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LINHAS TEMÁTICAS Integralidade do cuidado Planejamento familiar e reprodutivo Os primeiros 1000 dias Vigilância, tecnologia social e saúde “Etiqueta”, segredo e sigilo profissional Normas essenciais para convivência e profissionalismo no ambiente. Diretrizes fundamentais com foco em respeito, ética e excelência no âmbito acadêmico/profissional. Prof. Dr. Abel Felipe Freitag Prof. Esp. Tatiane Borzuk da Fonseca 2 Por que a “Etiqueta” Importa? O ambiente coletivo exige respeito mútuo entre todos os frequentadores. A imagem está diretamente ligada ao comportamento. Os pacientes buscam em você uma referência de postura e profissionalismo 3 Respeito ao espaço do paciente Distância Adequada Mantenha uma distância confortável durante as intervenções . Peça permissão antes de tocar o paciente Intervenção Cuidadosa Evite interromper procedimentos sem necessidade real. Aguarde o momento adequado para fornecer orientações. Atenção no “tempo” Divida atenção igualmente entre todos os pacientes. Seja breve e objetivo. 4 Uso Correto dos Equipamentos/Ferramentas Organização Compartilhamento Manutenção 5 Vestuário Profissional Roupa Funcional Vista-se com roupas confortáveis e apropriadas: UNIFORME Discrição Evite peças muito reveladoras ou provocantes. Seu vestuário deve transmitir profissionalismo. Identificação Diferencie-se dos pacientes através do vestuário. 6 Comunicação Clara e Respeitosa Tom de Voz Use entonação motivadora, mas sem exageros. Feedback Construtivo Ofereça críticas de forma privada e construtiva. Nunca exponha o paciente a constrangimentos públicos. Linguagem Respeitosa Evite gírias excessivas e termos inadequados. Mantenha formalidade profissional adequada ao ambiente. Assuntos Pessoais Tenha cuidado com temas sensíveis ou polêmicos. Evite comentários sobre aparência física além do necessário. 7 Celular e Distrações Tecnológicas Uso Limitado Use o celular apenas para fins profissionais durante o expediente. Evite navegação em redes sociais. Atenção Prioritária Os pacientes merecem sua atenção completa durante o atendimento/intervenção. Observe constantemente o ambiente para identificar quem precisa de ajuda. Bom Exemplo Demonstre disciplina no uso de tecnologia. 8 Evite Conversas Paralelas e Fofocas Ambiente Profissional A intervenção é um local de trabalho, não um ponto de encontro social. Evite formar "rodinhas" com outros acadêmicos durante a intervenção. Discrição Mantenha discrição sobre situações observadas com pacientes. Nunca comente sobre a condição física ou limitações de um paciente com outros. Foco no Trabalho Conversas longas prejudicam a observação do ambiente. Mantenha interações breves e produtivas durante o horário de aula/intervenção. 10 Gestão de Conflitos e Reclamações Escuta Ativa Ouça atentamente todas as partes envolvidas em uma situação conflituosa. Demonstre empatia, mas mantenha neutralidade profissional. Mediação Imparcial Não tome partido em conflitos entre colegas de turma. Busque soluções que respeitem as regras do local. Encaminhamento Leve casos mais complexos para os professores da disciplina. Documente situações recorrentes para análise posterior. 11 Exemplos de Posturas Antiprofissionais 1 Postura Inadequada Sentar durante a intervenção. Encostar-se nas paredes em posição de descanso. 2 Hábitos Impróprios Comer na sala de aula. Mascar chicletes ou balas durante a intervenção. 3 Comportamento Displicente Ignorar pacientes ou colegas de turma que solicitam ajuda. Usar fones de ouvido e óculos de sol durante o trabalho. 12 Motivação e Imagem da Equipe Espelho da Intervenção Sua conduta reflete diretamente na imagem do estabelecimento. Pacientes associam a qualidade do serviço à sua postura. Energia Positiva Mantenha entusiasmo e disposição durante todo o expediente. Transmita motivação mesmo em dias difíceis. Trabalho em Equipe Colabore com outros integrantes do grupo. Evite críticas ao ambiente (UBS, Hospital, Faculdade) na frente dos pacientes. 