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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 1 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 1 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Carlos, funcionário da empresa XYZ Ltda., com sede em Niterói/RJ, sempre buscou se destacar nas suas atribuições, 
desempenhando seu trabalho de modo a contribuir com o crescimento da empresa. Sempre teve bom 
relacionamento com a direção e os colegas do setor onde trabalhava, destacando-se pela sua proatividade e 
habilidade de realizar bons negócios, mas tinha uma relação mais distante com Wilson, gerente do seu setor, 
situação que se acentuou quando este tomou conhecimento de que Carlos estava sendo cotado para ocupar um 
cargo na diretoria da empresa. 
Em face disso, no dia 05 de março de 2025, durante reunião do comitê da empresa, Wilson, com a intenção macular 
a imagem de Carlos, afirmou que este, na semana anterior, precisamente no dia 28 de fevereiro de 2025, teria 
empurrado uma colega de trabalho, praticando a contravenção de vias de fato. Além disso, nessa mesma reunião, 
perante Pedro, João e Maria, integrantes do comitê da empresa, afirmou que Carlos era incompetente e preguiçoso. 
No mesmo dia, Maria contou a Carlos o teor das declarações de Wilson, ressaltando que foram proferidas na 
presença de todos os integrantes da reunião de Comitê. Carlos, extremamente irritado e envergonhado, ficou sem 
reação, não conseguindo disfarçar o constrangimento. Passados alguns dias da data dos fatos, Carlos procurou seu 
escritório de advocacia e narrou a conduta de Wilson que o deixou envergonhado, pedindo providências na seara 
criminal. Você, na qualidade de advogado(a) de Carlos, deve assisti-lo. Informa-se que a cidade de Niterói, no Estado 
do Rio de Janeiro, possui Varas Criminais e Juizados Especiais Criminais. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, redija 
a peça cabível, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes, datando-a, ainda, no último dia do prazo. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à 
pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
 
 
 
É proibida a reprodução parcial ou integral deste material e a sua solicitação em meio eletrônico. O material é de uso exclusivo dos alunos Ceisc. 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 1 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 2 
 
 
 
Gabarito comentado 
O examinando deve redigir a peça Queixa-Crime (ação penal de iniciativa privada, exclusiva ou 
propriamente dita), com fundamento no Art. 41 do CPP E/OU no Art. 100, § 2º, do CP, c/c o Art. 30 do CPP, dirigida 
ao Juizado Especial Criminal de Niterói/RJ. 
Deveria o examinando apontar que a peça é tempestiva, pois apresentada dentro do prazo de 06 meses, 
previsto nos artigos 38 do Código de Processo Penal e artigo 103 do Código Penal. 
Os crimes contra a honra narrados no enunciado são de menor potencial ofensivo (Art. 61 da Lei nº 
9.099/95). Não obstante a incidência de causa especial de aumento de pena e do concurso formal imperfeito, a 
pena máxima não ultrapassa o patamar de 2 anos. Isso porque a pena máxima do crime de difamação (Art. 139 do 
CP) é de 01 ano, e com o acréscimo de 1/3, em relação à causa de aumento de pena do Art. 141, inciso III, do CP, 
resultará em 01 ano e 04 meses. O crime de injúria (Art. 140 do CP) prevê pena máxima de 06 meses, com o 
acréscimo de 1/3, em relação à causa de aumento de pena do Art. 141, inciso III, do CP, ficará em 08 meses. Como 
se trata de concurso formal imperfeito (Art. 70, segunda parte, do CP), as penas devem ser somadas (01 ano e 04 
meses + 08 meses = 24 meses = 02 anos). 
A queixa-crime, como petição inicial da ação penal privada, deve conter os requisitos do Art. 41 do CPP. 
A queixa-crime será proposta pelo ofendido (querelante), patrocinado por advogado(a), sendo exigida para esse 
ato processual capacidade postulatória, de tal sorte que da procuração devem constar poderes especiais (Art. 44 
do CPP). 
O prazo para oferecimento da queixa-crime é de 6 meses, contados do dia em que a vítima veio a saber 
quem é o autor do crime, conforme previsto no artigo 103 do CP e artigo 38 do CPP. Dessa forma, considerando 
que a vítima tomou ciência da autoria do fato no dia 05 de março de 2025, bem como que a queixa-crime deveria 
ser oferecida no último dia do prazo, a peça deveria ser datada no dia 04/09/2025. 
O examinando, deveria, assim, redigir a queixa-crime de acordo com o Art. 41 do CPP, observando, 
necessariamente, os requisitos ali estabelecidos, a saber: “a exposição do fato criminoso, com todas as suas 
circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do 
crime e, quando necessário, o rol das testemunhas”. Quanto à qualificação, deveria o examinando propor a Queixa-
Crime contra o querelado Wilson. 
Em relação à estrutura, deveria o examinando, ainda, apresentar relato dos fatos descritos no enunciado, 
com exposição dos fatos criminosos (difamação, por afirmar que o querelante teria, durante uma discussão, 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 1 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 3 
 
