Prévia do material em texto
REGRAS GRAMATICAIS APLICÁVEIS Quando estudamos as estruturas sintáticas na língua portuguesa, estamos buscando compreender os princípios de organização de uma frase. Podemos definir frase como um enunciado que por si mesmo estabelece comunicação. A frase também pode ser entendida como um enunciado ou um período – uma unidade linguística. A oração pode ser uma frase ou pode formar uma frase com outra oração. É o caso do exemplo a seguir: Ex.: Sugiro que estudes mais. Aqui temos uma frase com duas orações. A ideia completa é transmitida pelo conjunto: “Sugiro” + “que estudes mais”. O entendimento dessa articulação é o ponto de partida para a produção de textos coerentes e coesos. Ao folhear uma gramática, você pode perceber que o conteúdo sobre estruturas sintáticas é extenso. Neste material, vamos apresentar resumidamente os fenômenos sintáticos da regência, da concordância e da colocação, com o objetivo de resgatar os aspectos mais importantes deles para a produção textual no âmbito da comunicação empresarial. Os falantes da língua portuguesa dominam intuitivamente as regras de concordância, de regência e de colocação, pois são capazes de estruturar frases compreensíveis articulando seus termos. Mas, para fins de comunicação escrita, é importante ter consciência do arranjo dos elementos e conhecer alguns casos especiais da regência e da concordância cultas. Nosso próximo tópico vai aprofundar algumas questões de regência verbal. TRANSITIVIDADE E REGÊNCIA VERBAL Vimos que a regência verbal é a relação entre o verbo e seu complemento. As dúvidas mais frequentes sobre o tema dizem respeito à necessidade ou não de haver uma preposição entre o verbo e seu complemento e à preposição que deve ser usada. No Ensino Fundamental, aprendemos que os verbos que exigem complemento são os chamados verbos transitivos, que podem ser transitivos diretos (quando não há necessidade de preposição) ou transitivos indiretos (quando exigem preposição antes do seu complemento). Concordância Regência Colocação Relação entre o sujeito e o verbo. Relação entre o verbo e seu complemento. Trata da maneira de dispor os termos dentro da oração e as orações dentro do período. Vamos analisar os exemplos a seguir: Mesmo sem sono, Carlos dormiu. – Neste exemplo, DORMIR é um verbo intransitivo Carolina trouxe os ingredientes para o almoço. – TRAZER é um verbo transitivo direto (... trouxe os ingredientes...) Os estagiários precisavam da ajuda dos profissionais mais antigos. – PRECISAR é verbo transitivo indireto (...precisavam DA ajuda...) As frases anteriores são exemplo simples, têm verbos cuja transitividade é fácil identificar. Mas há casos especiais, que causam muitas dúvidas. Para eles, existem dicionários de regência que podem ser consultados. A seguir, você tem uma pequena lista para ajudá-lo a memorizar alguns casos especiais. É importante salientar que a transitividade de um verbo depende sempre da situação em que está sendo usado e da sua significação. É o caso do verbo ASSISTIR, por exemplo, que, quando significa ajudar, auxiliar, é transitivo direto, e que, quando significa estar presente, ver, é transitivo indireto. Os voluntários assistiram os sobreviventes da enchente. (sem preposição) As crianças assistiram ao novo filme de Harry Potter. (com a preposição A) REGÊNCIAS - REGÊNCIA VERBAL É quando o regente é um verbo. É de interesse da regência verbal o estudo entre a relação que o verbo estabelece com os termos que o complementam (objeto direto e objeto indireto) ou caracterizam (adjunto adverbial). É graças a esse estudo que é possível inteirar-se sobre as possíveis significações de um verbo apenas com a presença ou não da preposição. Alguns verbos apresentam mais de uma regência, dentre eles: aspirar, assistir, custar, esquecer, implicar, lembrar, informar, pagar, perdoar, proceder, querer, visar etc. Importante - Nos momentos de dúvidas, recorrer ao dicionário pode ser de grande ajuda. Assim como, pensar sobre o significado que a palavra assume no contexto da frase, pois dessa forma você encontrará a preposição e os complementos adequados. - REGÊNCIA NOMINAL A regência nominal ocupa-se da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio e o seu complemento nominal, respectivamente. Exemplos: alheio a, de acessível a acostumado a; com alusão a ansioso por; para; de atenção a; para ambicioso de compatível com curioso a; de desfavorável a estranho a fiel a habituado a incompatível com junto a; de maior de natural de necessidade de posterior a preferência por; por a próximo a; de sensível a simpatia por útil a; para TEMPOS VERBAIS Continuando nosso caminho para o desenvolvimento da competência comunicar, vamos relembrar os modos e os tempos verbais, conteúdo estudado no Ensino Fundamental. Indicativo - indica um fato certo, real. Divide-se em: presente, pretérito perfeito, mais- que-perfeito e imperfeito, futuro do presente e do pretérito. Imperativo - exprime ordem, conselho, solicitação. Como se direciona sempre àquele a quem se fala, não existe flexão da 1ª pessoa do singular. Divide-se em afirmativo e negativo. Subjuntivo - indica um fato incerto, eventual ou irreal. Divide-se em presente, pretérito imperfeito e futuro do presente. É importante relembrar também que temos os verbos regulares e os irregulares. A conjugação dos verbos regulares é mais fácil porque se segue um padrão para os verbos terminados em -AR, -ER e -IR. AR – 1ª conjugação: eu canto, eu ando, eu danço ER – 2ª conjugação: ele come, ele vende, ele corre IR – 3ª conjugação: tu dormes, tu partes, tu vestes Importante - Já os chamados verbos irregulares apresentam particularidades na sua conjugação que exigem memorização. Em boas gramáticas, encontramos a relação dos principais verbos irregulares conjugados em todos os modos, tempos e pessoas. NEXOS Denominamos nexos ou conectores os elementos de ligação que permitem explicitar a relação entre as ideias expressas em um enunciado. Esse vínculo pode ser feito por advérbios, preposições, pronomes relativos e conjunções. Veja os exemplos a seguir.