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Marcella Abreu- MD4 
PROBLEMA 1- MÓDULO 10 
 
EMBRIOLOGIA DA HIPÓFISE 
• A hipófise tem origem ectodérmica. 
• A sinalização da via de Notch foi implicada na 
proliferação e diferenciação das células progenitoras 
hipofisárias. 
• Ela se desenvolve de 2 fontes: 
- Pelo desenvolvimento por evaginação do teto 
ectodérmico de estomodeu (cavidade oral primitiva) 
imediatamente em frente à membrana orofaríngea, o 
divertículo hipofisário (bolsa de Rathke). 
- Uma invaginação (extensão no sentido caudal) do 
neuroectoderma do diencéfalo, o divertículo neuro-
hipofisário (espécie de pedículo, o infundíbulo) 
• Por conta dessa origem dupla, a hipófise é composta 
por 2 tipos diferentes de tecidos: 
- A adeno-hipófise (tecido glandular), ou lobo 
anterior, desenvolve-se a partir do ectoderma oral. 
- A neuro-hipófise (tecido nervoso), ou lobo 
posterior, desenvolve-se a partir do neuroectoderma 
• 3ª semana: o divertículo hipofisário se projeta do teto 
do estomodeu e fica adjacente ao assoalho do 
diencéfalo. 
• 5ª semana: o divertículo se alongou e sofreu uma 
constrição em sua ligação ao epitélio oral, o que 
confere aspecto de mamilo. Nesse estágio, ele entra 
em contato com o infundíbulo (derivado do 
divertículo neuro-hipofisário), uma invaginação 
ventral do diencéfalo. O pedículo do divertículo 
regride 
• As partes da hipófise que se desenvolvem do 
ectoderma do estomodeu – as partes anterior, 
intermédia e tuberal – formam a adenohipófise. 
• O pedículo do divertículo hipofisário passa entre os 
centros de formação de cartilagem dos ossos pré-
esfenoide e basiesfenoide do crânio 
• Durante a 6ª semana e a conexão da bolsa com a 
cavidade oral degenera e desaparece 
• Células da parede anterior do divertículo hipofisário 
proliferam e dão origem à parte distal da hipófise. 
Mais tarde, uma extensão do lobo anterior, a parte 
tuberal, cresce ao redor da haste infundibular 
(infundíbulo) 
• A extensa proliferação celular da parede anterior do 
divertículo hipofisário reduz a sua luz a uma fenda 
estreita. Esta fenda residual geralmente não é 
reconhecida na glândula adulta, mas pode ser 
representada por uma zona de cistos 
• Células na parede posterior da bolsa hipofisária não 
proliferam; elas originam uma parte intermediária 
(pars intermedia) delgada e mal definida 
• A parte da hipófise que se origina do 
neuroectoderma do encéfalo (infundíbulo) é a 
neurohipófise. Este infundíbulo dá origem à 
eminência média, à haste infundibular e à parte 
nervosa 
• Inicialmente, as paredes do infundíbulo são delgadas, 
mas a extremidade distal do infundíbulo logo se 
torna maciça por conta da proliferação de células 
neuroepiteliais. Mais tarde estas se diferenciam em 
pituicitos, as células primárias do lobo posterior da 
hipófise, que estão intimamente relacionadas com as 
células neurogliais. 
• As fibras nervosas penetram a pars nervosa 
advindas da área hipotalâmica (à qual o infundíbulo é 
ligado) e se desenvolvem nela 
CONTEXT: Hipófise Faríngea e Craniofaringioma: Um 
resquício da haste do divertículo hipofisário pode 
persistir e formar uma hipófise faríngea no teto da 
orofaringe. Muito raramente, massas de tecido do 
lobo anterior desenvolvem-se fora da cápsula da 
hipófise, dentro da sela túrcica do esfenoide. Em 1% 
dos casos, um resquício do divertículo hipofisário, o 
canal basifaríngeo, é visível em cortes do osso 
esfenoide de recém-nascidos. Também pode ser 
identificado em algumas radiografias de recém-
nascidos. Ocasionalmente, craniofaringiomas (tumor 
benigno e raro) se formam na faringe ou no 
basiesfenóide (parte posterior do esfenoide) a partir 
de resquícios da haste da bolsa hipofisária, mas, com 
mais frequência, se formam na sela túrcica ou acima 
dela. Esses tumores surgem ao longo da via do 
divertículo hipofisário, a partir dos remanescentes 
do epitélio 
 
REGULAÇÃO MOLECULAR 
• Os fatores de transcrição gênica são expressos em 
diferentes estágios da organogênese, estando 
sobrepostos, temporal e espacialmente 
• Esses fatores de transcrição são genes homeobox 
que codificam um domínio de 60 aminoácidos 
(homeodomain), que se liga ao DNA, estando 
envolvido na regulação do desenvolvimento 
• Os principais fatores de transcrição envolvidos na 
organogênese hipofisária são: Rxpx/Hesx1, Ptx1, 
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Lhx3, Lhx-4, Prop-1 e Pit-1. A partir de uma única 
célula, formam-se 5 tipos celulares 
• Cada tipo celular é caracterizado pela secreção de 
hormônios com funções específicas, em resposta a 
sinais hipotalâmicos e periféricos 
ANATOMIA DA HIPÓFISE 
• A hipófise (glândula pituitária) é uma glândula 
endócrina e centro mais compacto de produção 
química do corpo 
• Essa glândula oval, com o tamanho e o peso de uma 
ervilha, situa-se na base do cérebro, abaixo do 
hipotálamo no interior da sela turca/túrcica, uma 
depressão no osso esfenóide 
• É conectada ao hipotálamo por um pedículo curto, o 
infundíbulo, o qual desce até a superfície póstero-
superior da hipófise; e por uma rede vascular 
• O diafragma da sela circunda o infundíbulo e mantém 
a hipófise em sua posição no interior da sela turca. 
 
• Apresenta 2 componentes funcionais: 
- O lobo anterior (adeno-hipófise), constituído pelo 
tecido epitelial glandular 
- O lobo posterior (neuro-hipófise), constituído pelo 
tecido secretor neural 
• Nove hormônios peptídeos importantes são 
liberados pela hipófise, dois pela parte nervosa da 
neuro-hipófise e sete pelas partes distal e 
intermédia da adeno-hipófise 
ADENO-HIPÓFISE/HIPÓFISE ANTERIOR 
• Desempenha um papel fundamental na regulação da 
função endócrina, por meio da produção e da 
liberação dos hormônios tróficos 
• A função da adeno-hipófise e, consequentemente, a 
produção dos hormônios tróficos são reguladas pelo 
hipotálamo por meio dos neuropeptídeos 
hipofisiotróficos liberados na eminência mediana 
• Os hormônios tróficos produzidos por ela são 
liberados na circulação sistêmica, por meio da qual 
alcançam seus órgãos-alvo para produzir uma 
resposta fisiológica, envolvendo, com mais 
frequência, a liberação de um hormônio do órgão-
alvo. 
• Os hormônios produzidos pelos órgãos-alvo afetam 
a função da adeno-hipófise, bem como a liberação 
dos neuropeptídeos hipofisiotróficos, mantendo um 
sistema integrado de controle da função endócrina 
por retroalimentação 
• É maior e consiste em uma parte anterior e uma 
parte intermédia, separadas por uma estreita fenda, 
o remanescente da bolsa de Rathke. 
• É uma estrutura altamente vascularizada (por meio 
de uma extensa rede de vasos capilares) 
• Hormônios produzidos pela adeno-hipófise: 
hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio 
tireoestimulante (TSH), hormônio do crescimento 
(GH, de growth hormone), prolactina (Prl) e 
gonadotrofinas, hormônio luteinizante (LH, de 
luteinizing hormone) e hormônio folículo-estimulante 
(FSH, de follicle-stimulating hormone). Todos são 
liberados na circulação sistêmica 
OBS: são denominados hormônios trópicos, pois 
regulam a atividade de células em outras glândulas 
endócrinas distribuídas pelo corpo. O GH e a 
prolactina não são considerados trópicos, pois atuam 
diretamente sobre órgãos-alvo que não são 
endócrinos 
• Pode ser subdividida em três regiões: 
- Pars distalis: grande parte que representa a maior 
porção da adeno-hipófise; se origina da parte 
espessada da parede anterior da bolsa 
- Pars intermedia: delgada e remanescente da 
parede posterior da bolsa de Rathke, que forma uma 
estreita faixa adjacente à neuro-hipófise e está em 
contato com a pars distalis 
- Pars tuberalis: se desenvolve a partir das paredes 
laterais espessadas da bolsa e forma um colar ou 
bainha em torno da porção adjacente do infundíbulo 
NEURO-HIPÓFISE/HIPÓFISE POSTERIOR 
• É uma extensão do hipotálamo 
• A hipófise posterior é onde os hormônios liberados 
e secretados pelo hipotálamo sãodos ossos longos (fêmur e úmero, especialmente), 
porque acelera o processo de ossificação das 
cartilagens formadoras de ossos. Isso faz com que 
as diferentes partes do corpo cresçam de maneira 
desiguaarmazenados e 
liberados na corrente sanguínea. 
• O infundíbulo embrionário dá origem à neuro-
hipófise, que é formada pelas seguintes partes: 
- A pars nervosa, que contém os axônios 
neurossecretores e suas terminações 
- O infundíbulo, que é contínuo com a eminência 
mediana e contém os axônios neurossecretores que 
formam o trato hipotálamo-hipofisário 
• Contém os axônios e terminais axônicos de 50.000 
neurônios hipotalâmicos cujos corpos celulares 
estão localizados no núcleo supra-óptico ou no 
núcleo paraventricular 
• Os axônios estendem-se desses núcleos através do 
infundíbulo e fazem trajeto até os terminais 
sinápticos na parte nervosa da neuro-hipófise. Os 
neurônios hipotalâmicos sintetizam ADH (núcleo 
supra-óptico) e ocitocina (núcleo paraventricular). 
