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Comandos 
Elétricos 
O seu guia prático e definitivo 
Wesley Dornelas da Cunha Licensed to Crislherson Silva Lopes - crislherson@gmail.com - 123.972.507-80 - HP1479415413
 
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1. Introdução 
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2. Informações Gerais 
O Comandos Elétricos é um guia digital que oferece informações sobre diversos aspectos da elétrica, incluindo 
teoria, práticas e normas técnicas. O conteúdo disponibilizado neste gula é fornecido apenas para fins 
informativos e educacionais. 
 
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7. Lei Aplicável 
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Aviso Legal 
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Sumário 
1 - ELETRICIDADE BÁSICA 5 
1.1 - CONCEITOS FUNDAMENTAIS 5 
1.2 - UNIDADES DE MEDIDA IMPORTANTES 6 
1.3 - INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO 6 
1.4 - O QUE É UM CIRCUITO ELÉTRICO? 8 
1.5 - LEI DE OHM 8 
1.6 - POTÊNCIAS ELÉTRICAS 9 
2 - CIRCUITOS SÉRIE E PARALELO: CONCEITOS E DIFERENÇAS 10 
2.1 - CIRCUITO SÉRIE 10 
2.2 - CIRCUITO PARALELO 11 
2.3 - CIRCUITOS MISTOS 13 
2.4 - DIFERENÇAS PRINCIPAIS 16 
3 - SEGURANÇA ELÉTRICA 16 
3.1 - RISCOS DA ELETRICIDADE 17 
3.2 - CUIDADOS AO TRABALHAR COM ELETRICIDADE 17 
3.3 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIS) 18 
3.4 - NORMAS E REGULAMENTAÇÕES 18 
3.5 - COMO PREVENIR ACIDENTES ELÉTRICOS 18 
4 - INTRODUÇÃO AOS COMANDOS ELÉTRICOS 19 
5 - SIMBOLOGIAS UTILIZADAS EM COMANDOS ELÉTRICOS 20 
5.1 – BOTOEIRAS 20 
5.2 - PADRÃO DE CORES DOS BOTÕES 22 
5.3 - MODELOS DE BOTOEIRAS 24 
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5.4 - ENTENDENDO AS PARTES DAS BOTOEIRAS 30 
6 - ENTENDENDO OS CONTATOS 32 
7 - ENTENDENDO O CONTATO SELO 34 
8 - CONTATORES 36 
8.1 - COMPONENTES PRINCIPAIS DO CONTATOR 36 
8.2 - OPERAÇÃO 37 
8.3 - CARACTERÍSTICAS DOS CONTATORES 37 
8.4 - TIPOS DE CONTATOS NO CONTATOR 38 
8.5 - APLICAÇÕES DOS CONTATORES 38 
8.6 - VANTAGENS DOS CONTATORES 39 
8.7 - EXEMPLO DE FUNCIONAMENTO 40 
9 - RELÉ 41 
9.1 - COMPONENTES PRINCIPAIS DO RELÉ 42 
9.2 - TIPOS DE RELÉS 42 
9.3 - RELÉS DE PROTEÇÃO 45 
9.4 - VANTAGENS DOS RELÉS 47 
9.5 - DESVANTAGENS DOS RELÉS 47 
9.6 - APLICAÇÕES DOS RELÉS 48 
10 - SINALIZADORES 49 
11 - DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO 51 
11.1 - FUSÍVEIS 52 
12 - DISJUNTORES 58 
13 - RELÉ TÉRMICO 65 
14 - ACIONAMENTO CONVENCIONAL DE MOTORES 70 
15 - ACIONAMENTO ELETRÔNICO DE MOTORES 73 
15.1 - INVERSOR DE FREQUÊNCIA 74 
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15.2 - SOFT STARTER 76 
15.3 - COMPARAÇÃO ENTRE MOTORES ELÉTRICOS CA E MOTORES 
MONOFÁSICOS/TRIFÁSICOS 80 
16 - FECHAMENTO DE MOTORES ELÉTRICOS CA 83 
16.1 - FECHAMENTO DE MOTORES ELÉTRICOS CA DE 6 PONTAS 83 
16.2 - FECHAMENTO DE MOTORES ELÉTRICOS CA DE 9 PONTAS 84 
16.3 - FECHAMENTO DE MOTORES ELÉTRICOS CA DE 12 PONTAS 85 
16.4 - FECHAMENTO DE MOTORES DE OUTRAS PONTAS (EX.: 3, 4, 24 
PONTAS) 86 
17 - PARTIDA DIRETA DE MOTORES ELÉTRICOS 87 
17.1 - PARTIDA DIRETA 88 
17.2 PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO 92 
17.3 - PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO 97 
18 - DESAFIO PRÁTICO 101 
19 - CONCLUSÃO 102 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 - Eletricidade Básica 
Eletricidade Básica é o conjunto de conceitos fundamentais sobre o 
fenômeno elétrico, suas propriedades, e como ele é utilizado em 
aplicações práticas. 
 
Por Que Aprender Eletricidade? 
Compreender os fundamentos da eletricidade é essencial, não apenas 
para profissionais da área, mas também para quem deseja resolver 
problemas simples no dia a dia, como trocar uma tomada ou entender 
sua conta de luz. Além disso, é um passo importante para quem busca 
ingressar em áreas como eletrônica, automação ou engenharia elétrica. 
Abaixo estão os principais conceitos e tópicos abordados em 
eletricidade básica: 
1.1 - Conceitos Fundamentais 
 
Carga Elétrica (Q): Unidade básica de eletricidade, medida em 
coulombs (C). É a propriedade das partículas que causa interação 
elétrica (prótons têm carga positiva, elétrons têm carga negativa). 
 
Corrente Elétrica (I): Fluxo de carga elétrica através de um condutor, 
medido em amperes (A). 
Corrente contínua (DC): Flui em apenas uma direção (como em pilhas 
e baterias). 
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Corrente alternada (AC): Inverte a direção constantemente (usada na 
rede elétrica residencial) 
Tensão (V): Diferença de potencial elétrico entre dois pontos, 
responsável por impulsionar a corrente. Medida em volts (V). 
Resistência (R): Oposição ao fluxo de corrente em um circuito, 
medida em ohms (Ω). 
1.2 - Unidades de Medida Importantes 
 
Ampère (A): Mede a corrente elétrica. 
Volt (V): Mede a tensão elétrica. 
Ohm (Ω): Mede a resistência elétrica. 
Watt (W): Mede a potência elétrica. 
1.3 - Instrumentos de Medição 
 
Para trabalhar com eletricidade, utilizamos instrumentos como: 
 
Multímetro: Mede corrente, tensão e resistência. 
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Amperímetro: Mede apenas corrente. 
 
 
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1.4 - O Que é um Circuito Elétrico? 
 
Um circuito elétrico é um caminho fechado pelo qual a corrente 
elétrica pode fluir. Ele é composto por três elementos principais: 
 
Fonte de energia: Fornece a energia elétrica, como baterias ou redes de 
energia. 
Condutores: Transportam a corrente elétrica, como fios de cobre. 
Cargas: Consomem a energia, como lâmpadas ou motores. 
1.5 - Lei de Ohm 
 
A Lei de Ohm é um dos fundamentos da eletricidade e estabelece uma 
relação entre três grandezas elétricas essenciais: tensão (V), corrente 
elétrica (I) e resistência (R). Essa relação é expressa pela fórmula: 
 
Onde: 
V = Tensão elétrica (em volts, V) 
I = Corrente elétrica (em amperes, A) 
R = Resistência elétrica (em ohms, Ω) 
 
O Que Significa a Lei de Ohm? 
A lei descreve como a corrente elétrica em um circuitoMotores simples com enrolamentos internos 
já configurados em estrela ou triângulo. Não possuem flexibilidade de 
fechamento. 
• Motores de 4 Pontas: Usados em sistemas monofásicos com 
enrolamento auxiliar (capacitor de partida ou permanente). 
• Motores de 24 Pontas: Motores extremamente versáteis usados em 
aplicações especiais, como sistemas de controle de torque e 
velocidade em ambientes industriais complexos. 
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Resumo dos Fechamentos Mais Comuns 
 
 
17 - Partida direta de Motores Elétricos 
 
A partida de um motor refere-se ao processo de iniciar o 
funcionamento de um motor elétrico. Esse processo é crucial, pois 
Número de Pontas Fechamentos Possíveis Principais Aplicações 
6 Pontas Estrela (Y), Triângulo (Δ) 
Motores padrão trifásicos 
para baixa e alta tensão. 
9 Pontas Estrela (Y), Triângulo (Δ) 
Dupla tensão (220V/380V 
ou 220V/440V). 
12 Pontas 
Estrela, Triângulo, Mudança 
de Velocidade (Dahlander) 
Flexibilidade em tensão e 
velocidade. 
24 Pontas 
Configurações específicas 
para controle avançado. 
Sistemas industriais 
complexos. 
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envolve aplicar tensão ao motor para que ele comece a girar e atinja 
sua velocidade operacional. 
17.1 - Partida Direta 
 
A partida direta é um método de iniciar motores elétricos, onde o 
motor é conectado diretamente à rede elétrica. Ao acionar o 
comando de partida, a tensão da rede é aplicada imediatamente, 
resultando em uma corrente de partida que pode ser de 5 a 7 vezes a 
corrente nominal. 
Vantagens: 
Simplicidade: Circuito simples com poucos componentes. 
Baixo Custo: Solução econômica para aplicações simples. 
Desvantagens: 
Altos Picos de Corrente: Pode causar sobrecarga na rede 
elétrica. 
Estresse Mecânico: Torque instantâneo pode desgastar 
componentes. 
Inadequada para Grandes Motores: Não é ideal para 
motores de grande porte devido aos riscos associados. 
Aplicações: 
Comum em motores de pequeno e médio porte, como ventiladores, 
bombas e compressores, onde a corrente de partida elevada não 
representa um problema significativo. 
 
