de 
forma comum. Entre os conceitos queremos chamar a atenção para a diferença entre 
programa e projeto. O programa tem uma extensão maior, reunindo vários projetos 
com estratégias, recursos, objetivos comuns, entretanto, o projeto tem uma duração 
menor, apresente início, meio e fim (resultado) (OLIVEIRA, 2021). 
 Podemos avaliar no Quadro 11, que as ações se revelam inclusivas quando 
alcançam as pessoas consideradas deficientes, as que vivem nas classes populares; 
abarcam práticas que não fazem parte da cultura popular, a exemplo, o ballet; 
fomentam a diversidade, como podemos ver pelos jogos indígenas e divulgação das 
questões LGBTs; promovem a formação continuada e os novos hábitos que geram uma 
sociedade saudável, não, apenas, fisicamente. 
 Diante das ações, compreendemos que as práticas são desenvolvidas em 
espaços como praças, quadras, praias, campos e etc, indo ao encontro da defesa de 
Almeida (2020, p. 11), onde aponta que é possível pensar em questões políticas e sociais 
e aprender em espaços como “praças, museus, bibliotecas, igrejas e a própria rua”, 
desde que estejamos organizados para tal.
Percebam que o esporte se torna meio de intervenção social, principalmente, no campo 
da violência e drogas, questões muito frequentes no mundo juvenil.
FIQUE ATENTO
Que tal você fazer uma pesquisa sobre Projetos de esporte na sua cidade? Avalie a sua 
existência, seus objetivos e seus resultados.
VAMOS PENSAR?
82
Conheça sobre a política, educação física e vulnerabilidade social no capítulo 
5 de Starepravo (2019). Disponível em: https://bit.ly/3PAD2gI. Acesso em: 20 out. 
2021. Conheça mais sobre as melhores práticas de projetos sociais em Kerzner 
(2020). Disponível em: https://bit.ly/3J1fj6x. Acesso em: 20 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Embora estejamos inclinados para os espaços não formais, esta subseção não 
tem o objetivo de trabalhar com o conceito de Cidade Educadora, contudo, atravessa 
este campo com práticas na educação física e no esporte, como podemos ver, a seguir, 
na matéria do Extra (2018):
 Percebemos que o Projeto de iniciativa do professor Luciano Feitosa às margens da 
via expressa na Região Metropolitana da cidade de Nova Iguaçu (RJ), vem resgatando 
o relacionamento da criança e do jovem com a rua. Questões de violência, tecnologia 
entre outras, tornaram-se fatores que têm nos distanciado das ruas, local, outrora de 
diversão e brincadeira.
 Mas nem só de brincadeira e diversão! A rua também é vista como local educador, 
espaço que ocorre aprendizagem não apenas de conceitos, mas de formação cidadã 
crítica, tendo em vista as relações interpessoais e os seus valores implicados. Este 
projeto é um desdobramento da proposta maior chamada Educação em Movimento, 
“que caminha como um movimento social buscando levar o conhecimento acadêmico 
e popular de forma simples nos mais variadosespaços” (EDUCAÇÃO EM MOVIEMNTO, 
2017).
 Compreendemos a partir disso que a interação promovida pela Educação em 
Movimento em prol de uma educação não formal, entre sociedade e território torna a 
rua um espaço educador, conforme reafirma Almeida (2020, p.10)
6.4 PROJETOS DE NATUREZA NÃO GOVERNAMENTAL 
Em tempos de internet e jogos em smartphone, uma 
iniciativa traz de volta o melhor da infância: as brinca-
deiras. Bola de gude, elástico, corda, bandeirinha, pião, 
taco, disco e peteca. Todos esses brinquedos, fazem 
parte do projeto “Se essa rua fosse minha - Brincadei-
ras de rua”, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. 
A proposta é do professor de Educação Física Luciano 
Feitosa, de 36 anos, que todo último domingo do mês 
leva o projeto gratuito para a Via Light [...].
— Percebo que crianças ociosas estão mais suscetíveis 
a desvios de conduta. Toda minha formação foi na rede 
pública. Então, esse trabalho é uma forma de devolver à 
sociedade tudo que eu consegui (JORNAL EXTRA, 2018).
83
 O que vemos então, é a concretude de que outros espaços, além da escola (espaço 
formal), contribuem em grande medida para a construção de uma sociedade justa 
e igualitária. Segundo Almeida (2020), a educação em espaço educador representa 
educar para: a liberdade, a cidadania, a justiça social, a cultura, a sustentabilidade, a 
igualdade, a democracia e os direitos humanos, sendo oito elementos presentes no 
projeto “Se essa rua fosse minha”, como podemos avaliar na Figura 17. 
 O Projeto é subsidiado pelo próprio professor e pelos poucos parceiros que apóiam 
a causa. Mas a sua visibilidade nas mídias tem contribuído para que outros parceiros se 
aproximem, inclusive em outros municípios. 
 A Educação em Movimento propõe um segundo Projeto de muita aceitação. 
“Cantos e Encantos” é um Projeto que envolve os espaços públicos naturais, promovendo 
a prática de esporte de aventura no Parque Natural de Nova Iguaçu, e o reflorestamento 
no Morro Agudo, também na cidade de Nova Iguaçu (EDUCAÇÃO E MOVIMENTO, 2017). 
As ações deste coletivo elucidam o que Luzzi (2014, p. 447) traz como perspectiva: “A 
educação ambiental não pode nem deve estar à margem dos movimentos sociais que 
lutam por uma vida melhor para todos [...]”. 
 Entendemos assim, que a educação não formal traz uma perspectiva crítica, 
e isso não se desenvolve apenas em berços de gabinetes, mas sim, nas praças, nos 
morros, nas ruas, tendo em vista que somos sujeitos e agentes transformadores. 
o espaço educador socializa os sujeitos, tornando-os 
cidadãos no e do mundo, o que possibilita aprendiza-
gens construídas nas relações sociais e em processos 
interativos, fortalece princípios de democracia, eman-
cipação e autonomia e permite o exercício consciente 
da cidadania. 
Figura 17: Brincadeiras de rua do Projeto “Se essa rua fosse minha”
Fonte: Jornal Extra (2018, online)
84
Pesquise sobre os editais de incentivo ao esporte e reflita sobre a possibilidade de subme-
ter um projeto de esporte e lazer para fomento.
VAMOS PENSAR?
Educação não formal se refere à aprendizagem política dos direitos dos indivíduos en-
quanto cidadãos; a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendiza-
gem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidade; a aprendizagem e exercício 
de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, 
voltados para a solução de problemas coletivos cotidianos; [...] (ALMEIDA, 2020, p. 27).
FIQUE ATENTO
Professor de educação física cria projeto e resgata brincadeiras antigas. Dispo-
nível em: https://bit.ly/3op9WEW e em https://bit.ly/3vwTsPd. Acesso em: 27 out. 
2021. 
Veja em Luzzi (2014) como relacionar a educação ambiental: pedagogia, política 
e sociedade, Disponível em: https://bit.ly/3zr11sZ. Acesso em: 27 out. 2021. 
Conheça mais sobre Cidades Educadoras. Disponível em: https://bit.ly/3PGF-
QbO. Acesso em: 27 out. 2021. 
Veja em Gonçalves (2020) mais sobre gestão social. Disponível em: https://bit.
ly/3PPlHAg. Acesso em: 27 out. 2021.
BUSQUE POR MAIS
85
FIXANDO O CONTEÚDO
1. A Lei nº 8.069 promulgada na década de 1990 refere-se ao Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA). Este importante marco legislativo oportunizou o acesso às práticas 
esportivas. Marque a alternativa que justifica esta afirmativa.
a) O ECA desobriga o governo a assegurar a prioridade à prática do esporte, incumbindo 
a responsabilidade para a sociedade civil e família.
b) O ECA aponta que é dever das organizações esportivas, assegurar com prioridade 
à prática do esporte.
c) É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público 
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes ao esporte. 
d) É dever, exclusivo, da família assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos 
direitos referentes ao esporte.
e) É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público 
assegurar, de forma relativa a efetivação dos direitos referentes ao esporte. 
2. A prática do desporto constitui-se direito previsto na Constituição Federal. Cabe ao 
Estado fomentar “práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada 
um. Este entendimento é previsto na Constituição Federal promulgada em__. Marque a 
alternativa que preenche corretamente a lacuna.
a) 1967.
b) 1945.
c) 1824.
d) 1996.
e) 1988.
3. Segundo Almeida (2020), o espaço educador socializa os sujeitos, tornando-os 
cidadãos no e do mundo, o que possibilita aprendizagens construídas nas relações 
sociais e em processos interativos, podendo estabelecer-se em ruas, praças e praias 
desde que apresentem-se com uma propostas de intervenção e que possibilitem 
pensar questões políticas e sociais. Marque a alternativa que apresenta os princípios 
desta proposta. 
a) Meritrocracia e emancipação. 
b) Democracia, emancipação e autonomia e o exercício consciente da cidadania. 
c) Emancipação e autonomia..
d) Meritrocracia, emancipação e autonomia e o exercício consciente da cidadania.
e) Democracia, emancipação e autonomia. 