• O ADH e a ocitocina são chamados de 
neurossecreções porque são substâncias produzidas 
e liberadas por neurônios. Uma vez liberados, estes 
hormônios penetram nos vasos capilares locais 
supridos pela artéria hipofisária inferior. A partir daí 
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estes hormônios são conduzidos pela circulação 
geral. 
VASCULARIZAÇÃO 
• O suprimento sanguíneo da hipófise provém de 2 
conjuntos de vasos: 
- As artérias hipofisárias superiores suprem a pars 
tuberalis, a eminência mediana e o infundíbulo. 
Esses vasos originam-se das artérias carótidas 
internas e artéria comunicante posterior do círculo 
arterial do cérebro (polígono de willis) 
- As artérias hipofisárias inferiores suprem 
principalmente a pars nervosa. Esses vasos 
originam-se exclusivamente das artérias carótidas 
internas. Uma observação funcional importante é a 
de que a maior parte da adeno-hipófise não tem 
suprimento arterial direto 
• Importância do Sistema Porta Hipotalâmico-
Hipofisário: fornece a ligação crucial entre 
hipotálamo e hipófise. As artérias que suprem a 
parte tuberal, a eminência mediana e o Infundíbulo 
dão origem a Capilares Fenestrados, os quais 
desembocam nas Veias Porta, denominadas Veias 
Porta Hipofisárias, que seguem um curso ao longo da 
parte tuberal e dão origem a uma segunda rede de 
Capilares Sinusóides Fenestrados (o Plexo Capilar 
Secundário). Esse sistema de vasos transporta as 
Secreções Neuroendócrinas dos Nervos 
Hipotalâmicos de seus locais de liberação na 
eminência média e no infundíbulo diretamente para 
células da parte distal. 
OBS: os fatores reguladores advindos dos neurônios 
hipotalâmicos podem entrar facilmente na circulação 
porque os capilares apresentam espaços abertos 
entre as células endoteliais, o que lhes confere um 
aspecto de queijo suíço. Esses capilares são 
denominados capilares fenestrados, sendo 
encontrados somente em regiões onde moléculas 
relativamente grandes entram ou saem do sistema 
circulatório. Este plexo capilar primário no soalho da 
parte tuberal recebe sangue da artéria hipofisária 
superior 
• Antes de deixar o hipotálamo, a rede capilar se une 
para formar uma série de vasos maiores que se 
espiralam ao redor do infundíbulo para atingir a 
adeno-hipófise. Uma vez no interior do lobo, esses 
vasos formam um plexo capilar secundário, que se 
ramifica entre as células endócrinas. Esta 
organização vascular é incomum. Normalmente uma 
artéria transporta o sangue do coração até uma rede 
capilar e uma veia conduz o sangue de uma rede 
capilar de volta ao coração. Entretanto, os vasos 
entre o hipotálamo e a adeno-hipófise conduzem o 
sangue de uma rede capilar para outra rede capilar. 
• Vasos sanguíneos que ligam 2 redes capilares são 
denominados vasos portais, e o complexo todo é 
denominado sistema porta. Estes oferecem um 
eficiente meio para a comunicação química, 
assegurando que todo o sangue que entra nos vasos 
portais atinja as célula-salvo antes de retornar para 
a circulação geral. No entanto, a comunicação é 
estritamente unidirecional e qualquer substância 
química liberada pelas células no sentido do fluxo 
deverá completar a passagem por todo o sistema 
circulatório antes de atingir os capilares do início do 
sistema porta. Os vasos portais recebem a 
denominação de seus destinos, de modo que esta 
rede especial de vasos constitui o sistema porta-
hipofisial. 
• Maior parte do sangue proveniente da hipófise drena 
no Seio Cavernoso na base do diencéfalo e, em 
seguida, na circulação sistêmica. Porém, o sangue 
pode fluir através de veias Porta Curtas desde a 
parte distal até a parte nervosa e que o sangue da 
parte nervosa pode fluir na direção do hipotálamo. 
• Essas vias curtas fornecem um trajeto pelo qual os 
hormônios da adeno-hipófise podem oferecer 
retroalimentação diretamente ao cérebro, sem 
realizar o circuito completo da circulação sistêmica 
INERVAÇÃO 
• Os nervos que entram no infundíbulo e na pars 
nervosa, provenientes dos núcleos hipotalâmicos, 
são componentes da neurohipófise 
• Os nervos que entram na adeno-hipófise consistem 
em fibras pós-sinápticas do sistema nervoso 
autônomo e desempenham função vasomotora 
HISTOLOGIA DA ADENO-HIPÓFISE 
• A maior parte da adeno-hipófise tem a organização 
típica de tecido endócrino. As células são 
organizadas em agregados e cordões intercalados 
por capilares sinusoidais fenestrados de diâmetro 
grande 
• Essas células respondem a sinais provenientes do 
hipotálamo e sintetizam e secretam diversos 
hormônios hipofisários 
• Ela é constituída por células epiteliais derivadas do 
revestimento ectodérmico do palato. As células 
hipofisárias que revestem os capilares produzem os 
hormônios tróficos 
PARS DISTALIS 
• As células estão dispostas em cordões e nichos 
interpostos por capilares. Existem 3 tipos de células: 
as basófilas (10%), acidófilas (40%) e cromófobas 
(50%) 
OBS: 
- Cromófobas: contém poucos ou nenhum grânulo de 
secreção e são hipocoradas, pois seu citoplasma 
reduzido não possui afinidade pelos corantes 
rotineiros. Sua função é pouco conhecida, acredita-
se que sejam células cromófilas em uma fase 
precoce; 
- Cromófilas: contém grânulos de secreção 
hipercorados e tem dois subtipos, as cromófilas 
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acidófilas e cromófilas basófilas, de acordo com a 
sua afinidade pelos corantes ácidos e básicos: 
✓ Cromófilas acidófilas: coradas de rosa 
(eosina); somatotrópica, (GH: hormônio do 
crescimento ou somatotropina) e 
lactotrópica/mamotrópica (PRL: prolactina) 
✓ Cromófilas basófilas: coradas de roxo 
(hematoxilina); tireotrópica (TSH: 
tireotropina), corticotrópica (ACTH: 
corticotropina) e gonadotrópica (FSH: 
folículo estimulante; LH: luteinizante) 
• Entretanto, identificaram-se 5 tipos celulares de 
acordo com as Reações Imunocitoquímicas: Células 
Somatotróficas, Células Lactotróficas, Células 
Corticotróficas, Células Gonadotróficas e 
Tireotróficas 
 
• Todos os hormônios conhecidos da adeno-hipófise 
consistem em proteínas ou glicoproteínas de 
pequeno peso molecular 
• As células da adeno-hipófise são denominadas de 
acordo com o hormônio que produzem. 
OBS: Com base em sua distribuição específica, 
podem ser mais ou menos suscetíveis à lesão 
traumática. Por exemplo, os gonadotropos e os 
somatotropos (células produtoras de GH) são mais 
numerosos na região posterolateral da adeno-
hipófise, sendo mais vulneráveis à lesão mecânica 
da hipófise. Os corticotropos (células produtoras de 
ACTH) e os tireotropos (células produtoras de TSH) 
localizam-se predominantemente na região 
anteromedial, sendo mais resistentes à lesão 
traumática. Os lactotropos (células produtoras de 
Prl) estão espalhados pela hipófise e também 
constituem uma população de células resilientes. 
➢ CÉLULAS PRODUTORAS DE HORMÔNIOS 
 
CÉLULAS SOMATOTRÓFICAS/SOMATOTROPOS 
• São as mais comumente encontradas na Parte Distal 
e constituem ~50% das Células Parenquimatosas na 
Adeno-hipófise. 
• São células ovais de tamanho médio que exibem 
núcleos redondos localizados centralmente, 
responsáveis por produziro Hormônio do 
Crescimento/somatrotofina (GH). 
• 3 hormônios regulam a liberação de GH, sendo dois 
deles, hormônios de liberação hipotalâmica opostos: 
o Hormônio Liberador do Fator de Crescimento 
(GHRH), que estimula a liberação de GH pelas células 
Somatotróficas, e a Somatostatina, que inibe a 
liberação de GH pelas Células Somatotróficas. 
• Além destes, a Grelina, produzida no Estômago, que 
é um potente estimulante da secreção do GH e 
parece coordenar a ingestão de alimentos com a 
secreção de GH. 
• A presença de vesículas eosinófilas as classifica 
como acidófilas. 
CONTEXT: Adenoma de Células Somatotróficas: as 
Neoplasias produtoras de Somatrotofina (GH) 
(Adenomas de Células Somatotróficas), incluindo 
aquelas que produzem uma mistura de Hormônio do 
Crescimento com outros hormônios (p. ex., 
Prolactina), constituem o segundo tipo mais comum 
de Adenoma Hipofisário funcionante (estes tumores 
são considerados benignos porque não se 
disseminam para outras partes do corpo, mas podem 
provocam problemas significativos de saúde por sua 
localização, próxima ao cérebro e porque muitos 
deles secretam hormônios em excesso), estão 
associados à Hipersecreção de GH e causam 
Gigantismo em crianças e Acromegalia em adultos. 
FONTE: AC Camargo e instituto oncologia 
• Coram-se intensamente com corantes ácidos e são, 
portanto, chamadas acidofílicas. Por isso, os tumores 
hipofisários que secretam grande quantidade de 
hormônio do crescimento humano são chamados 
tumores acidofílico 
CÉLULAS LACTOTRÓFICAS/MAMOTRÓFICAS/LACTOTROPOS 
• Constituem cerca e 15% a 20% das Células 
Parenquimatosas na Hipófise Anterior. 
• São grandes, poligonais e contêm núcleos ovais. 
• Produzem Prolactina (PRL). 
• Em sua fase de armazenamento, exibem inúmeras 
Vesículas Acidofílicas (células acidófilas). Quando o 
conteúdo dessas vesículas é liberado, o citoplasma 
dessa célula não se cora (células cromófobas) 
• A secreção da Prolactina está sob controle inibitório 
da Dopamina, Catecolamina produzida no 
Hipotálamo. Entretanto, o Hormônio Liberador de 
Tireotrofina (TRH) e o Peptídeo Inibidor Vasoativo 
(VIP) estimulam a secreção deste. 
