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DIREITO DO TRABALHO
Princípios do Direito do Trabalho
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260116197138
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Princípios do Direito do Trabalho 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Princípios do Direito do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Núcleo Basilar de Princípios Especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Princípio da Proteção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3. Princípio da Norma Mais Favorável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4. Princípio da Imperatividade das Normas Trabalhistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5. Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
6. Princípio da Condição Mais Benéfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
7. Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
8. Princípio da Intangibilidade Salarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
9. Princípio da Intangibilidade Contratual Objetiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
10. Princípio da Primazia da Realidade Sobre a Forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
11. Princípio da Continuidade da Relação de Emprego . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
12. Princípios Justrabalhistas Especiais Controvertidos, Princípio In Dubio Pro 
Operário, Princípio do Maior Rendimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
13. Renúncia e Transação no Direito do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
14. Super-Revisão de Princípios Trabalhistas para a Melhor Síntese nas Provas . . 30
15. A MTP n. 671/2021 e Regras Principiológicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
 
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Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃoaPreSeNTaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a)! Tudo bem com você?
Espero que você esteja estudando muito e aproveitando os materiais que estou 
elaborando. Não é para desanimar jamais! Eu e a equipe do GRAN estamos aqui para 
turbinar seus estudos e ajudá-lo(a) a ser aprovado(a)! Meu nome é Maria Rafaela de Castro. 
Atualmente, sou Juíza do Trabalho no TRT da 7ª Região.
No fim do nosso material, existe toda a jurisprudência atualizada sobre o tema, exatamente 
para que você esteja apto(a) para as provas. Assim, teremos um conjunto de aulas para 
esgotar o seu edital de Direito do Trabalho, buscando sua sonhada aprovação.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou aguardando 
as dúvidas no Fórum do Aluno! Preparado(a)? É para dizer SIM! SEMPRE!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHOPRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO
1 . NÚCleo baSilar De PriNCÍPioS eSPeCiaiS1 . NÚCleo baSilar De PriNCÍPioS eSPeCiaiS
Os princípios são fontes jurídicas, previstas no artigo 8º da CLT. Possuem diversas 
finalidades, tais como a interpretativa e a supletiva, ou podem informar determinada regra.
Ou seja, são proposições fundamentais, partes integrantes do sistema da ciência jurídica, 
com grande destaque no Direito do Trabalho. Apesar de sua importância, não são axiomas 
(ideias, valores, preceitos) absolutos e imutáveis.
Os princípios atuam, muitas vezes, numa fase anterior à própria formação da norma 
jurídica, daí porque alguns doutrinadores afirmam que são fontes materiais do direito 
nesse momento, pois ajudam o legislador a elaborar a norma. Exemplo:acima, têm-se aqui 
duas conclusões:
1) Os direitos trabalhistas, independentemente de serem relativos ou absolutos, não 
podem ser renunciados, em regra, pois somente em situações excepcionais se admite 
a renúncia;
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Princípios do Direito do Trabalho 
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2) Somente alguns dos direitos podem ser transacionados, mas apenas os direitos de 
indisponibilidade relativa.
Sobre a renúncia dos direitos trabalhistas, tem-se a explicação de Godinho (2019, p. 255):
Desse modo, independentemente da presença (ou não) dos requisitos jurídicos – formais, o ato 
de renúncia, em si, é sumariamente repelido pela normatividade justrabalhista imperativa (arts. 
9 e 444, caput, CLT) e pelo princípio da indisponibilidade. Quer dizer que apenas em raríssimas 
situações – inquestionavelmente autorizadas pela ordem jurídica heterônoma estatal – é que 
a renúncia será passível de validação. É o que ocorre, por exemplo, com a renúncia à velha 
estabilidade celetista em decorrência da opção retroativa pelo regime do FGTS (…) Ou a renúncia 
tácita à garantia de emprego pelo dirigente sindical que solicitar a transferência para fora da 
base territorial (...) Evidentemente que se verifica uma das raras situações de renúncia (…)
Além da transação e da renúncia, tem-se, sobretudo, a ideia de conciliação, que se 
assemelha à transação, mas a conciliação é de aspecto processual.
A ideia de composição também é interessante, porque, neste instrumento, reconhece-
se a titularidade de um direito com o objetivo de solucionar a controvérsia.
Na transação, é preciso verificar a capacidade das partes, bem como a natureza dos 
direitos envolvidos e se o objeto é lícito, possível e determinado.
As regras para a transação são as do Código Civil quanto aos elementos dos negócios 
jurídicos.
Analise a situação entre as distinções cobradas em prova:
Transação Renúncia
Ato bilateral
Não pode haver transação de direito de 
indisponibilidade absoluta. Pode haver transação 
de indisponibilidade relativa.
 Obs.: a conciliação é um ato judicial.
Ato unilateral
Não se renunciam direitos de indisponibilidade 
absoluta e relativa, em regra.
É um ato rejeitado pela ordem jurídica, em regra. 
Somente em situações específicas podem ocorrer 
(ex.: renúncia da estabilidade sindical).
Direitos Trabalhistas
Absolutamente INDISPONÍVEIS: 
assinatura da CTPS, normas de 
dignidade, saúde, segurança etc.
Relativamente INDISPONÍVEIS: 
que a CF/1988 permite como 
negociação coletiva: ACT e CCT
Transação: ato BILATERAL, pelo 
qual as partes acertam direitos 
e obrigações (acordo)
Renúncia: ato UNILATERAL, em 
que o trabalhador se despoja de 
um direito de que é titular
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Não se renunciam direitos trabalhistas em âmbito individual. Transacionam-se direitos 
trabalhistas de indisponibilidade relativa. O que contraria essa norma é nulo, nos termos 
do artigo 9º da CLT.
14. SUPER-REVISÃO DE PRINCÍPIOS TRABALHISTAS PARA A 14. SUPER-REVISÃO DE PRINCÍPIOS TRABALHISTAS PARA A 
Melhor SÍNTeSe NaS ProVaSMelhor SÍNTeSe NaS ProVaS
No PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO, o direito do trabalho utiliza algumas premissas para 
proteger a parte mais vulnerável ou hipossuficiente da relação trabalhista. Assim, é uma 
forma de corrigir os naturais desequilíbrios financeiros e sociais entre as partes na relação 
de trabalho.
Claro que isso é visto como uma premissa e apenas abrange o aspecto do direito material, 
não sendo aplicável ao processo do trabalho. Assim, na relação trabalhista, havendo dúvidas, 
por exemplo, sobre qual norma aplicar, deve-se considerar aquela que seja mais vantajosa ao 
obreiro, na medida em que é preciso protegê-lo, surgindo, nessa concepção, a possibilidade 
de direitos de indisponibilidade absoluta.
Godinho, por exemplo, aponta a integridade física, a anotação do contrato de emprego 
na CTPS, o pagamento do mínimo constitucional etc.
Por isso, a proteção surge como um escudo, evitando que o obreiro abra mão de direitos 
tão caros e conquistados ao longo dos séculos, tornando-se descartável no sistema e na 
relação de emprego.
Esse princípio, portanto, aplica-se ao direito individual do trabalho, mas não ao direito 
processual do trabalho nem ao direito coletivo do trabalho, que será visto em livro próprio.
No âmbito processual, existe o ônus da prova, em que cada parte demonstrará o que 
alega, nos termos da CLT e do CPC. No âmbito do direito coletivo do trabalho, entende-se 
que as partes (sindicatos entre si ou sindicato e empresa) possuem paridade de armas e 
condições de negociar de igual para igual.
É, assim, um princípio central do direito do trabalho que serve de fundamento e inspiração 
para os demais princípios trabalhistas, razão pela qual se entende que ele surge como 
próprio justificador da ciência jurídica em estudo.
O PRINCÍPIO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL significa que aplicamos a norma que seja 
mais vantajosa ao obreiro no que se refere a propiciar maiores ganhos e direitos. Isso deve 
ser observado tanto no momento da elaboração da norma quanto na sua interpretação 
e aplicação. É uma forma de estender, em máxima completude, o princípio da proteção.
Lembre-se de que, aqui no direito do trabalho – material individual – não temos a ideia 
de hierarquia, tal como ocorre em outros ramos jurídicos, mas sim a concepção de que, no 
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confronto de normas, aplica-se aquela que reúne maiores vantagens à classe trabalhadora. 
Logo, se o ACT trata de adicional de horas extras de 100% e a CF/1988 fala em 50%, aplica-
se o ACT naquele caso concreto em detrimento da norma constitucional.
Porém, isso era uma premissa absoluta que não admitia ressalvas, mas, com a Reforma 
Trabalhista, passou-se a estabelecer uma regra que pode ser cobrada em provas, qual 
seja: no confronto do ACT e da CCT, prevalecerá sempre o ACT, mesmo que preveja normas 
menos favoráveis ao obreiro.
Logo, se pegarmos o mesmo exemplo acima e observarmos o seguinte: se o ACT trata 
de adicional de horas extras de 100%, a CF/1988 fala em 50% e a CCT fala em 120%, 
aplica-se o ACT. Embora, no caso em comento, a CCT seja mais favorável ao obreiro do que 
o ACT, a Reforma Trabalhista determina que o ACT prevalecerá e, no exemplo indicado, o 
percentual é de 100%.
O PRINCÍPIO DA IMPERATIVIDADE DAS NORMAS TRABALHISTAS, a seu turno, aduz que as 
regras trabalhistas são comandos que devem ser cumpridos pelas partes, principalmente 
aquelas previstas no artigo 7º da CF/1988, quando trata de jornada, salário, adicionais, não 
discriminação e, ainda, as regras de garantia provisória no emprego. Existe, portanto, uma 
restrição à autonomia de vontade.
A imperatividade concede a ideia de ordem, importância e se impõe sobre a livre vontade 
desmedida das partes. Exatamente pela desigualdade econômica entre empregado e 
empregador, o Estado intervém por meio de normaspara estabelecer os limites mínimos 
e máximos dessa negociação, seja nos pactos individuais, bem como nas negociações 
coletivas (ACT e CCT).
Isso significa que a liberdade aqui é contida, na medida em que o empregador pode 
ditar regras sobre o início e o fim da jornada, bem como se quer que o labor seja diurno, 
noturno ou em turnos de revezamento, por exemplo, mas não pode impor que a jornada 
diária seja de 10 horas.
Não pode também dizer que, em um labor com jornada no mínimo constitucional, só 
pagará 50% do salário-mínimo nacional ou estipular no contrato que reduzirá os adicionais 
de insalubridade, periculosidade ou noturno, etc.
Não é assim.
Há regras mínimas que devem ser observadas e cumpridas pelo empregador, não se 
concedendo uma liberdade desmedida para criar cortinas de fumaça que burlem os direitos 
mínimos concedidos pelo texto constitucional, por exemplo. Isso porque existe o patamar 
civilizatório mínimo, composto pelos direitos conquistados durante séculos de luta, que se 
incorporam ao patrimônio jurídico do empregado.
Sugiro que você esteja com os artigos 611-A e 611-B da CLT memorizados, pois ali 
constam as possibilidades de negociação e os limites do que pode ser transacionado. A CLT, 
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após a Reforma Trabalhista, buscou dar uma certa transparência e norte para as partes 
acerca do que podem ou não negociar, sem invadir a constitucionalidade do que foi regulado.
Essa imperatividade tem como principal objetivo garantir os direitos fundamentais dos 
trabalhadores. Por isso, afirma-se que não é possível a renúncia dos direitos trabalhistas, 
pois a renúncia é um ato unilateral.
É importante, para fins de prova, entender que a transação é um ato bilateral e aceito 
no direito material, assim como no processual do trabalho. Por isso, a liberdade aqui deve 
ser vigiada, não se permitindo que o obreiro disponha integralmente de todos os seus 
direitos trabalhistas em prol do empregador, pois isso aniquila até mesmo a ideia de sua 
dignidade de pessoa humana.
Ainda temos o princípio da INDISPONIBILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS, em 
continuidade a tudo que já tratamos acima. Godinho traz uma boa síntese: “Ele traduz a 
inviabilidade técnico-jurídica de o empregado despojar-se, por sua simples manifestação 
de vontade, das vantagens e proteções que lhe asseguram a ordem jurídica e o contrato.”
Por isso, essa ideia de indisponibilidade pode ser dividida em relativa ou absoluta. Mais 
uma vez, afirmo a importância de conhecer os artigos 611-A e 611-B da CLT, na medida em 
que o obreiro deve ser limitado em seu âmbito de negociação, pois está em desvantagem 
econômica. Assim, mais uma vez, a doutrina assinala a impossibilidade de renúncia.
A situação de trabalho escravo, bem como os trabalhos proibidos, são situações em que 
há afronta direta aos direitos trabalhistas, nos quais a parte trabalhadora permanece em 
condição de escuridão no gozo de seus direitos.
No trabalho escravo, por exemplo, ou no trabalho infantil, tem-se, na realidade fática, 
uma usurpação de direitos que não pode ser tolerada justamente pela existência do princípio 
que estamos estudando.
Mas cuidado, pois, como já dito, há direitos que podem ser negociados, como a jornada 
extraordinária, que pode ser paga, compensada ou utilizada no banco de horas, por exemplo. 
Também se pode negociar a redução do tempo do intervalo intrajornada. Então, é preciso 
compreender que existem direitos de indisponibilidade absoluta e relativa. E como saber 
se é o caso de um ou outro?
A jurisprudência e a doutrina estão sempre ajudando a construir essa diferença e, como 
já dito, a leitura dos artigos 611-A e 611-B, ambos da CLT, aponta a matéria de forma 
mais didática.
No princípio da condição mais benéfica, busca-se aplicar a norma contratual mais 
vantajosa ao obreiro. Aqui, é importante levar para a prova objetiva a memorização da 
súmula 51 do TST.
Portanto, consiste na garantia, ao longo de todo o contrato de trabalho, da preservação 
de cláusulas contratuais mais vantajosas ao empregado, para evitar que ele sofra prejuízos.
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Godinho, sobre a aplicação correta desse princípio, comenta: “O que o princípio abrange 
são as cláusulas contratuais ou qualquer dispositivo que tenha, no Direito do Trabalho, essa 
natureza. Por isso é que, tecnicamente, seria mais bem enunciado pela expressão princípio 
da aplicação da cláusula mais benéfica.”
Como aplicação disso, tem-se na CLT: o artigo 468 prevê que, nos contratos individuais 
de trabalho, só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e 
ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, em prejuízos ao empregado, 
sob pena de nulidade da cláusula em questão. Dica: esse artigo sempre é cobrado nas provas.
Há um importante princípio para a sua prova: INALTERABILIDADE CONTRATUAL LESIVA, 
em que não se pode prejudicar o obreiro mediante complicações ou situações adversas na 
relação de emprego, penalizando-o.
Lembre-se de que vigora entre nós a teoria do risco do empreendimento, na qual o 
empregador se submete à sorte ou ao azar do seu negócio, não podendo transferir os 
prejuízos ao empregado.
Não se pode, ainda, compreender que o obreiro seja sacrificado e surpreendido de forma 
negativa pelo comportamento do empregador. Este detém o poder diretivo, mas não tem 
o condão de ser algo absoluto, conforme o artigo 2º da CLT.
O risco do empreendimento é do empregador, ou seja, ele detém a alteridade. Logo, 
reitera-se o que foi tratado acerca do dispositivo do artigo 468 da CLT. Sugiro a memorização 
do dispositivo e sua correta interpretação nas questões de casos concretos da prova.
Assim, é vedado ao empregador alterar unilateralmente as condições pactuadas, exceto 
se houver consentimento do empregado e desde que não resultem prejuízos, diretos ou 
indiretos, a este.
Importante destacar um ponto significativo para a sua prova, conforme orientação do 
TST: de acordo com o princípio da inalterabilidade contratual lesiva, é vedada qualquer 
alteração contratual que seja lesiva ao empregado, mesmo que haja consentimento deste.
Destaca-se o princípio da primazia da realidade sobre a forma. Aqui, a realidade fática 
demonstrada cabalmente e a investigação da vontade real das partes prevalecem em 
relação a documentos divergentes.
Por exemplo, se o obreiro laborou por mais de um ano e consegue demonstrar essa 
condição, ela é valorada pelo juiz e considerada na sentença, apesar de estar anotada 
somente parte do contrato de trabalho ou até de nunca o empregador ter assinado a CTPS.
O mesmo raciocínio pode ser usado para situações de desvio ou acúmulo de função, 
salário “por fora” etc.
Assim, vale mais a realidade do que o que está formalizado no contrato. Por isso, a 
súmula 12 do TST trata das anotações do contrato de emprego como presunção relativa, 
juris tantum, admitindo prova em contrário.
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Por isso, a prova testemunhal também tem significado especial no processo do trabalho, 
assim como o uso de provas digitais.
Essas situações demonstram que a realidade é diferente da que foi pactuada no contrato.
A incidência do Princípio da Primazia da Realidade pode ser observada no artigo 442 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, que estabelece que “contrato individual de trabalho é 
o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego”.
O artigo 456 da CLT também expressa a teoria ao prever que a “prova do contrato 
individual de trabalho será feita pelas anotações constantes da carteira profissional ou 
por instrumento escrito e suprido por todos os meios permitidos em direito”.
Guarde com carinho todos os artigos e súmulas que estamos mencionando nesta revisão!
Acerca do PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DA RELAÇÃO DE EMPREGO, é importante trazer 
à baila a Súmula 212 do TST, sempre lembrada pelas bancas de provas.
Por esse princípio, devido à condição econômica mais vulnerável do obreiro, presume-se 
que o vínculo trabalhista entre empregador e empregado permaneça. Ele visa à preservação 
do emprego. Tendo em vista esse conceito, contratos com prazo determinado representam 
exceção, embora a CLT preveja a hipótese.
Assim, a regra, por esse princípio, é que o contrato de trabalho seja por tempo 
indeterminado.
Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, o contrato de trabalho é firmado 
por tempo indeterminado; ou seja, não há prazo previamente fixado para seu término. 
Assim, a obrigação de provar a ruptura do contrato de trabalho é do empregador.
Em respeito ao princípio da primazia da realidade, o trabalho exercido de fato se sobrepõe 
às disposições contratuais escritas. Além disso, deve-se buscar a real intenção das partes 
no momento de firmar o contrato, seja ele verbal ou escrito.
Godinho trata com muita propriedade desse princípio ao afirmar: “Informa tal princípio 
que é de interesse do Direito do Trabalho a permanência do vínculo empregatício, com a 
integração do trabalhador na estrutura e dinâmica empresariais.”
Apenas mediante tal permanência e integração é que a ordem justrabalhista poderia 
cumprir satisfatoriamente o objetivo teleológico do Direito do Trabalho, que é assegurar 
as melhores condições, sob a ótica obreira, de pactuação e gerenciamento da força de 
trabalho em determinada sociedade.
Por derradeiro, futuro(a) empossado(a), trato do PRINCÍPIO DA INTANGIBILIDADE 
SALARIAL, em que há garantias para proteger o salário do obreiro, pois, afinal de contas, 
são verbas de natureza alimentar. Aqui está em jogo o PRINCÍPIO DA DIGNIDADE, em que o 
obreiro não pode ter a supressão absoluta de seus salários.
Seu principal objetivo é garantir ao trabalhador o direito de perceber a contraprestação a 
que faz jus por seu trabalho, de maneira estável e segura, não sujeita às oscilações inerentes 
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ao ramo da atividade econômica explorada ou à mera vontade do empregador. Mais uma 
vez, relembro você sobre a teoria do risco do empreendimento.
Nesse princípio, aplicam-se aquelas regras acerca dos limites de descontos que podem 
ser feitos nos salários, conforme o teor do artigo 462 da CLT. Sugiro a leitura do artigo 833 
do CPC também.
Em regra, o trabalhador não pode ter sua remuneração condicionada à simples vontade 
de quem emprega, sendo credor, nesses casos, das diferenças salariais decorrentes da 
supressão ilegal.
Cuidado! A redução de salários pode ser flexibilizada mediante negociação coletiva. 
Nesse período de pandemia, tivemos essa possibilidade por meio de medidas provisórias 
editadas pelo Presidente da República no ano de 2020. Não reputo relevante aprofundar-
me nessa temática, salvo se expressamente previsto no edital.
15. A MTP N. 671/2021 E REGRAS PRINCIPIOLÓGICAS15. A MTP N. 671/2021 E REGRAS PRINCIPIOLÓGICAS
A Portaria n. 671/2021 visa disciplinar matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho no que se refere a:
I – Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS;
II – contrato de trabalho, em especial: a) registro de empregados e anotações na CTPS; 
b) trabalho autônomo; c) trabalho intermitente; d) consórcio de empregadores rurais; e) 
contrato e nota contratual de músicos profissionais, artistas e técnicos de espetáculos de 
diversões;
III – contrato de parceria entre os salões de beleza e os profissionais.
IV – autorização para a contratação de trabalhador por empresa estrangeira para 
trabalhar no exterior;
V – jornada de trabalho, em especial:
a) autorização transitória para trabalho aos domingos e feriados;
b) autorização permanente para trabalho aos domingos e feriados; e
c) prorrogação da jornada em atividades insalubres;
d) anotação da hora de entrada e de saída em registro manual, mecânico ou eletrônico;
VI – efeitos de débitos salariais, de mora do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – 
FGTS, de mora contumaz salarial e de mora contumaz do FGTS;
VII – local para guarda e assistência dos filhos durante o período de amamentação;
VIII – reembolso-creche;
IX – Registro profissional;
X – Registro de empresa de trabalho temporário;
XI – sistemas e cadastros, em especial, etc.
