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Prévia do material em texto

Conteudista: Prof. Dr. Emílio Telles de Sá Moreira
INTRODUÇÃO GERAL: ASPECTOS ÉTICOS E CONCEITOS BÁSICOS
COLETA E PROCESSAMENTO DE AMOSTRAS SANGUÍNEAS – FLEBOTOMIA E COLETA CAPILAR
COLETA E PROCESSAMENTO DE AMOSTRAS DE URINA URINÁLISE
📄 Introdução ao Tema
📄 A�vidade Prá�ca
📄 Material Complementar
📄 Introdução ao Tema
📄 A�vidade Prá�ca
📄 Material Complementar
Prática de Coleta e Processamento de
Amostras Biológicas
📄 Introdução ao Tema
📄 A�vidade Prá�ca
📄 Material Complementar
📄 Referências
Ao longo da história, pode-se observar documentalmente a busca por registrar
diferentes fenomenologias associadas ao aparecimento/caracterização de
enfermidades, desde aquelas que ofereceriam poucos riscos à
integridade/integralidade da pessoa humana, até às patologias que ofereceram (e
podem oferecer até hoje) maior gravidade e risco à vida. Ao passo em que se
caminhava, lentamente, a documentação de diferentes etiologias e fisiopatologias,
também se buscava uma forma de padronizar e encontrar um denominador comum,
que pudesse definir o(s) conceito(s) de saúde. Conceitos que são recuperados,
revisitados, questionados, confrontados, aprofundados e, por fim, redefinidos quando
necessário.
Desta forma, as possíveis definições de saúde refletem diferentes conjunturas
culturais – valores éticos e morais, organização social, economia, interações com
outros povos, desenvolvimento de atividade filosófica, atividade política e, tão
importante quanto, o desenvolvimento científico – de seu tempo e, graças aos
esforços individuais de diversos filósofos e cientistas das mais diversas áreas, é
possível mapear documentos, artigos e livros, contextualizá-los perante a respectiva
realidade passada e, finalmente, identificar pilares que auxiliarão na
construção/atualização das definições mais recentes. É importante evidenciar que
erros são possíveis e, aos leitores desta unidade, Quia parvus error in principio magnus
est in fine – um pequeno erro no princípio é um grande, ao final (De Ente et Essentia –
Tomás de Aquino) .
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um estado completo de
bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doença” (OMS, 1947) . Esta
Página 1 de 10
📄 Introdução ao Tema
definição permanece a melhor aceita perante a comunidade acadêmico-científica,
embora este conceito proposto já esteja sendo revisitado. Compreende-se de maneira
mais adequada a saúde como um equilíbrio dinâmico – semelhante às proposições
conceituais da homeostasia –, contemplando o pleno funcionamento orgânico-
fisiológico e a unidade da pessoa humana, a psique em nível individual, e a relação do
indivíduo e a sua circunstância/ambiente. Desta forma, destacam-se quatro
dimensões da saúde que se entrelaçam, permeando-se desde seu significado
ontológico até sua materialidade corporal, são elas: a dimensão orgânica, a
psíquica/mental, a ecológica-social e a dimensão ética (Sgreccia, 2014). Entre os
princípios fundamentais da ética médica – que também se aplica à prática laboratorial
diagnóstica –, compreende-se que a materialidade da corporeidade humana é um todo
unitário resultante da estruturação complementar e indissolúvel de “partes” distintas,
constituindo uma unidade orgânica e hierárquica. Na prática laboratorial diagnóstica,
fundamentalmente, esse princípio regula a licitude da cessão de amostras biológicas
por parte dos pacientes, para fins diagnósticos e, invariavelmente, aquela amostra
biológica torna-se a representação do paciente que almeja acompanhar seu estado de
saúde e/ou recuperá-la [saúde], quando em caso de patologias estabelecidas (Sgreccia,
2014).
A saúde é um pilar fundamental no imaginário comum, desde indivíduos que
simplesmente almejam uma vida mais saudável e a ausência de doenças, até o
planejamento estratégico e financeiro de instituições governamentais e órgãos
supranacionais, que atuam na coleta de dados, produção documental, conscientização
populacional, promoção da saúde e na disponibilização terapêutica, com o objetivo de
recuperar os pacientes de determinadas doenças prevalentes.
Instituída pela Lei nº 5.532/1967 , ao quinto dia do mês de agosto, celebra-se o Dia
Nacional da Saúde, com o objetivo de promover a consciência do valor da saúde e em
conformidade às Leis 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde); a Lei 14.758/2023; e a Lei
14.977 ; O Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo promover e proteger a
saúde de brasileiros natos e naturalizados, e dispor-se dos meios necessários para
estabelecer o funcionamento dos serviços de atendimento à população. Hospitais,
laboratórios, centros e postos de saúde são exemplos de estabelecimentos para
prestação de serviços e realização de ações de saúde. Além disso, o complexo da
indústria farmacêutica, a cooperação entre instituições públicas e privadas, e as
instituições públicas, como o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde (estaduais
e municipais) também atuam em níveis distintos, desde a pesquisa básica e aplicada, a
produção de fármacos e vacinas, o desenvolvimento de reagentes, kits diagnósticos,
equipamentos e softwares, até o planejamento estratégico de ações de curto, médio e
longo prazo, que visem a contemplação da missão/objetivos/deveres do SUS, de forma
confiável, rastreável, reprodutível e escalável.
Quanto aos princípios e diretrizes do SUS para serviços de apoio diagnóstico, deve-se
garantir o acesso, a equidade, a integralidade e a universalidade dos serviços prestados,
através de diretrizes políticas claras e objetivas, que promovam a saúde da população.
Quanto a organização e operacionalização dos Serviços de Apoio Diagnóstico e
Terapêutico (SADT), as diretrizes incluem a descentralização e regionalização,
reconhecendo o caráter de apoio das atividades diagnósticas associadas à Estratégia de
Saúde da Família (ESF), nos postos de saúde, policlínicas, ambulatórios e hospitais
(Organização da Rede de Laboratórios Clínicos, 2001). O Sistema Nacional de
Laboratórios de Saúde Pública tem sua estruturação baseando-se no grau de
complexidade e hierarquizados por agravos e programas associados à Vigilância
Epidemiológica, Vigilância Sanitária e Saúde do Trabalhador (Pilavdjian, Mendes,
2023) . Entre os principais recursos utilizados na prática clínica, os exames
laboratoriais auxiliam ao identificar marcadores presentes em amostras biológicas,
como o sangue, que indicam a presença de inflamação, acometimento de órgãos e a
presença de agentes infecciosos. Desta forma, dando suporte importante no cuidado
ao paciente.
Boas Práticas de Laboratório (BPL),
Biossegurança e Fases do Exame Laboratorial
Levando-se em consideração que a prática da Patologia Clínica (Análises Clínicas) se
baseia no princípio lógico da metodologia científica, o processo requer um itinerário
bastante preciso de eventos: a observação de fenômenos; a proposição de hipótese(s)
interpretativa(s); a coleta, acondicionamento e  de amostra(s) biológica(s); a
verificação experimental, a interpretação dos resultados e, finalmente, o “confronto”
entre os resultados e a hipótese proposta, podendo esta ser confirmada, requerer
aprofundamento metodológico e outras técnicas para confirmação ou refutada,
exigindo um novo olhar e reinício desse itinerário metodológico. Assim, a acreditação
e a confiabilidade de um diagnóstico clínico dependem de uma extensa lista de
variáveis, como por exemplo:
A condição fisiopatológica do paciente no momento da coleta da amostra
biológica a ser testada;
O pedido médico, a preparação adequada do paciente para a realização do exame e
o possível uso contínuo/terapêutico de fármacos;
A preparação do profissional que realizará a coleta;
O tipo de amostra biológica e a metodologia de coleta (segundo o respectivo
procedimento operacional padrão – POP);
A identificação adequada do paciente nos insumos utilizados;
O acondicionamento adequado da amostra, previamente ao início das análises
laboratoriais;
Asensibilidade e a calibração dos equipamentos e/ou kits que serão utilizados na
metodologia;
A descrição qualitativa e quantitativa dos resultados, segundo os valores de
referência;
A emissão do laudo.
