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Objetivo da Avaliação Audiolológica
Mini-guia
Audiologia
Material elaborado: resumosdefono.com.br
Passo a passo
Clínica
Verificar os equipamentos1.
2. Anamnese
3. Meatoscopia
4. Timpanometria
5. Imitanciometria
A ordem de realização depende, pois quando
é criança o PEATE tem prioridade.
Tem como objetivo principal
determinar a integridade do sistema
auditivo, além de identificar tipo,
grau e configuração da perda
auditiva em cada orelha.
Anamnese
Identificação, endereço, telefone;
Histórico pregresso do paciente
Data de realização do exame
Obs.: provavelmente o seu professor vai
ter uma anamnese pré-estipulada para
o seu estágio.
Identificação do estagiário que está
realizando o exame, inclusive é bom
ter o carimbo com seu nome e
número de matrícula da faculdade.
Cada faculdade tem uma ordem para
realização do exame, logo esse passo a passo
é apenas para nortear seu atendimento. 
Audiograma
É nesse audiograma onde vamos
marcar o resultado de acordo com a
simbologia e a cor de cada orelha.
6. Audiometria Tonal
Material elaborado: resumosdefono.com.br
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Meatoscopia
É a inspeção do meato acústico externo
e da membrana timpânica. Se houver
presença de corpos estranhos ou cera
obstruindo o meato e impedindo a
visualização da membrana timpânica, a
avaliação não pode ser feita (FROTA,
2011). O paciente deve ser encaminhado
para médico otorrinolaringologista para
a realização de limpeza otológica.
Membrana timpânica
translúcida e meato
acústico externo sem
impedimento para a
realização do exame.
Membrana timpânica com
rolha de cera, logo não é
recomendado que se faça o
exame. 
Timpanometria
É uma medida da imitância acústica, que
verifica o grau de mobilidade do sistema
tímpano-ossicular (Jerger, 1970). A
timpanometria convencional é realizada
com o tom teste de 226Hz. 
Cores utilizadas apenas para fim didático. Em um
exame real, a orelha direta é desenhada em
vermelho, e a escolha esquerda em azul, e o
gráfico tem somente essas duas curvas. 
Valores de Referência
da Timpanometria
Imitanciometria
A avaliação imitanciométrica é iniciada
pelo teste de timpanometria, e
completa-se com as medidas de reflexo
acústico. Você tem que ter em mente
que o objetivo desses dois exames
(timpanometria e imitanciometria) é
avaliar o funcionamento da cadeia
ossicular e o músculo estapédio,
estruturas presentes na orelha média.
Não é necessária resposta do paciente,
pois o software do imitanciômetro nos
dá os resultados.
A imitanciometria avalia a admitância
acústica (facilidade de passagem do
som) e a impedância acústica
(dificuldade de passagem do som).
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COMO É FEITO A IMITANCIOMETRIA?
É realizada a partir de um estímulo de
forte intensidade, de forma que
possibilite a contração dos músculos da
orelha média, principalmente o
estapédio.
A pesquisa do limiar do reflexo pode ser
realizada de forma ipsilateral (no
mesmo lado em que foi apresentado o
estímulo) ou contralateral (no lado
oposto ao qual o estímulo foi
apresentado) à orelha testada
(Tatinazzio et al. 2011). 
quadro onde colocamos os dados do exame
Valores de Referência
do reflexo acústico contralateral 
Na pesquisa do reflexo contralateral é
comum utilizar-se os tons puros de 500,
1000, 2000, 3000 e 4000Hz. 
Nesse reflexo, o estímulo é liberado
pelo fone, e a resposta muscular é
captada na orelha contralateral pela
sonda. 
A pesquisa ipsilateral é feita nas
frequências de 1000 e 2000Hz. 
Nesse reflexo, o estímulo é liberado
pela sonda, e ela mesma capta a
resposta muscular. 
O paciente deve estar sentado, dentro ou
fora uma cabine acústica, e acordado.
Em um ouvido, uma pequena sonda, que
injeta pressão positiva e negativa, é
introduzida no canal auditivo externo. No
outro, é inserido um fone de ouvido.
Audiometria Tonal
Avalia as três orelhas (OE, OM. OI)
Possibilita identificar quanto de
perda há (dB) e onde a perda mais
afeta (Hz);
Frequências avaliadas: 
Audiometria de via aérea (via
fone): 250, 500, 1000, 2000, 3000,
4000, 6000, 8000 Hz.
Audiometria de via óssea
(vibrador ósseo na mastóide): 500,
1000, 2000, 3000, 4000. 
Paciente: toda vez que ouvir apito
levantar a mão;
50% dos estímulos respondidos
corretamente indicam o limiar ;
Sequência de realização do exame:
VA sem mascarar; 
VA mascarar (se necessário); 
VO sem mascarar;
VO mascarar (se necessário); 
M
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O gráfico abaixo é utilizado para marcar
os limiares encontrados na audiometria.
Para a orelha direita utilizamos
símbolos VERMELHOS, e para a orelha
esquerda, símbolos AZUIS.
Simbologia
Cada tipo de teste (via aérea ou óssea,
com ou sem mascaramento...) tem um
símbolo próprio. 
Utiliza-se de tons puros para estimular a
cóclea, variando frequência (grave e
agudo - Hz) e intensidade (volume - dB).
Mascaramento
O mascaramento é um ruído
intencional utilizado em audiometrias
que visa "atrapalhar" uma das orelhas.
Tipo de ruído:
Narrow band (NB): ruído de banda
curta. É usado na audiometria tonal;
Speech noise (SN): ruído de banda
larga. É usado na logoaudiometria. 