 
empurrado uma colega, praticando a contravenção de vias de fato), e injúria (porque afirmou que Carlos era 
incompetente e preguiçoso). Ressalta-se que nos dois casos não há que se falar em crime de calúnia, pois, nos 
termos do Art. 138 do CP, o agente deveria imputar falsamente fato definido como crime, e Wilson imputou fato 
definido como a contravenção prevista no Art. 21 do Dec-Lei 3.688/41, além de ter ofendido a dignidade do 
ofendido, sem imputar FATO definido como crime. 
Além disso, deveria o candidato mencionar a causa de aumento de pena por ter sido a difamação e a 
injúria proferida na presença de várias pessoas, bem como a tipificação dos delitos, praticados em concurso formal 
imperfeito (Arts. 139 e 140, ambos combinados com o Art. 141, inciso III, na forma do Art. 70, segunda parte, todos 
do CP). Além disso, também é observado na estrutura da peça o respeito às formalidades técnico-jurídicas 
pertinentes, tais como: existência de endereçamento,divisão das partes, aposição de local, data advogado, OAB, 
dentre outros. 
Acerca da ocorrência de concurso formal imperfeito, cumpre destacar que o enunciado da questão, de 
modo expresso, indicou que Wilson afirmou que Carlos teria, durante uma discussão, empurrado uma colega, 
praticando a contravenção de vias de fato, e, no mesmo contexto fático, com desígnios autônomos, chamou-o de 
incompetente e preguiçoso. 
Ao final, o examinando deveria formular os seguintes pedidos: 
a) a designação de audiência preliminar ou de conciliação, nos termos do artigo 72 da Lei 9.099/95; 
b) o recebimento da queixa-crime; 
c) a citação do querelado; 
d) a procedência do pedido, com a consequente condenação do querelado nas penas dos Arts. 139 e 140, 
ambos do Código Penal c/c o Art. 141, inciso III, na forma do Art. 70, segunda parte, todos do Código Penal; 
e) a produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente a prova testemunhal, com 
designação de audiência para a oitiva das testemunhas arroladas. 
f) a fixação do valor mínimo de indenização, nos termos do artigo 387, inciso IV do Código de Processo 
Penal. 
Deveria, ainda, apresentar o rol de testemunhas, indicando expressamente os nomes das testemunhas 
apontadas no próprio enunciado, a saber: Pedro, João e Maria. 
Datar a peça no dia 04/09/2025. 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 1 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 4 
 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
1. Endereçamento 0 
Endereçamento correto: Juizado Especial Criminal da Comarca de Niterói/RJ (0,10) 0/0,10 
2. Indicação Correta do dispositivo legal que embasa a queixa-crime 
Art. 41 e 44 do CPP OU Art. 100, §2º, do CP OU o Art. 30, do CPP OU Art. 145 do CP (0,10). 0/0,10 
3. Qualificação do querelante e do querelado 
Indicação da qualificação do querelante (0,10) e do querelado (0,10) 0/0,10/0,20 
4. Procuração com poderes especiais 
Existência de procuração com poderes especiais (0,10) de acordo com o artigo 44 do CPP 
em anexo (0,10) OU menção acerca de sua existência no corpo da qualificação (0,20) 0/0,10/0,20 
5. Tempestividade 
Prazo de 6 meses, na forma do artigo 38 do CPP OU artigo 103 do CP (0,10) 0/0,10 
6. Exposição dos fatos criminosos 
Descrição do delito de difamação (0,50) e sua classificação típica (Art. 139 do CP) (0,10) 0/0,10/0,50/0,60 
7. Exposição dos fatos criminosos 
Descrição do delito de injúria (0,50) e sua classificação típica (Art. 140 do CP) (0,10) 0/0,10/0,50/0,60 
8. Causa de aumento 
Incidência da causa de aumento de pena por estar na presença de várias pessoas (0,20), nos 
termos do Art. 141, inciso III, do CP (0,10) 
0/0,10/0,20/0,30 
9. Concurso formal imperfeito 
Incidência do concurso formal imperfeito (0,20), previsto no Art. 70, segunda parte, do CP 
(0,10). 
0/0,10/0,20/0,30 
10. Dos Pedidos 
a) Designação de audiência preliminar ou de conciliação (0,20) 0/0,20 
b) recebimento da queixa-crime (0,20) 0/0,20 
c) a citação do querelado (0,20); 0/0,20 
d) a produção de todas as provas admitidas de direitos, especialmente oitiva das 
testemunhas arroladas (0,20); 
0/0,20 
e) A condenação do querelado (0,50) pelo crime de difamação (Art. 139 do CP) (0,10) e pelo 
crime de injúria (Art. 140 do CP) (0,10), com a causa de aumento de pena (Art. 141, inciso 
III, do CP) (0,10) em concurso formal imperfeito de delitos (Art. 70, segunda parte, do CP) 
(0,10) 
0/0,10/0,20/ 
0,30/0,40/0,50/ 
0,60/0,70/0,80/ 
0,90 
f) a fixação de valor mínimo de indenização (0,20), nos termos do Art. 387, inciso IV, do CPP 
(0,10) 
0/0,10/0,20/0,30 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 1 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 5 
 
