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EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA EDITAL Nº 1 – EMBRAPA, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2024 OPÇÃO 40001814: TÉCNICO – ÁREA: GESTÃO DE PESSOAS – SUBÁREA: SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO O conteúdo desta Apostila é da prova (P2) - conhecimentos específicos, que vale 60 pontos. 1 Segurança do Trabalho Olá pessoal! É com grande satisfação que lanço esta Apostila para Técnico em Segurança do Trabalho Embrapa - Conteúdo Específico. Meu nome é Antônio Carlos. Atualmente, ocupo o cargo de Técnico em Segurança do Trabalho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aprovado em 4º lugar no concurso de 2017. Além disso, sou professor no youtube da disciplina de segurança do trabalho desde 2016, com ótima avaliação dos alunos. Ressalto que este material é focado no que realmente é cobrado com questões comentadas, pois não basta estudar, é preciso de um conteúdo estratégico. OPÇÃO 40001814: TÉCNICO – ÁREA: GESTÃO DE PESSOAS – SUBÁREA: SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Prova (P2) - 60 - pontos Segurança do Trabalho 1 Análise e investigação de acidentes de trabalho. 2 Aplicação e orientação prática das Normas Regulamentadoras de Segurança do Trabalho (NRs). 3 Avaliação do trabalho e do ambiente do trabalho CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho. 4 Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção coletiva (EPC). 5 Caracterização da exposição a riscos ocupacionais: físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. 6 Intervenção em ambiente de trabalho. 7 Ergonomia no ambiente de trabalho conforme a NR-17. 8 Prevenção de acidentes de trabalho, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, trabalho em altura e em espaços confinados. 9 Doenças ocupacionais. 10 Gerenciamento de riscos ocupacionais. 11 Inspeção de rotina do local de trabalho. 12 Metodologias relacionadas com a prevenção de acidentes. 13 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). 14 Programa de Gerenciamento de Risco (PGR). 15 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). 16 Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). 17 Gestão de emergências. 18 Segurança e saúde no trabalho. 19 Higiene ocupacional. 20 Treinamento e capacitação em segurança do trabalho: combate a incêndios, primeiros socorros e manuseio de materiais perigosos. SUMÁRIO _________________________________________________________________________ 1 Análise e investigação de acidentes de trabalho 4 Questões 7 2 Aplicação e orientação prática das Normas Regulamentadoras de Segurança do Trabalho 2 Segurança do Trabalho (NRs). 14 Questões 16 3 Avaliação do trabalho e do ambiente do trabalho CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho 18 Questões 20 4 Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção coletiva (EPC) 23 Questões 28 5 Caracterização da exposição a riscos ocupacionais: físicos, químicos, biológicos e ergonômicos 31 Questões 35 6 Intervenção em ambiente de trabalho 37 Questões 39 7 Ergonomia no ambiente de trabalho conforme a NR-17 41 Questões 46 8 Prevenção de acidentes de trabalho, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, trabalho em altura e em espaços confinados 49 9 Doenças ocupacionais 84 Questões 86 10 Gerenciamento de riscos ocupacionais 88 Questões 90 11 Inspeção de rotina do local de trabalho 91 Questões 93 12 Metodologias relacionadas com a prevenção de acidentes 95 Questões 96 13 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) 98 Questões 102 14 Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) 118 Questões 126 15 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 131 Questões 133 16 Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) 134 Questões 143 17 Gestão de emergências 145 Questões 147 18 Segurança e saúde no trabalho 148 Questões 150 19 Higiene ocupacional 152 Questões 153 20 Treinamento e capacitação em segurança do trabalho: combate a incêndios, primeiros socorros e manuseio de materiais perigosos 154 Questões 156 3 Segurança do Trabalho 1 Análise e investigação de acidentes de trabalho Conceito de Acidente de Trabalho ● Definição Legal: Ocorrência no exercício do trabalho a serviço da empresa que provoca lesão corporal, perturbação funcional ou morte (Art. 19, Lei nº 8.213/1991). ● Abrangência: ○ Acidentes típicos (decorrentes da função). ○ Acidentes de trajeto. ○ Doenças ocupacionais (doenças profissionais e do trabalho). Objetivo da Investigação de Acidentes ● Identificar as causas imediatas e latentes. ● Prevenir a repetição do evento. ● Garantir a melhoria contínua das condições de segurança no ambiente de trabalho. Etapas da Investigação de Acidentes 1. Notificação e Registro: ○ Comunicação do acidente (CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho). ○ Registro interno (formulários próprios da empresa). 2. Coleta de Informações: ○ Entrevistas com envolvidos e testemunhas. ○ Levantamento de documentos (ordens de serviço, FISPQ, registros de treinamentos). ○ Observação in loco. 3. Análise de Causas: ○ Causas imediatas: Ligadas diretamente ao evento (ex.: falha no uso de EPI). ○ Causas latentes: Relacionadas ao sistema de gestão (ex.: ausência de treinamentos). 4. Elaboração do Relatório: ○ Descrição detalhada do evento. ○ Identificação de causas. ○ Recomendações de ações corretivas e preventivas. 5. Implementação de Medidas: ○ Adoção de ações para eliminar ou mitigar riscos. ○ Monitoramento da eficácia das medidas. Métodos e Ferramentas de Análise ● Árvore de Causas: Identificação estruturada das causas do acidente. ● Método de Análise de Falhas (FTA): Identificação de falhas no sistema. ● Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe): Análise das causas potenciais (máquina, método, meio ambiente, mão de obra, material). ● 5 Porquês: Técnica de questionamento para aprofundar as causas raízes. 4 Segurança do Trabalho Normas Relacionadas à Investigação de Acidentes ● NR 1: Disposições gerais e responsabilidades do empregador e empregado. ● NR 4: Atribuições do SESMT na investigação e análise de acidentes. ● NR 5: Papel da CIPA na identificação e prevenção de riscos. ● NR 9: Monitoramento de agentes ambientais de risco. ● NR 12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. Indicadores de Acidentes de Trabalho ● Taxa de Frequência: Medida do número de acidentes em relação às horas trabalhadas. ● Taxa de Gravidade: Medida do impacto dos acidentes considerando dias perdidos. ● Índice de Acidentes: Relação entre o número de acidentes e o número total de trabalhadores. Aspectos Práticos Importantes para Concursos CESPE ● Perguntas contextualizadas: Foco na aplicação prática de normas e na interpretação de situações hipotéticas. ● Cruzamento de conceitos: Relação entre análise de acidentes e gestão de segurança do trabalho (Normas Regulamentadoras, gestão de riscos). ● Cuidado com pegadinhas: Diferença entre causas imediatas e causas latentes, papel da CIPA e SESMT. Recomendações para o Candidato ● Estude normas específicas (NRs) e suas responsabilidades. ● Foque em legislações e seus artigos mais cobrados, como a Lei nº 8.213/1991. ● Pratique análise de casos concretos e relatórios hipotéticos. Técnicas mais cobradas em concursos As técnicas de análise de risco têm por finalidade identificar possíveis riscos e definir medidas de controle a serem implementadas, com o intuito de diminuir a graduação dos riscos e, assim, proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro para os trabalhadores. 1. Análise Preliminar de Risco – APR A Análise Preliminar de Risco – APR consiste em um estudo antecipado e detalhado de todas as fases do trabalho a fim de detectar os possíveis problemas que poderão acontecer durante a execução. A APR faz uma análise de cada etapa das atividades exercidas dentro de uma empresa e encontra os erros que costumam acontecer. Assim, ela pode indicar melhores maneiras de praticarpela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. 3. Riscos biológicos Consideram-se como agentes de risco biológico as bactérias, vírus, fungos, parasitos, entre outros. 4. Riscos ergonômicos Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc. 5. Riscos de acidentes Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem estar físico e psíquico. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc. GABARITO: LETRA A 4. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2018) Quais são as etapas fundamentais de uma boa avaliação de riscos presentes no ambiente de trabalho para a segurança e a saúde dos trabalhadores? a) Identificação dos riscos, graduação dos riscos, estabelecimento de medidas de controle, monitoramento de implementação dessas medidas e comunicação aos trabalhadores. b) Identificação dos riscos, estabelecimento de medidas de controle, comunicação aos trabalhadores e treinamento. 36 Segurança do Trabalho c) Identificação dos riscos, comunicação dos riscos aos trabalhadores e aplicação de treinamentos necessários d) Identificação dos riscos existentes, graduação dos riscos e comunicação aos trabalhadores. e) Estabelecimento de medidas de controle, graduação dos riscos após o estabelecimento dessas medidas e treinamento dos trabalhadores. COMENTÁRIOS: 9.3 Do desenvolvimento do PPRA. 9.3.1 O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: a) antecipação e reconhecimentos dos riscos. (Identificação dos riscos); b) estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle. (graduação dos riscos); c) avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores. d) implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia. (estabelecimento de medidas de controle); e) monitoramento da exposição aos riscos. (monitoramento de implementação dessas medidas); f) registro e divulgação dos dados. (comunicação aos trabalhadores). GABARITO: LETRA A 6 Intervenção em ambiente de trabalho 1. Conceito de Intervenção no Ambiente de Trabalho ● Definição: Ações planejadas para modificar ou adaptar o ambiente de trabalho, visando à promoção da saúde e segurança dos trabalhadores e à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. ● Objetivo: ○ Eliminar ou minimizar riscos. ○ Melhorar as condições de trabalho. ○ Garantir conformidade com a legislação vigente. 2. Fundamentos Legais ● NR 1: Gestão de riscos ocupacionais e implementação do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). ● NR 9: Identificação e controle de agentes nocivos no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). ● NR 7: Monitoramento da saúde ocupacional no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). 37 Segurança do Trabalho ● Constituição Federal (Art. 7º): Direitos dos trabalhadores à redução de riscos inerentes ao trabalho. 3. Etapas da Intervenção 3.1. Diagnóstico Inicial ● Objetivo: Identificar condições inseguras e insalubres. ● Métodos: ○ Avaliação do ambiente de trabalho. ○ Análise de acidentes e doenças ocupacionais. ○ Revisão de documentos (LTCAT, PPRA, PCMSO). 3.2. Planejamento das Ações ● Definição de Prioridades: Com base na gravidade e frequência dos riscos. ● Elaboração de Medidas: ○ Engenharia de segurança (adaptação de máquinas e equipamentos). ○ Mudanças organizacionais (redesenho de tarefas). 3.3. Implementação das Medidas ● Tipos de Intervenção: 1. Controle na Fonte: Eliminação ou substituição de agentes de risco. 2. Controle no Ambiente: Instalação de EPCs (ventilação, isolamento acústico). 3. Controle no Trabalhador: Uso de EPIs e treinamento. 3.4. Monitoramento e Avaliação Contínua ● Objetivo: Verificar a eficácia das medidas implementadas. ● Ferramentas: Inspeções regulares, auditorias internas e feedback dos trabalhadores. 4. Estratégias de Intervenção 4.1. Controles Técnicos ● Exemplos: ○ Adaptação de máquinas conforme a NR 12. ○ Instalação de sistemas de exaustão para substâncias químicas. 4.2. Controles Administrativos ● Exemplos: ○ Rodízio de trabalhadores em áreas insalubres. ○ Limitação de jornadas em atividades de risco. 4.3. Medidas Educativas ● Exemplos: 38 Segurança do Trabalho ○ Capacitação e treinamentos periódicos. ○ Campanhas de conscientização sobre saúde e segurança. 5. Intervenções Específicas por Tipo de Risco 5.1. Riscos Físicos: ● Controle de ruído: Isolamento acústico, cabines e protetores auriculares. ● Controle de vibrações: Bases amortecedoras e máquinas calibradas. 5.2. Riscos Químicos: ● Exaustores localizados e substituição de substâncias perigosas por alternativas seguras. ● Uso de máscaras e luvas adequadas. 5.3. Riscos Biológicos: ● Desinfecção de ambientes e vacinação. ● Fornecimento de EPIs específicos (ex.: aventais impermeáveis). 5.4. Riscos Ergonômicos: ● Ajuste de mobiliário conforme a NR 17. ● Implantação de pausas para evitar lesões por esforço repetitivo. 6. Responsabilidades na Intervenção ● Empregador: ○ Prover condições seguras e implementar as medidas de intervenção necessárias. ○ Treinar e conscientizar os trabalhadores. ● Trabalhadores: ○ Utilizar corretamente os EPCs e EPIs fornecidos. ○ Informar sobre condições inseguras. ● SESST (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho): ○ Identificar e propor medidas de controle. ○ Acompanhar a implementação e monitoramento. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A intervenção no ambiente de trabalho visa exclusivamente a eliminação dos riscos ocupacionais, não sendo necessária a implementação de controles administrativos ou educativos. Certo 39 Segurança do Trabalho Errado COMENTÁRIOS: ● Errado Comentário: A intervenção no ambiente de trabalho não se restringe apenas à eliminação de riscos. Ela deve envolver também o uso de controles administrativos (como rodízio de trabalhadores) e medidas educativas (treinamentos e conscientização), além dos controles técnicos. A combinação dessas abordagens é fundamental para a proteção efetiva da saúde e segurança dos trabalhadores. 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A NR 1 estabelece que o empregador é responsável pela implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para a identificação, controle e monitoramento dos riscos no ambiente de trabalho. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Certo Comentário: A NR 1, que trata das disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho, determina que o empregador deve implementar o PGR, o qual visa identificar, controlar e monitorar os riscos ocupacionais no ambiente de trabalho. Essa responsabilidade é central para a gestão da segurança no trabalho. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A implementação de EPCs, como ventilação e barreiras acústicas, é uma medida que se aplica apenas a riscos químicos, não sendo útil para a proteção contra riscos ergonômicos ou físicos. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Errado Comentário: Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são aplicáveis a diversos tipos de riscos, não se restringindo aos riscos químicos. Por exemplo, barreiras acústicas podem ser usadas para controlar riscos físicos relacionados ao ruído, e sistemas de ventilação são utilizados para mitigar riscos químicos. A aplicação de EPCs deve ser contextualizada de acordo com o tipo de risco identificado no ambiente de trabalho. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O controle de riscos ergonômicos deve sempre priorizar a adaptação do trabalhador ao ambiente, não sendo necessário realizar ajustes no mobiliário e nas ferramentas de trabalho. Certo 40Segurança do Trabalho Errado COMENTÁRIOS: ● Errado Comentário: O controle de riscos ergonômicos deve priorizar a adaptação do ambiente de trabalho e das ferramentas às necessidades do trabalhador, conforme estabelecido pela NR 17. Ajustes no mobiliário e nas ferramentas de trabalho são essenciais para evitar lesões por esforço repetitivo e melhorar a eficiência e conforto do trabalhador. 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O monitoramento contínuo das condições de trabalho é uma obrigação do empregador, visando avaliar a eficácia das medidas de segurança implementadas e ajustar as ações conforme necessário. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Certo Comentário: O monitoramento contínuo das condições de trabalho é uma responsabilidade do empregador. Isso envolve a avaliação regular das condições de trabalho e a verificação da eficácia das medidas de controle e prevenção implementadas, ajustando-as quando necessário para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. 7 Ergonomia no ambiente de trabalho conforme a NR-17 Do objetivo Esta Norma Regulamentadora - NR visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho. Avaliação das situações de trabalho A organização deve realizar a avaliação ergonômica preliminar (AEP) das situações de trabalho que, em decorrência da natureza e conteúdo das atividades requeridas, demandam adaptação às características psicofisiológicas dos trabalhadores, a fim de 41 Segurança do Trabalho subsidiar a implementação das medidas de prevenção e adequações necessárias previstas nesta NR. A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho pode ser realizada por meio de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou combinação dessas, dependendo do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias. A avaliação ergonômica preliminar pode ser contemplada nas etapas do processo de identificação de perigos e de avaliação dos riscos descrito no item 1.5.4 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR 01) – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho deve ser registrada pela organização. A organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho - AET da situação de trabalho quando: a) observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação; b) identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; c) sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO e da alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01; ou d) indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. A AET deve abordar as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta NR, incluindo as seguintes etapas: a) análise da demanda e, quando aplicável, reformulação do problema; b) análise do funcionamento da organização, dos processos, das situações de trabalho e da atividade; c) descrição e justificativa para definição de métodos, técnicas e ferramentas adequados para a análise e sua aplicação, não estando adstrita à utilização de métodos, técnicas e ferramentas específicos; d) estabelecimento de diagnóstico; e) recomendações para as situações de trabalho analisadas; e f) restituição dos resultados, validação e revisão das intervenções efetuadas, quando necessária, com a participação dos trabalhadores. As Microempresas – ME e Empresas de Pequeno Porte – EPP enquadradas como graus de risco 1 e 2 e o Microempreendedor Individual – MEI não são obrigados a elaborar a AET, mas devem atender todos os demais requisitos estabelecidos nesta NR, quando aplicáveis. Devem integrar o inventário de riscos do PGR: a) os resultados da avaliação ergonômica preliminar; e 42 Segurança do Trabalho b) a revisão, quando for o caso, da identificação dos perigos e da avaliação dos riscos, conforme indicado pela AET. Devem ser previstos planos de ação, nos termos do PGR, para: a) as medidas de prevenção e adequações decorrentes da avaliação ergonômica preliminar, atendido o previsto nesta NR; e b) as recomendações da AET. O relatório da AET, quando realizado, deve ficar à disposição na organização pelo prazo de 20 anos. A organização deve garantir que os empregados sejam ouvidos durante o processo da avaliação ergonômica preliminar e na AET. Organização do trabalho A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração: a) as normas de produção; b) o modo operatório, quando aplicável; c) a exigência de tempo; d) o ritmo de trabalho; e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; e f) os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e dos membros inferiores, devem ser adotadas medidas técnicas de engenharia, organizacionais e/ou administrativas, com o objetivo de eliminar ou reduzir essas sobrecargas, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET. As medidas de prevenção devem incluir duas ou mais das seguintes alternativas: a) pausas para propiciar a recuperação psicofisiológica dos trabalhadores, que devem ser computadas como tempo de trabalho efetivo; b) alternância de atividades com outras tarefas que permitam variar as posturas, os grupos musculares utilizados ou o ritmo de trabalho; c) alteração da forma de execução ou organização da tarefa; e d) outras medidas técnicas aplicáveis, recomendadas na avaliação ergonômica preliminar ou na AET. Levantamento, transporte e descarga individual de cargas A carga suportada deve ser reduzida quando se tratar de trabalhadora mulher e de trabalhador menor nas atividades permitidas por lei. 43 Segurança do Trabalho É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a 60 cm em relação ao corpo. Todo trabalhador designado para o transporte manual não eventual de cargas deve receber orientação quanto aos métodos de levantamento, carregamento e deposição de cargas. Mobiliário dos postos de trabalho O conjunto do mobiliário do posto de trabalho deve apresentar regulagens em um ou mais de seus elementos que permitam adaptá-lo às características antropométricas que atendam ao conjunto dos trabalhadores envolvidos e à natureza do trabalho a ser desenvolvido. Sempre que o trabalho puder ser executado alternando a posição de pé com a posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para favorecer a alternância das posições. Para adaptação do mobiliário às dimensões antropométricas do trabalhador, pode ser utilizado apoio para os pés sempre que o trabalhador não puder manter a planta dos pés completamente apoiada no piso. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; b) sistemas de ajustes e manuseio acessíveis; c) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; d) borda frontal arredondada; e e) encosto com forma adaptada ao corpo para proteção da região lombar. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados em pé, devem ser colocadosassentos com encosto para descanso em locais em que possam ser utilizados pelos trabalhadores durante as pausas. Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem permitir ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas. Nas atividades com uso de computador portátil de forma não eventual em posto de trabalho, devem ser previstas formas de adaptação do teclado, do mouse ou da tela a fim de permitir o ajuste às características antropométricas do trabalhador e à natureza das tarefas a serem executadas. Condições de conforto no ambiente de trabalho Em todos os locais e situações de trabalho deve haver iluminação, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. A iluminação deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 44 Segurança do Trabalho Em todos os locais e situações de trabalho internos, deve haver iluminação em conformidade com os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho estabelecidos na NHO 11 da Fundacentro, versão 2018. A organização deve adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos com a finalidade de proporcionar conforto acústico nas situações de trabalho. Para os demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderado em A e no circuito de resposta Slow (S). A organização deve adotar medidas de controle da temperatura, da velocidade do ar e da umidade com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas situações de trabalho, observando-se o parâmetro de faixa de temperatura do ar entre 18 e 25 °C para ambientes climatizados. ANEXO I da NR 17 TRABALHO DOS OPERADORES DE CHECKOUT Na concepção do posto de trabalho do operador de checkout, deve-se prever a possibilidade de fazer adequações ou ajustes localizados, exceto nos equipamentos fixos, considerando o conforto dos operadores. É vedado promover, para efeitos de remuneração ou premiação de qualquer espécie, sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras por operador. Aspectos psicossociais do trabalho Todo trabalhador envolvido com o trabalho em checkout deve portar um dispositivo de identificação visível, com nome e/ou sobrenome, escolhido(s) pelo próprio trabalhador. Treinamento e capacitação dos trabalhadores Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operador de checkout devem receber treinamento, cujo objetivo é aumentar o conhecimento da relação entre o seu trabalho e a promoção à saúde. Cada trabalhador deve receber treinamento inicial com duração mínima de 2 horas, até o 30º dia da data da sua admissão, e treinamento periódico anual com duração mínima de 2 horas, ministrados durante sua jornada de trabalho. Os trabalhadores devem ser informados com antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de trabalho. A forma do treinamento (contínuo ou intermitente, presencial ou a distância, por palestras, cursos ou audiovisual) fica a critério de cada organização. ANEXO II da NR 17 TRABALHO EM TELEATENDIMENTO/TELEMARKETING Equipamentos dos Postos de Trabalho Devem ser fornecidos gratuitamente conjuntos de microfone e fone de ouvido (headsets) individuais que permitam ao operador a alternância do uso das orelhas ao longo da jornada de trabalho e que sejam substituídos sempre que apresentarem defeitos ou desgaste devido ao uso. O tempo de trabalho em efetiva atividade de teleatendimento/telemarketing é de, no máximo, 6 horas diárias, nele incluídas as pausas, sem prejuízo da remuneração. 45 Segurança do Trabalho As pausas devem ser concedidas: a) fora do posto de trabalho; b) em 02 períodos de 10 minutos contínuos; e c) após os primeiros e antes dos últimos 60 minutos de trabalho em atividade de teleatendimento/telemarketing. O intervalo para repouso e alimentação para a atividade de teleatendimento/telemarketing deve ser de 20 minutos. Para tempos de trabalho efetivo de teleatendimento/telemarketing de até 4 horas diárias, deve ser observada a concessão de 1 pausa de descanso contínua de 10 minutos. As pausas para descanso devem ser consignadas em registro impresso ou eletrônico. O registro eletrônico de pausas deve ser disponibilizado impresso para a fiscalização do trabalho no curso da inspeção, sempre que exigido. Questões 1. (CESPE/SEPLAG-CE /2024) A respeito de qualidade de vida, saúde no trabalho, ergonomia e gerenciamento do estresse, julgue o item a seguir. Um dos princípios que regem a ergonomia é a adaptação dos trabalhadores às especificações dos postos de trabalho, de modo a proporcionar produtividade e lucro à organização, com segurança e saúde nas atividades laborais. Certo Errado COMENTÁRIOS: Na realidade é o contrário do que afirma a questão. O ambiente de trabalho é que tem que se adaptar ao trabalhador. NR 17 - ERGONOMIA 17.1 Objetivo 17.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. GABARITO: ERRADO 2. (CESPE/SEPLAG-CE /2024) A respeito de qualidade de vida, saúde no trabalho, ergonomia e gerenciamento do estresse, julgue o item a seguir. 46 Segurança do Trabalho De acordo com a ergonomia, as condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, ao transporte e à descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, bem como aspectos relacionados às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho. Certo Errado COMENTÁRIOS: NR 17 - ERGONOMIA 17.1 Objetivo 17.1.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais, às condições de conforto no ambiente de trabalho e à própria organização do trabalho. GABARITO: CERTO 3. (ELABORADO PELO AUTOR/2022) De acordo com a NR 17 - Ergonomia, julgue a alternativa a seguir: Esta Norma Regulamentadora - NR visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. CERTO ERRADO COMENTÁRIOS: Esse é o objetivo da NR 17 - Ergonomia, expresso no item abaixo: 17.1 Objetivo 17.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. GABARITO: CERTO 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) A NR 17 - Ergonomia, expressa que a organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho - AET da situação de trabalho quando: I. observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação; II. identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; III. sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de prevenção de riscos ambientais - PPRA; ou 47 Segurança do Trabalho IV. indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. Está correto o que se afirma em: a) I e II apenas; b) I, II e III apenas; c) I, II e IV apenas; d) I, II, III e IV COMENTÁRIOS: A organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho - AET da situação de trabalho quando: a) CORRETO - ITEM I - observada a necessidade de uma avaliaçãomais aprofundada da situação; b) CORRETO - ITEM II - identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; c) ERRADO - sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de prevenção de riscos ambientais - PPRA (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO e da alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01); ou d) CORRETO - ITEM IV - indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. Portanto, somente I, II e IV estão corretos. GABARITO: LETRA C 5. (VUNESP/PREF. RIBEIRÃO PRETO-SO/2021) A NR 17 trata de ergonomia, sendo que no texto há itens relacionados à organização do trabalho, como, por exemplo, a) a priorização das proteções coletivas e controle de tempo. b) as exigências de tempo para execução das tarefas e o conteúdo das tarefas. c) a priorização das proteções individuais e controle de tempo. d) o ritmo de trabalho e as relações sindicais. e) o ritmo de trabalho e as campanhas de prevenção de acidentes. COMENTÁRIOS: Conforme a NR 17 - 17.4 Organização do trabalho: 17.4.1 A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração: a) as normas de produção; b) o modo operatório, quando aplicável; c) a exigência de tempo; 48 Segurança do Trabalho d) o ritmo de trabalho; e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; e f) os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador. GABARITO: LETRA B 8 Prevenção de acidentes de trabalho, primeiros socorros, prevenção e comb incêndios, trabalho em altura e em espaços confinados Prevenção de acidentes de trabalho Diferença entre Fogo e Incêndio Fogo: é o nome que se dá a uma reação de combustão que libera luz e calor. Ela ocorre quando as partículas do “material combustível” são aquecidas, tornam-se incandescentes e são lançadas para cima. Incêndio: é o nome que se dá a um fogo de grandes proporções que está fora de controle. Trata-se de um tipo de ocorrência extremamente danosa e impactante. Formas de Transmissão do Calor Condução: O calor é transmitido de molécula para molécula até que todo o objeto fique aquecido. Convecção É a forma de transferência de calor comum para os gases e líquidos. Corrente atmosférica predominante vertical que tem origem no movimento do ar pelo aquecimento do solo, decorrente do calor solar. Irradiação É uma forma de transferência de calor que ocorre por meio de ondas eletromagnéticas. Como essas ondas podem propagar-se no vácuo, NÃO é necessário que haja contato entre os corpos para haver transferência de calor. O Tetraedro do fogo Para que ocorra o fogo é necessário que exija 4 coisas: Combustível: Material que será oxidado (papel, madeira etc.), ou seja, é tudo aquilo que pega fogo; 49 Segurança do Trabalho Comburente: Material que será reduzido (oxigênio), ou seja, o ar; Calor: Para iniciar o processo de combustão, pode ser um atrito, chama ou outra reação química que produza um calor inicial para começar o processo Reação em cadeira: Após iniciado o processo, parte do calor liberado é usado para ser ignição e continuidade do processo de combustão Classes de Fogo Será adotada, para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições, a seguinte classificação de fogo: Classe A: São materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.; Classe B: São considerados inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, NÃO deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.; Classe C: Quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.; Classe D: Elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio. Classe K: Classificação do fogo em óleo e gordura em cozinhas. Métodos de Extinção Retirada do material combustível É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia-se na retirada do material combustível, ainda não atingido, da área da propagação do fogo, interrompendo a alimentação da combustão. Resfriamento É o método mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando, diminuindo, consequentemente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis. A agua é o agente extintor mais usado, por ter grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrada na natureza. Abafamento Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio (retirada do ar) com o material combustível. Não havendo comburente para reagir com o combustível, não haverá fogo. A água nunca será empregada: a) nos fogos da Classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de neblina; b) nos fogos da Classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada; c) nos fogos da Classe D; Equipamentos de Proteção/Combate a Incêndio Chuveiros Automáticos 50 Segurança do Trabalho Os chuveiros automáticos, conhecidos como "splinklers", devem ter seus registros sempre abertos e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção, com ordem da pessoa responsável. Um espaço livre de pelo menos 1 metro deve existir abaixo e ao redor das cabeças dos chuveiros, a fim de assegurar uma inundação eficaz. Hidrantes As edificações com área construída superior a 750 m2 e/ou altura superior a 12 m devem ser protegidas por sistemas de mangotinhos ou de hidrantes Extintores portáteis Todos os estabelecimentos, mesmo os dotados de chuveiros automáticos, deverão ser providos de extintores portáteis, a fim de combater o fogo em seu início. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir. • O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. • O extintor tipo "Dióxido de Carbono (CO2)" será usado, preferencialmente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início. • O extintor tipo "Químico Seco" (PQS) usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. • Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material. • O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água Gás", deve ser usado em fogos da Classe A, com capacidade variável entre 10 e 18 litros. • Método de abafamento por meio de areia (balde areia) poderá ser usado como variante nos fogos das Classes B e D. • Método de abafamento por meio de limalha de ferro fundido poderá ser usado como variante nos fogos da Classe D. Inspeção dos extintores Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o seu aspecto externo, os lacres, os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado, verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos. Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo, com data em que foi carregado, data para recarga e número de identificação. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. Os cilindros dos extintores de pressão injetada deverão ser pesados semestralmente. Se a perda de peso for além de 10% do peso original, deverá ser providenciada a sua recarga. O extintor tipo "Espuma" deverá ser recarregado anualmente. Localização e sinalização dos extintores Os extintores deverão ser colocados em locais: a) de fácil visualização; 51 Segurança do Trabalho b) de fácil acesso; c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. Locais dos extintores Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Essa área deverá ser no mínimo de 1m x 1m. Da altura dos extintores Os extintores não deverãoter sua parte superior a mais de 1,60m acima do piso. Os extintores não deverão ser localizados nas paredes das escadas. Sistemas de alarme Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios, deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. Deveres do empregador O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; c) dispositivos de alarme existentes. Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. Saídas de Emergências As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas nem degraus; as passagens serão bem iluminadas. Escadas em espiral, de mãos ou externas de madeira, não serão consideradas partes de uma saída. As portas de saída devem ser de batentes, ou portas corrediças horizontais, a critério da autoridade competente em segurança do trabalho. 52 Segurança do Trabalho As portas verticais, as de enrolar e as giratórias não serão permitidas em comunicações internas. Todas as portas de batente, tanto as de saída como as de comunicações internas, devem: a) abrir no sentido da saída; b) situar-se de tal modo que, ao se abrirem, não impeçam as vias de passagem. As portas que conduzem às escadas devem ser dispostas de maneira a não diminuírem a largura efetiva dessas escadas. As portas de saída devem ser dispostas de maneira a serem visíveis, ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo, mesmo ocasional, que entrave o seu acesso ou a sua vista. Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deverá ser fechada a chave, aferrolhada, ou presa durante as horas de trabalho. Durante as horas de trabalho, poderão ser fechadas com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento, ou do local de trabalho. Em hipótese alguma as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo, mesmo fora do horário de trabalho. Das escadas Todas as escadas, plataformas e patamares deverão ser feitos com materiais incombustíveis e resistentes ao fogo. Portas corta-fogo As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo, fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos 2 lados. Proteção contra incêndio - Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/2024) A respeito de prevenção e combate a incêndios, julgue o item que se segue. Para incêndios de classe A, o método de extinção do fogo mais eficiente é o resfriamento, enquanto que para os incêndios da classe D é indicada a extinção química. Certo Errado COMENTÁRIOS: Classes de incêndios: Classe A: Fogo em combustíveis sólidos (madeira, tecido, papel) - Extinção por Resfriamento. Classe B: Fogo em combustíveis líquidos (Gasolina, Etanol, Gás, óleo diesel, petróleo) - Espuma mecânica ou química. 53 Segurança do Trabalho Classe C: fogo em instalações elétricas - Dióxido de carbono (CO2) - Extinção por abafamento. Classe D: Fogo em metais combustíveis pirofóricos. (Alumínio, zircônio, magnésio, titânio, lítio, potássio etc) - Extinção química. Classe K: Fogo em óleos e gorduras em cozinhas, geralmente em frigideiras, grelhas, assadeiras, frigideiras - Acetato de Potássio. GABARITO: CERTO 2. VUNESP/TRF-3ª REGIÃO/2023) Considere que, durante um incêndio, o agente necessite utilizar os extintores disponíveis. Assinale a alternativa que contempla corretamente um tipo de extintor, seguido de sua aplicação. a) O extintor de pó químico seco é utilizado no combate aos incêndios de classes B e C. b) O extintor de água pressurizada é utilizado no combate aos incêndios de classe B. c) O extintor de gás carbônico é utilizado no combate aos incêndios de classe A. d) O extintor de pó químico seco é utilizado exclusivamente no combate aos incêndios de classes. COMENTÁRIOS: Vamos analisar cada item: a) CORRETA: O extintor de pó químico seco é utilizado no combate aos incêndios de classes B e C. b) ERRADA: O extintor de água pressurizada é utilizado no combate aos incêndios de classe B (classe A). c) ERRADA: O extintor de gás carbônico é utilizado no combate aos incêndios de classe A (classes B e C). d) ERRADA: O extintor de pó químico seco é utilizado exclusivamente no combate aos incêndios de classes D. GABARITO: GABARITO: LETRA A 3. (SAAE/PREF. FORMIGA-MG/2020) “Máquinas hidráulicas destinadas a aspirar e calcar água com a pressão necessária ao serviço de extinção de incêndios. Podem ser portáteis, de reboque, marítimas ou integram uma viatura automotor.” A afirmativa se refere a: a) Hidrante b) Sprinkler c) Bomba de incêndio d) Extintor de incêndio COMENTÁRIOS: 54 Segurança do Trabalho Essa questão foi sobre conceitos, um tema bastante recorrente e que exigiu o conhecimento de legislação estadual. Nesse caso, Manual de Equipamentos de Combate a Incêndio do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia. Bombas de Incêndio: São máquinas hidráulicas destinadas a aspirar e calcar água com a pressão necessária ao serviço de extinção de incêndios. Podem ser portáteis, de reboque, marítimas ou auto-bombas (quando integram uma viatura automotor). GABARITO: LETRA C 4. (IBFC/MGS/2019) Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) de acordo com o disposto na NR 23 – Proteção Contra Incêndios. ( ) Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que, àqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. ( ) Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. ( ) As saídas de emergência não podem ser equipadas com dispositivos de travamento mesmo que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. ( ) As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. ( ) Não cabe ao empregador providenciar para os trabalhadores informações sobre: utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; dispositivos de alarme existentes. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, F, F, V, F b) V, V, F, V, V c) V, V, F, V, F d) V, V, F, F, F COMENTÁRIOS: ( V ) Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que, àqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência. ( V ) Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. ( F ) As saídas de emergência não podem (podem) ser equipadas com dispositivos de travamento mesmo que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. ( V ) As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. ( F ) Não cabe (cabe) ao empregador providenciar para os trabalhadores informações sobre: utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança; dispositivos de alarme existentes. 55 Segurança do Trabalho GABARITO: LETRA C 5. (FCC/SABESP/2018)Os extintores indicados para incêndios de materiais eletricamente energizados são: a) pó químico e água. b) espuma mecânica e água. c) pó químico e CO2. d) água e CO2. e) pó químico e espuma mecânica. COMENTÁRIOS: Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc. Extintor com gás carbônico (CO2): indicado para incêndios de classe C (equipamentos elétricos energizados), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser usado também em incêndios de classes A e B. Extintor com pó químico seco (PQS): indicado para incêndios de classe B (líquidos inflamáveis). Age por abafamento. Pode ser usado também em incêndios de classe A e C. GABARITO: LETRA C 6. (FUMARC/CEMIG-MG/2018) Analise as seguintes afirmativas: I. As saídas de emergência devem ser dispostas de tal forma que, entre elas e qualquer local de trabalho, não se tenha de percorrer distância maior que 15 m (quinze metros), nos de risco grande de incêndio, e 30 m (trinta metros), quando o risco for médio ou pequeno. II. Os extintores de incêndio devem ser inspecionados visualmente a cada 60 dias. III. Os extintores não podem estar localizados nas paredes das escadas. IV. Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas e ter área livre de 50 cm x 50 cm. Está CORRETO apenas o que se afirma em: a) II. b) II e III. c) I, III e IV. d) I e III. COMENTÁRIOS: I. CORRETA - As saídas de emergência devem ser dispostas de tal forma que, entre elas e qualquer local de trabalho, não se tenha de percorrer distância maior que 15 m (quinze metros), nos de risco grande de incêndio, e 30 m (trinta metros), quando o risco for médio ou pequeno. II. ERRADA - Os extintores de incêndio devem ser inspecionados visualmente a cada 60 dias (mensalmente). 56 Segurança do Trabalho III. CORRETA - Os extintores não podem estar localizados nas paredes das escadas. IV. ERRADA - Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas e ter área livre de 50 cm x 50 cm (1,00m x 1,00m). GABARITO: LETRA D 7. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/2018) Para haver fogo, é necessária a presença de três elementos que formam o triângulo do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou tetraedro do fogo. Para extinguirmos o fogo, basta retirar um desses elementos. Quando retiramos ou reduzimos o elemento denominado de comburente, estamos extinguindo o fogo pelo método denominado de: a) abafamento b) isolamento c) resfriamento d) sufocamento e) quebra da reação em cadeia COMENTÁRIOS: Comburente = AR, ou seja, a retirada do ar é o método por abafamento. GABARITO: LETRA A 8. (CONSULPLAN/CÂMERA DE BH/2018) Com relação às classes de incêndio, assinale a alternativa INCORRETA. a) Classe A – Incêndios em materiais sólidos que queimam em superfície e profundidade e deixam resíduos. b) Classe B – Incêndios em líquidos combustíveis e inflamáveis que queimam somente na superfície e não deixam resíduos. c) Classe C – Incêndios em equipamentos elétricos energizados. d) Classe D – Incêndios em materiais pirofóricos – metais e semi-metais pirofóricos. COMENTÁRIOS: a) CORRETA - Classe A – Incêndios em materiais sólidos que queimam em superfície e profundidade e deixam resíduos. b) CORRETA - Classe B – Incêndios em líquidos combustíveis e inflamáveis que queimam somente na superfície e não deixam resíduos. c) CORRETA - Classe C – Incêndios em equipamentos elétricos energizados. d) INCORRETA - Classe D – Incêndios em materiais pirofóricos – metais e semimetais pirofóricos. GABARITO: LETRA D 9. (CESPE/TER-BA/2017) A propagação do calor pode ocorrer de três formas. A figura abaixo mostra um exemplo de transferência de calor por: 57 Segurança do Trabalho a) convecção. b) gaseificação. c) radiação biológica. d) aspersão. e) condução. COMENTÁRIOS: A propagação do calor pode ocorrer de 3 formas: IRRADIAÇÃO É a transmissão de calor que se processa sem a necessidade de continuidade molecular, ou seja, na ausência de matéria entre a fonte calorífica (energia calorífica) e o corpo que recebe calor. É a transmissão de calor que acompanha geralmente a emissão de luz. Ondas de calor atingem os objetos, aquecendo-os, o calor do Sol é um caso típico de calor radiante. CONDUÇÃO É a transmissão de calor que se faz de molécula para molécula, através de um movimento vibratório que as anima e permite a comunicação de uma para outra. CONVECÇÃO É o método de transmissão de calor característico dos líquidos e gases. Consiste na formação de correntes ascendentes no seio da massa fluida, devido ao fenômeno da dilatação e consequente perda de densidade da porção de fluido mais próximo da fonte calorífica. Assim, a) CORRETA - convecção. É forma de propagação do calor e o conceito está certo. b) ERRADA - gaseificação. Não é forma de propagação do calor. c) ERRADA - radiação biológica. Não é forma de propagação do calor. d) ERRADA - aspersão. Não é forma de propagação do calor. e) ERRADA - condução. É forma de propagação do calor, porém o conceito é outro. GABARITO: LETRA A 10. (EBSERH/CH-UFPA/INSTITUTO AOCP/2016) Quanto à norma de Prevenção Contra Incêndios, é correto afirmar que: a) apenas as empresas enquadradas no grau de risco 1, 2 e 3 devem adotar medidas de prevenção de incêndios. 58 Segurança do Trabalho b) as saídas de emergência poderão estar presas durante a jornada de trabalho, evitando que os estabelecimentos sejam roubados. c) o empregador deverá selecionar um grupo, entre todos os trabalhadores, para providenciar informações sobre proteção contra incêndios, como utilização dos equipamentos de combate ao incêndio. d) as saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. e) as informações, quanto aos dispositivos de alarme existentes, devem ser repassadas apenas aos trabalhadores designados pelo empregador. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - apenas as empresas enquadradas no grau de risco 1, 2 e 3 (todas as empresas) devem adotar medidas de prevenção de incêndios. b) ERRADA - as saídas de emergência poderão (não poderão) estar presas durante a jornada de trabalho, evitando que os estabelecimentos sejam roubados. c) ERRADA - o empregador deverá selecionar um grupo, entre todos os trabalhadores, para providenciar informações sobre proteção contra incêndios, como utilização dos equipamentos de combate ao incêndio. (todos). d) CORRETA - as saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. e) ERRADA - as informações, quanto aos dispositivos de alarme existentes, devem ser repassadas apenas aos trabalhadores designados pelo empregador (todos). GABARITO: LETRA D Primeiros socorros Sinais Vitais Sinais vitais são aqueles que indicam a existência de vida. São reflexos ou indícios que permitem concluir sobre o estado geral de uma pessoa. Os sinais sobre o funcionamento do corpo humano que devem ser compreendidos e conhecidos são: ·Temperatura; · Pulso; · Respiração; · Pressão arterial. Os sinais vitais são sinais que podem ser facilmente percebidos, deduzindo-se assim, que na ausência deles, existem alterações nas funções vitais do corpo. Asfixia Asfixia pode ser definida como sendo parada respiratória, com o coração ainda funcionando. 59 Segurança do Trabalho A identificação da dificuldade respiratória pela respiração arquejante nas vítimas inconscientes, pela falta de ar de que se queixam os conscientes, ou ainda, pela cianose (coloração azul-arroxeada da pele) acentuada do rosto, dos lábios e das extremidades (dedos), servirá de guia para o socorro à vítima. Primeiros Socorros A 1ª conduta é favorecer a passagem do ar através da boca e das narinas; · Afastar a causa; · Verificar se o acidentado está consciente; · Desapertar as roupas do acidentado, principalmenteem volta do pescoço, peito e cintura; · Retirar qualquer objeto da boca ou da garganta do acidentado, para abrir e manter desobstruída a passagem de ar; · Para assegurar que o acidentado inconsciente continue respirando, coloque-a na posição lateral de segurança; · Iniciar a respiração de socorro tão logo tenha sido o acidentado colocado na posição correta. Lembrar que cada segundo é importante para a vida do acidentado; · Repetir a respiração de socorro tantas vezes quanto necessário, até que o acidentado de entrada em local onde possa receber assistência adequada; · Manter o acidentado aquecido, para prevenir o choque; · Não dar líquidos enquanto o acidentado estiver inconsciente; · Não deixar o acidentado sentar ou levantar. O acidentado deve permanecer deitado, mesmo depois de ter recuperado a respiração; · Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado. Dar chá ou café para beber, logo que volte a si; · Continuar observando cuidadosamente o acidentado, para evitar que a respiração cesse novamente; · Não deslocar o acidentado até que sua respiração volte ao normal; · Remover o acidentado, somente deitado, mas só em caso de extrema necessidade; · Solicitar socorro especializado mesmo que o acidentado esteja recuperado; Estado de Choque O estado de choque se dá quando há mal funcionamento entre o coração, vasos sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo. Choque Hipovolêmico É o choque que ocorre devido à redução do volume intravascular por causa da perda de sangue, de plasma ou de água perdida em diarreia e vômito. Choque Cardiogênico Ocorre na incapacidade de o coração bombear um volume de sangue suficiente para atender às necessidades metabólicas dos tecidos. Choque Septicêmico 60 Segurança do Trabalho Pode ocorrer devido a uma infecção sistêmica. Choque Anafilático É uma reação de hipersensibilidade sistêmica, que ocorre quando um indivíduo é exposto a uma substância à qual é extremamente alérgico. Choque Neurogênico É o choque que decorre da redução do tônus vasomotor normal por distúrbio da função nervosa. Hemorragias É a perda de sangue através de ferimentos, pelas cavidades naturais como nariz, boca, etc; ela pode ser também, interna, resultante de um traumatismo. As hemorragias podem ser classificadas inicialmente em arteriais e venosas, e, para fins de primeiros socorros, em internas e externas. Hemorragias Arteriais: É aquela hemorragia em que o sangue sai em jato pulsátil e se apresenta com coloração vermelho vivo. Hemorragias Venosas: É aquela hemorragia em que o sangue é mais escuro e sai continuamente e lentamente, escorrendo pela ferida. Primeiros Socorros · Conter uma hemorragia com pressão direta usando um curativo simples, é o método mais indicado. · Se não for possível, deve-se usar curativo compressivo; · Se com a pressão direta e elevação da parte atingida de modo que fique num nível superior ao do coração; · Ainda se não for possível conter a hemorragia, pode-se optar pelo método do ponto de pressão; · Atenção: Não elevar o segmento ferido se isto produzir dor ou se houver suspeita de lesão interna tal como fratura. Choque Elétrico São abalos musculares causados pela passagem de corrente elétrica pelo corpo humano. Primeiros Socorros · Antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica, desligando a chave geral de força, retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada (desde que esteja encapado); · Se o item anterior não for possível, tentar afastar a vítima da fonte de energia utilizando luvas de borracha grossa ou materiais isolantes, e que estejam secos (cabo de vassoura, tapete de borracha, jornal dobrado, pano grosso dobrado, corda, etc.), afastando a vítima do fio ou aparelho elétrico (Figura 01); 61 Segurança do Trabalho Figura 01. Vítima de choque elétrico · Não tocar na vítima até que ela esteja separada da corrente elétrica ou que esta seja interrompida; · Se o choque for leve seguir os itens do capítulo "Estado de Choque"; · Em caso de parada cardiorrespiratória iniciar imediatamente as manobras de ressuscitação; · Insistir nas manobras de ressuscitação, mesmo que a vítima não esteja se recuperando, até a chegada do atendimento especializado; · Depois de obtida a ressuscitação cardiorrespiratória, deve ser feito um exame geral da vítima para localizar possíveis queimaduras, fraturas ou lesões que possam ter ocorrido no caso de queda durante o acidente; · Deve-se atender primeiro a hemorragias, fraturas e queimaduras, nesta ordem, segundo os capítulos específicos. Desmaio É a perda súbita, temporária e repentina da consciência, devido à diminuição de sangue e oxigênio no cérebro. Primeiros Socorros A. Se a pessoa apenas começou a desfalecer (Figura 02): · Sentá-la em uma cadeira, ou outro local semelhante; · Curvá-la para frente; · Baixar a cabeça do acidentado, colocando-a entre as pernas e pressionar a cabeça para baixo; · Manter a cabeça mais baixa que os joelhos; · Fazê-la respirar profundamente, até que passe o mal-estar; 62 Segurança do Trabalho Figura 02. Vítima de desmaio B. Havendo o desmaio: · Manter o acidentado deitado, colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa em relação ao resto do corpo (Figura 03); Figura 03. Desmaio · Afrouxar a sua roupa; · Manter o ambiente arejado; · Se houver vômito, lateralizar-lhe a cabeça, para evitar sufocamento; · Depois que o acidentado se recuperar, pode ser dado a ela café, chá ou mesmo água com açúcar; · Não se deve dar jamais bebida alcoólica. Convulsão É uma contração violenta, ou série de contrações dos músculos voluntários, com ou sem perda de consciência. Primeiros Socorros · Tentar evitar que a vítima caia desamparadamente, cuidando para que a cabeça não sofra traumatismo e procurando deitá-la no chão com cuidado, acomodando-a; · Retirar da boca próteses dentárias móveis (pontes, dentaduras) e eventuais detritos; · Remover qualquer objeto com que a vítima possa se machucar e afastá-la de locais e ambientes potencialmente perigosos, como por exemplo: escadas, portas de vidro, janelas, fogo, eletricidade, máquinas em funcionamento; · Não interferir nos movimentos convulsivos, mas assegurar-se que a vítima não está se machucando; · Afrouxar as roupas da vítima no pescoço e cintura; 63 Segurança do Trabalho · Virar o rosto da vítima para o lado, evitando assim a asfixia por vômitos ou secreções; · Não colocar nenhum objeto rígido entre os dentes da vítima; · Tentar introduzir um pano ou lenço enrolado entre os dentes para evitar mordedura da língua (Figura 03); · Não jogar água fria no rosto da vítima. · Quando passar a convulsão, manter a vítima deitada até que ela tenha plena consciência e autocontrole. · Se a pessoa demonstrar vontade de dormir, deve-se ajudar a tornar isso possível; · Contatar o atendimento especializado do NUST, pela necessidade de diagnóstico e tratamentos precisos. Figura 04. Vítima de convulsão Queimaduras Queimaduras são lesões provocadas pela temperatura, geralmente calor, que podem atingir graves proporções de perigo para a vida ou para a integridade da pessoa, dependendo de sua localização, extensão e grau de profundidade. As queimaduras de 1º grau são caracterizadas pelo eritema (vermelhidão), que clareia quando sofre pressão. Existe dor e edema, mas usualmente há bolhas. As queimaduras de 2º grau são caracteristicamente avermelhadas e dolorosas, com bolhas, edema abaixo da pele e restos de peles queimadas soltas. São mais profundas, provocam necrose e visível dilatação do leito vascular. Nas queimaduras de 2º grau superficiais não há destruição da camada basal da epiderme, enquanto nas queimaduras secundárias profundas há. Não há capacidade de regeneração da pele. A dor e ardência local são de intensidade variável. As queimaduras de 3º grau são aquelas em que toda a profundidade da pele está comprometida, podendo atingir a exposição dos tecidos, vasos e ossos. Como há destruição das terminações nervosas, o acidentadosó acusa dor inicial da lesão aguda. São queimaduras de extrema gravidade. 64 Segurança do Trabalho Figura 05. Tipos de queimaduras Fraturas É uma interrupção na continuidade do osso. Constituem uma emergência traumato-ortopédica que requer boa orientação de atendimento, calma e tranquilidade por parte de quem for socorrer e transporte adequado. Apresentam aparência geralmente deformante devido ao grau de deformação que podem impor à região afetada. Primeiros Socorros · Observar o estado geral do acidentado, procurando lesões mais graves com ferimento e hemorragia; · Acalmar o acidentado, pois ele fica apreensivo e entra em pânico; · Ficar atento para prevenir o choque hipovolêmico; · Controlar eventual hemorragia e cuidar de qualquer ferimento, com curativo, antes de proceder a imobilização do membro afetado; · Imobilizar o membro, procurando colocá-lo na posição que for menos dolorosa para o acidentado, o mais naturalmente possível. É importante salientar que imobilizar significa tirar os movimentos das juntas acima e abaixo da lesão; · Trabalhar com muita delicadeza e cuidado. Toda atenção é pouca; os menores erros podem gerar sequelas irreversíveis; · Usar talas, caso seja necessário. As talas irão auxiliar na sustentação do membro atingido. As talas têm que ser de tamanho suficiente para ultrapassar as articulações acima e abaixo da fratura; · Para improvisar uma tala pode-se usar qualquer material rígido ou semirrígido como: tábua, madeira, papelão, revista enrolada ou jornal grosso dobrado; · O membro atingido deve ser acolchoado com panos limpos, camadas de algodão ou gaze, procurando sempre localizar os pontos de pressão e desconforto; · Prender as talas com ataduras ou tiras de pano, apertá-las o suficiente para imobilizar a área, com o devido cuidado para não provocar insuficiência circulatória; 65 Segurança do Trabalho Fixar em pelo menos 4 pontos: acima e abaixo das articulações e acima e abaixo da fratura. Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros .pdf Primeiros socorros - Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/2024) Uma mulher, com aproximadamente 70 anos de idade, perdeu subitamente a consciência enquanto caminhava no parque na pista exclusiva para pedestres. Notou-se que ela estava inconsciente e sem resposta aos estímulos. Acerca da situação hipotética apresentada e dos aspectos a ela relacionados, julgue o item seguinte. A primeira medida a ser executada por qualquer pessoa presente no local é iniciar a sequência de reanimação cardiopulmonar (RCP) pela respiração boca a boca. Certo Errado COMENTÁRIOS: Se a pessoa que desmaiou não tiver hemorragia pela boca, não tiver vomitado, nem tiver ferimentos que o impeçam: ● Deite-a de costas; ● Levante-lhe as pernas uns 30-40 cm do chão e mantenha-as assim; ● Abane-a e chame-a; ● Alargue ou desaperte roupa justa, especialmente junto do pescoço e na cintura, por exemplo colarinhos com botões, golas altas, casacos fechados, cintos e botões de calças, entre outros; Nota: Se a pessoa que desmaiou tiver vomitado ou houver hemorragia pela boca, não a deite de costas, deite-a sobre um dos lados. Fonte: https://www.hospitaldaluz.pt/pt/saude-e-bem-estar/desmaio-que-e-que-fazer GABARITO: ERRADO 2. (PREF. VÁRZEA-MT/2018) Em situação de Primeiros Socorros decorrente de queimadura por agentes químicos, NÃO é recomendável: a) Aplicar unguentos na região afetada para aliviar a dor. b) Aplicar jatos de água enquanto retira as roupas do acidentado. c) Prevenir o estado de choque da pessoa acidentada. d) Evitar a contaminação da área atingida. COMENTÁRIOS: 66 http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf Segurança do Trabalho Assim, no momento em que se entra em contato com uma substância química corrosiva é aconselhado que: ● Remova a substância química que está causando a queimadura, utilizando luvas e um pano limpo, por exemplo; ● Retire todas as roupas ou acessórios contaminados pela substância química; ● Coloque o local debaixo de água gelada por, pelo menos, 10 minutos. Em alguns casos pode ser mais prático tomar um banho gelado; ● Aplique uma gaze ou atadura limpa sem apertar muito. Outra opção é colocar um pouco de papel filme sobre o local, mas sem apertar muito; ● Não aplique qualquer produto como óleo ou manteiga na queimadura; GABARITO: LETRA A 3. (PREF. ÁGUIA BRANCA-ES/2018) Queimadura de segundo grau caracteriza-se por afetar uma região secundária da pele nota-se o aparecimento de uma ou mais bolhas na área afetada. Em casos deste tipo de queimadura deve-se realizar os procedimentos abaixo, exceto a alternativa: a) Resfrie a área afetada com soro fisiológico ou água fria corrente em abundância. b) Deve-se colocar uma gaze úmida após ter resfriado o local e a dor haver diminuído. c) Deve-se lavar a área cuidadosamente, sem esfregar, com sabão neutro, ou um antisséptico, que não seja álcool. d) Deve-se estourar as bolhas que se formam, e retirar a pele das que já estiverem estouradas. e) O curativo feito sobre a lesão deve permanecer durante 48 horas e, somente depois desse tempo, recomenda-se expor a pele ao ar livre, para evitar infecções. COMENTÁRIOS: A queimadura de 2º grau afeta as camadas intermédias da pele e, por isso, além da vermelhidão e da dor no local, podem surgir outros sintomas como bolhas ou inchaço do local. Neste tipo de queimadura é aconselhado que: 1. Coloque o local afetado debaixo de água corrente fria por, pelo menos, 15 minutos; 2. Lave cuidadosamente a queimadura com água fria e sabão de pH neutro, evitando esfregar com muita força; 3. Cubra a região com uma gaze molhada durante as primeiras 48 horas, trocando sempre que necessário; 4. Não fure as bolhas e não aplique qualquer produto no local, para evitar o risco de infecção; 5. Procure ajuda médica se a bolha for muito grande. GABARITO: LETRA D 4. (CS-UFG/IF-GO/2017) Em caso de acidente envolvendo aluno, as ações de primeiros socorros devem priorizar os sinais vitais com base na observação das seguintes alterações: a) falta de respiração, falta de circulação (pulso ausente), hemorragia abundante; perda dos sentidos (ausência de consciência). 67 Segurança do Trabalho b) lesão na pele, hemorragia, sangramento periférico, perda dos sentidos (audição e tato). c) dilatação da pupila, perda dos sentidos (ausência de consciência), palidez, sudorese inferior. d) sangramento periférico, respiração ofegante, falta de circulação (pulso ausente), cefaléia. COMENTÁRIOS: Existem quatro sinais vitais básicos: 1. Temperatura corporal; 2. Pulso (ou frequência cardíaca); 3. Pressão arterial; 4. Frequência respiratória. GABARITO: LETRA A 5. (IF-MT/IF-MT/2016) Acerca de procedimentos de primeiros socorros, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Em casos de ferimentos externos ou profundos, caso haja sangramento, a hemorragia deve ser contida imediatamente, por meio de uso de compressa limpa e seca aplicada ao ferimento, devendo o socorrista usar luvas esterilizadas. ( ) Em caso de queimaduras externas superficiais, o socorrista deve lavar e manter a área queimada sob água corrente para resfriamento, não devendo aplicar pomadas até diagnóstico médico. ( ) Em caso de queimaduras externas profundas, o socorrista deve perfurar as bolhas e retirar ou soltar as roupas coladas à queimadura, aplicando água corrente sobre as mesmas. ( ) No caso de rompimento total ou parcial de qualquer osso, o socorrista deve imobilizar o local da fratura e também as articulações próximas, acima e abaixo do local. Assinale a sequência correta. a) V, F, F, V b) F, V, V, F c) V, V, F, V d) F, F, V, F COMENTÁRIOS: (VERDADEIRA) Em casos de ferimentos externos ou profundos, caso haja sangramento, a hemorragia deve ser contida imediatamente, por meio de uso de compressa limpa e seca aplicada ao ferimento,devendo o socorrista usar luvas esterilizadas. (VERDADEIRA) Em caso de queimaduras externas superficiais, o socorrista deve lavar e manter a área queimada sob água corrente para resfriamento, não devendo aplicar pomadas até diagnóstico médico. (FALSA) Em caso de queimaduras externas profundas, o socorrista deve perfurar as bolhas e retirar ou soltar as roupas coladas à queimadura (não deve perfurar as 68 Segurança do Trabalho bolhas, nem deve retirar ou soltar as roupas coladas à queimadura, só poderia retirá-las se não estivessem aderidas), aplicando água corrente sobre as mesmas. (VERDADEIRA) No caso de rompimento total ou parcial de qualquer osso, o socorrista deve imobilizar o local da fratura e também as articulações próximas, acima e abaixo do local. V,V,F,V GABARITO: LETRA C 6. (QUADRIX/CRO-PR/2016) Em caso de acidentes no ambiente de trabalho, primeiros socorros podem ser fornecidos ao acidentado enquanto aguarda o atendimento médico especializado. Marque a alternativa que descreve uma atitude correta de primeiros socorros. a) Nunca tentar controlar sangramentos. b) Lavar ferimentos com álcool. c) Remover objetos empalados. d) Proteger ferimentos com panos limpos, fixando-os sem apertar. e) Colocar açúcar sobre lesões. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - Nunca tentar controlar sangramentos (com compressa). b) ERRADA - Lavar ferimentos com álcool (água corrente). c) ERRADA - Remover (não remover) objetos empalados. d) CORRETA - Proteger ferimentos com panos limpos, fixando-os sem apertar. e) ERRADA - Colocar açúcar (não colocar qualquer produto) sobre lesões. GABARITO: LETRA D 7. (EBSERH/INSTITUTO AOCP/2016) “O atendimento de primeiros socorros pode ser dividido em etapas básicas que permitem maior organização no atendimento e resultados mais eficazes”. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa que apresenta quais são as etapas básicas corretas. a) Avaliação do local do acidente e proteção do acidentado. b) Avaliação do local do acidente e proteção de terceiros. c) Avaliação do acidente e organização do local do acidente. d) Avaliação do acidente e proteção de terceiros. e) Levantamento e coleta de Informações sobre o ocorrido e o(s) envolvido(s). COMENTÁRIOS: Etapas Básicas de Primeiros Socorros: O atendimento de primeiros socorros pode ser dividido em etapas básicas que permitem a maior organização no atendimento e, portanto, resultados mais eficazes. 69 Segurança do Trabalho 1. Avaliação do Local do Acidente 2. Proteção do Acidentado Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros .pdf GABARITO: LETRA A 8. (EBSERH/INSTITUTO AOCP/2015) De acordo com as Técnicas de Primeiros Socorros, para o bom atendimento, é imprescindível, EXCETO: a) manter a calma, evitar pânico e assumir a situação. b) antes de qualquer procedimento avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos, para o acidentado e para o socorrista. c) manter os circunstantes próximos ao acidentado para que ele não se sinta sozinho. d) tranquilizar o acidentado. e) só retirar o acidentado do local do acidente se esse local causar risco de vida para ele ou para o socorrista. COMENTÁRIOS: Para o bom atendimento é imprescindível: ● Os circunstantes devem ser afastados do acidentado, com calma e educação. ● O acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral. Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros .pdf GABARITO: LETRA C Trabalho em altura O que é trabalho em altura? Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda. Responsabilidades Cabe ao empregador: a) garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma; b) assegurar a realização da Análise de Risco – AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT; 70 http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/biosseguranca/manualdeprimeirossocorros.pdf Segurança do Trabalho c) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura; d) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis; e) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas; f) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle; g) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma; h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível; i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura; j) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade; l) assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma. Cabe aos trabalhadores: a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador; b) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma; c) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. Capacitação e treinamento: Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de 8 horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir: a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; b) análise de Risco e condições impeditivas (APR); c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle; d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva (EPC); e) equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso (EPI); f) acidentes típicos em trabalhos em altura; g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros. 71 Segurança do Trabalho O treinamento periódico bienal (a cada 2 anos) deve ter carga horária mínima de 8 horas, conforme conteúdo programático definido pelo empregador. A aptidão para trabalho em altura deve ser consignada no atestado de saúde ocupacional (ASO) do trabalhador. A Permissão de Trabalho deve ter validade limitada à duração da atividade, restrita ao turno de trabalho, podendo ser revalidada pelo responsável pela aprovação nas situações em que não ocorram mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho. Planejamento, Organização e Execução Todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado. A empresa deve manter cadastro atualizado que permita conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador para trabalho em altura. A execução do serviço deve considerar as influências externas que possam alterar as condições do local de trabalho já previstas na análise de risco. Para atividades rotineiras de trabalho em altura a análise de risco pode estar contemplada no respectivo procedimento operacional. No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte hierarquia: a) medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução (1ª); b) medidas que eliminem o risco de queda dostrabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma (2ª); c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado (3ª). Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco (AR). A Análise de Risco deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar: a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno; b) o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho; c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem; d) as condições meteorológicas adversas; e) a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda; f) o risco de queda de materiais e ferramentas; g) os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos; 72 Segurança do Trabalho h) o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras; i) os riscos adicionais; j) as condições impeditivas; k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador; l) a necessidade de sistema de comunicação; m) a forma de supervisão. As atividades de trabalho em altura não rotineiras devem ser previamente autorizadas mediante Permissão de Trabalho. A Permissão De Trabalho deve conter: a) os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos; b) as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco; c) a relação de todos os envolvidos e suas autorizações. É obrigatória a utilização de sistema de proteção contra quedas sempre que não for possível evitar o trabalho em altura. O sistema de proteção contra quedas deve: a) ser adequado à tarefa a ser executada; b) ser selecionado de acordo com Análise de Risco, considerando, além dos riscos a que o trabalhador está exposto, os riscos adicionais; c) ser selecionado por profissional qualificado em segurança do trabalho; d) ter resistência para suportar a força máxima aplicável prevista quando de uma queda; e) atender às normas técnicas nacionais ou na sua inexistência às normas internacionais aplicáveis; f) ter todos os seus elementos compatíveis e submetidos a uma sistemática de inspeção. Glossário da NR 35 Absorvedor de energia: Elemento com função de limitar a força de impacto transmitida ao trabalhador pela dissipação da energia cinética. Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo. Ponto de ancoragem: ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes. Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador. Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas. 73 Segurança do Trabalho Trabalho em altura - Questões 1. (INSTITUTO UNIFIL/PREF. SANTO ANTÔNIO DO SUDUESTE-PR/2020) As normas regulamentadoras tem como objetivo garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores. Dentre os diversos temas abordados pelas normas estão os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), Programas de Prevenção de Riscos Ambientais, Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, trabalho em altura, entre outros. Em relação a NR 35, que trata do trabalho em altura, assinale a alternativa correta. a) Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 1,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. d) Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. c) Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,50 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. d) Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 3,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. COMENTÁRIOS NR 35 – Trabalho em Altura 35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. GABARITO: LETRA B 2. (FUNDATEC/PREF. BAGÉ-RS/2020) Sobre o Glossário da Norma Regulamentadora 35 - Trabalho em Altura, assinale a alternativa que se refere corretamente à definição do termo. a) Distância de frenagem: distância compreendida entre o início da queda e o início da retenção. b) Distância de queda livre: distância percorrida durante a atuação do sistema de absorção de energia, normalmente compreendida entre o início e o término da queda. c) Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo. d) Ponto de ancoragem: dispositivo removível da estrutura, projetado para utilização como parte de um sistema pessoal de proteção contra queda, cujos elementos incorporam múltiplas ancoragens fixas ou móveis. e) Permissão de trabalho: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle. COMENTÁRIOS a) ERRADA: Distância de frenagem: distância compreendida entre o início da queda e o início da retenção (normalmente compreendida entre o início da frenagem e o término da queda). 74 Segurança do Trabalho b) ERRADA: Distância de queda livre: distância (compreendida entre o início da queda e o início da retenção.) percorrida durante a atuação do sistema de absorção de energia, normalmente compreendida entre o início e o término da queda. c) CORRETA: Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo. d) ERRADA: Ponto de ancoragem: dispositivo removível da estrutura, projetado para utilização como parte de um sistema pessoal de proteção contra queda, cujos elementos incorporam múltiplas ancoragens fixas ou móveis. (parte integrante de um sistema de ancoragem onde o equipamento de proteção individual é conectado). e) ERRADA: Permissão de trabalho: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle. (documento escrito contendo conjunto de medidas de controle, visando ao desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate). GABARITO: LETRA C 3. (CONSULPLAN/PREF. FORMIGA-MG/2020) Para o planejamento, a organização e a execução de trabalhos em altura, cabe ao empregador avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem este tipo de atividade, garantindo que, EXCETO: a) A avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada situação. b) Sejam feitos treinamentos periódicos para que os trabalhadores possam exercer a atividade com segurança. c) Seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando, também, os fatores psicossociais. d) Os exames e a sistemática de avaliação sejam partes integrantes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, devendo estar nele consignados. COMENTÁRIOS De acordo com a NR 35, o único item não previsto na norma é o item B, referente a treinamentos. 35.4.1.2 Cabe ao empregador avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividades em altura, garantindo que: a) os exames e a sistemática de avaliação sejam partes integrantes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, devendo estar nele consignados; LETRA D b) a avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada situação; LETRA A c) seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando também os fatores psicossociais. LETRA C GABARITO: LETRA B 4. (FUNDATEC/IMESF/2019) A NR 35 – Segurançadeterminada função e diminuir os riscos de acidentes. É um estudo realizado durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema. A APR pode ser instalada na sua empresa em processos ou setores já existentes, ou quando um novo irá ser criado. 5 Segurança do Trabalho 2. Análise de árvore de falhas – AAF A metodologia da AAF consiste na construção de um processo lógico dedutivo que, partindo de um evento indesejado pré-definido (hipótese acidental), busca as suas possíveis causas. O processo segue investigando as sucessivas falhas dos componentes até atingir as chamadas falhas (causas) básicas, que não podem ser desenvolvidas, e para as quais existem dados quantitativos disponíveis. O evento indesejado é comumente chamado de “Evento-Topo” (SERPA, 2001b). A árvore de falhas é uma ferramenta que serve para analisar diversos fatores relacionados às falhas, sejam eles causas, consequências e analise de tempos para reparos etc. 3. Árvore de Causa - ADC A árvore de causa é um método de investigação de acidentes do trabalho, baseado na teoria de sistemas e na pluricausalidade do fenômeno acidente, considerado sintoma de disfuncionamento do sistema sócio técnico aberto constituído pela empresa. Ferramenta qualitativa, ela parte da teoria de sistemas, que concebe um acidente como fenômeno de uma rede de fatores, sendo complexo e pluricausal. O estudo parte de um "acidente", não se baseia em hipóteses, parte especificamente de uma "Lesão" sendo seus eventos anteriores concretos/reais. Visa identificar fatores de acidente do trabalho e suas inter-relações. A árvore de causas é um método de análise baseado na teoria de sistemas utilizado para a análise de acidentes por se tratar de um evento que pode resultar de situações complexas e que, quase sempre, tem várias causas. Se for bem aplicada, deve apontar todas a falhas que antecederam ao evento final (lesão ou não). O conceito básico aplicado é o de variação ou desvio, que pode ser entendido como uma “fuga” dos padrões e que tem relação direta com o acidente. 4. Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos – FMEA A análise FMEA (Failure Modes, Effects Analysis) tem como objetivo identificar potenciais modos de falha de um produto ou processo de forma a avaliar o risco associado a estes modos de falhas, para que sejam classificados em termos de importância e então receber ações corretivas com o intuito de diminuir a incidência de falhas. A FMEA é um estudo sistemático e estruturado das falhas potenciais que podem ocorrer em qualquer parte de um sistema para determinar o efeito provável de cada uma sobre todas as outras peças do sistema e no provável sucesso operacional, tendo como objetivo melhoramentos no projeto, produto e desenvolvimento do processo. A FMEA tem o objetivo de identificar possíveis falhas, suas causas e efeitos e é principalmente uma análise qualitativa. A FMEA é uma técnica e identificação e análise de risco eficiente quando aplicada a sistemas ou falhas simples. 5. Estudo de Perigo e Operabilidade - HAZOP HAZOP é uma ferramenta de análise de risco que visa identificar os perigos e problemas de operabilidade na instalação de um processo. É uma sigla para Hazard Operability Studies, ou seja, Estudo de Perigo e Operabilidade. A HAZOP gera perguntas de modo estruturado e sistemático, através do uso apropriado de um conjunto de palavras- chave, aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo e 6 Segurança do Trabalho permite a avaliação das consequências ou dos efeitos dos desvios operacionais sobre o processo. A HAZOP requer uma equipe multidisciplinar de especialistas para avaliar as causas e os efeitos de possíveis desvios operacionais e pode ser aplicada para modificação de unidades de processo já em operação. A técnica HAZOP deve ser realizada por equipe multidisciplinar com conhecimento profundo do sistema/processo a ser analisado, pois se baseia em um questionamento estruturado e sistemático. 6. Técnica de Incidentes Críticos – TIC Consiste na identificação de erros e condições inseguras que contribuem para a ocorrência de acidentes com lesões reais e potenciais, na qual se utiliza uma amostra aleatória estratificada de observadores-participantes, selecionados dentro de uma população É uma técnica qualitativa, para identificar falhas e condições inseguras que podem contribuir para a ocorrência de acidentes reais ou potenciais. É um método para identificar erros e condições inseguras que contribuem para a ocorrência de acidentes com lesões reais e potenciais, com grande potencial, principalmente naquelas situações em que se deseja identificar perigos sem a utilização de técnicas mais sofisticadas e ainda, quando o tempo é restrito. A técnica tem como objetivo a detecção de incidentes críticos e o tratamento dos riscos que os mesmos representam. Para isso utiliza-se de uma equipe de entrevistados representativa dentre os principais departamentos da empresa, procurando representar as diversas operações da mesma dentro das diferentes categorias de risco. 7. Análise “What-if” O What If é uma técnica de análise geral, de cunho qualitativo e simples, que é capaz de identificar áreas de risco que passaram despercebidas anteriormente. A técnica pode ser usada em qualquer fase dos processos de trabalho e por qualquer pessoa, sendo muito útil para identificar e tratar riscos no ambiente de trabalho. Sua utilização unicamente limitada às empresas de processo. A finalidade do What-If é testar possíveis omissões em projetos, procedimentos e normas e ainda aferir comportamento, capacitação pessoal e etc. nos ambientes de trabalho, com o objetivo de proceder a identificação e tratamento de riscos. Portanto, todas as etapas do procedimento são analisadas e cria uma série de perguntas que visam identificar possíveis problemas relacionados a seu trabalho. Questões 1. (CESPE/CEBRASPE/PETROBRÁS/2024) Julgue o item a seguir, relacionado a conceitos técnicos e legais pertinentes a acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 7 Segurança do Trabalho Deve ser considerado acidente do trabalho aquele que ocorra pelo exercício do trabalho a serviço da empresa e provoque lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou comprometa, por perda ou redução, permanente ou temporária, a capacidade para o trabalho. Certo Errado COMENTÁRIOS: Lei 82132/91 Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. GABARITO: CERTO 2. (CESPE/CEBRASPE/MPE-GO/2024) Acerca de avaliação e controle de riscos profissionais, doenças profissionais e do trabalho e higiene do trabalho, julgue o item a seguir. Um processo de avaliação e controle de riscos profissionais constitui-se das etapas de identificação, análise, avaliação, tratamento, monitoramento e análise crítica dos riscos. Certo Errado COMENTÁRIOS: Um processo de avaliação e controle de riscos profissionais geralmente envolve várias etapas, incluindo: 1. Identificação dos riscos: Identificar os perigos presentes no ambiente de trabalho, incluindo substâncias químicas, condições físicas e biológicas que possam representar riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores. 2. Análise dos riscos: Analisar a natureza e a magnitude dos riscos identificados, considerando fatores como a probabilidade de ocorrência e as potenciais consequências para os trabalhadores. 3. Avaliação dos riscos: Avaliar o nível de risco associado a cada perigo identificado, determinando se os riscos estão dentro de limites aceitáveis ou se medidas adicionais são necessárias para reduzir os riscos a níveis aceitáveis. 4. Tratamento dos riscos: Desenvolver e implementar medidas de controle para mitigar ou eliminar os riscos identificados, incluindo medidas de prevenção,e Saúde no Trabalho em Altura exige que o sistema de proteção contra quedas deve ser selecionado por profissional _________ em segurança do trabalho. 75 Segurança do Trabalho Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima. a) habilitado b) qualificado c) capacitado d) graduado e) certificado COMENTÁRIOS Conforme a NR 35 no item: 35.5.2 O sistema de proteção contra quedas deve: (NR) a) ser adequado à tarefa a ser executada; (NR) b) ser selecionado de acordo com Análise de Risco, considerando, além dos riscos a que o trabalhador está exposto, os riscos adicionais; (NR) c) ser selecionado por profissional qualificado em segurança do trabalho; (NR) d) ter resistência para suportar a força máxima aplicável prevista quando de uma queda; (NR) e) atender às normas técnicas nacionais ou na sua inexistência às normas internacionais aplicáveis; (NR) f) ter todos os seus elementos compatíveis e submetidos a uma sistemática de inspeção. (NR) GABARITO: LETRA B 5. (FUNDEP/PREF. LAGOA SANTA-MG/2019) Os equipamentos e cordas devem ser inspecionados antes da utilização periodicamente e com periodicidade mínima de __________ meses. Assinale a alternativa que completa corretamente o enunciado. a) Três b) Quatro c) Seis d) Nove COMENTÁRIOS ANEXO I - ACESSO POR CORDAS 3. Equipamentos e cordas 3.3 Os equipamentos e cordas devem ser inspecionados nas seguintes situações: a) antes da sua utilização; b) periodicamente, com periodicidade mínima de seis meses. 76 Segurança do Trabalho GABARITO: LETRA C Trabalho em espaços confinados Campo de aplicação Esta Norma Regulamentadora se aplica às organizações que possuem ou realizam trabalhos em espaços confinados. Considera-se espaço confinado qualquer área ou ambiente que atenda simultaneamente aos seguintes requisitos: a) não ser projetado para ocupação humana contínua; b) possuir meios limitados de entrada e saída; e c) em que exista ou possa existir atmosfera perigosa. Considera-se atmosfera perigosa aquela em que estejam presentes uma das seguintes condições: a) deficiência ou enriquecimento de oxigênio; b) presença de contaminantes com potencial de causar danos à saúde do trabalhador; ou c) seja caracterizada como uma atmosfera explosiva. Os espaços não destinados à ocupação humana, com meios limitados de entrada e saída, utilizados para armazenagem de material com potencial para engolfar ou afogar o trabalhador são caracterizados como espaços confinados. Responsabilidades É responsabilidade da organização: a) indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento das atribuições previstas no item 33.3.2 desta NR; b) assegurar os meios e recursos para o responsável técnico cumprir as suas atribuições; c) assegurar que o gerenciamento de riscos ocupacionais contemple as medidas de prevenção para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os espaços confinados; d) providenciar a sinalização de segurança e bloqueio dos espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não autorizadas; e) providenciar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e da equipe de emergência e salvamento; f) fornecer as informações sobre os riscos e as medidas de prevenção, previstos no Programa de Gerenciamento de Riscos, da NR-01, aos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com os espaços confinados; g) garantir os equipamentos necessários para o controle de riscos previstos no Programa de Gerenciamento de Riscos; h) assegurar a disponibilidade dos serviços de emergência e salvamento, e de simulados, quando da realização de trabalhos em espaços confinados; e 77 Segurança do Trabalho i) supervisionar as atividades em espaços confinados executadas pelas organizações contratadas, observado o disposto no subitem 1.5.8.1 da NR-01, visando ao atendimento do disposto nesta NR. Compete ao responsável técnico: a) identificar e elaborar o cadastro de espaços confinados; b) adaptar o modelo da Permissão de Entrada e Trabalho - PET de modo a contemplar as peculiaridades dos espaços confinados da organização; c) elaborar os procedimentos de segurança relacionados ao espaço confinado; d) indicar os equipamentos para trabalho em espaços confinados; e) elaborar o plano de resgate; e f) coordenar a capacitação inicial e periódica dos supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e da equipe de emergência e salvamento. Compete ao supervisor de entrada: a) emitir a PET antes do início das atividades; b) executar os testes e conferir os equipamentos, antes da utilização; c) implementar os procedimentos contidos na PET; d) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para os acionar estejam operantes; e) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário; f) encerrar a PET após o término dos serviços; g) desempenhar a função de vigia, quando previsto na PET; e h) assegurar que o vigia esteja operante durante a realização dos trabalhos em espaço confinado. Compete ao vigia: a) permitir somente a entrada de trabalhadores autorizados em espaços confinados relacionados na PET; b) manter continuamente o controle do número de trabalhadores autorizados a entrar no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade; c) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato ou comunicação permanente com os trabalhadores autorizados; d) acionar a equipe de emergência e salvamento, interna ou externa, quando necessário; e) operar os movimentadores de pessoas; f) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro vigia; 78 Segurança do Trabalho g) não realizar outras tarefas durante as operações em espaços confinados; e h) comunicar ao supervisor de entrada qualquer evento não previsto ou estranho à operação de vigilância, inclusive quando da ordenação do abandono. Gerenciamento de riscos ocupacionais em espaços confinados O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais, além do previsto na NR-01, deve considerar o disposto nos subitens seguintes. A etapa de levantamento preliminar de perigos deve considerar a: a) existência ou construção de novos espaços confinados em que trabalhos possam ser realizados; b) alteração da geometria ou meios de acessos dos espaços confinados existentes; e c) utilização dos espaços confinados que implique alteração dos perigos anteriormente identificados. A organização que possuir espaço confinado deve elaborar e manter o cadastro do espaço confinado, contemplando: a) identificação do espaço confinado, podendo para esse fim, ser utilizado código ou número de rastreio; b) volume do espaço confinado; c) número de aberturas de entrada e "bocas de visita", e suas dimensões; d) formas de acesso, suas dimensões e geometria; e) condição do espaço confinado (ativo ou inativo); f) croqui do espaço confinado (com previsão de bloqueios e raquetes); e g) utilização e/ou produto armazenado e indicação dos possíveis perigos existentes antes da liberação de entrada. Medidas de prevenção em espaços confinados Devem ser adotadas medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faísca ou calor. A organização que realiza o trabalho em espaços confinados deve elaborar procedimentos de segurança que contemplem: a) preparação, emissão, cancelamento e encerramento da PET; b) requisitos para o trabalho seguro nos espaços confinados; e c) critérios para operação dos movimentadores dos trabalhadores autorizados, quando aplicável. Toda e qualquer entrada e trabalho em espaço confinado deve ser precedida da emissão da PET.A PET deve ser emitida em meio físico ou digital. 79 Segurança do Trabalho A PET emitida em meio físico deve conter 2 vias, devendo a 1ª via permanecer com o supervisor de entrada e a 2ª entregue ao vigia. A PET emitida em meio digital deve atender aos seguintes requisitos: a) estar acessível permanentemente ao vigia durante a execução da atividade; e b) ser adotado procedimento de certificação de assinatura em conformidade com o disposto na NR-01. As PETs emitidas devem ser arquivadas pelo período de 5 anos. A PET deve ser encerrada quando: a) as atividades forem completadas; b) ocorrer uma condição não prevista; c) ocorrer a saída de todos os trabalhadores do espaço confinado; ou d) houver a substituição de vigia por outro não relacionado na PET. A validade da PET deve ser limitada a uma jornada de trabalho. A validade da PET, incluindo as prorrogações, não pode exceder a 24 horas. Sinalização de segurança Deve ser mantida sinalização permanente em todos os espaços confinados, junto à entrada, conforme modelo constante do Anexo I desta NR. Avaliações atmosféricas As avaliações atmosféricas iniciais do interior do espaço confinado devem ser realizadas com o supervisor de entrada fora do espaço confinado, imediatamente antes da entrada dos trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro. O percentual de oxigênio (O2) indicado para entrada em espaços confinados é de 20,9%, sendo aceitável o percentual entre 19,5% até 23% de volume, desde que a causa da redução ou enriquecimento do O2 seja conhecida e controlada. Ventilação Antes do início da atividade em espaço confinado devem ser garantidas condições de entrada seguras, com ventilação, purga, lavagem ou inertização do espaço confinado. É proibida a ventilação com oxigênio puro. Preparação para emergências A organização deve, além do previsto na preparação para emergências estabelecida pela da NR-01, elaborar um Plano de Resgate para espaços confinados, podendo estar integrado ao plano de emergência. Documentação A organização que possui espaços confinados deve manter no estabelecimento: a) cadastro dos espaços confinados; 80 Segurança do Trabalho b) PETs emitidas; e c) inventário de riscos do trabalho em espaço confinado realizado pela contratada, quando aplicável. Capacitação A capacitação dos trabalhadores designados para trabalhos em espaços confinados deve ser feita de acordo com o estabelecido na NR-01. Os supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e equipe de emergência e salvamento devem receber capacitação inicial, periódica e eventual, com conteúdo, carga horária e periodicidade definidos no Anexo III desta NR. ANEXO I SINALIZAÇÃO OBRIGATÓRIA PARA ESPAÇO CONFINADO ANEXO III CAPACITAÇÃO: CARGA HORÁRIA, PERIODICIDADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO QUADRO I Capacitação Treinamento inicial (carga horária) Treinamento periódico (carga horária/periodicidade) Treinamento eventual Supervisor de entrada 40 horas 8 horas/anual Conforme previsto na NR-01 ou quando houver desvios na utilização de equipamentos ou nos procedimentos de entrada nos espaços confinados Vigia e trabalhador autorizado 16 horas 8 horas/anual Equipe de emergência e Conforme plano de emergência, 24 Conforme plano de emergência, 24 horas ou 32 Conforme previsto na NR-01 ou quando 81 Segurança do Trabalho salvamento horas ou 32 horas, observado o nível profissional do resgatista horas, observado o nível profissional do resgatista/bianual identificados desvios na operação de resgate ou nos simulados GLOSSÁRIO Atmosfera IPVS: Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde. Deficiência de oxigênio: atmosfera contendo menos de 20,9% de oxigênio em volume na pressão atmosférica normal, a não ser que a redução do percentual seja devidamente monitorada e controlada. Engolfamento: envolvimento e captura de uma pessoa por material particulado sólido capaz de causar a inconsciência ou morte. Enriquecimento de oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. Oxigênio puro: atmosfera contendo somente oxigênio (100%). Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores. Trabalho em espaço confinado - Questões 1. (FCM/PREF. TIMÓTEO-MG/2022) De acordo com a Norma Regulamentadora 33 (NR 33), a capacitação inicial dos trabalhadores autorizados e vigias, para trabalhos em espaços confinados, deve ter carga horária mínima, em horas, de a) oito. b) doze. c) dezesseis. d) quarenta. COMENTÁRIOS: ANEXO III CAPACITAÇÃO: CARGA HORÁRIA, PERIODICIDADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Carga horária e periodicidade 82 Segurança do Trabalho GABARITO: LETRA C 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Quanto à NR–33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, analise as afirmativas a seguir, assinalando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). ( ) Toda e qualquer entrada e trabalho em espaço confinado deve ser precedida da emissão da PET. ( ) A PET deve ser emitida somente em meio físico. ( ) A PET emitida em meio físico deve conter 2 vias, devendo a 1ª via permanecer com o supervisor de entrada e a 2ª entregue ao vigia. A sequência correta é: a) V, V, F; b) V, F, V; c) F, V, V; d) F, F, V COMENTÁRIOS: VERDADEIRO - 33.5.5 Toda e qualquer entrada e trabalho em espaço confinado deve ser precedida da emissão da PET. FALSO - 33.5.7 A PET deve ser emitida em meio físico ou digital. VERDADEIRO - 33.5.7.1 A PET emitida em meio físico deve conter 2 (duas) vias, devendo a primeira via permanecer com o supervisor de entrada e a segunda entregue ao vigia. GABARITO: LETRA B 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) O trabalho em espaços confinados apresenta vários riscos ocupacionais. Nesse tipo de trabalho, há um trabalhador denominado vigia, que possui a função de: a) encerrar a PET após o término dos serviços. b) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para os acionar estejam operantes. c) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário. 83 Segurança do Trabalho d) executar os testes e conferir os equipamentos, antes da utilização. e) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados. COMENTÁRIOS: a) ERRADA: 33.3.3 Compete ao supervisor de entrada: f) encerrar a PET após o término dos serviços; SUPERVISOR b) ERRADA: 33.3.3 Compete ao supervisor de entrada: d) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para os acionar estejam operantes; SUPERVISOR c) ERRADA: 33.3.3 Compete ao supervisor de entrada: e) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho, quando necessário; SUPERVISOR d) ERRADA: 33.3.3 permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato ou comunicação permanente com os trabalhadores autorizados; SUPERVISOR e) CORRETA: 33.3.4 Compete ao vigia: c) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato ou comunicação permanente com os trabalhadores autorizados; GABARITO: LETRA E 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) A respeito da NR 33, julgue a alternativa incorreta: A PET deve ser encerrada quando: a) as atividades forem completadas; b) ocorrer uma condição insegura; c) ocorrer a saída de todos os trabalhadores do espaço confinado; ou d) houver a substituição de vigia por outro não relacionado na PET. COMENTÁRIOS: 33.5.11 A PET deve ser encerrada quando: a) as atividades forem completadas; b) ocorrer uma condição não prevista; (condição insegura) c) ocorrer a saída de todos os trabalhadores do espaço confinado; ou d) houver a substituição de vigia por outro não relacionado na PET. GABARITO: LETRA B 9 Doenças ocupacionais 1. Conceito de Doenças Ocupacionais 84 Segurança do Trabalho ● Definição Geral: Patologias decorrentes ou relacionadas às condições detrabalho que afetam a saúde do trabalhador. ● Classificação (Conforme Art. 20, Lei nº 8.213/1991): ○ Doenças Profissionais: Causadas diretamente pelo exercício da profissão ou exposição a agentes específicos. ■ Exemplo: Silicose em trabalhadores da mineração. ○ Doenças do Trabalho: Decorrentes das condições em que o trabalho é realizado, mas não exclusivas de uma profissão. ■ Exemplo: Lesões por esforço repetitivo (LER/DORT). 2. Fundamentos Legais ● Lei nº 8.213/1991 (Art. 20): ○ Define doenças ocupacionais como equiparadas a acidente de trabalho. ● NR 7: ○ Obriga a realização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) para monitorar e prevenir doenças. ● NR 9: ○ Prevê o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), com medidas para controle dos riscos no ambiente. 3. Fatores Determinantes de Doenças Ocupacionais ● Riscos Ocupacionais: ○ Físicos: Ruído, vibração, temperaturas extremas. ○ Químicos: Exposição a substâncias tóxicas, poeiras e gases. ○ Biológicos: Contato com agentes infecciosos (vírus, bactérias). ○ Ergonômicos: Posturas inadequadas, movimentos repetitivos. ○ Psicossociais: Estresse, assédio moral, carga mental excessiva. 4. Exemplos de Doenças Ocupacionais por Risco ● Riscos Físicos: ○ Surdez ocupacional (exposição ao ruído). ○ Doença de Raynaud (vibração). ● Riscos Químicos: ○ Intoxicação por mercúrio ou solventes. ○ Asbestose (exposição ao amianto). ● Riscos Biológicos: ○ Hepatite (manipulação de materiais contaminados). ○ Dermatites infecciosas. ● Riscos Ergonômicos: ○ LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo). ○ Lombalgias crônicas. ● Riscos Psicossociais: ○ Síndrome de Burnout. ○ Transtornos de ansiedade e depressão. 5. Diagnóstico e Monitoramento 85 Segurança do Trabalho ● Exame Médico Ocupacional (NR 7): ○ Admissional: Verifica aptidão inicial do trabalhador. ○ Periódico: Avalia a saúde ao longo do contrato. ○ Demissional: Verifica condições de saúde ao final do vínculo. ● Indicadores de Saúde no Trabalho: ○ Absenteísmo. ○ Registros de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). 6. Prevenção de Doenças Ocupacionais 6.1. Prevenção Primária: ● Eliminação ou redução de riscos no ambiente. ● Implementação de EPCs (ex.: barreiras físicas). ● Educação e conscientização. 6.2. Prevenção Secundária: ● Detecção precoce por meio de exames regulares. ● Implementação de programas como o PCMSO. 6.3. Prevenção Terciária: ● Tratamento e reabilitação de trabalhadores afetados. ● Adaptação de funções conforme limitações do trabalhador. 7. Responsabilidades no Controle de Doenças Ocupacionais ● Empregador: ○ Adotar medidas de segurança e saúde no trabalho. ○ Fornecer EPCs e EPIs adequados. ○ Realizar exames médicos ocupacionais. ● Trabalhador: ○ Seguir as orientações de segurança. ○ Comunicar sinais de doenças ou desconfortos relacionados ao trabalho. ● SESST: ○ Identificar e propor medidas para controle de riscos. ○ Acompanhar a saúde dos trabalhadores. Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-S/2024) Julgue o item seguinte, relativos a conceitos e princípios de epidemiologia e vigilância em saúde de doenças ocupacionais. Trabalhadores de ocupações e atividades relacionadas aos serviços de coleta de resíduos de limpeza e conservação, serviços gerais e domésticos, veterinários, zootecnistas, 86 Segurança do Trabalho biólogos e profissionais da área do embelezamento são submetidos a risco de exposição a material biológico. Certo Errado COMENTÁRIOS: Retirado de cartilha/guia do Ministério da Saúde "Vale destacar que trabalhadores de ocupações e atividades relacionadas aos serviços de coleta de resíduos de limpeza e conservação, serviços gerais e domésticos, veterinários, zootecnistas, biólogos, profissionais da área do embelezamento, entre outros, também são vulneráveis à ocorrência de acidentes de trabalho com exposição a material biológico". GABARITO: CORRETO 2. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-S/2024) Julgue o item seguinte, relativos a conceitos e princípios de epidemiologia e vigilância em saúde de doenças ocupacionais. Fatores de risco desencadeadores de LER/DORT decorrem apenas de aspectos biomecânicos, como movimentos repetitivos sem pausas para recuperação, posturas estáticas ou inadequadas no trabalho e mobiliários inadequados. Certo Errado COMENTÁRIOS: Também chamada de DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), LTC (Lesão por Trauma Cumulativo), AMERT (Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho) ou síndrome dos movimentos repetitivos, LER é causada por mecanismos de agressão, que vão desde esforços repetidos continuadamente ou que exigem muita força na sua execução, até vibração, postura inadequada e estresse. GABARITO: CORRETO 3. (CESPE/MPE-GO/2024) Acerca de avaliação e controle de riscos profissionais, doenças profissionais e do trabalho e higiene do trabalho, julgue o item a seguir. Doença do trabalho é aquela desencadeada em função das condições em que o trabalho é realizado, enquanto doença profissional é aquela desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, e ambas são legalmente consideradas acidentes do trabalho. Certo 87 Segurança do Trabalho Errado COMENTÁRIOS: Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas: I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social; II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. GABARITO: CORRETO 10 Gerenciamento de riscos ocupacionais 1. Conceito de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais ● Definição: Processo sistemático para identificar, avaliar, controlar e monitorar os riscos ocupacionais no ambiente de trabalho, com o objetivo de prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. ● Base Legal: ○ NR 1: Estabelece o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). ○ ISO 45001: Normas internacionais de gestão de saúde e segurança no trabalho. 