Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Preparatório para Residência Médica
Dra. Verônica Braga Garcia 
Doenças exantemáticas 
Doenças Exantemáticas
São moléstias infecciosas nas quais a erupção cutânea é a característica dominante.
•A análise do tipo de lesão, dos sinais e sintomas concomitantes e a epidemiologia permite inferir o diagnóstico etiológico sem a necessidade de exames laboratoriais.
Sarampo
Sarampo
Doença de alta morbimortalidade
Maior prevalência em menores de 10 anos e maior gravidade em menores de 1 ano e desnutridos
Em 2021, houveram ao menos 668 casos confirmados no Brasil.
Agente etiológico 
Vírus RNA
Família: Paramyxoviridae
Gênero: Morbillivirus
Etiopatogenia
O homem é o único hospedeiro conhecido.
Transmissão: através de pequenas gotículas de saliva ou aerossóis.
Período de transmissibilidade: 3 dias antes até 4-6 dias após o aparecimento do exantema.
 A entrada do vírus acontece pela mucosa do trato respiratório e conjuntiva.
Etiopatogenia
Evolução para necrose celular, vasculite de pequenos vasos, formação de células gigantes de Warthin- Finkeldey.
O vírus infecta os LT CD4, podendo levar a imunodepressão TH1.
Período de incubação: 8-12 dias
Fases de desenvolvimento da infecção
Período de infecção
Período de remissão
Período toxêmico 
Período de infecção
Fase prodrômica 
Febre
Tosse
Coriza
Conjuntivite
Fotofobia 
Manchas de Koplik 
Período de infecção
Fase exantemática 
Lesões maculopapulares eritematosas
Exantema morbiliforme
Progressão craniocaudal, com início retroauricular 
Pode acometer palmas e plantas
Fáscies sarampenta 
Duração média de 7 dias
Período de remissão 
Remissão do exantema em 7 dias.
Evolução do exantema para coloração acastanhada com fina descamação furfurácea. 
Tosse persistente.
Linfadenomegalia cervical e occipital pode ser proeminente, persistindo por várias semanas. 
Período toxêmico 
Queda da resistência imunológica 
Surgimento de complicações (infecções virais e bacterianas) 
Náuseas 
Vômitos
Elevação de aminotransferases
Complicações 
Pneumonia: Principal causa de morte no sarampo. Pode ser viral ou bacteriana ( S.pneumoniae, H.influenzae, S.aureus) 
Otite média aguda: Complicação bacteriana mais frequente. 
Reativação de foco pulmonar de tuberculose. 
Crise convulsiva febril
Encefalite 
Panencefalite esclerosante subaguda
Diagnóstico
Clínico
Laboratorial
- Leucopenia com linfocitose
Sorologia
RT PCR
Notificação compulsória 
Tratamento 
Sintomáticos
Antibioticoterapia tópica se conjuntivite purulenta
Repouso
Antibióticos se infecções secundárias
Precaução de transmissão aérea por até 4 dias após o início do exantema para crianças hospitalizadas
Tratamento
Vitamina A
Fator de risco para complicações
A infecção pode predispor a hipovitaminose
Menores de 6 meses: 50.000 ui no dia do diagnóstico e outra dose no dia seguinte. Terceira dose entre 4 e 6 semanas se necessário.
6- 12 meses: 100.000 ui no dia do diagnóstico e outra dose no dia seguinte. Terceira dose entre 4 e 6 semanas se necessário.
Maiores de 12 meses: 200.000 ui no dia do diagnóstico e outra dose no dia seguinte. Terceira dose entre 4 e 6 semanas se necessário.
Profilaxia pós exposição
Indicada em todos os contactantes íntimos susceptíveis
Vacina pode ser empregada até 72 h após o contato, em maiores de 6 meses. 
Imunoglobulina humana normal pode ser utilizada até 6 dias da exposição, quando houver contraindicação à vacina (menores de 6 meses, grávidas e imunossuprimidos)
Rubeola
Rubeola
Doença benigna e autolimitada quando adquirida no período pós natal.
Preocupação em relação à Rubeola Congênita.
