Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Conteudista
Prof. Me. Pascoal Fernando Ferrari
Revisão Textual
Equipe de Revisão Adapt Edtech
A Criança e o Direito de Brincar
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Introdução .............................................................................................................................. 4
O Lúdico e o Corpo na Escola ............................................................................................. 8
A Formação do Professor .................................................................................................. 10
Atividades de Fixação .........................................................................................................15
Material Complementar......................................................................................................17
Referências ............................................................................................................................18
Gabarito ................................................................................................................................20
3
Objetivos da Unidade
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Fazer uma revisão bibliográfica sobre o direito de a criança brincar, através de 
uma análise da legislação que garante esse direito;
• Abordar a formação do professor para trabalhar com jogos e brincadeiras na 
escola;
• Realizar uma análise comparativa das políticas e legislações vigentes que ga-
rantem o direito da criança de brincar, fornecendo uma revisão bibliográfica 
detalhada sobre o tema.
4
Introdução 
Vamos dar início a esta unidade lembrando que vimos que o conceito de criança, 
como o temos hoje, começa a se configurar apenas no decorrer dos séculos XVI e 
XVII. Com o aclaramento do conceito de estar - ou de ser - criança, vieram também 
as condições para se estabelecerem outras questões, como por exemplo: a ideia 
do desenvolvimento humano passando pelo momento de ser bebê, criança, jovem, 
adulto e idoso, e as condições para que este desenvolvimento aconteça com quali-
dade e para todas as crianças. 
Consequentemente, tivemos outros desdobramentos com relação ao estabeleci-
mento do conceito de infância. Porém, somente no século XX surgiu um movimento 
social em prol do estabelecimento de uma legislação apropriada à garantia dos direi-
tos das crianças, inclusive o direito de brincar. 
Alguns momentos são fundamentais na história da construção dos direitos das 
crianças. Podemos apontar: em 1924, a Sociedade das Nações adota a Declaração 
de Genebra sobre os Direitos da Criança, em 1946 o Conselho Econômico e Social 
das Nações Unidas recomenda a adoção da Declaração de Genebra e se manifesta 
a favor da criação do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a 
Infância (UNICEF).
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como a legislação atualmente vigente no país contribui para garantir o direito da 
criança de brincar, e de que forma isso se reflete na prática educacional nas escolas?
Vídeo
Assista ao vídeo “A formação lúdica do professor”, 
do programa Salto para o futuro. O vídeo pretende 
oferecer caminhos para a formação do professor, 
mostrando a importância dos jogos e das brinca-
deiras na educação. 
https://youtu.be/UQVUoFmLW2c
5
Notamos que os direitos das crianças foram se construindo e se constituindo na 
legislação de diversos países. É claro que, no mundo, nem todos os países se in-
tegraram à ideia de garantir os direitos da infância. Brincar, por muito tempo, foi 
considerado como algo que seria apenas um passatempo ou atividade sem muita 
importância. Essa visão de mundo levou os homens a pensarem que “é melhor tra-
balhar do que ficar sem fazer nada, ou brincando”. Desta forma, um paradigma foi 
criado: o trabalho infantil para ocupar a criança. A consequência deste paradigma foi 
a exploração do trabalho infantil e a remoção do direito de brincar da criança. 
Figura 1 – Criança e o balanço
Fonte: Freepik 
#ParaTodosVerem: fotografia em cores de duas crianças brincando em um balanço. Fim da descrição.
Continuando os apontamentos, é importante lembrar que, em 1959, a De-
claração dos Direitos da Criança foi adotada por unanimidade pelos países 
das Nações Unidas. Por não ser obrigatória, liberava os países para constru-
írem suas legislações em relação à infância e à adolescência, porém, ins-
pirados na declaração do referido documento. Finalizando, citamos o ano 
de 2001, já no século XXI, quando foi celebrado o Ano Interamericano da 
Infância e Adolescência, que ofereceu certo protagonismo infanto-juvenil 
para a sociedade mundial. 