CÉLULAS CORTICOTRÓFICAS/CORTICOTROPO 
• Também constituem cerca de 15% a 20% das Células 
Parenquimatosas da Adeno-hipófise. 
• São poligonais de tamanho médio com núcleos 
redondos que produzem a molécula precursora do 
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Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH), conhecida 
como Pró-Opiomelanocortina (POMC). 
• A POMC ainda é clivada pelas Enzimas Proteolíticas 
dentro da célula Corticotrófica em diversos 
fragmentos, a saber: ACTH, Hormônio B-Lipotrófico 
(b-LPH), Hormônio Melanócito Estimulante (MSH), b-
Endorfina e Encefalina. 
• A liberação de ACTH é regulada pelo Hormônio 
Liberador de Corticotrofina (CRH) produzido pelo 
hipotálamo 
• Coram-se como células basófilas 
CÉLULAS GONADOTRÓFICAS/GONADOTROPO 
• Constituem cerca de 10% das Células 
Parenquimatosas da Adeno-hipófise. 
• São ovais, pequenas, com núcleos esféricos e 
excêntrico, responsáveis pela produção de 2 
hormônios: tanto o FSH quanto o LH. 
• As células podem produzir ambos ou somente um 
dos hormônios. 
• A liberação de FSH e de LH é regulada pelo 
Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH) 
produzido pelo hipotálamo 
• Estão dispersas na pars distalis e coram-se com 
corantes básicos 
CÉLULAS TIREOTRÓFICAS/TIREOTROPO 
• Constituem cerca de 5% das células 
parenquimatosas da hipófise. 
• São poligonais, grandes, com núcleos esféricos e 
excêntricos, responsáveis por produzir o Hormônio 
Tireotrófico denominado Hormônio Tireoestimulante 
(TSH), que age sobre as Células Foliculares da 
Glândula Tireoide para estimular a produção de 
Tireoglobulina e de Hormônios Tireoidianos. 
• A liberação de TSH está sob controle Hipotalâmico 
do Hormônio Liberador de Tireotrofina (TSH), que 
também estimula a secreção de PRL 
• Exibem basofilia citoplasmática (células basófilas) 
 
➢ CÉLULAS FOLICULOESTRELADAS 
• Outro tipo celular presente na Adeno-hipófise são 
as Células Foliculoestreladas, que são 
caracterizadas pelo aspecto estrelado de seus 
prolongamentos citoplasmáticos que envolvem as 
células produtoras de Hormônios. 
• Elas têm a capacidade de formar agrupamentos 
celulares ou pequenos folículos, e não produzem 
hormônios. 
• Estão interconectadas por Junções Comunicantes 
contendo a Proteína Conexina. 
• Com base em estudos, foi levantada a hipótese de 
que a rede de Células Foliculoestreladas 
interconectadas por Junções Conectantes transmite 
sinais da parte tuberal para a parte distal. Esses 
sinais podem regular a liberação de hormônios 
através da Adeno-hipófise. 
• Portanto, a Rede Foliculoestrelada pode parecer 
funcionar além do Sistema Porta Hipofisário. 
PARS INTERMÉDIA 
• A pars intermedia se localiza na porção dorsal da 
antiga Bolsa de Rathke 
• Essa parte circunda uma série de pequenas 
cavidades císticas que representam o lúmen das 
Bolsas de Rathke. 
• Desse modo, as Células Parenquimatosas da Parte 
Intermédia circundam os Folículos repletos de 
Coloide, as quais parecem derivar das células 
foliculoestreladas ou de várias células secretoras 
de hormônios. 
• Contém Células cromofilias francamente Basófilas e 
Cromófobas as quais circundam uma série de 
pequenas cavidades císticas que representam a luz 
residual da Bolsa de Rathke. 
OBS: Cistos de Rathke: constituídos por epitélio 
cúbico simples que circundam folículos repletos 
de coloide, cuja natureza ainda não foi 
determinada, apesar de frequentemente serem 
encontrados resíduos celulares dentro dele. Nos 
seres humanos adultos, corresponde a uma 
região rudimentar sem função definida. Já em 
peixes e anfíbios, contém células 
melanotrópicas que produzem várias 
substâncias, entre as quais o MSH (hormônio 
estimulante de melanócitos). 
• Frequentemente, as Células Basófilas e as 
Cavidades Císticas estendem-se até a Parte 
Nervosa. 
PARS TUBERALIS 
• É uma extensão do lobo anterior ao longo do 
Infundíbulo semelhante a um pedículo. É uma região 
em formato de funil que cerca o infundíbulo da 
neuro-hipófise 
• Ela é uma região altamente vascularizada e 
contendo veias do Sistema Hipotalâmico-
Hipofisário. 
• As Células Parenquimatosas (cromofobas e poucas 
cromofilias acidófilas e basófilas) são dispostas em 
pequenos agrupamentos ou cordões em associação 
aos vasos sanguíneos. 
• Nichos de células pavimentosas e pequenos 
folículos revestidos por células cúbicas estão 
dispersos nessa região. Essas células 
frequentemente exibem imunorreatividade para 
ACTH, FSH e LH. 
HISTOLOGIA DA NEURO-HIPÓFISE 
• É uma extensão do SNC que armazena e libera 
produtos secretórios provenientes do hipotálamo. 
• Consiste em: Pars Nervosa e Infundíbulo, o pedículo 
que conecta a hipófise ao hipotálamo 
 Marcella Abreu- MD4 
• Neuro-hipófise é de origem nervosa e consiste em 
fibras nervosas/axônios não mielinizadas e 
terminações axonais dos neurônios magnocelulares 
hipotalâmicos, estando os corpos celulares 
localizados principalmente nos núcleos supraóptico 
e paraventricular do hipotálamo. 
• Contém axônios com suas Terminações Nervosas 
de ~100.000 neurônios Neurossecretores cujos 
corpos celulares se situam nos Núcleos 
Supraópticos e Paraventriculares do Hipotálamo. 
• Diferentemente da adeno-hipófise, não contém 
células secretoras 
• Apresenta um tipo específico de célula glial muito 
ramificada, chamada pituícito 
• Contém as terminações axonais dos neurônios 
magnocelulares localizados nos NSO e NPV. 
• Esses neurônios geram e propagam potenciais de 
ação, produzindo a despolarização da membrana e a 
exocitose do conteúdo de seus grânulos secretores. 
Os neuropeptídeos sintetizados pelos neurônios 
magnocelulares e, consequentemente, liberados 
pela neuro-hipófise são a ocitocina e a AVP. Ao 
deixarem os NSO e NPV, osaxônios emitem 
colaterais, alguns dos quais terminam na eminência 
mediana. 
• O componente mais importante da pars nervosa são 
os axônios não mielinizados de neurônios 
secretores cujos corpos celulares estão nos 
núcleos supraópticos e paraventriculares do 
hipotálamo. Embora haja alguma sobreposição as: 
- Fibras dos núcleos supraópticos: são 
relacionadas principalmente com a secreção de 
arginina vasopressina ou ADH); 
- Fibras dos núcleos paraventriculares: são 
relacionadas principalmente com a secreção de 
ocitocina. 
• A neurossecreção -ADH + ocitocina- é transportada 
ao longo dos axônios e se acumula nas suas 
extremidades, na pars nervosa. Seus depósitos 
formam estruturas conhecidas por corpos de 
Herring. Quando os grânulos são liberados, os 
hormônios entram nos capilares sanguíneos 
fenestrados e são distribuídos pela circulação geral. 
• Os Axônios formam o Trato Hipotalâmico-
Hipofisário e são únicos em 2 aspectos: 
- Suas terminações nervosas não terminam em 
outros neurônios ou células-alvo, e sim nas 
proximidades da Rede Capilar Fenestrada da 
parte nervosa; 
- Contêm Vesículas Secretoras em todas as 
regiões da célula (Corpo Celular, Axônio, e 
Terminação Nervosa) 
- Devido à intensa atividade secretora, os 
neurônios têm Corpúsculos de Nissl (RER das 
Células Nervosas) bem desenvolvidos 
VESÍCULAS NEUROSSECRETORAS 
• Vesículas de 10 a 30 nm: formam acúmulos que 
dilatam as porções do Axônio próximas às 
Terminações Nervosas, dilatações conhecidas como 
Corpos de Herring. Estas estruturas contêm 
Vesículas Neurossecretoras abundantes, 
Mitocôndrias, Microtúbulos e Retículo 
Endoplasmático Rugoso. 
• Vesículas de 30 nm: as Terminações Nervosas 
também contêm vesículas com Acetilcolina em seu 
interior; 
• Vesículas de 50 a 80 nm: assemelham-se às 
vesículas de Núcleo Denso da Medula da 
Suprarrenal e das Terminações Nervosas 
Adrenérgicas. Estão presentes na mesma 
Terminação Nervosa, assim como outras Vesículas 
limitadas por membrana. Essas Vesículas 
Neurossecretoras limitadas por membrana se 
agregam para formar os Corpos de Herring, e 
contêm Ocitocina ou o Hormônio 
Antidiurético/Vasopressina (ADH). 
PITUÍCITOS 
• São o único tipo celular específico da Neuro-
hipófise. 
• São células gliais especializadas, associadas aos 
Capilares Fenestrados que tem um papel de 
sustentação semelhante ao dos astrócitos no SNC 
• Além de numerosos Axônios e Terminações de 
Neurônios Neurossecretores Hipotalâmicos, a 
Neurohipófise contém Fibroblastos, Mastócitos e 
Células Gliais especializadas, denominadas 
Pituícitos, associadas aos Capilares Fenestrados. 
• Apresentam formato irregular, com muitas 
ramificações, e se assemelham às Células 
Astrogliais; seus núcleos são redondos e ovais, e as 
vesículas de pigmento estão presentes no 
citoplasma. 
