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Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 1 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 03 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 20 de outubro de 2020, no interior de uma farmácia, pertencente a uma grande rede, Wilson, nascido em 5 
de novembro de 2000, extremamente gripado, solicitou ao atendente um remédio antigripal. Enquanto aguardava 
o funcionário, verificou que, do lado de dentro do balcão, havia um compartimento com moedas que eram 
utilizadas para facilitar a entrega de troco aos clientes. Diante da facilidade da situação, aproveitou para subtrair 
R$ 60,00 em moedas, valor que seria utilizado para comprar um presente de aniversário para sua filha, saindo do 
local de posse das moedas. Ocorre que a conduta de Wilson foi registrada pelas câmeras de segurança, chegando 
os fatos ao conhecimento da autoridade policial, que instaurou o respectivo inquérito policial. 
Após a conclusão do procedimento investigatório, o Ministério Público ofereceu denúncia, imputando a Wilson a 
prática do crime de furto simples, previsto no artigo 155, “caput”, do Código Penal, deixando de oferecer proposta 
de suspensão condicional do processo, sob o fundamento de que, embora primário, o réu responde a outro 
processo pelo crime de apropriação indébita, com sentença condenatória proferida, mas ainda em fase recursal, 
bem como a inquérito policial pelo crime de receptação, conforme folha de antecedentes criminais juntada ao 
processo. Além disso, também consta na folha de antecedentes criminais outra anotação referente à infração penal 
em que Wilson foi beneficiado por suspensão condicional do processo em outra ação penal no ano de 2019. A peça 
acusatória foi recebida pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Flores, Estado de Campo Belo, no dia 10 de julho 
de 2021. 
Após regular prosseguimento do feito, na audiência de instrução e julgamento, após ouvir as testemunhas de 
acusação e defesa, o Magistrado passou ao interrogatório do réu, não permitindo entrevista prévia com seu 
advogado, sob o fundamento do adiantado da hora, bem como que o réu teve a oportunidade de conversar com o 
defensor durante as declarações das testemunhas, tendo a defesa se insurgido. Os autos foram encaminhados ao 
Ministério Público, que, na sua manifestação derradeira, pugnou pela condenação nos termos da denúncia, bem 
como o reconhecimento da agravante da reincidência, diante da condenação pelo crime de apropriação indébita. 
Em seguida, a defesa contratada por Wilson foi intimada, em 11 de agosto de 2025, segunda-feira, sendo terça-
feira dia útil em todo o país, para apresentação da medida cabível. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Wilson, redija a peça jurídica 
cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada 
do último dia do prazo para apresentação. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à 
pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 2 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 03 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
Gabarito comentado 
 