6
A Declaração dos Direitos da Criança foi adaptada da Declaração Universal dos Di-
reitos Humanos, no entanto, voltada para as crianças. A Declaração é formada por 
dez princípios de proteção e direitos das crianças e adolescentes. Dos princípios 
expostos na Declaração dos Direitos da Criança, podemos ressaltar: 
Ainda sobre a estruturação e as conquistas dos direitos da criança, em especial o de 
brincar, lembramos a Convenção sobre os Direitos da Criança, adotada pelas Na-
ções Unidas em 1989 e ratificada na reunião de Portugal, em 1990. 
Em conformidade com as Declarações dos Direitos do Homem e dos Direitos da 
Criança, essa convenção, com 54 artigos, irá garantir, internacionalmente, os direi-
tos da infância. Dessa convenção, destacamos o seguinte artigo: 
É reconhecido o direito da criança ao descanso, lazer, divertimento e ativi-
dades recreativas adequadas à sua idade, bem como à livre participação na 
vida cultural e artística. O documento também destaca a importância dos 
Estados Partes em promover oportunidades igualitárias para que a criança 
participe plenamente da vida cultural, artística, recreativa e de lazer. 
Fonte: ONU, 1989, Art. 31º, parágrafos 1 e 2
Importante
Princípio 7: A criança terá direito a receber educação, que 
será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário [...]. A 
criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, vi-
sando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e 
as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo 
deste direito. 
Saiba Mais
Informe-se sobre a Declaração dos Direitos 
da Criança acessando o Qr Code ao lado.
https://bit.ly/4akMm34
7
Esta convenção reconhece a importância da cooperação internacional para a me-
lhoria das condições de vida das crianças em todos os países e ratifica o direito de 
recreação da criança e de participação na vida cultural e artística de sua comunida-
de. É brincando e jogando que a criança se insere nestas atividades. 
Com relação ao Brasil, a Declaração dos Direitos da Criança foi um dos documentos 
que orientou a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ano de 
1990. Esse documento é a grande referência da legislação brasileira, dos direitos 
de proteção integral das crianças e dos adolescentes. Entre os diversos artigos do 
documento, vamos destacar o seguinte artigo e seus incisos: 
Brincar e divertir-se se tornam um direito da criança brasileira, pelo menos no que 
prevê o Estatuto. Porém, sabemos o quanto esta prerrogativa está longe de ser 
alcançada por muitas crianças. Todavia, o ato de brincar é crucial para o pleno 
desenvolvimento da criança, pois é através deste ato que a criança cria e recria a 
sua própria vida.
De forma geral, as brincadeiras e os jogos criam possibilidades do desenvolvi-
mento da função simbólica do ser humano, a compreensão das regras e, o mais 
fundamental, a possibilidade da convivência pacífica com outras crianças e com 
outros adultos.
Leitura
Procurese informar sobre a Convenção 
dos Direitos da Criança acessando o Qr 
Code ao lado.
Artigo 16º O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: II - opi-
nião e expressão; IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; V - participar 
da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
https://bit.ly/4agtG4a
8
Figura 2 – Brincadeiras
Fonte: Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra três cenas diferentes envolvendo a brincadeira. A primeira é um jogo de 
futebol. A segunda, uma criança desenhando no chão com um giz. E a terceira duas crianças estão andando de 
bicicleta enquanto uma outra criança assiste. Fim da descrição.
No decorrer do material, mostramos o quanto o brincar é importante para a criança 
em vários aspectos, entre eles o cognitivo, afetivo e a interação social. São aspectos 
essenciais para o desenvolvimento infantil, pois ao brincar, a criança conhece seus 
limites e possibilidades, ou seja, a criança aprende ao brincar.
Brincar independe da condição da criança. Dificuldades nos aspectos físico ou cog-
nitivo não impedem as crianças de brincar e divertir-se. O direito de brincar, como já 
falado, estende-se a todas as crianças, sem exceção. Esse direito de brincar foi con-
quistado no decorrer da história da humanidade, fruto da determinação de inúmeros 
educadores, apoiada na crença de que brincar é fundamental para o desenvolvimen-
to e a aprendizagem da criança e, assim, torna-se um direito natural da infância e da 
adolescência humana.