• Assim como a Astróglia, elas possuem Filamentos 
Intermediários Específicos montados a partir de 
Proteínas Ácidas Fibrilares Gliais (GFAP). 
• Com frequência, exibem prolongamentos que 
terminam no Espaço Perivascular. 
• Devido a seus muitos prolongamentos e a suas 
relações com o sangue, o Pituícito tem um papel de 
sustentação semelhante ao dos astrócitos no SNC 
EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-GH 
• Quase toda a secreção hipofisária é controlada por 
sinais hormonais e nervosos vindos do hipotálamo. 
A secreção efetuada pela região posterior da 
hipófise é controlada por sinais neurais que têm 
origem no hipotálamo. 
• A secreção da adeno-hipófise é controlada por 
hormônios, chamados hormônios (ou fatores) 
estimuladores e hormônios (ou fatores) inibidores, 
secretados pelo hipotálamo e levados para a adeno-
hipófise pelos vasos sanguíneos chamados vasos 
portais hipotalâmico-hipofisários 
 Marcella Abreu- MD4 
• Na hipófise anterior, esses hormônios liberadores e 
inibidores agem nas células glandulares, de modo a 
controlar sua secreção 
• Cada eixo endócrino é composto de três níveis de 
células endócrinas: (1) neurônios hipotalâmicos; (2) 
células da glândula pituitária anterior e (3) 
glândulas endócrinas periféricas. Os neurônios do 
hipotálamo liberam hormônios estimuladores 
hipotalâmicos (XRHs) específicos que estimulam a 
secreção de hormônios tróficos pituitários (XTHs) 
também específicos. 
• Em alguns casos, a produção de um hormônio 
trófico pituitário é regulada secundariamente por 
um hormônio inibidor da liberação (XIH). Os 
hormônios tróficos da pituitária agem então sobre 
glândulas-alvo endócrinas periféricas específicas e 
estimulam essas glândulas a liberarem hormônios 
periféricos (X) 
• Em cada nível dessa cascata hormonal, é possível 
uma retroalimentação negativa (ou feedback 
negativo) das etapas prévias; um nível 
desnecessariamente elevado de um hormônio inibe 
a liberação dos hormônios anteriores na cascata, 
mantendo as concentrações dos hormônios em 
níveis normais 
• Os Neurohormônios do Hipotálamo que controlam a 
liberação dos Hormônios da Adenohipófise são 
classificados como: Hormônios Liberadores 
(exemplo: Hormônio Liberador de Tireotrofina) e 
Hormônios Inibidores (exemplo: Hormônio Inibidor 
do Hormônio de Crescimento). Desse modo, 
Hormônios que controlam a secreção de outros 
Hormônios são denominados Hormônios Tróficos. O 
Hipotálamo, por sua vez, torna-se um centro de 
comando para regular a Função Endócrina 
• Como funciona o Eixo Hipotálamo-Hipófise? Para 
agir como um centro de comando, o Hipotálamo 
integra os sinais provenientes do ambiente, de 
outras regiões do Cérebro e de Aferências 
Viscerais, e, em seguida, estimula as respostas 
neuroendócrinas apropriadas. As respostas 
Hipotalâmicas são medidas, em sua maioria, pelo 
controle da Função Hipofisária pelo Hipotálamo, o 
qual se dá por dois mecanismos 
1. Liberação dos Neuropeptídios Hipotalâmicos 
sintetizados pelos Neurônios Hipotalâmicos e 
transportados, através do Trato 
HipotalâmicoHipofisário, até a Neurohipófise; 
2. Controle Neuroendócrino da Adenohipófise por 
meio da liberação dos Peptídeos que medeiam a 
liberação dos Hormônios Adenohipofisários 
(Hormônios Hipofisiotróficos). 
• Dois tipos de Neurônios são importantes na 
mediação das funções endócrinas do Hipotálamo: (1) 
Neurônios Magnocelulares, produtores dos 
neurohormônios Ocitocina e Arginina Vasopressina 
(AVP); e (2) Neurônios Parvicelulares, que possuem 
projeções que terminam na Eminência Mediana, no 
Tronco Encefálico e na Medula Espinhal e eles 
liberam pequenas quantidades de Neurohormônios 
de liberação ou de inibição (Hormônios 
Hipofisiotróficos), que controlam a função da 
Adenohipófise. 
1. O estímulo chega ao Hipotálamo, um sinal e 
elétrico passa do Corpo Celular do Neurônio no 
Hipotálamo para a extremidade distal (distante) 
da célula na Neurohipófise; 
2. A Despolarização do Terminal Axonal abre 
Canais de Cálcio Dependentes de Voltagem, e o 
cálcio entra na célula e inicia a Exocitose, e os 
conteúdos das Vesículas Secretórias são 
liberados na circulação. 
3. Quanto a secreção na Região Anterior o controle 
é feito pelos Hormônios Liberadores e 
Hormônios Hipotalâmicos Inibidores, secretados 
pelo próprio Hipotálamo e então levados pelos 
minúsculos Vasos Portais Hipotalâmicos 
Hipofisários para a Adenohipófise. Na 
Adenohipófise, esses Hormônios Liberado-res e 
Inibidores agem nas Células Glandulares, de 
modo a controlar sua secreção. 
EIXO SOMATOTRÓFICO 
• Em nível central, 3 neuropeptídios regulatórios 
controlam a secreção do GH, são eles: 
- Hormônio liberador do hormônio do 
crescimento (GHRH, do inglês, 
growthhormonereleasing hormone) 
- Somatostatina 
- Ghrelina, secretada e produzida pelo estômago 
e em diversos outros tecidos, inclusive o 
hipotálamo 
• O hormônio grelina (GHRPs) estimula o hormônio 
liberador e estimulador do hormônio do 
crescimento (GHRH) 
• A ghrelina também age de maneira sinérgica com o 
GHRH estimulando a secreçãohipofisária de GH 
• O GHRH sintetizado no hipotálamo vai estimular a 
secreção de GH na adenohipófisae. Essa 
estimulação decorre de aumentos na transcrição do 
gene e biossíntese do GH e proliferação de 
somatotrofos 
• A somatostatina (SS) - hormônio inibidor do 
hormônio do crescimento (GHIH) - inibe o GH 
• O GH por sua vez age em vários lugares (ossos, 
músculos, cérebro, tecido adiposo...) 
• O GH pode também ser convertido em IGF-1 (fator 
de crescimento semelhante a insulina), hormônio 
efetor do crescimento em altura 
• O IGF-1 inibe a liberação de GH por retroalimentação 
negativa 
 Marcella Abreu- MD4 
 
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) 
• O GH é um hormônio peptídico de 191 aminoácidos 
OBS: Os hormônios proteicos ou peptídicos 
constituem a maioria dos hormônios. Moléculas 
compostas de 3 a 200 resíduos de aminoácidos, 
esses hormônios são sintetizados na forma de 
pré-pró-hormônios e sofrem processamento 
pós-tradução, sendo armazenados em grânulos 
secretores antes de sua liberação por exocitose, 
por meio de um processo que lembra a 
liberação dos neurotransmissores das 
terminações nervosas 
• Ele é liberado dos somatotropos, o tipo celular 
presente na adeno-hipófise em quantidades 
abundantes. A liberação ocorre em surtos pulsáteis, 
e a maior parte da secreção é noturna, ocorrendo 
em associação ao sono de ondas lentas (nREM) 
OBS: Controle Neural/SONO E VIGILIA: os surtos 
noturnos de liberação de GH ocorrem durante o 
Sono, mais especificamente durante os Estágios 
III e IV do Sono de Ondas Lentas, por conta da 
liberação de Serotonina; e respondem por cerca 
de 70% da secreção diária de GH. Os Neurônios 
dos Núcleos Dorsais da Rafe tem Terminações 
Axonais que terminam em diversas Regiões 
Encefálicas, dentre elas, o Hipotálamo, e com a 
ativação dessas células durante o sono, ocorre 
liberação de Serotonina dos Núcleos Dorsais da 
Rafe diretamente para o Hipotálamo, o qual 
induz a produção de GHRH nos Núcleos 
Arqueado, Ventromedial e Intervertebral. Os 
níveis máximos ocorrem cerca de 1-4 horas 
após o início do sono. 
• A base da liberação pulsátil do GH e a função desse 
padrão não estão totalmente esclarecidas; 
entretanto, acredita-se que os mecanismos 
nutricionais, metabólicos e dos esteroides sexuais 
relacionados com a idade, os glicocorticoides 
suprarrenais e os hormônios tireoidianos, bem 
como as funções renal e hepática, contribuam para 
a liberação pulsátil do GH e possam ser essenciais 
na obtenção da potência biológica ótima do 
hormônio. 
• O GH é liberado pela adeno-hipófise na circulação 
sistêmica. A maior parte do GH na circulação está 
ligada à proteína de ligação de GH. Essa proteína 
deriva da clivagem proteolítica do receptor de 
membrana do GH por metaloproteases e atua como 
reservatório do hormônio, prolongando sua meia-
vida ao diminuir sua taxa de degradação. A meia-
vida hormonal é, em média, de 6 a 20 minutos. O GH 
é degradado nos lisossomos, após a ligação a seus 
receptores e a internalização do complexo 
hormônio-receptor. 
• FUNÇÃO: provoca o crescimento de quase todos os 
tecidos do corpo que são capazes de crescer. 
Promove o aumento de tamanho das células e 
elevação do número de mitoses, causando a 
multiplicação e diferenciação específica de alguns 
tipos celulares, tais como as células de crescimento 
ósseo e células musculares iniciais. Além de seu 
efeito geral de provocar o crescimento 
propriamente dito, o GH apresenta diversos efeitos 
metabólicos específicos, incluindo (1) aumento da 
síntese de proteínas, na maioria das células do 
corpo; (2) aumento da mobilização dos ácidos 
graxos do tecido adiposo, aumento do nível de 
ácidos graxos no sangue e aumento da utilização 
dos ácidos graxos, como fonte de energia; e (3) 
redução da utilização da glicose pelo organismo. 
