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Portfólio Individual - Práticas Pedagógicas na Educação Infantil

Portfólio individual da disciplina Práticas Pedagógicas na Educação Infantil (UNOPAR) com introdução, quatro atividades reflexivas sobre brincar, cuidado, escuta e exploração sensorial, conclusão e referências, enfocando a atuação docente e o papel do lúdico.

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1 KARINE MARIA LOPES DE FREITAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO 
SUPERIOR EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA 
 
 
 
PORTFOLIO INDIVIDUAL - PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
2025 
 
 
 
 
 
2 KARINE MARIA LOPES DE FREITAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PORTFOLIO INDIVIDUAL - PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
 
 
Prática Pedagogica para o Curso superior em 
PEDAGOGIA - LICENCIATURA à Universidade 
UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de 
média na disciplina norteadora do semestre 
 
Professor (a): Patricia Aparecida Mendes Machado 
Attisano 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 3 
2 DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 6 
2.1 ATIVIDADE 1 – Roteiro Reflexivo e Interativo: Cuidar, Ouvir e Responder6 
2.2 ATIVIDADE 2 – Explorando o Brincar: Sentidos, Faz-de-Conta e 
Ambientes Lúdicos ................................................................................................. 12 
2.4 ATIVIDADE 3 – Explorar, Tocar, Descobrir: O Mundo nas Mãos da Criança
 ....................................................................................................................... 17 
2.5 ATIVIDADE 4 – Aprender sendo, brincando e explorando: o cotidiano na 
Educação Infantil ..................................................................................................... 22 
3 CONCLUSÃO .................................................................................................... 24 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 26 
 3 
3 INTRODUÇÃO 
Ao ingressar na disciplina Práticas Pedagógicas na Educação Infantil, passei a refletir de 
maneira ainda mais consistente sobre a centralidade do brincar como eixo estruturante da 
aprendizagem e do desenvolvimento integral das crianças. A experiência proporcionada 
pela aula 2, que aborda os aspectos lúdicos e as múltiplas experiências relacionadas ao 
desenvolvimento cognitivo, intelectual, emocional, social e motor, ampliou minha 
percepção acerca do papel essencial do educador nesse processo. 
Entendo, hoje, que o brincar não pode ser reduzido a uma atividade acessória ou 
meramente recreativa dentro do cotidiano escolar. Pelo contrário, ele deve ser 
compreendido como uma prática pedagógica intencional, capaz de mobilizar saberes, 
promover interações e possibilitar à criança o exercício de sua criatividade, autonomia e 
senso crítico. Ao brincar, a criança experimenta, constrói hipóteses, expressa 
sentimentos, organiza pensamentos e desenvolve habilidades que a acompanham por 
toda a vida. 
Nesse contexto, a atuação do educador ganha uma dimensão especial: o cuidado, a 
escuta ativa e a atitude responsiva não se limitam a gestos afetivos ou manifestações de 
empatia, mas constituem-se em verdadeiras ferramentas pedagógicas. Esses elementos, 
quando praticados com intencionalidade e sensibilidade, permitem que o professor 
fortaleça vínculos, crie um ambiente de confiança e potencialize o desenvolvimento 
integral das crianças. 
A escuta atenta e o olhar sensível são indispensáveis para que o professor perceba o que 
está por trás das ações, gestos e narrativas das crianças durante as brincadeiras. Cada 
gesto, cada palavra e cada silêncio carregam significados que, quando valorizados, 
favorecem a construção de um espaço educativo acolhedor, no qual a criança se sente 
respeitada em sua singularidade. A atitude responsiva, nesse sentido, transcende a 
simples reação a uma necessidade imediata: ela implica reconhecer a criança como 
sujeito de direitos, competente e capaz de participar ativamente de seu processo de 
aprendizagem. 
Como futura professora, compreendo que estar presente de forma consciente e 
acolhedora durante as interações e momentos lúdicos é essencial para criar um ambiente 
educativo que seja simultaneamente seguro, estimulante e humanizador. É nesse espaço 
que a criança encontra a liberdade de se expressar, de experimentar o novo e de se 
encorajar a superar desafios. Cabe ao educador assegurar que cada experiência vivida 
 4 
seja significativa, conectada com o universo infantil e respeitosa em relação aos tempos 
e ritmos de desenvolvimento de cada criança. 
A vivência prática, proporcionada pelas reflexões teóricas e pelas observações realizadas 
na disciplina, tem me permitido exercitar uma postura profissional mais atenta, crítica e 
humanizada. Essa postura demanda reconhecer que a infância é um período único, 
marcado por descobertas e aprendizagens que não podem ser apressadas nem 
padronizadas. Cada criança traz consigo uma história, um modo próprio de agir e sentir, 
e uma maneira singular de se relacionar com o mundo. 
Dessa forma, a prática docente na Educação Infantil exige do professor não apenas 
conhecimento técnico e domínio pedagógico, mas também sensibilidade, empatia e 
abertura ao diálogo com as crianças. Quando o professor valoriza o brincar como espaço 
de aprendizagem, ele não apenas observa, mas participa ativamente, mediando 
experiências, propondo desafios adequados e incentivando a expressão criativa. Assim, 
o brincar deixa de ser visto como passatempo e se afirma como instrumento fundamental 
para a construção do conhecimento. 
Outro aspecto que tenho compreendido é que o brincar favorece a formação integral da 
criança porque envolve dimensões múltiplas do desenvolvimento. No plano cognitivo e 
intelectual, promove a exploração de conceitos, a resolução de problemas e a elaboração 
de raciocínios. No âmbito emocional, permite que a criança expresse sentimentos, elabore 
frustrações e desenvolva segurança afetiva. No campo social, fortalece vínculos, ensina 
regras de convivência e possibilita a construção da cooperação e da solidariedade. Já no 
aspecto motor, garante oportunidades de movimento, coordenação e experimentação 
corporal, fundamentais para a saúde e bem-estar. 
É nesse entrelaçamento de dimensões que se revela a riqueza do brincar e a importância 
de sua valorização na prática pedagógica. O professor, ao compreender isso, torna-se um 
agente de transformação, capaz de criar situações intencionais que ampliem os horizontes 
da criança e possibilitem aprendizagens significativas. 
Aprendi, portanto, que o brincar é também uma forma de linguagem, através da qual a 
criança revela o que sente, o que pensa e o que deseja. Cada construção simbólica, cada 
história criada e cada jogo inventado constituem uma expressão legítima de seu universo 
interior. O professor que se dispõe a ouvir, observar e interagir com sensibilidade participa 
ativamente desse processo, tornando-se um facilitador de aprendizagens e um parceiro 
de descobertas. 
Concluo que minha formação como futura professora de Educação Infantil passa, 
 5 
necessariamente, pelo reconhecimento do brincar como eixo estruturante da prática 
pedagógica. A disciplina tem me mostrado que ser educador exige muito mais do que 
transmitir conteúdos: requer compreender, respeitar e valorizar a infância em sua 
complexidade. Requer, sobretudo, assumir uma postura ética, humana e comprometida 
com o desenvolvimento integral das crianças. 
Assim, reafirmo que o brincar é um direito, uma necessidade e um caminho privilegiado 
para o aprendizado. O papel do educador, nesse processo, é o de mediador sensível e 
consciente, capaz de transformar cada brincadeira em uma oportunidade de crescimento, 
cada interação em uma experiência significativa e cada gesto em um ato pedagógico 
carregado de sentido. 
 