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Circuito de partida direta desenvolvido no CAD. 
 
Entendendo cada componente do circuito de potência da partida 
direta. 
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Entendendo cada componente do circuito de comando da partida 
direta. 
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17.2 partida direta com reversão 
 
A partida direta com reversão é um método utilizado para iniciar um 
motor elétrico e, em seguida, inverter sua direção de rotação. É uma 
técnica comum em aplicações onde a flexibilidade na direção do 
movimento é necessária, como em transportadores e guindastes. 
 
Funcionamento 
Partida Direta: O motor é conectado diretamente à rede elétrica. 
Quando o comando de partida é acionado, a tensão da rede é 
aplicada ao motor imediatamente, permitindo que ele atinja sua 
velocidade nominal rapidamente. Isso resulta em uma corrente de 
partida alta, que pode ser de 5 a 7 vezes a corrente nominal. 
 
Controle de Direção: Para inverter a direção de rotação, um circuito 
de controle é utilizado. Isso geralmente envolve o uso de contatores, 
que alteram a conexão dos enrolamentos do motor. 
O operador pode escolher a direção (horária ou anti-horária) através 
de um painel de controle, ativando o contato correspondente. 
 
Sequência de Operação: Antes de inverter a direção, é comum parar 
o motor completamente. Isso pode ser feito por meio de um 
comando de parada que desenergiza o motor. 
Após a parada, o contato de reversão é acionado, energizando o 
motor na nova direção. 
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Vantagens 
Flexibilidade: Permite que o motor opere em ambas as direções, 
ajustando-se facilmente às necessidades da aplicação. 
Simples de Implementar: O circuito de controle pode ser 
relativamente simples, utilizando contatores padrão. 
 
Desvantagens 
Corrente de Partida Elevada: A partida direta pode causar picos de 
corrente que podem impactar a rede elétrica, especialmente em 
motores grandes. 
 
Estresse Mecânico: O torque elevado durante a partida pode causar 
desgaste em componentes mecânicos, especialmente se o motor for 
frequentemente ligado e desligado. 
 
Aplicações: 
Usada em sistemas de transporte de materiais, guindastes, 
elevadores, e qualquer aplicação que exija mudança de direção de 
maneira frequente. 
 
 
 
 
 
Circuito de partida direta desenvolvido no CAD 
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Entendendo cada componente do circuito de potência da partida direta 
com reversão. 
 
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Entendendo cada componente do circuito de comando da partida 
direta com reversão. 
 
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17.3 - Partida Estrela-Triângulo 
 
A partida estrela-triângulo é uma técnica usada para reduzir a 
corrente de partida de motores de indução trifásicos, especialmente 
aqueles com potência elevada. 
Funcionamento 
Configuração Inicial (Estrela):O motor é conectado inicialmente 
na configuração estrela (Y). Nesta configuração, cada 
enrolamento do motor recebe apenas 58% da tensão nominal 
(1/√3 da tensão de linha), o que resulta em uma corrente de 
partida reduzida. Isso diminui o torque também, mas é suficiente 
para iniciar o motor suavemente. 
Transição para Triângulo: Após um tempo predeterminado 
(geralmente alguns segundos), ou quando o motor atinge uma 
velocidade específica, a configuração é alterada para triângulo 
(Δ). Nessa configuração, o motor opera com a tensão total da 
linha, permitindo que atinja seu torque nominal. 
Vantagens 
• Redução da Corrente de Partida: Diminui significativamente 
a corrente inicial, minimizando o impacto na rede elétrica. 
• Menor Estresse Mecânico: A partida suave reduz o desgaste 
em componentes mecânicos. 
Desvantagens 
• Complexidade do Circuito: Requer um circuito de controle 
que comute entre as configurações estrela e triângulo. 
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• Tempo de Comutação: A transição deve ser feita 
corretamente para garantir que o motor funcione de forma 
eficiente. 
Aplicações: 
• Motores de grande porte em indústrias, como bombas, 
compressores e ventiladores. 
 
Circuito de partida direta desenvolvido no CAD 
 
 
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Entendendo cada componente do circuito de potência da partida 
estrela triângulo. 
 
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Entendendo cada componente do circuito de comando da partida 
direta com reversão. 
 
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18 - Desafio prático 
 
Bem-vindo aos desafios práticos sobre partidas de motores elétricos! 
Neste módulo, você terá a oportunidade de aplicar seus 
conhecimentos teóricos em situações reais, explorando diferentes 
métodos de partida e controle de motorestrifásicos. Cada desafio foi 
projetado para ajudá-lo a entender melhor o funcionamento dos 
motores e a importância de suas configurações de partida. 
Desafios Propostos: 
1. Ligação de Três Motores: Construa um circuito que conecte e 
controle três motores trifásicos simultaneamente, garantindo que 
todos operem de forma harmônica e eficiente. 
2. Inversão de Rotação de Motor Trifásico: Desenvolva um sistema 
que permita inverter a direção de rotação de um motor trifásico. 
Explore a configuração dos contatores e a lógica de controle 
necessária para essa operação. 
3. Partida Estrela-Triângulo sem Inversão de Rotação: Implemente 
um circuito de partida estrela-triângulo, onde o motor inicia sua 
operação suavemente, sem a necessidade de inversão de rotação. 
4. Partida Estrela-Triângulo com Inversão de Rotação: Crie um 
sistema que combine a partida estrela-triângulo com a capacidade de 
inverter a direção de rotação, permitindo um controle versátil do 
motor. 
5. Enchimento de Tanque de Fluido: Projete um sistema que utilize 
um motor para controlar o enchimento de um tanque com fluido. 
Considere a lógica de controle necessária para monitorar o nível do 
tanque e parar a bomba quando o nível desejado for alcançado. 
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6. Objetivos dos Desafios: 
• Aplicar conceitos teóricos na prática. 
• Promover o entendimento das diferentes técnicas de 
partida de motores. 
• Desenvolver habilidades em controle e automação de 
sistemas elétricos. 
19 - Conclusão 
Ao longo deste e-book, exploramos os fundamentos e as aplicações 
dos comandos elétricos, proporcionando uma compreensão 
abrangente dos diferentes tipos de partida de motores e suas 
respectivas configurações. Desde a partida direta até métodos mais 
complexos como estrela-triângulo e inversão de rotação, cada técnica 
foi discutida em detalhes, destacando suas vantagens, desvantagens 
e aplicações práticas. 
A importância dos comandos elétricos no contexto industrial não 
pode ser subestimada. Eles são essenciais para garantir a eficiência, 
segurança e funcionalidade de sistemas elétricos em diversas 
aplicações. Esperamos que este material tenha fornecido não apenas 
conhecimento teórico, mas também inspiração para a 
implementação prática e a resolução de desafios do dia a dia 
Encorajamos você a aplicar o que aprendeu, a experimentar e a 
aprofundar-se ainda mais neste campo fascinante. O domínio dos 
comandos elétricos é uma habilidade valiosa que contribuirá 
significativamente para sua carreira e para a evolução das tecnologias 
que moldam nosso mundo. 
Agradecemos por ter acompanhado este e-book e desejamos sucesso 
em sua jornada no fascinante universo dos comandos elétricos! 
Licensed to Crislherson Silva Lopes - crislherson@gmail.com - 123.972.507-80 - HP1479415413varia de acordo 
com a tensão aplicada e a resistência do circuito: 
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Se a tensão aumenta e a resistência permanece constante, a corrente 
também aumenta. 
Se a resistência aumenta e a tensão permanece constante, a corrente 
diminui. 
Essa relação linear é válida para materiais e dispositivos que obedecem 
à Lei de Ohm, como resistores e condutores metálicos em condições 
normais de temperatura. 
 
V = I X R I = V/R R = V/I 
1.6 - Potências Elétricas 
 
No estudo da eletricidade e dos sistemas de energia elétrica, 
especialmente em circuitos de corrente alternada (CA), o conceito de 
potências e sua representação no Triângulo de Potências é essencial 
para entender como a energia é gerada, consumida e controlada 
Relaciona potência(W), tensão (V) e corrente (I). 
 
 
 P = V x I V = P/I I =P/V 
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2 - Circuitos Série e Paralelo: Conceitos e Diferenças 
 
Circuitos série e paralelo são as formas básicas de organizar 
componentes elétricos em um circuito. Cada configuração tem 
características distintas em relação à corrente, tensão e resistência 
equivalente. 
2.1 - Circuito Série 
 
Em um circuito série, os componentes são conectados em sequência, 
formando um único caminho para a corrente elétrica. Características: 
 
Corrente (I): 
A mesma corrente percorre todos os componentes. 
𝐼total= 𝐼1 = 𝐼2 = 𝐼3 = … 
Tensão (V): 
A tensão total é a soma das tensões em cada componente. 
𝑉total = 𝑉1 + 𝑉2 + 𝑉3 + … 
Resistência (R): 
A resistência equivalente é a soma das resistências individuais. 
𝑅eq = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + … 
 
Exemplo Prático: 
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 11 
Três resistores de 10Ω, 20Ω e 30Ω estão conectados em série. A 
resistência equivalente será: 
 
𝑅eq = 10 + 20 + 30 = 60 
Vantagens e Desvantagens: 
Vantagem: Simples de montar. 
Desvantagem: Se um componente falhar, todo o circuito para de 
funcionar. 
 