Assim, de fato, o hormônio do crescimento aumenta 
a quantidade de proteína do corpo, utiliza as 
reservas de gorduras e conserva os carboidratos. 
REGULAÇÃO DA LIBERAÇÃO 
• Os 2 principais reguladores hipotalâmicos da 
liberação de GH pela adeno-hipófise são o GHRH e a 
somatostatina, que exercem influências excitatórias 
e inibitórias, respectivamente, sobre os 
somatotropos 
• A liberação do GH também é inibida pelo fator de 
crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1), o 
hormônio produzido nos tecidos periféricos em 
resposta à estimulação do GH. 
• O IGF-1 derivado da síntese hepática faz parte de um 
mecanismo de liberação de GH por 
retroalimentação negativa clássica por meio de uma 
ação “longa”. 
• A grelina é um peptídeo liberado 
predominantemente pelo estômago, mas também 
expresso no pâncreas, no rim, no fígado e no núcleo 
arqueado do hipotálamo, região onde estão 
presentes os neurônios que secretam GHRH, que foi 
identificado como outro secretagogo do GH. A 
Grelina interage com Receptores Acoplados à 
Proteína Gq presentes na Membrana Celular dos 
Somatotrófos, promovendo a liberação de Ca+2 dos 
reservatórios intracelulares via IP3, com 
consequente elevação da secreção de GH. 
HORMÔNIO DE LIBERAÇÃO DO GH E SÍNTESE 
• O GHRH estimula a secreção do GH pelos 
somatotropos por aumentos na transcrição do gene 
e biossíntese do GH e proliferação dos 
somatotropos. 
 Marcella Abreu- MD4 
• O GHRH liga-se aos receptores acoplados à 
proteína Gs, nos somatotropos da adeno-hipófise, 
ativando a subunidade catalítica da adenilato-
ciclase. 
• A estimulação da adenilato-ciclase pela proteína Gs 
leva ao acúmulo intracelular de AMPc e à ativação 
da subunidade catalítica da proteína-quinase A 
• Esta fosforila a proteína de ligação do elemento de 
resposta ao AMPc (CREB, de AMPc response 
element binding protein), com consequente ativação 
da CREB e transcrição aumentada do gene que 
codifica o fator de transcrição específico da hipófise 
(Pit-1). 
• O Pit-1 ativa a transcrição do gene do GH, resultando 
em aumento do RNA mensageiro (mRNA) do GH, 
bem como da proteína, e em reposição das reservas 
celulares do GH. 
• O Pit-1 também estimula a transcrição do gene do 
receptor de GHRH, resultando em aumento do 
número de receptores de GHRH na célula 
somatotrópica responsiva. 
• Além disso, o próprio GH exerce uma 
retroalimentação negativa sobre a liberação de 
GHRH por meio de uma alça de retroalimentação 
“curta”, aumentando também a liberação de 
somatostatina 
• A região do hipotálamo onde ocorre a origem da 
secreção do GHRH é o núcleo ventromedial; essa é 
a mesma área do hipotálamo sensível à 
concentração de glicose no sangue, levando à 
saciedade, nos estados hiperglicêmicos, e à 
sensação de fome, nos estados hipoglicêmicos 
• O GHRH estimula a secreção do hormônio do 
crescimento ao ligar-se a receptores específicos de 
membrana celular, nas superfícies externas das 
células do hormônio de crescimento, na hipófise. Os 
receptores ativam o sistema da adenilil ciclase na 
membrana celular, aumentando o nível intracelular 
de monofosfato de adenosina cíclico (AMPc). Esse 
aumento apresenta efeitos tanto em curto quanto 
em longo prazo. O efeito em curto prazo é o 
aumento do transporte do íon cálcio para a célula; 
em intervalo de minutos, isso leva à fusão das 
vesículas secretoras do hormônio do crescimento 
com a membrana celular e à liberação do hormônio 
para o sangue. O efeito em longo prazo é o aumento 
da transcrição no núcleo dos genes responsáveis 
pela estimulação da síntese do GH 
SOMATOSTINA OU GHIH 
• A liberação estimulada do GH é inibida pela 
somatostatina/ hormônio inibidor do hormônio do 
crescimento, um peptídeo sintetizado na maioria das 
regiões do cérebro, predominantemente no núcleo 
periventricular, no núcleo arqueado e no núcleo 
ventromedial do hipotálamo. 
• Ela também é produzida em órgãos periféricos, 
como o pâncreas endócrino, onde também 
desempenha um papel na inibição da liberação 
hormonal. 
• Os axônios dos neurônios desomatostatina seguem 
um trajeto caudal através do hipotálamo para 
formar uma via distinta em direção à linha mediana, 
que penetra na eminência mediana. 
• MECANISMO DE AÇÃO: 
1. A somatostatina produz seus efeitos fisiológicos 
por sua ligação aos receptores de somatostatina 
acoplados à proteína Gi, resultando em 
diminuição da atividade da adenilatociclase, do 
AMPc intracelular e das concentrações de Ca2+, 
bem como em estimulação da proteína tirosina-
fosfatase. 
2. Além disso, a ligação da somatostatina aos 
receptores acoplados aos canais de K+ causa a 
hiperpolarização da membrana, levando à 
cessação da atividade espontânea do potencial 
de ação e redução secundária das 
concentrações intracelulares de Ca2+. 
OBS: A expressão dos receptores de 
somatostatina é modulada por hormônios e pelo 
estado nutricional do indivíduo. 
OUTROS REGULADORES DO GH 
• O GH é regulado por outros peptídeos hipotalâmicos 
e neurotransmissores, que atuam pela regulação da 
liberação de GHRH e somatostatina 
• As catecolaminas, a dopamina e os aminoácidos 
excitatórios aumentam a liberação do GHRH e 
diminuem a da somatostatina, resultando em 
aumento da liberação do GH 
• Hormônios como o cortisol, o estrogênio, os 
androgênios e o hormônio tireoidiano também 
podem afetar a responsividade dos somatotropos ao 
GHRH e à somatostatina e, consequentemente, a 
liberação do GH. 
• Certos sinais metabólicos, como a glicose e os 
aminoácidos, podem afetar a liberação do GH. 
• A hipoglicemia estimula a secreção do GH nos 
seres humanos, pois a Glicose e os Ácidos Graxos 
não esterificados diminuem a liberação do GH. Com 
efeito, a hipoglicemia induzida por insulina é 
utilizada como teste clínico para provocar a 
secreção de GH em crianças e adultos com 
deficiência desse hormônio. 
• A glicose e os ácidos graxos não esterificados 
diminuem a liberação do GH. Por outro lado, os 
aminoácidos, particularmente a arginina, aumentam 
essa liberação por uma redução na liberação de 
somatostatina. Por isso, a administração de arginina 
também estimula o aumento da liberação de GH no 
contexto clínico. Paradoxalmente, os Estados de 
Desnutrição Calórico-Proteica também aumentam o 
GH, possivelmente por menor produção de IGF-1 e 
da ausência de Retroalimentação Negativa 
 Marcella Abreu- MD4 
 
 
EIXO GH-IGF-1 
• O IGF-1 é produzido pelo fígado em resposta à 
estimulação do GH e é transportado para outros 
tecidos 
• Atua como hormônio endócrino 
• O IGF-1 secretado por tecidos extra-hepáticos 
(células cartilaginosas) atua localmente como 
hormônio parácrino 
• O GH, PTH e esteroides sexuais regulam o IGF-1 no 
osso 
• Proteínas de ligação do IGF-1 (IGFBPs) regulam a 
disponibilidade de IGF-1 para seu receptor no tecido 
alvo 
• As IGFBPs inibem a ação do IGF-1 por ligação 
competitiva, reduzindo assim a disponibilidade do 
fator 
• Entretanto, às vezes intensificam a atividade do IGF-
1 
• A IGFBP-3 é um complexo ternário formado por 
IGF-1, uma molécula de IGFBP-3 e uma molécula de 
proteína chamada subunidade acidolábil (SAL) 
• A IGFBP-3 sequestra o IGF-1 no sistema vascular, 
aumentando a sua meia vida e proporcionando um 
reservatório de IGF-1. Ao mesmo tempo, impede a 
ligação excessiva do IGF-1 ao receptor de insulina 
• A IGFBP-3 e o SAL são estimuladas pelo GH 
• Ações do IGF-1 
- O IGF-1 medeia efeitos anabólicos e de promoção 
do crescimento linear do GH hipofisário 
- Estimula a formação óssea, captação de glicose no 
músculo, a sobrevida de neurônios e a síntese de 
mielina 
- Nas células cartilaginosas o IGF-1 exerce efeitos 
sinérgicos com o GH 
- Aumenta a replicação de células osteoblásticas 
- Intensifica a síntese osteoblástica do colágeno 
- Acredita-se que o IGF-1 estimule a reabsorção 
óssea por meio do recrutamento aumentado de 
osteoclastos 
OBS: as concentrações de IGF-1 são baixas ao 
nascimento, aumentam substancialmente durante a 
infância e puberdade e começam a declinar a partir 
da terceira década, acompanhando a secreção de 
GH 
FATORES QUE INFLUENCIAM A LIBERAÇÃO 
EXERCÍCIO FÍSICO 
• É um potente indutor da secreção de GH. 
• A preparação para o início do exercício promove um 
aumento da atividade adrenérgica e consequente 
elevação do tônus secretor de GHRH e de GH 
• Durante a Atividade Física, são liberadas Endorfinas 
que auxiliam na liberação de GH via estimulação de 
GHRH. 
• Considerando ainda que 40% da massa corporal 
corresponde à Musculatura Esquelética, e essa é rica 
em GLUT4 (Transportador de Glicose 4), o qual é 
transportado para o Sarcolema durante a contração 
dos Miócitos, fica evidente o influxo de Glicose para 
esse tecido durante o Exercício Físico. 