 
 
 
 
 6 
4 DESENVOLVIMENTO 
ATIVIDADE 1 – ROTEIRO REFLEXIVO E INTERATIVO: CUIDAR, OUVIR ERESPONDER 
OBJETIVO DA ATIVIDADE 
Promover a reflexão crítica acerca das práticas docentes na Educação Infantil, destacando 
o cuidado, a escuta ativa e a atitude responsiva como dimensões centrais e 
indissociáveis do desenvolvimento integral da criança. Busca-se, ainda, fomentar a 
compreensão do professor como sujeito ético e mediador pedagógico, responsável por 
criar condições favoráveis ao aprendizado, respeitando a singularidade, o tempo e as 
experiências das crianças. 
 
LEITURA E RODA DE CONVERSA INICIAL 
Dinâmica 
 Duração total: 60 minutos 
 Formato: Presencial ou virtual (em modalidade síncrona) 
 Material de apoio: Texto-base indicado pelo professor sobre o cuidado como 
dimensão pedagógica na primeira infância. 
Etapas da Atividade 
a) Leitura coletiva ou individual (20 minutos) 
O encontro inicia-se com a leitura do texto-base selecionado, que pode ser realizada de 
forma silenciosa (para momentos de concentração e reflexão individual) ou compartilhada 
(para estimular a oralidade, a escuta e a troca imediata de percepções). A escolha 
dependerá do tempo disponível e da dinâmica previamente acordada com o grupo. 
Durante a leitura, é recomendável que os participantes façam anotações pessoais sobre 
trechos que despertaram maior interesse, dúvidas ou inquietações, para que possam 
contribuir de forma mais ativa no momento seguinte. 
 
b) Roda de Conversa Orientada (40 minutos) 
Após a leitura, será proposta uma roda de conversa com base em questões norteadoras, 
a fim de estimular o debate crítico, a troca de experiências e a construção coletiva de 
 7 
conhecimentos. 
A roda de conversa deve ser conduzida em ambiente acolhedor, no qual cada participante 
sinta-se seguro e respeitado para se expressar livremente. O papel do mediador 
(professor) é incentivar a participação de todos, organizar os turnos de fala e propor 
provocações que ampliem o olhar sobre a prática pedagógica. 
 