Naturalmente, todos as etapas citadas previamente estão suscetíveis a erros de
processo e, então, podem alterar os resultados diagnósticos. Assim, é essencial a
estruturação de protocolos de análise e gestão de riscos, de forma que possam ser
identificados, compreendidos e sanados, para restabelecimento das operações de
rotina laboratorial e, sempre que necessário, atualizado no Procedimento Operacional
Padrão (P.O.P). Os fatores/erros são convencionalmente estruturados em três
categorias:
Tabela 1 – Fatores capazes de alterar resultados de exames diagnósticos
Pré-
analíticos
Erros que
ocorrem
previamente a
análise da
amostra
biológica. Pode
ocorrer dentro ou
fora do ambiente
laboratorial
Fatores Técnicos:
Identificação do paciente;
preparação adequada do
paciente; coleta,
acondicionamento e
transporte adequado da
amostra biológica
Fatores Biológicos:
Idade; etnia; sexo; peso;
altura; estresse; hábitos
pessoais; uso de
medicamentos; (...)
Analíticos
Erros que
ocorrem durante
as análises
previstas para
experimentação
com a amostra
biológica
Faixa analítica
Precisão
Reprodutibilidade
(desvio padrão)
Especificidade e
interferência
Pós
analíticos
Erros que podem
ocorrer após as
Exemplo: realização de
cálculos para a conclusão
análises
laboratoriais
do resultado;
transferência de dados de
forma manual; emissão
do laudo; arquivos salvos
em formatos
inadequados
(corrompidos); etc.
Fonte: Adaptado de Marshall, W. J. et al (2016)
De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC/ML) , a fase pré-
analítica detém, aproximadamente, 70% do total de erros ocorridos nos Laboratórios
Clínicos, embora a comprovação desta afirmação tenha exequibilidade inviável, a
emergência de novas tecnologias, equipamentos e automatizações de procedimentos
na fase analítica é patente e convoca-nos à profunda reflexão.
Considerando-se a probabilidade de erros que possam ocorrer em diferentes etapas do
processo analítico, os laboratórios estão submetidos a diferentes normativas e
legislações, nacionais e internacionais, que prezam pelo controle de qualidade, pela
biossegurança e pela responsabilidade em todos as etapas do processo.
Tabela 2 – Normativas e regulamentações importantes ao funcionamento do
laboratório de análises clínicas
Ato
normativo/
Legislação/
Resolução
Ementa Órgão Emissor
NBR 14785
Laboratório clínico –
Requisitos de segurança
Associação
Brasileira de
Normas
Técnicas
(ABNT)
RDC
302/2005
Dispõe sobre
Regulamento Técnico
para funcionamento de
Laboratórios Clínicos
Ministério da
Saúde (MS) /
Agência
Nacional de
Vigilância
Sanitária
(Anvisa)
RDC 11/2012
Dispõe sobre o
funcionamento de
laboratórios analíticos
que realizam análises em
produtos sujeitos à
Vigilância Sanitária e dá
outras providências.
MS / Anvisa
RDC
390/2020
Estabelece critérios,
requisitos e
procedimentos para o
funcionamento, a
MS / Anvisa
habilitação na Reblas e o
credenciamento de
laboratórios analíticos
que realizam análises em
produtos sujeitos ao
regime de vigilância
sanitária e dá outras
providências.
RDC
512/2021
Dispõe sobre as Boas
Práticas para
Laboratórios de Controle
de Qualidade.
MS / Anvisa
ISO
15190:2020
Laboratórios Médicos –
Requisitos para
segurança
International
Standard
Organization
(ISO)
ISO/IEC
17025
Laboratórios de testagem
e calibração
International
Standard
Organization
(ISO)
Lei Nº
7.135/1983
Altera a redação da Lei
nº 6.686, de 11 de
setembro de 1979, que
Congresso
Nacional –
dispõe sobre o exercício
da análise clínico-
laboratorial, e determina
outras providências;
Poder
Legislativo
DECRETO
Nº
88.439/1983
Dispõe sobre a
regulamentação do
exercício da profissão de
biomédico de acordo com
a Lei nº 6.684, de 03 de
setembro de 1979 e de
conformidade com a
alteração estabelecida
pela Lei nº 7.017, de 30
de agosto de 1982
Poder Executivo
RESOLUÇÃO
Nº
347/2022
Dispõe sobre solicitação
de exames laboratoriais
em áreas específicas da
biomedicina
Conselho
Federal de
Biomedicina
(CFBM)
Entre as medidas tomadas por laboratórios, as Boas Práticas de Laboratório e a
Biossegurança estabelecem que o laboratório analítico deve:
Produzir dados analíticos de alta qualidade, por meio de metodologias analíticas
precisas, exatas, reprodutíveis e adequadas para o devido analito;
Possuir programas de manutenção da infraestrutura, registro dos profissionais,
do nível de biossegurança, equipamentos e patrimônios, controle de reagentes e
insumos, limpeza periódica e adequada gestão de resíduos;
Prover as condições necessárias para prevenir, controlar, reduzir e/ou eliminar os
fatores de risco inerentes às atividades que possam comprometer a saúde
humana, animal e vegetal, o meio ambiente e a qualidade do trabalho realizado –
gestão de resíduos;
Criar programas de treinamento e conscientização, com a finalidade de evitar
acidentes de trabalho no laboratório e, no caso de ocorrências, como proceder
com a vítima do acidente;
Identificar e classificar as áreas experimentais e os riscos inerentes àquela área
do laboratório;
Implementar, normatizar e padronizar procedimentos em Biossegurança;
Fornecer os Equipamentos de Proteção para realização da atividade laboratorial –
individual (EPI) e coletiva (EPC).
Para melhor compreensão, seguem algumas definições básicas, necessárias à
compreensão das legislações, decretos, atos normativos e manuais de atividade em
laboratórios de patologia clínica:
Laboratório: local de execução de análises de natureza química e/ou biológica;
Amostra biológica: material coletado ou produto apresentado ao laboratório para
análise. São consideradas amostras biológicas de material humano: sangue,
urina, fezes, suor, lágrima, líquido de origem linfática, escarro, sêmen, secreção
vaginal, raspado epitelial de mucosa ou lesão, secreção de mucosa nasal, mamilar
e uretral, swab nasal e anal, coleta por escarificação de lesão seca/swab em lesão
úmida e de pelos e de qualquer outro material humano necessário para exame
diagnóstico;
Materiais e reagentes: materiais adequados para utilização em coletas, reações,
medições ou exame de propriedades qualitativas;
Análise ou ensaio: experimento a ser realizado que evidenciará um resultado
objetivamente qualitativo e/ou quantitativo;
Procedimentos Técnicos Especiais: exequibilidade de procedimentos de coleta
que exijam etapas prévias a coleta da amostra, como administração de
substâncias ou medicamentos, necessitando de supervisão no local por
profissionais da área da saúde legalmente competentes ao exercício profissional;
Para realização de protocolos de coleta de amostras biológicas que não necessitem de
procedimento cirúrgico, a RDC 50/2002 (MS/Anvisa) determina que os
estabelecimentos possuam box de coleta com dimensão mínima de 1,5 m²/ box de
coleta; piso liso, sem frestas e de fácil higienização-descontaminação; ter pia para
lavagem de mãos; possuir local de apoio (mesa, bancada etc.) aos materiais de coleta e
amostra biológica coletada; local para posicionar adequadamente o paciente sentado
e/ou deitado; e possuir superfícies suscetíveis a protocolos de lavagem e
descontaminação; os estabelecimentos devem contar com área para registro de
pacientes; sanitários; número de braçadeiras para realização de coletas; e insumos
para coleta disponíveis de forma organizada e em quantidade suficiente.