• Essa Redução Glicêmica ativa mecanismos de 
correção do organismo à essa situação, como a 
liberação de GH. 
HORMÔNIO TIREOIDIANO 
• Os hormônios produzidos pela tireoide aumentam o 
número de receptores para o GH, e, assim, 
potencializa sua ação, além de estimular a produção 
do IGF-1, que é uma forma indireta de atuação do GH 
• Além disso, promove a ossificação e maturação das 
epífises no momento adequado e, com isso, após tal 
maturação, o indivíduo “encerra” a fase de 
crescimento 
• Estimula a taxa do gene de GH em resposta a 
estimulação de GHRH, aumentando a magnitude de 
secreção do hormônio 
• Aumento da disponibilidade de GHRH endógeno 
• Deficiência tireoidiana -> queda de IGF-1 
CORTISOL 
• Os glicocorticoides modulam o eixo somatotrófico 
• Hormônios corticoadrenais provocam marcado 
atraso do crescimento, decorrente do efeito inibitório 
destes hormônios sobre a secreção de somatotrofina 
• Pode haver algum efeito agudo direto de tipo 
estimulador em nível hipofisário e um mais tardio em 
nível hipofisário 
• Em tratamentos prolongados ou crônicos -> diminui 
a secreção basal e a secreção estimulada 
• Além disso, doses elevadas de dexametasona ativam 
receptores beta-adrenérgicos 
ESTEROIDES 
• O GH é dependente de hormônios androgênicos e 
estrogênicos 
• Mulheres sofrem uma pulsação episódica 
 Marcella Abreu- MD4 
• Em homens, ocorre uma maior disponibilidade de 
GHRH, além da potencialização da síntese de GH, 
induzida pela testosterona 
SÍNTESE, ARMAZENAMENTO, LIBERAÇÃO E 
TRANSPORTE 
SÍNTESE 
• O RNA mensageiro nos ribossomos une aminoácidos, 
formando uma cadeia peptídica 
• O peptídeo inicial originado de um ribossomo é uma 
proteína grande e inativa chamada de pré-pró-
hormônio 
• Esse pré-pró-hormônio é direcionado para dentro do 
lúmen do retículo endoplasmático rugoso por uma 
sequência sinal de aminoácidos 
• A medida que o pré-pró-hormônio se move através 
do RE, enzimas retiram a sequência sinal, gerando 
assim o pró-hormônio 
• O pró-hormônio passa do RE para o Complexo de 
Golgi 
ARMAZENAMENTO 
• No complexo de Golgi, o pró-hormônio é empacotado 
em vesículas secretoras junto com enzimas 
proteolíticas 
• As enzimas clivam o pró-hormônio formando um ou 
mais peptídeos ativos mais os fragmentos adicionais 
(esse processo é chamado de modificação pós-
traducional) 
• As vesículas secretoras são então armazenada no 
citoplasma da célula endócrina até que a célula 
receba um sinal que estimule a secreção 
LIBERAÇÃO 
• A liberação é feita por meio da exocitose 
• Nesse momento as vesículas se movem para a 
membrana celular e liberam o conteúdo por 
exocitose dependente de cálcio. Ocorre um aumento 
da concentração intracelular de cálcio; o cálcio 
interage com uma proteína sensível ao cálcio que 
por sua vez inicia a ancoragem de vesículas 
TRANSPORTE 
• Os hormônios peptídicos são hidrossolúveis 
• Sendo o GH um hormônio peptídico, ele é dissolvidos 
no plasma e transportado de seus locais de síntese 
para tecidos-alvo, onde se difunde dos capilares, 
entram no líquido intersticial e, finalmente, chega às 
células-alvo 
EFEITOS FISIOLÓGICOS DO GH 
• O GH pode exercer efeitos diretossobre as 
respostas celulares por sua ligação ao receptor de 
GH nos tecidos-alvo e, indiretamente, pela 
estimulação da produção e da liberação do IGF-1, um 
mediador de vários efeitos do GH nos tecidos-alvo. 
• O IGF-1 é um peptídeo pequeno relacionado 
estruturalmente com a pró-insulina, que medeia 
vários dos efeitos anabólicos e mitogênicos do GH 
nos tecidos periféricos. 
• O efeito fisiológico mais importante do GH consiste 
na estimulação do crescimento longitudinal pós-
natal. Esse hormônio também desempenha um papel 
na regulação do metabolismo de substratos e na 
diferenciação dos adipócitos; na manutenção e no 
desenvolvimento do sistema imune, e na regulação 
da função cerebral e cardíaca. 
 
• Aumento da Síntese Proteica: estímulo mediado 
direta e indiretamente pelo GH e, respectivamente, 
pelo IGF-1. São dois os mecanismos de aumento da 
síntese proteica: (1) estimulação do transporte de 
aminoácidos; e (2) elevação do conteúdo intracelular 
de RNAm específicos, o que eleva a Síntese Proteica. 
• O GH aumenta diretamente o transporte de grande 
parte dos Aminoácidos através das Membranas 
Celulares ao interior das Células, o que, por sua vez, 
aumenta a concentração intracelular de Proteínas e 
a síntese de novas Proteínas. Em situações em que a 
concentração intracelular de Proteínas não é alta, o 
GH continua a aumentar a tradução do RNAm, 
elevando a síntese proteica nos Ribossomos. Além 
disso, também estimula a transcrição de DNA no 
Núcleo. 
• Ele atua na redução do Catabolismo de Proteínas e 
Aminoácidos através da mobilização de grandes 
quantidades de Ácidos Graxos Livres do Tecido 
Adiposo para fornecer a maior parte da energia para 
as Células do organismo, agindo, assim, como 
potente “poupador de Proteínas”. 
• Efeito sobre Carboidratos e Lipídeos: promove a 
diminuição da utilização da Glicose pelos tecidos, 
supressão da resposta tecidual aos efeitos da 
Insulina e aumento da Lipólise no Tecido Subcutâneo. 
Esses efeitos ocorrem mesmo na presença de 
Insulina, e devido à diminuição da Oxidação de 
Glicose e de sua conversão em Lipídios nos 
 Marcella Abreu- MD4 
Adipócitos (Lipogênese), ocorre um quadro de 
Hiperglicemia. 
• Correlação Clínica: Efeito Diabetogênico: Durante a 
Hipersecreção de GH, observa-se um quadro de 
Resistência Periférica à Insulina, o que é conhecido 
como Efeito Diabetogênico do GH. Isso se dá devido à 
Fosforilação do Substrato I do Receptor de Insulina 
(IRS-I) em Serina, o que impede suas ações 
fisiológicas desencadeadas pela ligação Insulina-
Receptor. O quadro se assemelha à de uma Diabetes 
Melitus Tipo II. A ação Lipolítica do GH se deve ao 
estímulo da atividade da Enzima LHS (Lipase 
HormônioSensível), bem como do seu efeito em 
antagonizar as Ações Lipogênicas e Antilipolíticas da 
Insulina. Dessa maneira, o GH determina a hidrólise 
de triglicerídeos, promovendo mobilização de 
gordura de seus depósitos, com aumento do Glicerol 
e Ácidos Graxos Livres circulantes 
RECEPTOR DO GH 
• Nos tecidos periféricos, o GH liga-se aos receptores 
específicos de superfície celular que pertencem à 
superfamília dos receptores de citocinas da classe 1. 
Essa família inclui os receptores de Prl, 
eritropoetina, leptina, interferon, fator de 
estimulação das colônias de granulócitos e 
interleucinas. 
• Os receptores de GH são encontrados em muitos 
tecidos biológicos e tipos celulares, como fígado, 
osso, rim, tecido adiposo, músculo, olho, cérebro, 
coração e células do sistema imune. 
• A molécula do GH exibe 2 sítios de ligação para o 
receptor de GH, resultando na dimerização do 
receptor, uma etapa necessária para a atividade 
biológica do hormônio. 
• A dimerização do receptor é seguida da ativação de 
uma quinase associada ao receptor, a Janus-quinase 
2, a qual atua por transdutores de sinais e ativadores 
das proteínas de transcrição (STATs) especiais, que 
sofrem dimerização e translocação para o núcleo, 
transmitindo sinais a elementos de resposta 
reguladores específicos do DNA. 
RETROALIMENTAÇÃO E O GH 
• A secreção do GH é regulada por Feedback Negativo. 
Três alças de retroalimentação, incluindo tanto as 
alças longas como as curtas, estão envolvidas. 
1. Alça Ultracurta: O GHRH inibe sua própria secreção 
no Hipotálamo; 
2. Somatomedinas: são subprodutos da ação do GH nos 
Tecidos-Alvo, atuam inibindo a secreção do 
Hormônio do Crescimento pela Adenohipófise; 
3. Somatostatina: tanto o GH quanto as Somatome-
dinas estimulam a secreção de Somatostatina pelo 
Hipotálamo, promovendo um efeito inibitório. 
MECANISMO DE AÇÃO 
• As ações do GH ocorrem direta ou indiretamente, ou 
seja, pode exercer seus efeitos fisiológicos através 
da ligação ao Receptor de GH nos Tecidos-Alvo, ou, 
através da síntese e secreção do Fator de 
Crescimento Semelhante à Insulina do Tipo 1 (IGF-1). 
O efeito fisiológico mais importante do GH é a 
promoção do Crescimento Linear Pós-Natal. Além 
disso, apresenta várias ações metabólicas no Fígado, 
Músculos, Tecido Adiposo (diferenciação dos 
Adipócitos), Sistema Imune, Cérebro e Coração; atua 
no crescimento dos órgãos, no Metabolismo de 
Carboidratos, Proteínas e Lipídeos. 
• O GH apresenta ligação fraca com as Proteínas 
Plasmáticas no sangue. Consequentemente, ele é 
rapidamente liberado do sangue para os tecidos, 
apresentando Meia-Vida inferior a 20 minutos. Em 
contraste, a IGF-1 tem ligação forte com uma 
Proteína Transportadora no sangue, e é liberada 
lentamente para os tecidos, com Meia-Vida em torno 
de 20 horas. 