2. Estrutura do Gerenciamento de Riscos ● 2.1. Identificação de Riscos: ○ Fontes: Riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais. ○ Ferramentas: 1. Inspeções no local de trabalho. 2. Análise preliminar de riscos (APR). 3. Levantamento de dados históricos. ● 2.2. Avaliação de Riscos: ○ Classificação dos riscos segundo probabilidade e gravidade. ○ Métodos comuns: 1. Matriz de riscos. 2. Análise qualitativa e quantitativa. ● 2.3. Controle de Riscos: 88 Segurança do Trabalho ○ Hierarquia de Controle (NR 9): 1. Eliminação: Remoção total do risco. 2. Substituição: Troca por um risco menos perigoso. 3. Controles de Engenharia: Alteração no ambiente (ex.: barreiras). 4. Controles Administrativos: Procedimentos operacionais e treinamentos. 5. EPIs: Uso de equipamentos de proteção individual. ● 2.4. Monitoramento e Revisão: ○ Avaliação contínua para verificar a eficácia das medidas. ○ Atualização do PGR conforme mudanças nos processos ou legislação. 3. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) ● Obrigatoriedade (NR 1): Todas as empresas devem implementar o PGR. ● Componentes principais: ○ Inventário de Riscos: Identificação e avaliação de todos os perigos presentes no ambiente de trabalho. ○ Plano de Ação: Estabelecimento de medidas para controle dos riscos, com definição de prazos e responsáveis. 4. Principais Riscos Ocupacionais ● Riscos Físicos: Ruído, calor, vibrações, radiações. ● Riscos Químicos: Substâncias tóxicas, poeiras, fumos. ● Riscos Biológicos: Micro-organismos, parasitas. ● Riscos Ergonômicos: Movimentos repetitivos, posturas inadequadas. ● Riscos Psicossociais: Estresse, assédio moral, carga mental. 5. Etapas do Gerenciamento de Riscos 1. Planejamento: ○ Coleta de informações sobre os processos de trabalho. 2. Implementação:○ Aplicação das medidas de controle identificadas no plano de ação. 3. Verificação: ○ Monitoramento contínuo das condições de trabalho e efetividade das medidas. 4. Revisão: ○ Ajuste das medidas com base em novas informações ou mudanças no ambiente de trabalho. 6. Legislação e Normas Relacionadas ● NR 1: Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). ● NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) – substituído pelo PGR em alguns aspectos. ● NR 7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). ● ISO 45001: Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho. 89 Segurança do Trabalho Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) substituiu integralmente o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), não sendo mais necessário qualquer controle ou monitoramento de riscos ambientais. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Gabarito: Errado ● Comentário: Embora o PGR substitua o PPRA em algumas obrigações, ele não elimina a necessidade de controle e monitoramento dos riscos ambientais. O PGR é mais amplo e incorpora a gestão de todos os tipos de riscos ocupacionais, incluindo os riscos ambientais, mas a lógica de prevenção permanece essencial. 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A hierarquia de controle de riscos prioriza medidas de eliminação e substituição dos riscos antes da adoção de controles administrativos ou equipamentos de proteção individual (EPIs). Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Gabarito: Certo ● Comentário: De acordo com a NR 9 e a hierarquia de controle, a eliminação e a substituição de riscos são as estratégias mais eficazes para reduzir exposições. Controles administrativos e EPIs são considerados medidas menos eficazes, a serem utilizadas apenas quando outras opções não são viáveis. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) No gerenciamento de riscos ocupacionais, o inventário de riscos é opcional para empresas de pequeno porte, desde que não possuam riscos graves associados às suas atividades. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Gabarito: Errado 90 Segurança do Trabalho ● Comentário: O inventário de riscos é obrigatório para todas as empresas, independentemente do porte, conforme previsto na NR 1. O que pode variar são os procedimentos específicos de gestão em função da complexidade e do grau de risco da atividade. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O monitoramento contínuo e a revisão das medidas de controle são etapas fundamentais do gerenciamento de riscos ocupacionais, visando garantir a sua eficácia ao longo do tempo. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Gabarito: Certo ● Comentário: O monitoramento e a revisão são etapas essenciais do gerenciamento de riscos ocupacionais, conforme a NR 1, para assegurar que as medidas implementadas continuem eficazes e sejam ajustadas conforme necessário. 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) As auditorias internas para verificar a conformidade com o PGR são obrigatórias apenas em empresas que possuem mais de 50 funcionários e desempenham atividades de risco grave. Certo Errado COMENTÁRIOS: ● Gabarito: Errado ● Comentário: As auditorias internas ou avaliações de conformidade do PGR são recomendadas para todas as empresas, independentemente do porte ou risco, como parte do monitoramento contínuo. No entanto, a frequência e os requisitos específicos podem variar conforme o tipo de atividade e legislação aplicável 11 Inspeção de rotina do local de trabalho 1. Conceito de Inspeção de Rotina ● Definição: Processo sistemático de avaliação do ambiente de trabalho, com o objetivo de identificar, registrar e corrigir potenciais riscos à segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores. ● Frequência: Regular e planejada, conforme o nível de risco da atividade. 91 Segurança do Trabalho ● Base legal: ○ NR 1 (PGR): Programa de Gerenciamento de Riscos. ○ NR 9: Identificação e controle de riscos ambientais. 2. Objetivos das Inspeções de Rotina 1. Identificar perigos e riscos ocupacionais. 2. Garantir conformidade com normas de segurança e saúde no trabalho. 3. Prevenir acidentes e doenças ocupacionais. 4. Avaliar a eficácia de medidas de controle já implementadas. 5. Propor melhorias contínuas no ambiente de trabalho. 3. Etapas da Inspeção de Rotina ● 3.1. Planejamento: ○ Definição dos locais e setores a serem inspecionados. ○ Seleção dos responsáveis pela inspeção (técnicos, CIPA, gestores). ○ Consulta a documentos anteriores (relatórios, checklists). ● 3.2. Execução: ○ Observação direta do ambiente e das atividades realizadas. ○ Aplicação de checklists baseados nas NRs aplicáveis. ○ Interação com trabalhadores para identificar problemas não visíveis. ● 3.3. Registro: ○ Documentação detalhada dos achados, incluindo descrição dos problemas e evidências fotográficas, se necessário. ○ Classificação dos riscos quanto à gravidade e urgência. ● 3.4. Ação Corretiva: ○ Proposição de medidas corretivas e preventivas. ○ Priorização das ações com base na gravidade dos riscos. ● 3.5. Monitoramento: ○ Revisão contínua das condições do ambiente após as correções. ○ Comparação com inspeções anteriores para avaliar melhorias. 4. Ferramentas e Métodos Utilizados ● Checklists Personalizados: Baseados em normas regulamentadoras aplicáveis (NR 1, NR 6, NR 9, entre outras). ● Mapas de Risco: Visualização gráfica de riscos no ambiente de trabalho. ● Entrevistas e Diálogos com Trabalhadores: Identificação de riscos ergonômicos ou psicossociais. ● Relatórios Técnicos: Registro formal para ações futuras. 5. Principais tipos de Inspeção 5.1 Inspeção de Rotina ○ Descrição: Realizada regularmente para monitorar as condições do ambiente de trabalho e a conformidade com as normas. ○ Objetivo: Identificar e corrigir problemas cotidianos antes que se agravem. 92 Segurança do Trabalho ○ Exemplo: Verificação diária de equipamentos de proteção coletiva e individual. 5.2 Inspeção Periódica ○ Descrição: Planejada com frequência definida, geralmente mensal, trimestral ou anual. ○ Objetivo: Avaliar a eficácia das medidas preventivas implementadas e garantir que padrões de segurança sejam mantidos. ○ Exemplo: Revisão da integridade de máquinas e equipamentos. 5.3 Inspeção Eventual (ou Especial) ○ Descrição: Realizada em situações específicas, como após acidentes, mudanças no layout ou introdução de novos processos. ○ Objetivo: Identificar causas de incidentes ou adaptar o ambiente às novas condições. ○ Exemplo: Inspeção após um incêndio ou explosão. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A inspeção de rotina no local de trabalho é realizada apenas em situações específicas, como após a ocorrência de um acidente ou a introdução de novos equipamentos. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. A inspeção de rotina é realizada de forma regular e contínua, com o objetivo de monitorar as condições gerais do ambiente de trabalho e identificar riscos cotidianos. Inspeções em situações específicas, como após acidentes ou mudanças no local, são classificadas como inspeções eventuais ou especiais. A inspeção de rotina não está limitada a eventos específicos, mas ocorre independentemente de alterações ou incidentes no local de trabalho. 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A inspeção legal é uma obrigação da empresa para garantir conformidade com as normas regulamentadoras e outras legislações de segurança e saúde no trabalho. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. 93 Segurança do Trabalho A inspeção legal é fundamental para assegurar que a empresa esteja em conformidade com as normas regulamentadoras (NRs) e demais legislações aplicáveis. Além de prevenir acidentes, sua realização regular evita penalidades por descumprimento das obrigações legais e reforça a segurança no ambiente de trabalho. É um tipo de inspeção que prioriza a conformidade normativa, sendo indispensável para atender às exigências legais. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) As inspeções de emergência são realizadas com o objetivo de prevenir acidentes por meio da análise periódica de máquinas, equipamentos e processos de trabalho. ( ) Certo ( ) ErradoComentário: Resposta: Errado. As inspeções de emergência são realizadas em resposta a uma condição perigosa ou a um incidente que já ocorreu, com o objetivo de tomar medidas corretivas imediatas para mitigar riscos iminentes. Inspeções periódicas, por outro lado, são planejadas e realizadas regularmente para prevenir acidentes e avaliar a conformidade dos equipamentos e processos. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A inspeção ergonômica visa avaliar fatores relacionados à postura, ao mobiliário e às condições de trabalho, prevenindo problemas musculoesqueléticos e promovendo o bem-estar do trabalhador. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. A inspeção ergonômica tem como foco identificar condições que possam afetar o conforto e a saúde dos trabalhadores, principalmente questões relacionadas à ergonomia física, conforme previsto na NR 17. Essa avaliação é essencial para prevenir doenças ocupacionais e melhorar o desempenho e o bem-estar no ambiente de trabalho. 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2024)A inspeção de campo consiste exclusivamente em análises documentais relacionadas à segurança e saúde do trabalho, como fichas de dados de segurança e registros de treinamento. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. A inspeção de campo é realizada diretamente no local de trabalho, observando práticas operacionais, condições do ambiente e o uso de equipamentos de segurança. Embora a análise documental seja importante, ela não caracteriza a inspeção de campo, que prioriza a observação prática e real do ambiente e das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores. 94 Segurança do Trabalho 12 Metodologias relacionadas com a prevenção de acidentes 1. Conceitos Gerais ● Prevenção de Acidentes: Conjunto de ações destinadas a eliminar ou reduzir os riscos presentes no ambiente de trabalho. ● Metodologias: Ferramentas e técnicas que permitem identificar, analisar, controlar e mitigar os riscos ocupacionais. 2. Principais Metodologias 2.1. Análise Preliminar de Riscos (APR) ● Objetivo: Identificar riscos potenciais antes do início das atividades. ● Características: ○ Proativa. ○ Baseada em listas de verificação e análises qualitativas. ● Exemplo: Análise de tarefas para instalação de máquinas. 2.2. Hazard and Operability Study (HAZOP) ● Objetivo: Identificar desvios em processos e avaliar suas consequências. ● Características: ○ Focado em indústrias com processos químicos. ○ Baseado em palavras-guia (ex.: mais, menos, nenhuma). ● Exemplo: Análise de desvios em reações químicas perigosas. 2.3. Técnica de Análise de Modos e Efeitos de Falha (FMEA) ● Objetivo: Identificar falhas potenciais em sistemas ou equipamentos. ● Características: ○ Avaliação de falhas potenciais e seus impactos. ○ Prioriza ações corretivas para as falhas mais críticas. ● Exemplo: Inspeção de componentes de um maquinário. 2.4. Análise de Árvore de Falhas (AAF) ● Objetivo: Determinar causas de eventos indesejáveis a partir de uma abordagem sistêmica. ● Características: ○ Utiliza diagramas em forma de árvore. ○ Focado na identificação de falhas-raiz. ● Exemplo: Investigação de falhas em sistemas elétricos. 2.5. Análise de Árvore de Eventos (AAE) 95 Segurança do Trabalho ● Objetivo: Avaliar as consequências potenciais de um evento inicial adverso. ● Características: ○ Diagramas baseados em cenários.. ● Exemplo: Simulação de respostas a incêndios. 2.6. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) ● Objetivo: Antecipar, reconhecer, avaliar e controlar riscos ambientais. ● Características: ○ Regulamentado pela NR 9. ○ Baseado em avaliações periódicas do ambiente. ● Exemplo: Monitoramento de exposição a agentes químicos. 2.7. Permissão de Trabalho (PT) ● Objetivo: Garantir que atividades críticas sejam realizadas com segurança. ● Características: ○ Documento que autoriza a execução de tarefas de risco. ○ Inclui orientações específicas para cada atividade. ● Exemplo: Manutenção em espaços confinados. 2.8. Safety Walks (Caminhadas de Segurança) ● Objetivo: Identificar riscos in loco e engajar trabalhadores na segurança. ● Características: ○ Observações diretas no ambiente de trabalho. ○ Envolvimento de gestores e técnicos. ● Exemplo: Verificação do uso de EPIs em campo. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A Análise Preliminar de Riscos (APR) é utilizada principalmente após a ocorrência de acidentes, com o objetivo de identificar as causas do evento e propor medidas corretivas. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. A APR é uma metodologia preventiva, aplicada antes do início de uma atividade ou processo, para identificar e avaliar riscos potenciais e propor medidas de controle. Não é usada para investigar acidentes ocorridos, mas para evitá-los. 96 Segurança do Trabalho 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) tem como objetivo principal antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos ambientais, conforme estabelecido pela NR 9. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. O PPRA, regulamentado pela NR 9, busca proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores por meio da gestão dos riscos ambientais, como agentes físicos, químicos e biológicos presentes no ambiente de trabalho. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A técnica HAZOP (Hazard and Operability Study) utiliza palavras-guia para identificar falhas em sistemas complexos e avaliar possíveis consequências, sendo amplamente aplicada em processos industriais. ( ) Certo ( ) Errado Resposta: Certo. O HAZOP é uma técnica estruturada que utiliza palavras-guia para identificar e analisar desvios em processos industriais. Seu uso é comum em indústrias químicas e petroquímicas para prevenir acidentes e otimizar a segurança operacional. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A Análise de Árvore de Falhas (AAF) é utilizada para avaliar os cenários resultantes de eventos iniciais adversos, mapeando as possíveis consequências e seus impactos. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. A AAE é utilizada para identificar as causas de um evento indesejado, construindo um diagrama que mapeia as falhas-raiz que levaram à ocorrência. A análise de cenários e consequências é característica da Análise de Árvore de Eventos (AAE). 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A Permissão de Trabalho (PT) é um documento que autoriza a execução de atividades de risco, como manutenção em espaços confinados, e especifica medidas de segurança a serem seguidas. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. A Permissão de Trabalho é um instrumento de controle que garante que atividades perigosas sejam realizadas com segurança, especificando os riscos envolvidos e as 97 Segurança do Trabalho medidas de proteção necessárias. É especialmente utilizada em atividades críticas, como trabalhos em altura ou em espaços confinados. 13 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e Serviço Especializad Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) DO OBJETIVO Esta norma regulamentadora - NR estabelece os parâmetros e os requisitos da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA tendo por objetivo a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e promoção da saúde do trabalhador. Campo de aplicação As organizações e os órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, devem constituir e manter CIPA. Atribuições A CIPA tem por atribuição: a) acompanhar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos bem como a adoção de medidas de prevenção implementadas pela organização; b) registrar a percepção dos riscos dos trabalhadores, em conformidade com o subitem 1.5.3.3 da NR-01, por meio do mapa de risco ou outra técnica ou ferramentaapropriada à sua escolha, sem ordem de preferência, com assessoria do Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, onde houver; c) verificar os ambientes e as condições de trabalho visando identificar situações que possam trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; d) elaborar e acompanhar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho; e) participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à segurança e saúde no trabalho; f) acompanhar a análise dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos da NR-1 e propor, quando for o caso, medidas para a solução dos problemas identificados; g) requisitar à organização as informações sobre questões relacionadas à segurança e saúde dos trabalhadores, incluindo as Comunicações de Acidente de Trabalho - CAT emitidas pela organização, resguardados o sigilo médico e as informações pessoais; 98 Segurança do Trabalho h) propor ao SESMT, quando houver, ou à organização, a análise das condições ou situações de trabalho nas quais considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores e, se for o caso, a interrupção das atividades até a adoção das medidas corretivas e de controle; e i) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, conforme programação definida pela CIPA. j) incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho nas suas atividades e práticas. Cabe à organização: a) proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes no plano de trabalho; b) permitir a colaboração dos trabalhadores nas ações da CIPA; e c) fornecer à CIPA, quando requisitadas, as informações relacionadas às suas atribuições. Cabe aos trabalhadores indicar à CIPA, ao SESMT e à organização situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho. Constituição e estruturação A CIPA será constituída por estabelecimento e composta de representantes da organização e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as disposições para setores econômicos específicos. A CIPA das organizações que operem em regime sazonal devem ser dimensionadas tomando-se por base a média aritmética do número de trabalhadores do ano civil anterior e obedecido o Quadro I desta NR. Os representantes da organização na CIPA, titulares e suplentes, serão por ela designados. Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados. A organização designará dentre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes eleitos dos empregados escolherão dentre os titulares o vice-presidente. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 ano, permitida 1 reeleição. Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no 1º dia útil após o término do mandato anterior. A organização deve fornecer cópias das atas de eleição e posse aos membros titulares e suplentes da CIPA. A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser desativada pela organização, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. 99 Segurança do Trabalho É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA desde o registro de sua candidatura até 1 ano após o final de seu mandato. O término do contrato de trabalho por prazo determinado não caracteriza dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA. O microempreendedor individual - MEI está dispensado de nomear o representante da NR-05. A nomeação de empregado como representante da NR-05 e sua forma de atuação devem ser formalizadas anualmente pela organização. Processo eleitoral Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 60 dias antes do término do mandato em curso. O processo eleitoral deve observar as seguintes condições: a) publicação e divulgação de edital de convocação da eleição e abertura de prazos para inscrição de candidatos, em locais de fácil acesso e visualização, podendo ser em meio físico ou eletrônico; b) inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de 15 dias corridos; c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante em meio físico ou eletrônico; d) garantia de emprego até a eleição para todos os empregados inscritos; e) publicação e divulgação da relação dos empregados inscritos, em locais de fácil acesso e visualização, podendo ser em meio físico ou eletrônico; f) realização da eleição no prazo mínimo de 30 dias antes do término do mandato da CIPA, quando houver; g) realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados do estabelecimento; h) voto secreto; i) apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante da organização e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral, facultado o acompanhamento dos candidatos; e j) organização da eleição por meio de processo que garanta tanto a segurança do sistema como a confidencialidade e a precisão do registro dos votos. Havendo participação inferior a 50% dos empregados na votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá prorrogar o período de votação para o dia subsequente, computando-se os votos já registrados no dia anterior, a qual será considerada válida com a participação de, no mínimo, 1/3 dos empregados. 100 Segurança do Trabalho As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas na unidade descentralizada de inspeção do trabalho, até 30 dias após a data da divulgação do resultado da eleição da CIPA. Em caso de anulação somente da votação, a organização convocará nova votação no prazo de 10 dias, a contar da data de ciência, garantidas as inscrições anteriores. Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento. Funcionamento A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido. A critério da CIPA, nas Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP, graus de risco 1 e 2, as reuniões poderão ser bimestrais. As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes. O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de 4 reuniões ordinárias sem justificativa. Os prazos da eleição extraordinária serão reduzidos à metade dos prazos previstos no processo eleitoral desta NR. No caso de afastamento definitivo do presidente, a organização indicará o substituto, em 2 dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA. No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em 2 dias úteis. O treinamento de membro eleito em processo extraordinário deve ser realizado no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da data da posse. As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso. Treinamento A organização deve promover treinamento para o representante nomeado da NR-5 e para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse. O treinamento de CIPA em 1º mandato será realizado no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da data da posse. O treinamento realizado há menos de 2 anoscontados da conclusão do curso pode ser aproveitado na mesma organização, observado o estabelecido na NR-1. O treinamento deve ter carga horária mínima de: a) 8 horas para estabelecimentos de grau de risco 1; b) 12 horas para estabelecimentos de grau de risco 2; c) 16 horas para estabelecimentos de grau de risco 3; e d) 20 horas para estabelecimentos de grau de risco 4. A carga horária do treinamento deve ser distribuída em no máximo 8 horas diárias. 101 Segurança do Trabalho Para a modalidade presencial deve ser observada a seguinte carga horária mínima do treinamento: a) 4 horas para estabelecimentos de grau de risco 2; e b) 8 horas para estabelecimentos de grau de risco 3 e 4. Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-S/2024) Julgue o item a seguir à luz das normas regulamentadoras (NRs) em saúde e segurança do trabalho. As organizações obrigadas a constituir CIPA devem adotar medidas de prevenção e combate ao assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do trabalho. Certo Errado COMENTÁRIOS: 5.7 Treinamento 5.7.1 A organização deve promover treinamento para o representante nomeado da NR-5 e para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse. 5.7.2 O treinamento deve contemplar, no mínimo, os seguintes itens: h) prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho. GABARITO: CERTO 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Em relação às atribuições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), assinale a alternativa incorreta: a) acompanhar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos bem como a adoção de medidas de prevenção implementadas pela organização; b) verificar os ambientes e as condições de trabalho visando identificar situações que possam trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; 102 Segurança do Trabalho c) elaborar e acompanhar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho; d) promover, semestralmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, conforme programação definida pela CIPA. COMENTÁRIOS Atribuições A CIPA tem por atribuição: a) CORRETA - acompanhar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos bem como a adoção de medidas de prevenção implementadas pela organização; b) CORRETA - verificar os ambientes e as condições de trabalho visando identificar situações que possam trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; c) CORRETA - elaborar e acompanhar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho; d) ERRADA - promover, semestralmente (anualmente), em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, conforme programação definida pela CIPA. GABARITO: LETRA D 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Quanto a constituição e estruturação da CIPA, julgue os itens: I. Os representantes da organização na CIPA, titulares e suplentes, serão por ela designados. II. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 2 anos, permitida 1 reeleição. III. Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no 2º dia útil após o término do mandato anterior. Está correto o que se afirma em: a) I, somente b) II, somente c) III, somente d) I e III, somente COMENTÁRIOS: Vamos analisar cada item: I. CORRETO - Os representantes da organização na CIPA, titulares e suplentes, serão por ela designados. II. ERRADO - O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 2 anos (1 ano), permitida 1 reeleição. 103 Segurança do Trabalho III. ERRADO - Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no 2º (1º) dia útil após o término do mandato anterior. Portanto, somente o item I está correto. GABARITO: LETRA A 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Quanto ao funcionamento da CIPA, julgue os itens: I. A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido; II. A critério da CIPA, nas Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP, graus de risco 1 e 2, as reuniões poderão ser bimestrais; III. Nas reuniões da CIPA é facultada a assinatura de ata pelos presentes. Está correto o que se afirma em: a) I, somente b) II, somente c) I e II, somente d) I e III, somente COMENTÁRIOS: Vamos analisar cada item: I. CORRETO - A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido; II. CORRETO - A critério da CIPA, nas Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP, graus de risco 1 e 2, as reuniões poderão ser bimestrais; III. ERRADO - As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes. (ou seja, não é facultada a assinatura de ata, mas sim obrigatório). Assim, somente o item I e II estão corretos. GABARITO: LETRA C Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) Objetivo Esta Norma estabelece os parâmetros e os requisitos para constituição e manutenção dos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador. Campo de aplicação 104 Segurança do Trabalho As organizações e os órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, que possuam empregados regidos pela - Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, devem constituir e manter os SESMT, no local de trabalho, nos termos definidos nesta NR. Competência, composição e funcionamento Compete aos SESMT: a) elaborar ou participar da elaboração do inventário de riscos; b) acompanhar a implementação do plano de ação do Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR; c) implementar medidas de prevenção de acordo com a classificação de risco do PGR e na ordem de prioridade estabelecida na Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais; d) elaborar plano de trabalho e monitorar metas, indicadores e resultados de segurança e saúde no trabalho; e) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela organização; f) manter permanente interação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando existente; g) promover a realização de atividades de orientação, informação e conscientização dos trabalhadores para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; h) propor, imediatamente, a interrupção das atividades e a adoção de medidas corretivas e/ou de controle quando constatar condições ou situações de trabalho que estejam associadas a grave e iminente risco para a segurança ou a saúde dos trabalhadores; i) conduzir ou acompanhar as investigações dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, em conformidade com o previsto no PGR; j) compartilhar informações relevantes para a prevenção de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho com outros SESMT de uma mesma organização, assim como a CIPA, quando por esta solicitado; e k) acompanhar e participar nas ações do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, nos termos da Norma Regulamentadora nº 07 (NR-07). O SESMT deve ser composto por médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, técnico de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho e auxiliar/técnico em enfermagem do trabalho, obedecido o Anexo II. Os profissionais integrantes do SESMT devem possuir formação e registro profissional em conformidade com o disposto na regulamentação da profissão e nos instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, quando existente. O SESMT deve ser coordenado por um dos profissionais integrantes deste serviço. O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar/técnico de enfermagem do trabalho devem dedicar 44 horas por semana para as atividades do SESMT, de acordo com o 105 Segurança do Trabalho estabelecido no Anexo II, observadas as disposições,inclusive relativas à duração do trabalho, de legislação pertinente, de acordo ou de convenção coletiva de trabalho. O engenheiro de segurança do trabalho, o médico do trabalho e o enfermeiro do trabalho devem dedicar, no mínimo, 15 horas (tempo parcial) ou 30 horas (tempo integral) por semana, para as atividades do SESMT, de acordo com o estabelecido no Anexo II, respeitada a legislação pertinente em vigor, durante o horário de expediente do estabelecimento. Aos profissionais do SESMT é vedado o exercício de atividades que não façam parte das atribuições previstas no item 4.3.1 desta NR e em outras NR, durante o horário de atuação neste serviço. Modalidades O SESMT deve ser constituído nas modalidades individual, regionalizado ou estadual. Os trabalhadores assistidos pelo SESMT compartilhado não integram a base de cálculo para dimensionamento de outras modalidades de SESMT. Dimensionamento O dimensionamento do SESMT vincula-se ao número de empregados da organização e ao maior grau de risco entre a atividade econômica principal e atividade econômica preponderante no estabelecimento, nos termos dos Anexos I e II, observadas as exceções previstas nesta NR. Para estabelecimentos graus de risco 1 e 2 de Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP, deve ser considerado o somatório da metade do número de trabalhadores desses estabelecimentos. Para fins de dimensionamento, os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1.000 trabalhadores e situados na mesma unidade da federação não são considerados como estabelecimentos, mas como integrantes da empresa de engenharia principal responsável, a quem cabe organizar os SESMT. Para fins de aplicação do item 4.5.4: a) os engenheiros de segurança do trabalho, os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho podem ficar centralizados; e b) o dimensionamento para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares/técnicos de enfermagem do trabalho deve ser feito por canteiro de obra ou frente de trabalho, conforme o Anexo II. Registro A organização deve registrar os SESMT de que trata esta NR por meio de sistema eletrônico disponível no portal gov.br. ANEXO I 106 Segurança do Trabalho RELAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS - CNAE (VERSÃO 2.0), COM CORRESPONDENTE GRAU DE RISCO - GR ANEXO I - RESUMO Códigos Denominação GR A AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQÜICULTURA 01 AGRICULTURA, PECUÁRIA E SERVIÇOS RELACIONADOS 01.11-3 Cultivo de cereais 3 02 PRODUÇÃO FLORESTAL 02.10-1 Produção florestal - florestas plantadas 3 03 PESCA E AQUICULTURA 03.11-6 Pesca em água salgada 3 B INDÚSTRIAS EXTRATIVAS 0.60 Extração de petróleo e gás natural 4 07 EXTRAÇÃO DE MINERAIS METÁLICOS 07.10-3 Extração de minério de ferro 4 C INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO 10 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS 10.13-9 Fabricação de produtos de carne 3 11 FABRICAÇÃO DE BEBIDAS 11.11-9 Fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas 3 13 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS TÊXTEIS 13.11-1 Preparação e fiação de fibras de algodão 3 14 CONFECÇÃO DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS 14.12-6 Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 2 15 PREPARAÇÃO DE COUROS E FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS PARA VIAGEM E CALÇADOS 15.31-9 Fabricação de calçados de couro 3 16 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MADEIRA 16.21-8 Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada 3 107 Segurança do Trabalho 17 FABRICAÇÃO DE CELULOSE, PAPEL E PRODUTOS DE PAPEL 17.10-9 Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel 3 17.41-9 Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 2 18 IMPRESSÃO E REPRODUÇÃO DE GRAVAÇÕES 