O examinando deve elaborar, na condição de advogado de Wilson, MEMORIAIS OU ALEGAÇÕES FINAIS 
POR MEMORIAIS, com fundamento no Art. 403, § 3º, e/ou Art. 404, § único, ambos do Código de Processo Penal, 
devendo a petição ser direcionada ao Juízo da Vara Criminal da Comarca de Flores, Estado de Campo Belo. 
Deveria o examinando apontar que a peça é tempestiva, pois apresentada dentro do prazo de 5 dias, 
previsto no artigo 403, § 3º, do CPP. 
Preliminarmente, deve o examinando destacar que existia nulidade a ser reconhecida, anulando-se a 
instrução a partir da audiência realizada. Isso porque o Magistrado não viabilizou ao réu o direito de entrevista 
prévia e reservada com o seu defensor, conforme prevê o artigo 185, § 5º, do CPP, justificando o reconhecimento 
da nulidade em razão da violação ao princípio da ampla defesa, previsto no Art. 5º, inciso LV, CRFB OU art. 564, IV, 
do CPP. 
Em preliminar, alegar, ainda, a prescrição da pretensão punitiva em abstrato, com a consequente extinção 
da punibilidade, já que o crime de furto simples prescreve em 8 anos (art. 109, IV, do CP). Como o réu é menor de 
21 anos na época do fato, o prazo prescricional é reduzida pela metade, nos termos do artigo 115 do CP, ficando 
em 4 anos. Entre a data do recebimento da denúncia (10/07/2021) e pelo menos o dia 11/08/2025 não havia 
publicação da sentença penal condenatória. Logo, passaram-se mais 4 anos, ocorrendo a prescrição da pretensão 
punitiva, com a extinção da punibilidade, nos termos do artigo 107, IV, do CP. 
No mérito, caberia ao examinando pleitear a absolvição de Wilson, na forma do Art. 386, III, do CPP, 
diante da incidência do princípio da insignificância ou bagatela. Isso porque a quantia subtraída era insignificante, 
sobretudo tomando-se como referência o patrimônio concreto da vítima. Em razão disso, o candidato deverá 
requerer a absolvição do réu por atipicidade material de sua conduta, ante a incidência do princípio da 
insignificância/bagatela. 
Subsidiariamente, pela eventualidade no caso de condenação do denunciado, deveria o examinando 
analisar eventual pena a ser aplicada. 
De início, na aplicação da pena-base deveria o examinando postular a fixação no mínimo legal, afirmando 
que todas as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal são favoráveis, buscando o não reconhecimento 
dos maus antecedentes, uma vez que não é possível utilizar inquérito policial ou ação penal em curso para tal fim, 
nos termos da Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça, bem como em atenção ao princípio da presunção da 
inocência, previsto no artigo 5º, LVII, da Constituição Federal. 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 03 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
Na determinação da pena intermediária, deveria o examinando postular o reconhecimento da atenuante 
da menoridade relativa, uma vez que Wilson era menor de 21 anos da data do fato, nos termos do artigo 65, inciso 
I, do Código Penal. Deveria, ainda, buscar o afastamento da reincidência,uma vez que não há sentença 
condenatória transitada em julgado por crime anterior, não se enquadrando no disposto no artigo 63 do Código 
Penal. 
Na terceira fase de aplicação da pena, deveria o candidato arguir a tese do furto privilegiado, previsto no 
artigo 155, § 2º, do CP, já que o réu é primário e o objeto subtraído é de pequeno valor, postulando a substituição 
da pena de reclusão pela de detenção OU diminuição da pena de um a dois terços OU aplicação somente da pena 
de multa. 
O regime adequado para cumprimento de pena é o aberto, na forma do Art. 33, §2º, alínea “c”, do Código 
Penal, pois eventual pena aplicada não será superior a 4 anos, sendo, ainda, o réu não reincidente e as 
circunstâncias judiciais favoráveis. 
Em caso de aplicação de pena privativa de liberdade, deveria ser requerida a substituição desta por restritiva 
de direitos, pois preenchidos os requisitos do Art. 44 do Código Penal. 
Em conclusão, deve o examinando formular os seguintes pedidos: 
a) Preliminarmente, nulidade da instrução, por conta do cerceamento de defesa; 
b) Extinção da punibilidade, com base no artigo 107, IV, do CP. 
c) No mérito, a absolvição de Wilson, pela atipicidade da conduta, com base no artigo 386, inciso III, do Código 
de Processo Penal; 
d) Na eventualidade de condenação, o não reconhecimento dos maus antecedentes, com fixação da pena-
base no mínimo legal, já que todas as circunstâncias judiciais são favoráveis; 