Atividade Prática 1: Protocolo de Lavagem e
Descontaminação das Mãos para Execução de
Procedimentos de Coleta
As mãos dos profissionais da área da saúde podem ser higienizadas com água e
sabonete; soluções alcoólicas, sob forma de gel ou líquido; e agentes antissépticos
degermantes. Segue abaixo um protocolo adequado para higienização dasmãos:
1. Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando contato com a pia de lavagem;
2. Aplique o sabonete líquido sobre a palma da mão;
3. Friccione as palmas das mãos;
4. Friccione a palma da mão direita sobre o dorso da mão esquerda, entrelaçando os
dedos, e vice-versa;
5. Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta;
6. Esfregue os polegares;
7. Friccione as polpas digitais e as unhas da mão direita contra a palma da mão
esquerda, e vice-versa;
8. Esfregue o punho;
9. Enxague as mãos, removendo o sabonete, evitando contato direto das mõs
ensaboadas com a torneira;
10. Seque as mãos com papel toalha descartável;
Página 2 de 10
📄 Atividade Prática
11. Aplique solução alcoólica (ou gel alcoólico) 70% suficiente para cobrir a superfície
das mãos;
12. Repita os passos 3 até o 8;
13. Não utilize papel toalha e aguarde a evaporação/secagem natural da solução de
álcool 70%;
14. Lembre-se, para a realização de coletas, sempre utilize os EPIs adequados: jaleco,
luvas, máscara, pró-pés e touca.
Figura 1
Fonte: Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem contém oito ilustrações circulares, dispostas em
duas linhas de quatro, mostrando o processo de higienização das mãos. Cada
ilustração tem um fundo azul-claro e apresenta mãos realizando diferentes
etapas da lavagem com sabão. Primeira imagem (superior esquerda): Uma mão
aperta o dosador de um frasco de sabonete líquido, derramando uma quantidade
sobre a palma da outra mão. Segunda imagem: As duas mãos se juntam,
esfregando as palmas uma contra a outra para espalhar o sabão. Terceira
imagem: As palmas continuam a ser esfregadas, agora com os dedos
entrelaçados, garantindo que o sabão alcance os espaços entre eles. Quarta
imagem: Uma das mãos está fechada ao redor da outra, esfregando os dedos e a
parte de trás da mão. Quinta imagem (inferior esquerda): As mãos continuam o
processo, agora focando na limpeza do polegar, girando-o dentro da palma da
outra mão. Sexta imagem: As pontas dos dedos de uma mão esfregam a palma
da outra, garantindo limpeza embaixo das unhas. Sétima imagem: As mãos
estão ainda ensaboadas, realizando movimentos circulares para reforçar a
higienização. Oitava imagem (inferior direita): Uma das mãos segura o pulso da
outra, esfregando-o com sabão para completar a higienização. Essa ilustração
representa um guia visual passo a passo para a lavagem correta das mãos, um
procedimento essencial para a higiene e prevenção de doenças. Fim da
Descrição.
Atividade Prática 2: Avaliação da Eficácia dos
Protocolos de lavagem e descontaminação das
mãos
Materiais necessários:
Placa de petri contendo meio PCA;
Cotonetes;
Estufa bacteriológica, à 37ºC;
Fluxo laminar ou bico de Bunsen.
Protocolo de usabilidade do fluxo laminar:
Descontamine o fluxo laminar borrifando álcool 70% (líquido) e secando-o com
papel; ligue a exaustão;
Descontamine os insumos que serão alocados no interior do fluxo laminar,
borrifando-os com álcool 70% (líquido) e alocando-os no interior do fluxo
laminar ligado;
Ligue a luz ultravioleta (UV) ligada por 15 minutos;
Após 15 minutos, desligue a luz UV, ligue a luz branca e prossiga aos
procedimentos abaixo:
Protocolo teste 01 – Mãos sujas:
Solicite a um participante que não lave as mãos;
Passe o cotonete sobre toda a superfície das mãos do participante;
Aplique a amostra na placa de perti contendo meio PCA, realizando a técnica de
semeadura;
Feche a placa e identifique-a;
Coloque a placa fechada na estufa bacteriológica.
Figura 2
Fonte: Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mão enluvada de azul segurando uma
placa de Petri transparente contendo um meio de cultura amarelo. Sobre a
superfície do meio de cultura, há várias estrias formadas por colônias de
bactérias, que aparecem como linhas amareladas mais densas em algumas áreas
e mais espaçadas em outras. Essas estrias seguem um padrão típico de
inoculação microbiológica, onde um instrumento estéril, como uma alça de
inoculação, é usado para espalhar microrganismos na placa a fim de permitir o
crescimento de colônias isoladas. O fundo da imagem é branco, proporcionando
um contraste claro entre a placa de Petri e a mão enluvada, o que sugere um
ambiente laboratorial limpo e controlado. A imagem simboliza estudos
microbiológicos, pesquisas científicas e testes laboratoriais relacionados a
bactérias e outros microrganismos. Fim da Descrição.
Protocolo teste 02 – Mãos devidamente higienizadas:
1. Solicite ao mesmo participante que lave e descontamine as mãos seguindo o
protocolo descrito na Atividade Prática 01: Protocolo de lavagem e
descontaminação das mãos para execução de procedimentos de coleta;
2. Com um novo cotonete, passe-o sobre toda a superfície das mãos do participante;
3. Aplique a amostra na placa de petri contendo meio PCA, realizando a técnica de
semeadura;
4. Feche a placa e identifique-a;
5. Coloque a placa fechada na estufa bacteriológica.
Deixar as placas na estufa (de 1 a 7 dias);
Após, retirá-las da estufa e anotar o resultado comparando a placa do Protocolo teste
01 e o Protocolo Teste 02.
Resultado esperado: A placa de petri do protocolo teste 01 terá maior crescimento
fúngico e bacteriológico, quando comparado ao protocolo teste 02, onde as mãos do
participante passaram por um protocolo de lavagem e descontaminação. É importante
ressaltar que pode haver crescimento fúngico e bacteriológico na placa do protocolo
teste 02, pois, pode haver contaminação decorrente de fungos e bactérias presentes no
ar, no próprio cotonete, ou que sobreviveram após o protocolo de lavagem e
descontaminação das mãos.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
Leituras
Laboratório Clínico – Requisitos de Segurança
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Resolução Nº 302, de 13 de outubro de 2005
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Página 3 de 10
📄 Material Complementar
https://w2.fop.unicamp.br/cibio/downloads/nbr_14785.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/res0302_13_10_2005.html
Resolução – RDC N° 11, de 16 de fevereiro de 2012
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Resolução de Diretoria Colegiada – RDC Nº 390, de 26
de maio de 2020
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Resulução RDC Nº 512, de 27 de maio de 2021
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Medical Laboratories – Requirements for Safety
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Testing and Calibration Laboratories
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/res0011_16_02_2012.html
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-de-diretoria-colegiada-rdc-n-390-de-26-de-maio-de-2020-258911913
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-512-de-27-de-maio-de-2021-322975673
https://www.iso.org/standard/72191.html
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ACESSE
Lei Nº 7.135, de 26 de outubro de 1983
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Decreto Nº 88.439, de 28 de junho de 1983
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Resolução Nº 347, de 7 de abril de 2022
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://www.iso.org/ISO-IEC-17025-testing-and-calibration-laboratories.html
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1980-1987/lei-7135-26-outubro-1983-367936-publicacaooriginal-1-pl.html
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-88439-28-junho-1983-438429-norma-pe.html
https://cfbm.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/RESOLUCAO-CFBM-No-347-DE-7-DE-ABRIL-DE-2022.pdf
Coleta e Processamento de Amostras Sanguíneas –
Flebotomia e Coleta Capilar
O sangue é um tecido fluido que circula em um sistema fechado, o aparelho
cardiovascular, que o mantém em movimento rítmico e unidirecional, deslocando-se
por toda vasculatura, permeando todos os órgãos e tecidos do corpo. Em um indivíduo
normal, aproximadamente 7% do peso corporal corresponde ao volume total de
sangue. Por ser um tecido, o sangue possui estruturascelulares (eritrócitos e
leucócitos) e uma matriz fluida, ao qual recebe o nome de plasma, formada por
conteúdos acelulares, como proteínas, sais inorgânicos, água e outras substâncias,
como produtos de metabolismo etc. Desta forma, o sangue é capaz de disponibilizar
diferentes componentes que podem ser analisados em laboratório, e que podem ser
associados a diferentes estados de saúde do paciente.