18.11-3 Impressão de jornais, livros, revistas e outras publicações periódicas 3 19 FABRICAÇÃO DE COQUE, DE PRODUTOS DERIVADOS DO PETRÓLEO E DE BIOCOMBUSTÍVEIS 19.21-7 Fabricação de produtos do refino de petróleo 3 20 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS 20.11-8 Fabricação de cloro e álcalis 3 20.92-4 Fabricação de explosivos 4 23 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MINERAIS NÃO METÁLICOS 23.19-2 Fabricação de artigos de vidro 3 23.20-6 Fabricação de cimento 4 23.92-3 Fabricação de cal e gesso 4 24 METALURGIA 24.11-3 Produção de ferro-gusa 4 25 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE METAL, EXCETO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 25.11-0 Fabricação de estruturas metálicas 4 25.12-8 Fabricação de esquadrias de metal 3 26 FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA, PRODUTOS ELETRÔNICOS E ÓPTICOS 26.10-8 Fabricação de componentes eletrônicos 3 FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELÉTRICOS 27.10-4 Fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos 3 28 FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 28.11-9 Fabricação de motores e turbinas, exceto para aviões e veículos rodoviários 3 29 FABRICAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS 29.10-7 Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários 3 30 FABRICAÇÃO DE OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE, EXCETO VEÍCULOS AUTOMOTORES 108 Segurança do Trabalho 30.11-3 Construção de embarcações e estruturas flutuantes 3 31 FABRICAÇÃO DE MÓVEIS 31.01-2 Fabricação de móveis com predominância de madeira 3 32 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DIVERSOS 32.12-4 Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes 3 33 MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO E INSTALAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 33.11-2 Manutenção e reparação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos 3 D ELETRICIDADE E GÁS 35 ELETRICIDADE, GÁS E OUTRAS UTILIDADES 35.11-5 Geração de energia elétrica 3 E ÁGUA, ESGOTO, ATIVIDADES DE GESTÃO DE RESÍDUOS E DESCONTAMINAÇÃO 36 CAPTAÇÃO, TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA 36.00-6 Captação, tratamento e distribuição de água 3 37 ESGOTO E ATIVIDADES RELACIONADAS 37.02-9 Atividades relacionadas a esgoto, exceto a gestão de redes 3 38 COLETA, TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS; RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS 38.12-2 Coleta de resíduos perigosos 3 39 DESCONTAMINAÇÃO E OUTROS SERVIÇOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS 39.00-5 Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos 3 F CONSTRUÇÃO 41 CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS 41.20-4 Construção de edifícios 3 42 OBRAS DE INFRAESTRUTURA 42.11-1 Construção de rodovias e ferrovias 4 42.13-8 Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 3 43 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS PARA CONSTRUÇÃO 43.11-8 Demolição e preparação de canteiros de obras 4 43.13-4 Obras de terraplenagem 3 43.21-5 Instalações elétricas 3 109 Segurança do Trabalho G COMÉRCIO; REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS 45 COMÉRCIO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS 45.20-0 Manutenção e reparação de veículos automotores 3 46 COMÉRCIO POR ATACADO, EXCETO VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS 46.11-7 Representantes comerciais e agentes do comércio de matérias-primas agrícolas e animais vivos 2 46.51-6 Comércio atacadista de computadores, periféricos e suprimentos de informática 3 47 COMÉRCIO VAREJISTA 47.11-3 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados 2 H TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO 49 TRANSPORTE TERRESTRE 49.21-3 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal e em região metropolitana 3 50 TRANSPORTE AQUAVIÁRIO 50.12-2 Transporte marítimo de longo curso 3 51 TRANSPORTE AÉREO 51.11-1 Transporte aéreo de passageiros regular 3 52 ARMAZENAMENTO E ATIVIDADES AUXILIARES DOS TRANSPORTES 52.12-5 Carga e descarga 3 53 CORREIO E OUTRAS ATIVIDADES DE ENTREGA 53.10-5 Atividades de Correio 2 I ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO 55 ALOJAMENTO 55.10-8 Hotéis e similares 2 56 ALIMENTAÇÃO 56.11-2 Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas 2 J INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 58 EDIÇÃO E EDIÇÃO INTEGRADA À IMPRESSÃO 58.12-3 Edição de jornais 3 59 ATIVIDADES CINEMATOGRÁFICAS, PRODUÇÃO DE VÍDEOS E DE PROGRAMAS DE TELEVISÃO; GRAVAÇÃO DE SOM E EDIÇÃO DE MÚSICA 110 Segurançado Trabalho 59.11-1 Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão 2 60 ATIVIDADES DE RÁDIO E DE TELEVISÃO 60.10-1 Atividades de rádio 2 61 TELECOMUNICAÇÕES 61.10-8 Telecomunicações por fio 2 62 ATIVIDADES DOS SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 62.01-5 Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 2 63 ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO 63.11-9 Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet 2 K ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS 64 ATIVIDADES DE SERVIÇOS FINANCEIROS 64.21-2 Bancos comerciais 1 65 SEGUROS, RESSEGUROS, PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E PLANOS DE SAÚDE 65.11-1 Seguros de vida 1 66 ATIVIDADES AUXILIARES DOS SERVIÇOS FINANCEIROS, SEGUROS, PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E PLANOS DE SAÚDE 66.12-6 Atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias 1 L ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS 68 ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS 68.21-8 Intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis 1 M ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CIENTÍFICAS E TÉCNICAS 69 ATIVIDADES JURÍDICAS, DE CONTABILIDADE E DE AUDITORIA 69.20-6 Atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária 1 70 ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS E DE CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL 70.20-4 Atividades de consultoria em gestão empresarial 1 71 SERVIÇOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA; TESTES E ANÁLISES TÉCNICAS 71.12-0 Serviços de engenharia 2 72 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO 72.12-0 Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 2 111 Segurança do Trabalho 73 PUBLICIDADE E PESQUISA DE MERCADO 73.11-4 Agências de publicidade 1 74 OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CIENTÍFICAS E TÉCNICAS 74.20-0 Atividades fotográficas e similares 2 75 ATIVIDADES VETERINÁRIAS 75.00-1 Atividades veterinárias 3 N ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES 77 ALUGUÉIS NÃO-IMOBILIÁRIOS E GESTÃO DE ATIVOS INTANGÍVEIS NÃO- FINANCEIROS 77.11-0 Locação de automóveis sem condutor 1 78 SELEÇÃO, AGENCIAMENTO E LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA 78.10-8 Seleção e agenciamento de mão de obra 1 79 AGÊNCIAS DE VIAGENS, OPERADORES TURÍSTICOS E SERVIÇOS DE RESERVAS 79.11-2 Agências de viagens 1 80 ATIVIDADES DE VIGILÂNCIA, SEGURANÇA E INVESTIGAÇÃO 80.11-1 Atividades de vigilância e segurança privada 3 81 SERVIÇOS PARA EDIFÍCIOS E ATIVIDADES PAISAGÍSTICAS 81.11-7 Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 2 81.21-4 Limpeza em prédios e em domicílios 3 82 SERVIÇOS DE ESCRITÓRIO, DE APOIO ADMINISTRATIVO E OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS ÀS EMPRESAS 82.11-3 Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 1 82.19-9 Fotocópias, preparação de documentos e outros serviços especializados de apoio administrativo 2 O ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL 84 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL 84.11-6 Administração pública em geral 1 P EDUCAÇÃO 85 EDUCAÇÃO 85.32-5 Educação superior - graduação e pós-graduação 2 Q SAÚDE HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS 112 Segurança do Trabalho 86 ATIVIDADES DE ATENÇÃO À SAÚDE HUMANA 86.10-1 Atividades de atendimento hospitalar 3 87 ATIVIDADES DE ATENÇÃO À SAÚDE HUMANA INTEGRADAS COM ASSISTÊNCIA SOCIAL, PRESTADAS EM RESIDÊNCIAS COLETIVAS E PARTICULARES 87.11-5 Atividades de assistência a idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes prestadas em residências coletivas e particulares 1 88 SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM ALOJAMENTO 88.00-6 Serviços de assistência social sem alojamento 1 R ARTES, CULTURA, ESPORTE E RECREAÇÃO 90 ATIVIDADES ARTÍSTICAS, CRIATIVAS E DE ESPETÁCULOS 90.01-9 Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares 2 91 ATIVIDADES LIGADAS AO PATRIMÔNIO CULTURAL E AMBIENTAL 91.01-5 Atividades de bibliotecas e arquivos 2 92 ATIVIDADES DE EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE AZAR E APOSTAS 92.00-3 Atividades de exploração de jogos de azar e apostas 1 93 ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE RECREAÇÃO E LAZER 93.12-3 Clubes sociais, esportivos e similares 2 S OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS 94 ATIVIDADES DE ORGANIZAÇÕES ASSOCIATIVAS 94.11-1 Atividades de organizações associativas patronais e empresariais 1 95 REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO E DE OBJETOS PESSOAIS E DOMÉSTICOS 95.11-8 Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos 3 96 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS 96.02-5 Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza 2 T SERVIÇOS DOMÉSTICOS 97 SERVIÇOS DOMÉSTICOS 97.00-5 Serviços domésticos 2 ANEXO II Dimensionamento do SESMT 113 Segurança do Trabalho Nº de Trabalhadores no estabelecimento Grau de risco Profissionais 50 a 100 101 a 250 251 a 500 501 a 1.000 1.001 a 2.000 2.001 a 3.500 3.501 a 5.000 Acima de 5.000 Para cada grupo De 4.000 ou fração acima 2.000* 1 Técnico seg. Trabalho 1 1 1 2 1 Engenheiro Seg. Trabalho 1* 1 1* Aux./Tec. Enferm. do Trabalho 1*** 1 1 Enfermeiro do Trabalho 1* Médico do Trabalho 1* 1* 1 1* 2 Técnico seg. Trabalho 1 1 2 5 1 Engenheiro Seg. Trabalho 1* 1 1 1* Aux./Tec. Enferm. do Trabalho 1*** 1*** 1 1 Enfermeiro do Trabalho 1 Médico do Trabalho 1* 1 1 1 3 Técnico seg. Trabalho 1 2 3 4 6 8 3 Engenheiro Seg. Trabalho 1* 1 1 2 1 Aux./Tec. Enferm. do Trabalho 1*** 1 1 1 Enfermeiro do Trabalho 1 1 Médico do Trabalho 1* 1 1 2 1 4 Técnico seg. Trabalho 1 2 3 4 5 8 10 3 Engenheiro Seg. Trabalho 1* 1* 1 1 2 3 1 Aux./Tec. Enferm. do Trabalho 1*** 1*** 1 1 1 Enfermeiro do Trabalho 1 1 Médico do Trabalho 1* 1* 1 1 2 3 1 (*) Tempo parcial (mínimo de três horas) 114 Segurança do Trabalho (**) O dimensionamento total deverá ser feito levando-se em consideração o dimensionamento da faixa de 3.501 a 5.000, acrescido do dimensionamento do(s) grupo(s) de 4.000 ou fração acima de 2.000. (***) O empregador pode optar pela contratação de um enfermeiro do trabalho em tempo parcial, em substituição ao auxiliar ou técnico de enfermagem do trabalho. OBSERVAÇÕES: A) hospitais, ambulatórios, maternidades, casas de saúde e repouso, clínicas e estabelecimentos similares deverão contratar um enfermeiro do trabalho em tempo integral quando possuírem mais de quinhentos trabalhadores; e B) em virtude das características das atribuições do SESMT, não se faz necessária a supervisão do técnico de enfermagem do trabalho por enfermeiro do trabalho, salvo quando a atividade for executada em hospitais, ambulatórios, maternidades, casas de saúde e repouso, clínicas e estabelecimentos similares. SESMT - Questões 1. (CESPE/CEBRASPE/PETROBRÁS/2022) Julgue o próximo item, relativo à organização e às atribuições do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). O profissional especializado em segurança e em medicina do trabalho não pode exercer outras atividades na empresa durante o horário de sua atuação no SESMT. Certo Errado COMENTÁRIOS: Conforme expresso na NR 04: 4.3.8 Aos profissionais do SESMT é vedado o exercício de atividades que não façam parte das atribuições previstas no item 4.3.1 desta NR e em outras NR, durante o horário de atuação neste serviço. GABARITO: CERTO 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Uma empresa que atua na área de coleta de resíduos perigosos possui 300 funcionários. Nessa empresa, o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) deve ser composto, no mínimo, pelos seguintes profissionais: a) 1 técnico de segurança do trabalho; b) 2 técnicos de segurança do trabalho; c) 1 técnico de segurança do trabalho e 1 médico do trabalho; d) 2 técnicos de segurança do trabalho, 1 engenheiro de segurança do trabalho e 1 médico do trabalho; e) 3 técnicos de segurança do trabalho, 1 engenheiro de segurança do trabalho e 1 médico do trabalho. COMENTÁRIOS: Ao me ver, uma questão difícil. 115 Segurança do Trabalho Primeiro era preciso saber que o grau de risco para coleta de resíduosperigosos é 3. ANEXO I - RELAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS - CNAE (VERSÃO 2.0), COM CORRESPONDENTE GRAU DE RISCO - GR Depois era preciso saber o dimensionamento dos profissionais do SESMT, expresso no no ANEXO II - DIMENSIONAMENTO DO SESMT Dessa forma, percebe-se que para o Grau de Risco 3 com 300 funcionários seriam necessários 2 técnicos em segurança do trabalho. Não havendo a obrigatoriedade da contratação de algum outro profissional do SESMT. GABARITO: LETRA B 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) Os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT estão disciplinados pela Norma Regulamentadora (NR)-4, de tal maneira que: a) Os profissionais integrantes do SESMT devem possuir formação, dispensado o registro profissional e nos instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, quando existente. b) O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar/técnico de enfermagem do trabalho devem dedicar 30 horas por semana para as atividades do SESMT, de acordo com o estabelecido no Anexo II, observadas as disposições, inclusive relativas à duração do trabalho, de legislação pertinente, de acordo ou de convenção coletiva de trabalho. c) O SESMT deve ser constituído nas modalidades individual, regionalizado ou estadual. d) Os trabalhadores assistidos pelo SESMT compartilhado integram a base de cálculo para dimensionamento de outras modalidades de SESMT. COMENTÁRIOS: 116 Segurança do Trabalho a) ERRADA - Os profissionais integrantes do SESMT devem possuir formação e registro profissional em conformidade com o disposto na regulamentação da profissão e nos instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, quando existente. b) ERRADA - O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar/técnico de enfermagem do trabalho devem dedicar 44 horas por semana para as atividades do SESMT, de acordo com o estabelecido no Anexo II, observadas as disposições, inclusive relativas à duração do trabalho, de legislação pertinente, de acordo ou de convenção coletiva de trabalho. c) CORRETO - O SESMT deve ser constituído nas modalidades individual, regionalizado ou estadual. d) ERRADA - Os trabalhadores assistidos pelo SESMT compartilhado não integram a base de cálculo para dimensionamento de outras modalidades de SESMT. GABARITO: LETRA C 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) O que significa a sigla SESMT, conforme texto da NR 4? a) Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. b) Serviço Estatísticos e epidemiológicos. c) Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. d) Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. COMENTÁRIOS: PORTARIA MTP Nº 2.318, DE 3 DE AGOSTO DE 2022 Aprova a nova redação da Norma Regulamentadora nº 04 - Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. GABARITO: LETRA C 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2022) De acordo com o estabelecido na NR-04, NÃO compete aos profissionais integrantes do SESMT: a) elaborar ou participar da elaboração do inventário de riscos; b) elaborar plano de trabalho e monitorar metas, indicadores e resultados de segurança e saúde no trabalho; c) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela organização; d) manter esporadicamente interação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando existente; COMENTÁRIOS: a) CORRETA - elaborar ou participar da elaboração do inventário de riscos; b) CORRETA - elaborar plano de trabalho e monitorar metas, indicadores e resultados de segurança e saúde no trabalho; 117 Segurança do Trabalho c) CORRETA - responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela organização; d) ERRADA - manter esporadicamente (permanente) interação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando existente; GABARITO: LETRA D 14 Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) Objetivo O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais, o campo de aplicação, os termos e as definições comuns às Normas Regulamentadoras - NR relativas à segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho - SST. Para fins de aplicação das Normas Regulamentadoras - NR, consideram-se os termos e definições constantes no Anexo I. As NRs obrigam, nos termos da lei, empregadores e empregados urbanos e rurais. As NR são de observância obrigatória pelas organizações e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A observância das NR não desobriga as organizações do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios, bem como daquelas oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho. Competências e estrutura A Secretaria de Trabalho - STRAB, por meio da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, é o órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho para: a) formular e propor as diretrizes, as normas de atuação e supervisionar as atividades da área de segurança e saúde do trabalhador; b) promover a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho - CANPAT; c) coordenar e fiscalizar o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT; d) promover a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre Segurança e Saúde no Trabalho - SST em todo o território nacional; e) participar da implementação da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho - PNSST; e f) conhecer, em última instância, dos recursos voluntários ou de ofício, das decisões proferidas pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, salvo disposição expressa em contrário. 118 Segurança do Trabalho Compete à SIT e aos órgãos regionais a ela subordinados em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho, nos limites de sua competência, executar: a) fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; e b) as atividades relacionadas com a CANPAT e o PAT. Cabe à autoridade regional competente em matéria de trabalho impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho. Direitos e deveres Cabe ao empregador: a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; b) informar aos trabalhadores: I. os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho; II. as medidas de prevenção adotadas pela empresa para eliminar ou reduzir tais riscos; III. os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; e IV. os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. c) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores; d) permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; e) determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas; f) disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança e saúde no trabalho; e g) implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: I. eliminação dos fatores de risco; II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva; III. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho; e IV. adoção de medidas de proteção individualproteção e controle de exposição. 5. Monitoramento: Monitorar continuamente as condições de trabalho para garantir a eficácia das medidas de controle implementadas e identificar quaisquer mudanças que possam afetar os riscos ocupacionais. 8 Segurança do Trabalho 6. Análise crítica dos riscos: Realizar uma revisão periódica e sistemática do processo de avaliação e controle de riscos, identificando oportunidades de melhoria e garantindo a conformidade com requisitos legais e regulamentares. GABARITO: CORRETO 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A respeito da análise de acidentes de trabalho, julgue o item: Ao investigar um acidente de trabalho, as causas imediatas e latentes devem ser identificadas para que medidas corretivas sejam aplicadas, sendo que a causa latente refere-se à falha direta que gerou o evento, enquanto a causa imediata envolve falhas organizacionais ou do sistema de gestão de segurança. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O item está errado. A causa imediata é aquela que está diretamente ligada ao evento, como falhas humanas ou técnicas. Já a causa latente está relacionada a fatores sistêmicos ou organizacionais, como falta de treinamentos ou ineficiência no sistema de gestão de segurança. Essa diferenciação é essencial para uma análise eficaz e preventiva. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) Julgue o item a seguir, relativo à investigação de acidentes de trabalho: A aplicação do método dos 5 Porquês na análise de acidentes de trabalho visa identificar a causa raiz do evento por meio de perguntas sucessivas, sendo indicado exclusivamente para eventos de baixa complexidade devido à simplicidade da técnica. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIOS: O item está errado. Apesar de o método dos 5 Porquês ser uma técnica simples e eficaz para identificar causas raízes, ele não é restrito a eventos de baixa complexidade. Sua aplicação pode ser adaptada a diferentes níveis de complexidade, desde que realizada com rigor e análise crítica. 5. (VUNESP/EBSERH/2020) A investigação e análise de acidentes de trabalho constituem atividades relevantes no sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho da organização, pois, do ponto de vista prevencionista, a) mostra-se adequada a utilização de metodologia de caráter sistêmico, que permita a reconstituição da rede de causalidade do acidente, indo além das causas imediatas ou falhas ativas, possibilitando a identificação de condições mediatas ou latentes. 9 Segurança do Trabalho b) a responsabilização é procedimento altamente eficaz na gestão do comportamento dos trabalhadores mas demanda a realização de processo que aponte com precisão a conduta culposa dos envolvidos que deverão ser recriminados publicamente. c) é producente investigar os acidentes que possam trazer algum aprendizado significativo para a organização, sendo desnecessário investigar acidentes ou mesmo pequenos incidentes para os quais não haverá qualquer ganho, cabendo aos trabalhadores se autorregularem em relação aos desvios eventualmente cometidos. d) é necessário implementar check lists de caráter exaustivo nas tarefas ou atividades nas quais ocorreram os acidentes, de forma tal que, ao final da investigação, seja clarividente o agrupamento em causas da alçada do empregador e aquelas que devem ser imputadas aos trabalhadores. e) a implementação, por parte da organização, de procedimentos internos de investigação e análise de acidentes de trabalho que contem com a participação de trabalhadores, sejam membros da CIPA ou não, rendem tratamento menos rigoroso do Instituto Nacional do Seguro Social. COMENTÁRIOS: a) CORRETA - mostra-se adequada a utilização de metodologia de caráter sistêmico, que permita a reconstituição da rede de causalidade do acidente, indo além das causas imediatas ou falhas ativas, possibilitando a identificação de condições mediatas ou latentes. b) ERRADA - a responsabilização é procedimento altamente eficaz na gestão do comportamento dos trabalhadores mas demanda a realização de processo que aponte com precisão a conduta culposa dos envolvidos que deverão ser recriminados publicamente. c) ERRADA - é producente investigar os acidentes que possam trazer algum aprendizado significativo para a organização, sendo desnecessário investigar acidentes ou mesmo pequenos incidentes para os quais não haverá qualquer ganho, cabendo aos trabalhadores se autorregularem em relação aos desvios eventualmente cometidos. d) ERRADA - é necessário implementar check lists de caráter exaustivo nas tarefas ou atividades nas quais ocorreram os acidentes, de forma tal que, ao final da investigação, seja clarividente o agrupamento em causas da alçada do empregador e aquelas que devem ser imputadas aos trabalhadores. e) ERRADA - implementação, por parte da organização, de procedimentos internos de investigação e análise de acidentes de trabalho que contem com a participação de trabalhadores, sejam membros da CIPA ou não, rendem tratamento menos rigoroso do Instituto Nacional do Seguro Social. GABARITO: LETRA A 6. (PREF. SALVADOR/FGV/2019) A respeito da técnica de estudo de risco FMEA, analise as afirmativas a seguir. I. Permite a identificação e a classificação de falhas por ordem de prioridade. II. Consiste na análise sistemática de elemento a elemento, a fim de assinalar os efeitos das possíveis das falhas. 10 Segurança do Trabalho III. A FMEA aplica-se exclusivamente na etapa de projeto de um produto. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. e) II e III, apenas. COMENTÁRIOS: I. CORRETO - Permite a identificação e a classificação de falhas por ordem de prioridade. (Através da Identificação do número de prioridade do Risco (NPR) - na comparação entre duas os mais falhas, deverá ser dada prioridade àquela que apresentar maior NPR). II. CORRETO - Consiste na análise sistemática de elemento a elemento, a fim de assinalar os efeitos das possíveis das falhas. (É uma técnica qualitativa de análise de confiabilidade que busca identificar falhas potenciais em componentes INDIVIDUAIS). III. ERRADO - A FMEA aplica-se exclusivamente na etapa de projeto de um produto. (Pode ser utilizada nas etapas de projeto, construção e operação). GABARITO: LETRA D 7. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2018) Existem algumas técnicas de avaliação de riscos à saúde e segurança do trabalho. Cada uma delas tem por finalidade identificar possíveis riscos e definir medidas de controle a serem implementadas, com o intuito de diminuir a graduação dos riscos e, assim, proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro para os trabalhadores. São ferramentas utilizadas na avaliação de riscos à saúde e segurança no trabalho. a) Diagrama de Ishikawa, HAZOP e Diagrama de PARETO. b) FMEA, Histograma e Diagrama de dispersão. c) FMEA, HAZOP e Análise “What-if”. d) Diagrama de Ishikawa, Diagrama de dispersão e Histograma. e) Histograma, Diagrama de PARETO e Análise de “What-if" COMENTÁRIOS: a) Diagrama de Ishikawa, HAZOP e Diagrama de PARETO. b) FMEA, Histograma e Diagrama de dispersão. c) FMEA, HAZOP e Análise “What-if”. d) Diagrama de Ishikawa, Diagrama de dispersão e Histograma. e) Histograma, Diagrama de PARETO e Análise de “What-if" GABARITO: LETRA C 8. (CELESC/FEPESE/2018) Como é definido o estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o fim de determinar os riscos que poderão estar presentes na fase operacional? 11 Segurança do Trabalho a) Sistema Analítico de Risco (SAR) b) Árvore Prematura de Risco (APR) c) Estudo Analítico dos Riscos (EAR) d) Estudo Prematuro de Riscos (EPR) e) Análise Preliminar de Riscos (APR) COMENTÁRIOS: a) Sistema Analítico de Risco (SAR) – Não é uma técnica de análise de risco. b) Árvore Prematura de Risco (APR) – Não é uma técnica de análise de risco. c) Estudo Analítico dos Riscos (EAR) – Não é uma técnica de análise de risco. d) Estudo Prematuro de Riscos (EPR) – Não é uma técnica de análise de risco. e) Análise Preliminar de Riscos (APR) – Sim, É um- EPI. As organizações obrigadas a constituir CIPA nos termos da NR-05 devem adotar as seguintes medidas, além de outras que entenderem necessárias, com vistas à prevenção e ao combate ao assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do trabalho: 119 Segurança do Trabalho a) inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência nas normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às empregadas; b) fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias, para apuração dos fatos e, quando for o caso, para aplicação de sanções administrativas aos responsáveis diretos e indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o anonimato da pessoa denunciante, sem prejuízo dos procedimentos jurídicos cabíveis; e c) realização, no mínimo a cada 12 meses, de ações de capacitação, de orientação e de sensibilização dos empregados e das empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no âmbito do trabalho, em formatos acessíveis, apropriados e que apresentem máxima efetividade de tais ações. Cabe ao trabalhador: a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; b) submeter-se aos exames médicos previstos nas NR; c) colaborar com a organização na aplicação das NR; e d) usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador. Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do disposto nas alíneas do subitem anterior. O trabalhador poderá interromper suas atividades quando constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco grave e iminente para a sua vida e saúde, informando imediatamente ao seu superior hierárquico. Comprovada pelo empregador a situação de grave e iminente risco, não poderá ser exigida a volta dos trabalhadores à atividade enquanto não forem tomadas as medidas corretivas. Todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que implique em alteração de risco, deve receber informações sobre: a) os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho; b) os meios para prevenir e controlar tais riscos; c) as medidas adotadas pela organização; d) os procedimentos a serem adotados em situação de emergência; e e) os procedimentos a serem adotados, em conformidade com os subitens 1.4.3 e 1.4.3.1. (interromper as atividades). As informações podem ser transmitidas: a) durante os treinamentos; e b) por meio de diálogos de segurança, documento físico ou eletrônico. Gerenciamento de riscos ocupacionais 120 Segurança do Trabalho Para fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas, devem ser aplicadas as disposições previstas na NR-15 – Atividades e operações insalubres e NR-16 – Atividades e operações perigosas. Responsabilidades A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades. O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho. A organização deve: a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho; b) identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco; d) classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção; e) implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na alínea “g” do subitem 1.4.1; e f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais. A organização deve considerar as condições de trabalho, nos termos da NR-17. A organização deve adotar mecanismos para: a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA, quando houver; e b) comunicar aos trabalhadores sobre os riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de prevenção do plano de ação do PGR. O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais deve considerar o disposto nas Normas Regulamentadoras e demais exigências legais de segurança e saúde no trabalho. Levantamento preliminar de perigos O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado: a) antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas instalações; b) para as atividades existentes; e 121 Segurança do Trabalho c) nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho. Identificação de perigos A etapa de identificação de perigos deve incluir: a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; b) identificação das fontes ou circunstâncias; e c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos. Avaliação de riscos ocupacionais Para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência. A organização deve selecionar as ferramentas e técnicas de avaliação de riscos que sejam adequadas ao risco ou circunstância em avaliação. A gradação da severidade das lesões ou agravos à saúde deve levar em conta a magnitude da consequência e o número de trabalhadores possivelmente afetados. Planos de ação A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas, conforme o subitem 1.5.4.4.5. Para as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas de acompanhamento e aferição de resultados. Análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho A organização deve analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho. As análises de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho devem ser documentadas e: a) considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as atividades efetivamente desenvolvidas, ambiente de trabalho, materiais e organização da produção e do trabalho; b) identificar os fatores relacionados com o evento; e c) fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção existentes. Preparação para emergências A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos cenários de emergências, de acordo com os riscos, as características e as circunstâncias das atividades. Os procedimentos de respostas aos cenários de emergências devem prever: a) os meios e recursos necessários para os primeiros socorros, encaminhamento de acidentados e abandono; e b) as medidas necessárias para os cenários de emergências de grande magnitude, quando aplicável. 122 Segurança do Trabalho Documentação O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos: a) inventário de riscos; e b) plano de ação. Os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais Normas Regulamentadoras, datados e assinados. Inventário de riscos ocupacionais Os dados da identificação dos perigos e das avaliações dos riscos ocupacionais devem ser consolidados em um inventário de riscos ocupacionais. O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações: a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho; b) caracterização das atividades; c) descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores, com a identificação das fontes ou circunstâncias,descrição de riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas; d) dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes físicos, químicos e biológicos e os resultados da avaliação de ergonomia nos termos da NR-17. e) avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do plano de ação; e f) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão. O inventário de riscos ocupacionais deve ser mantido atualizado. O histórico das atualizações deve ser mantido por um período mínimo de 20 anos ou pelo período estabelecido em normatização específica. Da prestação de informação digital e digitalização de documentos As organizações devem prestar informações de segurança e saúde no trabalho em formato digital, conforme modelo aprovado pela STRAB, ouvida a SIT. Os empregadores que optarem pela guarda de documentos prevista no caput devem manter os originais conforme previsão em lei. O empregador deve garantir à Inspeção do Trabalho amplo e irrestrito acesso a todos os documentos digitalizados ou nato digitais. Capacitação e treinamento em Segurança e Saúde no Trabalho O empregador deve promover capacitação e treinamento dos trabalhadores, em conformidade com o disposto nas NR. 123 Segurança do Trabalho Ao término dos treinamentos inicial, periódico ou eventual, previstos nas NR, deve ser emitido certificado contendo o nome e assinatura do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável técnico do treinamento. A capacitação deve incluir: a) treinamento inicial; b) treinamento periódico; e c) treinamento eventual. O treinamento inicial deve ocorrer antes de o trabalhador iniciar suas funções ou de acordo com o prazo especificado em NR. O treinamento periódico deve ocorrer de acordo com periodicidade estabelecida nas NR ou, quando não estabelecido, em prazo determinado pelo empregador. O treinamento eventual deve ocorrer: a) quando houver mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho, que impliquem em alteração dos riscos ocupacionais; b) na ocorrência de acidente grave ou fatal, que indique a necessidade de novo treinamento; ou c) após retorno de afastamento ao trabalho por período superior a 180 dias. A capacitação pode incluir: a) estágio prático, prática profissional supervisionada ou orientação em serviço; b) exercícios simulados; ou c) habilitação para operação de veículos, embarcações, máquinas ou equipamentos. O tempo despendido em treinamentos previstos nas NR é considerado como trabalho efetivo. O certificado deve ser disponibilizado ao trabalhador e uma cópia arquivada na organização. A capacitação deve ser consignada nos documentos funcionais do empregado. É permitido o aproveitamento de conteúdos de treinamentos ministrados na mesma organização desde que: a) o conteúdo e a carga horária requeridos no novo treinamento estejam compreendidos no treinamento anterior; b) o conteúdo do treinamento anterior tenha sido ministrado no prazo inferior ao estabelecido em NR ou há menos de 2 anos, quando não estabelecida esta periodicidade; e c) seja validado pelo responsável técnico do treinamento. O aproveitamento de conteúdos deve ser registrado no certificado, mencionando o conteúdo e a data de realização do treinamento aproveitado. 