Brasil possui certificado de eliminação, conferido em 2015 pela OMS.
Etiopatogenia
Agente etiológico
Vírus RNA 
Família Togaviridae
Gênero Rubivírus
Etiopatogenia
Transmissão: gotículas de secreção nasofaríngea, ou via transplacentária
Período de transmissibilidade: 5 dias antes até 6 dias após o rash
Período de incubação: 14 a 21 dias 
Manifestações clínicas
Pródromos:
 -Febre baixa,
 -mal estar,
 -anorexia, 
 -mialgia, 
 -dor de garganta,
 -hiperemia conjuntival
 -adenomegalias (suboccipital, retroauricular e cervical posterior). 
Manifestações clínicas
Exantema: 
maculopapular puntiforme, 
róseo, 
craniocaudal,
com tendência a coalescência.
dura em média três dias. Não descama.
Manchas de Forchheimer e petéquias em palato mole e amígdalas podem surgir. 
Formas subclínicas são frequentes.
Complicações 
Trombocitopenia pós infecciosa - autolimitada
Artrite
Encefalite pós infecciosa- a mais grave das complicações
Diagnóstico
Clínico: Difícil
Laboratorial: 
Hemograma – leucopenia, neutropenia, trombocitopenia
Sorologia
Isolamento viral
Notificação compulsória
Tratamento 
Sintomáticos
Isolamento – respiratório e de contato para os casos adquiridos pós-parto, até sete dias após o exantema. 
As crianças com infecção congênita são consideradas infectantes até um ano de idade ou até que a pesquisa de vírus na nasofaringe e na urina se negative.
Profilaxia
Pós exposição 
- Vacinação de bloqueio pode ser feita com a vacina administrada em até 72 horas após o contato 
Caso Clínico
(AMRS 2020) Criança de 18 meses de idade subitamente apresenta febre alta e contínua. Não se observa toxemia. Após 3 dias, a febre cessou bruscamente, surgindo lesões maculopapulares rosadas que se iniciaram no tronco e se disseminaram para a cabeça e as extremidades. Após 2 dias, a erupção desapareceu sem deixar descamação ou hiperpigmentação. O quadro acima descrito é compatível com qual doença?
Sarampo
Eritema infeccioso
Exantema súbito
Exantema por coxsackie
Caso Clínico
(AMRS 2020) Criança de 18 meses de idade subitamente apresenta febre alta e contínua. Não se observa toxemia. Após 3 dias, a febre cessou bruscamente, surgindo lesões maculopapulares rosadas que se iniciaram no tronco e se disseminaram para a cabeça e as extremidades. Após 2 dias, a erupção desapareceu sem deixar descamação ou hiperpigmentação. O quadro acima descrito é compatível com qual doença?
Sarampo
Eritema infeccioso
Exantema súbito
Exantema por coxsackie
Exantema súbito 
Epidemiologia
Infecção comum em lactentes e escolares
Pico de incidência dos 6 aos 15 meses
Etiopatogenia
Agente etiológico
Herpes vírus tipo 6 e 7
Família herpesviridae
DNA duplo filamento
Etiopatogenia
Transmitidos às crianças através de pequenas gotículas excretadas pela saliva de adultos saudáveis portadores
O vírus penetra através da mucosa nasal, oral ou conjuntival
Período de incubação: 5- 15 dias 
Manifestações clínicas
Pode se manifestar de formas não clássicas.
Podem surgir pródromos inespecíficos, como rinorreia, hiperemia conjuntival, dor de garganta, linfadenomegalia cervical e occipital discreta e leve edema palpebral.
Instalação de febre alta (39-40 graus), que dura de 3 -5 dias.
Após o desaparecimento da febre, surge o rash:
Róseo
Macular
Não pruriginoso
Distribuição: primeiramente em tronco, com disseminação para pescoço, face e extremidades (centrífugo).
Duração do exantema: 1 a 3 dias 
Manifestações clínicas
Diagnóstico
Clínico
Laboratorial:
Hemograma evidencia leucopenia com linfocitose.