Desta forma, a coleta de amostra sanguínea – mais especificamente, sangue venoso –
é amplamente praticada na rotina laboratorial e, entre os exames de rotina mais
utilizados, o Hemograma Completo é um dos requisitados para acompanhamento do
estado de saúde. O hemograma completo compreende a contagem celular (eritrócitos,
reticulócitos, leucócitos e plaquetas); a contagem diferencial de leucócitos (neutrófilos
bastonetes ou segmentados; eosinófilos; basófilos; monócitos; e linfócitos); a
observação de alterações morfológicas e a presença de desvios; a concentração de
hemoglobina (Hb), do hematócrito (Ht) e dos índices hematimétricos: Volume
Corpuscular Médio (VCM), Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), Concentração de
Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) e Red Cell Distribution Width (RDW). Para
melhor exemplificar, observe abaixo as diferentes morfologias das células sanguíneas:
Página 4 de 10
📄 Introdução ao Tema
Tabela 3 – Tipos de células presentes em um esfregaço
sanguíneo
#ParaTodosVerem: a imagem apresenta uma tabela com células sanguíneas,
organizada em diferentes categorias. Cada categoria contém imagens
microscópicas de diferentes tipos de células do sangue, que estão identificadas
por nomes nos cabeçalhos das colunas. Estrutura da tabela: 1. Eritrócitos
(Glóbulos Vermelhos): Pequenas células de formato arredondado e bicôncavo,
coradas em tom avermelhado. 2. Linfócitos: Células arredondadas com um
núcleo grande e escuro que ocupa a maior parte do citoplasma. 3. Neutrófilos:
Divididos em duas subcategorias: Bastonetes: Núcleo alongado, sem
segmentação aparente; e Segmentados: Núcleo dividido em vários lóbulos. 4.
Eosinófilos: Células com núcleo segmentado e citoplasma cheio de grânulos
corados em tons de roxo e rosa. 5. Basófilos: Células com núcleo irregular e
citoplasma cheio de grânulos roxos escuros. 6. Monócitos: Células grandes com
núcleo em forma de rim. A tabela apresenta uma organização clara dos
diferentes tipos de células sanguíneas, sendo útil para estudo e análise de
exames hematológicos. Fim da Descrição.
Figura 2
Fonte: Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem apresenta uma série de tubos de coleta sanguínea
organizados em estante, cada um com uma tampa de cor distinta, o que indica a
utilização de diferentes tipos de anticoagulantes ou aditivos específicos para
exames laboratoriais. As tampas possuem as seguintes cores e funções típicas:
1. Roxo (ou Lavanda) – Tubos com EDTA, utilizado para hemogramas,
contagem de células sanguíneas e outros exames hematológicos. 2. Azul Claro –
Tubos com citrato, usados para testes de coagulação, como o tempo de
protrombina (TP) ou tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA). 3.
Amarelo – Tubos com gel separador ou com ativador de coágulo, usados para
coleta de soro em exames clínicos e análise de substâncias químicas no sangue.
4. Verde – Tubos com heparina, um anticoagulante usado para testes que
requerem plasma, como dosagens hormonais ou de gases sanguíneos. 5.
Vermelho – Tubos sem aditivos (ou com gel separador), usados para coleta de
soro em testes bioquímicos ou exames serológicos. Fim da Descrição.
Além dos componentes celulares, também se utiliza os componentes presentes no
plasma (amostra sem coagulação) e no soro (amostra coletada após a coagulação),
para testes laboratoriais. Para a realização de uma coleta adequada à requisição do
exame, também se faz necessário conhecer os diferentes tubos de coleta mais
utilizados na rotina laboratorial e sua ordem de coleta.
Figura 4
Fonte:  Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem apresenta uma série de tubos de coleta sanguínea
organizados em estante, cada um com uma tampa de cor distinta, o que indica a
utilização de diferentes tipos de anticoagulantes ou aditivos específicos para
exames laboratoriais. As tampas possuem as seguintes cores e funções típicas:
1. Roxo (ou Lavanda) – Tubos com EDTA, utilizado para hemogramas,
contagem de células sanguíneas e outros exames hematológicos. 2. Azul Claro –
Tubos com citrato, usados para testes de coagulação, como o tempo de
protrombina (TP) ou tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA). 3.
Amarelo – Tubos com gel separador ou com ativador de coágulo, usados para
coleta de soro em exames clínicos e análise de substâncias químicas no sangue.
4. Verde – Tubos com heparina, um anticoagulante usado para testes que
requerem plasma, como dosagens hormonais ou de gases sanguíneos. 5.
Vermelho – Tubos sem aditivos (ou com gel separador), usados para coleta de
soro em testes bioquímicos ou exames serológicos. Fim da descrição.
Esses tubos são fundamentais em exames laboratoriais, e a combinação das cores
ajuda a identificar rapidamente o tipo de teste que será realizado. O ambiente é
provavelmente um laboratório clínico ou de análises, onde a organização e precisão no
uso de cada tipo de tubo são essenciais para a qualidade dos resultados.
Tabela 4 – Ordem dos tubos para realização de punção venosa, métodos de
homogeneização da amostra e destinação para análise laboratorial, ao respectivo
setor.
Cor do
Tubo
Aditivo Químico
Quantidade
de
Inversões
Aplicação no
Laboratório de
Patologia
Clínica
Azul Claro Citrato 3-4
inversões
Testes de
coagulação,
como tempo de
protrombina
(TP), TTPA,
estudo de
fibrinogênio.
Vermelho Nenhum (sem aditivo) 5 inversões
Coleta de soro
para exames
bioquímicos,
imunológicos,
serológicos, e
toxicológicos.
Amarelo
Gel separador ou ativador
de coágulo
5-8
inversões
Coleta de soro
para exames
clínicos gerais,
testes de
sangue e
análise de
proteínas.
Verde Heparina (sódica ou lítio) 8-10
inversões
Testes que
requerem
plasma, como
gasometria
sanguínea,
dosagem de
hormônios,
etc.
Roxo
(Lavanda)
EDTA (ácido
etilenodiaminotetracético)
8-10
inversões
Hemograma,
contagem de
células
sanguíneas,
exames
hematológicos
gerais.
Cinza Fluorato de sódio
8-10
inversões
Testes de
glicose, para
evitar glicólise
(quebra do
açúcar), e
lactato.
Laranja
Gel separador + ativador
de coágulo
5 inversões
Coleta de soro
com ação
rápida para
testes de
bioquímica e
análise de
substâncias.
Rosa EDTA
8-10
inversões
Tipagem
sanguínea,
testes
crossmatch, e
outros exames
de banco de
sangue.
Preto
Citrato (em baixa
concentração)
3 inversões
Testes de
sedimentação
de eritrócitos
(VE) e outros
exames
hematológicos.
Lilás EDTA
8-10
inversões
Testes de
contagem de
plaquetas,
hemoglobina e
outros exames
hematológicos.
Marrom Heparina (ou gel
separador)
5 inversões Testes clínicos
gerais com
plasma, com
foco em
exames de
metabolismo e
enzimas.
Fonte: SPLABOR, 2023.
Antes de adentrar às atividades práticas, observe abaixo os insumos necessários para a
realização da flebotomia:
Gaze ou algodão hidrófilo;
Antisséptico: álcool etílico 70%;
Etiquetas com a correta identificação do paciente;
Caneta;
Tubos de coleta;
Caixa de descarte para material perfurocortante;
Garrote;
EPIs (jaleco, luvas, máscara e pró-pés);
Curativos (blood stop);
Agulhas e/ou escalpes;
Em caso de sistema à vácuo: adaptador de agulha (conhecido popularmente como
canhão);
Em caso de sistema aberto: seringas descartáveis.