124 Segurança do Trabalho Dos treinamentos ministrados na modalidade de ensino a distância ou semipresencial Os treinamentos podem ser ministrados na modalidade de ensino a distância ou semipresencial, desde que atendidos os requisitos operacionais, administrativos, tecnológicos e de estruturação pedagógica previstos no Anexo II desta NR. O conteúdo prático do treinamento pode ser realizado na modalidade de ensino a distância ou semipresencial, desde que previsto em NR específica. O Microempreendedor Individual - MEI está dispensado de elaborar o PGR. O MEI, a ME e a EPP, graus de risco 1 e 2, que declararem as informações digitais na forma do subitem 1.6.1 e não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos, biológicos e riscos relacionados a fatores ergonômicos, ficam dispensados de elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO. A dispensa do PCMSO não desobriga a empresa da realização dos exames médicos e emissão do Atestado de Saúde Ocupacional - ASO. Disposições finais O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho acarretará a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. Anexo I da NR-01 Termos e definições Canteiro de obra: área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reforma de uma obra. Empregado: a pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Empregador: a empresa individual ou coletiva que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. Equiparam-se ao empregador as organizações, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitam trabalhadores como empregados. Estabelecimento: local privado ou público, edificado ou não, móvel ou imóvel, próprio ou de terceiros, onde a empresa ou a organização exerce suas atividades em caráter temporário ou permanente. Frente de trabalho: área de trabalho móvel e temporária. Local de trabalho: área onde são executados os trabalhos. Obra: todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação, manutenção ou reforma. Ordem de serviço de segurança e saúde no trabalho: instruções por escrito quanto às precauções para evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. A ordem de serviço pode estar contemplada em procedimentos de trabalho e outras instruções de SST. Setor de serviço: a menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo estabelecimento. 125 Segurança do Trabalho Trabalhador: pessoa física inserida em uma relação de trabalho, inclusive de natureza administrativa, como os empregados e outros sem vínculo de emprego. Anexo II da NR-01 Diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino a distância e semipresencial. As capacitações que utilizam ensino a distância ou semipresencial devem ser estruturadas com, no mínimo, a duração definida para as respectivas capacitações na modalidade presencial. A elaboração do conteúdo programático deve abranger os tópicos de aprendizagem requeridos, bem como respeitar a carga horária estabelecida para todos os conteúdos. As atividades práticas obrigatórias devem respeitar as orientações previstas nas NR e estar descritas no Projeto Pedagógico do curso. Estruturação pedagógica O projeto pedagógico do curso deverá ser validado a cada 2 anos ou quando houver mudança na NR, procedendo a sua revisão, caso necessário. Requisitos operacionais e administrativos O empregador deve manter o projeto pedagógico disponível para a Inspeção do Trabalho, para a representação sindical da categoria no estabelecimento e para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - e de Assédio - CIPA. O período de realização do curso deve ser exclusivamente utilizado para tal fim para que não seja concomitante com o exercício das atividades diárias de trabalho. A avaliação da aprendizagem se dará pela aplicação da prova no formato presencial, obtendo, dessa forma, o registro da assinatura do empregado, ou pelo formato digital, exigindo a sua identificação e senha individual. O histórico do registro de acesso dos participantes (logs) deve ser mantido pelo prazo mínimo de 2 anos após o término da validade do curso. Questões 1. (FUNCERN/PREF. C.N-RN/2024) - O empregador, dono de uma construtora, deseja atuar de forma mais efetiva naproteção de seus trabalhadores, por meio de medidas de prevenção de acidentes. Segundo a Norma Regulamentadora nº 1, ele deve, primeiramente, a) adotar medidas administrativas ou de organização do trabalho. b) eliminar os fatores de risco existentes no ambiente de trabalho. c) minimizar e controlar os fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva. d) minimizar e controlar os fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção individual. 126 Segurança do Trabalho COMENTÁRIOS: a) ERRADA: adotar medidas administrativas ou de organização do trabalho (3ª). b) CERTA: eliminar os fatores de risco existentes no ambiente de trabalho (1ª). c) ERRADA: minimizar e controlar os fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva (2ª). d) ERRADA: minimizar e controlar os fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção individual (4ª). GABARITO: LETRA B 2. (AVANÇA SP/PREF. AMERICANA-SP/2023) A Norma Regulamentadora NR-1 versa sobre: a) Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. b) Proteção Contra Incêndios. c) Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos. d) Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. e) Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. COMENTÁRIOS: NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS - Gabarito NR-23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS - Letra B NR-9 - AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS A AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS - Letra C NR-10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE - Letra D NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS - Letra E GABARITO: LETRA A 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2023) Quanto às responsabilidades, de que trata a NR - Disposições Gerais e Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais, assinale a alternativa INCORRETA: a) A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades. b) O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. c) A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. 127 Segurança do Trabalho d) O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. e) O PGR pode contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho. COMENTÁRIOS: a) CORRETA - A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades. b) CORRETA - O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. c) CORRETA - A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. d) CORRETA - O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. e) ERRADA - O PGR (pode) deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho. GABARITO: LETRA E 4. (FGV/CÂMERA DE ARACAJU-SE/2021) Segundo os termos e definições constantes no Anexo I da NR – 01, atualizada pela Portaria nº 915, de 30/7/2019, uma área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reforma é definida como: a) obra; b) frente de trabalho; c) local de trabalho; d) setor de serviço; e) canteiro de obra. COMENTÁRIOS: Anexo I da NR-01 Termos e definições Obra: todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação, manutenção ou reforma. Frente de trabalho: área de trabalho móvel e temporária. Local de trabalho: área onde são executados os trabalhos. Setor de serviço: a menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo estabelecimento. Canteiro de obra: área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reforma de uma obra. 128 Segurança do Trabalho GABARITO: LETRA E 5. (FGV/CÂMERA DE ARACAJÚ-SE/2021) Em relação aos treinamentos dos trabalhadores previstos na nova redação da NR– 01 – Disposições Gerais –, Portaria nº 915 de 30/7/2019, é correto afirmar que: a) o treinamento inicial deve ocorrer assim que o trabalhador iniciar suas funções ou de acordo com o prazo especificado em NR; b) o treinamento periódico deve ocorrer de acordo com periodicidade estabelecida nas NR ou, quando não estabelecido, em prazo determinado pelo empregador; c) o treinamento eventual deve ocorrer após retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias; d) o conteúdo prático do treinamento, previsto em NR específica, não pode ser realizado na modalidade de ensino a distância ou semipresencial; e) para efeito de periodicidade de realização de novo treinamento, é considerada a data do treinamento mais recente convalidado ou complementado. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - o treinamento inicial deve ocorrer assim (antes) que o trabalhador iniciar suas funções ou de acordo com o prazo especificado em NR; b) CORRETA - o treinamento periódico deve ocorrer de acordo com periodicidade estabelecida nas NR ou, quando não estabelecido, em prazo determinado pelo empregador; c) ERRADA - o treinamento eventual deve ocorrer após retorno de afastamento ao trabalho por período superior a noventa dias (180 dias); d) ERRADA - o conteúdo prático do treinamento, previsto em NR específica, não pode ser realizado na modalidade de ensino a distância ou semipresencial; e) ERRADA - para efeito de periodicidade de realização de novo treinamento, é considerada a data do treinamento mais recente (antigo) convalidado ou complementado. GABARITO: LETRA B 6. (VUNESP/PREF. RIBEIRÃO PRETO-SP/2021) Segundo a NR 1, que vigerá a partir de 03 de janeiro de 2022, uma carga que está suspensa a 35 metros de altura por um guindaste é um exemplo de a) risco. b) perigo. c) acidente. d) incidente. e) quase acidente. COMENTÁRIOS: Anexo I da NR-01 Termos e definições 129 Segurança do Trabalho Perigo ou fator de risco ocupacional/ Perigo ou fonte de risco ocupacional: Fonte com o potencial de causar lesões ou agravos à saúde. Elemento que isoladamente ou em combinação com outros tem o potencial intrínseco de dar origem a lesões ou agravos à saúde. EX: Carga suspensa. Risco ocupacional: Combinação da probabilidade de ocorrer lesão ou agravo à saúde causados por um evento perigoso, exposição a agente nocivo ou exigência da atividade de trabalho e da severidade dessa lesão ou agravo à saúde. EX: Transitar abaixo da carga. GABARITO: LETRA B 7. (VUNESP/PREF. RIBEIRÃO PRETO-SP/2021) A NR 1, que vigerá a partir de 03 de janeiro de 2022, estabelece que as medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, sejam adotadas considerando uma determinada ordem de prioridade, que é: a) eliminação dos fatores de risco, redução dos fatores de risco, com medidas individuais de proteção, medidas administrativas para redução dos fatores de risco e EPIs (equipamentos de proteção individual). b) medidas administrativas para redução dos fatores de risco, eliminação dos fatores de risco, utilização de medidas individuais de proteção e redução dos fatores de risco a partir da adoção de medidas de proteção coletiva. c) EPIs (equipamentos de proteção individual), medidas administrativas para redução dos fatores de risco, eliminação dos fatores de risco e minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva e individuais de proteção. d) eliminação dos fatores de risco, minimização dos fatores de risco, com adoção de medidas coletivas de proteção, medidas administrativas ou de organização do trabalho para minimização dos fatores de risco e adoção de medidas de proteção individual. e) medidas administrativas para redução dos fatores derisco, redução dos fatores de risco, eliminação dos fatores de risco com a adoção de medidas de proteção individual e de proteção coletiva. COMENTÁRIOS: Dica: Somente complementando: Prioridade é eliminar, se não der, então vamos minimizar. EPC vem antes dos EPIs. 1.4 Direitos e deveres 1.4.1 Cabe ao empregador: g) implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: I. eliminação dos fatores de risco; II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva; III. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho; e IV. adoção de medidas de proteção individual. GABARITO: LETRA D 130 Segurança do Trabalho 15 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) Vale destacar que a banca trouxe a nomenclatura antiga, mas houve mudança. Segue a nomenclatura atualizada. NR-9 - Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos Objetivo Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos quando identificados no Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção para os riscos ocupacionais. Identificação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos A identificação das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos deverá considerar: a) descrição das atividades; b) identificação do agente e formas de exposição; c) possíveis lesões ou agravos à saúde relacionados às exposições identificadas; d) fatores determinantes da exposição; e) medidas de prevenção já existentes; e f) identificação dos grupos de trabalhadores expostos. Avaliação das Exposições Ocupacionais aos Agentes Físicos, Químicos e Biológicos Deve ser realizada análise preliminar das atividades de trabalho e dos dados já disponíveis relativos aos agentes físicos, químicos e biológicos, a fim de determinar a necessidade de adoção direta de medidas de prevenção ou de realização de avaliações qualitativas ou, quando aplicáveis, de avaliações quantitativas. A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para: a) comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados; b) dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores; c) subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção. A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição ocupacional, abrangendo aspectos organizacionais e condições ambientais que envolvam o trabalhador no exercício das suas atividades. 131 Segurança do Trabalho Os resultados das avaliações das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos devem ser incorporados ao inventário de riscos do PGR. Disposições Transitórias Na ausência de limites de tolerância previstos na NR-15 e seus anexos, devem ser utilizados como referência para a adoção de medidas de prevenção aqueles previstos pela American Conference of Governmental Industrial Higyenists - ACGIH. Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os limites de exposição. ANEXO I da NR-09 VIBRAÇÃO Disposições Gerais No processo de eliminação ou redução dos riscos relacionados à exposição às vibrações mecânicas devem ser considerados, entre outros fatores, os esforços físicos e aspectos posturais. As ferramentas manuais vibratórias que produzam acelerações superiores a 2,5 m/s2 nas mãos dos operadores devem informar junto às suas especificações técnicas a vibração emitida pelas mesmas, indicando as normas de ensaio que foram utilizadas para a medição. Avaliação Quantitativa da Exposição Os procedimentos de avaliação quantitativa para VCI e VMB, a serem adotados no âmbito deste anexo, são aqueles estabelecidos nas Normas de Higiene Ocupacional – NHO, publicadas pela FUNDACENTRO. Avaliação quantitativa da exposição dos trabalhadores às VMB. O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços (VMB) corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 2,5 m/s2. O limite de exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços (VMB) corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s2 . Avaliação quantitativa da exposição dos trabalhadores às VCI. O nível de ação para a avaliação da exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro (VCI) corresponde a um valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 0,5m/s2 , ou ao valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 9,1m/s1,75. O limite de exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro (VCI) corresponde ao: a) valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s2 ; ou b) valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75. ANEXO III da NR-09 132 Segurança do Trabalho CALOR As disposições estabelecidas neste Anexo se aplicam onde houver exposição ocupacional ao agente físico calor. A avaliação quantitativa do calor deverá ser realizada com base na metodologia e procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional n° 06 - NHO 06 (2ª edição - 2017) da Fundacentro. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2023) Julgue os itens a seguir, conforme a NR 9. A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para: I. comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados; II. reduzir a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores; III. subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção. Assinale a alternativa correta: a) Apenas I está correto b) Apenas I e II estão corretos c) Apenas I e III estão corretos d) Apenas III está correto COMENTÁRIOS: A avaliação quantitativa das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos, quando necessária, deverá ser realizada para: I. CORRETO - comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes identificados; II. ERRADO - reduzir (dimensionar) a exposição ocupacional dos grupos de trabalhadores; III. CORRETO - subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção. GABARITO: LETRA 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2023) Julgue o item a seguir conforme NR 9. Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os limites de exposição. Certo Errado COMENTÁRIOS: 133 Segurança do Trabalho 9.6.1.2 Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser implementadas ações de controle sistemático de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ocupacionais ultrapassem os limites de exposição. GABARITO: CERTO 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2023) Julgue o item a seguir conforme NR 9. O limite de exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços (VMB) corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 2,5 m/s2. Certo Errado COMENTÁRIOS: 5.2 Avaliação quantitativa da exposição dos trabalhadores às VMB. 5.2.3 O limite de exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s2. Logo, o valor corresponde a 5 m/s2 e não 2,5 m/s2 como afirmou item. GABARITO: ERRADO 4. (FGV/FUNSAÚDE-CE/2021) Alguns agentes podem causar danos à saúde do trabalhador no ambiente de trabalho, pela sua natureza, intensidade ou concentração. Assinale a opção que apresenta os agentes que se configuram formalmente como riscos ambientais, segundo a Norma Regulamentadora (NR)9. a) Químicos, mecânicos e ergonômicos. b) Ergonômicos, biológicos e químicos. c) Físicos, mecânicos e ergonômicos. d) Biológicos, físicos e mecânicos. e) Químicos, biológicos e físicos. COMENTÁRIOS: NR-09 - AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS A AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS 9.1 Objetivo 9.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos quando identificados no Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção para os riscos ocupacionais. GABARITO: LETRA E 16 Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) 134 Segurança do Trabalho Campo de aplicação Esta norma se aplica às atividades da indústria da construção constantes da seção “F” do Código Nacional de Atividades Econômicas - CNAE e às atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral e de manutenção de obras de urbanização. Responsabilidades A organização da obra deve: a) vedar o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que estejam resguardados pelas medidas previstas nesta NR; b) fazer a Comunicação prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, antes do início das atividades, de acordo com a legislação vigente. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) São obrigatórias a elaboração e a implementação do PGR nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção. O PGR deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. Em canteiros de obras com até 7 m de altura e com, no máximo, 10 trabalhadores, o PGR pode ser elaborado por profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. O PGR deve estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o canteiro de obras. Áreas de vivência As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações: a) instalação sanitária; b) vestiário; c) local para refeição; d) alojamento, quando houver trabalhador alojado. Deve ser de, no máximo, 150 metros o deslocamento do trabalhador do seu posto de trabalho até a instalação sanitária mais próxima. É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores, no canteiro de obras, nas frentes de trabalho e nos alojamentos, por meio de bebedouro ou outro dispositivo equivalente, na proporção de 1 unidade para cada grupo de 25 trabalhadores ou fração, sendo vedado o uso de copos coletivos. 135 https://concla.ibge.gov.br/busca-online-cnae.html?view=secao&tipo=cnae&versaosubclasse=10&versaoclasse=7&secao=F https://concla.ibge.gov.br/busca-online-cnae.html?view=secao&tipo=cnae&versaosubclasse=10&versaoclasse=7&secao=F Segurança do Trabalho O fornecimento de água potável deve ser garantido de forma que, do posto de trabalho ao bebedouro ou ao dispositivo equivalente, não haja deslocamento superior a 100 metros no plano horizontal e 15 metros no plano vertical. Instalações elétricas As instalações elétricas temporárias devem ser executadas e mantidas conforme projeto elétrico elaborado por profissional legalmente habilitado. É proibida a existência de partes vivas expostas e acessíveis pelos trabalhadores não autorizados em instalações e equipamentos elétricos. É obrigatória a utilização do dispositivo Diferencial Residual (DR), como medida de segurança adicional nas instalações elétricas, nas situações previstas nas normas técnicas nacionais vigentes. Os canteiros de obras devem estar protegidos por Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - SPDA, projetado, construído e mantido conforme normas técnicas nacionais vigentes. Etapas de obra Demolição Deve ser elaborado e implementado Plano de Demolição, sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, contemplando os riscos ocupacionais potencialmente existentes em todas as etapas da demolição e as medidas de prevenção a serem adotadas para preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores. Escavação, fundação e desmonte de rochas Toda escavação com profundidade superior a 1,25 metro somente pode ser iniciada com a liberação e autorização do profissional legalmente habilitado, atendendo o disposto nas normas técnicas nacionais vigentes. Nas bordas da escavação, deve ser mantida uma faixa de proteção de no mínimo 1 metro, livre de cargas, bem como a manutenção de proteção para evitar a entrada de águas superficiais na cava da escavação. As escavações com profundidade SUPERIOR a 1,25 metro devem ser protegidas com taludes ou escoramentos definidos em projeto elaborado por profissional legalmente habilitado e devem dispor de escadas ou rampas colocadas próximas aos postos de trabalho, a fim de permitir, em caso de emergência, a saída rápida dos trabalhadores. Para escavações com profundidade igual ou INFERIOR a 1,25 metro, deve-se avaliar no local a existência de riscos ocupacionais e, se necessário, adotar as medidas de prevenção. Os escoramentos utilizados como medida de prevenção devem ser inspecionados diariamente. Tubulão escavado manualmente É proibida a utilização de sistema de tubulão escavado manualmente com profundidade SUPERIOR a 15 metros. Tubulão com pressão hiperbárica É proibida a execução de fundação por meio de tubulão de ar comprimido. 136 Segurança do Trabalho Para a operação de desmonte de rocha a fogo, com a utilização de explosivos, é obrigatória a elaboração de um Plano de Fogo para cada detonação, por profissional legalmente habilitado, considerando os riscos ocupacionais e as medidas de prevenção para assegurar a segurança e saúde dos trabalhadores. O aviso final da detonação deve ser feito por meio de sirene, com intensidade de som suficiente para que seja ouvido em todos os setores da obra e no entorno. Estrutura de concreto Na montagem das fôrmas e na desforma, são obrigatórios o isolamento e a sinalização da área no entorno da atividade, além de serem previstas as medidas de prevenção de forma a impedir a queda livre das peças. Estruturas metálicas Na montagem de estruturas metálicas, o SPIQ e os meios de acessos dos trabalhadores à estrutura devem estar previstos no PGR da obra. Trabalho a quente Deve ser elaborada análise de risco específica para trabalhos a quente quando: a) houver materiais combustíveis ou inflamáveis no entorno; b) for realizado em área sem prévio isolamento e não destinada para este fim. É proibida a instalação de adaptadores entre o cilindro e o regulador de pressão. No caso de equipamento de oxiacetileno, deve ser utilizado dispositivo contra retrocesso de chama nas alimentações da mangueira e do maçarico. São proibidas a instalação, a utilização e o armazenamento de cilindros de gases em ambientes confinados. Telhados e coberturas No serviço em telhados e coberturas que excedam 2 metros de altura com risco de queda de pessoas, aplica-se o disposto na NR-35. Escadas, rampas e passarelas É obrigatória a instalação de escada ou rampa para transposição de pisos com diferença de nível superior a 40 centímetros como meio de circulação de trabalhadores. A utilização de escadas e rampas deve observar os seguintes ângulos de inclinação: a) para rampas, ângulos inferiores a 15° graus; b) para escadas móveis, ângulos entre 50° e 75° graus, ou de acordo com as recomendações do fabricante; c) para escadas fixas tipo vertical, ângulos entre 75° e 90° graus. É obrigatória a utilização de SPIQ em escadas tipo fixa vertical com altura superior a 2 metros. Escadas portáteis 137 Segurança do Trabalho As escadas de mão devem: a) possuir, no máximo, 7 metrosde extensão; b) ultrapassar em pelo menos 1 metro o piso superior; c) possuir degraus fixados aos montantes por meios que garantam sua rigidez. É proibido o uso de escada de mão com montante único. Medidas de prevenção contra queda de altura É obrigatória, na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda de trabalhadores e projeção de materiais a partir do início dos serviços necessários à concretagem da 1ª laje. A proteção, quando constituída de anteparos rígidos com fechamento total do vão, deve ter altura mínima de 1,2 metro. Máquinas, equipamentos, ferramentas Nas obras com altura igual ou superior a 10 metros, é obrigatória a instalação de máquina ou equipamento de transporte vertical motorizado de materiais. A inspeção, limpeza, ajuste e reparo somente devem ser executados com a máquina desligada, salvo se o movimento for indispensável à realização da inspeção ou ajuste. É proibido manter sustentação de máquinas autopropelidas somente pelos cilindros hidráulicos, quando em manutenção. Devem ser mantidos o isolamento e a sinalização da área sob carga suspensa. Gruas Deve ser elaborado laudo estrutural e operacional quanto à integridade estrutural e eletromecânica da grua, sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, nas seguintes situações: a) quando não dispuser de identificação do fabricante, não possuir fabricante ou importador estabelecido; b) conforme periodicidade estabelecida pelo fabricante ou, no máximo, com 20 anos de uso; c) para equipamentos com mais de 20 anos de uso, o laudo deve ser feito a cada 2 anos; d) quando ocorrer algum evento que possa comprometer a sua integridade estrutural e eletromecânica, a critério de profissional legalmente habilitado. Ferramentas É proibida a utilização de ferramenta elétrica portátil sem duplo isolamento. No uso das ferramentas pneumáticas, é proibido: a) utilizá-la para a limpeza das roupas; b) exceder a pressão máxima do ar. Movimentação e transporte de materiais e pessoas (elevadores) 138 Segurança do Trabalho É proibida a instalação de elevador tracionado com cabo único e aqueles adaptados com mais de um cabo, na movimentação e transporte vertical de materiais e pessoas, que não atendam as normas técnicas nacionais vigentes. É proibido o uso de chave do tipo comutadora e/ou reversora para comando elétrico de subida, descida ou parada. É proibido, nos elevadores, o transporte de pessoas juntamente com materiais, exceto quanto ao operador e ao responsável pelo material a ser transportado, desde que isolados da carga por uma barreira física, com altura mínima de 1,80 metro, instalada com dispositivo de intertravamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança. Movimentação de pessoas O transporte de passageiros no elevador deve ter prioridade sobre o de cargas. Na construção com altura igual ou superior a 24 metros, é obrigatória a instalação de, pelo menos, um elevador de passageiros, devendo seu percurso alcançar toda a extensão vertical da obra, considerando o subsolo. Andaime e plataforma de trabalho A montagem de andaimes deve ser executada conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. Os andaimes devem possuir registro formal de liberação de uso assinado por profissional qualificado em segurança do trabalho ou pelo responsável pela frente de trabalho ou da obra. A superfície de trabalho do andaime deve ser resistente, ter forração completa, ser antiderrapante, nivelada e possuir travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe. A atividade de montagem e desmontagem de andaimes deve ser realizada: a) por trabalhadores capacitados que recebam treinamento específico para o tipo de andaime utilizado; b) com uso de SPIQ; c) com ferramentas com amarração que impeçam sua queda acidental; d) com isolamento e sinalização da área. É proibido trabalhar em plataforma de trabalho sobre cavaletes que possuam altura superior a 1,5 metro e largura inferior a 90 centímetros. É proibido o deslocamento das estruturas do andaime com trabalhadores sobre os mesmos. É proibida a utilização do andaime suspenso com enrolamento de cabo no seu corpo. O andaime suspenso com acionamento manual deve possuir piso de trabalho com comprimento máximo de 8 metros. Plataforma de trabalho de cremalheira 139 Segurança do Trabalho Não é permitido o transporte de pessoas e materiais não vinculados aos serviços em execução na plataforma de cremalheira. Cadeira suspensa Em qualquer atividade que não seja possível a instalação de andaime ou plataforma de trabalho, é permitida a utilização de cadeira suspensa. A cadeira suspensa deve: a) ter sustentação por meio de cabo de aço ou cabo de fibra sintética; b) dispor de sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de aço; c) dispor de sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de fibra sintética; d) dispor de cinto de segurança para fixar o trabalhador na mesma. Sinalização de segurança É obrigatório o uso de vestimenta de alta visibilidade, coletes ou quaisquer outros meios, no tórax e costas, quando o trabalhador estiver em serviço em áreas de movimentação de veículos e cargas. Capacitação A capacitação dos trabalhadores da indústria da construção será feita de acordo com o disposto na NR-01 (Disposições Gerais). O treinamento básico em segurança do trabalho, conforme o Quadro 1 do Anexo I desta NR, deve ser presencial. Disposições gerais O canteiro de obras deve ser dotado de medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas nacionais vigentes. O canteiro de obras deve apresentar-se organizado, limpo e desimpedido, notadamente nas vias de circulação, passagens e escadarias. A remoção de entulhos ou sobras de materiais deve ser realizada por meio de equipamentos ou calhas fechadas. É proibido manter resíduos orgânicos acumulados ou expostos em locais inadequados do canteiro de obras, assim como a sua queima. Em caso de ocorrência de acidente fatal, é obrigatória a adoção das seguintes medidas: a) comunicar de imediato e por escrito ao órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, que repassará a informação ao sindicato da categoria profissional; b) isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente e pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; 140 Segurança do Trabalho c) a liberação do local, pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, será concedida em até 72 horas, contadas do protocolo de recebimento da comunicação escrita ao referido órgão. Disposições transitórias É proibido reutilizar contêiner originalmente utilizado para transporte de cargas em área de vivência. Tubulões com pressão hiperbárica Cada frente de trabalho deve possuir no mínimo 3 trabalhadores com capacitação para atuação como encarregado de ar comprimido. Os trabalhadores devem ser avaliados pelo médico, no máximo, até 2 horas antes de iniciar as atividades em ambiente hiperbárico, não sendo permitida a entrada em serviço daqueles que apresentem sinais de afecções das vias respiratórias ou outras moléstias. Os trabalhadores devem permanecer no canteiro de obras pelo menos 2 horas após o término da descompressão. Após a utilização de explosivos só é permitida a entrada de trabalhadores no tubulão após 6 horas de ventilação forçada. ANEXO I - CAPACITAÇÃO: CARGA HORÁRIA, PERIODICIDADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Carga horária e periodicidade A carga horária e a periodicidade das capacitações dos trabalhadores da indústria da construção devem seguir o disposto no Quadro 1 deste Anexo Quadro 1 Capacitação Treinamento inicial (carga horária) Treinamento periódico (carga horária/periodicidade)Treinamento eventual Básico em segurança do trabalho 4 horas 4 horas/2 anos Operador de grua 80 horas, sendo pelo menos 40 horas para a parte prática a critério do empregador Operador de guindaste 120 horas, sendo pelo menos 80 horas para a parte prática a critério do empregador Operador de equipamentos de guindar a critério do empregador, sendo pelo menos 50% a critério do empregador/ 2 anos 141 Segurança do Trabalho carga horária a critério do empregador para a parte prática Sinaleiro/amarrador de cargas 16 horas a critério do empregador/ 2 anos Operador de elevador 16 horas 4 horas/anual Instalação, montagem, desmontagem e manutenção de elevadores a critério do empregador a critério do empregador/anual Operador de PEMT 4 horas 4 horas/2 anos Encarregado de ar comprimido 16 horas a critério do empregador Resgate e remoção em atividades no tubulão 8 horas a critério do empregador Serviços de impermeabilização 4 horas a critério do empregador Utilização de cadeira suspensa 16 horas, sendo pelo menos 8 horas para a parte prática 8 horas/anual Atividade de escavação manual de tubulão 24 horas, sendo pelo menos 8 horas para a parte prática 8 horas/anual Demais atividades/funções a critério do empregador a critério do empregador/ a critério do empregador No caso das gruas e guindastes, além do treinamento teórico e prático, o operador deve passar por um estágio supervisionado de pelo menos 90 dias. O estágio supervisionado pode ser dispensado para o operador com experiência comprovada de, no mínimo, 6 meses na função, a critério e sob responsabilidade do empregador. ANEXO II - CABOS DE AÇO E DE FIBRA SINTÉTICA Os cabos de aço devem ter carga de ruptura equivalente a, no mínimo, 5 vezes a carga máxima de trabalho a que estiverem sujeitos e resistência à tração de seus fios de, no mínimo, 160 kgf/mm2. O cabo de aço e o de fibra sintética devem ser fixados por meio de dispositivos que impeçam seu deslizamento e desgaste. 