e) O reconhecimento da atenuante da menoridade relativa, prevista no artigo 65, inciso I, do Código Penal; 
f) O afastamento da agravante da reincidência; 
g) O reconhecimento do furto privilegiado OU substituição da pena de reclusão pela de detenção OU 
diminuição da penal de um a dois terços OU aplicação somente da pena de multa. 
h) A fixação do regime aberto, nos termos do artigo 33, § 2º, “c”, do Código Penal; 
i) A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
A data a ser indicada é 18 de agosto de 2025, tendo em vista que o prazo para memoriais é de 05 dias, mas 
o prazo se encerraria em um sábado, devendo ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte. 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
Endereçamento 
1) Endereçamento correto: Juízo da Vara Criminal da Comarca de Flores/CB (0,10). 0/0,10 
Cabimento 
2) Fundamento legal: Art. 403, §3º, do CPP e/ou Art. 404, § único, do CPP (0,10). 0/0,10 
Tempestividade 
3) Tempestividade: Prazo de 5 dias na forma do Art. 403, § 3º, do CPP (0,10). 0/0,10 
Preliminares 
4) Preliminarmente, reconhecimento da nulidade dos atos da instrução (0,20), diante de não 
ter sido viabilizada entrevista prévia com advogado (0,25), violando o princípio do 
contraditório e da ampla defesa, previsto no artigo 5º, LV, CFRB OU o artigo 185, § 5º, do CPP 
OU art. 564, IV, do CPP (0,10). 
0/0,20/ 
/0,25/0,30/0,35/ 
0,45/0,55 
4.1) Extinção da punibilidade, em razão da prescrição da pretensão punitiva pela pena em 
abstrato (0,20), pois ultrapassados 4 anos desde o recebimento da denúncia, considerando 
a redução do prazo pela menoridade relativa (0,25), com fulcro no Art. 107, IV, do CP OU no 
Art. 109, IV, c/c Art. 115, ambos do CP (0,10) 
0/0,20/0,30/0,25/ 
0,45/0,55 
Mérito 
5) No mérito, postular a absolvição de Wilson (0,20), nos termos do artigo 386, III, do Código 
de Processo Penal (0,10). 
0/0,10/ 
0,20/0,30 
5.1) Desenvolvimento fundamentado acerca do princípio da insignificância (0,30), causa de 
exclusão da tipicidade OU diante da atipicidade material OU fato atípico OU atipicidade da 
conduta (0,50). 
0/0,30/0,50/0,80 
6) Subsidiariamente, aplicação da pena-base no mínimo legal, pois a existência de inquérito 
policial ou ação penal não pode configurar circunstância judicial desfavorável OU porque 
viola o princípio da presunção da inocência (0,20), nos termos da Súmula 444 do Superior 
Tribunal de Justiça OU art. 5º, LVII, da CRFB (0,10). 
0/0,10/0,20/ 
0,30 
6.1) Reconhecimento da atenuante da menoridade relativa (0,20), uma vez que Wilson era 0/0,10/ 
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PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
menor de 21 anos na data do fato, nos termos do artigo 65, inciso I, do Código Penal (0,10). 0,20/0,30 
6.2) Afastamento da agravante da reincidência (0,10), já que não há sentença condenatória 
transitada em julgado por crime anterior (0,10), conforme prevê o artigo 63 do CP (0,10). 
0/0,10/0,20/ 
0,30 
6.3) Reconhecimento do furto privilegiado OU a substituição da pena de reclusão pela de 
detenção OU diminuição da penal de um a dois terços OU aplicação somente da pena de 
multa (0,10), já que o réu é primário e o objeto subtraído é de pequeno valor (0,10), previsto 
no artigo 155, § 2º, do CP (0,10). 
0/0,10/0,20/0,30 
6.4) Aplicação do regime aberto, considerando a pena a ser aplicada (0,10), nos termos do 
artigo 33, § 2º, “c”, do Código Penal (0,10). 
0/0,10/0,20 
6.5) Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (0,10), nos termos 
do Art. 44 do CP (0,10). 
0/0,10/0,20 
Pedidos 
7) Nulidade do processo a partir da audiência de instrução (0,05) 0/0,05 
7.1) Extinção da punibilidade, com base no artigo 107, IV, do CP (0,05) 0/0,05 
7.2) Absolvição (0,20), com base no artigo 386, III, do Código de Processo Penal (0,10) 0/0,10/0,20/0,30 
7.3) Aplicação da pena-base no mínimo legal (0,05) 0/0,05 
7.4) Reconhecimento da atenuante da menoridade relativa OU prevista no artigo 65, I, do CP 
(0,05). 
0/0,05 
7.5) Afastamento da agravante da reincidência OU da agravante do artigo 61, I, do CP (0,05) 0/0,05 
7.6) Reconhecimento do furto privilegiado OU substituição da pena de reclusão pela de 
detenção OU diminuição da penal de um a dois terços OU aplicação somente da pena de 
multa. (0,05) 
0/0,05 
7.7) Fixação do regime inicial aberto (0,05). 0/0,05 
7.8) Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (0,05) 0/0,05 
Prazo 
8) Datar a peça no dia 18 de agosto de 2025 (0,10) 0/0,10 
Fechamento 
9) Data, local, assinatura, advogado e OAB (0,10) 0/0,10 
TOTAL 5,00 
 