- Pesquisa de Anticorpos (IGM e IGG)
- Cultura do Vírus
Tratamento
Sintomáticos 
O Ganciclovir é empregado em pacientes imunodeprimidos, com história grave pelo Herpes Vírus 6
Complicação: Convulsão febril – mais comum
Caso clínico
(UNICAMP 2020) Criança, 4 anos, é trazida a Unidade de Emergência com queixa de tosse, coriza nasal e manchas avermelhadas pelo corpo. As manchas começaram há 3 dias no rosto, na região das bochechas, confluentes, progredindo para o tronco e membros. Pioram com o calor. Relata vacinação em dia. Exame físico: Exantema maculopapular em tronco e membros superiores, mais intenso em áreas descobertas e face extensora dos braços. Rosto com eritema intenso nas bochechas, poupando região perioral, nariz e testa. O agente etiológico é:
A) Streptococcus pyogenes
B) Paramyxoviridae
C) ParvovírusB19
D) Herpesvírus grupo 6
Caso clínico
(UNICAMP 2020) Criança, 4 anos, é trazida a Unidade de Emergência com queixa de tosse, coriza nasal e manchas avermelhadas pelo corpo. As manchas começaram há 3 dias no rosto, na região das bochechas, confluentes, progredindo para o tronco e membros. Pioram com o calor. Relata vacinação em dia. Exame físico: Exantema maculopapular em tronco e membros superiores, mais intenso em áreas descobertas e face extensora dos braços. Rosto com eritema intenso nas bochechas, poupando região perioral, nariz e testa. O agente etiológico é:
A) Streptococcus pyogenes
B) Paramyxoviridae
C) Parvovírus B19
D) Herpesvírus grupo 6
Eritema infeccioso
Agente etiológico: 
Parvovírus B 19 
- DNA vírus 
- Gênero Erythrovírus
- Família Parvoviridae
Epidemiologia: Mais comum em escolares (5-15 anos) 
Eritema infeccioso
Etiopatogenia
Transmissão: 
Gotículas de secreção respiratória, via transplacentária ou sanguínea.
A célula alvo primária são os precursores eritroides
Período de incubação: Média de 16 dias
Período de contágio: a viremia ocorre cinco a dez dias após a exposição, dura cerca de cinco dias, sendo que no período exantemático a pessoa já não costuma ser transmissor.
Manifestações clínicas
Pródromos:
- Febre
- Mal estar
Rinorreia
Exantema: imunologicamente mediado
Exantema
Primeiro Estágio:
Exantema em face (face esbofeteada)
Palidez perioral
Exantema 
Segundo estágio:
O exantema simetricamente distribuído em tronco e face proximal dos membros, de aspecto rendilhado.
Mais evidentes em áreas extensoras
Palmas e plantas poupadas.
Não descamam 
Duração de dias a semanas 
Exantema 
Terceiro estágio:
Ressurgimento das alterações cutâneas depois da melhora clínica, após uma a três semanas. 
Pode reaparecer mediante alterações climáticas, estresse e exercício físico. 
Manifestações clínicas
Artropatia 
Crise aplástica transitória
Imunocomprometidos
Infecção fetal (aborto prematuro/ hidropsia)
Síndrome de luvas e meias
Diagnóstico
Clínico
Laboratorial
Hemograma 
- Na crise aplásica, há anemia com reticulocitopenia evidentes. 
Sorologia 
Detecção do DNA viral por técnica de PCR
Tratamento 
Sintomáticos excepcionalmente.
Transfusão de hemoderivados pode ser necessária em casos de anemia aplásica.
Varicela 
Epidemiologia
Comum em pré escolares e escolares
Etiopatogenia
Agente etiológico:
Vírus Varicela Zoster
DNA vírus
Família Herpesviridae
Transmissão: através do contato com secreções das lesões ou gotículas de secreção respiratória. 
Contágio: dois dias antes até sete dias após o aparecimento das lesões. Cessa após todas as lesões em forma de crostas
Período de incubação: 10-21 dias 
Pródromos
Febre
Cefaleia
Anorexia
Mal estar 
Dor abdominal
Exantema
Início em couro cabeludo 
Dissemina-se para tronco e extremidades
Distribuição centrípeta
Evolução: Máculas eritematosas pruriginosas pápulas vesículas pústulas com umbilicação central crostas. 
