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Prévia do material em texto

Tecnologia e 
protocolos de 
exames em 
tomografia 
computadorizada
A tomografia computadorizada (TC) tem vários parâmetros técnicos associados à aquisição dos 
exames, sendo o mais simples a formação da imagem tomográfica. No entanto, é importante se 
atentar aos detalhes para uma qualidade de imagem.
Boas-vindas a mais uma unidade repleta de conhecimentos. Por aqui, você terá como objetivo 
conhecer as terminologias tomográficas sobre a formação da imagem tomográfica, reconhecer os 
processos de formação da imagem em equipamentos de TC e relacionar os parâmetros técnicos e 
os fatores de qualidade de imagem.
Está preparado para mais essa jornada? Vamos lá!
PARÂMETROS DE CONTROLE
E FORMAÇÃO DA IMAGEM
3T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Para iniciar seus estudos, acesse este link ou escaneando o QR Code 
ao lado e assista ao vídeo sobre esta unidade.
Além disso, na atividade “O que eu pensava”, aproveite para deixar 
suas primeiras percepções sobre a situação descrita no vídeo.
Formação de imagens tomográficas
COM O
PÉ DIREITO
Como você sabe, a TC é um exame de 
imagem não invasivo que utiliza a junção do 
equipamento de raio X com computadores 
programados capazes de produzir imagens 
de altíssima qualidade dos órgãos internos. 
A imagem é o elemento principal na TC, 
sendo resultado de um processo físico de 
formação de imagem. O processo completo 
de formação da imagem passa por algumas 
etapas. No recurso diretamente no AVA, 
acompanhe as fases dessa formação.
Figura 1. Tomografia computadorizada cardíaca
Assim, na geração da tomografia, cada órgão 
da seção (corte) ou um tecido corresponde a 
um ponto de imagem. Isso se deve à densidade 
de cada tecido e ao seu valor de atenuação à 
radiação. No infográfico a seguir, veja mais 
detalhadamente esse processo.
Figura 2. Resultados de uma seção de uma tomografia
Acesse o conteúdo no AVA
http://www.kaltura.com/tiny/0s1xz
4T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
5T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Após conferir detalhadamente os coeficientes de atenuação, vale a pena pensar em mais um 
aspecto: a quantidade e a espessura dos cortes estão diretamente relacionadas ao tamanho dos 
pixels, que influenciam a qualidade final da imagem. O pixel é responsável pela formação da imagem 
bidimensional, já o voxel é o menor ponto tridimensional de uma imagem. Um conjunto de voxel, 
então, forma uma imagem 3D. Confira essa estrutura a seguir.
LOGO REFLITO
PENSO,
Para uma maior definição de imagem, são necessários voxels menores na aquisição da imagem. 
Imagine só se essa adequação não fosse feita... Como as imagens de TC seriam geradas?
A cada coeficiente de atenuação é atribuído um valor numérico em uma escala, que, em homenagem 
ao inventor da TC, recebeu o nome de escala Hounsfield. Acesse o AVA e acompanhe como ela 
funciona no infográfico a seguir.
Acesse o conteúdo no AVA
6T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
LOGO REFLITO
PENSO,
Embora a invenção da TC seja um grande avanço no radiodiagnóstico, seu uso clínico apresenta 
algumas limitações, como os custos elevados do aparelho e do exame, fazendo com que a tomografia 
seja considerada de alta complexidade na categorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos 
planos de saúde. A presença de artefatos e ruídos nas imagens nem sempre pode ser corrigida, o 
que limita a técnica em casos de pacientes que tenham metais intracorpóreos, por exemplo. Como 
você viu, é necessário um fluxo de fóton suficiente para as informações chegarem aos detectores. 
Isso pode fazer com que os exames de TC utilizem doses de radiação maiores quando comparadas 
às de outras modalidades.
Modo de aquisição
Há pelo menos dois modos de aquisição em equipamentos TC, que variam de acordo com o 
fabricante, a marca e o modelo do aparelho. Veja quais são eles:
Scan-view Scan-scan
É o modo no qual é feita a varredura de um 
pequeno bloco de cortes e são mostradas as 
imagens na tela da estação de trabalho. Ele é 
mais lento de aquisição, pois, enquanto mostra 
as imagens, há uma pausa na varredura.
É o modo no qual as imagens são mostradas 
apenas no fim da varredura, tornando a 
aquisição mais rápida. O modo de aquisição 
mais comum nos equipamentos mais 
modernos e do tipo helicoidal é o multislice.
7T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Após conhecer os dois modos de aquisição, é importante que você saiba uma desvantagem 
importante. Para o modo scan-scan, se houver movimento por parte do paciente e as imagens 
ficarem borradas por conta disso, somente será possível perceber o artefato ao final da aquisição. 
Artefato: Imagem de estruturas ou padrões sem relação com o objeto de estudo.
Glossário
Desde 1983, seja nacional ou internacionalmente, 
as imagens são adquiridas em formato digital 
imaging and communication in medicine (Dicom). 
Eventualmente, há opções de salvamento das 
imagens tomográficas em outros formatos.