Esta portaria trata também da proibição de práticas discriminatórias no âmbito das 
relações de trabalho, previstas na Lei n. 7.716, de 5 de janeiro de 1989; na Lei n. 9.029, de 
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13 de abril de 1995; na Lei n. 12.984, de 2 de junho de 2014; na Lei n. 13.146, de 6 de julho 
de 2015; e no art. 373-A do Decreto-Lei n. 5.452, de 1943 – CLT.
Com isso, abrange todos os trabalhadores que atuem sob todas as formas ou modalidades 
e em todos os locais de trabalho, inclusive: I – as pessoas que exercem qualquer emprego 
ou ocupação; II – as pessoas em formação, incluídos os estagiários e aprendizes; III – os 
voluntários; IV – as pessoas que estão à procura de um emprego e os candidatos a um 
emprego; e V – os trabalhadores desligados ou suspensos do trabalho.
As seguintes práticas discriminatórias são vedadas ao empregador para fins de seleção, 
contratação, remuneração, promoção, formação profissional e manutenção do emprego, 
além de outras previstas em legislações específicas:
I – considerar como variável determinante idade, raça, cor, etnia, sexo, situação familiar, religião, 
procedência nacional, condição de portador do vírus da imunodeficiência adquirida – HIV, condição 
de pessoa com deficiência ou reabilitado, entre outras previstas na legislação; e
II – fazer exigência de quaisquer documentos com fins discriminatórios ou obstativos, como 
certidão negativa de reclamatória trabalhista, teste, exame, perícia, laudo, atestado ou declaração 
relativos à esterilização ou a estado de gravidez;
As políticas, programas e projetos desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Trabalho deverão 
contemplar ações de estímulo à inclusão da população negra no mercado de trabalho, na 
forma prevista no Capítulo V da Lei n. 12.288, de 20 de julho de 2010.
A Portaria ainda trouxe mais princípios para evitar discriminações no mercadode 
trabalho. Dessa forma, os seguintes princípios gerais aplicam-se a todas as ações relativas 
ao HIV e à Aids no mundo do trabalho:
I – a resposta ao HIV e à Aids será reconhecida como uma contribuição para a concretização dos 
direitos humanos, das liberdades fundamentais e da igualdade de gênero para todos, incluídos 
os trabalhadores, suas famílias e dependentes;
II – o HIV e a Aids devem ser reconhecidos e tratados como uma questão que afeta o local de 
trabalho, a ser incluída entre os elementos essenciais da resposta nacional para a pandemia, 
com plena participação das organizações de empregadores e de trabalhadores;
III – não pode haver discriminação ou estigmatização dos trabalhadores, em particular as pessoas 
que buscam e as que se candidatam a um emprego, em razão do seu estado sorológico relativo 
ao HIV, real ou suposto, ou do fato de pertencerem a regiões do mundo ou a segmentos da 
população considerados sob maior risco ou maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV;
IV – a prevenção de todos os meios de transmissão do HIV deve ser uma prioridade fundamental;
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V – os trabalhadores, suas famílias e seus dependentes necessitam ter acesso a serviços de 
prevenção, tratamento, atenção e apoio em relação a HIV e Aids, e o local de trabalho deve 
desempenhar papel relevante na facilitação do acesso a esses serviços;
VI – a participação dos trabalhadores e o seu envolvimento na concepção, implementação e 
avaliação dos programas nacionais sobre o local de trabalho devem ser reconhecidos e reforçados;
VII – os trabalhadores devem beneficiar-se de programas de prevenção do risco específico 
de transmissão pelo HIV no trabalho e de outras doenças transmissíveis associadas, como a 
tuberculose;
VIII – os trabalhadores, suas famílias e seus dependentes devem gozar de proteção da sua 
privacidade, incluída a confidencialidade relacionada ao HIV e à Aids, em particular no que diz 
respeito ao seu próprio estado sorológico para o HIV;
IX – nenhum trabalhador pode ser obrigado a realizar o teste de HIV ou revelar seu estado 
sorológico para o HIV;
X – as medidas relativas ao HIV e à Aids no mundo do trabalho integram todas as políticas 
relacionadas ao trabalho; e
XI – proteção dos trabalhadores em ocupações particularmente expostas ao risco de transmissão 
do HIV.
Na elaboração de suas normas, políticas e programas, o Ministério do Trabalho e 
Previdência deverá considerar o Repertório de Recomendações Práticas da OIT sobre o 
HIV/Aids e o Mundo do Trabalho, de 2001, e suas revisões posteriores, além dos outros 
instrumentos pertinentes da Organização Internacional do Trabalho e das demais diretrizes 
internacionais adotadas sobre o assunto.
O estado sorológico de HIV, real ou suposto, não pode ser motivo de qualquer discriminação 
para a contratação ou manutenção do emprego, nem para a busca da igualdade de 
oportunidades, compatíveis com as disposições da Convenção sobre a Discriminação em 
Emprego e Profissão, de 1958, da Organização Internacional do Trabalho.
O estado sorológico de HIV, real ou suposto, não pode ser motivo para o rompimento 
da relação de trabalho.
As ausências temporárias do trabalho, por motivo de doença ou para prestar cuidados 
relacionados ao HIV e à AIDS, devem ser tratadas da mesma maneira que as ausências por 
outros motivos de saúde.
Às pessoas com doenças relacionadas ao HIV não deve ser negada a possibilidade de 
continuar a realizar seu trabalho enquanto forem clinicamente aptas a fazê-lo, mediante 
acomodações razoáveis sempre que necessário.
Devem ser estimuladas medidas para realocar essas pessoas em atividades adaptadas 
às suas capacidades, apoiadas em sua requalificação profissional, caso procurem outro 
trabalho, ou para facilitar seu retorno ao trabalho.
Deverão ser tomadas medidas no local de trabalho ou por meio dele para reduzir a 
transmissão do HIV e atenuar seu impacto, como:
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I – garantir o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais;
II – assegurar a igualdade de gênero;
III – garantir ações para prevenir e proibir a violência e o assédio no local de trabalho;
IV – promover a participação ativa de mulheres e homens na resposta ao HIV e à Aids;
V – promover o envolvimento de todos os trabalhadores, independentemente da orientação 
sexual ou porque façam ou não parte de grupos vulneráveis; e
VI – garantir a efetiva confidencialidade dos dados pessoais, inclusive dos dados médicos.
As estratégias de prevenção devem ser adaptadas aos ambientes e processos de trabalho, 
além de levar em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e de gênero.
Os programas de prevenção devem garantir:
I – informações relevantes, oportunas e atualizadas a todos, em um formato e linguagem 
culturalmente adequados, mediante os diferentes canais de comunicação disponíveis;
II – programas de educação abrangente, de modo a ajudar homens e mulheres a compreender 
e reduzir o risco de todas as formas de infecção pelo HIV, inclusive a transmissão de mãe para 
filho, e entender a importância da mudança de comportamentos de risco associados à infecção;
III – medidas efetivas de segurança e saúde no trabalho;
IV – medidas para incentivar os trabalhadores a conhecer o seu próprio estado sorológico, 
mediante aconselhamento e teste voluntário; particular, preservativos masculinos e femininos 
e, quando adequado, informações sobre seu uso correto, além do acesso a medidas de profilaxia 
pós-exposição; e
V – orientação quanto a medidas para reduzir comportamentos de alto risco, inclusive dos grupos 
mais expostos a risco, com vistas a diminuir a incidência do HIV.
Os testes diagnósticos devem ser voluntários e livres de qualquer coerção, respeitadas as 
diretrizes internacionais em matéria de confidencialidade, aconselhamento e consentimento.
Caracteriza-se como prática discriminatória exigir dos trabalhadores, incluindo os 
migrantes, das pessoas que procuram emprego e dos candidatos a trabalho, testes para 
HIV ou quaisquer outras formas de diagnóstico de HIV.
Não será permitida, direta ou indiretamente, a testagem do trabalhador quanto ao HIV 
nos exames médicos por ocasião da admissão, mudança de função, avaliação periódica, 
retorno, demissão ou outros ligados à relação de emprego.
Isso não obsta que campanhas ou programas de prevenção da saúde estimulem os 
trabalhadores a conhecer seu estado sorológico quanto ao HIV por meio de orientações 
e exames voluntários, sem vínculo com a relação de trabalho e sempre resguardada a 
privacidade em relação ao conhecimento dos resultados.
Os resultados dos testes de HIV devem ser confidenciais e não devem comprometer o 
acesso ao emprego, à estabilidade, à segurança no trabalho ou a oportunidades de avanço 
profissional.
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Ostrabalhadores, incluindo os migrantes, os desempregados e os candidatos a emprego, 
não devem ser coagidos a fornecer informações relacionadas ao HIV sobre si mesmos ou 
sobre outros.
O trânsito de trabalhadores migrantes ou daqueles que pretendem migrar em função 
do emprego não deve ser impedido com base em seu status sorológico para o HIV, real 
ou suposto.
O ambiente de trabalho deve ser seguro e saudável, a fim de prevenir a transmissão 
do HIV no local de trabalho.
As ações de segurança e saúde destinadas a prevenir a exposição dos trabalhadores ao 
HIV no trabalho devem incluir precauções universais, como:
I – medidas de prevenção de riscos e acidentes, como as relacionadas à organização do trabalho 
e ao controle de técnicas e práticas de trabalho;
II – equipamentos de proteção individual, quando apropriado;
III – medidas de controle ambiental e profilaxia pós-exposição; e
IV – outras medidas de segurança para minimizar o risco de infecção pelo HIV e pela tuberculose, 
especialmente em profissões de maior risco, como as do setor da saúde.
Quando há possibilidade de exposição ao HIV no local de trabalho, os trabalhadores devem 
receber informações e orientações sobre os modos de transmissão e os procedimentos para 
evitar a exposição e a infecção, resguardando o sigilo médico e a intimidade do trabalhador.
As medidas de sensibilização devem enfatizar que o HIV não é transmitido por simples 
contato físico e que a presença de uma pessoa vivendo com HIV não deve ser considerada 
uma ameaça no local de trabalho.
Ainda havia previsão sobre um tema tão sensível como o trabalho escravo. Considera-se 
em condição análoga à de escravo o trabalhador submetido, de forma isolada ou conjunta, a:
I – trabalho forçado;
II – jornada exaustiva;
III – condição degradante de trabalho;
IV – restrição, por qualquer meio, de locomoção em razão de dívida contraída com empregador 
ou preposto, no momento da contratação ou no curso do contrato de trabalho; ou
V – retenção no local de trabalho em razão de:
a) cerceamento do uso de qualquer meio de transporte;
b) manutenção de vigilância ostensiva; ou
c) apoderamento de documentos ou objetos pessoais.
O trabalho realizado em condição análoga à de escravo, sob todas as formas, constitui 
atentado aos direitos humanos fundamentais e à dignidade do trabalhador, sendo dever 
do Auditor-Fiscal do Trabalho combater a sua prática.
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 Obs.: GUARDE OS CONCEITOS ABAIXO PARA AS PROVAS OBJETIVAS:
I – trabalho forçado – é aquele exigido sob ameaça de sanção física ou psicológica 
e para o qual o trabalhador não se ofereceu ou no qual não deseja permanecer 
espontaneamente;
II – jornada exaustiva – toda forma de trabalho, de natureza física ou mental, que, 
por sua extensão ou intensidade, acarrete violação de direitos fundamentais do 
trabalhador, notadamente os relacionados à segurança, à saúde, ao descanso e ao 
convívio familiar e social;
III – condição degradante de trabalho – qualquer forma de negação da dignidade 
humana pela violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os 
dispostos nas normas de proteção do trabalho, de segurança, higiene e saúde no 
trabalho;
IV – restrição, por qualquer meio, da locomoção do trabalhador em razão de dívida – 
limitação ao direito fundamental de ir e vir ou de encerrar a prestação do trabalho, 
em razão de débito imputado pelo empregador ou preposto, ou da indução ao 
endividamento com terceiros;
V – cerceamento do uso de qualquer meio de transporte – toda forma de limitação 
ao uso de meio de transporte existente, particular ou público, que possa ser utilizado 
pelo trabalhador para deixar o local de trabalho ou de alojamento;
VI – vigilância ostensiva no local de trabalho é qualquer forma de controle ou 
fiscalização, direta ou indireta, por parte do empregador ou preposto, sobre a pessoa 
do trabalhador que o impeça de deixar o local de trabalho ou de alojamento; e
VII – O apoderamento de documentos ou objetos pessoais é qualquer forma de 
posse ilícita do empregador ou preposto sobre documentos ou objetos pessoais 
do trabalhador.
Os conceitos serão observados para fins de concessão de seguro-desemprego, conforme 
o disposto na Lei n. 10.608, de 20 de dezembro de 2002, e nas Resoluções do Conselho 
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – CODEFAT, bem como para a inclusão 
de pessoas físicas ou jurídicas no cadastro de empregadores que tenham submetido 
trabalhadores à condição análoga à de escravo.
Os conceitos estabelecidos deverão ser observados pelo Auditor-Fiscal do Trabalho 
em qualquer ação fiscal direcionada à erradicação do trabalho em condição análoga à de 
escravo ou em ações fiscais em que for identificada tal condição, independentemente da 
atividade laboral, seja o trabalhador nacional ou estrangeiro, inclusive quando envolver a 
exploração de trabalho doméstico ou de trabalho sexual.
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Aplica-se o disposto nos casos em que o Auditor-Fiscal do Trabalho identifique tráfico 
de pessoas para fins de exploração de trabalho em condições análogas à de escravo.
Considera-se tráfico de pessoas para fins de exploração de trabalho em condição análoga 
à de escravo o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento 
de pessoas, mediante ameaça ou uso da força, ou outras formas de coação, rapto, fraude, 
engano, abuso de autoridade, ou situação de vulnerabilidade, ou entrega ou aceitação de 
pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade 
sobre outra.
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RESUMORESUMO
Existem princípios gerais e específicos no âmbito trabalhista.
• Os princípios têm função pré-jurídica (política) antes da elaboração das normas, para 
fins de aplicação das normas e, ainda, interpretativa e subsidiária, conforme o artigo 
8º da CLT. Segundo o jurista Robert Alexy, os princípios estabelecem preceitos de 
otimização, enquanto a regra normativa indica uma consequência jurídica a cada fato/
situação. Para o direito do trabalho, os princípios representam valores fundamentais 
que constituem o núcleo do próprio sistema jurídico trabalhista.
• Entre os princípios específicos, temos o carro-chefe, que é o princípio da proteção. 
Dele decorrem outros princípios interessantes e impactantes, como a aplicação da 
norma mais favorável, da condição mais benéfica, do princípio da continuidade da 
relação de emprego e do princípio da primazia da realidade sobre a forma.
• Os direitos trabalhistas podem ter natureza de indisponibilidade absoluta e relativa. 
Nesse âmbito, é preciso que você memorize os artigos 611-A e 611-B da CLT. Assim, 
nem tudo que é “negociado prevalece sobre o legislado”.
• Os direitos trabalhistas não podem ser renunciados em regra, mas somente em 
situações excepcionalmenteadmitidas pelo legislador. Os direitos de indisponibilidade 
relativa podem ser objeto de transação. A renúncia é ato unilateral. A transação é ato 
bilateral. Na compensação, reconhece-se a titularidade de um direito. A conciliação 
é uma transação em nível judicial.
• O princípio da primazia da realidade sobre a forma existe quando o conteúdo é mais 
importante que a forma. Logo, os rótulos não são essenciais, pois se busca a verdade 
real/material.
JURISPRUDÊNCIA
IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA PACIFICADA NA SÚMULA N. 
12. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
valem como prova absoluta, mas apenas relativa.
• Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, presumem-se: a) na dúvida, o 
contrato de trabalho é por prazo indeterminado; b) na dúvida, a relação de emprego 
ocorreu sem justa causa, e não por iniciativa ou culpa do empregado.
• Pela natureza alimentícia dos salários, há o princípio da intangibilidade (proteção) 
dos salários.
• Nenhum princípio é de aplicação absoluta.
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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE DIREITO DO 
TRABALHO
PRINCÍPIOS INFRACONSTITUCIONAIS DE DIREITO 
DO TRABALHO
− princípio da dignidade da pessoa humana, conforme 
o art. 1º, III, da CF/1988, pois todo trabalhador é 
uma pessoa.
− princípio do valor social do trabalho
− princípio do valor social da livre iniciativa, com o 
princípio do valor social da propriedade e o princípio 
da função social da empresa.
− Princípio da solidariedade
− princípio da correção das desigualdades sociais e 
regionais
− princípio da não discriminação
− princípio da correção das injustiças sociais
− Princípios da proporcionalidade e da razoabilidade
− Princípio da legalidade
− princípio da inviolabilidade à intimidade, à vida 
privada, à honra e à imagem
− princípio da liberdade do trabalho, ofício ou 
profissão
− Princípio da liberdade de reunião
− Princípio da liberdade de associação
− Princípio do acesso à Justiça
− princípio da fonte normativa mais favorável ao 
trabalhador, conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proteção da relação de emprego, 
conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proteção ao salário, conforme o art. 7º 
da CF/1988
− princípio da proteção do mercado de trabalho da 
mulher, conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proibição do trabalho infantil e da 
exploração do trabalho do adolescente, conforme 
o art. 7º da CF/1988
− Princípio da proteção do meio ambiente do trabalho
− princípio da primazia das negociações coletivas, 
etc.
− princípio da proteção
− princípio in dubio pro operário
− princípio da aplicação da norma mais favorável
− princípio da condição ou cláusula mais benéfica
− princípio da irrenunciabilidade ou indisponibilidade
− princípio da continuidade da relação de emprego
− princípio da primazia da realidade sobre a forma
− princípio da boa-fé
− princípio da garantia mínima de direitos trabalhistas 
(patamar civilizatório mínimo).
− princípio da supremacia do interesse público
− princípio da substituição automática das cláusulas 
contratuais
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MAPA MENTALMAPA MENTAL
Princípios
Funções
Descritivas
Normativas
Subsidiária – interpretativa/integrativa
Princípios 
Gerais de 
Direito
Princípio da boa-fé
Ex.: in dubio pro reo
Princípio da vedação do abuso do direito
Princípio da proteção
Princípio do regular exercício do direito
Princípio da primazia da 
realidade sobre a forma
Evitar abuso de direito
Não se pode beneficiar da 
sua própria torpeza
Princípios Específicos 
de Direito
Princípio da 
Proteção
In dubio pro operario
Princípio da norma mais favorável, com 
a ressalva da Reforma Trabalhista, em 
que o ACT prevalecerá sempre sobre a 
CCT
Princípio da condição mais benéfica
Princípio da 
Continuidade da 
Relação de Emprego
Natureza alimentar dos salários
Pedido de demissão tem que ser 
provado pelo empregador
Em regra: o contrato por prazo 
indeterminado
Justa causa tem que ser 
provada pelo empregador
Presunção relativa das 
anotações da CTPS
Exceção: contrato por prazo
determinado que deve ser 
FORMAL SEMPRE
Em regra: dispensa sem justa 
causa
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Direitos Trabalhistas
Absolutamente INDISPONÍVEIS: 
assinatura da CTPS, normas de 
dignidade, saúde, segurança etc.
Relativamente INDISPONÍVEIS: 
que a CF/1988 permite como 
negociação coletiva: ACT e CCT
Transação: ato BILATERAL, pelo 
qual as partes acertam direitos 
e obrigações (acordo)
Renúncia: ato UNILATERAL, em 
que o trabalhador se despoja de 
um direito de que é titular
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
O TST adota o princípio da TEORIA DO DESVIO PRODUTIVO, conforme decorrência da Teoria 
da Diagonalização dos direitos fundamentais.
002. 002. (INÉDITA/2026) A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação 
trabalhista, à inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho no que se 
refere a: Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS; contrato de trabalho, em especial:
a) registro de empregados e anotações na CTPS;
b) trabalho autônomo;
c) trabalho intermitente;
d) consórcio de empregadores rurais; contrato e nota contratual de músicos profissionais, 
artistas e técnicos de espetáculos de diversões; contrato de parceria entre os salões de 
beleza e os profissionais etc. Sobre essa Portaria, trata também da proibição de práticas 
discriminatórias no âmbito das relações de trabalho.
003. 003. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Esta portaria trata 
também da proibição de práticas discriminatórias no âmbito das relações de trabalho, 
previstas na Lei n. 7.716, de 5 de janeiro de 1989, na Lei n. 9.029, de 13 de abril de 1995, 
na Lei n. 12.984, de 2 de junho de 2014, na Lei n. 13.146, de 06 de julho de 2015 e no art. 
373-A do Decreto-Lei n. 5.452, de 1943 – CLT. No entanto, não se aplicam aos aprendizes 
e estagiários.
004. 004. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Sobre esta Portaria, as 
políticas, programase projetos desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Trabalho deverão 
contemplar ações de estímulo a inclusão da população negra.
005. 005. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Pela Portaria, Às 
pessoas com doenças relacionadas ao HIV não deve ser negada a possibilidade de continuar 
a realizar seu trabalho enquanto são clinicamente aptas a fazê-lo, mediante acomodações 
razoáveis sempre que necessário.
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Princípios do Direito do Trabalho 
Maria Rafaela
006. 006. (DEDALUS CONCURSOS/COREN-SC/ADVOGADO/2020) O chamado jus variandi refere-
se a casos excepcionais previstos expressamente no ordenamento jurídico, nos quais o 
empregador poderá alterar o contrato de trabalho unilateralmente, mesmo que em prejuízo 
ao trabalhador. Tais situações são exceções ao seguinte princípio trabalhista:
a) Princípio da condição mais benéfica.
b) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
c) Princípio da imperatividade das normas trabalhistas.
d) Princípio da norma mais favorável.
e) Princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao obreiro.
