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Semiologia Aplicada à Fisioterapia
AULA OMBRO
Profª Ma. Stella Jorge
ANAMNESE
1. Anamnese
- ficha de avaliação;
- dados pessoais;
- semiotécnica da anamnese;
- queixa principal;
- história da moléstia atual;
- história da moléstia pregressa;
- antecedentes pessoais e familiares;
- exames complementares;
- hábitos de vida;
- AVDs e AVPs.
Trabalho - elaborar e realizar a Anamnese com alguém que tenha alguma patologia.
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Discussão sobre Anamnese
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O que pode ser melhorado???
OMBRO 
Os ossos da cintura do membro superior são: clavícula e escápula. A clavícula é um osso totalmente subcutâneo, já a escápula apresenta algumas projeções ósseas subcutâneas e, outras são recobertas pelos músculos: toracoapendiculares anteriores e posteriores e músculos escapuloumerais.
A clavícula sustenta todo o esqueleto apendicular superior. Está conectada ao esqueleto axial por meio da articulação esternoclavicular. 
PALPAÇÃO ÓSSEA E MUSCULAR
. CLAVÍCULA A clavícula apresenta uma extremidade esternal, articulada com o esterno (incisura clavicular), um corpo tortuoso (forma de “S”), e uma extremidade acromial articulada com a escápula (face articular da clavícula) 
A escápula se articula com a clavícula, formando a articulação acromioclavicular, e recebe a cabeça do úmero (articulação glenoumeral ou escapulo-umeral).
ESCÁPULA Para uma visualização global da escápula, principalmente a sua face posterior, podemos posicionar o braço em rotação medial, desta forma, a escápula tende a se afastar do gradil costal e, podemos observar o ângulo inferior e a margem medial facilmente
MÚSCULO TRAPÉZIO É um dos músculos toracoapendiculares posteriores. Movimenta a cabeça, pescoço e a cintura do membro superior. Divide-se em três partes: descendente (superior), transversa (média), ascendente (inferior). É inervado pelo nervo acessório e nervos cervicais (C3 e C4). Observe que suas fibras descendentes formam a elevação entre o pescoço e a cintura do membro superior, projetando-se lateralmente no pescoço.
MÚSCULO ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO Localizado no pescoço, o m. esternocleidomastóideo é importante para a divisão do pescoço em trígonos (anterior e posterior). Possui duas cabeças (esternal e clavicular), sua inserção é no processo mastóide do osso temporal. É inervado pelo nervo acessório e nervos cervicais (C3 e C4). 
OMBRO 
Na superfície do ombro, formando o contorno arredondado localizamos o m. deltóide, que pode ser bastante volumoso, dificultando o acesso palpatório de outras estruturas.
A articulação do ombro é uma articulação sinovial do tipo esferóidea, formada pelo encaixe da cabeça do úmero com a cavidade glenoidal da escápula. Nessa região palparemos: a epífise proximal do úmero (cabeça do úmero, tubérculos maior e menor, sulco intertubercular) e o músculo deltóide
Cabeça do úmero: está recoberta pela cápsula articular do ombro e ligamentos capsulares, pelos tendões do manguito rotador e pelo m. deltóide.
Tubérculo menor do úmero: após a localização da cabeça do úmero, posicione o membro do paciente em posição anatômica (polegar dirigido lateralmente), nesse momento é possível sentir uma pequena projeção óssea o tubérculo menor
Sulco intertubercular do úmero: com a posição de palpação do tubérculo menor, realize o movimento de rotação medial, no local que você sentia uma projeção óssea (o tubérculo menor) aparece uma depressão acentuada, o sulco intertubercular
Tubérculo maior do úmero: após a palpação do sulco intertubercular, movimente o membro superior do paciente em rotação medial máxima. O tubérculo maior será palpável nessa posição
MÚSCULO DELTÓIDE 
Forma o contorno arredondado do ombro. Possui três partes: clavicular (anterior), acromial (média), e espinal (posterior). É inervado pelo nervo axilar (ramo do fascículo posterior do plexo braquial). A localização e palpação do músculo deltóide é fácil, entretanto, podemos evidenciar cada uma de suas partes.