 
11. Rol de Testemunhas 
Arrolar as testemunhas Pedro, João e Maria (0,20) 0/0,20 
12. Estrutura Correta 
 Divisão das partes / indicação de local, data, advogado e OAB (0,10) 0/0,10 
13. Data 
Datar a peça no dia 04/09/2025 (0,20) 0/0,20 
TOTAL 5,00 
 
 
AO JUÍZO DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA 
DE NITERÓI/RJ 
 
 
 
 
 
 
CARLOS, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG 
nº..., CPF nº..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado..., por meio do 
seu procurador infra-assinado, mediante procuração com poderes especiais 
em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, oferecer 
a presente QUEIXA-CRIME, com base nos artigos 30, 41 e 44 todos do 
Código de Processo Penal, e artigo 100, §2º do Código Penal, contra 
WILSON, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG nº..., CPF nº..., 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado..., pelos fatos e fundamentos 
a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente queixa-crime é tempestiva, pois oferecida 
dentro do prazo de 6 meses, previsto nos artigos 38 do Código de Processo 
Penal e artigo 103 do Código Penal. 
 
II) DOS FATOS 
No dia 05 de março de 2025, durante a reunião de comitê 
da empresa XYZ Ltda., com sede em Niterói/RJ, o querelado difamou e 
injuriou o querelante, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação, bem como 
ofendeu sua dignidade e decoro, na presença de integrantes do comitê da 
empresa. 
 
 
 
 
 
Na ocasião, o querelado afirmou, na presença de várias 
pessoas, dentre elas Pedro, João e Maria, que o querelante teria, no dia 28 
de fevereiro de 2025, durante uma discussão, empurrando uma colega, 
praticando a contravenção de vias de fato. 
Na sequência, o querelado chamou o querelante de 
preguiçoso e incompetente, com o intuito de ofender a sua honra. 
Os crimes de difamação e injúria foram praticados na 
presença de várias pessoas, já que o querelado fez as afirmações contra a 
honra do querelante durante reunião do comitê da empresa, na presença de 
várias pessoas, dentre elas Pedro, João e Maria. 
 
III) DO DIREITO 
Ao afirmar, na presença de várias pessoas, que o 
querelante teria, durante uma discussão, empurrando uma colega, praticando 
a contravenção de vias de fato, o querelado praticou o crime de difamação, 
previsto no artigo 139 c/c 141, inciso III, ambos do Código Penal. 
Ao afirmar, na presença de várias pessoas, que o 
querelante era preguiçoso e incompetente, com a intenção de macular sua 
honra, o querelado praticou o crime de injúria, previsto no artigo 140, c/c 141, 
inciso III, ambos do Código Penal. 
O querelado praticou os crimes de difamação e injúria em 
concurso formal imperfeito de crimes, nos termos do artigo 70, segunda parte, 
do Código Penal, já que com uma ação praticou dois crimes com desígnios 
autônomos, no mesmo contexto fático. 
Ao cometer os crimes de difamação e injúria na presença 
de várias pessoas, o querelado incorreu, para cada um dos delitos, na causa 
de aumento de pena, prevista no artigo 141, inciso III, do Código Penal. 
 
