Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

6
Desafios e Metodologias na Mediação Tecnológica Contemporânea 
Ildete Pereira Evangelista [footnoteRef:1] [1: Graduação. Especialização. Mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail. ildeteevangelista27881@student.mustedu.com ] 
RESUMO
O estudo desenvolvido discute o panorama das transformações recentes na educação, os impasses impostos pela digitalização e a atuação do docente nesse cenário. O alvo é verificar o valor e as repercussões favoráveis dessas tendências, discutindo o desafio do formador em incorporar novos conceitos devido à complexidade de capacitação e aceitação institucional. A metodologia consiste em um levantamento bibliográfico analítico sobre métodos como ensino híbrido, organização didática invertida e aprendizagem adaptativa. Os resultados demonstram que a adoção de aparato tecnológicos sem planejamento adequado e preparo prévio, não promove avanços significativos. Conclui-se que a organização educacional deve se transformar para adequar metodologias alinhadas as demandas específicas do professor dentro de uma proposta cooperativa porém individualizada.
Palavras-chave: Campo Educacional. Tendências atuais. Meios tecnológicos. Metodologia. Professor.
ABSTRACT 
This study discusses the landscape of recent transformations in education, the challenges posed by digitalization, and the role of teachers in this scenario. The objective is to verify the value and favorable results of these trends, discussing the challenge for teachers in incorporating new concepts due to the complexity of training and institutional acceptance. The methodology consists of an analytical literature review on methods such as blended learning, flipped classroom, and adaptive learning. The results demonstrate that the application of technological resources without adequate planning and prior preparation does not promote significant progress. It concludes that educational organizations must transform themselves to adapt methodologies aligned with the specific demands of teachers within a cooperative yet individualized approach.
Keywords: Educational Field. Current Trends. Technological Resources. Methodology. Teacher.
1 Introdução 
O emprego de tecnologia na realidade escolar é um cenário que demanda cuidado e atenção pelo corpo educador e pelas unidades escolares. A tecnologia compreende a área do conhecimento que investiga métodos e procedimentos organizados em domínios específicos, como a internet somada a análise de regras das práticas realizadas pelo ser humano no enquadramento atual, a educação assume uma responsabilidade essencial na formulação da sociedade.
Com o surto em escala global de COVID-19, a incorporação de recursos digitais na dinâmica educativa foi acelerado, tornando-se realidade construída em um ciclo de semanas. Administração pública e instituições precisaram adotar modelos remotos, o que revelou a carência de capacitação entre os participantes. Ficou claro que o espaço tradicional deve estar preparado para alterações drásticas nas metodologias, pois as transformações sociais não podem ser ignoradas. Este trabalho examina como tais tendências redefinem a atuação do educador de detentor do saber para mediador do percusso de aprendizagem.
2 Desenvolvimento: O Ensino on-line e as Novas Tendências
O e-learning surgiu como uma opção moderna de ensino em vinculação ao ensino presencial, permitindo o acesso àqueles que se encontravam impossibilitado de frequentar a escola fisicamente. Ele é definido como uma atividade educacional on-line que recorre a tecnologia como suporte para soluções interativas. A partir desta base, novas tendências vêm se consolidando.
2.1 Blended Learning (Ensino Híbrido)
O termo "blend" significa combinar, traduzindo-se em um técnica de proposta que combina e reúne o melhor dos formatos em sala e ambiente digital.
	O estudo ocorre mediante ensino híbrido, unindo materiais on-line e práticas presenciais para reforçar a assimilação de entendimento e a retenção do saber. Entre os benefícios, destacam-se a economia financeira, a liberdade do discente e o estímulo a autonomia e autogestão. O aprimoramento da relação professor e estudante ocorre quando ambos os participantes do processo trabalham buscando inovação para desenvolver atividades juntas, mesmo que remotamente. Segundo Garrison e Kanuka (2004), o grande diferencial dessa modalidade não se restringe apenas a soma da tecnologia ao presencial, mas a integração orgânica de ambos para transformar a experiência educativa. Entretanto, a carência de autogestão do aprendiz e a adoção de espaços virtuais customizados (não planejados para o híbrido) podem trazer consequências desastrosas.
2.2 Flipped Classroom (Sala de Aula Invertida)
Nesta proposta, inverte-se neste caso que o apreniz obtenha o conhecimento em uma primeira etapa: Neste contexto o discente coloca o tema em discussão sem explicação prévia e o aluno pesquisa de forma independente. Em consoante com Bergmann e Sams (2012), ao transferir a instrução direta para o modelo de aula invertida através de vídeos ou leituras prévias, o professor libera espaço para atuar como um mentor que auxilia na superação de questões complexas durante o horário escolar. As vantagens incluem o aprimoramento do desempenho, visto que o discente aprende em vez de apenas decorar e o tempo presencial é melhor aproveitado para discussões objetivas. Como desvantagem, aponta-se a carência de repertório de autogestão, considerando que o sistema requer conhecimento prévio que o aprendiz pode não ter buscado. O ajuste a esse modelo exige dedicação e prazo para ajustar o estudante como agente ativo.
2.3 Adaptive Learning (Aprendizagem Adaptativa)
A ação de ensinar é adaptado ao aluno conforme o pensamento de cada indivíduo, promovendo a assimilação do conhecimento prazerosa e desafiadora. Utilizam-se softwares especializados que coletam, reúnem e interpretam as reações do aluno no decorrer das etapas. Isso permite identificar o estágio de construção cognitivo e o método como o discente compreende e organiza as informações para oferecer conteúdo adequados. Mishra e Koehler (2006) defendem que a adoção eficiente de aplicativos digitais exige que o professor domine a intersecção entre o conteúdo, a pedagogia e a tecnologia. Podem ser usados exercícios, videoaulas e gamificação para aprimorar competências. Pontos negativos incluem a rarefação de mão de obra específica e a resistência das equipes em trabalhar com sistemas de dados eficazes.