Tempo de evolução: 24-48h.
Polimorfismo 
Podem haver lesões orais e genitais
Complicações 
Infecção bacteriana secundária da pele - mais frequente
Trombocitopenia
Ataxia cerebelar 
Mielite transversa
Guillain Barré
Pneumonia viral/ bacteriana
Diagnóstico
Clínico 
Laboratório
Hemograma: leucopenia seguida de linfocitose
Enzimas hepáticas discretamente elevadas frequentemente
Sorologia
Teste de Tzanck
- Isolamento viral
Tratamento 
Sintomáticos 
Indicações de antiviral 
Aciclovir Oral (20 mg/kg/dose) de 6/6 horas por 05 dias:
> 12 anos
> 12 meses associado a: 
- Doença cutânea ou pulmonar crônica
- Usuários de corticoide em dose não imunossupressora
- Usuários crônicos de ácido acetilsalicílico
2º caso em um mesmo domicílio
Indicações de antiviral 
Aciclovir parenteral (500 mg/ m2/dose 8/8h por 7 dias):
Doença grave ou progressiva
Imunossupressão
Recém- nascido com varicela neonatal por exposição perinatal
Prevenção:
Pré- exposição: Vacina
Pós-exposição: 
Bloqueio vacinal: 
 Até 5 dias (susceptíveis maiores de 9 meses e semcontraindicações)
Situações de controle de surto (hospitais, creches)
Pós-exposição: 
2. Imunoglobulina anti Varicela Zoster
Até 96 horas após contato
Contactantes de alto risco (imunodeprimidos, grávidas, RN 28 semanas apenas se a mãe não teve varicela)
RN cuja mãe tenha apresentado o quadro entre 5 dias antes e 2 dias após o parto
Isolamento
Retorno à escola somente após todas as lesões estarem em fase de crostas.
Mononucleose infecciosa
Mononucleose Infecciosa
Agente Etiológico:
-Epstein-Barr (EBV)
Transmissão:
Gotículas de saliva da pessoa infectada (“doença do beijo”)
Mononucleose Infecciosa
Quadro Clínico:
Faringite
Linfadenomegalia
Esplenomegalia ( 50%)
Hepatomegalia ( 10%)
Edema de pálpebras
Exantema ( 3-15%)
Mononucleose Infecciosa
Diagnóstico:
Clínico
Avaliação Complementar: 
Leucocitose com Linfócitos atípicos
Trombocitopenia
Sorologia ( IGM e IGG)
Mononucleose Infecciosa
Tratamento:
Sintomáticos
Aciclovir
Corticoides (controverso): 
- Obstrução de vias aéreas
- Trombocitopenia
- Convulsões
- Meningite
Enteroviroses
Enteroviroses 
Transmissão:
Via fecal-oral
Via respiratória
Vertical
Fômites
Etiopatogenia
Período de incubação: 3 a 6 dias 
Trasmissibilidade: 1 a 3 semanas por via respiratória e 7 a 11 semanas por via intestinal
Etiologia:
Coxsackievírus A16
Enterovírus 71
Doença Mão- Pé- Boca
Manifestação clínica
Febre baixa
Vesículas em lábios, língua, mucosa jugal, gengivas, faringe posterior e amígdalas.
Exantema maculopapular ou vesicular em mãos, pés e nádegas.
