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UNIVERSIDADE PAULISTA BACHARELADO EM ENGENHARIA MECÂNICA SILAS GORDIANO DE OLIVEIRA – R002055 DANIEL VIEIRA DOS SANTOS – R016CA0 EM5P39 MECÂNICA DOS FLUÍDOS APLICADA PERDA DE CARGA SINGULAR: COTOVELO,CURVA E REDUÇÃO SÃO PAULO 2025 SILAS GORDIANO DE OLIVEIRA DANIEL VIEIRA DOS SANTOS MECÂNICA DOS FLUÍDOS APLICADA PERDA DE CARGA SINGULAR: COTOVELO,CURVA E REDUÇÃO Trabalho apresentado no curso de graduação em Engenharia Mecânica na Universidade Paulista Orientador: Profª Dra. Thais Cavalheri SÃO PAULO 2025 SUMÁRIO 1. OBJETIVOS ................................................................................................... 4 2. INTRODUÇÃO ............................................................................................... 5 3. MATERIAIS E MÉTODOS .............................................................................. 9 3.1 Materiais ................................................................................................... 9 3.2 Métodos .................................................................................................... 9 3.3 Resultados Obtidos: ................................................................................11 4. CONCLUSÃO ............................................................................................... 14 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 15 4 1. OBJETIVOS 1. Estudar hs em função da vazão (Q); 2. Entender a dependência do coeficiente de carga (ks) com Reynolds (Re); 3. Estudar a perda de carga singular pelo método do comprimento equivalente. 5 2. INTRODUÇÃO Nos sistemas de escoamento de fluidos, a perda de carga representa a energia que o fluido perde ao longo do percurso devido a atritos e obstáculos. Essas perdas podem ser classificadas em dois tipos principais: perdas distribuídas e perdas singulares. As perdas distribuídas ocorrem ao longo do comprimento de um tubo, sendo causadas pelo atrito contínuo entre o fluido e as paredes internas. Já as perdas de carga singulares acontecem em pontos específicos do sistema, como em curvas, cotovelos, válvulas, reduções, ampliações e outros acessórios que modificam a direção ou a velocidade do escoamento. As perdas singulares estão associadas a mudanças bruscas no movimento do fluido, que provocam turbulência e separação do escoamento. Quando o fluido muda de direção ou de seção, parte da energia é dissipada em forma de calor e turbulência, o que reduz a pressão útil do sistema. 2.1 Cotovelo O cotovelo (Figura 1) é um acessório que tem a função de mudar a direção do escoamento dentro da tubulação, geralmente em ângulos de 45° ou 90°. Por provocar uma mudança brusca na trajetória do fluido, o cotovelo causa aumento da turbulência e perda de energia. A intensidade dessa perda depende de fatores como o ângulo do cotovelo, o raio de curvatura interno, a velocidade do fluído e o material de construção do cotovelo. 6 Figura 1: Cotovelo Hidráulico Fonte: Hidrauluc Na prática, o uso de cotovelos é indispensável em sistemas com limitações de espaço. Porém, o projetista deve buscar um equilíbrio entre compactação do sistema e eficiência hidráulica, evitando o uso excessivo dessas conexões. 2.2 Curva A curva (Figura 2) tem a mesma função de mudar a direção do escoamento, mas de forma mais gradual do que o cotovelo. Ela é projetada com raio de curvatura maior, permitindo que o fluido siga a nova direção com menor resistência e menor turbulência. Por isso, a perda de carga em uma curva é menor do que em um cotovelo equivalente. As curvas são amplamente usadas em instalações industriais e de saneamento, onde há espaço suficiente para uma transição suave. Elas também são indicadas em linhas de alta vazão, pois reduzem vibrações e o desgaste causado pelo impacto do fluido nas paredes internas. 7 Figura 2: Curva Hidráulica Fonte: Tupy Em sistemas de bombeamento, o uso de curvas em vez de cotovelos pode contribuir para um menor consumo de energia elétrica, menor perda de pressão total e maior vida útil dos equipamentos. O coeficiente de perda de uma curva depende do raio de curvatura em relação ao diâmetro do tubo (R/D). Quanto maior for essa razão, menor será a perda. 