IV)DOS PEDIDOS 
Ante o exposto, requer o querelante: 
 
 
 
a) A designação de audiência preliminar ou de conciliação, nos termos do 
artigo 72 da Lei 9099/95; 
b) O recebimento da queixa-crime; 
c) Citação do querelado; 
d) A procedência do pedido, com a consequente condenação do querelado 
nas penas dos artigos 139 e 140 do Código Penal c/c o artigo 141, inciso III, 
na forma do artigo 70, segunda parte, todos do Código Penal. 
 e) A produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente a 
prova testemunhal, com designação de audiência para a oitiva das 
testemunhas arroladas; 
f) A fixação do valor mínimo de indenização, nos termos do artigo 387, inciso 
IV do Código de Processo Penal. 
 
ROL DE TESTEMUNHAS: 
1) Pedro; 
2) João; 
3) Maria. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 04 de setembro de 2025. 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 01 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 9 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1 
 
Enunciado 
 
Ricardo, conhecido investidor de imóveis, alugou uma casa para Pedro. Quando a inadimplência do locatário já 
somava quatro meses, Ricardo procurou Pedro e solicitou que ele pagasse pelo menos dois meses, relatando a 
importância dos aluguéis para sua subsistência. Na ocasião, Pedro solicitou mais uma semana para saldar seu 
débito, no que foi atendido. Entretanto, o prazo se esgotou sem que ele efetivasse o pagamento. No dia 05 de 
março de 2022, indignado com a inadimplência do locatário, Ricardo ingressou na residência e se apossou do celular 
de Pedro, objetivando compensar seu prejuízo. Pedro, no mesmo dia, revoltado com a atitude de Ricardo, registra 
ocorrência policial. Concluído o respectivo inquérito policial e com os autos em mãos, o Ministério Público, no dia 
20 de outubro de 2022, ofereceu denúncia contra Ricardo, imputando-lhe o crime de exercício arbitrário das 
próprias razões, nos termos do artigo 345 do Código Penal. Diante do fato narrado, na condição de advogado(a) de 
Ricardo, esclareça os seguintes questionamentos formulados pela família do réu. 
 
A) Qual o argumento de direito processual pode ser apresentado para questionar a denúncia oferecida pelo 
Ministério Público? (Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento de direito material pode ser apresentado para evitar eventual punição de Ricardo? (Valor: 
0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 01 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 10 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
Gabarito comentado 
 
A) O argumento de direito processual a ser arguido seria no sentido de que Ministério Público não é parte legítima 
para figurar no polo ativo de processo criminal pelo delito de exercício arbitrário das próprias razões, pois não 
houve emprego de violência, sendo, portanto, de ação penal privada. Logo, a denúncia deveria ser rejeitada, nos 
termos do artigo 395, II, do CPP OU ser declarada a nulidade do recebimento da denúncia, nos termos do artigo 
564, II, do CPP. 
 
B) O argumento de direito material a ser arguido seria a extinção da punibilidade, pela decadência do direito de 
queixa, já que se passaram mais de 6 meses desde a ciência da autoria do fato, nos termos do artigo 38 do CPP ou 
art. 103 do CP. O fato e a ciência da autoria do fato ocorreram no dia 05 de março de 2022, e, pelo menos até 20 
de outubro de 2022, não havia sido oferecida a respectiva queixa-crime. Logo, operou-se a decadência do direito 
de queixa, devendo ser declarada extinta a punibilidade do réu, nos termos do art. 107, inciso IV, do CP. 
 