2.2 - Circuito Paralelo 
Em um circuito paralelo, os componentes são conectados em 
diferentes ramos, formando múltiplos caminhos para a corrente 
elétrica. Características: 
Corrente (I): 
A corrente total é a soma das correntes em cada ramo. 
𝐼total = 𝐼1 + 𝐼2 + 𝐼3 + … 
 
Tensão (V): 
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A tensão em cada ramo é a mesma e igual à tensão total. 
𝑉total = 𝑉1 = 𝑉2 = 𝑉3 = … 
 
Resistência (R): 
A resistência equivalente é calculada pela soma dos inversos das 
resistências individuais. 
 
Exemplo Prático: 
Três resistores de 10Ω, 20Ω e 30Ω estão conectados em paralelo. A 
resistência equivalente será: 
 
 
 
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Vantagens e Desvantagens: 
Vantagem: Se um componente falhar, os outros continuam 
funcionando. 
Desvantagem: Mais complexo de projetar e montar. 
2.3 - Circuitos Mistos 
 
Um circuito misto combina características de circuitos série e paralelo 
em uma única configuração. Isso significa que alguns componentes 
estão conectados em série, enquanto outros estão em paralelo no 
mesmo circuito. Essa combinação é comum em instalações elétricas e 
eletrônicas para aproveitar as vantagens de ambas as configurações. 
Características dos Circuitos Mistos 
 
Corrente (I): 
A corrente varia de acordo com a configuração local. 
Nos ramos em série, a corrente é a mesma. 
Nos ramos em paralelo, a corrente se divide proporcionalmente à 
resistência de cada ramo. 
 
Tensão (V): 
Nos componentes em série, a tensão é dividida entre eles. 
Nos componentes em paralelo, a tensão é a mesma em todos os ramos. 
Resistência Equivalente (Rₑ): 
Calcula-se a resistência equivalente para cada parte em série ou 
paralelo separadamente, antes de combinar os valores. 
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 14 
 
Como Resolver um Circuito Misto? 
Para calcular os parâmetros (tensão, corrente e resistência equivalente) 
em um circuito misto, siga estes passos: 
1. Identificar as Partes em Série e Paralelo 
Examine o circuito e agrupe os componentes que estão em série ou 
paralelo. 
2. Calcular a Resistência Equivalente das Partes em Paralelo 
Use a fórmula para resistores em paralelo: 
 
 
 
3. Somar as Resistências em Série 
Use a fórmula para resistores em série: 
 
𝑅eq = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + … 
 
4. Repetir Gradativamente 
Repita o processo até que todo o circuito seja reduzido a uma única 
resistência equivalente (𝑅total). 
 
5. Aplicar as Leis de Ohm e Kirchhoff 
Use a Lei de Ohm (𝑉=𝐼⋅𝑅) para calcular a tensão e a corrente em cada 
ponto. 
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Aplique as Leis de Kirchhoff para verificar a conservação da energia 
e da corrente no circuito. 
 
Exemplo Prático: Considere o circuito abaixo: 
 
Um resistor 𝑅1= 10Ω está em série com dois resistores R2 = 20Ω e R3 
= 30Ω que estão em paralelo. 
 
 
Passo 1: Calcular a Resistência Equivalente do Paralelo 
 
 
Passo 2: Calcular a Resistência Total 
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 16 
 
 
 
 
 
2.4 - Diferenças Principais 
 
 
3 - Segurança Elétrica 
 
A eletricidade é uma ferramenta poderosa, mas quando mal 
utilizada, pode oferecer sérios riscos. Por isso, a segurança elétrica é 
essencial, tanto para quem trabalha com ela quanto para quem a 
utiliza em casa. 
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 17 
3.1 - Riscos da Eletricidade 
 
Os principais riscos envolvidos com a eletricidade são: 
• Choques Elétricos: Ocorrem quando uma pessoa entra em contato 
com um condutor elétrico. Eles podem ser fatais dependendo da 
intensidade da corrente e do tempo de exposição. 
• Queimaduras: São causadas pelo aquecimento excessivo de cabos, 
fios ou equipamentos elétricos. 
• Incêndios: Um curto-circuito ou fiação inadequada pode gerar faíscas 
e provocar incêndios. 
• Explosões: Podem ocorrer em ambientes com materiais inflamáveis 
ou gases, devido a faíscas geradas por falhas elétricas. 
3.2 - Cuidados ao Trabalhar com Eletricidade 
 
• Desligar a fonte de energia: Sempre desligue a energia antes de realizar 
qualquer manutenção em equipamentos elétricos ou instalações. 
• Utilizar ferramentas isoladas: Use ferramentas com cabo isolado para 
evitar o risco de choque. 
• Evitar o contato com a água: A água é um excelente condutor de 
eletricidade, portanto nunca manuseie equipamentos elétricos com as 
mãos molhadas ou em ambientes úmidos. 
• Verificar as instalações: Certifique-se de que os cabos e equipamentos 
elétricos estão em boas condições. Nunca utilize equipamentos com 
fios expostos ou desgastados. 
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 18 
3.3 - Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) 
 
Quando for realizar tarefas de manutenção ou instalação elétrica, 
utilize os seguintes EPIs: 
• Luvas isolantes: Protegem contra choques elétricos. 
• Botas de borracha: Isolam o corpo do chão, evitando que a eletricidade 
chegue ao solo. 
• Óculos de proteção: Protegem os olhos contra faíscas ou detritos. 
• Capacetes: Protegem a cabeça de quedas de objetos ou choques 
elétricos indiretos. 
3.4 - Normas e Regulamentações 
 
Existem diversas normas que regulam as instalações elétricas e o 
trabalho com eletricidade. Algumas delassão: 
• NR-10 (Norma Regulamentadora nº 10): Estabelece as condições 
mínimas para garantir a segurança dos trabalhadores que interagem 
com instalações e serviços elétricos. 
• ABNT NBR 5410: Define as condições para as instalações elétricas 
em baixa tensão em residências e indústrias. 
3.5 - Como Prevenir Acidentes Elétricos 
 
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 19 
• Instalar disjuntores e fusíveis: Eles interrompem a corrente elétrica 
em caso de sobrecarga, evitando incêndios e danos aos 
equipamentos. 
• Utilizar tomadas e cabos de qualidade: Prefira materiais certificados 
e de boa procedência para evitar falhas e curtos-circuitos. 
• Revisões periódicas: Realize inspeções regulares nas instalações 
elétricas, garantindo que não haja problemas com fios soltos, curtos 
ou sobrecarga. 
4 - Introdução aos Comandos Elétricos 
 
Os comandos elétricos são sistemas essenciais para o controle de 
dispositivos e máquinas em diversos setores da indústria, automação e 
até em instalações residenciais. Eles consistem em circuitos projetados 
para comandar, controlar e proteger equipamentos elétricos, 
permitindo sua operação de maneira eficiente e segura. Para isso 
iremos começar aprendendo conceitos desde à eletricidade básica até 
desenvolvimento de circuitos de comandos elétricos. 
 
Circuito de Cargas: Este circuito pode ser configurado de forma 
monofásica, bifásica ou trifásica, e sua principal função é determinar 
a potência total das cargas elétricas conectadas. 
 
Circuito de Comandos: Também conhecido como circuito de 
controle, é onde se localizam os dispositivos responsáveis pelo 
acionamento e sinalização. Esse circuito é composto por uma 
combinação de elementos que garantem o funcionamento das cargas e 
dos sinalizadores. 
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 20 
5 - Simbologias utilizadas em comandos Elétricos 
 
Os comandos elétricos mais utilizados consistem em dois circuitos 
principais: o circuito de força, que pode ser monofásico, bifásico ou 
trifásico, e o circuito de comando, responsável pelo controle e 
acionamento dos dispositivos de sinalização. 
É por meio desses comandos elétricos que o acionamento ocorre, 
permitindo que as máquinas elétricas operem de maneira eficiente e 
adequada. 
5.1 – Botoeiras 
 
Em comandos elétricos, botoeiras são dispositivos de controle 
utilizados para acionar ou desligar circuitos elétricos de forma 
manual. Elas desempenham um papel fundamental no controle de 
máquinas e equipamentos, permitindo ao operador enviar comandos 
de forma prática e segura. 
 
 
 
 
 
A botoeira opera por meio de pulsos, alterando seu estado quando 
pressionada. Em seu estado normal, ela pode atuar como um circuito 
Simbologia Literal Símbolo Gráfico 
 
 S 
 
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 21 
aberto ou fechado, modificando sua condição apenas durante o 
acionamento do botão. 
Algumas botoeiras possuem um dispositivo de retorno por mola, que 
faz com que o botão volte automaticamente à posição original após ser 
acionado (botões pulsadores). 
 
Existem diversos modelos de botoeiras, incluindo: 
Botoeiras com contatos NA (Normalmente Aberto) ou NF 
(Normalmente Fechado); 
Botoeiras conjugadas para liga/desliga; 
Botoeiras com ou sem retenção; 
Botoeiras de emergência no formato "cogumelo"; 
Botoeiras com chave; 
Contatos de selo. 
 
Exemplos de simbologia gráfica: 
 
Simbologia Nomeclatura 
 
 
Botoeira NA (Normalmente 
Aberto) 
 
 
Botoeira NF(Normalmente 
Fechado) 
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 22 
5.2 - Padrão de cores dos botões 
 
As cores das botoeiras desempenham um papel crucial na segurança 
dos profissionais que operam máquinas e equipamentos elétricos. A 
padronização das cores, conforme estabelecido pelas normas NR26 e 
NR12, visa facilitar a identificação rápida e clara das funções dos 
botões, permitindo que o operador entenda o fluxo de 
funcionamento de uma máquina ou sistema com base nas cores dos 
botões. 
Essas normas garantem que os profissionais possam identificar, com 
rapidez, as funções de ligar, desligar, emergência ou alerta, 
assegurando uma operação mais segura e evitando erros que possam 
causar acidentes. Ao seguir esses padrões, a identificação dos estados 
de funcionamento das máquinas torna-se intuitiva e eficiente, 
minimizando riscos e aumentando a segurança no ambiente de 
trabalho. 
 