No entanto, independentemente do fabricante 
ou do método de diagnóstico por imagem, 
as imagens digitais geradas deverão estar em 
formato Dicom, para que haja uma comunicação 
facilitada em plataformas de armazenamento de 
imagens médicas e seja possível a comunicação 
entre as informações digitais geradas.
Figura 3. Resultados de uma TC
Que tal observar o trabalho do radiologista na aquisição de imagens em uma tomografia? Explore 
em seu AVA um tour 360° e veja a interação no momento do exame.
TIRANDO A
PROVA DOS NOVE Acesse o conteúdo no AVA
Chegou o momento de testar os conhecimentos adquiridos até aqui. Acesse o AVA e faça a atividade 
“Tirando a prova dos nove”.
Acesse o conteúdo no AVA
TOUR
360°
8T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
LOGO REFLITO
PENSO,
Há uma ferramenta chamada “região de interesse” (ROI), do inglês region of interest, que pode ter o 
formato de circunferência, quadrado, retângulo, etc. O intuito é selecionar uma área de interesse e 
obter dados, como: a área, a quantidade de pixels e o número de unidades Hounsfield (HU) dentro 
dessa região.
Planos de corte e terminologias
Imagens tomográficas são adquiridas, na maioria das vezes, no plano axial, conhecido também 
como plano transversal. Após a aquisição, o volume de imagens adquirido poderá ser reformatado 
em diferentes planos, como sagital, coronal, curvo, radial ou oblíquo. Que saber mais sobre os 
cortes? Confira a seguir.
Plano coronal Plano axial Plano sagital
O plano coronal é definido 
por cortes realizados 
de uma região anterior 
para uma posterior.
O plano axial é definido 
por cortes realizados 
de uma região superior 
para uma inferior.
O plano sagital são 
cortes feitos da direita 
para a esquerda e se 
assemelha a um perfil, 
porém volumétrico.
9T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Em um exame de TC, será adquirido um 
volume de imagens no mesmo plano. É um 
volume, pois cada corte (slice) estará em uma 
altura da região anatômica que deseja ser 
estudada. Quem define o primeiro e o último 
corte de aquisição da estrutura anatômica é 
o profissional das técnicas radiológicas. Essa 
escolha será feita por meio de uma demarcação 
no topograma, que você pode observar um 
exemplo nas figuras ao lado.
Figura 4. Topograma
Para que você possa entender melhor, veja a seguir os planos de imagens de um exame tomográfico 
do tórax. As mesmas estruturas visualizadas no plano axial podem ser visualizadas nos planos 
sagital e coronal. Isso colabora com o diagnóstico do paciente.
E sobre as terminologias?Possivelmente, você está acostumado com os termos “radiopaco” e 
“radiolúcido” ou “radiotransparente”, que definem as densidades radiográficas nas imagens de raios 
X convencionais e digitais. Porém, nos exames de TC, são usadas expressões técnicas para sinalizar 
a atenuação radiográfica de determinado tecido ou órgão nas imagens. Acompanhe:
1 0T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Hipodenso 
(hipoatenuante)
Representa as estruturas menos densas, que apresentam menos resistência 
à passagem do feixe de raios X, como o ar e a água.
Isodenso 
(isoatenuante)
São estruturas de densidade intermediária, que apresentam tom de cinza 
intermediário nas imagens tomográficas, como o baço, o fígado e os rins.
Hiperdenso 
(hiperatenuante)
Representa as estruturas mais densas, que apresentam mais resistência a 
passagem do feixe de raios X, como os ossos, os meios de contraste e os metais.
Há, também, palavras que são comumente utilizadas em 
uma sala de exame de TC e que você ouvirá muitas vezes 
durante o dia a dia da atividade profissional. Acesse o AVA e veja no infográfico interativo quais são 
esses termos. 
Artefatos
Nem tudo é perfeito, não é mesmo? Algumas vezes, aparecem nos exames imagens de estruturas 
sem relação com a estrutura anatômica em estudo. Elas são indesejadas e chamadas de “artefatos”. 
Há algumas fontes de artefatos provenientes do paciente, outras do uso de objetos metálicos ou 
então de parâmetros técnicos e técnicas radiográficas inadequados e de problemas nos detectores.
Em virtude do processo de formação da imagem, os artefatos 
são bem distintos de outras modalidades de imagem, sendo 
identificados pela sua aparência. Vamos entender um pouco melhor alguns deles? Acesse o AVA e 
confira esse conteúdo.
Acesse o conteúdo no AVA
Acesse o conteúdo no AVA
1 1T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Mesmo em tomógrafos mais modernos, os artefatos metálicos ainda representam grande limitação 
para interpretação da imagem. Além disso, os metais atenuam os raios X, formando imagens 
hiperdensas e pronunciadas, interferindo na imagem.
Uma maneira de minimizarmos esses efeitos indesejados é solicitar que os pacientes removam os 
objetos metálicos da região que será examinada antes da realização do exame, impedindo, assim, o 
aparecimento de artefatos metálicos nas imagens tomográficas.