007. 007. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) O Tribunal Superior do Trabalho editou a 
Súmula de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato 
de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
008. 008. (GUALIMPE/PREFEITURA DE PORCIUNCULA-RJ/PROCURADOR ADJUNTO/2019) É o 
princípio que amplia a noção civilista de que o operador jurídico, no exame das declarações 
volitivas, deve atentar mais à intenção dos agentes do que ao envoltório formal através de 
que transpareceu à vontade.” O Direito Trabalhista, assim como outros ramos do Direito, é 
regido por diversos Princípios norteadores. Assinale a opção que diz respeito ao Princípio 
Trabalhista conceituado acima.
a) Princípio da Primazia da Realidade sobre a forma.
b) Princípio da Norma Mais Favorável.
c) Princípio da Condição Mais Benéfica.
d) Princípio da Proteção.
009. 009. (INAZ DO PARÁ/CRF-AC/ADVOGADO/2019) A permanência de cláusulas contratuais 
que são mais vantajosas ao trabalhador e que devem permanecer durante a vigência do 
vínculo empregatício, trata-se do princípio:
a) Princípio da primazia da realidade.
b) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
c) Princípio da proteção.
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d) Princípio continuidade da relação de emprego.
e) Princípio da condição mais benéfica.
010. 010. (QUADRIX/CRP 17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
Após a Reforma Trabalhista, trazida pela Lei n. 13.467/2017, houve a previsão de o empregado 
negociar livremente com seu empregador, nas mesmas condições concedidas aos sindicatos, 
as cláusulas do contrato de trabalho. Dessa forma, é certo que o princípio da proteção ao 
trabalhador não esteja mais presente nas relações trabalhistas, independentemente do 
nível de instrução do empregado, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
011. 011. (QUADRIX/CRP-17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
O princípio da aplicação da norma mais favorável ao trabalhador é absoluto e poderá ser 
aplicado mesmo quando existirem normas de ordem pública.
012. 012. (CONSULPAM/PREFEITURA DE VIANA-ES/ADVOGADO/2019) Relativamente aos princípios 
do Direito do Trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
a) A visão mais ampla do princípio da norma mais favorável entende que este atua em tríplice 
dimensão no Direito do Trabalho: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante.
b) O princípio da condição mais benéfica dispõe que o operador do Direito do Trabalho deve 
optar pela regra, norma jurídica, mais favorável ao obreiro.
c) O in dubio pro operário é regra de aplicação da norma, visa proteger o empregado. Em 
caso de dúvida quanto a que norma aplicar, aplica-se a mais benéfica.
d) O princípio da irrenunciabilidade se traduz em proteção ao empregador, que não poderá 
voluntariamente renunciar seus direitos.
013. 013. (IDECAN/CRF-SP/PROCURADOR/2018) Julgue o item que se segue. Segundo o jurista 
Robert Alexy, os princípios estabelecem preceitos de otimização, enquanto a regra normativa 
indica uma consequência jurídica a cada fato/situação. Para o direito do trabalho, os 
princípios representam valores fundamentais que constituem o núcleo do próprio sistema 
jurídico trabalhista. O in dubio pro operario é uma das três regras de aplicação normativa 
que integram o princípio da razoabilidade.
014. 014. (QUADRIX/CRP-17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, o contrato de trabalho é firmado 
por tempo indeterminado, ou seja, não há prazo previamente fixado para seu fim. Assim, 
a obrigação de provar a ruptura do contrato de trabalho é do empregador. Em respeito 
ao princípio da primazia da realidade, o trabalho exercido de fato não se sobrepõe às 
disposições contratuais escritas.
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015. 015. (CIEE/TRT-10ª/ESTAGIÁRIO DE DIREITO/2019) O artigo 7º, VI, da Constituição Federal 
de 1988 dispõe que um dos direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais é a 
irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. Essa disposição 
constitui uma exceção ao princípio da(o)
a) irrenunciabilidade de direitos.
b) inalterabilidade contratual lesiva.
c) primazia da realidade.
d) in dubio pro operario.
016. 016. (FUNDEP/PREFEITURA DE CONTAGEM-MG/PROCURADOR/2019) Julgue o item 
que se segue.
O princípio da norma mais favorável tem relevância na fase pré-jurídica ao funcionar como 
critério de política legislativa, influindo no processo de construção do Direito do Trabalho 
como ramo jurídico especializado.
017. 017. (IBFC/EMDEC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019) Julgue o item que se segue.
O Direito do Trabalho é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições 
jurídicas e os princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. O princípio 
da irrenunciabilidade dos direitos determina que na mesma relação de emprego, uma 
vantagem já conquistada não deve ser reduzida.
018. 018. (IESES/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019) Em 
direito do trabalho, os fatos concretos do dia a dia laboral prevalecem sobre o conteúdo 
de documentos para estabelecer os efeitos jurídicos da relação trabalhista. A verdade dos 
fatos, prevalece sobrea verdade formal. Essa afirmação refere-se ao princípio da:
a) Primazia da realidade.
b) Continuidade da relação de emprego.
c) Irrenunciabilidade de direitos.
d) Intangibilidade da realidade.
019. 019. (CKM SERVIÇOS/EPTC/ADVOGADO/2017) Segundo Moraes Filho e Moraes (2003), às 
temáticas pautadas pelo Direito do Trabalho aplicam-se princípios norteadores peculiares, 
dos quais se exclui:
a) Irretroatividade da lei mais severa.
b) Irredutibilidade salarial
c) Primazia da realidade.
d) In dubio pro operario.
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020. 020. (IADES/CRN-3ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Em uma ação trabalhista, o reclamante 
afirma que diariamente prestava duas horas de jornada extraordinária sem, entretanto, 
receber os valores destas e os respectivos reflexos. Em sede contestatória, a empresa 
negou tal fato e apresentou cartões de ponto que demonstravam horários de entrada e 
saída uniformes (ponto britânico); por sua vez, o reclamante fez provas testemunhais que 
comprovavam o alegado na peça exordial. Ao analisar a lide, o juiz condenou a empresa ao 
pagamento das horas extras e dos respectivos reflexos. Tendo por base o caso hipotético 
apresentado, assinale a alternativa que corresponde ao princípio do direito do trabalho 
aplicado em sentença.
a) Indisponibilidade de direitos
b) Continuidade da relação de emprego
c) Primazia da realidade
d) Imperatividade das normas trabalhistas
e) Intangibilidade salarial
021. 021. (NC-UFPR/PREFEITURA DE CURITIBA-PR/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
A autonomia do direito do trabalho caracteriza-se pela extensão de sua matéria, métodos 
e princípios próprios. Por isso, para dominar tal ramo das ciências jurídicas e sociais, 
é preciso bem compreender os seus princípios, principalmente aqueles consagrados 
internacionalmente. O princípio da irrenunciabilidade está relativizado na atualidade nacional 
ante a equiparação legal de trabalhador e empregador na manifestação de vontades por 
ocasião da contratação.
022. 022. (INAZ DO PARÁ/CORE-PE/ASSISTENTE JURÍDICO/2019) Julgue o item que se segue.
Os princípios peculiares do direito do trabalho têm como funções informar o legislador, 
orientar o juiz na sua atividade interpretativa e, por fim, integrar o direito, que é sua função 
normativa. Dentre eles, temos o princípio da proteção, que está fundamentado no princípio 
da norma mais flexível que indica a existência de duas ou mais normas, cuja preferência na 
aplicação é objeto de polêmica. Esse princípio autoriza a aplicação da norma mais favorável, 
dependendo da hierarquia a qual está sendo submetido.
023. 023. (COSEAC/PREFEITURA DE MARICÁ/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Princípio 
concernente ao Direito do Trabalho, segundo o qual a verba salarial merece garantias 
diversificadas da ordem jurídica, de modo a assegurar seu valor, montante e disponibilidade 
em benefício do empregado:
a) primazia da realidade.
b) condição mais benéfica.
c) inalterabilidade contratual lesiva.
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d) intangibilidade salarial.
e) continuidade.
024. 024. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Havendo a coexistência de dois 
regulamentos de empresa, a opção do empregado por um deles, com prejuízo às regras do 
sistema do outro, não afronta o princípio da irrenunciabilidade.
025. 025. (NC-UFPR/PREFEITURA DE CURITIBA-PR/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade significa que, em caso de discordância entre o que 
ocorre na prática e o que emerge de documentos ou acordos, deve prevalecer o que sucede 
no terreno dos fatos.
026. 026. (INAZ DO PARÁ/CRF-PE/ADVOGADO/2018) Sobre o Direito do Trabalho, qual alternativa 
apresenta uma proposição incorreta?
a) O Direito do Trabalho é um ramo do Direito Público.
b) São fontes do Direito do Trabalho a Constituição Federal, as leis, os decretos e regulamentos, 
as portarias, acordos coletivos, convenção coletiva, sentença normativa, os regulamentos 
das empresas, os costumes e os contratos de trabalho.
c) Entende-se por acordo coletivo o pacto celebrado entre uma ou mais empresas com o 
sindicato dos empregados.
d) O contrato de trabalho é o acordo correspondente à relação de emprego.
e) A ideia de aplicação do que for mais benéfico para o trabalhador a partir da norma mais 
favorável identifica o princípio do in dubio pro operário.
027. 027. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Julgue o item que se segue.
O princípio da inalterabilidade contratual in pejus (art. 468 da Consolidação das Leis do 
Trabalho) assegura ao empregado ocupante de função de confiança o direito à manutenção 
da gratificação correspondente após a reversão ao emprego efetivo, independentemente 
da existência de justo motivo a fundamentar tal reversão.
028. 028. (INSTITUTO AOCP/TRT-1ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018) Os princípios estão situados 
no ordenamento jurídico cumprindo uma função integrativa de lacunas, partindo das 
leis para atingir as regras gerais que delas derivam. Com base nessa premissa, assinale a 
alternativa correta.
a) O princípio da proteção, que busca conferir ao trabalhador uma equidade processual, 
subdivide-se em 3 (três) outros princípios: in dubio pro societa, da aplicação da norma mais 
favorável e da condição mais benéfica
b) Segundo o princípio da primazia da realidade no Direito do Trabalho, predomina a verdade 
real em face da verdade formal, ou seja, predomina a verdade da forma em face da verdade 
dos fatos.
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c) Em relação ao princípio da aplicação da norma mais favorável, a Teoria do Conglobamento 
defende que através da comparação das diversas regras sobre cada instituto ou matéria, 
respeitando-se o critério da especialização, deve ser buscada a norma mais favorável ao caso.
d) O princípio da inalterabilidade contratual veda a possibilidade de alterações no contrato 
de trabalho, lesivas ou benéficas ao trabalhador.
e) O princípio da vedação à redução Salarial não sofre qualquer tipo de mitigação, não 
podendo Acordo Coletivo de Trabalho ou Convenção Coletiva de Trabalho dispor sobre 
redução salarial.
029. 029. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Os princípios exercem um papel 
constitutivo da ordem jurídica, cuja interpretação leva em consideração os valores que os 
compõem. Nesse sentido, o entendimento jurisprudencial adotado pelo Tribunal Superior 
do Trabalho de que o encargo de provar o término do contrato de trabalho, quando negados 
a prestação de serviço e o despedimento é do empregador está embasado no princípio
a) protetor.
b) da primazia da realidade.
c) da irrenunciabilidade.
d) da continuidade da relação de emprego.
e) da boa-fé contratual subjetiva.
030. 030. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Invocando a regra da condição mais benéfica 
ao empregado, que se insere no princípio da proteção peculiar ao Direito do Trabalho, é 
corretoafirmar:
a) Havendo conflito entre duas normas jurídicas, prevalece a mais favorável ao empregado.
b) Havendo dúvida quanto ao alcance da norma tutelar, julga-se a favor do empregado.
c) As normas legais não prevalecem diante de normas instituídas por convenção ou acordo 
coletivo, por terem estas destinação mais específica.
d) A supressão de direitos trabalhistas instituídos por regulamento de empresa só alcança 
os empregados admitidos posteriormente.
e) As condições estabelecidas em convenção coletiva de trabalho, quando mais favoráveis, 
prevalecem sobre as estipuladas em acordo.
031. 031. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALH0/2017) Sobre os princípios norteadores do Direito do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade ou do contrato realidade autoriza a descaracterização 
de uma pactuada relação civil de prestação de serviços, instrumentalizada em documento 
escrito, desde que, no cumprimento do contrato, despontem, objetivamente, todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego. O princípio da intangibilidade salarial 
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deve ser analisado de forma absoluta, admitindo-se exceção única quando se verificar 
a anuência expressa do trabalhador, por escrito, em razão da efetiva possibilidade de 
manutenção de seu emprego.
032. 032. (CEBRESPE/DPU/DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO/2017) A respeito da estabilidade 
no trabalho e da terceirização trabalhista, julgue o item a seguir, tendo como referência o 
entendimento dos tribunais superiores. Em razão do princípio constitucional de proteção ao 
nascituro, assegura-se à empregada pública grávida, mesmo que ela tenha sido contratada 
sem prévia aprovação em concurso público, a continuidade laboral em razão da garantia 
de emprego à gestante.
033. 033. (INSTITUTO AOCP/EBSHER/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2015) Qual é o princípio que, de 
acordo com o art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante ao trabalhador 
que, no exercício de sua função, realize trabalho idêntico para o mesmo empregador e 
localidade, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade?
a) Economia salarial.
b) Moralidade.
c) Isonomia salarial.
d) Liberdade.
e) Impessoalidade.
034. 034. (IBEG/IPREV/CONTADOR/2017) Os princípios gerais da Constituição, aplicáveis ao Direito 
do Trabalho. Analise a validade das suposições abaixo e assinale a alternativa ERRADA.
a) O respeito à dignidade humana
b) Os valores sociais do trabalho
c) Da livre-iniciativa
d) A inviolabilidade do direito à vida
e) A interferência do Estado na organização sindical.
035. 035. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Acerca dos princípios específicos 
do Direito do Trabalho, podemos afirmar o que se segue, exceto:
A adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho às mulheres 
e aos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de 
critério de admissão por motivo de religião, crença, raça ou sexo; o princípio da continuidade 
da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores.
036. 036. (FAURGS/HCA/ADVOGADO/2016) Julgue o item que se segue.
O princípio da condição mais benéfica importa na garantia de preservação, ao longo de 
todo o período correspondente à relação de emprego, da condição laboral mais vantajosa 
ao trabalhador, seja ela proveniente de cláusula contratual alterada, de convenção ou de 
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acordo coletivo anterior (portanto, já substituído) com vigência já expirada, ou ainda, de 
lei (regra estatal) expressamente revogada.
037. 037. (FCC/TRT-24ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2017) No estudo da Teoria Geral do Direito do 
Trabalho é correto afirmar que na hipótese de um instrumento coletivo de trabalho dispor 
sobre norma prevista na Consolidação das Leis do Trabalho − CLT, porém com determinação 
de multa com valor superior em caso de infração, é de se aplicar aquela norma em detrimento 
desta, com fundamento no princípio da
a) primazia da realidade.
b) boa fé contratual objetiva.
c) intangibilidade contratual objetiva.
d) aplicação da norma mais favorável.
e) leal contraprestação.
038. 038. (FCC/TRT-24ª /ANALISTA JUDICIÁRIO /2017) O advogado Hércules pretende fundamentar 
uma tese na petição inicial de reclamatória trabalhista utilizando o ditame segundo o 
qual, ainda que haja mudanças vertiginosas no aspecto de propriedade ou de alteração da 
estrutura jurídica da empresa, não pode haver afetação quanto ao contrato de trabalho já 
estabelecido. Tal valor está previsto no princípio de Direito do Trabalho denominado
a) razoabilidade.
b) disponibilidade subjetiva.
c) responsabilidade solidária do empregador.
d) asserção empresarial negativa.
e) continuidade da relação de emprego.
039. 039. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Acerca dos princípios específicos 
do Direito do Trabalho, podemos afirmar o que se segue:
De acordo com a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, o princípio 
da primazia da realidade sobre a forma autoriza a descaracterização de um contrato de 
prestação civil de serviços, desde que despontem, ao longo de sua execução, todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego.
040. 040. (TRT-22ª/TRT-22ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade é manejado, como exemplo, sobre a análise das provas 
da prestação de serviços com objetivo de identificar o conteúdo verídico da relação jurídica, 
pouco importando o nome dado pelas partes litigantes.
041. 041. (FCC/TRT-20ª/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) A restrição à autonomia da vontade 
inerente ao contrato de trabalho, em contraponto à soberania da vontade contratual das 
partes que prevalece no Direito Civil, é tida como instrumento que assegura as garantias 
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fundamentais do trabalhador, em face do desequilíbrio de poderes inerentes ao contrato 
de emprego, é expressão do princípio da
a) autonomia privada coletiva.
b) condição mais benéfica.
c) primazia da realidade.
d) imperatividade das normas trabalhistas.
e) prevalência do negociado em face do legislado.
042. 042. (TRT-22ª/TRT-22ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Julgue o item que se segue.
O princípio da continuidade da relação de emprego faz pressupor que o contrato de trabalho 
é por tempo indeterminado, que o trabalhador não pediu demissão e não abandonou o 
emprego, excetuando-se a sua aplicação quando apura-se a ocorrência de justa causa para 
despedida do empregado.
043. 043. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015) Os princípios são proposições 
genéricas que exercem as funções informativa, normativa e interpretativa da ciência jurídica. 
Em relação aos princípios aplicáveis ao Direito do Trabalho, é correto afirmar:
a) Derivado do princípio da intangibilidade salarial surge o princípio da irredutibilidade 
salarial que admite exceções somentequando houver autorização expressa do trabalhador.
b) Desde que o trabalhador seja maior e capaz serão válidas a renúncia e a transação, 
independentemente de previsão legal, ainda que lhe importem em prejuízos indiretos.
c) São princípios constitucionais específicos do Direito do Trabalho: liberdade sindical, 
reconhecimento das convenções e acordos coletivos, proteção em face da automação.
d) O princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui em presunção favorável 
ao empregador, razão pela qual o encargo em provar o término do contrato de trabalho é 
do trabalhador, quando negadas a prestação dos serviços e o despedimento.
e) Com o objetivo de assegurar a eficácia e a segurança dos atos jurídicos no Direito do 
Trabalho, como regra geral, a formalidade deve prevalecer sobre a realidade dos fatos.
044. 044. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Julgue o item que se segue.
De acordo com a doutrina pátria, o princípio da norma mais favorável dispõe que, o operador 
do Direito do Trabalho, deve optar pela regra mais favorável ao obreiro em três dimensões 
distintas: no princípio orientador da ação legislativa, no princípio orientador do processo de 
hierarquização de normas trabalhistas e no princípio orientador do processo de revelação 
do sentido da regra trabalhista.
045. 045. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Julgue o item a seguir 
com base nos princípios do direito do trabalho. Será nulo o contrato individual de trabalho 
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que preveja remuneração das horas extras com adicional de 100% sobre a hora normal, 
uma vez que a Constituição Federal de 1988 (CF) determina acréscimo de apenas 50%.
046. 046. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Julgue o item que se segue.
O princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas está materializado em vários 
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho, dentre os quais se destaca o artigo 9º, 
que dispõe que serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, 
impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na referida Consolidação.
047. 047. (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA/2022) João possui uma rede de restaurantes com 
mais de 100 funcionários e, no ano de 2019, em razão da crise econômica vivenciada no 
Brasil, a qual atingiu diretamente a empresa, João reuniu-se com os funcionários, restando 
acordada a redução temporária de salários, conforme documento reduzido a termo assinado 
pelos funcionários. Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir com base 
no direito constitucional dos trabalhadores e nos princípios que regem o direito do trabalho. 
É válido o termo assinado pelos funcionários porque a redução temporária dos salários visa 
à valorização do princípio da continuidade da relação de emprego.
048. 048. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO/PROCURADOR/2021) Assinale a alternativa 
contrária ao princípio do Direito do Trabalho.
a) Alterabilidade contratual lesiva.
b) In dubio pro operario.
c) Primazia da realidade.
d) Intangibilidade salarial.
e) Proteção.
049. 049. (FCC/PGE-GO/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Em relação aos princípios que norteiam o 
Direito do Trabalho, considerando-se a doutrina, a legislação e as Súmulas de Jurisprudência 
do Tribunal Superior do Trabalho,
a) de acordo com o princípio da intangibilidade contratual objetiva, o conteúdo do contrato de 
emprego pode ser modificado, caso ocorra efetiva mudança no plano do sujeito empresarial.
b) o princípio da irrenunciabilidade informa que o Direito do Trabalho impede a supressão 
de direitos trabalhistas em face do exercício, pelo devedor trabalhista, de prerrogativa legal.
c) não há nenhum dispositivo expresso que atribui aos princípios uma função integrativa ou 
que indique a primazia do interesse público na Consolidação das Leis do Trabalho, porque 
a mesma regula o contrato individual nas relações de trabalho.
d) em razão do princípio da primazia da realidade sobre a forma, o Juiz do Trabalho privilegia 
a situação de fato, devidamente comprovada, em detrimento dos documentos ou do rótulo 
conferido à relação de direito material.
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e) o princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui presunção favorável ao 
empregador, razão pela qual tanto o ônus da prova quanto seu término é do empregado, 
nas hipóteses em que são negados a prestação dos serviços e o despedimento.
050. 050. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA/2015) Considere:
I – Inobstante o princípio basilar do Direito Individual do Trabalho no tocante à indisponibilidade 
dos direitos trabalhistas, não há impedimento na supressão de direitos trabalhistas em 
face do exercício, pelo devedor trabalhista, da arguição da prescrição ou em face do não 
exercício, pelo credor trabalhista, de prerrogativa legal, como no caso da decadência.
II – A renúncia e a transação são exemplos de supressão de direitos trabalhistas, operadas 
pelos titulares de seus direitos, sendo a renúncia ato unilateral da parte e a transação ato 
bilateral, pelo qual se acertam direitos e obrigações entre as partes acordantes, mediante 
concessões recíprocas.