Verde (ON/Liga) 
 
• Função: Indicativo de funcionamento ou início da operação. 
• Usos Comuns: Botões de "Ligar" ou "Iniciar". Geralmente encontrado 
em botões de liga, start ou de operação normal. 
• Exemplo: Botão de iniciar um motor ou acionar um sistema. 
 
Vermelho (OFF/Desliga) 
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 23 
 
• Função: Indicativo de parada ou desligamento. 
• Usos Comuns: Botões de "Desligar", "Emergência" ou de parada 
imediata. 
• Exemplo: Botão de parada de emergência ou de desligamento de 
máquinas. 
 
Amarelo (Aviso ou Preparação) 
 
• Função: Indica um estado de alerta ou preparação para uma ação. 
• Usos Comuns: Botões de preparação, aviso ou alertas. 
• Exemplo: Botão de preparação de máquina ou para indicar uma 
função intermediária. 
 
Azul (Informação ou Identificação) 
 
• Função: Usado para identificação de funções não urgentes, de 
informação ou de status. 
• Usos Comuns: Botões de sinalização, como para mostrar que um 
processo está em andamento. 
• Exemplo: Botão para mostrar que um sistema está em modo de 
monitoramento. 
 
Preto (Função Comum ou Neutra) 
 
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 24 
• Função: Geralmente usados para botões de funções normais que não 
são de emergência ou críticas. 
• Usos Comuns: Botões de operação geral ou funções sem urgência. 
• Exemplo: Botão de luz de controle ou para controlar funções não 
emergenciais. 
 
Branco (Início ou Reset) 
 
• Função: Usado para funções de reinício ou reset do sistema. 
• Usos Comuns: Botões de reset ou de inicialização. 
• Exemplo: Botão para reiniciar um sistema após um erro. 
5.3 - Modelos de Botoeiras 
 
Botoeira de Retenção 
Uma botoeira de retenção é um dispositivo usado em comandos 
elétricos que mantém o circuito energizado ou desenergizado após ser 
acionado. Diferente de uma botoeira de impulso, ela não retorna à 
posição inicial automaticamente. O retorno ao estado inicial ocorre ao 
pressioná-la novamente ou ao apertar um segundo botão que a 
destrava. 
 
Funcionamento Básico: 
• Acionamento manual: Quando pressionada, a botoeira fecha o contato 
(NA), permitindo a passagem de corrente elétrica e ativando 
dispositivos como relés ou contatores. 
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 25 
• Retenção do circuito: Após o acionamento, um contato auxiliar 
mantém o circuito energizado, dispensando a necessidade de manter a 
botoeira pressionada. 
• Desligamento: Para interromper o circuito, é necessário pressionar 
outra botoeira (NF) ou realizar o destravamento manual. 
Desvantagens e Riscos: 
• Retorno automático após falta de energia: Caso haja uma interrupção 
na alimentação elétrica enquanto o circuito estiver funcionando, a 
botoeira permanecerá na posição "ligado". Assim, quando a energia 
for restabelecida, o circuito será religado automaticamente. 
• Riscos à segurança dos trabalhadores que operam a máquina ou 
sistema, especialmente se a retomada automática do circuito ocorrer 
sem aviso prévio. 
 
 
 
Botoeira Sem Retenção 
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 26 
Também conhecido como botão pulsante, o botão sem retenção é um 
dos mais utilizados em comandos elétricos. Ele serve para enviar um 
pulso de comando para acionar temporariamente um componente de 
uma máquina ou equipamento. 
Quando utilizado em sistemas de comando, seu funcionamento 
depende de um contato de selo para manter o circuito energizado. Caso 
contrário, sua atuação será momentânea, ou seja, o circuito será 
desativado assim que o botão for liberado. 
Esse modelo é amplamente preferido devido à segurança que oferece 
em casos de falta de energia elétrica. Quando ocorre uma interrupção 
na energia, o contato de selo no circuito é automaticamente desligado, 
garantindo que o sistema permaneça desativado. Para reativá-lo, é 
necessário um novo acionamento manual, evitando reinicializações 
inesperadas que poderiam comprometer a segurança ou o 
funcionamento dos equipamentos. 
 
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 27 
 
Botoeira com Chave 
Funciona como uma botoeira convencional, porém, nesta botoeira 
com chave, é indispensável que a chave habilite o sistema para que 
os contatos possam ser acionados ou retornem à posição inicial, 
garantindo controle e segurança no processo. 
 
Botoeira tipo cogumelo 
É um botão de segurança, projetado para ser acionado em situações de 
emergência, como acidentes, panes elétricas, ou outros eventos críticos 
que demandem a interrupção imediata do comando. 
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 28 
Esse botão apresenta características fundamentais: sua cor vibrante e 
chamativa é essencial para rápida identificação, e seu posicionamento 
deve garantir acesso fácil, livre de obstruções, permitindo que qualquer 
pessoa o acione com agilidade. 
 
O funcionamento ocorre por pressão, possuindo uma trava de retenção 
que mantém o botão na posição acionada. Para retornar ao estado 
inicial, é necessário girá-lo, liberando a trava e garantindo maior 
segurança ao prevenir acionamentos acidentais. 
Normalmente, seus contatos de proteção são do tipo NF, usados para 
desativar o circuito, e NA, utilizados para indicar a condição de 
emergência por meio de sinalização. 
 
Botoeira Liga e Desliga (ON-OFF) 
 
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 29 
Possui dois botões atuadores sem retenção integrados em um único 
cabeçote. 
 
Para sua ligação, é comum a utilização de um contato de selo, 
permitindo que o circuito permaneça energizado após o acionamento 
inicial. 
Esse modelo reúne ambos os comandos no mesmo dispositivo, com os 
contatos divididos: de um lado, o botão "Liga" na cor verde, e do outro 
lado, o botão "Desliga" na cor vermelha 
 
 
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 30 
5.4 - Entendendo as partes das botoeiras 
 
Existem diversas partes que compõem uma botoeira de comando 
elétrico, sendo elas divididas, principalmente, entre o cabeçote e o 
bloco de contatos. O cabeçote é o elemento frontal responsável pelo 
acionamento do comando, enquanto o bloco de contatos realiza a 
função de conduzir ou interromper o circuito elétrico. 
A maioria das botoeiras modernas adota o princípio de montagem 
modular, permitindo a instalação de diferentes combinações de 
blocos de contatos no mesmo cabeçote. Essa modularidade 
possibilita a utilização de contatos normalmente abertos (NA) ou 
normalmente fechados (NF) conforme a necessidade do circuito. O 
sistema de blocos de contatos intercambiáveis oferece flexibilidade e 
praticidade, já que é possível ajustar a botoeira a diferentes 
aplicações sem substituir todo o componente. 
 
 
1. Atuador: 
• É a parte frontal e visível da botoeira, também chamada de cabeçote. 
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 31 
• O atuador é a parte que o operador manipula para acionar o comando 
elétrico (pressionar, girar ou puxar). 
• Ele pode ter diferentes formatos, como apresentado: 
Botão simples (redondo ou quadrado). 
Botão de emergência (grande e vermelho, com travamento). 
Chave seletora (giratório). 
Botão iluminado (com luz indicativa). 
• A cor e o formato do atuador geralmente seguem padrões para 
facilitar a identificação, como apresentado: 
Verde: Ligar ou iniciar. 
Vermelho: Desligar ou emergência. 
Amarelo: Atenção ou aviso. 
 
2. Porca de Fixação: 
• É o componente que fixa a botoeira no painel ou na superfície onde 
será instalada. 
• A porca de fixação é rosqueada na parte traseira do cabeçote, 
garantindo que ele permaneça firmemente preso ao painel. 
• Geralmente, é feita de plástico resistente ou metal, dependendo do 
modelo da botoeira. 
• Sua função é manter o atuador estável e alinhado com os outros 
componentes internos, como o bloco de contatos. 
 
3. Flange: 
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 32 
• A flange é a peça intermediária ou de suporte entre o cabeçote 
(atuador) e o painel. 
• Ela garante o alinhamento correto do atuador e serve como um 
elemento de reforço na fixação da botoeira. 
• Pode ser considerada parte estrutural do sistema, protegendo os 
componentes internos contra movimentos indesejados ou vibrações. 
• Em alguns modelos, a flange também contribui para o isolamento 
elétrico e pode ser parte do sistema de vedação, ajudando a garantir 
graus de proteção como IP65 ou IP67. 
 
4. Bloco de Contato: 
• É a parte que realiza a função elétrica da botoeira, conectando ou 
interrompendo o circuito elétrico. 
• Localizado na parte traseira da botoeira, o bloco de contato é 
acionado mecanicamente pelo movimento do atuador. 
• Os blocos de contato são moduláveis e intercambiáveis, permitindo 
que diferentes combinações sejam configuradas na mesma botoeira, 
conforme a necessidade do sistema. 
• Os terminais do bloco de contato são os pontos onde os fios do 
circuito elétrico são conectados. 
6 - Entendendo os contatos 
 
 Contato Aberto (NA - Normalmente Aberto) 
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 33 
• Definição: Um contato é considerado normalmente aberto (NA) 
quando ele não permite a passagem de corrente elétrica em seu 
estado de repouso (sem acionamento). 
 
• Funcionamento: 
Quando o dispositivo está desligado ou em repouso, o circuito está 
aberto (interrompido) e a corrente não passa. 
Quando o dispositivo é acionado (por exemplo, ao apertar um botão 
ou energizar a bobina de um relé), o contato fecha e permite a 
passagem de corrente elétrica. 
 