QUESTÕES PARA REFLEXÃO E DEBATE 
 O que significa cuidar pedagogicamente de uma criança? 
 Expectativa: Que os participantes compreendam o cuidado como parte essencial 
do processo educativo, indo além do atendimento às necessidades físicas 
(alimentação, higiene e segurança). O cuidado pedagógico abrange também 
aspectos afetivos, emocionais, sociais e culturais. 
 Orientações para o debate: 
o Refletir sobre o vínculo como elemento indispensável para o aprendizado. 
o Valorizar o acolhimento como prática cotidiana que garante segurança e 
pertencimento. 
o Reconhecer as experiências infantis como constituintes do currículo, e não 
como momentos paralelos ao “conteúdo escolar”. 
 Exemplo prático: Um professor que, ao realizar o momento da refeição, 
transforma a situação em oportunidade pedagógica ao estimular a autonomia, o 
diálogo e a socialização, cuidando e educando simultaneamente. 
 
De que forma a escuta ativa transforma a prática docente? 
 Expectativa: Que os participantes compreendam a escuta ativa como gesto de 
respeito, empatia e valorização das vozes infantis. 
 Orientações para o debate: 
o Ressaltar que escutar a criança é legitimar sua voz e sua experiência de 
mundo. 
o Destacar que a escuta ativa possibilita ao professor conhecer os interesses, 
medos, curiosidades e ritmos da criança. 
o Evidenciar que, a partir dessa escuta, o professor pode planejar e adaptar 
suas práticas pedagógicas de forma mais significativa e contextualizada. 
 Exemplo prático: Durante uma roda de histórias, o professor percebe que as 
crianças demonstram grande curiosidade por animais marinhos. A partir disso, 
reorganiza o planejamento da semana, trazendo atividades investigativas, lúdicas 
e criativas sobre o tema. 
 8 
Como a atitude responsiva se revela na rotina escolar? 
 Expectativa: Que os alunos compreendam a responsividade como uma postura 
pedagógica marcada pela intencionalidade, prontidão e respeito diante das 
manifestações infantis. 
 Orientações para o debate: 
o Apontar situações do cotidiano (acolhida, conflitos, momentos de troca, 
brincadeiras) nas quais a resposta sensível do professor faz diferença na 
vivência da criança. 
o Reforçar que ser responsivo não é apenas reagir mecanicamente, mas sim 
agir com consciência pedagógica, reconhecendo as necessidades e 
potencialidades das crianças. 
 Exemplo prático: Quando uma criança se mostra frustrada em uma brincadeira 
por não conseguir realizar determinada tarefa, o professor acolhe suas emoções, 
ajuda-a a pensar em alternativas e oferece suporte, sem retirar dela a possibilidade 
de tentar e aprender com a experiência. 
 
AMPLIAÇÃO DA ATIVIDADE (PARA ALÉM DOS 60 MINUTOS) 
Embora a atividade proposta tenha duração prevista de 60 minutos, recomenda-se que 
ela seja expandida em outros momentos formativos, tais como: 
1. Registro reflexivo individual: Cada participante escreve um breve relato sobre as 
aprendizagens adquiridas na roda de conversa, destacando aspectos que podem 
ser aplicados em sua futura prática docente. 
2. Produção coletiva: Em pequenos grupos, os participantes podem elaborar 
cartazes ou apresentações digitais com frases-síntese sobre o significado do 
cuidado, da escuta ativa e da responsividade, que serão socializadas ao final. 
3. Integração com observações práticas: Após a discussão teórica, sugere-se que 
os participantes realizem observações em contextos reais (ou simulados) de 
Educação Infantil, registrando como esses elementos se manifestam na rotina 
escolar. 
 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DE APOIO 
 Kishimoto (1994) destaca que o brincar é elemento estruturante da infância e que, 
mediado pelo professor, transforma-se em prática educativa significativa. 
 Vygotsky (1991) ressalta que as interações sociais e culturais são fundamentais 
para o desenvolvimento, sendo a escuta e a responsividade instrumentos de 
mediação do aprendizado. 
 Wallon (1975) aponta que o cuidado afetivo e emocional é indissociável do 
desenvolvimento cognitivo, pois a criança aprende em sua totalidade e não em 
partes isoladas. 
 Brasil (2010, DCNEI) estabelece que cuidar e educar são práticas indissociáveis 
 9 
na Educação Infantil, devendo o professor atuar de forma integrada, respeitando a 
singularidade da criança. 
 