Diagnóstico
Clínico
Avaliação Complementar:
Leucopenia
Isolamento viral em swab oral e retal
Sorologia específica
Tratamento
Sintomáticos
Imunoglobulina intravenosa: pacientes imunodeprimidos, encefalite, miocardite
Etiologia:
Coxsakievirus A 
Herpangina
Manifestação clínica:
Febre alta com duração de 1 a 4 dias 
Disfagia 
Dor de garganta 
Irritabilidade
Úlceras e vesículas com halo eritematoso em tonsilas, pilares, úvula e palato mole
Herpangina
Diagnóstico:
Clínico
Tratamento:
Sintomáticos
Herpangina
Caso clínico 
Criança com 5 anos de idade vem à Unidade de Saúde da Família acompanhada pela mãe, que informa que a criança iniciou com quadro de febre alta há 2 dias e inapetência. Foi ao pronto atendimento, onde informaram que a criança estava com infecção de vias aéreas superiores e foi prescrito apenas antitérmico e soro fisiológico nasal. Hoje, a mãe informa que a criança começou com manchas vermelhas no corpo que irradiaram para os braços e pernas. Ao exame, apresenta bom estado geral, temperatura de 38,5 graus e está eupneico. Otoscopia sem alterações. Na cavidade bucal observa-se hiperemia lingual e orofaringe com presença de exsudato purulento. Ao exame da pele, apresenta um exantema micropapular no tronco e membros com textura de lixa. Não apresenta sinais meníngeos e demais órgãos e sistemas preservados. Qual a principal hipótese diagnóstica? 
A) Doença de Kawasaki
B) Sarampo
C) Eritema infeccioso
D) Escarlatina
Caso clínico 
Criança com 5 anos de idade vem à Unidade de Saúde da Família acompanhada pela mãe, que informa que a criança iniciou com quadro de febre alta há 2 dias e inapetência. Foi ao pronto atendimento, onde informaram que a criança estava com infecção de vias aéreas superiores e foi prescrito apenas antitérmico e soro fisiológico nasal. Hoje, a mãe informa que a criança começou com manchas vermelhas no corpo que irradiaram para os braços e pernas. Ao exame, apresenta bom estado geral, temperatura de 38,5 graus e está eupneico. Otoscopia sem alterações. Na cavidade bucal observa-se hiperemia lingual e orofaringe com presença de exsudato purulento. Ao exame da pele, apresenta um exantema micropapular no tronco e membros com textura de lixa. Não apresenta sinais meníngeos e demais órgãos e sistemas preservados. Qual a principal hipótese diagnóstica? 
A) Doença de Kawasaki
B) Sarampo
C) Eritemainfeccioso
D) Escarlatina
Doença exantemática bacteriana
Agente Etiológico:
Streptococcus Pyogenes ( Estreptococo beta-hemolítico grupo A)
Escarlatina
Transmissão: Gotículas de saliva
Epidemiologia: Mais comum entre 5-15 anos
Faringite estreptocócica
Escarlatina
Quadro Clínico:
Pródromos:
Calafrios
Vômitos 
Cefaleia 
Amigdalite
Dor abdominal 
Escarlatina
Quadro Clínico:
Hiperemia, hipertrofia e exsudato amigdaliano
Enantema: 
Língua em morango branco
Língua em morango vermelho
Escarlatina
Quadro clínico:
Exantema: 
Eritematoso
Micropapular 
Inicia no tórax e se estende para o restante do corpo 
Poupa região palmoplantar
Aspecto de lixa
Sinal de Filatov
Sinal de Pastia
Escarlatina
Escarlatina
Sinal de Filatov
Sinal de Pastia
Descamação fina no corpo e lamelar nas extremidades após desaparecimento do exantema.
Escarlatina
Diagnóstico
Clínico
Laboratorial:
- Cultura de orofaringe por swab
- ASO/ Anti DNAse B
Escarlatina
Tratamento:
Penicilina V oral
Penicilina G benzatina
Amoxicilina
Escarlatina
Caso clínico 
 (UNICAMP 2020) Menina, 2 anos, é trazida pela mãe à unidade de emergência por febre há 7 dias, aparecimento de feridas na boca e secreção ocular não purulenta há 3 dias. Vacinação em dia. Ao exame físico: T 38,9 graus, descorada +/4+, anictérica; pescoço: linfonodo palpável em cadeia cervical direita 3-4 cm; pele: exantema polimorfo principalmente em tronco; olhos: hiperemia ocular não purulenta bilateralmente; orofaringe: língua em framboesa e queilite; membros: eritema em palmas de mãos e plantas de pé. A conduta é:
Penicilina benzatina
Hidratação
Imunoglobulina humana
Vitamina A 
Caso clínico 
 (UNICAMP 2020) Menina, 2 anos, é trazida pela mãe à unidade de emergência por febre há 7 dias, aparecimento de feridas na boca e secreção ocular não purulenta há 3 dias. Vacinação em dia. Ao exame físico: T 38,9 graus, descorada +/4+, anictérica; pescoço: linfonodo palpável em cadeia cervical direita 3-4 cm; pele: exantema polimorfo principalmente em tronco; olhos: hiperemia ocular não purulenta bilateralmente; orofaringe: língua em framboesa e queilite; membros: eritema em palmas de mãos e plantas de pé. A conduta é:
Penicilina benzatina
Hidratação
Imunoglobulina humana
Vitamina A 
Doença Exantemática Reumatológica
Doença de Kawasaki
Vasculite febril que acomete especialmente artérias de médio e pequeno calibre
Predileção pelas artérias coronárias
Etiologia: Desconhecida
Mais comum em sexo masculino e menores de 5 anos.
