Prévia do material em texto
A Origem da COCAÍNA Características principais, ação, efeitos e riscos Apresentado por: Michelline Paixão Dias Joelma da Silva Bandeira Apresentado Para: Faculdade UNINTER TOXICOLOGIA Origem da Cocaína Principais Características Mecanismo de Ação Efeitos em Humanos Sumário 1 2 3 4 5 Riscos associados A origem da Cocaína Planta de origem: A cocaína é um alcaloide tropânico extraído das folhas de plantas do gênero Erythroxylum, principalmente a coca e novogranatens Isolamento da cocaína: A cocaína pura foi isolada apenas em 1859 pelo químico alemão Albert Niemann. Batizou o alcaloide como “cocaína” e descreveu seus efeitos anestésicos locais Expansão do uso médico: No fim do século XIX, a cocaína começou a ser usada em medicina, principalmente como: Anestésico local em cirurgias oftálmicas (Halsted e Koller, 1884). Sigmund Freud achou que ela poderia tratar depressão e fadiga (depois se desculpou publicamente pelos riscos não reconhecidos na época) Principais Características Classificada como estimulante do Sistema Nervoso Central. Aspecto mais comum: cloridrato de cocaína (pó branco); o crack é sua forma derivada e fumada. Absorção rápida por mucosas, inalação, fumo ou via intravenosa. Meia-vida curta (aprox. 30–90 min), porém seus metabólitos podem ser detectados por mais tempo em exames. Causa efeitos imediatos como sensação de energia, euforia e redução da fadiga. Pode levar a aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Uso contínuo pode causar dependência, perda de peso, alterações comportamentais e danos nas mucosas nasais. Mecanismo de Ação A cocaína bloqueia a recaptação de três neurotransmissores nas sinapses: • Dopamina • Noradrenalina • Serotonina Ao impedir a recaptação, esses neurotransmissores permanecem por mais tempo na fenda sináptica, aumentando sua ação. O aumento da dopamina no sistema de recompensa (área tegmental ventral → núcleo accumbens) gera: • Sensação intensa de prazer/euforia. • Reforço positivo que leva à dependência. • O excesso de noradrenalina ativa o sistema simpático: • Taquicardia, aumento da pressão arterial e vasoconstrição. Além disso, a cocaína bloqueia canais de sódio, o que explica seu efeito anestésico local. Efeitos em Humanos Efeitos imediatos (agudos): Sensação de euforia e aumento da energia. Diminuição da fadiga e aumento da autoconfiança. Taquicardia e aumento da pressão arterial. Pupilas dilatadas. Aumento da temperatura corporal e sudorese. Redução do apetite. Efeitos do uso contínuo (crônicos): Alto potencial de dependência. Perda de peso e desnutrição. Alterações comportamentais, paranoia e psicose. Lesão nas mucosas nasais e perfuração do septo nasal (em usuários que cheiram/aspiram). Em fumantes de crack: tosse, bronquite e danos pulmonares. Efeitos negativos agudos (risco imediato): Arritmias cardíacas. Dor torácica e risco de infarto. Convulsões. Ansiedade, irritabilidade, paranoia. Atenção aos Riscos! Alto potencial de dependência química. Infarto e arritmias cardíacas, mesmo em jovens. AVC (derrame) por vasoconstrição intensa. Convulsões e risco de parada cardiorrespiratória. Lesões nasais e perfuração do septo (uso aspirado). Problemas respiratórios e danos pulmonares (crack fumado). Perda de peso, desnutrição e queda de imunidade. Psicose, paranoia, ansiedade intensa e surtos de agressividade. Maior risco de overdose, principalmente quando combinada com álcool ou outras drogas. Obrigada pela atenção! Apresentado por: Michelline Paixão Dias Joelma da Silva Bandeira TOXICOLOGIA