SÍNTESE FINAL DA ATIVIDADE 
A Atividade 1 propõe que os futuros educadores reflitam criticamente sobre três 
dimensões fundamentais da prática pedagógica: o cuidado, a escuta ativa e a atitude 
responsiva. Mais do que conceitos abstratos, esses elementos se materializam no 
cotidiano escolar e são responsáveis por tornar a educação infantil um espaço 
humanizador, de respeito às singularidades e de promoção do desenvolvimento integral. 
Ao compreender que cuidar é educar, que escutar é valorizar e que responder com 
intencionalidade é mediar aprendizagens, o professor assume seu papel ético e 
transformador, capaz de transformar cada momento da rotina escolar em uma experiência 
rica de sentido e de crescimento para a criança. 
 
 
A Educação Infantil representa a primeira etapa da Educação Básica, sendo um espaço 
essencial para o desenvolvimento integral das crianças. Mais do que ensinar conteúdos, 
o educador da infância precisa compreender a importância do cuidado, da escuta ativa e 
da resposta sensível às necessidades infantis. Conforme os estudos apresentados na 
unidade "O que uma criança aprende quando brinca?", é possível compreender que o 
brincar é a forma mais autêutentica de expressão da infância, sendo também um recurso 
pedagógico poderoso. 
Neste contexto, o educador precisa cultivar uma atitude responsiva, ou seja, estar atento 
às manifestações das crianças, reconhecer suas emoções, acolher seus sentimentos e 
promover experiências que favoreçam o desenvolvimento integral. Essa postura exige 
escuta atenta, sensibilidade e compreensão do universo infantil, bem como a 
capacidade de construir vínculos seguros e afetivos. 
 
 
2. Descrição Detalhada dos Três Momentos Simulados 
Momento 1: Entrada das Crianças A chegadadas crianças à escola é um dos 
momentos mais importantes do dia, pois marca o início da vivência coletiva no espaço 
educativo. Simulei esse momento colocando-me no lugar da educadora, com postura 
acolhedora, chamando as crianças pelo nome e oferecendo um cumprimento afetuoso. 
Observei o comportamento das crianças, respeitando diferentes modos de chegada: 
algumas mais entusiasmadas, outras demonstrando medo ou saudade. 
 Cuidado físico e emocional: Ajudei com os pertences, incentivei a 
organização pessoal e ofereci palavras de conforto. Para uma criança que 
 10
demonstrou tristeza por se separar da mãe, ajoelhei-me, mantive contato visual e 
a acolhi verbalmente. 
 Escuta ativa: Validar os sentimentos da criança foi fundamental. Não 
minimizei sua dor, mas mostrei empatia e ofereci apoio. 
 Vínculo: Com essas atitudes, estabeleci um ambiente de confiança, 
que favorece a permanência e a participação ativa da criança no cotidiano escolar. 
Momento 2: Hora da Alimentação A hora da refeição foi tratada como um 
momento de convivência e partilha. Organizei as crianças em roda, incentivei a autonomia 
e respeitei o ritmo individual de cada uma. 
 Cuidado: Observei se todas estavam confortáveis, auxiliei com os 
utensílios quando necessário e cuidei da higiene. 
 Escuta: Quando uma criança disse que não gostava da comida, 
propus uma conversa leve e respeitosa, sem forçar, mas estimulando a 
experimentação. 
 Resposta: Adaptei a minha abordagem à necessidade emocional da 
criança. Evitei imposições e criei um ambiente de confiança. 
Momento 3: Atividade Livre de Acolhimento Neste momento, disponibilizei 
diferentes materiais lúdicos como blocos, livros, brinquedos simbólicos e fantoches. 
Observei a interação espontânea das crianças e me mantive presente, mas não intrusiva. 
 Cuidado: Garante-se a segurança física e emocional do grupo, 
observando eventuais conflitos ou riscos. 
 Escuta: Demonstrei interesse verdadeiro pelas brincadeiras. Ao ser 
convidada por uma criança para ver sua "casa de blocos", ouvi atentamente o que 
ela tinha a dizer. 
 Vínculo: O elogio sincero, o interesse pelas produções e a 
participação nas brincadeiras contribuíram para fortalecer laços. 
3. Análise Crítica: Cuidado, Escuta e Atitude Responsiva Compreendi que o 
cuidado na Educação Infantil ultrapassa a atenção física. Cuidar é acolher, respeitar o 
tempo e os sentimentos da criança. A escuta ativa, por sua vez, é escutar com o coração, 
é perceber o que não é dito verbalmente. A resposta responsiva é agir com base nessa 
escuta, criando um ambiente de confiança e segurança. 
Esses três pilares se entrelaçam. Um cuidado sem escuta é superficial. Uma escuta 
sem resposta é silenciosa. Uma resposta sem empatia é vazia. Na prática, educar é 
construir relações significativas com as crianças. 
 11
4. Sugestões Práticas para o Cotidiano Escolar 
 Na entrada: Saudar com sorriso, olhar nos olhos, perguntar como 
está, acolher com escuta verdadeira. 
 Nas refeições: Respeitar preferências, estimular a partilha, incentivar 
a autonomia. 
 Em atividades livres: Estar presente, observar, participar sem 
dominar, intervir com sensibilidade. 
 Diante de conflitos: Escutar todas as partes, mediar com empatia, 
promover o diálogo. 
 No choro ou frustração: Validar a emoção, nomear sentimentos, 
acolher com palavras e gestos. 
5. Recurso Criativo: Cena Dramatizada 
Cenário: Entrada da sala de aula. Criança: Maria, 4 anos, chega cabisbaixa. 
Educadora: (ajoelha-se, suaviza a voz) "Bom dia, Maria! Vi que você está tristinha 
hoje. Quer me contar?" Maria abaixa a cabeça. Educadora: "Tudo bem se você quiser 
ficar quietinha. Estou aqui do seu lado, viu? Que tal ver os desenhos novos que preparei 
para vocês?" Maria acena com a cabeça. Educadora oferece a mão. 
Essa cena mostra como a escuta e a atitude responsiva podem acolher a criança 
desde o início do dia, construindo um ambiente emocionalmente seguro e confiável. 
6. Considerações Finais A simulação dos momentos da rotina da Educação 
Infantil me permitiu aprofundar a compreensão sobre a importância do cuidado, da escuta 
e da atitude responsiva. Esses elementos não são complementares, mas fundantes da 
prática docente com a infância. Ser educador de crianças pequenas exige presença 
afetiva, respeito à singularidade e compromisso com uma educação humanizada e 
sensível. Por isso, o olhar atento, a escuta empática e a ação responsiva precisam ser 
cultivados cotidianamente. Ao educar, também somos educados pelas crianças. Cada 
gesto, cada palavra e cada silêncio infantil é um convite para construirmos uma escola 
mais acolhedora, justa e significativa. 
 