Doença de Kawasaki
Febre alta por no mínimo 5 dias + 4 dos 5 sinais:
Conjuntivite bilateral não exsudativa
Alterações em cavidade oral
Linfadenopatia cervical > 1,5 cm 
Exantema polimorfo
Alterações em extremidades:
 Edema e eritema em mãos e pés
 Descamação periungueal
Doença de Kawasaki
Doença de Kawasaki
Complicação: 
Aneurismas coronarianos
Tratamento:
Imunoglobulina Venosa (dose única até o décimo dia de doença)
AAS (dose antiinflamatória por 14 dias e antitrombótica por 6 a 8 semanas)
Anafilaxia
Conceito
 Reação multissistêmica grave de início agudo e potencialmente fatal
Alguns ou todos os seguintes sinais e sintomas podem estar presentes:
 
 Urticária
 Angioedema
 Comprometimento respiratório e gastrintestinal e/ou hipotensão arterial.
Epidemiologia
A verdadeira incidência de anafilaxia é desconhecida. 
Os alimentos estão mais relacionados aos casos de anafilaxia em crianças e jovens.
Picadas de insetos, medicamentos e contrastes acometem principalmente pessoas de meia-idade e idosos.
Fisiopatologia
É preciso haver um contato prévio com o antígeno
 (geralmente de natureza proteica).
O contato subsequente com o agente sensibilizador desencadeia o processo
Fisiopatologia
É comumente mediada pela imunoglobulina E (IgE), que frente a “proteínas estranhas”, forma complexos antígenos-anticorpos e induz a liberação de mediadores inflamatórios dos mastócitos e basófilos
Fisiopatologia
A ação dos mediadores químicos origina as manifestações sistêmicas
O mais destacado desses mediadores é a histamina
Fisiopatologia
Histamina:
atua em receptores H1 e H2, com capacidade de aumentar a permeabilidade vascular e provocar a vasodilatação, o edema e a hipersecreção
Outros mediadores: leucotrienos e prostaglandinas
Etiologia
Alimentos ( 35%)
Fármacos e substâncias biológicas ( 30 e 20 %)
Picadas de insetos ( 30 e 20%)
Exercícios físicos ( 5%)
Alérgenos vacinais ( 3%)
***Cerca de um quinto dos casos de anafilaxia não tem uma etiologia definida
Diagnóstico
Clínico 
O espectro das manifestações clínicas compreende desde reações leves até graves e fatais. 
O início geralmente é súbito, podendo atingir vários órgãos.
 Os sintomas iniciais ocorrem em segundos/minutos até horas após a exposição ao agente causal
Anamnese
Agente suspeito?
Via de administração, dose?
Sequência de sintomas?
Tratamento anteriormente aplicado na mesma situação?
outros fatores associados como exercício e/ou uso de medicamentos?