Atividade Prática 01: Flebotomia Utilizando
Sistema Fechado (vácuo)
Preparar o documento de solicitação de coleta contendo nome completo do
participante, documento de identificação (RG ou CPF), data e hora da coleta;
Apresentar-se devidamente e confirmar os dados do participante da atividade
prática;
Higienizar e descontaminar as mãos;
Verificar o respeito às condições necessárias para arealização da coleta (exemplo:
jejum de x horas, restrições alimentares, suspensão de medicações, reações de
hipersensibilidade ao látex ou ao álcool 70%);
Separar os tubos que serão utilizados na coleta. Neste caso, utilizaremos tubos
contendo anticoagulante EDTA (tampa roxa) e o tubo contendo gel separador de
coágulo (tampa amarela) para obtenção de amostra de soro;
Ordem de coleta: Tampa amarela → Tampa roxa.
Posicionar o participante, aplicar o garrote (ou torniquete), solicitar-lhe o
fechamento da mão e identificar o local de coleta:
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📄 Atividade Prática
Figura 6
Fonte: Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: fossa antecubital, com vasos mais superficiais e calibre
adequado para punção venosa. A fossa antecubital é a região do corpo localizada
na parte frontal do cotovelo, sendo uma área comum para a realização de
punções venosas. Descrever a área de forma detalhada pode ser importante para
orientar a realização de coletas de sangue ou a inserção de um acesso
intravenoso. Descrição da Fossa Antecubital do Braço Esquerdo para Punção
Venosa: Localização: A fossa antecubital fica na região do cotovelo, na parte
interna do braço, onde a pele é fina e a área é relativamente plana, o que facilita o
acesso venoso. Vasos: A fossa antecubital contém alguns dos vasos sanguíneos
mais acessíveis para punção venosa, como a veia mediana cubital, que é a mais
comum de ser usada para coletas de sangue ou acesso intravenoso. Outros vasos
visíveis e palpáveis na região podem incluir as veias basílica e cefalica, que
também são usadas dependendo da situação clínica. Características dos Vasos: 1.
Veia Mediana Cubital: É a principal veia utilizada na punção venosa devido ao seu
calibre adequado e posição superficial, o que facilita a visualização e a palpação.
Ela geralmente corre de maneira transversal na fossa antecubital, formando
uma linha entre a veia basílica e a veia cefálica. Essa veia é a mais facilmente
palpável e visível, sendo a preferida na maioria das coletas de sangue e infusões.
2. Veia Basílica e Cefálica: São veias de maior calibre, porém localizadas em
posições mais profundas, exigindo mais habilidade para serem acessadas. Elas
também são utilizadas quando a veia mediana cubital não é adequada ou está
difícil de localizar; Aspecto da Região: A pele na fossa antecubital tende a ser
mais fina e sem muita musculatura, permitindo uma boa visibilidade dos vasos
sanguíneos. Quando a pessoa está relaxada e com o braço ligeiramente
estendido, as veias podem ficar mais proeminentes e fáceis de localizar. Calibre
Adequado para Punção: O calibre adequado das veias na fossa antecubital,
especialmente a mediana cubital, é ideal para a punção venosa, pois ela oferece
resistência suficiente sem ser excessivamente profunda ou fina. Isso torna a
punção mais fácil e menos dolorosa. Fim da Descrição.
Após a identificação do local de coleta, remova o garrote do participante e peça
que ele aguarde até o procedimento de coleta;
Deixe o participante sem o garrote por aproximadamente 10 minutos.
Organize todos os insumos necessários em sua mesa de apoio: Agulha ou escalpe;
adaptador de agulha; tubos de coleta; gaze ou algodão; curativo; e antisséptico
(álcool 70%);
É importante que a organização dos insumos torne a coleta de maneira fluida,
passando segurança ao participante e evitando erros e possíveis contaminações.
Aplique o garrote, confirme o local identificado para coleta;
Coloque as luvas;
Aplique o antisséptico no local do acesso e deixe secar (aproximadamente 30 a 40
segundos);
Atarraxe a agulha ou escalpe no adaptador do sistema à vácuo;
Informe ao participante que a punção será iniciada, atentando-se para qualquer
indício de movimentos involuntários ou perda de consciência do participante;
Insira a agulha colocando-a gentilmente com o bisel voltado para cima, formando
um ângulo de 30º a 45º entre a agulha e o antebraço do participante;
Figura 7
Fonte: Adaptada de Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem descreve uma mão realizando uma flebotomia em
um paciente, utilizando um sistema a vácuo, na região da Fossa Antecubial. Fim
da descrição.
Coloque o tubo contendo gel separador de coágulo (tampa amarela) furando a
tampa do tubo com a agulha do adaptador do sistema vácuo, provocando a
entrada automática do sangue ao interior do tubo e aguarde o preenchimento do
tubo de forma adequada;
Retire o tubo com tampa amarela preenchida e conecte o tubo contendo EDTA
(tampa roxa) e aguarde o preenchimento com o volume adequado de sangue;
Retire o tubo com a tampa roxa homogeneizando-o (invertendo-o gentilmente 5
a 10 vezes) suavemente, a fim de não provocar hemólise na amostra;
Remova o garrote;
Posicione a gaze ou algodão sobre o local de inserção da agulha;
Remova a agulha e descarte-a na caixa de material perfurocortante;
Pressione o local do acesso venoso com a gaze ou algodão e aplique o curativo
adesivo.
Diferentes Agulhas e Escalpes para Coleta e
Respectivos Calibres
Tabela 5 – Diferentes calibres de agulha e suas respectivas cores.
Dimensão Cor
21G x 3/4”x 12”; 0,8 x 19 x
300 mm
Verde
21G x 3/4”x 7” ; 0,8 x 19 x
190 mm
Verde
22G x 3/4”x 12”; 0,7 x 19 x Preta
300 mm
22G x 3/4”x 7”; 0,7 x 19 x 190
mm
Preta
23G x 3/4”x 12”; 0,6 x 19 x
300 mm
Azul
23G x 3/4”x 7”; 0,6 x 19 x 190
mm
Azul
Atividade Prática 02: Coleta Capilar
Higienizar e descontaminar as mãos;
Calçar as luvas;
Selecionar o local de punção capilar: A coleta de sangue capilar mais comum é
feita na ponta dos dedos das mãos, sendo o dedo anelar ou médio os mais
utilizados. A coleta capilar também pode ser realizada no lóbulo da orelha,
especialmente quando é necessário minimizar o desconforto para o paciente. Em
bebês e crianças pequenas, a coleta capilar é frequentemente feita na ponta do pé
ou na região do calcanhar, especialmente em recém-nascidos e lactentes;
Aplicar o antisséptico (álcool 70%) no local e deixar secar (30 a 40 segundos);
Abrir uma lanceta estéril à vista do paciente verificando possíveis defeitos na
lanceta. Em caso de qualquer suspeita, descarte-a na caixa de materiais
perfurocortantes e abra uma nova lanceta;
Realize o aquecimento do local de punção;
Avise ao participante que a punção será iniciada, puncione a pele do dedo médio
ou do dedo anelar com a lanceta;
Descartar a lanceta utilizada na caixa para materiais perfurocortantes;
Limpar a gota de sangue com gaze ou algodão;
Pressionar o local da coleta até o cessar do sangramento no local.
Leitura
Guia de coleta, armazenamento e transporte de amostras
biológicas – Unidade de Apoio ao Diagnóstico do Rio de Janeiro
(UNADIG-RJ), Priscila Azevedo Sant’Ana de Oliveira & Fabiane
Pereira Custódio Matos, 2023.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/63137?show=full
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
Livros
Urinálise e Fluidos Corporais
STRASINGER S. K., MARJORIE S. L. Urinálise e fluidos corporais, 5ª edição; Capítulo 15,
páginas 271 – 284. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2009.