4. Segundo informações do Ministério do Esporte, o Programa Segundo Tempo (PST), 
nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006, apresentou, respectivamente, os seguintes 
quantitativos de convênios: 73, 82, 149 e 191. Em relação aos totais mencionados, os 
86
convênios celebrados no âmbito do DF corresponderam a aproximadamente 5,5% em 
2003; 19,5% em 2004; 11,4% em 2005 e 11% em 2006. 
(Fonte: Athayde e Mascarenhas, 2009. Disponível em: https://bit.ly/3z56Qel Acesso em: 30 Out, 2021). 
Marque a alternativa mais completa, para justificar o PST, mencionado acima.
a) O PST é considerado programa devido a quantidade de convênios aderidos.
b) O PST usa a terminologia equivocada, pois é um projeto.
c) O PST é considerado programa devido a quantidade de convênios aderidos, a sua 
continuidade que impacta no seu tempo de duração.
d) O PST é considerado um projeto devido a quantidade de convênios aderidos, a sua 
continuidade que impacta no seu tempo de duração.
e) O PST é considerado um projeto devido o seu curto período de vigência.
5. A Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social tem levado aos 
brasileiros a prática de atividades esportivas, cidadania, inclusão social e muito mais. 
Conheça um pouco sobre estas ações: Projeto Brincando com Esportes – O objetivo é 
oferecer a crianças e adolescentes opções de esporte e lazer durante o período das 
férias escolares, que preencham o tempo livre desses beneficiados de forma prazerosa 
e ao mesmo tempo construtiva, por meio do desenvolvimento de atividades lúdicas, 
esportivas, artísticas, culturais, sociais e turísticas. A dinâmica acontece por adesão ao 
edital e os convênios contam com prefeituras e universidades 
(Fonte: Disponível em: https://bit.ly/3z17Job Acesso 30 Out 2021). 
Marque a alternativa que corresponde as considerações, acima.
a) O Projeto Brincando com Esportes é considerado projeto devido o seu período de 
realização, ou seja, durante as férias escolares.b) O Projeto Brincando com Esportes é considerado projeto devido o seu caráter formal.
c) O Projeto Brincando com Esportes é considerado projeto devido ao público alvo.
d) O Projeto Brincando com Esportes é considerado projeto devido ao seu caráter 
recreativo.
e) O Projeto Brincando com Esportes não pode ser considerado projeto.
6. (UFPR/ITAIPU BINACIONAL - 2019). Na Lei nº 9.795, de 1999, que dispõe sobre a Educação 
Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências, 
há duas seções que tratam da Educação Ambiental no Ensino Formal e da Educação 
Ambiental Não Formal. Nessa perspectiva, numere a coluna da direita de acordo com 
sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Educação Ambiental no Ensino Formal. 
2. Educação Ambiental Não Formal.
( ) Ecoturismo. 
( ) Participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas 
87
de Educação Ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações 
não governamentais.
( ) Difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, de programas 
e campanhas educativas e de informações acerca de temas relacionados ao meio 
ambiente. 
( ) Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, 
a incorporação de conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais 
a serem desenvolvidas.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima 
para baixo.
a) 1 – 2 – 1 – 2.
b) 2 – 1 – 2 – 2. 
c) 1 – 2 – 1 – 1. 
d) 2 – 2 – 2 – 1.
e) 1 – 1 – 2 – 2.
7. (CEV-URCA/2018 - Adaptada). A formulação e implementação de Políticas Sociais 
são concretizadas por meio do processo de planejamento. Sobre programas e projetos, 
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A distinção básica entre programa e projeto está no nível de agregação de decisões 
e no detalhamento das operações de execução. 
( ) O projeto tem maior detalhamento das operações a serem executadas que o 
programa. 
( ) O programa é o documento que indica um conjunto de projetos cujos resultados 
permitem alcançar o objetivo maior de uma política pública.
Assinale a sequencia correta:
a) F- F- V.
b) F- V- F.
c) F- F- F.
d) V- V- F. 
e) V- V- V.
8. Sabemos que a educação é um ato político e esta pode ser feita em instituições 
sociais por via formal e não formal. Marque a alternativa que representa corretamente 
estes conceitos, respectivamente. 
a) creche / universidade
b) escola / família 
c) escola / associação de bairro
d) associação de bairro / escola
e) família / associação de bairro
88
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO
UNIDADE 1
UNIDADE 3
UNIDADE 5
UNIDADE 2
UNIDADE 4
UNIDADE 6
QUESTÃO 1 D
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 E
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 A
QUESTÃO 6 D
QUESTÃO 7 C
QUESTÃO 8 B
QUESTÃO 1 A
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 C
QUESTÃO 6 A
QUESTÃO 7 B
QUESTÃO 8 A
QUESTÃO 1 D
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 C
QUESTÃO 4 C
QUESTÃO 5 A
QUESTÃO 6 D
QUESTÃO 7 D
QUESTÃO 8 E
QUESTÃO 1 A
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 D
QUESTÃO 6 B
QUESTÃO 7 A
QUESTÃO 8 D
QUESTÃO 1 A
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 C
QUESTÃO 5 C
QUESTÃO 6 A
QUESTÃO 7 D
QUESTÃO 8 E
QUESTÃO 1 C
QUESTÃO 2 E
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 C
QUESTÃO 5 A
QUESTÃO 6 D
QUESTÃO 7 E
QUESTÃO 8 C
89
AD HOC. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2021. Disponível em: 
https://bit.ly/3PvTrCL. Acesso em: 16 Set. 2021.
ALMEIDA, S. do C. D. de. A cidade como espaço educador. Curitiba : Contentus, 2021. 73p. 
Disponível em: https://bit.ly/3z0MrqG. Acesso em: 22 out. 2021.
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95
graduacaoead.faculdadeunica.com.brde 
estratégias de continuidade devido às experiências vividas. 
 Selecionamos instituições que possuem uma administração autônoma, todavia, 
realizam um trabalho colaborativo. Ainda em tempo, apresentamos o Conselho Federal 
e o Conselho Regional de Educação Física, que são estruturas ligadas à atuação dos 
profissionais de educação física. 
 Comitê Olímpico Internacional (COI)
 O COI é uma instituição não governamental que tem como missão promover e 
incentivar as competições desportivas, sob importantes pilares, a exemplo, a ética, a 
cultura da paz, os princípios de igualdade e etc. Acerca dos Valores Olímpicos, defende 
que é possível a construção de um mundo melhor por meio da Excelência, Amizade e 
Respeito (COI, 2021). 
 Dentre os seus elementos, tem como símbolo os cinco anéis, que dialogam com 
estas perspectivas e é definido como:
 Os anéis olímpicos, também conhecidos como arcos Olímpicos, representam os 
cinco continentes unidos, por isso os anéis são entrelaçados. Veja a Figura 1, como eles 
se sobrepõem: 
O símbolo olímpico é composto por cinco anéis entre-
laçados de iguais dimensões (os anéis olímpicos), usa-
dos isoladamente, em uma ou em cinco cores diferen-
tes. Quando utilizadas em sua versão de cinco cores, 
essas cores devem ser, da esquerda para a direita, azul, 
amarelo, preto, verde e vermelho. Os anéis são entrela-
çados da esquerda para a direita; os anéis azuis, pretos 
e vermelhos estão situados na parte superior, os anéis 
amarelos e verdes na parte inferior [...] (Carta Olímpica, 
Regra 8) (COI, 2021).
11
 Há outros símbolos importantes que se referem às Olímpiadas, além do 
representado na Figura 1, sendo estes: a bandeira, o lema, o hino, o juramento, a tocha, 
a logomarca, as mascotes e as medalhas. Acerca da organização, o COI conta com 
diferentes segmentos. Os membros representam os respectivos países, as comissões 
que podem ter caráter permanente, de grupos de trabalho ou ad hoc, conforme a 
necessidade de existência e demandas apontadas pelo presidente, atualmente, Thomas 
Bach. 
 São comissões, atuais, do COI: atletas; comitiva de atletas; conselho fiscal; 
comunicações; coordenação; cultura e patrimônio olímpico; digital e tecnologia; 
disciplinar; ética; finanças; anfitriã dos jogos Olímpicos de Inverno; anfitriã para os jogos 
da Olimpíada; recursos humanos; eleitoral dos membros do COI; serviço de televisão 
e marketing do COI – Conselho de Administração; representantes do COI no comitê 
executivo de WADA e Conselho de Fundação; assuntos legais; membros do marketing; 
médica e científica; canal olímpico – Conselhos de Administração; canal olímpico; 
serviços de transmissão olímpica – Conselho de Administração; olímpica de educação; 
programa olímpico. Olímpico de solidariedade; relações públicas e desenvolvimento 
social através do esporte. Esporte e sociedade ativa; sustentabilidade e legado. Mulheres 
no esporte (COI, 2021).
 Os Congressos não possuem uma regularidade para ocorrerem, e são sempre 
convocados pelo presidente do COI. A primeira edição é datada em 1894 em Paris 
(França) e a última em 2017 em Lima (Peru), sendo ao total 14 edições. 
 É importante destacar a existência do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), que 
segue em geral a mesma estrutura e periodicidade das olímpiadas, contudo, reuni um 
número menor de modalidades.