 12
4.1 ATIVIDADE 2 – EXPLORANDO O BRINCAR: SENTIDOS, FAZ-DE-CONTA E 
AMBIENTES LÚDICOS 
1. Leitura e Debate Introdutório 
Após a leitura coletiva do texto sobre as formas de brincar na infância, participei 
de uma roda de conversa com meus colegas, mediada pela tutora. A discussão foi muito 
rica e me ajudou a compreender melhor os diferentes sentidos do brincar e como cada 
situação vivenciada pela criança pode assumir uma função distinta — seja de treino, 
trabalho ou brincadeira. 
Reflexões: 
 O que caracteriza uma situação de treino, trabalho ou brincadeira? 
 Percebi que o treino envolve atividades repetitivas, focadas no 
aperfeiçoamento de uma habilidade específica (como traçar letras ou amarrar o 
cadarço). Já o trabalho se refere a tarefas pedagógicas com metas e orientações mais 
rígidas (como montar um quebra-cabeça com tempo definido). Por fim, a brincadeira é 
marcada pela liberdade, criatividade e prazer — a criança brinca porque quer, e não 
porque precisa cumprir uma meta. 
 Por que o faz-de-conta é importante no desenvolvimento infantil? 
 O faz-de-conta permite à criança experimentar papéis sociais, elaborar 
emoções, desenvolver a linguagem, resolver conflitos e exercitar a imaginação. É uma 
forma de aprender sobre o mundo brincando, num espaço seguro e simbólico. 
 Como os materiais e espaços influenciam o brincar? 
 Ambientes acolhedores, organizados e com variedade de materiais 
acessíveis despertam o interesse e a autonomia das crianças. Quando o espaço é 
convidativo, ele se transforma em cenário de múltiplas aprendizagens. 
 
2. Observação e Registro dos Momentos do Brincar 
A seguir, registrei três situações distintas, com base em vídeos de práticas 
pedagógicas observadas na disciplina: 
 
Momento 1: Treino 
 Descrição da atividade: Crianças traçavam letras do alfabeto em folhas 
pautadas, com orientação direta da professora. 
 13
 Classificação: Treino 
 Justificativa: 
 A atividade era repetitiva, focada no aperfeiçoamento da coordenação 
motora e na fixação da escrita. 
 Aprendizagens em jogo: Coordenação motora fina, controle do traço, 
atenção e concentração. 
 Materiais e ambiente: Ambiente bem iluminado, mas pouco interativo. Os 
materiais eram restritos (folhas e lápis), o que limitava a imaginação. 
 
Momento 2: Trabalho 
 Descrição da atividade: As crianças deveriam completar uma sequência 
lógica com blocos coloridos, seguindo um modelo pré-definido. 
 Classificação: Trabalho 
 Justificativa: A tarefa exigia o cumprimento de um objetivo com regras 
claras e resultado esperado. 
 Aprendizagens em jogo: Raciocínio lógico, noções de padrão e cores, 
resolução de problemas. 
 Materiais e ambiente: Os blocos eram atrativos e permitiam manipulação, 
mas o foco na “resposta certa” limitava a experimentação livre. 
 
