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A hepatite B aguda é uma doença viral que pode apresentar-se de forma assintomática até formas graves fulminantes, possuindo forte tendência a cronificação, cirrose hepática e hepatocarcinoma. As hepa

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MAPA - BIOQUIMICA CLINICA - 51_2026
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QUESTÃO 1
A hepatite B aguda é uma doença viral que pode apresentar-se de forma assintomática até formas graves fulminantes, possuindo forte tendência a cronificação, cirrose hepática e hepatocarcinoma. As hepatites fulminantes caracterizam-se por evolução rápida para insuficiência hepática e desenvolvimento de encefalopatia, no período de 3 a 8 semanas, ocorrendo em aproximadamente 1% dos casos, com alta letalidade. A forma aguda pode perdurar por até 6 meses, sendo considerada crônica após este período. Para a maioria dos pacientes, o tratamento é de suporte, porém aqueles com hepatite aguda grave, coagulopatia, sintomas persistentes ou icterícia acentuada podem ser candidatos à tratamento específico.
Fonte: DE ALMEIDA, Rayra Menezes et al. EP-119-INFECÇÃO AGUDA GRAVE POR HEPATITE B NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: RELATO DE CASO. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 28, p. 104043, 2024. Disponível em https://www.bjid.org.br/en-ep-119-infeccao-aguda-grave-articulo-resumen-S141386702400326X Acesso em: 07 dez. 2025.
INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DAS QUESTÕES
- Para a responder as QUESTÕES 1 e 2 abaixo, você utilizará UMA AMOSTRA BIOLÓGICA DISPONÍVEL (soro/plasma) no seu polo no DIA DO ENCONTRO PRÁTICO “ENZIMAS HEPÁTICAS”.
- Leia com antecedência as informações sobre a prática correspondente no MDD (Material Didático Digital), que está disponível no fórum da disciplina (https://sites.google.com/unicesumar.com.br/enzimas-hepaticas/p%C3%A1gina-inicial?authuser=0#h.o80ul6s2flzg).
Seguindo as instruções acima, responda às questões propostas:
1) IDENTIFIQUE a amostra biológica (soro/plasma), TIRE uma fotografia da amostra no local de realização da prática, com os reagentes e materiais necessários à pratica, e ANEXE no formulário de resposta (no local indicado).
2) Após preparar o reagente de trabalho e a amostra para a determinação das enzimas hepáticas, conforme o roteiro do MDD, TIRE uma fotografia SUA realizando a leitura de uma das cubetas no espectrofotômetro e ANEXE no formulário de resposta (no local indicado).
Determinando os resultados do teste “ENZIMAS HEPÁTICAS”:
3) Utilizando o Material Didático Digital (MDD) como material de apoio para execução da prática, REALIZE e ANOTE as leituras de absorbância obtidas (AST inicial, AST final, AST-delta; ALT inicial, ALT final, ALT-delta – ou apenas os valores da variação, a depender do método). DEMONSTRE os cálculos e DETERMINE o resultado de ALT e AST (U/L) da amostra (insira seus resultados na tabela disponível no modelo padrão).
ATENÇÃO: Para responder às próximas questões NÃO é necessária a execução da prática. Você precisará do conhecimento teórico, das orientações constantes no MDD, no livro didático e/ou em bulas de kits comerciais disponíveis na internet.
4) Na prática laboratorial para a determinação das enzimas hepáticas AST (aspartato aminotransferase ou transaminase glutâmico oxalacética – TGO ou GOT) e ALT (alanina aminotransferase ou transaminase glutâmico pirúvica – TGP ou GPT) emprega-se o método cinético UV. EXPLIQUE, de forma integrada, o fundamento bioquímico de cada método (AST e ALT); JUSTIFIQUE a leitura no espectrofotômetro ser realizada em 340 nm e o seu significado clínico; e CITE uma possível interferência pré-analítica e seus impactos nos resultados.
​
5) Leia atentamente o relato de caso abaixo, depois, faça o que se pede.
Paciente M.M.F, 56 anos, sexo feminino, previamente hígida, apresentou quadro de dor em hipocôndrio direito, êmese, colúria, icterícia (++/++++). A ultrassonografia de abdome total sugeriu alteração hepática por processo inflamatório ou esteatogênico e os seguintes exames laboratoriais foram realizados:
 
	Exame
	Resultado
	Valor de Referência
	AST
	1.570 U/L
	5 a 30 UI/L
	ALT
	3.579 U/L
	4 a 36 UI/L
	FA
	1.413 U/L
	30 a 120 UI/L
	GGT
	859 U/L
	6 a 50 UI/L 
	HBsAg
	Reagente
	Não reagente
	Anti-HBc total
	Reagente
	Não reagente
	Carga viral HBV (PCR)
	16.796 UI/mL
	Não reagente
	Anti-HBs
	Não reagente
	Não reagente
	Anti-HDV
	Não reagente
	Não reagente
	HAV IgM
	Não reagente
	Não reagente
	Anti-HIV
	Não reagente
	Não reagente
 