 
 International Federation of Association Football (FIFA)
 A FIFA é uma entidade instituída em 1904, filiada ao COI, voltada para a promoção 
do futebol, futebol de areia e futsal, gerenciando os membros associados pela Ásia, 
África, América do Norte, América Central Caribenho, América do Sul, Oceania e Europa. 
A sua presidência está sob Giovanni Vincenzo Infantino desde o ano de 2016 e a 
instituição conta com a organização em departamentos, como, secretaria geral, 
comitês, congresso, museu futebol mundial FIFA, trabalho e carreiras e também contam 
com departamentos menores que são vinculados aos citados (FIFA, 2021; PONTES, 2013). 
Alguns departamentos se destacam mais, como é o caso da secretaria geral. Pontes 
(2013, p. 56) apresenta a secretaria geral com um departamento que pertence à 
diretoria e gerencia pasta de “desenvolvimento, competições, administração do futebol, 
finanças, negócios, recursos humanos, serviços e comunicações”. 
Figura 1: Anéis Olímpicos
Fonte: COI (2021, online)
12
Registros históricos da competição relatam que tudo 
começou quando, em 1920, um grupo de visionários 
administradores do futebol francês, entre eles Jules Ri-
met, presidente da FIFA, apareceu com a ideia original 
de criar um torneio mundial no qual as maiores forças 
da modalidade poderiam competir entre si em busca 
de se tornar "campeão do mundo".
 Segundo o Portal FIFA (2021) no departamento de comitês, existem sete 
permanentes que buscam aconselhar e colaborar com o Conselho, bem como a 
secretaria geral. Há ainda, os comitês independentes, tais como de ética e governança, 
que regem suas ações em consonância com o estatuto da Instituição.
 A FIFA é a responsável pelo grande evento esportivo Copa do Mundo FIFA que 
ocorre desde a década de 1930, entretanto, Gonçalves (2018, p. 9) aponta que:
 Neste relato percebemos que antes da grande estreia do campeonato onde o 
Uruguai foi campeão, houve um período grande para o planejamento, e ao longo do 
tempo a Copa do Mundo FIFA ganhou mais visibilidade é atualmente é considerado um 
dos maiores eventos esportivos, que também faz uso de importantes símbolos, como os 
mascotes. A Figura 2 refere-se à mascote da Copa do Mundo Feminina do ano de 2019, 
sediada na França. 
 A cada evento do mundial o país que sedia a competição, apresenta um 
mascote, que no caso da Figura 2, se refere à Ettie, uma galinha apaixonada por futebol, 
apresentada como filha do mascote Footix, o galo mascote da Copa do Mundo de 1998, 
ocorrida, também, na França (PRONEOSPORT, 2018).
 Contudo, devemos lembrar que há outros campeonatos mundiais. Podemos citar 
com competições da FIFA: Mundial Feminino Sub-20, Mundial Feminino Sub-17, Mundial 
Masculino Sub-20, Mundial Masculino Sub-17, FIFA Beach Soccer World Masculino, Copa 
do Mundo de Futsal Masculino (FIFA, 2021). Além disso, a FIFA também é correponsável 
pelas competições regionais, sendo esta questão, abordada na próxima seção.
 Queremos destacar que o evento Copa do Mundo FIFA é um evento de agrangência 
mundial, pois Andrade (2007, p. 117) e Bonfim (2015 apud ANDRADE, 2007) o distingue 
do internacional. O evento mundial “reune participações de todos os continentes”, 
enquanto que no evento internacional, “no mínimo 20% dos participantes representam 
outro continente que não aquele onde se realiza o evento”.
Figura 2: Ettie: Mascote Copa do Mundo Feminina FIFA
Fonte: Proneosport (2018, online)
13
As cores dos anéis olímpicos não são aleatórias. Podemos perceber que as bandeiras dos 
países participantes, possuem pelo menos uma dessas cinco cores.
FIQUE ATENTO
O hipismo na paralimpiadas é uma modalidade que não separa os participantes por gê-
nero. As competições são mistas. Como é possível pensar na competição por limitações e 
não por gênero nos jogos olímpicos?
VAMOS PENSAR?
Para conhecer mais sobre os megaeventos, veja o Capítulo 13 de Vanice, Nassif e 
Masteralexis (2015), disponível em: https://bit.ly/3aYl1d4. Acesso em: 12 set. 2021. 
Veja na segunda seção da unidade 1 em Bonfim (2015) sobre a necessidade de 
um evento ser transformado em espetáculo, disponível em: https://bit.ly/3aZX-
vML. Acesso em: 12 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
No sentido do texto, a expressão ad hoc é utilizada para reunir determinado grupo, exclu-
sivamente, com uma finalidade ou propósito (AD HOC, 2021).
GLOSSÁRIO
1.3 INSTITUIÇÕES REGIONAIS
 Andrade (2007, p. 117) considera como jogos regionais os eventos que reúnem 
os participantes “de determinada região de um país, de um continente ou do mundo 
(sul-brasileiro, mercosul, pan-americano)”, contudo , para uma sequência didática, 
vamos considerá-los como continentais, tendoem vista que não possuem uma adesão 
mundial e também não se limitam a um único país. Consideramos como competições 
que reúnem determinados países por seus critérios, como veremos mais adiante.
 A FIFA, juntamente, com as Confederações esportivas organiza em seus territórios 
associados, as competições continentais, distribuídas nos cinco continentes, como 
mostra o Quadro 1:
14
Quadro 1: Confederações continentais
Fonte: FIFA (2021, online)
 Como podemos ver, são ao todo, seis Confederações porque o continente 
americano possui duas, a CONCACAF e a CONMEBOL. Esta divisão traz dissensos entre 
os especialistas do futebol, que apontam como desnecessária, tendo em vista que se 
difere das outras Confederações, mesmo que se organizam por continente.
 Cada Confederação anunciada no Quadro 1, tem o seus membros filiados, como 
por exemplo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é vinculada a CONMEBOL, que 
por sua vez, não diferente da FIFA, também é regida por regulamentos e estatutos, tendo 
em sua organização, comissões, conselho, dentre ouros departamentos que fomentam 
o futebol, futebol de areia e o futsal, com as modalidades femininas e masculinas. Tem 
como uns dos principais eventos esportivos, a Copa América e Libertadores (CONMEBOL, 
2019).
 Outra Instituição esportiva que promove competições entre os países da América 
é a Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA), sediada no México. O evento 
esportivo, segundo Sousa, Sátyro, e Caminha (2008, p.1)
foi criado então sob a ótica da irmandade entre os paí-
ses do continente americano. A intenção é unir relações 
de amizades com a necessidade dos atletas america-
nos terem um calendário com uma competição nos 
moldes Olímpicos. A partir da sua criação, o evento tem 
crescido vertiginosamente, conseguindo dobrar o nú-
mero de países participantes, atletas e modalidades 
desde sua primeira edição, há apenas cinquenta anos, 
tornando-se uma importante competição no calendá-
rio mundial. 
Território Confederações Presidente
Americano (Norte, 
Central e Caribe)
Confederação de Futebol da América 
do Norte, Central e Caribe/The Con-
federation of North, Central American 
and Caribbean Association (CONCA-
CAF)
Vittorio Montagliani 
(Canadá)
Americano (Sul) Confederação Sul-Americana de Fu-
tebol/ Confederación Sudamericana 
de Fútebol (CONMEBOL)
 Alejandro Dominguz 
(Paraguai)
Europeu União das Associações Europeias de 
Futebol/Union des Associations Euro-
péennes de Football (UEFA)
Aleksander Ceferin 
(Eslovênia)
Ásia Confederação Asiática de Futebol/ 
Asian Football Confederation (AFC)
Shaikh Salman Bin 
Ebrahim Al-Khalifa 
(Bahrain)
Oceania Confederação de Futebol da Ocea-
nia / Oceania Football Confederation 
(OFC)
Lambert Maltock 
(Vanuatu)
Africano Confederação Africano de Futebol/
Confédération Africaine de Football 
(CAF)
Patrice Motsepe 
(África do Sul)
15
Figura 3: Cerimonial de encerramento dos Jogos Pan-Americanos, Lima (Peru), 2019
Fonte: Best Swimming (2021, online)
 Os Jogos do Pan-Americano vem sendo meios de garantir vagas nas Olimpíadas, 
o que também pode explicar o seu sucesso em tão pouco tempo. As competições 
seguem o mesmo padrão dos eventos esportivos de grande porte. A Figura 3 mostra 
a cerimônia de encerramento ocorrida na cidade de Lima, Peru no ano de 2019. Como 
ocorre a cada quatro anos, a sua próxima edição está prevista para o ano de 2023. 
 Os jogos do Pan-Americano, apesar de ser restrito à participação de países da 
América, ainda sim, consideramos um megaevento, pois segundo Marcelino (2014, apud 
DA COSTA e MIRAGAYA, 2008) sua característica está na quantidade de participantes, 
bem como no processo de organização e planejamento até a realização. 
Apesar dos eventos terem entre os objetivos a união entre os povos, sendo explicitado em 
seus símbolos, os cenários conflituosos causam a sua interrupção, como foi o caso da 
segunda guerra mundial.