EFEITO SOBRE OS ÓRGÃOS-ALVO 
• A secreção de GH, como a do ACTH, exibe ritmos 
diários pronunciados, com um pico de secreção no 
início da manhã um pouco antes de acordar 
• Essa secreção é estimulada durante o sono 
profundo, de ondas lentas, e atinge o valor mais 
baixo durante o dia 
• Esse ritmo está ligado a padrões de sono-vigília, e 
não a padrões de claro-escuro, por essa razão 
ocorre um deslocamento de fase nas pessoas que 
trabalham em turno noturnos 
• A secreção de GH também é regulada por vários 
estados fisiológicos diferentes. É classificado como 
um dos hormônios do “estresse” e aumenta tanto no 
estresse neurogênico como no físico 
• Promove lipólise, aumenta a síntese de proteínas e 
antagoniza a capacidade da insulina de reduzir os 
níveis de glicose do sangue. Sendo considerado um 
hormônio hiperglicemiante 
OSSO 
• O GH estimula o crescimento longitudinal, 
aumentando a formação de novo osso e cartilagem. 
• Os efeitos do GH não são de importância crítica 
durante o período gestacional, mas começam de 
modo gradativo durante o 1º e o 2º ano de vida, 
alcançando seu máximo por ocasião da puberdade. 
• Antes da fusão das epífises dos ossos longos, o GH 
estimula a condrogênese e o alargamento das placas 
epifisiais cartilaginosas, seguidos de deposição de 
matriz óssea. 
• Além de seus efeitos sobre a estimulação do 
crescimento linear, esse hormônio desempenha um 
papel na regulação da fisiologia normal da formação 
óssea no adulto, aumentando a renovação do osso, 
com aumento na formação e, em menor grau, na 
reabsorção ósseas. 
 Marcella Abreu- MD4 
• Acredita-se que os efeitos do GH na placa de 
crescimento epifisial sejam mediados diretamente, 
pela estimulação da diferenciação dos precursores 
dos condrócitos, e indiretamente, pelo aumento da 
produção local e da responsividade ao IGF-1, que, por 
sua vez, atua de modo autócrino ou parácrino, 
estimulando a expansão clonal dos condrócitos em 
processo de diferenciação 
• Como ocorre o Renovamento Ósseo? Os 
Osteoblastos, no Periósteo e em algumas Cavidades 
Ósseas, depositam Osso Novo nas superfícies do 
osso mais antigo. Ao mesmo tempo, os Osteoclastos, 
presentes no, removem o osso antigo. O Hormônio 
do Crescimento age como forte estimulador dos 
Osteoblastos. Consequentemente, os ossos podem 
continuar a aumentar de espessuradurante toda a 
vida 
• Existem dois mecanismos principais do crescimento 
ósseo. Primeiro, em resposta ao estímulo do 
hormônio do crescimento, os ossos longos crescem, 
em comprimento, nas cartilagens epifisárias, onde as 
epífises nas extremidades dos ossos estão 
separadas das partes longas. Esse crescimento, 
primeiro, provoca a deposição de nova cartilagem, 
seguida por sua conversão em osso novo, 
aumentando, assim, a parte longa e empurrando as 
epífises cada vez para mais longe. Ao mesmo tempo, 
a cartilagem epifisária passa por um consumo 
progressivo, de modo que, ao final da adolescência, 
quase não resta qualquer cartilagem epifisária para 
permitir o crescimento adicional do osso. Nesse 
momento, ocorre a fusão das epífises em cada uma 
de suas extremidades, de forma que não é mais 
possível aumentar o comprimento do osso. 
• Em 2º lugar, os osteoblastos, no periósteo ósseo e 
em algumas cavidades ósseas, depositam osso novo 
nas superfícies do osso mais antigo. Ao mesmo 
tempo, os osteoclastos, presentes no osso, removem 
o osso antigo. Quando a taxa de deposição é maior 
do que a de reabsorção, a espessura do osso 
aumenta. O hormônio do crescimento age como forte 
estimulador dos osteoblastos. Consequentemente, 
os ossos podem continuar a aumentar de espessura 
durante toda a vida, sob a influência do hormônio do 
crescimento; isso é especialmente verdadeiro no 
caso dos ossos membranosos. Por exemplo, os 
ossos da mandíbula podem ser estimulados a 
crescer mesmo após a adolescência, causando 
protrusão anterior do queixo e dos dentes inferiores. 
Do mesmo modo, os ossos do crânio podem 
aumentar de espessura e dar origem a protrusões 
ósseas sobre os olhos. 
OBS: Necessidade de insulina e de carboidratos para 
a ação promotora do crescimento do GH: ele não 
induz crescimento em animais desprovidos de 
pâncreas, também não induz o crescimento se 
carboidratos forem excluídos da dieta. Isso 
demonstra que atividade apropriada da insulina e 
disponibilidade adequada de carboidratos são 
necessárias para a eficácia do GH. A exigência 
parcial de carboidratos e de insulina é para fornecer 
a energia necessária ao metabolismo do 
crescimento, mas parece que existem também 
outros efeitos. A capacidade da insulina de aumentar 
o transporte de alguns aminoácidos para as células 
é especialmente importante, do mesmo modo como 
estimula o transporte da glicose; 
TECIDO ADIPOSO 
• O GH estimula a liberação e a oxidação dos ácidos 
graxos livres, particularmente durante o jejum. 
• Esses efeitos são mediados por uma redução na 
atividade da lipase lipoproteica, a enzima envolvida 
na depuração dos quilomícrons ricos em 
triglicerídeos e das lipoproteínas de densidade muito 
baixa (VLDL) da corrente sanguínea. 
• Por conseguinte, o GH favorece a disponibilidade de 
ácidos graxos livres para armazenamento no tecido 
adiposo e oxidação no músculo esquelético. 
MÚSCULO ESQUELÉTICO 
• O GH exerce ações anabólicas sobre o tecido 
muscular esquelético. 
• O hormônio estimula a captação de aminoácidos e 
sua incorporação em proteínas, a proliferação 
celular e a supressão da degradação proteica. 
• Efeitos que levam ao aumento da deposição de 
proteínas: 
- Gh aumenta o transporte de aminoácidos através 
das membranas celulares -> Isso aumenta as 
concentrações de aminoácidos nas células → 
aumenta a síntese das proteínas 
- Esse controle do transporte dos aminoácidos é 
similar ao efeito da insulina sobre o controle do 
transporte da glicose, através das membranas. 
- Gh aumenta a tradução do RNA para provocar a 
síntese de proteínas pelos ribossomos. Mesmo 
quando as concentrações de aminoácidos não estão 
elevadas nas células, o Gh continua a aumentar a 
tradução do RNA, fazendo com que a síntese proteica 
pelos ribossomos, no citoplasma, ocorra em 
quantidades mais elevadas 
- Gh aumenta a transcrição nuclear do DNA para 
formar RNA (em intervalos de tempo mais 
prolongados -24 a 48 horas), → promove maior 
síntese proteica e o crescimento (se houver energia, 
aminoácidos, vitaminas e outros requisitos para o 
crescimento). No final das contas, essa pode ser a 
função mais importante do hormônio do crescimento 
- Gh mobiliza grande quantidade de ácidos graxos 
livres do tecido adiposo e esses são utilizados para 
fornecer a maior parte da energia para as células 
(“poupador de proteínas”) -> Gh reduz o catabolismo 
(quebra) das proteínas 
OBS: esteroides sexuais: regulam a produção local 
de IGF-1 no sistema reprodutor 
OBS: O GH é um dos principais promotores da 
produção de IGF-1 na vida pós-natal 
 Marcella Abreu- MD4 
FÍGADO 
• O GH estimula a produção e a liberação hepáticas do 
IGF-1, estimulando também a produção hepática de 
glicose. A IGF-1 por sua vez, inibe a síntese e a 
secreção de GH pela hipófise e pelo hipotálamo por 
meio de uma alça de retroalimentação “longa” 
clássica 
• Além disso, o próprio GH exerce uma 
retroalimentação negativa sobre a liberação de 
GHRH por meio de uma alça de retroalimentação 
curta 
SISTEMA IMUNE 
• O GH afeta múltiplos aspectos da resposta imune, 
incluindo as respostas das células B e a produção de 
anticorpos, a atividade das células natural killer, a 
atividade dos macrófagos e a função dos linfócitos T. 
OUTROS EFEITOS 
• O GH também exerce efeitos sobre o SNC, 
modulando o humor e o comportamento. De modo 
global, o GH contrapõe-se à ação da insulina sobre o 
metabolismo dos lipídeos e da glicose, diminuindo a 
utilização da glicose pelo músculo esquelético, 
aumentando a lipólise e estimulando a produção 
hepática de glicose. 
RELAÇÃO IGF-1/SOMATOMEDINA C 
• O GH leva o fígado (e, em muito menor extensão, 
outros tecidos) a formar proteínas pequenas, 
chamadas de somatomedinas, que apresentam o 
efeito de aumentar todos os aspectos do 
crescimento ósseo 
• Muitos dos efeitos das somatomedinas sobre o 
crescimento são similares aos efeitos da insulina 
sobre o crescimento. Logo, as somatomedinas são 
chamadas de fatores de crescimento semelhantes à 
insulina (IGFs) 
• A mais importante é a somatomedina C (IGF-I) 
CONTEXT: Os pigmeus da África apresentam 
incapacidade congênita de sintetizar quantidades 
significativas de somatomedina C. Portanto, embora 
sua concentração plasmática de hormônio do 
crescimento possa estar normal ou elevada, eles 
apresentam quantidades diminuídas de 
somatomedina C no plasma; aparentemente, isso 
explicaria a baixa estatura dessa população. Alguns 
outros tipos de nanismo (p. ex., nanismo de Lévi-
Lorain) também apresentam esse problema. 