Momento 3: Brincadeira simbólica 
 Descrição da atividade: Crianças brincavam espontaneamente de “salão 
de beleza”, usando escovas, espelhos, tecidos e bonecas. 
 Classificação: Brincadeira simbólica 
 Justificativa: As crianças assumiam papéis, criavam diálogos e narrativas 
livremente, sem interferência direta do adulto. 
 Aprendizagens em jogo: Imaginação, linguagem oral, habilidades 
sociais, empatia,coordenação motora. 
 Materiais e ambiente: O espaço estava bem organizado, com diversos 
objetos de uso simbólico, o que incentivava a criatividade e o faz-de-conta. 
 
3. Criação de um Miniambiente de Brincar Simbólico 
Proposta Lúdica Central: 
 14
"Consultório Veterinário da Amizade" 
Objetivos de Aprendizagem: 
 Desenvolver a linguagem oral e simbólica; 
 Estimular a empatia e o cuidado com o outro (no caso, os “animais”); 
 Favorecer o jogo de papéis e a expressão de sentimentos; 
 Ampliar o vocabulário e o pensamento narrativo; 
 Estimular a autonomia nas interações. 
Lista de Materiais Acessíveis e Seguros: 
 Pelúcias de animais (cachorros, gatos, coelhos etc.) 
 Jalecos infantis 
 Estetoscópio de brinquedo 
 Prontuários e fichas de “consulta” (em branco) 
 Termômetro de brinquedo 
 Caixas organizadoras como “macas” ou “camas” 
 Blocos e livros ilustrativos sobre animais 
 Etiquetas adesivas para nomear os animais 
 Cartaz com "horário de atendimento" 
Estratégias Pedagógicas: 
 Organizar o espaço em setores (sala de espera, atendimento, sala de 
exames); 
 Incentivar que as crianças se revezem nos papéis (veterinário, 
recepcionista, tutor do animal); 
 Propor momentos de roda para que as crianças contem sobre os “casos” 
atendidos; 
 Estimular a produção de narrativas (“Esse cachorro caiu no parquinho e 
machucou a pata! ”); 
 Propor que as crianças criem regras para o funcionamento do consultório 
(horários, senhas, nome da clínica etc.) 
Papel do Professor nesse Espaço: 
 Ser observador e mediador; 
 Fornecer vocabulário novo quando necessário; 
 Registrar falas, interações e narrativas para devolutivas futuras; 
 15
 Estimular a ampliação das ideias das crianças com perguntas (“E o que o 
veterinário fez depois? ”); 
 Garantir que todos participem com equidade; 
 Ajudar a organizar e cuidar do espaço e dos materiais. 
 
 
 
 
4. Recurso Criativo: Slide com Falas e Gestos de Cuidado 
Slide Título: “Brincando de Cuidar: O Consultório Veterinário” 
Imagem central: Foto ilustrativa ou montagem do espaço organizado com 
pelúcias e 
Crianças em ação. 
Falas das crianças (balões de diálogo): 
 “Doutora, ele tá com febre!” 
 “Vamos dar um remédio e colocar uma pomada!” 
 16
 “Traz a caixinha de curativo, rápido!” 
 “Agora ele precisa descansar um pouquinho.” 
Gestos observados: Acolhimento do “paciente”, escuta entre colegas, 
colaboração na simulação, uso adequado dos materiais. 
Mensagem final do slide: Brincar é cuidar. Brincar é aprender. Quando o 
ambiente é preparado com afeto e intenção, a aprendizagem acontece de forma viva e 
significativa. 
 
 
 17
4.3 ATIVIDADE 3 – EXPLORAR, TOCAR, DESCOBRIR: O MUNDO NAS MÃOS DA 
CRIANÇA 
1. Mergulho Teórico – Resumo Reflexivo 
Após a leitura dos textos propostos, compreendi que explorar o meio e os 
materiais é uma forma de construção ativa do conhecimento pelas crianças. Elas 
aprendem quando tocam, manipulam, investigam e experimentam com liberdade e 
curiosidade. A qualidade, a diversidade e a acessibilidade dos materiais são fatores que 
influenciam diretamente no tipo de exploração e nas possibilidades de aprendizagem. 
Também percebi que há uma progressão entre a exploração livre (sem 
intencionalidade direta) e a investigação ativa, quando a criança começa a estabelecer 
relações, levantar hipóteses, testar possibilidades e criar novas formas de usar os 
materiais. 
Conceitos-chave que destaquei: 
 A criança é protagonista de seu aprendizado; 
 Os materiais não estruturados favorecem a imaginação e a criatividade; 
 O papel do educador é organizar o ambiente e estar atento às descobertas 
da criança; 
 A exploração é corpo, é movimento, é experiência sensorial e cognitiva. 
 