FIQUE ATENTO
O Jornal Lance traz a fala de Pedro Trengrouse, a respeito do continente Americano ter 
duas confederações, o qual percebe que há “prejuízos desportivos e financeiros na "divi-
são" do continente Americano nos gramados”, colocando em questionamento o conceito 
de globalização (LANCE, 2021). Reflita sobre os aspectos apontados, e os que não foram 
apontados, acima.
VAMOS PENSAR?
A ODEPA definiu que o boxe, a esgrima, o judô, o caratê são modalidades pre-
sentes nos Jogos Pan-Americanos de 2023, em Santiago. Conheça mais sobre 
eventos de lutas no capítulo 6 de Urbinati e Micaliski (2020), disponível em: ht-
tps://bit.ly/3IZLuDK. Acesso em: 14 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
16
Decerto o futebol é um esporte popular, contudo, o voleibol também vem se 
popularizando e ganhou destaque participando de competições no continente 
americano, tendo sua primeira participação no Pan-Americanos de 1955 no Mé-
xico. Veja seu histórico de campeonatos continentais em Bizzocchi (2013), dispo-
nível em: https://bit.ly/3yYzfmf. Acesso em: 14 set. 2021.
1.4 INSTITUIÇÕES NACIONAIS
 Se hoje temos a eclosão do esporte, apesar de questionável, sendo utilizada 
como meio de inclusão de direitos, é importante ter o entendimento que nem sempre 
foi assim. Rodrigues (2014, p. 21-22) pontua que: 
 Rodrigues (2014) recorre a Constituição Federal de 1988 para nos mostrar que a 
prática do esporte é um direito recente, ou seja, o esporte nos é garantido somente a um 
pouco mais de três décadas, o que possivelmente, explica uma cultura de não enxergar 
o esporte como essencial, necessitando que hajam outras políticas para fomentar a 
dimensão esportiva, contudo, é importante destacar que o Ministério do Esporte foi 
extinto e incorporado ao Ministério da Cidadania no ano de 2019.
 Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
 O COB é uma instituição não governamental que representa o COI no território 
brasileiro devido à sua filiação, desde a sua fundação, início da década de 1900, o qual 
que tem sob sua responsabilidade o gerenciamento das questões de ordem técnicas, 
administrativa e política na dimensão do esporte (COB, 2020). 
 Apesar da Instituição ter como pilar o esporte de alto rendimento, suas ações não 
se esgotam nesta dimensão. O compromisso com os valores olímpicos na sociedade 
brasileira resulta na promoção de eventos esportivos, como é o caso do Dia Olímpico, 
comemorado em 23 de junho, cujo tem entre os seus objetivos, promover o olimpismo 
na sociedade. 
 O evento também pode ser considerado educativo, cultural e social e é voltado 
para as crianças de comunidades carentes (público alvo do evento), onde promove-se 
oficinas de modalidades esportivas e o encontro com atletas olímpicos (COB, 2020). A 
Figura 4 mostra algumas das modalidades do evento, veja: 
No Brasil, a trajetória da história esportiva tem como 
auge a proclamação do direito do acesso ao esporte 
e ao lazer a todos os cidadãos brasileiros, pelo artigo 
217 da Constituição de 1988 (Brasil). Porém, apesar des-
sa conquista, as proposições políticas decorrentes e as 
ações efetivas para concretizar este direito só ganham 
força política alguns anos depois, especialmente em 
2003 com a criação do Ministério do Esporte.). 
17
 As imagens da Figura 4 são recortes das modalidades: hóquei, rugby, atletismo 
e judô do evento realizado no estágio olímpico João Havelange em 2015. O evento se 
revela com importante, pois como Martins (2018, p. 38 apud BARBANTI, 2002) sinaliza, a 
participação nos esportes perpassa em grande medida pelas influências que recebemos 
de terceiros, como por exemplo, família e professores, além disso se relaciona com as 
“normas e estruturas sociais e culturais, bem como de fatores relacionados à etnia e ao 
gênero”. 
 O evento Dia Olímpico apesar de ocorrer em um dia, há um logo processo de 
planejamento que envolve muitas pessoas e recursos orçamentários. Acerca disso, o 
COB tem como principal fonte orçamentária os recursos provenientes da Lei Federal 
nº 13.756/2018 (COB, 2020), pois como menciona o Artigo 217 da Constituição Federal 
de 1988: “Édever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais [...]” 
(BRASIL, 1988). Sendo assim, os eventos não se limitam aos esportes de alto rendimento, 
pois possuem uma função social no Brasil.
 Neste sentido, é pertinente ressaltarmos o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), 
que possui um grande papel social para a inclusão, contudo, também é voltado para 
as competições de alto rendimento, organizando calendários e quadro de medalhas, 
além de gerenciar “a participação do país em competições continentais, mundiais e 
em Jogos Paralímpicos” (CPO, 2021). 
 A promoção de alto rendimento não caminha no sentido da exclusão, concordamos 
com Pedrinelli e Nabeiro (2012, p. 22) que aponta que o “foco de atenção se volta para 
a pessoa com todo o seu potencial de desenvolvimento físico, cognitivo, psicológico 
e social. Um olhar para o que a pessoa pode fazer ao invés do que não pode fazer”. 
Consideramos assim, o caráter inclusivo não só no esporte, mas na sociedade em geral, 
atravessando ainda, o conceito de fair play, ou seja, jogo limpo, tornando igualitária a 
competição pelo grau de funcionalidade em cada tipo de deficiência. 
 Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
 A CBF, não diferente das demais instituições, tem como objetivo fomentar 
a promoção da prática do esporte, no caso, o futebol nas dimensões do território 
nacional. É a instituição que administra os campeonatos das Seleções Brasileiras a 
cada competição, também gerencia as demais competições categorias de base e 
Figura 4: COB: Dia Olímpico no estágio João Havelange (2015)
Fonte: Acervo pessoal da autora (2021)
18
profissionais (CBF, 2018).
 Podemos considerar a CBF como um órgão recente, tendo em vista a sua fundação 
apenas em 1979, após a aglutinação e extinção da Federação Brasileira de Sports e da 
Confederação Brasileira de Desportos, as quais não tinham a prática do futebol como 
exclusividade (CBF, 2018).
 Para manter-se com independência, conta com a seguinte estrutura: 
 A estrutura da instituição favorece a organização de um grande número de 
competições que ocorrem em todas as regiões do território nacional, com a colaboração 
com as 27 Federações. Podemos ver no Quadro 2 as disputas que a CBF realiza.
 São muitos eventos esportivos, necessitando assim, um bom planejamento para 
cumprir o calendário apresentado, que por sua vez, vai exigir dos clubes esportivos 
o devido planejamento para que possam participar das partidas, como apresenta a 
Figura 5, partida da semifinal do Brasileirão feminino série A-1 entre os clubes Flamengo 
e Corinthians, em 2018.
Presidência, formada por presidente e oito vice-presi-
dentes eleitos para um mandato de quatro anos, Se-
cretaria-Geral, Vice-Presidência Jurídica e Diretorias 
Financeira, Jurídica de Coordenação, de Competições, 
de Comunicações, de Desenvolvimento do Futebol, de 
Governança e Conformidade, de Marketing, de Patri-
mônio, de Projetos Estratégicos, de Recursos Humanos, 
de Registro, Transferência e Licenciamento de Clubes, 
de Relações Institucionais e de Tecnologia da Informa-
ção. (CBF, 2018).
Competições Nacionais
Campeonato Brasileiro 
Séries A, B, C e D
Campeonato Brasileiro 
de Aspirantes
Supercopa Sub-17
Campeonato Brasileiro 
Feminino Séries A-1 e A-2
Copa do Brasil Copa do Nordeste
Campeonato Brasileiro 
Sub-20
Copa do Brasil Sub-20 Copa do Nordeste Sub-20
Campeonato Brasileiro 
Sub-17
Copa do Brasil Sub-17 Copa Verde 
Campeonato Brasileiro 
Feminino Sub-18
Supercopa do Brasil E-Brasileirão 
Campeonato Brasileiro 
Feminino Sub-16
Supercopa Sub-20 ***
Quadro 2: Competições Nacionais promovidas pela CBF
Fonte: CBF (2018, online)
19
 A Figura 5 representa o que Martins (2018, apud MULLIN, HARDY e Sutton, 2004) 
considera como elementos adicionais ao esporte, ou seja, o jogo ou evento esportivo 
são intangíveis, efêmero, vivencial, subjetivo, perceptível e resultado da interação 
com o meio e os demais envolvidos. Ressalta a experiência e a vivência, sendo assim, 
compreendemos que o evento esportivo está para além de um cumprimento formal e 
metódico e por isso, devemos considerá-lo importante para a nossa formação.
 Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e Conselho Regional de Educação 
Física (CREF)
 A Lei nº 9.696 de 1 de setembro de 1998 regulamenta a profissão de educador 
física, instituindo o conselho federal e regional da profissão, onde apenas os profissionais 
registrados no CREF pode ter o efetivo exercício da profissão (BRASIL, 1998a).