 
 
 
AO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE 
FLORES/CB 
 
Processo nº... 
 
 WILSON, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-
assinado, com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de 
Vossa Excelência apresentar MEMORIAIS, com base no artigo 403, §3º, e/ou 
artigo 404, § único, ambos do Código de Processo Penal, pelos fatos e 
fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
Os presentes memoriais são tempestivos, já que apresentados 
dentro do prazo de 5 dias, previstos no artigo 403, §3º, do Código de 
Processo Penal. 
 
II) DOS FATOS 
O réu foidenunciado pela prática do crime de furto simples, nos 
termos do artigo 155, “caput”, do Código Penal. A denúncia foi recebida pelo 
Juízo, tendo o feito o seu regular prosseguimento. Após a audiência de 
instrução e julgamento, o Ministério Público pugnou pela condenação nos 
termos da denúncia. 
A defesa constituída pelo réu foi intimada no dia 11/08/2025. 
 
III) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DO PROCESSO A PARTIR DA AUDIÊNCIA 
DE INSTRUÇÃO 
Deve ser declarada a nulidade dos atos da instrução, diante da 
violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. 
 
 
Isso porque não foi viabilizada ao acusado a entrevista prévia e 
reservada com o seu defensor, conforme prevê o artigo 185, § 5º, do Código 
de Processo Penal. No caso, durante a audiência de instrução, após oitiva 
das testemunhas arroladas pela acusação e defesa, o Magistrado passou 
ao interrogatório do acusado, não permitindo entrevista prévia com o seu 
defensor, sob o fundamento de adiantar os atos, bem como de que Wilson 
obteve oportunidade de conversar com o seu advogado durante as 
declarações das testemunhas, tendo a defesa se insurgido. 
Diante disso, deve ser declarada a nulidade dos atos da instrução, 
visto que houve violação ao disposto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição 
Federal OU artigo 564, inciso IV, do Código de Processo Penal. 
 
B) DA PRESCRIÇÃO 
Deve ser declarada a prescrição da pretensão punitiva em 
abstrato, com a consequente extinção da punibilidade. 
Isso porque o crime de furto simples prescreve em 8 anos, 
conforme artigo 109, IV, do CP. Como o réu era menor de 21 anos na época 
do fato, o prazo prescricional é reduzido pela metade, nos termos do artigo 
115 do Código Penal, ficando em 4 anos. 
Assim, considerando que entre a data do recebimento da denúncia 
(10/07/2021) e pelo menos o dia 11/08/2025 não havia publicação da 
sentença penal condenatória, conclui-se que incidiu no caso a prescrição da 
pretensão punitiva em abstrato, já que entre o recebimento da denúncia até 
o dia 11/08/2025 já se passaram mais de 4 anos. 
Logo, deve ser declarada extinta a punibilidade do réu, nos termos 
do artigo 107, IV, do CP. 
 
 C) DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
Deve ser aplicado o princípio da insignificância, em razão da 
atipicidade material, não constituindo crime a conduta de Wilson. 
 
 
Isso porque Wilson subtraiu a quantia de R$ 60,00 em moedas de 
uma farmácia, pertencente a uma grande rede, pois pretendia utilizar o valor 
para comprar um presente de aniversário para sua filha, sendo, portanto, 
inexpressivo ou insignificante o valor subtraído em face da vítima. 
Assim, o réu deve ser absolvido, com base no artigo 386, inciso 
III, do Código de Processo Penal. 
 
D) DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL 
Na eventualidade de condenação, a pena-base deve ser fixada no 
mínimo legal. Isso porque a ação penal envolvendo o crime de apropriação 
indébita, ainda em fase recursal, bem como o inquérito policial pelo crime de 
receptação, não autorizam a elevação da pena-base, já que viola o princípio 
da presunção da inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição 
Federal, bem como Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça. 
Logo, como todas as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código 
Penal são favoráveis, deve ser, se condenado o réu, aplicada a pena-base 
no mínimo legal. 
 
E) DA ATENUANTE DA MENORIDADE 
O réu contava com 19 anos de idade na época do fato, razão pela 
qual deve ser reconhecida a atenuante da menoridade relativa, prevista no 
artigo 65, inciso I, do Código Penal. 
 
F) DO AFASTAMENTO DA AGRAVANTE 
Deve ser afastada a agravante da reincidência. Isso porque o réu 
possui um registro de inquérito policial pelo crime de receptação, bem como 
uma condenação pelo crime de apropriação indébita, que se encontra em grau 
de recurso. Todavia, não há sentença condenatória transitada em julgado por 
crime anterior, logo, o réu não se enquadra como reincidente, de acordo com 
o artigo 63 do Código Penal. 
 
 
 
Assim, requer seja afastada a agravante da reincidência. 
 
 G) DO FURTO PRIVILEGIADO 
Deve ser reconhecido o furto privilegiado, previsto no artigo 155, § 
2º, do Código Penal. 
Isso porque o réu é primário e que o objeto subtraído é de pequeno 
valor, de modo que, na hipótese de eventual condenação, deve ser 
reconhecido o furto privilegiado, previsto no artigo 155, § 2º, do Código Penal 
OU o Magistrado deverá fixar a substituição da pena de reclusão pela pena 
de detenção OU deverá ser aplicada a diminuição da pena de um a dois 
terços OU aplicação somente da pena de multa. 
 