Leitura
Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia
Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML)
Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
(SBPC/ML): coleta e preparo da amostra biológica. Barueri: Manole/Minha Editora,
Página 6 de 10
📄 Material Complementar
2014. Cap.6.19 – Coleta em parasitologia e Capítulo 6.20 – Pesquisa de sangue oculto
nas fezes
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://bit.ly/3xpUT5L
Coleta e Processamento de Amostras de Urina
Urinálise
O néfron é a unidade funcional dos rins e são as estruturas responsáveis por realizar a
remoção de bioprodutos/resíduos do metabolismo, pela recaptação de nutrientes que
devem retornar ao sistema fisiológico e pela produção e concentração da urina. Os
néfrons são capazes de captar, seletivamente, resíduos do sangue, enquanto mantêm o
equilíbrio hidroeletrolítico. As funçõesdos néfrons são reguladas pelo fluxo sanguíneo
renal; pela taxa de filtração glomerular; pela capacidade de reabsorção tubular; e, por
fim, pela secreção tubular. Cada rim contém 1 a 1,5 milhões de néfrons e, desta forma,
são os órgãos responsáveis pela filtração do sangue e produção da urina. Levando-se
em consideração um indivíduo normal, com estatura e peso corporal pertencente à
média da população, o fluxo sanguíneo renal total é de 1.200 mL/minuto e o fluxo
plasmático renal total varia de 600 a 700 mL/minuto, aproximadamente. Deste volume
temos a filtração de aproximadamente 10% do volume total (120 mL), reabsorção de
99% de água, íons e outros componentes bioquímicos e, ao final do processo, a
formação de 1 a 2 mL de urina por minuto. Entre os compostos reabsorvidos, podemos
citar a glicose, aminoácidos, íons cloreto, sódio, ureia e água. A concentração final do
conteúdo filtrado depende do gradiente osmótico e da atividade do hormônio
vasopressina – também conhecido por hormônio antidiurético (ADH) -, que podem
estar alterados mediante a taxa de hidratação do indivíduo e a ingestão de líquidos ou
medicamentos que alterem a atividade hormonal da vasopressina.
O volume de urina normal produzido diariamente é de 1.200 a 1.500 mL, mas, para fins
diagnósticos laboratoriais, utiliza-se o intervalo de 600 a 2.000 mL. Volumes abaixo do
valor mínimo de referência são denominados oligúria – em casos de ausência de
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📄 Introdução ao Tema
produção de urina, denomina-se anúria –, geralmente vista em pacientes em quadros
de desidratação e, contrariamente, volumes acima do valor máximo de referência são
denominados poliúria, observada em pacientes com diabetes mellitus e diabetes
insipidus, e associada ao tratamento com diuréticos, consumo de cafeína e álcool.
Além disso, o aumento da produção de urina no turno da noite denomina-se nictúria.
Muitas substâncias, como bioprodutos do metabolismo de medicamentos e
substâncias estranhas, não são capazes de serem captadas na filtração glomerular,
principalmente por estarem ligadas a proteínas plasmáticas. Entretanto, ao adentrar
nos capilares tubulares, essas substâncias desenvolvem forte afinidade às células
tubulares, dissociam-se das proteínas carreadoras plasmáticas e, durante o processo
de secreção tubular, são transportados ao filtrado, pelas células tubulares.
O pH sanguíneo de um indivíduo normal encontra-se na faixa de pH neutro, com valor
de 7,4. Naturalmente, o próprio metabolismo e o contato com alimentos, líquidos,
medicamentos e outras substâncias tendem a alterar o pH do sangue, que precisa ser
tamponado e eliminar o excesso de ácido. O tamponamento sanguíneo é dependente
de íons bicarbonato (〖HCO〗_3^-), que são filtrados pelo glomérulo dos néfrons e
que retornam rapidamente ao sangue. Além disso, a secreção de íons hidrogênio (H+)
pelas células tubulares ao filtrado impedem que íons bicarbonato sejam excretados e
retornem ao plasma. Como resultado, a excreção de íons H+ na urina torna-a mais
ácida, com pH normal entre 5 e 6. Quando a urina possui pH abaixo de 5, pode indicar a
presença de acidose metabólica, presente em diferentes condições patológicas, como
diabetes. Contrariamente, quando o pH da urina encontra-se acima de 7,5 – 8, pode-
se estar diante de um quadro de alcalose metabólica, presente em infecções do trato
urinário (ITU) bacterianas, entre outras condições patológicas.
A urina é considerada uma amostra contaminante e, relembrando o tema Boas
Práticas de Laboratório e Biossegurança, o profissional biomédico deve estar
paramentado com os equipamentos de proteção individuais (EPIs) adequados à prática
de coleta. Como pode-se observar, a urina é uma amostra biológica rica e muito
importante para a prática laboratorial diagnóstica.
A análise da urina, especialmente a urina de tipo 1 (EAS tipo 1), é um dos
procedimentos mais solicitados da rotina laboratorial, sendo uma triagem de ampla
aplicabilidade. Entre algumas das análises mais realizadas, pode-se citar a avaliação da
cor da urina, turbidez, odor da urina, a análise química da urina por fita reagente e a
análise microscópica-sedimentação da urina.
Figura 7
Fonte: Adaptada de Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem descreve dois potes de coleta de urina, com a
seguinte diferença: à esquerda, Pote com Urina Coletada: Este pote contém urina
coletada de um paciente. Pode ser visível uma coloração que varia de amarelo
claro a âmbar, dependendo da hidratação do paciente. A tampa do pote está
fechada de forma segura para evitar vazamentos e contaminações. A amostra
coletada pode ser usada para análise laboratorial, como exames de urina de
rotina, culturas ou testes de substâncias específicas, como proteínas ou glicose.
O pote tem uma etiqueta identificando o paciente, a data e o horário da coleta, o
que é essencial para garantir a rastreabilidade da amostra. À direita, temos um
Pote Estéril sem Amostra Biológica: Este pote está estéril, ou seja, não contém
nenhuma amostra biológica. Está sendo mostrado vazio, que será utilizado para
uma coleta futura de urina. O pote estéril é projetado para garantir que a amostra
coletada dentro dele não seja contaminada por microrganismos ou substâncias
externas. Fim da descrição.
Tabela 6 – Análise de coloração da urina e seus possíveis significados clínicos.
Cor da
amostra de
urina
Significado clínico
Azul–
esverdeada
Corante (azul de mmetileno); infecção por
Pseudomonas; Riboflavina
Rosa –
laranja -
vermelho
Hemoglobina; Mioglobina; Fenolftaleína;
Porfirinas; Rifampicina
Vermelho–
marrom –
preto
Hemoglobina; Mioglobina; Hemácias; Ácido
Levodopa; Melanina; Metildopa
Aprofundando-se em sua composição, a urina é constituída por ureia e diversos
produtos bioquímicos dissolvidos na água. Geralmente, 95% de água e 5% de solutos.
Entre os compostos mais comuns, analise a Tabela 7.
Tabela 7 – Composição da urina normal (coleta 24 horas)
Componente
Quantidade
(g)
Observações
Orgânicos
Uréia 25 - 35
60 a 90% de material
nitrogenado
Creatinina 1,5
Derivado do metabolismo
da creatina
Ácido Úrico 0,4 – 1,0
Derivado do metabolismo
de ácidos nucleicos
Ácido
Hipúrico
0,7
Derivado do metabolismo
do ácido benzóico
Outras
Substâncias
2,9
Carboidratos, pigmentos,
ácidos graxos, proteínas,
hormônios, etc.