O Lúdico e o Corpo na Escola
O trabalho com brincadeiras e jogos corporais é um importante aspecto a ser ana-
lisado no ambiente escolar. O movimento e o gesto, propiciados por estas ativida-
des educativas, impulsionam e dão ritmo ao desenvolvimento da motricidade das 
crianças e, de maneira geral, ampliam a cultura corporal de cada criança. Utilizamos 
o termo “cultura corporal” para indicar o campo da cultura que abrange a produção 
de práticas expressivas e comunicativas exteriorizadas pelo movimento humano. As 
brincadeiras, a dança, o teatro, os esportes, os jogos e a ginástica são exemplos do 
repertório da cultura corporal que devem ser conhecidos e valorizados.
9
Vejamos o que o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) 
nos diz, a respeito da linguagem corporal: 
[...] Dessa forma, diferentes manifestações dessa linguagem foram sur-
gindo, como a dança, o jogo, as brincadeiras, as práticas esportivas etc., 
nas quais se faz uso de diferentes gestos, posturas e expressões corporais 
com intencionalidade. Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimen-
tos, as crianças também se apropriam do repertório da cultura corporal na 
qual estão inseridas.
Fonte: BRASIL, 1998, p.16
É evidente que os documentos oficiais, sobre a educação brasileira, valorizam os 
jogos e as brincadeiras no cotidiano escolar. Reconhece que, ao jogar ou brincar, 
a criança irá se apropriar de determinada cultura corporal, da sociedade na qual 
está inserida.
Todavia, pela importância do brincar e do jogar para a criança, a sua utilização nas 
escolas de Educação Infantil se faz necessária. Agregar os jogos e brincadeiras ao 
currículo escolar é assegurar um espaço para essas atividades, é vincular o aprender 
e o prazer na ação pedagógica. Para tanto, também é necessário que estas temáti-
cas estejam presentes na formação do professor da Educação Infantil.
[...] A reflexão sobre a importância dos jogos e brincadeiras na educação 
trará maiores competências e habilidades ao professor e o preparará para 
desenvolver a função de mediador dos jogos e brincadeiras, além da am-
pliação do repertório de brincadeiras e jogos. Em outras palavras, é admitir 
a cultura lúdica na escola. A cultura lúdica, entendida como nos indica Brou-
gère, é um conjunto de procedimentos que permite tornar o jogo possível
Fonte: KISHIMOTO, 2002, p. 24
Ao brincar mais espontânea ou livremente, a criança produzirá expressões faciais 
e gestos que exprimem seus sentimentos e pensamentos, além de interferirem na 
comunicação e interação social. É importante que a criança da Educação Infantil 
experimente e conheça suas capacidades expressivas e aprenda progressivamente 
a identificar as expressões das pessoas com as quais se relaciona, estabelecendo e 
ampliando sua capacidade de comunicação e suas possibilidades expressivas.
10
A Formação do Professor 
As crianças nativas dos grandes centros urbanos não possuem plenas possibilidades 
para brincar, por falta de espaço e tempo para as brincadeiras, principalmente as 
coletivas. Nos grandes centros, os quintais são cada vez mais escassos e as ruas, 
perigosas demais para as crianças brincarem. As agendas das crianças estão lotadas 
de compromissos, como escola, atividades-extras, cursos livres, entre outros. 
A criança que não brinca ou brinca pouco, não está plenamente inserida na cultura 
lúdica. A falta de brincar interfere negativamente no desenvolvimento da criança. 
Assim, a escola de Educação Infantil torna-se espaço privilegiado para a criança 
brincar e desenvolver-se.