H) DO REGIME ABERTO 
Deve ser fixado o regime inicial aberto. Isso porque, considerando 
a pena-base no mínimo legal, o reconhecimento da atenuante da 
menoridade, bem como o fato de ser primário e a causa de diminuição do 
furto privilegiado, certamente, na hipótese de condenação, eventual pena 
aplicada não será superior a 04 anos. 
Logo, na hipótese de eventual condenação, o Magistrado deverá 
fixar o regime inicial de cumprimento de pena no regime aberto, nos termos 
do artigo 33, § 2º, alínea “c”, do Código Penal. 
 
I) DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS 
Deve ser concedida a substituição da pena privativa de liberdade 
por restritiva de direitos, prevista no artigo 44 do Código Penal. 
Isso porque, considerando que o réu está sendo acusado pela 
prática de crime sem violência ou grave ameaça, e, se condenado, a pena 
aplicada não será superior a 4 anos, além de não ser reincidente em crime 
doloso, sendo todas as circunstâncias judiciais favoráveis, preenchidos todos 
os requisitos do artigo 44 do Código Penal. 
 
 
Assim, deve ser concedida a substituição da pena privativa de 
liberdade por restritiva de direitos. 
 
IV) DOS PEDIDOS 
Ante o exposto, requer o denunciado: 
a) Preliminarmente, a nulidade do processo a partir da audiência de instrução; 
b) Extinção da punibilidade, com base no artigo 107, IV, do Código Penal; 
c) Absolvição, com base no artigo 386, III, do Código de Processo Penal; 
d) Fixação da pena-base no mínimo legal; 
e) Reconhecimento da atenuante da menoridade relativa, prevista no artigo 65, 
inciso I, do Código Penal; 
f) O afastamento da agravante da reincidência, prevista no artigo 61, I, do 
Código Penal; 
g) Reconhecimento do furto privilegiado com a substituição da pena de 
reclusão pela pena de detenção, ou diminuição da pena de um a dois terços 
ou aplicação somente da pena de multa; 
h) Fixação do regime inicial aberto, nos termos do artigo 33, § 2º, alínea “c” do 
Código Penal. 
i) Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 18 de agosto de 2025. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
45º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 03 
 
 
 
 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1 
 
Enunciado 
 
Wilson foi denunciado como incurso no crime de lesão corporal gravíssima, previsto no artigo 129, § 2º, inciso IV, do 
Código Penal, já que resultou deformidade permanente na vítima. Ao longo da instrução, a vítima informou ter 
lembrado que o réu lhe subtraiu o relógio na ocasião. Embora essa circunstância não estivesse descrita na denúncia, 
o Magistrado, levando em conta as declarações da vítima, proferiu sentençacondenando o réu pela prática do crime 
de roubo qualificado pela lesão corporal grave, previsto no artigo 157, § 3º, inciso I, do Código Penal, aplicando-lhe 
a pena definitiva de 07 anos de reclusão, em regime semiaberto. A defesa foi intimada no dia 15 de maio de 2024, 
que caiu numa quarta-feira. Considerando as informações narradas, responda aos itens a seguir. 
 
A) Qual a peça processual, diversa de habeas corpus, a ser adotada pela defesa técnica de Wilson e qual o último 
dia do prazo para ser apresentada? (Valor: 0,60) 
 
B) Ao condenar o réu pelo delito de roubo qualificado pelas lesões graves, previsto no artigo 157, § 3º, inciso I, do 
Código Penal, sem adotar outras providências, agiu corretamente o Magistrado? (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
Gabarito comentado 
 
A) A medida processual cabível é o recurso de Apelação, com base no artigo 593, inciso I, do CPP. Prazo: 20.05.2024. 
 
B) Para garantir pontuação à questão, o examinando deverá responder, nos termos do questionado, que o 
Magistrado não agiu corretamente, porque não observado o procedimento da mutatio libelli, instituto descrito no 
artigo 384 do CPP, que prevê a necessidade de aditamento da denúncia pelo Ministério Público em consequência de 
prova existente nos autos de elemento ou circunstância não contida na denúncia. No caso, surgiu fato novo ao longo 
da instrução, qual seja, a declaração da vítima no sentido de que o réu lhe subtraiu o relógio, que não estava contido 
na denúncia. Assim, o examinando deverá responder que o juiz não poderia, na sentença, dar nova capitulação (e 
com base nela condenar o réu), porque fere o princípio da correlação/congruência entre a acusação e sentença e/ou 
os princípios do contraditório e da ampla defesa e/ou afronta o princípio da imparcialidade. 
 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) A medida processual cabível seria Apelação (0,30), com base no artigo 593, inciso I, 
do CPP (0,10). Prazo: 20.05.2024 (0,20) 
0/0,20/0,30/ 
0,40/0,50/0,60 
B) Desenvolvimento fundamentado acerca da hipótese da mutatio libelli (0,25), 
prevista no artigo 384 do CPP (0,10). O juiz não poderia ter dado nova classificação 
jurídica, condenando o réu pela prática do crime previsto no artigo 157, § 3º, inciso I, 
do Código Penal (0,20), porque fere o princípio da correlação/congruência entre a 
acusação e sentença E/OU violando os princípios do contraditório e da ampla defesa 
E/OU princípio da imparcialidade (0,10). 
0/0,10/0,20/ 
0,25/0,30/0,35/ 
0,40/0,45/ 
0,55/0,65 
 