Exemplo prático: Um botão tipo "start" (de ligar), que só fecha o 
circuito enquanto pressionado. 
 
2. Contato Fechado (NF - Normalmente Fechado) 
• Definição: Um contato é considerado normalmente fechado (NF) 
quando ele permite a passagem de corrente elétrica em seu estado 
de repouso (sem acionamento). 
 
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 34 
 
• Funcionamento: 
Quando o dispositivo está desligado ou em repouso, o circuito está 
fechado (continuidade elétrica) e a corrente pode passar. 
Quando o dispositivo é acionado, o contato abre, interrompendo o 
fluxo de corrente elétrica. 
 
Exemplo prático: Um botão tipo "stop" (de desligar), que mantém o 
circuito fechado até ser pressionado e interrompe a corrente elétrica. 
7 - Entendendo o contato selo 
 
O contato selo é uma técnica amplamente utilizada para manter um 
circuito ativado mesmo após o acionamento inicial de um botão ou 
outro dispositivo. Essa lógica é muito comum em sistemas de 
automação e controle, principalmente em máquinas industriais, 
onde é necessário garantir que o equipamento continue operandoaté que seja explicitamente desligado 
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 35 
. 
Contato Selo (K1) 
 
Contato Selo (K1) após a energização, mantendo o circuito ligado. 
 
 
 
 
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 36 
8 - Contatores 
 
 
O funcionamento dos contatores é baseado em um eletroímã, que ao 
ser energizado, atrai um núcleo móvel e altera o estado dos contatos 
(de aberto para fechado ou vice-versa). 
8.1 - Componentes principais do contator 
 
Bobina (A1 e A2): Quando energizada, cria um campo magnético que 
movimenta o núcleo do contator. 
Contatos principais: São responsáveis por ligar e desligar a carga 
elétrica. Normalmente, são contatos NA (Normalmente Abertos) que 
fecham quando a bobina é energizada. 
Contatos auxiliares: São contatos adicionais (NA ou NF - 
Normalmente Fechados) usados em circuitos de comando para 
sinalização, intertravamento ou lógica de controle. 
Núcleo móvel e fixo: O núcleo móvel é atraído pelo núcleo fixo 
quando a bobina é energizada, acionando os contatos. 
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 37 
 
 
8.2 - Operação 
 
Quando a bobina é alimentada, o núcleo móvel é atraído pelo campo 
magnético. 
Esse movimento fecha os contatos principais e, se houver, altera 
também o estado dos contatos auxiliares. 
Quando a bobina é desenergizada, uma mola retorna o núcleo móvel 
à posição original, reabrindo os contatos principais e restaurando o 
estado dos auxiliares. 
8.3 - Características dos Contatores 
 
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 38 
Capacidade de carga: Contatores são projetados para lidar com 
cargas de alta potência, como motores elétricos trifásicos, 
resistências ou sistemas de iluminação. 
Isolamento elétrico: Permitem o controle de circuitos de alta tensão 
com sinais de baixa tensão, garantindo segurança e eficiência. 
Durabilidade: Possuem alta resistência ao desgaste mecânico e 
elétrico, com longa vida útil. 
8.4 - Tipos de Contatos no Contator 
 
1. Contatos Principais: 
São usados para controlar a carga elétrica. 
Normalmente, são NA (Normalmente Abertos) e fecham quando o 
contator é acionado. 
2. Contatos Auxiliares: 
Usados em circuitos de comando e sinalização. 
Podem ser NA ou NF (Normalmente Fechados), dependendo da 
aplicação. 
8.5 - Aplicações dos Contatores 
 
Os contatores são amplamente usados em sistemas industriais e 
comerciais devido à sua capacidade de lidar com cargas elétricas de 
alta potência de forma segura e confiável. Alguns exemplos de 
aplicação incluem: 
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 39 
1. Controle de Motores Elétricos: 
Ligar e desligar motores trifásicos em sistemas de automação. 
Usados em conjunto com relés de sobrecarga para proteção dos 
motores. 
2. Sistemas de Iluminação: 
Controle de iluminação em grandes instalações, como estádios ou 
indústrias. 
3. Aquecimento Elétrico: 
Controle de resistências elétricas em sistemas de aquecimento. 
4. Automação Industrial: 
Parte de circuitos de controle, como sistemas de partida estrela-
triângulo ou inversores de rotação. 
8.6 - Vantagens dos Contatores 
 
• Controle remoto: Podem ser acionados a distância, facilitando a 
automação. 
• Segurança: Isolam o circuito de controle do circuito de potência. 
• Alta capacidade de comutação: Suportam correntes elevadas sem 
comprometer o desempenho. 
• Flexibilidade: Podem ser combinados com dispositivos auxiliares, 
como relés térmicos, para maior funcionalidade. 
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 40 
8.7 - Exemplo de Funcionamento 
 
Em um sistema simples de partida de motor: 
1. Um botão de partida energiza a bobina do contator. 
2. O contator fecha seus contatos principais, permitindo que a corrente 
passe para o motor. 
3. Um contato auxiliar do contator pode ser usado para criar um selo, 
mantendo o contator acionado enquanto o sistema estiver ligado. 
4. Quando o botão de parada é pressionado, a bobina do contator é 
desenergizada, abrindo os contatos principais e desligando o motor. 
 
Os contatores são dispositivos indispensáveis em sistemas de 
comando e potência, permitindo o controle seguro e eficiente de 
cargas elétricas em uma ampla variedade de aplicações. 
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 41 
9 - Relé 
 
Os relés são dispositivos eletromecânicos ou eletrônicos que 
desempenham funções essenciais em sistemas elétricos. Eles 
funcionam como interruptores automáticos, atuando por meio de 
um campo eletromagnético gerado quando a bobina é energizada. 
Esse campo atrai uma armadura móvel, que movimenta os contatos 
do relé, permitindo abrir ou fechar circuitos. Assim, são capazes de 
controlar cargas maiores com correntes menores, garantindo 
segurança e eficiência nos sistemas. 
Funcionamento Básico do Relé 
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 42 
• Quando a corrente elétrica passa pela bobina, um campo 
eletromagnético é gerado, movimentando a armadura móvel. 
• Esse movimento altera o estado dos contatos: 
Os NA (Normalmente Abertos) fecham, permitindo a passagem de 
corrente. 
Os NF (Normalmente Fechados) abrem, interrompendo a passagem 
de corrente. 
• Ao interromper a corrente na bobina, o campo magnético 
desaparece, e os contatos retornam às suas posições originais, sendo 
auxiliados por uma mola de rearme. 
9.1 - Componentes Principais do Relé 
 
1. Armadura Fixa: Suporte estrutural do relé. 
2. Armadura Móvel: Movimenta os contatos devido à atração gerada 
pelo campo eletromagnético. 
3. Conjunto de Contatos: Inclui contatos NA (Normalmente Abertos) e 
NF (Normalmente Fechados). 
4. Mola de Rearme: Retorna os contatos à posição original quando o 
campo magnético é interrompido. 
5. Terminais: Conectam o relé aos circuitos de comando e carga, 
variando conforme a aplicação. 
9.2 - Tipos de Relés 
 
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 43 
Os relés são classificados com base em suas características e 
aplicações específicas: 
 
1. Relés Temporizadores 
São dispositivos que controlam o tempo de comutação antes, durante 
ou após o acionamento do relé. Exemplos: 
• Temporizador com Retardo na Energização (On Delay): Comuta os 
contatos após o tempo ajustado. 
• 
• Temporizador com Retardo na Desenergização (Off Delay): Comuta 
os contatos imediatamente e retorna à posição original após o 
tempo configurado. 
 
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 44 
 
• Temporizador Estrela-Triângulo: Usado em partidas de motores, 
alternando entre configurações estrela e triângulo após intervalos 
de tempo definidos. 
 
 
• Temporizador Cíclico: Realiza ciclos contínuos de comutação e 
retorno dos contatos até que o circuito seja desenergizado. 
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 45 
 
9.3 - Relés de Proteção 
 
São projetados para proteger dispositivos elétricos, como motores e 
transformadores, contra falhas. Exemplo: 
• Relé Falta de Fase: Detecta e interrompe o funcionamento de 
motores trifásicos caso uma das fases esteja ausente, evitando 
danos. 
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 46 
 
• Relé Térmico: Protege motores contra sobrecarga, desligando o 
circuito quando há superaquecimento devido a corrente excessiva. 
 