Mas o que fazer quando os artefatos metálicos não podem ser removidos? Descubra na figura 
a seguir.
PAUSA PARA
UM CAFÉ
Até aqui, você aprendeu algumas terminologias e os artefatos 
na TC. Agora, veja tudo sob outra perspectiva: acesse o AVA e 
ouça o podcast com a professora Juliana e o convidado Leandro Michelis. Está imperdível!
Acesse o conteúdo no AVA
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Parâmetros de aquisição de imagens
Os exames de TC utilizam dois parâmetros 
técnicos idênticos aos utilizados nos raios 
X convencionais e digitais: o kV e o mA. O 
kV é a quantidade e a qualidade do feixe de 
raios X (tensão), e o mA é a corrente do tubo. 
Embora haja a necessidade de controlar os 
valores de tensão, a maioria dos aparelhos de 
TC apresenta valores de kV e mA constantes, 
com uma faixa de variação. Deve ser feito 
um controle no valor da corrente do tubo 
para que chegue informação suficiente aos 
detectores, otimizando a dose no paciente e 
evitando desgaste excessivo do tubo de raios 
X. No entanto, há mais parâmetros que são 
importantes no planejamento de um exame 
tomográfico. Acesse o AVA e veja no infográfico 
quais são eles.
Figura 5. Tomografia computadorizada durante o diagnóstico
FOCO
NA PRÁTICA
Os computadores para aquisição de imagens tomográficas não são equipamentos comuns. Eles têm 
monitores com maior resolução e teclados específicos com funções para aquisição, visualização, 
disparo dos raios X, movimento da mesa de exame e janelamento das imagens adquiridas. Veja no 
AVA como é o teclado de um tomógrafo.
Acesse o conteúdo no AVA
Janelamento: É a alteração da escala de cinza, quando é possível colocar em evidências tecidos moles ou tecidos ósseos. 
Quando é realizado o janelamento, não é possível visualizar todos os tipos de tecidos com qualidade ao mesmo tempo.
Glossário
Acesse o conteúdo no AVA
1 3T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Até aqui você viu muito sobre a imagem produzida pelo 
tomógrafo. Agora, que tal complementar seus estudos com este 
vídeo especial que a professora fez para você? Acesse este link ou 
escaneando o QR Code ao lado e assista.
NO PROFESSOR
DE OLHO
TIRANDO A
PROVA DOS NOVE Acesse o conteúdo no AVA
Chegou o momento de testar novamente seus conhecimentos adquiridos até aqui. Acesse o AVA e 
resolva a atividade “Tirando a prova dos nove”.
EU PENSO
O QUE
Agora que você conheceu o um pouco mais as terminologias e as estruturas das tomografias, acesse 
o AVA e retorne à questão inicial desta unidade. Aproveite e reveja os conceitos consolidados.
Acesse o conteúdo no AVA
SE LIGA!
Você chegou ao fim desta unidade, mas pode complementar seus estudos com os materiais a seguir. 
Confira!
http://www.kaltura.com/tiny/0841s
1 4T E C N O L O G I A E P R O T O C O L O S D E E X A M E S E M T O M O G R A F I A C O M P U T A D O R I Z A D A
Radiologia básica
Este livro traz, em seu 
conteúdo, informações 
pertinentes sobre a radiologia. 
Consulte e aprofunde 
ainda mais seus estudos.
Acesse aqui >
A escala Hounsfield
Este vídeo da Academia 
de Radiologia traz, 
detalhadamente, a 
escala Hounsfield.
Acesse aqui >
Achados da covid-19 
identificados na
tomografia 
computadorizada 
de tórax: ensaio 
pictórico
Este artigo aborda como a 
tomografia computadorizada 
é útil no contexto pandemia 
de covid-19, especialmente 
nos casos mais graves, 
na avaliação da extensão 
da doença, em possíveis 
diagnósticos diferenciais e na 
pesquisa de complicações.
Acesse aqui >
Uau, muito conteúdo até aqui, né? Parabéns, você chegou 
ao fim desta unidade, mas ainda tem um caminho a trilhar! 
Então, não deixe de praticar. Acesse já seu AVA para responder às questões.
Até a próxima!
Acesse o conteúdo no AVA
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Centro de Tecnologia da Informação Renato 
Archer – CTI. Brasília, 2 de maio de 2021. Disponível em: https://www.gov.br/cti/pt-br/acesso-a-
informacao/acoes-e-programas/invesalius. Acesso em: 17 set. 2022.
CHEN, M. Y. M.; POPE, T. L.; OTT, D. J. Radiologia básica. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.
FREITAS, C. F. Imaginologia. Porto Alegre: Artes Médicas, 2014. (Série Abeno: Odontologia Essencial 
– Parte Clínica).
Banco de imagens Pexels, Pixabay e Shutterstock.
SAGAH, 2022.
REFERÊNCIAS
https://viewer.bibliotecaa.binpar.com/viewer/9788580551099/36
https://www.youtube.com/embed/rhY5TFA2XBU
https://www.scielo.br/j/eins/a/sP9DRDdfTWpR6ZvZkqXxHXx/?format=pdf&lang=pt

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