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 A) A peça processual cabível é o recurso de Apelação, com base no artigo 
593, inciso I, do Código de Processo Penal. Último dia do prazo será 20 de 
maio de 2024. 
 
B) O magistrado não agiu corretamente, porque deveria observar o 
procedimento da mutatio libelli, previsto no artigo 384 do Código de 
Processo Penal, segundo o qual deveria o Ministério Público aditar a 
denúncia. Isso porque, ao longo da instrução, a vítima afirmou que o réu 
teria subtraído o seu relógio, fato não descrito na denúncia. Logo, houve 
violação do princípio da correlação/congruência entre a acusação e 
sentença E/OU os princípios do contraditório e da ampla defesa E/OU 
afronta o princípio da imparcialidade. 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2 
 
Enunciado 
 
Marcelita dá à luz seu primeiro filho, Ricardo, que nasceu prematuro, necessitando ficar na ala hospitalar destinada 
a recém-nascidos. Após o parto, Marcelita foi acometida de uma profunda tristeza, seguida de irritabilidade e 
angústia, acarretando distúrbio psíquico, a ponto de eliminar a vida do próprio filho recém-nascido. Assim, 
Marcelita desloca-se até o berçário da maternidade, no intuito de matar Ricardo. No entanto, pensando ser seu 
filho, com uma corda, asfixia Maurício, filho recém-nascido do casal Laura e Renato, causando-lhe a morte. Ao longo 
da investigação policial, restou caracterizado que Marcelita estava sob influência do estado puerperal. O Ministério 
Público, considerando que Marcelita matou Maurício, ofereceu denúncia pelo crime de homicídio qualificado pela 
asfixia com causa de aumento de pena pela idade da vítima. Após regular andamento do processo e encerrada a 
instrução, o Magistrado proferiu decisão de pronúncia, a fim de que a ré seja submetida a julgamento no Plenário 
do Júri pelo crime de homicídio qualificado pela asfixia, com a causa de aumento de pena pela idade da vítima. A 
defesa de Marcelita foi intimada no dia 15/03/2024, sexta-feira. Analise o caso narrado e, com base apenas nas 
informações dadas, responda, na condição de advogado(a) de Marcelita, aos itens a seguir. 
 
A) Qual o recurso cabível para combater a decisão do Magistrado e qual o último dia para sua interposição? 
(Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento de direito material deverá ser apresentado para combater a decisão proferida pelo 
Magistrado? Justifique. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Gabarito comentado 
 
A) O candidato deve responder que o recurso cabível é o Recurso em Sentido Estrito, com base no artigo 581, 
inciso IV, do Código de Processo Penal. Prazo: 22/03/2024. 
 
B) O argumento de direito material seria o de que Marcelita deveria ter sido pronunciada pelo delito de 
infanticídio, previsto no artigo 123 do Código Penal. Isso porque, Marcelita agiu em hipótese de erro sobre a 
pessoa, previsto no artigo 20, §3º, do Código Penal, devendo ser considerada apenas as características da vítima 
pretendida (Ricardo) e não da vítima real (Maurício). Considerando que matou o bebê Maurício sob influência 
do estadopuerperal, logo após o parto, deve receber tratamento penal como se tivesse matado o seu próprio 
filho. Assim, deveria Marcelita ter sido pronunciada pelo delito de infanticídio e não pelo crime de homicídio 
qualificado pela asfixia com a causa de aumento de pena pela idade da vítima. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) Recurso em sentido estrito (0,30), nos termos do artigo 581, inciso IV, do CPP (0,15). 
Prazo: 22/03/2024 (0,15) 
0/0,15/0,30/ 
0,45/0,60 
B) Desenvolvimento fundamentado de que a Marcelita agiu em erro quanto à pessoa 
(0,20), nos previsto no art. 20, § 3º, do CP (0,15), devendo ter sido pronunciada pelo 
delito de infanticídio (0,20), previsto no art. 123 do CP (0,10). 
0/0,10/0,15/0,20/0,25/ 
0,30/0,35/0,40/0,45/0,5
0/0,55/0,65 
 
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A) O recurso cabível para combater a decisão de pronúncia proferida pelo 
Magistrado é o Recurso em Sentido Estrito, com base no artigo 581, IV, do 
Código de Processo Penal. O último dia do prazo para apresentar o recurso 
será o dia 22 de março de 2024, sexta-feira. 
 