O professor deverá, em sua formação, refletir sobre a utilização dos jogos e das brin-
cadeiras na educação, além de compreender o desenvolvimento infantil e as suas 
necessidades. Como mediador, o professor contribui para o desenvolvimento de di-
ferentes brincadeiras e jogos na escola, com fins educativos ou mesmo recreativos.
Não se trata aqui da defesa de se criar uma disciplina específica de jogos e brinca-
deiras na educação, mas de ter o lúdico, os jogos e brincadeiras, como fundamento 
da Educação Infantil. Este fundamento deveria atingir todas as disciplinas do cur-
rículo da formação inicial do pedagogo. É colocar a temática do trabalho com os 
jogos e as brincadeiras nas diretrizes curriculares dos cursos de pedagogia.
Reflita
E o espaço e o tempo reservado para brincar, onde estão? E a 
escola, onde entra nessa história? E o professor, sabe brincar? 
A formação inicial e a pesquisa do professor sobre essas atividades podem 
levar ao resgate de inúmeras brincadeiras esquecidas pelo tempo. A tradição 
de muitas brincadeiras é fundamental para o desenvolvimento e manuten-
ção da cultura lúdica. Diversas brincadeiras e jogos antigos continuam sendo 
capazes de despertar a curiosidade e o prazer das crianças nos dias de hoje.
11
É importante que a formação inicial do professor permita que ele construa ideias 
sobre a necessidade e a importância das atividades lúdicas como instrumentos para 
a intervenção pedagógica assertiva para o desenvolvimento infantil. 
Observe a tabela a seguir sobre a utilização e algumas categorias de jogos e brinca-
deiras para a educação:
Quadro 1 – Categorias de jogos e brincadeiras para a educação
Jogos e 
Brincadeiras 
pedagógicas
Jogos e 
Brincadeiras para 
recreação
Jogos e 
Brincadeiras livres
• uso de brinquedos 
e jogos para 
favorecer a 
aprendizagem 
escolar.
• recurso da 
brincadeira 
para estimular a 
aprendizagem e o 
desenvolvimento 
infantil. 
• dinâmicas criadas 
para ensinar novas 
brincadeiras e 
jogos.
• compor o currículo 
da educação 
infantil com 
atividades lúdicas 
e prazerosas. 
• são momentos em 
que as crianças 
brincam sem a 
interferência direta 
do professor. 
• incentivam o 
desenvolvimento 
da autonomia na 
criança. 
Fonte: elaborado pelo conteudista
As brincadeiras e jogos são fenômenos ou linguagens recorrentes em toda vida hu-
mana. Elas reúnem um repertório de gestos, sons, expressões, movimentos que se 
inter-relacionam com o desenvolvimento infantil. Desta forma, é imperativo ao pro-
fessor saber o que os jogos e o brincar têm a ver com o seu trabalho em sala de aula. 
Conhecer e compreender os conceitos sobre o jogar, o brincar e o lúdico, pro-
piciam aos profissionais da educação uma atuação e um domínio maior sobre 
estas atividades, bem como uma reflexão sobre implicações pedagógicas dos 
jogos e brincadeiras.
12
Fazer o próprio brinquedo também é uma iniciativa interessante para o professor 
mediador de brincadeiras.São várias as possibilidades de construção de brinquedos 
e as sucatas podem oferecer materiais interessantes para essa construção. A criança 
transforma naturalmente os objetos à sua volta, impulsionada pelo seu imaginário, 
seus desejos e de acordo com suas habilidades. Ao ressignificar objetos, a criança 
pode construir o seu próprio brinquedo.
Outras questões estão envolvidas na construção do próprio brinquedo pela crian-
ça. A princípio, questões de socialização são mobilizadas quando a proposta é criar 
brinquedos juntos em sala de aula. Ainda devemos refletir sobre as questões afetivas 
que são mobilizadas com o brinquedo que construímos, uma vez que é a criação e a 
expressão pessoal da criança que estão em jogo. Veja alguns exemplos de brinque-
dos confeccionados com materiais alternativos: 
Importante
Ao reconhecer o jogar e o brincar como metodologia de atu-
ação pedagógica, o professor avança em sua formação. Não 
podemos abrir mão de uma formação inicial qualificada para o 
professor. A ideia é que este profissional irá incluir estas ativi-
dades em sua prática, contudo, deve fazê-lo de forma crítica 
e consciente.