Relés de Estado Sólido (SSR - Solid State Relay) 
• Não possuempartes móveis, utilizando componentes eletrônicos 
para comutar o circuito. 
• São mais rápidos e silenciosos, mas têm custo mais elevado. 
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 47 
 
 
 
9.4 - Vantagens dos Relés 
 
• Isolamento Elétrico: O circuito de comando é isolado do circuito de 
carga, permitindo tensões diferentes entre eles. 
• Flexibilidade de Aplicação: Podem ser usados em sistemas 
industriais, automação, proteção de equipamentos e controle de 
motores. 
• Simplicidade: Fácil de instalar e operar. 
• Versatilidade: Permitem diversas configurações de contatos (NA, NF 
ou ambos). 
9.5 - Desvantagens dos Relés 
 
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 48 
• Desgaste Mecânico: Nos relés eletromecânicos, o movimento 
constante dos contatos reduz sua vida útil. 
• Limitações de Corrente e Tensão: É necessário respeitar as 
especificações para evitar danos ao dispositivo. 
• Velocidade: Relés eletromecânicos são mais lentos em comparação 
aos relés de estado sólido. 
9.6 - Aplicações dos Relés 
 
Os relés são amplamente utilizados em diversos setores, como: 
1. Automação Industrial: 
Controle de máquinas e sincronismo de processos. 
Proteção contra sobrecargas e falhas de fase. 
2. Sistemas de Proteção Elétrica: 
Desligamento de motores e transformadores em caso de falhas. 
Monitoramento de grandezas elétricas, como tensão, corrente e 
sequência de fase. 
3. Controle de Motores: 
Partidas estrela-triângulo. 
Reversão de motores. 
4. Sistemas de Automação Residencial: 
Controle de iluminação, aparelhos elétricos e segurança. 
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 49 
10 - Sinalizadores 
 
Os sinalizadores de comandos elétricos são dispositivos essenciais em 
sistemas de controle, usados para indicar estados ou condições de 
operação. Eles podem ser encontrados em diversas aplicações, como 
painéis de controle industriais, sistemas de automação e 
equipamentos elétricos. Aqui estão alguns pontos importantes sobre 
eles: 
 
Tipos de Sinalizadores 
1. Lâmpadas de Sinalização: 
Indicadores luminosos que sinalizam estados como 
"ligado/desligado". 
Podem ser LED, incandescentes ou fluorescentes. 
2. Buzinas e Alarmes Sonoros: 
Usados para alertar sobre condições especiais, como falhas ou 
emergências. 
3. Displays Digitais: 
Mostram informações mais complexas, como temperaturas ou 
pressões. 
 
 
 
Os sinalizadores são identificados por cores 
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 50 
 
 
 
 
 
 
Verde – indica que a máquina está pronta 
para operar ou os circuitos e dispositivos 
estão em condição de funcionamento. 
Vermelho – Estado de alerta e perigo, 
máquina anormal, parada por dispositivo de 
proteção ou emergência. 
Amarelo – Valor próximo do máximo para 
grandezas como temperatura ou corrente. 
Alarme visual de falha. 
Incolor – Máquina em funcionamento 
normal, circuitos sob tensão e prontos para 
funcionar. 
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Simbologia de Sinalizadores: 
 
 
11 - Dispositivos de Proteção 
Dispositivos de proteção são componentes fundamentais em sistemas 
elétricos, projetados para evitar danos a equipamentos e garantir a 
segurança dos usuários. 
Azul – Qualquer função que não seja as 
anteriores. 
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11.1 - Fusíveis 
 
Os fusíveis são dispositivos de proteção essenciais utilizados em 
comandos elétricos para proteger circuitos, equipamentos e pessoas 
contra sobrecargas e curtos-circuitos. Eles atuam como um ponto 
fraco intencional no circuito, projetado para interromper o fluxo de 
corrente elétrica quando esta ultrapassa um limite seguro. 
 
Como funciona um fusível? 
O fusível é composto basicamente por um filamento metálico 
(geralmente feito de materiais como estanho, chumbo ou prata) que 
derrete quando a corrente elétrica que passa por ele excede seu valor 
nominal. Quando o filamento derrete, o circuito é interrompido, 
protegendo os componentes conectados. 
 
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 53 
Função dos Fusíveis em Comandos Elétricos 
Nos comandos elétricos, os fusíveis desempenham as seguintes 
funções: 
 
1. Proteção contra sobrecargas: 
Quando a corrente elétrica no circuito aumenta além do valor 
permitido por um período prolongado, o fusível aquece e funde, 
evitando danos aos componentes do comando elétrico. 
2. Proteção contra curto-circuitos: 
Em caso de curto-circuito, onde há um aumento instantâneo e extremo 
da corrente, o fusível atua rapidamente, interrompendo o circuito para 
evitar maiores danos. 
3. Proteção de pessoas e equipamentos: 
Fusíveis evitam que falhas nos circuitos resultem em choques elétricos 
ou incêndios. 
4. Limitação de danos: 
Ao interromper o fluxo de corrente em situações de falha, o fusível 
evita que os componentes do comando elétrico (como disjuntores, 
relés e contatores) sejam danificados. 
 
Tipos de Fusíveis em Comandos Elétricos 
Existem diferentes tipos de fusíveis que podem ser usados em 
comandos elétricos, dependendo das características do circuito e dos 
equipamentos a serem protegidos: 
 
1. Fusíveis de Cartucho: 
 
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Normalmente usados em comandos industriais. 
São encapsulados em um tubo de vidro ou cerâmica com terminais 
metálicos nas extremidades. 
 
2. Fusíveis NH (alta capacidade de ruptura): 
Muito utilizados em sistemas industriais devido à sua capacidade de 
suportar altas correntes de curto-circuito. 
São montados em bases específica 
 
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3. Fusíveis Diazed ou Neozed: 
Fusíveis cilíndricos usados em comandos e painéis menores, 
geralmente em aplicações residenciais ou comerciais. 
 
4. Fusíveis Lâmina: 
Amplamente utilizados em equipamentos eletrônicos e veículos. 
 
5. Fusíveis Temporizados (Time-Delay): 
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Projetados para suportar pequenos picos de corrente por curtos 
períodos (como o momento de partida de motores). 
 
 
Aplicação nos Comandos Elétricos 
Nos comandos elétricos, os fusíveis são usados principalmente para 
proteger: 
• Circuitos de potência: 
Fusíveis de maior capacidade protegem motores, transformadores e 
outros dispositivos de alta potência. 
• Circuitos de comando: 
Fusíveis menores são utilizados para proteger relés, botoeiras e outros 
componentes de controle. 
• Motores elétricos: 
Motores, especialmente de indução, podem gerar picos de corrente no 
momento da partida. Para isso, são usados fusíveis temporizados. 
 
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Vantagens dos Fusíveis 
• Simplicidade de construção. 
• Custo baixo comparado a outros dispositivos de proteção, como 
disjuntores. 
• Alta confiabilidade em situações de curto-circuito. 
• Não requerem manutenção (apenas substituição quando atuam). 
 
Desvantagens dos Fusíveis 
• Não podem ser reutilizados após atuar (devem ser substituídos). 
• Não fornecem proteção ajustável (diferente de disjuntores). 
• Em sistemas de alta complexidade, podem ser menos práticos. 
 
Cuidados na Seleção de Fusíveis 
1. Corrente Nominal: 
Escolha um fusível com corrente nominal adequada ao circuito. Um 
valor muito baixo pode causar acionamento desnecessário, enquanto 
um valor muito alto pode não protegeradequadamente. 
2. Tensão Nominal: 
O fusível deve suportar a tensão operacional do circuito. 
3. Tipo de Fusível: 
Deve ser adequado ao tipo de carga (cargas resistivas, motores, etc.). 
4. Capacidade de Ruptura: 
Verifique se o fusível pode suportar a corrente de curto-circuito 
máxima esperada. 
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12 - Disjuntores 
Os disjuntores são dispositivos de proteção elétrica amplamente 
utilizados em sistemas elétricos residenciais, comerciais e industriais. 
Eles desempenham um papel crucial na proteção contra sobrecargas, 
curtos-circuitos e falhas elétricas, garantindo a segurança das pessoas, 
equipamentos e instalações. 
 
Um disjuntor é um dispositivo eletromecânico projetado para 
interromper automaticamente o fluxo de corrente elétrica em um 
circuito quando detecta condições anormais, como: 
• Sobrecarga: Quando o circuito consome mais corrente do que foi 
projetado para suportar. 
• Curto-circuito: Quando ocorre um contato inadequado entre 
condutores (fase e neutro ou fase e terra), gerando uma corrente muito 
alta. 
• Fuga de corrente (em alguns modelos específicos): Quando há 
vazamento de corrente para a terra. 
 
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Os disjuntores podem ser religados manualmente após a interrupção, 
diferentemente de fusíveis, que precisam ser substituídos após a 
queima. 
 
Como funciona um disjuntor? 
O funcionamento do disjuntor baseia-se em dois princípios principais: 
1. Proteção térmica (contra sobrecarga): 
Possui um elemento bimetálico que se aquece quando a corrente 
ultrapassa o limite permitido. 
O calor gerado deforma o bimetal, fazendo com que o circuito seja 
desligado. 
2. Proteção magnética (contra curto-circuito): 
Quando ocorre um curto-circuito, a corrente sobe de forma abrupta. 
Uma bobina eletromagnética dentro do disjuntor gera um campo 
magnético intenso, que aciona um mecanismo de disparo para abrir o 
circuito. 
 
Tipos de disjuntores 
Os disjuntores são classificados com base em diferentes critérios, 
como o tipo de corrente elétrica, a capacidade de interrupção e a 
aplicação. Os principais tipos são: 
 
 Quanto ao tipo de corrente 
• Disjuntores de corrente alternada (AC): Usados na maioria dos 
sistemas elétricos residenciais e comerciais. 
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• Disjuntores de corrente contínua (DC): Usados em sistemas que 
operam com corrente contínua, como painéis solares e baterias. 
 
Quanto à aplicação 
• Disjuntores residenciais (mini disjuntores): 
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Usados em quadros de distribuição domésticos. 
Geralmente têm capacidade de interrupção limitada. 
• Disjuntores industriais: 
Projetados para lidar com altas correntes e tensões. 
Possuem maior capacidade de interrupção e recursos avançados. 
• Disjuntores de caixa moldada (MCCB): 
Usados em aplicações de média potência. 
Oferecem maior capacidade de interrupção e ajustes de corrente. 
• Disjuntores a vácuo: 
Comuns em sistemas de alta tensão. 
Utilizam vácuo como meio de extinção de arco elétrico. 
• Disjuntores diferenciais (DR): 
Detectam fugas de corrente para a terra, protegendo contra choques 
elétricos. 
Muito usados em sistemas residenciais para proteção de pessoas. 
Quanto ao sistema de disparo 
• Disjuntores térmicos: Protegem contra sobrecarga por meio de 
elementos bimetálicos. 
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• Disjuntores magnéticos: Protegem contra curtos-circuitos com base 
em campos magnéticos. 
 
