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Fga. Adriana Marques da Silva Doutoranda em Ciências da Saúde- UNIFESP Docente da FMU CALIBRAÇÃO Indivíduos Normais: - Traçado regular e normalidade dos parâmetros Síndromes Periféricas: - traçado regular (ou com influência do NE na crise vertiginosa) - alterações leves de velocidade, precisão e latência ou ausentes. Síndromes Centrais: - regular ou irregular e alterações leves, moderadas ou severas. Calibração dos Movimentos Oculares Central Patognomônico: calibração irregular (na ausência de nistagmo espontâneo na crise vertiginosa) Sugestivo: alterações severas de mais de um parâmetro (latência, velocidade ou precisão) Pode ser congênito (ocular) ou adquirido NEOA - sua presença indica disfunção do sistema vestibular (periférico ou central) Indivíduos Normais: o nistagmo pode ocorrer apenas de olhos fechados até 7°/s. Fase aguda das vestibulopatias periféricas: o nistagmo pode ocorrer de OA e OF, apresenta direção fixa, e é maior com olhos fechados (EIFO presente). Nistagmo Espontâneo NEOA – na crise das vestibulopatias periféricas: o nistagmo aumenta de intensidade na direção da componente rápida (Lei de Alexander) Habitualmente bate na direção oposta à lesão: se o ny bate para esquerda, sugere lesão do labirinto direito, por exemplo. Nistagmo Espontâneo Fase crônica das vestibulopatias periféricas: ◦ O nistagmo ocorre apenas de OF, do tipo horizontal, oblíquo ou horizonto- rotatório (igual, inferior ou superior a 7°/s) Síndromes Centrais: ◦ pode ou não ter direção fixa ◦ Aumentar ou não de olhos fechados (ausência de EIFO) ◦ Aumenta ou não ao desvio do olhar da direção da componente rápida Nistagmo Espontâneo Ny rotatório puro: lesão de Tronco Encefálico (TE) nos núcleos vestibulares ou cerebelo Ny vertical para cima: lesão de TE ou cerebelo ou por intoxicação medicamentosa Ny vertical para baixo: lesão na junção cérvico-medular (Sd. Arnold Chiari), ou atrofias cerebelares alcóolicas, intoxicação medicamentosa, deficiência de magnésio e megadolicobasilar (dilatação da artéria basilar) Tipos de Nistagmo Espontâneo Ny pendular adquirido: afecções desmielinizantes do SNC Ny dissociado: lesões de fossa posterior (fascículo longitudinal medial), como por ex.: Esclerose Múltipla Ny alternante periódico ou em gangorra Tipos de Nistagmo Espontâneo Central Patognomônico: presença de nistagmo espontâneo com olhos abertos fora da crise; ausência de EIFO Nistagmo Espontâneo Achado Central: Nistagmo espontâneo vertical e ausência de EIFO Pesquisado no desvio do olhar não superior a 30° para a D, E, e Indivíduos normais: ausência de ny em todas as posições cardinais. Olhar extremo: fisiológico Lesões periféricas agudas: presença de NSE, mas sempre unidirecional, do tipo horizontal ou horizonto-rotatório Nistagmo Semi-espontâneo Central: Presença de ny uni ou bidirecional ou múltiplo - indica lesão de TE ou cerebelo Causas mais comuns→medicação sedativa ou anticonvulsivante Nistagmo Semi-espontâneo Tipos de Nistagmo semi-espontâneo NSE unidirecional rotatório ou vertical: lesão de TE NSE vertical para baixo: lesão na junção, cérvico-medular e lesões dos núcleos vestibulares e flóculo cerebelar NSE bidirecional ou múltiplo: lesão de fossa posterior NSE bilateral simétrico: uso de drogas (álcool, diazepan, fenitoína, fenobarbitol) NSE bilateral assimétrico: lesão de fossa posterior ou compressão do TE ou cerebelo por tumor de ângulo ponto-cerebelar (ny de Bruns), como o schwannoma vestibular NSE de rebote: aparece e desaparece, mudando de direção. Ocorre em atrofias cerebelares, lesões focais de cerebelo ou TE NSE dissociado: lesão de fascículo longitudinal medial Tipos de Nistagmo semi-espontâneo Central Patognomônico: presença de nistagmo semi-espontâneo mais de uma direção (bidirecional ou múltiplo) * Se o paciente não está em crise vertiginosa e ocorrer NSE em uma direção também é alteração Central Nistagmo Semi-espontâneo Achado Central Presença de NSE múltiplo Vestibulopatias