Criar o próprio brinquedo estimula 
a criatividade e a imaginação dos 
pequenos. Neste sentido, cons-
truir objetos lúdicos para a atuação 
pedagógica é fundamental para o 
professor. Ao trabalhar com brin-
quedos, o professor reconhece a 
importância do lúdico na formação 
das crianças e reafirma a relação 
entre os processos de ensinar e 
aprender e o brinquedo.
13
Figura 3 – Brinquedos recicláveis
Fonte: Acervo do conteudista 
#ParaTodosVerem: duas fotos de brinquedos recicláveis. É possível observar objetos confeccionados com tam-
pas de garrafas pet. Na primeira imagem aparece um telefone, uma lagarta, dentre outros. Na segunda imagem 
está um brinquedo de trem. Fim da descrição. 
Saber relacionar e selecionar os jogos e brincadeiras de forma crítica e contextu-
alizada depende da perspicácia do professor, ou seja, da percepção que este tem 
sobre a classe com a qual está trabalhando. A escolha de sequências didáticas que 
sejam significativas para o aprendiz depende da formação e do olhar crítico e sensí-
vel do professor. A brincadeira é uma linguagem e é através dessa linguagem que a 
criança aprende.
Ao elaborar suas rotinas educativas, o professor pode fazê-lo através da ludicidade, 
para que sejam valorizadas ações e atitudes espontâneas ao brincar ou jogar com as 
crianças. O professor deverá, então, reconhecer-se como referência lúdica para os 
aprendizes, propondo e participando ativamente das atividades propostas, aceitan-
do e compreendendo a importância dos jogos e brincadeiras como possibilidades 
efetivas de ensinar e aprender.
Durante sua formação inicial, o futuro professor deve perceber que a ludici-
dade tem características éticas, morais, biológicas e sociais, adquirindo as-
sim, uma visão global dos jogos e brincadeiras. Durante o desenvolvimento 
das atividades, o professor deverá manter uma atitude de respeito às dife-
renças relativas às capacidades, habilidades, conhecimentos, necessidades 
e interesses dos jogadores e brincantes.
14
Finalmente, vamos fechar esta unidade com uma citação das autoras Pereira e 
Souza (1998), quando falam sobre a infância e a contemporaneidade, para uma 
reflexão final:
Crianças e adultos já não se misturam. Constituem suas histórias separa-
damente. E antes as crianças estavam misturadas com os adultos, e toda 
reunião de trabalho, passeio ou o jogo juntava crianças e adultos, hoje, 
como desde o fim do século XIX, percebemos a tendência crescente de 
separar o mundo das crianças do mundo dos adultos. Uma das consequ-
ências mais radicais do sentimento moderno da infância foi, portanto, o 
afastamento do adulto da criança. 
Fonte: PEREIRA; SOUZA, apud KRAMER; LEITE, 1998, p. 37
Caro aluno(a), agora vamos realizar uma atividade de preencher lacunas. Es-
creva nos espaços abaixo as expressões correspondentes na ordem correta:
O movimento e o gesto, propiciados pelas _____________ e jogos, impulsio-
nam e dão ritmo ao desenvolvimento da motricidade das crianças e, de ma-
neira geral, ampliam a ________________ de cada criança. 
Finalmente, vamos fechar a unidade e a disciplina com uma citação das 
autoras Pereira e Souza (1998), quando falam sobre a infância e a contem-
poraneidade, para uma reflexão final:
BRINCADEIRAS – CULTURA CORPORAL
15
Atividades de Fixação
1 – Apenas em 2001, já no século XXI, foi celebrado o Ano Interamericano da Infân-
cia e Adolescência. O que este ato ofereceu à sociedade mundial?