III – Mesmo sendo titular de um direito indisponível, o trabalhador não pode dispor de todos 
os seus direitos trabalhistas, que estão acobertados pela indisponibilidade absoluta, como 
é o caso do direito ao registro em CTPS, ao salário-mínimo e à incidência das normas de 
proteção à saúde e segurança do trabalhador.
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas.
d) II, apenas.
e) I, apenas.
051. 051. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA/2015) O Tribunal Superior do Trabalho editou a Súmula 
de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato de 
trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
052. 052. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item que se segue.
A renúncia e a transação são exemplos de supressão de direitos trabalhistas, operadas 
pelos titulares de seus direitos, sendo a renúncia ato unilateral da parte e a transação ato 
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bilateral, pelo qual se acertam direitos e obrigações entre as partes acordantes, mediante 
concessões recíprocas.
053. 053. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item que se segue.
Mesmo sendo titular de um direito indisponível, o trabalhador não pode dispor de todos 
os seus direitos trabalhistas, que estão acobertados pela indisponibilidade absoluta, como 
é o caso do direito ao registro em CTPS,princípio da 
proporcionalidade.
Num segundo prisma, os princípios possuem uma matriz de interpretação jurídica, bem 
como aplicação no caso concreto. Pode-se chamar isso de função descritiva.
Também podem atuar na omissão da lei, funcionando como peças importantes na 
integração do sistema. Assim, temos uma função subsidiária.
Ou, ainda, os princípios podem atuar de forma a tratar diretamente um caso concreto 
e, com isso, existe sua função normativa.
Entre esses princípios que sintetizam normas, temos alguns princípios expressamente 
previstos na CF/1988, chamados princípios constitucionais do trabalho, os quais podemos 
citar: a) a dignidade da pessoa humana; b) o princípio da valorização do trabalho e do 
emprego; c) o princípio da não discriminação; d) o princípio da igualdade etc.
Para o direito do trabalho, nos termos do artigo 8º da CLT, são aplicáveis como fontes 
tanto os princípios gerais quanto os princípios específicos do direito do trabalho.
Em relação aos princípios gerais aplicados ao direito do trabalho, podemos citar, por 
exemplo, o princípio da inalterabilidade contratual lesiva, a lealdade e a boa-fé como 
presunção inicial dos comportamentos humanos.
Nesse caso, Godinho (2019, p. 228-229) ressalta como princípios gerais utilizados no 
âmbito do direito do trabalho: a) lealdade e boa-fé; b) não alegação da própria torpeza; c) 
efeito lícito do exercício regular do próprio direito; d) vedação da prática de abuso de direito.
Segundo o jurista Robert Alexy, os princípios estabelecem preceitos de otimização, 
enquanto a regra normativa indica uma consequência jurídica para cada fato ou situação. 
Para o direito do trabalho, os princípios representam valores fundamentais que constituem 
o núcleo do próprio sistema jurídico trabalhista. Isso, inclusive, foi mencionado na prova 
de concurso.
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Diante disso, vamos trabalhar com uma tabela para explicar melhor a situação:
Funções dos princípios
Descritiva Interpretativa/Integrativa Normativa
Os princípios atuam aqui ajudando 
na descrição da norma futura, 
servindo como espelho para o 
legislador. Por isso, o princípio 
“descreve” o que deve ser feito.
Na interpretação, existe uma lei e o 
princípio auxilia na máxima utilização da 
norma. Na integração, ele age na ausência 
de norma sobre o tema. Por isso, neste 
último, é uma função supletiva.
O princípio se 
transforma 
efetivamente em uma 
norma jurídica.
Entre os princípios específicos do direito do trabalho, passaremos a analisar cada 
capítulo a seguir.
001. 001. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) De acordo com a doutrina pátria, o princípio 
da norma mais favorável dispõe que, o operador do Direito do Trabalho, deve optar pela 
regra mais favorável ao obreiro em três dimensões distintas: no princípio orientador da ação 
legislativa, no princípio orientador do processo de hierarquização de normas trabalhistas 
e no princípio orientador do processo de revelação do sentido da regra trabalhista.
São triplas as funções de qualquer um dos princípios específicos do direito do trabalho, 
desde a sua construção até mesmo em relação à aplicação e à interpretação pelo operador 
do direito. Isso se aplica a qualquer um dos princípios que forem mencionados.
Certo.
A visão mais ampla do princípio da norma mais favorável entende que este atua em tríplice 
dimensão no direito do trabalho: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante.
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Ainda sobre os princípios do direito do trabalho, temos a classificação trazida por 
Leite (2022, p. 122/123) em princípios de natureza constitucional e infraconstitucional, 
destacando-se, entre estes últimos, a incidência do artigo 8º da CLT, conforme a tabela abaixo:
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE DIREITO DO 
TRABALHO
PRINCÍPIOS INFRACONSTITUCIONAIS DE DIREITO 
DO TRABALHO
− princípio da dignidade da pessoa humana, conforme 
o art. 1º, III, da CF/1988, pois todo trabalhador é 
uma pessoa.
− Princípio do valor social do trabalho
− princípio do valor social da livre iniciativa, com o 
princípio do valor social da propriedade e o princípio 
da função social da empresa.
− Princípio da solidariedade
− princípio da correção das desigualdades sociais e 
regionais
− princípio da não discriminação
− princípio da correção das injustiças sociais
− princípios da proporcionalidade e da razoabilidade
− Princípio da legalidade
− princípio da inviolabilidade à intimidade, à vida 
privada, à honra e à imagem
− princípio da liberdade do trabalho, ofício ou 
profissão
− Princípio da liberdade de reunião
− Princípio da liberdade de associação
− princípio do acesso à Justiça
− princípio da fonte normativa mais favorável ao 
trabalhador, conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proteção da relação de emprego, 
conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proteção ao salário, conforme o art. 7º 
da CF/1988
− princípio da proteção do mercado de trabalho da 
mulher, conforme o art. 7º da CF/1988
− princípio da proibição do trabalho infantil e da 
exploração do trabalho do adolescente, conforme 
o art. 7º da CF/1988
− Princípio da proteção do meio ambiente do trabalho
− princípio da primazia das negociações coletivas, 
etc.
− Princípio da proteção
− princípio in dubio pro operário
− Princípio da aplicação da norma mais favorável
− princípio da condição ou cláusula mais benéfica
− princípio da irrenunciabilidade ou indisponibilidade
− princípio da continuidade da relação de emprego
− princípio da primazia da realidade sobre a forma
− princípio da boa-fé
− princípio da garantia mínima de direitos trabalhistas 
(patamar civilizatório mínimo).
− princípio da supremacia do interesse público
− princípio da substituição automática das cláusulas 
contratuais
Sobre o PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, o doutrinador Leite (2022, p. 
123) comentou:
O epicentro de todo o ordenamento jurídico brasileiro é o princípio da dignidade da pessoa humana 
(CF, art. 1, III), razão pela qual não há necessidade de muito esforço intelectivo para demonstrar 
que tal princípio alcança em cheio o direito do trabalho, pois todo trabalhador (ou trabalhadora) 
é, antes de tudo, uma pessoa humana. (…) Sob o enfoque do princípio da dignidade humana no 
âmbito do direito do trabalho, o STF reconheceu que: A escravidão moderna é mais sutil que no 
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século 19 e o cerceamento à liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos 
e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o 
como coisa, e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas 
também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do trabalho digno.
Continuando nosso estudo, em relação ao princípio da fonte normativa mais favorável 
ao trabalhador, o doutrinadorao salário-mínimo e à incidência das normas de 
proteção à saúde e segurança do trabalhador.
054. 054. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Julgue o item que se segue.
A renúncia a direitos futuros é, em regra, inadmissível, sendo proibido pelo TST, inclusive, 
a pré-contratação de horas extras pelos bancários quando da sua admissão.
055. 055. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Julgue o item que se segue.
O direito ao aviso prévio é renunciável pelo empregado, sendo que o pedido de dispensa de 
cumprimento sempre exime o empregador de pagar o respectivo valor.
056. 056. (FCC/MPU/ANALISTA/2009) Julgue o item que se segue.
Em virtude dos princípios que informam o Direito do Trabalho, a renúncia e a transação 
devem ser tidas como exceção, não sendo admitida a renúncia tacitamente manifestada 
nem interpretação extensiva do ato pelo qual o trabalhador se despoja de direitos que lhe 
são assegurados.
057. 057. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Julgue o item que se segue.
Os princípios são conceituados, segundo o professor uruguaio Américo Plá Rodriguez, como 
“linhas diretrizes que informam algumas normas e inspiram diretamente ou indiretamente 
uma série de soluções, pelo que podem servir para promover e embasar a aprovação de 
novas normas, orientar a interpretação das existentes e resolver os casos não previstos”. O 
princípio da proteção está ligado à própria razão de ser do direito individual e coletivo do 
trabalho, uma vez que se busca compensar a desigualdade existente no âmbito do contrato 
individual do trabalho e na seara das negociações coletivas de trabalho.
058. 058. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Julgue o item que se segue.
O princípio da prevalência da condição mais benéfica revela que tudo aquilo que o empregador 
fornecer habitualmente ao empregado, desde que previsto de forma expressa no contrato 
individual de trabalho, será incorporado ao patrimônio jurídico do trabalhador, revestindo-
se do caráter de direito adquirido.
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GABARITOGABARITO
1. C
2. C
3. E
4. C
5. C
6. e
7. b
8. a
9. e
10. E
11. E
12. a
13. E
14. E
15. b
16. C
17. C
18. a
19. a
20. c
21. E
22. E
23. d
24. C
25. C
26. a
27. E
28. c
29. d
30. d
31. E
32. E
33. c
34. e
35. E
36. E
37. d
38. e
39. C
40. C
41. d
42. E
43. c
44. C
45. E
46. C
47. E
48. a
49. d
50. a
51. b
52. C
53. C
54. C
55. E
56. C
57. E
58. E
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
O TST adota o princípio da TEORIA DO DESVIO PRODUTIVO, conforme decorrência da Teoria 
da Diagonalização dos direitos fundamentais.
No âmbito deste estudo sobre a aplicação dos princípios dos direitos fundamentais, destaca-
se uma interessante teoria abordada pelo TST, denominada Teoria do Desvio Produtivo 
no âmbito do Direito do Trabalho, que repete os passos do Superior Tribunal de Justiça, 
o qual também aplica a teoria em relações de consumo. Referida teoria foi apresentada, 
pela primeira vez, em 2021, pelo TST, como decorrência da Teoria da Diagonalização dos 
Direitos Fundamentais. Segundo o advogado Marcos Dessaune, precursor da aplicação desta 
teoria, caracteriza-se por patente perda de tempo útil, vendo-se o consumidor compelido 
a “desperdiçar o seu tempo e desviar as suas competências — de uma atividade necessária 
ou por ele preferida — para tentar resolver um problema criado pelo fornecedor, a um 
custo de oportunidade indesejado, de natureza irrecuperável”. Então, por exemplo, isso 
fundamentaria o direito aos danos morais quando a CTPS do obreiro não foi assinada.
Certo.
002. 002. (INÉDITA/2026) A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação 
trabalhista, à inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho no que se 
refere a: Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS; contrato de trabalho, em especial:
a) registro de empregados e anotações na CTPS;
b) trabalho autônomo;
c) trabalho intermitente;
d) consórcio de empregadores rurais; contrato e nota contratual de músicos profissionais, 
artistas e técnicos de espetáculos de diversões; contrato de parceria entre os salões de 
beleza e os profissionais etc. Sobre essa Portaria, trata também da proibição de práticas 
discriminatórias no âmbito das relações de trabalho.
Esta portaria trata também da proibição de práticas discriminatórias no âmbito das relações 
de trabalho, previstas na Lei n. 7.716, de 5 de janeiro de 1989, na Lei n. 9.029, de 13 de abril 
de 1995, na Lei n. 12.984, de 2 de junho de 2014, na Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015, e 
no art. 373-A do Decreto-Lei n. 5.452, de 1943 – CLT.
Certo.
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003. 003. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Esta portaria trata 
também da proibição de práticas discriminatórias no âmbito das relações de trabalho, 
previstas na Lei n. 7.716, de 5 de janeiro de 1989, na Lei n. 9.029, de 13 de abril de 1995, 
na Lei n. 12.984, de 2 de junho de 2014, na Lei n. 13.146, de 06 de julho de 2015 e no art. 
373-A do Decreto-Lei n. 5.452, de 1943 – CLT. No entanto, não se aplicam aos aprendizes 
e estagiários.
Com isso, abrange todos os trabalhadores que atuam sob todas as formas ou modalidades 
e em todos os locais de trabalho, inclusive:
I. as pessoas que exercem qualquer emprego ou ocupação;
II. as pessoas em formação, incluídos os estagiários e aprendizes;
III. os voluntários;
IV. as pessoas que estão à procura de um emprego e os candidatos a um emprego; e
V. os trabalhadores desligados ou suspensos do trabalho.
Errado.
004. 004. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Sobre esta Portaria, as 
políticas, programas e projetos desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Trabalho deverão 
contemplar ações de estímulo a inclusão da população negra.
As políticas, programas e projetos desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Trabalho deverão 
contemplar ações de estímulo à inclusão da população negra no mercado de trabalho, na 
forma prevista no Capítulo V da Lei n. 12.288, de 20 de julho de 2010.
Certo.
005. 005. (INÉDITA/2026) Julgue o item que se segue.
A Portaria n. 671/221 visa disciplinar as matérias referentes à legislação trabalhista, à 
inspeção do trabalho, às políticas públicas e às relações de trabalho. Pela Portaria, Às 
pessoas com doenças relacionadas ao HIV não deve ser negada a possibilidade de continuar 
a realizar seu trabalho enquanto são clinicamente aptas a fazê-lo, mediante acomodaçõesrazoáveis sempre que necessário.
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As ausências temporárias do trabalho por motivo de doença ou para prestar cuidados 
relacionados ao HIV e à AIDS devem ser tratadas da mesma maneira que as ausências por 
outros motivos de saúde. Às pessoas com doenças relacionadas ao HIV não deve ser negada 
a possibilidade de continuar a realizar seu trabalho enquanto forem clinicamente aptas a 
fazê-lo, mediante acomodações razoáveis sempre que necessário. Devem ser estimuladas 
medidas para realocar essas pessoas em atividades adaptadas às suas capacidades, apoiando 
sua requalificação profissional para o caso de procurarem outro trabalho ou facilitando 
seu retorno ao trabalho.
Certo.
006. 006. (DEDALUS CONCURSOS/COREN-SC/ADVOGADO/2020) O chamado jus variandi refere-
se a casos excepcionais previstos expressamente no ordenamento jurídico, nos quais o 
empregador poderá alterar o contrato de trabalho unilateralmente, mesmo que em prejuízo 
ao trabalhador. Tais situações são exceções ao seguinte princípio trabalhista:
a) Princípio da condição mais benéfica.
b) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
c) Princípio da imperatividade das normas trabalhistas.
d) Princípio da norma mais favorável.
e) Princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao obreiro.
O jus variandi é o poder do empregador, mas não é absoluto. Isso porque possui limites, na 
medida em que não pode existir prejuízo ao trabalhador quando há um comportamento 
exclusivamente unilateral do empregador que prejudique o obreiro. Nesses tipos de questões, 
é preciso também analisar se o direito mencionado é individual ou coletivo. No caso, trata-
se de uma situação de direito individual em que o trabalhador está em uma situação 
vulnerável e as alterações não podem prejudicá-lo. Na letra e, estamos diante da aplicação 
para alterar lesivamente o contrato de trabalho, que é justamente o princípio que evita 
situações desfavoráveis ao obreiro por vontade exclusiva de seu empregador respectivo.
Letra e.
007. 007. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) O Tribunal Superior do Trabalho editou a 
Súmula de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato 
de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
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a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
Dispõe a aludida súmula que o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando 
negadas a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da 
continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Nesse 
caso, tem-se claramente que se trata do princípio da continuidade da relação de emprego, 
na medida em que, em regra, é pela natureza alimentar dos salários que se fundamenta.
Letra b.
008. 008. (GUALIMPE/PREFEITURA DE PORCIUNCULA-RJ/PROCURADOR ADJUNTO/2019) É o 
princípio que amplia a noção civilista de que o operador jurídico, no exame das declarações 
volitivas, deve atentar mais à intenção dos agentes do que ao envoltório formal através de 
que transpareceu à vontade.” O Direito Trabalhista, assim como outros ramos do Direito, é 
regido por diversos Princípios norteadores. Assinale a opção que diz respeito ao Princípio 
Trabalhista conceituado acima.
a) Princípio da Primazia da Realidade sobre a forma.
b) Princípio da Norma Mais Favorável.
c) Princípio da Condição Mais Benéfica.
d) Princípio da Proteção.
Nesse caso, em que prevalece muito mais o conteúdo do que os rótulos e formas, tem-se 
o princípio da primazia da realidade sobre a forma, principalmente porque estamos diante 
da busca da verdade material. Nesse ponto, a vontade das partes é mais forte do que os 
rótulos.
Letra a.
009. 009. (INAZ DO PARÁ/CRF-AC/ADVOGADO/2019) A permanência de cláusulas contratuais 
que são mais vantajosas ao trabalhador e que devem permanecer durante a vigência do 
vínculo empregatício, trata-se do princípio:
a) Princípio da primazia da realidade.
b) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
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c) Princípio da proteção.
d) Princípio continuidade da relação de emprego.
e) Princípio da condição mais benéfica.
No caso da questão, estamos falando de condições do trabalhador que são favoráveis e 
que se incorporariam, em tese, ao seu contrato de trabalho. Logo, são as condições que se 
tornam mais benéficas e favoráveis, devendo isso ser norte do princípio e da sua respectiva 
aplicação.
Letra e.
010. 010. (QUADRIX/CRP 17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
Após a Reforma Trabalhista, trazida pela Lei n. 13.467/2017, houve a previsão de o empregado 
negociar livremente com seu empregador, nas mesmas condições concedidas aos sindicatos, 
as cláusulas do contrato de trabalho. Dessa forma, é certo que o princípio da proteção ao 
trabalhador não esteja mais presente nas relações trabalhistas, independentemente do 
nível de instrução do empregado, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Não é verdade a premissa. A arbitragem individual, permitida pela Reforma Trabalhista, 
exige que o indivíduo tenha, concomitantemente, a instrução em nível superior completo 
e que ganhe mais do que o dobro da maior remuneração paga no RGPS. São requisitos 
cumulativos e, portanto, a arbitragem individual, como sugere a questão, tem aplicação 
restritiva. E, ainda assim, subsiste o princípio da proteção. Destaque-se que essa arbitragem 
individual não é a regra do sistema. Prestigia-se, em nosso ordenamento constitucional 
e infraconstitucional, a arbitragem coletiva, em nível de negociação por acordo coletivo e 
convenção coletiva do trabalho.
Errado.
011. 011. (QUADRIX/CRP-17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
O princípio da aplicação da norma mais favorável ao trabalhador é absoluto e poderá ser 
aplicado mesmo quando existirem normas de ordem pública.
Não há princípios absolutos, sendo todos relativos. Logo, a premissa incorre em erro ao 
afirmar que os efeitos dos princípios são incontestáveis ou inflexíveis. Os princípios são, 
portanto, relativos.
Errado.
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012. 012. (CONSULPAM/PREFEITURA DE VIANA-ES/ADVOGADO/2019)Relativamente aos princípios 
do Direito do Trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
a) A visão mais ampla do princípio da norma mais favorável entende que este atua em tríplice 
dimensão no Direito do Trabalho: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante.
b) O princípio da condição mais benéfica dispõe que o operador do Direito do Trabalho deve 
optar pela regra, norma jurídica, mais favorável ao obreiro.
c) O in dubio pro operário é regra de aplicação da norma, visa proteger o empregado. Em 
caso de dúvida quanto a que norma aplicar, aplica-se a mais benéfica.
d) O princípio da irrenunciabilidade se traduz em proteção ao empregador, que não poderá 
voluntariamente renunciar seus direitos.
De fato, na melhor doutrina, os princípios possuem visão tríplice, ou seja, descritiva 
(informativa), em que atuam no momento da elaboração da norma; na função normativa 
(interpretativa) e, ainda, hierárquica. Não se deve confundir o princípio da condição da 
norma mais favorável, que se refere à cláusula mais favorável, com o princípio da norma 
mais benéfica, que consiste na aplicação da norma mais favorável. Isso não se confunde 
com o princípio in dubio pro misero. Essa questão foi muito bem elaborada.
b) Errada. Aqui é o princípio da condição mais benéfica.
c) Errada. Existe uma confusão entre os princípios.
d) Errada. Pode haver renúncia em situação excepcional.
Letra a.
013. 013. (IDECAN/CRF-SP/PROCURADOR/2018) Julgue o item que se segue. Segundo o jurista 
Robert Alexy, os princípios estabelecem preceitos de otimização, enquanto a regra normativa 
indica uma consequência jurídica a cada fato/situação. Para o direito do trabalho, os 
princípios representam valores fundamentais que constituem o núcleo do próprio sistema 
jurídico trabalhista. O in dubio pro operario é uma das três regras de aplicação normativa 
que integram o princípio da razoabilidade.
A primeira premissa do conceito de Robert Alexy é correta e até citei no seu material de 
apoio. No entanto, estamos tratando do centro do princípio da proteção. O *in dubio pro 
operario* passa a ser o centro do sistema do PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO, e não da razoabilidade.
Errado.
014. 014. (QUADRIX/CRP-17ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, o contrato de trabalho é firmado 
por tempo indeterminado, ou seja, não há prazo previamente fixado para seu fim. Assim, 
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a obrigação de provar a ruptura do contrato de trabalho é do empregador. Em respeito 
ao princípio da primazia da realidade, o trabalho exercido de fato não se sobrepõe às 
disposições contratuais escritas.