Valores de referência: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482489/
AST: aspartato aminotransferase; ALT: alanina aminotransferase; FA: fosfatase alcalina; GGT: gama glutamil transferase; HBsAg: antígeno de superfície do vírus da hepatite B; Anti-HBc: anticorpo contra o antígeno do núcleo do vírus da hepatite B; anti-HBs: anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B; Anti-HDV: anticorpo contra o vírus da hepatite D; HAV IgM: anticorpo IgM contra o vírus da hepatite A; Anti-HIV: anticorpos contra o vírus HIV-1 e HIV-2; RNI: Razão Normalizada Internacional – Teste do Tempo de Protrombina (avalia coagulação sanguínea cujos fatores são produzidos pelo fígado); escore MELD: Model for End-Stage Liver Disease – estima o risco de mortalidade em 3 meses para pacientes com doença hepática.
A paciente evoluiu durante internação com aumento progressivo de enzimas hepáticas (AST e ALT > 5.000) e bilirrubinas, com predomínio de bilirrubina direta, alargamento progressivo de RNI (marcador de falência hepática aguda, produção hepática decrescente dos fatores de coagulação, risco aumentado de sangramento) e escore MELD 29 (sugerindo alto risco de mortalidade e possível necessidade de transplante hepático).
Foi iniciado tratamento para Hepatite Aguda Grave com Entecavir 0.5mg/dia, com acompanhamento da equipe de transplante hepático.
Após tratamento, a paciente evoluiu com queda progressiva dos níveis de AST/ALT e melhora da icterícia, com queda de bilirrubinas e normalização de RNI, recebendo alta hospitalar e mantido esquema de tratamento proposto, com normalização de exames laboratoriais e melhora clínica.
Fonte: DE ALMEIDA, Rayra Menezes et al. EP-119-INFECÇÃO AGUDA GRAVE POR HEPATITE B NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: RELATO DE CASO. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 28, p. 104043, 2024. Disponível em https://www.bjid.org.br/en-ep-119-infeccao-aguda-grave-articulo-resumen-S141386702400326X Acesso em: 07 dez. 2025.
 
​5. a) ANALISE o padrão das enzimas hepáticas (AST, ALT, FA e GGT) e os sinais clínicos apresentados. EXPLIQUE o significado da colúria, o tipo de padrão de lesão hepática observado, e o que sugere a relação ALT > AST nesse contexto.
5. b) A partir da sorologia apresentada (presença de HBsAg, Anti-HBc total reagente e Anti-HBs, Anti-HDV, HAV IgM, Anti-HIV não reagentes) ESTABELEÇA o diagnóstico etiológico e JUSTIFIQUE com base nos marcadores virais.
5. c) EXPLIQUE a diferença entre exames que indicam lesão hepática e exames que avaliam função hepática, relacionando com o RNI descrito no caso. Em seguida, DISCUTA como o analista clínico poderia atuar de maneira estratégica diante de um caso de hepatite aguda grave.
 
Referências para consulta:
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7. ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.673. ISBN 9788582714041. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/ . Acesso em: 07 dez. 2025.
MOTTA, Valter. Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. 5. ed. Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2009. E-book. p.209. ISBN 9786557830260. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786557830260/ . Acesso em: 06 jan. 2026.
MARSHALL, William J. Bioquímica Clínica - Aspectos Clínicos e Metabólicos. 3. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2016. E-book. p.235. ISBN 9788595151918. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595151918/ . Acesso em: 06 jan. 2026.
LIMA, Renata Sespede M. de O. Bioquímica Clínica. Maringá - PR: Unicesumar, 2022. Reimpresso em 2023. 244 P. ISBN: 978-85-459-2248-3. “Graduação - EaD”.
Unicesumar. Material Didático Digital (MDD)- Enzimas hepáticas. [S.I]: 2022. Disponível em: https://sites.google.com/unicesumar.com.br/enzimas-hepaticas/p%C3%A1gina-inicial?authuser=0#h.o80ul6s2flzgAcesso em: 06 jan. 2026.
DE ALMEIDA, Rayra Menezes et al. EP-119-INFECÇÃO AGUDA GRAVE POR HEPATITE B NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: RELATO DE CASO. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 28, p. 104043, 2024. Disponível em https://www.bjid.org.br/en-ep-119-infeccao-aguda-grave-articulo-resumen-S141386702400326X Acesso em: 07 dez. 2025.
Lala V, Zubair M, Minter DA. Liver Function Tests. [Updated 2023 Jul 30]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482489/ Acesso em: 07 dez. 2025.
Exames laboratoriais para fígado e vesícula biliar. Manual MSD – Versão para profissionais de saúde. 2026. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/exames-para-doen%C3%A7as-hep%C3%A1ticas-e-biliares/exames-laboratoriais-para-f%C3%ADgado-e-da-ves%C3%ADcula-biliar Acesso em: 07 jan. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Aids e Hepatites Virais. Manual técnico para o diagnóstico das hepatites virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/2018/manual_tecnico_hepatites_virais_web_3108181.pdf/view  Acesso em 10 jan. 2026.
Gold Analisa. Kit para determinação de aspartato aminotransferase (AST) por metodologia cinética UV. [S.l.]: Gold Analisa Diagnóstica Ltda, 2022. Disponível em: https://www.goldanalisa.com.br/images/upload/944a306156ccf2b0ced7e2ab1fe56592173dccd5ce162015acf8d8da9ba62c0b.pdf Acesso em: 06 jan. 2026.
Gold Analisa. Kit para determinação de alanina aminotransferase (ALT) por metodologia cinética UV. [S.l.]: Gold Analisa Diagnóstica Ltda, 2022. Disponível em: https://www.goldanalisa.com.br/images/upload/033a3071dd0fbcf0f1444f38927a8803f47e3b07a35f6eca9ab68daa16441aac.pdf Acesso em: 06 jan. 2026.
Conselho Federal de Farmácia. Gestão da Qualidade Laboratorial. (Brasília): CFF, 2011. Disponível em:  https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/132/encarte_analises_clinicas.pdf Acesso em 10 jan. 2026.
 
 
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