 Os profissionais da categoria se dividem em duas classes, os que são graduados 
e os que são provisionados. Ao contrário da primeira, a classe de provisionados é 
licenciada caso já estejam em exercício da profissão antes da vigência da Lei que 
regulamenta a profissão (BRASIL, 1998a; CONFEF, 2021).
 O CONFEF é uma estrutura gerenciada por conselheiros, diretorias e comissões, 
sendo estas: 21 unidades de CREF no território nacional; de ética profissional; de 
orientação e fiscalização; de ensino superior e preparação profissional; de esporte; de 
atividade física e saúde; de legislação e normas; de controle finanças; de Assuntos em 
Academias e Afins; de Educação Física Escolar (CONFEF, 2021).
 Tais autarquias promove, diretamente, os eventos esportivos, todavia se 
personificam na figura do profissional de educação física. Cayres-Santos (2020) 
comenta que a prática deste profissional se volta para lazer, escola, esporte, academia/
fitness, saúde e gestão esportiva, contudo, tendo em vista os aspectos observados, 
entendemos que as atividades de alto rendimento se relacionam com a atuação de 
dirigente esportivo, preparador físico e técnico em associações, ligas ou federações, 
mencionadas por Rezende (2000) entre as possibilidades de atuação. Neste sentido, o 
educador físico representa os respectivos Conselhos nos eventos esportivos. 
Figura 5: Semifinal do Brasileirão feminino série A-1 (Flamengo e Corinthians, 2018)
Fonte: CBF (2018, online)
É importante destacar que o CPB e o COB “são entidades independentes. O CPB tem ge-
rência apenas sobre o desporto paralímpico brasileiro, enquanto que o COB gere o espor-
te convencional do país” (CPB, 2021).
FIQUE ATENTO
20
O esporte está previsto na Constituição Federal (1988) no mesmo Capítulo da Educação e 
Cultura. Reflita sobre o grau de importância da prática esportiva como um direito a mesma 
medida que Educação e Cultura.
VAMOS PENSAR?
Para conhecer mais sobre o esporte no Brasil, veja o Capítulo 3 de Vanice, Nas-
sif e Masteralexis (2015), disponível em: https://bit.ly/3ojSYHR. Acesso em: 15 set. 
2021. 
Conheça sobre a história das mulheres no esporte olímpico brasileiro com Mes-
quita e Nascimento (2011) disponível em: https://bit.ly/3B6OZ9c. Acesso em: 15 
set. 2021. 
Busque em Cayres-Santos (2020) a compreensão do contexto histórico da pro-
fissão de educador físico, disponível em: https://bit.ly/3IUcUL8. Acesso em: 15 set. 
2021.
BUSQUE POR MAIS
No sentido do texto, o termo efêmero é utilizado para considerar aquilo que é breve ou 
transitória, ou seja, de curta duração (EFÊMERO, 2021).
GLOSSÁRIO
21
FIXANDO O CONTEÚDO
1. Apesar dos Jogos Olímpicos existirem desde a Antiguidade, o Comitê Olímpico 
Internacional é uma instituição da Idade Moderna que busca promover aos valores 
esportivos para a construção de um mundo melhor. Com base no estudo feito sobre os 
jogos olímpicos, marque a alternativa correta.
a) Os congressos olímpicos exprimem os valores esportivos e ocorrem regularmente a 
cada quatro anos, no período que antecede as olímpiadas desde a Antiguidade. 
b) Os Congressos não possuem uma regularidade para ocorrerem, e são sempre 
convocados pela secretaria geral do COI. 
c) A primeira edição do congresso olímpico é datada em 1894 em Paris (França) e a 
última em 2017 em Lima (Peru), somando um total de 20 edições. 
d) Em 2017 houve a 14º e última edição do congresso olímpico, não sendo possível prever 
a próxima edição tendo em vista que não há uma regularidade na periodicidade.e) Os congressos olímpicos iniciaram em 1894, sendo realizado até a atualidade.
2. Os jogos Pan-Americanos reúnem as equipes do continente americano para participar 
de competições que chegam a valer vaga para os jogos olímpicos. Devido a limitação 
de países participantes, podemos inferir que é considerado um ______, pois______.
Marque a alternativa que corresponde corretamente às lacunas.
a) Evento de pequeno porte / o número de participantes é pequeno.
b) Megaevento / a sua característica está na quantidade de participantes, bem como 
no processo de organização e planejamento até a realização.
c) Megaevento / avalia-se a quantidade de equipes participante, independente, do 
processo de organização e planejamento.
d) Pequeno evento / se refere apenas à um continente, diferente da copa do mundo fifa, 
onde todos os 5 continentes podem participar. 
e) Megaevento / houve uma crescente procura nos últimos anos. 
3. O esporte ganha destaque em grande medida quando passa a ser representado 
por uma organização, neste sentido, podemos considerar que modalidades esportivas 
passam a receber visibilidade mundial quando é representado nos eventos promovidos 
por quais instituições? Marque a alternativa que corresponde à questão.
a) COB e COI.
b) COB e ODEPA.
c) CBF e FIFA.
d) CONMEBOL e COB.
e) FIFA e COI.
4. O COB é responsável por representar o COI no território nacional, gerenciando questões 
de ordem técnicas, administrativa e política na dimensão do esporte. Contudo, além 
22
de ser voltado para o esporte de alto rendimento, possui ações de cunho educativo, 
cultural e social, subsidiado em grande medida por orçamentos provenientes do Fundo 
Nacional de Segurança Pública, Lei Federal nº 13.756/2018. Este repasse orçamentário 
tem entre os seus fundamentos: ___. 
Marque a alternativa que corresponde corretamente à lacuna.
a) É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais.
b) É dever das instituições internacionais esportivas fomentar práticas desportivas 
formais e não formais.
c) É dever das instituições nacionais esportivas fomentar práticas desportivas formais 
e não formais. 
d) É facultado aos Estados fomentar práticas desportivas formais e não formais.
e) É facultado aos Estados fomentar práticas desportivas formais.
5. (ENADE- 2019). Um megaevento é caracterizado não só por sua curta duração, mas 
também por sua longa preparação. Tais eventos, como as Olimpíadas e a Copa do 
Mundo de Futebol, contam com milhões de participantes e deixam diferentes tipos de 
legados após seu encerramento, o que possibilita avaliação, reestruturação político-
administrativa e econômica, utilização de espaços, novas experiências e aprendizados, 
que poderão melhorar e aperfeiçoar a gestão esportiva vinculada ao projeto 
desenvolvido. TAVARES, O. Megaeventos esportivos. Movimento, v. 17, n. 3, p. 11-35, 2011 
(adaptado).
Nesse contexto, avalie as afirmações a seguir. 
I. O gestor deve considerar, para a realização de um megaevento, projetos de 
infraestrutura para o esporte, como arenas e estádios; transporte público e moradia e 
aquisição de materiais diversos, como equipamentos esportivos ligados à tecnologia. 
II. A organização dos projetos deve considerar o planejamento participativo, as 
características intersetoriais e as parcerias entre órgãos públicos e privados. 
III. O gestor deve considerar a participação de voluntários no evento sob a perspectiva 
da multiplicação dos conhecimentos e das experiências adquiridas na comunidade 
em que eles estejam inseridos.
IV. A sistematização e o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos, pelos 
organizadores na gestão do evento, deve contribuir para a elaboração de políticas 
públicas de esportes, saúde e lazer. 
É correto o que se afirma em:
a) I, II, III e IV.
b) II, apenas.
c) I, III e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, apenas.
6. As competições realizadas em âmbito internacional, nacional e por dimensão 
23
continental são organizadas e administradas pelos órgãos maiores que as representam. 
Sendo assim, marque a alternativa que considera os itens, abaixo, verdadeiros.
I. Os Jogos Panamericanos são organizados pela CONMEBOL.
II. O campeonato E-Brasileirão é organizado pela CBF.
III. A Copa Brasil é organizada pela CBF.
IV. Os Jogos Pan-Americanos são organizados pela CONMEBOL.
a) Apenas o item I.
b) Apenas os itens I e III.
c) I, II, III e IV.
d) Apenas os itens I, II e III.
e) Apenas os itens III e IV.
7. (ENADE- 2019). Um dos valores atrelados aos movimentos olímpico e paralímpico é 
o chamado fair play, que também significa jogo limpo. Diante da demanda ética posta 
pela noção de fair play nas Paraolimpíadas, qual das opções a seguir corresponde 
à medida adotada pelos órgãos de gestão do paradesporto para assegurar uma 
competição mais igualitária entre atletas paralímpicos de uma mesma modalidade? 
a) Classificação por índice técnico obtido em competições anteriores. 
b) Classificação por resultados em competições oficiais nacionais e internacionais. 
c) Classificação por grau de funcionalidade em cada tipo de deficiência. 
d) Classificação por tempo acumulado de experiência em competições paradesportivas 
oficiais. 
e) Classificação por faixa etária combinada com informações advindas de testes de 
aptidão física.
8. A FIFA é a instituição de gerencia e administra os megaeventos mundiais, como a Copa 
do Mundo, contudo, colabora com as disputas que têm as Confederações continentais 
como responsáveis. Correlacione corretamente as Confederações com o respectivo 
território o qual se vinculam e marque a alternativa correta.