A assertiva está errada, pois representa o contrário da premissa do princípio da continuidade 
da relação de emprego e da primazia da realidade sobre a forma. Em regra, o contrato de 
trabalho é por prazo indeterminado e o trabalho exercido de fato se sobrepõe às disposições 
contratuais escritas na medida em que a realidade fática tem mais valor que os documentos, 
por exemplo. Com isso, a primazia da realidade considera que os fatos e a prova destes 
prevalecem sobre meros aspectos formais. Além disso, quando estamos diante do princípio 
da continuidade do vínculo de emprego, a relação de trabalho sobrevive até mesmo diante 
de situações como sucessão trabalhista e de qualquer transformação empresarial. Nesse 
sentido, é valioso destacar que a premissa é exatamente a de compreender que, na dúvida, 
a relação de emprego continua, apesar das intempéries fáticas e jurídicas do empregador, 
como, por exemplo, situações de sucessões.
Errado.
015. 015. (CIEE/TRT-10ª/ESTAGIÁRIO DE DIREITO/2019) O artigo 7º, VI, da Constituição Federal 
de 1988 dispõe que um dos direitos conferidos aos trabalhadores urbanos e rurais é a 
irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. Essa disposição 
constitui uma exceção ao princípio da(o)
a) irrenunciabilidade de direitos.
b) inalterabilidade contratual lesiva.
c) primazia da realidade.
d) in dubio pro operario.
Na verdade, o enunciado se aplica muito mais ao princípio da irredutibilidade salarial, que, 
por sua vez, está atrelado ao princípio da intangibilidade contratual lesiva, relacionado aos 
problemas de salários, descontos etc.
Letra b.
016. 016. (FUNDEP/PREFEITURA DE CONTAGEM-MG/PROCURADOR/2019) Julgue o item 
que se segue.
O princípio da norma mais favorável tem relevância na fase pré-jurídica ao funcionar como 
critério de política legislativa, influindo no processo de construção do Direito do Trabalho 
como ramo jurídico especializado.
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A visão mais ampla do princípio da norma mais favorável entende que este atua em tríplice 
dimensão no direito do trabalho: informadora, interpretativa/normativa e hierarquizante. 
No caso da questão, estamos diante da fase de atuação dos princípios na elaboração da 
norma. Inclusive, isso está expressamente no livro de Godinho que usamos em nosso material 
como carro-chefe da melhor doutrina.
Certo.
017. 017. (IBFC/EMDEC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019) Julgue o item que se segue.
O Direito do Trabalho é o ramo da ciência do direito que versa sobre as normas, as instituições 
jurídicas e os princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. O princípio 
da irrenunciabilidade dos direitos determina que na mesma relação de emprego, uma 
vantagem já conquistada não deve ser reduzida.
O princípio da irrenunciabilidade de direitos é tratado como sinônimo do princípio da 
indisponibilidade de direitos, sendo esta uma opção de muitos doutrinadores. Por essa 
razão, a premissa está correta, pois é exatamente o fato de os direitos trabalhistas serem, 
em regra, indisponíveis e de que os direitos conquistados não podem ser suprimidos ou 
reduzidos.
Certo.
018. 018. (IESES/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS/2019) Em 
direito do trabalho, os fatos concretos do dia a dia laboral prevalecem sobre o conteúdo 
de documentos para estabelecer os efeitos jurídicos da relação trabalhista. A verdade dos 
fatos, prevalece sobre a verdade formal. Essa afirmação refere-se ao princípio da:
a) Primazia da realidade.
b) Continuidade da relação de emprego.
c) Irrenunciabilidade de direitos.
d) Intangibilidade da realidade.
O enunciado da questão se refere ao princípio da primazia da realidade sobre a forma, na 
medida em que, no direito do trabalho, a realidade tem muito mais valor que os rótulos, as 
formas e os formatos. A realidade deve prevalecer por ser mais benéfica ao trabalhador.
Letra a.
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019. 019. (CKM SERVIÇOS/EPTC/ADVOGADO/2017) Segundo Moraes Filho e Moraes (2003), às 
temáticas pautadas pelo Direito do Trabalho aplicam-se princípios norteadores peculiares, 
dos quais se exclui:
a) Irretroatividade da lei mais severa.
b) Irredutibilidadesalarial
c) Primazia da realidade.
d) In dubio pro operario.
Todas as alternativas, de fato, representam princípios do direito do trabalho, salvo a do item 
“a”, pois nem se cogita a irretroatividade da lei mais severa, na medida em que as regras 
de direito material do trabalho e processual do trabalho são imediatamente aplicadas, a 
exemplo do que ocorreu com a Reforma Trabalhista em novembro de 2017.
Letra a.
020. 020. (IADES/CRN-3ª REGIÃO/ADVOGADO/2019) Em uma ação trabalhista, o reclamante 
afirma que diariamente prestava duas horas de jornada extraordinária sem, entretanto, 
receber os valores destas e os respectivos reflexos. Em sede contestatória, a empresa 
negou tal fato e apresentou cartões de ponto que demonstravam horários de entrada e 
saída uniformes (ponto britânico); por sua vez, o reclamante fez provas testemunhais que 
comprovavam o alegado na peça exordial. Ao analisar a lide, o juiz condenou a empresa ao 
pagamento das horas extras e dos respectivos reflexos. Tendo por base o caso hipotético 
apresentado, assinale a alternativa que corresponde ao princípio do direito do trabalho 
aplicado em sentença.
a) Indisponibilidade de direitos
b) Continuidade da relação de emprego
c) Primazia da realidade
d) Imperatividade das normas trabalhistas
e) Intangibilidade salarial
No caso em liça, no caso hipotético, o juiz acertadamente julgou buscando a verdade 
material, ocasião em que se ateve mais aos fatos realmente ocorridos, como a prova oral 
colhida, do que propriamente às provas documentais.
Letra c.
021. 021. (NC-UFPR/PREFEITURA DE CURITIBA-PR/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
A autonomia do direito do trabalho caracteriza-se pela extensão de sua matéria, métodos 
e princípios próprios. Por isso, para dominar tal ramo das ciências jurídicas e sociais, 
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é preciso bem compreender os seus princípios, principalmente aqueles consagrados 
internacionalmente. O princípio da irrenunciabilidade está relativizado na atualidade nacional 
ante a equiparação legal de trabalhador e empregador na manifestação de vontades por 
ocasião da contratação.
A assertiva dessa questão está errada, pois não houve equiparação com a Reforma Trabalhista 
em relação à resolução de questões individuais e coletivas mediante o uso de arbitragem. 
Na verdade, existiu a possibilidade de arbitragem individual, mas em situações específicas e 
como exceção, não como regra. A arbitragem individual, permitida pela Reforma Trabalhista, 
exige que o indivíduo tenha, concomitantemente, a instrução em nível superior completo 
e que ganhe mais do que o dobro da maior remuneração paga no RGPS. São requisitos 
cumulativos e, portanto, a arbitragem individual, como sugere a questão, tem aplicação 
restritiva. E, ainda assim, subsiste o princípio da proteção. Destaca-se que essa arbitragem 
individual não é a regra do sistema. Prestigia-se, em nosso ordenamento constitucional 
e infraconstitucional, a arbitragem coletiva, em nível de negociação por acordo coletivo e 
convenção coletiva do trabalho.
Errado.
022. 022. (INAZ DO PARÁ/CORE-PE/ASSISTENTE JURÍDICO/2019) Julgue o item que se segue.
Os princípios peculiares do direito do trabalho têm como funções informar o legislador, 
orientar o juiz na sua atividade interpretativa e, por fim, integrar o direito, que é sua função 
normativa. Dentre eles, temos o princípio da proteção, que está fundamentado no princípio 
da norma mais flexível que indica a existência de duas ou mais normas, cuja preferência na 
aplicação é objeto de polêmica. Esse princípio autoriza a aplicação da norma mais favorável, 
dependendo da hierarquia a qual está sendo submetido.
As premissas estão todas equivocadas. Primeiramente, não há hierarquia tradicional no direito 
do trabalho. O que norteia a aplicação do direito do trabalho é a norma mais favorável. Logo, 
essa última frase da questão está totalmente errada. Além disso, é o princípio da proteção 
da norma mais favorável que se fundamenta no princípio da proteção, e não o contrário.
Errado.
023. 023. (COSEAC/PREFEITURA DE MARICÁ/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Princípio 
concernente ao Direito do Trabalho, segundo o qual a verba salarial merece garantias 
diversificadas da ordem jurídica, de modo a assegurar seu valor, montante e disponibilidade 
em benefício do empregado:
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a) primazia da realidade.
b) condição mais benéfica.
c) inalterabilidade contratual lesiva.
d) intangibilidade salarial.
e) continuidade.
De fato, quando se trata da proteção do salário do trabalhador, pela sua natureza de verba 
alimentar, inclusive nos termos do artigo 7º, IV e VI, da CF/1988, estamos diante do princípio 
que norteia a proteção desse salário e, com isso, falamos da “intangibilidade salarial”.
Letra d.
024. 024. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Havendo a coexistência de dois 
regulamentos de empresa, a opção do empregado por um deles, com prejuízo às regras do 
sistema do outro, não afronta o princípio da irrenunciabilidade.
A premissa é uma repetição da Súmula 51 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração 
do regulamento. (ex-Súmula n. 51 – RA 41/1973, DJ 14.06.1973)
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
Certo.
025. 025. (NC-UFPR/PREFEITURA DE CURITIBA-PR/ADVOGADO/2019) Julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade significa que, em caso de discordância entre o que 
ocorre na prática e o que emerge de documentos ou acordos, deve prevalecer o que sucede 
no terreno dos fatos.
No caso em liça, estamos tratando do princípio da primazia da realidade sobre as formas. 
Os rótulos não são suficientes no direito do trabalho, que aprofunda em demasia a situação 
real da relação jurídica travada entre as partes. Pela busca da verdade material, o juiz deve 
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analisar o conjunto de provas e, nessa análise, pode chegar à conclusão de que as provas 
documentais não indicam a verdade dos fatos, desconsiderando-as, por exemplo.
Certo.
026. 026. (INAZ DO PARÁ/CRF-PE/ADVOGADO/2018) Sobre o Direito do Trabalho, qual alternativa 
apresenta uma proposição incorreta?
a) O Direito do Trabalho é um ramo do Direito Público.
b) São fontes do Direito do Trabalho a Constituição Federal, as leis, os decretos e regulamentos, 
as portarias, acordos coletivos, convenção coletiva, sentença normativa, os regulamentos 
das empresas, os costumes e os contratos de trabalho.
c) Entende-se por acordo coletivo o pacto celebrado entre uma ou mais empresas com osindicato dos empregados.
d) O contrato de trabalho é o acordo correspondente à relação de emprego.
e) A ideia de aplicação do que for mais benéfico para o trabalhador a partir da norma mais 
favorável identifica o princípio do in dubio pro operário.
Todas as premissas estão corretas, mas a alternativa A está incorreta porque o direito do 
trabalho é um ramo do direito privado.
Letra a.
027. 027. (VUNESP/PGE-SP/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Julgue o item que se segue.
O princípio da inalterabilidade contratual in pejus (art. 468 da Consolidação das Leis do 
Trabalho) assegura ao empregado ocupante de função de confiança o direito à manutenção 
da gratificação correspondente após a reversão ao emprego efetivo, independentemente 
da existência de justo motivo a fundamentar tal reversão.
Com a Reforma Trabalhista, não existe mais a proteção dessa estabilidade financeira, nos 
termos do artigo 468, a seguir transcrito:
Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições 
por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, 
prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo 
empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função 
de confiança.
§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao 
empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não será 
incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função.
Errado.
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028. 028. (INSTITUTO AOCP/TRT-1ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018) Os princípios estão situados 
no ordenamento jurídico cumprindo uma função integrativa de lacunas, partindo das 
leis para atingir as regras gerais que delas derivam. Com base nessa premissa, assinale a 
alternativa correta.
a) O princípio da proteção, que busca conferir ao trabalhador uma equidade processual, 
subdivide-se em 3 (três) outros princípios: in dubio pro societa, da aplicação da norma mais 
favorável e da condição mais benéfica
b) Segundo o princípio da primazia da realidade no Direito do Trabalho, predomina a verdade 
real em face da verdade formal, ou seja, predomina a verdade da forma em face da verdade 
dos fatos.
c) Em relação ao princípio da aplicação da norma mais favorável, a Teoria do Conglobamento 
defende que através da comparação das diversas regras sobre cada instituto ou matéria, 
respeitando-se o critério da especialização, deve ser buscada a norma mais favorável ao caso.
d) O princípio da inalterabilidade contratual veda a possibilidade de alterações no contrato 
de trabalho, lesivas ou benéficas ao trabalhador.
e) O princípio da vedação à redução Salarial não sofre qualquer tipo de mitigação, não 
podendo Acordo Coletivo de Trabalho ou Convenção Coletiva de Trabalho dispor sobre 
redução salarial.
A questão foi muito bem elaborada. No caso em litígio, abordou as funções dos princípios, 
os conceitos de alguns dos princípios e a teoria do conglobamento. Ora, é possível reduzir 
salários, conforme o artigo 7º, VI, da CF/1988. Além disso, o princípio da inalterabilidade 
refere-se apenas à impossibilidade de alteração unilateral das regras maléficas. Se forem 
benéficas, as regras podem ser modificadas unilateralmente.
a) Errada. In dubio pro operário.
b) Errada. É o contrário.
d) Errada. Veda as maléficas.
e) Errada. Pode, sim, nos termos da CF/1988.
Letra c.
029. 029. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) Os princípios exercem um papel 
constitutivo da ordem jurídica, cuja interpretação leva em consideração os valores que os 
compõem. Nesse sentido, o entendimento jurisprudencial adotado pelo Tribunal Superior 
do Trabalho de que o encargo de provar o término do contrato de trabalho, quando negados 
a prestação de serviço e o despedimento é do empregador está embasado no princípio
a) protetor.
b) da primazia da realidade.
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c) da irrenunciabilidade.
d) da continuidade da relação de emprego.
e) da boa-fé contratual subjetiva.
A questão trata do princípio da continuidade da relação de emprego, na medida em que a 
regra é que os contratos de trabalho são por tempo indeterminado e a dispensa sem justa 
causa, em regra. As outras hipóteses são ônus do empregador. Na verdade, a assertiva está 
em conformidade com a súmula 212 do TST, que despenca em diversas bancas.
Letra d.
030. 030. (FCC/TRT-6ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018) Invocando a regra da condição mais benéfica 
ao empregado, que se insere no princípio da proteção peculiar ao Direito do Trabalho, é 
correto afirmar:
a) Havendo conflito entre duas normas jurídicas, prevalece a mais favorável ao empregado.
b) Havendo dúvida quanto ao alcance da norma tutelar, julga-se a favor do empregado.
c) As normas legais não prevalecem diante de normas instituídas por convenção ou acordo 
coletivo, por terem estas destinação mais específica.
d) A supressão de direitos trabalhistas instituídos por regulamento de empresa só alcança 
os empregados admitidos posteriormente.
e) As condições estabelecidas em convenção coletiva de trabalho, quando mais favoráveis, 
prevalecem sobre as estipuladas em acordo.
Dispõe a Súmula 51, I, do TST que as cláusulas regulamentares que revoguem ou alterem 
vantagens deferidas anteriormente só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação 
ou alteração do regulamento. Isso torna correta a alternativa C. Pela Reforma Trabalhista, 
o ACT prevalece sobre a CCT. Normas legais podem prevalecer diante de normas de ACT e 
CCT, desde que sejam mais favoráveis. A alternativa A está incorreta, pois agora existe a 
previsão de que o ACT prevaleça sempre sobre a CCT, mesmo que seja menos favorável ao 
trabalhador.
Letra d.
031. 031. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALH0/2017) Sobre os princípios norteadores do Direito do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade ou do contrato realidade autoriza a descaracterização 
de uma pactuada relação civil de prestação de serviços, instrumentalizada em documento 
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escrito, desde que, no cumprimento do contrato, despontem, objetivamente, todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego. O princípio da intangibilidade salarial 
deve ser analisado de forma absoluta, admitindo-se exceção única quando se verificar 
a anuência expressa do trabalhador, por escrito, em razão da efetiva possibilidade de 
manutenção de seu emprego.
Em razão do princípio da primazia da realidade, está correta a premissa. No entanto, a 
intangibilidade salarial não é absoluta, mas sim relativa, admitindo-se como exceção o 
artigo 7º, VI, da CF/1988 e, ainda, o artigo 503 da CLT.
Errado.
032.032. (CEBRESPE/DPU/DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO/2017) A respeito da estabilidade 
no trabalho e da terceirização trabalhista, julgue o item a seguir, tendo como referência o 
entendimento dos tribunais superiores. Em razão do princípio constitucional de proteção ao 
nascituro, assegura-se à empregada pública grávida, mesmo que ela tenha sido contratada 
sem prévia aprovação em concurso público, a continuidade laboral em razão da garantia 
de emprego à gestante.
Tanto o TST quanto o STF possuem como norte de proteção o nascituro, e não a gestante. O 
Plenário do Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento consolidado na Súmula 244 
do Tribunal Superior do Trabalho sobre a estabilidade da gestante, que o desconhecimento 
da gravidez no momento da dispensa da empregada não afasta a responsabilidade do 
empregador pelo pagamento da indenização por estabilidade.
Errado.
033. 033. (INSTITUTO AOCP/EBSHER/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2015) Qual é o princípio que, de 
acordo com o art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante ao trabalhador 
que, no exercício de sua função, realize trabalho idêntico para o mesmo empregador e 
localidade, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade?
a) Economia salarial.
b) Moralidade.
c) Isonomia salarial.
d) Liberdade.
e) Impessoalidade.
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A questão trata do princípio da isonomia, em que as pessoas devem ser tratadas igualmente, 
e um dos exemplos clássicos é a isonomia salarial. Nesse aspecto, vedam-se as práticas 
discriminatórias por razão de idade, sexo, gênero e nacionalidade quando há o desempenho 
das mesmas atividades e de igual formação profissional. Um dos reflexos desse princípio 
é o instituto da equiparação salarial. Veja essa indicação constitucional: não se admitem 
critérios de discriminação, por força expressa da CF/1988, da qual citamos o artigo 7º e 
incisos:
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por 
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência;
XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos.
Letra c.
034. 034. (IBEG/IPREV/CONTADOR/2017) Os princípios gerais da Constituição, aplicáveis ao Direito 
do Trabalho. Analise a validade das suposições abaixo e assinale a alternativa ERRADA.
a) O respeito à dignidade humana
b) Os valores sociais do trabalho
c) Da livre-iniciativa
d) A inviolabilidade do direito à vida
e) A interferência do Estado na organização sindical.
Todos os princípios estão listados na CF/1988, salvo o da alternativa E, pois contraria 
especificamente o artigo 8º, inciso I:
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o 
registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na 
organização sindical.
Letra e.
035. 035. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Acerca dos princípios específicos 
do Direito do Trabalho, podemos afirmar o que se segue, exceto:
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A adoção de medidas tendentes a facilitar o acesso ao mercado de trabalho às mulheres 
e aos negros constitui violação ao princípio da não discriminação, que proíbe diferença de 
critério de admissão por motivo de religião, crença, raça ou sexo; o princípio da continuidade 
da relação de emprego confere suporte teórico ao instituto da sucessão de empregadores.
Não se admitem critérios de discriminação, por força expressa da CF/1988, da qual citamos 
o artigo 7º e incisos:
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por 
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do 
trabalhador portador de deficiência;
XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos;
Errado.
036. 036. (FAURGS/HCA/ADVOGADO/2016) Julgue o item que se segue.
O princípio da condição mais benéfica importa na garantia de preservação, ao longo de 
todo o período correspondente à relação de emprego, da condição laboral mais vantajosa 
ao trabalhador, seja ela proveniente de cláusula contratual alterada, de convenção ou de 
acordo coletivo anterior (portanto, já substituído) com vigência já expirada, ou ainda, de 
lei (regra estatal) expressamente revogada.
A resposta está incorreta, pois é contrária à Súmula 51 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT
I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração 
do regulamento.
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
Errado.
037. 037. (FCC/TRT-24ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2017) No estudo da Teoria Geral do Direito do 
Trabalho é correto afirmar que na hipótese de um instrumento coletivo de trabalho dispor 
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sobre norma prevista na Consolidação das Leis do Trabalho − CLT, porém com determinação 
de multa com valor superior em caso de infração, é de se aplicar aquela norma em detrimento 
desta, com fundamento no princípio da
a) primazia da realidade.
b) boa fé contratual objetiva.
c) intangibilidade contratual objetiva.
d) aplicação da norma mais favorável.
e) leal contraprestação.
Entre o conflito de duas normas, aplica-se a mais favorável ao trabalhador; logo, aplica-
se a norma que seja mais vantajosa. O princípio da alternativa “E” não existe na melhor 
doutrina de Direito do Trabalho. Os demais princípios existem, mas não se encaixam no 
perfil da questão.
Letra d.
038. 038. (FCC/TRT-24ª /ANALISTA JUDICIÁRIO /2017) O advogado Hércules pretende fundamentar 
uma tese na petição inicial de reclamatória trabalhista utilizando o ditame segundo o 
qual, ainda que haja mudanças vertiginosas no aspecto de propriedade ou de alteração da 
estrutura jurídica da empresa, não pode haver afetação quanto ao contrato de trabalho já 
estabelecido. Tal valor está previsto no princípio de Direito do Trabalho denominado
a) razoabilidade.
b) disponibilidade subjetiva.
c) responsabilidade solidária do empregador.
d) asserção empresarial negativa.
e) continuidade da relação de emprego.