• Sua concentração no plasma acompanha a secreção 
do GH 
• O GH pode exercer efeitos diretos sobre as 
respostas celulares por sua ligação ao receptor de 
GH nos tecidos-alvo e, indiretamente, pela 
estimulação da produção e da liberação do IGF-1, um 
mediador de vários efeitos do GH nos tecidos-alvo 
• O GH só tem ligação fraca com as proteínas 
plasmáticas no sangue. Consequentemente, ele é 
rapidamente liberado do sangue para os tecidos, 
apresentando meia-vida no sangue inferior a 20 
minutos 
• Em contraste, a IGF-1 tem ligação forte com uma 
proteína transportadora no sangue, e só é liberada 
lentamente para os tecidos, com meia-vida em torno 
de 20 horas 
• Isso prolonga os efeitos promotores do crescimento 
dos surtos de secreção do hormônio do crescimento 
IMPORTANTE! 
• O GH é sintetizado e armazenado nos somatotropos 
da adeno-hipófise. 
• A produção do GH é pulsátil, de ocorrência 
principalmente noturna e controlada sobretudo pelo 
GHRH e pela somatostatina. 
• Os níveis circulantes do GH aumentam durante a 
infância, atingem seu pico durante a puberdade e 
diminuem com o envelhecimento. Após a 
adolescência, a secreção do hormônio diminui 
lentamente com o passar dos anos, atingindo, por 
fim, cerca de 25% do nível encontrado na 
adolescência, em pessoas muito idosas. 
• O GH estimulaa lipólise, o transporte dos 
aminoácidos nas células e a síntese de proteínas. 
• O GH estimula a produção de IGF-1, responsável por 
muitas das atividades atribuídas ao GH 
• O padrão da secreção do hormônio do crescimento é 
pulsátil, aumentando e diminuindo. Os mecanismos 
exatos que controlam tal secreção não são 
completamente compreendidos, mas sabe-se que 
diversos fatores relacionados ao estado nutricional 
da pessoa ou ao estresse estimulam a sua secreção: 
(1) jejum, especialmente com deficiência grave de 
proteínas; (2) hipoglicemia ou baixa concentração de 
ácidos graxos no sangue; (3) exercício; (4) excitação; 
(5) trauma; e (6) grelina, hormônio secretado pelo 
estômago antes das refeições. O hormônio do 
crescimento também aumenta, caracteristicamente, 
durante as duas primeiras horas de sono profundo 
DISTÚRBIOS HORMONAIS DE GH 
• As alterações na função da adeno-hipófise podem 
ser causadas por excesso ou por deficiência na 
produção dos hormônios hipofisários, ou por uma 
responsividade alterada do órgão-alvo aos efeitos 
hormonais 
• Pan-hipopituitarismo significa a secreção reduzida 
de todos os hormônios da hipófise anterior. Essa 
baixa secreção pode ser congênita (presente desde o 
nascimento) ou pode ocorrer, repentina ou 
lentamente, em qualquer momento da vida, 
resultando, na maioria das vezes, de tumor 
hipofisário que destrói a hipófise. 
• Pan-hipopituitarismo no Adulto ocorre no início da 
vida adulta, resulta, frequentemente, de uma entre 
 Marcella Abreu- MD4 
três anormalidades comuns. Duas condições 
tumorais, os craniofaringiomas ou tumores 
cromófobos, podem comprimir a hipófise até que as 
células funcionantes na região anterior da hipófise 
sejam completas ou quase totalmente destruídas. A 
terceira condição é a trombose dos vasos 
sanguíneos hipofisários. Essa anormalidade, 
ocasionalmente, ocorre no pós-parto, quando a mãe 
desenvolve choque circulatório depois do 
nascimento de seu bebê. 
• Os efeitos gerais do pan-hipopituitarismo no adulto 
são (1) hipotireoidismo; (2) diminuição da produção 
de glicocorticoides pelas glândulas adrenais; e (3) 
secreção suprimida dos hormônios gonadotrópicos, 
de modo que as funções sexuais são perdidas. 
Assim, o quadro clínico é o de pessoa letárgica (pela 
ausência de hormônios tireoidianos), que está 
ganhando peso (devido à ausência de mobilização 
das gorduras pelos hormônios do crescimento, 
adrenocorticotrópico, adrenocorticais e tireoidianos) 
e que perdeu todas as funções sexuais. Com exceção 
da anormalidade das funções sexuais, o paciente 
pode ser tratado, satisfatoriamente, com a 
administração de hormônios adrenocorticais e 
tireoidianos. 
ACROMEGALIA 
• Se um tumor acidofílico ocorrer depois da 
adolescência — ou seja, depois da fusão das epífises 
dos ossos longos —, o paciente não pode crescer 
mais, mas os ossos ficam mais espessos e os 
tecidos moles continuam a crescer. Essa condição é 
conhecida como acromegalia. 
• É uma doença rara causada pela produção excessiva 
do hormônio do crescimento e de uma proteína 
chamada IGF-1 
• O aumento é acentuado nos ossos das mãos e dos 
pés e nos ossos membranosos, incluindo o crânio, o 
nariz, as bossas na testa, os sulcos supraorbitários, 
a maxila inferior e as porções das vértebras, porque 
seu crescimento não cessa na adolescência. 
• Consequentemente, ocorre protrusão da mandíbula 
inferior, a testa se inclina para a frente devido ao 
desenvolvimento excessivo dos sulcos 
supraorbitários, o nariz chega a dobrar de tamanho, 
os pés aumentam, e os sapatos chegam ao tamanho 
45 ou mais, os dedos apresentam espessamento 
extremo, de modo que as mãos atingem quase duas 
vezes o tamanho normal. 
• Além desses efeitos, as mudanças nas vértebras, em 
geral, levam à curvatura das costas, que é conhecida 
clinicamente como cifose. Finalmente, muitos órgãos 
de tecidos moles, como a língua, o fígado e 
especialmente os rins, apresentam-se muito 
aumentados 
• Ela afeta igualmente homens e mulheres e é mais 
comum em pessoas com idade entre 30 e 50 anos 
• Quase todos os casos da doença são causados por 
um tumor benigno na hipófise, o qual pode alterar a 
produção do hormônio GH 
GIGANTISMO 
• Ocasionalmente, as células acidofílicas produtoras 
do hormônio do crescimento ficam excessivamente 
ativas e, às vezes, até mesmo tumores acidofílicos 
ocorrem na glândula. 
• Como consequência, são produzidas grandes 
quantidades de GH. Todos os tecidos do corpo 
crescem rapidamente, inclusive os ossos. 
• Se a condição ocorrer antes da adolescência, antes 
que a fusão das epífises dos ossos longos ocorra, o 
tamanho aumenta, de modo que a pessoa se torna 
um gigante — com até 2,43 metros de altura. 
• O gigante, em geral, apresenta hiperglicemia, e as 
células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas 
costumam degenerar porque se tornam hiperativas 
devido à hiperglicemia. 
• Consequentemente, em ~ 10% dos gigantes, 
eventualmente, desenvolvem-se diabetes melito 
franco. 
• Na maioria dos gigantes, na ausência de tratamento, 
é possível que se desenvolva pan-hipopituitarismo 
porque o gigantismo é, geralmente, causado por 
tumor da hipófise que cresce até que a glândula, 
propriamente dita, seja destruída. 
• Essa eventual deficiência global dos hormônios 
hipofisários, em geral, leva à morte no começo da 
idade adulta. No entanto, depois que o gigantismo é 
diagnosticado, outros efeitos podem, 
frequentemente, ser bloqueados pela remoção do 
tumor por microcirurgia ou pela radioterapia da 
hipófise 
NANISMO 
• Se caracteriza pela deficiência no crescimento, 
resultando numa pessoa com baixa estatura, se 
comparada com a média da população de mesma 
idade e sexo. Manifesta-se, principalmente, a partir 
dos 2 anos de idade, impedindo o crescimento e o 
desenvolvimento durante a infância e a adolescência 
• A maioria das circunstâncias de nanismo resulta de 
deficiência generalizada da secreção da hipófise 
anterior (pan-hipopituitarismo) durante a infância. 
• Em geral, todas as partes físicas do corpo se 
desenvolvem em proporção adequada entre si, mas o 
desenvolvimento está muito reduzido. 
• Uma criança com 10 anos de idade pode apresentar o 
desenvolvimento corporal de uma criança com idade 
de 4 a 5 anos, e essa mesma pessoa, aos 20 anos de 
idade, pode apresentar o desenvolvimento corporal 
de criança entre 7 e 10 anos. 
• Uma pessoa portadora de nanismo por pan-
hipopituitarismo não entra na puberdade e nunca 
secreta quantidades suficientes de hormônios 
 Marcella Abreu- MD4 
gonadotrópicos para desenvolver as funções sexuais 
adultas. 
• Em 1/3 desses casos, no entanto, apenas o GH está 
deficiente; essas pessoas apresentam maturidade 
sexual e ocasionalmente se reproduzem. 
• Em um tipo de nanismo (o pigmeu africano e o anão 
de Lévi-Lorain), a secreção do hormônio do 
crescimento está normal ou elevada, mas existe 
incapacidade hereditária de produzir somatomedina 
C, que é a etapa-chave para a promoção do 
crescimento pelo hormônio do crescimento 
• O atraso do crescimento pode resultar de diminuição 
na liberação de GH, ação diminuída do GH ou 
síndrome de insensibilidade ao GH, também 
conhecida como síndrome de Laron. Essa síndrome 
caracteriza-se por deleções ou mutações no gene do 
receptor de GH, com consequente incapacidade de 
produção de IGF-1 ou IGFBP-3 
• Causas: 
- Nanismo hipofisário ou pituitário: causado por 
distúrbios metabólicos e hormonais, em especial 
pela deficiência na produção do hormônio do 
crescimento ou por resistência do organismo à ação 
desse hormônio. É conhecido, também, por nanismo 
proporcional, porque o tamanho dos órgãos mantém 
a proporcionalidade entre si e com a altura do 
indivíduo. 
- Acondroplasia: considerada uma doença rara, o 
tipo mais comum de nanismo desproporcional é uma 
síndrome genética que impede o crescimento normal

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