Diagnóstico
Os exames de imagem são desnecessários, exceto quando há suspeita de outra etiologia
EX: Aspiração de corpo estranho, obstrução de vias aéreas superiores
Diagnóstico Diferencial
Obstrução de vias aéreas superiores por corpo estranho
Disfunção de cordas vacais, epligotite
Asma aguda
Infarto agudo do miocardio
Reação vasovagal
Crise de pânico
Tratamento
Metas do tratamento Imediato:
Garantir a oxigenação e perfusão de órgãos vitais
Bloquear a atividade dos mediadores inflamatórios já circulantes
Impedir a liberação de outros mediadores
Tratamento
Para o sucesso do tratamento, é fundamental o rápido reconhecimento do quadro 
O fármaco utilizado como primeira linha é a adrenalina
Tratamento
		Atividade da Adrenalina
	Alfa	Provoca a vasoconstrição e reverte a hipotensão arterial
	Beta-1	Aumenta a contratilidade miocárdica e a pressão arterial
	Beta-2	Promove a broncodilatação e vasodilatação muscular 
Outro efeito: Reduz a liberação de mediadores dos mastócitos e basófilos
Tratamento
A dose recomendada de adrenalina 1: 1.000 ( 1 mg= 1 ml) é de 0,01 ml/ kg ( mínimo de 0,1 ml e máximo de 0,5 ml)
Tratamento
Atendimento ambiente fora do hospital/ Suporte Básico de Vida
Solicitar a transferência do paciente para um serviço de urgência
Afastar, se possível, o agente desencadeante da anafilaxia
Aplicar a adrenalina por via intramuscular, podendo repeti-la em 10 a 15 minutos
Tratamento
Ambiente Hospitalar:
O uso de Adrenalina deve ser simultâneo ao das medidas de reanimação (proteção de vias aéreas e das condições de circulação cardiovascular e de respiração)
A
B
C
D
E
Tratamento
 
Na avaliação das vias aéreas, é essencial identificar riscos à sua permeabilidade
Edema de língua e lábios
Tosse persistente, rouca ou estridulosa
Aumento da dificuldade respiratória
( mais frequentes em casos graves ou atraso no uso de adrenalina)
A
Tratamento
Nas situações em que houver uso adequado das medicações, mas o edema de vias aéreas continuar progredindo, está indicada intubação orotraqueal ou a cricotireoidotomia
Tratamento
 
Avaliar padrão respiratório, a fim de detectar disfunções pulmonares, representadas por sibilos, crepitações ou assimetria de murmúrio
Obstrução Baixa: Droga de escolha Adrenalina
Nos casos de broncoespasmo, pode-se optar por beta-2-agonistas em nebulização ou aerossol
B
Tratamento
 Vasodilatação Sistêmica
 Perda de Líquido para o interstício 
 Diminuição do retorno venoso
 Diminuição do débito cardíaco
 CHOQUE
 Reposição Volêmica
C
Tratamento
Anti-histamínicos H1
Podem ser úteis nas reações anafiláticas moderadas
Contribuem para a redução da urticária, do angioedema e do prurido
Opções: Difenidramina IV, IM ou Prometazina
Não tem indicação nos casos graves
Tratamento
Corticoides:
Indicados para amenizar as respostas mais tardias e/ou prolongadas
Início de ação somente após algumas horas
Nuncasão medicações de escolha no início do tratamento
Tratamento
Glucagom:
Indicado em indivíduos com anafilaxia acompanhada de hipotensão arterial refratária ao uso de volume e de fármacos inotrópicos
Cuidados Especiais
O paciente deve ser continuamente reavaliado
Observação clínica: casos leves - mínimo de 6 a 8hs; casos graves, 24 a 48 hs. 
 Reações bifásicas podem ocorrer entre 8 e 12 horas após o episódio agudo, em 10% dos casos
Os pacientes e familiares devem ser orientados para o rápido conhecimento dos primeiros sintomas de anafilaxia e a rápida administração de adrenalina
Obrigada ! 
image1.png
image2.jpeg
image3.png
image4.jpeg
image5.png
image6.jpeg
image7.jpeg
image8.png
image9.jpeg
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image15.png
image16.png
image17.png
image18.png
image19.png
image20.png
image21.png
image22.png
image23.jpeg
image24.png
image25.png
image26.png
image27.png
image28.png
image29.png
image30.png
image31.png
image32.png

Mais conteúdos dessa disciplina