2. Experiência de Observação e Análise 
Para esta etapa, escolhi imaginar a interação de crianças pequenas com dois 
materiais distintos: 
 
Material 1: Argila (material natural e não estruturado) 
 Como a criança exploraria: A criança, provavelmente, começaria 
amassando, batendo, moldando e até cheirando a argila. Ela usaria mãos, dedos e 
talvez até os pés para experimentar a textura. 
 Sentidos e movimentos ativados: Tato, visão, olfato, motricidade fina e 
ampla. Há envolvimento corporal completo, com foco na sensação e na transformação 
da matéria. 
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 Tipo de investigação: A criança poderia perceber que a argila muda de 
forma, que seca, que pode grudar ou se soltar. Poderia compará-la com areia ou 
massinha. Isso estimula a experimentação e a construção de hipóteses. 
 Convida à experimentação? Sim. É um material que não tem forma 
definida, permitindo múltiplas possibilidades de criação, sem “certo” ou “errado”. 
 
Material 2: Blocos de montar (material industrializado e estruturado) 
 Como a criança exploraria: A criança provavelmente começaria 
encaixando blocos, tentando formar torres, casas ou qualquer estrutura que sua 
imaginação permitisse. 
 Sentidos e movimentos ativados: Tato, visão, coordenação motora fina, 
percepção espacial e equilíbrio. 
 Tipo de investigação: A criança pode testar equilíbrio, empilhamento, 
tamanhos e encaixes. Pode perceber que alguns blocos não se conectam e ajustar suas 
estratégias. 
 Convida à experimentação?: Sim, embora de forma mais direcionada. 
Os blocos têm limites de encaixe, mas ainda assim permitem construções criativas. 
 
3. Criação de uma Caixa de Exploração Investigativa 
Nome da Caixa: 
Caixa Investigativa: “Mãos que Sentem, Olhos que Descobrem” 
Faixa etária: 
Crianças de 1 a 3 anos 
 
Materiais Selecionados (5 itens): 
Material 
Justificativa 
Pedagógica 
Objetivos de Aprendizagem (BNCC) 
Argila 
Estimula a criatividade, 
a percepção sensorial e 
a coordenação motora 
EI03CG05 – Explorar diferentes 
formas, texturas e materiais; EI03ET02 
– Demonstrar interesse e curiosidade 
por fenômenos naturais 
Tecidos com 
diferentes texturas 
(algodão, veludo, 
tule, lixa) 
Estimulam o tato, o 
vocabulário sensorial e a 
curiosidade 
EI01CG03 – Explorar sensações, 
cores, formas e movimentos 
 
 
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5 Quadro de Materiais Pedagógicos e Correspondência com a BNCC 
Material Objetivo Educacional Código BNCC 
Espelhos pequenos 
(acrílicos) 
Promovem o 
reconhecimento de si e dos 
outros; incentivam o jogo 
simbólico 
EI01EO01 – Reconhecer a 
própria imagem; EI02CG01 
– Expressar emoções e 
sentimentos 
Tampas plásticas de 
diferentes tamanhos e cores 
Incentivam a classificação, 
comparação, empilhamento 
e o som (quando batidas) 
EI02ET01 – Observar 
relações espaciais e 
temporais 
Folhas secas e galhos finos Estimulam o contato com 
elementos naturais, 
favorecendo investigações 
sensoriais e imaginação 
EI02ET03 – Explorar 
objetos naturais com 
curiosidade 
 
 
 
Orientações para o Uso da Caixa 
 A caixa pode ser oferecida como proposta de exploração livre em 
pequenos grupos; 
 O professor deve observar as reações, intervenções e hipóteses das 
crianças, registrando seus movimentos e falas; 
 Os materiais podem ser combinados entre si pelas crianças, sem 
necessidade de instruções rígidas; 
 Pode-se criar cantinhos rotativos, apresentando a caixa de maneira 
alternada com outras propostas do dia. 
 
Cuidados Necessários 
 Higiene: limpar e higienizar todos os materiais antes e após o uso; 
 Segurança: verificar se não há peças pequenas ou pontiagudas que 
possam ser engolidas ou machucar; 
 Organização: manter os materiais bem armazenados e acessíveis às 
crianças; 
 Supervisão constante durante o uso. 
 
Forma de Apresentação da Caixa 
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Nosso grupo optou por montar a apresentação da caixa em formato de slides 
ilustrados, com fotos simuladas dos materiais, sugestões de uso e um quadro com os 
objetivos de aprendizagem relacionados à BNCC. 
 