 
 
• Disjuntores termomagnéticos: Combinação de proteção térmica e 
magnética (os mais comuns). 
 
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 63 
 
Especificações dos disjuntores 
Ao escolher um disjuntor, é importante considerar as seguintes 
especificações: 
1. Corrente nominal (In): 
A corrente máxima que o disjuntor suporta sem disparar. 
Exemplo: 10A, 16A, 32A, etc. 
2. Capacidade de interrupção: 
A corrente máxima que o disjuntor pode interromper em caso de curto-
circuito. 
Exemplo: 6kA, 10kA, 25kA. 
3. Curva de disparo: 
Define o comportamento do disjuntor em relação ao tempo e à 
corrente. As curvas mais comuns são: 
▪ Curva B: Dispara rapidamente em casos de sobrecorrente baixa. 
Usada em sistemas residenciais. 
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▪ Curva C: Dispara em sobrecargas moderadas. Usada em sistemas 
comerciais e industriais leves. 
▪ Curva D: Usada em sistemas com altos picos de corrente, como 
motores. 
4. Tensão nominal: 
A tensão máxima em que o disjuntor pode operar, como 220V ou 
380V. 
 
Vantagens do uso de disjuntores 
• Segurança elétrica: Detectam e interrompem falhas que poderiam 
causar incêndios ou danos a equipamentos. 
• Facilidade de religamento: Podem ser reativados manualmente após 
o disparo, ao contrário dos fusíveis. 
• Durabilidade: Projetados para durar muitos ciclos de operação. 
 
Manutenção e cuidados 
Para garantir o bom funcionamento dos disjuntores, é importante: 
• Inspeção periódica: Verificar sinais de desgaste, superaquecimento 
ou mau contato. 
• Evitar sobrecargas: Não conectar mais dispositivos do que o circuito 
suporta. 
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• Substituição em caso de falha: Disjuntores que disparam 
frequentemente ou apresentam falhas devem ser substituídos. 
 
Diferença entre disjuntor e fusível 
Disjuntor Fusível 
Pode ser religado após o 
disparo. 
Deve ser substituído após a queima. 
Custa mais caro. É mais barato. 
Oferece proteção térmica e 
magnética. 
Oferece apenas proteção contra 
sobrecorrente. 
Mais durável e prático. Menos durável. 
 
Exemplos de aplicações práticas 
• Residências: Proteção de circuitos de iluminação, tomadas e 
chuveiros. 
• Indústrias: Proteção de motores, transformadores e máquinas. 
• Comércios: Proteção de quadros de distribuição e sistemas elétricos 
críticos. 
• Sistemas solares: Proteção de inversores e baterias. 
 
13 - Relé Térmico 
 
1. Dispositivo de Proteção de Sobrecarga e Falta de Fase 
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• O relé térmico é projetado para proteger motores elétricos contra 
sobrecarga de corrente e falta de fase. Sua atuação é essencial para 
evitar que o motor opere fora de suas especificações, o que poderia 
causar sobreaquecimento, danos às bobinas e até o derretimento do 
isolamento, resultando em um provável curto-circuito interno. 
 
 
2. Modo de Operação 
• Quando ocorre sobrecarga, o relé térmico detecta o aquecimento 
excessivo e desarma o circuito do motor. 
• Utiliza contatos auxiliares (normalmente aberto e fechado) para 
interromper o circuito de comando e desligar o motor. 
• O ajuste da corrente nominal pode ser feito manualmente, utilizando o 
disco seletor. 
 
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3. Componentes do Relé Térmico 
• O relé térmico possui diversas partes que permitem seu funcionamento 
adequado e integração com outros dispositivos, como contatores. Os 
principais componentes incluem: 
• Contatos principais e auxiliares: 
• L1, L2, L3 (ou 1, 3, 5): Entradas de alimentação (contatos principais). 
• T1, T2, T3 (ou 2, 4, 6): Saídas de potência (contatos principais). 
• 95-96: Contato auxiliar normalmente fechado (NF). 
• 97-98: Contato auxiliar normalmente aberto (NA). 
 
 
Botões e funções: 
• Discoseletor: Ajusta a corrente nominal para a proteção do motor. 
• Botão vermelho: Testa o funcionamento do relé, invertendo os 
contatos auxiliares. 
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• Botão verde: Indica falha no sistema (levantado em caso de disparo). 
• Botão azul (H ou A): Configura o rearmamento do relé (manual ou 
automático). 
• Botão RESET: Utilizado para rearmar o dispositivo após um disparo. 
 
 
 
4. Classes de Disparo 
• Os relés térmicos são divididos por classes de disparo, que determinam 
o tempo de atuação em relação às correntes de partida dos motores. 
Isso permite adequar o relé ao tipo de motor e aplicação: 
• Classe 10: Para motores com partidas de até 10 segundos. 
• Classe 20: Para motores com partidas de até 20 segundos. 
• Classe 30: Para motores com partidas de até 30 segundos. 
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5. Causas de Desarmamento 
O relé térmico pode disparar devido a várias condições anormais no 
motor elétrico, como: 
• Travamento do rotor: O motor não consegue girar. 
• Curto-circuito entre bobinas: Problema interno no enrolamento. 
• Curto entre bobina e carcaça: Falha de isolamento. 
• Sobrecorrente: Quando a corrente ultrapassa os valores nominais do 
motor. 
 
6. Benefícios e Ajustes 
• Segurança: Protege o motor contra danos causados por 
sobreaquecimento. 
• Ajuste de corrente: Permite configurar para uma faixa de corrente 
específica, aumentando a flexibilidade de uso. 
• Compensação térmica: Adapta-se automaticamente a variações de 
temperatura no ambiente, eliminando a necessidade de ajustes 
adicionais. 
• Tempo de resposta: Possui um atraso programado para evitar disparos 
desnecessários durante a partida do motor, quando a corrente é 
naturalmente elevada. 
 
7. Simbologia do Relé Térmico 
A simbologia elétrica do relé térmico é importante para sua instalação 
e integração com o circuito elétrico. Os contatos principais e auxiliares 
são representados de forma padronizada em diagramas elétricos, 
facilitando o entendimento do funcionamento e da lógica de comando. 
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14 - Acionamento Convencional de Motores 
 
O acionamento convencional de motores é um conceito fundamental 
em sistemas de controle elétrico, utilizando dispositivos 
eletromecânicos para iniciar e parar o funcionamento de motores. 
Entre os principais dispositivos utilizados, destacam-se os contatores 
e os interruptores mecânicos. 
 
Contatores Eletromecânicos 
Os contatores são essenciais para a partida e controle de motores, 
aproveitando o efeito eletromagnético para realizar a comutação de 
correntes elevadas. Eles possuem: 
 
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 71 
Contatos de Carga: Geralmente três contatos normalmente abertos 
(NA) que alimentam diretamente o motor. 
Contatos Auxiliares: Quatro contatos auxiliares que facilitam a 
automação e o controle remoto. 
Esses contatos permitem que o motor seja acionado por simples 
botões ou controles remotos, proporcionando segurança ao evitar a 
necessidade de aproximação ao maquinário, minimizando riscos. 
 
Simbologia dos Contatores 
A simbologia dos contatores é importante para a compreensão de 
seu funcionamento em diagramas elétricos: 
 
Bobina (A1 e A2): Enrolamento que cria um campo eletromagnético 
ao ser energizado. 
Núcleo: Composto de lâminas de material ferromagnético que se 
movimenta para acionar os contatos. 
Contatos: Lâminas metálicas que fazem o chaveamento, conduzindo 
correntes de carga e comando. 
Mola: Retorna os contatos à posição de repouso quando a bobina é 
desenergizada. 
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Contadores Eletrônicos 
Os contadores eletrônicos também desempenham um papel crítico 
em acionamentos e proteção de máquinas elétricas. Eles são 
utilizados especialmente em motores, permitindo um controle mais 
eficiente através de: 
 
Comutação de Correntes Elevadas: Os contatos possibilitam a 
ativação de equipamentos de forma remota. 
Automatização: Os contatos auxiliares aumentam a capacidade de 
automação, podendo ser fixados na parte frontal ou lateral do 
contator. 
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Vantagens dos Contatores 
Baixo Consumo de Energia: Reduz os custos operacionais ao evitar 
desperdícios. 
Controle à Distância: Permite operar equipamentos sem necessidade 
de proximidade, aumentando a segurança dos trabalhadores. 
Menor Necessidade de Cabos Pesados: O controle remoto evita 
investimentos elevados em cabos que suportam correntes altas. 
15 - Acionamento Eletrônico de Motores 
 
O acionamento eletrônico de motores é uma solução moderna que 
permite o controle eficiente e preciso de motores elétricos, utilizando 
tecnologia eletrônica. Os principais dispositivos nessa categoria são 
os inversores de frequência e os soft starters, cada um com suas 
características e aplicações. 
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15.1 - Inversor de Frequência 
 
O que é? 
Um inversor de frequência é um dispositivo que ajusta a frequência e 
a tensão da energia elétrica fornecida a um motor. Isso permite 
controlar sua velocidade e torque de forma eficiente. 
Funcionalidades: 
• Controle de Velocidade: Permite variar a velocidade do motor sem 
grandes perdas de torque. Isso é crucial em aplicações onde a 
velocidade precisa ser ajustada em tempo real. 
• Aceleração e Desaceleração Suaves: A programação de rampas de 
aceleração e desaceleração evita impactos mecânicos, prolongando a 
vida útil do motor e dos componentes conectados. 
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• Frenagem Direta: Permite que o motor seja parado rapidamente, 
sem a necessidade de freios mecânicos, o que é útil em aplicações 
que exigem paradas rápidas. 
• Programação Flexível: A velocidade do motor pode ser programada 
de acordo com a necessidade da aplicação, aumentando a 
versatilidade em processos industriais. 
Aplicações Comuns: 
• Pontes Rolantes: Para controlar a movimentação de cargas pesadas 
com precisão. 
• Sistema de Ventilação: Ajuste da velocidade do ventilador para 
otimizar o fluxo de ar. 
• Bombeamento de Líquidos: Controle da vazão em sistemas de 
irrigação e refrigeração. 
• Transportadores: Variação da velocidade conforme a demanda de 
produção. 
 
Vantagens: 
 
• Substituição de Variadores Mecânicos: Elimina a necessidade de 
sistemas mecânicos complexos, reduzindo o espaço e a manutenção. 
• Economia de Energia: A operação em velocidades menores pode 
resultar em economia significativa em consumo elétrico. 
• Durabilidade Aumentada: Menos desgaste mecânico devido a 
partidas suaves e controle de torque. 
 
Componentes Principais: 
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1. Circuito de Entrada: Retifica a energia alternada. 
2. Inversor de Potência: Converte a tensão contínua em tensão trifásica. 
3. Controle: Gera as ondas de saída que determinam a velocidade do 
motor. 
4. Proteção: Inclui circuitos de proteção contra sobretensões e 
sobrecargas. 
 
15.2 - Soft Starter 
 
O que é? 
 
O soft starter é um dispositivo que controla a tensão aplicada a um 
motor durante a partida e a parada, proporcionando uma aceleração 
e desaceleração suaves. 
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Funcionalidades: 
 
• Redução da Corrente de Partida: Limitaa corrente inicial, evitando 
picos que podem danificar o motor e a rede elétrica. 
• Aceleração Progressiva: Permite que o motor alcance sua velocidade 
nominal de forma controlada, minimizando o estresse mecânico. 
• Desaceleração Controlada: Evita paradas bruscas, permitindo que o 
motor desacelere suavemente. 
• Aplicações Comuns: 
• Bombas Centrífugas: Para evitar golpes de aríete em sistemas 
hidráulicos. 
• Compressores de Ar: Protegendo o sistema de aumento repentino de 
pressão. 
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• Ventiladores e Exaustores: Garantindo operações suaves e evitando 
ruídos excessivos. 
 
Vantagens: 
 
• Instalação Simples: Geralmente, são mais fáceis de instalar e 
configurar em comparação com inversores de frequência. 
• Custo Reduzido: O investimento inicial é geralmente menor, 
tornando-os uma solução econômica para aplicações que não exigem 
controle de velocidade. 
• Menos Estresse Elétrico: Reduz o desgaste em componentes 
elétricos e mecânicos. 
• Componentes Principais: 
 
1. Circuito de Potência: Composto por tiristores (SCRs) que controlam a 
corrente do motor. 
2. Circuito de Controle: Monitora e comanda o funcionamento do 
motor, além de permitir a configuração do usuário. 
 
 
 
 
 
 
 
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Comparação Detalhada 
Característica Inversor de Frequência Soft Starter 
Controle de 
Velocidade 
Sim Não 
Partida e Parada 
Suaves 
Sim Sim 
Complexidade de 
Instalação 
Mais complexo Menos complexo 
Custo Geralmente mais alto Geralmente mais baixo 
Utilização de Energia 
Mais eficiente em longo 
prazo 
Menos eficiente 
comparado aos inversores 
Aplicações 
Variadas, incluindo 
controle de torque 
Partidas suaves em 
motores 
Proteções 
Geralmente mais 
robustas 
Proteções limitadas 
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15.3 - Comparação entre Motores Elétricos CA e 
Motores Monofásicos/Trifásicos 
 
1. Estrutura e Funcionamento 
 
• Motores CA: 
Trifásicos: Utilizam uma alimentação trifásica, que cria um campo 
magnético girante. Este tipo de motor é amplamente utilizado na 
indústria devido à sua robustez e eficiência. O motor trifásico 
apresenta um melhor aproveitamento da energia, sendo ideal para 
aplicações que requerem alta potência. 
Monofásicos: Utilizam uma única fase de corrente alternada. A 
geração do campo magnético girante em um motor monofásico é 
mais complexa, exigindo métodos como capacitores ou 
enrolamentos de fase dividida para permitir o arranque. 
 
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• Motores Monofásicos: 
Funcionamento: Operam com tensão entre 127V e 220V e possuem 
um conjunto de enrolamentos que dificultam o acionamento. Eles 
precisam de uma defasagem angular para gerar o campo magnético 
girante. 
Tipos: 
▪ Fase Dividida: Utiliza um enrolamento auxiliar apenas para partida. 
▪ Capacitor de Partida: Inclui um capacitor para aumentar o torque de 
partida. 
▪ Capacitor Permanente: Mantém o capacitor energizado durante 
todo o funcionamento. 
▪ Com Dois Capacitores: Combina as vantagens dos tipos anteriores, 
oferecendo melhor desempenho. 
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2. Eficiência e Aplicações 
• Motores CA (Trifásicos): 
Eficiência: São conhecidos pela eficiência energética e durabilidade. 
São mais adequados para aplicações industriais que exigem potência 
e desempenho constantes. 
Aplicações: Comuns em máquinas pesadas, sistemas de transporte, e 
processos industriais, onde a potência é superior a 2 cv. 
• Motores Monofásicos: 
Eficiência: Menos eficientes em comparação com motores trifásicos, 
principalmente em cargas elevadas. Sua complexidade de arranque 
pode levar a maior consumo de energia. 
o Aplicações: Aplicações residenciais e em equipamentos de baixa 
potência, como ventiladores, geladeiras e máquinas de lavar. 
3. Vantagens e Desvantagens 
• Motores CA (Trifásicos): 
Vantagens: 
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▪ Menor custo por potência. 
▪ Alta eficiência e durabilidade. 
▪ Capacidade de operar em altas potências sem perda significativa de 
desempenho. 
Desvantagens: 
▪ Requerem uma rede trifásica, que pode não estar disponível em 
todas as áreas. 
• Motores Monofásicos: 
Vantagens: 
▪ Mais fáceis de instalar em residências onde a rede trifásica não está 
disponível. 
▪ Menor custo inicial. 
Desvantagens: 
▪ Menor eficiência em comparação com motores trifásicos. 
▪ Necessidade de métodos adicionais para arranque, o que pode 
aumentar a complexidade. 
16 - Fechamento de Motores Elétricos CA 
16.1 - Fechamento de Motores Elétricos CA de 6 Pontas 
 
Os motores de 6 pontas possuem três enrolamentos independentes 
(U1-U2, V1-V2, W1-W2), que podem ser conectados em estrela ou 
triângulo, dependendo da tensão de alimentação. 
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Tipos de Fechamento: 
Estrela (Y): 
Conecta os terminais finais dos enrolamentos (U2, V2, W2) em um 
ponto comum. 
Os terminais de alimentação (U1, V1, W1) recebem a tensão de linha. 
Utilizado para tensões mais altas (ex.: 380V). 
Benefícios: Menor corrente de partida, ideal para motores que 
partem direto na rede. 
Exemplo: 
Alimentação: 380V 
Fechamento: Estrela 
 
Triângulo (Δ): 
Conecta o final de um enrolamento ao início do próximo (U1 a W2, 
V1 a U2, W1 a V2). 
A tensão aplicada nos enrolamentos é menor (tensão de fase). 
Utilizado para tensões mais baixas (ex.: 220V). 
Exemplo: 
Alimentação: 220V 
Fechamento: Triângulo 
16.2 - Fechamento de Motores Elétricos CA de 9 Pontas 
 
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Os motores de 9 pontas são motores trifásicos cujo enrolamento 
interno permite maior flexibilidade para operar em diferentes 
tensões (geralmente 220V/380V ou 220V/440V). Cada ponta 
representa um terminal do enrolamento. 
Tipos de Fechamento: 
 Estrela (Y) para Alta Tensão: 
Para tensões mais altas (ex.: 380V ou 440V). 
Conecta os terminais 7-8-9 em um ponto comum, deixando 1-2-3 
para alimentação. 
Triângulo (Δ) para Baixa Tensão: 
Para tensões mais baixas (ex.: 220V ou 220V trifásico). 
Conecta os terminais de forma a formar um triângulo elétrico: 1-6, 2-
4, 3-5 para alimentação. 
Nota: Motores de 9 pontas são comuns em sistemas com necessidade 
de dupla tensão. 
16.3 - Fechamento de Motores Elétricos CA de 12 Pontas 
 
Os motores de 12 pontas são mais complexos e permitem maior 
versatilidade. Eles possuem enrolamentos que podem ser conectados 
em estrela ou triângulo, mas também permitem configurações para 
operação em dupla velocidade ou sistemas especiais. 
Tipos de Fechamento: 
Estrela Dupla: 
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Conexão para alta tensão. Os pares de enrolamentos são conectados 
em série. 
Exemplo: Para 440V, cada enrolamento recebe 220V. 
Triângulo Duplo: 
Conexão para baixa tensão. Os pares de enrolamentos são 
conectados em paralelo. 
Exemplo: Para 220V, cada enrolamento recebe 220V. 
Dahlander (Mudança de Velocidade): 
Fechamento especial para alterar a quantidade de polos e, 
consequentemente, a velocidade do motor. 
Pode operar em configurações 2/4 polos, 4/8 polos, etc. 
Aplicações: Motores de 12 pontas são ideais para sistemas industriais 
que requerem flexibilidade em tensão e velocidade. 
16.4 - Fechamento de Motores de Outras Pontas (Ex.: 3, 4, 24 
Pontas) 
 
• Motores de 3 Pontas:

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