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Legalidade e sua Relevância na Administração Pública O princípio da legalidade é um dos pilares fundamentais do Direito Administrativo e desempenha um papel crucial na atuação da Administração Pública. Este princípio estabelece que a Administração só pode agir de acordo com a lei, ou seja, suas ações devem estar sempre fundamentadas em normas jurídicas previamente estabelecidas. Isso garante que os atos administrativos sejam realizados dentro dos limites da legalidade, protegendo os direitos dos cidadãos e assegurando a justiça e a equidade nas relações entre o Estado e a sociedade. A legalidade, portanto, não é apenas uma diretriz para a atuação do poder público, mas também um mecanismo de controle que visa evitar abusos e arbitrariedades. A importância do princípio da legalidade se reflete em diversas esferas da Administração Pública. Em primeiro lugar, ele assegura a previsibilidade e a segurança jurídica, uma vez que os cidadãos podem conhecer as normas que regem a atuação do Estado e, assim, planejar suas ações de acordo com essas regras. Além disso, a legalidade é um instrumento de proteção dos direitos fundamentais, pois impede que a Administração Pública atue de forma discricionária, ou seja, sem a devida justificativa legal. Isso é especialmente relevante em um Estado democrático de direito, onde a proteção dos direitos individuais e coletivos é uma prioridade. Outro aspecto relevante do princípio da legalidade é sua relação com a accountability, ou responsabilidade pública. Quando a Administração Pública age dentro dos limites da lei, ela se torna mais transparente e responsável por suas ações. Isso permite que os cidadãos possam exigir explicações e responsabilizar os agentes públicos por eventuais desvios de conduta. A legalidade, portanto, não apenas orienta a atuação do Estado, mas também fortalece a democracia ao promover a participação cidadã e o controle social sobre as ações governamentais. Destaques O princípio da legalidade estabelece que a Administração Pública deve agir conforme a lei. Garante previsibilidade e segurança jurídica nas relações entre o Estado e os cidadãos. Protege os direitos fundamentais, evitando arbitrariedades na atuação do poder público. Promove a accountability, permitindo que cidadãos responsabilizem agentes públicos. Fortalece a democracia ao incentivar a participação cidadã e o controle social.