( ) América do Norte, Central e Caribe 
( ) América do Sul 
( ) Europeu 
( ) Ásia 
( ) Oceania 
( ) Africano 
(1) UEFA
(2) OFC
(3) CONCACAF
(4) AFC
(5) CAF
(6) CONMEBOL
24
a) 3, 5, 1, 4, 2, 6.
b) 3, 6, 1, 4, 2, 5. 
c) 1, 4, 2, 6, 3, 5.
d) 4, 1, 6, 2, 3, 5.
e) 2, 5, 1, 3, 4, 6.
25
EVENTOS: 
ORGANIZAÇÃO 
ADMINISTRATIVA 
DA EDUCAÇÃO FÍSICA 
E DO DESPORTO
26
 A unidade 2 apresenta o conceito de evento, bem como ele vem se revelando 
desde a Antiguidade. Aponta a importância do planejamento e como é possível a sua 
organização utilizando conceitos da teoria da administração, fracionando e delegando 
as tarefas não apenas durante o evento, mas em momentos que o antecede e que o 
sucede, permitindo que possamos pensar sobre o que levar para a realidade escolar. 
 Vimos na unidade 1 algumas das principais instituições que promovem os eventos 
de grande porte, no campo esportivo. Os eventos têm uma razão de existirem e devemos 
saber que não é uma invenção contemporânea. Neste sentido, de forma mais analítica, 
vamos conhecer mais sobre este contexto.
 Para Fortes (2011, p. 34), o evento é “uma estratégia de comunicação que atinge 
o público de interesse”, entretanto, se procurarmos a etimologia da palavra evento, 
vamos verificar que sua origem vem do latim (eventus) e tem como significado 
“acontecimento” (EVENTO, 2021). Entretanto, em uma definição mais cuidadosa e 
sociológica, consideramos os eventos como 
 Entendemos a partir desta perspectiva que os eventos não são atividades 
contemporâneas, e se têm ocorrido desde a Antiguidade, perpassam a área esportiva, 
como por exemplo, os jogos olímpicos na Grécia, conforme a Figura 6 retrata. 
 Mas como mencionado por Bonfim (2015), as características vão se adequando 
ao contexto, que no caso deste, antes se privilegiavam entre os participantes, os 
homens, mantendo o caráter excludente e desigual quando relacionado ao gênero, 
de igual forma ao período da fundação do COI ao final da década de 1890, situação, 
ora, superada em certa medida nas últimas olimpíadas, tendo como exemplo a última 
edição, Tóquio 2020, ocorrida no ano de 2021, como mostra a skatista Rayssa Leal na 
Figura 7.
2.1 INTRODUÇÃO
2.2 CONCEITO: EVENTOS
acontecimentos que possuem suas origens na Antigui-
dade e que atravessaram diversos períodos da história 
da civilização humana atingindo os dias atuais. Nessatrajetória, foram adquirindo características econômi-
cas, sociais e políticas das sociedades representativas 
de cada época (MATIAS, 2013, p. 4).
Figura 6: Jogos olímpicos na Antiguidade
Fonte: Olimpíada todo dia (2020, online)
27
 As Olimpíadas é um exemplo de evento esportivo periódico, pois é realizado, desde 
a Idade Moderna, “de quatro em quatro anos, tornaram-se um dos maiores espetáculos 
esportivos do mundo” (MENDONÇA; PEROZIN, 2014, p. 20), o qual coloca em evidência, o 
alto rendimento dos atletas, como era na Antiguidade. 
 Outro evento de grande porte e com periodicidade igual às Olímpiadas, é a Copa 
do Mundo, que também é custeado em grande medida por patrocinadores. Sob a 
direção da FIFA foi pensada apenas para a participação masculina, havendo somente 
no final do século XX a abertura para a participação feminina (PONTES, 2013). 
 A Copa do Mundo masculina é o evento mais popular da FIFA, e na edição de 
2022 estão escaladas 32 nações competindo no Catar, continente Asiático. A FIFA 
conta com mais de 200 países/territórios, intitulados de membros associados, os quais 
recebem apoio da instituição de financiamento e logística, desde que defendido os seis 
ideais (FIFA, 2021). Acerca destes ideais, Pontes (2013, p. 55) aponta que a instituição 
apresenta “seus ideais iluministas ocidentais e um forte discurso de humanização 
e desenvolvimento social”. Mas vale lembrar que dentro desta perspectiva há forte 
inclinação para o cenário político e econômico.
 Afunilando nossos olhares para dentro da escola, estes eventos em certa medida 
fazem parte dos projetos escolares, claro que em escalas menores e com objetivos 
mais inclusivos que os eventos de alto rendimento. Quando nos referimos aos eventos 
no contexto educacional, tal perspectiva sofre uma ruptura, mesmo quando os 
relacionamos a Educação Física. 
 Segundo Juchem (2015, p. 21), o jogo é presente em competições e “proporciona a 
oportunidade de desenvolver valores como a humildade, resultante do enfrentamento 
das dificuldades e inabilidades; fomenta a aceitação de si e o respeito ao próximo”. 
Sendo assim, a escola a partir da sua função social, intervém pedagogicamente 
flexibilizando e adaptando as regras, por exemplo, para que todos possam participar 
de eventos como os torneios e campeonatos (STALLIVIERI, 2017). 
 Neste mesmo sentido, Marcelino (2014) percebe situações positivas que intitula 
como legado dos megaeventos para a educação física: 1. Aulas voltadas para a cultura 
corporal do movimento; 2. Conhecimento como teoria e prática; 3. debate e reflexão; 4. 
Inclinação para o lazer e visando o conteúdo físico-esportivo. 
 É comum que as escolas promovam eventos, para dinamizar rotina pedagógica, 
além disso, os eventos podem ser considerados “uma atividade democrática, pois são 
capazes de resolver muito mais situações do que se pode imaginar’, como conclui 
Nahane (2017, p.41). 
Figura 7: Rayssa Leal, skatista e medalhista dos Jogos Olímpicos 2020
Fonte: R7 (2021, online)
28
 Um evento com intencionalidade, chamado por nós aqui, de ação educativa, 
precisa está inserido na proposta pedagógica da escola, para cumprir o respectivo 
propósito. Nesta dimensão, os professores incumbir-se-ão de “participar da elaboração 
da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”, conforme o Art. nº 13 da Lei de 
Diretrizes e Bases (LDB) nº 9.394/96 (BRASIL, 1996). 
 Para Vasconcellos (2002) o projeto pedagógico tem como proposta auxiliar no 
enfrentamento dos desafios que permeiam o cotidiano escolar de maneira refletida. 
Mas sabemos que não se promove um evento sem planejamento, é necessário que 
este seja elaborado a partir de um contexto para corresponder à demanda pedagógica 
apontada. 
 Neste sentido se faz pertinente trazermos mais afrente, o entendimento sobre 
planejamento, o qual será melhor compreendido na próxima seção.
A modalidade skate é recente nos Jogos Olímpicos, sua primeira competição foi em Tó-
quio em 2021, referente ao ano de 2020.
FIQUE ATENTO
Reflita sobre as possibilidades de promover eventos competitivos na escola, sem enfatizar 
o alto rendimento. Quais caminhos percorrer?
VAMOS PENSAR?
Busque sobre a política de cotas para a participação da mulheres em fede-
rações e confederações Nascimento, Bellan e Frascarelo (2011). Disponível em: 
https://bit.ly/3omsrd7. Acesso em: 18 set. 2021. 
Para saber mais acerca do contexto histórico sobre os Eventos, veja Mendonça 
e Perozin (2014). Disponível em: https://bit.ly/3RRXwTA. Acesso em: 18 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Em continuidade a ideia suscitada na seção anterior, segundo Vasconcellos (2002), 
planejamento é antecipar as ações que precisam ser realizadas para ir ao encontro do 
que está previsto. Neste sentido, consideramos como uma conduta racional e reflexiva 
para se alcançar determinado objetivo. 
 Nesta perspectiva, Oliveira (2007, p. 14) colabora anunciando que planejamento 
segue algumas etapas para o seu caráter contínuo, que podem ser identificadas como:
2.3 PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTO: PARTE I
29
 Entendemos, assim, que é preciso decidir os objetivos, os meios, a esquematização, 
os recursos e implantação e controle. Mendonça e Perozin (2014, p. 40) reiteram que o 
planejamento necessita ter ações principais e essenciais, a exemplo, “a definição dos 
objetivos, o público do evento, as estratégias para o evento, os recursos necessários e 
disponíveis, os riscos para a sua realização, o orçamento e a avaliação”, o que requer 
que tenhamos um breve conhecimento sobre as categorias de eventos, como por 
exemplo, o porte do evento. 
 Para o planejamento e a organização de um evento devemos nos perguntar: O 
faremos com qual o propósito? Que tipo de evento é mais apropriado, tendo em vista 
as condições disponíveis? Quem serão os participantes? Qual horário deverá ocorrer? 
Questões assim, dão origem à outras perguntas, as quais vão direcionar o planejamento 
e a organização do evento. Mendonça e Perozin (2014, p. 48) chamam esta fase de pré-
evento, onde ocorre o “processo de criação, desenvolvimento e viabilização do evento”, 
sendo a parte da execução, intitulada de transevento. 