B) O argumento de direito material que deve ser apresentado é de que a 
Marcelita agiu sob erro quanto à pessoa, conforme o artigo 20, § 3º, do 
Código Penal. Isso porque praticou a conduta delitiva contra vítima diversa 
da pretendida, devendo ser consideradas as condições da vítima pretendida, 
isto é, seu filho Ricardo, recém-nascido. Como ela agiu sob influência do 
estado puerperal, deverá responder pelo crime de infanticídio, previsto no 
artigo 123 do Código Penal. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3 
 
Enunciado 
 
Durante uma discussão entre Wilson e Carlos, que eram amigos, Wilson desfere, com intenção de causar lesão 
corporal, um golpe de barra de ferro que atingiu o rosto da vítima. Carlos foi levado para o hospital, e, por conta 
das graves lesões, decorrente do perigo de vida, necessitou ficar internado. Após dois dias se recuperando, o teto 
de gesso do quarto onde estava Carlos desabou, atingindo-o na cabeça, o que causou sua morte. Diante disso, a 
autoridade policial instaurou inquérito policial, tendo o Ministério Público, na sequência, oferecido denúncia pela 
prática do crime de homicídio doloso consumado, nos termos do Art. 121, “caput”, do Código Penal. Após regular 
andamento do processo e finda a instrução, o Ministério Público pugnou pela pronúncia nos moldes da denúncia, 
sendo, após, a defesa intimada para se manifestar. Considerando a narrativa fática e a legislação penal vigente, 
responda, na condição de advogado(a) de Wilson, os itens abaixo: 
 
A) Qual peça processual deverá ser apresentada, e qual o prazo? Justifique. (Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento de direito material pode ser apresentado em favor de Wilson? (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O examinando deve fundamentar corretamente sua resposta. A simples menção ou transcrição do 
dispositivo legal não pontua 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
Gabarito comentado 
 
A) A peça processual que deve ser apresentada seria memoriais, no prazo de 5 dias, nos termos do artigo 403, § 
3º, do CPP. 
 
B) O argumento de direito material a ser apresentado seria no sentido de que a causa do resultado morte foi a 
queda do gesso na cabeça da vítima, e não o golpe de barra de ferro desferido pelo réu. Logo, trata-se de causa 
superveniente relativamente independente, devendo o réu responder pelos atos anteriores praticados, nos 
termos do Art. 13, § 1º, do Código Penal. Assim, o réu praticou, em tese, o crime de lesão corporal grave, previsto 
no Art. 129, § 1º, inciso II, do Código Penal, já que agiu com dolo de lesão. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) A peça processual que deve ser apresentada seria memoriais (0,30), no prazo de 5 dias 
(0,20), nos termos do artigo 403, § 3º, do CPP (0,10). 
0,00/0,10/0,20/0,30 
0,40/0,50/0,60 
B) O argumento de direito material a ser apresentado seria a incidência da causa 
superveniente relativamente independente (0,30), devendo Wilson responder pelos atos 
anteriores praticados OU por lesão corporal grave OU pelo crime do artigo 129, §1º, inciso 
II, do Código Penal (0,20), nos termos do artigo 13, § 1º, do Código Penal (0,15). 
0,00/0,20/0,30/0,35/ 
0,45/0,50/0,65 
 
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A) A peça processual que deve ser apresentada é Memoriais, no prazo de 05 
dias, com base no artigo 403, §3º, do Código de Processo Penal. 
 