2.3 Redução A redução (Figura 3) é o componente responsável por ligar dois tubos de diâmetros diferentes, permitindo a transição entre seções maiores e menores. Existem dois tipos principais de reduções, a redução concêntrica, onde o eixo dos tubos permanece alinhado, e a contração é uniforme; e a redução excêntrica, onde o eixo é deslocado, geralmente usada em sistemas de drenagem para evitar o acúmulo de ar. 8 Figura 3: Redução Hidráulica Fonte: Hennings Quando o fluido passa de um tubo de maior diâmetro para outro menor, sua velocidade aumenta para conservar a vazão. Essa variação repentina de velocidade provoca regiões de turbulência e recirculação, especialmente na entrada da seção menor. Como resultado, há perda de carga singular por contração. A magnitude dessa perda depende da: diferença entre os diâmetros (maior diferença → maior perda); ângulo da transição (quanto mais abrupto, maior o K); e a forma da redução (transições suaves reduzem a turbulência). Nas reduções, também é importante considerar o fenômeno inverso — a expansão (ou difusor) — que ocorre quando o fluido passa para um tubo de diâmetro maior. Nesse caso, a velocidade diminui e surgem zonas de recirculação que também contribuem para perdas. 9 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Materiais - Água; - Tubulação de Inox; - Mangueiras de engate rápido; - Conjunto Moto-bomba; - Aparelho para ligar e desligar o conjunto Moto-bomba; - Manômetro digital. Figura 4: Bancada de Experimentos Fonte: Arquivo próprio 3.2 Métodos O experimento foi realizado utilizando apenas uma bomba. Ao ligar a bomba, deve-se esperar o fluído atingir o regime de escoamento laminar, onde o movimento das partículas de fluído é muito ordenado e, visivelmente, pouco consegue-se enxergá-lo se movendo. 10 Com o regime de escoamento laminar atingido, iniciamos o experimento, que consistia em realizar medições de diferença de pressão entre a saída e a entrada das singularidades: curva, cotovelo e redução. Foram realizadas 6 medições com o manômetro digital (Figura 8) em cada uma das singularidades, no entanto, a cada medição, fechava-se mais o registro (Figura 9), diminuindo a vazão da bomba. Figura 5: Manômetro Digital utilizado Fonte: Arquivo próprio Figura 6: Registro utilizado Fonte: Arquivo próprio 11 3.3 Resultados Obtidos: 12 13 FÓRMULAS: Leq= Ks*D ÷ f Ks= hs*2*g ÷ V2² -> Observação: Para a REDUÇÃO utilizar velocidade maior obtida V1= Q ÷ A V2= 4*Q ÷ π*D2² hs= ΔP ÷ Peso Específico -> Para utilizar no COTOVELO 90º e CURVA hs= (ΔP ÷ Peso Específico) + (V1² - V2² ÷ 2*g) -> Para utilizar na REDUÇÃO Re= V2*D ÷ Viscosidade Cinematica DADOS: Área Tubo Liso = 0,00049 m Viscosidade Cinemática = 10⁶ 14 4. CONCLUSÃO A análise mostrou três pontos importantes: Redução apresentou as maiores perdas de carga e maior comprimento equivalente, devido à brusca variação de diâmetro e aumento de velocidade. Cotovelo 90° apresentou a menor perda de carga, indicando um escoamento mais suave que os demais. O aumento da vazão levou ao aumento do número de Reynolds, confirmando um regime de escoamento predominantemente turbulento. Conclui-se que perdas de carga são mais significativasem elementos com grandes mudanças de geometria (como a redução) e menos em componentes de transição suave, ressaltando a importância do tipo de conexão na análise hidráulica e dimensionamento de sistemas de tubulação. 15 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GUIA da Engenharia. “Perda de carga: entenda o que é”. 14 jan. 2019. Disponível em: https://www.guiadaengenharia.com/perda-carga/. Acesso em: 20 out. 2025 Mello, Carlos Eduardo F. “Perda de Carga Localizada”. Universidade Federal de Ouro Pretro (UFOP). Disponível em: https://ptdocz.com/doc/656405/perda-de- carga-local Acesso em: 20 out. 2025. “Tubulações de sucção e recalque | Hidráulica Agrícola”. Disponível em: https://hidraulica.tolentino.pro.br/tubula%C3%A7%C3%B5es-de- suc%C3%A7%C3%A3o-e-recalque.html Acesso em: 20 out. 2025. “Curva e cotovelo de 90°”. Disponível em: https://voimatoolbox.com/pt- br/calculations/curva-e-cotovelo-de-90 Acesso em: 20 out. 2025. https://www.guiadaengenharia.com/perda-carga/?utm_source=chatgpt.com https://ptdocz.com/doc/656405/perda-de-carga-local?utm_source=chatgpt.com https://ptdocz.com/doc/656405/perda-de-carga-local?utm_source=chatgpt.com https://hidraulica.tolentino.pro.br/tubula%C3%A7%C3%B5es-de-suc%C3%A7%C3%A3o-e-recalque.html?utm_source=chatgpt.com https://hidraulica.tolentino.pro.br/tubula%C3%A7%C3%B5es-de-suc%C3%A7%C3%A3o-e-recalque.html?utm_source=chatgpt.com https://voimatoolbox.com/pt-br/calculations/curva-e-cotovelo-de-90?utm_source=chatgpt.com https://voimatoolbox.com/pt-br/calculations/curva-e-cotovelo-de-90?utm_source=chatgpt.com