A adoção da aprendizagem adaptativa expressa um avanço expressivo na tentativa de superar o formato de ensino tamanho único. Em sintonia com Feldstein e Hill (2016), esses sistemas funcionam como tutores inteligentes que reorganizam o nível de barreira e o ritmo do tópico com alicerce nas interações imediatas do estudante. Essa abordagem não apenas identifica lacunas de conhecimento em cronologia real, mas também oferece caminhos personalizados que respeitam o momento de processamento cognitivo de cada indivíduo. Contudo, de modo que essa personalização seja válida, é vital que a instituição forneça softwares que realmente interpretem os elementos coletados para converter informações em intervenções pedagógicas úteis. 
3 O Docente e o Novo Ambiente Metodológico
A incorporação das tecnologias emergentes exige que os formadores busquem aperfeiçoamento constante e modifiquem o gerenciamento dos locais de ensino-aprendizagem, sejam eles tangíveis ou virtuais. A flexibilização das diretrizes curriculares é necessária, pois atividades on-line e presenciais demandam tempos distintos de execução.
3.1 A Transição de Papel e os Medos Gerados
O educador tem a probabilidade de criar experiências inovadoras, mas enfrenta a dualidade entre o requisito de incorporar tecnologias e a insegurança gerada em razão do despreparo. A tecnologia isoladamente não traz evolução significativa; ela assume apenas a função de mais um implemento de apoio sem um planejamento prévio. O educador transita de detentor do saber parafacilitador e mentor da aprendizagem. Docentes que não são nativos digitais apresentam maior resistência na adaptação de seus conceitos e em ajustar suas concepções para esta nova realidade.
Nesse contexto de transição educativa, a resistência docente é frequentemente intensificada pela lacuna entre o domínio técnico da ferramenta e a sua aplicação pedagógica estratégica. Segundo Koehler e Mishra (2009), a verdadeira inovação ocorre apenas quando o professor consegue integrar o conhecimento tecnológico ao conteúdo e à pedagogia, caso contrário, a tecnologia torna-se um fardo causador de ansiedade. Esse sentimento de apreensão é corroborado por Buckingham (2008), que aponta que o medo da obsolescência e a pressão por uma digitalização imediata podem gerar barreiras emocionais que dificultam a aceitação de novas metodologias no cotidiano escolar. 
3.2 O Papel da Gestão na Sustentação Metodológica 
A transição para metodologias mediadas pela tecnologia não é uma responsabilidade exclusiva do docente, mas um processo que exige suporte institucional robusto. Conforme afirma Fullan (2013), a inovação educacional só se consolida quando há uma liderança que promove uma cultura de colaboração e aprendizado contínuo. A organização educacional precisa reformular suas diretrizes curriculares para que o tempo de planejamento do professor seja valorizado, reconhecendo que atividades on-line demandam uma arquitetura didática distinta da presencial. Sem esse amparo da gestão, a aplicação de recursos tecnológicos tende a ser fragmentada, resultando em esforços individuais que não promovem um avanço sistêmico na qualidade do ensino. 
4 Considerações Finais 
A educação é indispensável para a evolução mental, aprimoramento intelectual e profissional. O e-learning e as práticas modernas de ensino são ferramentas fundamentais para o progresso das competências discentes, especialmente após a instalação da COVID-19.
Contudo, os benefícios dependem de cada participante envolvido (gestão, docentes e aprendizes) ter noção de seu papel no processo. A maturidade e a autogestão do aluno são essenciais para um aprendizado satisfatório, algo que mediante o ensino tradicional muitas vezes não estimula. O treinamento da equipe docente é o pilar que sustenta essa transição; sem ele, o desempenho do discente pode ser prejudicado de forma adversa.
Referências Bibliográficas
Bergmann, J., & Sams, A. (2012). Flip your classroom: Reach every student in every class every day. International Society for Technology in Education.
Buckingham, D. (2008). Mais além da tecnologia: Letramento digital na era da cultura participativa. Porto Alegre: Artmed. 
Christensen, C. M., Horn, M. B., & Staker, H. (2013). Ensino híbrido: uma inovação disruptiva? Uma introdução à teoria dos híbridos. São Paulo: Clayton Christensen Institute.
Dicio. (2020). Significado da tecnologia . Retirado de https://www.dicio.com.br/tecnologia/.
Diniz, S. N. F. (2001). O uso das novas tecnologias em sala de aula. Universidade Federal de Santa Catarina.
Feldstein, M., & Hill, P. (2016). Personalized learning: It's keep on focusing on the learner. EDUCAUSE Review, 51(2), 24-35. 
Fullan, M. (2013). Stratosphere: Integrating technology, pedagogy, and change knowledge. Toronto: Pearson. 
Garrison, D. R., & Kanuka, H. (2004). Blended learning: Uncovering its transformative potential in higher education. The Internet and Higher Education, 7(2), 95-105.
Koehler, M. J., & Mishra, P. (2009). What is technological pedagogical content knowledge (TPACK)? Contemporary Issues in Technology and Teacher Education, 9(1), 60-70.
Mishra, P., & Koehler, M. J. (2006). Technological pedagogical content knowledge: A framework for teacher knowledge. Teachers College Record, 108(6), 1017-1054. 
Moran, J. M. (2022). A integração das tecnologias na educação. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/2sf.pdf/.
Santos, F. E. (2024). Tendências educacionais e o papel do professor. Artigo fornecido para análise.
Taurion, C. (2005). Software Embarcado: A nova onda da Informática. São Paulo: Brasport.
image1.png

Mais conteúdos dessa disciplina