Não se trata de razoabilidade, pois não é princípio específico do direito do trabalho. Também 
não existe aplicação dos princípios B na doutrina do direito do trabalho. No caso da alternativa 
e, tem-se exatamente o sinal do princípio dacontinuidade da relação de emprego, que 
sobrevive até as mudanças do empregador, pois as relações trabalhistas permanecem 
inalteradas. As regras da Súmula n. 212 do TST que tratam sobre este princípio são justamente 
que, na dúvida, o contrato de trabalho é por prazo indeterminado e a dispensa é sem justa 
causa. A sucessão de empregadores está prevista no art. 448 da CLT, que despenca em 
provas e, ainda, é um reflexo direto do princípio em estudo nesta questão.
Letra e.
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039. 039. (IBEG/IPREV/PROCURADOR PREVIDENCIÁRIO/2017) Acerca dos princípios específicos 
do Direito do Trabalho, podemos afirmar o que se segue:
De acordo com a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, o princípio 
da primazia da realidade sobre a forma autoriza a descaracterização de um contrato de 
prestação civil de serviços, desde que despontem, ao longo de sua execução, todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego.
De fato, essa é a ideia do princípio da primazia da realidade sobre a forma. Os fatos prevalecem 
sobre os documentos, podendo existir a descaracterização de rótulos.
Certo.
040. 040. (TRT-22ª/TRT-22ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Julgue o item que se segue.
O princípio da primazia da realidade é manejado, como exemplo, sobre a análise das provas 
da prestação de serviços com objetivo de identificar o conteúdo verídico da relação jurídica, 
pouco importando o nome dado pelas partes litigantes.
De fato, essa é a ideia do princípio da primazia da realidade sobre a forma. Os fatos prevalecem 
sobre os documentos, podendo existir a descaracterização de rótulos.
Certo.
041. 041. (FCC/TRT-20ª/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) A restrição à autonomia da vontade 
inerente ao contrato de trabalho, em contraponto à soberania da vontade contratual das 
partes que prevalece no Direito Civil, é tida como instrumento que assegura as garantias 
fundamentais do trabalhador, em face do desequilíbrio de poderes inerentes ao contrato 
de emprego, é expressão do princípio da
a) autonomia privada coletiva.
b) condição mais benéfica.
c) primazia da realidade.
d) imperatividade das normas trabalhistas.
e) prevalência do negociado em face do legislado.
De fato, é preciso proteger o patamar civilizatório mínimo, razão pela qual é o limite do 
negociado entre as partes – ACT e CCT, como bem representado pelo artigo 611-B da CLT. 
Nesse ponto, as normas trabalhistas do patamar civilizatório mínimo são imperativas e 
funcionam como freios da negociação coletiva.
Letra d.
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042. 042. (TRT-22ª/TRT-22ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Julgue o item que se segue.
O princípio da continuidade da relação de emprego faz pressupor que o contrato de trabalho 
é por tempo indeterminado, que o trabalhador não pediu demissão e não abandonou o 
emprego, excetuando-se a sua aplicação quando apura-se a ocorrência de justa causa para 
despedida do empregado.
Na verdade, essa é a ideia do princípio da continuidade, que continua existindo após a Reforma 
Trabalhista, razão pela qual a justa causa é ônus do empregador, devendo ele provar a justa 
causa do trabalhador e, com isso, o princípio persiste. Tem-se exatamente o sinal do princípio 
da continuidade da relação de emprego, que sobrevive até as mudanças do empregador, 
pois as relações trabalhistas permanecem inalteradas. As regras da súmula 212 do TST, 
que tratam sobre este princípio, são justamente que, na dúvida, o contrato de trabalho 
é por prazo indeterminado e a dispensa é sem justa causa. A sucessão de empregadores 
está prevista no art. 448 da CLT, que despenca em provas e, ainda, é um reflexo direto do 
princípio em estudo nesta questão. Por isso, ainda, situações de justa causa ou pedido de 
demissão são ônus da prova do empregador na relação trabalhista.
Errado.
043. 043. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015) Os princípios são proposições 
genéricas que exercem as funções informativa, normativa e interpretativa da ciência jurídica. 
Em relação aos princípios aplicáveis ao Direito do Trabalho, é correto afirmar:
a) Derivado do princípio da intangibilidade salarial surge o princípio da irredutibilidade 
salarial que admite exceções somente quando houver autorização expressa do trabalhador.
b) Desde que o trabalhador seja maior e capaz serão válidas a renúncia e a transação, 
independentemente de previsão legal, ainda que lhe importem em prejuízos indiretos.
c) São princípios constitucionais específicos do Direito do Trabalho: liberdade sindical, 
reconhecimento das convenções e acordos coletivos, proteção em face da automação.
d) O princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui em presunção favorável 
ao empregador, razão pela qual o encargo em provar o término do contrato de trabalho é 
do trabalhador, quando negadas a prestação dos serviços e o despedimento.
e) Com o objetivo de assegurar a eficácia e a segurança dos atos jurídicos no Direito do 
Trabalho, como regra geral, a formalidade deve prevalecer sobre a realidade dos fatos.
Conforme expressamente previsto nos artigos 7º e 8º da CF/1988.
a) Errada. Exige expressa negociação coletiva, nos termos do inciso VI.
b) Errada. A renúncia é situação excepcional e deve ser prevista na CF ou na lei.
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d) Errada. O princípio favorece o empregado.
e) Errada. Prevalecem os fatos em prol dos rótulos, nos termos do princípio da primazia 
da realidade sobre a forma.
Letra c.
044. 044. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Julgue o item que se segue.
De acordo com a doutrina pátria, o princípio da norma mais favorável dispõe que, o operador 
do Direito do Trabalho, deve optar pela regra mais favorável ao obreiro em três dimensões 
distintas: no princípio orientador da ação legislativa, no princípio orientador do processo de 
hierarquização de normas trabalhistas e no princípio orientador do processo de revelação 
do sentido da regra trabalhista.
Existem três dimensões dos princípios, sendo que a resposta está em conformidade com 
a melhor doutrina do direito do trabalho.
Certo.
045. 045. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Julgue o item a seguir 
com base nos princípios do direito do trabalho. Será nulo o contrato individual de trabalho 
que preveja remuneração das horas extras com adicional de 100% sobre a hora normal, 
uma vez que a Constituição Federal de 1988 (CF) determina acréscimo de apenas 50%.
A CF/1988 prevê o mínimo, podendo existir legislação posterior que amplie o mínimo 
constitucional. Veja que a CF/1988 estipula uma condição mínima, conforme o art. 7º, inciso XVI:
Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal.
Errado.
046. 046. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Julgue o item que se segue.
O princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas está materializado emvários 
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho, dentre os quais se destaca o artigo 9º, 
que dispõe que serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, 
impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na referida Consolidação.
Está correta a correspondência acerca da proteção que se concede aos direitos trabalhistas 
no patamar civilizatório mínimo. Nesse sentido, tudo que frauda direitos trabalhistas 
ofende à indisponibilidade.
Certo.
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047. 047. (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA/2022) João possui uma rede de restaurantes com 
mais de 100 funcionários e, no ano de 2019, em razão da crise econômica vivenciada no 
Brasil, a qual atingiu diretamente a empresa, João reuniu-se com os funcionários, restando 
acordada a redução temporária de salários, conforme documento reduzido a termo assinado 
pelos funcionários. Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir com base 
no direito constitucional dos trabalhadores e nos princípios que regem o direito do trabalho. 
É válido o termo assinado pelos funcionários porque a redução temporária dos salários visa 
à valorização do princípio da continuidade da relação de emprego.
Primeiramente, é possível a redução de jornada e salário mediante negociação coletiva, 
conforme consta no artigo 7º da CF/1988. Além disso, a situação ofende o princípio da 
inalterabilidade contratual lesiva e distorce o princípio da continuidade da relação de 
emprego. Sendo assim, tem-se que é vedado ao empregador alterar unilateralmente as 
condições pactuadas, exceto se houver consentimento do empregado e desde que a este 
não resultem prejuízos, diretos ou indiretos. Importante destacar um ponto significativo 
para a sua prova, conforme orientação do TST: de acordo com o princípio da inalterabilidade 
contratual lesiva, é vedada qualquer alteração contratual que seja lesiva ao empregado, 
mesmo se houver consentimento deste.
Errado.
048. 048. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO/PROCURADOR/2021) Assinale a alternativa 
contrária ao princípio do Direito do Trabalho.
a) Alterabilidade contratual lesiva.
b) In dubio pro operario.
c) Primazia da realidade.
d) Intangibilidade salarial.
e) Proteção.
Em todas as alternativas, a incorreta é a alternativa A, pois o nome correto do princípio é 
INALTERABILIDADE CONTRATUAL LESIVA, que significa o seguinte: é vedado ao empregador 
alterar unilateralmente as condições pactuadas, exceto se houver consentimento do 
empregado e desde que a este não resultem prejuízos, diretos ou indiretos.
Letra a.
049. 049. (FCC/PGE-GO/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Em relação aos princípios que norteiam o 
Direito do Trabalho, considerando-se a doutrina, a legislação e as Súmulas de Jurisprudência 
do Tribunal Superior do Trabalho,
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a) de acordo com o princípio da intangibilidade contratual objetiva, o conteúdo do contrato de 
emprego pode ser modificado, caso ocorra efetiva mudança no plano do sujeito empresarial.
b) o princípio da irrenunciabilidade informa que o Direito do Trabalho impede a supressão 
de direitos trabalhistas em face do exercício, pelo devedor trabalhista, de prerrogativa legal.
c) não há nenhum dispositivo expresso que atribui aos princípios uma função integrativa ou 
que indique a primazia do interesse público na Consolidação das Leis do Trabalho, porque 
a mesma regula o contrato individual nas relações de trabalho.
d) em razão do princípio da primazia da realidade sobre a forma, o Juiz do Trabalho privilegia 
a situação de fato, devidamente comprovada, em detrimento dos documentos ou do rótulo 
conferido à relação de direito material.
e) o princípio da continuidade do contrato de trabalho constitui presunção favorável ao 
empregador, razão pela qual tanto o ônus da prova quanto seu término é do empregado, 
nas hipóteses em que são negados a prestação dos serviços e o despedimento.
a) Errada. A própria CLT afirma que não altera as condições jurídicas do contrato de trabalho.
b) Errada. Tendo em vista que existem situações que podem resultar na indisponibilidade 
do bem de família na execução trabalhista em detrimento do trabalhador, por exemplo. 
Também se citam como exemplos a prescrição e a decadência.
c) Errada. Diante do que consta no artigo 8 da CLT.
e) Errada. É favorável ao empregado.
Letra d.
050. 050. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA/2015) Considere:
I – Inobstante o princípio basilar do Direito Individual do Trabalho no tocante à indisponibilidade 
dos direitos trabalhistas, não há impedimento na supressão de direitos trabalhistas em 
face do exercício, pelo devedor trabalhista, da arguição da prescrição ou em face do não 
exercício, pelo credor trabalhista, de prerrogativa legal, como no caso da decadência.
II – A renúncia e a transação são exemplos de supressão de direitos trabalhistas, operadas 
pelos titulares de seus direitos, sendo a renúncia ato unilateral da parte e a transação ato 
bilateral, pelo qual se acertam direitos e obrigações entre as partes acordantes, mediante 
concessões recíprocas.
III – Mesmo sendo titular de um direito indisponível, o trabalhador não pode dispor de todos 
os seus direitos trabalhistas, que estão acobertados pela indisponibilidade absoluta, como 
é o caso do direito ao registro em CTPS, ao salário-mínimo e à incidência das normas de 
proteção à saúde e segurança do trabalhador.
Está correto o que se afirma em
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a) I, II e III.
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas.
d) II, apenas.
e) I, apenas.
I – Certo. O inciso está correto, pois é autoexplicativo que o princípio da intangibilidade é 
relativo, haja vista que se admite no ordenamento a prescrição e a decadência.
II – Certo. O inciso está correto, na medida em que trata das diferenças entre renúncia e 
transação.
III – Certo. O inciso está correto, pois a doutrina de Maurício Godinho Delgado afirma que 
existem direitos de indisponibilidade absoluta, sendo eles, por exemplo, os que constam 
na assertiva. É o chamado patamar civilizatório mínimo.
Letra a.
051. 051. (FCC/TRT-14ª/ANALISTA/2015) O Tribunal Superior do Trabalho editou a Súmula 
de Jurisprudência de no 212, segundo a qual o ônus de provar o término do contrato de 
trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois 
determinado princípio do Direito do Trabalho constitui presunção favorável ao empregado. 
O referido princípio é o da
a) indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
b) continuidade da relação de emprego.
c) flexibilização das normas trabalhistas.
d) intangibilidade salarial.
e) primazia da realidade.
A Súmula 212 trata exatamente do princípio da continuidade da relação de emprego, ao 
abordar as presunções de que, na dúvida, a dispensa foi sem justa causa e que os contratos 
de trabalho são de prazo indeterminado. Nessesentido, tem-se claramente que a ideia é 
que os salários e as relações são de natureza sucessiva.
Letra b.
052. 052. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item que se segue.
A renúncia e a transação são exemplos de supressão de direitos trabalhistas, operadas 
pelos titulares de seus direitos, sendo a renúncia ato unilateral da parte e a transação ato 
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bilateral, pelo qual se acertam direitos e obrigações entre as partes acordantes, mediante 
concessões recíprocas.
A questão aborda exatamente os conceitos e as diferenças entre renúncia e transação e 
deve ser vista, dessa feita, como exceção ao sistema. Lembre-se de que a renúncia é ato 
unilateral e a transação é bilateral.
Certo.
053. 053. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Julgue o item que se segue.
Mesmo sendo titular de um direito indisponível, o trabalhador não pode dispor de todos 
os seus direitos trabalhistas, que estão acobertados pela indisponibilidade absoluta, como 
é o caso do direito ao registro em CTPS, ao salário-mínimo e à incidência das normas de 
proteção à saúde e segurança do trabalhador.
É exatamente essa a ideia e o conceito trazidos pela valiosa doutrina do Ministro do TST, Maurício 
Godinho Delgado, na medida em que alguns direitos não podem ser transacionados, por 
estarem no patamar civilizatório mínimo. São os direitos que chamamos de indisponibilidade 
absoluta, e a questão aborda exatamente os exemplos do livro do doutrinador.
Certo.
054. 054. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Julgue o item que se segue.
A renúncia a direitos futuros é, em regra, inadmissível, sendo proibido pelo TST, inclusive, 
a pré-contratação de horas extras pelos bancários quando da sua admissão.
A resposta está em consonância com o entendimento do TST, do qual se extrai a notícia do 
site oficial do TST, a qual menciono em respeito aos direitos autorais: a Quinta Turma do 
Tribunal Superior do Trabalho rejeitou a pretensão do Banco Bozano Simonsen S.A. de validar 
a pré-contratação de horas extras de bancário. Por maioria, a Turma negou conhecimento a 
recurso do banco e confirmou decisão de segunda instância que reconheceu o direito de um 
ex-empregado do banco ao recebimento de duas horas extras diárias. O Tribunal Regional do 
Trabalho do Rio de Janeiro (1ª Região) aplicou ao caso a jurisprudência do TST consolidada na 
Súmula 199, que estabelece a nulidade da pré-contratação do serviço suplementar quando 
feita pelo empregador na admissão do trabalhador bancário. Os valores assim ajustados 
apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, 
no mínimo, 50%, as quais não configuram pré-contratação se pactuadas após a admissão 
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do bancário, especifica a súmula. No recurso contra a decisão do TRT-RJ, o Banco alega 
que essa jurisprudência do TST não se aplicaria ao caso porque o bancário passou a fazer 
horas extras apenas a partir do segundo mês de contratação e não a partir do momento 
da contratação, como estaria previsto na Súmula 199. Seria, segundo o Bozano Simonsen, 
aplicável outra súmula, de número 48, que valida o sistema de compensação de horário 
quando a jornada adotada é a chamada semana espanhola, que alterna a prestação de 
serviços de quarenta e oito horas em uma semana e quarenta horas em outra. A Súmula 199 
foi editada com vistas a coibir o desrespeito à jornada legalmente prevista para o bancário, 
disse o relator, juiz convocado José Pedro de Camargo, ao propor o não conhecimento do 
recurso. Ele citou também o artigo 225 da CLT, que continua em pleno vigor e estabelece 
que a prorrogação do trabalho bancário só poderá ocorrer de forma excepcional. Não se 
pode permitir expedientes que contornem a aplicação da lei, enfatizou.
Certo.
055. 055. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Julgue o item que se segue.
O direito ao aviso prévio é renunciável pelo empregado, sendo que o pedido de dispensa de 
cumprimento sempre exime o empregador de pagar o respectivo valor.
A assertiva está em descompasso com a ideia do TST: Súmula 276: “O direito ao aviso 
prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o 
empregador de pagar o respectivo valor, salvo comprovação de que o prestador dos serviços 
obteve novo emprego.”
Errado.
056. 056. (FCC/MPU/ANALISTA/2009) Julgue o item que se segue.
Em virtude dos princípios que informam o Direito do Trabalho, a renúncia e a transação 
devem ser tidas como exceção, não sendo admitida a renúncia tacitamente manifestada 
nem interpretação extensiva do ato pelo qual o trabalhador se despoja de direitos que lhe 
são assegurados.
A questão traz exatamente a premissa que estamos estudando em nosso material de apoio, 
na medida em que renúncia e transação são medidas de exceção, em razão do princípio 
da proteção dos direitos trabalhistas. Com isso, a interpretação dos termos é restritiva, 
observando-se a real intenção das partes.
Certo.
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057. 057. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Julgue o item que se segue.
Os princípios são conceituados, segundo o professor uruguaio Américo Plá Rodriguez, como 
“linhas diretrizes que informam algumas normas e inspiram diretamente ou indiretamente 
uma série de soluções, pelo que podem servir para promover e embasar a aprovação de 
novas normas, orientar a interpretação das existentes e resolver os casos não previstos”. O 
princípio da proteção está ligado à própria razão de ser do direito individual e coletivo do 
trabalho, uma vez que se busca compensar a desigualdade existente no âmbito do contrato 
individual do trabalho e na seara das negociações coletivas de trabalho.
O princípio da proteção não engloba o direito coletivo do trabalho. Esse princípio é o 
principal pilar do Direito do Trabalho, visto que esse ramo do direito lida com dois sujeitos 
desiguais: de um lado, o empregador; de outro, o empregado, chamado de hipossuficiente 
da relação de emprego.
Errado.
058. 058. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Julgue o item que se segue.
O princípio da prevalência da condição mais benéfica revela que tudo aquilo que o empregador 
fornecer habitualmente ao empregado, desde que previsto de forma expressa no contrato 
individual de trabalho, será incorporado ao patrimônio jurídico do trabalhador, revestindo-
se do caráter de direito adquirido.
As liberalidades, inclusive com a reforma trabalhista, não são mais definitivas (não há mais 
o princípio da irretroatividade das normas coletivas).
Errado.
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Princípios do Direito do Trabalho 
Maria Rafaela
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (1943). Consolidação das Leis do Trabalho. 
Brasília: Senado, 1943.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado, 1988.
______Supremo Tribunal Federal. Brasília: acesso em outubro/2020. www.stf.jus.b
_______Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em outubro/2020. www.tst.jus.br
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11ª Ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19ª Ed. São Paulo: Editora LTr, 2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: 
Com os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTr, 2017.
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ANEXOANEXO
Súmula n. 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 DA CLT
I – As cláusulas regulamentares que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do 
regulamento.
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
Ocorre que o novo Código de Processo Civil, em seu art. 833, deu à matéria um tratamento 
um tanto diferente em relação ao Código anterior, no art. 649, substituindo no caput a 
expressão “absolutamente impenhoráveis” pela palavra “impenhoráveis”, dando, assim, 
margem à mitigação da regra pelo intérprete ao considerar o caso concreto.” (AgInt no 
AREsp 1.336.881/DF, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 23/04/2019, DJe 
27/05/2019)
Súmula n. 12 do TST
CARTEIRA PROFISSIONAL (mantida)
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
geram presunção *juris et de jure*, mas apenas *juris tantum*.
Súmula n. 212 – Despedimento. Ônus da prova.
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negadas a prestação de 
serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de 
emprego constitui presunção favorável ao empregado.
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	Sumário
	Apresentação
	Princípios do Direito do Trabalho
	1. Núcleo Basilar de Princípios Especiais
	2. Princípio da Proteção
	3. Princípio da Norma Mais Favorável
	4. Princípio da Imperatividade das Normas Trabalhistas
	5. Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas
	6. Princípio da Condição Mais Benéfica
	7. Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva
	8. Princípio da Intangibilidade Salarial
	9. Princípio da Intangibilidade Contratual Objetiva
	10. Princípio da Primazia da Realidade Sobre a Forma
	11. Princípio da Continuidade da Relação de Emprego
	12. Princípios Justrabalhistas Especiais Controvertidos, Princípio In Dubio Pro Operário, Princípio do Maior Rendimento
	13. Renúncia e Transação no Direito do Trabalho
	14. Super-Revisão de Princípios Trabalhistas para a Melhor Síntese nas Provas
	15. A MTP n. 671/2021 e Regras Principiológicas
	Resumo
	Mapa Mental
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AnexoLeite (2022, p. 126) comentou:
Vale dizer, a Constituição prescreve um catálogo mínimo de direitos fundamentais sociais 
trabalhistas e, ao mesmo tempo, autoriza a aplicação de outros direitos, previstos em outras 
fontes normativas, desde que estes propiciem a melhoria das condições econômicas, sociais e 
jurídicas dos trabalhadores urbanos e rurais. O princípio ora focalizado pode ser utilizado tanto na 
interpretação como na aplicação de determinada norma jurídica. Além disso, pode ser manejado 
para a solução de antinomias entre normas infraconstitucionais e na hipótese de colisão entre 
direitos fundamentais.