A intensidade de ruído deve ser
calculada a cada frequência, a
depender dos limiares encontrados no
exame feito sem mascaramento.
Na página seguinte teremos um exemplo
para você entender na prática 
passe para o lado ->
Exemplo: em 1kHz, perda
neurossensorial, o paciente tem os
seguintes limiares: OD 5dB e OE 60dB.
Avaliando pelo valor de atenuação
interaural (40dB) a orelha esquerda
está recebendo um estímulo 20dB
maior que a atenuação, logo, a orelha
direita também está sendo estimulada,
e pode ter respondido pela esquerda
no exame, pois a orelha direita é
saudável e capaz de detectar o
estímulo de 20dB. 
ATENUAÇÃO INTERAURAL: é a
quantidade de som (dB) a partir da qual
a orelha não testada pode ser
estimulada por via óssea. 
40dB na Audiometria
45dB na Logoaudiometria
Ok, já sabemos que a orelha direita está
ouvindo um estímulo que não
queremos que ela escute. O que fazer
agora? Ligar o ruído de mascaramento.
Qual ruído? Em que intensidade? 
A intensidade de ruído deve ser calculada
a cada frequência, a depender dos
limiares encontrados no exame feito sem
mascaramento.
Seguindo a lógica do exemplo: 
É necessário "esconder" um estímulo
de 20dB;
Por isso, o mascaramento deve ser
MAIOR do que o que queremos
"esconder".
Quanto maior? Pelo menos 10dB
maior.
Exemplificando: 
Enquanto a orelha esquerda é testada
em 60dB, a orelha direita receberá um
ruído de 30dB.
Se o paciente mantém sua resposta,
mesmo com mascaramento, podemos
confiar que aquele é o limiar correto. 
Lembrando que o Mini guia de
audiologia é objetivo, logo para um
estudo mais aprofundado você pode
conferir o livro: Prática de Audiologia
Clínica.
Material elaborado: resumosdefono.com.br
Perdas Auditivas
PERDA CONDUTIVA
Ocorre por lesões no meato auditivo
externo, membrana timpânica ou da
orelha média. Essas lesões impedem que
o som seja eficazmente conduzido para a
orelha interna.
Material elaborado: resumosdefono.com.br
PERDA NEUROSSENSORIAL
A perda auditiva neurossensorial é
causada por lesões na orelha interna ou
no nervo auditivo (VIII par). Essas lesões
impedem a transdução correta do som
PERDA MISTA
Em uma perda auditiva mista, temos a
junção dos componentes neurossensorial
e condutivo. Tanto a condução quanto a
transdução do som estão sendo
prejudicados.
MÉDIA TRITONAL
A média tritonal é a soma da
intensidades das frequências 500Hz,
1KHz e 2Khz, dividido por três.
GRAU E CONFIGURAÇÃO
Além da classificação em tipo, as perdas
auditivas são classificadas quanto ao
grau e configuração de perda. 
Existes diversas referências para a
classificação do grau da perda auditiva,
sendo os mais usadas as classificações de
Lloyd e Kaplan 1978 e OMS 2020 para
adultos, Northerne Downs 2002 e OMS
2014 para crianças
GRAU DE PERDA AUDITIVA
Material elaborado: resumosdefono.com.br
CONFIGURAÇÃO DA PERDA
AUDITIVA
LAUDO AUDIOLÓGICO
Limiares auditivos normais 
Limiares auditivos dentro do padrão
da normalidade (Referência, Ano).
Perda auditiva com mesmo grau, tipo e
configuração 
Perda auditiva simétrica, do tipo XXX
(Referência, Ano), de grau XXX
(Referência, Ano) e configuração XXX
bilateralmente (Referência, Ano).
Perda auditiva simétrica, do tipo XXX,
de grau XXX e configuração XXX
bilateralmente (Referência, Ano). 
Perda auditiva com grau e/ou tipo e/ou
configuração diferentes 
Perda auditiva assimétrica, do tipo XXX
à direita e XXX à esquerda, de grau
XXX à direita e XXX à esquerda e
configuração XXX à direita e XXX à
esquerda (Referência, Ano) 
Laudo da curva timpanométrica e
reflexos acústicos: 
Curva timpanométrica tipo XXX, com
reflexos acústicos contralaterais/ipsi
laterais presentes ou ausentes nas
frequências XXX em ambas as orelhas
(Referência, Ano) 
PATOLOGIAS E ACHADOS SOBRE
CONFIGURAÇÃO DA PERDA AUDITIVA
OTOSCLEROSE: enrijecimento dos
ossículos da orelha média. Perda
condutiva progressiva com pior
desempenho em frequências baixas
(configuração ascendente). 
PRESBIACUSIA: envelhecimento
natural da audição. Perda
neurossensorial bilateral progressiva
de configuração descendente. 
OTITE EXTERNA: infecção no meato
acústico externo. Não causa perda
audiológica considerável.
OTITE MÉDIA: infecção na orelha
média. Perda condutiva de
configuração ascendente. 
COLESTEATOMA: massa cística no
meato acústico externo. Pode perfurar
o tímpano e gerar uma perda
condutiva. 
CAXUMBA: infecção viral aguda e
contagiosa, que na maioria dos casos
afeta as glândulas parótidas. Pode
causar perda neurossensorial
profunda unilateral. 
MENINGITE: inflamação das
meninges. Pode causar perda
neurossensorial bilateral severa, com
IPRF inferior a 60%. 
PAINPSE (Perda Auditiva Induzida
por Níveis de Pressão Sonora
Elevados): perda auditiva causa por
altos níveis de pressão sonora. Perda
bilateral, neurossensorial descentes.
Pode apresentar entalhe. 
Material elaborado: resumosdefono.com.br