B) O argumento que pode apresentado seria de que ocorreu causa 
superveniente relativamente independente, nos termos do artigo 13, § 1º, do 
Código Penal. Isso porque o resultado morte foi, no caso, a queda do gesso na 
cabeça da vítima, e não o golpe da barra de ferro desferido pelo réu. Logo, 
Wilson deve responder pelos atos anteriores praticados, ou seja, por lesão 
corporal grave, previsto no artigo 129, § 1º, inciso II, do Código Penal, nos termos 
do artigo 13, § 1º, do Código Penal. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4 
 
Enunciado 
 
Pedro, pessoa financeiramente humilde, pegou sua bicicleta para ir até uma entrevista de emprego. Após a 
entrevista, chateado por não ter conseguido a vaga pretendida, já que não passou no teste físico, em face da miopia 
grave, que afetava profundamente sua visão, mesmo com auxílio de óculos, acabou por pegar a bicicleta de outra 
pessoa, idêntica a sua, que estava estacionada no mesmo local. Cinco minutos depois, Pedro veio a ser abordado 
por policiais militares que souberam dos fatos. Durante o inquérito policial, Pedro confirmou ter se apossado da 
bicicleta apreendida em seu poder, sendo indiciado, em sede policial, pela prática do crime de furto simples doloso, 
nos termos do artigo 155, “caput”, do Código Penal. Desesperado com a situação, já que jamais se envolveu em 
qualquer delito, Pedro procura você como advogado(a), cuja primeira providência foi procurar o MinistérioPúblico 
cogitando a hipótese de celebração de acordo de não persecução penal. O Promotor de Justiça, com atribuição 
para o procedimento, concorda com a celebração do acordo de não persecução penal, sendo ajustadas as 
condições. O acordo de não persecução penal foi formalizado por escrito e será firmado pelo membro do Ministério 
Público, pelo investigado e por seu defensor. Todavia, o juiz deliberou por recusar homologação, sob o fundamento 
de que não atendeu aos requisitos legais. Considerando apenas as informações narradas, na condição de 
advogado(a) de Pedro, responda aos itens a seguir. 
 
A) Qual recurso cabível para combater a decisão proferida pelo Magistrado? (Valor: 0,60) 
 
B) Na hipótese de ser oferecida denúncia, qual tese de direito material poderia ser invocada, em sede de resposta 
à acusação, em busca da absolvição sumária de Pedro? (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
Gabarito comentado 
 
A) Diante da não homologação do acordo de não persecução penal, o recurso cabível seria o recurso em sentido 
estrito, com base no artigo 581, XXV, do CPP. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
B) Pedro deve ser absolvido pois ocorreu em erro de tipo. Para configuração do delito de furto, previsto no artigo 
155 do Código Penal, é preciso que o agente tenha vontade e consciência de subtrair coisa alheia móvel. No caso, 
Pedro, em face da miopia grave, que afetava profundamente sua visão, mesmo com auxílio de óculos, acabou por 
pegar a bicicleta de outra pessoa, idêntica a sua, que estava estacionada no mesmo local. Logo, havendo erro sobre 
elementar do tipo, a consequência é o afastamento do dolo, somente podendo o agente ser responsabilizado se o 
erro for evitável e prevista a modalidade culposa do delito, nos termos do Art. 20 do Código Penal. No caso, o crime 
do Art. 155 do Código Penal não traz a modalidade culposa, logo o fato é atípico. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O recurso cabível seria o recurso em sentido estrito (0,50), com base no artigo 581, XXV, do 
Código de Processo Penal (0,10). 
0,00/0,10/ 
0,50/0,60 
 
B) O argumento de direito material é de que Pedro agiu em erro sobre a elementar do tipo 
“coisa alheia” OU agiu em erro de tipo (0,40), nos termos do Art. 20 do Código Penal (0,10), 
logo sua conduta é atípica (0,15). 
0,00/0,10/0,15/ 
0,25/0,40/0,50/ 
0,55/0,65 
 
 
 
 
 A) O recurso cabível para combater a decisão do Magistrado de não 
homologação do acordo de não persecução penal, seria recurso em 
sentido estrito, com base no artigo 581, inciso XXV, do Código de 
Processo Penal. 
 
B) A tese de direito material a ser invocada em sede de resposta à 
acusação seria no sentido de que Pedro deve ser absolvido, pois agiu em 
erro sobre a elementar do tipo “coisa alheia” OU agiu em erro de tipo, nos 
termos do artigo 20, “caput”, do Código Penal. No caso, Pedro em face 
de miopia grave, que afetava profundamente sua visão, acabou por pegar 
a bicicleta de outra pessoa, idêntica a sua e que ainda estava estacionada 
no mesmo local. Logo, havendo erro de tipo, a consequência é o 
afastamento do dolo, somente podendo o agente ser responsabilizado se 
o erro for evitável e existindo a modalidade culposa do delito. Dessa 
forma, como o artigo 155 do Código Penal não prevê a modalidade 
culposa para o crime de furto, a conduta é atípica.

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