AXILA 
É um espaço piramidal, localizada abaixo da articulação do ombro. Forma uma passagem para o feixe vasculonervoso, que atravessa o canal cervicoaxilar, e se direciona para o membro superior. A axila contém os vasos axilares, vasos linfáticos, linfonodos e ramos do plexo braquial. Na anatomia de superfície observamos duas pregas que delimitam a axila: as pregas axilares anterior e posterior.
Ombro
- exame físico geral:
- inspeção e observação;
- palpação óssea;
- palpação dos tecidos moles;
- medida do corpo e das partes: goniometria e perimetria;
- testes de função e de força muscular;
- testes de mobilidade passiva e ativa;
- testes especiais para o ombro (teste de Apley, teste de apreensão para subluxação anterior, teste de Rockwood, teste de deslizamento acromioclavicular, teste de flexão cruzada, teste de Yergason, teste de Speed, teste de queda do braço, teste supraespinal de Jobe e teste de Hawkins para impacto).
Ombro – ANAMNESE
EXEMPLOS DE PERGUNTAS A SEREM ELUCIDADAS DURANTE A ANAMNESE
O paciente sustenta o membro superior em uma posição protegida?
Se houve uma lesão, qual foi o seu mecanismo?
Movimentos que causam dor? Como é a dor? Quando ela aparece?
Há atividades que causem ou aumentem a dor?
Qual a capacidade funcional do paciente?
Há quanto tempo tem o problema?
O paciente se queixa de uma sensação de fraqueza e peso no membro depois da atividade?
Há indicação de lesão nervosa?
Qual das mãos é dominante?
Ombro – Inspeção/Observação
contornos ósseos e tecidos moles (bilateral); normais? Simétricos?
Pontos anatômicos; deformidades; edema etc etc etc
Ex: deformidade em degrau = Luxação acromioclavicular. Se observada em repouso = lig. acromioclavicular e coracoclavicular.
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Ombro - Observação
Medida do corpo e das partes
Goniometria e perimetria
Mobilidade passiva e ativa
Ativa
Passiva
Mobilidade passiva e ativa
Passiva (Por quê?)
Ativa (Por quê?)
Avaliação da força muscular
	Grau	Valor	Movimento
	5	Normal (100%)	ADM completa, contra a gravidade e resistência máxima
	4	Bom (75%)	ADM completa, contra a gravidade e resistência moderada
	3+	Regular +	ADM completa, contra a gravidade e resistência mínima
	3	Regular (50%)	ADM completa, contra a gravidade
	3-	Regular -	ADM não completa, contra a gravidade
	2+	Ruim + 	Inicia o movimento contra a gravidade
	2	Ruim (25%)	ADM completa eliminando a gravidade
	2-	Ruim -	Inicia o movimento eliminando a gravidade
	1	Vestígio	Discreta contratilidade, mas ausência de mov. articular
	0	Zero	Nenhuma contração palpável
Atividade
TESTE DE FORÇA MUSCULAR:
Descrever a postura do paciente;
O posicionamento do fisioterapêuta
Músculo, ação muscular e onde é colocada a resistência
Avaliação da força muscular
Ombro
Deltóide anterior
Deltóide médio
Deltóide posterior
Peitoral maior (clavicular)
Peitoral maior (esternal)
Rombóides
Serrátil anterior 
Avaliação da força muscular
Cotovelo, punho e dedos:
Bíceps braquial
Braquial
Tríceps e ancôneo
Flexores de punho e dedos
Extensores de punho e dedos
Goniômetro
Atividade
GONIOMETRIA:
Descrever a postura do paciente;
O posicionamento do fisioterapêuta
Barra fixa, barra móvel, eixo e transferidor
Goniometria
0-180º
0-45º
0-180º
Ombro – RI e RE
0-90º
0-90º
Cotovelo
0° a 145°
Radioulnar
Pronação  e Supinação– Grau 0° a 80°
Punho
Flexão de punho – Grau 0° a 80°
Extensão de punho – Grau 0° a 70 °
Desvio Ulnar – Grau 0° a 45°
Desvio Radial – Grau 0° a 15°
TESTE DE APLEY
O que avalia? ADM
Qual mov? 1º ABD + RE; 2º ADD + RI 
Positivo se: dor e ADM 
Teste de Apley - descrição
O que avalia? a movimentação do ombro do paciente (ADM). 