Inorgânicos
Cloreto de
sódio
(NaCl)
15  
Potássio
(K+)
3,3  
Sulfato
(SO4
+)
2,5
Derivado do metabolismo
de aminoácidos
Fosfato
(PO4
3-)
2,5  
Amônio
(NH4
+)
0,7
Derivado do metabolismo
proteico e da glutamina;
produto da hidrogenação
da amônia
Magnésio
(Mg2+)
0,1  
Cálcio
(Ca2+)
0,3  
Fonte: Adaptado de Tortora G. J.; Anagnostakos N. P., 1990; Strassinger S. K., Di
Lorenzo M. S., 2009, p. 34
Apesar de ser uma amostra biológica de simples coleta (exceto em coleta de urina de
paciente com catéter urinário), a sua obtenção deve respeitar, principalmente:
Paramentação adequada do profissional de coleta: jaleco, luvas, máscara e
sapatilhas (pró-pés);
Critérios de limpeza da região genital do paciente;
Frasco(s) coletor(es): normalmente um becker de plástico transparente ou
translúcido, limpo, seco e esterilizado; e tubos ou potes transparentes, para
distribuição da amostra de urina coletada no becker, respeitando as mesmas
características anteriores e vedação à prova de vazamento. Os tubos ou potes
devem permitir a análise dos aspectos de cor e turbidez da amostra de urina;
Tipo de amostra (aleatória; primeira urina da manhã; duas horas após a refeição;
jato médio; urina de 24 horas; urina coletada em sistema estéril – catéter; e
punção supra púbica);
Acondicionamento da amostra coletada (ao abrigo da luz);
O encaminhamento do frasco ao laboratório (normalmente com prazo máximo
de 2 horas entre o momento da coleta e as análises).
Identificação correta do paciente, com localização da etiqueta no corpo do
recipiente.
Atividade Prática 01 – Coleta de Urina tipo I e
Análises de Cor, Odor, Turbidez da Amostrae
Análise Química da Urina
Idealmente e na prática clínica diagnóstica, a amostra coletada é o jato médio, na
primeira urina da manhã (imediatamente após o paciente acordar), pois esta amostra
apresenta a maior concentração de componentes e metabólitos, coloração e acidez
ideais para a atividade diagnóstica. Entretanto, não sendo possível esta coleta, a
primeira amostra após um intervalo de 2 horas sem urinar também é recomendada.
Para fins da exequibilidade do experimento e conhecimento do protocolo,
realizaremos a coleta de uma amostra de urina aleatória, de um participante voluntário
presente na atividade prática.
Materiais e insumos necessários:
EPIs – jaleco, luvas, sapatilhas e máscara;
Potes de coleta universal, limpos, transparentes e esterilizados;
Becker de 250 ou 500 mL de plástico ou vidro;
Gaze estéril;
Tubos falcon de 15 mL e/ou tubo de ensaio com tampa de vedação;
Folha pautada;
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📄 Atividade Prática
Tiras reagentes para exame químico da urina;
pHmetro exclusivo para amostras de urina ou tiras reagentes para análise de pH.
Protocolo 01 (para participantes do sexo feminino) – protocolo deve ser realizado
pela participante em local reservado (banheiro), individualmente em sua cabine.
Higienização da região de coleta:
Higienizar e descontaminar as mãos;
Higienizar a região genital com água e sabão, no sentido de frente para trás
– importante que quaisquer resíduos eventualmente utilizados sejam
totalmente removidos no processo de higienização local;
Enxugar toda a região com gaze limpa e estéril, no sentido frente para traz;
Separar os grandes lábios, limpar o meato urinário e a região ao redor da
uretra;
Com uma das mãos, manter os grandes lábios separados;
Com a outra, segurar o becker, posicionando-o adequadamente para coleta da
urina;
 Iniciar a micção e coletar todo o volume de urina excretado;
Transferir a urina do becker para o frasco estéril e fechá-lo adequadamente,
evitando vazamentos ou contato com contaminantes externos;
Desprezar o volume de urina excedente no vaso sanitário;
Retornar com o pote de amostra de urina para a área de experimentação;
Protocolo 01 (para participantes do sexo masculino) – protocolo deve ser realizado
pelo participante em local reservado (banheiro), individualmente em sua cabine. Se
possível, não faça a coleta na região do mictório, pois é uma região de grande
probabilidade de contaminação da amostra de urina.
Higienização da região de coleta:
Higienizar e descontaminar as mãos;
Retrair o prepúcio e expor a glande;
Lavar a região da glande com água e sabão;
Enxugar utilizando gaze estéril, a partir do meato uretral;
Com uma das mãos, manter o prepúcio limpo exposto;
Com a outra, segure o becker adequadamente para coleta da amostra de urina;
Iniciar o processo de micção, coletando todo o volume de urina;
Transferir a urina do becker para o frasco estéril e fechá-lo adequadamente,
evitando vazamentos ou contato com contaminantes externos;
Desprezar o volume de urina excedente no vaso sanitário;
Retornar com o pote de amostra de urina para a área de experimentação;
Protocolo 02 – Análise de odor da urina:
Coloque o frasco de urina sobre a bancada protegida com papel de bancada;
Com o frasco sobre a bancada, homogenize a amostra de urina realizando
movimentos circulares leves, sem retirar o frasco da superfície, por 10 a 20
segundos;
Abra o frasco removendo sua tampa;
Aproxime a amostra de sua (experimentador) região nasal e sinta o odor da urina
do participante;
 Anote os resultados segundo o seguinte padrão, a seguir:
Odor Possíveis significados
Normal, amoníaco ou
amoníaco diluído
Odor de urina normal
(fisiológico); ou alta ingestão
de água (indivíduo bem
hidratado), respectivamente.
Forte, amoníaco
Desidratação; alta
concentração de urina;
Infecção do trato urinário
(ITU).
Doce, frutado
Aumento na concentração de
glicose, na amostra de urina.
Odor de peixe (pútrido) Infecção bacteriana.
Forte odor de vegetais Consumo aspargos.
Forte, odor de leite azedo Fenilcetonúria (PKU).
Odor de sangue, metálico
Presença de sangue na urina
(hematúria); Patologias
renais; ou infecções.
Protocolo 03 – Análise de cor e turbidez da amostra:
1. Com o frasco de urina coletado sobre a bancada, homogenize a amostra de urina
realizando movimentos circulares leves, sem retirar o frasco da superfície, por 10
a 20 segundos;
2. Com uma pipeta sorológica, colete 10 mL de urina e transfira a um tubo de ensaio
de vidro limpo e tampe-o;
3. Verta o tubo suavemente 2 a 3 vezes e, após, observe a cor da amostra de urina;
4. Anote o resultado seguindo a tabela 6 desta apostila;
5. Após a análise da cor, coloque uma folha pautada atrás do tubo contendo a
amostra biológica e analise se a linha da folha permaneceu visível ou turva, e
anote o resultado ao final da análise;
6. Analise se há a presença de espuma na amostra de urina e anote o resultado ao
final da análise.
Protocolo 04 – Análise do pH e da composição química da amostra de urina:
1. Separar 2 fitas medidoras de pH;
2. Mergulhe a fita até os quadrados sejam submersos na urina;
3. Mantenha os quadrados submersos na urina por 10 – 20 segundos;
4. Remova a fita da urina e aguarde até que a cor dos quadrados estabilize (como
exemplificado na imagem abaixo):
Figura 9
Fonte: Adaptada Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um profissional de laboratório, vestindo
um jaleco branco e luvas descartáveis de látex, manipulando uma amostra de
urina. A pessoa segura um tubo de ensaio contendo um líquido amarelo claro
(urina), enquanto usa a outra mão para mergulhar uma tira de teste na
substância. A tira medidora de pH possui pequenas áreas coloridas, indicando
que se trata de um teste químico para analisar a composição da amostra. Fim da
descrição.
Compare o resultado das cores com o padrão do fabricante e anote o resultado (como
exemplificado na imagem a seguir):
Figura 9
Fonte: Adaptada de Getty Images
#ParaTodosVerem: a cena é capturada de perto, focando as mãos do
profissional. A imagem mostra um profissional de laboratório usando luvas
descartáveis de látex segurando uma tabela de cores utilizada para análise de
testes de urina. A tabela contém várias colunas e linhas de pequenos quadrados
coloridos, variando de tons de amarelo a laranja e roxo. Ela serve como uma
referência para comparar os resultados obtidos em uma tira de teste de urina. A
tabela de cores contém texto impresso, com padrões colorimétricos associados
à faixa de pH da amostra, auxiliando na interpretação do exame. Fim da
descrição.