Assinale a alternativa correta.
a. Uma baixa autoestima para a criança.
b. Alguns direitos da criança foram repensados.
c. Impulsionou um protagonismo infanto-juvenil.
d. Não ofereceu nada para a sociedade, e sim para a criança.
e. Freou o desenvolvimento do protagonismo infantil.
2 – O brincar é uma atividade essencialmente humana. A brincadeira é o principal 
modo de expressão da infância. O brincar é o instrumento, por excelência, para a 
criança aprender a:
a. Obedecer a normas, regras e limites, sobretudo a partir dos jogos com regras 
estabelecidas pelos adultos.
b. Viver e criar cultura, brincando a criança se humaniza e se constitui como sujeito 
histórico e social.
c. A brincadeira é um bom momento de relaxamento muscular. 
d. Vivenciar uma recreação com regras idealizadas e dirigidas pelos professores.
e. A brincadeira ajuda a gastar as energias da criança.
3 – O direito de brincar foi uma conquista. Este direito foi estabelecido apenas no 
século XX. Sobre o brincar, assinale a alternativa correta.
a. Brincar independe da condição da criança; dificuldades nos aspectos físico ou 
cognitivo não impedem as crianças de brincar e divertir-se.
b. O direito de brincar não se estende a todas as crianças.
c. O direito de brincar foi conquistado na Grécia antiga.
d. Brincar não é fundamental para o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.
e. O direito de brincar é mais bem garantido nos países ricos.
16
Atividades de Fixação
4 – Sobre os jogos e brincadeiras pedagógicas, leia as afirmativas que seguem e 
responda corretamente à questão sobre a sua veracidade usando V ou F.
( ) O uso de brinquedos e jogos favorece a aprendizagem escolar.
( ) As brincadeiras e jogos são importantes apenas na modalidade do ensino funda-
mental I.
( ) Kishimoto entende que, nas brincadeiras pedagógicas, a criança apenas tenta 
compreender seu mundo ao reproduzir situações de escola.
( ) O recurso da brincadeira é importante para estimular a aprendizagem e o desen-
volvimento infantil. 
5 – É importante que a formação inicial do professor permita que ele construa 
ideias sobre a necessidade e a importância das atividades lúdicas como:
a. Uma forma de passar o tempo com as crianças.
b. Ser um instrumento de controle da criança.
c. Constituir-se como instrumentos para a intervenção pedagógica assertiva do 
professor.
d. Ser um instrumento, exclusivo e único, para o desenvolvimento infantil.
e. Uma rotina inflexível do professor do Ensino Fundamental I.
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta autoatividade no fim deste conteúdo.
Material Complementar
17
Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil 
Este livro descreve um conjunto de jogos e brincadeiras - envolvendo conceitos e 
habilidades que são comumente trabalhados com crianças de nível pré-escolar - 
que deve ser utilizado de forma integrada, tanto em situações de recreação como 
em sala de aula. as atividades abrangem o desenvolvimento motor, a atenção, a 
memorização, a percepção espacial e as noções básicas (de cores, formas geo-
métricas, lateralidade, ritmo, classificação e relações de parentesco), entre outras 
habilidades. descritas de modo detalhado, as atividades podem ser facilmente utili-
zadas por professores da educação infantil no cotidiano escolar, com possibilidade 
de adaptação de acordo com a reação das crianças. nos seus jogos e brincadeiras, 
as crianças aprendem muitas coisas que serão internalizadas e transformadasem 
conceitos, além de satisfazerem muitos de seus desejos e interesses. na proposta 
apresentada, elas são vistas como parceiras ativas na aprendizagem, cabendo ao 
professor respeitar suas características e formas de pensar. 
CÓRIA-SABINI, M. A. R. F. Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. 10. reimp. 
Campinas-SP: Papirus Editora, 2004. 