13 Atendimento Igualitário Respeito aos Corpos Acessibilidade Comunicação Inclusiva Confidencialidade Mantenha sigilo sobre informações pessoais de outras pessoas. Nunca compartilhe dados de prontuário sem a devida autorização. Privacidade Não fotografe ou filme alunos sem autorização expressa. Respeite a privacidade durante conversas sobre saúde. Compromisso Ético Mantenha-se atualizado sobre questões éticas da profissão. Siga sempre o código de ética do CRM. 14 A Informação na Saúde Informações relacionadas à saúde são consideradas as mais íntimas e sensíveis de todas. Dados como anamnese e exames clínicos, gerados durante o atendimento, são de propriedade do paciente. Profissionais de saúde têm acesso autorizado às informações para exercer sua função. No entanto, não têm o direito de utilizar essas informações livremente. Informações geradas pelo Atendimento Pacientes fornecem informações como resultados de exames e procedimentos. O acesso às informações é permitido aos profissionais para fins diagnósticos e terapêuticos. 15 CONCEITOS Privacidade O direito à intimidade, requerendo confiança e segurança para revelar informações pessoais. Confidencialidade Forma de privacidade informacional que ocorre na relação profissional-paciente e nos registros. Segurança Proteção da informação contra acesso não autorizado, relacionada à privacidade e confidencialidade. Sigilo profissional É o dever ético que impede a revelação de assuntos confidenciais ligados à profissão. É um direito-dever, pois o direito do paciente gera uma obrigação específica para os profissionais da saúde. Segredo profissional Igualdade Liberdade Responsável Capacidade de Escolha Competência Profissional Verdade Justiça Compromisso Ético O segredo profissional é um compromisso entre o profissional e o paciente, baseado na confiança mútua. 16 Tipos e Características da Informação Tipo de Informação Acesso Característica Dever Associado Públicas Provável Associada à publicidade Confidencialidade Privadas Alguns Associada à privacidade Confidencialidade Íntimas Poucos Associada à intimidade Confidencialidade Segredos Ninguém Associada ao sigilo Não Revelação Campanhas de vacinação divulgadas pelo Ministério da Saúde, Protocolos de atendimento em emergências disponíveis em sites governamentais e Boletins epidemiológicos sobre surtos de doenças. Exemplos Prontuário médico de um paciente, Resultados de exames laboratoriais., Dados cadastrais de um paciente em uma clínica. Histórico de saúde mental de um paciente, Diagnóstico de uma doença crônica ou sexualmente transmissível, Dados sobre procedimentos estéticos realizados por um paciente.. Fórmula de um medicamento desenvolvida por uma empresa farmacêutica., informações sobre um caso médico em investigação sigilosa, relatos confidenciais de abuso ou violência de pacientes. 17 Legislação Brasileira Código Penal Brasileiro Art. 154: Revelar segredo profissional sem justa causa é crime, sujeito a pena de detenção e multa. Código Civil Brasileiro Art. 229: Ninguém é obrigado a depor sobre fatos que devam ser mantidos em segredo profissional. Código de Processo Civil Art. 406: Testemunhas não são obrigadas a depor sobre fatos que devam ser mantidos em segredo profissional. Código de Ética Profissional O segredo profissional é uma obrigação ética e legal, protegendo informações confidenciais do cliente. Obrigação Ético-Legal O segredo profissional é uma obrigação ética e legal. O profissional é responsável por proteger informações confidenciais do cliente, especialmente aquelas que, se reveladas, podem causar danos. 18 Limites Éticos para a Ruptura do Segredo Profissional Em situações específicas e excepcionais, a quebra do segredo profissional pode ser justificada por lei e por justa causa, quando a revelação de informações confidenciais é necessária para proteger o bem comum. Exceção à Preservação de Informações A lei pode exigir a comunicação de informações confidenciais em casos específicos.A quebra do segredo profissional pode ser justificada por "justa causa", como a proteção de terceiros ou o bem comum. 19 Situações de "Justa Causa" 1 Risco à Vida de Terceiros Doenças graves e transmissíveis que coloquem em risco a saúde de outras pessoas. 2 Prevenção de Danos à Comunidade Situações que coloquem em risco a saúde pública, exigindo a divulgação de informações para a proteção da comunidade. 3 Testemunho em Corte Judicial Em situações especiais, o profissional pode ser obrigado a depor em juízo. 4 Notificação à Autoridade Competente Dever de comunicar casos de doenças de informação compulsória, maus-tratos a crianças ou adolescentes, e abuso de cônjuge ou idoso. 