Observação importante: em caso de dúvidas quanto ao resultado, reproduza o
protocolo experimental novamente.
Análise química da urina com fita reagente:
1. Separar uma fita reagente para análise química da urina, como exemplificado a
seguir:
Figura 12
Fonte: Adaptda Getty Images
#ParaTodosVerem: a imagem contém O fundo branco, que realça os objetos,
dando destaque às cores das tiras e do líquido dentro do frasco (urina). A cena
sugere um ambiente clínico ou laboratorial, evidenciando a prática de exames
para análise de componentes químicos na urina. A imagem apresenta um
conjunto de itens utilizados em exames de urina, dispostos sobre uma
superfície branca. No centro, há um pequeno frasco transparente contendo um
líquido amarelo (urina), com a tampa branca removida e colocada ao lado. À
frente do frasco, duas tiras de teste químico de urina estão posicionadas, cada
uma com pequenas áreas coloridas em diferentes tonalidades, incluindo
amarelo, azul, verde e rosa. Ao fundo, um recipiente cilíndrico preto com um
rótulo ilustrado por uma tabela de cores está inclinado. A tabela apresenta
diversas fileiras de pequenos quadrados coloridos, servindo como referência
para comparar os resultados das tiras de teste. Fim da descrição.
1. Semelhante à medição da fita de pH, mergulhe a fita até os quadrados sejam
submersos na urina;
Em caso de pouca amostra de urina, utilize uma pipeta pasteur paracoletar a
urina do recipiente e aplique sobre a fita de forma que todos os quadrados
tenham contato satisfatório com a amostra de urina;
2. Aguarde aproximadamente 30 segundos (importante verificar o tempo
cronometrado segundo o protocolo do fabricante) e compare com o padrão do
fabricante;
3. Anote o resultado.
Coleta e Processamento de Amostras de Fezes
As fezes são o produto do processo de digestão de alimentos, mas que também são
compostos por diferentes produtos bioquímicos que são excretados pelo paciente,
como restos eritrocíticos provenientes da hemocatarese, pigmentos biliares, células
de epitélio intestinal; bactérias; e água. Na rotina laboratorial, a amostra fecal é
utilizada para análises macroscópicas, principalmente a escala de Bristol;
microscópicas, principalmente na busca por ovos e espécimes de parasitos;
bioquímicas, especialmente na busca pela presença de sangramentos intestinais (teste
de sangue oculto nas fezes); e microbiológicas, utilizado para testes de cultura para
identificação, isolamento e susceptibilidade de terapias para bactérias e fungos
patogênicos.
Para análise macroscópica, a escala de Bristol é um recurso utilizado para
caracterização do aspecto físico da amostra fecal, que também tem significados
clínicos que enriquecem o diagnóstico laboratorial. Esta escala é composta por 7 (sete)
parâmetros que podem ser observadas a seguir (tabela 8):
Tabela 8 – Escala de Bristol, definições associadas aos parâmetros e possíveis
significados clínicos
Fonte: Wikipedia
Para fins terminológicos, a diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência da
defecação, aumento do volume e água na amostra fecal (maior volume de água) e
aumento do peso diário das fezes acima de 200 g, embora a pesagem fecal não seja
praticada frequentemente. Além disso, pode-se classificar a diarreia em 2 (duas)
subcategorias diferentes:
1. Diarreia secretora: que ocorre pelo aumento da secreção de água e eletrólitos,
acima da capacidade de absorção pelo epitélio intestinal, no intestino grosso.
Entre alguns microrganismos, pode-se citar a Escherichia coli; Clostridium spp.;
Vibrio cholerae; Staphylococcus spp.; protozoários; e parasitos intestinais;
2. Diarreia Osmótica: degradação ou reabsorção incompleta dos alimentos, sendo
resultado de má-digestão, levando ao excesso de fezes aquosas.
Entre os testes utilizados na rotina laboratorial de amostras fecais diarreicas, pode-se
citar a cultura de amostra fecal para análise microbiológica; exame microscópico na
busca por ovos/espécimes de parasitos do trato digestório; imunoensaio para
identificação de diarreias de natureza viral (rotavírus); análise da presença de gordura
fecal; entre outros.
A coleta de amostra fecal é uma tarefa desconfortável ao paciente, envolvendo
(dependendo da pessoa) certa dose de constrangimento individual. Entretanto, tal
“barreira” deve ser tratada com respeito e profissionalismo, assegurando que o ato da
coleta fecal é uma tarefa necessária e que a amostra é importante para a atividade
laboratorial diagnóstica. Objetivamente, não existem restrições quanto à preparação
do(a) paciente, não havendo necessidade de jejum. A principal orientação que deve ser
comunicada é: as fezes devem ser coletadas de um recipiente limpo e transferidas a
um recipiente coletor fornecido pelo laboratório. Em caso de Coprocultura, a amostra
fecal também deve ser coletada em um recipiente limpo, mas o recipiente de
armazenamento pode conter conservantes e requerer mais do que uma amostra no
mesmo recipiente, exemplo: 3 coletas de 3 amostras de fezes diferentes daquele
paciente.
Normalmente, o acondicionamento de amostras fecais é realizado em local refrigerado
(4 a 8ºC - geladeira) podendo ser encaminhado ao laboratório analítico em até 24
horas após a coleta, não devendo passar desse período.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
Livros
Coleta e Processamento de Amostras de Sêmen
Coleta e processamento de amostras de sêmen: STRASINGER Susan King, MARJORIE
Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais, 5ª edição; Capítulo 11, páginas 217 –
231. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2009.
Coleta e Processamento de Amostras de Líquido
Amniótico
Coleta e processamento de amostras de líquido amniótico: STRASINGER Susan King,
MARJORIE Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais, 5ª edição; Capítulo 14,
páginas 259 – 270. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2009.
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📄 Material Complementar
Coleta e Processamento de Amostras de Líquido
Sinovial (Articulações Sinoviais)
Coleta e processamento de amostras de líquido sinovial (articulações sinoviais):
STRASINGER Susan King, MARJORIE Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais,
5ª edição; Capítulo 12, páginas 231 – 242. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora,
2009.
Coleta e Processamento de Amostras de Líquido
Cefalorraquidiano (LCR)
Coleta e processamento de amostras de Líquido Cefalorraquidiano (LCR):
STRASINGER Susan King, MARJORIE Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais,
5ª edição; Capítulo 10, páginas 193 – 216. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora,
2009.
Coleta e Processamento de Amostras de Fluidos
Serosos
Coleta e processamento de amostras de fluidos serosos: STRASINGER Susan King,
MARJORIE Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais, 5ª edição; Capítulo 13,
páginas 243 – 258. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2009.
Coleta e Processamento de Amostras de Lavado
Broncoalveolar (BAL)
Coleta e processamento de amostras de lavado broncoalveolar (BAL): STRASINGER
Susan King, MARJORIE Schaub Di Lorenzo. Urinálise e fluidos corporais, 5ª edição;
Apêndice B, páginas 291 a 293. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora, 2009.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente
em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos, Brasília: Anvisa,
2009.
FLEURY M. K. Manual de Coleta em Laboratório Clínico. Rio de
Janeiro: PNCQ, 2019.
Ministério da Saúde. Manual de Apoio aos Gestores do SUS:
Organização da Rede de Laboratórios Clínicos. Brasília/MS, 2001.
MARSHALL, W. J. et al. Bioquímica clínica: aspectos clínicos e
metabólicos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
SGRECCIA, E. Manual de Bioética: Fundamentos e Ética
Biomédica. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
SPLABOR. Como escolher tubos para coleta de sangue à vácuo
corretamente. 22/04/2023. Disponível em:
.
STRASSINGER S. K., Di LORENZO M. S. Unirálise e Fluidos
Corporais. 5 ed. São Paulo: Livraria Médica Paulista, 2009.
TORTORA G. J.; ANAGNOSTAKOS N. P. Principles of Anatomy and
Phisiology. 6. ed. New York: Harper&Row; 1990.

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