 
Distribuição de pontos 
 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O Ministério Público não é parte legítima para figurar no polo ativo de processo 
criminal pelo delito de exercício arbitrário das próprias razões (0,25), pois se trata de 
crime de ação penal privada (0,15), devendo ser rejeitada a denúncia (0,10), nos termos 
do artigo 395, II, do CPP (0,10) OU ser declarada a nulidade do recebimento da denúncia 
(0,10), nos termos do artigo 564, II, do CPP (0,10). 
0/0,10/0,15/0,20/ 
0,25/0,30/0,35/ 
0,40/0,45/0,50/ 
0,55/0,60 
B) O argumento de direito material a ser arguido seria a extinção da punibilidade (0,25), 
pela decadência do direito de queixa (0,15), já que se passaram mais de 6 meses desde a 
ciência da autoria do fato (0,15), nos termos do artigo 38 do CPP ou art. 103 do CP ou art. 
107, IV, do CP (0,10). 
0/0,10/0,15/0,20/ 
0,25/0,30/0,35/0,40/ 
0,45/0,50/0,55/0,65 
 
 
 
 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 11 
 
 
 
A) O argumento de direito processual a ser apresentado seria no sentido de 
que o Ministério Público não é parte legítima para figurar no polo ativo de 
processo criminal pelo delito de exercício arbitrário das próprias razões, crime 
de ação penal privada, já que não houve emprego de violência. Logo, a 
denúncia deveria ser rejeitada, conforme o artigo 395, inciso II, do Código de 
Processo Penal OU declarada a nulidade do processo, nos termos do artigo 
564, inciso II, do Código de Processo Penal. 
 
B) O argumento de direito material que pode ser apresentado é que houve 
extinção da punibilidade pela decadência do direito de queixa. Isso porque o 
fato e a ciência da autoria ocorreram no dia 05 de março de 2022, e, pelo menos 
até 20 de outubro de 2022, não havia sido oferecida a respectiva queixa-crime. 
Sendo assim, passaram-se mais de 06 meses desde a ciência da autoria, nos 
termos do artigo 38 do Código de Processo Penal OU artigo 103 do Código 
Penal. Logo, deve ser declarada a extinta a punibilidade do réu, de acordo com 
o artigo 107, inciso IV, do Código Penal. 
 
 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 01 
 
 
 
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Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2 
 
Enunciado 
 
Wilson, inconformado com a participação de Pedro, sócio-proprietário da empresa onde trabalhava, na sua 
demissão, decide praticar um crime de roubo na residência do ex-empregador, contando seu intento a Mário, colega 
de trabalho.Para isso, compra cordas e elásticos, que utilizaria para amarrar as mãos das vítimas, além de um 
simulacro de arma de fogo. Momentos antes da prática delitiva, quando Wilson se preparava para sair de casa, Pedro 
liga e demonstra interesse em rever sua decisão em demiti-lo, o que faz com que Wilson decida não mais ir até a 
casa do empresário, mas sim a um bar comemorar a notícia. Todavia, Mário, discordando da postura do colega, já 
teria comunicado o fato à autoridade policial, que instaurou o respectivo inquérito. Após a conclusão do inquérito 
policial, o Ministério Público oferece denúncia, imputando a Wilson a prática do crime de roubo tentado, nos termos 
do artigo 157, “caput”, c/c 14, II, ambos do Código Penal. O Magistrado recebeu a denúncia e determinou a citação 
do réu. Em busca do cumprimento do mandado de citação, o oficial de justiça comparece à residência de Wilson e 
verifica que o imóvel se encontrava trancado. Apenas em razão desse único comparecimento no dia 26/02/2025, 
certifica que o réu estava se ocultando para não ser citado e realiza, no dia seguinte, citação por hora certa, juntando 
o resultado do mandado de citação e intimação para defesa aos autos no mesmo dia. Diante do fato hipotético, em 
sede de resposta à acusação, na condição de advogado(a) de Wilson, responda aos itens a seguir. 
 
A) Qual argumento de direito processual poderá ser apresentada pela defesa, para questionar o ato citatório? 
Justifique. (Valor: 0,60) 
 
B) Em busca da absolvição sumária de Wilson pelo delito imputado, qual o argumento de direito material a ser 
apresentado? Justifique. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Gabarito comentado 
 
A) O argumento de direito processual seria no sentido de requerer o reconhecimento da nulidade do ato de citação. 
O Código de Processo Penal, em seu Art. 362, prevê a chamada “citação por hora certa”, que será admitida na 
hipótese de o réu estar se ocultando para não ser citado, devendo tal informação ser devidamente certificada por 
oficial de justiça. Ocorre que, no caso, não seria possível a citação por hora certa, já que não havia nenhum indício 
concreto de que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. Simplesmente a residência de Wilson 
encontrava-se fechada, sendo prematura a conclusão do oficial de justiça apenas com base em um único 
comparecimento na residência daquele que pretendia citar. 
 