Como Aplicar Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil 
A proposta deste livro é apresentar aos educadores jogos e brincadeiras infantis, 
possibilitando o envolvimento com a prática pedagógica e o desenvolvimento de 
ações, tendo como base a importância e a necessidade do ato de brincar. Co-
nhecendo-se a dificuldade encontrada pelo professor de ensino fundamental em 
obter a atenção do aluno e estimular o aprendizado, o livro mostra, através do lú-
dico, como tornar mais fácil essa difícil tarefa. É um livro de grande utilidade para 
profissionais de educação e estudantes que procuram se atualizar no assunto, que 
estão em busca de novos desafios e desejam obter mais informação a respeito 
da utilização de brincadeiras na educação infantil. Analisando cada fase do desen-
volvimento da criança e conhecendo um pouco mais do seu universo, o educador 
terá uma boa base para elaboração das suas aulas, aproveitando ao máximo jogos 
e brincadeiras no seu dia a dia. 
JESUS, A. C. A. Como Aplicar Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. Rio de 
Janeiro: Brasport, 2010. 
Livros
Material Complementar
18
Jogos e Brincadeiras 
Para complementar e ampliar seus conhecimentos sobre o brincar e o jogar, convi-
damos você a visitar e explorar o site da revista Nova Escola. Com o site da página 
indicada, você terá acesso a inúmeras brincadeiras e jogos e o seu emprego na 
Educação Infantil e no Ensino Fundamental I. Na página, você encontrará repor-
tagens, vídeos e entrevistas com os melhores especialistas na área e ainda jogos 
online e planos de aula que poderão auxiliar você no ofício de ser professor. 
http://bit.ly/2UqN1wn 
Leitura 
Referências
19
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990. 
Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Bra-
sília, DF, 1990.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional 
para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 
1998. 3v.
BROUGÈRE, G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez Editora, 2008. Coleção: 
Questões da nossa época; V.43. 
KISHIMOTO, T. M. (Org.) O brincar e suas Teorias. São Paulo: Pioneira, 2002.
KRAMER, S.; LEITE, M. I. (Org.). Infância e produção cultural. 8. ed. Campinas: Papi-
rus, 1998.
Gabarito
20
Preencha as Lacunas 
Justificativa : O movimento e o gesto, propiciados pelas BRINCADEIRAS e jogos, 
impulsionam e dão ritmo ao desenvolvimento da motricidade das crianças e, de ma-
neira geral, ampliam a CULTURA CORPORAL de cada criança. 
Questão 1 
c) Impulsionou um protagonismo infanto-juvenil.
Justificativa: Finalizando, citamos o ano de 2001, já no século XXI, quando foi cele-
brado o Ano Interamericano da Infância e Adolescência, que ofereceu certo prota-
gonismo infanto-juvenil para a sociedade mundial. 
Questão 2 
b) Viver e criar cultura, brincando a criança se humaniza e se constitui como sujei-
to histórico e social.
Justificativa: uma das propostas da Educação Infantil é que as crianças brinquem. 
É um direito da criança, previsto na legislação educacional brasileira. Por exemplo, 
o ECA. Dentre os diversos artigos do Estatuto destacamos, em nossos estudos, o 
seguinte artigo e seus incisos: Artigo 16º: O direito à liberdade compreende os se-
guintes aspectos: IV - brincar, praticar esportes e divertir-se.
Questão 3 
a) Brincar independe da condição da criança; dificuldades nos aspectos físico ou 
cognitivo não impedem as crianças de brincar e divertir-se.
Justificativa: brincar independe da condição da criança; dificuldades nos aspectos 
físico ou cognitivo não impedem as crianças de brincar e divertir-se, o direito de 
brincar, [...] (Conteúdo teórico, p.05).
Questão 4 
VERDADEIRO - FALSO - FALSO - VERDADEIRO
Questão 5 
c) Constituir-se como instrumentos para a intervenção pedagógica assertiva do 
professor.
Justificativa: é importante que a formação inicial do professor permita que ele cons-
trua ideias sobre a necessidade e a importância das atividades lúdicas como instru-
mentos para a intervenção pedagógica assertiva para o desenvolvimento infantil.

Mais conteúdos dessa disciplina