 Em concordância, Veiga (2004, p. 14) explora uma questão de dimensão maior, 
chamando a atenção para o Projeto Político-Pedagógico na escola, mais conhecido 
como PPP. Aponta que este documento construído coletivamente e inacabado “vai 
além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. [...] O 
projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional com um sentido explícito, 
com um compromisso definido coletivamente”. Considerando esta perspectiva, as 
indagações sobre o quê e para que se fazem necessárias. 
 É considerável que estes eventos sejam planejados a partir elementos e fatores 
importantes, tais como, público e periodicidade e que estejam expressos em suas 
propostas. Matias (2013) nos ajuda a pensar sobre estes elementos quando reuni 
categorias à serem examinadas como técnicas para a organização de um evento. Veja 
no Quadro 3: 
1. Planejamento dos fins: estado futuro desejado (mis-
são, propósitos, objetivos, desafios e metas). 
2. Planejamento de meios: proposição de caminhos 
para a organização chegar ao futuro desejado (macro-
estratégias, macropolíticas, estratégias, políticas, pro-
cedimentos e práticas). 
3. Planejamento organizacional: esquematização dos 
requisitos para poder realizar os meios propostos 
(exemplo: estruturação da empresa em unidades es-
tratégicas). 
4.Planejamento dos recursos: dimensionamento de re-
cursos humanos e materiais, determinação da origem 
e aplicação de recursos financeiros (programas, proje-
tos e planos de ação necessários ao alcance do futuro 
desejado). 
5. Planejamento de implantação e controle: atividade 
de planejar o gerenciamento da implantação do em-
preendimento. 
30
Público-alvo
Fechado Quando é direcionado à determinado grupo, e em geral, é feito por convite 
ou convocação.
Aberto A participação não é restringida e o acesso pode serfeito por ingresso ou 
inscrição.
Quantidade de participantes
Pequeno Limitado à 150. 
Médio Entre 150 e 500.
Grande Entre 500 e 5.000.
Megaevento > 5.000.
 Área de interesse
Artístico Com a possibilidade de surgirem novas áreas, esta lista tem caráter flexível.
Cultural
Científico
Esportivo
Entretenimen-
to
Militar
Religioso
Turístico
Periodicidade
Periódico Possui caráter regular, ocorrendo em períodos específicos.
Esporádicos Não há uma frequência regular para acontecer, podendo ser ocasional-
mente.
Quadro 3: Categorias dos eventos
Fonte: Adaptado pela autora (BONFIM, 2015)
 O Quadro acima anuncia apenas quatro categorias, dentre as que Bonfim (2015) 
apresenta. Este recorte foi feito para que pudéssemos afunilar nossos olhares para 
a Escola e em seguida, a Educação Física, além de servir como check list conforme 
orientado por Mendonça e Perozin (2014). Avaliamos como necessário a discussão 
coletiva sobre as categorias levantadas no momento da elaboração da proposta 
pedagógica da escola, assim, como os eventos esportivos, os quais tendem a ser 
liderados pelos professores de Educação Física. 
 Acerca da programação do evento esportivo, Martins (2018, p. 54) diz que é 
necessário seguir um “padrão técnico e regulamentar de organização no caso de 
eventos tradicionais, apoiado na escolha de sistema de disputa mais adequado”, 
considerando suas regras próprias.
 O objetivo do evento servirá para direcionar a execução das tarefas. Definir o 
público-alvo é essencial para a operação da logística do evento. Este será apenas 
31
com os estudantes? Os pais serão convidados a participarem e prestigiarem? Será 
um evento que tem a intencionalidade de envolver toda a comunidade do entorno da 
escola? A quadra da escola comporta que número de pessoas? Não obstante, deliberar 
a periodicidade é necessário. O contexto da atividade requer uma regularidade ou não e 
por quê? Tais questões são necessárias para o momento da organização de um evento.
Fortes (2011, p. 38) diz que o evento é uma forma de nos comunicarmos, onde busca 
atingir determinado objetivo. Ressalta que “apesar de constituir uma função-meio, é 
frequentemente confundido com atividades com finalidades próprias, o que muitas 
vezes o transforma em um acontecimento confuso”. Por conta disso, é preciso ter muito 
claro o objetivo do evento. 
 Acerca do evento esportivo, também, buscamos refletir sobre a intencionalidade 
e a sua organização. Coadunamos com Mota e Vasconcelos (2016) na compreensão 
sobre organização, onde atribui-se a este conceito o ato de articular os recursos, as 
tarefas com os envolvidos, para a execução do planejamento, previsto na estrutura de 
um projeto.
 O Decreto nº 6.180/2007 (BRASIL, 2007) regulamenta e aborda sobre os incentivos 
e benefícios para o fomento das atividades desportivas. O Artigo Art. 9o cita elementos 
importantes que devem conter em um projeto desportivo e paradesportivo: título, 
justificativa, objetivos, cronograma de execução física e financeira, estratégias, metas 
qualitativas e quantitativas e plano de aplicação de recursos, podem ser utilizados no 
planejamento de eventos escolares. Todavia, Poit (2004) agrega outros elementos que 
considera importante e intitula com Anatomia do Projeto.
Poit (2004, p. 42) considera que o
 Contudo, Poit (2004) aponta que o projeto e planejamento se distinguem, onde 
planejamento é um documento que expressa o que já está aprovado, ao contrário do 
projeto. Este é como uma proposta, podendo sofrer ajustes.
 Para descrever tal percurso, aponta como elementos importantes no projeto: 
folha de rosto, apresentação, objetivo, local, público-alvo, desenvolvimento, recursos, 
aproveitamento promocional, cronograma, assinaturas, anexos e avaliação. 
Compreende-se, assim, que a Anatomia do Projeto anunciada por Poit (2004) pode ser 
utilizada na escola, sem prejuízo. 
 Não obstante, Capinussu (2002) orienta que a organização de um evento seja 
seguindo de cinco etapas sequenciais, como mostra a Figura 8.
Projeto é o instrumento pelo qual nós transformamos 
ideias em ações, é o passo que antecede ao agir hu-
mano, é um documento que tem como objetivo expli-
citar a nossa ideia. Ele é o resultado de um ato criativo 
e deve espelhar claramente a vontade de fazer, como 
fazer e porque fazer. 
32
Figura 8: Etapas da organização de um evento
Fonte: Adaptado pela autora (CAPINUSSU, 2002)
 A sequência demonstrada na Figura 8 é uma estrutura indutora, ou seja, é flexível 
e pode agregar demais etapas, quando percebido a necessidade, principalmente, 
considerando as especificidades dos eventos esportivos, como por exemplo, os festivais, 
as gincanas, os campeonatos etc., sendo estes vistos mais adiante.
 A Figura 8 apresenta uma sequência de etapas que não é passível de realizar 
individualmente, além disso mostra a etapa de avaliação que muitas vezes é 
considerada, equivocadamente, como dispensável, pois as considerações feitas neste 
momento, contribui bastante para o próximo.
 Czajkowski e Junior (2017) diferente de Capinussu (2002), preveem o planejamento 
do evento em cinco etapas, ou seja, o planejamento não é uma etapa, e sim, é um todo 
gerado pelas cinco etapas que intitula de fundamentais, sendo: iniciação, planejamento 
(em si), operacionalização/execução, controle e fechamento/encerramento. 
 No entanto, o que cada etapa representa não se distância muito da Figura 8, onde 
percebemos que se torna uma questão de terminologia. Mas mesmo assim, queremos 
ressaltar a ausência de consenso nas literaturas. 
 Reiteramos que a organização/planejamento de um evento deve contar com 
um trabalho realizado em equipe, onde comissões devem instituir-se para cada 
responsabilidade. Para Poit (2004) é recomendável que se inicie o planejamento, 
primeiramente, pela reunião, a qual definirá os objetivos do evento, as atribuições 
das comissões e são escolhidos seus respectivos presidentes. Estas concepções são 
baseadas em teorias do campo das ciências aplicadas e se revelam úteis nas demais 
dimensões.
 É relevante ter essa compressão para que possamos ampliar nosso entendimento 
sobre o percurso do evento esportivo. Este não se limita ao momento da bola em jogo, 
temos outros espaços a executar. 
A ciências aplicadas à administração recebe importantes influências. Para Taylor, na Te-
oria da Administração Científica, busca priorizar os aspectos voltados para a produção 
e a tarefa específica. Para Fayol, na Teoria Clássica da Administração, tem o foco nas 
responsabilidades e segrega por funções, trazendo o conceito de planejamento, organi-
zação, coordenação e controle (MOTTA; VASCONCELOS, 2016).
FIQUE ATENTO
33
O Projeto esportivo deve prever os recursos que subsidiarão o evento na escola. Pensando 
sobre a realidade das escolas públicas, reflita sobre a quais podem ser as alternativas para 
conseguir patrocínios.
VAMOS PENSAR?
Veja como a Lei Rouanet pode colaborar para os projetos de incentivo ao espor-
te em Mendonça e Perozin (2014). Disponível em: https://bit.ly/3IXaivM. Acesso 
em: 18 set. 2021.