2 . PriNCÍPio Da ProTeÇÃo2 . PriNCÍPio Da ProTeÇÃo
Antes de começar a tratar dos princípios específicos, vamos relembrar os pontos mais 
importantes dos princípios do direito do trabalho. Diante disso, veja:
Princípios
Funções
Descritivas
Normativas
Subsidiária – interpretativa/integrativa
Princípios 
Gerais de 
Direito
Princípio da boa-fé
Ex.: in dubio pro reo
Princípio da vedação do abuso do direito
Princípio da proteção
Princípio do regular exercício do direito
Princípio da primazia da 
realidade sobre a forma
Evitar abuso de direito
Não se pode beneficiar da 
sua própria torpeza
Princípios Específicos 
de Direito
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Esse princípio visa proteger a parte mais frágil e vulnerável da relação, buscando propiciar 
uma situação de equilíbrio na relação jurídica. Visa proteger os trabalhadores, da qual 
emanam uma série de princípios, principalmente relacionados à sua condição econômica 
e social mais fragilizada ou desfavorável.
Esse princípio é responsável por justificar a existência do Direito do Trabalho, pois limita 
as relações privadas, interferindo na autonomia da vontade.
Destaca-se a posição clássica do uruguaio Américo Plá Rodriguez, referência no estudo 
de princípios e mencionado pela melhor doutrina. Ele aponta que o princípio da proteção 
é o carro-chefe.
Inclusive, a observação desse jurista é cobrada em provas, pois afirma existirem três 
dimensões do princípio da proteção. Na dúvida, em regras de direito material, favorece-se o 
trabalhador; daí porque se deve aplicar tanto a norma quanto a condição mais benéfica. Veja:
Princípio da 
Proteção
In dubio pro operario
Princípio da norma mais favorável, com 
a ressalva da Reforma Trabalhista, em 
que o ACT prevalecerá sempre sobre a 
CCT
Princípio da condição mais benéfica
No direito do trabalho, temos essa principiologia mais protetiva. Há aqui uma evolução 
na aplicação dos direitos fundamentais. Você sabe que existem duas teorias para explicar 
os direitos fundamentais, surgindo agora uma terceira que se aplica ao direito do trabalho.
É importante saber isso porque os direitos trabalhistas são sociais. Com base nisso, 
encaixam-se no rol dos direitos fundamentais, conforme disposto na Constituição 
Federal de 1988.
Na disciplina de Direito Constitucional, você estuda: a) verticalização dos direitos 
fundamentais: relação do Estado com os indivíduos/sociedades na aplicação de direitos 
fundamentais; b) horizontalização dos direitos fundamentais: relação dos indivíduos entre 
si e a aplicação dos direitos fundamentais.
Na verticalização, temos como exemplo a situação em que o Estado age com o indivíduo 
e se limita nos direitos fundamentais. Exemplo: o Estado desapropria seu imóvel, mas 
precisa pagar uma indenização prévia e justa.
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Na horizontalização, é possível citar o exemplo da associação que vai expulsar o associado 
e, para tanto, deverá usar o devido processo legal, permitindo que o associado possa exercer 
seu direito de defesa (indivíduo x indivíduo).
No âmbito da classificação dos direitos laborais, tem-se a teoria da diagonalização dos 
direitos fundamentais. Essa teoria busca aplicar os direitos fundamentais, mas não de 
forma plana, como na horizontalização, em que as partes estariam, em tese, em situações 
sociais e econômicas iguais.
Tanto no direito do trabalho quanto no direito do consumidor, temos uma situação em 
que uma das partes é mais vulnerável, em uma condição economicamente desfavorável. 
Isso implica uma reanálise da atuação dos direitos fundamentais.
Por isso, foi desenvolvida tanto para o âmbito do direito do consumidor quanto para o 
direito do trabalho a Teoria da Eficácia Diagonal dos direitos fundamentais.
Isso ocorreu pela própria característica do direito do trabalho, nesse viés mais protecionista 
e social. Sendo assim, o Tribunal Superior do Trabalho vem utilizando essa teoria diagonal. 
Há uma relação desigual, muitas vezes, nas relações trabalhistas.
EXEMPLO
Imagine-se um operário no âmbito de uma empresa multinacional. Porém, isso não é 
uma situação generalizada. Podemos ter situações trabalhistas em que as partes estão 
economicamente quase na mesma situação, não havendo uma disparidade tão acentuada, 
como a de um trabalhador doméstico e uma família de classe média.
Porém, essa aplicação diagonal busca aproximar melhor da justiça aquela parte da 
relação que está em situação desfavorável. Mais um exemplo: a inversão do ônus da prova 
no processo do trabalho ou entender que a lei do doméstico deve ser interpretada de forma 
mais favorável ao trabalhador doméstico, entre outros.
A aplicação diagonal dos direitos fundamentais surge exatamente como uma característica 
do direito do trabalho que possui esse viés social mais acentuado.
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Essa visão social tem amplitude quando se supera a dificuldade principal, aumentando 
gradativamente a proteção da parte mais frágil. É o caso do consumidor e do trabalhador, 
por exemplo.
Nesse ponto, é importante que você vá para as próximas provas sabendo que o Tribunal 
Superior do Trabalho entende ser possível aplicar essa teoria no direito e no processo 
do trabalho.
Com isso, você captou a essência do direito do trabalho e suas principais características.
Veja a tabela que construí para você fixar melhor:
Verticalização dos direitos 
fundamentais
Horizontalização dos direitos 
fundamentais
Diagonalização dos direitos 
fundamentais
Aqui vemos com muita frequência 
no direito público, por exemplo, no 
Direito Administrativo. O Estado 
possui sua supremacia, mas deve 
obediência aos direitos fundamen-
tais. Gosto muito do exemplo da 
desapropriação. O Estado pode de-
sapropriar, mas tem que indenizar 
previamente. Ocorre uma aplicação 
dos direitos fundamentais quan-
do os indivíduos estão abaixo do 
Estado.
Aqui vemos com muita frequência 
no direito privado, por exemplo, no 
Direito Civil. Todos são livres para 
se associarem. No entanto, quan-
do uma associação, por exemplo, 
decide expulsar um associado, 
deve também aplicar os direitos 
fundamentais, como o devido pro-
cesso legal. Esse caso, inclusive, foi 
o decidido pelo Supremo Tribunal 
Federal,que decidiu que também 
se aplicam direitos fundamentais 
nas relações privadas.
Aqui vemos com muita frequên-
cia no direito “social”, por exem-
plo, Direito do Trabalho e Direito 
do Consumidor. Apesar de ser uma 
relação privada, existe uma parte 
inevitavelmente “mais fraca” na 
relação. Chamamos de hipossufi-
ciente. Sendo uma relação privada, 
as normas tendem a permitir uma 
“diagonalização” naquela linha que 
antes era só horizontal, para que as 
partes possam estar em igualda-
de/simetria e, assim, termos uma 
aplicação justa dos direitos funda-
mentais. Exemplo: a possibilidade 
de inversão do ônus da prova.
RECAPITULANDO: Quando se trata de direitos fundamentais, existem teorias sobre 
sua aplicação: teoria da horizontalização, verticalização e diagonalização. As duas primeiras 
são conhecidas, tratando-se da relação entre Estado e indivíduo e entre os indivíduos. A 
diagonalização surge exatamente quando uma das partes está em situação desfavorável 
econômica, jurídica ou socialmente, e é preciso equilibrar as forças. Com isso, existe a 
diagonalização. O TST já adotou essa tese.
Você precisa relembrar o que já falei acerca da eficácia diagonal dos direitos fundamentais, 
pois tem tudo a ver com o princípio da proteção. Fique esperto neste pulo do gato:
Quando se trata de direitos fundamentais, existem teorias sobre sua aplicação: teoria 
da horizontalização, verticalização e diagonalização. As duas primeiras são conhecidas, 
tratando-se da relação entre Estado e indivíduo e entre os indivíduos. A diagonalização surge 
exatamente quando uma das partes está em situação desfavorável econômica, jurídica ou 
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socialmente, e é preciso equilibrar as forças. Com isso, existe a diagonalização. O TST já 
adotou essa tese, em nome de preservar o princípio da proteção.
Em suma, seria o princípio da proteção inspirador para os demais. Destaca-se que estou 
falando de uma norma de direito material, ou seja, quando trato de direitos do trabalho. 
Isso não atinge aspectos processuais; lá não se aplica esse princípio. Muito cuidado!
No âmbito deste estudo sobre a aplicação dos princípios dos direitos fundamentais, 
destaca-se uma interessante teoria abordada pelo TST, denominada Teoria do Desvio 
Produtivo no âmbito do Direito do Trabalho, que repete os passos do Superior Tribunal de 
Justiça, o qual também aplica a teoria em relações de consumo.
Referida teoria foi apresentada, pela primeira vez, em 2021, pelo TST, como decorrência 
da Teoria da Diagonalização dos Direitos Fundamentais.
Segundo o advogado Marcos Dessaune, precursor da aplicação desta teoria, caracteriza-
se por patente perda de tempo útil, vendo-se o consumidor compelido a
desperdiçar o seu tempo e desviar as suas competências — de uma atividade necessária ou 
por ele preferida — para tentar resolver um problema criado pelo fornecedor, a um custo de 
oportunidade indesejado, de natureza irrecuperável.
Então, por exemplo, é o que fundamentaria o direito a danos morais quando a CTPS do 
obreiro não foi assinada.
A doutrinadora Ana Luisa Saliba (disponível no site https://www.conjur.com.br/2021-
jun-08/chainca-teoria-desvio-produtivo-direito-trabalho/) narrou que: “Diante do 
sofrimento causado por conduta abusiva do empregador, que prejudica a prática de atos 
da vida civil e provoca aborrecimentos que superam os do cotidiano ao empregado, cabe a 
aplicação da teoria do desvio produtivo, proveniente do Direito do Consumidor.”
Esse foi o entendimento do Tribunal Regional Federal da 17ª Região, confirmado pelo 
Tribunal Superior do Trabalho.
Sobre a aplicação desta teoria, trago o exemplo do doutrinador Vinícius Atanes Chainça 
(disponível no site https://www.conjur.com.br/2021-jun-08/chainca-teoria-desvio-
produtivo-direito-trabalho), que narra:
Exemplificando, caso um trabalhador judicialize um litígio por não haver o empregador efetuado 
as devidas anotações em sua Carteira de Trabalho, e, dentre os pleitos, busque a indenização 
por danos morais por tal ato ilícito, o Tribunal Superior do Trabalho julgará improcedente o 
pedido, vez que seu entendimento pacífico é de que ausência de anotação, por si só, não é capaz 
de configurar lesão a direito ensejadora indenização. Aplicando-se ao mesmo caso, todavia, a 
Teoria do Desvio Produtivo, falar-se-ia em indenização, esteada no fato de ter o trabalhador 
que buscar o poder judiciário para findar problema ao qual não deu causa.
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O TST, no PROCESSO N. TST-AIRR – 1380-97.2018.5.17.0141, constatou que a empresa, 
em razão do não reconhecimento do vínculo empregatício, não efetuou o pagamento das 
parcelas rescisórias e deixou de registrar e dar baixa no contrato de trabalho na CTPS, 
motivo pelo qual resta presumível o dano daí decorrente, que produz influência até mesmo 
na busca de novo emprego.
Outrossim, pode-se utilizar, por analogia, o entendimento que ora vem se tornando 
pacífico no âmbito do E. STJ no que tange às relações de consumo, que diz respeito à teoria 
do desvio produtivo.
No âmbito do TST, sobre esse princípio e levando em consideração a natureza jurídica 
da relação de emprego, temos IRR importante, do qual destacamos:
1) IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA PACIFICADA NA SÚMULA 
n. 12. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
valem como prova absoluta, mas apenas relativa.
2) IRR 270 – POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM 
EMPRESA PRIVADA. Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do 
eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar;
3) IRR 254 – DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. PRESUNÇÃO. EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA 
GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. DIREITO À REINTEGRAÇÃO. Presume-se discriminatória 
a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite 
estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego;
4) IRR 262 – AVISO-PRÉVIO. CONCESSÃO NA FLUÊNCIA DA GARANTIA DE EMPREGO. 
INVALIDADE. É inválida a concessão do aviso-prévio na fluência da garantia de emprego, 
ante a incompatibilidade dos dois institutos.
3 . PriNCÍPio Da NorMa MaiS FaVorÁVel3 . PriNCÍPio Da NorMa MaiS FaVorÁVel
Esse princípio norteia o direito do trabalho em três grandes níveis:
1) Quando forem elaborar a norma, devem observar, entre as condições possíveis, a 
mais favorável para o trabalhador;
2) Quando duas ou mais regras concorrerem, devem levar em consideração a norma 
mais favorável ao trabalhador;
3) Quando for interpretar determinada norma, deve-se levar em consideração aquela 
que for mais favorável ao trabalhador.
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Godinho (2019,p. 235) menciona:
Como critério de hierarquia, permite eleger como regra prevalecente, em uma dada situação do 
conflito de regras, aquela que for mais favorável ao trabalhador, observados certos procedimentos 
objetivos orientadores, evidentemente (…) Como princípio da interpretação do Direito, permite 
a escolha da interpretação mais favorável ao trabalhador, caso antepostas ao intérprete duas 
ou mais consistentes alternativas de interpretação em face de uma regra jurídica enfocada.
Assim, na criação, na aplicação e na integração das normas trabalhistas, esses aspectos 
devem ser levados em consideração em relação ao princípio da norma mais favorável.
002. 002. (FCC/PGE-RO/PROCURADOR DO ESTADO/2011) O princípio da aplicação da norma mais 
favorável aplica-se da seguinte forma: havendo normas válidas incidentes sobre a relação 
de emprego, deve-se aplicar aquela mais benéfica ao trabalhador.
Uma das premissas do princípio é exatamente ter esse viés de, na interpretação, usar a 
norma mais favorável ao trabalhador, como uma extensão do princípio da proteção.
Certo.
Ainda cabem duas informações importantes sobre esse princípio, já vistas nas 
aulas passadas:
• O Brasil, após a Reforma Trabalhista, considera que o Acordo Coletivo prevalecerá sempre 
sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, apesar de, em determinado caso, trazer uma 
situação menos favorável. Por isso, muito se questiona sobre sua constitucionalidade. 
Porém, na prova objetiva, deve-se marcar como correta a premissa da Reforma 
Trabalhista, no artigo 620 da CLT;
• No Brasil, adota-se, como regra, a teoria do conglobamento. Vamos lembrar do 
conglobamento e da acumulação?
Conglobamento Acumulação
Verifica no conjunto de provas aquilo que for 
mais favorável ao trabalhador. Nesse caso, o 
trabalhador analisa no globo (conglobamento) 
aquilo que for mais interessante e aplica a norma 
em sua integralidade.
Aqui não existe fracionamento das normas.
Ex: norma A ou norma B.
O Brasil adota como regra.
Tem um sinônimo: teoria da atomização.
Escolha o que for mais favorável de cada espécie 
normativa, criando uma espécie de 3ª norma 
só com os direitos vantajosos, aplicando-os na 
prática trabalhista.
Existe fracionamento das normas.
Ex.: norma A e norma B – juntam todas as 
vantagens em cada uma delas.
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O Brasil adota o princípio da norma mais favorável. Ocorre que o sistema jurídico adota a 
teoria do conglobamento e, ainda, deve-se observar na prova a literalidade do dispositivo 
da CLT, em que:
Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
Leite (2022, p. 134) arremata sobre o que acabamos de estudar:
Cuida-se de princípio que informa a aplicação da norma trabalhista. Vale dizer, existindo mais 
de uma norma no ordenamento jurídico versando sobre direitos trabalhistas, prevalecerá a 
que mais favoreça o empregado. Vê-se, portanto, que o direito do trabalho adota a teoria da 
dinâmica da hierarquia entre as normas trabalhistas, pois no topo da pirâmide normativa não 
está necessariamente a Constituição, e sim a norma mais favorável ao trabalhador.
Revise comigo:
• a) Teoria da acumulação: acumulam-se as vantagens de todos os diplomas normativos, 
ou seja, os dispositivos favoráveis existentes em tudo que tiver previsão sobre o 
assunto, como se fosse, nas palavras de Leite (2022, p. 135), uma espécie de colcha 
de retalhos. É o contrário do que está exposto na CLT, qual seja, o artigo 620.
• b) Teoria do Conglobamento: ou teoria do conjunto, pois leva consigo o conjunto 
global de determinado instrumento normativo do direito do trabalho em relação à 
categoria. Leva-se em conta o conjunto da obra, ao invés de acumular vários diplomas.
Isso já explicamos e falta acrescentar mais uma teoria que pode ser cobrada em provas 
mais puxadas: TEORIA DA INSCINDIBILIDADE DOS INSTITUTOS. Leite (2022, p. 137) traz a 
seguinte definição, muito embora não haja consenso sobre sua aplicabilidade no Brasil:
Pode-se dizer que essa teoria adota uma posição eclética. Segundo ela, existindo duas 
ou mais fontes que regulam a mesma matéria, não se leva em conta cada um dos seus 
dispositivos ou cada norma em seu conjunto, mas sim os institutos do direito do trabalho.
Mário Deveali afirma que é possível tomar disposições de normas distintas, sempre 
que se refere a temas diferentes, entendendo-se por temas um dos institutos do direito 
do trabalho. Por essa teoria, portanto, é possível combinar as diversas normas existentes 
na Constituição, na CLT, nas convenções coletivas, nos regulamentos etc., sempre levando 
em consideração os institutos jurídicos de direito do trabalho contidos em cada um desses 
diplomas normativos.
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4 . PriNCÍPio Da iMPeraTiViDaDe DaS NorMaS 4 . PriNCÍPio Da iMPeraTiViDaDe DaS NorMaS 
TrabalhiSTaSTrabalhiSTaS
As normas trabalhistas são consideradas direitos fundamentais sob a roupagem de 
direitos sociais.
Como reflexo desse princípio, podemos entender que ele representa a restrição à 
autonomia da vontade inerente ao contrato de trabalho. Em contraponto à soberania da 
vontade contratual das partes, que prevalece no Direito Civil, é tida como instrumento que 
assegura as garantias fundamentais do trabalhador, em face do desequilíbrio de poderes 
inerentes ao contrato de emprego.
Com isso, as regras jurídicas que possuem a tutela de proteção do Estado aos direitos 
mínimos merecem ser protegidas sob o manto da imperatividade, ou seja, tornam-se de 
natureza obrigatória.
Algumas matérias sequer podem ser negociadas por acordo ou convenção coletiva, 
como questões de saúde pública, bem como a assinatura do contrato de trabalho.
Assim, deve-se ficar atento às normas que representam o patamar civilizatório mínimo, 
como vimos no artigo 7º da CF/1988, não podendo haver negociação em sentido contrário.
EXEMPLO
A anotação da CTPS é um direito indisponível absoluto. Logo, não podem as partes “combinarem” 
de ter uma relação de emprego sem anotação na CTPS.
IRR 240 – CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. MATÉRIA PACIFICADA NA SÚMULA n. 12. 
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não valem 
como prova absoluta, mas apenas relativa.
Geralmente, em salas de audiência, o empregador diz: “mas ele não queria que eu 
assinasse a CTPS”. Isso não prospera pelo caráter imperativo das normas trabalhistas.
5 . PriNCÍPio Da iNDiSPoNibiliDaDe DoS DireiToS 5 . PriNCÍPio Da iNDiSPoNibiliDaDe DoS DireiToS 
TrabalhiSTaSTrabalhiSTaS
Pode-se dizer que ele é uma decorrência do princípio da imperatividade, uma vez que 
a doutrina faz uma divisão dos direitos em indisponibilidade absoluta ou relativa.
É por isso que esse princípio também é conhecido como a irrenunciabilidade dos direitos 
trabalhistas.
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Esse nome é criticado, pois há direitos que são passíveis de renúncia ou de transação, 
como está no artigo 472, § 2º, da CLT:
Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes 
interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação.
Nesse ponto, esse princípio traz à tona a regra muito importante que é a indisponibilidade 
dos direitos trabalhistas. É muito apropriada a expressão de Godinho (2019, p. 253):
Absoluta será a indisponibilidade, do ponto de vista do Direito Individual do Trabalho, quando 
o direito enfocado merecer uma tutela de nível de interesse público, por traduzir um patamar 
civilizatório mínimo firmado pela sociedade política em dado momento histórico. É o que ocorre, 
como já apontado, ilustrativamente, com o direito à assinatura da CTPS, ao salário mínimo, à 
incidência das normas de proteção à saúde e à segurança do trabalhador. (…) Relativa será a 
indisponibilidade, do ponto de vista do Direito Individual do Trabalho, quando o direito enfocado 
traduzir interesse individual ou bilateral simples, que não caracterize um padrão civilizatório 
geral mínimo firmado pela sociedade política em dado momento histórico. É o que se passa, 
ilustrativamente, com a modalidade de salário paga ao empregado ao longo da relação de 
emprego (…).
Diante disso, é preciso ter cautela e análise nas leituras dos enunciados das provas. Os 
direitos trabalhistas, em tese, seriam absolutos, mas há exceções. Em suma: nem todos 
os direitos trabalhistas são de indisponibilidade absoluta.
Veja como isso foi cobrado na prova de procurador do Estado de Rondônia:
6 . PriNCÍPio Da CoNDiÇÃo MaiS beNÉFiCa6 . PriNCÍPio Da CoNDiÇÃo MaiS beNÉFiCa
Esse princípio é interessante e diferente da norma mais benéfica pelo seguinte: enquanto 
o princípio da norma mais benéfica significa aplicar a regra jurídica mais favorável ao 
trabalhador, o da condição mais benéfica significa que o direito mais benéfico se aplica ao 
trabalhador.