B) O argumento de direito material seria no sentido de que o réu deveria ser absolvido sumariamente, nos termos 
do artigo 397, III, do CPP, pois o fato narrado não constitui crime. Isso porque não foi iniciada a execução do crime 
imputado na denúncia, havendo meros atos preparatórios, que, em regra, são impuníveis. A compra de cordas e 
elásticos, que utilizaria para amarrar as mãos das vítimas, além de um simulacro de arma de fogo configuram atos 
preparatórios e não início de execução. Diante disso, não há tentativa de roubo, já que não havia sido iniciada a 
execução do delito, devendo o agente ser absolvido, porque sua conduta não configura crime. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) Reconhecimento da nulidade do ato de citação (0,20), nos termos do art. 564, inciso III, “e”, 
do CPP (0,10). Wilson não estava se ocultando para ser citado e o oficial de justiça somente 
compareceu em uma oportunidade (0,20), não preenchendo os requisitos do Art. 362 do CPP 
(0,10). 
0/0,10/0,20/ 
0,40/0,50/0,60 
B) O argumento de direito material seria no sentido de que não foram iniciados atos 
executórios do crime de roubo (0,30), sendo certo que os atos preparatórios são impuníveis 
(0,15) OU não constituem crime (0,15), devendo o réu ser absolvido sumariamente (0,10), nos 
termos do artigo 397, III, do CPP (0,10). 
0/0,10/0,15/0,20 
0,25/0,30/0,35/ 
0,40/0,45/0,50/ 
0,55/0,65 
 
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A) O argumento de direito processual a ser apresentado é de que deve ser 
reconhecida a nulidade do ato de citação, nos termos do artigo 564, inciso 
III, alínea “e”, do Código de Processo Penal. Isso porque Wilson não estava 
se ocultando para ser citado, tendo o oficial de justiça comparecido em uma 
única oportunidade para citá-lo, não sendo caso, portanto, de citação por 
hora certa, conforme prevê o artigo 362 do Código de Processo Penal. 
 
B) O argumento de direito material a ser apresentado é de que o fato narrado 
não constitui crime. Isso porque Wilson não deu início à execução do crime 
de roubo, tendo em vista que a compra de cordas, elásticos e simulacro de 
arma de fogo que utilizaria para, em tese, cometer o delito são meramente 
atos preparatórios, não sendo puníveis. Logo, Wilson deve ser absolvido 
sumariamente, conforme o artigo 397, inciso III, do Código de Processo 
Penal. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
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PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3 
 
Enunciado 
 
Wilson, que contava com 25 anos de idade à época dos fatos, no dia 03 de março de 2025, resolveu se dirigir a um 
restaurante conhecido da cidade e, fingindo ser manobrista, recebe do proprietário a respectiva chave e, em 
seguida, desaparece com o carro, sendo o fato registrado pelo lesado na delegacia da área. No dia seguinte, o fato 
é descoberto e o carro recuperado, não sofrendo a vítima, que contava com 50 anos de idade, qualquer prejuízo 
patrimonial, razão pela qual afirmou não ter mais interesse em relação a qualquer procedimento criminal. Não 
obstante, a autoridade policial concluiu o inquérito policial. O Ministério Público, após analisar os elementos 
informativos que constam no inquérito policial, ofereceu denúncia contra Wilson, imputando-lhe a prática do crime 
de estelionato, previsto no Art. 171, “caput”, do CP. Recebida a denúncia, Wilson foi citado no dia 22 de setembro 
de 2025 (segunda-feira). Apavorado, Wilson procurou você para, na condição de advogado(a), assumir a causa. 
Considerando apenas as informações narradas, responda, na condição de advogado(a) de Wilson, aos itens a seguir. 
 
A) Qual peça a ser apresentada em favor de Wilson, e qual o último dia do prazo? Justifique. (Valor: 0,65) 
 
B) Qual argumento poderá ser apresentado em busca da absolvição de Wilson? Justifique. (Valor: 0,60) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
Gabarito comentado 
 
A) O candidato deveria afirmar que a peça cabível seria Resposta à Acusação, com base nos arts. 396 e 396-A, 
ambos do CPP. E o último dia para apresentar a Resposta à Acusação seria o dia 02/10/2025, quinta-feira. 
 