Veja mais sobre os elementos importantes que devem ser levados em conta 
para a realização de um planejamento, na Unidade 2 de Nahane (2017). Dispo-
nível em: https://bit.ly/3onOkcc. Acesso em: 18 set. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Para a execução dos eventos é necessária que existam algumas comissões, 
temos como principais: central, técnica, administrativa, infraestrutura, financeira, 
cerimoniais, alimentação, transporte, divulgação, médica, segurança, hospedagem e 
disciplinar (POIT, 2004), pois são responsáveis pelo cumprimento das ações planejadas. 
Mas segundo Fortes (2011), é preciso ter a compreensão que a quantidade de comissões 
pode variar, pois acompanha o porte do evento.
 Vamos verificar, no Quadro 4, a função de cada uma delas.
2.4 PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTO: PARTE II
Comissão Função
Central Definir objetivos do evento; Montar planejamento; Montar programa geral; 
Contratar serviços e pessoal; Supervisionar as demaiscomissões; Pro-
mover a comunicação entre as comissões; Solucionar os casos omissos; 
Organizar o relatório final.
Técnica Assessorar diretamente os trabalhos da Direção Geral; Elaborar toda 
programação da competição, e encaminhar a Assessoria Administra-
tiva para emissão dos respectivos boletins; Homologar os resultados e 
a classificação das equipes nas diversas modalidades; Verificar junto 
a Assessoria de Infra Estrutura e Assessorias de Modalidades às con-
dições dos locais das compe-tições antes e durante o período de 
realização das mesmas.
34
Administrativa Divulgar todos os atos administrativos exigidos no evento, Boletins Ofi-
ciais, 
Notas Oficiais, Autorizações e outros; Organizar e elaborar o relatório final 
do evento; Repassar aos Assessores de Modalidades todo o material ad-
ministrativo necessário (súmulas, canetas, réguas, etc.); Digitar e conferir 
todos os resultados da competição nas diversas modalidades, sendo 
posteriormente homologados pela Coordenação técnica e emitidos em 
boletim oficial; Emitir as súmulas das diversas modalidades; Digitar a 
programação dos jogos; Assessorar diretamente os trabalhos da Coorde-
nação técnica. 
Infraestrutura Vistoriar e informar as condições dos locais de competição e também 
emitir relatórios com parecer acerca das condições dos referidos locais, 
que deverá ser entregue a Coordenação técnica; Entregar todo material 
esportivo necessário a competição aos Assessores de Modalidades.
Financeira Efetuar pagamento das diárias das equipes de arbitragem, entre ou-
tros; Assessorar diretamente a Coordenação Geral nas questões fi-
nanceiras.
Cerimoniais Organizar e executar todos os cerimoniais previstos.
Alimentação Orientar às cozinheiras, quanto aos procedimentos relativos no prepa-
ro dos 
alimentos; primar pela qualidade da alimentação servida aos partici-
pantes dos jogos; Efetuar a aquisição dos gêneros alimentícios, mate-
riais de limpeza e outros necessários prestando contas à Coordena-
ção Financeira. 
Transportes Planejar o transporte de todos os envolvidos no evento; Montar os roteiros 
dos meios de transportes oficiais; Organizar o relatório final da sua área.
Divulgação Executar o trabalho de divulgação do evento.
Médica Providenciar atendimento médico hospitalar aos participantes; Organizar 
o relatório final da sua área.
Segurança Providenciar policiamento e/ou Agências de segurança para locais de 
competição onde se fizer necessário, atendendo as informações da Co-
ordenação Geral e técnica.
Hospedagem Distribuir as acomodações previstas e supervisionar a utilização das mes-
mas; Inspecionar os hotéis e alojamentos antes da contratação; organizar 
um regulamento disciplinar específico; Organizar o relatório final de sua 
área.
Disciplinar Integrada por três membros de sua livre nomeação, para aplicação ime-
diata das sanções decorrentes de infrações cometidas durante as dispu-
tadas e constantes das súmulas ou documentos similares dos árbitros, ou 
ainda, decorrentes de infringência ao regulamento da respectiva compe-
tição; Aplicar sanções em procedimento sumário, assegurados à ampla 
defesa e o contraditório; Agir de acordo com a legislação em vigor; Orga-
nizar o relatório final de sua área.
Quadro 4: Comissões e funções
Fonte: Quadro elaborado e adaptado pela autora (POIT, 2004).
 O Quadro 4 mostra exemplos de comissões e as suas respectivas funções, que 
apesar de ser um trabalho fracionado, os grupos de trabalho são interdependentes, 
o que impacta na importância do trabalho em equipe, pois o que fica em pauta é o 
interesse comum. Para tanto é necessário o exercício da ética profissional.
35
 Acerca disso, podemos compreender “em seu sentido de maior amplitude, a 
Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana perante o ser e seus 
semelhantes” (LOPES, 2019, p. 2), sendo uma atuação a favor do meio que está inserido. 
Para isso, devemos considerar as orientações de Poit (2004, p. 83) acerca dos princípios 
básicos para o trabalho em equipe: 
 O trabalho de equipe se destaca nas comissões que vão incorporando tarefas à 
medida que o evento se aproxima, umas irão atuar somente durante o evento, enquanto 
outras podem atuar apenas antes ou após o evento. Nestas duas últimas queremos 
destacar os congressos e as cerimônias, cujas, devem zelar pelos protocolos do evento.
 Andrade (2007, p. 155) define o protocolo como “normas que estabelecem limites 
para a convivência e comportamentos das pessoas públicas presentes aos eventos”, 
enquanto que a cerimônia é definida como “ritual a seguir o protocolo”. Sendo assim, 
veja as respectivas descrições e sequências do ritual no Quadro 5.
• Tenha metas claras e consistentes.
• Seja aberta, justa e esteja disposto a escutar.
• Seja decisivo; apoie os membros da sua equipe.
• Assuma a responsabilidade pelas ações da sua equipe.
• Dê crédito aos membros de sua equipe.
• Seja receptivo as necessidades da sua equipe.
• Respeite a opinião dos outros.
• Deposite confiança, o retorno será o apoio a lealdade.
• Tenha como lema vencer juntos.
• Incentive a disposição coletiva para as mudanças.
• Promova a franqueza e a sinceridade.
• Estimule o sentimento de equipe.
• Dê chances a todos de tomar a iniciativa.
Congresso Conceito
Abertura Primeira etapa de um evento, normalmente serve para: informar datas, 
locais e horários dos congressos técnicos, fazer o sorteio geral das equi-
pes pelas chaves (grupos), acertar detalhes da cerimônia de abertura.
Técnico Realizado após o congresso de abertura, serve para definir e explicar de-
talhes do sistema disputa, fazer o sorteio específico e distribuição pelas 
chaves, e acertos técnicos em geral. Cada modalidade tem seu respecti-
vo congresso técnico.
Cerimônia Conceito Sequência
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Abertura Momento importante em 
qualquer evento. Momento 
de congraçamento entre 
todos os participantes.
1º.Concentração das delegações em ordem 
alfabética;
2º. Concentração das autoridades em área 
VIP;
3º. Entrada da banda, fanfarra ou orques-
tra;
4º. Entrada das delegações em ordem alfa-
bética;
5º. Entrada da delegação anfitriã (Sede);
6º. Entrada dos árbitros;
7º.Composição e/ou apresentação da 
mesa ou palanque;
8º. Entrada das bandeiras;
9º. Hasteamento das bandeiras;
10º. Hino Nacional;
11º. Entrada e hasteamento da bandeira do 
evento;
12º. Entrada do fogo simbólico;
13º. Acendimento da pira;
14º. Declaração de abertura;
15º. Juramento do atleta;
16º. Juramento do árbitro;
17º. Saudações aos participantes;
18º. Saídas das delegações;
19º. Eventos artísticos e apoteóticos;
Encerramento É realizado imediatamente 
após as competições.
1º Entrada dos atletas (desfile) 
2º Premiação Final;
3º Arriamento das bandeiras (hino nacio-
nal);
4º Saudações e agradecimentos;
5º Extinção do fogo simbólico;
6º Demonstrações;
7º Retirada dos atletas;
8º Confraternização.
Quadro 5: Descrição de congresso e cerimônias e protocolo a seguir nas cerimônias
Fonte: Elaborado pela Autora (2022)
 O Quadro 5 além de apresentar os conceitos, também, revela a ordem dos 
acontecimentos encerrando-se o evento com a confraternização. Contudo, Mendonça 
e Perozin (2014) chamam a nossa atenção para esta fase, pois o evento não acabou 
ao terminar, há o pós-evento, ou seja, um planejamento envolvido para a finalização 
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do evento que depende de da desmontagem, limpeza, devolução dos materiais e o 
relatório de avaliação, sendo este já apontado por Capinussu (2002) na Figura 8, 
agradecimentos e press-release.
 Compreendemos, assim, que os Quadros 4 e 5 nos ajudam a pensar sobre que 
eventos esportivos podem ser realizados na escola, considerando a realidade local, 
os objetivos e, claro, as disposições de recursos, pois não podemos esquecer que o 
planejamento deve ser possível de execução. Devemos nos indagar sobre quais etapas 
são importantes e colaboram para a formação do cidadão.

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