Posso ilustrar com o seguinte: a CLT possui normas mais favoráveis do que a CF/1988. 
Então, pelo princípio da aplicação da norma mais benéfica, utilizarei a CLT.
No entanto, se existe a previsão de um direito mais benéfico no ACT, ele prevalece, pois 
traz uma condição mais favorável, ou seja, a cláusula contratual mais vantajosa.
Ou seja, nesse princípio, não se trata de analisar a norma mais benéfica, mas sim a 
cláusula contratual mais favorável ao trabalhador.
Nesse ponto, registra-se a Súmula 51 do TST, recorrente nas provas:
JURISPRUDÊNCIA
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT
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I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração 
do regulamento.
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
003. 003. (TRT-8ª/TRT-8ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Às cláusulas regulamentares, que revoguem 
ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos 
após a revogação ou a alteração do regulamento.
A premissa da questão é verdadeira, pois reproduz a Súmula 51, I, do TST: as cláusulas 
regulamentares que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente só atingirão 
os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento.
Certo.
7 . PriNCÍPio Da iNalTerabiliDaDe CoNTraTUal leSiVa7 . PriNCÍPio Da iNalTerabiliDaDe CoNTraTUal leSiVa
Significa que as alterações contratuais na relação de emprego não podem ser feitas 
unilateralmente pelo empregador para fins de piorar a situação jurídica do trabalhador. 
Existe influência do Direito Civil.
Como consequência, é possível a alteração contratual unilateral do empregador para 
fins de melhoria da condição. Exemplo:
EXEMPLO
Emiliana trabalha em ambiente insalubre em determinado setor da fábrica X. Se o empregador 
deixar de mantê-la no setor insalubre, transferindo-a para um setor salubre do estabelecimento, 
embora ela perca o valor do percentual que aumenta sua remuneração, sua situação será 
melhor, pois haverá uma condição mais benéfica para sua saúde e condição física.
O mesmo raciocínio se aplica a situações de periculosidade, adicional noturno, 
habitualidade de horas extras etc.
Na essência desse princípio, temos a regra de que, nos contratos individuais de trabalho, 
só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim 
desde que não resulte, direta ou indiretamente, em prejuízos ao empregado, sob pena de 
nulidade da cláusula infringente desta garantia.
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Destaco três dispositivos importantes da CLT para seu conhecimento:
Art. 444. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes 
interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos 
contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.
Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput deste artigo aplica-se às hipóteses 
previstas no art. 611-A desta Consolidação, com a mesma eficácia legal e preponderância sobre 
os instrumentos coletivos, no caso de empregado portador de diploma de nível superior e que 
percebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime 
Geral de Previdência Social.
Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições 
por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, 
prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo 
empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função 
de confiança.
§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao 
empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não será 
incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função.
Art. 469. Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade 
diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não acarretar 
necessariamente a mudança do seu domicílio.
§ 1º Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados que exerçam cargo de 
confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, 
quando esta decorra de real necessidade de serviço.
§ 2º É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o 
empregado.
§ 3º Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para 
localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, 
mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e 
cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquelalocalidade, enquanto durar 
essa situação.
Esse princípio traz à tona a característica de alteridade do empregador, na medida em 
que este assume os riscos do sucesso ou do fracasso do empreendimento, não podendo 
transferir ao empregado os problemas de sua atividade.
Toda alteração contratual lesiva ao trabalhador, como, por exemplo, a possibilidade de 
redução de salários, deve ocorrer mediante negociação coletiva (ACT ou CCT), destacando-
se o que já se estudou no artigo 7º, VI, da CF/1988.
Observe-se que os princípios não têm natureza absoluta, admitindo ressalvas e exceções, 
como ocorre no artigo 503 da CLT, por exemplo.
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Assim, as exceções a esse princípio incluem a possibilidade de arbitragem individual, o 
contrato de adesão para a rescisão do contrato de trabalho etc. Ao mesmo tempo em que 
se permite a negociação coletiva, há limites também para esses fins.
Os princípios específicos do direito do trabalho são relativos, podendo ocorrer exceções 
às regras. Logo, nenhum princípio tem natureza absoluta. Essa ideia não foi afastada pela 
Reforma Trabalhista. O princípio da inalterabilidade refere-se apenas à impossibilidade de 
alteração unilateral das regras maléficas.
004. 004. (FCC/TRT-11ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) O princípio da autonomia privada coletiva 
autoriza a negociação coletiva quanto a direitos dos trabalhadores, exceto quanto à 
redução salarial.
A autonomia coletiva é exatamente a negociação coletiva. Analisando o artigo 7º, VI, da 
CF/1988, é possível realizar a negociação coletiva para fins de redução do salário, nos termos 
do artigo 611-B da CLT. Sendo assim, é exatamente o contrário do que consta na premissa.
Errado.
8 . PriNCÍPio Da iNTaNGibiliDaDe Salarial8 . PriNCÍPio Da iNTaNGibiliDaDe Salarial
Esse princípio segue o raciocínio do que foi mencionado anteriormente, pois se trata 
da proteção salarial, assegurando o valor pela sua natureza alimentar.
É um princípio concernente ao direito do trabalho, segundo o qual a verba salarial merece 
garantias diversificadas da ordem jurídica, de modo a assegurar seu valor, montante e 
disponibilidade em benefício do empregado.
Sobre essa natureza alimentar, destaco a posição muito interessante de Godinho 
(2019, p. 243):
A noção de natureza alimentar é simbólica, claro. Ela parte do suposto – socialmente correto, em 
regra – de que a pessoa física que vive fundamentalmente de seu trabalho empregatício prover 
suas necessidades básicas do indivíduo e de membro de uma comunidade familiar (alimentação, 
moradia, educação, saúde, transporte etc.) com o ganho advindo desse trabalho: seu salário. 
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A essencialidade dos bens a que se destina o salário do empregado, por suposto, é que induz à 
criação de garantias fortes e diversificadas em torno da figura econômico – jurídica (…) mas é 
o salário, sem dúvida, a mais relevante contrapartida econômica pelo trabalho empregatício.
Desse princípio surgem consequências, como, por exemplo, a garantia do valor do salário 
e a garantia contra mudanças normativas prejudiciais ao valor do salário. Veja como as 
provas cobram:
005. 005. (FCC/TRT-11ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Considerando-se a doutrina, a legislação e 
o entendimento sumulado pelo TST, em relação aos princípios que orientam o Direito do 
Trabalho no Brasil, o princípio da intangibilidade salarial admite exceções somente quando 
houver autorização expressa do trabalhador.
Nesse caso, está equivocada a alternativa, nos termos do artigo 7º, VI, da CF/1988, em 
que se destaca que a possibilidade de redução de salários ocorre somente por negociação 
coletiva – ACT ou CCT.
Errado.
Importa destacar, aqui, a questão da impenhorabilidade do salário. Isso porque temos 
reflexões jurisprudenciais sobre o tema: verba trabalhista aplicada é impenhorável até 40 
salários mínimos. Os valores recebidos em rescisão trabalhista são impenhoráveis para 
efeitos de execução até o limite de 40 salários mínimos.
Há entendimento do STJ sobre a matéria:
JURISPRUDÊNCIA
Ocorre que o novo Código de Processo Civil, em seu art. 833, deu à matéria tratamento 
um tanto diferente em relação ao Código anterior, no art. 649, substituindo no caput 
a expressão ‘absolutamente impenhoráveis’ pela palavra ‘impenhoráveis’, dando, 
assim, margem à mitigação da regra pelo intérprete, ao considerar o caso concreto.” 
(AgInt no AREsp 1.336.881/DF, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 
23/04/2019, DJe 27/05/2019)
Diante disso, veja a relatividade dos princípios trabalhistas. Por fim, observe o dispositivo 
importante da CLT acerca dos princípios:
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Art. 462. Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo 
quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo.§ 1º – Em 
caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde de que esta possibilidade 
tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado.
Além disso, deve-se destacar a nova visão do artigo 468 da CLT, principalmente porque 
quem recebia gratificação por muito tempo, como, por exemplo, 10 anos, fazia uso da ideia 
de estabilidade financeira, que não pode ser suprimida. A Reforma Trabalhista fez essa 
alteração. Fique atento ao dispositivo abaixo, pois já é cobrado nas provas:
Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições 
por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, 
prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo 
empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função 
de confiança.
§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao 
empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não será 
incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função.
9 . PriNCÍPio Da iNTaNGibiliDaDe CoNTraTUal obJeTiVa9 . PriNCÍPio Da iNTaNGibiliDaDe CoNTraTUal obJeTiVa
Esse princípio decorre da própria noção do princípio da inalterabilidade contratual lesiva.
Ele faz menção agora às regras objetivas do contrato, na medida em que não podem 
modificar as normas de forma unilateral em prejuízo do trabalhador, a parte mais vulnerável 
da relação jurídica.
Isso é importante, principalmente com a mudança do empregador e a ideia de sucessão 
trabalhista.
Nesse ponto, destacam-se os seguintes artigos da CLT que são recorrentes nas provas:
Art. 9º Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou 
fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.
Art. 10.Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos 
por seus empregados.
Art. 448. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos 
de trabalho dos respectivos empregados.
Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 10 e 
448 desta Consolidação, às obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor.
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar 
comprovada fraude na transferência.
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Art. 449. Os direitos oriundos da existência do contrato de trabalho subsistirão em caso de 
falência, concordata ou dissolução da empresa.
§ 1º Na falência constituirão créditos privilegiados a totalidade dos salários devidos ao empregado 
e a totalidade das indenizações a que tiver direito.
Pelos dispositivos acima transcritos, fica evidente que o conteúdo do contrato, 
objetivamente considerado, não pode ser alterado em desfavor do reclamante, apesar da 
alteração da situação das partes envolvidas.
A mudança do empregador não altera a relação trabalhista. Lembre-se de que a 
pessoalidade só existe para a pessoa do empregado.
No caso do empregador, essa pessoalidade não subsiste, exatamente porque é um 
reflexo da relação de emprego entre as partes. Veja como é cobrado nas provas:
006. 006. (FCC/TRT-11ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) O conteúdo do contrato de emprego, de 
acordo com o princípio da intangibilidade contratual objetiva, poderia ser modificado, caso 
ocorresse efetiva mudança no plano do sujeito empresarial.
A premissa está equivocada, desvirtuando o princípio que estamos estudando. Além disso, 
não altera em nada a relação de emprego, mesmo que modifique a figura do empregador, 
como ocorre com a sucessão trabalhista. Nesse ponto, destaque-se na CLT:
Art. 448. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos 
de trabalho dos respectivos empregados.
Errado.
10 . PriNCÍPio Da PriMaZia Da realiDaDe Sobre a 10 . PriNCÍPio Da PriMaZia Da realiDaDe Sobre a 
ForMaForMa
Um dos princípios mais invocados nas questões de prova e na prática jurídica significa 
que os fatos podem ter validade maior do que os documentos.
Preste atenção! Não significa que a prova documental não seja aprovada ou considerada 
pelo juiz, mas sim que o juiz analisará muito mais o conteúdo do que a forma.
Então, por exemplo, se Berenice assina um contrato de prestação de serviços, mas 
consegue demonstrar que realmente existe uma relação de emprego, prevalece a sua tese. 
Isso ocorre porque a realidade é mais importante que a formalidade.
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Princípios do Direito do Trabalho 
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O importante e mais relevante é o conteúdo, pois se busca a verdade real e não, 
simplesmente, a verdade formal. É uma decorrência do princípio da proteção.
Também é conhecido como princípio da realidade. Nesse ponto, Godinho (2019, p. 
244) ressalta:
No Direito do Trabalho, deve-se pesquisar, preferentemente, a prática concreta efetivada ao 
longo da prestação de serviços, independentemente da vontade eventualmente manifestada 
pelas partes na respectiva relação jurídica. A prática habitual – na qualidade de uso – altera o 
contrato pactuado, gerando direitos e obrigações novos às partes contratantes (respeitada a 
fronteira da inalterabilidade contratual lesiva).
007. 007. (FCC/TRT-11ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) O Juiz do Trabalho pode privilegiar a situação 
de fato, devidamente comprovada, em detrimento dos documentos ou do rótulo conferido 
à relação de direito material, em razão do princípio da primazia da realidade sobre a forma.
Exatamente a aplicação do princípio da primazia da realidade sobre a forma. Nesse ponto, 
o juiz pode ultrapassar a ideia de rótulos formais em nome da real essência da relação 
jurídica. A premissa é o conceito do princípio da primazia da realidade sobre a forma.
Certo.
O conteúdo do contrato é mais relevante. Tudo em nome de encontrar a verdade real, 
a principal essência da relação.
Nesse ponto, até mesmo as anotações na CTPS possuem presunção relativa (juris 
tantum), conforme a súmula do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 12 do TST
CARTEIRA PROFISSIONAL (mantida)
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não 
geram presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum.
Logo, se na CTPS existe a anotação de um salário mínimo, mas, na prática, ele recebe 
“salário por fora”, se o empregado conseguir provar, por exemplo, que foram pagos valores 
a mais, ora, nesse ponto, prevalece o salário por fora. Por exemplo, o empregado junta os 
extratos de transferência bancária em que recebia os valores.
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As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não valem 
como prova absoluta, mas apenas relativa.
Por fim, observe o que consta no site do TST exatamente sobre esse princípio que 
sintetiza:
O chamado Princípio da Primazia da Realidade define que em uma relação de trabalho o que 
realmente importa são os fatos que ocorrem, mesmo que algum documento formalmente 
indique o contrário. Assim, vale mais a realidade, do que o que está formalizado no contrato.
Por exemplo: caso o empregador pague ao empregado um valor diferente do registrado na 
carteira, ou o colaborador assine o ponto em horário contrário ao da jornada de trabalho. Essas 
situações demonstram que a realidade é diferente do que foi pactuado no contrato.
A incidência do Princípio da Primazia da Realidade pode ser observada no artigo 442 da Consolidação 
das Leis do Trabalho que estabelece que “contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou 
expresso, correspondente à relação de emprego”.
O artigo 456 da CLT também expressa a teoria, ao prever que a “prova do contrato individual 
do trabalho será feita pelas anotações constantes da carteira profissional ou por instrumento 
escrito e suprida por todo os meios permitidos em direito.
Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, o contrato de trabalho é firmado por 
tempo indeterminado, ou seja, não há prazo previamente fixado para seu término. Assim, 
a obrigação de provar a ruptura do contrato de trabalho é do empregador. Em respeito 
ao princípio da primazia da realidade, o trabalho exercido de fato se sobrepõe às 
disposições contratuais escritas. Além disso, deve-se buscar a real intenção das partes 
no momento de firmar o contrato, seja ele verbal ou escrito.
11 . PriNCÍPio Da CoNTiNUiDaDe Da relaÇÃo De 11 . PriNCÍPio Da CoNTiNUiDaDe Da relaÇÃo De 
eMPreGoeMPreGo
Pela natureza alimentícia dos salários, entende-se que, em regra, o trabalhador precisamanter a relação de emprego para garantir seu sustento.
Com isso, a regra é que, se o trabalhador for dispensado sem justa causa, no caso de 
dúvidas ou insuficiência probatória por parte do empregador, presume-se que a dispensa 
foi sem justa causa.
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Também, na dúvida se o contrato é por prazo determinado ou indeterminado, entende-
se que é indeterminado, justamente pela concepção de que o vínculo de trabalho deve ser 
permanente para manter o sustento.
Por isso, o legislador exige formalidades do contrato por prazo determinado, como, 
por exemplo, o contrato de experiência e os contratos a termo. Diante disso, não estando 
formalizados os contratos por prazo determinado, entende-se que o contrato é POR PRAZO 
INDETERMINADO.
Nesse ponto, tem-se claramente que a relação de emprego se constitui, apesar da 
mudança do empregador, tal como ocorre na sucessão trabalhista, conforme os artigos 
10 e 448 da CLT.
Godinho (2019; 245) menciona:
Informa tal princípio que é de interesse do Direito do Trabalho a permanência do vínculo empregatício, 
com a integração do trabalhador na estrutura e dinâmica empresariais. Apenas mediante tal 
permanência e integração é que a ordem justrabalhista poderia cumprir satisfatoriamente o 
objetivo teleológico do Direito do Trabalho, de assegurar as melhores condições, sob a ótica 
obreira, de pactuação e gerenciamento da força de trabalho em determinada sociedade.
Existem outras modalidades de fim da ruptura contratual; porém, por esse princípio, 
na dúvida, presume-se a continuidade da relação de emprego.
As outras modalidades que estudaremos nas próximas aulas são: pedido de demissão, 
dispensa por justa causa, culpa recíproca, força maior, extinção da empresa etc.
Neste caso, é ônus do empregador provar a justa causa de um trabalhador ou que ele 
pediu demissão. Na parte processual, esse princípio tem grande destaque.
Há sempre a ideia de continuidade da relação de emprego. Com isso, também há 
presunções favoráveis ao trabalhador, das quais se destaca:
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N. 212 – DESPEDIMENTO. ÔNUS DA PROVA
O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação 
de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
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Veja o mapa mental:
Princípio da 
Continuidade da 
Relação de Emprego
Natureza alimentar dos salários
Pedido de demissão tem que ser 
provado pelo empregador
Em regra: o contrato por prazo 
indeterminado
Justa causa tem que ser provada 
pelo empregador
Presunção relativa das 
anotações da CTPS
Exceção: contrato por prazo
determinado que deve ser 
FORMAL SEMPRE
Em regra: dispensa sem justa 
causa
12 . PriNCÍPioS JUSTrabalhiSTaS eSPeCiaiS 12 . PriNCÍPioS JUSTrabalhiSTaS eSPeCiaiS 
CoNTroVerTiDoS, PriNCÍPio iN DUbio Pro oPerÁrio, CoNTroVerTiDoS, PriNCÍPio iN DUbio Pro oPerÁrio, 
PriNCÍPio Do Maior reNDiMeNToPriNCÍPio Do Maior reNDiMeNTo
Alguns princípios são questionados no âmbito do direito do trabalho. Destacam-se dois 
que são recorrentes nas provas de concurso, e é por isso que separei um capítulo específico.
Princípio in dubio pro operário: aqui temos um princípio que favorece a parte mais 
vulnerável, in dubio pro misero.
Porém, isso é apenas um aspecto material. Não se aplica para fins processuais. Deve-
se optar pela norma ou condição mais favorável ao trabalhador na interpretação de qual 
norma será aplicada.
Princípio do maior rendimento: aqui se tem a concepção de que o trabalhador gasta 
suas energias com a força produtiva de seu empregador.
Existe uma vertente do princípio da lealdade e da boa-fé que também leva em consideração 
o poder diretivo do empregador e seu poder disciplinar, observando a boa-fé do empregado 
na condução de seus trabalhos.
13 . reNÚNCia e TraNSaÇÃo No DireiTo Do Trabalho13 . reNÚNCia e TraNSaÇÃo No DireiTo Do Trabalho
Os direitos trabalhistas podem ser renunciados e transacionados? Para tais fins, é 
preciso estabelecer duas grandes premissas:
• Os direitos trabalhistas podem ter indisponibilidade absoluta e relativa;
• Existem dois institutos relacionados à renúncia e à transação.
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DireiTo Do Trabalho 
Princípios do Direito do Trabalho 
Maria Rafaela
Para fins de estudar essas questões, é possível analisar a CLT, da qual destaco, adaptando 
na tabela abaixo (artigos 611-A e 611-B):
Artigo 611-A Artigo 611-B
Podem ser negociados: o negociado prevalece sobre 
o legislado.
INDISPONIBILIDADE RELATIVA
Não pode existir negociação, porque são matérias de 
ordem pública.
INDISPONIBILIDADE ABSOLUTA
Banco de horas anual.
Intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 
trinta minutos para jornadas superiores a seis horas.
Adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE);
Representante dos trabalhadores no local de trabalho.
Teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho 
intermitente;
Remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas 
percebidas pelo empregado, e remuneração por 
desempenho individual.
Troca do dia de feriado.
Enquadramento do grau de insalubridade.
Participação nos lucros ou resultados da empresa, etc.
Normas de identificação profissional, inclusive as 
anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social.
Seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário.
Valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória 
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS):
Salário mínimo.
Valor nominal do décimo terceiro salário.
Remuneração do trabalho noturno superior à do 
diurno.
Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime 
sua retenção dolosa.
Salário-família:
Repouso semanal remunerado, etc.
Nesse caso, verifica-se claramente que a Reforma Trabalhista fez uma divisão muito 
clara sobre o que pode ser negociado (o tal do negociado que prevalece sobre o legislado) 
e o que tem interesse público que não pode ser negociado em desfavor do trabalhador.
Então, duas conclusões devem ser consideradas: 1) nem sempre o negociado prevalece 
sobre o legislado; 2) no caso do artigo 611-B da CLT, pode existir negociação coletiva, mas 
para favorecer o trabalhador e não prejudicá-lo.
Com base nisso, é preciso entender o que são direitos de indisponibilidade absoluta e 
relativa. Veja na tabela abaixo:
Indisponibilidade absoluta Indisponibilidade relativa
Existe um nível de interesse público.
Patamar civilizatório mínimo.
Exemplos: assinatura da CTPS, salário mínimo, normas 
de proteção à saúde e segurança do trabalhador etc.
Norma de interesse abstrato da categoria, como no 
caso do direito coletivo.
Pode haver negociação coletiva quanto a esses direitos.
A autonomia da vontade é algo permitido pelo 
legislador constituinte.
Os artigos 611-A e 611-B devem ser lidos com 
frequência por você!
Então, com base nos conhecimentos doutrinários e legislativos

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