B) O candidato deveria afirmar que existe tese de direito material a ser apresentada em favor de Wilson. A partir da 
Lei 13.964/2019, que introduziu o § 5º no Art. 171 do CP, o crime de estelionato passou a ser, em regra, crime de 
ação penal pública condicionada à representação. Ou seja, para oferecimento da denúncia seria necessária a 
representação do ofendido, dentro do prazo de 06 meses a contar da ciência da autoria do fato. Como, no caso, a 
vítima manifestou desinteresse em relação a qualquer procedimento criminal, bem como escoado o prazo de 06 
meses para representar, operou-se a decadência do direito de representação, devendo ser extinta a punibilidade do 
réu, nos termos do Art. 107, inciso IV, do CP. Logo, deverá o réu ser absolvido sumariamente, com base no Art. 397, 
inciso IV, do CPP. 
 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) A peça cabível seria Resposta à Acusação (0,30), com base nos Arts. 396 e 396-A, ambos do 
CPP (0,10). O último dia para apresentar a Resposta à Acusação seria o dia 02/10/2025 (0,25). 
0/0,10/0,25/ 
0,30/0,35/0,40/ 
0,55/0,65 
B) O crime de estelionato é de ação penal pública condicionada à representação (0,10), nos 
termos do Art. 171, § 5º, do CP (0,10). Operou-se a decadência do direito de representação 
(0,10), devendo ser extinta a punibilidade do réu, nos termos do Art. 107, inciso IV, do CP 
(0,10). Logo, deverá o réu ser absolvido sumariamente (0,10), com base no Art. 397, inciso IV, 
do CPP (0,10). 
 
0/0,10/0,20/0,30/ 
0,40/0,50/0,60 
 
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A) A peça a ser apresentada é resposta à acusação, com base nos artigos 
396 e 396-A, ambos do Código de Processo Penal. O último dia do prazo 
para apresentar a referida peça processual seria no dia 02/10/2025. 
 
B) O argumento que deve ser apresentado em busca da absolvição de Wilson 
é de que o crime de estelionato passou a ser, a partir da Lei 13.964 de 2019, 
que introduziu o § 5º no artigo 171 do Código Penal, em regra, crime de ação 
penal pública condicionada à representação. No caso, a vítima afirmou não 
ter mais interesse em relação a qualquer procedimento criminal. Logo, a 
vítima não representou, e assim, ocorreu a decadência do direito de 
representação, devendo ser extinta a punibilidade de Wilson, nos termos do 
artigo 107, inciso IV do Código Penal. Desse modo, deverá Wilson ser 
absolvido sumariamente, com base no artigo 397, inciso IV, do Código de 
Processo Penal.
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podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
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PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4 
 
Enunciado 
Mauro e Naldinho, que exercem a mesma função, estão trabalhando no depósito de um grande supermercado, 
quando se inicia um incêndio no local em razão de problemas na fiação elétrica. Existe apenas uma pequena porta 
que permite a saída dos trabalhadores do local, mas em razão da rapidez com que o fogo se espalha, apenas dá 
tempo para que um dos trabalhadores saia sem se queimar. Quando Mauro, que estava mais próximo da porta, vai 
sair, Naldinho, desesperado por ver que se queimaria se esperasse a saída do companheiro, dá um soco na cabeça 
do colega de trabalho e passa à sua frente, deixando o depósito. Mauro sofre uma queda, tem parte do corpo 
queimada, mas também consegue sair vivo do local. Em razão do ocorrido, Mauro ficou com debilidade permanente 
de membro. Diante do ocorrido, após conclusão do respectivo inquérito policial, Naldinho foi denunciado como 
incurso na prática do crime previsto no artigo 129, § 1º, III, do Código Penal, sendo, na sequência, regularmente 
citado, não apresentando, contudo, a resposta à acusação no prazo legal, silenciando, ainda, em relação ao interesse 
de constituir advogado. Em face disso, o Magistrado decretou a revelia do réu, e, de imediato, designou audiência 
de instrução e julgamento. Durante a audiência de instrução e julgamento, verificando que o réu não constituiu 
advogado, o Magistrado nomeou como defensor dativo, apenas para acompanhar a solenidade de inquirição das 
testemunhas. Ao tomar conhecimento da situação do processo, Naldinho procura você, para, na condição de 
advogado(a), apresentar os respectivos memoriais. Considerando apenas as informações narradas, na condição de 
advogado(a) de Naldinho, responda aos itens a seguir. 
 