142 Segurança do Trabalho O cabo de fibra sintética deve possuir no mínimo 22 kN de carga de ruptura sem os terminais, podendo ser de 3 capas ou capa e alma, sendo proibida a utilização de polipropileno para sua fabricação. GLOSSÁRIO Ancoragem: ponto ou elemento de fixação instalado na edificação ou outra estrutura para a sustentação de equipamento de trabalho ou EPI. Blaster: profissional qualificado responsável pela execução do plano de fogo e encarregado de organizar, conectar, dispor e distribuir os explosivos e acessórios empregados no desmonte de rochas. Canteiro de obra: área de trabalho fixa e temporária onde se desenvolvem operações de apoio e execução de construção, demolição, montagem, instalação, manutenção ou reforma. Escada portátil: escada de mão transportável. Grua: equipamento de guindar que possui lança de giro horizontal, suportada por uma estrutura vertical (torre), utilizado para movimentação horizontal e vertical de materiais. SPIQ: Sistema de Proteção Individual contra Quedas, constituído de sistema de ancoragem, elemento de ligação e equipamento de proteção individual, em consonância com a NR-35. Questões 1. (CESPE/PREF. MOSSORÓ-RN/2024) Julgue o próximo item, acerca de segurança e higiene do trabalho. De acordo com a NR-18, é proibida a execução de fundação por meio de tubulão de ar comprimido. Certo Errado COMENTÁRIOS: NR 18, 18.7.2.23: É proibida a execução de fundação por meio de tubulão de ar comprimido. GABARITO: CERTO 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2021) Considerando as responsabilidades da organização da obra, julgue o item subsequente: A organização da obra está dispensada de fazer a Comunicação prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, que deve ser feito após o início das atividades, de acordo com a legislação vigente. CERTO ERRADO 143 Segurança do Trabalho COMENTÁRIOS: A organização da obra está dispensada de (deve fazer) a Comunicação prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, que deve ser feito após o (antes do) início das atividades, de acordo com a legislação vigente. GABARITO: ERRADO 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2021) Conforme a NR 18 - CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO - As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações, Julgue o item incorreto: a) instalação sanitária; b) vestiário; c) local para refeição; d) alojamento, quando houver mais de 20 trabalhadores. COMENTÁRIOS: De acordo com a NR 18, não existe um número mínimo de trabalhadores para as áreas de vivência. As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações: a) instalação sanitária; b) vestiário; c) local para refeição; d) alojamento, quando houver mais de 20 trabalhadores (trabalhador alojado). GABARITO: LETRA D 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2021) Considerando as etapas de obra, julgue o item subsequente: Toda escavação com profundidade inferior a 1,25 metro somente pode ser iniciada com a liberação e autorização do profissional legalmente habilitado, atendendo o disposto nas normas técnicas nacionais vigentes. COMENTÁRIOS: Conforme a NR 18 - Toda escavação com profundidade inferior (superior) a 1,25 metro somente pode ser iniciada com a liberação e autorização do profissional legalmente habilitado, atendendo o disposto nas normas técnicas nacionais vigentes. GABARITO: ERRADO 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2021) Considerando a utilização de escadas e rampas, julgue os itens subsequentes: 144 Segurança do Trabalho I - para rampas, ângulos inferiores a 15° graus; II - para escadas móveis, ângulos entre 50° e 75° graus, ou de acordo com as recomendações do fabricante; III - para escadas fixas tipo vertical, ângulos entre 75° e 90° graus. Marque o item correto: a) Somente I está correto b) Todos estão corretos c) Somente III está correto d) Somente I e III estão corretos COMENTÁRIOS: Conforme a NR 18: A utilização de escadas e rampas deve observar os seguintes ângulos de inclinação: a) para rampas, ângulos inferiores a 15° graus; b) para escadas móveis, ângulos entre 50° e 75° graus, ou de acordo com as recomendações do fabricante; c) para escadas fixas tipo vertical, ângulos entre 75° e 90° graus. Ou seja, todos os itens estão corretos. GABARITO: LETRA B 17 Gestão de emergências 1. Conceitos Gerais ● Gestão de Emergências: Conjunto de ações planejadas para prevenir, responder e mitigar os efeitos de emergências, desastres ou incidentes críticos no ambiente de trabalho. ● Objetivo: Proteger vidas, minimizar danos à propriedade, garantir a continuidade das operações e preservar o meio ambiente. 2. Etapas da Gestão de Emergências 2.1. Prevenção ● Identificação de riscos e vulnerabilidades. ● Implementação de medidas preventivas. ● Treinamento e capacitação da equipe. 145 Segurança do Trabalho ● Exemplos: Manutenção preventiva, revisão de procedimentos, instalação de sistemas de segurança. 2.2. Preparação ● Desenvolvimento de planos de emergência. ● Simulações e treinamentos práticos. ● Designação de equipes específicas (brigadas de incêndio, socorristas). ● Exemplos: Simulados de evacuação, criação de rotas de fuga e pontos de encontro. 2.3. Resposta ● Atuação durante a ocorrência da emergência. ● Coordenação de ações de evacuação, contenção e salvamento. ● Comunicação com autoridades externas (bombeiros, SAMU, defesa civil). ● Exemplos: Resgate de vítimas, combate ao fogo, isolamento da área afetada. 2.4. Recuperação ● Restabelecimento das condições normais de operação. ● Análise de falhas e implementação de melhorias. ● Apoio psicológicoàs vítimas, se necessário. ● Exemplos: Reparos em estruturas, revisão de procedimentos de segurança. 3. Ferramentas e Estratégias de Gestão de Emergências 3.1. Plano de Ação de Emergência (PAE) ● Documento que descreve ações a serem realizadas em emergências. ● Componentes principais: ○ Identificação de riscos. ○ Recursos disponíveis. ○ Procedimentos operacionais. ○ Contatos de emergência. 3.2. Brigada de Emergência ● Grupo treinado para atuar em situações críticas. ● Responsabilidades: ○ Primeiros socorros. ○ Combate a incêndios. ○ Orientação na evacuação. 3.3. Sistema de Comando de Incidentes (SCI) ● Estrutura organizacional que facilita a gestão integrada de emergências. ● Componentes: Comando, planejamento, logística, finanças e operações. 4. Normas e Regulamentações Associadas 146 Segurança do Trabalho ● NR 23: Proteção contra incêndios. ● NR 20: Segurança no trabalho com inflamáveis e combustíveis. ● NR 33: Segurança em espaços confinados. ● NR 35: Segurança em trabalho em altura. ● ABNT NBR 15219: Plano de emergência contra incêndio. 5. Indicadores de Efetividade ● Tempo de resposta. ● Número de simulações realizadas. ● Percentual de funcionários treinados. ● Redução de acidentes e danos materiais. 6. Fatores Críticos de Sucesso ● Engajamento da liderança. ● Atualização periódica do plano de emergência. ● Comunicação clara e eficiente durante crises. ● Treinamentos regulares e participação ativa da equipe. Questões 1. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O Plano de Ação de Emergência (PAE) deve prever apenas as ações a serem tomadas durante a resposta à emergência, excluindo as etapas de prevenção e recuperação. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. O PAE deve abranger todas as etapas da gestão de emergências, incluindo prevenção, preparação, resposta e recuperação. A exclusão de etapas pode comprometer a eficácia do gerenciamento de crises. 2. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) A formação de brigadas de emergência é obrigatória em todas as empresas, independentemente do porte ou do grau de risco da atividade econômica. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. A obrigatoriedade de formação de brigadas de emergência depende do grau de risco e do 147 Segurança do Trabalho porte da empresa, conforme as exigências das normas regulamentadoras (como a NR 23). Empresas de menor porte ou com menor grau de risco podem não ser obrigadas, mas ainda assim devem garantir medidas mínimas de segurança. 3. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) A NR 33 trata da gestão de emergências específicas para atividades em espaços confinados, abordando procedimentos como resgate e controle de entrada nesses locais. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. A NR 33 regulamenta a segurança em espaços confinados, incluindo a gestão de emergências, controle de acesso, monitoramento e resgate. É essencial garantir a integridade física dos trabalhadores nesses ambientes. 4. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O tempo de resposta durante uma emergência é considerado um indicador-chave de eficiência no plano de gestão de emergências. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. O tempo de resposta é um indicador essencial, pois mede a rapidez e eficiência das ações tomadas durante uma emergência. Reduzir esse tempo pode minimizar danos e salvar vidas. 5. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) A atualização periódica dos planos de emergência é desnecessária, desde que o ambiente de trabalho e os processos da empresa permaneçam inalterados. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. Os planos de emergência devem ser atualizados regularmente, independentemente de mudanças no ambiente ou nos processos, para incorporar avanços tecnológicos, revisões normativas e aprimoramentos baseados em simulações e lições aprendidas. 18 Segurança e saúde no trabalho 148 Segurança do Trabalho Conceito Geral ● Segurança no Trabalho: Conjunto de medidas preventivas destinadas a proteger a integridade física e mental dos trabalhadores, evitando acidentes e doenças ocupacionais. ● Saúde no Trabalho: Conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores, abrangendo aspectos físicos, mentais e sociais. 2. Legislação e Normas Aplicáveis 2.1. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): ● Capítulo V: Dispõe sobre normas de segurança e medicina do trabalho. ● Estabelece a obrigatoriedade de adoção de medidas de proteção. 2.2. Normas Regulamentadoras (NRs): ● Regulamentam e orientam a aplicação da segurança e saúde no trabalho. ● Exemplos: ○ NR 01: Disposições gerais e gerenciamento de riscos. ○ NR 06: Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). ○ NR 09: Prevenção de riscos ambientais (PPRA). ○ NR 17: Ergonomia. 2.3. Normas Técnicas Complementares: ● ABNT e ISO, como a ISO 45001 (sistema de gestão de segurança e saúde). 3. Princípios Fundamentais 3.1. Prevenção ● Identificação e eliminação de riscos no ambiente de trabalho. ● Implementação de medidas de controle e proteção. 3.2. Promoção da Saúde ● Ações educativas e programas de qualidade de vida. ● Exemplos: ginástica laboral, campanhas de vacinação, orientação nutricional. 3.3. Responsabilidade Compartilhada ● Empregador: Prover ambiente seguro e treinamento adequado. ● Empregado: Cumprir normas de segurança e utilizar EPIs. 4. Ferramentas e Programas de Gestão 4.1. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR): 149 Segurança do Trabalho ● Substituiu o PPRA (NR 01). ● Identifica e controla riscos ocupacionais. ● Abrange planejamento, execução e monitoramento de medidas preventivas. 4.2. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO): ● NR 07. ● Prevenção e diagnóstico precoce de doenças relacionadas ao trabalho. 4.3. Sistema de Gestão de SST: ● Baseado na ISO 45001. ● Integra políticas de segurança e saúde às estratégias organizacionais. 5. Tipos de Riscos Ocupacionais ● Físicos: Ruído, calor, vibração, radiação. ● Químicos: Poeiras, vapores, fumos, líquidos. ● Biológicos: Micro-organismos, vírus, bactérias. ● Ergonômicos: Posturas inadequadas, repetitividade, jornada excessiva. ● Acidentais: Condições inseguras, falhas em máquinas e equipamentos. 6. Abordagem em Emergências de Saúde e Segurança ● Prevenção: Plano de emergência e treinamentos. ● Resposta: Primeiros socorros, evacuação, combate ao fogo. ● Recuperação: Restabelecimento do ambiente de trabalho e apoio aos afetados. 7. Indicadores de SST ● Taxa de frequência e gravidade de acidentes. ● Absenteísmo por motivos de saúde. ● Adesão a treinamentos e utilização de EPIs. Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-S/2024) Julgue o item subsequente, relativo aos princípios gerais da segurança do trabalho. Constitui obrigação do trabalhador cooperar ativamente na empresa, no estabelecimento ou no serviço para a melhoria do sistema de segurança e de saúde no trabalho, tomando conhecimento das informações prestadas pelo empregador e comparecendo às consultas e aos exames determinados pelo médico do trabalho. Certo Errado 150 Segurança do Trabalho COMENTÁRIOS: Lei nº 3/2014 de 28/01/2014 Art. Obrigações do trabalhador d) Cooperar ativamente na empresa, no estabelecimento ou no serviço para a melhoria do sistema de segurança e de saúde no trabalho, tomando conhecimento da informação prestada pelo empregador e comparecendo às consultas e aos exames determinados pelo médico do trabalho. GABARITO: CERTO 2. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tem como principal objetivo a prevenção de doenças relacionadas ao trabalho e a promoção da saúde dos trabalhadores, devendo ser elaborado por um médico do trabalho e incluir exames periódicos. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. O PCMSO é uma exigência da NR 07 e tem como objetivo monitorar e prevenir doenças ocupacionais. Ele deve ser elaborado por um médico do trabalho, incluindo a realização de exames médicos periódicos para os trabalhadores, de acordo com os riscos da função. 3. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) Aresponsabilidade pela segurança e saúde no trabalho é exclusiva do empregador, que deve fornecer os equipamentos de proteção individual (EPIs) e assegurar condições adequadas para o trabalho dos empregados. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. Embora o empregador seja o principal responsável por garantir a segurança e saúde no trabalho, o empregado também tem a responsabilidade de cumprir as normas de segurança, utilizar corretamente os EPIs e colaborar com as medidas de prevenção. A responsabilidade é compartilhada. 4. (ELABORADA PELA AUTOR/2024)O gerenciamento de riscos ocupacionais deve ser feito apenas quando ocorrerem acidentes ou doenças, com o objetivo de corrigir os problemas já identificados. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Errado. O gerenciamento de riscos ocupacionais deve ser preventivo, ou seja, deve identificar e 151 Segurança do Trabalho mitigar riscos antes que resultem em acidentes ou doenças. Isso envolve a adoção de práticas e medidas preventivas para proteger os trabalhadores, conforme estabelecido pelo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). 5. (ELABORADA PELA AUTOR/2024)Os riscos ergonômicos, como posturas inadequadas e esforços repetitivos, podem ser prevenidos através da implementação de medidas de ergonomia, como o ajuste de mobiliário e a organização do ambiente de trabalho. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. A ergonomia busca ajustar o ambiente de trabalho e as tarefas de forma a reduzir o risco de lesões, especialmente relacionadas a posturas inadequadas e esforços repetitivos. A adaptação do mobiliário e a organização do espaço de trabalho são exemplos de medidas que podem prevenir esses riscos. 6. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O objetivo principal da NR 09 (PPRA) é identificar e controlar os riscos ambientais no local de trabalho, prevenindo que os trabalhadores se exponham a riscos químicos, físicos e biológicos. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Resposta: Certo. A NR 09 estabelece diretrizes para a elaboração do PPRA, que visa à identificação, avaliação e controle dos riscos ambientais (químicos, físicos e biológicos) no ambiente de trabalho, com o objetivo de preservar a saúde e segurança dos trabalhadores. 19 Higiene ocupacional 1. Definição de Higiene Ocupacional ● Higiene Ocupacional é a ciência e prática de identificar, avaliar e controlar os fatores ambientais e condições de trabalho que podem causar doenças, lesões ou desconfortos aos trabalhadores. ● O objetivo é proteger a saúde dos trabalhadores, promovendo um ambiente laboral seguro e saudável. 2. Etapas da Higiene Ocupacional A prática de higiene ocupacional segue um ciclo contínuo de identificação, avaliação e controle de riscos: 2.1. Identificação de Riscos 152 Segurança do Trabalho ● Identificar os tipos de exposição no ambiente de trabalho, levando em consideração fatores como substâncias químicas, níveis de ruído, e condições ergonômicas. ● Uso de ferramentas de análise como entrevistas com trabalhadores, inspeções de segurança e registros de acidentes. 2.2. Avaliação de Riscos ● Medição e quantificação dos agentes perigosos no ambiente de trabalho, como nível de exposição ao ruído ou concentração de gases. ● Utilização de equipamentos de monitoramento como dosímetros de ruído e dispositivos de amostragem de ar. 2.3. Controle de Riscos ● Substituição de materiais: Optar por substâncias menos tóxicas ou perigosas. ● Atenuação: Uso de sistemas de ventilação, barreiras acústicas, ou sistemas de controle de emissão de poeiras. ● Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Uso de máscaras, protetores auriculares, luvas, entre outros, conforme o risco identificado. 3. Programas de Higiene Ocupacional 3.1. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) ● NR 9: Define as diretrizes para a identificação e controle de riscos ambientais (físicos, químicos e biológicos). 3.2. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) ● NR 7: Acompanhamento da saúde dos trabalhadores, com a realização de exames médicos periódicos. 3.3. Programas Específicos para Riscos Ergonômicos e Psicossociais ● Implementação de práticas e treinamentos para evitar lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbios psicossociais, como o estresse. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A Higiene Ocupacional é uma ciência que se dedica exclusivamente ao controle de riscos físicos, químicos e biológicos no ambiente de trabalho, com o objetivo de promover a saúde e segurança do trabalhador. Certo Errado 153 Segurança do Trabalho Comentário: Certo. A Higiene Ocupacional visa identificar, avaliar e controlar os riscos ocupacionais (físicos, químicos, biológicos e ergonômicos) para proteger a saúde dos trabalhadores. 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) tem como objetivo principal a vigilância dos riscos ambientais no ambiente de trabalho e a promoção da saúde, com a implementação de medidas para eliminar ou minimizar esses riscos. Certo Errado Comentário: Certo. O PPRA é um programa obrigatório que visa identificar, avaliar e controlar os riscos ambientais presentes no local de trabalho, promovendo ações para preservar a saúde dos trabalhadores. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A responsabilidade pelo uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recai exclusivamente sobre o empregador, que deve fornecer os EPIs necessários para os trabalhadores. Certo Errado Comentário: Errado. A responsabilidade pelo uso correto dos EPIs é compartilhada entre empregador e empregado. O empregador deve fornecer os EPIs adequados e treinar os trabalhadores sobre seu uso, enquanto o empregado tem a obrigação de usá-los corretamente durante o trabalho. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) No contexto da higiene ocupacional, o controle da exposição aos riscos químicos deve incluir tanto a substituição de substâncias perigosas quanto o uso de medidas de contenção e ventilação, além do fornecimento de EPIs. Certo Errado Comentário: Certo. O controle de riscos químicos envolve estratégias como a substituição de substâncias perigosas, uso de sistemas de ventilação adequados, contenção de substâncias e fornecimento de EPIs, a fim de minimizar a exposição dos trabalhadores. 20 Treinamento e capacitação em segurança do trabalho: combate a incêndi primeiros socorros e manuseio de materiais perigosos 154 Segurança do Trabalho 1. Treinamento e Capacitação em Segurança do Trabalho ● Objetivo: Proteger a saúde e segurança dos trabalhadores, garantir o cumprimento das normas de segurança e prevenir acidentes e doenças ocupacionais. ● Responsabilidade: O empregador é responsável por fornecer treinamento adequado, enquanto os trabalhadores devem seguir as orientações para prevenir e mitigar riscos no ambiente de trabalho. 2. Combate a Incêndios ● Objetivo do treinamento: Capacitar os trabalhadores para agir de forma eficiente e segura em situações de incêndio. ● Conteúdo do treinamento: ○ Prevenção: Identificação e controle de riscos de incêndio. ○ Identificação de Extintores: Conhecimento dos tipos de extintores (água, pó químico, CO2, etc.) e sua aplicação. ○ Plano de emergência: Procedimentos para evacuação segura, pontos de encontro e rotas de fuga. ○ Primeiros socorros: Treinamento básico para socorrer vítimas de queimaduras. ● Simulações: Realização de simulações práticas para a evacuação e uso de extintores. 3. Primeiros Socorros ● Objetivo do treinamento: Capacitar os trabalhadores para fornecer cuidados imediatos em caso de acidente, até a chegada de profissionais especializados. ● Conteúdo do treinamento: ○ Ações básicas: Compressas, controle de hemorragias, respiração boca a boca e reanimação cardiopulmonar (RCP). ○ Identificação de sinais vitais: Como verificar pulso, respiração e nível de consciência. ○ Prevenção de complicações: Cuidados para evitar a piora do quadro até a chegada de socorro médico. ○ Acidentes comuns: Atendimento a fraturas, entorses, queimaduras, cortes e outras lesões. ●Capacitação contínua: Atualizações regulares sobre técnicas de primeiros socorros. 4. Manuseio de Materiais Perigosos ● Objetivo do treinamento: Ensinar os trabalhadores a identificar, manusear e armazenar materiais perigosos de forma segura, prevenindo acidentes e exposições nocivas à saúde. ● Conteúdo do treinamento: ○ Identificação de materiais perigosos: Conhecimento sobre substâncias químicas, inflamáveis, tóxicas, corrosivas, radioativas, entre outras. 155 Segurança do Trabalho ○ Procedimentos de armazenamento: Regras sobre a segregação de materiais, ventilação adequada, controle de temperatura, e uso de etiquetas e fichas de segurança (FISPQ). ○ Equipamentos de proteção individual (EPIs): Uso de luvas, máscaras, aventais e outros EPIs necessários. ○ Emergências químicas: O que fazer em caso de derramamento, explosões ou exposição. ● Simulações e práticas: Treinamento prático no manuseio de materiais perigosos, incluindo o uso de equipamentos de proteção e procedimentos de contenção. 5. Legislação e Normas Relacionadas ● Normas Regulamentadoras (NRs): ○ NR 23: Segurança contra incêndio. ○ NR 7: Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO), abordando o cuidado com a saúde no ambiente de trabalho. ○ NR 20: Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis. ○ NR 32: Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde, incluindo primeiros socorros. ○ NR 26: Sinalização de segurança no trabalho. 6. Conclusão ● Importância dos treinamentos: O treinamento contínuo em segurança do trabalho é essencial para a prevenção de acidentes, proteção da saúde dos trabalhadores e cumprimento das normas legais. ● Benefícios: Trabalhadores capacitados podem reagir adequadamente em situações de risco, reduzir o número de acidentes e contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro. Questões 1. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O treinamento em combate a incêndios deve incluir o conhecimento sobre os diferentes tipos de extintores, seus usos específicos e a realização de simulações práticas de evacuação. Certo Errado Comentário: Certo. O treinamento deve abordar os tipos de extintores e como utilizá-los corretamente, além de realizar simulações práticas de evacuação para garantir a segurança no ambiente de trabalho. 156 Segurança do Trabalho 2. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O treinamento em primeiros socorros não é necessário para trabalhadores que não atuam diretamente com risco de acidentes graves, já que esses trabalhadores estão menos expostos a situações de emergência. Certo Errado Comentário: Errado. Todos os trabalhadores devem ser treinados em primeiros socorros, pois emergências podem ocorrer em qualquer área de trabalho, independentemente do risco aparente. Esse treinamento visa salvar vidas até a chegada de ajuda especializada. 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) No treinamento de manuseio de materiais perigosos, é fundamental ensinar os trabalhadores a identificar corretamente os materiais e adotar medidas de proteção adequadas, como o uso de EPIs e a correta segregação e armazenamento dos produtos. Certo Errado Comentário: Certo. O treinamento deve garantir que os trabalhadores saibam como identificar e manusear materiais perigosos, além de adotar as medidas corretas de proteção e armazenagem para evitar acidentes e exposições à saúde. 4. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) A legislação brasileira exige que o treinamento em combate a incêndios seja realizado apenas em empresas que lidam com substâncias inflamáveis, dispensando empresas com outros tipos de risco. Certo Errado Comentário: Errado. A legislação, em especial a NR 23, exige que todas as empresas realizem treinamentos em combate a incêndios, independentemente do tipo de atividade, pois qualquer ambiente de trabalho pode apresentar riscos de incêndio. 5. (ELABORADA PELO AUTOR/2024) O treinamento de segurança do trabalho deve ser periódico, com revisões constantes dos procedimentos de emergência, a fim de manter os trabalhadores preparados para situações de risco. Certo Errado Comentário: Certo. A capacitação em segurança do trabalho deve ser contínua e periódica, garantindo que os trabalhadores estejam sempre atualizados sobre os procedimentos de segurança, especialmente em situações de emergência. —------------------------------------------------FIM—------------------------------------------------------ 157estudo realizado durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema. GABARITO: LETRA E 9. (CELESC/FEPESE/2018) Como é definido o método prático de investigação de acidentes do trabalho, baseado na teoria de sistemas e na pluricausalidade do fenômeno acidente, considerado sintoma de disfuncionamento do sistema sócio técnico aberto constituído pela empresa? a) Árvore de Causa b) Diagrama de Causa e Efeito c) Análise Prática Investigativa d) Análise do Tipo e Efeito de Falha e) Análise Precoce de Risco COMENTÁRIOS: a) Árvore de Causa. Sim, conceito correto. b) Diagrama de Causa e Efeito. Não é uma técnica de análise de risco. c) Análise Prática Investigativa. Não é uma técnica de análise de risco. d) Análise do Tipo e Efeito de Falha. Não é uma técnica de análise de risco. e) Análise Precoce de Risco. Não é uma técnica de análise de risco. GABARITO: LETRA A 10. (IADES/CORREIOS/2017) São várias as técnicas utilizadas para análise e identificação de riscos no trabalho. Entre elas, a que consiste na revisão das diferentes áreas da instalação/sistema, identificando perigos potenciais e (ou) problemas de operabilidade e sendo efetiva na detecção de incidentes previsíveis é a: a) TIC b) AAF 12 Segurança do Trabalho c) APR d) AMFE e) HAZOP COMENTÁRIOS: a) ERRADA: TIC - É uma técnica qualitativa, para identificar falhas e condições inseguras que podem contribuir para a ocorrência de acidentes reais ou potenciais. b) ERRADA: AAF - A metodologia da AAF consiste na construção de um processo lógico dedutivo que, partindo de um evento indesejado pré-definido (hipótese acidental), busca as suas possíveis causas. c) ERRADA: APR - A Análise Preliminar de Risco – APR consiste em um estudo antecipado e detalhado de todas as fases do trabalho a fim de detectar os possíveis problemas que poderão acontecer durante a execução. d) ERRADA: AMFE - A análise FMEA (Failure Modes, Effects Analysis) tem como objetivo identificar potenciais modos de falha de um produto ou processo de forma a avaliar o risco associado a estes modos de falhas, para que sejam classificados em termos de importância e então receber ações corretivas com o intuito de diminuir a incidência de falhas. e) CORRETA: HAZOP - "HAZOP é uma ferramenta de análise de risco que visa identificar os perigos e problemas de operabilidade na instalação de um processo. É uma sigla para Hazard and Operability Studies, ou seja, Estudo de Perigo e Operabilidade." GABARITO: LETRA E 11. (COMPERVE/UFRN/2017) A correta identificação de erros e condições inseguras que contribuem para a ocorrência de acidentes com lesões reais e potenciais, na qual se utiliza uma amostra aleatória estratificada de observadores-participantes, selecionados dentro de uma população, é uma metodologia aplicada à: a) Técnica de Incidentes Críticos. b) Análise preliminar de perigo. c) Técnica de Perigos e Operabilidades – HAZOP. d) Metodologia de Análise e Prevenção de Acidentes – MAPA. COMENTÁRIOS: a) CORRETA - Técnica de Incidentes Críticos. b) ERRADA - Análise preliminar de perigo. (é uma técnica de análise de risco, mas o conceito é outro). c) ERRADA - Técnica de Perigos e Operabilidades – HAZOP. (é uma técnica de análise de risco, mas o conceito é outro). d) ERRADA - Metodologia de Análise e Prevenção de Acidentes – MAPA. (não é uma técnica de análise de risco). GABARITO: LETRA A 13 Segurança do Trabalho 12. (COMPERVE/UFRN/2017) Suponhamos que um Técnico de Segurança do Trabalho necessite realizar um estudo de análise de riscos com o objetivo de analisar as maneiras pelas quais um equipamento ou sistema pode falhar e os efeitos que poderão advir, estimando ainda as taxas de falha e propiciando o estabelecimento de mudanças e alternativas que possibilitem uma diminuição das probabilidades de falha, aumentando a confiabilidade do sistema. Nesse caso, a ferramenta mais apropriada para o estudo é a: a) Técnica de Falhas, Erros e Confiabilidade. b) Técnica de Análise de Modos de Falha e Efeitos. c) Análise de Árvore de causas - ADC. d) Análise Preliminar de Riscos – APR. COMENTÁRIOS: a) ERRADA – Não é uma técnica de análise de risco. b) CORRETA - A Análise de Modos de Falhas e Efeitos FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) é um método utilizado para prevenir falhas e analisar os riscos de um processo, através da identificação de causas e efeitos para identificar as ações que serão utilizadas para inibir as falhas. c) ERRADA - A árvore de causas é um método de análise baseado na teoria de sistemas utilizado para a análise de acidentes por se tratar de um evento que pode resultar de situações complexas e que, quase sempre, tem várias causas. Se for bem aplicada, deve apontar todas a falhas que antecederam ao evento final (lesão ou não). O conceito básico aplicado é o de variação ou desvio, que pode ser entendido como uma “fuga” dos padrões e que tem relação direta com o acidente. d) ERRADA - A Análise Preliminar de Riscos é uma ferramenta eficaz para a identificação de potenciais riscos no ambiente de trabalho. Partindo da identificação antecipada de elementos e fatores ambientais que representem perigo elevado, analisa, de maneira detalhada, cada uma das etapas do processo, possibilitando assim a escolha das ações mais adequadas para minimizar a possibilidade de acidentes. GABARITO: LETRA B 2 Aplicação e orientação prática das Normas Regulamentadoras de Seguranç Trabalho (NRs). 1. Conceito e Importância das NRs ● Definição: Conjunto de normas estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atualmente Ministério do Trabalho e Previdência (MTP), com o objetivo de regular e orientar condições de segurança e saúde no ambiente laboral. ● Fundamento Legal: Art. 200 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). ● Objetivo Geral: ○ Garantir a integridade física e a saúde ocupacional dos trabalhadores. ○ Prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 14 Segurança do Trabalho 2. Estrutura Geral das NRs ● NR 1 - Disposições Gerais: ○ Estabelece as obrigações dos empregadores e trabalhadores. ○ Introduz o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). ● NR 2 - Inspeção Prévia (Revogada): Tratava de inspeções obrigatórias antes do início de operações. ● NRs Específicas: Regulam atividades ou setores específicos (ex.: NR 12 - Máquinas e Equipamentos, NR 18 - Construção Civil). 3. Aplicação Prática das NRs 3.1. Implementação e Gerenciamento ● Diagnóstico Inicial: ○ Identificação dos riscos presentes no ambiente de trabalho. ○ Elaboração de documentos como PGR, LTCAT e PPRA (PPRA substituído pelo PGR). ● Capacitação e Treinamento: ○ Treinamentos obrigatórios conforme especificado em cada NR (ex.: Operação de empilhadeiras – NR 11). ● Inspeções e Auditorias: ○ Avaliação contínua para verificar a conformidade. 3.2. Responsabilidades ● Empregador: ○ Garantir condições seguras. ○ Fornecer EPI (Equipamentos de Proteção Individual) e EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva). ● Trabalhadores: ○ Utilizar corretamente os EPIs fornecidos. ○ Reportar condições inseguras. 4. Principais NRs e Suas Aplicações 4.1. Normas Gerais ● NR 1: Obrigações gerais, PGR e capacitação de trabalhadores. ● NR 7: PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). ● NR 9: Gerenciamento de riscos ambientais. 4.2. Normas Específicas ● NR 12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (ex.: instalação de proteções físicas). ● NR 18: Condições de segurança na construção civil. ● NR 35: Trabalho em altura (ex.: uso de cinturões de segurança e ancoragem). 5. Orientações Práticas para a Aplicação 15 Segurança do Trabalho ● Adaptação à Realidade da Empresa: ○ Adequar os programas de segurança ao porte e à atividade da empresa. ○ Exemplo: Pequenas empresas podem adotar abordagens simplificadas de PGR. ● Uso de Indicadores: ○ Monitorar acidentes e doenças para ajustes nas medidas preventivas. ● Integração com Outras Normas e Legislações: ○ Ex.: Compatibilização entre NRs e legislações ambientais ou trabalhistas.6. Aspectos Importantes para Concursos CESPE ● Cobrança de Interpretação Contextual: A banca tende a exigir o entendimento prático das normas em situações hipotéticas. ● Detalhes de Atualização: Conhecimento sobre revogações, substituições e atualizações das NRs (ex.: NR 2 foi revogada; PPRA substituído pelo PGR na NR 1). ● Diferenciação de Conceitos: Exemplo: Distinção entre EPI (uso individual) e EPC (proteção coletiva). ● Foco nas Obrigações do Empregador e do Trabalhador: Saber delimitar responsabilidades. Questões 1. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) As Normas Regulamentadoras (NRs) são obrigatórias para todas as empresas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), independentemente do porte ou ramo de atividade. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está certo. As NRs têm caráter obrigatório e são aplicáveis a todas as empresas que empregam trabalhadores regidos pela CLT, sem distinção de porte ou setor de atuação. 2. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) foi substituído pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme disposto na NR 9, que estabelece diretrizes exclusivas para a identificação de agentes físicos no ambiente de trabalho. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está errado. O PGR substituiu o PPRA, mas ele está previsto na NR 1, e suas diretrizes abrangem a identificação, análise e controle de todos os tipos de riscos ocupacionais (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos), não se limitando apenas aos agentes físicos. 16 Segurança do Trabalho 3. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) A NR 35 estabelece que todo trabalho realizado em altura, considerado aquele acima de dois metros, deve ser precedido de capacitação, análise de risco e adoção de medidas de proteção coletiva e individual. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está certo. A NR 35 define os requisitos mínimos para o trabalho em altura, incluindo treinamento, análise de riscos e a utilização de EPIs e EPCs adequados para prevenir quedas. 4. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) A NR 12, que trata da segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, aplica-se exclusivamente às indústrias, sendo opcional em setores de serviços. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está errado. A NR 12 é aplicável a todos os setores que utilizem máquinas e equipamentos, incluindo o setor de serviços, pois seu objetivo é garantir a segurança dos trabalhadores independentemente do ramo de atuação. 5. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) O empregador é obrigado a fornecer gratuitamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários aos trabalhadores, conforme a NR 6, cabendo ao trabalhador responsabilizar-se pelo uso correto e conservação dos mesmos. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está certo. A NR 6 estabelece que o empregador deve fornecer os EPIs gratuitamente, enquanto os trabalhadores têm o dever de utilizá-los corretamente e preservá-los. 6. (ELABORADA PELA AUTOR/2024) As disposições gerais da NR 1 estabelecem que a capacitação dos trabalhadores em segurança e saúde no trabalho pode ser realizada por qualquer pessoa com experiência prática no ambiente laboral, sem exigência de qualificação formal. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: O item está errado. A NR 1 exige que a capacitação dos trabalhadores seja ministrada por profissionais qualificados, com formação específica e conhecimentos técnicos adequados ao tema. 17 Segurança do Trabalho 3 Avaliação do trabalho e do ambiente do trabalho CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho 1. Conceitos Fundamentais ● Avaliação do Trabalho: Análise sistemática das condições em que o trabalho é realizado, considerando aspectos técnicos, humanos e organizacionais. ● Avaliação do Ambiente de Trabalho: Processo que identifica e mede fatores de risco e condições presentes no local de trabalho que possam afetar a saúde, segurança e produtividade dos trabalhadores. ● Objetivo Geral: ○ Garantir a segurança e saúde ocupacional. ○ Promover a melhoria contínua do ambiente de trabalho. ○ Prevenir acidentes e doenças ocupacionais. 2. Metodologia de Avaliação 2.1. Levantamento de Dados ● Identificação de riscos ocupacionais: Físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos. ● Documentos de referência: PGR (NR 1), LTCAT (NR 15) e PCMSO (NR 7). ● Técnicas de avaliação: ○ Entrevistas com trabalhadores. ○ Inspeções visuais. ○ Medições ambientais (ex.: nível de ruído, calor, agentes químicos). 2.2. Ferramentas Utilizadas ● Análise Quantitativa: Uso de equipamentos de medição (dosímetros, luxímetros, etc.). ● Análise Qualitativa: Checklists, mapeamento de riscos e observações in loco. ● Métodos Específicos: ○ Mapa de Riscos. ○ NHO (Normas de Higiene Ocupacional). 3. Fatores Avaliados no Trabalho e no Ambiente 3.1. Condições Físicas ● Ruído: Avaliação por dosimetria (NHO 01). ● Temperatura: Índice de Calor (NR 15, anexo 3). ● Iluminação: Medida com luxímetros (NR 17). 3.2. Condições Químicas e Biológicas ● Agentes Químicos: Exposição a vapores, gases e poeiras. ● Agentes Biológicos: Contato com microrganismos (NR 32 – Saúde). 18 Segurança do Trabalho 3.3. Condições Ergonômicas ● Postura e Movimentação: Avaliação de condições inadequadas (NR 17). ● Carga de Trabalho Mental: Impactos psicológicos e estresse. 3.4. Organização do Trabalho ● Jornada e Ritmo de Trabalho: Impactos na saúde física e mental. ● Relações Laborais: Fatores psicossociais, como assédio e clima organizacional. 4. Responsabilidades na Avaliação ● Empregador: ○ Realizar a identificação e o controle de riscos. ○ Fornecer medidas de proteção coletiva (EPC) e individual (EPI). ● Trabalhador: ○ Colaborar com as ações de avaliação e prevenção. ○ Utilizar corretamente os equipamentos fornecidos. ● Profissionais de SST: ○ Elaborar relatórios e propor soluções para mitigar riscos. 5. Legislação Aplicável ● NRs Relevantes: ○ NR 1: Disposições gerais e PGR. ○ NR 9: Avaliação de agentes de risco. ○ NR 17: Ergonomia. ○ NR 15: Insalubridade e limites de tolerância. ● Normas Técnicas Complementares: ○ NHO da FUNDACENTRO (Normas de Higiene Ocupacional). A avaliação do trabalho e do ambiente de trabalho é uma etapa crítica da gestão de segurança e saúde ocupacional, exigindo domínio de conceitos técnicos, metodologias de análise e legislação aplicável. Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) A CAT é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. ▪ Acidente de trabalho ou de trajeto: é o acidente ocorrido no exercício da atividade profissional a serviço da empresa ou no deslocamento residência / trabalho / residência, e que provoque lesão corporal ou perturbação funcional que cause a perda ou redução – permanente ou temporária – da capacidade para o trabalho ou, em último caso, a morte; ▪ Doença ocupacional: é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Quando fazer? 19 Segurança do Trabalho A empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com seus empregados, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência. Em caso de morte, a comunicação deverá ser imediata. A empresa que não informar o acidente de trabalho dentro do prazo legal estará sujeita à aplicação de multa, conforme disposto nos artigos 286 e 336 do Decreto nº 3.048/1999. Se a empresa não fizer o registro da CAT, o próprio trabalhador, o dependente, a entidade sindical, o médico ou a autoridade pública (magistrados, membros do Ministério Público e dos serviços jurídicos da União e dos Estados ou do Distrito Federal e comandantes de unidades do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar) poderão efetivar a qualquer tempo o registro deste instrumento junto à Previdência Social, o que não exclui a possibilidadeda aplicação da multa à empresa. Deverão ser emitidas 4 vias sendo: ▪ 1ª via ao INSS ▪ 2ª via ao segurado ou dependente ▪ 3ª via ao sindicato de classe do trabalhador ▪ 4ª via à empresa. Caso a área de informações referente ao atestado médico do formulário não esteja preenchida e assinada pelo médico assistente, deverá ser apresentado o atestado médico, desde que nele conste a devida descrição do local/data/hora de atendimento, bem como o diagnóstico com o CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) e o período provável para o tratamento, contendo a assinatura, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) e o carimbo do médico responsável pelo atendimento, seja particular, de convênio ou do SUS; Tipos de CAT ▪ CAT inicial: Irá se referir a acidente de trabalho típico, trajeto, doença profissional, do trabalho ou óbito imediato; ▪ CAT de reabertura: Será utilizada para casos de afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho; ▪ CAT de comunicação de óbito: Será emitida exclusivamente para casos de falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, após o registro da CAT inicial; ▪ Na CAT de reabertura, deverão constar as mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura. Não será considerada CAT de reabertura a situação de simples assistência médica ou de afastamento com menos de 15 dias consecutivos. Questões 1. (CESPE/INSS/2022) No que se refere aos acidentes do trabalho, julgue o item seguinte. 20 Segurança do Trabalho A falta de emissão da comunicação de acidente do trabalho (CAT) constitui óbice para o reconhecimento da natureza acidentária da incapacidade e impede o posterior recebimento de auxílio-acidente. Certo Errado Comentário: O item está errado. A falta de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) não impede o reconhecimento da natureza acidentária da incapacidade nem o posterior recebimento de auxílio-acidente. A emissão da CAT é um procedimento administrativo obrigatório, mas sua ausência pode ser suprida pelo trabalhador, seus dependentes, o sindicato ou até mesmo pelo médico assistente, conforme disposto no artigo 22 da Lei nº 8.213/1991. Além disso, o reconhecimento da natureza acidentária pode ser realizado mediante decisão judicial ou análise do INSS com base nas provas apresentadas. 2. (FGV/BANESTES/2018) A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. A CAT de reabertura deverá ser emitida: a) em situação de afastamento do trabalho em período menor que 15 dias consecutivos; b) com as informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão; c) em situação que requer assistência médica em período menor que 15 dias consecutivos; d) exclusivamente para casos de afastamento em virtude de agravamento de lesão de acidente do trabalho; e) exclusivamente para casos de afastamento por agravamento de doença profissional ou do trabalho. COMENTÁRIOS: Na CAT de reabertura, deverão constar as mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura. Não será considerada CAT de reabertura a situação de simples assistência médica ou de afastamento com menos de 15 dias consecutivos. Fonte: https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat/ a) ERRADA - em situação de afastamento do trabalho em período menor (maior) que 15 dias consecutivos; b) CORRETA - com as informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão; c) ERRADA - em situação que requer assistência médica em período menor (maior) que 15 dias consecutivos; 21 Segurança do Trabalho d) ERRADA - exclusivamente para casos de afastamento em virtude de agravamento de lesão de acidente do trabalho (ou de doença profissional ou do trabalho); e) ERRADA - exclusivamente para casos de afastamento por agravamento de (lesão de acidente do trabalho ou) doença profissional ou do trabalho. GABARITO: LETRA B 3. (FEPESE/CELESC/2018) Assinale a alternativa correta em relação à Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). a) A empresa é obrigada a informar à Previdência Social os acidentes de trabalho mais graves ocorridos com seus empregados, sempre que haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. b) A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto como uma doença ocupacional. c) A empresa que não informar o acidente de trabalho grave dentro do prazo legal estará sujeita à advertência, conforme disposto nos artigos 286 e 336 do Decreto n° 3.048/1999. d) A CAT de reabertura será utilizada para casos em que não haja afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho. e) Caso a área de informações referente ao atestado médico do formulário não esteja preenchida e assinada pelo médico assistente, deverá ser preenchida e assinada pelo acidentado. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - A empresa é obrigada a informar à Previdência Social os acidentes de trabalho mais graves (todos) ocorridos com seus empregados, sempre que haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. b) CORRETA - A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto como uma doença ocupacional. c) ERRADA - A empresa que não informar o acidente de trabalho grave dentro do prazo legal estará sujeita à advertência (multa), conforme disposto nos artigos 286 e 336 do Decreto n° 3.048/1999. d) ERRADA - A CAT de reabertura será utilizada para casos em que não haja afastamento (de afastamento) por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho. e) ERRADA - Caso a área de informações referente ao atestado médico do formulário não esteja preenchida e assinada pelo médico assistente, deverá ser preenchida e assinada pelo acidentado (deverá ser apresentado o atestado médico, desde que nele conste a devida descrição do local/data/hora de atendimento, bem como o diagnóstico com o CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) e o período provável para o tratamento, contendo a assinatura, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) e o carimbo do médico). GABARITO: LETRA B 4. (FEPESE/CELESC/2018) Como é denominado o documento emitido exclusivamente para casos de falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho? 22 Segurança do Trabalho a) CAT de reabertura b) CAT de comunicação de óbito c) Reconhecimento de óbito d) Declaração de óbito e) Atestado de óbito COMENTÁRIOS: - a CAT inicial irá se referir a acidente de trabalho típico, trajeto, doença profissional, do trabalho ou óbito imediato; - a CAT de reabertura será utilizada para casos de afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho; - a CAT de comunicação de óbito, será emitida exclusivamente para casos de falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, após o registro da CAT inicial; Fonte: https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat/ GABARITO: LETRA B 5. (FEPESE/CELESC/2018) Como é denominado o documento que é emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional? a) Laudo Pericial Previdenciário (LPP) b) Comunicação Preliminar de Riscos (CPR) c) Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) d) Comunicação de Acidentede Trabalho (CAT) e) Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) COMENTÁRIOS: A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. Fonte: https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat/ GABARITO: LETRA D 4 Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção cole (EPC) Objetivo O objetivo desta Norma Regulamentadora - NR é estabelecer os requisitos para aprovação, comercialização, fornecimento e utilização de Equipamentos de Proteção Individual - EPI. 23 Segurança do Trabalho Campo de aplicação As disposições desta NR se aplicam às organizações que adquiram EPI, aos trabalhadores que os utilizam, assim como aos fabricantes e importadores de EPI. Disposições gerais Para os fins de aplicação desta NR considera-se EPI o dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, concebido e fabricado para oferecer proteção contra os riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho, conforme previsto no Anexo I. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual todo aquele utilizado pelo trabalhador, composto por vários dispositivos que o fabricante tenha conjugado contra um ou mais riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho. Comercialização e utilização O EPI, de fabricação nacional ou importado, só pode ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho. Responsabilidades da organização Cabe à organização, quanto ao EPI: a) adquirir somente o aprovado pelo órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; b) orientar e treinar o empregado; c) fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas situações previstas no subitem 1.5.5.1.2 da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, observada a hierarquia das medidas de prevenção; d) registrar o seu fornecimento ao empregado, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico, inclusive, por sistema biométrico; e) exigir seu uso; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica, quando aplicáveis esses procedimentos, em conformidade com as informações fornecidas pelo fabricante ou importador; g) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; e h) comunicar ao órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho qualquer irregularidade observada. O sistema eletrônico, para fins de registro de fornecimento de EPI, caso seja adotado, deve permitir a extração de relatórios. A organização deve selecionar os EPI, considerando: a) a atividade exercida; b) as medidas de prevenção em função dos perigos identificados e dos riscos ocupacionais avaliados; 24 Segurança do Trabalho c) o disposto no Anexo I; d) a eficácia necessária para o controle da exposição ao risco; e) as exigências estabelecidas em normas regulamentadoras e nos dispositivos legais; f) a adequação do equipamento ao empregado e o conforto oferecido, segundo avaliação do conjunto de empregados; e g) a compatibilidade, em casos que exijam a utilização simultânea de vários EPI, de maneira a assegurar as respectivas eficácias para proteção contra os riscos existentes. A seleção do EPI deve ser registrada, podendo integrar ou ser referenciada no Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. A seleção do EPI deve ser realizada pela organização com a participação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver, após ouvidos empregados usuários e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA ou nomeado. A seleção do EPI deve considerar o uso de óculos de segurança de sobrepor em conjunto com lentes corretivas ou a adaptação do EPI, sem ônus para o empregado, quando for necessária a utilização de correção visual pelo empregado no desempenho de suas funções. Responsabilidades do trabalhador Cabe ao trabalhador, quanto ao EPI: a) usar o fornecido pela organização, observado o disposto no item 6.5.2; b) utilizar apenas para a finalidade a que se destina; c) responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação; d) comunicar à organização quando extraviado, danificado ou qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e e) cumprir as determinações da organização sobre o uso adequado. Treinamentos e informações em segurança e saúde no trabalho As informações e treinamentos referidos nesta NR devem atender às disposições da NR-01. Certificado de Aprovação - CA O EPI deve ser comercializado com o CA válido. Após adquirido, o fornecimento do EPI deve observar as condições de armazenamento e o prazo de validade do equipamento informados pelo fabricante ou importador. A adaptação do EPI para uso por pessoa com deficiência feita pelo fabricante ou importador detentor do CA, prevista no item 6.8.1, não invalida o certificado já emitido, sendo desnecessária a emissão de novo CA. Competências 25 Segurança do Trabalho Cabe ao órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho: a) estabelecer os regulamentos para aprovação de EPI; b) emitir ou renovar o CA; c) fiscalizar a qualidade do EPI; d) solicitar o recolhimento de amostras de EPI ao órgão regional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; e e) suspender e cancelar o CA. ANEXO I LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA A.1 - Capacete A.2 - Capuz ou balaclava B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE B.1 - Óculos B.2 - Protetor facial B.3 - Máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa. C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA C.1 - Protetor auditivo D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA D.1 - Respirador purificador de ar não motorizado D.2 - Respirador purificador de ar motorizado D.3 - Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido D.4 - Respirador de adução de ar tipo máscara autônoma D.5 - Respirador de fuga E - EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO E.1 - Vestimentas E.2 - Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra agentes mecânicos F - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES F.1 - Luvas 26 Segurança do Trabalho F.2 - Creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos F.3 - Manga F.4 - Braçadeira F.5 - Dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes G - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES G.1 - Calçado G.2 - Meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas G.3 - Perneira G.4 - Calça H - EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO H.1 - Macacão H.2 - Vestimenta de corpo inteiro I - EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL I.1 - Cinturão de segurança com dispositivo trava-queda para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal. I.2 - Cinturão de segurança com talabarte: a) cinturão de segurança com talabarte para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura; e b) cinturão de segurança com talabarte para proteção do usuário contra riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura. EPC - Equipamento de Proteção Coletiva Definição ● Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): Conjunto de dispositivos, sistemas e medidas implementadas no ambiente de trabalho para proteger os trabalhadores contra riscos ocupacionais, atuando na origem do risco ou minimizando seus efeitos. ● Objetivo: ○ Proteger grupos de trabalhadores simultaneamente. ○ Prevenir acidentes e doenças ocupacionais. ○ Reduzir a exposição a riscos antes da necessidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).Características dos EPCs ● Coletividade: Protege mais de um trabalhador simultaneamente. ● Obrigatoriedade: Devem ser priorizados sobre os EPIs, conforme hierarquia de controle de riscos. 27 Segurança do Trabalho ● Exemplos Comuns: ○ Sistema de ventilação para controle de agentes químicos. ○ Cabines acústicas para controle de ruído. ○ Sinalização de segurança. ○ Guarda-corpos e redes de proteção em alturas. ○ Extintores e sistemas de alarme contra incêndios. Hierarquia de Controle de Riscos ● Ordem de Prioridade: 1. Eliminação do risco: Retirada completa da condição perigosa. 2. Substituição: Troca por algo menos perigoso. 3. EPC: Controle na origem ou redução da exposição coletiva. 4. EPI: Proteção individual como última barreira. Implementação de EPCs no Ambiente de Trabalho Etapas: 1. Identificação dos Riscos: Avaliação inicial do ambiente. 2. Planejamento: Escolha do EPC adequado ao risco identificado. 3. Instalação: Implementação técnica do dispositivo. 4. Monitoramento: Verificação da eficácia e realização de ajustes necessários. 5. Treinamento: Capacitação dos trabalhadores para conscientização sobre o uso. Questões 1. (CESPE/PREF. CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/2024) Julgue o item a seguir à luz das normas regulamentadoras (NRs) em saúde e segurança do trabalho. A utilização de EPI é uma medida prioritária quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva, principalmente em situações emergenciais. Certo Errado COMENTÁRIOS: Na nova NR 1.5.5.1.2 , é requisito legal: Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se a seguinte hierarquia: 1. medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; 2. utilização de equipamento de proteção individual – EPI. 28 Segurança do Trabalho Portanto, antes de adotar o EPI, adota-se medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho. GABARITO: ERRADO 2. (GAMA CONSULT/PREF. NOVO MUNDO-MT/2024) A higienização e a manutenção dos EPIs são fundamentais para garantir sua eficácia e prolongar sua vida útil. Nesse sentido, é importante: a) Armazenar os EPIs em locais inadequados, como armários úmidos e sujos, ou deixá-los expostos ao sol e à chuva. b) Compartilhar EPIs entre diferentes trabalhadores, mesmo que sejam de uso pessoal e intransferível. c) Realizar a limpeza e a desinfecção dos EPIs de acordo com as recomendações do fabricante, e substituí-los quando apresentarem danos ou desgaste. d) Utilizar os EPIs para fins diferentes daqueles para os quais foram projetados, como usar luvas de proteção química para manipular objetos cortantes. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - Armazenar os EPIs em locais (adequados) inadequados , como armários úmidos e sujos, ou deixá-los expostos ao sol e à chuva. b) ERRADA - Compartilhar EPIs entre diferentes trabalhadores (uso individual), mesmo que sejam de uso pessoal e intransferível. c) CORRETA - Realizar a limpeza e a desinfecção dos EPIs de acordo com as recomendações do fabricante, e substituí-los quando apresentarem danos ou desgaste. d) ERRADA - (proibido) Utilizar os EPIs para fins diferentes daqueles para os quais foram projetados, como usar luvas de proteção química para manipular objetos cortantes. GABARITO: LETRA C 3. (ELABORADA PELO AUTOR/2023) Com relação às disposições estabelecidas na NR 6 (Equipamento de Proteção Individual - EPI) é correto afirmar que: a) cabe ao empregado, quanto ao EPI, responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; b) cabe ao órgão nacional competente, em matéria de segurança e saúde no trabalho, emitir ou renovar o CA; c) cabe ao empregador, quanto ao EPI, responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação; d) cabe ao órgão regional emitir ou renovar o CA. COMENTÁRIOS: a) ERRADA - cabe ao empregado (a organização), quanto ao EPI, responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica b) CORRETA - cabe ao órgão nacional competente, em matéria de segurança e saúde no trabalho, emitir ou renovar o CA; 29 Segurança do Trabalho c) ERRADA - cabe ao empregador (trabalhador), quanto ao EPI, responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação; d) ERRADA - cabe ao órgão regional (nacional) do MTE emitir ou renovar o CA. GABARITO: LETRA B 4. (CESPE/PETROBRÁS/2022) No que se refere a equipamento de proteção individual (EPI), julgue o item que se segue. Caso o empregador, por meio do engenheiro de segurança do trabalho, recomende o uso de EPI, para a proteção dos empregados contra agentes biológicos patogênicos, cada empregado deverá adquirir seu EPI conforme suas características pessoais e usá-lo quando lhe for conveniente. Certo Errado COMENTÁRIOS: 6.5 Responsabilidades da organização 6.5.1 Cabe à organização, quanto ao EPI: c) fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas situações previstas no subitem 1.5.5.1.2 da Norma Este texto não substitui o publicado no DOU 3 Regulamentadora nº 01 (NR-01) - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, observada a hierarquia das medidas de prevenção. GABARITO: ERRADO 5. (CESPE/PETROBRÁS/2022)No que se refere a equipamento de proteção individual (EPI), julgue o item que se segue. Os respiradores purificadores de ar PFF1, PFF2 e PFF3, com peças semifaciais filtrantes, são diferenciados entre si pelos tipos de agentes, para a proteção das vias respiratórias. Certo Errado COMENTÁRIOS: ANEXO I LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA D.1 - Respirador purificador de ar não motorizado: a) peça semifacial filtrante para partículas PFF1 para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; b) peça semifacial filtrante para partículas PFF2 para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos; 30 Segurança do Trabalho c) peça semifacial filtrante para partículas PFF3 para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; GABARITO: CERTO 6. (FAURGS/SES-RS/ADAPTADA PELO AUTOR/2022) Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual todo aquele: a) conjunto de produtos e vestimentas de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. b) composto por vários dispositivos que o fabricante tenha conjugado contra um ou mais riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho. c) conjunto composto de produtos, vestimentas e equipamentos de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. d) dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. e) conjunto composto de produtos, vestimentas e ferramentas de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. COMENTÁRIOS: NR 06 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI 6.3 Disposições gerais 6.3.2 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual todo aquele utilizado pelo trabalhador, composto por vários dispositivos que o fabricante tenha conjugado contra um ou mais riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho. GABARITO: LETRA B 5 Caracterização da exposição a riscos ocupacionais: físicos, químicos, biológ e ergonômicos 1. Conceito de Riscos Ocupacionais ● Definição: Situações, agentes ou condições presentes no ambiente de trabalho que podem comprometer a saúde e segurança dos trabalhadores. ● Objetivo da Caracterização: ○ Identificar e avaliar os riscos presentes. ○ Determinar as medidas de controle e mitigação mais adequadas. 2. Classificação dosRiscos Ocupacionais Divididos em cinco categorias principais conforme o Mapa de Riscos: 31 Segurança do Trabalho 2.1. Riscos Físicos ● Definição: Agentes de natureza física que podem causar danos à saúde. ● Exemplos: ○ Ruído excessivo. ○ Vibração. ○ Temperaturas extremas (calor ou frio). ○ Radiações ionizantes e não ionizantes. ○ Pressão anormal (hiperbarismo ou hipobarismo). ● Legislação Aplicável: ○ NR 15: Limites de tolerância para agentes físicos. ○ NHO 01: Ruído. 2.2. Riscos Químicos ● Definição: Substâncias químicas em forma de gás, vapor, poeira, fumos ou névoas que podem ser inaladas, ingeridas ou entrar em contato com a pele. ● Exemplos: ○ Solventes. ○ Produtos de limpeza. ○ Agentes tóxicos (ex.: benzeno, mercúrio). ● Legislação Aplicável: ○ NR 9: Medidas de prevenção e controle. ○ FISPQ: Informações sobre segurança no manuseio. ○ NR 15: Limites de tolerância para substâncias químicas. 2.3. Riscos Biológicos ● Definição: Micro-organismos ou materiais biológicos que podem causar doenças ou alergias. ● Exemplos: ○ Vírus (ex.: COVID-19). ○ Bactérias (ex.: tuberculose). ○ Fungos. ○ Parasitas e toxinas de origem biológica. ● Áreas de Risco Maior: ○ Saúde (hospitais, clínicas). ○ Indústria alimentícia. ● Legislação Aplicável: ○ NR 32: Segurança em serviços de saúde. 2.4. Riscos Ergonômicos ● Definição: Condições inadequadas no ambiente de trabalho que afetam a postura, movimentação ou carga mental. ● Exemplos: ○ Posturas incorretas. ○ Movimentos repetitivos. ○ Jornada excessiva. ○ Clima organizacional desfavorável. ● Legislação Aplicável: ○ NR 17: Ergonomia no trabalho. 32 Segurança do Trabalho 2.5. Riscos Mecânicos/Acidentais ● Definição: Situações que podem causar acidentes por falha de segurança no ambiente de trabalho. ● Exemplos: ○ Máquinas desprotegidas. ○ Quedas de altura. ○ Ferramentas defeituosas. ● Legislação Aplicável: ○ NR 12: Segurança no uso de máquinas e equipamentos. 3. Metodologia de Caracterização 3.1. Levantamento Inicial ● Ferramentas: ○ Inspeções no ambiente de trabalho. ○ Entrevistas com trabalhadores. ○ Análise de acidentes e doenças ocupacionais. 3.2. Medição e Avaliação ● Equipamentos: ○ Dosímetros (ruído). ○ Luxímetros (iluminação). ○ Analisadores químicos (detecção de substâncias). ● Critérios Normativos: Seguir os limites de tolerância definidos pelas NRs e NHOs. 3.3. Classificação do Risco ● Probabilidade de ocorrência: baixa, média ou alta. ● Gravidade do dano: leve, moderado ou grave. 3.4. Registro em Documentos ● PGR (NR 1): Programa de Gerenciamento de Riscos. ● LTCAT (NR 15): Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho. ● PCMSO (NR 7): Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 4. Controle e Mitigação dos Riscos 4.1. Hierarquia de Controles: 1. Eliminação do Risco: Remoção completa do agente. 2. Substituição: Troca por alternativas menos perigosas. 3. EPCs: Proteção coletiva. 4. EPIs: Proteção individual. 5. Treinamento e Conscientização: Capacitação dos trabalhadores. 4.2. Planos de Ação Específicos: ● Implantação de medidas de segurança no ambiente. ● Monitoramento contínuo dos agentes de risco. 33 Segurança do Trabalho ● Avaliações periódicas de saúde dos trabalhadores. Tipos de riscos ambientais Riscos Físicos Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som. Riscos Químicos Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Riscos Biológicos Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. Riscos ergonômicos Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc. Riscos de acidentes Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem estar físico e psíquico. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc. Cores para identificar os riscos 1. Físicos Verde 2. Químicos Vermelho 3. Biológicos Marrom 4. Ergonômicos Amarelo 5. Acidentes Azul Etapas para avaliação de riscos ambientais O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: a) antecipação e reconhecimentos dos riscos; b) estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; c) avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; d) implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; e) monitoramento da exposição aos riscos; 34 Segurança do Trabalho f) registro e divulgação dos dados. Questões 1. (CESPE/SESAU-AL/2021) No que diz respeito à saúde do trabalhador, julgue o item que se segue. Vibração e radiação são agentes de risco físico, enquanto poeira, por penetrar o organismo pela via respiratória, é considerada um agente de risco biológico. Certo Errado COMENTÁRIOS: Vibração e radiação são agentes de risco físico, enquanto poeira, por penetrar o organismo pela via respiratória, é considerada um agente de risco biológico (químico). Os exemplos de riscos físicos estão corretos, mas poeira é risco químico e não biológico. GABARITO: ERRADO 2. (PREF. REALEZA-PR/FAU-UNICENTRO/2018) Para se fazer uma análise ambiental, sabe-se que existem cinco tipos de categorias para a classificação dos riscos ambientais, quais são elas? a) risco de ruído, risco biológico, risco químico, risco ergonômico e risco de acidente. b) risco físico, risco biológico, risco químico, risco ergonômico e riscos ambientais. c) risco físico, risco biológico, risco químico, risco ergonômico e risco de acidente. d) risco físico, risco biológico, risco de poeiras, risco ergonômico e risco de acidente. e) risco físico, risco biológico, risco químico, risco errôneo e risco de acidente. COMENTÁRIOS: Riscos Ambientais Riscos ambientais são danos em potencial à saúde e integridade do colaborador classificados em: ● Riscos físicos; ● Riscos químicos; ● Riscos biológicos; ● Riscos de acidente; e ● Riscos ergonômicos. GABARITO: LETRA C 3. (FGV/BANESTES/2018) Uma empresa de manutenção de gás natural está realizando obras em via pública para acesso, contenção de vazamento e substituição dos dutos em frente a uma agência bancária, em área de grande fluxo de trânsito e pedestres. Um TST 35 Segurança do Trabalho mapeou os seguintes riscos na execução das tarefas: (1) Ruído; (2) Poeira; (3) Metano; (4) Postura inadequada; (5) Umidade; (6) Probabilidade de explosão. A classificação correta, na ordem apresentada, dos riscos identificados pelo TST é: a) (1) Físico; (2) Químico; (3) Químico; (4) Ergonômico; (5) Físico; (6) Acidente; b) (1) Físico; (2) Físico; (3) Químico; (4) Acidente; (5) Biológico; (6) Acidente; c) (1) Acidente; (2) Químico; (3) Químico; (4) Ergonômico; (5) Físico; (6) Físico; d) (1) Acidente; (2) Químico; (3) Biológico; (4) Ergonômico; (5) Biológico; (6) Físico; e) (1) Físico; (2) Biológico; (3) Acidente; (4) Biológico; (5) Químico; (6) Físico. COMENTÁRIOS: 1. Riscos físicos Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc. 2. Riscos químicos Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador