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Jair 19/08
Tem energia suficiente para remover elétrons de 
átomos, criando íons. Pode ser de origem natural, 
como raios cósmicos ou origem artificial como raios 
x, tomografia e radioterapia.
Tem energia apenas para agitar as moléculas e 
aumentar a temperatura; Pode ser de origem 
natural como os raios, trovão e de origem artificial 
como ondas de tv, micro-ondas; Pode causar 
efeitos térmicos.
Periapical; 
Interproximal; 
Oclusal;
Panorâmica;
 
Telerradiografia lateral;
 
Telerradiografia frontal;
 
Radiografia dos seios da face;
 
Axial de Hirtz;
é uma radiografia que mostra toda a arcada dentária, maxilares, 
mandíbula e articulações temporomandibulares em uma única 
imagem.
é uma imagem do crânio em perfil para análise 
cefalométrica, que permite estudar o crescimento 
ósseo, a relação entre maxila e mandíbula e o perfil 
facial do paciente.
A radiografia periapical é uma técnica intra bucal que visa mostrar a forma individual dos dentes e os 
tecidos em torno do ápice. As indicações clínicas para a técnica para local inclui detectar infecção ou 
inflamação apica, avaliar o estado periodontal do dente, avaliar após traumatismo do dente e do osso 
alveolar, visualizar presença e a posição de dentes não erupcionados, visualizar morfologia das raízes 
antes da exodontia, analisar radiografia mente durante o tratamento e endodôntico, visualizar o pré e o 
pós operatório em cirurgias apicais, avaliar os detalhes de cistos apitais e outras lesões no osso alveolar 
e avaliar o pós-operatório de implantes.
A técnica periapical pode ser realizada através da técnica bissetriz: onde o receptor é posicionado 
próximo à superfície lingual dos dentes.
Ou da técnica paralelismo: onde o receptor é posicionado paralelamente ao longo do eixo do dente com 
ouso do posicionador.
É utilizada para avaliar as regiões interpróximais dos dentes 
posteriores, pesquisar cáries e avaliar a adaptação de materiais 
restauradores.
utiliza um filme de maior dimensão para observar 
toda a maxila e mandíbula, sendo útil para estudar 
grandes áreas patológicas e anomalias maxilares.
DIRETOS - IONIZA DIRETAMENTE AS MOLÉCULAS 
DO DNA: 
 
INDIRETOS - IONIZA MOLÉCULAS DE ÁGUA E 
PRODUZ RADICAIS LIVRES
Determinísticos - efeitos, que ao passar a dose 
limite de radiação, irá acontecer com certeza 
algum dano ao organismo.
 
 Estocásticos - está relacionado com estoque. 
Acúmulos de radiação, Excessos de exames 
radiográficas.
Somáticos - Afeta as células somáticas. Afeta 
apenas o indivíduo exposto. O efeito pode ser de 
curto ou longo prazo. 
Genéticos - Afeta as células gaméticas (óvulos e 
espermatozoides). Pode não ser perceptível pelo 
indivíduo exposto, mas pode passar para seus 
descendentes pelos seus gametas.
Células que apresentam muita mitoses são mais
sensíveis - Radiossesíveis. Exemplo - hemácias, 
linfócitos, espermatozoides;
 Células que apresentam poucas mitose são
mais radiorresistentes.
Exemplo - células neuronais e musculares.
A radiografia convencional continua sendo 
amplamente utilizada na odontologia, apesar dos 
avanços em métodos mais modernos. Ela produz 
imagens bidimensionais de estruturas 
tridimensionais, o que limita a avaliação da 
profundidade e pode causar sobreposição de 
imagens, dificultando a interpretação de detalhes 
anatômicos ou patológicos.
O método de Clark, também conhecido como princípio 
da paralaxe ou técnica do deslocamento horizontal do 
tubo, é utilizado para localizar radiograficamente 
estruturas como dentes não irrompidos, corpos estranhos, 
processos patológicos na maxila e pontos anatômicos 
(ex: forames incisivo e mentual). A técnica baseia-se no 
deslocamento aparente de objetos (paralaxe) quando 
observados de ângulos diferentes. Envolve radiografias 
com incidências ortorradiais, mesiorradiais e 
distorradiais, permitindo identificar se a estrutura está na 
posição vestibular ou lingual conforme o movimento da 
imagem em relação ao feixe de raios X.
A interpretação radiográfica se baseia nas diferentes 
tonalidades de cinza para cada estrutura, como esmalte, 
dentina e câmara pulpar. O examinador deve estar atento 
a mudanças sutis nessas tonalidades para identificar 
alterações no órgão dentário e nas estruturas adjacentes.
A cárie dentária é definida como uma doença multifatorial, não causada 
por um único agente, mas pela interação de fatores biológicos, 
comportamentais e sociais.
 
O diagnóstico da cárie envolve uma anamnese detalhada, exame 
intrabucal e exames auxiliares, incluindo radiografias, para 
avaliar fatores de risco, higiene bucal, fluxo salivar e perdas 
minerais.
 
O exame radiográfico, especialmente a radiografia interproximal, é crucial 
para detectar cáries, principalmente nas superfícies proximais 
dos dentes, complementando o exame clínico.
 
A cárie ativa pode ser identificada por meio de exames visuais e 
radiográficos, com lesões que variam desde manchas brancas 
até cavidades profundas na dentina, exigindo uma avaliação 
cuidadosa para determinaro tratamento adequado.
Estrutura da ampola de raio X 
(resumo das partes):
Parte. Função
Cátodo
Emite elétrons ao ser aquecido.
Ânodo
Alvo onde os elétrons colidem e geram os raios X.
Vácuo interno
Permite que os elétrons viajem sem obstáculos.
Envoltório externo
Protege e mantém o vácuo.
Janela de saída
Por onde os raios X saem da ampola.
Sistema de resfriamento
Dissipa o calor gerado na colisão.
Analogia simples:
Imagine que:
O cátodo é como uma “arma” que dispara elétrons,
O ânodo é um “alvo” de metal,
Quando os elétrons acertam o alvo, eles geram 
“faíscas invisíveis”: os raios X.
Resumo:
Dentro da ampola de raios X, elétrons são liberados 
e acelerados até colidirem com um alvo metálico. 
Essa colisão gera raios X, que saem por uma janela 
e são usados para formar imagens do interior do 
corpo ou objetos.
🧪
 O que é a ampola de raios X?
A ampola (ou tubo de raios X) é uma estrutura fechada, 
normalmente de vidro resistente ou metal, que contém:
Um cátodo (polo negativo),
Um ânodo (polo positivo),
E é preenchida com vácuo (sem ar dentro).
É dentro dessa ampola que os raios X são formados.
A semiologia em odontologia é o estudo das 
doenças da cavidade oral e manifestações 
de doenças sistêmicas, enfatizando 
diagnóstico, tratamento e prognóstico.
A anamnese é o exame subjetivo que busca identificar os sintomas e o histórico do 
paciente desde o início da doença até o momento atual. O profissional deve conduzir 
um diálogo franco, demonstrando empatia e conhecimento técnico para obter 
informações completas e chegar ao diagnóstico
As fases da anamnese são:
Identificação do paciente (dados pessoais); Queixa principal (motivo da consulta); 
História da doença atual (HDA); História buco-dental; História médica; 
Antecedentes familiares; Hábitos (como tabagismo e consumo de álcool).
O exame físico, ou exame 
objetivo, utiliza os sentidos 
do profissional para explorar 
os sinais. As manobras 
clássicas são inspeção, 
palpação, percussão, 
auscultação e olfato.
* A aferição de sinais vitais como temperatura, pulso, frequência respiratória 
e pressão arterial são importantes para avaliar a condição geral do paciente.
O exame físico extrabucal inclui a palpação 
e auscultação da ATM, a medição dos 
limites de movimento da mandíbula, a 
palpação do pescoço em busca de gânglios 
e a verificação do tamanho da tireóide.
Cavidade oral
Lesões elementares são as alterações morfológicas visíveis 
e/ou palpáveis que ocorrem na mucosa bucal (ou pele).
Elas representam a forma clínica básica com que as 
doenças se manifestam.
- Localização: descrição da região anatômica, utilizando pontos anatômicos 
como referênc
- Limites: regiões anatômicas fronteiriças a lesão
- Tamanho: dimensões da lesão
É dado em milímetros, pelo maior diâmetro
- Base: inserção da lesão
•Pediculada – quando a base é menor que o corpo da lesão;
•Séssil – quando a base é maior ou do tamanho do corpo da lesão;
•Verrucosa – inserção em cogumelo ou couve-flor.
- Consistência:descrição da consistência da lesão
•Branda ou elástica – apresenta consistência elástica;
•Endurecida ou pétrea – apresenta consistência firme.
- Superfície: descrição superficial da lesão
•Brilhante, opaca, presença de membrana ou pseudomembrana recobrindo a lesão.
- Textura: descrição da textura da lesão. •Lisa, áspera ou rugosa.
- Contorno: descrição do contorno da lesão
•Nítido (regular) ou difuso (irregular);
- Borda: descrição das bordas da lesão
•Plana, elevada ou deprimida;
- Número: descrição da quantidade de lesões
•Única ou múltiplas;
- Cor: coloração da lesão
•Hipocrômicas – claras (rosa pálido a brancas);
•Hipercrômicas – escuras (por pigmentação endógena e/ou exógena).
Forma: forma geométrica da lesão
•Deprimida – rasa ou profunda;
•Ligeiramente elevada – linear, arredondada ou poliédrica;
•Elevada – globosa, oval, discóide, lobulada, filiforme, em cogumelo ou couve-flor 
O exame da cavidade bucal inclui a 
avaliação dos lábios, dentes, língua, 
palato mole, palato duro, gengiva e 
bochechas. O estomatograma e o 
odontograma são utilizados para 
registrar as condições da cavidade 
bucal e dos dentes.
Lesões elementares da 
Os exames complementares incluem exames de imagem (radiografias, sialografia, 
ultrassonografia, RM, TC) e exames laboratoriais (hematológicos e de urina), além de 
biópsia, citologia esfoliativa, exame de congelação, cultura e antibiograma.
Mancha (Mácula) - Alteração somente de cor, sem relevo ou depressão. 
Tipos: 
- Eritematoso (vermelha): vasodilatação, inflamação (ex: eritema, gengivite). 
- Melanótico (parda/preta): pigmentação por melanina (ex: nevo, melanoma). 
- Branca: espessamento epitelial ou queratina (ex: leucoplasia, candidíase). 
- Amarelada: deposição de pus, gordura ou queratina (ex: mucoceles, cistos). 
Diascopia: se a cor desaparece à pressão, é vascular (eritema); se não desaparece, é 
pigmento (melanina ou sangue extravasado).
Hipertrofia. 
Aumento de volume por crescimento tecidual, sem alteração 
estrutural. (ex: gengivite hiperplásica, fibromatose gengival)
Placa - Lesão ligeiramente elevada, de superfície ampla e achatada. Pode ser 
homogênea (cor uniforme) ou heterogênea (múltiplas cores/texturas). 
Tipos: - 
Pseudomembranas: membrana branca que sai à raspagem (ex: candidíase 
pseudomembranas). - 
Queratinizada: não removível (ex: leucoplasia). 
Diferença de mancha: na placa há relevo leve.
Necrose- Morte do tecido, com coloração negra, amarelada ou 
acinzentada. Pode ter odor fétido. (ex: necrose por ácido, 
queimadura, radiação, infecção severa)
Atrofia- Diminuição da espessura ou consistência da mucosa. 
Causas: trauma, idade, radiação, deficiência vitamínica.
Resultam da evolução, ruptura ou degeneração das 
primárias.
Erosão- Perda superficial do epitélio, sem exposição do 
conjuntivo. 
Não deixa cicatriz. 
Causa comum: rompimento de vesículas ou trauma leve.
Úlcera- Perda profunda do epitélio, com exposição 
do conjuntivo. Dolorosa e pode cicatrizar ou não, 
conforme a causa.
Tipos: 
-Benigna: bordas regulares, fundo limpo (aftas, 
traumas). - Maligna: bordas elevadas, endurecidas, 
fundo irregular (carcinoma).
Fissura (ou Rágade). 
Fenda linear, geralmente em áreas de dobras. 
Com ou sem sangramento.
Fístula- Canal que liga uma lesão profunda à 
superfície da mucosa para drenagem de secreção. 
Aparece como orifício elevado, de onde sai pus. 
(ex: abscesso dentário drenando pela mucosa)
Crosta - Secagem de exsudato (soro, sangue ou pus). 
Indica fase de cicatrização.
Identações- Marcas dos dentes sobre a mucosa (língua 
ou bochecha). 
Relacionadas a macroglossia, maloclusão ou mordida 
parafuncional.
A biópsia é um procedimento cirúrgico diagnóstico, cujo 
objetivo é remover total ou parcialmente um tecido suspeito 
para análise histopatológica, confirmando o tipo da lesão.
Finalidade:
Diagnosticar lesões orais incertas ou potencialmente malignas;
Confirmar suspeita clínica;
Orientar o tratamento e o prognóstico.
Lesões Potencialmente Malignas 
Essas exigem atenção e muitas vezes biópsia:
- Leucoplasia. 
-Eritroplasia. 
-Queilite actínica (exposição solar crônica). 
- Líquen plano erosivo 
-Displasia epitelial (leve, moderada ou severa). 
* Sinal de alerta: dor persistente, ulceração com 
borda elevada, lesão que não cicatriza em 14 dias.
Dicas de Prova
Se for sem relevo → mancha
Se for líquido → vesícula, bolha ou pústula
Se for sólido → pápula, nódulo ou nodosidade
Se for perda de tecido → erosão ou úlcera
Se for drenagem → fístula
Kit de sobrevivência
Existem vários kits no mercado que se prestam para 
esta finalidade
Eles devem conter o básico necessário
Ambu
Tubo de oxigênio
Cânulas de Guedel
Farmácia básica
Tecido Mole
• Anestesia (Bloqueio troncular; Bloqueio periférico);
• Biópsia (Incisional ou Excisional);
• Manipulação do tecido, cuidado com o Espécime;
• Sutura
Tecido Duro
• Anestesia (Bloqueio troncular; Bloqueio periférico);
• Incisão/Acesso (Neumann, Neumann Modificado, Pichler,
Wasmund...),
• *Punção Aspirativa;
• Acesso Ósseo (com broca esférica, tronco cônica ou trefina);
• Curetagem;
• Manipulação do tecido, cuidado com o Espécime;
Urgência e emergência em 
consultório odontológico 
Função da farmácia básica
Captopril = hipertensão arterial
Polaramine = anti-histamínico
Berotec = broncodilatador
Isordil = crises de angina
Decadron = corticóide
Glicose = Hipoglicemia
Adrenalina = choque
Existem vários kits no mercado que se prestam 
para esta finalidade. Eles devem conter o básico 
necessário:
Ambu
Tubo de oxigênio
Cânulas de Guedel
Farmácia básica
Anamnese e Avaliação Prévia
Base de toda prevenção de emergência.
Deve incluir: histórico médico completo, uso de 
medicamentos, alergias, doenças sistêmicas e 
sinais vitais.
Uso da Classificação ASA para determinar se o paciente 
pode ser atendido em consultório (I e II) ou 
precisa de ambiente hospitalar (III ou mais).
Quando o procedimento é de emergência, adiciona-se o 
“E” à classificação.
Exemplo:
ASA II-E → paciente ASA II, mas o atendimento é de 
urgência (ex: dor intensa, abscesso).
Esses casos aumentam o risco clínico, mesmo 
que a condição sistêmica seja leve.
A ASA ajuda o cirurgião-dentista a decidir:
Se pode atender em consultório.
Se precisa de suporte médico.
Que tipo de anestésico e sedação pode usar. 
Está diretamente ligada à prevenção de emergências 
médicas, como síncope, infarto, crise 
hipertensiva e hipoglicemia.
 
| ASA I–II | Pode atender normalmente. Monitorar sinais 
vitais, controlar estresse e dor. |
| ASA III | Atender com cautela. Sessões curtas, preferir 
segunda metade da manhã, checar pressão e pulso 
constantemente. |
| ASA IV+ | Encaminhar. Necessita estrutura hospitalar e 
acompanhamento multiprofissional. |
Sequência ABCDE nas Emergências
Base de atendimento inicial em qualquerurgência:
A – Airway: via aérea.
B – Breathing: respiração.
C – Circulation: circulação/sangramento.
D – Disability: estado neurológico.
E – Exposure: remover roupas, avaliar o corpo.
Sempre monitorar sinais vitais: pulso, pressão, 
respiração.
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)
Passos fundamentais:
Verificar consciência e respiração.
Liberar vias aéreas.
Avaliar pulso carotídeo.
Iniciar compressões torácicas (30:2).
Reavaliar após 4 ciclos.
Posição supina, compressões com 4–5 cm de 
profundidade, 80–100/min.
1. Cardiopatias (angina, arritmia, endocardite, infarto)
Evitar estresse e dor.
Pode usar vasoconstritor (epinefrina) em dose limitada — 
exceção: arritmia grave → usar prilocaína 3% com 
felipressina.
Endocardite: antibiótico profilático conforme AHA.
2. Hipertensão Arterial
Tratar se PA 126 mg/dL → suspeita de diabetes.
HbA1c: avalia controle glicêmico nos últimos 2–3 meses.
Importância odontológica: risco aumentado de infecção, doença periodontal, atraso na cicatrização, candidíase, halitose.
TGO (AST) e TGP (ALT)
Enzimas hepáticas.
TGP (ALT): mais específica do fígado.
TGO (AST): também presente em coração e músculos.
Altas → hepatite, intoxicação medicamentosa, lesão hepática.
Relevante para ajustar anestésicos e medicamentos metabolizados pelo fígado. 
Ureia e Creatinina
Avaliam função renal.
Ureia alta + creatinina alta → insuficiência renal.
Creatinina isoladamente alta → marcador mais específico.
Atenção odontológica: cuidado com fármacos excretados pelos rins.
 
Lesões Benignas Orais
Conceito Central – Tumores Benignos x Malignos
Benignos: crescimento celular lento, localizado, sem invasão nem metástase.
→ Remoção cirúrgica geralmente é curativa.
Malignos: crescimento rápido, invasivo, metastático, recidivante.
→ Exige tratamento agressivo (cirurgia + rádio/quimio).
Diagnóstico diferencial entre benignos e malignos é a base da prova:
Benigno: bem delimitado, móvel, indolor, crescimento lento.
Maligno: infiltrativo, fixo, ulcerado, doloroso, crescimento rápido.
1. Fibroma Traumático
Mais comum da mucosa oral.
Origem: reação fibrosa por trauma crônico (mordida, prótese).
Local: mucosa jugal e gengiva.
Aspecto: nódulo firme, séssil ou pedunculado, cor normal.
Tratamento: excisão cirúrgica e remoção do agente irritante.
⚠
 Diferenciar de pólipo fibroepitelial e hiperplasia fibrosa.
2. Granuloma Piogênico
Resposta exagerada do tecido a trauma leve ou alteração hormonal.
Mais comum na gengiva, também em lábio e língua.
Aspecto: vermelho, vascularizado, sangra fácil, pedunculado.
Variante: Pregnancy tumor (ocorre em gestantes).
Tratamento: excisão cirúrgica após parto ou quando necessário.
⚠
 Pode recidivar se fator irritante persistir.
3. Hemangioma
Tumor benigno de vasos sanguíneos.
Mais comum em crianças e pode regredir espontaneamente.
Aspecto: vermelho-azulado, flácido, esbranquiça à pressão.
Risco: sangramento intenso em cirurgias → sempre identificar antes!
Tratamento: geralmente conservador; casos grandes → laser, embolização.
4. Rânula (Cisto Salivar)
Cisto de extravasamento de muco da glândula sublingual.
Localização: assoalho da boca, lateral à linha média.
Aspecto: translúcido, flutuante, indolor.
Tratamento: marsupialização ou remoção da glândula sublingual.
5. Papiloma Escamoso
Lesão exofítica (em forma de couve-flor), causada pelo HPV (Papovavírus).
Local: língua, palato mole, úvula.
Assintomático, pequeno, único ou múltiplo.
Tratamento: excisão cirúrgica → recidiva rara.
6. Schwannoma (Neurinoma)
Neoplasia benigna das células de Schwann (nervo 
periférico).
Local: língua (mais comum), palato e mucosa jugal.
Aspecto: nódulo submucoso, firme, bem delimitado.
Tratamento: excisão simples → prognóstico excelente.
7. Tórus Palatino e Mandibular
Exostoses ósseas benignas.
Palatino: linha média do palato duro.
Mandibular: região lingual dos pré-molares.
Aspecto: massa óssea dura, indolor, coberta por 
mucosa normal.
Tratamento: apenas se interferir em prótese ou fala.
Padrão de Raciocínio para Prova e Clínica
Identifique o tipo de tecido envolvido (epitelial, fibroso, vascular, neural…).
Observe o comportamento: crescimento, dor, consistência, coloração.
Pense no diagnóstico diferencial.
Conduta padrão: excisão conservadora (quase sempre curativa).
Câncer bucal é o crescimento descontrolado de células epiteliais da mucosa oral, capazes de invadir tecidos adjacentes 
e produzir metástases.
É um dos 10 tipos de câncer mais comuns no Brasil.
O carcinoma espinocelular (CEC) é o tipo mais frequente (≈90%).
Regiões mais afetadas: borda lateral da língua, assoalho bucal, mucosa jugal, palato mole e lábio inferior.
 Câncer bucal