periféricas (crônicas ou agudas): alterações leves de velocidade, precisão e latência Vestibulopatias centrais (disfunções oculo-motoras de origem central por lesão de TE e/ou cerebelo) - Alterações leves, moderadas ou severas de todos os parâmetros - Hipermetria (aumento anormal da amplitude) ou Hipometria (diminuição) Movimento Sacádico Central Sugestivo: alteração de morfologia (traçado irregular) associado a alterações do sistema visual Movimento Sacádico Tipo I: sinusóide e sem entalhes (normal) Tipo II: entalhes em alguns batimentos Tipo III: movimentos sacádicos substituem o rastreio (morfologia em escada) ou muitos nistagmos superpõem a curva (morfologia em serra) Tipo IV: traçados desorganizados, anárquicos Rastreio Pendular Indivíduos Normais: RP tipo I ou II, ganho normal Vestibulopatias periféricas agudas ou crônicas: RP tipo I, II e III (com ou sem leves alterações de ganho) Vestibulopatias centrais: RP de tipo II, III ou IV (irregular), com ou sem alterações leves, moderadas ou severas de ganho Rastreio Pendular Central Patognomônico: rastreio tipo IV -anárquico Rastreio Pendular Indivíduos normais: ganho entre 0,6 e 1,2 e simetria da PDN até 13% Alterações quantitativas ✓Redução de ganho ✓Assimetria ✓Reversão → ny invertido ✓Abolição uni ou bilateral Nistagmo Optocinético Vestibulopatias periféricas (agudas ou crônicas): alterações leves de ganho e simetria Vestibulopatias centrais: alterações moderadas ou severas de ganho e simetria Nistagmo Optocinético Central Patognomônico: assimetria da PDN na ausência de crise aguda; paciente não tem NEOA Nistagmo Optocinético Prova Rotatória Pendular Decrescente PRPD Indivíduos Normais ✓Traçado regular e simetria de respostas ✓PDN dentro dos parâmetros de normalidade para os CSC laterais, superiores e posteriores Prova Rotatória Pendular Decrescente PRPD Síndromes Vestibulares Periféricas ✓Traçado regular ✓PDN normal ou alterada ✓Presença de nistagmo pré-rotatório deve influenciar os resultados per- rotatórios ✓Assimetria de respostas (PDN alterada) na ausência de nistagmo pré-rotatório - presença de um nistagmo latente Sinais Centrais à PRPD ▪Sinal de Eagleton ou Aubry – patognomônico de lesão central, encontrado em Síndromes da Fossa Posterior – deve ser confirmado à Prova de Bàrány “ Ausência do ny oblíquo resultante da estimulação dos CSC Verticais, com preservação da resposta horizontal resultante da estimulação dos CSC Laterais “ Sinais Centrais à PRPD ▪Ausência de EIFO – encontrado em Síndromes de Fossa Posterior “Presença de respostas nistágmicas à rotação com fixação ocular em alvo estacionário” Sinais Centrais à PRPD ▪Decrutamento – sinal sugestivo mas não Patognomônico de alteração central. Quando as respostas à PRPD são menos intensas do que à estimulação calórica. “Devemos realizar a Prova de Bárány sempre que obtivermos algum sinal central à PRPD” Indivíduos Normais Valor Absoluto Unilateral : 5°/s a 62°/s Valor Absoluto Bilateral : 12°/s a 122°/s Valor Relativo: PL até 19% e PDN até 17% Presença de vertigem e EIFO “Pode ocorrer a presença de ny pré-calórico que deve influenciar as respostas pós-calóricas” Prova Calórica Vestibulopatias periféricas (crônicas/agudas) Hiporreflexia vestibular uni ou bilateral – alterações de valor absoluto ou relativo (PL) ✓Disfunção vestibular deficitária Hiperreflexia uni ou bilateral – alterações de valor absoluto ou relativo (PD) ✓Disfunção Vestibular “ O diagnóstico de disfunção vestibular periférica ocorre na ausência de sinais centrais ao exame vestibular” Prova Calórica Hiperreflexia à orelha direita EIFO presente Prova Calórica Prova Calórica Assimetria de respostas EIFO presente Vestibulopatias Centrais Dissociação nistagmo-vertiginosa ✓Intenso nistagmo e ausência de vertigem Abolição total da componente rápida do ny ✓Lesão da formação reticular-Tronco Encefálico Alto Nistagmo dissociado ✓Movimentos dos olhos diferentes,cada olho tem um tipo de ny Prova Calórica Vestibulopatias Centrais Nistagmo Pervertido ✓Presença