 
 
 
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5.1 ATIVIDADE 4 – APRENDER SENDO, BRINCANDO E EXPLORANDO: O 
COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
PainelPedagógico: Aprender Sendo, brincando e Explorando 
Eixo 1: Constituição do Sujeito 
Reflexão: 
Ao observar as crianças em momentos de brincadeira livre ou exploração, 
percebo como cada uma constrói sua identidade. Elas expressam preferências, se 
posicionam nos jogos de faz-de-conta e tomam decisões importantes, mesmo nas 
situações mais simples. 
"A criança é sujeito de direitos e de cultura, que constrói significados sobre o 
mundo desde o nascimento." 
– BRASIL, 2017 (BNCC) 
(Imagem simbólica: criança olhando no espelho ou brincando sozinha com 
objetos variados) 
 
Eixo 2: Brincar 
Reflexão: 
O brincar é o centro da aprendizagem. Quando a criança brinca, ela experimenta 
papéis sociais, testa hipóteses, lida com emoções e constrói significados. A brincadeira 
é um espaço onde ela é livre para ser quem é e explorar quem deseja ser. 
"O brincar é a atividade central da infância e, ao mesmo tempo, expressão e 
condição da infância." 
– Kishimoto (2011) 
(Imagem simbólica: roda de crianças em faz-de-conta ou com fantasias) 
 
Eixo 3: Exploração 
Reflexão: 
Materiais como água, areia, tecidos e blocos soltos possibilitam descobertas 
riquíssimas. A criança explora com o corpo todo, com todos os sentidos. Ela testa 
texturas, pesos, sons e relações entre os objetos e entre eles e o ambiente. 
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"Explorar é uma forma de a criança pensar com as mãos, com o corpo e com os 
sentidos." 
– Barbosa & Horn (2008) 
(Imagem simbólica: criança brincando com areia, folhas, pedras ou água) 
 
Eixo 4: Expressão 
Reflexão: 
Ao desenhar, cantar, gesticular ou falar, a criança comunica aquilo que sente, 
pensa e deseja. O professor precisa estar atento para ouvir essas expressões com 
sensibilidade e acolhimento, valorizando cada manifestação. 
"A linguagem da criança pequena é múltipla: ela fala com o corpo, com os olhos, 
com o movimento e com o silêncio." 
– Oliveira (2012) 
(Imagem simbólica: criança desenhando, dançando ou se comunicando com 
gestos) 
 
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6 CONCLUSÃO 
A realização das atividades propostas ao longo desta unidade permitiu uma 
imersão significativa nos aspectos fundamentais da Educação Infantil, especialmente no 
que se refere à constituição subjetiva da criança e ao papel intencional do educador. Foi 
possível compreender, por meio da observação, reflexão e elaboração prática, como o 
brincar, a exploração e a escuta ativa constituem pilares essenciais no desenvolvimento 
integral das crianças pequenas. A construção da Caixa Investigativa, do painel 
pedagógico e do miniambiente de brincar evidenciou que oferecer espaços e materiais 
adequados, bem como manter uma postura responsiva e acolhedora, é essencial para 
garantir experiências de aprendizagem significativas. Essa vivência contribuiu não apenas 
para ampliar minha percepção sobre a prática docente na Educação Infantil, mas também 
reforçou meu compromisso ético e afetivo com uma pedagogia que reconhece a criança 
como sujeito de direitos, ativa e protagonista do seu próprio aprender. 
A realização das atividades propostas ao longo desta unidade permitiu 
uma imersão significativa nos aspectos fundamentais da Educação Infantil, especialmente 
no que se refere à constituição subjetiva da criança e ao papel intencional do educador. 
Foi possível compreender, por meio da observação, reflexão e elaboração prática, como 
o brincar, a exploração e a escuta ativa constituem pilares essenciais no desenvolvimento 
integral das crianças pequenas. A construção da Caixa Investigativa, do painel 
pedagógico e do miniambiente de brincar evidenciou que oferecer espaços e materiais 
adequados, bem como manter uma postura responsiva e acolhedora, é essencial para 
garantir experiências de aprendizagem significativas. Essa vivência contribuiu não apenas 
para ampliar minha percepção sobre a prática docente na Educação Infantil, mas também 
reforçou meu compromisso ético e afetivo com uma pedagogia que reconhece a criança 
como sujeito de direitos, ativa e protagonista do seu próprio aprender. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 
Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. 
Acesso em: 07 ago. 2025. 
OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Educação infantil: fundamentos e métodos. 
São Paulo: Cortez, 2012. 
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na educação infantil. 6. 
ed. São Paulo: Pioneira, 2011. 
ROSEMBERG, Fúlvia. A criança na creche: a construção da subjetividade e da 
cidadania. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 94, p. 21-30, jul. 1995. 
CAMPOS, Maria Malta et al. Qualidade na educação infantil: um olhar sobre os 
direitos das crianças. 3. ed. São Paulo: MEC/Fundação Orsa, 2011.

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