A) Qual argumento de direito processual poderá ser apresentado em favor de Naldinho? Justifique (Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento de direito material poderá ser apresentado em busca da absolvição? Justifique (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
 
 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
Gabarito comentado 
 
A) O argumento de direito processual é que houve nulidade do processo a partir da citação em razão da ausência de 
nomeação de defensor para apresentar a resposta à acusação. Nos termos do artigo 396-A, § 2º, do Código de 
Processo Penal, se o réu, devidamente citado, não apresentar resposta à acusação ou não constituir defensor, deverá 
o juiz nomear defensor para oferecê-la no prazo de 10 (dez) dias. Em assim não procedendo e decretando a revelia 
do réu, o Magistrado se equivocou, ensejando evidente cerceamento ao exercício do direito de defesa, violando, 
assim, o disposto nos artigos 261 e 564, inciso III, alínea “c”, ambos do Código de Processo Penal, bem como no artigo 
5º, inciso LV, da Constituição Federal/88. Esse, ainda, é o entendimento que se extrai da Súmula 523 do STF, segundo 
a qual a falta da defesa, no processo penal, constitui nulidade absoluta. 
 
B) O argumento de direito material é o de que os fatos foram praticados em situação de estado de necessidade, 
causa excludente da ilicitude, na forma do Art. 23, inciso I, e do Art. 24, ambos do CP. De acordo com o que consta 
do enunciado,o imóvel onde estaria Mauro e Naldinho estava pegando fogo em razão de problemas da fiação 
elétrica. Havia perigo atual, já que o fogo estava se aproximando de Naldinho, que não conseguia deixar o local. 
Preenchidos os requisitos do Art. 24 do CP, afastada estará a ilicitude da conduta, devendo ser absolvido com base 
no artigo 386, VI, do CPP. 
Ponto 
Distribuição de pontos 
 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) Nulidade do processo a partir da citação (0,20), pois se o réu, devidamente citado, 
não apresentar resposta à acusação ou não constituir defensor, deveria o juiz nomear 
defensor para oferecê-la no prazo de 10 (dez) dias (0,30), sob pena de violação do 
disposto nos artigos 396-A, § 2º OU 261 OU 564, inciso III, alínea “c”, do Código de 
Processo Penal OU da Súmula 523 do STF (0,10). 
0/0,10/0,20/ 
0,30/0,40/0,50/0,60 
B) Reconhecimento do estado de necessidade (0,35), que é causa excludente da ilicitude 
(0,20), na forma do Art. 24 ou do Art. 23, inciso I, ambos do CP (0,10). 
0/0,10/0,20/0,30/0,35/
0,45/0,55/0,65 
 
 
A) O argumento de direito processual a ser apresentado é de que houve 
nulidade do processo a partir da citação, em razão da ausência de 
nomeação de defensor para apresentar resposta à acusação no prazo de 
10 dias. No caso, o Magistrado de imediato designou audiência de 
instrução e julgamento, e durante a audiência, verificando que o réu não 
havia constituído advogado, nomeou defensor dativo, apenas para 
acompanhar a solenidade. Logo, houve violação ao disposto nos artigos 
396-A, § 2º, do artigo 261, artigo 564, inciso III, alínea “c”, todos do Código 
de Processo Penal, e da Súmula 523 do Supremo Tribunal Federal. 
 
B) O argumento de direito material a ser apresentado é que os fatos foram 
praticados em situação de estado de necessidade, causa excludente de 
ilicitude, conforme prevê o artigo 23, inciso I, e artigo 24, ambos do Código 
Penal. No caso, o local onde estavam Mauro e Naldinho estava pegando 
fogo em razão de problemas elétricos. Logo, havia perigo atual, já que o 
fogo estava se aproximando de Naldinho, que não conseguia deixar o 
local, devendo ser afastada a ilicitude da conduta, e o réu ser absolvido 
com base no artigo 386, VI, do Código de Processo Penal.

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