de nistagmo vertical; abolição do nistagmo horizontal/oblíquo Ausência de EIFO ✓Lesão Cerebelar Prova Calórica normal apesar de intenso ny pré-calórico ✓Ausência de influência Prova Calórica Vestibulopatias Prova Calórica Ausência de EIFO Prova Calórica Nistagmo pervertido EIFO presente Prova Calórica Nistagmo pervertido EIFO presente Realizamos a Prova Calórica na posição I de Brünnings ✓Cabeça fletida 60° para cima - Posição ideal para estimulação dos CSC laterais com a ampola para cima Ao ocorrer ny invertido ao registro pós-calórico devemos mudar a posição do paciente ✓Posição IV de Brünnings- cabeça fletida 60° para frente, ficando as ampolas para baixo Se o nistagmo continuar o mesmo ou desaparecer, é o próprio pré-calórico – nistagmo latente Se desinverter, confirma a lesão central – nistagmo invertido Prova Calórica Nistagmo latente x invertido Prova Calórica Nistagmo invertido EIFO presente Prova Calórica Gelada QUANDO REALIZAR? ▪Presença de nistagmo espontâneo de OF (NEOF) e/ou nistagmo pré-calórico ▪Ausência de respostas na prova calórica quente e fria ▪Confirmar Hiporreflexia ou Arreflexia Vestibular Prova Calórica Gelada Importante! ▪Quando a prova calórica gelada é realizada, ela é soberana, e o cálculo da PDN é feito somente com os valores obtidos nesta prova ▪Devemos desconsiderar os valores da Prova Calórica Convencional (50°C e 24°C) Prova Calórica Gelada PDN = VACL maior – VACL menor x 100% VACL maior + VACL menor ✓Verificar: Simetria ou Assimetria ✓PDN normal até 29,4% Referência (Fukunaga et al, 2009) Bárány ▪Avalia o nistagmo pós-rotatório após a estimulação rotatória de uma cadeira e parada abrupta ▪É realizada sem registro nistagmográfico ▪Indica-se o uso de óculo de Frenzel Bárány O paciente deve ficar com os olhos fechados enquanto a cadeira é girada por 10 voltas em 20 segundos A cadeira deve ser parada abruptamente Devemos avaliar a presença e direção do nistagmo, presença de vertigem e do EIFO Bárány ▪Avaliação dos CSC Laterais: a cabeça é fletida e mantida 30° para frente ▪Resposta é um nistagmo Horizontal ▪Nistagmo para direita (rotação no sentido anti-horário) ▪Nistagmo para esquerda (rotação no sentido horário) Bárány Avaliação dos CSC Verticais é realizada em 2 posições Cabeça horizontalizada para um dos lados (deitada sobre o ombro) – resposta obtida é nistagmo vertical Cabeça estendida para trás – resposta obtida é nistagmo torcional (rotatório) Bárány Pode causar intensa vertigem pós-rotatória e eventualmente náuseas e vômitos em indivíduos normais ou em vestibulopatias não deficitárias Bárány Tem valor diagnóstico nos casos de vestibulopatias periféricas deficitárias uni ou bilaterais ✓Confirma a existência de hipofunção vestibular ou arreflexia vestibular Importante para a orientação do tratamento por meio de exercícios de reabilitação Bárány Posição da cabeça Girar no Sentido Resposta esperada anti-horário Ny Horizontal para Direita + Vertigem horário Ny horizontal para Esquerda + Vertigem anti-horário Ny torcional para Direita + Vertigem horário Ny torcional para Esquerda + Vertigem anti-horário Ny Vertical para Cima + Vertigem horário Ny Vertical para Baixo + Vertigem anti-horário Ny Vertical para Baixo + Vertigem horário Ny Vertical para Cima + Vertigem inclinada 30° para frente estendida 90° para trás inclinada 90 para direita inclinada 90 para esquerda Bárány Sinais Centrais - Bárány ▪Dissociação Nistagmo-vertiginosa: presença de nistagmo intenso com ausência de vertigem em todas as posições pesquisadas ✓Síndromes de Fossa Posterior ▪Sinal de Aubry ou de Eagleton - presença de nistagmo Horizontal e abolição do nistagmo Torcional e/ou Vertical nos dois sentidos de rotação ✓Indica lesão de Tronco Encefálico alto e síndromes do ângulo ponto-cerebelar ▪ Decrutamento: Quando ocorre ausência do nistagmo horizontal à prova de Bàrány e presença desta resposta à prova calórica. Este sinal já pode ter sido observado à PRPD mas a confirmação é feita à prova de Bàrány Sinais Centrais - Bárány