Qual o movimento? Inicia testando a abdução e a rotação externa, paciente tenta alcançar por trás da cabeça o ângulo superior da escápula contralateral.
Como teste adicional de rotação interna e adução, paciente tenta alcançar o ângulo inferior da escápula contralateral,com o dorso da mão tocando as costas, 
Positivo se: dor e/ou diminuição de ADM nos movimentos testados.
Teste de apreensão para subluxação anterior
O que avalia? Subluxação anterior (instabilidade)
Qual mov? 1º ABD 90º - fisio realiza RE lentamente 
Positivo se: apreensão (preocupado)
Teste de apreensão para subluxação anterior - descrição
 O que avalia? Subluxação anterior da glenoumeral (GU)
 Qual o movimento? Pcte em DD: ABD a 90º - fisio realiza uma RE. 
 Positivo se ? Para o teste ser considerado positivo, tem de estar associada a uma reação de apreensão ou alarme na face do paciente e a resistência do paciente em permitir a progressão da rotação externa. 
 O paciente reconhece o padrão de instabilidade e reage com medo (apreensão). Este teste quando positivo é entendido como uma instabilidade anterior da gleno-umeral. 
Teste de Rockwood
O que avalia? Luxação ou Subluxação anterior (instabilidade) = Capsula ou labrum glenoidal; dor posterior (ligamentos)
Qual mov? 1º ABD e Flex cotovelo a 90º - fisio realiza RE (45º, 90º ou 120º) 
Positivo se: apreensão e/ou dor posterior
?
LIGAMENTO GLENOUMERAL
Apenas RE – lig. Sup
45º - 60º - lig. Médio
60º- 90º - lig. posterior
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Teste de Rockwood
O que avalia? sugere luxação ou subluxação com uma instabilidade anterior de GU.
Pcte sentado. Fisio atrás do pcte, realiza uma RE. Depois o MS em ABD a 45º e RE, outra vez.
Repetir a 90º e 120º
Positivo se: apreensão ou dor posterior. Apreensão maior a 90º
Teste de deslizamento acromioclavicular (ou cisalhamento)
O que avalia? Estab. acromioclavicular
Qual mov? Fisio comprime clavícula e espinha da escápula
Positivo se: positivo para dor e/ou mov. Anormal (deslizamento)
Teste de deslizamento acromioclavicular - descrição
O que avalia? A estabilidade da art. Acromioclavicular (AC)
Qual o movimento? Paciente sentado; Fisio com uma mão na clavícula e a outra na espinha da escápula - comprimir a clavícula e a espinha da escápula com as palmas das mãos 
Positivo se? dor e/ou movimento anormal da AC (DESLIZAMENTO).
Teste de flexão cruzada
O que avalia? Articulação acromioclavicular; secundariamente a esternoclavicular
Qual mov? ABD 90º e realiza uma ADD horizontal (flexão cruzada) – Fiso PALPA A ART. ACROMIOCLAVICULAR
Positivo se: dor na articulação
Palpar
Teste de flexão cruzada - descrição
O que avalia? Art. Acrômioclavicular (AC)- secundariamente esternoclavicular.