20 Caso 1 Uma paciente grávida, com resultado positivo para HIV, se recusa a informar sua mãe e namorado sobre o diagnóstico. O caso ilustra a complexidade da proteção da privacidade e a necessidade de garantir a segurança de outras pessoas. 21 Questões 1 Revelação à Família Seria ético revelar o resultado do teste HIV à mãe e namorado da paciente? 2 Comunicação aos Profissionais Como transmitir as informações do pronto atendimento aos profissionais que acompanharão o pré-natal? 3 Risco de Transmissão Qual a conduta em relação às pessoas que compartilharam o uso de drogas com a paciente? 22 Resolução CFM 1665/2003 A Resolução CFM 1665/2003 define normas para o atendimento à gestante com HIV, incluindo a obrigatoriedade de solicitar o exame, com consentimento informado e sigilo profissional. Código Penal e a Questão do Risco O Código Penal prevê a responsabilidade por propagação de doenças contagiosas, incluindo o HIV. A não revelação do diagnóstico pode configurar um risco à vida de outras pessoas, gerando uma situação ética complexa. 23 Caso 2 Uma criança chega ao pronto atendimento com marcas de agressão física. Apesar de confessar os maus-tratos, os pais negam. Este caso ilustra a necessidade de proteger as crianças e adolescentes de situações de risco. 24 Questões 1 Atitude do Profissional Qual a conduta adequada frente a essa situação? 2 Denúncia A quem o profissional deve comunicar a suspeita de maus-tratos? 3 Responsabilidade Legal Quem tem o dever de denunciar maus-tratos a crianças e adolescentes? O ECA define criança e adolescente e estabelece o dever de comunicar casos de maus-tratos ao Conselho Tutelar, garantindo a proteção e a dignidade dessas pessoas. 25 Código de Ética dos Profissionais de Saúde Destaca a necessidade de manter o segredo profissional, mesmo com relação a menores de idade, respeitando o discernimento do paciente e a proteção do seu bem-estar. Dilemas Éticos O princípio da beneficência, que busca o bem do paciente, pode ser desafiado em situações de maus-tratos, onde o bem-estar da criança exige a quebra do sigilo profissional. 26 Caso 3 Um indivíduo chega ao pronto atendimento com ferimentos e confessa ter matado alguém, pedindo para não divulgar. Este caso ilustra a necessidade de conciliar o dever de proteger a vida e a saúde com o sigilo profissional e a lei. 27 Dilemas Éticos e Legais O profissional de saúde tem o dever de prestar assistência médica, mas também o de comunicar crimes à autoridade competente. É necessário equilibrar o atendimento ao paciente com a responsabilidade social. 28 Considerações finais O segredo profissional é fundamental para a relação cliente-profissional, garantindo a confiança e a segurança do paciente. No entanto, existem situações específicas em que a quebra do segredo profissional é legal e ética, como a proteção de terceiros ou o bem comum. O papael do professional exemplar: respeito, profissionalismo, transformação e exemplo A compreensão do segredo profissional exige uma análise crítica e reflexiva, considerando os princípios éticos, a legislação e as situações específicas que podem desafiar o sigilo profissional. 29 Referências BRASIL. Código Penal. Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940, atualizado e acompanhado de legislação complementar, também atualizada, de súmulas e de índices. 38ª ed. São Paulo: Saraiva; 2000. GOLDIM, José Roberto; FRANCISCONI, Carlos Fernando (1998) – Aspectos Bioéticos da Confidencialidade e Privacidade, in: COSTA, Sérgio Ibiapina Ferreira; GARRAFA, Volnei; OSELKA, Gabriel (coordenação) - Iniciação à Bioética, Publicação do Conselho Federal de Medicina, Brasília : Conselho Federal de Medicina, Editora Eletrônica, disponível in: http://www.bvseps.epsjv.fiocruz.br/ LOCH, Jussara de Azambuja. Confidencialidade: natureza, características e limitações no contexto da relação clínica. Bioética 2003,11 (1): 51-64 SALES-PERES SHC, SALES-PERES A, MARIA FANTINI A; FREITAS FDAR; OLIVEIRA MA; SILVA OP; CHAGURI RH. Sigilo profissional e valores éticos. RFO, v. 13, n. 1, p. 7-13, janeiro/abril 2008. OBRIGADO! 31 image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image14.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image15.jpeg image16.gif image17.gif image18.gif image19.gif image20.png image21.jpeg image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.jpeg image36.png image37.jpeg image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png