Paciente – ABD a 90º após realiza uma ADD horizontal; Fisio = palpar a articulação acrômioclavicular durante a ADD horizontal (flexão cruzada) 
Positivo se? - dor na articulação (AC). Também pode haver dor na articulação esternoclavicular e indicar alteração nesta articulação
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Teste de Yergason
O que avalia? Tendão da Cabeça longa do bíceps – ligamento umeral transverso
Qual mov? Cotovelo 90º flex; Fisio palpa o sulco intertubercular e resiste uma Supinação (punho do pcte)
Positivo se: dor no sulco ou estalidos (pela subluxação do tendão da cabeça longa do bíceps)
PALPAR
Teste de Yergason
O QUE AVALIA? Teste para verificar se o tendão da cabeça longa do bíceps encontra-se estável no sulco bicipital 
QUAL O MOVIMENTO? Pcte braço junto ao corpo – flex de cotovelo a 90º; Fisio resiste uma supinação. PALPAR - sulco intertubercular (sentir o tendão “saltar”)
Positivo: PALPAR tendão se sentir o tendão “saltar” - puptura do ligamento umeral transverso. Dor – paratendinite/tendinose.
Teste de Speed
O que avalia? Tendão da cabeça longa do bíceps 
Qual mov? flexão resistida com o MS estendido e supinado
Positivo se: dor no tendão da cabeça longa do bíceps
Teste de Speed (descrição)
O que avalia? Teste para tendinite ou ruptura parcial do tendão do bíceps braquial
Paciente - flexão resistida com o MS estendido e supinado
Fisio: palpa tendão do bíceps braquial
Positivo: dor no tendão da cabeça longa do bíceps.
TESTE DE QUEDA DO BRAÇO
O que avalia? ruptura dos tendões do manguito rotador (+ SUPRAESPINHAL)
Qual mov? Realizar uma ADD lenta – 60 segundos
Positivo se: dor e/ou queda do braço. Não controla o movimento
Pense!!!! Qual a função muscular e a anatomia.
Teste de queda do braço - descrição
Verifica ruptura dos tendões do manguito rotador (SUPRAESPINHAL)
Paciente postura ortostática;Fisio – ABD do ombro 90º; Pcte ADD lenta – ou manter por 60 segundos.
Positivo: dor na região do ombro ou queda do braço.
Teste supraespinal de Jobe
 (lata vazia)
O que avalia? supraespinhal 
Qual mov? ABD a 90º; Após uma RI (lata vazia); Fisio = resiste a ABD.
Positivo se: dor na região do tendão do supraespinhal ou fraqueza 
Unilateral
Bilateral
Teste supraespinal de Jobe - descrição
Laceração do tendão ou do m. supra-espinhal; ou neuropatia do n. supra-escapular.
Pcte ABD a 90º em posição neutra; Após uma RI (lata vazia); Fisio = resiste a ABD.
Positivo: dor na região do tendão do supraespinhal ou fraqueza .
Teste de Hawkins para impacto
O que avalia? supraespinhal impacto com ligamento coracoacromial
Qual mov? Flex 90º e RI
Positivo se: dor entre úmero e acrômio
Teste de Hawkins para impacto - descrição
O que avalia? Síndrome do impacto (supraespinhal impacto com ligamento coracoacromial) paratendinite/tendinose, impacto secundário
Qual o mov? Fisio- flex 90º (podendo variar a ADM) e RI.
Positivo: dor na região do úmero com o acrômio (LESÃO DO TENDÃO SUPRAESPINHAL OU BÍCEPS BRAQUIAL).
Manobra de Hoppenfeld
O que avalia? Escápula alada
Movimento? Pcte Ortostatismo, Flex ombro - 90º, coloque as mãos espalmadas na parede e cotovelos flexonados (ombros próximos às mãos); Depois estenda os cotovelos empurrando as mãos contra a parede. 
Positivo se? Durante a execução desses passos, a metade medial da escápula fica evidente na presença de escápula alada
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